Atlético-MG surpreende Palmeiras fora de casa, Bahia e Flamengo tropeçam em casa contra Corinthians e São Paulo - Linha de Passe
Neste domingo (26), os comentaristas do Linha de Passe analisaram a vitória do Atlético-MG sobre o Palmeiras no Nubank Parque, bem como os empates entre Bahia e Corinthians, em Salvador, e Flamengo e São Paulo, no Maracanã. Vem com a gente!
Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
William
Abel Ferreira
André Kifuri
Breiler Pires
Dorival Júnior
Eduardo Domingues
Jailson Vilas Boas
Professor Celso Zeltz
- Clássico entre Cruzeiro e Atlético-MGPalmeiras perde invencibilidade em casa · Falha do goleiro Rafael · Eficácia do Atlético-MG · Estratégia defensiva do Atlético-MG · Performance de Carlos Prats
- Gestão Esportiva e de ElencoIdentidade reativa do time · Direção pedagógica e corpo docente · Campanha de desestabilização contra o técnico · Elenco enfraquecido do Galo
- Flamengo e GrêmioFalta de agressividade do Flamengo · São Paulo celebra empate · Momento delicado do São Paulo · Performance de Carlos Prats · Dorival Júnior e promessas
- Análise de seleções e estilos de jogoRotas de ataque do Palmeiras · Jogo de posse de bola · Importância da agressividade com bola · Adaptação de jogadores a novas funções
- Análise São Paulo x BahiaJogo de pouca intensidade · Estratégia do Corinthians para atrapalhar · Renovação de contrato de Memphis Depay · Situação Financeira do Corinthians
- Desempenho de Clubes BrasileirosCorinthians · Dívidas de Vasco, Grêmio e Santos · Gestão financeira dos clubes · Transfer ban
- Desempenho de JogadoresPaulino e sua reestreia · Pedro e suas características únicas · O Senhor dos Anéis · Datação de Fósseis e Rochas
Olá, fã de esportes! Começando o nosso Linha de Passe neste domingo, ah, domingo de rodada do Campeonato Brasileiro, né? Semana passada ainda era Copa do Mundo. É o primeiro Domingão de rodada do Campeonato Brasileiro e a gente tá aqui para conversar sobre os jogos de hoje nessa briga pelo título. O empate do Flamengo parecia que não tava legal. Pô, em casa contra São Paulo, poderia de repente ter vencido, ficou aquele gosto meio amargo.
Aí veio o Palmeiras e perdeu em casa para o Atlético Mineiro. Então o empatezinho do Flamengo não foi tão ruim, acabou tirando um ponto de diferença para o Palmeiras, que perde uma longa invencibilidade nesse Campeonato Brasileiro para o Atlético Mineiro. A gente vai falar desses dois jogos aqui nesse Linha de Passe e tratar também do empate do Corinthians fora de casa contra o Bahia, empate por 1 a 1. Tudo isso com o Breiler Pires, com o André Fury, com Jailson Vilas Boas, Professor Celso Zeltz, e a sua participação no nosso chat.
Intervalo muito rápido e a gente volta daqui a pouquinho para falar da boa vitória do Galo, hein, que tira ali um pouco da parte de baixo ali da tabela, já pode pensar um pouquinho mais para cima. Vamos falar sobre isso daqui a pouco. É, começando o nosso Nerd Passe, Guilherme Bogarin. Deixa eu te falar uma coisa, Guilherme, eu não sei se para sua alegria ou para sua decepção Não tá na pauta hoje, viu? Pelo menos não tá pautado para a gente falar mal do Neymar hoje, não tá.
Mas a coisa pode surgir do nada. Eu não sei se ele queria ou não, ele tá perguntando se a gente vai falar mal do Neymar hoje. Não tá na pauta, não é o propósito desse programa, né? Jogos de hoje. Carlos Moura: não, não estamos tristes, estamos felizes da vida porque estamos trabalhando, recebendo para isso e sustentando nossas famílias. Começando aqui o nosso dia de paz, né?
Mais importante, não necessariamente nessa ordem, né?
Mas é mais ou menos por aí, né, professor Celso Zeltz? Quem ficou triste aí foi, claro, torcedor do Palmeiras e evidentemente o time do Palmeiras, que perdeu uma longa invencibilidade em casa. O Atlético Mineiro tá feliz da vida, vitória pesada, importante, hein?
É isso, William. Boa noite a você, aos companheiros. Surpreendentemente, e esse surpreendentemente inclui também o resultado que o São Paulo Futebol Clube conseguiu no Rio, uma coisa espelha com a outra. Eu até no Bolão da Família acertei Flamengo e São Paulo no sentido do empate. Achei que o São Paulo fosse segurar o 0 a 0. Agora, quanto ao Palmeiras, o Palmeiras, isso é muito bom, desacostumou-se com a derrota única nesse campeonato até agora, era para o Vasco.
Foi uma partida em que o Palmeiras esteve muito presente no campo do Galo, principalmente no primeiro tempo, mas o jogo acabou virando. O Galo consegue uma vitória surpreendente. É um raro momento do campeonato, uma rara rodada em que Palmeiras e Flamengo não vencem. Em relação ao Flamengo, perde mais uma vez pontos para o São Paulo, rival do Palmeiras. Agora a gente vê as mensagens aí também, o mundo não caiu, né? As pessoas, parece que o Palmeiras entrou na zona de rebaixamento.
Ele tá muito longe disso, né? Ele ainda tem uma diferença em relação ao Flamengo. Na verdade, hoje nem rubro-negros e nem alviverdes estão satisfeitos. Os alviverdes por motivos óbvios e os rubro-negros até por uma ordem cronológica, porque quando acaba o jogo que o Palmeiras, que o Flamengo não consegue fazer o resultado que queria contra o São Paulo, todas as atenções se voltam, até por uma questão do tempo em que os jogos foram disputados, né, para a perspectiva de que o Palmeiras faria a sua parte e não fez. Realmente dois resultados bastante surpreendentes nesse Campeonato Brasileiro.
E aí, né, André Kifuri, a gente costuma associar muito o Palmeiras à palavra eficiência, né? Acho que hoje a eficiência foi do outro lado, porque o Atlético se fechou bem no primeiro tempo e as oportunidades que teve, como essa, a besteira do Carlos Miguel, né, conseguiu aproveitar. Tudo bem, André?
Tudo bem, boa noite a todos, um abraço a todos que nos acompanham. É, o que o Atlético fez não é normal, né? Tanto que havia muito tempo que o Palmeiras não perdia um jogo no seu estádio. Acho que ninguém imaginava que isso poderia acontecer hoje, pensando na atuação que o Palmeiras teve no meio de semana em Curitiba. A gente até disse, né, que o tempo passou, o campeonato ficou paralisado por várias semanas, a Copa do Mundo começou, terminou, muita coisa aconteceu, o campeonato voltou e o Palmeiras era exatamente o mesmo de antes.
Um visitante extremamente complexo, né, para as equipes que o recebem. Naquele jogo contra o Coritiba foi 1 a 0 aos 9, 2 aos 19. O jogo ficou o caráter do que o Palmeiras gosta e sabe fazer melhor, né? E mesmo sem a presença do Abel no campo por causa da suspensão ali, depois houve uma troca de gols, um para cada lado, e ficou por isso mesmo. E o Palmeiras se solidificou na liderança. Depois daquela atuação, era difícil imaginar que o Palmeiras perderia essa invencibilidade no seu estádio para o Atlético Mineiro.
Que foi pior, né, embora não tenha jogado mal em nenhum momento, foi inferior ao Palmeiras no primeiro tempo, mas não deixou de ser perigoso, não deixou de ameaçar, não deixou de jogar também.
Exatamente.
A gente percebeu nas escalações iniciais um desejo bem claro do técnico do Atlético Mineiro em espelhar o sistema de jogo do Palmeiras para pelo menos não ter tantos problemas para defender. Mas o Atlético não deixou de atacar e teve chances num jogo em que aconteceu algo que também não é comum, que é uma falha do Carlos Miguel, e uma falha decisiva no caso, porque aí o Palmeiras levou um gol. É assim, o futebol é desse jeito mesmo.
O anormal é um time ficar tanto tempo sem perder um jogo, independentemente de ser no seu estádio ou não. E as reações não podem ser como você mesmo disse, que Como se o Palmeiras estivesse numa longa sequência de derrotas e empates, não vencesse um jogo há várias semanas, contando ou não o período da Copa, não importa. Palmeiras continua liderando. Hoje foi uma perda de oportunidade porque o Flamengo em casa também não conseguiu um resultado que era importante para quem é perseguidor, e o Palmeiras vai ter que recomeçar.
Mas quando se tem uma invencibilidade tão grande em casa, dá para compreender. Que as sensações não sejam boas, mas o Atlético mereceu. A gente não pode deixar de mencionar a partida que o Atlético fez e a vitória merecida que o time do Barba conseguiu aqui em São Paulo.
Exatamente. Aí, Jailson, a gente levantar aqui os pontos positivos desse Atlético Mineiro hoje, né? Claro que a gente vai falar muito de Palmeiras porque tem a briga pelo título, né? Mas eu acho que a gente tem que exaltar essa vitória do Atlético Mineiro, ainda mais um time que oscilou tanto no campeonato. Em dado momento, o Barba questionado: vai cair, não vai cair e tal, vai trocar de novo de treinador. É um Atlético que tem história com o Hulk um pouquinho lá atrás e tudo, como é que vai formar esse time, quem chega, quem sai.
E o Atlético obtém hoje o tipo de vitória que é para realmente estufar o peito, olhar para frente e falar, bom, a partir daqui a gente tem que construir um outro capítulo, uma outra história nesse campeonato.
Temos um modelo, né?
E temos um modelo.
Acho que pode ser isso, pode ser esse o retrato, né? Boa noite, né, Willian, companheiros. Boa noite, fãs de esporte. Acho que é isso que pode ser ali, deixar um retrato, o modelo. A gente fez um bom jogo, o Atlético Mineiro fez um bom jogo contra o Palmeiras. Então acho que isso que o Barba pode falar assim com seus jogadores no vestiário, porque era muito claro, né, com Preciado. Até brincava com Felipe, né, nosso companheiro aqui de ESPN, torcedor do Atlético, ali na redação falava com ele, o Preciado na segunda linha, muito claro o que o Barba gostaria, porque ele não tinha o Coelho.
Hoje ele ia tentar manter a equipe da mesma forma com a saída um pouco mais ágil pelo lado direito e a construção, porque o corredor esquerdo a gente já sabe que é o Renan Lloyd. E aí o Maicon muitas vezes tem que ficar ali na cobertura. Mas a estratégia era bem clara para mim: o Palmeiras ficaria com a posse da bola, o Atlético ia tentar se defender. E aí tem uma bola longa no Cacierra, que além de ser um cara alto, ele também é rápido.
Então ele consegue muitas vezes reter a posse da bola e levar o time à frente. Quando você recua, né, quando você joga no contra-ataque, Existe essa necessidade de você ter um cara lá na frente que consiga segurar a bola ou brigar com os zagueiros na velocidade. Então, determinado momento que eu entendi é que o Atlético conseguiu se aproveitar das brechas ainda ali dos 3 zagueiros, né? Porque o Emi Martínez jogando aberto, a gente falava na redação é que o Emi Martínez estava jogando aberto pelo lado esquerdo como terceiro zagueiro.
Até a gente lá, o Pascoal também, a gente vendo o jogo, todo mundo junto, e ali a gente reparando, ó, o Emi Martínez não tá como volante. Tá como terceiro zagueiro no lugar do que foi o Barbosa no jogo anterior. Então já deixando bem claro que o Abel Ferreira vai usar, né, esse esquema com 3 defensores. Então ao meu ver foi isso, o Atlético Mineiro se aproveitou das poucas oportunidades, uma falha grotesca mesmo, gritante, do Carlos Miguel.
