Polêmicas em Vitória x Palmeiras, tropeço do Flamengo e classificação do Vasco na Sul-Americana - Linha de Passe
No Linha de Passe desta quarta-feira (29), William Tavares, Leonardo Bertozzi, Mário Marra, Paulo Calçade e Vitor Birner analisam os jogos do dia, com Vitória x Palmeiras e Inter x Flamengo, pelo Brasileirão, e Vasco x Medellín no jogo de volta dos playoffs da Sul-Americana. Chega com a gente no chat!
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- Polêmicas de arbitragem Palmeiras-SPExpulsão de Kaká · Expulsão de Luan · Não expulsão de Maurício · VAR e interpretação das regras · Presidente do Vitória
- Análise do jogo contra o FlamengoEmpate contra o Inter · Desempenho coletivo pós-Copa · Escalação e tática · Reação ao discurso de Jesus · Deebo Samuel
- Coletiva de Abel FerreiraImportância do resultado e consistência · Reinventar o elenco e a si mesmo · Vendas de jogadores · Visão sobre a arbitragem
- Palmeiras no BrasileirãoDiferença de pontos para o Flamengo · Confronto direto · Cenário atual do campeonato
- Desempenho do FlamengoAmor de Jesus · Saída de Bolsonaro da UTI · Comparação com o trabalho no Cruzeiro · Expectativa de títulos
- Grêmio na Sul-AmericanaClassificação para a próxima fase · Jogo contra Independiente Medellín · Falta de profundidade do elenco · Mamilo do Kratos
- Outros jogos brasileirosFluminense x Bahia · Mirassol x Remo · Contratação do Hulk
Fã de esportes, começa o nosso Linha de Passe. Olha a rodada do Campeonato Brasileiro aí aprontando, hein? É o seguinte, hein, o Palmeiras disparou de vez na liderança. Hoje não deu mole não, viu? Flamengo empatou antes, aí o Palmeiras tinha perdido para o Galo, mas hoje Flamengo empatou antes, mas dessa vez o Palmeiras fez 4x0 no Vitória fora de casa e abre 8 pontos de vantagem na liderança. Sempre bom lembrar que o Flamengo tem um jogo a menos e também bom lembrar que o couro vai comer aqui no chat porque a arbitragem— já começou aqui, ó, já começou.
A arbitragem hoje foi protagonista no jogo do Palmeiras e a gente vai analisar o que aconteceu. Para muita gente condicionou o jogo, acabou, a arbitragem acabou com o jogo. Teria sido uma outra partida se a arbitragem tivesse expulsado o Maurício. E aí, a expulsão do Maurício teria que ter acontecido? Foi justo não expulsar o Maurício? E as expulsões do Vitória? A gente vai falar sobre tudo isso no programa de hoje, que vai falar também sobre mais um tropeço, mais um jogo ruim do Flamengo, hein, diga-se de passagem, e também a classificação do Vasco na Sul-Americana.
Ganhou do Independiente de Medellín e está na próxima fase. Tudo isso daqui a pouquinho. A gente segue no YouTube. Aliás, Birner, Tem um recado aqui, ó. Lindomar de Andrade diz: Birner, o careca mais legal da TV.
Muito obrigado, Lindomar. Obrigado pela gentileza.
Coisa bacana, né? Coisa bacana.
Já falei, qualquer dia faço um implante por um dia pra alegria das pessoas, assim. Vem, cabeludo aqui.
Isso se chama peruca, né?
É isso.
É isso.
Olha só que legal. É um dizendo que vai começar a TV Leila Pereira, o outro dizendo que a gente tá de luta. Então tem gente que acha que a gente é Flamengo, tem gente que acha que a gente é Palmeiras. Continua aquela coisa. Você tava de férias, continua a mesma coisa, viu?
O que significa?
Não mudou nada.
Imparcialidade. A gente consegue desagradar todo mundo. É isso aí.
Qual é a ficção?
E você que tá afetado por tudo isso, tá precisando de um tratamento psicológico, vem com a gente que a gente vai te enlouquecer um pouquinho mais depois do intervalo.
Só não pode dar receita.
Isso, vamos lá, Vitor Birner. Já está bombando o nosso chat.
Bora, bora, algoritmo, coopere!
Ah, meu Deus do céu, meu algoritmo é viciado na ESPN. Fora Léo Jardim, diz o Igor Henrique. No caso, o treinador do Flamengo, não o goleiro do Galo, que hoje nem trabalhou, nem trabalhou, não trabalhou mesmo, não tomou uma finalização no gol. Aliás, na realidade, dizem que o treinador do Flamengo, Léo Jardim, também Flamengo não trabalhou hoje, né?
Olha, se não tivesse trabalhado, teria sido melhor.
Realmente, ó, ó, não dá, né? Flamengo tá jogando bem?
Não, não está, não tá, não tá, tá mal, né? Que não tá mais ou menos, tá mal, Arão, tá mal, Arão. Segundo o Pepe, um assalto televisionado. O Gabriel diz rouba da desgraça. Mais um aqui dizendo fora Léo Jardim.
Então falando, acabou a Copa do Mundo, mas as pessoas já voltaram a reclamar da arbitragem.
Sinceramente desanima assistir futebol brasileiro, viu? Birney, Birney, aquele axé e boas vibrações. Viva o VAR Palmeiras, diz o Professor Arada. Cadê o Panetone Elétrico? Panetone Elétrico não apareceu aqui ainda.
Se aparecer, eu não vi.
Boa tarde, ele apareceu no Mundo F.
O Violeiro do Titanic, o Chubaca Careca também não. Cadê essa galera? Cadê essa galera?
Isabela Mazotti, que sempre muito educada, sempre bom ver, mas ainda não apareceu.
E Felipe, não vamos falar do São Paulo hoje não, viu? Não jogou, não tá na pauta Tem política, não vai ser o caso hoje não.
Até porque eu tenho que citar o nome de um ou outro conselheiro que jamais poderia ter sido eleito para vitalício e foi eleito. Faz parte, só pode continuar parecido.
Renan empolgou aqui, Vasco campeão da Sula, bora! Tem que acreditar, Renan, é isso aí.
Paulo Gontígio, obrigado.
Vai ser contra o Santos, vai ser Santos. Desculpa, hein, PG. Pode ter, pode ter um galão em Santos aí, pode ter um galão em Santos nas quartas.
Tem gente tirando sarro do Grêmio, né? Passar todos os brasileiros.
Palmeirense tira um sarro dos flamenguistas, fala de choro, e flamenguistas criticam arbitragem.
E esse também é bom, ó: Socialista de Ferrari.
Ô, bom, hein?
Muito bom!
Quase falei.
Antes vocês falaram que era de iPhone, antes vocês falaram que era de iPhone.
Ele mete um volta, ele pode construir a Ferrari, mas ele não pode ter. É isso, cara. Socialista de Ferrari, olha esse nome, é fantástico! Parabéns! A gente não pode discutir política, mas socialista tem direito hoje de ter Ferrari.
Esse cara pode ser socialista e ter uma Ferrari.
Não se mete nessa que vai dar ruim para você, viu? Já basta o futebol já, já basta o futebol já.
Se ela produz, tudo ela pertence, não é isso, Biner?
O Tércio Romeu falou que eu sou flamenguista.
Já basta o Ventura.
O Lucas Silva tá intrigado aqui, falou: que novidade é essa, o Calçade do outro lado da bancada? Ele tem razão. Bom, começamos o nosso Linha de Passe, o chat bombando. Já começou aqui, ó, O pessoal, o pessoal já torpedeando uns aos outros aqui. Bom, enfim, ah, Júnior Rotelli, você tá assanhadinho hoje, viu?
Sabia que ele apareceu aqui hoje.
É o seguinte, hein, vamos começar pela vitória do Palmeiras, 4, pelo triunfo do Palmeiras 4 a 0 sobre o Vitória fora de casa. É uma vitória difícil, expressiva, porque o Vitória dificilmente perde em seus domínios, é um mandante complicado. Mas não tem como começar a falar desse jogo se não for pela arbitragem. Porque tudo que aconteceu no jogo, condicionado pelas expulsões, Vitória ficou com 2 jogadores a menos já no primeiro tempo.
E aí o Palmeiras, com o time que tem, tirou proveito disso, abriu 4 a 0 e pronto, resolveu a parada. Agora a pergunta que eu faço para vocês, para abrir essa linha de passe, já com alguns lances no detalhe: a arbitragem condicionou o jogo? A vitória do Palmeiras passa muito pela arbitragem? Vou começar com o Bertozzi. Boa noite, Bertozzi.
Tudo bem, William?
Boa noite.
Boa noite a você, aos companheiros. Se você me perguntar se as expulsões condicionaram o jogo, me parece bastante óbvio, né? Porque o andamento do jogo não tava para um 4 a 0.
Exatamente.
Pelo contrário, né? Embora o Palmeiras já tivesse metido bola na trave, o Vitória teve uma chance na cabeçada ali com o Brites muito perigosa. O jogo não, não supunha um domínio do Palmeiras e Não tava para o gol do Palmeiras sair a qualquer momento. Então quando as expulsões acontecem, é óbvio que a partir do momento que fica 11 contra 9, o jogo fica, é outro jogo. Você tem um time que é melhor que o outro tecnicamente, com 2 jogadores a mais, a tendência é que ele vá se impor e ele vá atropelar, como de fato aconteceu.
Então assim, existiu um jogo competitivo enquanto tava 11 contra 11. Depois do 11 contra 9 não existiu mais. E aí era questão de quantos gols o Palmeiras ia conseguir fazer. Eu acho que a gente vai acabar discutindo aqui é o quanto as expulsões foram corretas ou não, né? Então já vou dar minha opinião. Eu acho que os responsáveis pelas expulsões são Kaká e Luan. Acho que a entrada do Kaká, ela caracteriza jogo brusco grave. Essa entrada com a sola na altura do joelho, ela deve ser evitada.
Né?
Então assim, não precisa quebrar, que nem o Gabriel Barreto.
Isso, assim, ah, mas não quebrou. Que bom que não quebrou, né? Mas você assume o risco, né? E a regra fala sobre isso. O jogador que entra dessa maneira, com a perna nessa altura, ele assume um risco. E na minha visão é uma chamada correta do VAR para expulsar, mesmo que ele toque na bola antes, né?
Porque vem essa coisa, ah, mas tocou na bola antes, não interessa, sabe?
Você mete a trava da chuteira na altura do joelho do adversário, para mim isso é uma expulsão 100% das vezes.
Perfeito.
E depois o gesto do Luan, hoje em dia assim, a orientação é essa, e se dá ao VAR o poder de chamar o árbitro para ver que ele fez esse gesto. Aconteceu no caso dos gestos obscenos mais de uma vez nesse campeonato com jogadores do Corinthians, né? E não é um gesto obsceno, mas é um gesto que também, sim, com Gabigol, enfim, é um gesto que que coloca em questionamento a integridade do árbitro. Não deve ser feito, não pode ser feito, é gesto para expulsão.
Então assim, as duas expulsões do Vitória, minha visão, corretas. O lance que o Vitória discute muito é a não expulsão do Maurício. É um cotovelo no rosto que eu acho discutível e entendo que não tendo se dado no campo, eu no VAR eu não tenho a convicção da chamada. Tá, não tenho. Entenderia a expulsão no campo, e expulsando no campo também não teria convicção da chamada de um jeito ou de outro, não acharia que era um erro claro e evidente.
A gente tá vindo de uma Copa do Mundo em que muito disso foi discutido recentemente. Agora a UEFA passou essa interpretação para os árbitros. O VAR, ele surge de uma ideia de interferir quando for uma coisa assim, tipo, 100% das pessoas vão concordar que isso aqui foi um erro. Eu não tenho essa convicção no lance do Maurício de ter sido uma agressão, né?
