Messi ultrapassará Pelé se for bicampeão? Final de astros formados no Barcelona e tudo sobre a arbitragem da Copa do Mundo - Linha de Passe
No Linha de Passe desta sexta-feira (17), nossos comentaristas fazem um comparativo entre Lionel Messi e Lamine Yamal, ambos formados nas categorias de base do Barcelona. Além disso, se a Argentina for campeã da Copa, Messi ultrapassará Pelé como maior de todos os tempos? Por fim, Renata Ruel fala sobre as arbitragens polêmicas no Mundial. Vem com a gente!
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William
André Coelho
Eugênio Leal
Jean Odi
Léo Paradiso
Paulo Ricardo Calçade
Renata Ruel
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Sim, começando o nosso Linha de Passe. 3 dias para acabar o período de Copa do Mundo, mas eu aviso desde já que não são 3 dias para acabar o Linha de Passe. Semana que vem já teremos a Sul-Americana, certo, Calça?
O caminho de Libertadores América.
Exatamente, caminho de Libertadores.
O Jean foi até para o laguinho dar uma Laguinho, mas o Linha da Copa é o antepenúltimo Linha da Copa.
Da Copa é o antepenúltimo.
Então hoje eu já cheguei na TV, vou confessar, André, cheguei na TV aqui do Laguinho, né, feliz.
Não, aí eu chego, tem uma chamada: Pedro Emanuel tem culpa pela derrota do Vasco. É, você não acompanhou o Campeonato Brasileiro ontem?
Eu sei, eu sei, mas é que tava tão bom, tava tão bom.
Você vive uma dupla realidade, você tem toda coisa bucólica, né, das montanhas e do campo que ele divulga nas nas redes sociais, é assim, é, tem até uma coisa lírica ali nos vídeos que o Jean edita. Aí quando ele pega a estrada e volta para cá, é como se ele passasse por um portal, né? E aí aparece essa figura, às vezes, né, mais chateada pelos assuntos do dia.
Exatamente, ele já é automaticamente na estrada, ele já é contaminado pelos assuntos do dia, não tem jeito. Mas vamos lá, mas ó, tem Copa ainda, e permanecerá, porque é o seguinte, é ótimo, linha da Copa do Mundo, mas segue linha da Copa Sul-Americana.
É isso aí, da Copa Libertadores.
Exatamente. A gente volta já já. Vamos para o YouTube, vamos para o TikTok, seguimos no Disney Plus e também na ESPN. Muito sobre a decisão da Copa do Mundo já já.
O homem que usa galochas.
Muito bem, Luciano, o André tá aqui, ó. Aqui do nosso lado aqui.
Tô por aqui mais uma vez, uma boa tarde.
Temos aqui o Jean Odi, temos aqui o Eugênio Leal, temos aqui também o Paulo Ricardo Calçade, né? Ele gosta de ser chamado assim. E você, que é o mais importante no nosso chat, pra gente falar dessa decisão, dos personagens dessa decisão, pra falar de Messi, expectativa muito grande, Lamine Amal, falar um pouquinho também da decisão do terceiro lugar, né? Não sei para quem vale mais esse terceiro lugar amanhã, que é um negócio, nossa, com perdão da palavra aqui, é uma decisão de terceiro lugar broxante, né?
Aquela coisa, né, que ninguém tava querendo, nem França nem Inglaterra. E claro, a gente vai fazer um levantamento do que foi arbitragem nessa Copa do Mundo, falar dos brasileiros também que estiveram ali com apito. A Renata Ruel vai estar aqui daqui a pouquinho também no Linha de Passe para a gente fazer uma análise aí, porque tivemos algumas reclamações. Algumas situações que ficaram mal explicadas, alguns problemas de critério em alguns momentos, gente dizendo que algumas seleções estavam sendo favorecidas.
Renata vai trocar uma ideia com a gente aqui daqui a pouquinho também, certo? Bom, fato é que teremos o confronto, Jean Odi, de Lamine Amal com Messi, né? Os dois oriundos ali do mesmo lugar. Aliás, tem uma foto maravilhosa, né, do Messi com Lamine Amal ainda crianças ali, né? Incrível aquilo, dando banho no Yamal, né? A pergunta que eu te faço é assim: a possibilidade é de quem dar banho em quem domingo? Tudo bem?
Tudo bom, William? Eu acho que ninguém vai dar banho no outro no sentido figurado, porque acho que sim, primeiro que são jogadores, né, ambos muito importantes para suas seleções. O Messi até aqui muito mais importante para Argentina nessa Copa do que o Yamal foi importante para Espanha nessa Copa, mas também acho que a Espanha tem muito mais sem o seu craque do que a Argentina sem o seu craque, embora a gente tenha cansado já de ressaltar tudo que a Argentina tem de espetacular.