Porque nas últimas rodadas, inclusive, várias e várias vezes o Carlos Miguel salvando, é um contra um, bola rasteira e tal. Mas hoje acaba que num resultado, né, que você perde por um gol, é impossível a gente não lembrar de que ele teve uma falha grotesca no primeiro gol do Atlético.
Realmente não é mais— quando o Carlos Miguel chegou no Palmeiras, ele foi um pouquinho questionado ali no início e tal, mas não é mais o goleiro de fazer esse tipo de coisa aí, né?
Acontece, ele falhou, é verdade, mas é muito mérito do Vitor Hugo ter acreditado, né? Claro, sim, sim, é muito, muito atacante nesse tipo de bola aí, vira as costas.
Não, quando chuta aí, vai para o encaixe, ó, encaixou.
O que aconteceu foi bem esquisito, né? Porque ele tenta encaixar a bola e a bola bate na cabeça dele, e aí ele começa a olhar para o alto para tentar compreender onde está a bola. Só que na hora que ele vai tentar compreender por onde tá a bola, a bola tá quicando do lado dele nessa hora que ela Ele tá desnorteado, ele tá completamente desnorteado.
Mas o Vitor Hugo também muito, muito oportunismo aí. Ele tá lá pra isso.
Pra mim, inclusive, né, a ida do Vitor Hugo pro Atlético, essa retomada na carreira do Vitor Hugo, porque muita gente não lembra, o Vitor Hugo criado no Flamengo, jogou no Santos, jogou até bem, mas não tão bem quanto ele tem jogado agora no Atlético. Pra mim, desde que ele chegou, colocou, né, como ali um camisa 10, às vezes até um segundo volante, Mas pisando bastante na área, exatamente o que ele tá fazendo agora nessa movimentação com a câmera aberta.
E o Vitor Hugo, para mim, no Atlético Mineiro tem sido uma grata surpresa até, porque esse desempenho do Vitor Hugo acredito que nem o próprio torcedor atleticano esperava. E ele tem jogado muito bem com a camisa do clube.
Agora sim, né, Breiler, é claro que tem uma falha de goleiro. A diferença foi por um gol, como lembrou aqui o Jailson. Aí pesa, você fala, pô, por um gol, se não tivesse falhado no lance, talvez fosse diferente. Mas assim, ele falha, o Palmeiras tem ainda todo um segundo tempo pela frente para poder empatar e até virar. Empata o jogo sim, só que o Atlético dá resposta de novo. É por isso que eu falo da questão de eficiência e tal.
O Palmeiras foi lá, empatou, e o Atlético foi lá e deu a resposta de novo, voltou a ficar à frente do placar e aí não permitiu mais empate. Então por isso eu tô assim frisando muito o mérito do Atlético nessa partida, porque Poderia nesse momento do empate falar, bom, agora o Palmeiras vem com tudo para cima, tá em casa, torcida a favor e tal, etc. Agora a virada é questão de tempo, né? E não foi o que aconteceu. O Atlético voltou a conseguir controlar o jogo e conseguiu sair vitorioso.
Você tem toda razão, William. Boa noite para você, para os companheiros, para o Fã de Esportes. É preciso exaltar o que o Atlético fez, porque a gente tem de lembrar, no primeiro tempo o Carlos Miguel salva a principal chance até então que foi do Galo com o Cacierra. O Cacierra acaba desperdiçando no cruzamento do Bernat O Galo já tinha dado a letra, né? O caminho vai ser buscar uma bola aérea, um chute de fora da área, e quase dessa forma o Atlético chega ao primeiro gol, mostrando que dá para jogar de forma defensiva, ser mais reativo, dar a bola para o adversário e ao mesmo tempo conseguir ser agudo e efetivo nas chances que cria.
Então levou perigo nessa oportunidade, o Carlos Miguel salvou ali, acabou sendo infeliz no segundo tempo, mas para mim o plano de jogo do Eduardo Domingues foi muito adequado para o adversário, para o Palmeiras, e principalmente para o momento do Galo. Como Jailson falou, você tá ainda tateando, tentando encontrar o time ideal. Tem um desfalque de peso que é o Queijo, né, jogador que seria muito jogador do Atlético e seria muito útil no jogo de hoje para dar esse escape, né, no contra-ataque, para ser o homem de velocidade por ali.
E acredito que ele vai bem novamente em privilegiar o Preciado, em fazer essa dobra de lateral, mas com Preciado com jogador com mais força para fazer essa puxada de contra-ataque. E aí também até o comportamento defensivo do Atlético, né? A gente viu um time no nível de concentração no momento defensivo altíssimo. O Natanael, ele salva aquela bola ali até de um jeito estranho no segundo tempo.
Foi, não descreva, não, não descreva tão bem o lance. Foi só os glúteos, não, foi só uma parte de trás, uma defesa diferente do normal.
Pode ser as costas, você pode especificar um pouquinho mais, pode chegar nada Glúten. Você gosta de glúten?
E ele salvou dessa forma. Mas no primeiro tempo também, numa bola do Paulinho, ele também consegue chegar no carrinho, consegue travar um jogo defensivo, né? A linha de defesa do Atlético, Natanael e Renan Lodge, né, os dois laterais muito bem. Lianco e Juan, o pênalti marcado, para mim o VAR revisou corretamente porque era braço de apoio. Mas os dois zagueiros do Atlético muito bem, né? Vinham sendo questionados em outros jogos, principalmente o Lianco, mas hoje a linha de defesa se comportou muito bem, o time soube lidar com essa responsabilidade de resistir mais, porque o Palmeiras naturalmente teria mais a bola, o Palmeiras atacaria mais.
Então é um caminho, como o Jailson falou, pro Barba, de que esse elenco do Atlético se adapta melhor a uma ideia de futebol reativo, a uma ideia de futebol em que o Atlético em muitos jogos vai ter de sofrer. O Atlético sofre mais quando se vê na obrigação de ser o protagonista do jogo.
Por enquanto, né? Por enquanto é o que a gente viu até agora, né?
É, mas até característica, André, do elenco. Você pega os jogadores ali, você vê, o meio articulador do Galo hoje é o Bernard. Bernard nos tempos áureos era um ponta de velocidade, tá se adaptando a essa função, não é um 10. Entre o Igor Gomes, que marca o gol da vitória. Igor Gomes criticadíssimo, hoje se redimiu, né, conseguiu. E hoje entrou e teve estrela também.
E sairia extremamente criticado se não fizesse o gol, porque no gol do Palmeiras, meu Deus, hein, ele marcando.
Sobraria para o Domingos também, também, também, sem dúvida, sem dúvida.
Porque o Felipe Anderson, o pessoal na redação, os palmeirenses, bom, turma, Ah, o Felipe Anderson devagar, lento e tal. O Felipe Anderson recebe a bola e dentro daquela lentidão ele consegue dominar, preparar, escolher, chutar. Ele tem um espaço muito grande que o Igor Gomes não aproxima. Quando o Igor Gomes chega para aproximar, a bola ainda desvia no Igor Gomes e entra, né? Então era para ser o vilão, mas conseguiu com o gol evidentemente sair por cima.
Mas o futebol tem dessas coisas, né, de no detalhe a maré virar. E no detalhe também, o Eduardo Domingues ganha o jogo porque ele coloca o Minda, esse cara mais fresco, justamente percebendo, né, que o Palmeiras sairia mais para buscar a virada. E o Minda acaba fazendo a jogada para o Igor Gomes, que também entrou. Entraram juntos. E 5 minutos depois, o Atlético, depois de sofrer o empate, consegue buscar o gol na sequência e mostrar para o Palmeiras: olha, a gente veio aqui para buscar no mínimo um ponto, mas pela efetividade o Galo mereceu a vitória.
E aí também a gente tá falando de um Galo que vem entre trancos e barrancos na temporada, mas nos últimos 4 jogos, isso contando antes da parada, são 4 partidas, 3 vitórias do Galo, empate. Então é um time que demonstra que pode reagir, que tem capacidade para isso. E méritos de novo do Barba, porque foi um treinador muito questionado, e para mim de forma extremamente desproporcional, sem considerar o contexto do Galo. O Galo vinha naquele movimento, né, um técnico medalhão, Felipão, Cuca, e de repente uma sacada com técnico estrangeiro, né, Turco Mohamed, Sampaoli.
E aí esperava-se, ah, agora pelo ciclo vicioso tá na hora de mais um medalhão. E a diretoria enxergou o Baba, treinador do Estudiantes, e precisa acreditar, precisa dar um voto de confiança, porque se o Atlético quiser sair dessa situação, quiser ser competitivo, tem de dar sustentação a um treinador que trabalha e ao mesmo tempo vai encontrando as soluções aos poucos. Esse time ainda vai oscilar, mas para mim ele já mostra uma identidade.
Se ele se convencer de que pode ser um Galo mais reativo, mais copeiro, mais batalhador numa Copa, por exemplo, uma Sul-Americana ou Copa do Brasil, o Atlético pode sonhar com algo maior.
Mas para mim depende, desculpa, né?
Não, faz a sua pergunta.
Eu vou pegar o gancho dele, do Breiler, porque era justamente o que eu tava notando em relação ao que o Barba fazia no o Estudiantes, que enfrentou o Flamengo lá na Argentina, era o Estudiantes do Barba, e era o time que jogava com bloco muito baixo, às vezes linha de 6, pelo menos contra o Flamengo foi assim, né, linha de 6, linha de 7 jogadores. E eu lembro bem daquele jogo porque a gente tava fazendo a cobertura lá pela ESPN.
E aí o Barba deixou a bola com o Jorginho, muitas, muitas vezes deixando a bola com o Jorginho, fechando uma linha defensiva bem ajustada. Pra ter a bola, e quando tinha a bola, era bola no Carrillo pra ele raspar a bola pra quem vinha de trás. Foi isso o jogo todo, basicamente. Eu não tô falando que o Atlético Mineiro vai jogar dessa forma, mas o Cacierra como referência de ataque já diz pra mim que é uma arma que ele vai tentar usar, porque é um jogador que tem essa capacidade de conseguir raspar a bola.
E o Minda, porque a jogada do gol, até eu notei, no sentido do seguinte: o Abel Ferreira tinha colocado o time pra frente, né? Então ele tinha colocado o Arias de ala pelo lado esquerdo, O Piquerez tinha ido para zaga, ele tinha colocado o Felipe Anderson de ala pelo lado direito. Na jogada do gol, o Palmeiras tenta pressionar a saída de bola. O Preciado, olha quem vem fazer aqui a marcação do Nathanael, é o Piquerez. E aí o Minda consegue ganhar do Felipe Anderson, que tá tentando fazer a marcação.
Então assim, para mim foi o momento que, devido à qualidade técnica dos jogadores também, que o Preciado consegue fazer um bom lançamento. O Minda ganha na velocidade, também sustenta o Felipe Anderson e tem a clareza de tirar o goleiro para dar a bola no Igor Gomes, que a finalização não era tão simples se você for parar para pensar que ele tava com a perna esquerda, que não é a perna boa, e tinham 2 adversários no gol. Então assim, a qualidade dos jogadores sim, mas foi você aproveitar justamente uma hora que tem um pequeno desajuste ali, vacilo ali, um vacilo na linha de 3, que é o Piquerez, né?
