Em jogaço de 10 gols, Mbappé supera Messi, mas França 'bate na trave' e vê Inglaterra ficar com o 3° lugar na Copa do Mundo - Linha de Passe
No Linha de Passe deste sábado (18), nossos comentaristas analisaram tudo do jogaço entre França 4 x 6 Inglaterra e a disputa do 3º lugar da Copa do Mundo.
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William
Gustavo Zupac
Jean Odi
Leonardo Bertozzi
Mário Marra
Paulo Calçades
Vítor Birner
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E aí, fãs de esportes, tudo bem? Linha de passe, o penúltimo da Copa do Mundo depois deste jogo do churrascão, né? Que beleza, né? Casados e solteiros, que beleza, que puro entretenimento, hein? Suco de entretenimento essa decisão do terceiro lugar. 6 pra... Tô nem acreditando nisso, cara. 6 pra Inglaterra.
Cuidado que pode sair mais um gol no fim, hein. Os caras estão descendo e sai um gol também.
Cara, é inacreditável. Esse jogo foi inacreditável. Foi divertido, foi divertido. Comédia pastelão total, né? A gente sabe. É aquele jogo que é que nem aquele filme. Comédia pastelão geralmente a crítica não gosta, mas o público adora. É sucesso de bilheteria. O público hoje deve ter se entretido de uma maneira como nunca se entreteu nessa Copa do Mundo. Vou fazer um intervalinho aqui, o Linha de Passa e Volta, para falar dessa pelada na decisão do terceiro lugar.
E claro, a gente vai projetar muito. Esse aí vai ser, esse aí vai ser sério, aí o bicho pega. Espanha e Argentina, vamos falar bastante com os nossos companheiros lá dos Estados Unidos também. A gente volta já já.
Legal, chefe.
A Raíssa falou que o Oasis é incrível, porque tem gente contra e a gente tá a favor aqui, né?
É gosto.
É gosto. Ai, meu Deus do céu, tô me divertindo com o chat aqui. Tá começando linha de passe. Jean Odi, Leonardo Bertozzi, Vitor Birner, Paulo Calçades, Zupac lá do estádio ouvindo Oasis. Eu vou começar com o Zupac hoje, né? Afinal de contas, estava em Loco, tá curtindo Oasis lá, Wonderwall, né? Participando do Wonderwall, participando de Wonderwall, né? Vamos ver, mostra aí, ó. Tava curtindo, tá sorrindo. Ele igual o Vitor Birner, não curte muito Oasis também, não sou um fã de Oasis.
Mas o Gustavo Zupac parece que gosta, hein? Agora hoje só só alegria aí, né, para os ingleses, né? Uma felicidade, passou um sufoquinho aí. Se é que eles se preocuparam muito com isso, viu, Zupac?
Tudo bem?
Tudo bem, William. Uma ótima tarde para você.
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I am. Mbappé is a very strong player. France, they do really well.
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Yes, the legend. William, eu não sei direito o que é que os ingleses acharam, tirando nosso colega, a gente finíssima, porque tinha pouca gente nativa aqui. Então assim, estádio tava lotado, mas a maioria assim, minoria de ingleses, minoria de franceses. O público que veio assistir esse jogo divertidíssimo, não foi um jogaço, mas foi um jogo divertidíssimo, era aquele público que vem assistir jogos de pré-temporada quando os times europeus vêm para cá fazer aqueles amistosos.
Aqueles torneios de verão. A galera que mora aqui, gente do mundo inteiro, mas que mora aqui, ou gente que veio para Copa do Mundo e que veio curtir o jogo, que comprou um bilhete para o terceiro e quarto lugar e de repente caiu um França-Inglaterra. E o que nós vimos e eles vimos foi um jogo, foi uma pelada, né, William? Foi uma pelada no primeiro tempo em que a França tava numa má vontade assim napoleônica, e a Inglaterra aproveitou.
A França conseguiu no primeiro tempo subir as suas linhas e jogar sem nenhuma pressão. Aí a Inglaterra foi só, pum, profundidade, profundidade, profundidade, e fez o 4 a 0. Aí no segundo tempo o Didier Deschamps colocou os homens bons que estavam no banco e a França jogou, e a Inglaterra bateu aquele medinho. E aí o jogo ficou essa grande trocação, parecia que a França buscaria o empate, mas no final deu Inglaterra. As nuances técnicas e táticas do jogo importam pouco.
O entretenimento foi entregue a cada minuto da partida, tanto que pela primeira vez na Copa do Mundo a parada para hidratação foi aplaudida, porque as pessoas estavam desfrutando do jogo e elas aproveitaram a parada para aproveitar, para dizer: olha, pagamos um dinheiro bom para estar aqui e está valendo a pena. E acho que de uma forma ou de outra, para o Mbappé valeu a pena. O objetivo dele por hora está cumprido, o artilheiro da Copa.
Artilheiro máximo de todas as Copas. Não sei o quanto que essa vitória apaga a frustração dos ingleses, mas pra quem veio acompanhar o jogo, foi o entretenimento da hora. Foi um sábado gostoso de futebol de se assistir, com craques em campo, sem nenhuma marcação. Parecia um showball e o placar foi de tênis, companheiro.
Cara, imagina, a gente acabou de ver um showball com Mbappé, com o Lírio, com o Dembélé, com o Bellingham.
Só faltou o Djalma.
Só faltou o Djalma no show. Olha quem tá por aí, hein? Ele tá por aí, viu? Mas só faltou isso, viu? Vitor Birner, foi bom o Zuca Paque lembrar, porque no meio dessa bagunça, no meio dessa pelada toda, tem um cara aí que se tornou o maior artilheiro da história das Copas, pelo menos até amanhã é ele. Vitor Birner, tudo bem?
Tudo bem, William? Boa noite a você, Jean, Léo, Calçades, Zuca Paque, as fãs e os fãs do esporte. Ah, não pensei que eu fosse comentar um jogo amistoso na Copa do Mundo. Até porque a gente viu jogos muito pegados, com todo mundo se matando em campo. Nervos à flor da pele. E esse jogo, a França sobe a marcação no primeiro tempo, como disse o Zupac, não faz pressão nenhuma. A Inglaterra vai chegando na cara do gol várias vezes, como parecia que os franceses não eram nem jogadores de futebol na marcação.
E na verdade, o time, alguns jogadores deveriam estar preocupados, tá? Principalmente os que tiveram oportunidade, que os times também muito modificados, deveriam ter feito um jogo diferente. E exatamente esses jogadores, por exemplo, como Cherki, um dos que reclamou que jogou pouco, teve uma discussão ali com o Deschamps, correu muito pouco, né?
Não justificou. Acabou. Alguém vai olhar isso no próximo ciclo e vai falar, ah, não justificava no primeiro tempo.
Eu acho o resultado irrelevante, irrelevante. E no segundo tempo, quando a França quis jogar, aí eu vou muito também, repito o que o Supaque falou, assino embaixo. A Inglaterra ficou com medinho, aí começou a ficar muito séria, ganhou uma certa seriedade ali, porque a Inglaterra falou que terceiro e quarto lugar, para citar algumas seleções, a disputa Vale muito para Turquia, vale para Marrocos, vale para Bulgária. Se uma seleção dessa chega e ganha o terceiro lugar numa Copa do Mundo, vale muito.
Para Inglaterra não vale tanto, principalmente depois da maneira muito marcante em que foi eliminada na semifinal contra a Argentina, né? Um dos jeitos, um dos jogos mais covardes e mal executados que a gente viu na história das Copas. Então assim, saiu muitos gols, diversão, Empata, não empata, vira, não vira. A França criou para virar, a Inglaterra achou o seu quinto gol, parecia que tava resolvido, mais um de cada lado. E vamos esperar a final, vamos falar sobre ela daqui a pouco.
Mas temos alguns personagens aqui para citar nessa decisão de terceiro lugar. O Paulo Calçade teve uma definição aí para esse jogo que o Bertozzi, que é do mundo do samba, vai gostar. Como é que é, ô Calçade?
Boa noite. Primeiro, quer dizer que talvez para o americano, norte-americano, que não tem a relação com futebol, os latinos veem de outro jeito, americano mesmo, né? Talvez entretenimento, talvez se ele tenha finalmente encontrado o jogo dele na Copa do Mundo, que é o jogo que o mundo do futebol vai falar que horror. Então tem algumas diferenças aí. Horror porque o 6 a 4 é legal, mas não tem nenhum compromisso com o jogo. E claro que é muito fácil você achar um jogo legal quando não é seu time.
Queria ver se fosse seu time jogando daquele jeito, né? Aí ia estar espumando, ninguém acha legal. Então é um jogo assim, sem nenhum compromisso. Me lembro o final do ano, né, sertanejos versus pagodeiros. Mas a relação para mim é mais assim bonitinha, mas mais legal, agradável, é o Desfile das Campeãs. Porque o Desfile das Campeãs é assim, pô, já saiu campeão, é O campeão tá junto. Quem perdeu, quem perdeu um calçado vai com o seu. Se perdeu o chapéu, pode ir.
Deixa o chapéu na frisa.
Se o carro alegórico quebrou, vai sem. E tá todo mundo feliz, entendeu? Foi assim que eu vi.
Foram desfiles das não campeãs, né?
É que o desfile dos campeões mesmo, ele corre amanhã. E um só. Então, cara, assim, um jogo sem nenhum compromisso, de boa, né? Que eu acho que uma Copa do Mundo não cabe numa Copa do Mundo, mas terceira e quarta é isso. Se tivesse, vamos supor, o Equador chegou, o México, pô, não tem que ser longe, caçar já a última, aquela Croácia e Marrocos.
Croácia e Marrocos foi jogo fera.
Vamos valorizar esse negócio aqui, meu. Sim, é incrível, né? Porque eles não fizeram nenhuma questão de esconder isso. Não, eles, né, uma deixou no primeiro tempo as suas marcas, a outra deixou no segundo, né? Porque você, a França, primeiro gol que a França toma, tá todo mundo no campo da Inglaterra sem cuidar do que a gente chama de balanço defensivo, que é, bom, quem é o último cara aqui da defesa, quem é que tá mais perto da linha, quem é que tá marcando. Nada, tá todo mundo ali e tudo bom, quem achar legal.
O Molise nunca teve tanto espaço na vida dele como ele teve no segundo tempo, e mesmo assim perdeu para o gol para cá.
Primeiro é meu, o segundo é seu, e vamos ver o placar. Deu 6 a 4.
É bom lembrar, né, primeiro tempo foi 4 a 0 para Inglaterra, segundo tempo 4 a 2 para França, né. Fala, Jean, tudo bem?
Tudo bom, boa noite, boa noite, companheiros. Pois é, acho que os companheiros resumiram bem o que foi o jogo, né. Foi de fato uma pelada de churrasco muito divertida, como costumam ser as peladas de churrasco, mas acho que para mim foi sobretudo uma disputa para quem passava mais vergonha, porque acho que foi isso, foi uma disputa para ver quem passava mais vergonha. O que a França fez no primeiro tempo eu acho completamente inaceitável, eu acho que não dá para aceitar, por mais que seja disputa de terceiro lugar.
E você sabe que eu não gosto de falar disso, de falta de vontade, de falta de empenho, porque acho que mensurar isso não é tão fácil, mas ali no primeiro tempo foi muito fácil, né, foi muito fácil de ver a postura dos jogadores, o que tava acontecendo em campo, acho que é completamente inaceitável. Cara, você tá vestindo a camisa da França, né, de uma seleção campeã mundial, da favorita para essa Copa do Mundo, que tinha feito uma baita Copa.
Não dá para ter aquela postura. Eu acho completamente vergonhoso. E eu, se fosse simbolizar, e também não costumo fazer isso, mas simbolizaria no Cherki. O Cherki foi um negócio assim, eu queria que alguém olhasse esse cara durante os 45 minutos em que esteve em campo e visse qual foi a postura dele. Para mim é caso de depois chamar para uma conversa e falar, cara, isso aqui não dá para vestir. A França tem muito jogador para vestir essa camisa, tem muita disputa, tem muita concorrência para você colocar um cara desse jeito numa partida de Copa do Mundo, mesmo que seja disputa de terceiro lugar.
Então o primeiro tempo da França foi vergonhoso. E é claro que o segundo tempo da Inglaterra também foi vergonhoso, mas para mim é diferente, porque o medinho que a gente viu da Inglaterra é algo inerente a essa seleção, é algo que a gente já tinha visto no jogo contra a Argentina. Então não é uma questão de, ah, esse jogo não vale nada e eu vou me comportar desse jeito. É uma questão de que essa é a Inglaterra, ela tem uma questão psicológica a ser superada.
Ela viu a França fazer 2 gols muito rapidamente, bateu um baita medo ali, mas dessa vez pelo menos ela conseguiu os gols que impediram o empate e a prorrogação. Então claro que seria muito vergonhoso, né, tanto quanto talvez para Inglaterra sair de um 4 a 0 no primeiro tempo e tomar 4 gols e o jogo ir para prorrogação ou tomar 5. Porém eu acho que é algo que a gente já tinha visto nessa Copa, esse medo da Inglaterra. Então não dá para dizer que foi pelo desprezo à partida, pelo desprezo ao jogo.
É porque esta é a Inglaterra. A França no primeiro tempo foi, né, um descaso absoluto com o jogo de Copa do Mundo, cara. Eu acho que é menos aceitável. E até por isso acho que no fim das contas o resultado é justo, né? A gente pode dizer que é o melhor resultado da Inglaterra em 60 anos numa Copa do Mundo. Não que isso valha tanta coisa, mas de alguma maneira Pelo menos eles saem com essa, com essa vitória. E Mbappé, que no fim a gente sempre dizia que para a França o que mais valia era para o Mbappé chegar à marca, bater o recorde, valeu para ele também individualmente, valeu para o Mbappé. Mas repito, o que a França fez no primeiro tempo foi muito, muito feio.
Vou passar aqui para o nosso Bertozzi. Mas vamos registrar hoje mais participações aqui do Sucesso Esporte durante o programa, tá? A gente tá nesse clima divertido do terceiro lugar e o pessoal tá na Tá numa vibe aqui boa, viu? O Fred Garcia já não gostou do jogo. As duas seleções respeitaram a competição e a camisa das suas seleções mostrou que terceiro e quarto foi muito para duas seleções tão medíocres. Revoltado. O Elton aqui: imagina o torcedor da Inglaterra vendo o Saka deitando hoje e saber que ele nem entrou.
O Fábio Cameira tá falando que foi o pior jogo da Copa para ele, dessa Copa, tecnicamente, com tudo que tem.
Aí não dá, porque aí não dá, né?