Mas você entende a expulsão?
Eu entenderia se expulsasse, mas eu entendo que o VAR não chame, porque eu não tenho a certeza absoluta de um erro do árbitro a não expulsar. Assim, eu consigo viver com a decisão tranquilamente de não chamar. Então assim, na minha visão é, você acha que o jogo foi condicionado pelas expulsões? Por erros da arbitragem?
Isso, essa é a questão. Para mim não, ele foi condicionado.
Foi, não, eu acho que as decisões são todas justificáveis. E agora que as expulsões mudaram o jogo, você tem muito para onde ir, né?
Mário Marra de volta da Copa do Mundo, voltando hoje direto para o Linha de Passe. Bem-vindo ao futebol brasileiro, né? Chegou chegando, viu, Mário Marra?
Num dia realmente interessante.
Isso, exatamente, exatamente. Chegou dobrando e já de cara com arbitragem aí sendo o tema principal do jogo.
Prazer estar com os companheiros. Boa noite a todos, boa noite também ao Fantasports. Eu acho que tem dois lances que dá para discutir e tem um que é completamente indiscutível.
Qual que é indiscutível?
Ah, o gesto, tá? Sim, acho que tem que discutir no vestiário com ele.
Com todo respeito, eu sei que foi burrice. Desculpa, isso é burrice, porque tem que fazer no estádio, todo mundo já sabe, vai fazer isso, é expulsão, acabou, amigo.
Você pode pensar, não pode fazer isso. Nos outros dois lances Eu não vejo o gatilho do Maurício. Acho que inclusive ele faz o movimento para se proteger, para ele ter acesso, contato à bola antes. Eu não vejo isso. E no lance da expulsão do Kaká, eu não expulsaria, e eu explico por quê. Ele é um lance bom dele de zagueiro contra-atacante, que ele vai no chão e ele tira a bola. Só que a consequência, como disse o Léo, a consequência é que a outra perna, a que tá no alto, acaba atingindo o Arias.
Vendo o lance na velocidade do jogo, para mim assim é um encostão, é um encostão ali. Na velocidade da câmera lenta é quase um, assim, um açougueiro tirando pedaço da perna do Arias. E o jogo, ele tem que ser visto na velocidade do jogo. Então eu acho que— mas entendo, dá para discutir. A gente já viu no atual Campeonato Brasileiro esse tipo de lance ser lance para expulsão. Talvez tenha até algum— e que o Léo trouxe a regra, na minha interpretação, que era um lance rápido, tira a bola e sai, e um lance de vitória dele.
É que na tua análise, é que na tua análise a consequência seria diferente. Sim, porque se você não expulsa o jogador do Vitória, tem um amarelo, por exemplo, obviamente o Luan não ia fazer aquele gesto, né? A consequência, ele não ia fazer aquilo, não ia ser expulso, e aí o Vitória continua com 11 em campo. E aí é outro jogo. Essa é uma questão. Já que você pegou a palavra, vai lá, Birner.
Boa noite.
Boa noite a você, Léo, Calçade, Marra, aos fãs das coisas do esporte. Eu, bom, primeiro eu concordo com o Léo e com o Marra sobre a expulsão do gesto, ela é indiscutível. Assim, tem um lance do Caio Jorge, por exemplo, a gente tem um precedente muito claro que aí não é interpretativo, é muito claro. Eu vou mais na linha do Marra do que na linha do Léo na primeira expulsão, porque é dúbia. E para mim, por ser dúbia, pelo que a gente tem visto pós-Copa do Mundo aqui, o VAR não devia entrar.
Tá? Se o árbitro tirasse o cartão vermelho na hora, convicto, olhando o lance de perto, eu acho que o VAR não deveria interferir. Então eu também acho que, como o lance é dúbio, o VAR não deveria ter entrado no primeiro lance. E se o VAR não entra, não tem expulsão, tá? Mas é dúbio, por tudo que concordo com você, porque o pé chega um pouco mais alto, tem movimento do Áreas da perna dele quando tem o contato do pé, mas é um movimento de proteção, de proteção.
E é normal que tenha, mas pega a bola. Eu tô muito— então, como eu sou contra a entrada do VAR, olhando o que acontece no Brasil depois da Copa do Mundo, se fosse antes da Copa do Mundo, quando os critérios estavam sendo diferentes até esse jogo, eu diria que é para expulsar, porque aqui futebol brasileiro é assim. Eu tô tentando achar alguma linha de coerência com aquilo que eu tenho visto recentemente no campeonato. Não vai dar para mudar 10 vezes.
Era uma até a Copa do Mundo, alguma, alguma, alguma, alguma. Não, porque quando o lance é interpretado, por exemplo, Premier League não expulsariam, não expulsariam.
Então você tem que analisar a nossa realidade. É isso que eu tô falando, não adianta pegar referência da Premier League e tal, porque aqui é outra conversa.
Normalmente essas entradas altas assim, acho que não, por pegar a bola primeiro, eu acho que não. Eu acho que se ele tivesse chegado direto sem tocar a bola, não sei o quê, especialista tá aqui.
Tem algum lance que a gente lembra no campeonato que uma entrada desse tipo o cara não foi expulso? A gente Eu sei que é complicado, né? Ela teve Copa do Mundo, hiato muito grande.
Só mais uma coisa, o nosso, é óbvio que, é óbvio que ele é o nosso maior especialista, quem mais conhece. O Carlos Gisele Simon disse que é lance para amarelo, falou, tá? Ele discorda da expulsão. E o lance do Maurício, eu discordo do Marra, porque para mim não é uma proteção. Porque a proteção, quando você joga, você protege, ele vai lá em cima. Eu também não acho que ele deu uma cotovelada para acertar a pancada.
A minha, a minha, eu daria amarelo, tá? A minha impressão nesse lance é a seguinte: Eu não vi essa, o que você falou, a proteção, não vi. Eu vi realmente, ele olha para o jogador do Vitória chegando, ele faz assim, ele olha e aí ele faz assim e solta.
Não, eu não acho que teve o gatilho. Você acha que teve?
Eu acho que ele arma o gesto da agressão.
E olhar para o adversário chegando, levantar o cotovelo, tá tudo certo.
Só são 3 estágios, não pode dar o gatilho.
Coloca assim e ele faz assim.
Só o William. Tem uma câmera lenta, estágios diferentes da mesma possibilidade de jogada. Uma, Primeira, ele proteger, e vai proteger na altura dele, é peito, tal, perfeito. A segunda, ele fazer para intimidar, tá? Eu vou ter que te interromper. Ele agredir, eu acho que é para intimidar.
Eu vou ter que te interromper porque o presidente do Vitória falou agora há pouco na saída do gramado. E ó, não vai ter Jair Ventura, não vai ter jogador falando, o pessoal tá p da vida, só o presidente falou. Vamos lá.
Ó, boa noite a todos. Essa noite triste, decepcionante para a torcida que veio aqui. O Brasil viu o jogo, ainda bem que o Brasil viu o jogo. Então o Kaká levou 5 pontos no queixo. Os 5 pontos no queixo que o Kaká levou não foi por acaso, não foi, não foi por ser intencional, que foi relatado pelos jogadores. Foi que o árbitro disse que não foi intencional. Intencional não, 5 pontos foram no queixo e isso desequilibrou a partida.
Completamente. Vitória era melhor, tinha 70% de posse de bola, tava fazendo um grande jogo, certo? E houve o desequilíbrio a partir do momento que não teve a expulsão pela agressão feita ao jogador Kaká. Passamos por isso ano passado com o Flamengo, situação idêntica, análoga. Tamo acostumado, certo? Não quero me vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você já tem um investimento menor, você já viaja mais e tem que passar por esse tipo de coisa.
Então é lamentável o que tá acontecendo, muito lamentável. Nós em protesto com relação a isso, nós não vamos fazer coletiva com treinador, nós não vamos fazer zona mista, estamos soltando a nota do Vitória e vamos fazer a representação. Obrigado a todos e parabéns aos envolvidos por tudo que aconteceu.
Presidente Fábio Motta do Vitória. Então não tem treinador, não tem jogador, ninguém vai falar. Só ele falou, se posicionou aí revoltado contra arbitragem, preservou o elenco, treinador E é isso. Paulo Calçade, você quer terminar alguma coisa?
Não, não, eu acho que esse lance é um lance em que o Maurício faz o lance de imposição, de intimidação, não para agredir, mas obviamente, olha, aqui você não chega, tal. E aí é uma imprudência. Para mim é lance de amarelo, mede a consequência, tem a consequência da jogada. Para mim faz parte do futebol. Repito, eu daria amarelo no primeiro lance, não porque eu não usaria o VAR, aí não teria o segundo lance do vermelho e daria amarelo nesse também. Então eu discordo das decisões do árbitro.
E a consequência aí são os pontos no queixo ali, Calçadão.
Mas não são absurdas, tá? Não são absurdas.
Bom, fala por último, depois dos argumentos dos colegas, porque é difícil lidar com tanto caos, né?
Porque cada um tá pensando de um jeito aqui e cada dia contribua com o caos, Professor Calçadão.
Não, só vou enfiar o pé nesse caos aí. Porque assim, cara, primeiro ponto, né? A gente quer um VAR. Intervencionista ou um VAR de baixíssima intervenção. A gente quer aqui o VAR intervencionista quando ele nos beneficia, e quando ele beneficia o adversário, a gente quer pouquíssima intervenção. Quer dizer, então há um lado aí também de cada um tentar ver o seu lado e tirar o máximo da arbitragem, e aí dane-se regra. Todo mundo pensa assim, isso eu acho terrível.
Tem o Paulo César Oliveira na transmissão da Globo, disse que é cartão vermelho do Maurício. O Simon disse que ele não é amarelo. Eu consultei a Renata, Renata tá gravando uma matéria com a gente daí para ESPN, então ela não comentou o lance, ela vai fazer isso depois. Mas eu tô falando de dois caras que são enormes na arbitragem, Paulo César e o Simon. Então primeiro, a mesa tá dividida. A possibilidades de olhar para esse lance de forma diferente.
O que eu vejo? Arbitragem no todo, quando eu digo todo, é cabine de VAR e a turma do campo, foi ruim, ruim. Bota ruim nisso, porque é o seguinte: se o primeiro lance é lance para vermelho, e eu acredito que é, o segundo tem que ser rigoroso, a entrada. Se o primeiro é um lance suave, o segundo tem que ser suave também.
É a tal da coerência que a gente tá buscando.
É isso.
E aí, assim, o único cartão óbvio é o resultado do resto. Então veja onde é que vai o caos, o caos gigante. Porque eu acredito que é vermelho. Primeiro, o Maurício olha, ele não se protege com o braço direito, ele vai só com esse aqui. Né, onde tá o adversário, Kaká. Ele olha, ele vê o espaço e ele solta o cotovelo. E presta atenção na bola, a bola, ele não presta. Olhem só para bola, já era, gente. A bola bate nele, ele só foi no adversário, ele dá o gatilho, ele tem gatilho, né.
Então esse lance não foi, esse lance não foi chamado pelo VAR. Então eu te pergunto, quais os critérios de falta para o VAR?
Essa é a grande questão.
Se aquela outra foi falta, a entrada lateral foi falta, ele viu ali um lance grave. E esse lance que ele tem várias imagens muito melhores que essa até, e tem um gatilho, né? O segundo lance na entrada lateral, você não precisa quebrar a perna. Por exemplo, o STJD O que que fez? O jogador do Inter vai ficar o tempo que o Gabriel Peck ficar contundido, ele fica fora de ação.
Eu acho isso um absurdo.
