Palmeiras e Flamengo tropeçam no Brasileirão, briga contra o Z-4 e mais - Linha de Passe
No Linha de Passe desta segunda-feira (27), William Tavares, Jailson Vilas Boas, Paulo Calçade e Vitor Birner falam os tropeços de Palmeiras e Flamengo no Brasileirão, com a derrota do Verdão para o Atlético-MG e o empate do Rubro-Negro contra o São Paulo, e analisam a briga contra a zona de rebaixamento. Vem com a gente!
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- Desempenho de Clubes BrasileirosCorinthians · São Paulo · Flamengo · Palmeiras · Atletico Mineiro · Internacional · Vasco · Grêmio
- Rombo FinanceiroModelo associativo · Investimento estrangeiro · Vasco · Botafogo · Título do Cruzeiro · O Legado de Ronaldo Fenômeno
- Tributação de SAFs e clubes associativosVila Belmiro · Estádio Jalisco · Estádio Beira-Rio · São Januário · Sócio-torcedor · Flamengo
- Comparativo de potencial de recuperaçãoVasco · Santos · Internacional · Grêmio · Modelo associativo · SAF
Fã de esportes, tudo bem? Começando o nosso Inédito Passe nesta segunda-feira. Vamos falar de dinheiro, de din-din. Situação tá complicada, tá no vermelho, tá devendo, a dívida tá alta. Temos a solução para você. Não, mentira, não temos a solução, temos caminhos, né? A gente não vai emprestar dinheiro para ninguém, ainda mais para clubes mal administrados, né, que estão aí anos e anos empurrando com a barriga e chegaram em situações bem delicadas, mas bem delicadas mesmo.
Tô falando aqui de Corinthians, de São Paulo, e tô falando dos times que estão ali próximos à zona do rebaixamento. Se você juntar Santos, Internacional, Vasco, Grêmio, todo mundo naquele bololô ali contra o rebaixamento, clubes grandes Campeões de Libertadores da América. Até a bala voou aqui, rapaz. Campeões de Libertadores da América, enfim, mas super endividados, numa situação complicada, todo ano brigando contra rebaixamento.
E a gente vai falar sobre isso no programa de hoje, né? Você vê, quando eu falei do Santos, até me deu um negócio aqui.
Pensei que a dentadura ia voar.
Ainda não cheguei no ponto da dentadura, nem dentadura, nem peruca, o calçado ainda. A peruca, ela tá, mas acho que no caminho, acho que vai pintar, né? Tem que pintar o implante aqui mais cedo ou mais tarde, né? Os Presentes eu já resolvi, viu?
Quando a gente tava naquele papo de Tadinho, eu achei que fosse por esse caminho.
Mandei-me por esse caminho. Se ele foi, apesar que o que ele ganha ali é espetacular. Eu vou ter que comprar peruca do Zacarias.
Faça uma coisa, dá uma boa noite a você, o Jair. Eu sou o calçado. Você imagina se eu apareço cabeludo aqui no dia seguinte?
Ia ser maravilhoso, cara, ia ser maravilhoso. Olha, olha, tem foto, temos fotos, temos fotos. Olha aqui, quando eu comprar minha peruca, eu vou comprar uma para você.
Aparece amanhã aqui com o cabelo liso.
Crespo, maravilhoso, uma barba ruiva, cabelo longo, loiro, uma vaquinha.
Que tipo de cabelo?
Pode fazer uma vaquinha, aquela vaquinha oficial.
Olha, o Língua foi da seriedade para a dívida dos clubes, negócio tão sério, pescar da peruca em mim.
Mas é no que dá essa dívida, né?
Sempre imaginava que era assim, imaginava que era assim. Imagina se aparecesse cabeludo, ele deve sonhar de hoje para amanhã. Vamos fazer isso, vamos fazer.
Ó, tem gente que sonha que tá pelado, ele deve sonhar que tá Pelo amor de Deus, isso aí tá... Nunca sonhou sair pelado na rua?
São seus sonhos, né?
Pelo menos meus não.
Gente, caralho, eu tô no limbo no F Show. Deixa eu ver a minha escala, peraí, cara. Vamos pro intervalo, vou tentar me entender aqui.
Baixou o F Show aqui, eu vou correr pro YouTube, vou ficar correndo pra ver o que vai rolar. Baixou o F Show. Tá aliviado aí?
Recuperados.
Ainda tenho mais o pé reto aqui. O cara tá sugerindo uma peruca grisalha, mas enfim.
Enfim, um abraço, Camaleão.
Vamos tentar falar sério aqui. Ô meu Deus do céu, esse começo foi inesperado.
Acho que é tão importante assim.
O mais legal de tudo é que a gente não arma nada, a gente não prepara nada, a coisa vem assim. É fantástico, é fantástico. Bom, vamos falar de dívidas, vamos lá. É, rapaz, não é sua dívida não, esquece a sua dívida, é a dívida do seu clube. Vamos dar uma olhadinha numa tela para a gente começar a conversar, porque situação dos clubes aí não tá fácil não. Tirando o Flamengo e o Palmeiras, o Palmeiras está ali na lista com uma dívida de R$1 bilhão, mas você tem que descontar ali a questão do estádio.
E o Palmeiras fez uma antecipação de receitas, então é uma grana que o Palmeiras recebeu, mas que não está devendo, mas que entrou no fluxo de caixa. Então o cara vai olhar, o Palmeiras tem uma dívida de R$1 bilhão e tal. Não é isso, não é isso. E o Palmeiras também já colocou na receita, claro, o Palmeiras tem muitas vendas de jogadores, o Palmeiras aumentou o seu valor de investimento em jogadores, tá? E essa dívida com relação à compra de jogadores, ela tá absolutamente controlada porque tem vendas de jogadores, Palmeiras ainda vai receber, tá tudo certinho.
Quando receber um, tem como pagar o outro e tal, mas tem que entrar no fluxo, tem que aparecer. Então não se assuste, torcedor do Palmeiras, tá? Nem vibre aí os secadores ou adversários. Então vamos lá, dívida do Corinthians quase R$2,5 bilhões. Esses são números aí, um estudo da SportsValue. O Atlético Mineiro altíssimo, quase 2,3. Botafogo 1,5. Cruzeiro 1,150. É bom lembrar que o Cruzeiro está num processo de recuperação, mas também fez altos investimentos em jogadores.
Aí já falei do Palmeiras. E olha, cara, olha que loucura. O Internacional, que está brigando contra o rebaixamento, uma dívida de quase 1 bi. O Santos, que está brigando de novo contra o rebaixamento, uma dívida de quase 900 milhões. O São Paulo, uma dívida quase de 900 milhões também. O Vasco tá brigando contra o rebaixamento, 840. Fluminense, 830. Tô arredondando, tá, gente? Grêmio, 780, tá brigando contra o rebaixamento. E o Flamengo, 472.
Aí também a questão de fluxo e tal, mas o Flamengo com contas absolutamente controladas ali, tá? Ninguém tá passando pano para Palmeiras e Flamengo, é a realidade, meu amigo. Tá ali o número e tá sendo explicado, o dinheiro vai entrar. O problema é quem tem a dívida e não sabe como vai fazer, tá com transferbanco, etc. A gente já vai falar desses clubes endividados que estão lutando contra o rebaixamento, mas eu acho que tem dois exemplos ali em cima de clubes que estão num enrosco danado, estão com transferban, são clubes gigantes, mas que estão com transferban, têm dívidas altíssimas.