Mas tô falando do ponto de vista técnico, me parece que a Espanha tem no jogo coletivo a sua grande força. Mas aí eu gosto sempre de voltar atrás e lembrar do que eu pelo menos falava, não vou dizer todo mundo, mas muita gente falava, cara, legal, a Espanha é muito forte, o jogo coletivo, como time ela é a mais forte equipe equipe possível, mas ela vai depender do Yamal para conseguir ser campeã do mundo. E eu me lembro de ter colocado a Espanha no bolão como campeã do mundo, só que eu imaginava que isso só poderia acontecer com o Yamal voando.
O Yamal não voou até agora e a Espanha chegou lá, e a Espanha eliminou a França sem o Yamal jogar o seu máximo. Então o que eu acho, que eu acho que talvez dê para afirmar, é A Espanha pode ganhar a Copa do Mundo sem uma grande atuação do Yamal, sem o Yamal ser decisivo, sem o Yamal fazer gol ou dar uma assistência. A gente tem visto isso, sim, modo geral. Mas Argentina, eu acho que sem o Lionel Messi fazendo o que ele tem feito a Copa toda, ok, em alguns jogos por 15, 20 minutos, em outros por 90 minutos, em outros por 45, mas eu acho muito improvável que a Argentina sem uma atuação brilhante do Messi, mais uma atuação brilhante do Messi, consiga derrotar a Espanha, que para mim é a favorita na decisão pelo que mostra como conjunto, pelo que mostra como time, e não pelas atuações da sua estrela até aqui.
Você acha que passa por aí mesmo, Eugênio? Ou a Espanha, por ser uma final— a gente viu lá o Menino Amor crescendo jogo a jogo fisicamente, né? Isso potencializa a parte técnica, evidentemente, e ele vai melhorando. É, para Espanha ter vantagem contra Argentina, ela precisa que ele suba mais um degrau para essa decisão? Onde tá, tá tudo bem. O Jean tá cheio de razão, não precisou muito do melhor do Yamal até agora para conseguir chegar onde chegou.
Tudo bem, tudo bem, William. Boa noite. Antes de te responder, me permita, por favor, não estarei no Linha nem sábado nem domingo. Esse é meu último Linha na Copa. Queria fazer então daqui meu agradecimento. Imagina, a gente chega até Os que estão aqui, os que hoje não estão aqui, que estiveram ao longo da Copa. O Bier, o Bertozzi, o pessoal que participou lá nos Estados Unidos. O André que tá aqui, tava lá naquele arbusto dele.
Agora tá aqui presente.
Arbusto André Coelho.
Tem uma placa hoje lá, Arbusto André Coelho.
O Usupac, o Hoffman, o Pedro Ivo. Melhor do que falar, todo mundo vai falar. O Marcos, que participou de lá com a gente. Foi um prazer passar a Copa com vocês.
O prazer foi nosso, cara.
Debates muito gostosos.
Foi nosso.
De um nível muito interessante. É um orgulho ter participado da Copa nesse projeto diário do Linha. Não todos os dias, mas eu estive aqui em muitos deles.
Orgulho todo nosso, muito obrigado e tenha certeza que o senhor não vai ser esquecido não. Vamos lembrar do senhor sempre.
Eu estou aí sempre.
Porque tem muita coisa pela frente até o final do ano.
Sim, é que continuaremos, né? É que o da Copa foi uma coisa mais intensa, né?
Claro, claro.
Com 2 horas diárias e tal. É, eu acho que eu concordo muito com o Jean que a Argentina depende mais do Messi do que a Espanha do Yamal. Mas também entendo que no momento agudo as equipes precisarão de tudo e de todos. E o Yamal foi decisivo no jogo contra a França ao conquistar aquele pênalti, que é um pênalti que muda muito da sequência de fatos da partida. Então ele foi esperto, não foi um lance de habilidade, mas foi um lance de muita atenção no jogo, de perceber, de antever o que tava acontecendo e cavou aquele pênalti, que foi pênalti, obviamente.
Então, mas eu acho que para esse jogo a gente vai chegar, é, o nome já diz, né, a gente usa muito essa expressão no dia a dia para falar de outros jogos de futebol, é final de Copa do Mundo. Então é todo mundo no máximo. Todo mundo tem que dar o seu máximo. Vamos lembrar da última final, que foi um negócio eletrizante. O Mbappé fez 3 gols e saiu derrotado no final das contas. Então é preciso sim do Messi no máximo que ele puder dar para Argentina, e todos os jogadores da Argentina, assim como de todos os jogadores da Espanha, especialmente a sua maior estrela, que é o Lamine Yamal, que eu acho que chega num bom momento.
Ele chega longe de ser aquele jogador que não tinha condições de jogar do início da Copa, né? Já tem mais de um mês nisso, já foram 7 jogos, ele foi entrando aos poucos e chega em boas condições. Ele ia fazendo um golaço que seria o terceiro gol contra a França, por um fiapo tava em impedimento. Então acho que vai ser um duelo muito interessante dessas duas grandes estrelas do futebol mundial. E aquela imagem que nós nos cansamos de ver ao longo dessa semana é uma viagem, uma imagem muito significativa, né?
