Episódios de Linha de Passe

Espanha domina, vence a Argentina e é campeã da Copa do Mundo após 16 anos - Linha de Passe

20 de julho de 20261h58min
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O Linha de Passe chega para encerrar a Copa do Mundo 2026! Espanha x Argentina se enfrentaram para decidir o Mundial e os nossos comentaristas fazem o melhor pós-jogo da decisão! Vem com a gente.

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Participantes neste episódio7
W

William Tavares

Host
J

Jean Odi

Comentarista
L

Leonardo Bertozzi

Comentarista
M

Mário Marra

Comentarista
P

Paulo Calçade

ComentaristaJornalista
P

Pedro Ivo Almeida

ComentaristaCorrespondente seleção brasileira
V

Vítor Birner

Comentarista
Assuntos8
  • Copa do Mundo 2026Aumento para 48 seleções · Impacto no nível do jogo · Copa do Mundo de 2030
  • Análise tática de ChivuEstilo de jogo da Espanha · Controle de bola · Posse de bola · Jogo coletivo · Rodri · Lamine Yamal · Williams
  • Seleção Argentina· EsportesPostura defensiva · Dependência de Messi · Falta de criatividade · Lionel Messi · Juan Orlando Hernández · Alexis Mac Allister · Carlos Paredes Amália Rodrigues
  • Desempenho de JogadoresRodrygo · Lionel Messi (desempenho na final) · Dibu Martínez · Lamine Yamal · Lei Rouanet
  • Impacto da polêmica Neymar na Copa do MundoInterferência política · Shows e entretenimento · Intervalos prolongados · Subserviência da FIFA ao governo dos EUA · FIFA · Gianni Infantino · Donald Trump e a NASA
  • Futebol e Ditadura na EspanhaEstilo de jogo histórico · Adaptação tática · Influência do Barcelona · Trabalho de décadas
  • Desempenho das seleçõesAumento do nível geral · Seleções africanas · Seleções asiáticas · Dificuldade em furar blocos baixos
  • Regras e Arbitragem na Copa do MundoPermissividade · Mudança de critério · Decisões polêmicas
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?Voz 1

Olá para você que é fã de esportes! Olá para o povo de Madrid aí nesse momento, de Madrid, mas da Espanha como um todo. Mas nessa imagem de Madrid com a festa, porque a Espanha chega ao seu segundo título mundial após vencer a Argentina na prorrogação, hein, 1 a 0. E se você chegou só agora, viu o que aconteceu. Nossa, deve ter sido pau a pau, hein? 1 a 0 na prorrogação, que difícil, hein? Vou falar para você, o placar não reflete o amasso que foi o jogo, hein?

Olha como uma final de Copa do Mundo— eu não lembro de uma diferença tão grande entre uma seleção e outra numa decisão de Copa do Mundo, hein? O Bira tava me lembrando lá outra vez, Alemanha e Argentina lá em 90. Né, que também a Argentina jogou bem recuada, bem retrancada, uma seleção inferior essa seleção de hoje. Mas hoje realmente foi a Espanha contra o Paraguai que tinha o Messi, né, para tentar resolver, e não foi possível nesse momento.

Então a Espanha com muita justiça, seleção que tomou apenas um gol nessa competição e que já tinha vencido a França sendo dominante. Ela faz uma final onde ela amassa o adversário, acho que quase 20 finalizações, não chegou a 20 finalizações. A Espanha conquista esse título mundial e o Ilha de Páscoa é todo sobre o título da Espanha, mas evidentemente sobre a derrota da Argentina. Não tem como a gente não falar sobre a postura da Argentina, que foi tão elogiada durante a Copa do Mundo, mas hoje foi, olha, foi bem covarde, hein?

Bem covarde. Poderia mais, poderia mais. Parabéns à Espanha que conseguiu o título. Linha de passe hoje tem o Paulo Calçade, tem o Vitor Birner, tem o Jean Odi, tem o Leonardo Bertozzi. Daqui a pouquinho tem Mário Marra, que se despediu ontem. Mário Marra parece que se despediu ontem, aquele jogador que se despede, daqui a pouco ele volta e se despede de novo, né? Vários jogos de despedida. É mais ou menos isso.

?Voz 1

Ele tá jogando só site.

?Voz 1

Isso é o show bom, né?

?Voz 1

Por aí, né?

?Voz 1

E o nosso Pedro Ivo Almeida também, para a gente falar desta Copa do Mundo que terminou hoje com o título espanhol. Vamos para o intervalo. Seguimos no YouTube, seguimos no TikTok, no Disney Plus. Daqui a pouquinho a gente volta na ESPN. Voltando com o nosso Linha de Passe, o chat já bombando, hein? Já tem enquete aqui, essa que eu ainda consigo ler mesmo sem os óculos. A Argentina foi amassada pela Espanha na final da Copa do Mundo.

Amassada deveria ter sido goleada e não foi amasso. Amassada deveria ter sido goleada tá com 88% e o não foi amasso 12%. Vai lá e vota no nosso chat.

?Voz 1

Eu já votei no amassada deveria ter sido goleada.

?Voz 1

Meus queridos, vamos fazer o seguinte, aquela abertura curtinha de cada um, destaque de cada um do jogo, pode ser? Vamos lá, Bertozzi, vou girar dela para cá.

?Voz 1

Vamos lá, destaque: a imposição da Espanha sobre os rivais. Ela enfrentou os dois maiores craques da Copa, o Mbappé e o Messi, e mostrou que o coletivo, quando ele é bem treinado e quando ele é bem executado, ele pode ser maior que qualquer individualidade, né? Não que França e Argentina fossem só individualidade, Mas eu acho que mostra que mais uma vez fica claro que o jogo vem acima de tudo, né? 8 jogos, 1 gol sofrido, e seleção que leva pouco gol normalmente se dá bem no final, e a Espanha comprova isso.

?Voz 1

Bem lembrado. E Messi e Mbappé no bolso, um em cada bolso. Foi isso aí. Tudo bem, Jean?

?Voz 1

Tudo bom. É, eu ia mais ou menos nessa linha, porque eu acho que a gente pode constatar que a Espanha não deixou uma semifinalista recheada de craques jogar futebol, porque a França quase não conseguiu jogar futebol. E a Espanha não deixou uma finalista com o melhor jogador do mundo, um dos dois melhores da história, para não entrar em polêmica, jogar futebol. Eu acho que só isso já diz muito, né, do poder dessa ideia de jogo, porque a vitória da Espanha é a vitória de uma ideia de jogo e que mais uma vez triunfou.

?Voz 1

Vitor Birner, tudo bem, meu querido?

?Voz 1

Tudo bem, boa noite a você, Jean, Léo, Calçade, Pedro e Marra, que vão estar com a gente. Super breve, o toque de bola da Espanha, a capacidade de controle de jogo dominou a Argentina e praticamente silenciou a fanática torcida argentina na arquibancada.

?Voz 1

É, Paulo Calçade, tudo bem, Calça?

?Voz 1

Tudo bem. É uma vantagem imensa da Espanha que manteve o seu estilo do começo ao fim, umas dificuldades que teve durante o Mundial, mas a partir do mata-mata a Espanha foi crescendo quando consegue inserir o Lamine Amal no jogo, e a Argentina diante da Espanha não conseguiu. Simplesmente não conseguiu. Foram 20 chutes a gol da Espanha e 11 defesas do Dibu, 11 contra nenhuma de Unai Simón. Ou seja, a Argentina só chegou no momento que tinha perdido a Copa do Mundo, quando já tava 1 a 0 para Espanha.

Então é uma final que é assim, não há o que dizer, não há nada o que dizer para dizer, olha, Argentina, Argentina nada, Argentina foi realmente engolida pela Espanha. E ao longo do programa a gente fala por que o Messi não jogou. Tem motivos, claro, lógico, não é porque ele não quis, não é porque faltou a vontade, ele não pôde jogar.

?Voz 1

Exatamente, exatamente. O Birner, curioso que ontem a gente tava conversando aqui sobre placares, percentuais e tal, e você falou se a Espanha golear eu não me surpreendo. Então não te surpreendeu esse amasso?

?Voz 1

Não, assim, eu já imaginava que ia ser um jogo de enorme controle da Espanha, mas com amasso desse eu especulava Eu falei, a única coisa que me assustaria seria uma goleada argentina, porque eu não duvidava que a força mental da Argentina— vamos supor que a gente marcasse um gol. A França, a Espanha, com esse enorme domínio, conseguiu fazer um gol, um gol. Imagina atrás do placar sem ter tomado nenhum gol na Copa do Mundo contra uma seleção muito experimentada e com mental muito forte.

Era uma hipótese do jogo. É óbvio que a tendência era a Espanha fazer o gol primeiro. Se a Espanha fizesse o gol Por outro lado, no primeiro tempo inteiro, com muita posse de bola e obrigar essa Argentina a ficar correndo atrás, a tendência é que fizesse 2, 3 gols. Porque a Argentina conseguiu reverter situações contra o Egito, contra Cabo Verde, com a Suíça expulsa, contra a Inglaterra covarde. Aí é outro mundo, aí é o futebol diferente, aí é outro mundo, né?

Aí a Argentina ia ter um teste que ela não enfrentou na Copa do Mundo e que eu acho que ela não seria capaz de lidar. Por isso eu não teria ficado assustado se esse gol saísse antes, se a Espanha tivesse goleado. O andamento do jogo não me espantou. O andamento do jogo foi muito previsível. Porque se a Espanha consegue ter controle de bola contra a França, contra a Argentina é muito mais fácil. Primeiro porque a Argentina não pressiona para tomar bola.

A Argentina quer o contra-ataque, a Argentina quer fazer um gol na jogada aérea, a Argentina quer catimbar o jogo, a Argentina quer levar o jogo para um estilo de futebol que mais convém a ela, que é o estilo que a Espanha não gosta. Que raramente uma equipe europeia tá acostumada a lidar, e ela não conseguiu. Então eu acho que assim, é um título assim indiscutível, não tem arbitragem, não tem nada a discutir. A Espanha na primeira fase jogou um futebol chato, onde faltava o complemento, a questão da construção mais.

Foi, Rodri cresceu, ela cresceu, e como sempre acontece na Copa do Mundo, quando seleções fortes vão esquentando, esquentando, esquentando, quando chegou a semifinal da Copa do Mundo A Espanha passou a ter o melhor futebol da Copa do Mundo, que até as quartas era da França. E dali em diante sobrou em ambos os jogos.

?Voz 1

O Yamal tinha razão, Jean, né? Agora que começa a Copa, agora que vale. E foi assim o mata-mata da Espanha.

?Voz 1

Pois é, foi assim o mata-mata da Espanha. Mas repito, eu acho que foi a vitória de uma ideia de jogo e não a vitória dos craques que a Espanha tem ou tinha à disposição também, acabaram não aparecendo. Porque o Lamine Yamal fez uma Copa abaixo, o Nico Williams entrou e foi importante nessa decisão. Mas tava claramente fora de forma, não tava em condições. E eu acho legal, né, numa Copa em que a gente exaltou tanto os protagonistas, os craques, em que tanta gente apostou num craque ou em outro, alguns em forma, outros fora de forma, para ser campeão, para ganhar títulos, a Espanha apostou na ideia de jogo dela.

Uma ideia já antiga, uma ideia já batida, mas que ninguém consegue combater. Né, eu repito, a Espanha não deixou uma França que tem 4, 5, 6 craques jogar futebol. A França não conseguiu jogar futebol na semifinal contra a Espanha. A Argentina de Lionel Messi não conseguiu jogar futebol, não conseguiu acionar o Lionel Messi, né, porque a Espanha ficava com a bola. Então eu concordo muito com o Biner quando ele diz foi mais ou menos o que a gente esperava.

Eu até escrevi isso pouco antes do jogo acabar. Cara, o roteiro foi o óbvio, o roteiro foi o óbvio. A Espanha ter essa posse de bola toda e não jogar, não deixar a Argentina jogar, era o normal. O que não era normal é ela precisar de 20 finalizações para fazer o seu primeiro gol. Meu Deus, acho que essa é a questão. O Dibu tem os seus méritos também, né? Ele que começou meio discutível ali na fase de grupos, acho que foi melhorando.

?Voz 1

Não que tenha feito defesas espetaculares, e também quase entregou algumas ali hoje, oscilou, né?

?Voz 1

Mas eu acho que no fim das contas ele fez 11 defesas numa final de Copa do Mundo. Mundo. Quer dizer, então ele teve o seu peso também para impedir que a Espanha tivesse ganhado o jogo antes, que tivesse ganhado no tempo normal, mas teria sido até mais justo, né? Acho que depois a gente fala da Argentina. Eu provavelmente serei mais generoso até com a Argentina do que você foi na abertura, mas eu acho que o título tá nas melhores mãos possíveis por tudo que a gente viu nessa Copa do Mundo.

E repito, porque foi a vitória de uma ideia de jogo de um trabalho, e um trabalho de décadas, né? Não é um trabalho que começou o ano passado, que começou no meio do ano, um lampejo de um treinador. Não, é um trabalho de muita gente, é uma ideia de muita gente que vai se confirmando.

?Voz 1

De um ciclo inteiro, né?

?Voz 1

Isso, exato.

?Voz 1

Não é uma surpresa.

?Voz 1

Sim, sim, título olímpico, sub-19.

?Voz 1

No título, quando precisar chamar o Marra lá, você avisa.

?Voz 1

Não, pode falar, pediram para eu aguardar ainda, então vamos que vamos.

?Voz 1

No ciclo de duas décadas. Mas você ganhar 3 Euros e 2 Copas do Mundo é fantástico, né? Pô, é fantástico, é um trabalho realmente fantástico com diferentes treinadores, com já com diferentes gerações de jogadores. Claro que você tem no meio do caminho aí 2 Copas do Mundo decepcionantes, mas vai lá, no intervalo de 4 Copas ganhar 2 e fracassar em 2 também, vamos combinar que não tá ruim, né? E nas Euros a Espanha quase sempre indo bem, chegando longe, brigando.

É o sucesso de uma, de uma forma de jogar. É porque ela foi sofrendo algumas variações, ela foi ganhando mais alternativas. Mas lembra o que o Jean falou, nessa, essa foi uma vitória mais 2010 do que 2024. Essa Espanha, ela bebeu muito da fonte de 2010. Essa levou um gol no mata-mata, aquela não levou nenhum.

?Voz 1

É mesmo?

?Voz 1

E era muito parecido o que o adversário não conseguia fazer naquela final. A Holanda ainda teve a bola cara a cara do Robben com o Casillas, né, para lamentar. E vai lamentar por muito tempo ainda, até chegar em outra final pelo menos. Mas a Argentina nem isso, né? A Argentina não pode lamentar nada, não pode reclamar nada.

?Voz 1

Se for pegar a ideia para ampliar a discussão, lógico que ela é difícil de ser executada. A gente pode olhar para o Manchester City do Guardiola nos últimos anos, a gente pode olhar para o Bayern de Munique atualmente, você pode olhar para o PSG campeão europeu, cada um da sua maneira. Não é exatamente como a Espanha, com mais adaptações de acordo com os adversários, mas é um jogo baseado no controle pela bola, né?

?Voz 1

E ela vai agregando, porque quando muita gente Muita gente faz uma linha do tempo do guardiolismo com a seleção espanhola, mas a seleção espanhola, quando ela ganha a Euro em 2008, o Guardiola estava assumindo o Barcelona. Então assim, já existia um processo ali com o aragonês. É claro que depois as coisas vão se encaixando e aquele se aproveitando do Barcelona, do Barcelona, do Barcelona. Aí depois do time que ganha a Euro em 12, sem centroavante, com 6 meias, todos fantásticos, Aí já bebe muito daquela fonte.

Mas não era uma época em que você falava tanto de pressão alta, por exemplo. E hoje é um time que é capaz de, pô, por que que a Argentina não conseguia chegar perto do gol? Porque não é só porque a Espanha tem a bola, mas a Espanha tem uma capacidade de recuperar a bola também. Isso se viu contra a França e se viu de novo hoje. O Scaloni quis ter saída pelos lados, mas ele não teve saída por lugar nenhum, porque a Espanha perdia a bola e já mordia para recuperar lá em cima.

Então assim, ou seja, já é sempre uma evolução sem perder o seu foco central, que é o meu jogo se desenvolve com a bola no pé.