Saindo na marcação ali, saltando na marcação. Talvez ali num pequeno detalhe do esquecimento de não tá mais jogando na ala esquerda, que era o Arias na frente dele, não ele. Ele como zagueiro deveria ter ficado um pouco mais. Enfim, é, a gente, se a gente, se o Abel for falar sobre isso na coletiva, né, mas foi um momento de salto. Até pedir para o Vini, né, nosso editor-chefe aqui, rapidinho para ele colocar o lance de novo, que eu queria observar esse salto na marcação, porque foi isso, um salto ali na hora do Piqueires, na hora que o Nathanael chama a marcação, e o Minda consegue ali ganhar do Felipe Anderson, que na teoria estaria de ala pelo lado direito. E aí o Igor Gomes consegue fazer a boa finalização.
Mas assim, sem querer demonizar, porque não é isso, mas quando erra, erra. A gente tem que apontar os erros, né? Demonizar ninguém. Errou, errou. Mas assim, por mais que tenha esse desencaixe, esse desajuste, não dá para, não dá para um jogador como Felipe Anderson deixar o cara tomar vantagem no corpo ali. Porque até pode voltar o lance, a bola me parecia até mais para o Felipe Anderson.
Eu também achei, né? Eu também achei que a bola seria mais para o Felipe Anderson. Mas aí a falta de cabeça, exatamente, ele não é marcado.
Primeiro não dá para ele ser aquele cara ali, né?
Ele não deveria ser aquele cara ali, independentemente do desajuste. É isso que eu tô falando, é um desajuste, perfeito, mas ele se se atrapalha demais.
É, agora uma vez que ele é, tem que agir.
Exato, exato.
Esse é o tipo de bola, vamos falar no português ali do futebol, que o cara fala: levanta ele, pô, atropela ele para matar. E aí mata o lance, toma o cartão vermelho se for o caso, mas aí evita que o adversário—
Agora você vê, isso acontece porque tá o Minda em campo, né? Essa é a diferença do que a gente—
Exatamente ali.
O que a gente escreveu, ela já vem para ele antes ainda, não precisa chegar perto da área.
Exatamente, exatamente. Agora, esse tipo de lance também aproveita o time que consegue ter uma postura reativa sem abdicar do jogo a essa altura do jogo, né? O que o Barba fez durante todo o jogo, a gente escreveu aí, adotar uma postura reativa, isso não é pecado. Desde que você em alguns momentos saia. E hoje a vitória do Galo só veio por causa disso, porque se o Galo ficasse esperando o Palmeiras passar um primeiro tempo, é verdade, o Galo teve a sua melhor oportunidade, mas o primeiro tempo foi de muita bola na área do Galo.
Se o Galo ficar só esperando o Palmeiras, o resultado seria outro hoje. Inclusive em relação a alterações que o Barba fez, ele, ele Eu acho que hoje ele enxergou o jogo, a sequência dos lances muito melhor do que o Abel, para onde o jogo estava caminhando. E isso pode ser um caminho. A gente acabou de lembrar aqui que ele não teve o Cueijo. Esse jeito de jogar com Cueijo, então, isso pode ser aí essa coisa que você levantou, do daqui para frente tudo vai ser diferente.
Talvez o Galo tenha nesse momento que dá um passo atrás, Tu. Do ponto de vista das ideias, né? Porque as cobranças em cima do time do Atlético, e não é de hoje, é da temporada passada, a impressão que se tem, entra técnico, sai técnico, e a cobrança é sempre que esse time pode render mais. E o time pode render mais não necessariamente tentando ser protagonista sempre.
Sim, isso é uma coisa, né, André, que acho que varia não só dentro de um jogo, mas de jogo para jogo. O Breira levantou aqui, não tem nenhum problema de ser reativo, etc., mas eu acho que o Atlético tem peças. E aí o trabalho, espero que o trabalho dos últimos 40, 50 dias tenha focado nisso, tenha pensado nisso. Ele tem, ele tem peças para fazer um jogo como fez aqui contra o Palmeiras e talvez o mesmo tipo de jogo contra o Flamengo, certo? Em outros momentos, ser o time que vai ser o protagonista do jogo.
E vamos falar a verdade, respeitando algumas características diferentes, Esse é o tipo de jogo que a maioria das equipes faz contra Palmeiras.
É isso aí.
E tá tudo certo, especialmente Palmeiras em São Paulo e Flamengo no Maracanã. Exatamente, não muda muito, independentemente de quem seja o adversário. Alguns com mais recurso, outros com menos. Alguns treinadores um pouco mais atrevidos, a maioria nesse caso vai encontrar uma situação até confortável de poder jogar dessa maneira sem ser pressionado pelo seu torcedor, sem que nenhum dirigente diga que foi medroso, porque você tá jogando com o Palmeiras no seu estádio.
Mudou de nome, né? Vai ser um pouco difícil também automaticamente, né? Então a gente chama de estádio do Palmeiras, a casa do Palmeiras, porque isso vai ser sempre, né? Isso não vai mudar nunca. Mas sobre o Domingos e o trabalho no Atlético Mineiro, a gente não pode esquecer que esse foi um técnico que foi contratado daquela maneira bem comum aqui no futebol brasileiro, quando não existe convicção de nada, só existe um problema para ser resolvido.
Uma cadeira a ser preenchida porque o ocupante anterior não está mais e tudo deu errado e é preciso trazer alguém. E aí, naquele caso, entre os alvos existem os técnicos que não estão trabalhando, aí não importam as suas características, o que fizeram nos empregos anteriores, se foram bem, mal, mais ou menos, como jogam, o que falam, nada.
Dá uma olhada na aceitação de rede social.
Antes do treinador chegar, as características do elenco do Atlético versus as características dos últimos trabalhos desses técnicos todos que estão disponíveis, porque evidentemente não estão trabalhando. E o Eduardo Domingues, que você elogia. E eu me lembro da gente ter falado assim, ah, o Atlético se trouxesse treinador, vai demonstrar que pensou um pouco fora do que é o normal por aqui. Não foi numa bola de segurança, embora não exista, né, bola de segurança.
É tudo teórico, né, na contratação de treinadores, na maioria das vezes aqui no Brasil. Mas aí chega um técnico que não conhece o futebol brasileiro, não conhece as dificuldades que a gente tem aqui. O máximo que ele pôde fazer antes de assumir o Atlético, e obviamente ele assumiu o Atlético porque entendeu que a oportunidade profissional era importante, a oportunidade financeira era muito importante, porque nós chegamos num ponto aqui no Brasil em que Nenhum clube, desculpe, a enorme maioria dos clubes não paga.
Então ofereçam seus salários mais exorbitantes possíveis, não serão pagos mesmo, né? E tudo fica normal. E com essa situação, há clubes no Brasil, e eu não tô falando agora de Palmeiras e Flamengo, que pagam salários para jogadores que eles não encontram em nenhum lugar do planeta, em nenhum lugar do planeta. Então, com isso eu tô querendo dizer que é óbvio que o Atlético fez para o Eduardo Domingos uma proposta salarial que ele considerou atraente, é lógico, melhor do que ele tinha e melhor do que ele poderia almejar no futebol argentino, porque já não existe comparação também há muito tempo entre o futebol argentino e o futebol brasileiro na questão dos salários para técnicos e para jogadores.
Só que aí o cara chega aqui e ele se depara, depois de algumas ligações telefônicas, depois de conversa com companheiros, porque tem muitos argentinos que estão aqui ou estiveram aqui, e ele tem que resolver os problemas. E pelas informações que a gente teve, já houve situações em que ele próprio, logo depois que chegou, se convenceu de que não tinha como resolver o problema e colocou todo mundo à disposição ali. E ele ficou, e as pessoas que tomam as decisões no Atlético foram ali concordando com ele.
E esse é um caso raro de um treinador, que eu brinco, né, que esteve no portal de transferências e voltou. Porque quando você entra e não ganha 10 jogos em sequência, o que é raríssimo, você não volta. Sim, porque você tá por uma derrota ou um empate em casa de um dirigente virar e falar assim: pressão foi muito grande, nós infelizmente tivemos que tomar uma decisão, não nós gostaríamos, agradecemos o Eduardo pelos serviços prestados e desejamos sorte no seu próximo, na sua próxima aventura.
Mas não, ele conseguiu escapar de tudo isso. E a vitória de hoje mostra adesão do elenco ao treinador. Então me sugere que o período da Copa foi bem aproveitado, parece que sim, parece que sim, né? Porque o Atlético não poderia recomeçar o campeonato de uma maneira Empate com o Bahia, mas ganhou do Palmeiras.
E o Barba sofreu uma campanha de desestabilização até maior que a do Sampaoli em BH. Isso aí eu posso falar com tranquilidade, sou de BH, trabalhei muito tempo lá. E no caso do Galo, os donos são pessoas muito influentes, muito poderosas, com capacidade de controlar narrativas. E quando a coisa tá ruim, quando o torcedor começa a enxergar, parece que o trabalho de planejamento, de contratações não está sendo bem feito, de repente a pauta treinador se sobrepõe a tudo e a culpa recai em cima dessa figura, como estava acontecendo com o Barba.
Pegue 2, 3 meses atrás, em Belo Horizonte só se falava de Barba, que o trabalho era ruim, que não tinha vestiário. Que tava completamente desconectado do ambiente, não tinha padrão. O treinador tinha acabado de chegar e já havia uma campanha para desestabilizá-lo. O Eduardo Domingues já fez nesse tempo no Atlético muito para ganhar no mínimo um voto de confiança, de que a diretoria acredite de fato: olha, aqui dá para fazer um trabalho de longo prazo.
E sem condicionar isso, ganhar um título no fim da temporada. Se vier, e eu acredito até que pode acontecer nas Copas, o Galo tem de comemorar e vai ser uma cereja no bolo. Mas o que o Atlético não pode fazer é rifar mais um trabalho para salvar a pele de dirigente que não aguenta ser criticado. E isso aconteceu muitas vezes durante essa gestão. Os 4Rs, né, sobretudo o Rubens Menin, que é o cabeça do projeto, muitas vezes conseguem direcionar essas responsabilidades e falta, de certa forma, coragem para chegar e assumir para o torcedor.
Que o elenco não é lá essas coisas. A gente olha o elenco do Galo nessa temporada, é um elenco enfraquecido. Saiu o Hulk, a grande referência dos últimos anos. Você já tem um impacto. Os dois jogadores talvez mais badalados do time, Scarpa e Dudu, o Dudu hoje tava no banco.
Exatamente, o Scarpa nem relacionado.
E o Hulk fez gol.
Exatamente. E muita gente tinha falado, ah, o reencontro do Dudu com Palmeiras, pode ter lei do O Dudu hoje é praticamente carta fora do baralho, ainda mais se o Eduardo Domingues quiser bancar essa ideia de um jogo mais de contra-ataque, de velocidade.
O Dudu não se encaixa, até porque quem joga na ponta esquerda é o Renan Lloyd.
Pois é, então é um lateral de mais apoio que você precisa ter alguém de compensação. Então o elenco do Atlético não só se enfraqueceu como tem desequilíbrios e até alguns problemas de pensando em longo prazo. Minda, Preciado, Cacierra podem ser jogadores que no médio e longo prazo vão dar resultado. Mas quando boa parte do elenco você depende desses caras para serem protagonistas de cara, né, ainda em processo de adaptação ao futebol brasileiro, é um risco grande que o Eduardo Domingues tem levado e aos poucos vai encontrando uma cara para esse time.
Já já a gente vai ouvir o Abel Ferreira, já já tudo sobre o empate do Flamengo com São Paulo, empate do Corinthians com o Bahia, já já a gente vai falar do Paulinho também, né, falando de ex-jogadores do Atlético, né, falou aqui do Hulk. O Paulinho, que também já saiu já faz tempo. Paulinho hoje, primeiro jogo como titular depois de 440 e poucos dias, 441 dias se eu não me engano, que ele entrou como titular num jogo depois de muito tempo.
Você fecha aí a parte do Galo que você queria falar do jogo contra o Bahia, não foi?