Eu adoro isso, sensacional. Porque o que isso faz? Você, na hora de dar uma entrada no teu adversário, você vai puxar o freio de mão para não entrar na cabeça dele, no pescoço dele, no joelho dele. Você vai de uma forma mais decente, embora dispute ainda. Os caras não têm freio, eles entram para arrebentar. Quando arrebentam, vão chorar no tribunal. Eu não gosto disso. Para mim, o jogo é outro jogo. Esse jogo de voadoras e tal, eu não curto.
Achei maravilhoso isso. O único problema do STJD é o que vale para um não vale para o outro.
Aí é que tá, dois pesos, duas medidas.
Esse é clássico, né? A gente vai ver várias jogadas, porque é o seguinte: o STJD acordou para isso, então ele tem que continuar acordado. Aí de repente eles dão uma dormidinha e tal. Esse TJD é maravilhoso. Então nós vamos ver isso, vamos cobrar. Mas eu acho que você bota um freio no futebol, porque os caras perderam todos os limites dessas entradas malucas. Essa entrada lateral que você desliza, 5 centímetros para o lado, você deixa o cara aleijado.
E a regra do jogo, a regra para cartão vermelho, você olha e fala assim: dar ou tentar dar um pontapé. Isso é uma entrada lateral. O pontapé, ele é simbólico, é tentar dar. Ninguém precisa falar assim: matou ou não matou? É quando você dá e tenta dar.
É a intenção dele.
Essa daqui, para mim, é a minha visão, que não é do Simo. A do Paulo César, não lembro o que falou sobre isso.
Mas eu só vi a do PC falando do lógico.
Os árbitros vão se dividir. Então assim, a minha opinião, eu não posso querer que a minha opinião seja a verdade. Apenas que este é um programa de opinião, temos aqui 5 companheiros e cada um dá a sua. Não é um lance para você falar assim, o Léo tá errado, eu tô certo, o Binet tá errado e tal. Não é isso. Cada um viu de um jeito e analisa assim de acordo com aquilo que acredita. Agora, o VAR com o time de campo foi muito mal. Então o que aconteceu?
Nós voltamos da Copa com arbitragem no nível igual ou pior, e os gramados também. Meu Deus, você olha o Maracanã, o que aconteceu no Maracanã durante a Copa do Mundo? Shows, convenções, peladas, porque parece que ele é um campeonato de drift, né?
Tem umas coisas que realmente Ficaram complicados. Agora então, pera aí, se ninguém chegou a um comum acordo, você não tem algo muito óbvio, então não tem nenhum escândalo. A gente tem o hábito, não tem nenhum escândalo, não tem aquela coisa, foi muito prejudicado que o Flamengo— desculpa, é porque a gente sabe como é essa competição Flamengo e Palmeiras. Daqui a pouco, porque isso tem acontecido, você sabe o que aconteceu hoje, né?
Então a de hoje até a última rodada do campeonato, a guerra de narrativa vai tomar conta do noticiário.
É isso que eu ia falar, é isso que eu ia falar, porque daqui a pouco alguém do Flamengo, não sei se vai ser o outros, vai ser o BAP, quem é que vai olhar? Opa, aconteceu alguma coisa parecida, similar no jogo do Flamengo, já vão puxar o jogo do Palmeiras e tal.
Isso, isso vai ser uma situação de arbitragem amanhã, ou ela diz que a arbitragem foi correta e isso passa a valer para todo o resto do campeonato, ou ela diz, ou então, sim, exatamente. E aí ela condiciona arbitragem também. O posicionamento da comissão de arbitragem vai dizer o que vai ser o restante do campeonato. Exatamente, é o padrão.
Exatamente, porque aí vai ter a referência aqui. Só que isso que aconteceu no jogo de hoje tá certo, a gente carimba, tá certo. Então a partir da próxima rodada tem que ficar de olho, né, tem que ficar de olho aberto nessas situações. O Abel até hoje lembra do lance do Pulgar na final da Libertadores? Até hoje ele carrega essa, como é, vira e mexe ele põe isso em coletiva. Imagina se os caras vão carregar.
A gente viu isso aí agora na Copa do Mundo em escala global, né, com os lances da Argentina, por exemplo, né. As pessoas compram uma narrativa, abraçam com ela, e aí tudo vira viés de confirmação. Todo lance tem que encaixar no que elas já decidiram na cabeça delas. E daqui até o final do campeonato, sim, vai ser isso. Mas não é daqui até o final, é desde o começo do campeonato já.
Desde o outro, do outro, do outro.
Somos 5 aqui, e se entre os especialistas de arbitragem não há consenso, como é que você vai tratar decisões de arbitragem que são interpretativas como escandalosas ou como uma tentativa de beneficiar A ou B? Assim, é, é, aí cada um põe São decisões assim numa fração de segundo. Eu acho difícil comparar o critério de uma com a outra, porque uma é uma possível agressão e outra é jogo brusco grave. Elas não estão na mesma faixa da regra, embora ambas sejam possíveis cartões vermelhos.
Então eu não consigo medir com o mesmo metro os dois lances. Eu acho que são decisões difíceis as duas. A única decisão fácil realmente é a do Luan. Essa aí ela é facílima, ela é a mais fácil de todas, não tem dúvida.
Embora ela seja fruto do resto, do que aconteceu na sequência.
A família, a família do Luan vai falar: Luan, pô, vacilou, né? Você deu mole ali. Mas assim, claro, gente, se você precisa, se o dirigente não faz isso, ele vai ser cobrado pelo torcedor dele, pela imprensa local. Então assim, eu não consigo culpar nem o próprio dirigente, porque o sistema o condiciona a fazer isso.
E ele pode estar acreditando mesmo em tudo que ele tá assim.
Ele tem o direito.
Se nós temos interpretações diferentes aqui, imagina ele Clube dele, que ele tá completamente no calor da situação, pode ter uma outra interpretação. Não, claro que sim, é um ser humano.
É uma pena que só o Edu Elias falou que o PC na Globo disse que as duas expulsões do Luan foram corretas.
Então ele, ele, bom, uma agência falou que é óbvio, então ele expulsaria e teria expulsado também o Maurício, né?
Isso.
Então no caso, no caso aí há um prejuízo para o Vitória por causa da expulsão do Maurício, e sai gol do Maurício, né? Além da consequência da expulsão do Luan, tem gol do Maurício que deveria ter sido expulso.
Segundo, quem acredita que ele deveria ter sido expulso, o Wilton Ness, assim, você não sabe o que seria o jogo a partir de um Palmeiras com 10.
Exatamente.
Certamente o Palmeiras baixaria, teria esperar ali o final do jogo rolar, né, se acomodaria. O Vitória viria para cima, o Palmeiras até poderia ganhar o jogo no contra-ataque com 10, mas não seria o jogo do Vitória com um a menos e depois dois. Na verdade, o jogo recomeçou com dois, né. Porque foi na sequência. Mas é uma pena que o jogo tenha virado isso e infelizmente não tem como não falar.
Perdido uma vez, empatado uma e vencido 7 vezes em casa.
Tem que fazer um adversário difícil, adversário dificílimo. Era, era até um jogo, um olhar ali do Palmeiras que já perdeu o jogo do final de semana, era um jogo difícil hoje. Palmeiras não podia perder o jogo de hoje. Aí com o Flamengo ainda tropeçando, entra com aquela, pô, se ganhar, abriu. E o Palmeiras conseguiu abrir.
Lembrando, Palmeiras que tem 7 vitórias, 3 derrotas e uma derrota fora de casa também.
E jogar bem fora de casa, aquele jogo para o Vasco só fora de casa, e a segunda derrota foi em casa.
Muito na linha, é um 4 na frente, 4 atrás, e o Palmeiras é com a qualidade que começou a tabelar, cara.
Se o Luan não faz a bobagem, no 5-4 que provavelmente ia jogar, o Vitória até podia se virar. Sim, com 5-4, fala, linha de 5, linha de 4, 4-4.
Aí é contra o Palmeiras.
Bom, vamos, pode falar que a gente vai com o Abel.
4 já estão dentro da área, os 4, os outros 4 estão ali na entrada da área. Então você traz os zagueiros adversários, os laterais, fazer o balanço aqui dentro, quase na meia-lua, e tá todo mundo ali e fica tocando a bola. O teu contra-ataque para chegar lá vai demorar 5 minutos.
Então, meu, já tô muito curioso para ver entrevista da Bel, que é na sequência, é isso aí, para entender se ele vai querer falar do jogo ou se ele já vai entrar na guerra de narrativa sabendo como funciona o futebol aqui. Eu também, vamos ver como é boa a entrevista.
Já vai começar a se defender.
Ó, de cara, né?
De cara, ele já sabe o que vai chegar.
Ele tá preparando, a expectativa tá ficando maior, né?
Olha aí, se o Boto quiser falar alguma coisa, fica à vontade.
Também, também, também. Cara, você já viu como tá o chat?
É claro que eu tô vendo, tá saindo do servidor, né?
Brincadeira, tem gente realmente tá de tratamento. Vamos ouvir o Abel, vamos lá.
Queria que você falasse a respeito da importância do resultado de hoje. Boa noite. Sabíamos que ia ser um jogo difícil, exatamente como tu disseste. O adversário é extremamente forte a jogar em sua casa. Acho que entramos, entramos muito bem no jogo. O adversário alterou um bocadinho a estrutura deles, daquilo que têm vindo a fazer para jogar contra o Palmeiras, num gramado até melhor que o que nós estávamos à espera. Como te disse, tivemos logo no início, ainda com 11 contra 11, uma grande oportunidade do Alá e outra do Maurício.
Agora depois, claro, depois do nosso adversário ter ficado sem 2 jogadores, acho que é difícil. Já é difícil jogar contra o Palmeiras com 11, imagina jogar contra o Palmeiras com menos 2 jogadores. Acho que nós Tínhamos esse propósito de vir aqui ganhar o jogo, mas claro, com menos 2, acho que conseguimos criar os espaços que já estavam difíceis de encontrar pela estrutura do nosso adversário. Mas acho que as decisões são— pedi muito aos nossos jogadores controle emocional.
Acho que todos de certa forma Mantiveram o controle emocional no jogo onde a partir de determinada altura foi muito nervoso por dentro, por fora. Acho que os meus jogadores mantiveram o controle e acabámos por ganhar bem o jogo.
Abel, boa noite.
Longos anos no Palmeiras, ainda que não vença em todos eles, sempre competindo, sempre brigando pelo topo das competições.
Os adversários sempre estudando vocês e consequentemente vocês também os adversários.
O que é que você considera como crucial para seguir se reinventando, para surpreender a todos e de toda forma, mesmo assim, continuar mantendo o Palmeiras forte nas outras brigas?
Olha, ninguém cobra mais de mim do que eu próprio. Eu já ando no futebol há muitos anos. Eu acho que o segredo para essa consistência é não só reinventares o teu elenco, mas também te reinventares a ti. Como tu disseste bem, é tentar andar um bocadinho à frente para ver o que é que os adversários vão fazer contra nós. Como tu disseste bem, não vamos ganhar sempre. A verdade é que, para resumir, quando eu cheguei aqui ninguém sabia quem eu era e agora as expectativas são imensas.
Portanto, é muito fácil quando nós criamos expectativas e metemo-la nas mãos dos outros, nas minhas, né, a imaginação de que agora vamos ganhar tudo, vai Eu não sou bom o suficiente para corresponder a tantas expectativas que criam, porque o futebol, ele não há certeza absoluta. Agora, eu acredito muito naquilo que o clube faz, eu acredito muito naquilo que eu faço já antes de chegar ao Palmeiras, e precisava de encontrar uma estrutura, um clube que nos desse condições para estarmos sempre a competir.