Pior jogo da Copa, não sei se ele viu todos, mas tivemos um joguinho Tivemos assim, que era duro ficar acordado.
Esse, pelo menos, a gente se divertiu.
Tem umas coisas complicadas. Eu entendi o que ele quis dizer, tecnicamente, o descompromisso com o jogo e tal, etc. É nesse sentido aí a gente, a gente pode falar sobre isso também, porque mesmo nos jogos ruins você tinha comprometimento, né? É ruim porque tem uma indicação técnica clara. Fala, Zupac.
Assim, a gente Eu não gosto do jogo de terceiro lugar, eu acho na maioria dos casos um atraso de vida, mas o meu grande receio nos jogos de terceiro lugar é que ele seja tão desinteressante a ponto de nenhum dos times querer jogar, e isso fica ruim. Aqui, durante todo o tempo, alguém quis jogar, e por isso o jogo foi divertido. Acho que para a proposta de uma disputa de terceiro lugar entre duas seleções campeãs do mundo, e que para elas Dado todo o contexto, era depressivo estar aqui, e era, compreensivamente era.
Dentro do que é um jogo de terceiro lugar, ele entregou o melhor que ele poderia entregar. Assim, não tinha como ser um jogo taticamente comprometido, porque não tinha por que as seleções estarem fielmente comprometidas com o jogo. E aí, dentro do não compromisso, que era previsível, ele podia ser chato ou legal. E ele foi legal para caramba, porque sempre um time quis jogar e isso tornou o jogo divertido. Acho que para proposta entregou.
Não era um jogo para análise, era um jogo para sentar com a pipoquinha no sofá e comer. E acho que para isso ele entregou.
O pessoal aqui, o Felipe disse que acabaria com jogos de disputa de terceiro lugar.
Isso é uma—
a gente vai conversar sobre isso, a gente vai falar sobre isso. Diga lá.
Não, tem o pessoal aqui que discorda da gente. Cito que o Jean citou que para Inglaterra o jogo era muito importante. Porque não conseguiu uma colocação tão boa em Copa do Mundo desde quando foi campeã. Eu só acho que a maneira, só para explicar minha opinião, obviamente, a maneira como foi eliminada, maneira covarde como foi eliminada contra a Argentina, não dá para comemorar o título assim. Se tivesse pego uma semifinal muito grande e fosse um jogo diferente, talvez o inglês pudesse estar um pouco mais satisfeito.
Eu entendo o inglês satisfeito. E outra coisa que também disseram aqui é que os ingleses devem estar assim Não falaram isso, mas deve estar virando 50 a mais copos de cerveja, pints de cerveja a mais depois de verem o Saka jogando hoje sem ter entrado no jogo contra a Argentina, né?
Pois é, não, e a impressão é que no primeiro tempo os jogadores da França que tinham tomado toda essa quantidade aí para entrar em campo, mas aí seria vinho. Fala, Bertozzi, tudo bem?
Tudo bem, companheiros do Paca e do Fox Sports. Espero que nenhum pub tenha feito aquela promoção de um pint para cada gol, né? É, já houve quem fizesse isso. Eu particularmente, assim, eu sou contra em quase 100% dos casos. Na Copa eu sou a favor, porque já é hora que tá acabando a Copa, você começa a sentir falta dos jogos. Então jogo de Copa é jogo de Copa. É melhor ter do que não ter. Então eu sou a favor. Em outras situações, tirando a Olimpíada, que tem que ter, porque você tem que ter a medalha de bronze, né?
Em outras coisas, Copa América, por exemplo, não tinha que ter. Qualquer outra situação não tinha que ter. Mas Copa do Mundo eu ainda sou a favor. Você ainda ganha um entretenimento aí para o seu sábado à noite. E acho que a busca pelas marcas acaba sendo legal. Você viu que o Mbappé... Você volta no segundo tempo de um 4x0, qual vai ser a sua motivação? Pô, vou atrás das marcas, né? E para o Mbappé acaba sendo legal, 22 gols em 22 jogos de Copa do Mundo, que é realmente impressionante.
O Olise com 7 assistências, ele deu mais assistências que o Pelé em 70. Claro que em menos jogos, né? Agora vai ser sempre bom a gente fazer esse reparo, porque agora são 8 jogos na Copa do Mundo.
Daqui a pouco não vai sobrar recorde para as Copas antigas, né?
Mas é sempre bom ir registrando que o Ulisses deu 7 assistências na Copa do Mundo e teve chance de fazer gol também, não aproveitou. Mas é um jogo que, como você já não queria jogar, você também não quer ir para prorrogação. Então, no final das contas, você faz de tudo para ganhar um jogo ali nos 90 mesmo.
E a gente agradeceu muito.
A gente agradece, é. A gente agradece aqui também.
A gente agradeceu, não precisava.
Mas assim, eu acho que houve momentos em que os times tiveram que se mexer. Era despedida do Deschamps, cara. Isso que o Jean fala assim do compromisso é muito real. Não adianta fazer postezinho de rede social, ah, nosso técnico, nossa, cara, como que foram lindos.
Mas acho que no intervalo do jogo isso deve ter sido citado entre eles.
Não, mas assim, e o próprio Deschamps, porque ele fez 4 trocas no intervalo. Alguns caras estavam incomodando.
E tirou bem, né? Tirou direitinho.
Sim, sim, sim.
Tirou direitinho.
O Cherquinho, eu tenho certeza que assim, a carreira do Guardiola foi abreviada em alguns anos por causa do Cherquinho, por causa da falta de compromisso dele.
Eu não tenho a mínima dúvida.
Ele é um jogador que assim, o pessoal que tem saudade do futebol das antigas, né, futebol menos profissional do que é hoje, talvez goste. Mas ele tem esses problemas e acabou sendo substituído. Mas claramente assim, gente, é a despedida do The Champ, um cara vitorioso, querido, políticos, personalidades, tava todo mundo falando, gente, hoje é um dia especial para gente, não vamos esquecer que é o último jogo do The Champ. Aí os cara deixarem aquela imagem, então eles tinham sim a responsabilidade de não serem goleados 6 a 4 é um jogo de muitos gols, mas não é uma goleada. Então, ok, vai, você não perdeu de goleada.
No fim ficou tudo bem para a França, né?
Exato.
Não é o resultado do segundo tempo, ok.
Você ficou no jogo ali até o final, 5 a 4, tomou o gol no final, não foi uma vergonha. A atitude do primeiro tempo foi feia, mas o resultado final, assim, foi uma Copa legal. A França tem material humano, vai vir o Zidane. Acho que a perspectiva de futuro continua sendo ótima. Para o Zidane é até melhor não ter ganhado, porque o sarrafo não fica tão alto assim para ele, né? E ele tem um material humano muito bom para trabalhar.
E eu concordo com o Binna sobre a questão da frustração da Inglaterra. Terceiro lugar por si só não apaga. Claro que é o melhor resultado, claro que você queria o pódio e é o que dava para conseguir hoje, mas as vaias, as vaias, o Paco pode confirmar, mas houve muita vaia para o Tuchel no anúncio da escalação, na hora que apareceu no telão.
Inesperado, né?
A postura dele nas entrevistas, a maneira que ele foi muito reativo a assumir a responsabilidade, chegou a atribuir uma falta de DNA dos jogadores ingleses a reter a bola, né? As alterações que ele não fez, tudo isso. Então assim, ele volta tendo que, não diria reconquistar, porque sendo um alemão na Inglaterra, sendo um cara mais antipático, e eu falo que ele é antipático porque ele sabe que ele é, né? Ele nunca fez questão de ser simpático, então não tô falando nenhuma novidade aqui.
Mas ele nunca conquistou o coração do torcedor, né? Ele não é um cara exatamente carismático. Mas assim, se ele ganhou algum crédito durante a Copa do Mundo, esse crédito foi perdido contra a Argentina. Então ele volta para casa tendo que reconstruir crédito, encontrar algumas soluções. Por exemplo, o Harry Kane tem quanto tempo mais de seleção? Ele vai ter 37 anos em 2030. Dá para o ciclo de Euro? Provavelmente dê, mas qual que é o novo centroavante que tá aparecendo na Inglaterra?
São coisas que ele vai ter que começar a ver também. Jogadores jovens tem em outras posições, né? Tem, tem Gomorra, tem Max Dalma. Acho que a Inglaterra tem revelado jogadores para continuar competitiva, mas ele, ele tá com aquela coisa de, sabe assim, a sua imagem não tá legal, cara. É melhor você falar menos agora e começar a trabalhar, e a partir do próximo jogo a lupa já tá em você.
É isso.
E, Léo, se alguém acha, porque sempre vai ter alguém que acha que um jogo que nem esse muda alguma coisa na vida do Túlio, eu acho que ele piora. Porque você pode achar, melhora no quê? Ah, ofensivamente a seleção conseguiu, foi melhor com jogadores que não jogaram contra a Argentina.
Tem armadilha de você usar um jogo em que o adversário não defende, só piora para ele. É assim, eu tenho certeza que o Saka tinha que ter entrado, eu tenho certeza que as alterações foram ruins, mas eu acho muito complicado usar o jogo de hoje como exemplo, porque aí você pode falar, porque assim, é porque é isso, ninguém quis defender hoje.
Foi o contrário. A postura da França no segundo tempo hoje era o contrário da postura da seleção na maior parte do jogo.
Eu não gosto de falar que o jogo de hoje demonstrou nada. Eu não, então eu não quero.
Mas que o Saka tinha que ter entrado tinha.
Mas não é porque ele fez 3 gols hoje, é porque tinha e ponto. Tinha porque o jogo pedia um jogador como esse.
Ainda que ele tenha feito uma Copa ruim, né?
Sim, sim, sim, perfeito. E inclusive assim, o Saka e outros jogadores do Arsenal que foram para a Copa do Mundo não estavam legais fisicamente. O Saka talvez fosse o principal exemplo.
É, e outra, né, Léo, eu acho que assim, olhando para isso também que o Léo tá falando, era um momento o jogo contra a Argentina em que talvez a Inglaterra não tenha tido um momento tão adequado ou apropriado para colocar o Saka em campo, pelo que era o jogo, né, por como a Argentina tava jogando, indo com todo mundo para cima, deixando o campo absolutamente aberto. Quer dizer, é a condição que um jogador como Saka deseja. Então, por mais que, como disse o Zupa, ele tem toda razão, o Saka não fizesse uma boa Copa do Mundo, naquele jogo contra a Argentina, no segundo tempo, era talvez tudo que a Inglaterra mais precisava e ele não colocou.
Mas eu tô muito com o Léo. Olhar para o jogo de hoje e falar, pô, olha aí o Saka destruindo, tinha que estar em campo. Não, porque ele não tava destruindo antes. Então não é por isso, é porque o jogo era um jogo muito adequado.
O Santiago, que é o editor-chefe do Resenha, comentou comigo que no The Athletic Saiu uma reportagem onde eles afirmam que o Scaloni tinha treinado a Argentina para hipótese da entrada de um jogador do contra-ataque e tal, e que quando entra o zagueiro D'Ambrosio, ele não entendeu o Scaloni, não entendeu, porque ele tinha preparado coisas para eventualmente lidar com o contra-ataque. Mas não foi uma situação real.
O Túlio surpreendendo e a gente falando mal dele.
Mas é aí que você surpreende seu adversário.
As coisas que ele não tá esperando, né?
Ele não tá esperando, não tem que se preocupar com absolutamente nada.
Ele fez isso, não é possível.
Só eu adivinho.
O jogo, ele já sabe que eu vou tentar passar, então eu vou tentar perder o jogo.
Certamente Scaloni ficou uns 5 minutos assim, onde é que tá a pegadinha? É isso aí, é isso aí. E ele não descobriu até agora. Cara, assim, eu não tiro nada desse jogo, esse jogo não vale nada para futuro. A gente sabe o que é a França, sabe o que é a Inglaterra, sabemos que a França tinha muito mais equipe e jogadores para ser campeã e tomou um monte de gol hoje, tomou meia dúzia. Quem é que vai estar mais próximo de ganhar o Campeonato de 2030 hoje, a Inglaterra ou a França?
O ponto de partida da França é muito superior à Inglaterra, mas tudo bem. Como entretenimento foi maravilhoso, como jogo de futebol que envolve muita coisa, envolve estratégia, envolve desejo dos jogadores, postura, trabalho dos treinadores, tal, isso não existiu. Existiu foi uma festa daquelas de final de ano, é que entram só assim, entram às vezes você não sabe nem quem tá em campo. No caso desse campeonato você sabe, essa é a diferença.
Mas assim, aqueles que entram, amigo do amigo do amigo, é porque digo, você vai, você vai criar uma, uma, você vai criar o quê? Uma ideia de quem é melhor, de quem tá mais próximo.
Não tem competição, então foi amigos do Mbappé contra amigos do Saka, foi isso?
Amigos do contra amigos do Harry Kane, sendo que o Harry Kane nem foi.
Nem foi.
Nosso glorioso Barwell, que está lá nos Estados Unidos, manda isso aqui: foi amigos do Saka contra amigos do Mbappé. E o Cláudio Roberto aqui: os ingleses sempre preferiram torcer para os clubes, a seleção inglesa sempre decepcionou. O Tuchel vai ganhar uma foto na sede da AFA, diz o Daniel Motta.
Isso aí eu não concordo não, viu? Eu acho que a torcida da Inglaterra é uma torcida bastante envolvida com a sua seleção, cara. E acho que assim, a gente que teve oportunidade de estar em competições internacionais, tal. E eu sou muito crítico à torcida da Inglaterra, porque em geral é a que arruma confusão, mesmo quando o clima tá absolutamente pacífico, tranquilo, tal. Os caras gostam de procurar briga, de fato. Mas dizer que o inglês não liga para seleção, ou que a torcida não acompanha, eu acho bastante injusto.
Acho que outras seleções importantes da Europa tem muito menos torcida envolvida do que a seleção.
E tem uma coisa curiosa, a torcida da Inglaterra culturalmente, quem costuma frequentar, a maioria das pessoas obviamente na Inglaterra são os torcedores de times pequenos, porque eles não estão habituados a ver os seus times jogando competições europeias. Então não é o torcedor do United, então vão torcedores de times pequenos. A gente vê muitas faixas assim quando permite, com nomes de times pequenos de terceira, quarta divisão, questão de grana, né?
O cara vai priorizar viajar para ver o time, né?
E hoje também a chance de arrumar composição que eles não conseguem na Inglaterra.
Pode falar, Zupá.