?Voz 1

Eu acho outra coisa também, se você pegar a Espanha que ganhou a outra Copa do Mundo, e eu não acho que ela jogou mais bola do que essa, ela é individualmente, para mim, mais talentosa, com jogadores mais especiais, principalmente no meio-campo, do que tem a seleção, que também tem jogadores muito especiais. O Rodri é um jogador muito especial. E jogaria naquela seleção com o pé nas costas. E se você observar também, eu acho que hoje individualmente os adversários são mais fortes, bem mais fortes do que eram em 2010, bem mais fortes.

Tem algumas seleções muito mais, com muito mais jogadores talentosos que resolvem jogos, muito mais individualidades. Ou seja, a ideia vai se desenvolvendo até com jogadores que são muito bons, muito bons. Para mim, o Rodri, por exemplo, é craque ou quase craque assim. Mas que ela funciona de maneira mais bem executada por conta de um coletivo mais bem trabalhado, e não só por causa da possibilidade de ter craques no meio-campo que fazem isso.

Porque muito se discutiu, né, com Xavi Iniesta é fácil, assim, agora tem o Dani Olmo.

?Voz 1

E aí, como é que faz isso?

?Voz 1

Com Dani Olmo e Fabián Ruiz também é fácil, e são ótimos jogadores, mas de fato eles não são estrelas desse nível.

?Voz 1

Então a gente tem que estar preparado para ver o futebol mudar o sentido, dá uma guinada. Então a Espanha, a partir lá de 2008, ela começa a adquirir um formato. Hoje, se perguntar para um espanhol hoje como é que se ganha uma Copa do Mundo, ele vai te dar a receita de 2010, 2026, que é ter posse de bola. Ele não vai falar para você: isso aqui não serve para nada. Falou: ganhou duas Copas assim. Então é uma Espanha hoje que também passa a formar jogadores com essa característica, e muitos times jogam assim.

E é uma— e assim, o Barcelona teve um impacto muito grande em 2010 com todo o meio de campo dele e ainda com o Xabi Alonso, que jogava no Real Madrid. Então é uma— é um estilo que a Espanha não acredita. Quando ela se distanciar deste formato, ela vai ter dificuldade. Quanto mais ela se aproximar, mais ela estará identificada com a vitória. Porque isso aconteceu nesses últimos anos, né? Aconteceu com a França também. A França tem um fórmula, não é o da posse de bola, vamos ver agora com Zidane, mas é um time com uma qualidade incrível que também tem uma identidade assim muito clara.

E foi a grande final mesmo, foi Espanha e França, né? Teria sido um jogo muito melhor hoje, Espanha e França, mas caíram do mesmo lado e tchau. Então a Espanha tem essa característica, a França tem um jeito que ela construiu. E assim, é legal passar. Nós não temos jeito nenhum hoje, nós brasileiros.

?Voz 1

A gente passou a Copa em busca de identidade, mas não encontrou essa.

?Voz 1

E a Argentina, a identidade da Argentina é o Messi. Vamos ver. Eu acho que acabou. Eu acho que acabou. É a luta pelo Messi. Agora, sem o Messi, será a luta pela luta, porque não tem Ela vai ter que ser um outro tipo de jogo.

?Voz 1

E tem bons atacantes lá também.

?Voz 1

O Messi, é, mas é outro time. E hoje, este cara que personifica tudo, e foi assim ao longo do Mundial, o Messi tinha 8 gols e 4 assistências. O cara gerou 12 gols no Mundial.

?Voz 1

E hoje nada.

?Voz 1

Com uma movimentação totalmente diferente, né? Os sprints do Messi, velocidade máxima, você não vai comparar com os caras jogadores mais jovens, o tempo que ele passa andando dentro de campo é maior do que qualquer outro jogador. Ele totalmente adaptado àquilo que ele pode oferecer, e ele não conseguiu, porque é uma Espanha que conseguiu impedir isso muito bem. Argentina volta com Depay do lado direito, vai com Nico González do lado esquerdo, e tem Enzo e Mac Allister, né?

Só que ao não ter o Paredes, você afunda aqui, você traz Enzo e Mac Allister para jogar muito próximo dos zagueiros. E esses caras são muito importantes para na aproximação com Messi, porque não era o Depay. Depay tava preocupado com o Corelha e em fechar o lado. Então o Messi ficou isoladão, os dois caras que podiam se aproximar dele estavam muito preocupados de jogar nas costas, com as costas, porque o Sabal sai da área O Baena vem por dentro, o Fabián Ruiz pode carregar, conduzir por aqui também.

Então é uma Argentina que ficou muito presa, e ao ficar presa deixou o Messi livre, sem receber a bola. Então, e essa foi a tendência. Aí o que faz na volta, né? Ele coloca o Paredes, o Scaloni, justamente para liberar o Enzo e o Mac Allister para poder se aproximar. Ele não consegue.

?Voz 1

Aí a criança flerta com a expulsão, né?

?Voz 1

Eles não conseguem.

?Voz 1

Uma passa batido, toma outro amarelo e poderia entrar a Espanha.

?Voz 1

Espanha assim, dentro da sua conduta, ela não negocia. O único momento que ela negociou e mal foi quando ela tava com 1 a 0 nos últimos 5 minutos. Cadê o time?

?Voz 1

Quase, quase, quase que a Argentina ainda empata o jogo numa das coisas mais improváveis também com tudo que foi a partida.

?Voz 1

Poderia.

?Voz 1

Mário Marra e Pedro Ivo Almeida, que acompanharam o jogo de perto, estão chegando no nosso Linha de Passe. As impressões de vocês. A gente tá falando em amasso aqui, viu? E não sei com relação a vocês, para nós foi. E assim, eu de verdade não lembro uma Copa do Mundo com uma final tão desequilibrada. Para mim foi surpreendente por esse nível de desequilíbrio, que a Espanha fica mais com a bola, tem mais posse, a controlar o jogo, só a gente sabia.

Mas esse nível de amasso eu não esperava. O placar não reflete nem de perto o que foi o jogo. Tudo bem com vocês?

?Voz 1

Fala, William, prazer estar com você, com os companheiros.

?Voz 1

Perdi absolutamente meu retorno, tô confiando em você. No chamado vou cego. Me empresta aquele seu ali? Televisão ao vivo, tá? Exatamente. Obrigado, meu amor. Deixa que eu coloco aqui.

?Voz 1

Então, William, então enquanto ele ajeita o fone, é impressionante a gente não completamente presa nas emboscadas da seleção da Espanha sendo dona do jogo, agora com muita dificuldade para matar o jogo, né, muita dificuldade. E até mesmo as defesas que fez o Dibu, várias a bola foi em cima, né, não foram bem chutadas, não foram bem finalizadas. O Jean falou uma coisa no início aí que eu concordo e fiquei pensando, isso ficou me até me incomodando.

O Yamal, ele chega na Copa e todo mundo sabia que ele tava machucado. Ele faz, ele vem uma recuperação, ele faz para mim um grande jogo contra a França, mas ele não fecha bem a Copa. Inclusive assim, alguns momentos querendo driblar uma a mais, querendo cavar uma falta quando poderia levantar rapidinho, recuperar a bola e tentar recuperar a bola. Mas a Espanha foi muito, muito merecedora do título. Um time que sofreu um gol só.

?Voz 1

Mário, um abraço a você, William, todo mundo na mesa, o fã do esporte com a gente. A história que vai ser contada daqui a um tempo é de uma vitória na prorrogação, né? Espanha na prorrogação e sofrimento e final de Copa do Mundo. Agora, quando você fala em muito, muito merecedora, eu acho que é pouco acrescentar na análise geral. A Espanha criou muito, a Espanha se impôs muito, A Espanha dominou muito e a Espanha controlou muito.

A gente assistiu o jogo lado a lado, eu e Mário Marra na arquibancada, e a gente ficava todo momento, né, era o que a gente pensava, primeiro tempo era esse roteiro, a bola tá no pé da Espanha. E parece que é, quando a bola, parece que a todo momento a gente ficava esperando esse tal momento que o Messi tocar na bola, que a Espanha se desorganizar, que a coisa ia acelerar para Argentina. Em nenhum momento estivemos perto disso.

E aí eu vou trazer um número aqui que nessa nossa caminhada da arquibancada para cá eu compartilhava com Mário Marra, do nosso Caio Alves do Data e SPN, sempre no suporte aqui. Eu falei, ô Caio, me dá uma ajuda rapidinho porque eu tô com a sensação que o Messi não encosta na bola e que o volume de passes é absolutamente assim superior, mas é muito superior. Ele falou, Pedro, já te mando. Então um abraço aqui ao Caio. Ele virou e falou, ações com bola de Messi, né, primeiro tempo, 15.

Segundo tempo, 14. Principalmente na prorrogação, depois do gol, 25. O tal momento que o Messi vai acelerar, começa a chegar, começa a fazer alguma coisa, que a Argentina vai entrar no jogo, ele só vem depois do gol da Espanha na prorrogação. É sempre depois do gol de alguém. Só que dessa vez tinha uma Espanha do outro lado. Primeiro tempo, passes certos trocados no campo de ataque, 140 da Espanha. Quantos passes certos a Argentina trocou no campo de ataque?

?Voz 1

38.

?Voz 1

Segundo tempo, passes certos da Argentina no campo de ataque, 31. Passes certos da Espanha sobe o número também, 160. Então assim, quem quiser parar para amanhã acordar em algum lugar do mundo, tava ocupado, tava dormindo, tava sem sinal, e vai olhar e falar, caramba, 1 a 0 na prorrogação, gol no final. Não, a história não é exatamente essa, e não é exatamente com a carga de sofrimento que aconteceu nos últimos jogos da Argentina, um domínio muito amplo da Espanha.

Agora, quem domina demais e não resolve também merece uma ressalva. Comentava todo momento com Marra para passar a vocês, amigos do estúdio, era sempre uma finalização em cima do Dibu, mal colocada. A escolha do local não tinha exatamente a busca por um ângulo mais aberto. Mas assim, eu só queria frisar que é muito domínio, é muito domínio da Espanha nessa fase de Copa do Mundo. Não me lembro, Marra, e aí eu vou jogar para você, para os amigos do estúdio, de um último domínio tão amplo de uma seleção.

O pouco gol vai ficar cravado ali no marcador, tudo bem, mas era muito domínio. E para fechar, que privilégio ver o Rodri. Eu falava para o Marra, cara, é um negócio assim absurdo, e tem a camisa para dentro, tem uma coisa um pouco mais impostada, e parece que ele tá ali maior. É muito bacana, é muito bacana, que privilégio.

?Voz 1

De voltar para o estúdio. Sim, não pode. Eu não tô querendo caçar vilões, mas não pode um jogador ser expulso, tomar um segundo cartão porque ele comete uma falta no campo de ataque. Sim, sério, sério, isso tem que ser. E tanto que ele levantou a mão, ele levantou a mão pedindo desculpa logo depois, um tempo depois, mas ele facilita o jogo. Eles poderiam estar jogando até agora, poderiam estar batendo pênaltis até agora. Com um a menos, a vida fica mais fácil.

?Voz 1

Justamente o jogador que, para mim, com exceção ao Messi, era o melhor jogador de linha da Argentina na Copa.

?Voz 1

Aliás, e por falar em na Copa, o Pedro Ivo Almeida acabou de falar do Rodri, né? Que prazer ver o Rodri e tal. Rodri acaba de ser eleito o jogador da Copa, melhor jogador.

?Voz 1

Justíssimo, justíssimo, justíssimo, justíssimo, justíssimo.

?Voz 1

Pode falar, Pedro.

?Voz 1

Desculpa que eu bebi uma água enquanto você falava, que o calor tá sufocando, mas justíssimo. Inclusive eu tinha dúvidas sobre isso, porque depois do constrangimento que eu presenciei na sexta-feira naquele evento feito para o Messi, para a seleção argentina, onde Rodri e De La Fuente eram quase ali aqueles dois integrantes, eu comentava do grupo do trabalho da escola, sabe? Olha, professor dividiu aqui o grupo Esses dois aqui estão aí, mas ninguém queria.

Então assim, que bacana essa consagração, porque foi um constrangimento, foi uma final pensada para tudo que a gente imaginava aqui de Messi, consagração e tudo mais. E falou-se então de bola, de quem dominou essa partida dentro de campo. Parem, Marrom.

?Voz 1

É, eu queria fazer assim, o Rodri é o grande destaque, mas eu queria fazer um destaque também para maturidade e a bola do Kubasi.

?Voz 1

Você tá de acordo, Rodri? Porque a gente fala durante toda a Copa, a gente falava de Mbappé, a gente falava de Olise, a gente falava de Harry Kane, a gente falava de Bellingham, a gente falava do Messi, evidentemente. E parece que ali aconteceu aquilo que a gente imaginava, o último jogo podia definir caminhos e acabou definindo favoravelmente ao Rodri aí na Espanha.

?Voz 1

Então eu acho que quando você define alguma premiação como justa, isso não significa que outra seria injusta. E para mim é o seguinte, é o Rodri, é o cara que melhor simboliza inclusive o tipo de jogo da Espanha, né? Eu acho que pela posição na qual ele atua, pelo trabalho que ele faz, é um prêmio justo, porque também de alguma maneira premia essa lógica de jogo da seleção espanhola, a lógica coletiva e tudo mais. Mas vou te dar minha opinião muito sincera, eu acho que se o Rodri não estivesse na seleção da Espanha, talvez mesmo assim, apesar de uma Copa do Mundo excepcional do Rodri, a Espanha tivesse chegado à final e a Espanha tivesse sido campeã.

Eu acho que se o Mbappé não estivesse na seleção da França, mesmo assim a França teria chegado à semifinal e teria feito uma grande Copa do Mundo. Em relação ao Messi, eu tenho dúvida. Eu não acredito absolutamente que sem a presença do Lionel Messi na seleção argentina essa seleção, com isso que a gente sabe que a Argentina tem à disposição, teria chegado à final. Então eu acho que a genialidade do Messi, a minha visão é: se o Messi fosse eleito o melhor da Copa, eu não vejo problema nenhum.

A gente pode discutir, eu acho que se ele fosse eleito Bola de Ouro da temporada, aí é uma outra história. Agora, o melhor, essa aí tá aberta, essa tá bem aberta, mas eu acho que assim, o melhor da Copa Mundo, o Messi poderia facilmente ter sido eleito por tudo que ele fez, pelo quanto ele foi decisivo em todos os jogos. Mas o prêmio também entregue nas mãos do Rodri.

?Voz 1

Fala, Mahá. A pontuação do Messi era superior à pontuação do Mbappé, disparado. Não, somando dava 17 e 50 e pouco. Contra 16,64 da média que tinha Mbappé e na média que tinha o Messi. O Rodri, ele era o jogador também aí sim mais disparado com o representante de defesa. Mas é assim, e não era só ele, né? Era ele, uns 3, 4 da Espanha entre os 5 primeiros.

?Voz 1

Era ele, Kubasi e Laporte. Não era ele, era os 3.

?Voz 1

E aí eu acho que tinha Acho que tinha um quarto e um quinto era um espanhol. Eu tenho isso aqui, daqui a pouco a gente dá foto aqui.

?Voz 1

Vou pegar já, pode seguir o papo aí que eu vou pegar já já.

?Voz 1

Calça, pode falar, pode falar.

?Voz 1

Eu assino embaixo o que o Jean disse. Se eu for olhar para Bola de Ouro, o Messi não pode ser cogitado. Se eu for olhar para Copa do Mundo e tivesse dado a Bola de Ouro, se escolhesse o Messi, eu que não sou de ficar bajulando jogador, de ficar aquela, eu respeito muito o esforço de cada atleta que tá numa competição, porque o cara tá jogando ali desde criança, o cara tá lutando dia a dia, sabe? O cara não chegou ali, jogou uma Copa do Mundo, pronto, tá jogando desde os 12 anos de idade, abriram mão de um monte de coisas, chegaram ali, sabe?

Então todo esforço para mim é para se aplaudir quando se leva a profissão e o trabalho muito a sério. Então eu amo ver o mestre jogar porque é um cara muito especial, é um gênio, é disparado no mínimo jogador mais técnico do século, no mínimo. A gente pode, se quiser, entrar nessa discussão, outro dia a gente amplia. Mas pela influência dele na seleção argentina e por ter o nome que tem, se desse o prêmio para o Messi, eu entenderia.

