Internacional elimina Corinthians na Neo Química Arena; Vitória goleia e também avança na Copa do Brasil - Linha de Passe
No Linha de Passe desta quinta-feira (6), William Tavares, Gian Oddi, Paulo Calçade e Vitor Birner analisam todos os detalhes do jogo de volta entre Corinthians e Internacional pelas oitavas da Copa do Brasil. Chega com a gente!
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E aí, fã de esporte, tudo bem? Linha de Passe começando. Copa do Brasil encerrando a sua fase de oitavas de final e o Internacional acaba de eliminar o Corinthians dentro da Neoquímica Arena, hein? 2 a 1 para o Internacional. Aliás, para o Corinthians, tinha vencido na ida o Internacional por 2 a 0. Hoje o placar foi suficiente para segurar o Corinthians, mesmo com a vitória da equipe paulista. A torcida do Inter é que faz festa nesse momento na Neo Química Arena, avança à próxima fase, assim como os outros grandes da parte de baixo da tabela conseguiram avançar, né?
O Vasco, o Santos e o Grêmio. Agora chegou a vez do Internacional. Podemos ter um Grenal, quem sabe, na próxima fase da competição. O Vitória conseguiu uma remontada sensacional para cima do Atlético Paranaense, perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, hoje em casa Fez 4 a 0 e também avançou à próxima fase. Olha só o Vitória, hein? Tirou o Flamengo e agora tirou o Atlético Paranaense, derrubou o vice-líder do Campeonato Brasileiro e o terceiro colocado.
Grande campanha do Vitória, não só no Campeonato Brasileiro como também na Copa do Brasil. A gente vai falar sobre tudo isso daqui a pouquinho no Linha de Passe. Seguimos pelo YouTube e daqui a pouquinho a gente volta. Ai, meu Deus do céu! É isso aí, Garapeiro Maluco, um abraço para você. Gostei disso aqui também, Garapeiro Maluco.
Você viu que ele falou que você apresentava outro programa, né?
É, falou, falou. É, eu sou garoto de programa, né?
Faz tempo. Não, mas era outro programa de uma TV aberta, né? De uma TV aberta que dá audiência enorme. É, as pessoas, as pessoas, jamais perdeu o capítulo.
E as pessoas às vezes confundem mesmo. Eu acho que eu não sou nada parecido com ele, mas as pessoas confundem.
Muita gente fala, vou fazer o quê, né?
Depois eu conto. Paulo Calçade, Jean Ode aqui. Jean Ode não tá de férias, ele tá aqui, ele não tá de folga, ele tá aqui, mas aproveita enquanto é tempo. E Vitor Birner também neste Linha de Passe para falar da classificação do Internacional para cima do Corinthians. Daqui a pouco a gente ouve os treinadores também, jogadores, enfim. E vamos dar uma passadinha também no que foi essa remontada aí do Vitória para cima do Atlético Paranaense.
Muito bem. Vitor Birner, em 180 minutos prevaleceu o Colorado em dois confrontos até certo ponto equilibrados, que não foram assim de um grande futebol, mas que o Internacional conseguiu segurar um Corinthians. Eu não sei se se justifica esse desfalque do Heralberto para pouco futebol apresentado nesse período, mas vamos começar pelo Internacional. Birner, tudo bem?
Tudo bem, William. Boa noite a você, boa noite ao Jean Calçade, aos fãs e às fãs do esporte. É mais do que falar sobre modelo, ideia de jogo. A gente já fala disso durante o Linha de Passe, até porque no final das contas foi um jogo em que o Inter se postou nos momentos difíceis como uma equipe que tentava suportar uma pressão do Corinthians, que era uma pressão, digamos assim, pouco organizada. Era muito na base do mandante, Itaquera, arquibancada, e o Inter tinha que lidar com isso, e não é fácil.
Esse time do Inter é um time que tá ameaçando um crescimento na temporada, tanto no Campeonato Brasileiro quanto agora na Copa do Brasil. Mas como é um jogo de uma rivalidade enorme, eu vou me apegar muito a isso na abertura.
Tem mesmo, né?
Jogo de história de 2005 e de rebaixamento corintiano. E o torcedor do Inter detesta o Corinthians. Se classificar em Itaquera é muito especial, independentemente de qualquer coisa que a gente vai falar do jogo. Eu acho que a classificação foi merecida porque ela não tem interferência da arbitragem. O Inter conseguiu se classificar por coisas que fez certo e que não permitiu ao Corinthians fazê-las da maneira como o Corinthians queria.
Suportar a pressão, Itaquera, depois de você tomar um gol no 1 a 0, é muito difícil. A tendência aí era realmente a coisa desandar, mas o Inter faz um gol, toma outro gol e consegue de novo suportar a pressão. Então tem que dar os parabéns para o Internacional pela classificação. E vamos explicar o porquê dela durante o Dia de Passe.
A gente já falou aqui, né, já em outros casos sobre a questão de eficiência, né? Eu acho que dá de novo para a gente falar dessa palavrinha no Inter, porque semana passada foi eficiência daquele período em que o Corinthians saiu do jogo e o Inter fez o primeiro gol. O Corinthians sentiu meio atrapalhado, sentiu o gol, e aí o Inter fez o segundo. E hoje numa jogada ali que era um Inter mais defensivo na partida, mas que aí apareceu Alan Patrick, o Bernabéu E ali o Inter meio que resolveu a parada, né?
Pois é, William. Boa noite a todos. Eu acho que se a gente olhar para o primeiro jogo, não sei nem se dá. Claro que a eficiência acaba valendo para o Inter, mas o Corinthians tinha produzido, Corinthians tava até melhor no jogo, né, antes de sofrer o gol. Então eu acho que ali o plano de jogo do Inter fugiu muito do que o Internacional imaginava para a partida, eu acho, porque a Inter tava jogando em casa. Você provavelmente imaginava um Inter mandando na partida.
No fim das contas, o resultado foi muito bom, né? Acho que especialmente pelo segundo tempo, falando do jogo de ida. Hoje eu acho que, por mais que de fato o Corinthians tenha tido todo o volume no primeiro tempo, toda a posse de bola, aquilo tava dentro do plano do Internacional. O Inter tava jogando dentro da sua área, que eu acho sempre uma estratégia perigosa. Mas aí vamos olhar para o lado positivo dessa estratégia. Primeiro, o Inter não tinha sofrido uma finalização a gol até o momento em que o Corinthians faz o seu gol na bola parada.
Então foi uma falha do goleiro.
Por mais que o Inter tenha dado aquela, aquela opção ao Corinthians de ficar com a bola e de ficar rondando a área o tempo todo e dizer, não, joga aí, vem aí que não tem problema, eu vou me defender. De fato, o Inter tava conseguindo se defender, mas claro que toda vez que você oferece essa possibilidade ao adversário A chance de sair um gol, como saiu o gol do 1 a 0 do Corinthians, ela sempre acaba existindo. E o Corinthians fez 1 a 0.