E sobre a Inglaterra, assim, a semifinal foi muito traumática. Esse finalzinho um pouco mais positivo, mas claramente não apaga. Mas para Inglaterra tem coisas, a Copa deixa alguns sinais olhando para frente. Eu acho que passada a frustração da semifinal, o saldo dessa Copa do Mundo ele tem que ser mais analítico olhando para frente, né, para Euro de 28 e para Copa de 30. Por exemplo, a Inglaterra aparentemente tem o seu meio-campo para o próximo ciclo.
Se nada mudar muito drasticamente, nenhum dos jogadores ou nenhum talento emergente brotar, desabrochar nos próximos 4 anos, é agora que a gente vai ver o Elliot Anderson numa transferência para o Manchester City, trabalhando num time grande. A tendência é que esse meio-campo, Rice, Anderson e o Jude Bellingham, sejam, formem o triângulo para o próximo ciclo, o que é muito importante nesse sentido. Agora, nas outras duas linhas, eu acho que aí, acho que esses vão ser os pontos principais para o Thomas Tuchel trabalhar, se ele for continuar mesmo.
Aparentemente vai continuar pelo menos até a Euro. A linha defensiva da Inglaterra é sempre uma questão, ela é sempre muito mutável porque jogadores têm dificuldade de se estabilizar por muito tempo. É, por exemplo, John Stones é um jogador que tá numa fase ruim de carreira, tá até sem clube e fez parte aqui da seleção. Então assim, Como vai ser, qual vai ser o caminho da linha defensiva para o próximo ciclo? E para mim, especialmente, a linha ofensiva.
Anthony Gordon vai se firmar como titular para o ciclo com movimento para o Barcelona? Rashford vai conseguir competir para o ciclo? Saka tá no nível de protagonismo para ser um titular da seleção? Alguém vai brigar por esse espaço? Morgan Rodgers vai assumir um outro papel? Hoje eu vi a notícia, acho que não é oficial, né, mas de um avanço de negociação Para ele trocar o Villa pelo Chelsea é um passo importante também em termos de protagonismo.
E algo que o Léo tá aqui, a gente conversou mais cedo no Futebol no Mundo, qual vai ser o futuro do Harry Kane e o papel do Harry Kane para o próximo ciclo, na próxima Copa? Ele vai ter 36 para 37 anos de idade, ele ainda vai ser a referência no ataque da Inglaterra? Existe alguém surgindo para esse posto? Até trouxe esse dado no Futebol no Mundo. Levantamento que a BBC fez, é, nas últimas duas temporadas apenas 3 centroavantes ingleses fizeram mais de 10 gols em cada temporada da Premier League.
Tudo bem que o Kane não joga na Inglaterra mais, joga na Alemanha, pode ter um centroavante inglês jogando em outra liga, mas o que o mercado do futebol inglês mostra é que existem poucos centroavantes aparecendo no futebol inglês. Tanto que na matéria da BBC que eu li, é um dos cotados é tipo, tinha pergunta: será que o Dile vai se prontificar? E ele claramente não tem condição de ser o centroavante da Inglaterra por hora. Então acho que tirando o meio-campo, nas outras linhas o Thomas Tuchel vai ter muita coisa para observar no próximo ciclo.
A questão é o quanto que o trauma dessa Copa do Mundo vai gerar de turbulência para resultado imediato na primeira metade do ciclo, que é a metade para Euro que vai ser no Reino Unido, por uma seleção tão importante e por um técnico que eu julgo competente, apesar da lambança que fez na semifinal. Acho que são questões muito importantes a serem observadas para os próximos 2 e 4 anos.
Isso aí é legal. Daqui a pouco o Mário Barra tá com a gente, viu? Por isso que falei, porque até pegando isso que o Mário Barra tava falando assim, a Euro de 2028, ele vai ter esse divisor em casa. É em casa. Resultado que não for um título...
Não, não, a pressão é por título.
Porque a gente tá falando de pressão por título numa competição que tem, de novo, tem França, tem Espanha, tem Portugal. Você não pode descartar Portugal por causa da Copa que fez. É uma seleção forte de Portugal, acho que pode muito mais do que mostrou. Então assim, é uma pressão por título num cenário muito difícil.
E lembrando, quer dizer, é uma seleção que já a 2x0 perdeu numa final de Euro em casa. Então assim, essa pressão ela vai existir. E ela existe não porque vai ser apenas em casa, né, de novo, mas porque você tem uma das melhores equipes, indiscutivelmente, do futebol europeu. Primeiro, as pessoas precisam olhar para a Euro como a Euro é vista na Europa, que é com uma importância maior do que a que a gente dá aqui para Copa América.
Ainda que eu concorde completamente com o Bertozzi em relação à importância que vai ter essa próxima Copa América para o Brasil, mas a Euro vale mais, a Euro tem um peso maior. A Euro é na Inglaterra. A Inglaterra tem um dos melhores times da Europa, um dos 3 indiscutivelmente. Então, a partir daí, não tem jeito, você precisa ganhar o título. Até porque ela chegou nas últimas 2 finais, ela agora chegou na semifinal. Ela é uma seleção que tá chegando, mas que vai ficando com essa pecha de seleção amarelona.
Isso aconteceu já muito com outras seleções. A própria seleção da Espanha por muito tempo foi vista como uma seleção que que tinha qualidade, mas que não conseguia os resultados. E uma hora isso virou, e virou de vez, né? Então eu acho que essa possibilidade existe. Existem questões para serem resolvidas, como disse o Zupac. Mas até acho que assim, claro que a gente olha muito hoje para o centroavante, porque o centroavante, entre aspas, né, porque ele é um centroavante entre aspas, é o Harry Kane.
Agora, quem é o centroavante da Espanha hoje? E na lista e talvez favorita para a Copa do Mundo, né? Hoje em dia a figura do centroavante nem é essa coisa obrigatória, necessária para você ganhar uma grande competição. Você até pode jogar sem o centroavante de fato. E acho até que o Kane não é esse centroavante, esse típico camisa 9, porque ele tem a qualidade de um 10, né? Ele é um meia que joga eventualmente como centroavante.
Mas você precisa resolver o ataque. É, você vai precisar resolver, como disse o Zupa, as duas linhas ali, a linha da frente e a linha de trás, porque a do meio parece resolvida.
Chegou a testar o Phil Foden de 9 no começo do ano, nos amistosos, mas foi tão mal que ele acabou nem levando o Foden para Copa do Mundo. O Rodgers vai para o Chelsea, não assinou ainda porque ele tinha um compromisso hoje, um jogo, né, mas vai assinar, e uma grana violenta inclusive. Mas sobre a Inglaterra, é isso assim, o Tuchel chegou para ser um algo mais em relação ao Southgate. Especialmente na hora da decisão. Então é óbvio que as pessoas são decepcionadas.
É onde ele foi algo menos.
É onde ele foi algo menos.
Ele fracassou nesse aspecto.
A Inglaterra, a gente já falou aqui, teve um divisor de águas que foi a derrota para a Islândia. Eu falei, cara, a Inglaterra não pode chegar num ponto mais baixo que isso. Eliminação na fase de grupos no Brasil, eliminação para a Islândia do Jean na Euro em 2016, que o Jean estava lá na França, inclusive.
Foi já para a Islândia.
Foi, foi. Inclusive já viajou, já conheceu a Islândia.
Apreciei o clima.
Mas a Inglaterra, depois disso, veio o salto de grito, ela começou a chegar. Só que semifinal de 2018 com a Croácia, sai na frente, perde. Final da Euro com a Itália, sai na frente com o quê? 3, 4 minutos, o gol do Luuk Scholl. Sai na frente em casa, perde nos pênaltis. Então precisamos de quê, cara? A gente tá chegando e a gente tá saindo na frente. Fez de novo e conseguiu perder da maneira mais bizonha possível, não sabendo o que fazer depois de sair na frente.
Então assim, O Tuchel deveria ter sido algo mais, foi algo menos e agora ele vai ter que se redimir. Eu não acho que a Inglaterra vá fazer caças-bruxas interna, até porque a FA lida com dinheiro e o Tuchel não é um técnico barato. Tem isso, tem que ponderar isso também, mas o crédito dele, sim, para o torcedor, e o torcedor inglês é um torcedor que é carente, é carente porque não ganha nada, então sim, nós vamos trabalhar.
Não dá para iludir também, né? O Tuchel, claro que é um processo coletivo, Mas não dá para iludir a torcida e contar uma história diferente, que tenha muita responsabilidade dele de tudo que aconteceu. Mas eu vejo, a Inglaterra tem, você tem condições de— é preciso entender uma coisa: quando a gente fala em processos na América do Sul, a gente olha basicamente, a gente já olha direto para 2030. Quando o europeu acaba o Mundial para eles, como acabou hoje, e eles começam a pensar, eles têm uma série de compromissos que 2030 tá longe ainda.
Então você tem Eurocopa, eliminatórias de Euro, Euro Nations, eliminatórias de Copa e Copa em 4 anos. Cada data FIFA é uma competição, ela, ela não— são raros esses períodos de amistosos. Então são equipes que estão competindo o tempo todo. Isso ajuda muito na formação de uma seleção. Se você não ficar trocando treinador ano a ano, o futebol europeu oferece ao comandante competições e testes muito duros para você formar uma seleção de verdade.
E acho que a Inglaterra tem, a Inglaterra pode formar um time com meio de campo, com pontas, porque o Harry Kane talvez vai mais um pouquinho mais longe, vamos ver. Repita aquilo, o Messi começou a ganhar que no Brasil ele tinha 33 anos quando ganhou a Copa América. Hoje ele tá batendo os 40, tá na segunda final. Então pode começar a qualquer momento, depende muito dele, dele fisicamente, dele se dedicar. E às vezes o futebol vai embora, larga o cara falando e jogando sozinho, mas ele pode continuar e ser o, talvez, capitaniar a mudança até entregar a função, o cargo, a posição para outro jogador.
Não, só para passar para o Zuca também, mas reforçar que sobre essas dificuldades, dia 26 de setembro tem Inglaterra e Espanha, Nations League.
Eu fui isso na ponta da língua.
Nations League, Inglaterra e Espanha, quer dizer, olha o nível de dificuldade que você tem.
Os 4 jogos da data FIFA são Espanha, Tcheca fora, Croácia fora e Tcheca em casa. Boa sorte, Torreão.
A Croácia é adversária da primeira rodada da Copa.
Só um detalhe, para não perder o gancho do que o Calçade falou, O que o Jean também, o que ele tem uma vantagem, porque esses jogadores que precisam de muita explosão, muita coisa da parte física, correria, eles obviamente quando o nível cai na parte física eles têm mais dificuldade. O que ele é um jogador muito técnico, inteligente, é óbvio que o jogo físico atrapalha quando tem queda de rendimento, mas ele é um cara que pode se virar com inteligência achando posicionamento no campo, né, porque é o cara que tem o passe, é o cara que levanta a cabeça para finalizar.
Então dependendo de como a seleção for montada e contra quem for jogar Eu acho que ainda dá para esticar um tempinho sim.
Vamos esticar lá para o Zupa, que pediu a palavra. E daqui a pouco vou virar um pouquinho para França, né, para a gente falar um pouquinho do futuro da França também, que a gente tem aí um treinador saindo e tem Zidane chegando. É legal a gente falar disso também. Fala aí, Zupa.
Não, o Calçade falou sobre o Messi, né, o exemplo que o Messi deu de longevidade, né. E é impressionante como o Messi de hoje tá muito mais parecido com o Messi de alguns anos do que outros jogadores, né. O próprio Cristiano Ronaldo, né, Ronaldo se distanciou do Ronaldo Prime, como dizem os jovens. O Messi se distanciou menos. Mas aí, para mim, tem um movimento que é, que é uma jogada de mestre que ele fez, que foi vir para cá, né?
Acho que a gente já falou isso durante a Copa. O futebol de alto nível, futebol de elite, ele tá tão massacrante que possivelmente, se o Messi não faz esse movimento, Messi não teria corpo para jogar a Copa do Mundo aqui. O Messi O Messi veio para cá estrategicamente para o país da Copa, né, inclusive para ter condições de jogar até quando ele decidir jogar. E isso foi fundamental. Não sei se o Harry Kane, continuando na Europa de alto nível, vai conseguir chegar aos 37, 38 como Messi chegou.
E também não sei se ele fizer esse movimento que o Messi fez, se o futebol inglês como instituição vai olhar com a mesma compreensão que o futebol argentino, que é um futebol mais paternalista, que abraça mais o seu ídolo, olhou para o movimento do Messi. Eu acho que esse é o desafio para os jogadores, para os craques, como Harry Kane é um craque que joga no futebol europeu, aliar longevidade com o massacre que a alta competição exige.
Esse vai ser o desafio do Harry Kane para os próximos 4 anos. O Ronaldo fugiu para Arábia, o Messi fugiu para cá, o corpo do Messi respondeu melhor. O desafio vai estar lançado para o Harry Kane também.
Por falar em desafio, quem tem um desafio pela frente agora é o Zidane, que é manter esse alto nível. Independente do jogo de hoje, que a gente tá falando de uma outra circunstância, né, mas o nível da França tem sido sempre altíssimo, sempre chegando nas Copas como favorita, em Euro, em Nations League, enfim. A França virou a principal seleção do mundo no comando aí do Deschamps. E claro, pelos jogadores que foram aparecendo, o grupo que foi se formando, que é simplesmente maravilhoso.
Agora, Jean, quando a gente tava conversando aqui sobre o Deschamps num desses programas aqui de Copa do Mundo, a gente tá falando do tamanho do Deschamps e tal, e você sempre pontuou assim, cara, eu esperava essa França, pode mais, essa França sempre pode mais. E você disse que nessa Copa até ela chegou num nível mais próximo do que você imaginava, né? Justamente nessa Copa ela não chegou na final. Qual é o desafio do Zidane, que é um treinador que tem um belo histórico no Real Madrid, mas era meio que a casa dele, o único clube que ele dirigiu, ou seleção, seja lá o que for, muito vitorioso, mas tava em casa. E agora?
Então, eu vou te falar que eu acho o contexto muito positivo para o Zidane. Eu acho muito positivo pelo seguinte: como eu disse, eu não acho que no ciclo todo do Deschamps ele tenha sido um treinador maravilhoso que fez a França jogar o que podia. Porém, com o passar dos anos, isso foi acontecendo. E para mim, nessa Copa do Mundo, a França jogava o melhor futebol que a gente já viu a França jogar, né? Mesmo na comparação com o time campeão do mundo, com o time que chegou em decisão de Euro e tudo mais.