A do Corinthians então é absurda, né? E que estão meio sem horizonte, não sabe para onde vão correr para poder resolver isso, que são Corinthians e São Paulo. É curioso porque se você pegar uma referência Talvez a referência do Corinthians pudesse ser o Flamengo, pelo tamanho de torcida, por engajamento de torcida, por exposição de mídia, por valor de marca e tal, etc. Você podia ter o Flamengo de referência. E o São Paulo, por questão de número de torcedores também, exposição e tudo, tem uma relação.
Ele até divide muro com o Palmeiras, né? A pergunta que eu passo aqui para a gente começar falando dos dois, e pode colocar outros clubes aí na conversa, é o seguinte: O Flamengo começou uma recuperação em 2013. Em 2019, o Flamengo já era campeão da Libertadores com Gabigol, com Bruno Henrique, com Arrascaeta, com Diego Alves, com Rafinha, com Felipe Luiz, enfim, com um baita elenco. Vamos colocar aí 6 anos. Se o Corinthians, ele amanhã, no nascer do dia, mudou tudo, falou, agora o negócio aqui é sério, vamos começar, vamos para frente, daqui para frente é outra história, outra página. Modelo Flamengo. Em 6 anos o Corinthians consegue fazer o que o Flamengo fez?
Não, esse não. Boa noite. Não é o que quem vive disso e desse meio e conhece profundamente apresenta, pelo seguinte: são números até fáceis de entender. A gente tá falando de uma dívida e o mais importante é a relação entre receita e dívida. Você pode ter uma dívida alta e uma receita 2 vezes o tamanho da sua dívida, sua dívida fica pequena perto da receita. Você pode ter uma dívida menor, mas sua receita é pequenininha, ela é gigante perto do que você vai arrecadar.
Então é a relação dívida-receita que é o mais importante. O Corinthians, por exemplo, tem uma dívida 2,5, a relação. Isso. Aí o pessoal pode falar: 2,5 você paga em 3 anos. Só que você teria que durante 3 anos não gastar um centavo. Você não contrata jogador, você não tem time, você não joga, você não gasta nada como clube, você não paga nenhum profissional.
E aí entra zero, zero, amigo.
Então você precisa estar ativo. Eu nem vou dizer se manter competitivo, tá? Porque é muito difícil competir reduzindo investimento drasticamente. Porque para pagar a dívida você tem que reduzir o seu investimento no futebol que é a maior parte do bolo, drasticamente. Corinthians, Atlético Mineiro, Vasco e Botafogo têm um nível de dívida dessa relação estabelecido como crítico. Crítico. Crítico é o nível mais alto que tem.
Então, é o sinal vermelho aceso.
Então, em 6 anos é muito difícil, não rola. 6 anos. Até porque os juros da dívida, ele é enorme. Não é que a dívida congela, A dívida, ela vai crescendo. Só para se ter ideia, vai, você falou do Corinthians. Corinthians gasta R$400 milhões por ano no custo da dívida, nos juros, juros, encargos financeiros, o custo bancário. R$400 milhões, só esse custo do Corinthians com a dívida é maior do que o orçamento do que 12 clubes da Série A.
Então o Corinthians gasta um Bahia, Tô falando que este custo, esses R$400 milhões, eles representam mais do que o Bahia arrecada, mais do que o faturamento anual do Bahia, mais do que o Bragantino, por exemplo, para dar dois aqui. Então você gasta um Bragantino por ano só para manter a dívida estática, o que não acontece porque ela vai crescendo de outro, em outros gastos, continua fazendo, né, as Né? Senão não chegaria quase... Porque é o seguinte, vocês, os números são de 2025.
Isso.
Porque são os números que foram publicados pelos clubes em 2026. Então os números em 2027 nós saberemos o que aconteceu esse ano.
Então ainda assim... Pode estar até maior.
Sim, porque a chance de aumentar a dívida é muito maior do que pagá-la.
Sim.
Concorda comigo?
Sim, sim, sim.
Então, e aumentar a receita também. Então, cara, você já imaginou um clube que gasta mais de R$1 milhão por dia? Só no custo da dívida, você acha que é possível resolver o problema em 6 anos? Não é. Fala-se até o uso, a galera assim, o pessoal da Safiel, que é a única proposta que existe no Corinthians, é única, não tem outra, fala em 10 anos com este formato aqui. Agora, se você tiver um investimento, um aporte, aí você trata de outra maneira.
E o aporte pode vir de duas formas. Uma é, isso é perigoso, porque na verdade eles estão levando o clube para um nível tão, é muito mais que crítico, né? Para mim, eu chamaria de não retorno, não tem mais como retornar. Por quê? Amanhã aparece um dono para o clube e esse dono vai trazer um monte de gente que o torcedor quis ver fora ou que já foram expulsos, você traz de volta. Então assim, é tudo, né? É assim, você sabe como as coisas são manipuladas.
Então para que não ocorra isso esses 10 anos, você teria que ter um aporte muito grande e criar. E onde, de onde ele vem? Ou ele vem de um projeto que existe, que é uma possibilidade, não é uma certeza, ou ele vem de um dono salvador.
Aqui aí você não sabe também, você também não sabe. E aí a gente já tem exemplos inclusive de SAFs que tivemos problemas É, o torcedor não gosta que fale disso.
Na semana passada eu falei. Aí você tem dois times: aqueles que sabem, entendem que a coisa tá feia e ela vai piorar, e que a instituição corre risco. E aqueles, os ingênuos emocionados, que eu chamo, que só olham cortes. E aí ficam: falou mal do meu clube e tal. E não percebeu que o clube dele tá na, já faliu.
Quem deveria, eles deveriam cobrar os dirigentes que levaram os clubes a esse tipo de situação.
E Ilesos.
A gente não tá, a gente não tá falando aqui de qualquer clube. A gente começou falando aqui de Corinthians, São Paulo, e durante o programa vamos falar de Vasco, de Inter, de Grêmio, de Santos. Olha o tamanho desses clubes, olha onde eles se enfiaram.
E é um clube que tem um dos maiores potenciais de crescimento do mundo pelo tamanho que ele é hoje e pelo que ele poderia ser.
Sem dúvida, sem dúvida. Então, como negócio, e o São Paulo, Birna? Porque, por exemplo, Tava vendo ali até com o nosso Dimas lá na produção, quando a referência com Palmeiras ali, e o Paulo Nobre quando ele assumiu o Palmeiras, e o Palmeiras não saiu voando assim ainda, teve um ano que o Palmeiras brigou contra o rebaixamento e tudo, fazer alguns investimentos, ele pôs dinheiro do bolso, todo aquele esquema que a gente já sabe.
Gastou dinheiro e montou um time com jogadores que não davam conta.
Exatamente.
O Brasileiro vem tendo aqueles jogadores do Vélez na época.
Exatamente.
Não é que não investiu.