O exemplo que eu ia dar em relação a propor o jogo e jogar de forma reativa, porque o jogo contra o Flamengo, aquela derrota do Atlético contra o Flamengo, eu nunca tinha visto tanto espaço para o Flamengo jogar. Contra o adversário. E foi aquele jogo na arena. O jogo agora dessa última semana do Atlético contra o Bahia, o Atlético em determinado momento do jogo ele teve que propor o jogo, até porque tava jogando dentro de casa, e sentiu muita dificuldade, principalmente com o Lianco pelo lado esquerdo, porque o Lianco não é canhoto.
E só que ele tava fazendo a função do Júnior Alonso, né, o Juan, pelo lado direito, e ele tava tendo muita dificuldade nessa saída de bola. Então o Rogério o Arsene começou a colocar a pressão na saída de bola pelo lado esquerdo. O Maicon com muita dificuldade para cobrir o lado do Renan Lloyd. A gente até falava lá em off, o Renan Lloyd, o ponta, o ponta, o ponta, o Maicon se matando para tentar cobrir o lado esquerdo. Então talvez até nesse sentido o jogo de hoje, sem a necessidade de propor o jogo, só reafirma o que a gente tem falado, que talvez seja o estilo melhor, né, para o Eduardo Domingues com esse time do Atlético Mineiro.
Só que aí Eu quero, eu fico na curiosidade de saber como vão ser os jogos do Atlético em casa. Sim, os jogos do Atlético em casa. Imagina o Atlético jogando em casa contra um adversário ou do mesmo nível, um pouco inferior, e o Atlético rifando a bola, dando a bola para adversário. Imagina o torcedor dentro da Arena.
Nossa, vamos ouvir Abel Ferreira. Faz tempo, hein? Você lembra da última vez que Abel Ferreira falou aqui no Linha de Passe?
O pessoal tá questionando aqui, não vão falar do Flamengo, do São Paulo? Falaremos, né?
Só para avisar que vamos falar. Só tem um detalhe, meus companheiros e minhas companheiras: o programa veio colado no jogo de Palmeiras e Atlético Mineiro, né? Então a prioridade e o maior tempo de programa é para Palmeiras e Atlético Mineiro.
Torcedores, calma!
Torcedores, calma que a gente vai falar. Quando o Flamengo ou quando o São Paulo vierem coladinhos com o Linha, aí eles vão ganhar mais tempo também. É sempre assim, o jogo que vem colado, geralmente, 99% das vezes, é o jogo que ganha mais tempo, é natural. Vamos lá, Abel Ferreira.
Boa noite. Olha, concordo naquilo que tu disseste. Acrescentaria só que depois é preciso fazer o mais importante, que é meter a bola dentro do golo e não deixar que o adversário a meta na nossa. Acho que fizemos um bom jogo até, até à entrada da área do nosso do nosso adversário. Acho que dominámos, controlámos, mas temos depois que cruzar mais, temos que rematar mais no golo. É verdade que o adversário, na minha opinião, nos tentou pressionar no início, mas só nos parou à frente da área e com praticamente 11 jogadores atrás da linha da bola.
Mas como é que eu tenho que vos explicar que a forma como soframos os 2 golos, nós conseguimos evitar isso. Faz parte do futebol, vai acontecer. Não queríamos que acontecesse. Portanto, estes 2 aspectos: é não ser mais contundente no último terço a nível de remate exterior, a nível de cruzamento, a nível de mais risco. Claro que precisámos também de criatividade, precisámos também das ações individuais individuais dos nossos jogadores.
Como disseste bem, na minha opinião é um jogo positivo da nossa parte, mas aquilo que é importante mesmo, que é o resultado, que são os números, que são os golos. O nosso adversário foi mais eficaz, defendeu muito e com muitos, e nos criou muita dificuldade.
Abel, boa noite. Gustavo Soler da TMC. E foram mais de 400 mais de 40 dias que o Paulinho não iniciava uma partida como titular. O que que você conseguiu sentir do desempenho do camisa 10 e o quanto fez falta hoje nisso que você acabou de falar do ataque o Ramon Souza, que é um jogador que consegue também te dar profundidade, empurrar os zagueiros adversários para trás nesse tipo de jogo onde o adversário baixa muito as linhas?
Mas são circunstâncias, os castigos Não sou eu que os dou, né? O gualá, casos semelhantes, critérios diferentes. Amarelos fazem parte. Jogadores que foram às seleções e as suas seleções tiveram bom desempenho, que nós neste momento não podemos contar com eles. Lesões fazem parte, mas sinceramente não acho que tenha sido por isso. Eu acredito muito naquilo que é o desempenho coletivo da equipa. Acredito muito naquilo que nós fazemos e trabalhamos todos os dias.
As opções, ainda não temos o elenco enxuto, não só em termos de lesões, mas também em termos de jogadores que estão a recuperar a forma, jogadores que estão castigados, jogadores que ainda não chegaram. Mas gostei de Paulinho, acho que Paulinho fez um excelente jogo. Acho que na primeira parte a grande oportunidade que nós conseguimos tocar e romper até acaba por ser dele, uma finalização dentro dentro da área, infelizmente foi, foi fora.
Como te disse, acho que é um— é difícil estar-te a dizer isto, mas acho que é um jogo que o domínio e os números não traduzem o resultado. Mas o futebol é assim. Parabéns ao nosso adversário, foi mais eficaz, defendeu bem e com muitos, e aproveitou os 2 golos que nós não fomos tão e ficados como devíamos ter sido nessas ações. Sei que eles não fizeram de propósito, mas o futebol tem disto. Oi, Abel, Silvestre da TV Gazeta, ao vivo aqui no Mesa Redonda.
Professor, não deu certo a tentativa de trazer o Danilo. Informação apurada por nós de que o Palmeiras não vai redirecionar esse valor de 28 milhões de milhões ou quase 30 milhões para tentar um outro jogador.
Era especificamente para o Danilo. Você pode confirmar se é isso mesmo? E como é que você analisou a não vinda dele?
Veja bem, entendo perfeitamente a sua pergunta, mas eu tenho jogadores competentes e suficientes dentro do plantel. E o que eu quero mesmo é não perder ninguém, ou se perder jogadores que a gente entenda que que não nos vão fazer falta. E o que eu quero mesmo é os jogadores que estão castigados estejam disponíveis, os jogadores que foram para as seleções que voltem, e os jogadores que estão lesionados que fiquem bons. Quero é ter o elenco enxuto, pronto para ter mais opções para todas as posições, que infelizmente em função de todas estas circunstâncias não se achava, não estamos na máxima força, mas A tendência é melhorar e caminhar para isso.
Portanto, isso para mim é que é o mais importante. O resto é histórias para vocês lerem, fazerem. Isso é que importa, são os que eu tenho, esses são que são os que nos vão ajudar a ganhar.
Abel, boa noite. A gente sabe que a posição de goleiro depende muito da questão de confiança, né? E depois do primeiro gol especialmente, o Carlos Miguel, ele bateu no peito ali, assumindo o erro. Eu queria saber como é que foi a postura ali com vocês no vestiário e como é que você também trabalha, porque é um jogo que muda muito o contexto a partir do erro e é um jogador que vinha sendo importante. Como é que você trabalha essa questão daqui para frente?
E uma segunda pergunta, aproveitando, o Palmeiras nos últimos, nos dois jogos que a gente viu desde a volta da Copa do Mundo, é uma equipe que tem trabalhado muito a posse de bola, tem tocado muito a bola, jogadas de 1-2, de muito jogo por dentro. Você acha que essa, ter a volta do Vitor Roque, do Flaco Lopes, especialmente jogadores, pode completar essa sua ideia? Porque especialmente hoje que a gente viu muito toque de bola, mas dificuldade para incomodar, para empurrar a linha adversária para trás.
Você acha que é isso que tá faltando para conseguir fazer esse estilo novo de jogo funcionar melhor?
Não é estilo novo de jogo. Vocês depois criam as narrativas que vocês querem. Já tive é uma equipa retranqueira. Mas quando éramos equipa retranqueira, que jogadores é que tínhamos? Onde é que estão esses jogadores a jogar? Esses jogadores onde estão? Estão a jogar? Porque estavam aqui quando diziam que a equipa retranqueira. Depois é uma equipa que só chuta a bola para frente. E agora, se não ganharmos, é uma equipa que só faz posse de bola.
Eu, ensinaram-me a mim o que vai ser o futebol. Eu sei, ensinaram-me a mim o que vai ser futebol. O futebol, eu vou-te dizer, eu desde que cheguei ao Palmeiras e desde que sou treinador, nós temos 3 rotas de ataque coletivas.
3.
Ou vais pelos corredores, ou vais por dentro, ou vais de virada. Há jogadores que conseguem fazer jogo interior, há outros jogadores que não conseguem fazer jogo interior. Diz-me os jogadores que tu tens e que eu tenho, eu digo-te como é que eu vou jogar. Eu já repeti isso muitas vezes. Agora, sim, estamos a pedir pelas características dos jogadores que temos, Paulinho, um jogador que joga com os olhos fechados entre linhas, o Maurício, o próprio Andréas, o próprio Arias, são jogadores que têm capacidade para jogar entre linhas sem perder bola.
Mas também queremos profundidade, queremos chegar ao final do jogo e ver o Picares com 2, 3 cruzamentos, queremos chegar ao final do jogo e ver o Giai com 2 ou 3 cruzamentos, coisa que nós não vimos. E por isso é que eu disse, nós há muita margem ainda para melhorar. Eu acho que foi um jogo positivo até à zona 3, depois da zona 3 faltou esses 3 detalhes: remates exteriores para uma equipa defende com 10 jogadores atrás da linha da bola.
Cruzamentos das meias, que foi onde fizemos o golo, que acabou o cruzamento das meias. E as combinações do toque e rompe, porque uma equipa que joga com uma linha de 5 bem fechada à frente da área, bem e bem compacta, quando eles acabam por ter a sorte, e em nossa sorte deles, infelicidade nossa, né, porque é um lance Como disseste muito bem, acontece aos melhores do mundo, e ele tem, o nosso goleiro tem todas as condições para poder ser um dos melhores goleiros brasileiros.
E faz parte, ele sabe disso. E não há no futebol, não há ninguém que não erre. Ele sabe que errou, foi o primeiro a assumir, mas também já nos ajudou muito. Portanto, quem anda no futebol sabe como as coisas funcionam. Quando ganhas sabes o que é que te espera. Quando perdes, sabes o que é que te espera. Quando acertas nas substituições, sabes o que é que te espera. E quando erras, tens que assumir essa responsabilidade de perceber que este tipo de golos nós não podemos sofrer.
Não foi só o primeiro, foi o primeiro e o segundo, foram dois golos muito consentidos. E chegámos ao final, perdemos um jogo, num jogo que deveríamos e que poderíamos ter ganho, se calhar para um resultado mais escasso. Em função da forma de jogar do nosso adversário, mas em função, como eu disse, daquilo que foi a eficácia do nosso adversário e da competência de defender muito e com muitos, acabou por ganhar o jogo. E é assim o futebol.
Boa noite, Abel.
Anderson, pode falar, pode falar. Futebol é assim mesmo, futebol é assim, é assim que funciona.
Agora, conhecendo os méritos do adversário, inclusive a favor dele, o futebol fez muitas vezes isso.
A jogada do gol da vitória do Atlético Mineiro é uma jogada, não é igual, porque não existem jogadas iguais no futebol, do mesmo jeito que não existem jogadores iguais, por mais que sejam parecidos, ou técnicos iguais, por mais que enxerguem o jogo do mesmo jeito. Mas a jogada com vitória de um jogador no duelo pessoal, abrindo espaço para quem chega, o Palmeiras já ganhou, esse Palmeiras do Abel, centenas de jogos assim, com o Flaco, com o Vitor Roque, com todo mundo.