A do banho, é do banho, é como se Messi estivesse transmitindo ali um pouco do seu dom de jogar futebol a uma nova geração. E o curioso é que esse menino, aquele bebê, vai jogar no mesmo clube que ele, né? E de repente eles se enfrentam e na mesma imagem, no mesmo espaço. Botaram até esse brilho ali, parece que é uma coisa meio que divina, né? Jogam no mesmo lugar do campo, no mesmo clube. É meio que um sucessor do Messi no Barcelona.
E eles vão se ver frente a frente numa final de Copa do Mundo, uma transmissão de bastão aí muito interessante. Acho que é a imagem da Copa, no final das contas.
Eu confesso que na primeira vez que eu vi essa imagem, eu achei duas coisas: que era uma montagem fake, uma inteligência artificial ali, é, que não era real. E infelizmente a gente se depara com muita coisa assim, né? Normal do vídeo. Já tem, acho que já tem um filtro para para esse tipo de coisa que parece mais difícil de acontecer, mas depois eu consegui verificar, é o Yamal mesmo no colo do Messi, o Messi ainda super jovem, menino praticamente.
E se alguém dissesse ali, olha, esses dois vão se encontrar com essa diferença de idade um dia numa final de Copa, não era assim, talvez em campo um dia vão se enfrentar, você ia falar, não, é um bebê. Não, é na final da Copa do Mundo.
Sensacional. O Calçade, tem muita gente aqui perguntando, né? Daqui a pouco tem uma pergunta boa até sobre essa questão da faixa etária dos dois. Mas, ah, mas o Lamine vai ser mais decisivo. Ah, mas o Messi vai ser mais decisivo. A gente não tem como prever, depende do jogo. Mas a gente pode imaginar que se alguém tiver que ser mais decisivo, há uma tendência maior para o Messi pela necessidade da Argentina ser muito maior em relação ao Messi. Do que da Espanha com relação ao Lamine, o Calçade?
Bom, boa noite. Primeiro que para o Lamine Amal ser colocado nesse nível hoje já é para ele, é um feito. Ele tem 19 anos, o Messi tem 20 a mais que ele. Então assim, se a gente olha para um garoto de 19 anos, completou agora durante a Copa, desde os 16 ele tá em campo fazendo o que ele faz. Não é o melhor momento da temporada para ele, mas ele tem evoluído na Copa. Então você colocar ele, não é na mesma, é quase no mesmo status, né?
Porque a gente tá falando de uma decisão, é isso, um jogo para um time, tu joga para o outro, já é um fato sensacional. Agora, o impacto de Lamine Amal e de Messi nas suas equipes é brutal, mesmo quando eles não tocam na bola. E a gente, é claro, no futebol a gente tá muito focado no que eles são capazes de fazer individualmente. E não no impacto deles para equipe. Então lá, Messi em campo, ele gera um impacto, uma, gera até um temor, uma preocupação no adversário.
E você, você maneja o adversário, o adversário ele é conduzido a determinadas ações porque o Messi está em campo. E o mesmo vale Hoje para Argentina, porque ter Lamini Amal, eu posso estar enganado, mas eu acho que este provavelmente será um dos jogos em que Lamini Amal terá mais espaço para jogar. Por quê? Porque se isso não acontecer, a gente vai ver uma Argentina diferente de tudo que a gente viu no Mundial. Esquece Argentina de posse, que foi para cima, ela largou tudo e falou Tranca, ninguém sai, só vamos ficar esticando bola de vez em quando.
Então, se a Argentina sair para jogar como saiu na Copa e a Espanha sair, saiu porque saiu a Copa toda, nós vamos ter embates maravilhosos. Vai ter espaço para o Messi, vai ter espaço para o Lamine Amal, diferente do que nós vimos em outros jogos. O Messi, claro, em função do seu momento de vida, Ele corre menos, ele se posiciona melhor. Há muitos anos, a característica do Messi— o Messi assim, ele é um cara que no momento que ele— você dava aquele— a ignição no Barcelona, tô falando no auge, vigor físico, no momento da ignição, o bicho saía uma velocidade incrível.
Depois ele voltava para o espaço dele. Em jogos contra pequenos, ele ficava quietinho, dava a bola no Pelé e decidia. Em jogos contra o Real Madrid, por exemplo, Liga dos Campeões, o empenho físico dele era outro, porque ele tinha percepção clara de como lidar com sua capacidade física. Lamine Amal, ele é hoje explosão o tempo todo, sim, né? Deu no Pelé, vai para cima. Então o impacto para cada um deles, para cada seleção, é gigantesco.
Não é impossível dizer, este, a gente pode falar isso depois do jogo, óbvio, só olhando para o placar e para o resultado. Mas observando a capacidade de cada um de gerar futebol, oportunidades de gol nas suas seleções, mesmo sem tocar o pé na bola, isso é gigante, porque eles geram preocupação, eles se movimentam, e os demais dentro de campo se aproveitam disso. Embora eu veja uma Argentina mais à procura do Messi do que a Espanha do Lamine Yamal.