É, exatamente, exatamente. Quando eu falo Quando eu falo a gente sabe todo o esquema qual foi, esquema às vezes as pessoas entendem por um lado negativo, né? Esquema, esquema, trabalho, planejamento ali como é que foi. E o Palmeiras ali em 2015 já foi campeão da Copa do Brasil, chegou Dudu, já melhoraram os investimentos, 2016 campeão brasileiro e a coisa foi. E a coisa andou com administrações que deram sequência a um bom trabalho.
Gagliotti, Leila, goste ou não goste, reclame ou não de algumas coisas, a coisa seguiu, o Palmeiras está aí onde está. O São Paulo, dívida do Palmeiras R$311 milhões, a do São Paulo R$850 milhões, né? Quanto tempo poderia levar para o São Paulo voltar a ser algo próximo daquilo que a gente já viu que o São Paulo foi, Bernardo?
Bom, primeiramente cumprimentando todos e todas. Eu não posso precisar o tempo. O que eu digo é que eu não acredito que no modelo associativo, olhando São Paulo hoje, isso vai acontecer algum dia.
Acho que a saída para o São Paulo é SAF.
Eu acho que São Paulo institucionalmente acabou. Acabou, acabou, acabou, porque São Paulo é um clube sem ideias para mudar. E com pessoas lá de dentro, inclusive as bem-intencionadas e honestas, com ideias, na minha maneira de ver, antigas. Por exemplo, eu conheço pessoas que conversam muito com as pessoas que querem ser presidente do São Paulo no final do ano, algumas hipóteses, não tem candidatura oficializada. O discurso é muito parecido.
Ah, vamos diminuir folha de pagamento do elenco, não sei o quê. Não é isso. Você tem uma dívida de R$850 milhões, R$900 milhões, com uma dívida bancária alta. E aí que o perfil da dívida é muito complicado, porque se você tá devendo, tem dívida de longo prazo, você deve R$900 milhões, tem que pagar R$100 milhões por ano e não é para banco, tá tudo bem. Tá tudo bem, o clube faturar R$1 bi, R$600 milhões, R$700 milhões, você se vira.
Olhando o faturamento do clube, a tendência é a situação piorar, tá? E o São Paulo precisa claramente de um aporte financeiro, só precisa de um dono ou de alguns donos para sair desse buraco, que é lamentável. O São Paulo que criou esse próprio buraco, né? Esse buraco começa de fato na gestão Aydar, ele aumenta com Leco e com Júlio Casares, ele vira estratosférico e vira essa coisa que virou, virou caso de polícia. Também caso de polícia, tô falando só da questão da dívida, né?
Casos de polícia, exatamente igual o Corinthians.
Então assim, as pessoas têm muitas coisas assim que elas falam sobre as SAFs, que elas pegam os maus exemplos como se fossem coisas concretas. Por exemplo, você, se você contratar bons consultores e advogados especialistas, você não embarca numa SAF furada, você vai embarcar numa SAF, negócio sério. Ah, você não quer que o investidor retire mais do que X% e que você quer que ele reinvista não sei quanto no futebol do lucro. Você bota em contrato, você bota em contrato.
Os maus exemplos que dão sobre SAF, eles são assim quase uma desculpa para quem acha que o futebol brasileiro ainda vai andar no modelo associativo. Você fala do Palmeiras, o Palmeiras é uma exceção porque o Palmeiras teve um mecenas, né, que botou um dinheiro ali O qual o Palmeiras pagou, mas com juros muito menores que os juros de banco atuais.
Mas a coisa andou, né, Bernardo?
Depois veio a atual presidente, que falou abertamente em entrevista que botava mais dinheiro do que valia num projeto pessoal dela de entrar no futebol e também de levantar o Palmeiras. Veio o Gagliotti, que foi um baita presidente. Se você continuar no modelo associativo, tendo que escolher alguém de dentro do clube, que pertence ao conselho do clube, aos sócios, que é eleito muito mais por uma questão política do que por uma questão técnica, Uma hora você vai ter um presidente ruim ali, eu garanto para você.
Eu garanto para você. E o mesmo vale para o Flamengo. Eu garanto para você. O Flamengo, vocês falaram, fez um projeto longo, muito bem pensado. Só que os presidentes do Flamengo, presidente antigo do Flamengo, era o cara que entende de mercado, entende de dinheiro, né? E não é bandeira, sabe?
Não é um cara, são todos de mercado.
Não é um cara assim que é um cara que foi eleito só pela política de clube. Mas você acha que em 50 anos todos os caras que estão ali serão especialistas? E a minha grande pergunta que eu fico pro torcedor, nem pra vocês, é pro torcedor: por que você precisa ter alguém do clube administrando o seu clube de futebol? Alguém que às vezes não é do mercado, que não é um cara que sabe fazer dinheiro, que não é um cara que sabe gerar receita, se você tem muitas possibilidades melhores fora, de caras que podem tocar melhor o futebol do seu clube?
Tá falando em SAF ou tá falando de outros exemplos?
Tô falando em SAF, porque depois que a SAF—
Porque é o seguinte também, Bernardo, tem um problema muito sério pra quem vai quem pleiteia virar uma SAF, que assim, as pessoas envolvidas na aprovação de uma SAF, na mudança de estatuto e tal, etc., de clube, são os incompetentes que levaram o clube à situação de— E aí muitas vezes esses caras que estão envolvidos, eles querem uma boquinha na SAF.
Eu ia falar isso. Será que vai sair sem nadinha na mão?
Então, e aí, São Paulo tem oportunidade até hoje de fazer uma SAF, porque os dois autores ali da SAF que são os maiores especialistas do país, são são-paulinos fanáticos e fariam uma SAF pro São Paulo de graça. Tá bom. Basta o São Paulo procurar e dar autonomia.
Mas o São Paulo não procura.
Não. Ou se procura, não sei se procura ou não procura, ou se procura, geralmente não deu autonomia pro que eles querem.
Até porque tem a política no meio, como você bem tava falando. É tudo política.
O ato, por exemplo, é pra mim—
Em todos os clubes.
Assim, eu sei que tem muitos conselheiros do São Paulo que amam o clube. Tá, que querem o bem do clube. Eu não tô nem com essa negação. Tem uns que usufruem, tem os que são do social, mas tem os que amam o clube e querem ver o futebol bem. Só que amor não basta. E para mim, o maior ato de amor que esses caras podem fazer é entregar o futebol do São Paulo para alguém que vai voltar a fazer o clube ser um clube de vanguarda de ideias e rico fora de campo.
É muito difícil essa prática de desapego. Aliás, para passar para você, esse modelo de SAF no Brasil, o problema no Brasil também do modelo de SAF é que é o seguinte: Só vira SAF quem tá quebrado.
Mas eu dou informação, é isso.
Ah, tô quebrado, aí vende para duas mariolas e uma coxinha e pronto. Aí pronto, virou SAF. Funcionou e não é bem-vindo.
Doutor Rodrigo Monteiro de Castro, inclusive na confecção, quando ele tava fazendo a lei, que eu queria aprovar junto com o Mansur, é o maior especialista que tem, o autor da lei da SAF. A SAF foi feita para levantar clubes e para enriquecer mais os ricos. Só que quem tá rico não precisa abrir mão do poder.