Se desse o prêmio para o Mbappé, eu discordaria só porque a França não chegou na final. E deram para o Rodri, também concordo, porque eu acho que no final das contas o que definiu isso foi o título. Se a Argentina fosse campeã, o Messi seria eleito. Até com uma atuação desse nível.

?Voz 1

O Kubarski ganhou jovem, né?

?Voz 1

Também jovem, lembrado até pelo Mário Marra.

?Voz 1

Fala, Pedro, só para fazer uma correção, aqueles 3 principais primeiros jogadores do Power Ranking da FIFA defesa eram o Rodri, o Porro, Pedro Porro, e o Kubarski. O Laporta aparecia em 8º. Eu acho que até essa escolha do Rodri, vocês lembram daquele prêmio de melhor da Copa em 2002 que aconteceu, ele ter sido dado pré-final? Pro Can, pro Oliver Can. Então eu entenderia talvez o Messi pré-final por tudo que envolve, lógico, aceitaria talvez o Messi pós-final, mas acho que também, acho que pesa também tudo.

E Vitor Biene, você sempre fala isso, vai um pouco além do que a gente entende, do que a gente se debruça sobre futebol, participa muito desse papo tudo que envolve o contexto dessa Copa que foi muito política também. E acho que talvez o prêmio dado ao Messi aqui ia gerar um barulho extra que eu não sei se a turma queria por aqui. Fim de jogo, reúne-se ali quem tem que se reunir. Tá bem pago para o Rodri. Não sei se dariam para o Messi depois de tudo que aconteceu.

Não ter sido dado antes da final acho que também evitou essa discussão sobre ser o Messi.

?Voz 1

Eu acho primeiro que a final tem um peso, né? Tem, é final, lógico. Na final não existe o Messi. Não existiu Messi na final. Então ele já tem uma nota menor porque na final o Rodri jogou, né? E jogou porque assim, o que é a Espanha? É o time da posse, o time do controle, é o time que tem uma capacidade de gerar jogo no seu meio de campo. E quem é o ícone desse meio de campo, a Estátua da Liberdade lá, é o Rodri. Então, cara, aí pega o Messi, se a Argentina tivesse vencido o jogo com participação do Messi e tal, era Messi.

Então assim, o melhor da Copa, primeiro que é broxante você dar o melhor da Copa para quem não é finalista. Sim, melhor da Copa tá lá largado. Não, o melhor da Copa tem que estar na final, seu primeiro ponto da Copa. Segundo, o Messi não existiu, o Rodri continua sendo o Rodri, embora tenha saído e tal, até Porque, gente, o jogo foi disputado com— na prorrogação tava 28 graus ainda. Então é preciso entender isso. As trocas foram 6 de cada lado para poder ter uma capacidade física de interagir com o jogo e continuar.

Então vejo justíssimo. Se a Espanha é o que é, é pelo meio de campo. O meio de campo quem é? O Rodri. Então nada mais justo.

?Voz 1

Acho que o Rodri é mais um símbolo, talvez. Do que é a Espanha. Eu acho até que assim, se fosse, que era aquele absurdo, né, a gente lembra do Oliver Kahn, melhor da Copa em 2002. Não, eu acho é isso, dado antes da final, né? Então é isso que eu ia falar, quer dizer, se fosse como em 2002, que o melhor da Copa seria eleito antes da final, evidentemente esse prêmio iria para o Messi. Falhando na final, tem a melhor, não tem a menor dúvida de que que isso aconteceria.

Como agora, ainda bem, eles dão o prêmio depois de olhar para final, porque afinal, como disse, calçade tem um peso. Eu acho que é absolutamente justo ir para o Rodri. Mas o meu ponto só é que, olhando assim, essa expressão, ah, o craque da Copa e tal, quer dizer, o cara que individualmente mudou jogos e tal, eu não acho que teria sido mal entregue para o Messi. E olha, eu não gosto dessa coisa de dar para o cara pelo nome, pela, como tantas vezes já aconteceu no melhor Mundo da FIFA, como tantas vezes já aconteceu no Bola de Ouro da France Football.

Eu não gosto que o nome apenas leve, é que eu acho que neste caso o Messi não foi pelo nome, não seria pelo nome.

?Voz 1

7 jogos como protagonista, e o mais curioso, hoje só foi encaixotado.

?Voz 1

Como o mundo, como o mundo, esse mundo do futebol também, eu tô vendo, tem um aplicativo aqui que a gente olha várias coisas, aplicativo dá para o Messi segunda maior nota do jogo. Que loucura!

?Voz 1

Não é do jogo, acho que é do campeonato.

?Voz 1

Baseado em quais métricas?

?Voz 1

Porque é o seguinte, Calçadinho, até para esclarecer aqui, o Rodry ganhou como melhor, o Lamine Amal foi o mestre e o terceiro foi o Marcelo.

?Voz 1

Por exemplo, o Rodry hoje tem uma nota alta, tá com 8,5. É de hoje ou é do campeonato? Não, não, não, você quer do campeonato?

?Voz 1

Não, essa daqui é do jogo, gente.

?Voz 1

Do jogo, do Rodry é maior, aí vem Lamine Amal e Messi.

?Voz 1

Mas é por isso que eu não dá para confiar nas notas desses jogadores.

?Voz 1

O Messi tinha ao final do primeiro tempo 9 passes, 1 para frente, 8 para trás.

?Voz 1

Só um detalhe, a gente tava levantando os números, o Messi deu pontapé inicial, o segundo toque nele na bola foi com 15 minutos de jogo. 15 minutos, ele não participou do jogo por 15 minutos.

?Voz 1

E a maior nota é do Dibu Martínez, 9,6.

?Voz 1

Mas essa aí é justíssima, fez o melhor jogo dele na Copa, pelo menos Foram 11, 12 defesas.

?Voz 1

Só uma coisa sobre a Bola de Ouro, Futebol no Mundo vai poder se perguntar sobre isso bastante, porque esses 3 grandes jogadores que a gente citou da Copa do Mundo, e a Copa do Mundo tem um enorme impacto na decisão de quem ganha a Bola de Ouro, o Mbappé fez muitos gols, temporada espetacular, zero títulos, né? O Rodri não fez uma temporada espetacular, o Rodri encontrou o futebol dele na Copa do Mundo. O Messi tá escondido.

?Voz 1

O que eu acho, Birner, que valoriza o Rodri aqui é exatamente isso. Você viu, ouviu na temporada, é, cara, assim, eu não acreditava mais no Rodri voltar a ser o Rodri. E a gente viu, como diriam os jovens, o prime Rodri, né? O Rodri prime Rodri.

?Voz 1

Tem isso?

?Voz 1

Tem, tem. O Rodri é o Rodri do auge, o melhor Rodri. Até entendo que quando o Rodri ganhou o melhor da Euro Eu não concordei, achei que foi o Fabián Ruiz que jogou mais que ele na Euro. E também não concordei com a Bola de Ouro, que eu achei que veio com um ano de atraso. Se fosse em 23, quando ele foi protagonista no título da Champions, seria muito mais justo. Então é quase como se fosse uma Bola de Ouro retroativa, né? Mas tudo bem, ganhou, tá lá, é dele.

Muito discutível. Mas a Copa do Mundo dele foi assim, porque, cara, o cara voltou de uma lesão de joelho e é um jogador que depende muito da mobilidade, depende muito da mudança de direção, e ele Ele foi o melhor Rodri que eu já vi na carreira, talvez foram os melhores jogos da carreira dele esses últimos 4, 5. Então tem que tirar o chapéu mesmo. Agora, para a Bola de Ouro, você vai olhar o quê? Vai olhar só a Copa? Vai olhar a temporada?

Então, porque uma coisa é o Ronaldo de 2002, o Ronaldo fez 8 gols na Copa do Mundo, o Ronaldo foi o protagonista, o Ronaldo decidiu a Copa do Mundo. Você não pode falar que o Rodri decidiu a Copa do Mundo, né? Então o quanto que isso vai pesar? Aí vai sair. O Messi tem esse ponto, ele está jogando fora dos grandes centros e ele não decidiu a Copa do Mundo. Ele carregou a Argentina para a final. Sem o Messi não teria Argentina na final, mas foi até a final.

Eu acho que ele vai ganhar muitos votos e ele vai estar na briga, sendo que ele não estaria se não fosse a Copa do Mundo, porque ele é o Messi.

?Voz 1

Ele já começa com 30%, mesmo aposentado.

?Voz 1

Porque olhando para os clubes, os meus 3, São Vitinha, Kane e Olise. Você briga ali. Eu colocaria o Kimmich como quarto assim, nenhum deles vai entrar por conta da Copa do Mundo.

?Voz 1

Eu não coloco nenhum dos seus, por exemplo. Para mim tem Harry Kane, para mim tem Kvaratskhelia.

?Voz 1

Kane ele pôs.

?Voz 1

É, tá.

?Voz 1

Olise também não.

?Voz 1

Tá, Vitinha então.

?Voz 1

A Copa do Mundo e o que se faz nela não tem um peso? Porque você fala em Vitinha, não rolou Vitinha na Copa. Olise e Kane, né? Olise e Kane. Acho que vale esse debate do peso da Copa do Mundo na seleção, que eu acho errado a Copa do Mundo ser somente ela, né, a régua para o prêmio. Mas o peso que se dá a ela de chegar aqui no principal palco e você ser determinante, você ser decisivo, eu acho que ele precisa ser considerado no papo.

Vitinha, por exemplo, passou distante dele. Você não, você não fala do Vitinha quando você conta a história da Copa.

?Voz 1

Não, então eu acho que é engraçado, simplesmente a temporada apenas.

?Voz 1

Mas diga.

?Voz 1

Não, eu acho que assim, a temporada do Kane, por exemplo, foi a melhor, acaba contando bastante. Mas se você olhar para a Copa do Kane, que era o Kane, ele acaba não sendo nem o melhor jogador da Inglaterra.

?Voz 1

E a vítima do Tuchel.

?Voz 1

E achei que assim, das oitavas em diante ele foi muito, não foi muito abaixo.

?Voz 1

Foi abaixo demais na Copa.

?Voz 1

O Tuchel arrebentou.

?Voz 1

Quando é para ele se apresentar com esse tamanho, você fica procurando ele ali, né, Jean?

?Voz 1

Agora, o lastro da temporada dele é muito alto. Sim, é isso, não pode negar. Impressionante, não pode negar. Temporada do Harry Kane foi uma coisa absurda. Mas assim, é isso, o ano de Copa ele é muito peculiar.

?Voz 1

A Copa é muito peculiar, a Bundesliga conta menos. E ainda deve ter feito uma grande Champions.

?Voz 1

Não jogar no Real Madrid, no Barcelona, pesa contra você normalmente.

?Voz 1

E o Kvaratskhelia não foi para Copa, e o Vitinha era o Rodri do PSG, mas não foi o Rodri de Portugal.

?Voz 1

Aí a bola de ouro, vamos voltar para Copa do Mundo, a gente vai ter tempo para discutir. Mas esse ano, bem possível de dar ganhador diferente de novo, igual no ano que deu Rodri e Vini, é capaz de dar ganhador diferente de novo.

?Voz 1

Uma coisinha aqui para a gente até pode falar um pouquinho depois, não agora mesmo, mas só lembrando que vocês estão falando da concorrência, falando do Mbappé realmente ganhou título gols do Lionel no ano. Mas só para lembrar que o Mbappé termina a Copa já como o maior artilheiro de todos os tempos de uma Copa do Mundo.

?Voz 1

Ontem ele deu o pulo do gato em cima do Messi, foi para 21 gols.

?Voz 1

E agora é abrir vantagem porque não tem ninguém ali muito perto. Harry Kane muito mais velho no outro lado.

?Voz 1

A gente falou que ia ser muito mais fácil para o Mbappé fazer uns golzinhos ali na Inglaterra do que para o Messi fazer gols na Espanha. Foi muito mais fácil. O Mbappé podia ter feito mais ainda, podia ter feito mais, né?

?Voz 1

Desperdiçou, ainda teve outras chances e tal, enfim. Mas essa é, essa é uma conversa deliciosa, mas vamos trazer Espanha aqui de volta e vamos falar também da Argentina, o que que aconteceu aí com essa Argentina, como é que a Espanha se sobressaiu tanto com relação à Argentina. A gente fala que Copa do Mundo dificilmente hoje em dia dita tendência para clubes, para sequência, para futebol, que não chega na Copa de 2018. Na verdade é o contrário, a Copa é que traz o que tá sendo Então essa Espanha, essa Espanha, o que a Espanha faz hoje é bom para ela, é só para ela, ou ela pode ditar alguma tendência com relação a outros clubes? Porque precisa ter jogador para isso também, né?

?Voz 1

Tendência assim, agora vamos jogar como a Espanha, porque a Espanha domina o meio de campo e ganhou a Copa. Aí na Copa da França, jogando uma França mais vertical, vamos copiar a França assim. Característica do jogador, o que o futebol construiu. Eu acho que aí é inegável que existe uma forma de jogar assim na Espanha que ela tá muito vinculada ao Barcelona, né? Não é todo mundo que joga assim. Real Madrid não fica horas tocando a bola no meio de campo, para cá e para lá.

Então isso tá muito vinculado ao Barcelona e alguma característica de alguns jogadores que a Espanha andou exportando. E que se adaptam perfeitamente a esse estilo de ter a bola. Porque é uma Espanha, não gosto de usar, né, não gosto de usar, quando eles falam em tic-tac, eu não sei o que é isso. Tic-tac, não sei. Mesmo Guardiola tem um horror quando ouve isso falando do time dele. Ele quer morrer, porque é reduzir a nada uma ideia de jogar futebol.

A Espanha, esta Espanha, é muito mais vertical. E só não foi como a gente poderia esperar porque o Nico Williams, você vê, o Nico Williams aguentou 60 minutos. Ele colocou o Nico para jogar 60 minutos pensando já numa prorrogação e não foi legal. O Nico Williams não tava solto. O Nico Williams bem, não vamos dizer que é o mesmo nível do Yamal, mas ele causa tantos danos pelo lado esquerdo quanto o Yamal pela direita. E aí a Espanha pode variar muito o jogo, diversificar, atrair a marcação para o lado direito do Lamine Amal e inverter para o Nico Williams para pegar o adversário no mano a mano.

Ora é o Nico Williams, né, chamando a defesa adversária para marcá-lo e inversão para o Lamine. A Espanha perdeu isso porque era o Baena. O Baena, o melhor do Baena não é o Baena no mano a mano no lado É o Baena vindo por dentro, atraindo, puxando marcação, ou prendendo a marcação dos zagueiros, ou trazendo o lateral com ele e abrindo corredor para o Cucurella passar. Então o De La Fuente teve que fazer adaptações nesse time, e adaptações que a Copa exigiu, né?

Não é que ele chegou com tudo isso já pronto, ele foi vendo o que precisava, como fez o Scaloni também. O Scaloni, ao longo do Mundial, E foi, e o Scaloni foi mexendo hoje mesmo. Surpreendente, ele vem com o Nico González pelo lado esquerdo. Era se esperar o De Paul, mas a gente achava que o Paredes jogaria e jogaria com os seus 4 homens de meio de campo. Porque colocar o Julián Álvarez, que nem ele fez contra a Inglaterra, para marcar pelo lado esquerdo é isolar o Messi contra uma equipe que tem a posse de bola gigantesca.

Então aí o controle seria muito maior. E ele tentou é segurar o lado da Espanha, que é o lado onde tem o Lamine Amal, mas ao mesmo tempo tem um jogador mais agressivo, e não rolou. O Nicolas González foi só marcador pelo lado esquerdo. Então ele vem com Paredes no segundo tempo. Então o Scaloni ficou procurando, cara, o que fazer. E vem da Argentina se esvaziar fisicamente, né? Fisicamente.

?Voz 1

Vamos contar que essa foi a terceira prorrogação da Argentina, a prorrogação com um dia a menos entre a semi e agora, no lugar que tá a sucursal do inferno.

?Voz 1

E a Argentina, há muito tempo, você pega, quando que deu, ficou claro para você, Vitor Bini, que a Argentina jogava pelos pênaltis, para ir para os pênaltis?

?Voz 1

Desde o primeiro minuto.

?Voz 1

É, para mim ela começou assim, ela falou, vamos lá, vamos lá.