E aí acho que entra um pouco a questão de Itaquera, do estádio, da torcida, que a gente sabe que 1 a 0 podia ter um efeito avassalador para o Internacional. É tudo bem, o gol foi já no final do primeiro tempo, mas é isso também, né, acaba dando uma baixada. E no segundo tempo O Corinthians, aí eu acho que o Inter volta diferente e isso foi um acerto. O Inter não volta daquele jeito também dizendo, ah, 1 a 0, agora vou me fechar do jeito que eu tava me fechando no primeiro tempo para conseguir garantir esse 1 a 0.
Não, ali o Inter tava tentando jogar mais, né, tava conseguindo talvez colocar melhor o plano de também contra-atacar. Destaque para o Bernabei no jogo porque foi a principal peça ofensiva do Internacional e acho que graças ao gol dele o Inter acaba se classificando, porque aí o gol de empate dá uma, joga um balde de água fria. Na torcida que tava ali empolgada, tal. Depois ainda sai o gol final do jogo, como a gente imaginava que seria, mas foi muito parecido com o começo, né?
O final do jogo, aquilo, o Inter beleza, fechado, esperando o jogo acabar. O Corinthians pressionando meio que no abafo, jogando bola na área daqui para lá, tentando, né, com um zagueiro de segundo centroavante e tudo mais. Mas aí ia ser mais no abafo mesmo. Inter conseguiu se defender e passa. E é uma vitória muito importante, uma classificação muito importante. Acho que a gente fala sempre das questões financeiras, mas nesse caso também esportivamente, porque avança para uma fase aguda, é, e elimina um time que a gente sabe que existe essa rivalidade, existe, né? Essa rivalidade existe.
Elimina o atual campeão. E é bom dizer, o Internacional não chegava a essa fase, essa próxima fase, né, da Copa do Brasil desde 2020. Então já vão aí para 6 anos que o Internacional não desfrutava de uma quartas de final da Copa do Brasil. E dependendo de como for o cruzamento, tava falando disso ontem do Vasco, por exemplo, para o Internacional, dependendo do cruzamento, chega na próxima fase com grandes possibilidades, pelo menos pau a pau com adversário aí, para chegar a uma semifinal, que seria incrível para o time do Inter.
E uma coisa perceptível, que claro, a gente pode falar de esquema tático, a gente pode falar de capacidades individuais, A gente pode falar no que funcionou em algum momento, o que não funcionou em outro no confronto de 180 minutos, Calçade, mas tem uma coisa que tá chamando atenção nesse Inter nos últimos 3 jogos, Flamengo e os 2 confrontos com Corinthians, é que é um time que voltou a ter aquele espírito competitivo. Hoje, nos piores momentos, nos momentos mais complicados, onde parecia que a casa ia cair, o Corinthians faz...
O Inter, ele não se desmonta, ele não se desespera. E é um time mentalmente mostrando uma força que antes não tava mostrando.
Calçadinho, olá, boa noite. O Inter, ele voltou a competir, né, que é algo que ele não conseguia mais fazer. Então chegava alguns jogos do Inter, olhava, parecia que o Inter já saía do vestiário primeiro tempo perdendo o jogo.
Exatamente.
E ele fez isso contra o Flamengo, ele fez contra o Corinthians, apesar de todas as dificuldades do primeiro jogo. E agora a segunda partida no mata-mata é totalmente condicionada por um resultado. E o Inter, cara, sempre analisar o futebol só pelo resultado é terrível. Tivesse tomado o Inter o terceiro gol e perde nos pênaltis, o Pessolano tava ferrado, porque a estratégia tá errada e tal. E ele tinha uma vantagem que é boa, que é boa, que era boa para o Atlético Paranaense também, tomou 4, mas é outra conversa.
É boa de uma equipe que tá melhorando, tá readquirindo confiança, e ele apostou em jogar em cima disso, não dá espaço para o Corinthians. E o Corinthians cruzou demais, né? Cruzou, cruzou, cruzou tanto, mas o Corinthians fez 2 gols assim de cruzamento, fez numa bola parada, e depois do segundo tempo o 2 a 1. Por isso ganhou o jogo e tá desclassificado pelo saldo, que é assim que funciona esse tipo de competição no mata-mata. O Inter foi ótimo, o Inter deu um único chute certo no jogo todo ao gol.
Foi o gol, foi o gol, né? E foi o suficiente. Então, dentro de uma estratégia defensiva de tentar interromper o Corinthians pelo centro do campo, o fluxo, não deixar o garro ali na entrada da área começar a distribuir. Você tem um centroavante, Pedro Raul, que precisa muito, que se você também deixar ele fazer um pivô, ele pode ajudar o meia a chegar. Então ali tinham 3 zagueiros E aí a bola vai para o lado, do lado esquerdo Bidu, do lado direito Caio César.
E aí, cara, no segundo tempo aí foi todo mundo, não adianta querer definir taticamente, foi da metade para frente o Corinthians que foi saindo todo mundo. Sai Gabriel Paulista e sai o Bidon, André contundido, e entra o Lingard, entra todo mundo, o Carrillo. E que mais? Foi um Corinthians que lutou dentro do que podia. É, acredito até que o Inter, dentro da ideia, até conseguiu permitir ao Corinthians muitos cruzamentos, mas nem todos, nem todos cruzamentos bem feitos, cruzamentos que não atingiram o alvo, cruzamentos que atingiram a marcação do Inter.
E o Inter aí, dentro da sua estratégia, ele foi correto, ele sai com a classificação. No mata-mata, saindo com a classificação, pouco importa se você perdeu, ganhou o jogo, você levou a classificação para casa. Em função do primeiro resultado como mandante. Então o Inter tá classificado e o Corinthians, pro Corinthians é um sinal de alerta, porque agora ele tem quinta que vem a Libertadores da América. Então ele pode, num espaço de 15 dias, porque é próxima quinta e a outra, então são 3 semanas, ele pode sair das duas competições de Libertadores e Libertadores, de Libertadores e Copa do Brasil. Uma já foi e a outra Eu entendo que é mais difícil até do que essa aqui.
Professor Calçade estará lá na Argentina semana que vem, né, para acompanhar o jogo in loco e trazer tudo para a gente aqui no Linha de Passe. Semana que vem não perca, semana de super cobertura de Sul-Americana e Libertadores, duas próximas semanas, né, oitavas de final, já no mata-mata das duas competições.
Eu quero uma coisa que eu acho que quero muito destacar no Internacional, por favor, porque como não é um time pronto e não foi durante quase toda a temporada um time consistente e ameaça ser Não significa que de agora em diante as coisas serão todas maravilhosas, espetaculares. A tendência, isso até com times bem formados, eu vou pegar o exemplo do Palmeiras, tá? Quando você toma um gol em Itaquera no mata-mata, mesmo se o Corinthians não estiver fazendo uma grande atuação, a tendência é o time ter algum momento ruim, que ele vai para o corner, quem toma o gol.