Exatamente. Fala, Jailson, boa noite.
Boa noite, boa noite, William, Birner, Calçade, boa noite, fã de esporte. É assim, a questão do amor que o Birner tá falando, para mim, vai naquela questão de utopia, né? Sinceramente, é o pessoal que é viciado no poder, né? Você me falou isso em relação ao rap, enfim, que a gente escuta aí. É porque geralmente quem tem muito poder, quem tem muita questão financeira, não abre mão disso dependendo do que vier, né? Não acredito, por exemplo, no que o, no que o Biner tá falando em relação a abrir mão do poder lá dentro.
A gente tava vendo isso inclusive agora com toda essa explosão no caso do Corinthians sobre os dirigentes e tal, aquela questão política. E aí a torcida tendo que entrar lá no Corinthians novamente. E agora do São Paulo a mesma coisa. Então não acredito muito nessa questão de sinceramente de, ah, por amor ao clube, os dirigentes vão entregar. O Vasco já teve essa discussão também, no próprio Vasco, inclusive.
Então assim, essa discussão está acontecendo, e eu posso estar errado, eu não posso dar informação. Se alguns obstáculos jurídicos forem vencidos, eu desconfio que o Vasco vai ser um clube rico.
Sim, eu não duvido.
E não é nenhum prazo tão longo assim.
Eu não duvido. E assim, Esses clubes que a gente tá falando, inclusive, são clubes com torcidas extremamente apaixonadas. Então são clubes que, pra mim, você tem o maior poderio ali de você... É simplesmente você dar uma resposta pro torcedor que o torcedor vai caminhar junto com você, sabe? Por exemplo, o Vasco, o próprio São Paulo.
O Vasco é a 5ª torcida, São Paulo entra na 4ª.
O Corinthians nem se fala. O Corinthians é a 2ª. O Corinthians não precisa falar.
E é a torcida engajada, não é só número, tem engajamento.
É a torcida que tem engajamento, a torcida que gostaria de participar. Por exemplo, eu cresci com o São Paulo sendo modelo. Pô! São Paulo era... Eu não aguentava mais. E aqui eu posso falar abertamente, eu não aguentava mais ouvir o hino do São Paulo em casa. Era o tempo todo, era hino do São Paulo, um título marcado, outro... Era direto.
Era direto.
Eu sou do Rio, então a gente lá do Rio sabendo o hino do São Paulo, sabe? Tricolou, pá, pá, pá... Sabe? A gente já sabia tudo lá. Tanto ouvir do Santos quanto ouvir do outro.
Vou contar uma coisa pra você. Eu ia na Vila Belmiro ver jogos do Santos com o São Paulo. Eu olhava a torcida do São Paulo, morria de inveja, de verdade. Falava, cara, putz, olha só, os caras ganham Libertadores, ganhou outra Libertadores, cara, os caras ganham Brasileiro, tem pula, o departamento médico era referência de tudo, cara, tinha careca, tinha não sei o quê, refiz, refiz, lotado e tal.
E assim, é bem surpreendente, né? Agora sim, tô aqui do lado de vocês e vendo a gente falando de um São Paulo quebrado, extremamente quebrado, e uma notícia atrás da outra. Então assim, a gente chegou nesse ponto desses clubes gigantescos estarem nessa situação financeira porque de fato dirigentes, todo mundo lá internamente contribuiu para isso. Agora resta saber, como o Birner falou, ah, só tem uma saída para alguns clubes que é a SAF, porque se não tiver um aporte não tem jeito.
Mas, por exemplo, a gente— poucos clubes vão querer viver, por exemplo, o que a gente tava falando, o que aconteceu com o Flamengo, de deixar ali, ó. E pra mim, o ponto principal é tu falar abertamente com o seu torcedor. O maior ativo de todos os clubes é o torcedor. Então você vai virar e falar assim: é, ó, a gente não tem a menor condição de manter administrativamente falando, financeiramente falando, as coisas da forma que estão.
Então a gente vai precisar segurar a onda. Não tem transferência. Então tem que segurar a onda. Algumas contratações, não, a gente não vai ter contratação de peso, a gente não vai brigar por título. A Copa do Brasil de 2013 do Flamengo foi lá, aconteceu.
Sinceramente, nem esperava por isso, não tava planejado aquilo.
Aconteceu, os torcedores não esperavam.
Então ajudou muito.
E aí o Bandeira de Mello na ocasião, ele foi falar, não, gente, é para depois, é para depois, vamos organizar a casa, é para depois. Só que poucos clubes estão dispostos a fazer esse tipo de situação.
O Luciano Soares fala para mim, Billy, você é o típico brasileiro esperando um salvador da pátria, um super-herói. Não, eu tô falando sobre um projeto de especialistas tecnicamente falando sobre o assunto. Quem pensa o contrário é que tá esperando super-herói, a inércia, a força da torcida, não sei o quê.
Mas isso daí, mas esse, mas eu entendo perfeitamente o que você tá falando, mas para isso teriam que largar o osso.
Por isso que eu tô falando, a vida é assim.
E aí eu não acredito.
Quando você quer comprar uma máquina, você quer comprar um imóvel, você abre um monte de coisa, muita Se você não paga parcela, você vai ser expulso, não sei o quê. A vida é assim, ainda mais hoje. Você é muito rico, a vida é assim.
Você não precisa virar SAF para se organizar. Então você não precisa, dependendo do jeito que basta querer.
Concordo.
O problema é que a SAF, ela chegou a— a lei é boa porque a lei te permite um outro ordenamento jurídico para os clubes, mas ela serve como uma imposição, que a saída ficou fácil. Porque é o seguinte, quando esses clubes que a gente falou de que eles estão quebrados e indo para o buraco assim, de uma velocidade incrível. Eles vão chegar num ponto que a saída— bom, já chegou, já saída é para ontem, não é para hoje mais. Mas vai chegar num ponto que é o seguinte: eles vão deixar de existir.
Aí vem a SAF Salvador, que vai pagar pouquinho, vai te prometer um montão no contrato. Eles vão falar: não, eu vou investir nos X bilhões, aí você vai ver em 50 anos. Anos, né? Por quê? Porque o clube é a única maneira dele não morrer. E aí é o melhor momento para quem compra SAF, pega uma grande instituição, nós estamos falando de grandes clubes, compra baratinho, e aí vai profissionalizar. Porque acontece, aí no conselheiro não vai mais aconselhar nada, né?
Que não imagina, você pega clubes que conselho dos clubes, os conselhos modelo associativo permitiram tudo isso acontecer Permitiram o Corinthians quebrar, o São Paulo quebrar, o Vasco. Os conselheiros, onde é que eles estão? Eles são os— eles fiscalizam. E que fiscalização é essa? Esse é o papel do conselheiro? Que fiscalização é essa que os clubes estão quebrados? Eles não cumpriram o papel deles. E a SAF tira o poder desse povo.