?Voz 1

Por isso que eu achei de uma covardia danada, gente, pelo amor Isso é um ponto. Aí você deixa o Messi mais isolado ainda, porque a postura do teu time é o seguinte, cara: com 30 minutos do primeiro tempo, você fala, nossa, isso aqui eles estão à espera da prorrogação, que é onde fica tudo igual. E aí mentalmente a Argentina é mais forte, é uma administração emocional da coisa num time que é acostumado até vencer nos pênaltis, como foi a última Copa, né?

Então, cara, acho que Foi uma final merecidíssima, uma final do melhor time que teve que durante a Copa se reorganizar, não chegou tinindo. E aquilo que a gente fala, você tem que ser o melhor do mês e tem que fazer o melhor trabalho no ciclo. A Espanha fez um ótimo trabalho no ciclo e durante o mês ela conseguiu se reorganizar.

?Voz 1

Nós tínhamos dúvida inclusive por causa dos problemas dos jogadores do lado de campo.

?Voz 1

Basta ver a invencibilidade, né?

?Voz 1

Sim, é verdade, é mantida, é passando para você aí. Meu Deus, não perde há 2 anos já, mais ou menos.

?Voz 1

Espanha, 38 jogos, é a maior invencibilidade de qualquer seleção europeia ou sul-americana, desde o amistoso com a Colômbia, que a Espanha poupou jogadores antes do jogo com o Brasil, é bom lembrar. E jogo oficial desde março de 2023 contra a Escócia, eliminatórias da Euro.

?Voz 1

E é bom ressaltar, né, Bertozzi, com o calendário que os europeus têm hoje em dia, não é fácil manter essa invencibilidade. Porque tem as ligas, exatamente, só na Nations League você tem sempre 2 ou 3 jogos grandes ali para fazer, né? Antes 2, agora 3. Então assim, é, não é simples manter essa invencibilidade, não é, não foi o calendário de amistoso da Argentina, né, Sim, é isso, é isso, é muito claro.

?Voz 1

Assim, se você, quem acompanha o futebol e quem acompanhou a Copa do Mundo, não tem a menor dificuldade para explicar o título da Espanha. Uma pessoa que viajou, foi lá para Marte, voltou 40 dias depois, e aí, quem foi campeão da Copa do Mundo? Qualquer criança explica que a Espanha mereceu ganhar a Copa do Mundo. Talvez ela tenha dificuldade para explicar como a Argentina chegou até final e não uma França. Acho que ela não vai ter dificuldade também para explicar porque o Brasil saiu, não.

Mas isso é um outro problema, porque tá muito claro, existe uma filosofia e que vence filosofia. Agora, aí então tem um ponto assim, você não consegue— esse é o tipo de coisa assim que é muito, muito do discurso fácil. O presidente de uma federação pode chegar amanhã, a do Haiti, vai que tem trabalho, que tava aqui na Copa, e falar: queremos imitar a Espanha. Você pode até querer, meu querido, mas olha, vai demorar tanto para que isso, para que isso venha a ser bem construído.

Não dá. Ninguém mais, foi o Calçade que falou, né, ninguém mais pratica esse tipo de futebol. Claro que tem a pressão pós-perda, claro que tem o posse da bola, mas do jeito que a Espanha faz, com entendimento muito claro do que tem que fazer. É por isso que são 38 jogos sem perder. O goleiro não trabalha, o goleiro dificilmente toca na bola, tá claro.

?Voz 1

Não, eu acho legal que assim, no fim das contas, a gente sempre tentar olhar para tendências, para modelos, o que tá acontecendo, que tá em voga, o que não tá em voga, o que se faz, o que não se faz, o que é vanguarda, o que não é vanguarda. E chegaram à final duas seleções que não fazem nada do que é vanguarda hoje em dia. Nada do que é demais moderno, nada do que é o habitual hoje que as grandes times e as grandes seleções façam.

E isso é legal pra caramba do ponto de vista do futebol. E de novo, eu entendo, e um monte de gente hoje reclamou da Espanha demais também durante o jogo, não sei quem via rede social. Entendo, eu entendo, embora eu goste do quê? Não, reclamar do tipo de jogo, da coisa que não anda, que que não anda aqui, que eu já andou, né? É que o número de finalizações tá aí, não tem o jogo, não tem o jogo vertical, não tem, não faz o gol, não tem o partir para o gol.

É, e acho que até de fato hoje em muitos momentos eu brincava, chutar é a última opção mesmo assim, só quando não tiver mais jeito a Espanha finaliza. Agora a gente, eu acho que assim, independentemente de gostar ou não, é preciso reconhecer. E acho mais, eu acho que se você olha com calma, para maneira como eles se locomovem para conseguir fazer esse jogo funcionar. Eu acho isso fascinante, cara. Assim, os caras que não estão com a bola sempre correndo para que sempre quem tem a bola tenha 2 ou 3 alternativas de passe.

Então é bonito também e é interessante justamente por ser algo diferente. Acho que hoje mais ainda, né? Porque houve uma época do Barcelona em que essa maneira de jogar tem— e acho que muito se falava disso até aqui no Brasil, não que alguém tenha conseguido com maestria, né? Mas se falava muito que todo mundo tentava copiar o Barcelona do Guardiola, todo mundo tentava ficar trocando passe, fazer o tal do tiqui-taca, né, que acabou sendo um termo que ficou muito batido.

Eu acho que muitos— a gente entrevistou outro dia, faz alguns meses, o Cannavaro, e ele falava, cara, ele meio que se incomodava com a ideia de que a Itália tinha, né, que que ficar com os zagueiros trocando passes e jogando tal. E acho que isso aconteceu no meio do futebol também, de muita gente criticar a quase que ditadura desse tipo de jogo, né, para muito time, para muita seleção. Você pode até achar que, pô, eu não tenho jogadores para fazer isso, eu não vou fazer isso.

?Voz 1

Quantos times faz isso no mundo?

?Voz 1

Ninguém consegue isso, né?

?Voz 1

A França não pode fazer isso, por exemplo.

?Voz 1

Agora é o caminho a seguir é esse caminho.

?Voz 1

Então tem um time, hoje é mais legal porque só a Espanha faz. Hoje não tem essa coisa de todo mundo querer copiar esse modelo. Acho que o próprio Guardiola, claro que os times dele que tem mais posse e tudo mais, mas o próprio Guardiola acabou mudando um pouco também.

?Voz 1

A Premier League fez ele mudar.

?Voz 1

É, talvez até nesse caso mudou como um todo, porque assim, o futebol assim, ninguém, ninguém gosta. A gente viu agora há pouco 5 a 4, famoso 5 a 4 ali de marcação individual campo inteiro e tal. Um jogo que é muito difícil de fazer porque você precisa estar com todo mundo no físico ali, né? E também não vai ter jogo assim toda semana, né? Porque você precisa ter uma preparação muito específica, uma condição específica. Então não dá para você falar agora o futebol todo jogo vai ser assim.

Não, inclusive aquele jogo é assim porque ele foi diferente dos outros, né? Mas que que a Copa do Mundo mostrou? Muito bloco baixo, muito bloco baixo. E os times com muita dificuldade para furar blocos baixos. Essa Espanha inclusive empatou com Cabo Verde na estreia porque teve muito poucas opções para furar um bloco baixo apenas bem organizado.

?Voz 1

Fez um jogo ruim contra o Uruguai também.

?Voz 1

Então assim, é porque hoje as seleções, as seleções é uma coisa que todo mundo tem comentado, o técnico tem falado, não existe mais com acesso à informação hoje com acesso à preparação física. Hoje em dia não é que os caras na África treinam, sabe, na floresta, tá? Desculpa parecer preconceituoso, não é a intenção, mas eles têm o mesmo acesso à informação, a cursos que todo mundo tem. O técnico na África, o técnico na Ásia. Então assim, não existe mais time mal treinado, não existe.

Vai falar, existe, o meu time é, né? Você vai pensar isso, mas falando assim, neste esse nível não existe time mal treinado, não existe. O time, o time minimamente organizado, ele vai estar. Então, e atacar é mais difícil que defender, né? Porque organizar mecânicas ofensivas é mais difícil. Por que que na Premier League você tá vendo tanto, tanto gol de bola parada? Porque houve um momento em que assim, tava saindo gol a rodo, todos os times atacavam igual loucos, todos os times eram super organizados na frente e tal.

E aí uma hora falou, pera aí, eu tô cansado de tomar 3, 4 gols por jogo, né? Vou começar a me organizar melhor, vou aprender a sair da pressão. E aí os jogos começaram a ficar mais travados. E agora todo mundo tem que saber, todo mundo tem que saber ter bola parada também. Não é mais opcional ter bola parada. Não, não, tem que ter, tem que ter, tem que ter. Não pode não ter. Então o futebol vai, vai te exigindo, né?

?Voz 1

O Pedro chamou.

?Voz 1

Não, não, é muito interessante essa fala do Léo num balanço geral da Copa. Porque, Léo, me desculpa, é tanto programa que a gente se confunde. Você tava no Mundo F ontem, parte da tarde?

?Voz 1

Talvez, também não lembro mais.

?Voz 1

Que a gente falou do simpósio, né?

?Voz 1

A gente apresentava aqui alguns dados porque teve um briefing, né, um painel da FIFA aqui apresentando os dados, né, do que o grupo técnico estudos comandado pela Senna Wenger, né, concluiu. E é exatamente isso, ele puxa o papo falando que o número de finalizações de fora da área dobrou em relação ao Catar. E isso tinha uma explicação muito simples, eram fatos diretamente ligados. É a Copa do bloco baixo, tá difícil de entrar, tá cada vez mais difícil.

E o bloco baixo não é simplesmente bota 10 pessoas dentro da área, como muitas vezes vimos a Argentina hoje, com 8, 9 jogadores dentro da área, com exceção do Messi. Depois da expulsão eram 8 mais o Messi fora da área. E não era simplesmente isso. As mecânicas que você cita ofensivas, existem também mecânicas de cobertura, de pressão, de tudo mais, ocupação de espaço para evitar ocupação de frente de área e tudo mais. E era isso que era debatido, é a Copa do bloco baixo, dificuldade de se atacar contra um bloco baixo, e o excesso de chute fora da área, o mecanismo também para isso.

E o Klinsmann, na fala dele, comentando, eu tô sentindo um pouco de falta, entendo ausência de tempo para treinamento, mas tô sentindo também um pouco mais de bola trabalhada quando é alçada na área, quando é bola parada, quando é ele, porque não dá tempo de treinar. Eu entendo que falta tempo para treinar, mas eu queria ver um pouco mais. Então, só para ratificar o que você fala dessa Copa do Bloco Baixo, foi exatamente a leitura que o grupo de estudos técnicos da FIFA fez aqui ontem, né, Marlon?

?Voz 1

A construção, né, assim, o clima ficou muito claro no clube. O clube é a vida real, é o dia a dia, é que você levanta, pega o carro, vai trabalhar, levanta, pega o metrô, vai trabalhar. Esse é o clube, é o dia a dia. No clube é possível criar um cenário de tentativa, correção, tentativa de novo, aperfeiçoar. Que é jogada de bola parada nos jogos de seleção, é muito difícil.

?Voz 1

E eles admitem isso?

?Voz 1

Sim, porque assim, para quem às vezes não tá tão habituado, né, porque a jogada de bola parada ela é observada pelo adversário. Então você não vai muito, você vai raramente repetir a mesma da semana passada porque o adversário já mapeou. Então esse foi um ponto de eu sentir ponto de crítica do Clismo, que faz parte do grupo de estudos da FIFA, pelo calendário dos jogos.

?Voz 1

É muito jogo, não dá para treinar, pouco tempo, pouca distância de locação, pouco tempo de treinamento pré-Copa após o final da temporada e pouco tempo para trabalhar de fato entre um jogo e outro numa Copa que a gente tá falando de 38 a 39 dias, 8 partidas, e com uma movimentação, né, com deslocamentos. Muito, né? Diferentemente do Catar, você não dorme na mesma cama todo dia, você troca muito. Aliás, isso foi um ponto muito criticado pelas seleções, porque uma coisa é quando você escolhe a sua base, você monta o seu base camp, você escolhe a melhor cama, a melhor estrutura, o melhor hotel, o melhor centro de treinamento, tudo mais.

Agora, isso valia para o pré-Copa. Do primeiro para o segundo jogo você viaja, do segundo para o terceiro jogo você viaja. Do terceiro jogo para o 16º, você viajava, e você fica em hotéis que não é a própria seleção que escolhe. Então isso pesava também muito na análise do grupo de estudos técnicos da FIFA. O próprio Klinsmann faz ali, ele doura um pouco a pílula ao comentar, ele diz que entende a ausência de tempo, mas que ele continuaria querendo ver um pouco mais.

?Voz 1

Só dá um testemunho que eu acompanhei de perto, William.

?Voz 1

Pode.

?Voz 1

O início de treinamento da Espanha. Eu e o Mendel, a gente chegou aqui nos Estados Unidos no dia 11, eu acho, de junho. E era em Tennessee, a gente tava em Atlanta. E aí o centro de treinamento que a Espanha escolheu, pelo que a gente, pelo que o Mendel apurou, porque a gente conversou, várias outras seleções tentaram. Ele era em Chattanooga, no Tennessee. E era numa escola, o Mendel fez matéria sobre isso, também a Natália Pérez fez matéria sobre isso, é uma escola, Baylor School, é uma escola preparatória para universidade e ela é bastante isolada, bastante isolada.

Chattanooga já é uma cidade bem pequenininha, não é na Geórgia, né, que é o estado de Atlanta, e os 2 primeiros jogos da Espanha foram em Geórgia, foram na Geórgia, foram em Atlanta. O que a escolha da Baylor School era pela qualidade do gramado. Gramado era realmente absurdo de bom, incrível. E para seleção ficar isolada, ela fechou um hotel no centro de Chattanooga e fechou mesmo porque era a avenida principal, mas A Espanha fechou o quarteirão, avenida principal.

Você imagina, a avenida principal da sua cidade, a Espanha fechou o principal quarteirão da sua cidade. A rua, a avenida que era mão dupla, ela se tornou mão única porque não dava para passar na frente. E o hotel era, tinha assim um zelo com a Espanha, uma proteção à Espanha, era tudo friamente calculado. E aí um outro detalhe, Na primeira entrevista coletiva, Luiz de la Fuente fala: Copa dos Extremos, muito calor, altitude, viagens longas.

E eles se prepararam com um colete que reduzia em 7 graus a temperatura corpórea e com uma bota também que reduzia e desinchava o pé, porque eles perceberam isso também com calor, vai precisar. Então, todo o cuidado. Algumas outras seleções fizeram isso? Claro, devem ter feito. Mas a Espanha fez uma declaração: eu estou preparada para disputar o Mundial. Eu posso até não ganhar, mas eu tô preparada.

?Voz 1

O Carl, você ia falar?

?Voz 1

É, eu vejo que sem equilíbrio você não vai ganhar a Copa. A diferença dessa Espanha para 2010 é que ela é mais contundente, ele é mais vertical. Então você tem lá Mini Amal, o Weah Sabal pode fazer esse papel. Sem o Weah Sabal, o Ferran Torres faz esse papel. O Dani Olmo, jogador também que se você acelerar pelo centro do campo ele vai. Não teve o Nico Williams do jeito que ela imaginava, mas isso comprova ainda mais que é um time vertical.

É um time vertical, porém que joga com a bola. Então ela tem essa verticalidade e se ela tiver que baixar porque o adversário a empurra, é um grande perigo porque ela sai em velocidade e chega no gol. Argentina não quis permitir isso e não conseguiu. Argentina, na verdade, não é que Argentina jogou o futebol que ela escolheu jogar na final, ela jogou o futebol possível na final. Não é que Argentina falou, não dá para jogar de outro jeito contra esse adversário.

Só que o que faltou à Argentina foi o equilíbrio, que é: tá bom, eu tô lá atrás, né, meu time aqui atrás, não posso contar com uma marcação muito agressiva com o Lionel Messi, não posso. Para que isso aconteça, eu tenho que subir Enzo Fernández e Mac Allister. Só que no primeiro tempo eles eram os volantes que estão à frente da defesa. Se eles sobem, fica vazio. Então ele subiu mal. Então a Espanha veio para dentro da Argentina o tempo, foi morar no campo da Argentina.