E a tendência é do time do Corinthians crescer quando faz o gol em casa no mata-mata. Nas duas vezes que o Inter tomou o gol, o Inter manteve o padrão de jogo e não foi para o corner.
Aí eu não falei, não se desmontou, não se desesperou.
E assim, eu talvez, e aí o Inter vai ter que provar ou não durante a temporada, isso seja um bom sinal de um time que começa a ter uma personalidade. Quando o Calçad falava agora que o Inter é um time que não compete, não competia durante o ano, é porque também falta uma identidade coletiva. Isso vem com o modelo de jogo, com um time bem encaixado. E o segundo passo, que é sempre o mais duvidoso, é como esse time, quando está bem encaixado, reage nos momentos mais difíceis.
Os grandes jogos, os clássicos, os mata-matas, principalmente quando você tem um adversário que tende a crescer jogando na sua casa, esse seu time que tá construindo sua personalidade vai jogar fora de casa. E o Inter mostrou muita personalidade hoje. Ele poderia ter tomado o terceiro gol, um desses cruzamentos, de repente a bola bate, sobra é do jogo. Mas o Inter não foi para o corner, o Inter não ficou aquado, ele manteve a sua ideia de jogo, ele não desmontou a sua maneira de atuar porque tomou o gol, não ficou jogador desgovernado, não foi ninguém começou a fazer o que não fazia antes.
O Inter jogou do mesmo jeito. Se foi certo ou errado é indiferente nesse momento. O que importa é que ele consiga lidar com isso e tá classificado em Itaquera. E essa é uma classificação que eu tenho certeza que a torcida do Inter comemora muito, não comemora como se fosse um título, Mas eu não tenho a menor dúvida que, para o torcedor do Internacional, esse foi o melhor momento até agora da temporada.
É que é um Inter com histórico de eliminações vexatórias, inclusive na Copa do Brasil, para equipes de Série B, se eu não me engano até Série C. Teve uma, teve uma acho que no começo dessa década para o Globo. Exatamente, seu Vander até falou aqui para mim, exatamente essa que eu tava lembrando, Globo. Eu acho que era Série C ou Série D. Enfim, teve eliminações vexatórias. É um time que que no mata-mata tá tendo dificuldades. É óbvio que se eu falar de mata-mata, coisa de 2 anos ou 3 anos, foi eliminado pelo Fluminense dentro do Beira-Rio numa semifinal.
Chegou aí a semifinal de Libertadores e aquilo foi meio traumático, aquela eliminação do jeito que foi para o Fluminense. Mas é um Inter que vem tendo dificuldades em Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e tal. E você tem uma classificação deste tamanho na casa de um adversário que virou um inimigo desde 2005, tem toda essa rivalidade, essa coisa, e dá para entender a razão, super. É muito assim, é fundamental até para uma equipe que tá querendo se reerguer emocionalmente, mentalmente, e se recuperar no Campeonato Brasileiro.
E aí até para o torcedor, o momento, isso dá o momento da confiança.
A gente sabe a confiança no esporte, como ela funciona muito. É até para passar para o Jean, é uma confiança que passa muito, claro, por convicção em modelo de jogo, que você falou.
Né?
E eu te pergunto, Jean, claro que é um mata-mata, né? Uma formação para um jogo de mata-mata decisivo assim, ela não é uma coisa que pode ser fixada para um modelo de pontos corridos. Mas dentro do que o Inter tem hoje de peças no elenco e dentro da realidade do Inter, os adversários que ele vai enfrentar em Campeonato Brasileiro, de repente essa coisa dos 3 zagueiros, né, esse Alan Patrick sendo titular de novo, né, fazia tempo que não era titular 3 jogos seguidos.
Sendo titular de novo, Bernabéu, o próprio Carboneiro que acabou saindo no segundo tempo. Te parece que o Inter vai achando um modelo que ele pode replicar mesmo nos pontos corridos?
Acho que sim, ele pode, e talvez ele deva até testar isso, porque nós estamos falando de um time que vinha encontrando, aliás, vem encontrando ainda muita dificuldade no campeonato por pontos corridos. Vale lembrar, o Inter tem o mesmo número de pontos do primeiro time dentro da zona de rebaixamento, que é o Grêmio. Que é o Grêmio, né, só para mostrar aí, dá um peso ainda maior, né, para essa disputa. Acho que esse é o Grenal, não é legal, não é legal, mas ambos têm condições de sair ali daquele, daquela situação.
Mas acho que até olhando justamente para essa situação, você vê uma formação em que, ah, por que que o Alan Patrick, né, de repente que não tava sendo tão utilizado, não tava sendo utilizado, tem a possibilidade de jogar nessa formação? Porque obviamente, né, com essa formação ele também tem menos incumbência em relação ao adversário, ele fica mais solto lá na frente. Acho que você tem, né, dois caras ali apoiando o Alan Patrick, que um deles é um lateral e que a gente falava foi de novo a melhor peça ofensiva do time, né, e funciona bem dessa maneira e também pode ajudar na marcação, né, como nenhum atacante talvez possa fazer.
E o Carboneiro, que para quem joga de repente mais fechado é uma opção muito legal. Eu até no jogo de ida confesso que estranhei o momento que ele sai, porque era um momento em que o Inter tava ganhando o jogo e que você teoricamente ter um cara com essa característica fazia até mais sentido na partida. Ele acabou saindo, mas deu tudo certo para o Inter, que, né, fez o 2 a 0 e acho que encaminhou ali a sua classificação. Mas olhando para essa formação e para a situação do Inter, que acho que hoje não tem que querer ser o time da posse de bola, o time do volume, o time que vai atacar o tempo todo, até pela condição e pela situação que o clube se encontra, eu acho que faz mais sentido até você ter essa formação. O Inter agora, né, final de semana é o Palmeiras, né, se não me engano.
É porque era uma sequência bem maldita do Internacional, Flamengo, Corinthians e o Palmeiras.
E o jogo na quinta-feira, o tempo de recuperação Agora, o que só reforça essa ideia, né? Quer dizer, se você vai pegar o líder do campeonato fora de casa, essa ideia de— é, eu acho que faz mais sentido até do que você, sei lá, você vai jogar aí em casa com a Chapecoense, né? Seria uma, talvez seria uma outra discussão, uma outra história, mas com o Palmeiras fora de casa—
é, esse sistema aqui eu não vou dizer que tá consolidado, mas é o norte. Tem um nominho e ele precisa assim de muitas trocas, porque você sai com 3 zagueiros, uma linha de 4-2, e tem o Alan Patrick. Carboneiro e Bernabei, quando perde a bola, os laterais que estão na linha de 4, no meio de 4, viram zagueiros aqui, linha de 5. Os 2, Bernabei e o Carboneiro, imediatamente eles têm que fechar a linha aqui atrás. Então é o seguinte, você vai baixando, você vai fazendo troca, você vai baixando, né?