Então não adianta ir lá chiar com o presidente, ficar na orelha do presidente, e tudo é grupo político. Então se o presidente não faz o que 30 caras do conselho estão querendo, ele não vai ter esses votos. Aí ele vai lá, dá um bico no treinador, manda o preparador físico embora, demite jogador, coloca o cara aqui do grupo político no cargo X, bota um amigo de não sei quem, contrata, cara, bota fulano na base. Gente, isso é futebol do Brasil.
Só que nós chegamos num ponto, nem é mais limite porque a coisa já rompeu, mas vamos chamar de limite, vai. Então é preciso falar sobre isso. Tem gente que não gosta, tudo bem, são os iludidos, querem se iludir ainda.
Sabe por quê?
O clube vai, sei lá, tem uma discussão sobre uma mega cena da FIFA e o clube vai ganhar.
Tem uma discussão sobre a espanholização do futebol brasileiro, que a coisa vai ficar Palmeiras e Flamengo.
Não vai acontecer isso aqui.
Acontece, não, mas acontece que é o seguinte, cara, é a espanholização. Se você perceber o potencial do Corinthians, isso, do São Paulo, Isso, né? O potencial do Vasco não é para ser uma espanholização, não é para ser assim. Isso acontece, isso talvez aconteça porque você tem dois clubes que trilharam o caminho certo, o caminho correto, né? E os outros fizeram tudo ao contrário.
Não, e se você for olhar em 50 anos, no longo prazo, se houver, entre Corinthians e Flamengo.
Exatamente.
Seria, seria talvez São Paulo, só os dois do mercado. Então aí eu pergunto para vocês, a gente colocou só uma coisa, a diferença as diferenças entre, por exemplo, Palmeiras, São Paulo e a dupla Corinthians e Flamengo, e até de um Vasco bem trabalhado, são muito menores de potencial do que é do Atlético de Madrid para o Real e para o Barcelona.
Exatamente, exatamente.
Isso aqui é um outro contexto, é outro mundo, é um país grande, é diferente, é outra realidade, é diferente.
Agora assim, é tão claro assim, até para voltar aqui para o Corinthians e para o São Paulo, a gente olha a tela e tá lá Corinthians 2,5, de dívida. São Paulo, R$850 bilhões de dívida, perdão, milhões de dívida. Pô, R$850 bilhões já tinha, R$850 milhões de dívida. É muito claro pelos números que o caminho mais complicado para reverter a situação é o do Corinthians e o São Paulo, se organizar, ele passa à frente do Corinthians? Ou são só números e aí tem a ver número de torcida e tal, etc.?
Que talvez deixa a situação do São Paulo um pouco mais delicada. Enfim, quem tem capacidade para tirar primeiro?
O problema do São Paulo é menor.
Menor?
É enorme, eu acho ele insolúvel, tá?
Mas é menor.
Não, do jeito atual não tem.
Do Corinthians também.
Do caminho atual não tem solução. São Paulo com todas as medidas que tem tomado não vai resolver. Vai bater quanto a dívida por ano? Esse é o problema. São Paulo tem uma previsão de venda de mais, se não me engano, são mais R$157 milhões de reais.
Faturamento do São Paulo é inferior aos gastos.
Gastos.
A receita do São Paulo é inferior, mas a relação do São Paulo com a dívida é de 1,14, tá? Ela é de relação de receita e dívida. Então você precisa de 1,14 da tua receita para pagar dívida, né? O Corinthians precisa de— o Corinthians é o primeiro, Atlético primeiro, é 2,51, e o Corinthians 2,50. 40. Então estão muito próximos, é mais que o dobro do São Paulo, mas é muito maior Corinthians.
E o Corinthians, devido ao tamanho de torcida, etc., ele tem mais potencial.
Isso teoricamente sim, na prática você não vê isso acontecer. Então é o seguinte, a gente vai começar a trabalhar com o que os clubes deveriam ser, mas eles não são, e a gente não sabe quando serão. A única coisa que a gente tem é a realidade. A realidade é essa e os clubes vão ter que, algo vai ter que acontecer. Infelizmente, toda essa situação que é crítica, ela é observada por todos. Ela é observada pela CBF, ela é observada pelas federações estaduais de cada clube aqui, ela é observada pelo Ministério Público, ela é observada pelo Ministério do Esporte.
Toda a cadeia do esporte olha para isso e é como se nada tivesse acontecendo. O clube tá para explodir e segue tudo bem, segue, tá tudo, porque parte da nossa história é os clubes serem socorridos pelo governo. Exatamente. O que já se botou dinheiro em clube, dívida perdoada, dívida refinanciada, e é, eles inventam tudo. E os clubes, a cada invenção para ajudar, eles aumentam a dívida.
Tinha bancada da bola antigamente no Congresso. Nossa, tá mais fácil.
Não, não, é que nesse momento todo mundo entra debaixo da cadeira ali para não— ninguém quer se comprometer. Mas vá mexer em algo estrutural que possa melhorar a vida dos clubes, que a bancada da bola entra em ação e impede, com certeza, porque ela é composta de muitos dirigentes ou ex-dirigentes tradicionais. Eles não querem ver essa situação mudar, eles ainda defendem esse clube associativo que levou para o buraco.
Então é óbvio que tudo que você faz numa SAF você pode fazer sem. Na SAF você tem vantagens, por exemplo, a tributação a partir do ano que vem vai ser menor na SAF do que no modelo associativo, e não é uma diferença tão pequena assim. Então você pode fazer modelo associativo.
Só uma coisa, a SAF você não troca o presidente, o dono, com eleição. E se tiver fazendo M, ele vai continuar.
E exemplo agora, primeira coisa, é o drama todo que é o Vasco, em relação ao Vasco, 77 não vai.
Todo mundo tem, muita gente aqui apontando Botafogo e Vasco como maus exemplos de SAF, etc. Se você pegar, tá ali o Cruzeiro, assim, é um mau exemplo de SAF, só que nenhum deles tá pior do que tava antes da SAF entrar. Cara, eu não sou um fã de SAF. Se dependesse de mim, o futebol teria jogadores que torcem pelos clubes, as arquibancadas teriam ingressos baratos, não haveria tantas divisões. O meu futebol, que eu apaixonei, é outro.
Mas eu sou obrigado a pensar como o torcedor, quem tá me vendo, Porque eu não faço jornalismo para mim, é o que é melhor para ele ter um time competitivo, que é o que ele se importa. Porque o botafoguense reclama hoje da SAF e reclamava antes, não reclamou quando o time ganhou Brasileirão e Libertadores. E se o Botafogo não tivesse uma SAF, talvez o Botafogo não estivesse nem na primeira divisão, talvez o Vasco não estivesse na primeira divisão.
O Cruzeiro corria risco de ir para terceira por falta de orçamento quando o Ronaldo comprou a SAF. E se não houvesse uma SAF, o Pedrinho não colocaria dinheiro no Cruzeiro. Por quê? Porque ninguém é trouxa. De ir lá colocar milhões e milhões e milhões de reais sem ter controle do dinheiro para pessoas que afundaram o clube há pouco tempo. Ou seja, com a SAF você atrai investidores. Você falava, você não muda o presidente. Então, se você tem uma SAF séria e bem trabalhada, você pode ter um projeto de 5, 6, 7 anos de recuperação financeira, porque não vai trocar o presidente depois de 2, 3 anos, que vai mudar tudo, e o cara que colocou o dinheiro ali vai ver tudo se perder.