Então Argentina faltou esse equilíbrio, que é de ter jogadores de velocidade para poder aproveitar, porque o Lionel Messi não sai, você não tira. Julián Álvarez, coitado, tem tantas missões dentro de campo, né, que de marcação, que na hora de pegar uma bola também e partir em velocidade, ou ele tá sozinho, ou é ele e o Messi, e não é o suficiente. Poderia ser Mas não foi e não é o suficiente. Então a Espanha foi para a final e para a Copa com um repertório melhor.

E quem joga mais baixo precisa ocupar esse espaço que o campo oferece. Não existe motivo de você jogar enfiado na sua defesa se você não tiver competência para jogar no espaço que vão te dar. Transição em velocidade, você não sabe, você não sabe fazer isso e joga lá atrás, você não vai jogar nunca.

?Voz 1

Dava para entender, né, calçadinho?

?Voz 1

Foi o que aconteceu com a Argentina hoje.

?Voz 1

Então eu tenho uma tela até, acho que vai te ajudar, Alberto. É uma telinha agora sobre os números aí da partida, porque a gente tá entrando um pouco no viés da Argentina. Eu acho importante a gente conversar sobre isso também. Vamos lá, posse de bola: 64,5% da Espanha, 35,5% da Argentina. Foram 20 finalizações da Espanha contra 2 da Argentina.

?Voz 1

Correram lá quando só no segundo segundo tempo da prorrogação.

?Voz 1

Isso aí, as 20 finalizações da Espanha foram antes das 2 da Argentina.

?Voz 1

Exatamente, é isso aí, que aí tinha que ir para cima, tinha que tentar alguma coisa. Finalizações no alvo, presta atenção, a gente tá falando de uma final de Copa do Mundo. Final de Copa do Mundo é o mais alto nível, certo? 12 da Espanha, Argentina passou 120 minutos de uma final de Copa do Mundo sem acertar a casinha. Isso chama muita atenção. Grandes chances, apenas uma. A Espanha, 7. Gols esperados, 1,94 da Espanha, 0,17 da Argentina. E 31 ações na área rival, Argentina apenas 8.

?Voz 1

Isso é importante, 31 a 8.

?Voz 1

A gente tá falando de uma final de Copa do Mundo com uma seleção do tamanho da Argentina, e os números da Argentina são São números assim, Paraguai, eu falei aqui na abertura, era o Paraguai começa. São números, com todo respeito ao Paraguai, mas a gente sabe das limitações, a gente falou aqui no programa das limitações técnicas paraguaias, que só dava para fazer aquele tipo de jogo mesmo, que só podia fazer aquilo, era aquilo que tinha que ser e tal.

E ok para o Paraguai, mas não ok para Argentina, por mais que o adversário tenha sido Espanha.

?Voz 1

Sem defender Argentina, seria uma surpresa se você tivesse uma defesa Se tivesse mérito, eu defenderia.

?Voz 1

Eu só acho que todo mundo, inclusive o senhor, William Tavares, defendeu a ideia argentina de um jogo feito para o Messi na base da personalidade dos jogadores.

?Voz 1

Foi.

?Voz 1

O Messi é um cara que não vai fazer a pressão alta. O Messi é o cara que não tem a velocidade para o contra-ataque mais. Talvez no espaço curto, drible, 1, 2, sim, mas não arranque. Pegar uma bola, por exemplo, 5 metros na frente do meio-campo e levar ela até a área do adversário, coisa que ele fazia antigamente com o pé nas costas, né, escondendo a bola dos adversários. E diante desse cenário, que foi o que levou a Argentina à final, não dava para mudar tudo na final, ou cobrava algo melhor.

?Voz 1

Equilíbrio que o Calçade falou, eu concordo com ele, concordo.

?Voz 1

Mas faltou equilíbrio a Copa inteira.

?Voz 1

Eu entendo a ideia. Quando ele quer, quando ele coloca o Nico, quando ele saca o Paredes, ele pensa, já é um jogo que eu vou ter menos posse, eu preciso cobrir o lado. Mas aí é não ter o que o Calçade falou, a saída pelos lados. Ele achou, ele achou que com o Nico ele fosse ter alguma saída pelo lado, atacar as costas ali do Pedro Porro.

?Voz 1

Só marcou.

?Voz 1

Ele ganharia, ele ganharia uma ajuda com o Lamine Amal. E isso ele ganhou, de fato, isso não dá para negar. Isso ele ganhou, uma ajuda para marcar o Lamine Amal. Mas e aí? Recuperou a bola, vai fazer o quê? Aí a entrada do Paredes era até óbvia no segundo tempo. E tem algumas decisões que são muito difíceis. Você perde o Enzo expulso, você fica com 10 para prorrogação. O que que é o lógico? Tirar o cara que não pressiona. Quem que é o cara que não pressiona?

?Voz 1

O Messi.

?Voz 1

É quem decide também.

?Voz 1

Então assim, você não vai tirar o Messi de uma final de Copa do Mundo, evidentemente. Só que aí você está com 10, sendo que um deles não pressiona. Aí você teve que tirar o Julián Álvarez. Só que aí que você vai fazer o quê, né?

?Voz 1

Quando você tá, você toma o gol, aí sem a bola você já não tem, e você perdeu o segundo também, não participa.

?Voz 1

E aí você já não podia mais. O Lautaro, que fez gol vindo do banco nas quartas, na semifinal não entrou.

?Voz 1

Fala, Marra, que o Jean vai falar também.

?Voz 1

Fala, Marra. Não, é isso assim, era uma sinuca de bico, né? E tinha ali naquele momento, tinha o Juliano Juliano Simeone, mas não tinha a menor possibilidade de achar alguém, né? O gol sairia, não sei lá, numa tropeção, sabe? O jogador tropeçou com a bola, caiu, atrasou errado para o goleiro, porque no mais não tinha como criar. Agora, o William leu esses números todos. William, se você quiser, volta 2, 3 jogos para trás da Espanha, os números são muito parecidos.

A diferença é Espanha não jogava prorrogação, mas o Unai não tocava na bola. É o tal do gols esperados contra, né, quase negativo. Espanha, dificilmente alguém batia para gol. E no último jogo, concordo com você, acho que tem que fazer essa, esse drama mesmo e deixar grifado, era uma final de Copa do Mundo e a Espanha não teve uma finalização contra no gol.

?Voz 1

Impressionante. Fala, Jean.

?Voz 1

Então, eu sinceramente, eu acho que que a Argentina não tinha muito o que fazer. E isso acho que vai meio na linha do que eu falava antes do jogo. Para tristeza da Argentina, chegou a final a seleção que jogava como— eu acho que para Argentina era melhor pegar a França do que pegar a Espanha.

?Voz 1

É, a final passada foi bem diferente, absolutamente.

?Voz 1

A gente conversava isso, não tô nem falando de assim, no fim das contas a Espanha quer ter a bola e a Argentina precisa precisa ter a bola também. E era óbvio, e eu falei isso ontem, que a Argentina não ia conseguir ter a bola, porque numa disputa de quem quer ter a bola, Espanha e Argentina, era óbvio que a Espanha levaria a melhor. Muito bem, aí o que você faz? Você vai tentar marcar. Eu entendo completamente a saída do Paredes, porque também a Espanha não tem um camisa 9 de fato.

O Oyarzabal sai muito. O Paredes é um jogador que ficava caçando sempre o tempo todo, né? Fez uma boa Copa, mas aquele cara que sai caçando ali. E no fim das contas ele acabou liberando o Lisandro para fazer esse papel e pôs o Nico para cobrir o lado do campo. Agora, o que você espera nesses momentos em que, como disse o Bertozzi, na hora que você põe os caras mais para o lado do campo, que esses caras te entreguem alguma coisa ofensivamente?

O Nico não entregou nada. E o Giuliano Simeone, que a gente falou aqui várias vezes como uma alternativa, péssimo também, péssimo. Máximo, não conseguiu fazer nada, não conseguiu atacar. Então, no lance do gol, na hora que você não tem os caras que atacam ali pelos lados ou com velocidade, na hora que você tem só o Messi e o Julián Álvarez ali, eu acho que fica mais difícil. Então eu não via nessa seleção da Argentina armas para conseguir combater essa Espanha.

Repito, fosse contra qualquer outra seleção, eu acho que o contexto mudava. Contra a Espanha não ia ter muito jeito, e talvez o único caminho fosse se fosse esse que a Argentina tentou de levar para os pênaltis mesmo. Porque eu tô de acordo com o Vini, que me parece que desde o começo do jogo a tentativa era essa, ou uma bola longa ali, que beleza que o Messi consiga eventualmente. No fim das contas, eu só para não, porque também não gosto, acho, pô, esse cara fizeram uma Copa digna de aplausos, de coração, de entrega.

É uma, é uma, é uma uma postura de uma seleção que a gente tem que invejar, tem que aplaudir. Antes todas as seleções tivessem essa postura tão digna. Só não foi digna, para fazer a ressalva, a postura do Paredes no final do jogo. Lamentável, lamentável, ridículo que ele fez. Porque assim, os caras, era uma Argentina para sair de campo aplaudida, não pelo jogo de hoje, mas pela Copa do Mundo que fez. Na hora que você quer atrapalhar a festa do adversário, acho que você acaba tá perdendo toda a razão e o Paredes foi o principal nesse sentido.

?Voz 1

Eu vou passar para o Pedro, super concordo contigo. O que eu falei, as aberturas que eu fiz aqui, tudo que eu falei sobre Argentina, eu não tiro uma vírgula. Para mim foi, foi maravilhosa. É que eu realmente, no episódio final, aí eu tô contigo, no episódio final, decisão, lembrou bem do que fez o Paredes e da postura que a Argentina teve. Eu sei que é muito difícil, o jogo no encaixe é complicadíssimo. A França, que é melhor, tem muito mais são situações que a Argentina não conseguiu, não conseguiu desencadear, sofreu com a Espanha.

Então eu, então assim, mas eu acho que aí eu tô com calçado, foi desequilibrado. Precisar, a Argentina poderia ter feito alguma coisa.

?Voz 1

Não é que foi desequilibrada, ela é desequilibrada. Tudo bem, agora não é defesa. Você sabe o quanto eu não gosto dessa seleção argentina, do jeito que ela joga futebol, que eu só consigo ver o jogo no Messi e muita vontade.

?Voz 1

Sim, e o que levou, você previa, você previa não, você acreditava até que podia ser uma goleada.

?Voz 1

Eu não achava que a Argentina chegaria na final, eu não achava que a Argentina chegaria na final, tô bem antes disso, tá? Eu só acho que o que levou a Argentina à final, que é um sucesso, foi a mesma receita do fracasso.

?Voz 1

Dependência do Messi, é só isso, e a coisa da alma, não ter jogado pelos lados, o time com a caçada desequilibrada, uma posse de bola insossa.

?Voz 1

Até por isso que não dá para tratar como problema, o que foi solução a Copa do Mundo.

?Voz 1

Essa questão, exatamente isso.

?Voz 1

O que levou a Argentina à final foi isso aí.

?Voz 1

E acho que dá tudo digno de elogio, de aplauso.

?Voz 1

Tá feito. Eu acho que os caras vão ser super bem recebidos agora.

?Voz 1

Você vê pelo tom, né? Eles mandaram cancelar os jogos, mandaram cancelar os jogos, isso, irritaram o Verão que tava pronto para jogar uma final.

?Voz 1

Eu mesmo falei o seguinte aqui, eu vou reforçar Tem que passar lá para o Marre, para o Pedro, que já chamaram. Eu vou reforçar aqui o que eu falei. E o Birner até brincou aqui, a gente até abriu o programa, você fez o Birner defender a Argentina. Exatamente. O que eu falei aqui é o seguinte: e aí, e se fosse você, torcedor do Brasil? E se fosse assim? E se fosse a seleção brasileira nessa condição? Ela chega na final, perde para Espanha, aí com os mesmos números aí da Argentina, ela perde. Não teria sido melhor do que ter caído para Noruega nas oitavas de final?

?Voz 1

Como é que foi?

?Voz 1

Jogou realmente, jogou com um esquema muito simples, na garra, na alma, na força que tinha o Messi e tal, etc. e tudo. Você estaria, você acha que seria mais legal ter sido eliminado pela Noruega do que chegar do jeito que a Argentina chegou? Eu continuo com esse discurso. Marra e Pedro podem falar aí.

?Voz 1

Eu chamei ali durante a fala do Jean só para complementar que eu não acho nem que foi algo deliberado, né? Eu só discordo um pouco do Argentina tentou levar para os pênaltis. Argentina não consegue jogar quando a gente traz aqueles números dos passes completos, o que acontece, o que não acontece. Eu acho que tem uma incapacidade, vão um pouco para o lado Urbirne.

?Voz 1

Isso já tinha acontecido com a França, né?

?Voz 1

Vão um pouco para o lado Urbirne do que não é esse time. Eu acho que quando o cenário se apresenta dentro do jogo, um recorte do jogo, seja por falta de coragem da Inglaterra, seja por descuido de outra seleção, e a partir desse desenho de jogo ela começa a se impor por qualidade, é uma coisa. Agora, não achei, assistindo daqui, acho que o Marra tava ali comigo também, algo pensado do tipo: a gente vai segurar aqui, se defender e levando até onde der.

Argentina não conseguia jogar, não era escolha de se defender, para mim. E acho que isso passa muito. Só para dar um retrato daquilo que vocês falam sobre recepção, maneira— a Seleção Brasileira não tem uma história para chamar de sua, não tem uma história para chamar de sua. Se tivesse aqui, teria que capinar muito para chegar aqui e falar: chegamos aqui com uma história baseada em tal coisa. Onde parou? Não teve mais história.

E o retrato que a gente tem, amostragem que a gente tem, é arquibancada pós-jogo, A descida da arquibancada pós-jogo e esse momento aqui, pouco mais de uma hora depois do jogo. Seguem os argentinos por aqui a todo momento que eles têm oportunidade de apoiar, de alentar, de cantar. Não tem cabeça de Scaloni, Messi não joga nada, Depay é um fraco, não tem isso. Só para complementar um pouco da visão daqui, do público que está aqui, eles até agora têm muita frustração, decepção, mas a todo momento junta meia dúzia, Mário Marco.

Começa a cantar e começa a cantar e começa a festejar e começa a falar de Léo, começa a falar do time, começa a falar da escaloneta. Então só para trazer um pouco do que essa reação dos argentinos à perda do título mundial que hoje, Marra.

?Voz 1

Agora, William, eu não sei se é sua proposta é essa, quando você equipara aí, né, coloca na pergunta, na frase, né, Brasil e Argentina, mas eu meio que captei dessa forma. Eu acho que se a gente pensar no dia seguinte, no day after, não sei o que tá rolando agora de entrevista, não sei o que o Messi falou, mas dá um— se eu sou torcedor da Argentina, se eu sou argentino, dá um vazio. Ah, isso dá, porque é uma geração vencedora que assim, eu não sei o que é o mês que vem.

?Voz 1

O último tango, o último tango aconteceu aqui hoje. Gostemos ou ou não, festejado ou não, celebrado campeão ou não. Mas sim, eu acho que o olhar para frente, ele, a Argentina, quem foi que falou? Desculpa, desculpa, me fugiu aqui agora. É, eu não sei quem falou, a Argentina viveu o sucesso a partir da mesma fórmula do fracasso. Uma hora foi fracasso, uma hora foi sucesso, foi a mesma fórmula, só que agora deu errado. Só que assim, para o que deu errado e para o que deu certo, essa pessoa acabou, esse eixo central Acabou.

O Scaloni, como chega, e quem referenda ele tá saindo. Quem sustenta os desmandos do Tápia tá saindo. Quem lidera o grupo tá saindo. Quem resolve o que é, o que não é, tá saindo. Então esse day after que o Mário fala aqui também é um pouco preocupante. Mas posso te falar também, essa turma aqui toda tá pouquíssimo preocupada com isso nesse momento. Eu acho que é curioso como eles só, meu, Birner sabe, bate muito nessa tecla. Todo mundo é curioso como eles vivem o futebol.

Eles aqui dá para ver que eles estão celebrando que eles fizeram aqui. Isso é uma relação muito diferente do que a gente tá acostumado, do que a gente vive. Você tá vendo alguém chorando aqui, Mari Marra? Você tá vendo alguém inconformado, tacando pedra, brigando?

?Voz 1

É claro que eles não estão festejando, mas eles estão orgulhosos do que acabou.