Não é que a Espanha não procura o Lamine, é que a Espanha atrai para o lado, o lado de marcação do Lamine, e vai jogar com Cucurella. Ou ela leva o time para o lado esquerdo, como levou no último jogo, e tenta achar o Lamine no mano a mano. E a Argentina precisa muito, o sistema espanhol não é o Yamal.
O sistema argentino é o Messi, né?
Totalmente.
Então existe uma diferença de influência que acho que tem a ver com a maneira como cada seleção enxerga o futebol e foi construída para jogar. Acho que muito passa pela, pelo sucesso de um modo ou de outro modo, assim como aconteceu no jogo contra a França, entre Espanha e França. Se a gente pensar o que a Espanha fez para tirar o Olise e consequentemente o Mbappé da zona de influência que normalmente eles exercem, a gente pode ter alguma lição a respeito do que se pretende fazer com o Messi.
Mas a Espanha, ela se defende com a bola, ela tem convicção que se ela tirar a bola do adversário, o adversário não tem o que fazer. Isso se mostrou contra a França. A França, eu li muito, né? Uma França apática, uma França sem vontade, anêmica. Na verdade, não foi isso. O que acontece é que a Espanha conseguiu tirar a bola da seleção francesa. E aí o problema da Espanha na semifinal passou a ser um problema ofensivo, não necessariamente defensivo, porque se ela não fosse tão precisa na elaboração e na conservação da bola, ela correria muito risco diante da equipe que teoricamente aí entre todas é quem mais pune o adversário em casos de desarmes no seu próprio campo.
Então a França pode ter feito esse jogo entre aspas apático que muita gente enxergou e ter conseguido um desarme no campo de ataque, um gol e um outro gol criado pelos seus maravilhosos jogadores. Nada disso aconteceu porque a Espanha praticamente não falhou. Com a bola e conseguiu também por essa ferramenta aí, por essa maneira de jogar, tirar a bola da seleção francesa. Eu acho, eu acho que todo mundo pensa dessa maneira, que essa vai ser a ideia da Espanha contra a Argentina na final.
Impedir que a Argentina jogue. E aí metade do problema Messi teoricamente se resolve, porque sem a bola nenhum gênio consegue fazer aquilo que normalmente ele faz. Ah, mas e nos momentos em que a Argentina tiver, ela tem condição de negociar a posse, de discutir a posse? Primeiro vamos ver se ela vai ter sucesso nessa negociação, porque a seleção espanhola ela é feita para ser apresentada dessa forma.
Independentemente do adversário, né, André? Exato.
E depois o que o sistema de marcação espanhol, que é muito de pressão pós-perda no campo todo, com jogadores agrupados, Tudo está interligado e o Sporting tem sucesso também na tentativa de conter o Messi. Mas assim, vamos supor, se o Yamal não pudesse jogar, não desejamos mal absolutamente a ninguém, mas vamos supor que num cenário hipotético ele não pudesse jogar, eu continuaria entendendo que a Espanha é favorita para esse jogo.
E que uma vitória da Argentina... Eu acredito muito no que o Gustavo Zuppac disse ontem. Ele acha que a Espanha é favorita, mas ele entende que a Argentina vai ganhar. Então assim, eu não entendo que a Argentina vai ganhar, mas eu não acho muito difícil a Argentina ganhar esse jogo. Por tudo que ela já fez e por ter em campo um jogador que é o melhor da Copa, é o melhor do mundo com 40 anos. Essa discussão passou a ser infantil depois do que a gente viu.
A Argentina não jogou contra ninguém. Ele não está, o Messi não está nessa Copa aos 39 anos sobrevivendo, tendo papéis pequenos.
É protagonista, cara.
Máximo.
Ele é o condutor.
Máximo.
Ele chega à final como até aqui o melhor jogador da Copa.
Exato. E a não ser que aconteça alguma coisa absurda pró-Espanha, coletiva e individualmente, ele perderia o título de melhor da Copa.
Ele chega como melhor jogador da Copa. Também porque ele é o Messi, porque ele é genial aos 39, e porque sem ele a Argentina não estaria aí.
É claro.
Sim, é isso.
Inclusive, se a gente fizer outro exercício ali, ele é o time.
Se o Messi não puder jogar, eu não ganho.
A Espanha sem o Lamine Amal também no começo da Copa foi um horror. Sem o Lamine, eu boto 50 e 50, mas sem o Messi a Espanha fica com uma vantagem monstruosa, muito maior do que se conhece.
Uma coisa que eu queria trazer, se você permite, William, nesse negócio que a gente faz, que é a nossa profissão, né, que é falar sobre futebol, falar sobre jogadores, sobre jogos e tal, escrevendo ou falando, quando a gente consegue encontrar algo que é criativo, interessante, diferente do normal, a gente considera que fez o papel que nos é exigido, certo? Infelizmente não é sempre que você tem um ângulo um raciocínio, uma sacada, uma frase, mas quando você tem, você percebe, te dá uma satisfação de estar fazendo bem o seu trabalho.