Ou seja, para quem quer gerar dinheiro e ter dinheiro no futebol, a SAF, olhando o atual cenário nosso, é o melhor caminho. Goste ou não goste, eu repito, eu não sou apaixonado por SAF. Eu gostaria que o futebol fosse uma coisa muito mais de carinho, de pertencimento. Eu não gosto quando comemora essas rendas de R$10, R$15 bilhões. Eu acho que é um fracasso, porque os clubes pegaram um monte de vantagens de dinheiro público e na hora de, na hora da coisa boa, da final, O ingresso tá lá em cima.
Quer dizer, as pessoas que indiretamente financiaram esse dinheiro não vão ao estádio. O futebol não é mais uma coisa inclusiva. Então eu não gosto, eu não gosto. Mas se o jogo é dinheiro, é faturamento, é trazer jogador de 25 milhões de euros, 50 milhões de euros, é competir com o mercado de fora, como as pessoas gostam, a SAF é o melhor caminho. Só não vê quem não quer.
Muito bem. Intervalo aqui no nosso Linha de Passe. A gente continua com essa análise no próximo bloco. Aí a gente vai dar uma olhada na parte debaixo da tabela, porque tem uma galera ali de peso, mas encalacrada com o que tem em campo e o que não tem no banco. É, mas aí eu não tô falando do banco de reservas não, tô falando do campo.
Mas aí vai, será que não vai rolar desespero? Janela tabela.
Sabe aquela música, aí vem o desespero?
É, lembro bem.
Machucando o coração.
Eu me entrego por inteiro, implorando o seu perdão.
Fã de esporte, tá boa demais! As participações aqui estão muito boas aqui no nosso chat. O Birna tava registrando aqui no intervalo. Obrigado todo mundo interessado mesmo no tema, que era um tema que até outro tempo aí, ah, tinha que parar, que importa é título, que importa é não sei o quê.
Mas ainda fica me perguntando, mas já melhorou muito.
O pessoal foi caindo a ficha porque os clubes foram, né, foram chegando.
Agora nós vamos tocar num ponto que vai levar para essa reflexão.
Vamos lá, vamos lá, vamos lá. Primeiro a tela com a classificação do Campeonato Brasileiro, mas vamos lá para a parte de baixo, bem embaixo. Negócio é o seguinte: o Vasco tá na zona de rebaixamento, 21 pontos. O Vasco é habitué da zona do rebaixamento dos últimos anos. Exatamente, ou foi para Série B ou é, ou briga contra o rebaixamento. O Internacional tem a mesma pontuação do Vasco. O ano passado o Inter já brigou na bacia das almas para não ser rebaixado também, na última rodada, um desespero só.
E o Inter tem flertado também com parte de baixo da tabela, louquinho, para chegar. Outro time que também já frequentou a Série B. Grêmio, 22 pontos, recentemente esteve na Série B, subiu, Luizito vice-campeão brasileiro, aí pronto, já também o Santos, então, meu Deus do céu, de 2021 para cá, ou ele briga contra o rebaixamento ou ele frequenta a Série B como frequentou uma vez. Voltou da Série B ano passado, brigou para não cair.
Esse ano já tá brigando para não cair de novo, além das brigas para não cair no Campeonato Paulista. Eu tô falando aí de Santos, 3 Libertadores. Grêmio, 3 Libertadores. O Vasco tem uma Libertadores e o Internacional tem 2 Libertadores. Olha o potencial. Tô falando de equipes. O Vasco, pelas pesquisas, ainda é a 5ª maior torcida do país, mas Internacional, Santos e Grêmio, eles têm basicamente o mesmo percentual ali. Torcedor do Santos não se iluda porque o Santos caiu muito de torcida, muito despencou.
Não adianta, não adianta, tá? Então hoje, em algumas pesquisas, ele tá ali, ó, com Atlético Mineiro, com Grêmio, com Internacional, por aí. Tirando o Vasco ali, que é do eixo. Ah, mas o Santos é do eixo, mas o Santos não é da capital, tá? E Grêmio e Inter, eles são de Porto Alegre, eles não são aqui do eixo Rio-São Paulo. Então a gente sabe que a visibilidade é diferente, a gente sabe que a projeção é diferente, que o investimento é diferente, que é outra realidade.
E a gente tá falando agora pouco de Flamengo, de Corinthians, de São Paulo, de Palmeiras, que tem outro, outro nível de visibilidade e poder de arrecadação. Tá, tá pior para quem ali? Vou focar nos 4, tá? Tá pior para quem olhando o campo, olhando investimento, olhando dívida, olhando futebol, olhando a situação? Vamos lá, Jair.
Eu tô tentando, observando aqui, cara, porque assim, de pressão, pressão tá em cima de todo mundo ali, né, cara? Só que eu vejo, por exemplo, a situação do Santos me assusta bastante.
Eu tô desesperado.
E eu falo porque por conta da receita receita. A Vila Belmiro, mesmo sendo o templo sagrado do futebol, não dá receita para o Santos. Não dá, não dá receita.
Agora são 13, 14 mil ali, agora vai aumentar um pouquinho com aquela obra ridícula. Enfim, então, para quem é, porque assim, para quem sonhou com, tinha propósito de um estádio, uma ampliação ou um estádio novo, aí você acorda e você tem uns degrauzinhos ali a mais, tá?
O Grêmio teve agora a questão do estádio, de voltar, né, ter uma doação ali, né? Se vai ainda, vai uma administração, que também não aconteceu. Exatamente, não virou, não aconteceu, mas o Grêmio acabou ganhando ali politicamente falando. Enfim, daqui a pouco a gente vai ver desdobramento dessa doação, né? O Internacional, querendo ou não, quando a torcida caminha junto Não é o que tem acontecido nos últimos anos, porque a torcida está insatisfeita com o desempenho da equipe no gramado.
E é óbvio, tá o time brigando contra a zona de rebaixamento de novo e o Internacional tem jogado mal. Mas querendo ou não, tem um estádio com uma capacidade grande. E também o Inter durante muito tempo aqui no Brasil foi o time com maior número de sócios, sócios torcedores, sócios ativos que lá todo mês davam dinheiro para o clube. Então eu fico com a perspectiva de torcida, da necessidade em algum momento desses torcedores voltarem a frequentar e conseguir gerar pelo menos bilheteria. O Santos, pelo menos bilheteria.
Os dois têm perspectiva, o Santos não tem.
O Vasco, a mesma coisa. Tem lá a questão do cara 777, o Pedrinho agora de volta tentando resolver essa situação ali de SAF, né, de venda, não venda e tal. Mas o Vasco também tem seus torcedores. Tudo bem que São Januário também é um estádio menor, mas também tem essa questão de, como você bem disse, da quinta maior torcida. A do Santos me pega, a do Santos me preocupa nesse sentido de receita, no sentido do buraco financeiro que o Santos se colocou, a folha salarial, uma folha salarial altíssima.