Já foi criativo.
Então, agora, eu só não acho legal quando ele introduz, ele introduz, não, ele insere essas coisas. Vocês e as narrativas. O Palmeiras tem esse jeito de jogar que o Abel descreveu. Ele continua sendo um treinador que merece ser elogiado, porque talvez ele seja o único técnico. E é assim, elogio, crítica, às vezes não tem nem elogio e nem crítica. E o futebol é assim também. Porque ninguém só merece elogio ou só merece crítica num determinado momento ou ao longo da sua carreira.
Então há coisas para ser elogiadas, há coisas para serem elogiadas e criticadas no mesmo jogo, na mesma entrevista, na mesma semana. Quem anda no futebol, eu gostei dessa frase, quem anda no futebol deveria estar acostumado a isso também. E o Abel ainda não se acostumou que se um dia você o critica e no outro você o elogia, Não é que você é uma— você tem opiniões que não se sustentam. Você está apenas fazendo o seu trabalho conforme aquilo que você acredita e pensa e tentando ser justo.
Há quem não se preocupe em ser justo? Sim, em todos os lugares. Não dá para generalizar, não só no futebol. Então assim, por que que ele merece ser elogiado? Porque embora ele não tenha tido paciência nos últimos meses para dar entrevistas mais elaboradas sobre futebol, futebol, porque ele prefere, prefere, a escolha dele falar sobre outros assuntos. Ele continua sendo talvez o único treinador top no Brasil que fala sobre o próprio time sem melindre de entregar segredos para os técnicos adversários.
Ele fala, ele acabou de falar, Palmeiras tem 3 rotas de ataque, uma é uma, outra outra. E às vezes ele elabora quando perguntado sobre isso sem nenhuma preocupação de, ah, o outro treinador está ouvindo e vai me pegar. Não, ele não tem essa preocupação. Por quê? Porque ele tem muita fé no taco dele, para usar uma expressão bem brasileira aqui que talvez ele não conheça. Ele tem muita fé na capacidade dele e no time dele. Então, ótimo.
As 3 rotas ofensivas que o Palmeiras tem, as pessoas que prestam atenção conhecem. Quando alguém diz uma nova maneira de jogar, Não está querendo dizer que o Palmeiras está tentando desfazer tudo que vinha fazendo antes e agora só joga de um jeito, porque não existe time que só joga de um jeito também, nem pode existir.
Ele me surpreendeu positivamente porque eu achei que ele ia começar cantando aquela do Skank: cadê o pênalti que não deram para gente no primeiro tempo?
Ele nem citou, não sei, mas apesar que a coletiva continua, né? A gente pegou um trecho, mas chegar a falar, mas por enquanto Se alguém perguntou a respeito, até se justifica.
Mas eu achava que ele ia, até pela reação durante o jogo, né, da reação dele. Não foi isso que aconteceu. É uma das vezes em que ele falou de futebol. Se você pegar as entrevistas do Abel, tem muita entrevista de cortina de fumaça, de indignação, em que ele quer ensinar jornalista, quer pautar jornalista e não deixa o jornalista falar como é que se joga, ou supor como é que se joga. Tem tudo isso. Mas hoje foi uma entrevista muito lúcida.
Sim, ele fala dos problemas que o Palmeiras teve, ele fala negócio do cruzamento. Eu fiquei pensando assim, bom, mas o que que ele tá querendo dizer? Aí num segundo momento ele se refere especificamente aos laterais.
Ele quer a participação, produção desses jogadores.
Mas aí tem um problema, o Piquerez no lado esquerdo vai entregar. E eu queria pegar o gancho do que que ele falou em relação à jogada de interior. Realmente, o time do Palmeiras hoje, com todo mundo à disposição, que mais vai ter triangulação, dois toques, um, dois, pá, movimento.
Você acha que o que não aconteceu hoje é justamente porque falta Vitor Roque, porque falta Flaco, porque o Paulinho tá entrando hoje também?
Você tem Paulinho, Ares, Vitor Roque e Flaco Lopes, jogadores que procuram associação, sim, procuram jogo por dentro. Então, para mim, o Abel, ele já tá fazendo um jogo um sistema com 3 zagueiros, tá, é com uma linha de 5 ali no meio com 2 alas. E vai misturar, vai ter jeito, vai ter dia que ele vai colocar um cara de referência e 2 atrás, vai ter dia que ele vai colocar 2 caras lá na frente e só um por trás como meia, como foi o Maurício, né.
O Maurício, exemplo, né, o Maurício ou Áreas com Flaco e Vitor Roque, ou então em algum momento vai deixar só Vitor Roque e 2 por por trás, um Paulinho e um Arias mesmo por trás também. E aí ele vai conseguir fazer essa jogada de interior que ele tava dizendo ali por dentro, porque são caras que jogam com muita facilidade com dois toques. A bola vem de primeiro, o cara tá de costas, ele já quebrou o pescoço, já viu que o Flaco ou Vitor Roque estão fazendo ali o pivô, já deu o tapa e já saiu para receber a bola no espaço.
E nessa, nesse tipo de movimentação, você jogando com 3 zagueiros, o ala vai na linha de fundo. Então é pelo lado esquerdo, você tá bem servido. O Piquerez é um cara que chega, o próprio menino é o Arthur Gabriel, muito bem também, inclusive, que também chega bem na linha de fundo. A questão é o lado direito.
Por quê?
Porque o Jair não é nenhum primor na ala. Ele, os melhores momentos do Jair com a camisa do Palmeiras foram de terceiro zagueiro pelo lado direito.
Perfeito.
E se o Allan lá, o menino, né, ele é canhoto, Então também não vai ser o de atacar o corredor. Então para mim, a pergunta também do outro companheiro ali, né, falando em relação às cifras, se era uma questão específica, né, ao Danilo Santos, talvez até um lateral com características mais ofensivas, né, um ala pelo lado direito, possa ser um alvo do Palmeiras.
Ou então desenvolve, né, também, porque isso é uma coisa que ele já fez com diversos jogadores.
Claro, claro, mas comprovadamente Aprovadamente, aprovadamente.
O Scarpa talvez seja o caso mais clássico daquilo que o Abel enxerga que ele pode fazer, e nem o próprio Scarpa enxergava que podia.
Mas não tenho dúvida, inclusive o Zé Rafael, ele, ele foi, ele avançou de posição, né?
Ele avançou de posição, talvez o Alan aberto para justamente ter uma diagonal do Paulinho pelo lado direito.
Você fecha aí que a gente tem que ir para o break. Quero te ouvir e vou jogar uma perguntinha também para você sobre a estreia do Paulinho, a reestreia do Paulinho. Estreia do Paulinho, né? Faz tanto tempo, a reestreia do Paulinho. Tua avaliação?
Eu ia falar sobre isso também. O Abel fala: hoje faltou arrematar mais de longe para testar o goleiro, né? E o Palmeiras teve algum espaço para isso, mas preferiu tentar infiltrar num terreno congestionado. O Atlético baixou o Tomás Pérez, um volante, para fazer uma linha de 5 em muitos momentos, e o Palmeiras seguia insistindo em entrar com Maurício, com Paulinho, porque são jogadores, né, que além de se associar geram espaços, né.
O Arias também faz isso. Então faltou até um entendimento de jogadores de, pô, o Everson não trabalhou no primeiro tempo, vamos tentar queimar uma bola de fora da área, tentar surpreender. Isso aconteceu pouco. E o Paulinho, depois de muito tempo de inatividade, ritmo de jogo só ganha jogando e não é no treino. Ah, mas voltou da parada da Copa Campeonato e ainda tá sem ritmo. Sim, porque ele só vai ganhar consequência. Hoje já é algo a se comemorar, porque começou um jogo, jogou mais de 45 minutos com ritmo.
Quando ele pega na bola, sai algo diferente, né? A gente viu um passe dele para o Arias no primeiro tempo, em que o Arias gira. É um passe que ele acha na base da criatividade. Então Paulinho ainda vai render, mas o Abel tem razão num ponto, né, que ele precisa de todo mundo fresco. E é o termo que ele usa, né, todo mundo na ponta dos porque o Paulinho ainda tá buscando o ritmo ideal, Vitor Roque voltando agora também, né, entrando no meio do jogo, Flaco Lopes ainda fora, Allan também fora, Felipe Anderson voltando hoje, o Sosa que tinha ido bem contra o Coritiba hoje fora.
Então por isso no final ele precisou lançar o Heitor, o Arthur Gabriel, jogadores muito jovens. E aí você pode falar, nossa, mas outros times tem mais dilemas que o Abel, né, tem menos profundidade de elenco. Mas para um time que luta pelos objetivos do Palmeiras de título em todas as competições, quando ele tem tantos desfalques, isso pesa. E nesse ponto ele tem razão, mas tem razão também quando ele reconhece o mérito do adversário, que o time dele não foi capaz de furar o bom trabalho defensivo executado pelo Atlético hoje.
Intervalo no nosso Linha de Passe.
Aliás, a gente vai para o intervalo ouvindo o treinador do Atlético Mineiro, Primeiro, se eu achei que era coisa de rádio, a gente vai para o intervalo ouvindo.
Tem essa pegada, né?
Tem essa pegada, né? Sucesso, a melodia.
Em terceiro lugar, na parada, hoje foi sucesso, Domingos, né? A gente vai ouvi-lo e na volta a gente fala do empate entre Flamengo e São Paulo no Maracanã.
Boa noite.
Primeiro, Estamos muito, muito contentes pelo esforço dos jogadores, pelo triunfo. Já sabíamos a dificuldade que tinham as equipes aqui na arena deles. Eles são muito fortes e jogam muito bem, jogam muito bem, tem bons jogadores, um grande treinador. Pero sabíamos que teníamos que reducir los espacios cuando podíamos estar un poco más, más a la frente, no campo de él. Y teníamos que intentar que él tenía que dividir la bola y estar experto para, para brigar por la segunda.
Algunas veces acontece, otras Eles jogam bem, mas sabíamos que quando eles tinham, iam ter a posse de bola perto da nossa área, tínhamos que reduzir os espaços à custa da nossa defesa. Eles são um time que não faz muitos cruzamentos, sabíamos que iam tentar entrar por dentro. Fechamos muito bem os espaços e quando tínhamos a possibilidade de fazer as transições, saíamos muito rápido. E eu acho que fomos certeiros, mas também os jogadores, o time entendeu o momento de jogo.
E isso para mim é muito importante, que mudamos do que aconteceu a partida passada.
Mas é, são eles, é um deles. Não seria o Keanu Reeves, né?
Certamente não, de jeito nenhum. E bora também, tá? Uma testa protuberante ali, o nosso amigo.
Mas no Matrix ele—
enfim, vamos falar de Flamengo e São Paulo, 1 a 1. Vamos começar com os treinadores.
Dorival Júnior, para falar de Matrix é mais legal.
Também gosto.
Primeiro, é o momento que o clube vem vivendo, e isso nós temos que procurar entender. Não é um momento positivo, talvez o mais negativo de toda a história de São Paulo Futebol Clube. Tudo que tem acontecido no entorno, e que nós temos que procurar uma blindagem completa dentro do nosso centro de treinamento. É o que nós estamos procurando fazer. Segundo aspecto, nós estamos provocando uma situação em que os garotos da base possam ocupar um espaço e possam desenvolver dentro do seu melhor.