Então é preciso ter um— isso tá muito bem desenvolvido para não sobrar espaço, né? E o time começa a fazer isso bem, né? E o Alan Patrick, menos— você não vai botar Alan Patrick já nessa altura da vida dele, 35 anos, ele tem mais dificuldade. Então ele fica um pouco mais livre desse trabalho. E o Inter hoje, com a vantagem, marcava bem baixo, não ia, não saía para marcar o Corinthians, saída de bola do Corinthians, ficava aqui no meio de campo e tal.
Vantagem 2 a 0, é muito mais fácil e é melhor proteger o espaço pré-definido do que você ficar correndo para trás, o Corinthians saindo para jogar. Aliás, o Corinthians adoraria isso, né, porque ele teria um pouco de espaço para desenvolver até velocidade do Caio César que estica uma bola, chega à linha de fundo, e ele mais marcado, ele tem que ir pro mano a mano, driblar no espaço mais curto.
Então, nem dava pra fazer isso, né, cara? Porque eu vou te falar, eu sempre penso que assim, numa situação como essa, às vezes vale o time visitante 10 minutos, 10 minutos de jogo, os 10 primeiros, porque a hora que você faz surpreender, tentar surpreender o time da casa, porque a hora que você faz isso Em geral, assim, o Corinthians não estaria esperando essa postura. Acho que o que o Corinthians esperava foi justamente a postura que o Inter teve de jogar praticamente dentro da área o primeiro tempo inteiro.
Agora, isso, essa surpresa, você pode arriscar quando você tem jogadores com característica para isso. E absolutamente hoje não era o caso.
2 a 0, o Inter subir para tentar marcar, o Corinthians consegue fazer a saída Você vai dar para o Caio César espaço para ele jogar nas costas da defesa? Você vai permitir que Garro faça isso? Que o Bidon? Então, com uma vantagem, depende do tamanho do placar que você carrega para o segundo jogo. O Inter perdeu em Porto Alegre, é outro Inter.
Aí é outra conversa.
Empatou. Se o Inter tivesse 0 a 0 em Porto Alegre, eu acredito que seria exatamente esse formato. Esse formato, mesmo posicionamento, jogar numa bola, deixar o Corinthians ali enrolar com a torcida, a torcida começa a ficar impaciente. Então o Inter, ele tem um caminho. E a pergunta que fica no ar é: para todos os adversários, em todas as situações?
Exatamente. Mas é melhor ter um caminho do que não ter nenhum, porque não tinha, porque não tinha. Isso é verdade. Eu quero fazer uma pergunta sobre um jogador em cima disso.
Fala. É um jeito para o Inter atuar sem bola para o Inter atuar mais no erro do adversário, no contra-ataque. Por exemplo, Palmeiras, se ele puder continuar esse jogo, e é isso mesmo, você pega o Bernabéu e o Carboneiro, Carboneiro na direita, Bernabéu na esquerda, eles vêm de dentro para fora, eles viram quase como se fossem pontas muitas vezes, e os volantes jogam por dentro, vão chegando. E o Alan Patrick não é o centroavante.
Se você pegar o mapa de calor do Alan Patrick do jogo, ele mal pisa É, a história do Alan Patrick falso 9, né? Que tá o tempo inteiro circulando pra fazer as conexões entre esses jogadores. Ou seja, é recuperar a bola, usar a velocidade desses jogadores do lado, tentar acioná-los de acordo com os defeitos do adversário, com o Alan Patrick achando o lugar pra receber essa bola pra fazer o passe pra esses jogadores. E foi o que funcionou hoje.
É desse cara que eu quero falar, porque é o seguinte, o Pesolano, nesse período de oscilação do Alan Patrick, onde ele jogou muito pouco, raramente foi titular, e se juntar os minutos do Alan Patrick que ele teve em jogo, tipo 4, 5 jogos, nem isso. Nem isso. Mas o Pesolano era questionado sobre o Alan Patrick nas coletivas, porque vamos falar, um jogador que tem muita qualidade e tudo. Ah, mas a idade do Alan Patrick, 35 anos e tal.
E o Pesolano sempre dizia o seguinte: eu quero achar um jeito de encaixar o Alan Patrick no time. Ele queria encontrar um jeito, uma função, uma posição onde o Alan Patrick pudesse render bem e colaborasse com a equipe, certo? Ele achou.
É isso.
Fala uma coisa, Jair, fazer um contraponto com a sua pergunta. Diga. Sim, ele achou, mas como ele atua como— ele não é o centroavante, mas é o jogador mais adiantado do sistema de jogo.
Ele é o Messi do Internacional.
Perfeito.
Aí eu corte para o nosso site.
Ou se você quiser o Neymar do Santos quando o Gabigol atua. Agora já foi, já cortaram. Agora a questão é: você tem um centroavante para você trazer o Alan Patrick para trás de centroavante e pensar em usar do outro jeito e abrir mão de um pouco de pegada.
Bom ponto, bom ponto.
Você não tem no Internacional um cara que compense fazer isso. Ou seja, mérito do técnico que tá achando um jeito do seu jogador mais técnico, de mais qualidade, conseguir desempenhar nessa idade o futebol que pode na construção sem comprometer o seu sistema de marcação.
É, e não é, e convenhamos, não chega a ser uma novidade, né, uma solução inovadora, inesperada, né, completamente disruptiva.
Acho que não tem muito Eu gosto dessa palavra.
Eu acho que é exatamente assim o que se faz em geral com jogadores de uma idade maior com a qualidade técnica acima da média. E ele tem uma qualidade acima da média para Internacional. Acho que aí nesses casos você tem duas opções. Quando você vê que a questão física virou uma questão de fato, você tem duas opções. Uma delas é encontrar uma posição onde a demanda por marcação condição, né, por combate seja menor. E foi exatamente o que ele fez.
E a outra delas é utilizar em uma faixa do jogo. Ah, vou usar por meia hora por jogo, vou usar por 20 minutos, vou usar por 40 minutos por jogo, e não vou usar mais o jogo todo para que o cara entre quando já tá todo mundo cansado. Então costumam ser esses dois caminhos para que você possa utilizar jogadores acima da média que já não conseguem entregar fisicamente a mesma coisa que os outros. E acho que ele optou por uma das duas.
E aí, justamente, né, porque acho que se você tem um centroavante indiscutível, sei lá, se o Internacional tem o Pedro como centroavante, né, o Pedro do Flamengo, obviamente essa não ia ser uma solução, não poderia ser esta solução. Agora, no momento em que você não tem nenhuma unanimidade, você não tem nenhum jogador indiscutível para colocar ali como um 9 de fato, eu acho que é uma belíssima solução. Repito, não é uma coisa absolutamente inovadora, mas não precisa ser, né? Porque técnico quer ser inovador o tempo todo também, muitas vezes.