E aí um retorno mentiroso, que aí é isso que irrita e deveria irritar o torcedor, porque o torcedor desconta na gente, né? Às vezes vai ver de telefone, a gente vai conversar com alguns torcedores, ficam bravos com a gente, ficam irritados, mas Quando o Santos volta para primeira divisão, depois de ir para Série B e tal, volta e tem o Neymar e tal, que era o holofote, centro das atenções. Eu falei com algum, a gente falou, né, algumas vezes vocês com certeza falaram a mesma coisa aqui, que o Santos não brigaria na parte de cima da tabela.
Sim, só que diversos torcedores acreditaram que o time vindo da Série B, porque tinha, né, a volta de um dos grandes ídolos dos últimos anos brigaria na parte de cima da tabela e fez um monte de besteira financeiramente falando. A gente tá falando de 90 milhões agora há pouco, pagaram 11 milhões, pegaram a venda de um menino e pagaram, e agora tem 79. Só que acontece com esses clubes assim, é, primeiro você não tem receita basicamente, e até quando você poderia gerar alguma coisa, que é com a venda de jogadores, você não tem Primeiro, o moleque sobe com a pressão absurda de tirar o time da zona de rebaixamento.
Como é que esse moleque vai jogar futebol bem? O segundo ponto, qualquer proposta que vier, você tem que aceitar.
É isso, você tá desesperado, você tá desesperado. Eu queria vender por 20, mas você pintar uns 12, você fala mais.
Você poderia vender por 20, 25. Ah não, você vai vender por 10. E olha lá. Então assim, como você vai ter algum tipo de barganha? Como você vai ter algum tipo de negociar? Você tá sempre na parede, você tá na parede, você tem que aceitar. Qualquer coisa. Então, respondendo, né, como você falou ali, o questionamento, para mim a parte do Santos, ainda mais com os últimos movimentos do Santos financeiramente falando, é a parte que eu vou observar nos próximos anos.
Acho que a gente tem, bom, repito já uma coisa que a gente fala muito tempo, a gente tem a segunda melhor liga do mundo para o futuro.
Eu tô falando hoje, pensando que vai dar tudo certo, né?
Pelo seguinte, Premier League tem vários clubes grandes e tal. Se a gente comparar o brasileiro com a La Liga, nós temos muito mais times relevantes do que—
exatamente.
Então o seguinte, sem dúvida, nós temos os 12 chamados grandes, às vezes exercem só grandeza, às vezes não, mas são. Aí você coloca o Bragantino, hoje é o 5º. Bragantino já é um é um outro patamar. O Red Bull Bragantino não é uma SAF, é um clube empresa dirigido profissionalmente. Aí é aquela coisa, não tem conselheiro dando pitaco, fazendo outra coisa, é uma indústria, tá?
E ele também não tem pressão, né?
Uma pressão de torcida, de torcida. É o seguinte, eu não acho que Red Bull botaria o dinheiro que põe e não pressiona ninguém. Vamos queimar dinheiro? Por isso que eu falei, pressão de torcida é outro tipo de pressão do que uma pressão de administração ali, evidente, no dia a dia. A pressão chega nos dirigentes e eles vão transferir para dentro do campo. Mas tá bom, o Bahia, Bahia é o sexto hoje, Bahia, são 12, Red Bull 13, o Bahia, Bahia é uma SAF de um grupo imenso e não vai, dificilmente o Bahia vai estar ali brigando para cair, aquela coisa, para não cair.
Então já são 14, né? E aí, cara, a gente vai, o Vitória, Vitória tem uma dívida hiper equacionada na série, na menor delas, Vitória vai bem, cara. A gente chega com Remo, Mirassol, Chapecoense. É aqueles que você olha assim, o Mirassol no ano passado fez uma campanha, ele já saiu desta rota de conviver com rebaixamento.
Este ano ele está lá, mas tá lá por até fatores, dificilmente muito por conta do crescimento. Exatamente, dificilmente você paga o preço, como aconteceu num dado momento com Fortaleza.
Dificilmente um grande Grande com esse cenário não vai estar na zona do rebaixamento ou brigando para não cair. E no caso, a gente tem o Vasco já na zona do rebaixamento, o Internacional com a mesma pontuação de Vasco e Remo, e o Grêmio com 22 pontos e o Santos com 22. Então nós, do 14º até o 18º, ali a diferença de um ponto. Então o cenário do futebol brasileiro é diferente. É muito comum ver um grande na zona do rebaixamento e um grande caindo.
A gente precisa se acostumar, que é o grande mal administrado. Se a gente tiver, tudo bem, mas se a gente tivesse todos endividados, 20 clubes muito bem administrados, um deles, ou 4 na verdade, cairiam.
Tem que alcançar 20 SAFs, 4 SAFs vão cair.
Isso, 20 portugueses treinando, 4 portugueses vão cair.
É isso aí.
Então não dá, né? Só que não vai se vender nenhum jogador por mais de 1 milhão, não vai vender mais jogador por 1 milhão e meio de euros, por 1 milhão de euros.
A gente só não pode E não vai ser tão fatiado.
A gente só não pode seguir, tem que entender que o futebol brasileiro tem características especiais que poderiam ser benéficas para o futebol brasileiro, de ter clubes enormes, alguns de dimensão nacional, outros regional e outros locais. Porém, você pega Atlético Paranaense, caiu, hoje tá muito bem colocado. O Atlético é um clube organizado, com estádio maravilhoso, Centro de treinamento excepcional, tal. Não é um clube que você olha e fala assim, não é o clube sucateado, esse clube aí não sei não, é todo ano ele vai lutar para não cair.
Não, é uma surpresa. Então futebol brasileiro é especial nisso, a gente precisa entender. Por isso que a melhor saída é organizar o negócio. E aí é isso que ninguém quer, cara. Eu não— e outra, né, William, se o presidente sair, tem briga para pegar o poder de clubes com essas dívidas.
Eu acho isso incrível, isso é um negócio incrível, porque você olha um clube, primeiro que se eu sou um investidor, um patrocinador, um cara que quer investir dinheiro no futebol, eu olho a forma como esses clubes são administrados, fala: ali eu não vou pôr meu dinheiro, ali eu não vou colocar. Se eu sou candidato, ou eu tenho um milagre em mãos, né, ou você tá louco do jeito que tá aí, mas eu não vou me meter nessa.
Se eu fosse dono da Casa da Moeda, não pegava, não pegava.
Você não assumiria uma empresa numa situação dessa, a não ser que você tem um planejamento muito perfeito, parcerias e tal, que você sabe que você vai colocar nos trilhões.
Ou você é muito torcedor daquele clube, você tem muito dinheiro para você fazer exatamente essa história. Não, pera aí, eu vou organizar porque é o meu clube do coração. Beleza, mas assim, exatamente.
Fora que assim, não basta ser um apaixonado, você tem que saber o que você tá fazendo.
Exatamente, como você falou, profissionais, contratar uma equipe profissional e tal, porque ou então você simplesmente não tem o que fazer.
Imaginando isso, eu faço uma proposta para os conselheiros que nos assistem, O que que você fez de bom no ano passado para o seu clube? Cara, tem clube que faz votação de conselho, vão 50% dos conselheiros votar, vai 40%.
Quando o pau tá quebrando, vocês têm conselheiro que tá só ali para sustentar o presidente, né?