Então eu acho que, no fim das contas, o que vai acontecer? Ele pega um time que não é campeão, né? Como disse o Bertozzi, Isso acho que ajuda na missão dele. Ele não chega com a régua lá em cima. Ele vai pegar um time que não é o campeão do mundo, mas que tava jogando o futebol mais brilhante da Copa. E os jogadores estarão todos praticamente à disposição dele para esse novo ciclo que vem por aí, né? Você pode discutir um ou outro com a idade um pouco mais avançada, mas a absoluta maioria vai estar à disposição, vai estar em bom nível.
Um time que já sabe como jogar bem. Teve um problema específico contra uma seleção muito específica que é a Espanha, e talvez essa seja uma missão, já chegar também pensando nisso, né, nesse eventual, mas muito possível, confronto específico contra a outra seleção mais forte do mundo, na minha visão. Até porque eu acho que a Argentina, né, depois da final de amanhã, aí sim vai ter uma reformulação e uma mudança considerável. Então eu acho que no fim das contas ele tem os jogadores, ele tem uma seleção que tava jogando muito, e ele não pega com a régua lá em cima porque essa seleção foi eliminada na semifinal. E é o Zidane que vai ser absolutamente respeitado por qualquer—
ele em casa também, em casa, né?
Exatamente, com qualquer jogador, né? Então eu quero ver inclusive se o senhor Cherki, por exemplo, teria uma atitude como essa na frente do Zidane, se ele Pode até ser que sim, né, porque o Deschamps é um cara respeitável, mas ele— mas é isso, o Zidane não tem o menor pudor em falar: ah, é? É isso aí? Então beleza, meu querido, você tá fora. Até porque jogador na França não falta. Então acho que a missão do Zidane não é das mais complicadas.
Não é a condução do Zidane, né, porque a seleção tinha uma condução muito clara na Copa, que era ter Rabiot e Tchouaméni, Mané, mais dois. E quarteto. E o Zidane é um jogador do centro do campo, né? Como ele vai se comportar em relação a isso? Se ele vai buscar mais um jogador para ter um terceiro no meio, ou se ele vai usar o ponto de partida de que é a seleção que ele recebeu jogando com 4. É porque assim, a França tem um time claro, um modelo claro, isso não dá para debater.
Pode melhorar? Talvez sim. Mas com mudanças ou sem mudanças? E não são mudanças, talvez alguma mudança. Você não vai hoje começar e falar o Mbappé não joga, ou o Lise, Dembélé, tá todo mundo lá. Só ali na frente tá tranquilo. E aí vem a mudança, poderia ser um jogador mais próximo do meio de campo, Cherki, que justamente é o cara que nesse momento abandonou o negócio, né? Então é Vamos ver qual é o caminho adotado pelo Zidane, vamos ver para onde vai a França, mas a França tem um ponto de partida maravilhoso, né? Ninguém pode dizer que tem terra arrasada aí.
Longe disso.
O que ela perdeu, eu não vou nem considerar o jogo de hoje, o que ela perdeu foi um confronto de gigantes e onde a Espanha controlou e foi muito superior.
Talvez o dever de casa do Zidane seja aprender a ganhar da Espanha, né?
Então, foi o que eu falei.
Essa coisa específica, esse é o desafio.
Eles vão se cruzar mais vezes, né? Com certeza. Você não tenha dúvida. Antes de passar para o Zupa, a tabela do Zidane. Ele começa com Turquia e Bélgica fora, depois Itália e Bélgica em casa. São os 4 primeiros jogos.
Olha ela aí!
Nossa, a Itália na fase de grupos.
E não será a Itália de Pep Guardiola, infelizmente. Tudo indica que não será. Pirlo não vai, Pirlo é brincadeira.
Antes de passar para o Zupa, o Bernardo, expectativa com Zidane no comando, que que muda? Não muda muito?
Eu acho que não muda tanto. Taticamente tem um pouco de dificuldade de ter uma opinião porque ele não trabalha muito tempo, né, como treinador.
Pois é, cara.
E ele também não é um técnico de identidade tática, não é autoral, né?
Exato.
No Madrid, quando ele chega, vale lembrar, o Madrid tinha um vestiário extremamente problemático. Ele bota ordem na casa e assim conquista os títulos. Sim. E digo uma coisa, o tamanho dele é ainda maior na França. A França vai ter como técnico o seu maior jogador da história, da perspectiva francesa, né? O jogador mais respeitado. Já contei, quando eu fui assistir a final da Champions, que o Vini fez o gol do Madrid-Liverpool, Pouco acima de mim, no lugar, tava o Zidane.
E assim, o francês não é muito de bajular, mas todo mundo ia ali e tal bajular o cara. Ele era super simpático assim.
Então não, você percebeu onde ele tava? Onde tava o Zidane?
Não, não tava.
Alguma chance do Zidane tá lá no pó de escanteio? Não, não tá, não tá atrás do gol.
Mecenas do Birner, né?
Vocês podem deixar o que quiser, eu não vou me meter nada. Eu fui convidado, inclusive.
É o que eu digo, é o mecenas do Birner, né? Maravilhoso isso.
Para você ter uma noção da importância do Vitor Birner, estar nesse lugar pagando já é um negócio, ser convidado por uma final de Champions, inclusive para estar no lugar desse, aí é um supra-sumo. E o cara, e a bandeja, eu vou ser maravilhoso.
Malta, me desculpe pelos colegas de trabalho, cara.
Mexer para cá, para lá.
Convidado é outro nível.
Vou resumindo, é o cara mais respeitado de todos, os jogadores o respeitam demais, ele não é um cara de complicar taticamente. Essa França nem vai jogar do jeito muito rebuscado, a França não vai jogar como a Espanha. Talvez ele queira trabalhar alguma coisa mais em posse de bola para algumas circunstâncias, dependendo dos jogadores que ele tiver à disposição. Os jogadores são excelentes, o time termina a Copa do Mundo, gostem ou não, com moral lá em cima.
Foi um jogo e hoje ninguém vai ligar, ninguém vai ligar, ninguém na França liga. Inclusive eu conversei com alguns amigos que moram lá depois do jogo contra a Espanha e eles falam que os franceses estavam encarando a derrota de um jeito bem leve porque estavam muito felizes com o futebol da seleção, estavam tristes com o resultado, mas eu sempre digo que uma coisa é quando você tem um time de raça que arranca resultado na força, do jeito, e você perde e você perde, obviamente dói.
Mas quando você perde encantando e você vê perspectiva, é óbvio que dói mais, cara. Não, não, é uma oportunidade que você deixou escapar. Ou para muita gente você tem a melhor seleção, e acho que essa era a visão.
Mas eu acho que os franceses, pelo menos com as pessoas com quem eu conversei, foram poucas, assim, eles entenderam que foi um baile da Espanha. Tipo assim, tem o reconhecimento pelo jogo do espanhol, entendeu?
Então é isso sim, isso é o que eu tava falando, acho que era com o Eugênio aqui, que assim, é pior quando você perde porque, né, um lance fortuito, o adversário fez um gol, um erro de arbitragem, aí é muito pior. Então assim, o jogo foi indiscutível com a Espanha, e aí acho que muito pelo mérito da Espanha você pode falar, cara, ganhou melhor e não tem o que discutir. Mas eu acho que é mais doído quando você tem uma seleção muito forte e acaba eliminado da Copa do que quando você vai arrancando as transições.
Eu acho que a França jogou o melhor futebol da Copa do Mundo, tá? Eu continuo achando, tá?
E nesse ponto, terceiro e quarto foram duas dores bem diferentes, mas assim, que não tava doendo demais, porque poderia ser a final, poderia.
Eles estavam na semifinal, eram os favoritos até.
Tirando a minha, o meu palpite, 60 a 40 para Espanha. Já foi, não sou Hoffmann aqui, é 60 a 40 aqui e lá no final.
Mas acha que o outro vai ganhar?
É isso, cara. O Roffman, ele recua.
O Roffman é que nem aqueles médicos antigos, que a mulher chegava lá, né, mais antigo e tal, falava: Doutor, você acha que é o quê? Ele falava assim: menina. E escrevia na ficha: menino. Aí ou ele acertava ou ele mostrava a ficha para ela.
Tinha isso, né? Tinha, não sabia.
Então foi mais ou menos um Roffman, uma posição.
Ele confiava tanto, mas tanto, mas tanto. Ele confiava tanto, mas tanto, mas tanto que ele tirou férias antes da final. Ele tirou férias.
Mas é bom a gente falar depois. Eu só acho que esses dois chegaram com dores para esse. Tem isso também, né? Situação do terceiro e quarto, a gente já falou, é porque dói a beça, ainda mais para quem pode disputar uma final. Se eles jogassem amanhã, jamais a gente teria um jogo desse. Se nós tivermos isso, seria impossível ter um jogo como esse.
Poderia acontecer de tudo, mas do jeito que a França tava defendendo, não como ele jogava.
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Alguém se aproveita dessa, é muito bem, eles fizeram tudo isso. Thank you very much.
Hey, Brazil!
Muito bom, Neymar! Neymar! Hey, bro, I love you, Neymar!
Hey, Vini!
Vini, ojalá perdas!
Tudo isso para poder falar sobre o Zidane. Eu acho que tem um ponto que é o que mais me gera curiosidade, que é o Zidane mostrar— graças— o Zidane mostrar o técnico que ele é. Eu acho que esse é o ponto. A gente não tem certeza, pelo menos não tenho convicção do treinador que o Zinedine Zidane é definitivamente, porque ele fez um trabalho estupendo no Real Madrid. E aí ele saiu, e aí ele esperou o trabalho ideal. E o Zidane, que moral, né?
Porque o Zidane, ele tem, vai ter o segundo trabalho dele. O primeiro foi o maior clube do mundo e o segundo vai ser a melhor seleção do mundo, né? Então eu tô curioso para ver qual vai ser o perfil de técnico que o Zidane vai mostrar como ele vai mostrar para a gente.
Quero olhar, quero olhar, quero olhar, quero olhar.
No fim das contas, aí já estão muito loucos, né, meu? Calma aí, provável. Vamos ter, vamos ter festa, alegria e tal, mas vamos respeitar o repórter, pô, pelo amor de Deus. Vai ver se tem condição de eu me despedir lá do Zuca, senão a gente, a gente tem, tem, tem. Voltou, pessoal.
Vou te falar também, é brincadeira, Não é brincadeira, não passou no bafômetro, não passou no bafômetro, viu?
E o Zupac mais uma vez se impôs, se impôs.
Tem de mala nesse mundo, né?
Eu vou te falar, viu? Pode completar, pode. Pô, desculpa, imagina.
O chat tá adorando o Zupac, o chat adorou.
Eu tô vendo aqui, você praticamente um Bruce Lee aqui, ó.
O Marcelo disse aqui: o Zupac botou os caras para correr.
Foi mesmo, o que aconteceu quando a gente cortou Voltou a imagem. Eu não quero saber, vai virar corte, né? Não tem noção da capacidade do nosso time.
Batalhou em 5 segundos, cara.
Amanhã é homenagem ao Zupá, que o Luiz Della Fonte pode ser o primeiro técnico careca campeão do mundo.
Olha aí, ó, talvez o Zupá seja um indício disso. Ele tá dando um sinal aqui. O Zupá, para poder te liberar até dos malas aí, Filipão não tinha muito cabelo. O Calçade aqui falou uma coisa, Calçade aqui falou uma coisa, não sou que nem o Hoffman não, eu dou um percentual aqui e vou com ele, 60% para Espanha, né? 60/40, né? O Hoffman dá um percentual num dia e no outro ele muda um pouquinho.
Eu senti, muda nos programas, programas diferentes.
Eu senti um certo recado para o Zupac, porque o Zupac esses dias ele falou o seguinte, vê se eu tô errado, Zupac, vê se A frase foi essa, ele deu uma do médico. Eu, eu, eu, eu aposto na Espanha favorita, mas Argentina vai ser campeã. Isso aí, é isso aí.
A Espanha, a Espanha é melhor do que Argentina, mas o futebol não é um esporte onde o melhor vence. Eu, eu, eu não duvido de nada desse time da Argentina, e a trajetória que eles estão construindo na Copa não é na base de ser melhor. É na base de ser mais forte. Eu acredito que a seleção com mais força pode ganhar da seleção que é melhor. Meu palpite é que a Argentina ganhará a Copa do Mundo mesmo não sendo melhor do que a Espanha.
Mesmo assim ele pode dar o aplique do obstetra lá, que você falou, né? Ele vai pegar forte e falar assim, eu acho que vai ser forte.
Meu palpite é Argentina. Percentual, Zupa. Aí te complica.
Ô Zupa, agora não tem como fugir. Esse é o corte verdadeiro, esse que vai ficar para posteridade. Errando, só única opinião. Percentual, o traíra foi o Jean Odi aqui, não tinha nem pensado nisso. Percentual para Espanha, percentual para Argentina para ganhar o jogo. Meu palpite é para ganhar, para ser campeão.
México, México, México, México.
¿Quién va a ganar el partido mañana, Argentina o España?
Según yo, México no. O sea, México juega por la final.
No, no, Argentina o España.
A la verga, Messi, te amo, pero la neta, ojalá gane España por el bien mundial. Los argentinos son muy alzados, muy mamones y muy, muy—
¿Qué momento?
¿Qué momento?
Que momento!
Amar, graças! Depois avisa que o Messi já tá fora.
Avisa para ele que o Messi já foi, já foi. Tem um tempinho aí que já foi, não sei se ele tá sabendo.
A Copa ainda vai acontecer.
O bapho é duro, hein?
Não fala isso!
Olha, dá para intuir.
Zupa, a gente sentiu daqui.
Esse cara balou mais o Zupa aqui todos os outros dias que não puxaram ele.
Você não vai fugir da percentual não, você tá combinando com os caras.
Percentual, percentual para amanhã: 55-45 para Argentina campeã.
Aí, ó, agora saiu, agora saiu, agora gostou.
Vai bem, vai bem, vai bem.
Gusttavos Upac, você é maravilhoso, cara. Obrigado, viu? Obrigado, foi demais, foi demais. E ainda deu uma de Chuck Norris ali no final.
Eu digo que ganhou 500 fãs no chat em 1 segundo, cara.
Tá bombando aqui.
Mas assim, desculpa, é o tipo de coisa que não é para a gente fazer ao vivo, mas eu também não sei o que aconteceria se esses caras— eu acho que eles estavam bem intencionados, é que eles estão mamados e eu não sei o que aconteceria se eles tivessem ao vivo. Então peço desculpa pelo excesso.
Não, não, você foi bem.
Eles iam te jogar para cima e você ia cair no chão porque eles não iam conseguir pegar na volta.
Claramente era o que ia acontecer, havia essa possibilidade.
De roubar o equipamento também.