Temos um clube extremamente organizado, um clube extremamente responsável, um clube com processos muito bem definidos. Como tu disseste bem, mesmo mais vezes perdendo jogos, a cobrança está sempre ali. Mas eu acho também a cobrança, a cobrança que faz de nós melhores. Agora, há uma coisa que nós, que nós sabemos e nunca duvidámos, mesmo nos momentos difíceis, daquilo que fazemos. E sem dúvida nenhuma, eu acho que a palavra que me define a mim e que define o Palmeiras que eu dirijo é consistência.
Logicamente que em função da qualidade que os jogadores que vais tendo de ano para ano, a qualidade de jogo vai-se vendo. Acho que é notório isso dentro de campo. É uma, é uma arte jogar futebol onde o esforço e o talento se vê dentro do gramado, onde o espírito competitivo se vê dentro do gramado, onde o espírito de grupo se vê dentro do gramado, e onde uma forma de jogar que eu acredito piamente, que é todos são importantes e ninguém individualmente é indispensável.
E quando assim é, nós conseguimos estar a lutar sempre para ganhar, mesmo não ganhando às vezes, porque o futebol é mais que também nisso. Abel, boa noite.
Difícil falar dessa partida e não falar a respeito da arbitragem também. Eu queria saber se você viu os lances. O presidente do Vitória veio aqui fazer um pronunciamento dizendo que o Kaká levou 5 pontos no queixo numa disputa de bola com o Maurício. Queria saber sua opinião sobre esse lance.
E depois, se queres falar sobre isso, eu vou falar, vou dar a minha opinião, e aceito opiniões diferentes. Mas vamos falar dos lances todos, vamos falar só desse, vamos falá-los de todos, e eu dou também a opinião. E esse é o primeiro, mas vamos falar dos outros todos. Por favor, pronto. Qual é que queres começar?
Porque ela queres começar justamente o lance que o presidente do Vitória veio falar aqui a respeito da disputa de bola do Maurício com Kaká.
E aceito que tenham opinião diferente da minha, que para mim é no limite. Aqui dentro desta sala, se fomos, se fosse a perguntar a ti e aos teus colegas, 50% diziam sim, 50% diziam não. Então está no limite. E essa decisão depois ficou como o árbitro, e o árbitro decidiu não dar vermelho e amarelo. Essa é a primeira.
A segunda, o Kaká no Arias, que gerou a expulsão do—
há dúvidas? Há dúvidas?
Não, tu estás a perguntar se tu tens dúvidas.
Tens dúvidas?
A minha opinião não importa, Bel. Eu não sou comentarista. O que importa é a sua opinião.
Também não há dúvidas. Tu viste o mesmo que eu. Eu estou a fazer pergunta.
Há dúvidas?
Então eu vou te dar a minha opinião e aceito também controvérsia.
Obrigado.
Para mim não há dúvida absolutamente nenhuma. Aliás, vocês viram a perna dele, não viram? Viram a perna dele? Pronto, para mim não há dúvidas. O árbitro só seguiu a regra. Mas isso é minha opinião. Também aceito que tu ou que colegas teus pensem de maneira diferente. Para mim não há dúvidas absolutamente nenhuma. A segunda, conheces o histórico do Luís Cândido? Conheces o histórico dele? Pois, mas devias conhecer. Essa é uma das vossas funções, devias conhecer.
Aquele gesto é claro, aquele gesto é muito claro, certo? O árbitro, o que é que o árbitro fez? Podes me dizer? Seguiu as regras. É preciso ter coragem, é para seguir as regras. Agora, em relação, esta é a minha opinião em relação aos lances todos. Eu sei que a situação do Maurício é no limite, como te falei. Mas nem minha opinião. Como te disse, se for perguntar, uns dizem que sim, outros dizem que não. E o árbitro e o VAR, tinha o árbitro e o VAR, decidiram em dar um amarelo.
As outras eu acho que não há dúvidas absolutamente nenhumas, é simplesmente seguir as regras, é o que tem que ser. Mas essa é a minha opinião e eu sei de quem tem opinião diferente.
Perfeito, mas foi isso justamente que eu perguntei mesmo, a sua opinião.
Abel, boa noite. Agora o Campeonato Brasileiro vai dar uma pausa. Palmeiras tem pela frente os jogos contra o Fortaleza na Copa do Brasil. Queria ouvir de você se você tem algum tipo de preparação diferente, um torneio que você conquistou no seu primeiro ano no Palmeiras, se a Copa do Brasil tem algo de diferente para você e na preparação do Palmeiras para os jogos, por exemplo.
Tem para mim, tem para o clube. Palmeiras em todas as competições que entra não acumula, entra para ganhar, entra para competir e para ganhar. Como sabes e bem, viemos de uma derrota dura e difícil num jogo que, na minha opinião, fizemos um jogo consistente, tirando dois lances onde nós não fomos eficazes naquilo que tem a ver com o aspecto defensivo. E tinha dito ao teu colega, depois de analisar o jogo e vê-lo como devia ver, acho que não foi só o que eu te falei, o que eu falei publicamente, de devíamos ter estado mais do remate exterior, devíamos ter cruzado, não.
Das 4 ou 5 oportunidades que tivemos, incluindo o golo, devíamos ter feito mais 2 ou 3 e não conseguimos fazer. Mas na minha opinião, eu disse isso aos jogadores, fizemos um bom jogo, fizemos um bom jogo, metemos o adversário para trás. E hoje o jogo começou mais ou menos na mesma toada, até depois o adversário através de cantos e lançamentos para a área, um jogo mais vertical, um jogo mais de profundidade, um jogo mais direto, e criou-nos dificuldades.
Ali a meio da primeira parte com lançamentos e escanteios que nos criou ali algumas dificuldades, mas nós conseguimos muito bem controlar esse jogo mais vertical. Mas como te disse, agora vou ver como é que os meus jogadores estão. Tivemos jogadores que hoje jogaram, e não te vou dizer qual deles, mas jogaram com muito sacrifício. Eu tenho uma equipa de guerreiros, tenho uma equipa onde todos metem os interesses da equipa acima dos interesses individuais.
E quando treinas jogadores deste nível, estás preparado para competir em todas as competições. É isso que eu sinto, mesmo em momentos difíceis como foi a derrota do último jogo. Vamos agora amanhã analisar juntamente com o núcleo de saúde e performance, ver quais são os resquícios do jogo de hoje, do último jogo, e depois tomar as melhores decisões para essa competição que é mata-mata, 2 jogos. E estamos em todas as competições e queremos lutar por todas elas.
Mais alguém? Então é isso, tá bom.
A última, Abel.
Eu queria que você falasse a respeito de 2 jogadores. Essa semana saíram notícias a respeito de que o Palmeiras recusou oferta pelo Flaco Lopes e também pelo a importância desses jogadores, até a respeito disso do Palmeiras ter recusado ofertas de times estrangeiros por esses dois jogadores? Olha, quando cheguei aqui eu falei muito daquilo que era a minha função como treinador: valorizar o futebol, valorizar o Palmeiras, futebol brasileiro, e valorizar os jogadores do Palmeiras.
Desde que nós estamos a trabalhar juntos, já fizemos mais de 2 bi de vendas. É preciso arriscar, é preciso apostar nestes jogadores. Podia te falar de outros, podia te falar do Vítor Reis, podia te falar do Estevão, podia te falar do Hendrik, podia te falar de outros que estão seguramente nas 3 ou 4 ou 5 maiores vendas não só do Palmeiras, mas como de futebol brasileiro, para nós podermos chegar a um determinado momento, que é o que estamos neste momento, com responsabilidade, como foi dito pela nossa presidente ao longo deste mandato dela, com responsabilidade para conseguir entender quais são os jogadores que podemos ou não vender em função do momento em que estamos.
E eu acho que a nossa presidente foi muito clara Temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras e é natural e normal que jogadores e equipas estrangeiras venham com ofertas altíssimas para poder comprar jogadores do Palmeiras. Só que neste momento, jogadores, a equipa do Palmeiras ou o time do Palmeiras tem a força e a sustentabilidade para poder dizer não neste momento. Momento não. E não estou à espera de perder jogadores a que sejam importantes e fundamentais para aquilo que são os nossos objetivos.
É verdade que já conquistámos um título, mas lutámos por mais 3. Mas pode haver uma outra venda periférica, porque nós trabalhamos muito bem em cima daquilo que são as nossas vendas periféricas, porque Palmeiras é um clube dinâmico e nós temos que entender, eu como treinador entendo tudo isso, que é a dinâmica de um clube que gere milhões de pessoas, milhões de expectativas. Mas temos responsabilidades internas também que as temos que cumprir.
Portanto, não estou a contar sinceramente em perder nenhum dessas peças-chave, mas pagarem as cláusulas dos jogadores, aí está fora do nosso controle. Mas todos os jogadores têm cláusulas se pagarem as cláusulas, aí não há como nós evitar. Mas como te disse, faço das minhas palavras a palavra da nossa presidente. Mas também não te estou a dizer que não podemos vender. E a nossa ideia, se tiver que acontecer, serão jogadores preféricos, porque o Palmeiras precisa de ganhar títulos, o Palmeiras precisa de apostar na formação.
Ao contrário do que alguns dizem, que Há clubes que não podem apostar na formação porque a demanda, exigência de ganhar é muito grande dentro do clube, mas no Palmeiras não muda absolutamente nada. Não há, noutros clubes não há mais nem menos a exigência de ganhar como aqui, que vocês sabem. Ainda há bocado o teu colega estava aqui a dizer, mesmo quando ganhamos jogos, a cobrança chega e ela faz parte. Portanto, vamos continuar a trabalhar, vamos continuar focados naquilo que temos que fazer.
Dentro do clube, o único que tem estatuto é o Palmeiras. Palmeiras é o único que tem estatuto, tem história, tem títulos. Todos os outros estão dentro dos clubes, staff, funcionários, treinadores, jogadores, têm que mostrar rendimento e performance. O único que tem estatuto é o Palmeiras. Os outros têm que trabalhar muito para merecer o lugar que ocupam dentro do Palmeiras. Estou a falar de todos, está bem?
Obrigado, gente.
Obrigado. Muito bem. Aí, o Abel Ferreira, foi um momento só para falar da arbitragem. Eu acho que se o cara levou, se o Kaká levou 5 pontos no queixo, não imagino que foi no limite, né? Deve ter passado do limite. Se você leva 5 pontos no queixo ali, passou do limite, né? Agora, a questão do Abel com esses temas, né, Birna, é que assim, O repórter faz a pergunta e o repórter não tava induzindo a nada, não tava dando a opinião dele, não tava querendo.
O Abel já chega se defendendo porque ele espera o quê? Ele espera ali uma pressão para que ele diga que arbitragem errou contra o Vitória, porque ele vai, porque o Palmeiras tá sendo favorecido. Ele já conhece a narrativa, ele já conhece a narrativa. Então, e aí ele já vem armado ali para resposta, né? Sendo que a pergunta não tá me induzindo a nada, foi só questionamento que é natural. Qualquer um, a gente imaginou até que fosse a primeira pergunta da coletiva.
Eu, eu não vou criticar negativamente o Abel por se defender, porque todos fazem isso. Isso, e porque isso também é parte do jogo do dia a dia do futebol brasileiro.
Todo mundo faz esse jogo, é isso.
A gente falou agora pouco sobre o reinício das guerras de narrativa entre Flamengo e Palmeiras, e ela vai continuar. Elas vão continuar. Quando Abel fala sobre no limite, eu sou jornalista, meu papel aqui é questionar, tá? Concordar ou questionar. Nesse caso, eu penso, se esse jogo tivesse sido o jogo de final de Libertadores, vocês vão falar do Pulgar contra o Flamengo, e se o jogador que tivesse tomado a entrada do Maurício fosse jogador do Palmeiras, dada por um jogador do Flamengo, O Abel teria a mesma capacidade de ponderação, dizer que foi no limite, que cada um tem a sua opinião, ou eles fariam uma reclamação?