Olha, olhem as duas partidas que o Osório realizou. A equipe vem num processo de evolução, vem melhorando. O resultado do meio de semana tirou um pouco desse, desse possível crescimento que já vinha sendo apontado. Eu tenho certeza que nós estamos no caminho certo. Os torcedores podem esperar que nós teremos coisas boas até o final do ano. Tudo é paciência. Continuem apoiando. Obrigado pelo apoio que que deram. E podem ter certeza que nós vamos fazer de tudo para podermos retribuir.
Não vai demorar não, essa equipe vai alcançar uma regularidade, e com essa regularidade resultados vão acontecer.
O que eu, quando cheguei ao intervalo, escrevi uma palavra lá que era agressividade. Agressividade com bola dentro no quadro que tem dentro da nossa cabine. Porque esse lance é muito bem, porque esse lance foi o lance que eu passei de agressividade com bola, que é circulamos a bola e tínhamos agressividade de andar com a bola para frente, criar desequilíbrios e depois soltar os jogadores. Porque muito da primeira parte, o que que aconteceu?
Circulamos a bola, mas passávamos um para o outro, passa para a direita, vai à direita, volta outra vez para trás, e muitas vezes até dando pressão ao São Paulo, porque do momento que começámos a ter essa agressividade e andar com a bola para frente, o São Paulo, mesmo que pressionasse de um lado, já não conseguia equilibrar do outro. E foi aí que começámos a ganhar um pendor ofensivo maior. Mais do que estratégia, foi dinâmica e a pouca velocidade na circulação e pouca agressividade com bola da primeira parte.
Eu acho que a conversa dos dois treinadores, Jailson, é exatamente o sentimento dos torcedores aí no jogo. Torcedor do São Paulo celebrando o empate como se fosse uma vitória, e o torcedor do Flamengo olhando para esse empate entendendo que foi um tropeço e que faltou agressividade.
Exatamente o que você falou na redação, William, mas não seja modesto. A falta de agressividade com e sem bola. Aí eu vou destacar, eu vou falar sobre o sem bola também. No com bola, tô de acordo com Leonardo algumas, aquela posse em U, né, que a gente sempre fala, né, que o Guardiola falava lá na época do Bayern de Munique, que era a posse de bola que irritava, que era indo, a bola chega no corredor direito, não tem, não tem filtração, não tem triangulação, volta todo mundo, volta no volante, que vai voltar lá no zagueiro, que vai voltar no lateral esquerdo, que vai no ponta pelo lado esquerdo.
E aí é um U, né, você acaba formando um U fora da área do seu adversário, e aí que acaba acaba irritando o torcedor, acaba irritando o próprio treinador que tá do lado de fora. Mas o gol do São Paulo, além de tudo isso com a posse da bola, o gol do São Paulo também mostra uma falta de agressividade no sem bola, né? Porque o tempo que o zagueiro ficou com a posse da bola para conseguir fazer o cruzamento foi brincadeira. Que muita gente vai culpar só o Vitão, Vitão, que também tem responsabilidade na jogada, Até porque o Calleri, que cansa de fazer gol de cabeça no Flamengo, né, o Calleri surge sozinho nas costas do Vitão. Isso é um fato. Mas o tempo que o Osório—
a bola é muito bem colocada, vamos falar sobre isso.
O tempo que o Osório ficou com a bola pelo lado esquerdo sem nenhuma pressão e consegue fazer o cruzamento. E aí eu também pego o gancho do que o Leonardo Jardim falou. Então, ao meu ver, sim, faltou agressividade com a posse da bola em determinado momento para criar algumas oportunidades e sair da marcação do São Paulo. Que o São Paulo tava ali com 4-4-2, duas linhas de 4, Marcos Antônio fechando muito bem o lado esquerdo para evitar que o Emerson Royal tivesse espaço para avançar, com o Lohan pelo lado direito também, que no final das contas se tornou um lado forte, né, do Flamengo.
Mas também a falta de agressividade, principalmente na jogada que culminou no gol do São Paulo, foi ali o cruzamento do Osório, que era zagueiro.
É essa posse de bola em U aí, é o que a gente lá em casa, eu, meu pai, que aos 96 anos já viu muito futebol, teu filho que é bem mais jovem, todos nós chamamos de futebol para-brisas. Parece um para-brisa de automóvel, que para o rubro-negro é mais doído porque lembra o tempo do Tite. O time do Tite tinha muito desse problema, e esse do lado do Flamengo Foi o principal problema. Do lado do São Paulo, que a gente tava brincando, né, vamos falar do vencedor antes.
Você tem um vencedor moral, foi 1 a 1 para o São Paulo, sem dúvida. Do lado do São Paulo, para o Flamengo não ficou tão ruim agora que acabou o jogo do Palmeiras, que não ficou tão ruim, mas uma hora depois foi 1 a 1 Flamengo.
Era muito ruim. Agora para o São Paulo, eu acho que a gente tem que destacar o de atenção desses jogadores. Para um jogo desse, é claro que você tem que entrar com uma atenção principalmente defensiva, como a que o São Paulo entrou. Mas nem sempre isso é fácil. Muitas vezes você entra com essa intenção, toma um gol logo de cara e tudo desmorona, né? E o São Paulo durante todo o jogo esteve muito atento. Agora, foi um resultado muito tricolor, até porque No fim tem o gol do Samuel Lino, que São Paulo escapa também de tomar o gol ali no último minuto antes dos acréscimos, dos longos acréscimos, né?
Acho até que tinha que dar os acréscimos mesmo, mas foi uma agonia para quem jogava.
12 minutos, né?
Esse é o lance, né? O lance que seria o da vitória rubro-negra. Mas tem o lado do São Paulo, um estado de atenção que eu acho particularmente, eu mais vi como uma exceção do que como uma evolução, como colocou o Dorival. Dorival, inclusive, depois da seleção brasileira, se eu fosse ele, nunca mais prometeria nada do jeito que ele prometeu. Porque na seleção ficou muito feia aquela história de garanto, garanto que estaremos na final, né? No fim, nem ele nem a seleção estavam na final.
É porque não estavam juntos, professor.
Um cara tão experiente, mais uma vez Mas fazer essas promessas, eu sei que é ano eleitoral, mas é complicado, não leva muito a lugar nenhum, né? Curte o momento do bom resultado que conseguiu. Quem viu os resultados da semana e os desempenhos da semana não esperava que o São Paulo resistisse ao Flamengo, a verdade é essa. E isso aconteceu. Então ele podia aproveitar um pouco mais esse momento com uma análise mais palpável Como foi, por exemplo, a do Abel.
Te surpreendeu a forma como São Paulo atuou contra o Flamengo?
Nem tanto do São Paulo, porque a gente precisa lembrar que contra o Flamengo também o São Paulo costuma mudar, né, a chave ali.
Principalmente quando é Dorival do outro lado, né? Então é uma coisa impressionante. Dorival com o Corinthians, Dorival com o Ceará, Dorival com o São Paulo, quando pega o Atlético Paranaense, quando pega o Flamengo, parece que o São Paulo arrancou 5 pontos do Flamengo nesse campeonato. De novo, São Paulo não perdeu para o Flamengo no Campeonato Brasileiro, já foram os 2 jogos.
Nos últimos 10 jogos do São Paulo contra o Flamengo, São Paulo só tem 2 derrotas. E nos últimos 10 jogos do Dorival, Dorival também só tem 2 derrotas. Então conseguem de fato ali transformar um jogo em algo especial. Eu acredito que muito pela mobilização, pelo tamanho do jogo, São Paulo entrou com outro nível de concentração e numa outra proposta também contra o Red Bull Bragantino. Contra o Atlético Paranaense foi um jogo ali de mais trocação, de um São Paulo que precisava sair mais.
Hoje a proposta do São Paulo foi jogar mais fechado, ceder menos espaço ao Flamengo. São Paulo termina o jogo com 4 finalizações só e nem dava para esperar muito mais diante do cenário. Luiz Osório muito bem, né, de novo um jogador de cotia conseguindo salvar o São Paulo, porque quando todo mundo esperava o Sabino, né, É, e ele vai de Osório, e o Osório fez uma partidaça, né?
Uma posição que São Paulo tá precisando muito, né?
19 anos só, muita personalidade, foi bem ali na defesa, e o cruzamento precioso, né? Até pela jogada lembrou um pouco o Gabriel Magalhães contra o Japão, né? Que o zagueiro precisa avançar e ele cruza muito bem. O Gabriel Magalhães cruzou no segundo pau, o Osório achou muito bem o Calleri entre os dois zagueiros, mas Pensando também do lado do São Paulo, porque depois da estreia contra o Flamengo no campeonato também, né, prof?
Nossa, o São Paulo venceu de forma inesperada, né? O São Paulo naquele caos, o torcedor imaginando até luta contra o rebaixamento de cara. São Paulo engata uma boa sequência com Crespo, mas também depois desse jogo não dá para dizer que todos os problemas do São Paulo estão resolvidos. Dorival é muito lúcido ali em dizer, olha, talvez a gente viva um dos piores momentos da história do São Paulo. Não vai ser um bom resultado fora de casa contra o Flamengo que vai resolver.
Tem muito trabalho ainda pela frente para o São Paulo fazer. Do lado do Flamengo, é, na comparação, Flamengo voltou contra Chapecoense, mas obrigação do Flamengo mesmo fora de casa era vencer. Venceu bem, mas faltou do Flamengo, ao Flamengo, essa agressividade, né, que o Jair citou. O Jardim cobrou na coletiva. Um time que novamente vai com Samuel Lino. Samuel Lino, você pode questionar outros jogadores, Samuel Lino não, né?
Não tem como questionar. Tem entregado muito bem com Leonardo Jardim, diferentes funções, esquerda por dentro, atrás do Pedro, pela direita.
É, hoje ele fez várias funções, em todas foi bem, marca o gol no final, né? Acaba anulado por impedimento. Impedimento semiautomático, hein? Esse lance antes do semiautomático daria uma chiadeira, porque na imagem eu falei, nossa, será que é o Wallace?
E o do Bahia também. Mas eu tenho uma crítica só, uma criticazinha em relação à forma que tá sendo a mostragem, né, do semiautomático. Porque lá de fora, que a gente tava mais acostumado, na hora que aparecia, aparecia exatamente o detalhe do corpo que ficava, né? E agora não, pelo que a gente conseguiu ver das poucas vezes até agora, fica ali sim o desenho 3D, mas ainda ficam aquelas linhas lá e tu não dá para saber exatamente qual foi a parte do corpo, sabe?
Porque tá aparecendo a linha na chuteira e tal, não tá aparecendo graficamente falando qual é a parte do corpo do jogador que ficou à frente.
Por enquanto a impressão é que sempre foi porque um calça 38, outro calça 40.
É isso, é isso, é essa minha crítica, é essa minha crítica.
E ali pela linha do ombro né, com a chuteira do Wallace Yan.
E essa minha crítica, mas ainda assim, mas aí acertou, não tem discussão e acabou.
Bem melhor, né? Claro, não dá margem para muita interpretação. E o Samuel Lino muito bem no jogo, né? Tem jogado bem com regularidade, até nos amistosos do Flamengo tinha se destacado. Antes da parada tava bem. Então esse é um ponto positivo do trabalho do Jardim. O Felipe Luiz gostava do Samuel Lino bem aberto, né, muita amplitude, praticamente em cima da linha como um ponta.
Funcionava tão bem.
É, e o Leonardo Jardim soube identificar também essa faceta do Samuel Lino como um cara que pode ser mais construtor. Agora, no segundo tempo, e ali o Leonardo Jardim vê que o time não tem essa agressividade, o time tinha baixado a rotação, ele tenta fazer mudanças, e uma delas a saída do Pedro para entrada do Wallace E aí o Pedro, você pode questionar, pô, tira o artilheiro do time quando precisa marcar gol, quando precisa ganhar.