Tem um cara chamado Barney Roney, que é um jornalista inglês, ele escreve no The Guardian, ele é um dos principais jornalistas do esporte do Guardian. E ele escreveu isso que eu vou ler agora aqui, depois do jogo entre Argentina e Inglaterra, que para mim é um ângulo assim, Eu nunca vi nem ouvi alguém se referir ao Messi dessa maneira. É absolutamente brilhante. Eu coloquei lá na minha rede social e tal. Ele escreveu assim, no final da coluna dele sobre o jogo, é um texto sobre o jogo: o Messi sempre teve uma grande vantagem sobre todo e qualquer outro jogador.
Ele joga com o Messi em todas as partidas. E Messi faz todos os outros jogadores no seu time serem jogadores melhores. Porque ele traz um campo de gravidade separado e banha os seus companheiros nessa luz. E ele sempre tem— e é ele sempre que se diverte mais, porque todos os jogos são um jogo com Messi. Pense, esse é um cara que jamais na vida dele disputou uma partida de futebol em que Messi não estivesse jogando. Todos os dias são um dia de Messi.
Não é de se— não é uma surpresa o fato dele gostar tanto de futebol. Como espectadores, tem horas que a gente tem vontade de dar um tapa nas costas dele e dizer, você sabe que não é sempre assim, né?
Sensacional.
Então assim, ele é o time. Então a grande diferença, eu acho, do ponto de vista individual entre as duas estrelas é, a Espanha é capaz de ganhar a Copa sem o Yamal. Ou numa tarde em que o Yamal não é um fator, porque ele tá, não tá inspirado, não está bem, a Argentina o controla e tal. Mas a Argentina não é capaz de ganhar sem o Messi.
Eu sei que queria, eu não consigo enxergar a Argentina separada do Messi, porque ele faz parte do time, ele está, ele é argentino. Nasceu na Argentina, ele faz parte do time. Então é algo a se considerar, não tem o time sem ele, tem o time com ele. E a Argentina teve algumas Copas do Mundo com o Messi sem conseguir aproveitar o Messi.
Verdade.
Foi durante anos um sofrimento. Mas como o Messi não consegue jogar na seleção o que ele joga no Barcelona? Isso. E essa Argentina dos últimos anos com o Messi já veterano, o desempenho do Messi após os 35 anos em Copa do Mundo é muito superior ao desempenho do Messi jovem.
Sem dúvida.
Ele joga desde 2006.
Isso é fenomenal.
A primeira Copa dele, ainda reserva, mas é em 2006. Então, acho que há um grande mérito na seleção argentina de entender como trabalhar para potencializar o Messi, porque antes ela não conseguia. Então é o Scaloni, mas não é só o Scaloni, são os demais jogadores que criam um ambiente. Ele poderia não jogar essa Copa, ele poderia ter terminado a Copa de 2022 e falado: sou campeão do mundo, não preciso de mais nada. Encher a paciência dele, já tava lá com seus 30 e tantos anos, ia se aposentar, viver a vida.
Mas essa seleção argentina, ela tem o mérito de conseguir fazer o Messi jogar muita bola, à vontade e feliz. Feliz por tudo que envolve ele dentro e fora do campo. Ele se sente bem com os companheiros. E esse é o grande trunfo do Scaloni. Ele deu uma entrevista essa semana falando sobre isso, né? É, beleza, tem o 4-3-3, o 4-4-2 e tal, isso aí tudo faz parte do futebol, a gente vai lá, vai mexer, vai olhar e tal. Só que isso é pouco importante se comparado ao que a gente vive Aqui, entre nós, entre o grupo, a amizade que a gente tem.
Eles fizeram um churrasco na véspera do jogo com a Inglaterra. As pessoas podem achar um absurdo, mas é o momento deles de, sabe, encontro.
É assim que eles fazem, né?
Sim, é isso. E essa é a Argentina. Então assim, não é sem, porque se não tivesse o Messi, e não vai ter provavelmente para a próxima Copa, com certeza não vai ter, eles vão desenhar uma outra maneira de jogar. E aí vai ser melhor ou pior, a gente não sabe se vai aparecer um outro jogador ou outros jogadores com a qualidade dele. Mas de fato ele tem bons coadjuvantes. Você não despreza um Lautaro Martínez, você não despreza um Julián Álvarez, você não despreza um Enzo Fernández. A Copa que o Cuti Romero tá fazendo é impressionante.
O baile sobre a seleção brasileira nas eliminatórias é sem o Messi.
E é um time que gosta da bola, gosta de trocar passes, valoriza o futebol bem jogado. Então assim, Claro que o Messi faz muita diferença, é óbvio, ninguém é imbecil de discordar disso, mas é que ele faz parte daquilo. Sim, ele é argentino.
A gente tem uma tela sobre o Lamini, temos aí, né, Salvador, para a gente poder aproveitar aqui números, números do Lamini nessa, nessa Copa do Mundo, né? A gente sabe que o Lamini poderia ter sido mais nessa Copa do Mundo se chegasse em perfeitas condições físicas na Copa.