Ele ia abrir a coletiva falando sobre isso.
Então assim, eu só estou explicando isso, perfeito, porque eu acho o lance dúbio, tá? Podem me criticar, eu acho o lance dúbio. Eu inclusive já falei, eu não acho— muita gente aqui no chat tá criticando porque acha que é o gatilho, que é uma cotovelada intencional. Eu acho que é um movimento de intimidação Mas não é uma cotovelada, mas acerta. Aí os pontos são inquestionáveis, o sangue, o corte, tudo isso é inquestionável. E eu repito, eu não daria cartão vermelho no primeiro lance, eu daria amarelo, e eu daria amarelo também nesse lance.
Só que a respeito especificamente da entrevista do Abel, ele está fazendo o papel dele, sim, que não é necessário, que certamente é o papel que o flamenguista repudia, E que o palmeirense, a maioria obviamente nesse momento, concorda.
Você fosse o Abel, você faria o quê hoje na coletiva? Se eu fosse o Abel, o que que você faria hoje na coletiva?
Eu faria que eu não vi.
Também ia se omitir, não ia entrar, não vai dar margem para o inimigo, entre aspas, né?
É o jogo.
E se tratando do Abel, e a exemplo de todos os outros, só vê o que interessa. E como ele disse, Ele disse, porque a jogada é de frente para o banco, tá?
Sim.
Como ele disse que é no limite, aí eu reforço a opinião de que foi para ser expulso. Se o treinador do Palmeiras disse que foi no limite, é porque foi uma baita cotovelada. Vocês me desculpem, não tem a menor chance, cara. O Abel podia falar, imagina, foi um lance para se proteger e tal. Não teve nada disso, não, foi no limite. No limite. O que que é no limite? É, você pode cair para um lado, para o outro, né? Então, se ele admite isso, convicto.
No limite para ele é o muito próximo da expulsão, mas que não é para expulsão, sabe?
Porque é do jogador do time dele.
Exatamente.
No limite pode diversificar.
O limite, ele é subjetivo. Então é no limite porque o discurso nesse momento é o que ele precisa. Se fosse contra ele Não seria no limite, porque qual é o limite? O limite é chegou no ponto, não dá para ser mais do que isso. Mas assim, não existe esse limite claro.
Porque esse é o—
mas tem um ponto que assim, são seres humanos e tal, mas o Abel tem uma grandeza e eu acho desnecessário quando ele pergunta se você conhece o histórico do Luan. É, joga uma luz para uma coisa.
Mas esse é o seu trabalho, ele falou.
E expõe o jogador no momento que ele já tá por baixo, né? Já tá exposto, ele já fez uma bobagem. E traz um, enfim, coloca o lado humano do cara em questionamento.
Também acho desnecessário dentro do mercado de futebol, entre no mundo deles, isso é quase antiético.
Exatamente, porque ele quer, e ele quer na verdade também aquele que pergunta, ele quer rebaixar quem pergunta. Isso ele faz toda coletiva, se der Ouroboros. Ele argumenta, é uma pergunta, o que você achou? Ele não tem que ficar perguntando o que o cara, quem perguntou.
A opinião do repórter não é zero relevância.
A opinião do repórter ali.
Exatamente.
E assim, de novo, eu tô falando com muita tranquilidade porque a análise dele dos lances bateu, as três bateram com a minha. Acho que o lance é no limite, acho as duas expulsões corretas. Então, mas assim, existe uma forma, né? E tô de pleno acordo que do outro lado a postura dele seria completamente. Se ele tivesse do lado do Vitória hoje, ele assim, ele não é que ele não falaria, ele faria questão de falar.
Falaria ele, o Anderson Barros, ia fazer um barulho da nada. Mandaria ver no X.
Bom, foi assim a atuação da arbitragem em Vitória 0, Palmeiras 4. E agora a gente amplia a discussão puxando o jogo de mais cedo, porque o Palmeiras fecha a noite 8 pontos à frente do Flamengo. Peraí, William, peraí, peraí, peraí, 8 não. Flamengo tem um jogo ainda, pode ser 5, mas no jogo ainda.
E pelo que tá jogando atualmente, pode ser um problema.
5 pontos perdidos a menos no critério da época de Paulo Calçade.
Exatamente. Estamos no começo do segundo turno, já vimos viradas de 11 pontos, vimos viradas de pontuação já mais para reta final. Palmeiras mesmo deu uma desidratada no campeonato passado, o Flamengo foi lá e passou. No outro ano foi o Botafogo que despencou, o Palmeiras foi lá, se aproveitou. Já aconteceu com o Grêmio, que tava disparado, São Paulo foi lá, acabou sendo campeão. Isso já aconteceu. Mas levando em consideração o cenário atual, e que estamos no começo do segundo turno, e que neste momento são 8 pontos, 5 perdidos, né, por pontos perdidos, qual é o tamanho dessa vantagem?
Ela é muito grande mesmo. Considerando as duas equipes envolvidas, é uma vantagem que, pô, ele tem um confronto direto ali, tem um jogo a menos, isso aí, aqui, ali dá para tirar? Ou até vendo o que o Flamengo não está jogando, parece uma vantagem maior do que é até na realidade?
Ela é boa, tem confronto direto sim, mas a bola, olhando a bola do Flamengo nos últimos jogos, olhando o que que o agosto do Flamengo pode causar O Flamengo tem o confronto com o Cruzeiro.
Exato. E Palmeiras tem um trajeto fácil na Libertadores.
O Cruzeiro, o Cruzeiro que está jogando bem, sim, mesmo tendo perdido no fim de semana, também não tava com, né, com todos os jogadores à disposição.
Ele pode poupar no Brasileiro com a maior tranquilidade se precisar, coisa que o Flamengo não pode fazer.
O que que eu quero dizer assim, o Flamengo já perdeu a Copa do Brasil, é bom que você diga, porque o Flamengo tem um potencial de sair de uma crise em agosto que é real, ou não. De repente melhora. O Flamengo tem muito jogador bom também. Tanto que assim, hoje um jogo que era para ter perdido porque não jogou nem para empatar, mas como tem muito jogador bom, o Inter cansou no segundo tempo, o Flamengo foi lá e empatou o jogo, que era mais do que jogou para conseguir hoje.
O Inter perdeu muitas chances, né, com menos de 30% de posse de bola, conseguiu 16 finalizações poderia ter matado o jogo, não matou. Então assim, além da questão matemática, que é real, 8 pontos com jogo a mais, tem essa questão de assim, hoje você não crava com muita facilidade que o Flamengo vai ganhar o próximo jogo como você cravava outro dia, né? Então acho que essa que é a principal questão. Um Inter com muitas dúvidas, com um elenco mediano, limitadíssimo, limitado.
O torcedor do Inter, mesmo mesmo com a frustração do empate, porque o Inter podia ter vencido, aplaudiu no final. O Inter fez um bom jogo. E talvez o torcedor do Inter até assinasse esse empate antes do jogo, né? Mas isso mostra também assim, o Flamengo entregou pouco. Flamengo tem poucos pontos positivos hoje. Samuel Lino jogando por dentro, Samuel Lino fazendo gols.
A melhor notícia do Flamengo na volta da Copa é o Samuel Lino, mas pouca coisa além, né?
A verdade é que hoje, hoje, se alguém pode lamentar esse resultado mais é o Inter, mas na verdade os dois têm que lamentar Eu não sei se os colegas concordam, mas eu acho que o jogo coletivo do Flamengo pós-Copa do Mundo, poucas ideias, circulação de bola lenta, pouca fome para ganhar.
O primeiro jogo dependeu muito do golaço do Pedro para abrir a porteira. Depois contra o São Paulo, jogo para mim super comum. Hoje um jogo, o Inter superior no primeiro tempo. Segundo tempo, Flamengo melhorou um pouco, mas muito longe coletivamente. Flamengo tá jogando mal. E eu acho que algumas escalações hoje para mim foram estranhas. Por exemplo, Arrascaeta tá claramente sem ritmo, a gente fez o jogo muito abaixo do potencial dele.
Carrascal para mim também, Jorginho mal.
Ainda tem essa situação, tem muita, tem muito dos jogadores, mas acho que tá na hora de começar a olhar para o treinador também.
Ah, esse é o ponto.
Pelo padrão Felipe Luiz de competência, o Jardim já teria dançado. O que vale para um não vale para o outro, mas Mas só para debater, vamos lá, vamos lá, recente troca de treinadores. É o mesmo treinador admite que o time não tá bem, não tá jogando bem. O Flamengo perdeu 4 pontos de 6 que disputou nessa semana e o Palmeiras perdeu 3. Então o Palmeiras avançou um ponto ainda. Imagina se o Palmeiras tivesse vencido os dois, a diferença ia ficar enorme.
E até a Libertadores, a semana de Libertadores que é 11, 12, de agosto, né, que tem Copa do Brasil agora. Mas era uma vantagem para quem vai disputar mata-mata, assim, boa de administrar. Porque vantagem é para usar, né? Quando você tem vantagem e usa, bom, parabéns, você usou, né? Não precisa ficar, eu usei a vantagem. Não, é para aproveitar. E o time não tá jogando bem. Agora, é estranho, olha a escalação hoje do Flamengo. O Leonardo Jardim, ele vai, bom, Jorginho e Everton Guruja, que aí tudo bem.
Aí ele tem Carrascal. Eu confesso que em vários momentos eu fiquei procurando Carrascal, fui olhar várias vezes no campo e na escalação para ver se ele tava jogando aí. Ele tava no jogo. O Arrascaeta e Samuel Lino e o Pedro, tá bom. O que acontece, essa é uma escalação para você jogar dentro do campo do Inter o tempo todo. Porque se você jogar, se você é empurrado para trás, esse quarteto que eu citei não é um quarteto de velocidade para chegar lá na frente, no contra-ataque.
É um quarteto que trabalha muito bem a bola, ainda com Jorginho chegando lá dentro. E engraçado, daí você vai para os momentos do jogo, o gol sai, né? Você pega o primeiro tempo, dá um pouquinho de Inter, Flamengo, Flamengo, Flamengo, um pouco de Inter, gol inter. O Inter fez o gol na hora que colocou o Flamengo para trás, e o Flamengo também não tinha como jogar nas costas da defesa do Inter, até porque não é a característica.
Você tem o Bruno Henrique, você já tem um cara, você tem um Lohan, você já tem um cara que chega. Esses caras não estavam. Então Arrascaeta tá num outro ritmo, o Carrascal tá num outro país hoje nesse jogo, é o Samuel Lino não é esse cara. Então, e o Pedro, ele é à espera do produto que esses caras são capazes de produzir, do produto que eles estão criando, vão entregar para o Pedro finalizar. Ela também não chegou no Pedro, não chegou, e toma o gol na hora que o Inter acho que se dá conta e fala assim, pô, vamos para dentro, porque aqui atrás eles não vão chegar.
O Inter faz o gol e aí o Inter começa a jogar para manter esse 1 a 0. Então, mas esse Flamengo é um pouco estranho, sem um escape, entendeu? Um que possa. Então, porque ele tinha ali no banco, ele tinha o Cebolinha. Cebolinha, esquece.
Bruno Henrique, que ele colocou no segundo tempo.
Você não vê o Cebolinha nunca mais no time nos seus 40 do segundo tempo. Mas entrou o Bruno Henrique, ele tinha ainda o Léo Ortiz, tem ficado no banco, né? O Lohan tá voltando, Lohan que tava atuando, que é mais agressivo, que é mais agressivo.
Ele mudou na lateral, né, colocou Emerson Royal.
Achei bem, é, no segundo tempo, né, porque ele mudou, ele voltou com Varela e com o Alexsandro, né, era, tava rolando o Royal com o Arthur.