E o pessoal da Marvel já ligou aí, Os Vingadores, próximo filme, tá dentro. Professor Xavier.
Mas falando sério, William, agradeço bastante a companhia nesses quase 40 dias. É como eu já falei aqui outras vezes, o Linha de Passe é um programa que começou na Copa de 98. Então estar em uma Copa participando do Linha foi um presente muito grande. E não só com a missão de trazer análise, porque análise vocês estão em melhores condições do que eu para fazer, e não tem ninguém no Brasil melhor para fazer esse tipo de análise do que vocês, mas trazer análise com a informação, com o olhar e a temperatura do estádio, e construir tudo isso junto.
Então agradeço ao nosso grande comandante Felipe Silvani, ao Vinícius Fernandes, que também pilota a nave, pela compreensão de sempre. Em meu nome, da Andressa Galdiano, que formou meu time aqui durante esse mais de mês na América do Norte. A gente agradece muito. Obrigado, foi um prazer estar com vocês e a gente se vê nas próximas semanas.
Manda beijo para todo mundo, parabéns pelo trabalho, cobertura de todos aí sensacional. Adoramos todas as participações de vocês e o orgulho é nosso, prazer, alegria nossa de ter vocês aqui trabalhando conosco nesse Linha de Passe. Beijos, opa, beijo na sua careca, hein?
Obrigado, beijo grande, até a próxima. A gente se vê na volta.
Valeu, querido.
São 8 Copas do Linha, né? Essa é a 8ª Copa do Linha de Páscoa, suas mais variadas formações, mas surgiu antes da Copa de 98 com Tostão, né? Sempre um abraço para o mestre.
Formações maravilhosas aqui, por isso que é um orgulho, uma responsabilidade muito grande tá aqui. A gente sabe disso, e manter a nossa essência sempre. Intervalinho. Seguimos no YouTube, que tá bombando, né, Birneira?
Não, e é só o Zupac aqui.
Espetáculos! O Zupac virou um herói nacional.
Podemos dizer que o Zupac foi o ponto alto do jogo?
Foi melhor que o jogo.
Foi melhor que o jogo.
A gente volta já já. Aí, meu, muito bem, fã de esportes, amanhã é a última oportunidade de você curtir esta Copa do Mundo. Aí só daqui a 4 anos, né, meu querido? Então aproveite bastante este domingão para curtir esta decisão entre Espanha e Argentina ao vivo na Casetv, no Disney Plus. Bom lembrar que o nosso Linha de Passe começa às 6:30, se não tiver prorrogação. Ah, William, mas o jogo acaba às 6, mas tem comemoração e tal, etc.
A gente começa às 6:30, e se tiver prorrogação, pênaltis, essas coisas, a gente empurra um pouquinho mais para frente, tá bom? Mas temos o nosso compromisso também amanhã, que vai ser delicioso, do último Linha de Passe desta Copa. É, para isso a gente tá atendendo uma demanda também, pedidos aí no YouTube, como o Vitor Birner identificou, para que Mário Marra participasse do programa de hoje. Mário Marra já está entre nós, parece que num lugar um pouco mais controlado, né, do que protegido.
Inclusive pessoas preocupadas, tá tudo bem com Mário Marra. E antes da gente falar de Espanha e Argentina, que vai ser o nosso tema agora até o fim do programa, é, não tem como Peço até desculpas à nossa produção, pediu para seguir com os temas, mas não tem como Mário Marra participar hoje depois daquela participação histórica com a derrota da Inglaterra.
Ah, é fazer um balanço do terceiro lugar, né?
A derrota da Inglaterra. É só uma pergunta, tá? E a gente já vira para final. Como está o seu coração com relação a Thomas Tuchel depois do jogo de hoje? Agora com a cabeça um pouco mais fria, um pouco mais tranquila.
Posso acrescentar uma pergunta?
Pode.
Como é que o jogo não tem a não teve competição, que a França primeiro tempo tenha andado em campo. A atuação do Saka, lembrando que a Argentina deu espaço até dizer chega para o contra-ataque, principalmente quando saiu Paredes, aumenta a sua crítica ao Thomas Tuchel? Mário Marra, boa noite.
Boa noite, companheiros, prazer estar com todos vocês. É o último Linha antes do final da Copa, né? Meu Deus do Meu Deus do céu, é claro, né, Vitor Vini? É claro, né? Tem condição, né, cara? Não tem condição nenhuma. O Thomas Tuchel, ele terminou o jogo que dava vaga para final como caiu saca sentadinho. Ô, não, você presta atenção aí o que tá acontecendo, os movimentos, tá? Dá uma olhada aí e tal. Sim, é uma falta de respeito com um jogador tão bom como ele.
Joga hoje, faz 3 gols, Arrebenta na Premier League, é campeão da Premier League, mas ficou sentadinho do lado do Thomas Tuchel. Aí, num jogo que não teve competição, não dá, não merece avaliação, né? 6 a 4, placar de tênis, tal, um peladão de final de ano. Isso não merece avaliação positiva para o trabalho dele. Pelo contrário, quando a gente vê quem foi que fez os gols e vê que esse cara ficou sentadinho do lado do Thomas Tuchel, assim, uma piada. Humor britânico com pitadas alemãs.
Muito bem, vamos virar a chavinha então, já com Mário Marra para falar de Espanha e Argentina. Falando dessas duas seleções aí hoje, Mário Marra, são realmente as duas melhores seleções do mundo hoje?
Não, não, assim, para mim, antes da Copa começar e durante a Copa, França e Espanha, Argentina é um É porque o futebol é tão maravilhoso que assim, a Argentina não teve muito parâmetro, né, William? Falamos sobre isso no Linha desde o início. A Argentina fez uma opção por qual é a competição que eu tenho que jogar. Eu tenho que disputar as eliminatórias sul-americanas, ok, então eu vou ganhar esse negócio aí. E a Argentina ganhou esse negócio aí com alguma folga, né?
Ganhou do Brasil inclusive duas vezes, na ida e na volta, no Brasil e na Argentina. Teve algumas derrotas, claro, Mas no mais, a Argentina não estava disposta a jogar contra a Alemanha, contra a Espanha, a trocar contra outros países que poderiam estar na parte alta de uma tabela de classificação de Copa do Mundo, de um ranking de posicionamento de FIFA. Estanciai daquilo, foi assim, pô, mas esses caras não vão, será que vai dar certo mesmo e tal?
Depois, com o passar do tempo, eu vou percebendo a química existente no elenco e no grupo Pô, os caras fizeram certo, os caras estimularam ali uma comunhão interna, uma coisa assim incrível de devoção com relação ao Messi. E os caras competem, competem, competem, e tá. Mas antes da Copa, para mim, eu não colocaria Argentina, eu colocaria a França. E ainda depois da Copa eu não consigo tirar a França. Então se você puder abrir uma brechinha, Argentina, França e também Espanha.
E aí, Bertozzi?
É, cara, eu tinha todas as desconfianças, não ver a Argentina competindo no ciclo. E assim, acho que amistosos bons são uma forma de competição também. Eu lembro que a gente, quando o Brasil jogou com a Espanha e com a Inglaterra, a gente falou, pô, são jogos que precisam ter, são testes importantes. Mesmo quando o Brasil se mediu no começo do ano com Croácia, com França, a gente falou, ah, mesmo que tenha perdido, é bom a gente se medir com esses adversários para ver onde a gente a gente tá.
Então, como a Argentina nunca nos deu essa medida, a gente tava meio no escuro. É um elenco que se renovou pouco. O Messi teria 4 anos a mais, que uma coisa é 4 anos a mais de 25 para 29, outra de 35 para 39, jogando nos Estados Unidos, tendo lesões, porque ele teve uma lesão inclusive perto da Copa do Mundo. Então assim, motivo para ter certeza você não tinha muito. Mas eles foram dissipando todas as certezas, todas as dúvidas, na verdade, fase após fase, mostrando uma capacidade de superação absurda.
É um time que joga melhor quando toma o gol. É raro ver isso no futebol, mas é fato. Todos os jogos que a Argentina começou a jogar melhor foi depois de tomar o gol. Então esse é um recado para Espanha, né? Se a Espanha fizer o gol, eu acho que tá tudo certo. Não faça o gol, se fizer o gol, faça no finalzinho. No finalzinho, né? O mais no finalzinho possível. Brincadeira à parte, é isso, é uma prova também de força mental, de caráter.
Onde tá a grande diferença dessa final? São duas filosofias de jogo que convergem em alguns pontos, o gosto pela bola principalmente, mas a Espanha se reúne em torno de uma ideia, a Argentina se reúne em torno de uma figura, né? O protagonista da Espanha é o jogo, o protagonista da Argentina é o Messi. Se você tira o Messi da Argentina, o jogo desmorona. O jogo da Espanha vai continuar lá porque ele já tá lá faz muito tempo, né?
Então, nesse sentido, quando a Copa do Mundo acabar e amanhã o Messi não tiver mais, a Argentina vai ter que rediscutir o seu futuro, talvez até o como ela vai jogar, como ela vai jogar. A Espanha não. Então assim, mas tudo bem, para amanhã isso não é uma questão, mas Eu acho que o Scaloni tem que resolver algumas questões sobre como ele vai lidar com a Espanha. Se ele mantém o Giuliano Simeone, é interessante, ele vai ter que ter saída para o ataque, mas ele vai ter um homem a menos no meio.
Isso foi fatal para a França. Então ele pode abdicar do Simeone e voltar com o Depay, por exemplo, para tentar ter mais embate no meio, para tentar— porque a Espanha quando tá com bola, isso é uma coisa que o Gustavo vendo os jogos de perto observou muito, ele falou, cara, O Oyarzabal sai da referência, vem para o meio, Dani Olmo vem para o meio, de repente você olha para o meio e tem 150 jogadores da Espanha.
Todos eles podem jogar.
Todo mundo joga, né? Então assim, a Espanha consegue levar todos os jogos, conseguiu levar a França para o terreno dela. A Argentina conseguiu levar a Inglaterra para o terreno dela, o jogo físico, o jogo pegado, jogo brigado, e conseguiu, teve sucesso. Então Quando o Laporte vai dar entrevista e falar, é, até a arbitragem, olho, hein, porque os caras pegam, hein, e arbitragem deixa, né? Por que que ele tá fazendo isso? Ele sabe que a Argentina provavelmente vai tentar picar o jogo, que a chance que a Argentina tem é picar o jogo.
Se a Argentina não conseguir picar o jogo e deixar a Espanha controlar, eu acho que a Argentina vai ter muito pouca chance.
O Birner, dizer que é uma surpresa ver na na decisão uma seleção que é atual campeã do mundo e que tem Messi e tal, pode parecer um exagero. Mas eu te pergunto, até que ponto você olhava na Copa do Mundo ali, fase de grupos, tava Argentina, é bem possível Argentina na final? Porque a gente tá falando de uma seleção, esse cara que a gente tá falando, que é incrível, mas 39 anos. O Calçade outro dia pegou a lista de jogos da Argentina pré-Copa, e mesmo com fase de grupos e tal, adversários, Zâmbia, Mauritânia, Honduras, se eu não me engano, teve jogo com Honduras.
Não fizeram questão de, né, era esse espectro, uma seleção envelhecida. E numa Copa do Mundo que a gente falava de França, que a gente falava de Espanha, que chegou, que a gente falava de Portugal, que a gente falava de Inglaterra, Alemanha era uma incógnita também. Mas enfim, olhar para Argentina na final fazendo um retrospecto lá para o início da Copa, ou talvez para os primeiros jogos da Argentina, para a forma como ela atuou durante a Copa, né?
Aí não tô falando de alma, tô falando da parte técnica. Você olha para a final, vê a Argentina na final, e o que que você pensa? Você fala normal, já imaginava, tô um pouco surpreso, não esperava?
Bom, você perguntou sobre bem possível. Isso, eu só passei a achar bem possível depois de cada etapa, quando a Argentina tinha um adversário que não era muito forte para enfrentar pela frente, né? Porque você vê a Argentina, ela é um time, ela se mostrou um time com muita fragilidade defensiva, um time inconsistente quando a gente fala sobre a capacidade de ter controle do jogo, que é uma coisa que a Espanha tem de sobra, né? Porque a Espanha, quando não jogou o seu melhor futebol, a Espanha nunca foi dominada.
A Espanha sempre tem controle do jogo, que faltava para ela era a última parte o jogo de construção, de criar chances de gol, né? Mas a Espanha não cedia chances para os adversários, tanto é que tomou só um gol até agora. E a Espanha tem uma escola de jogo muito bem definida, né? E aí quando cresce o seu principal jogador, que é o Rodri, com Yamal ainda um pouco abaixo, a Espanha cresce junto, né? E aí aparece o Merino, né? Aparece o Oyarzabal.
E aí como um time coletivamente muito forte e cheio de bons jogadores, alguns ótimos jogadores, Nenhum gênio como Messi, nenhum craque, né? O Rodri beira ser craque, mas você já pode chamar o Rodri de craque. A Espanha cresce junto, então a Espanha não tem surpresa. Argentina, olhando o futebol dela, só o futebol, e olhando para Copa do Mundo, mesmo num grupo fácil, eu não apostaria na Argentina como não apostei na final da Copa do Mundo, tá?
Porque quando você fala sobre qualidade de jogo, jogo, só o jogo, isso, jogo não é só a bola.
Sim, sim.
O jogo ofensivo da Argentina é encantador? Não é. Argentina tem muitas opções ofensivas? Não tem. Argentina tem variações de jogada? Não tem. Argentina cede chances? Cede chances. Argentina sofre no mata-mata? Sofre no mata-mata. Argentina sofreu em todos os jogos de mata-mata. Mas aí vem o mental, que é uma capacidade de reação enorme, e o gênio. Tem muito a ver com o que o Laud disse. A Espanha é uma equipe organizada e muito bem organizada.
Ao redor de uma ideia, e Argentina ao redor de um jogador genial, tá? Agora, as melhores seleções da Copa do Mundo, e um torneio de mata-mata muitas vezes não tem as melhores equipes ou seleções na final, foram França, que jogou o melhor futebol, e a Espanha, que tem o melhor ciclo, já tinha um time consistente, foi crescendo ao longo da Copa.
Argentina não está entre as melhores seleções da Copa do Mundo, desde o último jogo de eliminatórias contra Equador, Equador 1, Argentina 0. Argentina, aí ela passou com reservas, né? Aí ela, mas ela, aí a fase seguinte é quando você começa a escolher adversário pensando exclusivamente na Copa. Não tem mais um, tinha um adversário programado que era Espanha, que aí o jogo não rolou, não aconteceu. Amanhã vai acontecer e valia a taça, né, do campeão da América, campeão na Europa.