É que tá ali só para dar apoio, porque é da turma, porque o que que eu tenho que fazer?
É isso aí, você ganha ingresso aqui, ó.
Beleza, beleza.
Ele vai me segurar no poder. Então aí eu vou te dar alguma moeda de troca aqui, a gente vai, é só isso, só isso, aí fica tranquilo. É o que mais tem, é o que mais tem. O Birner, vamos lá, dos 4, os 4 são Santos, Vasco, Grêmio, são 2 perguntinhas, são 2 perguntinhas.
Vamos lá, a situação mais difícil é muito clara.
Caramba, meu, que pena que o programa foi, tá tão curto, mas assim, uma briga boa aí desses 4, são 2 perguntinhas. Primeiro, quem Quem tem mais risco de cair este ano? E a outra pergunta é: no longo prazo, bem, se forem bem geridos, de novo, acordou amanhã, opa, mudou tudo. Quem tem condição de sair primeiro do sufoco?
Para mim, para mim é muito claro que tem condição de sair primeiro do sufoco.
Põe a tela da dívida aí, pessoal.
Tá com ela aí? Tô aqui.
Põe para o nosso fã de esportes.
Para mim, a melhor situação é do Vasco, por incrível que pareça, para se salvar do rebaixamento, para tirar a corda do pescoço. Até porque eu acho que o Vasco vai ter investimento agora.
Para mim, quem tem mais potencial para sair da pendura é o Vasco.
Eu também acho.
Tá aí a dívida. Vou ler aqui para o fã de esportes, Bernardo.
Vamos lá.
O Vasco tem uma dívida de R$840 milhões, o Santos quase R$900 milhões, o Internacional com sobras, a pior das 4. Eu também acho. Eu também acho, cara, é um desespero isso.
E o Grêmio quase 780, porque Grêmio e Inter tem na última pesquisa de torcida mais torcedores que o Santos. Sim, Grêmio e Inter tem estádios maiores até para o— não é isso que resolve, mas ajuda bastante receita para gerar receita.
E o tal do matchday ali pode, né, pode render muito mais.
E uma coisa, a grandeza do futebol brasileiro foi construída nos campeonatos estaduais, quando eles eram os torneios mais importantes até os anos 80, começo dos anos 90. Mas a grandeza dos anos 60, 70 foi construída nos estaduais. Então cada estado, quando a gente falava sobre a construção da grandeza de um clube, era como se fosse um pequeno país. Então aqui em São Paulo tinha 4 e até um 5º, que era Portuguesa, né, que não tinha o tamanho, mas era um time grande, a Portuguesa.
Quando forma-se o campeonato de pontos corridos e as distâncias do país diminuem por causa dos voos, por causa da evolução tecnológica e tudo mais, a gente começa a ter um outro cenário. Nesse cenário, o 4º clube de São Paulo talvez não tenha força para brigar no mais alto escalão com todas essas coisas. E o 4º clube de São Paulo, quando a gente fala de potencial de arrecadação, não de história no futebol, não, não, não, tá falando de arrecadação, é para ajoelhar para o Santos, tá, cara?
Nós estamos falando de potencial de arrecadação. Ele é o 4º de São Paulo e no Brasil já não sei nem mais onde ele tá.
Então assim, a situação mais difícil das coisas, o Inter e o Grêmio são times que dominam o estado, dentro, e tem torcedores ainda alguns fora do estado.
Me passou uma informação aqui sobre os dois são mais de 100 mil sócios, é isso?
Os dois, os dois têm mais de 100 mil sócios. O Inter, quando começou a ventilar essa questão, estourar ainda mais esse lance de sócio-torcedor, de ser um projeto de arrecadação, de você não só, por exemplo, contar com o dinheiro do torcedor no dia do jogo, é você contar com o dinheiro do torcedor no dia que ele não, mensalmente, quando não vai.
Exato.
E o Inter sempre teve um número alto de sócio-torcedor. O Vini, que é o nosso mago aí, né, nosso, existe hoje, deu um número exato.
Exatamente, ele tá pagando direitinho, não tá em nada de errado.
Exatamente, porque é um time que sempre teve um número alto de sócio-torcedor. Por isso que eu tava falando em relação, quando você me perguntou dos 4, eu tentei juntar tudo. Eu até anotei um negócio aqui rapidamente sobre a arrecadação do, por exemplo, Flamengo tinha dívida de R$750 milhões aproximadamente lá em 2013, 2015. E aí, quando foi, quando o Flamengo começou esse negócio do Bandeira de Melo, de sócio-torcedor, não tinha isso.
O Flamengo passou a, com ingresso, movimentação de jogo e tal, arrecadar R$365 milhões. Então, anualmente, anualmente. Então é algo que de fato muda muito o patamar financeiro do clube, se você for bem gerido, se você souber usar a seu favor. Por isso que eu falei, Inter, Grêmio, tem estádios grandes, tem torcedores no plano de sócio. A questão é porque tá lá os dois times jogando mal e os torcedores não estão indo, e também tem uma bagunça lá.
Mas assim, uma organização é talvez a saída deles, por eles polarizarem inclusive uma região, também tem esse ponto. A do Vasco é a situação financeira crítica, que já tem bastante tempo, mas o Vasco para mim ainda continua sustentando em cima dos seus torcedores, que A torcida é gigante e abraça e meio que carrega o Vasco. Essa que é a realidade há bastante tempo, inclusive. O Vasco, por exemplo, numa questão que o Calçadinho tá falando de SAFiel e tal, seria mais ou menos algo que eu imaginaria, né?
Porque o Vasco já foi para o outro caminho, foi desses clubes desesperados que acabou vendendo na primeira oportunidade. Mas dos torcedores tentarem, né, se intrometer mesmo, né, entender mais como as coisas funcionam lá dentro. Por isso que o Pedrinho, no final das contas, que o Pedrinho era comentarista, né, e acabou indo atrás do sonho dele, que era ver o Vasco por um lugar melhor. Por isso que para mim a situação do Santos, ainda mais com que o Santos fez nos últimos anos, é a situação mais complicada de ser 12 anos de avacalhação.
Mas o Santos tem uma questão para ele tratar no futuro, que assim, o Santos nasceu numa numa cidade, mas o futuro dele é em outra. É isso, mas isso já é discutido há tanto tempo. Não, mas eles, isso você não consegue mudar. Ele vive no estádio que a média de público é 13 mil torcedores quando tá em alta. Então assim, é muito difícil saltar esse cenário que você descreveu aceitando isso. Então um dia eles vão ter que tomar uma decisão aí.
Exatamente. E esse dia, e esse dia tá cada vez mais urgente e próxima.
O maior trunfo santista é a história de uma camisa única que é a base da construção da era de ouro do futebol brasileiro, e Pelé e todos os jogadores, para transformar isso em dinheiro de algum jeito, expandindo o clube além da cidade. Infelizmente é isso.
Olha, o Biner vai desejar saúde e paz, eu desejo prosperidade, saúde para todos, tá bem?
Importante.
Desculpa, eu fiquei um pouco empolgado hoje.
Não, mas o papo tava bom. Valeu, valeu. Pena que foi só uma hora de programa hoje, hein?
Desabafo.