E aí ele muda o Ayrton Lucas, ele pode ter imaginado, não tem vindo bem mesmo, não é, não é, não é nada estranho, ele pode ter imaginado, né, já de um jogo de O tempo todo empurrando o Inter, aí justifica aqui, mas ele toma o gol na hora que ele tava para trás.
E a posse de bola foi uma posse de bola estéril, sabe? Não flui, sabe? De novo, não deixa o adversário na quadra.
É isso.
Mas sabe o que acontece? Esse ataque do Flamengo, essa parte ofensiva do Flamengo tá muito fofa, Mário Marra, tá fofinha contra o São Paulo.
Vocês gostam de dizer arame liso, arame liso.
Contra o São Paulo foi assim, com hoje foi de novo assim. Quer dizer, ele tem os jogadores, ele tem o potencial, ele tem a bola, cara, mas não agride. É isso, é para ser um time extremamente agressivo, não agride.
E aí eu vou lembrar do que disse o Vitor Bia, né, porque são 6 meses, né, a gente tá no final de julho, 6 meses de pensando que já ia Tá com 6 meses, o Felipe Luiz tinha feito bem mais. Opa, bem mais!
Mas eu queria entrar nessa conversa. Foi, você foi bem, vai lá, bem mais, vai lá.
Eu acho que tem momento algum o time do Lajardim jogou o que o time do—
Exatamente. E eu sei que algumas coisas envelhecem muito mal e de repente de uma hora para outra, porque como disse o Léo, tá lotado de jogador bom, sim, uma hora para outra o time ganhou, pronto, campeão de tudo. E aí o Linha envelheceu muito mal. Olha os cara do Linha, hahaha. Sim, mas com o que a gente tem hoje era para estar melhor.
Mas falar bem do Felipe Luiz não vai envelhecer mal, porque o trabalho já tá lá, já foi feito. Campeão brasileiro da América, não vai envelhecer mal.
Pois é, e tem que ser cobrado por um trabalho melhor. Ah, mas vários jogadores, o Flamengo tem a recuperação física do Arrascaeta, o Flamengo perdeu, tá tudo bem. Vários times passam por recuperações físicas de jogadores do elenco. O Flamengo não era tão dependente assim de um jogador extraordinário como Arrascaeta. E é normal, nos últimos anos a gente tem visto Arrascaeta ficar meio que se equilibrando na temporada.
E aí, mas na temporada, desculpa, Marraia, que eu tô lembrando algumas coisas aqui, é que com Felipe Luiz o Arrascaeta foi preservado em alguns momentos em início de temporada para tiver um melhor do Arrascaeta na reta final, na hora da O que faltava nos anos anteriores teve com Felipe Luiz.
Então não chegamos nem em agosto ainda.
Exatamente. Tanto é que o Arrascaeta, ele brilhou muito no Campeonato Brasileiro, foi até melhor no Brasileiro do que na própria Libertadores. Muito melhor, né?
Foi o melhor jogador do Brasileiro na Libertadores.
Exatamente. Mas no Brasileiro ele entregou muito, destaque desse, do título do Flamengo.
E até para fazer também uma justiça, a situação do Inter no campeonato Muito perto da zona de rebaixamento, vendo o rival entrando em zona de rebaixamento e ele saindo. Essas coisas a gente tá cansado de saber que isso motiva muito.
Claro, claro, né?
Assim, então fiz 1 a 0, eu vou ganhar desses caras de qualquer jeito porque nós vamos começar a pegar um outro caminho e vamos sair da zona de rebaixamento. Não dá para falar que Flamengo, que coisa horrorosa contra o Inter no Beira-Rio.
Não, vamos respeitar, claro, jogar contra o Inter, mas foi Tem mérito, tem mérito do Inter, muito mérito do Inter.
Só que é muito difícil. Quando a gente fala de Campeonato Brasileiro, a gente normalmente usa esse exemplo: é difícil. Aí você sai de um clássico e vai jogar contra o Inter na Beira-Rio. É difícil, é, normalmente é muito difícil, e foi difícil.
O Inter é o segundo pior mandante do campeonato, só perde para Chapecoense.
Vai ficar assim, William?
Dá para você ter uma ideia?
Não, se ficar assim vai cair, né?
Eu não sei se não vai ficar assim. Eu não sei se a situação de Grêmio, Inter, Santos e Vasco vai, eles vão empurrar isso até o final do campeonato.
Não sei, acho que o maior termômetro é o Mago das Palavras, trabalha com a gente, que é um colorado ultra racional e muito torcedor, tipo assim, que critica inclusive o time bastante. Ele falou, olha, o resultado não foi injusto, não, mas era muito claro que podia ter vencido o Inter. Tava insatisfeito.
Exatamente, porque hoje teve oportunidade de ganhar do Flamengo e jogou melhor.
Poderia ter sido tal do, como diz o Vitor Binder, gosta gosta muito dessas expressões assim, o turning point.
Exatamente, ele adora. Acho que ele sabe, não foi, às vezes quando ele manda mensagem, né?
Mas acho que dá para um pouquinho melhorar um pouquinho a confiança dos caras neles mesmos ali, de poder mudar o cenário horroroso como você citou. Poderia ter vencido? Poderia, pelo que o Inter se aplicou muito no jogo, né?
Sim, sim.
E é claro que ele, o jogo você os dois lados, cara. Eles produzem uma terceira coisa que é aquilo que a gente observa, que é o jogo propriamente dito. Agora, cada um você pode analisar individualmente. O Inter fez o que poderia fazer de melhor dentro da sua fase, que é ruim. E o Flamengo não tem jogado o correspondente aos jogadores que tem, ao custo que tem. E o Flamengo não vai debater não vai expor os seus problemas que estão dentro de campo, porque deveria debater a qualidade do jogo do time.
Tenho certeza que Flamengo amanhã vai ficar em duas coisas: contratar o Almada e criticar arbitragem.
Ou Almada e Luiz Henrique, né? Almada e Luiz Henrique, que a conversa é contratação e crítica.
Porque assim, o problema não é se vier o Almada maravilhoso, é o Luiz Henrique extraordinário. Nossa Senhora, a questão é, eles ainda não chegaram. E com esses daqui, com caras que são muito bons, era para estar melhor. E você percebe que tem jogadores já estão descartados. Você pega o Cebolinha, tá descartado. Luiz Araújo, você vê raramente quando tem problemas físicos. Então hoje eu achei a escalação sem um jogador mais de escape de, no momento, para dar uma puxada no contra-ataque.
Ataque para ser um veloz, você poderia ter isso para estar mais dinâmico nas beiradas do campo, a hora que passa um lateral e tal. Isso não tinha. Então fica aquele jogo de para cá, para lá, para cá, para lá, e não funciona.
O Varella parece que deu uma espinafrada, né? Vamos ouvir o Varella. O Leonardo Jardim também tá na sequência? Então tá bom, tem o Varella e o Leonardo Jardim na sequência para a gente ouvir. Vamos lá.
Não é sobre o resultado, sobre os pontos, é sobre o time, a maneira de de jogar.
Acho que não estamos, não estamos no melhor momento.
Temos que trabalhar.
Agora temos uns 10, 15 dias para fechar as portas, começar de novo e trabalhar.
Agora temos que trabalhar.
As palavras direcionam principalmente devido a esta paragem. Tivemos 10 jogadores de fora, tivemos uma performance até o do Coritiba, não é? Depois tivemos um grupo a treinar durante 30 e tal dias e tivemos outro grupo que esteve de fora treinando com outros treinadores, com outras ideias, com outros comportamentos, e chegaram agora. E depois da chegada dos grupos, nós ainda não conseguimos afinar porque também não tivemos treinos.
Foi 10 dias com 3 jogos. Ou uma semana com 3 jogos. Por isso temos que aproveitar o máximo agora este tempo que temos para voltar outra vez a acertar um pouco aquilo que é o grupo na sua totalidade, de forma que as ações sejam melhor interpretadas e também que a qualidade do jogo volta àquilo que fizemos numa primeira fase quando tínhamos o grupo todo.
Então, isso justifica a gente parar para pensar, falar assim, bom, o Flamengo, pô, o Flamengo volta pior que teve 40 dias parado é para treinar, para se preparar, para melhorar, para evoluir. Aí o Leonardo Jardim fala: bom, mas ele tinha um monte de jogador na Copa do Mundo, tinha o Arrascaeta, tinha o Paquetá, tinha o Léo Pereira, tinha o Danilo, tinha o Alexsandro e o De La Cruz. Enfim, eu devo estar esquecendo aqui de alguém porque realmente é uma constelação.
Mas assim, justifica isso? Ah, mas os jogadores não tava treinando, na Copa e voltar.
Aí os caras, porque não é de agora que a gente tá falando, a gente tá falando de 6 meses.
Exatamente.
É difícil você espremer e falar de jogos espetaculares, jogos do nível do Flamengo.
Isso, porque eu acho assim, Marra, é um trabalho. Eu tava até conversando com alguns torcedores do Flamengo ali na redação. É bom ter uma ideia, os caras realmente acompanham o time de uma forma que a gente tá antenado em vários clubes, o cara tá focado só no time.
Jardim.
Mas a minha sensação, e conversando com eles, é que é um trabalho que não chegou a decolar. Parecia que ia decolar, mas não decolou. E se a gente pegar também, mas o que já aconteceu nessa gestão do Leonardo Jardim, vamos lá, Flamengo foi eliminado pelo Vitória na Copa do Brasil. Sim, o Vitória faz uma boa temporada. Sim, o Vitória tá muito bem, Campeonato Brasileiro, independentemente do que aconteceu hoje, mas faz um bom trabalho falar ali do jogo.
Não é uma prioridade.
Tudo bem que não é prioridade, mas tudo bem. Mas o Flamengo foi eliminado pelo Vitória, vamos lá, isso pesa. Flamengo tomou uma piaba do Bragantino.
É, mas não falar que no caso do Flamengo, com esse grupo aí, que com que gasto tem que ir mais longe, né?
Perfeita. É que eu sempre lembro do Jorge Jesus eliminado pelo Atlético Paranaense, depois ganhou o Brasileiro, a Libertadores, e o ano é épico.
Então também tem mais elenco diferente.
Qual é a probabilidade com esse nível de jogo de ganhar?
Nenhuma. O nível de jogo atual, nenhuma.
Mas não ganha brasileiro nem Libertadores com esse nível de jogo, não ganha. É isso aí.
E a gente tá falando aqui de uma diferença já de 8 pontos. Tudo bem, pode ser assim.
E nesse esquema que eu falei, Maromar, para devolver para você, tem uma derrota emblemática para o Palmeiras no Maracanã, inclusive, né?
Então assim, tem vários episódios, vários capítulos que teriam mandado o Felipe Luiz para casa bem. Ah, olha aí, Sim, é isso, cara. A gente é aquela coisa, você tem uma régua de atuar, uma régua de qualidade, uma medida. Ela serve para um, é falta de critério que falou o Bino. A gente tá falando de arbitragem, serviu para o Felipe Luiz, mas não serve aqui. E não tô dizendo para que deva mandar o Leonardo Jardim embora, só tô, é porque o presidente do Flamengo, o BAP, já deu entrevista, já vi entrevista dele falando, não, aquele 8 a 0, tal, ele falou, não, o problema já tinha sido tomada tomar a decisão.
Não, não, aquele jogo, antes daquele jogo já se tivesse tomado a decisão, porque era o que vinha sendo visto, era o trabalho e tal. É perfeito quando você olha o trabalho do treinador e que tá condicionado aos resultados, embora aquele tivesse no início do ano, era um outro contexto bem diferente de agora, mas não é legal.