Aí a Argentina passou a escolher os jogos escolhidos. Argentina venceu a Venezuela, venceu Porto Rico, venceu Angola. Aí o jogo da Espanha adiado. Venceu Mauritânia, né? A Mauritânia sabia que tinha futebol lá. Argentina venceu Zâmbia, venceu Honduras, venceu a Islândia de Jean Aude. Aí Copa do Mundo, única europeia do ciclo inteiro, a Islândia. Aí prateleira da Aí no Mundial, Argélia, Áustria, Jordânia outra vez, Cabo Verde, Egito.
Aí chegou a Suíça, não foi fácil, um perereco ali. A Suíça teve perto de— foi perereco os outros aí ainda. Então assim, não dá para não desconfiar da Argentina, embora a Argentina tenha passado, mas a Argentina tem um jogo coletivo, e é verdade, administrado emocionalmente. É um tango, é um tango. Então, cara, é em cima de um personagem que é o Messi, que é o cara que realmente faz toda a diferença com ou sem bola. Se ele tiver em campo só parado, é, ele é, ele modifica o jogo da Argentina.
Mas é emocional, como foi a condução nesses confrontos até agora, emoção pura. E futebol para passar. Já a Espanha tem um jogo coletivo com uma condução mais racional do que a Argentina, e com Argentina mais vulnerável. As vulnerabilidades da Argentina, elas estão aí expostas, né? A Espanha é menos sensível nesse ponto. Pode perder? Pode. Eu continuo entendendo que a vantagem espanhola 60 a 40, ainda mais depois do jogo que eu vi contra a França.
Porque se tinha um jogo pra Espanha, não vou falar tremer, mas sofrer, era a França. E o sofrimento da Espanha diante da França foi... Então, pra mim...
É que na realidade também a Espanha, o primeiro adversário assim, ah, foi a França, né?
Foi a França.
Porque também ela teve um...
Foi o melhor jogo dela, o primeiro grande jogo da Espanha.
Só que tem... O que eu vejo é a maneira dos espanhóis. Encararem o jogo dos argentinos, é diferente, é diferente muito. Por exemplo, contra a França, foi uma França sem a posse de bola, posse da Espanha. A gente esperava, não no volume que ocorreu, né? Porque um time que tomou um gol e continuou sem encontrar a bola. Quando você toma um gol, cara, você precisa tirar a bola do adversário. O tempo tá passando, bateu 90 minutos, acabou.
Então ali foi um grande teste. Então a Argentina é diferente da França, em tese, porque a Argentina vai ter a bola, a Argentina vai ter, que vai querer ter mais a bola, certo? E isso pode atrapalhar a vida da, prejudicar a Espanha ou beneficiar? Eu entendo que pode beneficiar. A Espanha ter menos a bola pode ter um adversário que lute por ela, que queira a bola também, que lute por ela, mas num volume, eu não acredito que a Argentina terá mais posse.
Porém, não acredito que ela tenha como a França. Acredito que a Argentina vai competir mais, até por característica de meio de campo, que é jogo físico, e não vai marcar alto como a França fez. E não vai marcar alto, mas precisa da bola para o Messi jogar. Sem a bola, eu não posso deixar o Messi correndo para recuperar a bola. O Messi é aquele jeitão Messi, 39 anos, alguém recupera e toca a bola para ele, aí ele se vira e faz chover.
Então, onde vai jogar Julian Álvarez? Ele vai jogar com o Messi, que marcando saída de bola, ou ele vai jogar no lado esquerdo como jogou no último jogo contra Inglaterra? Porque tinha Juliano Simeone também, pode ter De Paul e o Julian Álvarez. Então você largar o Messi diante de Kubasi e Laporte e ainda eventualmente Rodri, cara, essa bola vai sair com facilidade. Se você marca alto assim, eles acham Lamini a mal. Se você marca baixo, você chama a Espanha para o teu campo.
Então, para mim é uma incógnita. Eu sei como a Espanha quer jogar, eu não sei como a Argentina vai jogar. Eu não dá para saber.
Eu Eu tenho só a impressão, não sei se o Marra chamou ou não. Marra chamou?
Não, não, não, não, não, não, só começou uma música aqui, mas qualquer coisa não é tango não, né?
Qualquer coisa você sai que nem o Zupa aí distribuindo.
Então não, já deu, já deu certo.
Então vou fazer o seguinte, eu, então vou fazer o seguinte, Marra, para passar para você, eu vou colocar uma telinha aqui, pedir o pessoal colocar calma, até nem, que é o caminho das duas seleções aqui nessa Copa do Mundo. Vamos lá, a Espanha teve aquele começo com Cabo Verde 0 a 0, aquela zebra e tal. Aí depois pegou Arábia Saudita 4 a 0 no primeiro tempo. Segundo tempo, a Espanha falou, não vou jogar mais não, tá tudo certo.
Ele fechou contra o Uruguai 1 a 0. É ruim o jogo, frango do musleiro, muito ruim, muito ruim o jogo, frango do musleiro. A Áustria 3 a 0, apertou, apertou, apertou, fez o primeiro e abriu a porteira. E ok. Contra Portugal, aquele gol no finalzinho do Merino, né? Talvez ali você falou o melhor jogo da Espanha, ali melhor não, né? Um dos melhores contra Portugal, porque para mim o melhor foi contra a França.
Não, melhor foi contra a França.
Tá, Portugal 1 a 0 em Portugal, 2 a 1 na Bélgica quando ela toma o primeiro gol na competição, e aí vai o Merino de novo, 2 a 1, o único, exatamente. E o 2 a 0 na França. Caminho da Argentina é o seguinte, uma primeira fase Tranquila. 3 a 0 na Argélia, 2 a 0 na Áustria, 3 a 1 na Jordânia. O Messi empilhando gols, assistências e tudo. Aí vem o mata-mata, e no mata-mata é que começou uma das grandes histórias aí da Copa do Mundo. 3 a 2 suado em Cabo Verde, depois de abrir o placar toma empate, faz 2 a 1, toma empate e faz o terceiro.
Egito 2 a 0 até os 34 do segundo tempo, consegue virar ainda no tempo normal, uma loucura. Suíça Suíça, a Suíça consegue o empate, tava melhor no jogo e tal, tava com tudo para virar, tem um jogador expulso, a Argentina vai lá e 3 a 1. E contra a Inglaterra, que saiu vencendo por 1 a 0, Argentina mais uma virada na Copa, empurrando a Inglaterra no segundo tempo, 2 a 1.
Ela tomou no mata-mata contra um gol que tomou a Espanha, único da Copa.
Mas olha só que loucura, ela, ela, inesperados, né? Você tem 11 gols no mata-mata, E já a Espanha sofreu 6.
É, mas eu acho que são gols marcados.
Tem prorrogação aí, né?
Então, primeiro que tem muito mais minutos jogados em relação à Espanha, e são, então, uma hora a mais.
Oi, fala, Marra.
Não, é isso mesmo, uma hora a mais.
Isso, uma hora de futebol a mais, né?
Mas para mim, assim, a gente olha um dia a menos para se recuperar, não é isso?
Também é, também porque a classificação foi na quarta, né? A Espanha foi na terça, Argentina foi na quarta.
Perfeito.
Fala, mas acho que assim, a gente olha essas duas trajetórias, essa sequência de jogos da Espanha e da Argentina, e lembra como essas seleções passaram pelos seus adversários. E acho que dá para resumir da seguinte maneira: é a seleção que joga com o cérebro e a seleção que joga com o coração. É exatamente isso, porque a Espanha tem uma maneira de jogar muito clara, uma ideia muito clara, consegue aplicar essa ideia com maestria, gostem as pessoas ou não da ideia de jogo que ela tem.
Às vezes isso acaba resultando em mais gols, às vezes em menos gols, mas ela tem sempre mais a bola, ela impede o adversário de jogar, e acho que chegou no ponto máximo na partida contra a França. E a Argentina foi nessa coisa que a gente chama de aos trancos e barrancos, mas é um aos trancos e barrancos que poucas seleções, talvez nenhuma seleção, teria conseguido passar, porque é muito com o coração, é muito com o espírito dos caras.
É aquele, eu sempre ressalto, o olhar dos jogadores da Argentina na hora que ela toma os gols, né, aqueles gols que parecem decisivos para decretar a eliminação. Os caras estão sempre acreditando, eles parecem ter sempre a certeza de que eles vão conseguir reverter, mas acho que nessa final a pegada é muito mais complicada. Eu tô de acordo com o Calçade, acho que se a Argentina vai querer ter a bola, ela não vai conseguir. A Espanha vai ter mais a bola, eu acho que a Espanha é favorita, até porque se a Espanha fizer o gol, ao contrário das outras equipes, ela vai ficar mais com a bola, ela não vai vai deixar a Argentina jogar.
E aí a Argentina dificilmente vai conseguir repetir o roteiro dos últimos jogos.
O Marinho chamou o Calça, só um segundinho, vamos lá.
Chamei até para trazer uma, assim, algo que em breve esse relatório, né, que existe. O Calçade sempre fala, né, desse grupo de estudos da FIFA. Hoje teve o simpósio, né, do grupo de estudos da FIFA no estádio, né, do jogo, no MetLife. E bom, quem tava? Arsênio Wenger coordenando, tava o Klinsmann, tava Gilberto Silva, tava o Zabaleta e algumas outras pessoas. Mas o que me chamou a atenção assim é que eles têm muita coisa. O relatório vai estar, me parece, vai estar bem legal, tá bem interessante.
Para que vocês tenham uma ideia, foi parte de análise a quantidade de socos na bola dos goleiros comparado às Copas passadas. Os goleiros socaram, né, conseguiram dar, né, tirar o perigo da área com o soco mais vezes que acontecia nas Copas passadas. Só tô falando de minúcia. E quando eles se debruçaram para falar de Espanha e Argentina, chama muita atenção que sim, obviamente a Espanha é o controle, é o controle, mas é o controle assim trabalhando perfeito em todos os setores do campo.
Só que tem uma seleção que erra menos passes, que tem na verdade uma precisão maior de passes. E que tem muita tranquilidade também quando não é tão pressionada assim para trabalhar a bola e fazer a bola chegar até o Messi. A seleção da Argentina é que tem a maior precisão de passes e tem uma posse de bola também muito alta. Então assim, eu concordo com vocês, o controle da Espanha ele é um controle nítido. A Argentina tenta controlar e às vezes é surpreendida porque tem fragilidades defensivas, não consegue cortar as linhas de passe como precisa cortar.
Isso ficou muito claro no jogo da Suíça. Mas vai sair esse relatório em breve, já da análise do grupo de estudos da FIFA.
É o adversário mais difícil que a Argentina poderia ter pelo estilo que ela vai confrontar dentro de campo e que pode mudar, como diria o Jean, o Jean tava falando isso, talvez obrigue a Argentina a mudar tudo que ela fez até agora na Copa. E a Espanha não vai mudar. A Espanha não muda, ela não, não tem por que a Espanha mudar. Só teria um motivo para a Espanha mudar: a imposição do adversário. Ela não vai, a Argentina não vai conseguir.
Então, qual é o impacto da Argentina no desconforto, talvez, de uma, de um jogo em que ela não pode ser exatamente como ela gostaria? Porque a Argentina, o que a gente viu foi Argentina lutando, lutando nesses jogos da fase Porque assim, é uma Argentina na fase de grupos tranquila também, com jogos. É uma Espanha com problemas. Aí vem o mata-mata, Argentina vem com seus problemas e a Espanha vem passando, toma um gol só. E Argentina, claro, passa, produz mais gols, mas ela é vulnerável.
E isso contra a Espanha é terrível, terrível. Porque a Espanha trabalha bem de um lado para jogar pela inversão, encontrar lá o Amine Amal um pouquinho mais solto na marcação. Ela pode também ter todo mundo do lado do Lamine para jogar bola.
Calçade, Lamine Amal contra Thalia Fico é um, é um, eu diria, no basquete é um mismatch danado, né?
Então é aí você começa, fala assim, bom, o quarteto, por isso que eu acho que a Argentina vai voltar com quarteto, acho que volta o Depol, até para o cara mais experiente, porque ele precisa marcar. Você, do Depol, tem o lado do Cucurella Que tudo bem, o Giovani Simeone, se precisar, ele marca o lateral, ele faz isso o tempo todo. E ele também é um jogador que pode cuidar melhor do lateral quando ele tem a bola e liberar aquele setor para o Messi.
Mas vai vir um volante para o Messi, né? E do lado oposto você tem um lateral que joga, você tem um jogador de meio que é o Baena, que eu acredito que o time vai ser o mesmo, que vem por dentro, se junta com o Dani Olmo. O Iarçabal, cara, você tem os 3. Um, vamos para o fã de esportes enxergar, vamos imaginar meia-lua da grande área. Chega ali naquele setor, estão os 3. E aí o Lamine aqui, ó, e o Cucurella passando. E esse movimento dos 3 é difícil porque é o seguinte: os zagueiros vão sair ou vão ficar para marcar?
Eles com 3, eles vão pesar onde? No meio de campo da Argentina. Então você vai precisar mais de Paredes, de Enzo Fernandes, de Mac Allister, e ainda tem o Fabián Ruiz, o Rodri, que pode jogar por ali. Então é muita gente. Eu digo, o sistema da Espanha, ele é mais claro e ele é mais, assim, eu acho demais perigoso para a Argentina. A Argentina vai ter que ter um jogo da vida, eu não acredito que vai acontecer.
Precisa dar tudo certo, né? É a impressão que passa.
Mas tem dado tudo certo.
Não, mas é, não quanto a diversão, mas não, a Espanha é outra, é outra coisa. E outra, eu até acho que faz todo sentido, acho que o Calçade falava, a entrada do Depay, a volta do Depay ao time, mas faz todo sentido do ponto de vista tático. O problema é que o Depay faz uma Copa muito fraca, muito fraca mesmo.
Ou a entrada de um terceiro zagueiro, fazer uma linha de 5 com o Julián Álvarez fechando pelo menos em 4-1.
Isso aí, então a gente até cogitou muito perto do gol, né? Então ainda mais, ele baixa demais o time. E eu acho que assim, se não foi usado, né, até antes do jogo contra a Inglaterra, porque eu lembro do Marra aparecendo empolgado, né, falando dessa possibilidade, né, da entrada do Otamendi e tal. E de fato, né, os argentinos estavam falando muito dessa possibilidade. E depois, pelo que eu li, eu não sei se o Marra conversou com algum colega aí, se ele, mas pelo que eu li, depois me parece que eles não estavam cogitando de fato que isso acontecesse, embora tenha sido muito propagado pela imprensa argentina e ele tenha de fato testado a linha de frente.