?Voz 1

Acabou a festa, não foi como eles queriam, mas eles estão Não, não, o que eu tô falando é aqui, é aqui nesse momento, nesse momento aqui eles não estão procurando briga por conta do resultado. Brigaram, eles brigam, brigaram sozinho lá em Atlanta, fica muito preocupado com Malvinas, Argentina, até brigaram sozinhos. Só que aqui não tem uma briga a partir do resultado, não tem um sentimento aqui de vou pegar grade para atacar no outro, vou chorar.

Então assim, é uma relação diferente. Acho que até isso vai adiar um pouco esse dia seguinte do que eles vão viver a a partir de agora sem Lionel Messi.

?Voz 1

E acho que tem a coisa de que é diferente também da Europa, e para eles que são campeões da penúltima Copa e das duas últimas Copa América, de que assim, eles têm 4 anos para fazer essa. Claro que eles vão querer ganhar a Copa América também, mas como disse o Léo, já insistiu bastante, talvez seja mais importante para o Brasil ganhar a próxima Copa América do que para Argentina. É claro que tem um caminho difícil a ser percorrido, porque você olha hoje para uma defesa já envelhecida de certa maneira, né?

Olha para as laterais da Argentina, você olha para o meio-campo, ok, o Enzo tem mais uma Copa, o Mac Allister pode ter, mas todos vão estar ali com 30 anos mais ou menos. Na frente, Lautaro e Julián Álvarez podem ter uma idade também de jogar a Copa do Mundo, Julián com certeza, o Lautaro também, acho que com 32. Mas assim, a seleção já vai ficar envelhecida e você tem talento, né? O Nico Paz não entrou em campo, praticamente.

Acho que jogou alguns minutinhos contra a Jordânia. É um baita de um jogador. O Barco é outro bom jogador que a gente sabe que tem futuro, mas a gente ainda não sabe o quanto esses caras vão—

?Voz 1

mas vai ser difícil para eles, vão estourar, vão render, né? Quer dizer, sem ter alguém que é de outro planeta, entendeu? É, não, tem que montar um time agora, não em torno de um cara, né? Agora foi o Messi. Você tem assim uma representação mítica do— e agora não tem, não tem ninguém. Não, você não vai construir essa figura em 4 anos. Ela não existe, jogar por ela não se apresentou. É algo diferente.

?Voz 1

Sempre os laterais, o goleiro já não é mais a mesma coisa, zagueiro tem um valor.

?Voz 1

Treinador, cara, o treinador não sei, eu quero ver ele se virar sem.

?Voz 1

A derrota, a Argentina foi muito mais longe que o Brasil. Teve uma condução muito mais digna do que a seleção brasileira. Mas para mim a diferença é mais fácil para o Ancelotti começar a reconstruir do que para o Scaloni. Agora a coisa fez assim, você não tem um ponto de partida, você não é que você monta a próxima seleção com alguns ajustes.

?Voz 1

Aí a reformulação total, muitas coisas.

?Voz 1

Então você tem razão.

?Voz 1

Trabalho, é começar do zero. Agora, acho que o mérito, porque muitos técnicos campeões do mundo tentaram fazer o que o Scaloni fez e quebraram a cara. Em geral, quando você tenta fazer isso, você pega uma geração campeã e fala, vou levar essa geração, eu vou replicar. 4 anos depois você quebra a cara, e não foi o que aconteceu.

?Voz 1

Vem de 2 casos em que o vice foi o último campeão. Antes disso, o último campeão tava batendo na fase de grupos. Exato, e uma atrás da outra.

?Voz 1

E era com essa lógica de vou ser fiel, isso, vou ser fiel aos meus campeões. E eu acho que assim, neste caso da Argentina, era muito discutível, era muito discutível. Se você olha para o estado dos jogadores, para o nível dos jogadores, para assim, era, havia uma dúvida muito grande. E em relação ao próprio Messi, como a gente já falou tantas vezes aqui, né? Porque a gente também tinha visto lá na Copa do Mundo de clubes, e não é que o Messi tivesse sido esse espetáculo que ele foi na Copa do Mundo.

Obviamente a Major League Soccer é outra coisa, os amistosos não diziam nada. Então havia muitas dúvidas. E eu repito, acho que no fim foi uma Copa muito digna da Argentina. Eles vão ser recebidos com festa pela sua torcida, mas como disse o Calçad, eles vão começar praticamente do zero. E começar praticamente do zero não é fácil.

?Voz 1

O argentino tem essa noção clara de que eles conseguiram estender a participação deles, cara, pela IP do jeito que ela aconteceu, jogo a chance.

?Voz 1

Você acha que eles têm essa autocrítica?

?Voz 1

Tem total.

?Voz 1

Eu não tenho dúvidas do que é a seleção deles assim, dos limites de jogo dessa seleção, que até independência do Messi eles sabem.

?Voz 1

Mas, por exemplo, de como, por exemplo, tá falando desta ou a partir de agora? Eles têm totalmente, acho que hoje mostrou que eles estenderam.

?Voz 1

Não, tô falando público, tô falando o público, que a torcida argentina, público, imprensa, todo mundo assim, uma galerinha nova aí.

?Voz 1

Tem, tem, por exemplo, tem bastante, tem ali, tem o Álvarez, tem Copa do Mundo, bom jogador, né? Tem uma assim, Argentina vai continuar tal como o Brasil. Argentina nunca vai deixar de ter material humano, nunca vai deixar de ter. É porque o Messi nasce um e depois não nasce mais, né? Então você tem que ter essa realidade. Mas ao mesmo tempo, é diferente de lidar com o jejum que eles lidaram por 3 décadas, claro, e não lidar. Que assim, Argentina tá, pô, vem de 2 Copas América, um título e uma final de Copa.

Não há uma pressão absoluta que os caras jogavam aterrorizados. A Argentina não ia perder 2 Copas América seguidas para o Chile se não tivesse jogando num jejum absurdo do jeito que tava.

?Voz 1

Ela entrou em campo, inclusive, essa Copa, essa leveza.

?Voz 1

Eu só me pergunto assim, a gente fala muito, é óbvio que o Messi, falar do Messi é uma obviedade, mas a gente falou muito a Copa toda do espírito, né, da maneira como eles encaram a seleção, a relação com Messi importa nisso sim. Mas não é só isso, né, eles têm uma coisa e eles têm muitos caras de personalidade muito forte, e esses caras boa parte deles vai sair, porque o Messi vai sair, o Paredes vai sair, o De Paul vai sair.

Então assim, a Lento também vai sair, os zagueiros, a defesa, né, os laterais não saíram durante o jogo porque eles foram, a dupla fez substituição, mas machucada, né. Bom, aliás, isso é bom a gente ressaltar também.

?Voz 1

Aí pesou prorrogação, né.

?Voz 1

Agora a Argentina ela vai se deparar com o momento que, cara, desde você pensar Você imaginar que aquele Barcelona, Guardiola surgiu em 2008 e ali o Messi já estava inserido, né? Eu estou falando pós-Copa 2006. Então são quase 18 anos de que o Messi é o centro de tudo. O Messi é o sol deles. E o sol agora apagou. Então você é Copa de 2010, Copa de 2014, Copa de 2018, 2022 e 2026. São 5 Copas do Mundo, porque 2006 era outra parada.

São 5 Copas do Mundo que você tem um ser de outro planeta ali e as coisas se movem, às vezes menos, às vezes como essa Copa, totalmente por obra dele.

?Voz 1

Posso te falar, Calçade, olhando para o que aconteceu na seleção brasileira esse ano, se é para pegar uma vaga para levar um jogador para estimular os outros, ele vai. Eu acho que isso talvez funcione melhor na Argentina em relação todo mundo que vai estar lá, cara, ele vai estar junto com os caras. 26, põe ele lá para sentar no banco. Eles ficam tão alucinados com o banco.

?Voz 1

O cara tá com a gente, ele pode estar numa vaga, a vaga da homenagem, a vaga da homenagem.

?Voz 1

Ele pode estar numa vaga vestido de jogador, ele pode estar numa vaga como diretor, ele pode estar numa vaga de qualquer coisa.

?Voz 1

Como jogador, cuidado, porque O time começa a fazer gol, bota em campo, não tem pressão e perde o jogo. Sabe como é que funciona?

?Voz 1

É problema deles, pô, não é meu. Eu não quero nem saber.

?Voz 1

Sequelas, vai para ter.

?Voz 1

O Lucca ficou igual.

?Voz 1

Como ele é muito amiguinho, como eu digo sempre, né, todo mundo tem seus lados, né. Ele é muito amiguinho do TikTok, né. Talvez ele tenha um papel institucional até. A Argentina vai receber um dos jogos do time.

?Voz 1

Certamente terá.

?Voz 1

Agora a discussão será feita.

?Voz 1

É que assim, às vezes Essa coisa ela rola para inflar estatísticas, né?

?Voz 1

O primeiro, o único jogador com 7 Copas.

?Voz 1

Isso, único jogador com 7 Copas.

?Voz 1

Você põe no 26, tem 2 anos. Se ele ficava jogando 2 anos Estados Unidos, aí pô, uma Copa América joga 48, cara, pô, só isso vão faltar 2 anos para a Argentina fechar lá em casa, né?

?Voz 1

Não esqueça, não esqueça, e vai virar o discursinho dos 15 minutos. Põe por 15, 20 minutos que ele vai resolver os jogos. Vai rolar isso, vai rolar.

?Voz 1

Por conta do Infantino, a seleção, gente, por favor, gente, gente, gente, agora você não quer?

?Voz 1

Chega!

?Voz 1

Se deixar, se isso ficar por conta do Infantino Argentina vai poder escrever 27 e os outros 26. Cuidado, o cara já tirou, tiraram o cartão vermelho do jogador, suspensão do Balogun. Para aí, para ter 27, não precisa nada.

?Voz 1

Isso é uma boa discussão para outro dia, né, cara?

?Voz 1

Em vez de um jogo, a gente vai sair mais jogos também.

?Voz 1

A gente nem falou do intervalo de 30 minutos.

?Voz 1

Vamos ouvir o Marra e o Pedro Ivo até. Eu sei que vocês querem falar, eu já vou mandar uma pergunta aí também para vocês discutirem.

?Voz 1

É assim, eles foram para o jogo, virou show da Madonna, virou Ronaldo. Ronaldinho, fora, vira um monte de churrasquinho lá, temperatura tá agradável também.

?Voz 1

Aliás, eu posso fazer o papel do— sabe que eu não sou antiquado, mas agora você, tá? Eu adoro shows, mas tem hora, tem hora.

?Voz 1

Não, concordo, não era para parar.

?Voz 1

Eu nunca vi parar um show para fazer um intervalo, durou 27 minutos, né?

?Voz 1

Pelo amor de Deus, nunca teve mais de 27 minutos bola rolando, porque o propósito da apresentação era vir depois parar.

?Voz 1

Tem hora, só isso.

?Voz 1

Você ia ver show do Paul McCartney, Ele não para o jogo, não para o show para fazer um jogo.

?Voz 1

Exatamente.

?Voz 1

Nem o deus da música Estevão deveria ter parado.

?Voz 1

Não pode mais criticar nada, Biner. Sabe a galera do tudo é pica? É pica! Você não pode mais criticar ninguém.

?Voz 1

Tudo que—

?Voz 1

Último dia você guardou essa aí?

?Voz 1

Não pode mais criticar ninguém. Não, mas é que é um negócio impressionante, cara. Crítica virou um negócio surreal, cara. Crítica é uma, é porque é isso assim, você precisa só elogios, tudo é lindo, tudo é maravilhoso, tudo é momento histórico, tudo é coisa. Então, por favor, Vitor Billy, não critique a Copa do Mundo do senhor Infantino e o DCV CBS para a gente deibar na próxima Copa do Mundo.

?Voz 1

Eu só queria voltar no tema desse povo que não suporta um jogo que uma posse de bola tenha mais de 15 segundos.

?Voz 1

Voltaremos já já.

?Voz 1

Boa, bom ponto.

?Voz 1

É o povo que não rola 8 mil telas em 5 minutos, eles não aguentam. Seja um pouco mais amável, senhor Calçade.

?Voz 1

Chegaremos lá. Calma lá, Pedro Ivalmeide e Mário Marra, quero ouvir vocês. E até já também já me dá a pergunta que eu ia me dar. Senhor, esta reformulação da Argentina, o ideal seria que o Scaloni seguisse e trabalhasse essa reformulação para a próxima Copa, ou É o fim de outro Leonel também, hein?

?Voz 1

Olha, eu antes de qualquer coisa até pensei em dar minha opinião sobre o show de carnaval, a Copa dos Estados Unidos e tal, mas a gente tem nesse momento 1, 2, 3, 4, 5, 6 drones posicionados aqui em cima da gente e um helicóptero. Penso eu que aquele rapaz— não, não, aquele outro, pior ainda, mais que Fantino, que Fantino se ajoelhava. Pensa eu que esse rapaz tá saindo com esses drones aqui em cima. Você acha prudente falar o que a gente pensa?

?Voz 1

Vamos esperar um pouquinho.

?Voz 1

Eu vou esperar um pouquinho. Sem brincadeira, tem engarrafamento de drones aqui para saída do Trump e do Infantino. Imagino eu que a cerimônia de premiação acabou há pouco. Eu não vejo motivo, sinceramente, para você tirar o Scaloni se já vai ter uma ruptura dentro de campo com a provável saída do Messi e do jogadores ali desse grupo vencedor.

?Voz 1

Mas ele precisa ser apoiado, né?

?Voz 1

Acho, acho.

?Voz 1

Mas posso falar, acho que o Scaloni hoje tem tamanho. A leva que vai chegar, ela vai olhar para o Scaloni assim, ó: esse cara aí tinha o aval do Messi, ganhou o que ganhou, ganhou Copa, finalista de outra, ganhou Copa América, ganhou outra Copa América, o Tappe confia nele, o Messi, que talvez seja até uma milícia parda ali em algum momento, vai ter amistoso para festejar, traz jogo para cá, faz festa para ele. O Marra lembrava aqui, a próxima Copa América ela pode acontecer aqui nos Estados Unidos, né?

Tem discussão por conta de data e logística batendo ali com a Olimpíada em Los Angeles. Então 2028, eu não duvido de nada se tratando de data, arranjo, CONMEBOL e possível presença de Messi. Não vejo problema. Agora até me perdoe que eu vou perguntar para a gente não cometer uma gafe. É, vocês viram a Madonna? A gente não conseguiu ver a Madonna. A gente deu pau ali no telão na hora. Teve a Madonna no gramado? Desculpa a ignorância.

?Voz 1

Acho que o show dela foi no estacionamento, aí ela saiu do estacionamento.

?Voz 1

Ela entrou no gramado com Ronaldinho e o Moro.

?Voz 1

Mas só um pouquinho, né? Mas só um pouquinho, pedacinho.

?Voz 1

A gente viu que tinha algo ali de Ronaldinho, Ronaldo. Deu para ver, consegui identificar o Ronaldo e Ronaldinho pela silhueta, o jeito de andar. Que a gente tentava acompanhar do lado oposto, ela deu certo. O defeito ali deu pau, ficava eu para o Mar. Falei, Marra, não vou me meter a falar, que eu acho que a gente esqueceu, a gente perdeu alguma coisa ali. Exatamente. Depois desse em Bíblia aí deu para ver o resto das atrações ali, a gente conseguiu acompanhar.

?Voz 1

Mas assim, gente, mas é um esporte diferente, né?

?Voz 1

Tudo que aconteceu é o que eu tô batendo na tecla desde então.

?Voz 1

Ali ainda, vamos esperar um pouquinho, vai.

?Voz 1

Mas hoje deixa para lá também, último dia, não fazer nada não. Se fizer, a gente corre daqui. Agora, a gente Você não é sobre gostar ou não gostar. O jogo, como a gente conhece, ele acontece de outra forma aqui. Porque eu tô batendo essa tecla até com o Marra. Eu acho que os amigos já devem ter ouvido em alguma participação na programação. Você teve mais tempo corrido de show do que tempo corrido de futebol, porque a cada 23 minutos você para o jogo de futebol.

E show, intervalo e montagem, você teve quase 30. Então assim, deu para entender qual é a prioridade aqui. Quando a imagem entra no estádio de hoje, assim, tudo te leva a consumir o evento, entretenimento, o showbiz, não necessariamente o futebol. Houve uma escolha da FIFA. A FIFA, ela trouxe a Copa para cá, e mais do que ser uma imposição americana, a FIFA se curva, a FIFA tenta adoçar a boca de quem manda aqui a partir das decisões, porque não houve exatamente uma imposição.