Aí vira o Professor Pardal, né?
Aqui o pessoal gosta de chamar de Pardal.
A inovação do Pezzolano é uma necessidade, não é uma criação, é você tentar no melhor estilo MacGyver, sabe? De um palito de fósforo ele faz uma bomba, o Maguire, né? É meio que ele faz, ele deixou Alan Patrick numa situação mais confortável para combinar com o jogador que ele pode usar. Carboneiro e Bernabei não jogam, pode jogar abertos, mas eles também jogam por dentro e os laterais passam. Então quando o Carboneiro, quando o Bernabei e o Carboneiro estão com o Alan Patrick com a posse ofensiva, é, o Alan volta e os dois sobem, os dois são mais agressivos dentro da área.
Então o Alan volta para fazer essa conexão que o Brenner falou, que eu acho que faz melhor. Você tem ele aqui quando a bola tá, a posse lá na frente, é isso aqui, ele funciona bem essa situação.
Eu acho que pode gerar confusão na marcação, né?
E é uma, claro que Um jogo em que o Inter precisa se impor e ocupar a área do adversário. Ele não fez isso contra o Corinthians em Porto Alegre, ganhou o jogo. Não fez isso hoje na Arena e perdeu o jogo. Porque este placar, se ele está, este jogo, em todos os seus posicionamentos, estão vinculados ao mata-mata e a uma situação prévia, que é o primeiro jogo. Então, cara, não adianta. Este jogo, ele ocorre em função de uma ideia que já tá pronta, ter uma vitória 2 a 0.
Agora, jogos do Brasileirão contra o Palmeiras, eu acho que vai ser, se o Pessolano puder, ele, se não tiver problemas físicos. O problema é que é um jogo de quinta e ele tá em cima aqui.
E um cara que tem essa questão física, a gente fala, é o Alan Patrick, que a gente falou tanto aqui.
Não sei se ele consegue jogar todos os jogos, um tipo de jogo mais favorável para ele, mas se ele puder, ele continuaria essa esta postura e vai continuar a jogar contra o Palmeiras. Óbvio, você não dá espaço, fica com a tua marcação, teu bloco mais baixo, e tenta numa jogada de um pouco mais rápida com Bernabé, com Carboneiro e o Alan Patrick ali com a batuta, se possível. Agora, partidas em que o Inter tem que morar na área do adversário por algum motivo, aí já é mais difícil.
Geralmente partidas que o Inter deve fazer em casa com adversários inferiores É essa característica.
Adversários podem usar contra o Inter esse mesmo antídoto. Então vem você, que eu vou te esperar aqui e vamos ver o que você faz contra o Inter. Aí ele vai ter que subir todo mundo. Mas, cara, isso é do jogo. Eu lembro desse negócio, é futebol.
O MacGyver do calçado, embora tenha obviamente entregado à idade, mexeu com o chat aqui. Mexeu?
Ah, é?
Mexeu. O pessoal gosta do MacGyver.
Ah, olha aí, olha a faixa etária do mundo.
Exatamente.
O passapanista palestrino aqui disse que o ciborgue, o Homem de 6 Milhões de Dólares, aí foi mais ainda, hein?
Nem eu chego. MacGyver, eu tô, tamo junto, né?
Mas MacGyver eu tô junto também.
Professor, meu amigo, gostava. Ei, William, você quer de cinema?
Lee Majors, fantástico, fantástico. Então assim, vamos fazer o seguinte, ó, o passapanista palestrino falou aqui que 97% não pegou a referência do MacGyver. Então eu sugiro, você vai lá no YouTube, né? Aliás, você já deve estar, você que já tá aqui no YouTube, aproveita o embalo, abre uma janelinha à parte, vai lá colocar Profissão Perigo, era o nome da série onde tinha o MacGyver, e deve ter algum episódio. Procura lá que era bem divertido, era bem, e é mais ou menos isso, o cara com um palito de dente, não é dente de fósforo, é de dente, o cara fazer uma bomba.
Segundo o nosso sempre gentil, Beto Fuscão, Beto Fuscão, também conhecido como Justin Fusca, falou que MacGyver fazia com uma gota de suor uma limonada.
É isso aí, é isso aí. Olha, classificação será virada de chave do Inter na temporada, sim ou não? Você vota. Por enquanto, 53% sim, A gente vai para o intervalo. Estão me perguntando aqui se eu tenho a idade do Calçade. Não, sou um pouco mais novo, mas o MacGyver atravessou gerações.
Mas bota mais novo nisso.
Quantos anos você tem? Pode falar.
63.
Eu tenho 48, vou fazer 49. Atravessou gerações. É que nem o Fábio Júnior, a bisavó gosta e a bisneta adora também. O cara é impressionante. Intervalinho e a gente volta já já para falar do lado do Corinthians.
De Fábio Jr. aqui.
E agora, Dia dos Pais, vamos lá.
Pai, você foi meu herói, meu bandido.
Voltando aqui para falar do lado eliminado, o Coringa. Mas só uma coisa, Chips, eu acompanhava também. Ponte Areias, Eric Strada, Adriano Moraes solta um palavrão e não vou falar o palavrão, evidentemente, mas soltou um palavrão Falou calçar de 63, tá bem, hein?
Até novembro, até dia 15, depois é 64.
E o Butch tá falando que o Jean Odi é pai do vocalista do CPM 22.
Não, não, esse é o Ira. Agora já começamos a confundir. E corinthiano.
Vamos para onde a gente não confunde. É isso, às vezes a gente confunde também, mas com menos frequência, né? O Corinthians. Porque no final das contas, você viu Gustavo Soter, o atual campeão, pai do Nájito, pode ser o atual campeão da Copa do Brasil, tá eliminado, né? Vai ter um desafio complicado aí pela Libertadores aí na próxima semana, de volta contra o Central, certo?
Sim, perfeito. O Central de Rosário, o Gigante de Arrodito.
O que resta agora para o Corinthians e que imagem este Corinthians deixa?
É um Corinthians que deixa uma imagem de Desculpa, o que resta não é o que resta, é o mais importante, que é a Copa Libertadores da América.
Não, não, não, não, não, tô falando o que resta é para o Corinthians em termos de futebol.
Eu vou pegar o tempo, porque ele tá sem o Hiralberto.
Eu não sei como é que vai ficar a situação do Memphis, já perdeu o jogador. Enfim, é um Corinthians que tá numa crise financeira muito grande e acaba de ser eliminado uma competição que daria um bom dinheiro para o Corinthians.
Eu acho muito difícil você separar as coisas.
Pois é.