Mas o momento do jogo não para partida, não para o início.
Exato, não para começar jogando. E acho que se não usou contra a Inglaterra, usar contra a Espanha é um pouco o que o Calçadinho tá falando aí, cara. Você chama mais ainda, você perde um cara no meio. Então eu acho que, ok, o De Paul faria sentido, só que o De Paul tá mal na Copa do Mundo.
Posso citar algumas outras coisas que são pegadinhas de um jogo como esse?
Lógico.
Por exemplo, eu concordo com tudo, que a Espanha é superior, que a Espanha vai ter a posse de bola, que a Espanha tem mais chances, que a Espanha tem mais argumentos de jogo. Isso, concordo com tudo isso. Mas vou colocar algumas circunstâncias. O Eugênio fala muito sobre imponderável do futebol. Vamos supor, ninguém pode descartar, que a Argentina faça um gol primeiro. A Espanha em nenhum momento ficou atrás do marcador em toda a Copa do Mundo.
E aí começa a entrar uma outra questão que pesa principalmente no jogo como esse, que é uma final de Copa do Mundo, a parte anímica, emocional. Os argentinos podem ficar muito grandes porque mentalmente eles são mais fortes que os espanhóis para o jogo. O jogo mental espanhol depende muito da imposição com bola e das circunstâncias do jogo, de não perder o controle do jogo. Porque se perderem o controle do jogo, os espanhóis, o que é difícil de acontecer, mas repito, é um jogo muito específico, muito diferente, Eu não sei como eles vão reagir. Os argentinos a gente sabe que podem reagir.
É, mas os argentinos acho que eles são grandes mentalmente de qualquer maneira.
Fala, Marlon. Eu ia continuar, mas segue.
Não, é esse ponto aí assim, até que ponto ter a casca, ter no currículo já ter disputado final de Copa do Mundo recentemente e ter vencido, né? Tudo bem, o Mestre disputou também a de 14 e chegou na final e não foi campeão. Mas é uma outra final. Até que ponto esse ambiente de era uma final de Copa do Mundo pode pesar?
É uma vantagem, né? Eu acho que mentalmente a Argentina tem uma vantagem nesse jogo. Eu acho que a Espanha tem mais futebol. A parte anímica da Argentina é mais preparada para lidar com situações adversas. Os jogadores da Espanha não jogaram uma final de Copa do Mundo. Você tem o Kubasi, saída de bola, fazendo uma grande Copa do Mundo, jogador muito jovem, pode ser até o destaque da final. Não tô falando que não vai ser, Mas é um teste novo.
E por ser um jogo de Copa do Mundo, é sempre— a gente tem um olhar diferente, eu tenho pelo menos um olhar diferente, acho quase todo mundo, para como cada jogador vai reagir diante de cada momento do jogo. Uma outra coisa, arbitragem. Arbitragem, eu não tô falando que ela vai ser desonesta, mas os argentinos sabem levar o jogo para onde querem. Então eles podem testar arbitragem. Por exemplo, a gente viu O Laporte dando entrevista falando sobre um jogo limpo, mas o árbitro pode—
Aliás, assim, vamos combinar, esse discursinho, esse discursinho dos espanhóis como os guardiões morais do jogo é chato pra caramba também.
Eu também não gosto, eu também não gosto, chato pra caramba.
Mas eu entendo por quê aí, porque eles sabem que se o jogo for pra esse lado é ruim pra eles, é pior pra eles.
E não vou falar da Argentina especificamente, o Paraguai levou o jogo contra a França pra isso, pra Libertadores. Não é isso? O jogo mais sujo de todos os jogos da Copa do Mundo até agora e terminou sem cartão amarelo. A França terminou com 3. Os paraguaios levaram o árbitro, arbitragem, para onde queriam.
Foi 1 a 0, gol de pênalti.
Olha lá, o árbitro vai ser muito testado pelos argentinos, até porque os argentinos vão usar de tudo, porque o raciocínio deles sobre circunstâncias de jogo e não sobre como jogar com bola tá muito mais do que aprovado e muito mais do que testado. E talvez tudo isso entre na final. Para mim, o único resultado surpreendente dessa final seria uma goleada argentina. Se a França fizer um, achar o segundo, Argentina sair, golear, eu não acho impossível.
Uma goleada espanhola para você não te espanta?
Não, não me espanta.
Uma goleada espanhola não te espanta? 4 a 0 para Espanha não te espanta?
Acho improvável, mas faz 1, 2 a 0, Argentina tem que sair, perde a cabeça, pode acontecer. O contrário eu acho improvável.
E a Espanha não para, a Espanha não para. Eu acho que Essa é a questão. A Espanha, ela tem tão claro o que ela tem que fazer, o que ela precisa fazer e o que ela faz, que ela vai continuar jogando do mesmo jeito. Então, o que eu diria que é praticamente impossível acontecer é a Espanha fazer um gol na Argentina e recuar, que não vai aterrar feitinho.
Isso seria uma surpresa.
A Espanha tem isso tudo muito claro. Então, a Espanha nesse aspecto é incomparável com qualquer outro time em relação à clareza do que ela quer. E como ela executa. Ninguém se compara, nem a França, em relação a esse aspecto.
Não tem dúvida, né?
Já não gera dúvida. Não tem dúvida. E a Argentina é incomparável do ponto de vista de cabeça, de força mental. E acho que não é só depois de tomar um gol, não. Antes do jogo, no meio do jogo, depois do jogo, a cabeça desses caras da Argentina, essa maneira— quando eu digo jogar com coração, eu tô falando disso. Ninguém se compara à Argentina nesse aspecto.
Argentina tem aquilo. E o que Assim, a gente sempre tenta olhar para trajetória dos times, no caso das seleções, estabelecer um padrão para ver se a gente consegue aplicar. Gente, não faça isso com a Argentina. Faça, você não vai pegar o padrão do campeonato argentino, você não pode pegar o padrão da AFA, até porque a gente aqui também, igual, só um parênteses, você viu o que a AFA fez hoje?
Desculpa, Calçadinho.
Não, não, suspendeu todos os jogos de segunda e terça, inclusive a Supercopa Estudiantes Independiente embaçada, no momento de euforia. Não, porque a seleção vai voltar. Só que assim, o jogo é em Córdoba, já tinha gente com passagem reservada, ingresso, e não rolou final ainda, até onde eu sei.
Amanhã, não é?
É amanhã. E assim, e tipo, o Verão, e o Verão é opositor, né? Então ele tá bravíssimo lá, mas tudo bem. Mas assim, cancela o que foi em Buenos Aires, né? O resto do país deixa viver, né?
Exatamente.
Desculpa, Calçadinho, mas é porque assim, eu pensei na Aí falei, é mais uma, mais uma, né?
Ainda bem que ela não inventou uma nova taça para dar para alguém. Mas, cara, então você vê na Argentina, você não adianta olhar para o padrão, para como foi feito. O que vejo ali muito é Scaloni, que funcionou, um título, abraçado com os caras, o Messi feliz, tanto que ele continuou. Se o Messi tivesse infeliz, alguma coisa, ele não teria jogado essa Copa. O Messi felizão, mais do mesmo para ver se ganha outra Copa. Eles estão na final assim, então o padrão é: não, não vamos enfrentar, não vamos pegar Inglaterra, Alemanha nesse período, vamos jogar eliminatórias aqui, bate no Brasil.
Apanharam do Uruguai, né, quando o Bielsa ainda não tinha destruído o Uruguai. O Uruguai ganhou deles lá, mas Argentina, cara, é isso, é Não adianta pegar um modelo, apenas que esta administração com esses caras super experientes, cascudos, falou assim, meu, deixa assim que a gente leva, cara. E eles conseguiram levar o que era, parecia impossível, não dá para acreditar que a Argentina aos trancos e barrancos ia chegar. É muito jogo para ela continuar nesse, jogando dessa forma, e ela tá na final. Mas dito isso, eu não acredito, né?
Fala, Mário Mahá.
Não, só retomar um ponto que o Bertozzi falou esses dias no podcast, né, no Futebol no Mundo, e que veio aqui na minha memória também, que eu conversei com o Mendo Bidlovski hoje. O Mendo fez uma entrevista com o Kaká, e o Kaká falou assim, olhando, tentando fazer uma projeção, né, tentando olhar lá para frente, falou do do investimento do centro de treinamento em base, e citou como exemplo Marrocos. E aí eu tô conectando com o que o Bertozzi disse, com os dois técnicos.
São dois técnicos que trabalharam na base das suas seleções. O De La Fuente trabalhou, é um formador na base, e Scaloni é um formador também na base da seleção da Argentina. E assim, ok, vai terminar um trabalho, vai terminar uma era com, deve terminar, a gente não sabe, é com o Messi. Mas na Espanha tem muita coisa pela frente ainda, e essa água já tá passando ali desde 2008, né? E com um cara que conhece muito de formação e que conhece muitos jogadores, que escalou esses jogadores em partidas importantes na última década, dá realmente um vazio no torcedor brasileiro, né?
Porque pensa, tem nada acontecendo, né, gente? Tem nada acontecendo no Brasil que venha dar esperança. Tem, ok, o Estevão, o Hendrick, jovens jogadores e tal, mas é qualidade técnica, né? E é muito mais fruto do mais que a gente fala que a AFA é bagunçada, e ela a gente sabe que ela é mesmo, mas o Scaloni saiu de lá, né? Também da base, é um pré-requisito, né?
E isso é engraçado porque eu ouvi do Marra falar no fim Aquilo que eu falava da questão do time com os que joga o cérebro e outro com o coração, se você for ver o próprio perfil dos treinadores, eles são muito isso, os dois, né? Eu acho que você vê o De La Fuente falando mais do ponto de vista tático, de montagem de time, de como tem que jogar. E o Scaloni é, para mim, aquela entrevista. E não é, e não é porque aí as pessoas falam, ah, tá vendo, quando é no Brasil vocês não acham legal.
Não, o Scaloni, ele faz as escolhas que não são escolhas, né, autorais, não são escolhas inovadoras do ponto de vista tático, mas ele faz as escolhas. Acho que de uma certa maneira até trocando muito com os jogadores. Ele já falou isso, ele já falou que ele conversa com o Messi antes de tomar determinadas decisões. Eu acho que a gente tem o diálogo épico ali dele com o Paredes nessa Copa do Mundo que simboliza um pouco, né, como ele sabe dialogar também, no sentido de não precisar se impor, mas de falar: não, tudo bem, mas o que que você quer?
O que que você tá me pedindo? Qual que é a sua? Eu acho interessante essa coisa que o cara tem a segurança de saber que ele é bom e que ele pode tomar decisão ouvindo o que os jogadores estão falando. Mas acima de tudo, porque a gestão dele é esta gestão do grupo, é a gestão do coração, é a gestão quando ele fala do churrasco, Eu achei aquilo ali muito bom, quando ele fala: o que me importa, claro que a gente prefere ser campeão e que eu espero que segunda-feira sejamos os campeões do mundo, mas se não for, o que a gente viveu aqui, o que a gente tá vivendo, é disso que eu vou lembrar na segunda-feira, na terça e daqui a 10 anos.
Ó, vamos ouvir os dois então.
E ele mora nesse bairro.
Depois, por favor, divulga enquete.
Vamos ouvir os dois. A enquete é maravilhosa, já vi aqui. Vou te falar, peraí, peraí, peraí, peraí, peraí, peraí. Pera aí, pera aí, para tudo, deixa eu falar da enquete. É isso aí, antes dos treinadores, vamos lá. A pergunta é outra: você vai torcer para quem na final? Torcer, torcer, mas quem vai ganhar?
Quem vai torcer?
Quem vai ganhar? Para quem você vai torcer?
Coração. Para quem na final da Copa do Mundo? Para Argentina? Para Espanha? Você tá neutro? Tanto faz como tanto fez. A Argentina tem 35%, a Espanha tem 55% e o neutro tem 11%. Vamos ouvir, você continua votando aqui no nosso chat, a gente vai ver os dois treinadores. Vamos lá. Creo que ya es un lujo, privilegio estar en una final. Yo es que ya os dije el otro día que no soy muy de frases hechas.
Yo, para mí, lo importante es estar en disposición de ganar, llegar a una final.
Yo firmaría, y se va a enterar hoy todo el mundo, llegar todos los años a una final de un Campeonato del Mundo y perderlo, fíjate, pero llegar a la final.
Entonces, eso es la importancia que tiene, llegar a jugar una final de un Campeonato del Mundo.
Y además tendrá la posibilidad de, como nadie ha dicho lo contrario, de pelear por ganarlo. Entonces vamos a disfrutar ese momento con nuestras armas, con nuestras virtudes, minimizando al rival, que es un grandísimo rival, una grandísima selección que lleva una trayectoria espectacular en los últimos años, 8 o 10 años desde que está el lío. Y vamos a jugar este partido.
Ya sabemos cómo juega, todos sabemos sus virtudes, intentaremos que no las lleven a cabo.
Y nosotros intentar hacer nuestro fútbol y hacerle daño en esas zonas que creemos que a lo mejor pueden sufrir. Pensamos que es un partido, no nos ponemos en la cabeza que es una final del mundo, porque si no te podés desviar la atención. Al final lo preparamos al máximo como todos los partidos, y después ya veremos qué pasa.
Tudo bem, eu super entendi o que o Telafante falou, mas eu não queria todo ano bater vice não, uma pelasinha pelo menos eu queria ganhar.
E sabe o que eu acho?
Eu super entendi o que ele falou, pelo amor de Deus, que é uma brincadeira, porque senão você vira pipoca na final, né? Aí toda hora perde. Mas não foi isso que ele quis dizer.
Eu acho até, William, talvez para várias seleções, para absoluta maioria de seleções dessa Copa, falar isso. Olha, eu assinaria antes do começo da Copa chegar numa final e perdê-la. Eu entendo, mas no caso da Espanha acho que não cabe muito. E acho que ele não assinaria, porque eu tô dizendo como quem colocou a Espanha campeã no bolão da Copa no começo da competição. Ou seja, a Espanha tinha muita chance já no começo da Copa de ser a campeã.
Ele não chega na—
é isso, ela tava entre duas favoritas. Exatamente. Então a coisa de chegar na final e perder, para quem é uma das duas favoritas, acho que ele provavelmente não assinaria. Mas eu acho que é normal o cara falar isso, é normal ele dizer, não, cara, assim, para ressaltar o privilégio de estar numa final de Copa do Mundo. Porque acho que isso vale mesmo para um e para outro. E acho até que nesse aspecto, olhando para o favoritismo da Espanha, olhando para a maneira como a Espanha chega para a final, eu acho que para Argentina o ter chegado à final já é mais um, e até porque nós estamos falando da campeã do mundo, né?