Pedro não vai jogar 90 minutos todos os jogos, treinador em algum momento vai precisar rodar ou vai precisar tentar uma situação diferente. Nem questiono por esse aspecto, mas de novo, a observação que eu fiz para o Palmeiras eu faço para o Flamengo. Outros times não poderiam reclamar de ter um jogador como Wallace, é uma promessa, um jogador jovem no banco para substituir o Pedro. Para o Flamengo, para a briga que tem o Flamengo, que é Libertadores, que é Campeonato Brasileiro, com esse nível de adversário que é o Palmeiras, eu vejo que é algo a se pensar também.
É um problema antigo, né, Brenner? Desde os tempos do Carlinhos, lembra?
E na temporada passada, prof, muita gente queria: nossa, tem o Juninho como reserva. Mas ainda assim tinha o Juninho lá e o cara entrava, fazia uma fumaça, armava uma correria.
O Boto mesmo acho que já admitiu que foi um erro, então saída precoce do Juninho.
Então, e aí hoje o Flamengo tem, quando tinha também era um problema, né?
Gabigol e Pedro era a mesma discussão, mas aí não dá para jogar junto, aí tem que abrir aqui, vai ter que ficar no banco para o outro.
Aí o problema, um de bico no banco.
Exatamente.
Aí a questão, não dá para chegar no equilíbrio e o Flamengo buscar no mercado?
Desculpa, Brilha, desculpa que eu já imagino que você vai falar, mas para mim é o mesmo problema que o Flamengo teve nas últimas janelas para contratar alguém para ficar como reserva do Arrascaeta. É o camisa 9 que sabe que vai vir para ficar no banco do Pedro.
Mas em relação ao Arrascaeta, eu acho que é uma posição mais difícil. O Arrascaeta é um cara único, você não vai achar uma reposição para ele. Mais difícil não, mas até agora se revelou impossível a substituição jogador por jogador. Pedro também, mas no caso do Arrascaeta também não vai dar.
Exato.
Mas não Mas no caso do Pedro, você pode buscar um centroavante com uma característica diferente, buscar um centroavante centroavante. Pô, eu quero um cara lá para cenário de segundo tempo, vai ser um homem de área.
A única questão é que tentou com o Carlinhos aí, com todo o respeito do mundo, né? Mas aí, como diz o Pascoal, incomparável.
Não tinha como.
Então, mas como centroavante para ser reserva, mas que tem um nível, então, mas espera aí, aí a gente tem que chegar, a gente tem que achar esse cara, um denominador comum. Então, pera aí, não pode pode ser. Quem vai aceitar ser reserva? Aí vem um no nível muito mais baixo. Mas o nível muito mais baixo também não quero. Eu quero alguém que fique ali. Aí esse que quer ficar ali, não, mas eu não vou porque lá vou ser reserva do Pedro, então também não quero ir.
Eu quero essa dificuldade, é a mesma dificuldade.
Quem é essa peça? Porque você tem razão, falta esse cara.
Tem que ser alguém diferente. O gol que o Pedro fez no meio de semana, que ele puxa a bola perdida, dá um drible de futsal, tá maluco. O jogador, o último jogador driblado, ele foi driblado sem perceber. É verdade, porque quando ele tava chegando no lance, o Pedro já tinha dado o toque, já tinha dado o tapa. Não tem outro jogador que faz isso nessa posição, função, no futebol brasileiro. Eu comentei isso no EsporteCenter uma vez, eu escrevi, eu falei que o Pedro se move de uma forma que um cara alto como ele não deveria se mover.
E escreveram para mim: ele nem é tão alto assim. E é verdade, ele não é tão alto assim. É que ele faz muito gol de cabeça. Não é que ele faz muito gol de cabeça, ele faz de cabeça, de ombro, de peito, com as costas, de perna direita, esquerda, de fora da área, dentro. Dentro da área ele tem uma calma para girar para os dois lados que é muito rara. Ele faz os jogadores que atuam com ele parecerem melhores. Ele abre espaço fora da área, ele entende os outros como raros jogadores o entendem.
Ele é muito, muito diferente. Você não vai achar um outro da mesma maneira que você não vai achar outro Arrascaeta. O Flamengo pode tentar substituir esses caras com peças semelhantes que possam entrar e fazer um papel parecido, mas sempre a comparação vai ser muito ruim.
Isso é verdade, mas o De La Cruz foi uma tentativa alternativa, né, com relação a Rasqueta no primeiro.
Mas o De La Cruz não é terceiro homem de meio-campo, é segundo homem de meio-campo. É, e mesmo assim não consegue jogar, né?
Meu ponto em relação ao Pedro é que o Pedro é um cara que você precisa do futebol associativo, ele participa muito bem, tem qualidade para fazer pivô, para preparar jogada. Você precisa ter bola na área, ele tem presença. Mas quando ele não puder jogar, ou por lesão, suspensão, até mesmo desgaste físico, você precisa ter alguém que possa te dar uma característica diferente.
Esse cara, o Bruno Henrique.
Então, o Bruno Henrique já é, porque o Bruno Henrique hoje jogou de titular, jogou aberto pelo lado esquerdo, que é a forma que ele sempre jogou.
Mas o Felipe Luiz mesmo tava usando isso, o próprio Leonardo Jardim. Porque para mim muda muito a forma que o Leonardo Jardim arma o time com o Pedro e sem o Pedro, porque o Pedro é o cara único, como o André acabou de falar, Só que tem essa situação, para mim, a diferença do Pedro, do Felipe Luiz, e o Plata já fez falso 9 também. Mas para mim tem a diferença do Pedro, do Felipe Luiz, o Pedro do Jardim. O Pedro do Felipe Luiz era mais 9, Pedro do Jardim é 9,5, porque ele que baixa para fazer muitas vezes o pivô, a referência, armação das jogadas.
A gente vê o Pedro encostando muito mais na bola hoje do que encostava, por exemplo, ao meu ver, com Felipe Luiz. Ele participa mais do jogo porque ele baixa, tem corpo, para sustentar o adversário, consegue dar a bola às vezes de costas, de letra, de calcanhar, de primeira para quem for fazer ultrapassagem, seja o Lohan ou o próprio Samuel Lino, o Arrascaeta também, que os dois aproveitam as costas. E quando você faz essa troca de centroavante, por exemplo, o próprio Bruno Henrique, ele não vai fazer isso mais em hipótese alguma, porque aí a profundidade, aí você precisa adaptar, você vai ter que, exatamente, você vai ter que mudar o estilo de jogo da equipe por por conta dessa troca, dessa única troca. Mas para mim você muda o esquema do time todo.
Sim, você muda. Mas hoje, por exemplo, o jogo não tava encaixado, e como ele falou, faltava agressividade. É um cenário em que você vai tentar, como São Paulo tentou, uma bola na área, é um centroavante com mais presença. E nesse caso eu vejo que há uma carência, e não é de contratação badalada. Olha times que têm muito menos condição financeira que Flamengo e conseguem achar um jogador que que em outros seriam titulares, mas que no Flamengo seria para composição de elenco para cenário específico.
Nenhum desses times tem um Pedro para fazer sombra.
Exatamente.
Por exemplo, vou pegar algumas referências aqui. Vamos, isso não vai acontecer, é só, é só uma suposição, são suposições. Vamos lá, Calleri, ele, ele aceitaria ser reserva do Pedro? Não. O próprio Hélder, ele iria para onde para ser reserva do titular? Você é titular aconteceu com o Caio Jorge, que o Flamengo tentou, ele tentou o Caio Jorge, certo? Menos ainda. Então a gente tá pensando nesses nomes aqui, olhando o mercado. Claro que esses nomes jamais foram cogidos, só o Caio Jorge, né?
Já iria para jogar junto também, tá?
Dá para ser, dá para ser. Mas no momento acontece alguma coisa, você precisa do Caio Jorge, trocaria a situação. Você não, exatamente. Ou seja, você continua, você continua, você leva o Caio Jorge, os dois juntos, você continua precisando do substituto.
Mas no caso, só para finalizar, pode ir lá não, vai lá. No caso do Flamengo, eu vejo que mesmo sendo uma lacuna que não, nossa, faz falta para o funcionamento do time, não é. Mas no detalhe, ter essa lacuna no elenco em algum momento pode fazer falta. O Carlinhos, com todas as limitações dele, chegou a ser útil.
Jogo contra o Galo fora de casa, então, mas chegar a ser útil é muito pouco para o nível E com todo mundo à disposição, talvez o Bruno Henrique seja esse cara. Sim, mas por exemplo, hoje, tá? Desculpa, Breyley, é porque o papo tá bom. Mas é no sentido do seguinte: hoje, se ele não tivesse tirado o Bruno Henrique antes para colocar o Cebolinha, talvez a substituição seria botar o Pedro e o Bruno Henrique como dois 9 lá, né? Até para ter esse cara da bola aérea, como você falou.
E botar um exemplo, tá? Um 4-4-2 com um ponta esquerda lá cobrindo o lado esquerdo, pesando a área. Exatamente. Aí botar o Bruno Henrique, o Pedro dentro da área, entendeu?
Cabeceia bem, já cabeceou inclusive, o Rafael fez uma defesaça, né?
Salta muito, salta muito, tem bom posicionamento, né?
Agora especificamente para hoje eu entendo essa necessidade, mas especificamente para hoje quando sai o Pedro, eu acho que até potencializou o Samuel Lino. Ele passou a ocupar espaço também e não não teve grande problema. O que a gente tá falando é numa situação como essa, circunstâncias de jogo, né, num campeonato inteiro de ponto corrido, competições grandes, Libertadores. Aí você tem que ter um reserva à altura. Eu acho que a saída para o Flamengo seria achar, pegar um Flaco Lopes para criar, pegar um cara que crescesse nesse processo.
Eu sei que é coisa que não dá para, não dá para dominar, não tem a cara do Flamengo, esse tipo de contratação, né?
O Alcaraz, mas aí ele não quer, não é a mesma posição. Mas ele vai dar um exemplo, deu dois passes errados, já não é uma sugestão. O Alcaraz, o próprio Samuel Lino, quando depois que chegou fez aquelas minutagens contra Atlético Mineiro, depois caiu de produção também, a torcida não chegou a ter tanta paciência, mas agora tá dando a volta por cima. Teve o Carrascal É outro exemplo também que começou bem na temporada passada e esse ano já ali com alguns vacilos. A torcida também já pega no pé.
Que era do Fluminense, foi para Europa, Kennedy.
Ah, o Kennedy também, o Kennedy também é, mas o Kennedy também tecnicamente que não se ajuda, né?
Quem era do Fluminense e foi para Europa é o Pedro.
Exatamente, exatamente.
Eu acho que nessa lista toda aí tem muito falso 9, né? Ali acho que é para um cara de ofício.
E o Wallace não tem. O Wallace não é 9.
O cara já não é 9, ainda tem que substituir o Pedro.
Também não é 9.
Mas acho que de todos esses, o Carlinhos, o Juninho, ele chega com a—
quando eu lembro que quando o Juninho chegou, o Boto falou que ele poderia fazer as duas ações, né? Ele poderia fazer um 9 jogando de costas porque tinha um giro rápido, ou poderia jogar de frente como segundo atacante. A questão do Juninho é que no início ele perdeu muito gol. Sim, ele era lançado em profundidade, tinha oportunidades e acabou perdendo muitos gols. Tanto que a torcida do Flamengo começou a cantar, né? Eu não vou falar aqui qual era a canção, é óbvio, mas não vou falar qual era a canção, mas era justamente É mesmo, depois ele começou até a fazer uns golzinhos, mas ele perdia muitas oportunidades. Então a torcida não teve também tanta paciência.
Seguinte, gente, 1 a 1 então Flamengo e São Paulo no Maracanã. Vamos falar de outro 1 a 1, um pouquinho mais cedo, o empate do Bahia com Corinthians, 1 a 1. Segundo tempo foi de doer, André.