Então o Corinthians está num momento de meio temporada em que a janela europeia tá aberta e o Corinthians precisa vender pelo menos um, se possível dois, e se chegar um terceiro ele vende também. O Corinthians tem que fazer caixa. Então você imagina aqueles jogadores que têm mais mercado, a gente fala do Bidon, do André, que hoje saiu machucado, até o Hugo Souza, e o Yuri Alberto também sempre tá buscando isso, mas tá contundido e a condução do Yuri pode atrapalhar qualquer possibilidade.
Então se perder esses jogadores, um deles, dois, a situação mudaria bem. Enquanto a venda não sai, a cabeça desses caras fica em vários lugares. Eventualmente ela tá dentro de campo, mas tá fora também.
Você acha que impactou nesse confronto?
Não, porque isso está instalado lá dentro. O André, lembra o André? Vai vender o André para o Milan.
Não vendeu.
Aí todo mundo, a torcida, pô, é por esse valor? De jeito nenhum, tal. O Osmar Stabl segurou até o André recuperar um pouco do jogo dele, porque pela não venda demorou muita coisa e ele não voltou a jogar naquele nível. Não. Então a cabeça mexe, ainda mais de garotos que tem 19 anos, 20 anos, cara, é impossível. Um mês ela chega qualquer momento. E você dentro de campo tem que jogar, a tua vitrine, a tua exposição é o jogo. Se você fizer a tua parte bem feita, você estimula talvez uma venda.
Então você tem essa situação, você tem o transfer ban, e não são poucos, no momento são 3, e é muita grana. Você tem a renovação do Memphis, que tá para sair, mas não sai porque o Corinthians discute com o jurídico, com o financeiro, não estão falando a mesma língua. O Memphis, ele é bom de cláusula. Se você deixar, ele pega o Parque São Jorge para ele. Então esse é o grande problema. E tem a dívida com o Memphis.
E é um caso inédito.
O Corinthians, na minha visão, só renova com o Memphis porque ele não tem como pagar a dívida. Então você precisa escalonar a dívida, então renova o contrato com ele. E o Diniz tem que administrar tudo isso. Tudo isso tem que administrar. Então não chega ninguém e pode sair. E o transfer ban tá ativo, cara. E você tem um Rosário Central que no domingo ganhou do River Plate. Tudo bem que o River tá contratando, mas o River nesse momento não é uma potência, mas ele tá com estádio, vai ser o maior da América do Sul, é, né, já, mas vai para mais 100 mil lugares.
Ele tem dinheiro, ele tá contratando. E o Rosário lá com Di Maria aos 38 mandando ver. Esse é o adversário do Corinthians.
Esse é um adversário São questões, é duro o jogo, é duro.
De fato, o ambiente do Corinthians é completamente conturbado, os problemas são muitos e não são de hoje. Mas se você consegue abstrair, se você consegue olhar só para os jogadores que estão à disposição, para o time que o Corinthians atrasado, assim, eu acho que todos esses pontos são pontos que vem de um bom tempo já, né, que toda essa Esse ambiente conturbado do Corinthians não é de hoje, é um— e verdade seja dita, mesmo com o ambiente todo conturbado, o Corinthians conseguiu conquistar alguns títulos recentemente, enfim, conseguiu superar essas dificuldades dentro de campo.
É claro que fica mais difícil. Agora, eu olho para o time, eu não acho esse time ruim, eu não acho que o Corinthians não tenha condição de vencer o Rosário, acho que tem todas as condições de vencer o Rosário. É claro que o Yuri Alberto, por exemplo, faz muita falta, mas o Corinthians tinha um problema muito sério no seu time. Acho que era a falta de um jogador mais agudo pelo lado. E esse problema, não sei se tá resolvido completamente, mas que ele foi amenizado com o futebol que o Cássio César tá jogando, acho que não se discute.
Ele tem jogado bem. Hoje não fez o seu melhor jogo, mas ele tem sido uma peça importante jogando desse jeito. Então assim, Eu acho que é um Corinthians que, se conseguir, e não é fácil, né, você conseguir abstrair tudo isso, mas conseguir deixar os problemas de gestão, os problemas de diretoria, e alguns você não deixa fora porque se não te pagam o salário, esse problema evidentemente afeta muito diretamente os jogadores. Mas se o Corinthians, se a gente olhar só para capacidade dos jogadores que o Corinthians tem à disposição, dá para avançar, dá para fazer uma campanha digna no Campeonato Brasileiro.
Ninguém tá falando de título, obviamente, mas enfim, é ver o quanto o Diniz vai conseguir superar tudo isso que o cara passou.
A lição de Porto Alegre vale para Libertadores. O Corinthians deixou a classificação em Porto Alegre, tomar 2 a 0, tanto que não foi um desempenho ruim, mas vale para Libertadores. Agora você pode perder a classificação na Argentina.
Sim, ali eu acho que o jogo de ida, e eu Eu sou defensor do Diniz, tá, mas eu acho que no jogo de ida aquela mudança não ajudou. Na hora que o André se machuca ali, acho que não foi bem, porque o Corinthians tava bem no jogo, né, o Corinthians tava bem na partida. E acho que no momento que ele faz aquela mudança, entre manter uma postura um pouco mais cuidadosa no meio de campo e ser mais ofensivo, você veja, e é uma perigosa, que é o mata-mata, que permitia o Corinthians jogar com a bola, que permitia o Corinthians chegar.
Então assim, ok, não era um, né, não tava com um volume absurdo de jogo criando uma chance atrás da outra, mas acho que para quem tá enfrentando um clube como o Internacional fora de casa no mata-mata, o Corinthians até tava bem.
Acho que no momento daquela mudança aí o Diniz, bem delicado, a gente pensando em duas peças aqui, uma que foi muito e tem, teve uma queda notória de produção há vários jogos, que é o Garro. Jogou hoje, ok. E esse cara ali na frente, que no jogo passado foi o Guinegão, aí não deu certo. Aí hoje foi o Pedro Raul, Pedro Raul até fez um gol, mas não foi tão bem assim. Como solucionar isso? Garro, ok, mantém, é isso. E ali na frente faz o quê? Porque não tem o Hidalberto.
Na verdade, sem o Hidalberto você perde o cara que usa velocidade no espaço Os outros jogadores não têm essa característica. Eu acho o Yuri Alberto, lógico que o Alberto sozinho não resolve jogos, mas o Yuri Alberto para mim é um dos 2, 3 jogadores mais importantes que o Memphis, para dar um exemplo, tá? Mais importante do Corinthians pela característica. E o Diniz precisa achar um outro jeito de construir sem ele. Eu no lugar do Diniz, apesar do Rosário Central não ter achado o seu melhor jogo no ano—
Ah, você é um especialista em Rosário Central, vai lá, não, vai lá, passado podia falar, você sabe, você sabe.
Fala.