Teve muita imposição de quem manda nesse país aqui, mas não necessariamente quer 30 minutos de intervalo. Isso foi uma decisão da FIFA anunciada com pompa, e você entrava no banheiro, tinha cartazes. Você entrava no banheiro, você não tinha, você não tinha o símbolo da AFA, você não tinha o símbolo da Federação Espanhola, você não tinha foto do Messi, do Neymar, mas você tinha informações sobre o show. Pessoal, 5 minutos após o apito do primeiro tempo, não perca, atenção, não perca.

Cara, tudo levava para o show. E por um acaso, como a gente repetiu aqui esses dias, teve um futebol ali no meio, né, Mário?

?Voz 1

É, isso é desagradável assim. Ok, as coisas podem, o esporte pode mudar tal, mas aí então vamos fazer uma declaração: o esporte mudou. Porque o jogo, o jogo de futebol com duas paradas, ele é completamente comprometido. Tanto que no evento ontem da FIFA, eles, eles esquivaram o tempo inteiro e eles não quiseram tocar no assunto. Você usou a expressão do elefante na sala.

?Voz 1

Claramente tem um elefante branco na sala.

?Voz 1

Relatório vai sair depois, depois a gente vê. Mas eu preciso pontuar uma coisa aqui que o Jean Ode falou no dia e a gente falou várias vezes. Para mim, dentro das avaliações positivas, negativas da Copa, na negativa, no número 1, e que compromete muito a imagem da Copa e a imagem da FIFA, é o chefe de estado consegue tirar um cartão vermelho.

?Voz 1

E é maravilhoso, não pode acontecer. E é maravilhoso que o Infantino tem certo constrangimento de admitir, mas o Trump derruba ele, fala: não, foi isso sim. O Infantino fica meio assim e o Trump fala: não, foi isso aí, foi isso aí sim. Eu quero dizer que é uma série de vergonhas, um negócio assim.

?Voz 1

No momento que a gente vê a imagem ali do Infantino e do Trump, né, no momento da Espanha levantar a taça de campeão do mundo.

?Voz 1

Tem uma frase, bom que você diga, foram bastante vaiados, né, pelo que a gente tá lendo aqui, pelo menos dos relatos. Eu não sei o quanto o Marra e o Pedro foram, né.

?Voz 1

O hino, o que deu para escolher, desculpa cortar, o momento mais ligado assim ao comando dos Estados Unidos é o momento do hino norte-americano cantado pré-jogo. Acaba o hino norte-americano, é muita vaia. Foi um momento de vaia, inclusive vozerão. Exatamente, vozerão de quem cantou, da esportista, me perdoe se vai lembrar o nome, senão eu tô derrubado aqui agora. Mas acaba ruim, é uma vaia, é uma vaia assim muito, muito grande.

A gente não acompanha a cerimônia de premiação, a gente já tinha se deslocado aqui para o ponto do hino de passe. Mas assim, o que ficou ali, né, de imagem, de recorte, de retrato da relação com arquibancada, com os Estados Unidos, foi essa vaia após o hino nacional norte-americano.

?Voz 1

Seguinte, hein, a gente começa começa a embicar aqui para o final do programa. E tem só mais umas coisas que eu queria lembrar aqui. Primeiro o seguinte, chega aqui o que o Scaloni falou na coletiva: cumprirei meu contrato até dezembro, falarei com o presidente, depois verei. Não sei se poderei conquistar algo maior que isso, quero dar um tempo para decidir. Me dói na alma. Olha só, será difícil ter um grupo como esse.

?Voz 1

Você sabe que eu ia falar, William? Eu, me parece, esse aqui é um É um chute e tal, mas baseado em tudo que o Scaloni falou, na maneira como ele se relaciona com esses caras, e na própria fala que ele dizia antes de chegar à final, dizendo, cara, eu tô curtindo isso aqui, vou curtir até o final da Copa do Mundo, e depois vamos ver e tal. Eu acho, não sei, me parece pouco provável, cara, que ele queira começar, até porque é começar tudo do zero, e acho pouco provável que ele queira comparar sem os alicerces do mundo.

?Voz 1

E ele coloca um sarrafo, que o que que eu posso fazer mais que isso, cara? É um título vice, duas Copas América também não é fácil ganhar toda hora. Eles não ganharam por 30 anos.

?Voz 1

Fala, Marra.

?Voz 1

Marra tá ajustando alguma coisa lá.

?Voz 1

Pode falar. Isso é uma coisa, fala, fala.

?Voz 1

Exatamente assim, é para entender assim, é o que o Bertolozzi tava falando assim, mas aí vocês estavam falando, mas aí ele sair, né?

?Voz 1

Ele É, ele disse que é.

?Voz 1

Acho que nem, obviamente, a AFA jamais faria alguma coisa para tirar o Scaloni. Agora depende dele, mas acho que o normal seria ele sair. E também, se você parar para pensar, ele é um técnico muito novo e obviamente, se as coisas, não, ele pode ganhar dinheiro, mas eu tô querendo dizer, ele tem essa coisa com a Argentina, obviamente ele mostra o quanto ele valoriza isso e a relação especificamente com esses caras. Mas também é óbvio que se ele sai e as coisas eventualmente não dão certo, ele é o primeiro candidato a voltar.

Então as portas da seleção argentina para ele provavelmente vão estar abertas por muito tempo, mesmo que ele saia agora.

?Voz 1

Vamos, o tempo é curto, mas acho que a gente precisa falar pelo menos um pouquinho, não deixar passar batido a arbitragem no jogo, né? No jogo de hoje eu não curti, né?

?Voz 1

Também não achei um árbitro permissivo com várias coisas, muito preocupado com ele e menos com o jogo, que é com ele. Eu não posso fazer isso aqui, não vou estragar aqui. Então começaram a ocorrer, por exemplo, Lamine Amal sofre uma falta nítida para no mínimo cartão amarelo na lateral, é do Tagliafico. Aliás, o Tagliafico fez um partidaço, tá? E a do Mac Allister, o Daniel fez um partidaço.

?Voz 1

Não tem como não dar cartão naquela missão dele, era terrível.

?Voz 1

E ele não é um gênio da bola, e ele foi bem, mas ali ele ignorou. Teve um, foi aos 7 minutos, né, aquela falta aqui que foi no ombro, não, uma obstrução assim, foi no Macalli, mas foi no ombro, você diz, o carrinho, aí você olha ali, você começa a ficar preocupado, você fala, bom, não sei para onde isso vai, vai, o que que vai acontecer aqui. Então eu não curti. Acho que assim, o jogo caminhou para a gente esquecer da arbitragem, mas poderia ter interferido.

?Voz 1

Pegando as duas semifinais e a final, eu fico com a ideia muito clara de que isso veio de cima, tipo, dá uma segurada no negócio de cartão, vamos, deixa o jogo correr. Porque aí depois, com o passar do tempo, né, aí os cartões foram aparecendo, né, até chegar no vermelho. Então assim, você vê que o critério vai ficando na primeira meia hora, assim, fica muito claro que você pode fazer o que você quiser. E aí depois o critério vai, vai relaxando.

?Voz 1

Mas eu repito, foi algo que a gente já tinha visto num determinado momento da Copa. Na primeira, nas duas primeiras rodadas, arbitragem foi mais nessa linha de deixar rolar, de deixar passar, de não dar cartão, de não marcar certas faltas. Depois a coisa muda, aquilo que a Renata falou aqui, os critérios mudaram durante a Copa do Mundo. Então acho que, e aí para mim assim, toda discussão, óbvio que é porque a Argentina tá, mas o pisão, para mim foi falta, ele aconteceu, o pisão tá ali, ele marcou em cima, né?

?Voz 1

Não é nem que foi VAR dessa vez.

?Voz 1

Ele já tava com a mão, com o apito na boca lá. Agora eu confesso para você que eu num primeiro momento achei, cara, não teve falta nenhuma aí. É só no replay que demora uns 4 minutos para aparecer Que a gente percebe ali o pisão em cima do outro também.

?Voz 1

Ele tá muito bem posicionado.

?Voz 1

Ele já levou a pita agora, antes do, antes do coisa. Então para mim o gol foi, foi bem anulado.

?Voz 1

É bom, é que assim, essa Copa ela foi ligeiramente insuportável com as teorias da conspiração, né, com ideias de manipulação externa. E de fato a FIFA deu margem para isso. A FIFA pediu. Mas assim, e gerou ótimos memes também. Mas a Argentina não chegou à final por causa da arbitragem, né? A Argentina chegou à final porque tem um gênio. A Argentina tem um monstro sagrado que chama Lionel Messi, que não deixou o time baixar a cabeça, não deixou o time perder e conseguiu carregar. Que que foi, Zé?

?Voz 1

Tá rindo? Tô lembrando dos memes. Não sei se você viu esse dos esportes, o Messi praticando vários esportes, aí o Infantino desce uma cesta de basquete para ele.

?Voz 1

Aí, o Messi, deixa eu contar uma historinha para você. O Calçadinho gosta desse número, 13 bilhões de dólares, né?

?Voz 1

É um ciclo.

?Voz 1

E esse dinheiro entra de qualquer jeito, independentemente de quem for o campeão, entra esse dinheiro, entra igual. Então assim, o Infantino tá preocupado é com, é com, é com o senhor que entregou a taça lá.

?Voz 1

Ele, ele, ele, assim, preocupado é com a eleição dele de 31, gente. Pra mim teve uma, assim, é claro, você tem os ícones do Mundial, Messi, Cristiano Ronaldo, esses caras, o Mbappé, Harry Kane, você tem caras fenomenais, o Lamine Amal, os grandes astros, eles são muito importantes pra qualquer evento. E não vou dizer que houve uma proteção, mas eles, eu não sei se... Teve um carinho.

?Voz 1

Teve um carinho.

?Voz 1

Agora, eu não sei se os planos não foram frustrados.

?Voz 1

Não deixa de ser irônico É incrível, né, que numa Copa do Mundo em que foi batizada desde a primeira rodada como a Copa das Estrelas, a Copa dos Protagonistas, o craque tenha sido o Rodri. Quer dizer, o craque daquilo.

?Voz 1

Eu acho que muita gente tá debatendo isso assim, mas aí vai muito na coisa de não entender o que assim, ah, porque o cara tem que ter feito mil gols. Ah, o Mbappé foi artilheiro e o Messi foi artilheiro.

?Voz 1

Aí é só pegar um número.

?Voz 1

Aí o cara que não é, que é meio que é volante, ele nunca vai ganhar o prêmio, não pode ganhar o prêmio.

?Voz 1

Então, mas aí é o jogo, né, Léo? Assim, é aquela coisa de como você vê o jogo, né?

?Voz 1

É que eu acho que tem uma outra, um outro olhar, consegue enxergar do jogo em relação a isso. Porque de novo, eu não discuto o prêmio para o Rodri, mas eu acho que também tem a coisa de dizer eu vou dar o prêmio para o campeão, que é algo que a gente pode achar justo, pode achar injusto.

?Voz 1

Então assim, é isso.

?Voz 1

Então assim, o que eu quero dizer é que também tem o outro lado de dizer, tá bom, vai, eu sou obrigado a dar o prêmio de melhor da Copa para o campeão e vou dar para o Rodri. Porque repito, eu acho que a Argentina jamais estaria onde está, teria chegado à final sem o Messi. Se vencesse a Espanha, talvez sim.

?Voz 1

E se vencesse a Espanha, talvez sim. E não seria injusto.

?Voz 1

Claro, claro.

?Voz 1

É que acho que tem duas perguntas muito simples para serem feitas para quem não entendeu. Qual é o estilo da Espanha? E teve uma batalha de estilos no final. Qual é o estilo da Espanha? É a posse de bola. É, tá bom. E quem é o cara desse estilo? É o Rodri.

?Voz 1

Pronto.

?Voz 1

Então é um símbolo mais do que ele é o cara que representa o símbolo desse estilo, não é o Lamine Amal.

?Voz 1

Não, não, é outra coisa. O que que é construção coletiva, né? O Neymar ganhou o prêmio Luva de Ouro de goleiro, um gol sofrido dado da Opta. Ele fez 10 defesas a Copa inteira. O Dibu fez onde hoje?

?Voz 1

Então, mas então é por isso que eu digo, eu acho que aí era o Dibu.

?Voz 1

Então aí é discutível, né?

?Voz 1

Eu acho que o Dibu veio, veio, veio dando prêmio para o campeão e não para o melhor goleiro.

?Voz 1

Melhores, a gente falou melhor da Copa, o Rodri. Ele tinha falado do segundo e do terceiro, né, o Messi, o Mbappé. Aí o jogador jovem, o Koulibaly, é melhor goleiro, o Simon. O artilheiro foi o Mbappé e o troféu fair play foi a Holanda, hein?

?Voz 1

A média de gols esperados dos adversários da Espanha foi de 0,3.

?Voz 1

Impressionante, né?

?Voz 1

2,4 no torneio inteiro.

?Voz 1

Agora, só para fazer uma justiça, só para fazer uma justiça, porque eu acho assim, o Naismith era um goleiro bastante discutido, inclusive até porque tem dois feras, né? Pelas opções que a Espanha tinha para levar para Copa, o Naismith foi um nome bastante discutido. E no fim das contas, você pode até dizer, ele é menos goleiro ali embaixo das traves do que as opções que acabaram não sendo escolhidas para jogarem como titulares da Espanha e tudo mais.

Porém, é preciso dizer que, primeiro, e aí não sei se é mérito do De La Fuente de saber que seu goleiro vai ser muito pouco exigido para defender, mas que ele foi exigido em dois momentos cruciais das partidas, com o Mbappé principalmente na semifinal, Quando ele sai como um zagueiro, quer dizer, ele tá completamente ligado ali para impedir aquela jogada do Mbappé que podia mudar o jogo. E ele teve um mérito gigante ali. E hoje com o Messi também, ali no comecinho do jogo, talvez a única chance que a Argentina tenha conseguido no começo do jogo, ele chega antes, ele tava muito ligado.

Então ele joga embaixo da trave, mas para melhor goleiro da Copa é talvez um pouco ruim.

?Voz 1

Eu sei gente que gostou, ficar revoltado, as calçadas, você não, com o que eu vou dizer. Mas como a Espanha tem um jogo de posse de bola, de construção a partir da defesa, ter um goleiro como ele que distribui a bola, que são 11 de linha contra 10.

?Voz 1

Vocês viram a cobertura que ele fez no começo do jogo?

?Voz 1

A cobertura que ele não chegou no gol então.

?Voz 1

Isso que eu tô falando, a Espanha tem, você pegar Kubarski, Laporte e Rodri, a quantidade de passes e acertos que eles têm, nenhum outro jogador na Copa do Mundo nessas posições e funções tem. Então você tem uma Espanha que várias vezes o jogo mostrou momentos que a bola chegava no meio de campo da Espanha e ao invés de você dar um giro no teu eixo, o jogador que recupera a bola dá aquele giro, olha para frente e vai em direção do gol adversário.

Gol de Bu. Não, a bola era recuada até o Naissimo, justamente o quê? Para fazer uma hora para chamar a Argentina. Então o projeto da Espanha é esse, é de atrair o adversário. Isso faz parte desse jogo de posse, porque se você tem um jogo de posse imensa e ele só funciona quando você tá projetado no campo ofensivo, você vai passar muito tempo tocando de lado. Então é também atrair o adversário A hora que ele vem com esses 3 passadores que são ótimos logo na saída, na primeira construção, você vence a primeira etapa de marcação e chega lá dentro.

Então a Espanha sabe fazer isso muito bem. Isso é uma questão de inteligência de jogo e de saber usufruir dessa vantagem.

?Voz 1

Fala, Mahá. Não, só um de novo testemunha assim, das primeiras entrevistas da temporada, o David Raya. E ali a Espanha não tinha estreado ainda e perguntaram para ele algumas vezes lá no centro de treinamento da Espanha sobre ele querer jogar, sobre o Unai, sobre quem seria o titular. Ele falou claramente, eu quero jogar, né? Goleiro não vai falar que não quer jogar, mas eles entendiam que tinha um titular. E a gente viu a união emblemática, emblemático, porque os goleiros, o David Raya e o Juan Garcia, eles largam a festa.