É, não foi um bom jogo, mas o primeiro tempo entregou um pouquinho mais. Não vamos pensar O Corinthians fez um excelente primeiro tempo com o Remo no meio de semana, na sua volta ao Campeonato Brasileiro. Foi ali que o resultado foi construído. Depois, evidentemente, administrou e foi talvez uma surpresa até pela generosidade do placar e o Corinthians ter feito 3 no primeiro tempo e tal. As coisas foram bem ali considerando as dificuldades que o Remo tem também do ponto de vista técnico.
E hoje era uma situação bem diferente, tanto que o Diniz altera o Corinthians não só em escalação, porque isso é necessário, mas em comportamento. O Corinthians teve menos posse que o Bahia em casa, o time do Rogério é como é há muito tempo. A gente falou agora há pouco, como que os times vêm enfrentar o Palmeiras aqui em São Paulo? Como que vão enfrentar o Flamengo no Maracanã? Vão enfrentar o Bahia na Fonte Nova de uma maneira muito parecida.
Agora, a escalação de hoje, você falou mudança, mas assim, para ficar o time mais próximo possível daquele que é o titular ideal.
Isso, isso, né? Por quê?
Porque ele tem o Garro e o Ranieri, ele tem que trabalhar nas características.
Ele não pode— o Diniz, ele não faz isso, né? Ele vai, vai para um lado, ele não determina do jogo, ele vai para outro. Não, mas muitas vezes ele faz o que pode no sentido de quem tá pronto para jogar, quem que vai oferecer intensidade, quem não consegue jogar e tal. E hoje o Corinthians claramente fez um jogo para tentar atrapalhar o Bahia na construção e conseguir as suas jogadas em lances circunstanciais, jogada de bola parada, uma outra ataque posicionado, uma outra situação de ataque posicionado.
E foi isso que aconteceu. Foi pior que o Bahia, mas o futebol, né, não é um esporte que premia quem é melhor ou quem é pior. Acho que do ponto de vista da campanha do Corinthians, esse resultado ele é bom, somado à vitória dentro de casa. Evidentemente, a semana do Corinthians é positiva. Não vamos esquecer aonde o Corinthians estava na classificação classificação do Campeonato Brasileiro. E a coisa muda de figura quando você passa a ser um time que se solidifica, se sustenta na parte de cima da tabela, que é onde o Corinthians está hoje.
Mas ninguém deve se iludir, eu acho, com uma situação de um trabalho que ainda tá começando, foi interrompido por Copa do Mundo. O Diniz foi muito bem depois do jogo com o Remo, quando ele disse que aquilo que as pessoas viram, em especial primeiro tempo em Itaquera com o Remo não foi o resultado do mês que a comissão técnica teve para trabalhar com os jogadores. Porque fica muito assim, né, quando tem essas pausas no calendário brasileiro, vamos ver quem conseguiu trabalhar, quem é bom, quem é treinador de verdade ou não.
Às vezes em data FIFA o cara nem tem como trabalhar porque um monte de jogadores, né. E ele disse O resultado desse jogo, a maneira como o Corinthians atuou, é produto de tudo que vem sendo feito desde o início. Ele citou até o primeiro jogo dele contra a Platense, né, que foi o primeiro que ele dirigiu o Corinthians. Então, a semana do Corinthians é muito boa. A atuação de hoje não foi tão boa, mas o adversário era o Bahia, né.
André, você, só um minutinho, porque o André falou que o Diniz foi bem na coletiva, né, no meio de semana.
E hoje foi bem também?
Então Será que ele foi bem nisso aí que ele falou? Vamos lá.
O que eu vejo do jogo como um todo, a gente não perdeu 2 pontos pela dificuldade do jogo, por ser muito em cima da quinta-feira, e a entrega dos jogadores foi absoluta. Os jogadores assim, não faltou nenhum pingo de vontade, os caras foram guerreiros aí muito mesmo, porque foi muito difícil pegar a sequência, jogo no início de joga na quinta à noite e tem que vir aqui às 4 da tarde. Não teve nem tempo hábil de recuperação, mas o time soube se superar e conseguiu levar um ponto daqui.
Queríamos levar mais, mas a gente tem que seguir. Não foi um jogo ruim, não. Foi um jogo assim que a gente não conseguiu ter domínio, mas o nosso adversário é um adversário. O Bahia é um adversário que tem hoje investido investimento, tem tudo em dia, tem condições, tem banco, Banco do Bahia, o Hélio José, o Hélio Ribeiro, Sanabria. Então a gente jogou contra uma equipe muito boa e muito bem treinada.
Cutucadinha esse tudo que, tudo que nós não vimos em dia, mas é uma cutucadinha assim, né? Por isso que eu perguntei, foi bem?
O noticiário de hoje é que a renovação do contrato do de paz está próxima. Sim, que ele aceitou a posição do Corinthians nos últimos detalhes que travavam a conversa, que eram mais redução salarial e o parcelamento da dívida. Ele queria receber a dívida de uma vez. Assim, eu vou fazer, eu vou dizer uma coisa agora que parece que é, sei lá, extrema. Mas como alguém que viveu no Corinthians nos últimos anos acha que o Corinthians vai pagar 40 milhões de dólares para alguém?
Não, não, quando eu digo que é estranho, parece que eu estou elogiando a prática que leva a esse tipo de coisa. Não, não, não, existe a realidade e existe a fantasia. Se você acha, vendo tudo o que está acontecendo, que o Corinthians vai pegar 42 milhões de reais E a de 40 para 42 parece que a diferença é pequena, mas o Corinthians tem um transfer ban que era de 1 milhão, na verdade era de 800 mil. Então faz diferença de 42 para 40.
Não pagou 1 milhão, não vale isso, né?
Alguém vai pegar ali e vai dar, tá aqui a dívida e tal. E assim, e nem o Corinthians deveria fazer isso na atual circunstância, tentar fazer, porque agora precisa explicar muito bem explicado para o Memphis como vai pagar a dívida e pagar.
E pagar.
O que eu acho, as cláusulas elas vão ser apresentadas como confidenciais porque as coisas funcionam assim, mas no final todo mundo vai saber mesmo, porque o contrato mais pornográfico da história do Corinthians, que é esse que foi assinado pela diretoria anterior com o Memphis, e o Memphis não tem culpa nenhuma disso, durante um tempão teve cláusulas que ninguém sabia até que tudo foi revelado, os bônus todos assim. Se você respirar, mais 1 milhão.
Acordou?
Para mim eram 3 coisas. Tomara que o Corinthians tenha conseguido fazer isso. Eu só consigo enxergar a renovação como algo positivo para o clube se o Corinthians for capaz de pagar o salário do Memphis Depay de 6 para 2, de 6 para 1,8 e tal, seja com alguém que vai pagar, seja que o clube vai pagar com a Receita e tal. Você não pode aumentar a dívida para o Memphis, né? Esse é o número 1. Número 2, o Corinthians tem que ganhar dinheiro com o contrato, tem que poder usar a imagem do Memphis, tem que poder faturar com a imagem de um jogador internacional que não está em ótima fase, não fez uma grande Copa do Mundo.
Isso, e creio eu, só por isso se colocou interessado em renovar, mas tem imagem para ser trabalhada e vendida e negociada e com lucro. E a terceira coisa é explicar e ter muito claro como vai pagar a dívida, que não é uma dívida pequena.
Perfeito.
Se o Corinthians satisfizer essas três condições, eu acho que a renovação de contrato é uma, pode ser uma boa. Agora, o que o Diniz falou, com tudo em dia, é porque a norma, a não ser dos clubes onde a administração é bem, é bem feita já há alguns anos, é não ter tudo em dia. São poucos os clubes sem tudo em dia. O Bahia aparentemente é. Um clube que tinha tudo em dia e não tem mais é o Fortaleza.
Inclusive que tomou transferência.
Agora, nada indica— contrato seria de 2 anos, né? Ele queria 3, parece que o contrato vai ser de 2. Nada indica que nos próximos 2 anos, nos quais a dívida vai ser diluída, o Corinthians vai mudar o rumo da sua administração.
Nada mesmo.
O que que o Corinthians está fazendo de efetivo para mudar concretamente o jeito como ele vive? A não ser mais um contrato da mão para boca, mais um depois a gente vê. Então é claro que isso não vai acontecer, né? O Depay pediu a dívida, o dinheiro todo na mão, porque o não ele já tinha. E aliás, é um belíssimo não, né? Já sabe, toda negociação Começa assim: não, eu já tenho, mas vou cumprir minha função aqui de fazer de bobinho, fazer de conta que não tá acontecendo nada e pedir.
Vai que, né? Então essa é a única coisa que justifica ele ter renovado, porque também ele vai renovar lá na frente, ele vê como vai receber. Se não receber, ele vira mais um credor do Corinthians, vira mais um transferidor. Agora, quem tem que se preocupar mais com isso é o próprio Corinthians. Não é, e não é só o Depay, né? No futebol brasileiro em geral tem aí os técnicos com rescisão, tem um monte de caso de jogador que penhora coisa de clube, depois vai, depois volta.
É um estado de coisa que não querem mexer, porque se mexer vai mexer com muita gente, vai mexer com o jeito que o futebol é gerido. Então isso é lamentável desse ponto de vista, não é possível continuar fazendo futebol desse jeito. Alguns clubes— tem outra coisa também, se for perder para todo mundo que tá em dia, vai ganhar dos mesmos.
O Diniz vai ganhar do São Paulo, vai ser um campeonato contra o São Paulo, contra o Santos.
Você pegar o ranking de dívida também ganha do Galo.
Coloca o Vasco nessa aí, recuperação judicial.
Botafogo, o Botafogo nesse momento, quanto deve o Inter, ô meu querido Vinícius?
Quase 1 bilhão.
Não, para escapar do rebaixamento já deu, já tem a briga ali.
Aliás, uma pauta interessante para o nosso Linha de Amanhã dessa segunda-feira é a situação, e o sábado foi assim, foi perfeito no que diz respeito a esse tema, não para os clubes, mas Vasco, Santos, Grêmio, Internacional, que rodada tenebrosa, tenebrosa. Um filme de terror esse final de semana para essas 4 equipes, principalmente, né?
Melhor para o Remo, né?
Melhor para o Remo. Mirassol, que arrumou empate lá com o Vasco e tal, né, já conseguiu dar uma respiradinha e tudo, tá brigando contra o rebaixamento, não tá afundado mais lá. Mas assim, os 4 numa situação delicadinha. A gente tá falando que é uma questão de tabela que reflete o que tá sendo feito fora do campo com relação a esses clubes. Né? Vasco, Grêmio, Internacional e Santos. Corinthians já desgarrou ali da parte de baixo.
O Botafogo tem uma vitória importantíssima hoje contra o Cruzeiro, já deu uma desgarrada. O Atlético Mineiro também, né, que tem seus problemas também administrativos. Mas esses 4 fica a dica para essa semana que vem. Amanhã já não dá, não tem como perder o linha, já não tem como perder o linha. O negócio tá feio ali, viu?
Se foi uma cutucada do Diniz, parabéns pela coragem.
É verdade. E aí, só pra registrar, prof, recrimino a declaração do Diniz que disse que a Lei Vini Júnior é exagerada. Diniz, reflita: contra o racismo, nenhuma lei é exagerada, nunca será exagero.
Ficamos com a reflexão.
É isso.
Companheiros, obrigado, hein?
Sempre com a reflexão.
Valeu, um abraço a todos e saúde e paz, né?
Saúde e paz.
Saúde e paz a todos. Tamo indo embora, tamo indo embora, tamo indo embora, tamo indo embora.