O Central também não é um time que constrói muito, mesmo jogo contra o River. O River criou mais que o Central, só que o River tá numa crise brava ali, tem a coisa da identidade. E vem desde a época do Gagliardo, a temporada ruim, e aí veio o Coudet, e aí parecia que ia embalar e perdeu os últimos jogos. Então esse resultado foi muito fruto do momento do River. O Corinthians tem condições de ganhar do Rosário Central, porque eu acho é que o Corinthians, por não ter esse jogador de velocidade, ele não tem que tentar jogar tanto contra o Central como eu imagino que ele faria se ele tivesse o Yuri Alberto.
Deixa o Central um pouco mais com a bola, cozinha o jogo. É o que o Calçadinho falou, traz o jogo para Itaquera. Esse time do Central não é um time que aguenta tanta pressão assim. O zagueiro Gaston Ávila, que passou aqui pelo Fortaleza, é um bom zagueiro, tá? Mas tem outro menino do lado dele, da dupla de zaga, que é um jogador— Central revela muito jogador, esse tipo de Maria. É um deles, tem uma lista assim, portanto que é conhecido como L'Academia Canaccio.
Revelou faz um tempinho, não faz tempo, mas tem o Lo Celso.
Se você quiser falar, posso fazer uma lista aqui de jogadores importantes da história revelados pelo Central. Mas é um time que jogava no 4-2-3-1, não é um time assim, não é um time bobo, mas não é um time que você, que para meter medo. O ambiente no Arrodito ali, a coisa Eu já vi jogo ali, ali a coisa pega, ali é uma torcida enlouquecida. Para mim é a torcida mais intensa da Argentina, o que não é pouca coisa, dos clubes de primeira divisão.
Não tô falando dos clubes pequenos ali, os Nueva Chicago, as equipes, Chacarita, esses times menores têm torcidas enlouquecidas dos times de bairro. E lidar com o ambiente nesse momento parece que, pela situação do Corinthians, apesar do Corinthians poder jogar com a bola, me lembra muito mais o que o Diniz fez quando chegou ao Corinthians do que o que ele tem tentado fazer depois da paralisação para o Mundial. Dá um passo atrás, fecha o time, tenta jogar no erro do adversário, cozinha o jogo e traz o jogo para Itaquera, a decisão.
Eu acho que isso é viável. E se ganhar a classificação com Itaquera, e Itaquera contra o Rosário Central, esquece o que aconteceu contra o Internacional. Assim funciona o futebol.
Em compensação, se não passar pelo Rosário, dá uma desmontada, aí é bala, aí o bicho vai pegar.
E aí o chat tá falando aqui Ah, o Diniz, eu amo o Diniz, os anticorinthianos. A renova com o Diniz até 2050, fica Diniz. Eu li várias dessas no chat. Os olhos já estão para o Diniz, mesmo que não seja o Diniz o responsável, porque o Corinthians com o Diniz é melhor do que ele era sem o Diniz.
Aliás, o próprio Garro, é bom lembrar que você falou do Garro, melhorou com o Diniz. Quando chegou, né, parecia que o Garro era um caso perdido. Agora eu não lembro quem foi o jogador que disse alguns anos, disse, cara, se eu jogasse isso todo jogo, o tempo todo eu tava no Real Madrid. E acho que pro Garro vale um pouco isso. Não adianta achar que o Garro vai ser sempre o melhor Garro, né? Que acho que a gente nem voltou a ver.
Ele melhorou bastante com o Diniz, mas aquele momento de ápice, de auge do Garro no Corinthians, mas era muito impressionante, cara. Era um negócio assim. E ele não é aquele jogador de jogar isso daí o tempo todo, porque de novo, né, vale para ele também. Eu não lembro qual jogador tinha falado isso de si próprio, que é: se eu jogasse isso todo jogo, eu estaria no Real Madrid. Mas vale um pouco essa frase.
O Garro é um com o Memphis, com o Yuri Alberto, mas assim, com o Pedro Raul, Pedro Raul, jogador de basicamente você cruzar a bola para ele. A bola tem que viajar para chegar nele.
Ele tava hoje lá para isso.
Não adianta ficar achando passe por baixo.
Garro vá para o lado cruzar a bola.
Exatamente, exatamente.
Então o jogo do Garro, quando muda o atacante, muda o jogo dele. Sei lá, ele tem o Caio César, o Caio César tá aberto. A característica do jogo é o Inter atrás, Caio César aqui, Bidu aberto lá, o Pedro Raul dentro da área. Então o que faz o Diniz até? Ele usa o Bidon mais perto, mas menos na beirada do campo nesse jogo, mais no centro, talvez até para Para criar um equilíbrio com o Garro, porque aí você tem dois caras que podem não só distribuir a bola, né?
E agora, o que não dá é para o Corinthians, e ele fez isso em alguns momentos, começar a cruzar de qualquer lugar, porque você tem o Pedro Raul. Agora, o Pedro Raul interfere muito no jogo do meia que tá atrás dele. Com o Memphis tem um diálogo diferente, com o Yuri Alberto também. Com o Pedro é uma bola, ele faz o gol. Uma bola invertida, segunda trava, ele faz o gol de cabeça. E na jogada do primeiro, ele tá em posição de impedimento, não participa, e aí vem o gol do Gustavo Henrique.
Mas são circunstâncias do jogo que se casam com um jogador ou não. Agora, o Diniz não tem— ele, ele, Labiá, Labiá, ele tava, Labiá chegou, não tinha tanta intensidade, começou a jogar bem E perdeu o Labial só no que vem agora, perdeu o cara. Então o Vitinho, Vitinho tinha, não conseguia jogar, mas também se machucou e se machucou outra vez. Então ele perde jogadores e ele não recebe, então ele tem que se virar. Mas só uma coisinha assim, para o jogo de hoje, mas a gente já falou do Pessolano anteriormente, é o cara também que tá se virando, claro, conseguindo com o que ele tem. Então, cara, o jogo da Argentina ele é muito delicado.
Então, mas assim, é só agradecer todo mundo que mandou aqui.
Várias pessoas mandaram aqui, não sei se você tem os nomes, mas que é o Cazares, foi o jogador que falou isso, que falou que se ele jogasse aquilo todo jogo ele estaria na final.
O History Futebol Oficial mandou isso, o Mugen mandou isso. Cadê o Matheus Machado, o Bruno Almeida?
Uma das melhores atitudes do Cazares.
A frase dele é assim, ó: Paulo Marquezine: se consigo manter 70 jogos no mesmo nível, estou no Real Madrid, diz Casares sob altos e baixos. Na verdade, ele queria 3 altos e 67 baixos, 70 jogos, mas tudo bem.
Conseguia 2.
Mas para o jogo de hoje não dá para criticar a escolha do Pedro Raul, né, cara?