E ele é um treinador experiente, Ele é um treinador que tem currículo, que tem—
a gente viu ano passado o que ele fez, excelente trabalho no Cruzeiro, mas não é ruim.
Não dá para pensar que ele vai fazer no Flamengo o trabalho do mesmo jeito que ele fez no Cruzeiro. O Cruzeiro era um time muito mais reativo, muito mais reativo. E tinha que ser.
Gabigol foi assim, mas aí não tá, ele não tá tentando replicar o trabalho do Cruzeiro num time que não tem a mesma característica?
Não, eu acho que ele não tá conseguindo é fazer A outra ideia.
Se não, ele hoje seria diferente.
Se fosse para se fazer igual, ele poderia até se dar bem hoje, não jogando mais.
Pega o número de poste de bola hoje, é isso, o Inter bateu o quê, 27%?
Sim. E aí eu te pergunto, torcida do Flamengo, tudo que gira em torno do Flamengo, que é um orçamento absurdo, maior receita do Brasil, os maiores contratos, que é capaz de contratar um jogador de 40 milhões de euros, E ainda pretender Almada, e aí você põe para jogar atrás, Nossa Senhora, não faz sentido, entendeu? O cara tem que saber onde ele tá pisando, o mundo cai na cabeça dele no Maracanã. Ó, mas gente, eu vou, mas eu vou ganhar.
Não é no Flamengo de hoje, não é se vai ganhar, é como vai ganhar. É, isso tem uma, tem uma relação interessante, que era do passado, o seu Real Madrid, para fazer um paralelo de um clube na dimensão, dimensões diferentes, mas na dimensão dele ele é gigante, dominador. Flamengo é dominador aqui por tudo que tem. Não era como ganhou, não ganhou, era tem que jogar bem, sim, tem que dar espetáculo.
Essa expectativa, já ouvi vaias do time ganhando jogos, mas porque não tinha jogado bonito.
Pelo foi embora, que não é um o gênio da raça de armar equipes, foi campeão, mas tchau, não é esse jeito que a gente quer vencer. Então algumas equipes, por estarem num nível muito mais alto em todos os sentidos, elas podem escolher a forma de jogar. A maioria dos clubes é: como é que eu faço para ganhar? É isso, é isso, é isso. 3 pontos, 3 de bola, sem a bola, chutando a bola para fora do estádio. Como é que é? Do jeito que der.
No Flamengo tá no muito. E o Palmeiras também, porque o Palmeiras escolhe jogadores, né? Então os jogadores são contratados para um modelo que tá na cabeça do treinador. Os do Flamengo são contratados para vários treinadores, porque no período de Abel o festival de trocas no Flamengo foi absurdo. Também tem isso. Flamengo está buscando alguém para um trabalho que dure mais tempo e não consegue, por vários motivos não consegue.
E isso pesa, porque não é assim, cara, todo ano é um recomeçar, recomeçar, recomeçar. O grande rival do Flamengo nesse momento tem um trabalho de que dura anos e mostra o resultado de ter essa ideia mantida. Uns podem gostar, outros não. Uns podem achar que Palmeiras gastou bem, outros não. Mas ele pode gastar, ele pode escolher também, e funciona. Mas os dois continuam rivalizando. Sim, é que o Flamengo, sim, e o Flamengo verbaliza isso.
Então a gente pode falar numa boa, boa, né, que é o maior, é o maioral, é que ele pode mais, que vai gastar mais, que tem X bilhões para gastar, papapá. Perfeito. Torcedor ouve, entra aqui e nesse aqui ele quer que saia gol, não é um resultado ruim. Então tem que saber viver com isso, tem que saber. E o momento é o momento de segundo semestre, quando começa mata-mata de Libertadores.
Sim, sim. Ó, para encerrar aqui, só para lembrar que na outra semana você já falou isso, você espera o mínimo aí chegar na final. Final. Você já falou aqui, na outra semana tem Cruzeiro e Flamengo, começa o mata-mata da Libertadores. Olha o tamanho do jogo, um Flamengo eliminado na Copa do Brasil pelo Vitória, um Flamengo, não sei como vai estar lá a distância do Palmeiras, pode diminuir um pouquinho, mas vai estar atrás. E aí esse jogo pela Libertadores vira o jogo do ano, o jogo da vida, porque você imagina, vai ser eliminado numa Libertadores já tendo sido eliminado da Copa do Brasil e vendo o Palmeiras na frente Olha como fica o cenário.
Vamos rodar aqui gols do Campeonato Brasileiro. Tivemos outros jogos hoje, teve. A gente começa a rodada de gols com 0 a 0.
Teve gols do Mira.
A gente começa o show de gols com 0 a 0.
Olha, incrível que perdeu o Hulk.
Impressionante, né? Impressionante.
Ainda não se acertou, né?
Mas também é uma novidade, né? Eu achei que que ia demorar um pouquinho para engatilhar.
É, tá, tá assim, ele já não tava no seu melhor nível quando saiu do Atlético esse ano, né? Então é um novo clube, é uma transição. Agora, o Flu teve domínio, teve posse, teve muitas chances. O Ronaldo, goleiro do Bahia, foi o nome do jogo. Acompanhando as notas Bola de Prata aqui, talvez seja o craque da rodada, viu? Mas não vou dar spoiler não. O Bahia, o Bahia pouco chegou. A verdade é essa, é um pontinho valioso aí para o time do Rogério Ceni.
O Maracanã teve um público pequeno, né, um dia muito difícil hoje no Rio de Janeiro com questão climática, os acidentes, né, tragédia. Mas olha aí as chances que teve. Olha que defesaça cara a cara fez o Ronaldo.
10 grandes defesas do Ronaldo, nenhuma do Fábio. Sim, nenhuma do 3 grandes chances do Bahia, 25 finalizações do Fluminense, absurdo, 10 do Bahia, nenhuma na direção do gol. Tá muito claro quem mandou no jogo e também tá muito claro porque o Ronaldo pode ser escolhido o goleiro da rodada.
King Naldo brilhando no jogo entre Mirassol e Remo. Olha só a cobrança de escanteio, assistência ali do King Naldo. O Mirassol venceu o Remo por 2 a 1 e o Mirassol saiu da zona do rebaixamento, hein. Saiu da zona do rebaixamento, empurrou o Grêmio para lá, né? Rapaz, um ponto a mais, um ponto a mais.
Lembrando que o Grêmio tem o mesmo número de pontos de Santos e do Inter, que tem um jogo a mais que Grêmio e Santos.
Eu lembro de falar em algum momento aqui no primeiro turno que a pontuação, numeração, era menos do que o time tinha de desempenho, que tava deixando alguns resultados escaparem ali no limite e tal, porque o time não era para estar tão embaixo. E agora acho que a tabela começa a se afastar um pouco mais da realidade. Acho que tem um confronto difícil com a LDU agora de Libertadores, então o normal seria sair. Mas considerando as dificuldades de calendário, talvez ter o foco só no Brasil, que é uma novidade, que é uma novidade, né? Talvez não seja uma coisa tão ruim pensando em permanência, né?
Vamos para o break. O primeiro gol foi contra ali do Marlon e o segundo gol foi do João Vitor. Duas assistências do Reinaldo, as duas cobranças de escanteio ali do Reinaldo, que tá brilhando lá. Vamos para o break, já que não tivemos turning point lá do Internacional, certo?
E na base do box to box, esse é o break antes de dar bye bye.
Antes de dar bye bye, exatamente. Você vai para o YouTube?
Break era o que a turma da São Bento dançava antigamente ali.
Break era show. Break era um chocolate que era uma delícia, cara, que eu comi um monte.
Adorava.
Break, break. O Marra já comeu muito lá de madrugada.
Sim, é verdade.
Sim, sim. Break, break.
Abertinho, abertinho.
Vânia Santos, Vasco 0, Fluminense 3. Alencar tá dizendo que é só break, break. Não tô filtrando, tá? Funciona ainda?
Acha que o Kaká—
Opa, cortaram, cortaram, apagaram o comentário que eu tava lendo aqui no meio. Ou ele ou alguém. Eu acho que eu ia ler alguma coisa que eu não devia. Foram rápidos aqui.
Daniel Leal dos Santos falou, agora vai, agora vai, vai, vai, é isso, gol, gol, gol, gol.
O Vitor vai muito lá, mas gol, gol, samba school, gol, gol.
O Igor, Thiago e o Júnior, Zica das Bicos, tá falando que estavam num grande debate aqui algum tempo sobre a bola, que se o Flamengo tivesse vencido a gente não estaria criticando o técnico. Técnico, que a gente apoiou a saída do Felipe Luiz, o que não é.
Tá vendo? Esta mesa não apoiou a saída do Felipe Luiz. Faz tempo, hein?
As pessoas super legais com a gente aqui, hein? O Júnior Rotelli, que é palmeirense fanático, e o grande Zica das Bicudas.
Não, mas assim, quem é o Zica das Bicudas? Quem disse que a gente apoiou é nosso tio Linha de Passe.
Kleber Berreiro, um grande abraço para você.
Outro grande abraço.
Eu tinha o pessoal aqui cobrando também sobre a falta no gol do Flamengo. A gente não colocou porque a gente tem muita certeza de que o lance foi, a bola foi roubada na bola, tá?
Adriano, fazendo uma acusação gravíssima, falando que a bola foi roubada.
O Marta Lima, amigos, break é Kit Kat. É, o break era um pouquinho diferente ainda, mas é a mesma proposta do Kit Kat. Kit Kat aqui é doce, nem pode ir para Copa. Mas eu adoro, adorava o break, adoro um Kit Kat também, viu?
Pronto, Passa a panissa para cima, você pode me explicar o que é. O Birner seguirá no seu workflow habitual dando moral para nós aqui. Workflow, workflow. Marta Lima fala: amigos, break é Kitcast.
Ela tá dizendo aqui, acabei de falar, intervalinha. Gostei, estamos na intervalinha, não no break. É verdade, vou começar a usar isso aqui hoje.
No Alan Patrick, na origem do gol do Flamengo. Eu acho que não foi, gente. Acho que tomou a bola na bola.
Mas tem como ele tomar a bola sem ser na bola?
Tem, pegando o cara antes.
O Luciano Cardinot, sou seu fã demais, o Marra.
Opa, muito obrigado! Nem eu sou.
Inclusive, o seu Morenice foi elogiado aqui no começo do programa. Só Morenice, seu som norte-americano.
Só conta o pecado, foi boa.
O Marra, aí no Liverpool é a contratação mais óbvia de dar certo, diz o Rodrigo.
Não, calma, não fez a proposta ainda. É o que eu li, é pelo que eu vi.
Ela é chocolate das antigas, o break. Meu pessoal tá lembrando do break, não era só eu que gostava não. Maravilhoso, maravilhoso.
Break.
E Daniel Leão fala que o Kit Kat é bom. É mesmo?
Kit Kat é chocolate?
Não, o Kit Kat.
Eu prefiro Kit Kat.
Hugo, muito doce.
Eu gosto de Twix.
Bom, hein?
Twix é bom.
Joga de quê?
Olha a Sul-Americana aí, hein? Red Bull Bragantino 1, Sporting Cristal 0.
Ah, deu Red Bull Bragantino.
Red Bull passou, né? E vai enfrentar quem mesmo na próxima fase, Marmar?
Clube Atlético Mineiro. Vai ter réver contra o Galo então.
Muita gente interessada, muita atenção nesse jogo. Eu não sabia por quê.
É verdade, porque adversário significa que tem um brasileiro já nas quartas. É verdade. E se o Santos passar pelo Maracá, podemos ter Santos e Galo ou Santos e Red Bull Bragantino.
Pega um desses dois aí.
E se o Santos passar pelo Maracá, vai entrar em crise maior ainda.
A chance de ter um brasileiro já com pezinho lá na semi já é grande.