Tem vários jogadores da Espanha se abraçando, vários jogadores da Espanha. Eles largam o banco, passam pelos companheiros e vão no Onai.

?Voz 1

Ficam os três, os três, ele abraçados por um longo tempo. Não era uma questão apenas, vamos lá cumprimentar. Ficaram os três ali um longo tempo e se emocionam e pulam. E a gente tava meio que tentando identificar, né? Foi até na hora do parede que a gente não viu o parede. Conseguiu ver a distância, passou, era um empurra-empurra. E távamos eu e Marlon na direção, logo assim na nossa frente. É emblemático dentro de tudo que você conta.

?Voz 1

Muito bonito, né?

?Voz 1

Sim, e muito bonito como se abraçar aí, porque tem uma coisa que você não tem sentimento, que você não fabrica, né? Ainda que hoje a gente vive uma era de muita, de muitos sentimentos fabricados, de muito dizer que se emociona quando na verdade não toca tanto. Aquilo ali nos pareceu logo, chama atenção logo a corrida dos outros dois goleiros, o Unai por ali. Isso foi muito bacana naquele momento.

?Voz 1

Existe um termo, tá, rapidinho, o Marra que trabalha muito com Premier League vai reconhecer que eles chamam lá de goalkeeper union. Que é união, que é uma, na verdade, uma irmandade dos goleiros, que é uma posição, né, você sabe, William, que é uma posição, é um departamento à parte, né, Léo?

?Voz 1

Treinamento, rotinas, né, saem tarde.

?Voz 1

E mais assim, eles são tranquilamente a posição que é mais incorretamente avaliada do futebol. As pessoas não têm noção às vezes do que é pegar no gol antes do intervalo.

?Voz 1

O Rodri até tá no nosso SportsCenter aqui. O Rodri tem Premier League, ele tem Liga dos Campeões, ele tem a Bola de Ouro, ele tem a Copa do Mundo e o melhor jogador da Copa. É tudo por acidente, é tudo por acidente.

?Voz 1

Inclusive, se você quiser ver a Premier League, a próxima temporada tá chegando aqui no Disney Plus e nos canais ESPN. Vamos para o intervalo, a gente volta já já. Seguinte, estamos de volta aqui com Linha de Passe, tem mais 10 minutinhos de programa, então vou fazer o seguinte: tenho que liberar os dois companheiros lá e eu vou mandar a última. E o mesmo que eu vou pedir para eles, depois a gente vai falar aqui à mesa, tanto do Mário Marra quanto do Pedro Ivo Almeida, é um destaque dessa Copa do Mundo.

Pode ser dois destaques, um positivo, negativo. O Mário Marra até já falou de um negativo aí para ele, né? Mas enfim, o que que marcou para vocês a Copa positivamente ou negativamente, ou os dois? E eu sei que o Pedrinho quer mandar um recadinho também no final, né?

?Voz 1

Vamos lá. Então você rapidinho, que eu tenho meu destaque depois.

?Voz 1

Eu acho que eu vou, eu vou no futebol coletivo. A gente tem uma tendência de sempre elevar grandes estrelas, e existem grandes estrelas incríveis, mas a gente não pode esquecer que o futebol é coletivo. E para mim o título foi da seleção coletiva.

?Voz 1

O William, rapidinho, o meu destaque aqui tá, é um abraço, porque sobre futebol a gente já fala muito durante esses quase 40 dias. E um abraço para você, para o Léo, para o Jean, para o Calça, para o Birner, para o Silvani, nosso editor-chefe, para o Vini que segurou as pontas quando o Silvani não tava aí, para o Dimas que ainda é parte desse time, embora não mereça o meu abraço, mas vai ficar aqui politicamente. E quando a turma fica aqui ouvindo que a gente tá lá dentro, a gente sai correndo e a gente tá aqui e a gente tá posicionado.

É, hoje eu e Marra, a gente teve a oportunidade de estar lá dentro do estádio para acompanhar a partida, mas parte considerável da nossa equipe que tá aqui desde o primeiro dia nos Estados Unidos e que bota o Líder de Passe de pé, que bota a câmera de pé, o sinal no ar e que tá em contato com vocês, ela não pôde participar exatamente dentro do estádio. Mas sem essa turma— e dá licença rapidinho, vou quebrar o protocolo. Chico, vocês conhecem?

Vem cá, Chico. Camila, vem cá também. Conrado, o Douglas Dourado, nosso cinegrafista, o Cadu do digital, o Murilo também, e o Isha que tá pilotando a nossa câmera aqui. Vem cá, por favor, para caber todo mundo, porque a gente tá encerrando hoje a nossa participação no Linha de Passe nessa Copa do Mundo. E assim, a nossa Copa do Mundo, ela é aqui fora, Tá? E não é fácil fazer, não é fácil botar de pé. Tá lá dentro hoje, teve o Mário, teve eu pela ESPN, e não é fácil tá aqui do lado de fora, não é fácil tá aqui com vocês.

Então hoje eu queria me despedir, o meu destaque é para eles. Israel, vem para cá também, a gente sempre fala de você, você nunca aparece aqui. Um beijo para todo mundo, só o pessoal saber quem é que bota a coisa de pé aqui também nos Estados Unidos nessa nossa última participação, tá bom, gente? Um beijo para todo mundo por aí.

?Voz 1

Beijo para todos vocês, obrigado pelo empenho, pela dedicação. Pela dedicação, pelo trabalho, pela competência, pelo conteúdo, por tudo que vocês fizeram aqui, toda a nossa cobertura durante toda a nossa programação, e aqui especificamente também com o nosso Linha de Passe, viu? Beijo no coração dos dois aí, tudo de bom, hein? É isso aí. E agora eu quero saber de vocês, vou mandar beijo para vocês também, fiquem tranquilos, não fiquem com ciúmes, tá?

Fazer fila aí, pode deixar. Vamos lá, Paulo Calçade, seu destaque da Copa do Mundo, pode ser dois, um positivo, negativo, fica à vontade.

?Voz 1

A Copa foi muito boa, Apesar de tudo que fizeram para estragar, aumentar o número de seleções para 48, toda interferência política que ela realmente existiu. Às vezes a gente fala de interferências que a gente sabe que existem nos bastidores, mas desta vez ninguém teve vergonha de mostrar essas interferências, a ponto de o Trump fazer do Infantino o que ele fez. E isso gera uma interferência no futebol muito grande, a ponto da FIFA mudar as regras do jogo, que ela é guardiã.

A FIFA faz parte da International Board, ela é guardiã das regras. Ela bota o intervalo com 30 minutos e ela pode fazer isso até, porque ela pode, como entidade organizadora, ela sempre vai fazer o que ela quiser. Mas os shows, a música, Aqueles dois caras berrando antes do jogo começar, do UFC, aquela coisa assim, é transportar um evento e quase entregar ele para um país que não tem noção do que é aquilo, o futebol. Eu acho que a gente tinha que preservar o futebol como ele é, e não é aí um saudosismo, é o futebol, ele tem características únicas e ele só chegou até aqui por ter essas características.

Quando você vai para esse tipo de aberração e ela foi feita do primeiro ao último dia, é, o futebol corre risco. Então não vai acontecer, mas os países podiam repensar um pouquinho. Os países compõem a FIFA, qual é o rumo que o negócio tá tomando?

?Voz 1

Vitor Birner, vi uma recente entrevista sua dizendo que fazia tempo que você não viu uma Copa tão legal. É por aí o seu destaque?

?Voz 1

Eu adorei a Copa do Mundo. Vou alguns destaques bem breves. Tudo bem. O nível mais alto das seleções, sem expressão, segunda prateleira, tá difícil, melhorou o nível do jogo demais. Destaque negativo, a paralisação para o comercial no meio dos tempos, que eu não vou chamar de hidratação aqui.

?Voz 1

A realidade, o que o senhor falou é que é a verdade, né? É isso aí, é paralisação para o comercial, não é pausa para hidratação não.

?Voz 1

Nem todo jogo precisava de hidratação. Então, pois é, lógico, acho que foi isso. Como eu sou um fruto da geração 82, apesar de ser muito pragmático com o jogo, há muito tempo eu não via uma seleção que me encantava tanto na forma de jogar como a França. Sim, a Copa passada não teve, a retrasada não teve. Eu fico pensando quando teve. Então eu achei demais ver a França jogar quando jogou bem. E no final das contas, o aumento de seleções que podia ter sido uma coisa ruim.

Aumentou a festa da Copa do Mundo, com obviamente todas as vírgulas de questões políticas no meio disso, mas acho que aumentou a festa e acho que foi bem legal também.

?Voz 1

Pode aumentar mais um pouquinho então?

?Voz 1

Ah, para mim não tem problema.

?Voz 1

Então tá bom, aceitei bem. É inevitável.

?Voz 1

Eu que já briguei pela manutenção das 16 ou para volta às 16, hoje eu gosto de 64.

?Voz 1

Festa, então tá bom.

?Voz 1

Já é isso, vai faltar para isso.

?Voz 1

Então essa Copa sua é qual?

?Voz 1

É quantas Copas Eu nem sei, eu só peço, eu vejo as pessoas falando a minha tanta corra para ter qualquer coisa.

?Voz 1

Qual foi a primeira que você lembra sempre? Primeira que você lembra como?

?Voz 1

2002, trabalhando.

?Voz 1

Trabalhando.

?Voz 1

Trabalhando em 2002.

?Voz 1

Então conta aí, faz a conta aí, Bernardo, por favor.

?Voz 1

Mas eu diria assim, como ponto negativo, tudo que a FIFA fez, praticamente tudo que a FIFA fez. É óbvio que o principal é a subserviência ao governo dos Estados Unidos. Dos Estados Unidos, porque a gente nunca viu isso, né? A FIFA sempre se gabou por ser uma instituição que tava acima dos governos dos países, e dessa vez a gente viu uma subserviência sem precedentes. Acho que é a pior das coisas, mas eu vou muito na linha do que o Calçade falou.

Ela, ela tá fazendo de tudo para piorar o futebol, tá fazendo de tudo para piorar a Copa do Mundo. Olhando apenas para dinheiro, olhando apenas para política, olhando apenas para os interesses deles, que não são absolutamente, não tem nada a ver com o futebol que se joga, com o jogo. E aí, como contrapartida, eu vou dizer, cara, o destaque de maneira geral é o futebol, porque o fato da FIFA fazer tudo isso que ela tá fazendo e da Copa do Mundo ter sido tão sensacional, tão incrível, mostra que o futebol é negócio é indestrutível.

Eles podem tentar, eles podem fazer tudo que eles quiserem, mas o futebol é indestrutível. Eu só lamento, e aí entra um pouco naquilo que eu tava falando quando o Birner criticou o show de meia hora no intervalo, sendo que a regra do futebol diz que o intervalo tem que ter 15 minutos. Eu só lamento que a gente tenha hoje em dia tanta gente que é absolutamente acrítica, que acha que você não pode criticar. Ai, você é chato, não pode, não não pode falar mal de nada.

Quer dizer, você tem que sempre exaltar, porque senão você está maculando o futebol de alguma maneira. É uma loucura assim, é uma pena que a gente tenha hoje em dia tanta gente assim que acha que você não pode ter nenhum senso crítico, nenhum espírito crítico. Eu acho que obviamente tem a ver com uma série de questões sociais muito mais amplas do país, infelizmente, inclusive, né? Acho que do nível de educação, de cultura, de conhecimento.

Mas, pô, gente, vamos, vamos olhar para as coisas sem essa, essa decisão prévia de dizer: não, é Copa do Mundo, eu só posso elogiar, tudo é legal, tudo é pica e vamos embora, entendeu? Não dá, velho, não dá. A gente precisa ter um pouquinho mais de senso crítico, porque assim, eles estão tentando destruir, não conseguiram, mas obviamente eles podem atrapalhar bastante.

?Voz 1

Não espere a nossa colaboração de jeito nenhum.

?Voz 1

Exato, exato.

?Voz 1

2 minutinhos para o senhor.

?Voz 1

2, tá bom. Tentando não ser repetitivo então, porque acho que já passaram por praticamente tudo. Vou entrar mais no específico. O Birner destacou o nível bom das seleções menores, eu queria destacar o nível bom das seleções africanas. 9 de 10 nos mata-matas. As que foram eliminadas, algumas foram bem dramáticas, né? Da República Democrática do Congo, a do Senegal. Senegal mereceu, mas Tudo bem, mas enfim, aí se esforçou. Mas assim, várias delas apresentaram futebol muito organizado, muito sólido, muito difícil de ser batido, né?

Assim, eu falei mais cedo de estereótipos africanos, nenhum deles se aplica mais, né? Nenhuma seleção africana é tonta de entrar lá, vamos só nos divertir. Não, hoje em dia todas jogam, são competitivas, dão trabalho. E acho que a grande vitória das 48 seleções é permitir que 10 africanas estivessem. Porque elas mostraram que tem nível para estar, né? E a África antes era sub-representada, agora entendo que não, não mais. E de negativo também, para entrar no específico, porque o Jean já falou que tudo da FIFA, então vou tentar entrar num específico, é a questão do Irã, cara.

O Irã ter sido obrigado a viajar e voltar antes e depois dos jogos. Eles ficaram no México, ali em Tijuana, perto da fronteira, mas eles tinham que chegar perto do jogo, sair logo depois do jogo, alguns jogadores passando horas em imigração, além do sensato e necessário. E eles não jogaram a mesma Copa do Mundo dos outros, em termos de—

?Voz 1

Talvez o melhor exemplo da subserviência ao governo.

?Voz 1

Então assim, o Irã, 48 seleções jogaram a Copa do Mundo, mas não jogaram nas mesmas condições. Isso é bom, é bom você destacar.

?Voz 1

Perfeito. Bom, Ponto final no Linha de Passe da Copa do Mundo. Foi um prazer imenso fazer parte dessa mesa com vocês, com todos os outros companheiros que passaram por aqui também em dias de folgas. Estava— eu não vou citar nome que eu vou acabar esquecendo algum, mas as pessoas sabem, quem tava aqui sabe. Obrigado você que acompanhou a gente no Disney Plus, na ESPN, que participou do nosso chat aqui no YouTube. Que riu com a gente, que ficou bravo com alguns comentários, que deu seu comentário, participou das enquetes no TikTok também esse tempo todo.

Um abraço gigante para toda a nossa equipe técnica que fez os horários mais malucos. E entra aqui, às vezes o programa é às 8, às 9, às 10, é 1 da manhã, meia-noite, assistindo jogos o dia inteiro também. A gente, essa equipe técnica dando todo suporte para a gente no estúdio, no switcher, galera na redação também, nossos produtores, nossos editores, nossa equipe de retaguarda, que foi assim fundamental para que tudo isso aqui desse certo.

A galera também é das nossas plataformas digitais aqui trabalhando no chat com as enquetes. E a todos, a todos, todos, todos que também estiveram lá nos Estados Unidos por uma cobertura maravilhosa. Nossos repórteres, nossos comentaristas e nossos apresentadores, que só engrandeceram a nossa programação. E também, claro, o nosso Linha de Passe, que chega a sua 8ª Copa prometendo que vem a 9ª por aí. A gente vai estar aqui, o Linha de Passe, defendendo sempre a nossa essência e aquilo que a gente entende, o que é o jornalismo, que também pode ser feito com entretenimento em muito bom nível.

?Voz 1

Enquetes que foram feitas pelo Caio e principalmente pelo Vitor Padilha, que hoje tava com camisa do Barcelona, e eu não sei para quem ele torceu porque ele tava com a camisa do Barcelona hoje, porque ele adora o Messi e ele tava com camisa do Barcelona.

?Voz 1

Eu não sei, ele quis sair bem, né?

?Voz 1

É isso.

?Voz 1

E amanhã, só para dois recados: tem Futebol no Mundo, a última edição também de Copa especial, a meio-dia. E 1:30, Vitor Birner estará conosco numa live. Vamos eleger o grande momento da Copa do Mundo. Vai pensando.

?Voz 1

E hoje acabou não, viu? A partir de amanhã a gente já vira a chavinha todo dia também.

?Voz 1

Pensa quem chula aí, não perca.

?Voz 1

Então dá para falar de Copa amanhã um pouquinho. Até amanhã, hein?

?Voz 1

Eu quero falar da sua.

Espanha domina, vence a Argentina e é campeã da Copa do Mundo após 16 anos - Linha de Passe | Castnews Index — Castnews Index