Quer dizer, alguém que já chega de um título, chega na outra final, a missão tá cumprida, entre aspas. É claro que eles vão dar a vida e deixar tudo para tentar o bicampeonato seguido, mas eu acho que para Argentina a missão já tá mais cumprida do que para esse Brasil.
Brincadeira à parte, assim, brincadeira não, é sério, eles cancelarem o jogo é bizarro, Mas o fato da Argentina já estar programando uma grande mobilização para receber o grupo, independente do resultado da final, já mostra isso, né, cara?
Assim, eles estão felizes.
Não é pelo título em si, pelo momento. Esperando vocês.
É a conexão com o povo, a conexão daquilo que se esperava da seleção argentina.
Você ia falar, cara? É, eu vejo assim, bom, a gente falou isso o tempo todo aqui, né? Condições absolutamente diferentes. A história desses dois caras, ela é bem interessante. A gente não tá falando de dois treinadores com a relevância nos clubes e nada disso. É, não tem os grandes treinadores. A gente sempre reclamou, né, falou, poxa, Copa do Mundo podia ter uns caras maiores, do tamanho do Ancelotti.
Próxima terá, viu, é bastante na próxima.
Tuchel, Klopp.
Isso aqui, Ancelotti, Tuchel e tal, não é, não foram tudo Nada disso. Não foram bem os dois. Então, quando os grandes nomes chegaram, e eles estão vindo para a Copa, que é, você vem com o Klopp, é demais, né? Então é diferente, porque o que nós temos são dois caras que têm um foco num trabalho de longo prazo, né, que começou bem longe e com seleções absolutamente diferentes. Veja a Espanha, mais moldada por uma ideia que a Espanha valoriza demais, que deu o título em 2010.
Então, para o espanhol, torcedor, jogador desta seleção ou não, há algo muito parecido 2010, que é executado de forma diferente. É, o parecido é a posse. É claro que esse time é melhor até, não tô me referindo a Xavi, Iniesta, Busquets, e Xabi Alonso, que era o meio de campo magnífico. Tô falando, é o ataque desta seleção, a de hoje é muito melhor. Este ataque naquela seleção lá de 2010 não teria sofrido tanto, mas é uma estrutura parecida que fala, peraí, fomos campeões com esta ideia, podemos ganhar o segundo título com a mesma ideia.
Olha que bacana, este é o rumo pro nosso futebol. Eles pensam assim. Já o Scaloni foi assim, o rumo era o Messi. O Messi é o capitão desse negócio. E aí, em torno do Messi, uma equipe que possa jogar. Vamos imaginar que acabou a Copa, o Messi falou: já deu, gente, valeu. Argentina tem que se reorganizar em torno de uma ideia. Não é simplesmente partir de onde ela terminou este Mundial e continuar jogando Mas sem o Messi agora é diferente.
Talvez aí é De Paul, tem uma série de jogadores que vão ter que ceder suas vagas e formar uma nova seleção. Talvez esse período seja um pouco mais árido para seleção argentina, mas o que vale é essa final de amanhã. E vamos ver o que dá.
Para passar para o Marra, é bom lembrar, né, é só a Itália em 34 e 38 que conseguiu um bicampeonato assim de forma seguida. E o Brasil 58, 62. Só essas duas seleções que conseguiram esse bicampeonato seguido mesmo. Como é um bicampeonato, né?
Seguido, bivice.
A Argentina pode ter até dois mundiais e as duas Copas Américas seguidas.
Exatamente. Aí isso aí não, alguém já fez?
Não, ninguém nunca fez.
Isso aí, né? Fala, Marinha.
Não, é só isso mesmo que o Calçade falou há pouco, né? O título da Euro de 8, título da Copa do Mundo de 10, Depois teve outro Euro, né? Mas durante um bom tempo em Copa do Mundo, a Espanha não tava conseguindo fazer nada além de vergonha, né? De passar vergonha, de voltar para casa rápido, de perder jogos inacreditáveis. Mas essa é a força da convicção. Você sabe qual é o caminho. Você executou mal, você se perdeu em algum momento, mas você não vai jogar fora sua convicção.
E isso tem um valor, gente. Opa, pique para uma outra final, tudo, mas os caras acreditam na convicção deles.
Verdade. Berner, você olhando os dois treinadores, o que que tem de melhor e o que que tem de—
que você contrataria?
Essa é uma boa pergunta, Della Fuente. Essa é uma boa pergunta para o seu time, não para sua seleção, para o seu time.
O Scaloni escolhe outro argentino para ser assistente?
Não, mas esse é trabalhar de verdade, né? Tem o que passa por aqui, não trabalhou e nem tem ideia, né? Ele escolhe algum, mas não vou entrar nesse assunto agora que eu vou voltar para o que vem de volta. Virtudes e defeitos dos dois: o jogo da escola espanhola é muito mais bem desenvolvido desde a base, né, pelo De La Fuente. Por outro lado, o Scaloni tem uma capacidade de adaptação às circunstâncias que ele mostrou Copa do Mundo, principalmente na Copa do Mundo passada, para achar escalações.
E eu não discordo das decisões dele quando ele opta por escolher a manutenção do alicerce do time com jogadores de personalidade forte, dos jogadores que são muito a marca dessa seleção, ao invés de tentar fazer alguma espécie de mudança muito grande, uma renovação para esse ano.
Porque ele até teria qualidade, né, Bini?
Mas ele escolhe a personalidade E você pensando do ciclo que a Argentina fez, sem grandes amistosos, ganhando o que precisou ganhar, Copa América, fazendo uma eliminatória sobrando, e como chega na Copa do Mundo? E olhando a força dos adversários para fazer um jogo diferente, vou mudar. Como ele encara a Espanha? Como ele encara a França se pegasse a França? Como ele encara as principais seleções do mundo? Então ele fez a aposta que ele tinha que fazer e Só que isso, quando você pensa num trabalho em outro clube, você não tem esses jogadores.
Então você precisa trabalhar mais o campo, e o trabalho de campo da Espanha é superior.
Olha como o futebol ele é ingrato, perigoso às vezes, né? A gente tem que tomar muito cuidado. A gente concorda aqui que o Tuchel foi mal na administração do jogo após o segundo tempo, né? Porque a Inglaterra volta para o segundo tempo Lá atrás, consegue fazer um gol assim, uma bola mais longa, e obviamente vai manter tudo que ela levou para segunda etapa. Vamos imaginar que a Argentina tivesse perdido o jogo para Inglaterra. Tudo isso que a gente falou agora, a gente poderia estar, poderia ser uma crítica.
Fizeram amistosos fracos, não deu espaço para os mais jovens, que ele precisava de vigor físico. Uma Argentina com um outro tipo de, um outro formato. Ficou preso, abraçou os caras do título e tal.
Tudo isso. E afundou com eles.
Exatamente.
Eu já ouvi esse discurso algumas vezes.
Então, já ouvi, mas ele não é comum?
Já ouvi, é super comum.
Só que ele tá na final. E, gente, independentemente do que aconteça na final, nesse caso ele não pode ser criticado, porque ele levou a Argentina a uma final superando tudo isso. Não dá pra chegar amanhã, se perder, Fala assim, botar culpa no Scaloni porque não botou o Giovani Simeone para jogar.
Uma gentileza, eu quero que você seja o primeiro a responder essa enquete.
Eu respondi por você.
Não, aí você não pode fazer isso no meu telefone.
Isso, pô, tá aqui, ó, mais uma enquete. Nós temos uma central de enquete, mas essa enquete é muito boa, é bem apimentadinha. Você trocaria o Ancelotti por Scaloni ou De La Fuente?
Não, eu não trocaria, porque eles funcionam contexto em que eles trabalham.
Quero ver quem você votou aqui.
Traria para um novo contexto em que eles teriam que começar um trabalho do zero, se ambientar. E assim, o De La Fuente é um cara de carreira, a carreira dele está dentro da Federação Espanhola.
Exatamente.
E não quero ser bússola moral de ninguém, mas vamos lembrar que no caso de Eni Hermoso, no caso Rubiales, ele estava na primeira fila aplaudindo Rubiales naquele discurso bizarro que ele fez. Inclusive houve Pouquíssimos jogadores que posicionaram. O Borja Maioral, que hoje tá no elenco, e acho muito legal isso, mas na época ele chegou a defender a Janeir Bôs, chegou a dizer que não iria para seleção enquanto o Rubial estivesse lá.
E aí foi atacado por todos os lados, né, pelos de sempre, né. Mas ele está agora dentro da seleção e seria fantástico ele ser campeão mundial depois de tudo isso. Mas ele é um cara de carreira.
Né?
E isso para o bem e para o mal. Para o bem, porque é importante ter uma carreira consolidada e que te dê estabilidade e que te dê conhecimento da federação. Mas tem esse lado também, né? Ele é um cara, ele foi de certa forma carreirista ao se segurar ali num cara que era, que fez algo muito controverso, para dizer o mínimo, né?
Só para, não, só para, porque até surpreendente quando a gente fala de Brasil onde o resultado em geral, né, contamina tanto. A gente tem aqui: sim, trocaria pelo Scaloni, 20%. Sim, trocaria pelo De La Fuente, 29%. E não trocaria, 51%.
Impressionante.
É legal isso, porque eu acho que assim, é isso, cara. Senão também vai ser loucura. É, senão vira uma loucura, né?
Aí, aí, o nosso público do dia. Obrigado, pessoal do chat.
Virou moda puxar aplauso.
Ou então vamos pegar esse corte. Olha os caras lá aplaudindo a permanência do Ancelotti, passa pano. Vai ver, tem isso, tem isso, tem passa pano palestrista.
Esta mesa disse quase unanimemente que Ancelotti e Tuchel foram os técnicos que mais colaboraram para as derrotas dos seus times. Uma coisa não tem a ver com a outra.
A gente tá falando que tem que ser mandado embora e nada mais.
Mas outra coisa é fechar os olhos.
Exato, exato.
O Mário Marra, falando dos dois treinadores aí, a gente podia olhar e falar, o Scaloni, pô, tá com a Argentina muito tempo, isso é uma vantagem e tal, conhece o elenco. Mas ela foi estar com esses caras desde a seleção olímpica, né, ô Marra? Se a gente pegar a seleção olímpica da Espanha, cara, tem uma galera aí que é titular nessa seleção da Espanha, inclusive, que já tá com ele desde lá. Lá de Oerzaba, desde Tóquio, cara, 2021, né, por causa da pandemia, 2021.
Tem até a tela aí para ajudar. Olha só, para quem, para quem não sabe, ó, o goleiro, Naysimón, o Oscar Gil.
Esse é o time do jogo, Brasil do Jardim, exatamente, vice-campeão, tá? O mesmo treinador e o goleiro mesmo.
E o goleiro mesmo, Paulo Torres, o Eric Garcia, o Cucurelha.
O Eric tá na seleção, tá no grupo O Corilha tá no grupo, mais Simão. Merino tá no grupo, Zimimendi. Pedro tá no grupo, tá no grupo. E aí o que aconteceu? Ele continuou, ele foi vice, foi medalha de prata. Sim, é, André Jardim acabou o trabalho dele e o André Jardim foi dirigir um time pequeno no México, isso, onde virou rei na América. E hoje tá na El Shabaab, não é, Emirados Árabes. Mas eu digo, o nosso projeto de uma seleção jovens, por exemplo, a Espanha foi campeã europeia abaixo de 19 anos, né?
Tem até um amigo que trabalha na comissão técnica, o Agustim Peralta, tá lá. A Espanha continua jogando e tendo esses projetos. O nosso aqui é um negócio assim que é indescritível. Até porque as administrações foram passando, aí sempre tem aquele pensamento, né, a ideia de alguém, não sei de onde ela vem, manda treinador embora. E a gente trabalha, esse é um papo para o futuro, a gente aqui está desperdiçando talento em todos os sentidos, porque ou nós formamos mal, ou nós descartamos os talentos nos clubes, ou a CBF trabalha mal também.
Esse garimpo que tem que ser constante. A Confederação Brasileira de Futebol, ela tem o dever de olhar para o futebol brasileiro e não apenas, sabe, sai selecionando aí o que todo mundo, o trabalho dos clubes. Cara, ajude os clubes, olhe para dentro dos clubes, ajude-os. Não, a gente aí pega e acaba com o trabalho vitorioso, começa outro pior.
Então É um ciclo, mudar um pouco, nós não vamos chegar longe também. Mário Marra, um minutinho e 30 para a gente encerrar o programa. Esse minuto e 30 é todo seu.
Canta alguma coisa.
Ah, William, não, é assim, é o dia, não, é o dia mais importante do futebol amanhã, né? Final de Copa do Mundo, né? Acontece de 4 em 4 anos, no caso de 3 anos e meio, né, para cá. É o dia mais importante. Eu sinto de um tempo para cá que tem menos revolução inovações no evento, em Copa do Mundo, né, menos propostas de mudança do futebol. Mas assim, é muito legal, a gente vai estar vendo um Messi jogar, gente, a gente vai estar vendo o Messi contra uma seleção muito coletiva.
É um dia muito especial. E como terminou falando o Zupac, eu fico me pegando assim, voltando no tempo, pensando quantas vezes eu fiquei assentado na frente da televisão, no sofá, vendo vocês debatendo e pensando qual nível, né, com tanta qualidade que a gente oferece aqui nesse papo. A gente tá, acho que, fazendo a nossa parte de ajudar também um pouquinho o futebol.
Armar, te amo, obrigado, viu? Um beijo grande, obrigado pelas participações aqui. Você também, maravilhoso, só engrandecendo aqui o debate com teu conteúdo, com a tua leveza pelo teu bom astral também. Foi muito bom papear com você durante esses 39 dias de Copa. Amanhã o último. Durante esses 39 dias, sucesso sempre para ti, meu querido. Parabéns pelo teu trabalho durante todo esse tempo. E logo logo tem Premier League.
Logo logo tem Premier League, é verdade. Eu já vi aqui que o Conrado tava aqui dando um tchauzinho.
Um abraço para vocês, manda um abraço para o Conrado também, viu? Beijão para ele. É isso, meus amigos, minhas amigas, terminando este Linha de Passe deste sabadão. Amanhã a gente chega para o gran finale. Amanhã é Linha de Passe sobre a campeã do mundo, Espanha ou Argentina? Quem vai levar a melhor, hein? A gente conversa sobre isso amanhã por volta ali de 6:30, se não tiver prorrogação, senão um pouquinho mais tarde.
Saúde e paz a todos e a todas. Bom final de semana.