Ele tentou o Guiné-Gão e—
pois é, por isso ele tentou o Guiné-Gão, não deu certo, falou: pá, tá bom, vou tentar o Pedro Raul. O Pedro Emanuel do Vasco O Corinthians ganhou o jogo. Ele, ele, o que que ele ficou fazendo esse tempo todo? Pera aí, eu vou colocar o Spinelli. Ah, não deu Spinelli, então agora eu vou pôr o Brenner. Agora não deu Brenner, agora eu vou voltar com Spinelli. Até que ele foi achando, foi achando, sem o Yuri Alberto, o Diniz tá tateando também, cara.
E hoje, para função de cruzamento, cruzamento, tudo bem que o Inter meteu 3 zagueiros e altos, mas a função de cruzamento, cruzamento, estratégias, é claro, Pedro Raul assim, para um jogo mais com mais posse e aproximação, que é o que o Diniz gosta de fazer. Então ele é um centroavante, ele é um cara para ficar mais na área do que fora dela e para um determinado tipo de jogo. Então é um pouco diferente da característica que o time pode assumir, que talvez gostaria o Diniz, mas ele tem que usar.
Não vejo também o cara que você vai lá dar um jogo para ele, depois ele volta 3 meses depois. E o outro, cara, você exigir que naquele jogo ele resolva. Ele fez, fez um gol, ele fez o gol, por isso ganhou o jogo. O que tirou o Corinthians da Copa do Brasil foi o ótimo jogo, ótimo placar do Inter. Não foi tão ótimo jogo, foi um ótimo placar no primeiro jogo. Então, mas a desclassificação tá aí e é tratada a vitória como derrota, mas ele pode manter o Pedro Raul.
Então essa é a pergunta, Jean. Dá tempo ainda? A gente tem tempo ainda de linha, o Silvani? Ainda temos um tempinho aqui ainda? Temos? Ah, então tá bom. Que a gente começou um pouquinho atrasado aqui. Queria saber se a gente tinha entregado no mesmo horário, se ia atrasar um pouquinho. Não, foi por conta do jogo. É isso, contra o Rosário, Pedro, Raul e mais. É um Corinthians que vai pressionado para esse jogo da Libertadores? Vai ter essa pressão, cara?
Eu acho assim, bom, primeiro pressionado. Qualquer time que é eliminado da Copa do Brasil e tem uma Libertadores na semana seguinte, a gente falava ontem do Fluminense, é, cara, é assim, essa é a lógica. E o time pode estar bem no Campeonato Brasileiro, como aliás é o caso do Fluminense, né? É bom lembrar, o quarto colocado, ele tá atrás de Palmeiras, Flamengo e atrás de Paranaense, e tá pressionadíssimo. E o Zubeldia pode cair.
Então assim, eu acho que pressão É regra no futebol brasileiro, quando você tem dois mata-matas, caiu de um, você não pode cair do outro, porque a queda do outro você pode, acho que até liderar o Campeonato Brasileiro, que vai, o ambiente vai ficar turbulento. E acho que sobre o Pedro Raul, é a possibilidade, vai depender muito do que o Corinthians vai querer fazer também. Mas conhecendo o Diniz, o Corinthians não vai abdicar completamente de jogar, de atacar, de chegar à frente.
É claro que não é um jogo, não é um jogador para uma partida em que você de repente abdica da bola, que você joga pela velocidade, pelo contra-ataque, porque aí não é para o Pedro Raul.
Depende do que ele quer na Argentina. Se for lá, se ele vai, vai depender da história, do que ele deseja.
Agora, ele não é um cara de abdicar da bola tradicionalmente. A gente pode até dizer que o Diniz mudou ao longo dos anos, e acho que ele mudou algumas convicções Não são, não é mais tão dogmático aquela coisa, mas assim, algumas coisas ele gosta de ter, a bola é uma delas, né? Então eu não acho que o Corinthians vai abdicar completamente de jogar para dizer não, centroavante não vale a pena porque eu vou jogar com as linhas tão baixas só na velocidade que não vale a pena ter o Pedro Raul.
Então eu acho que tem uma vaga, ele vai jogar se o Memphis renovar e se tiver condições de jogar, você usa o Memphis como um falso centroavante no lugar do Pedro Raul, se tiver condições de jogar.
Porque é bom lembrar, ele não foi titular na Copa, ele quase não jogou na Copa, né?
Só que até o dia do mês passado ele tinha contrato, ele tava em atividade, ele não teve férias. E eu espero que ele tenha alguma condição atlética de jogar, mesmo que o ritmo de futebol, de jogo, não seja o ideal.
Ele tava treinando agora, uma coisa é você treinar jogar com time profissional.
Qualidade técnica ele tem, ok, tá tudo bem.
Ele tem mais característica que o Pedro Raul para o time que vai jogar.
Não, não, o Memphis tecnicamente ele é melhor que o Pedro Raul, é melhor.
Se você tem Pedro Raul e Memphis, dois à disposição para serem titulares, é óbvio que você vai escolher o Memphis. A minha questão é que eu acho muito pouco provável, pelo que o Calçade tava falando, uma coisa, ah, beleza, tá treinando desde que foi para Copa. De fato, deve estar treinando muito porque treinou a Copa inteira, mas ele não tem jogado, ele não jogou futebol na Copa quase. Então eu acho assim que ele ser titular depois de tanto tempo sem jogar é menos provável.
E ele tem uma vaga aberta, pode ser ocupada pelo Mendes, talvez tá na volta, mas na quinta-feira acho difícil. Pode ser um outro jogador, ele pode ter Caio César e Garro. E ter um quarto jogador que ele coloque no meio de campo, colocar um carrilho, adiantar o cara mais rápido para dentro.
Pode ser, depende do que ele tá imaginando.
Porque se ele quer ter a posse, não, vou jogar lá dentro do central, bom, aí é outra conversa. Aí você precisa de alguém na área, pode ser o Guinegão, pode ser o Pedro Raul. Então depende muito da estratégia que ele vai armar para jogar na Argentina. Aí essa vaga será preenchida de acordo com o que ele imagina para essa partida.
Muito bem, acabou o nosso Linha de Passe. Vou fechar aqui com o Kleber, que diz que Memphis ultimamente é um falso jogador do Corinthians, não um falso 9. Ai, ai, ai, ai, ai, ai.
É o seguinte, tá no home office também.
Vem aí o nosso Esporte Center na sequência. Você acompanha aqui, não deu para ouvir o Pesolano nem o Diniz. Mas na sequência no Esporte Center você vai ouvir e também ver como foi a virada do Vitória para cima do Atlético Paranaense, épica, 4 a 0. E o Vitória tá na próxima fase. Repito, depois de eliminar o Flamengo, o Vitória elimina o Atlético Paranaense da forma que foi ainda, hein? Que ano maravilhoso aí da equipe do Vitória.
E aí, salve de paz a todos e a todas, uma ótima Não, gente, é quinta. Ótima sexta-feira.
Isso, hoje é quinta pra todos.
E pra todas também.
E pra?
Todas. E pra? Todos.