William, veja, o Lamini Amal não estará no auge dele Considerando o que é o auge de um jogador, na próxima.
Exatamente.
Ele estará, em tese, daqui a duas.
Porque aí ele vai estar com 23 e na outra 27. Aí sim, exatamente.
E ele terá uma terceira. E ele terá, certamente. A não ser que, né, mas uma terceira, eu digo, além dessa. Sim, tudo se tem a 39.
Se ele quiser repetir o Messi, vai, né. Ele tem um gol apenas, é o quarto no ranking, mas olha só, em finalizações ele é o primeiro. Em dribles completados, ele é o primeiro. Em ações na área rival, ele é o primeiro, tá? Mesmo tendo jogado uma Copa longe das condições físicas ideais. Ele foi começando aos pouquinhos, aos pouquinhos, aos pouquinhos, aos pouquinhos, aos pouquinhos. Quando a gente olha para esse fenômeno que é o Messi, assim, com 39 anos, fazendo o que tá fazendo nessa Copa do Mundo, e sendo o que ele é, ele é a própria definição da seleção argentina, passa tudo ali por ele.
Você consegue enxergar esse menino aí que pode ser o Messi do futuro? Ele tem potencial para isso. Sendo para Espanha o que o Messi é para Argentina, ou a forma de jogar, o tal do DNA espanhol da seleção espanhola, não vai gerar tamanha dependência como gera a seleção argentina nesse momento?
Então, eu acho que primeiro não dá para imaginar e querer cobrar ou exigir ou pensar isso sobre nenhum jogador no futebol, né?
Que a gente vê um potencial espetacular no Lamine.
Potencial é absurdo do Lamine Yamal e de tantos outros jogadores que a gente já viu e que acabaram não rendendo. Então assim, é isso, é um jogador de 19 anos e a gente tá falando do Messi hoje sendo discutido por muita gente, gostem as pessoas ou não, como o maior jogador da história do futebol mundial. Então assim, falaremos sobre isso na sequência. Então eu acho que a partir desse momento não dá para exigir ou imaginar que ninguém consiga ter esse peso, tamanho e que vai ser importante para sua seleção, como Messi é para Argentina.
Como você falou, hoje a Espanha é um time muito caracterizado pelo jogo coletivo, ainda que a gente olhe para o time da Euro e diga: não era assim. O time da Euro era mesclado, quer dizer, sempre teve a coisa da posse de bola, das triangulações, da troca de passe, de tirar a bola do adversário, independentemente de quem é o adversário. Porque a Espanha não olha para a França que tá lá e a França é mais aguda, eu vou tirar a bola dela.
Ah, é Argentina que tá lá e Argentina troca a posse, eu vou tirar a bola dela. Não, ela entra em campo dizendo: eu vou ficar com a bola e o outro que brigue para ter a bola. Mas em geral o outro não consegue, seja o outro um time mais vertical, seja o outro time que gosta de ter a posse. E por isso até acho que a Argentina deve ter mais dificuldades, no sentido de que a Argentina precisa da bola, a França não precisava, e mesmo assim sofreu muito.
Então eu assim, eu entendo que o Jamal vai ser um baita craque, ele já é, né? Com 19 anos ele já é esse baita craque, que ele vai fazer história no futebol, seja com a camisa do Barcelona, eventualmente com outra camisa depois, com a camisa da seleção espanhola também. Mas eu não coloco, e seria uma insanidade imaginar que qualquer um, qualquer jogador do futebol mundial hoje vai ter algo parecido com o que o Messi tem para Argentina, porque o Messi não é só o futebol, o Messi não é só a qualidade técnica que ele leva a campo.
O Messi, ele contamina os caras ao lado dele. Essa idolatria que o próprio time tem pelo Messi não é normal no futebol, não é normal, não é uma coisa que você costuma ver em times, em seleções, em lugar nenhum. Ele parece que a presença dele em campo gera um campo magnético ali que fica todo mundo Absolutamente.
Não sei, ele usou essa expressão.
É, eu acho que ficou no...
É, mas é isso.
Cara, é impressionante porque ele parece que ele contamina todo mundo. E isso eu não acredito, isso eu acho que vai além da questão técnica. Isso eu acho que no caso da Argentina tem a ver com a natureza do argentino, da maneira como eles encaram a seleção também. E nisso é completamente o oposto da Espanha. A Espanha é a antítese da Argentina. Como relação de seleção, das figuras, né? Eu digo das figuras, André, mas eu digo do país.
Seleção une na Espanha nesse.
Você vai para Espanha e você vai, se você cair na Espanha, dependendo de onde você cair, tá todo mundo torcendo contra, não torcendo, não tá nem aí, tá? E Argentina é absolutamente o contrário. Argentina, os caras se unem de tal maneira que o cara que de repente foi cortado injustamente Há 2, 3 dias antes da convocação final, tô dando uma coisa hipotética, esse cara vai estar morrendo torcendo pela seleção para que a seleção ganhe a Copa do Mundo.