É o seguinte, né, tá na hora do Brasil ganhar Sul-Americana, que a gente fica assim, leva Libertadores e a Sul-Americana parece que— pera aí, cara, que um futebol pode ganhar Libertadores e é uma sequência imensa, tem que buscar Sul-Americana também. Acho que esse pode ser um ano de um time brasileiro— tudo bem que tem, quem temos lá ainda?
Ah, Sul-Americana, tá louco! O Grêmio, vamos ver se passa, tem jogo amanhã. O Santos passou, né?
Boca, Grêmio passar pega o São Paulo.
Não, o Boca ainda vai lutar amanhã também para ver se passa, mas tá com classificação bem, bem encaminhada. E o Vasco nessa coisa aqui, Mário Mato? A gente fala, olha, tá na hora de um brasileiro ganhar a Sul-Americana.
O lado do Vasco é complicado, mas hoje se você pensa no que tá vivendo o Vasco dentro e fora de campo, não dá para você em sã consciência falar, ah, pintou campeão. Não, o Vasco, por mais que eu entenda a dificuldade do jogo, Independiente Medellín é um time que mudou muito desde aquela loucura do jogo contra o Flamengo. Sim, eu acho que talvez a tentativa do clube mudar, né, espero que sim, e seria já um jogo difícil. O Vasco venceu, né?
Um gol do Thiago já muito perto do fim. Teve oportunidade para perder o jogo também, né? Só que seria um jogo difícil e o Vasco conseguiu fazer o que precisava fazer. Hoje não dá para falar que o Vasco é um candidato ao título, mas é aquela situação da temporada passada. O Atlético foi finalista da competição e se você observasse a primeira fase, a segunda, a terceira, você nunca falaria que o Atlético chegaria sem chegar à final.
Foi aos trancos e barrancos.
Sim, foi horroroso, né? E de repente, opa, melhorou e tal, e chegou até a final. Acho que o jogo marcante foi aquele do Del Valle. E aí foi isso, essa, essa competição permite isso.
Você vai seguindo e de repente você acha, ela é muito mais imprevisível que a Libertadores.
Tem um encaixe e chegou.
O Vasco reclamou de um pênalti ali naquele lance, aí o VAR foi checar Eles foram lá na origem da jogada e descobriram que a bola tinha batido no braço do jogador do Vasco lá no início. Então voltou todo o lance, não foi dado.
O Vasco mudou no segundo tempo quando entra o Adson, vai receber a bola. E aí o Vasco passou a ter um apoio muito forte do lado direito. Não que tenha sido extraordinário, teve muito erro, mas muito erro assim de finalização, finalização, a gente não chama de finalização, A gente fala o acabamento da jogada, que você dá o destino certo para uma finalização. Mas o jogo mudou porque aí PH passou, passando, se a gente vê ele passando, o Watson, muito jogo pelo lado dele.
O Cuiabano podia se aproximar um pouquinho mais da área também quando a jogada tava do lado oposto. Então o Vasco mudou com essas entradas E aí as coisas ficaram mais suaves com o gol no finalzinho e o Vasco tá classificado, o que eu acho que dá uma, assim, dá para respirar um pouquinho, mas tem que trabalhar demais, demais. Que eu testei ontem, a estrutura do jogo tem ainda muito erro, com muitos clubes brasileiros, né? Acho que esse futebol brasileiro peca nisso ainda.
As equipes, você pode, independentemente do orçamento, organização é uma coisa, a realização com qualidade altíssima é para quem tem orçamento alto. Quem tem orçamento menor realiza, mas é organizado, realiza menos. E muitas equipes brasileiras são ainda muito desorganizadas, independentemente do treinador que está dirigindo. Aqui, 4º jogo, né?
Sim, 4º jogo, primeira vitória.
A gente fala do Santos ontem, aí o Cuca já tá mais tempo, mas tem muito time inconsistente e isso faz muita diferença. Agora, o que rola com o Vasco é o seguinte, né? O Vasco, esse é um jogo para dar confiança. Aí se pergunta, o que é confiança? Não compra na farmácia. Confiança é recuperar um jogo que já foi jogado ou acreditar piamente que você pode jogar um jogo que existe lá dentro, que você treina bem, que os caras são muito bons, e que aquele jogo estará dentro do campo, torcedor vê a qualquer momento.
Então, mas não tem nenhum nem outro. Você não tem os grandes momentos. Ah, chegou a final da Copa do Brasil, pô, mas tinha um cara aqui fenomenal, aí tava lá, era o Ryan, tinha Verratti, ainda tinha o Felipe Coutinho.
Quantidade de gol que o Barretos entregou.
E ali, cara, então você não é esta, este jogo não é acessado aí, não é possível ser acessado. E eu não tenho um jogo que o Vasco possa construir. Então você ganha-se uma força extra, mas que jogo que você vai buscar para replicar dentro? Ainda não tem, ele tem que ser construído, ele não existiu. Então isso faz muita, pesa muito para o Vasco.
Mas eu já Eu gostei do mais controle hoje, mais domínio. É isso, falta esse acabamento, mas o Vasco sofreu pouco, sofreu pouco, né? Se comparar com o que foi o primeiro jogo, foi um jogo mais de lá e cá, sai um gol no finzinho de empate.
Hoje eu mal vi o Léo Jardim.
Hoje assim, é verdade, teve cruzamento ali que tem uma cabeçada perigosa, mas a rigor assim seria, pelo que foi o volume do jogo, foi justo o Vasco ganhar o jogo. Mesmo se o jogo fosse para os pênaltis, seria assim, o Vasco poderia lamentar, né?
Acho que ficou de bom tamanho.
Agora com a mudança no comando, né, o Renato tinha um, deve, tava doido para ser eliminado da Sul-Americana o quanto antes, né? Tava doidinho, né?
A punição foi uma bênção para ele.
Qual foi o jogador adversário que falou que nunca tinha visto treinador não viajar? Que aqui do Barracas, não, falou que era uma coisa cultural brasileira, se era normal isso.
Renato, sim, mas assim, acho que agora é caro ir para o Vasco. O Vasco não tá dos grandes times brasileiros assim, o Vasco é um dos que mais precisam de um título grande, cara. Sim, exatamente. Hoje é uma coisa que tá aí, pá, como disse o Marra, pode não ser o favorito hoje, mas você passa mais duas fases aí, passa uma fase, duas fases, quando você vai ver, você tá numa final, pô.
São, o Vasco, tô contando, são 14 anos sem um título. Aliás, 2011, 15 anos, 15 anos faz uma diferença nada. Mas para chegar nesse título, Birner, não falta. É que aí é difícil, contratação é complicado, falta uma profundidade de elenco aí, né? Não, isso falta, porque hoje na hora das substituições tinha vascaíno se desesperando, falando, pô, vai ficar pior.
Não, acho que são duas coisas. Uma é o que o Cassotti falou sobre organização da equipe. Com a equipe organizada, não dá para exigir do Pedro Emanuel em tão pouco tempo uma equipe organizada com a cara dele, o Vasco pode ganhar um mata-mata. Não é o principal candidato por causa da falta de profundidade do elenco, porque tem que lidar com o Campeonato Brasileiro, porque não pode ficar se matando na parte de baixo da tabela da classificação até o final do ano, porque vai fazer o seu torcedor passar mal de novo.
Por outro lado, isso aqui, quando, se algumas coisas jurídicas forem resolvidas, o Vasco pode ter contratações porque o dinheiro vai começar a entrar.
A tempo da Sul-Americana?
Eu acho que não, porque são questões jurídicas. Eu não tenho noção de se elas vão ser resolvidas ou não vão, da venda da SAF. O Vasco, eu assim, eu pensando na hipótese de elas serem resolvidas, não para esse ano, a perspectiva do Vasco para os próximos anos, pode parecer uma loucura que eu tô falando, ela é muito boa.
E ainda se ganha uma Sul-Americana, já tem possibilidade de uma Libertadores.
Eu sei que você sabe o que você tá falando, só que eu também não posso falar.
Se ganha a Sul-Americana, já entra na Libertadores.
Com um novo.
E assim, o Calçade lembrou das modificações, e eu vi até que o Jair e o Zé falaram sobre isso também na transmissão. O Jair também entrou muito bem, sim, com uma dinâmica de jogo diferente. Ele é um jogador que tem a passada mais larga. Ele, opa, tá na área, como assim, né? E é um outro jogador que já estava lá, ok, teve uma contusão, demorou jogador, mas é um outro jogador que pode fortalecer elenco e já com mais experiente.
Sim, é só aquela coisa, né? Os caras entram, melhora um pouco, aí você faz o seguinte: então vamos fazer o seguinte, eles vão ser titulares. Aí já é titular, já não é mais a mesma coisa.
Aí o que tá no banco, e não pode ficar nessa roda-viva.
E hoje o Grêmio acabou de chegar, né? Sim, acabou de chegar. Então é o quarto jogo, é a quarta escalação diferente. Ele tá tateando, já é isso, normal. Ele tá buscando, ele falou, o que que eu tenho aqui? Eu vou dar o Spinelli. Aí hoje colocou, quando colocou, quando tiveram as alterações do Vasco, eu falei, meu Deus do céu, vai entrar o Brin, vai entrar o Saldívia, meu Deus do céu! E assim, e o Saldívia entrou, e o Saldívia entrou comprometendo, né?
Saldívia, assim, para variar, realmente ele gosta de fortes emoções. Então assim, as substituições, as mexidas são com jogadores que a torcida mesmo já não tem mais paciência. O Brenner é um cara que o torcedor não tem mais paciência. O Nuno Moreno é um cara que o torcedor não tem.
O Nuno Moreno ainda dá mais um drible, não é?
Bate para o gol, queridão, bate para o gol. Mas você não tá nessa fase faz tempo, entendeu? Não tenta, não tenta fazer graça, não dá. O próprio Thiago Mendes, que fez um gol, lance antes também tentou uma jogadinha ali perfeito. Não faz isso, meu filho, não é hora para isso. Tem o Saldívia, o Piton, que também já tá. Então assim, acho que tem no elenco jogadores que já estão desgastados na relação com a torcida. Então isso também pesa.
O técnico não pode desistir.
Não, ele não tem culpa. Ele vai tentando, vai. Quem sabe comigo esses caras melhoram.
Não vai mudar radicalmente para semana que vem, não vai. Ele vai ter que contar com esses aí, não tem muito o que fazer. Mas é assim, De novo, eu gostei do jogo hoje dentro da limitação que o Vasco tem. Eu acho que o Vasco fez um bom jogo, evoluiu.
É isso, acabou, hein? Dentro das limitações que nós temos, você acha que o Linha fez um bom jogo hoje?
Eu acho que sim.
Acho que tem que avaliar isso, são as pessoas, a nossa chefia.
As pessoas às vezes reclamam que a gente não tem muita mesma opinião e tal, e acho que hoje ninguém teve opinião parecida de nada.
Então é bom, exatamente. Eu acho que foi bom, mas também tem que tomar cuidado quem avalia, né?
Porque você vai falar que o cara dá um tapa na bola, um acha que é falta, outro acha que foi a cabeça.
A gente pode chamar de clubista também, é uma avaliação. Ela pode não estar certa, mas fazer uma avaliação. Não, aqui não.
O olhar, o olhar do clubismo já parte de um olhar clubista. Isso, quem enxerga o clubismo É que já é, colocou as lentes do cubismo para analisar.
Doutor Calçade, nosso terapeuta maravilhoso.
É só um exercício de lógica, é só exercício lógico.
Saúde e paz a todos e a todas, excelente quinta-feira.
Obrigado. Eu recomendo o remedinho.
Qual que você recomenda aí para essa galera?
Depois eu te passo.
Então tá bom, fechou.
Tchau, tchau.