Você acha que a presença do Messi mexe com a cabeça dos jogadores catalães da seleção espanhola? Então eu também acho que não. E eu tenho lido essas coisas, é a primeira, né, como que um jogador que teve a carreira que o Messi teve e representa o que representou para o Barcelona, então também para o futebol espanhol, vai influenciar essa dinâmica?
Tipo Maradona na Copa do Mundo, assim, tirando medalha.
Eu não chegaria a esse ponto, mas aí ia levar o discurso aonde interessa.
Eu poderia fazer o contrário. O Messi, que desde os 13 anos, que foi formado como homem na Catalunya, Então seria o contrário, ele entende muito, ele estaria mais influenciado pela seleção espanhola pessoalmente.
O que a gente sempre falou isso, mas acho que o Rodrigo tá falando da torcida na Catalunya.
Não, não, não, os jogadores, os jogadores.
Eu acho que tem vários do Barcelona, o Messi foi formado dentro dessa cultura que ele vai enfrentar. Se tem alguém com problema seria ele, mas ele não tem problema de nada, ele tá noutra parada. Hoje ele tocou nesse ponto que a gente sempre falou, né? Assim, todo mundo sempre, pô, finalmente, acho que a partir de, bem, ele chegou numa final de Copa 2014 aqui, mas veio a Copa América e 2 mundiais. Então a gente olha para este período do Messi de 2020 para cá, né?
Quer dizer, o Messi virou o Messi que a gente esperava aos 33 anos. Para seleção, quando alguns já não conseguem mais nem caminhar. Então ele demorou para chegar lá, ele demorou para chegar. E talvez não tenha sido só a seleção que aprendeu a lidar com Messi. Eu vejo que o Messi aprendeu a lidar com a seleção. É também algo que ele absorveu que facilitou tudo isso. O fato de ser um ídolo, é um cara mais maduro, né? Uma coisa é você ter um jogador de 33 anos, seu colega, que se quiser parar, ele já aos 33 ele já estará na história do futebol.
A outra é ter um garoto promissor como o Amine Amal. Esse cara vai longe, mas não foi ainda, mas vai. E eu acredito que ele possa ir, todas as possibilidades. Mas ninguém, a trajetória do Messi tá consolidada. Então vejo que ele também Tem um lado do Messi que aprendeu a conviver e a entender a seleção, o que era necessário, entender os ritmos. E aí ele pegou caras especiais do lado dele que talvez ele não encontre se ele tivesse ainda mais duas Copas.
Não sei se a Argentina conseguiria formar um ambiente com pessoas tão especiais para ter o Messi.
Cara, por duas Copas já é incrível, né?
Já não é lógico. E eu acho que aí tem um ponto importante nisso.
O primeiro era dar a ele o título. Título. O segundo motivo é estender essa festa, porque é isso que eles têm feito desde o Catar.
Tem uma coisa de geração, né, Calçade, sobre isso, sobre a relação dos jogadores da Argentina com o Messi, que, por exemplo, quando o Messi começa, havia até uma divisão entre ele e Tevez na seleção argentina. Sim, né, que ele não era visto como um argentino de verdade porque saiu muito cedo. O Tevez incorporava mais o espírito do argentino, era o jogador do povo, né, o jogador do povo. Então havia uma divisão ali de certa forma uma concorrência.
Essa geração da última Copa e dessa, por exemplo, o Messi em 2016, depois de perder a segunda edição seguida da Copa América para o Chile nos pênaltis, ele anuncia nos Estados Unidos que ia sair da seleção. Ele dá uma entrevista chateado porque a Afa era uma bagunça e tal, e chateado. Naquela, naquele momento houve uma grande comoção na Argentina e um menino do interior da Argentina escreveu uma carta, não só um, vários. Um deles se chamava Enzo Fernández, escreveu uma carta para o Messi pedindo, pelo amor de Deus, para ele não deixar a seleção argentina. Esse menino hoje é um dos principais coadjuvantes dele na seleção argentina.
Ele deu banho no Lamine Amal, o Enzo Fernández mandou carta para ele.
Imagina, Dona Lúcia escrevendo carta, outros têm outras coisas.
Para essa geração de Lautaro, de Julián Álvarez, de Mac Allister, o Paredes não, que o Paredes já é um pouco mais velho. Mas essa geração, ela cresceu olhando pro Messi como um deus do futebol. Então é diferente da geração dele, que já se aposentou, que o tinha como mais um ali e tal, às vezes até com alguma certa concorrência. Então essa molecada proporciona a ele está muito à vontade.
É que ele teve que romper. A gente, eu até vou deixar para falar mais tarde algumas coisas, porque a gente vai falar de Diego e Messi, né?
Vamos. Aliás, aliás, Calçad, vamos começar nessa conversa.
Eu vou fazer o seguinte, são 10 segundos.
Pode falar.
Porque só idolatria por si, então tem muito que o Calçad falou, só idolatria não resolve. A seleção brasileira é a prova disso. Todo mundo idolatra o Neymar, mas a questão é o ídolo, é o ídolo.
Que tipo de exemplo ele passa para os companheiros?
E aí que principalmente, e aí muda tudo.
Porque quando o Eugênio fala do Tevez, qual era a tentativa ali de se criar um— Argentina tentou o tempo todo assim. Quando você vem de Diego Maradona, a gente tá falando de um jogador que surgiu, né, para o mundo na época do final da ditadura, Guerra das Malvinas, crise econômica. Bom, crise econômica você pode escolher, né, mas tudo bem, era constante crise econômica E ele era um— ele virou um deus, um deus que tentou se autodestruir assim o tempo todo.
E quanto mais ele tentava, mais deus ele se transformava, mais uma figura mítica. Então ele era o deus que é assim, com caráter humano, que erra o tempo todo, pronto o tempo todo, mas ele era a revolução pura, né, do cara contra o sistema. De ser Diego Armando Maradona. Então esse é o deus da Argentina, que deu uma Copa e ainda fez um gol de mão na Inglaterra depois da Guerra das Malvinas. Então se você no roteiro para virar Deus, no mesmo jogo que ele fez o gol mais espetacular, mais espetacular das Copas do Mundo, qual é o roteiro para virar Deus?
Esse aqui, ele conseguiu. Quando vem o Messi, ele não é esse deus, não. Ele não é, ele não é o Deus que vai atirar com arma de chumbinho em jornalista, ele não é o Deus que vai, entendeu, entrar num debate político. Ele é um Deus que você não conhece nada dele. Ele não é um Deus que vai parar na porta de um avião, vai mostrar o relógio dele. Ele não é o Deus, esse é um Deus completamente diferente. Então a Argentina teve que se acostumar, não foi fácil fazer a transição.
De um deus, Diego Maradona, para um cara, porque eles tratam esses caras como deuses, para quem não é só o argentino, né? Porque você vai a Nápoles, cidade de Nápoles, você não anda 100 metros sem encontrar uma alusão a Diego Armando Maradona, seja um cara vendendo um ímã de geladeira, uma foto dele num bar, qualquer, é Diego Armando Maradona. É impressionante, é um outdoor imenso de Diego Armando Maradona. Então ele também é para uma cidade. Você que é de Santos, sim, tem referências ao Pelé em Santos?
Muito poucas. Poucas perto de Maradona, perto de Maradona, na cidade que nem é a dele, nem é a dele, quase nada.
Então nós, esse não virou, ele não virou um deus para a gente, não, ele é tratado como jogador de futebol, um gênio. Para o argentino, essa transferência deste tipo de Deus para o outro demorou e custou um tempão. Mas olha, é porque ele é completamente diferente. Quando o Eugênio fala do Tevez, o Tevez era: opa, temos alguém do povo do Forte Apache, alguém que vai conduzir, quem sabe ele é o que vai pegar na mão de Dios e continuar esse legado.
Não.
Veio um cara completamente diferente. Então entendê-lo demorou, porque ele foi aos 13 anos para Barcelona. Ele não é um cara que tava lá dentro como Maradona, comentando cada fato político, cada jogada, assistindo partidas do Boca todos os dias.
E não, ele não precisou se dobrar.
Ele saiu de Barcelona e foi para os Estados Unidos. Então imagina, esse deus importado, embora seja argentino, O que ele conseguiu fazer com o povo hoje. E outra, ele pegou toda uma geração, eu diria, analógica, e ele é o deus, o Maradona, ele é o deus do digital. Porque esse deus mestre tá gravado, toda jogada dele, todos os gols, todos os momentos, nada se perdeu, tudo. Ele é mapeado e ele tá na ativa ainda. Nós não estamos falando de um cara que ele está na ativa, vai jogar a final da Copa do Mundo.
Então, para o argentino, cara, quando você vai para Argentina você entende isso, essa relação, né, de é um negócio totalmente diferente que a gente não é capaz de encontrar um similar aqui.
É legal você falar sobre Argentina porque a gente conversou com o Léo Paradiso, que ele é repórter da ESPN Argentina, para falar, bom, se o Messi ganhar essa Copa, né, mais uma Copa ali com o Messi sendo protagonista, Como é que fica, em que patamar que vai, porque ele já tá no patamar altíssimo. Vai alcançar o patamar do Pelé? Para muita gente alcançou, tem gente que acha que passou. A gente foi conversar com alguém da Argentina para entender como é que eles estão enxergando esse momento do Messi.
Vamos lá, queridos amigos de Linha de Passe, boa tarde para todos vocês. Aqui estamos em New Jersey, em donde a seleção argentina empieza a preparar el equipo para la final, la gran final de la Copa del Mundo que se va a jugar el próximo domingo ante España. Con algunas novedades. Me contaban hace un rato que la idea de Scaloni es repetir la misma formación, o en todo caso hacer solamente un ajuste, una variante, no más que eso.
Y la variante podría ser el retorno de Rodrigo de Paul como titular para reemplazar a Giuliano Simeone. Después hay otro jugador que también se mete en la consideración y es Nicolás González. Pero bueno, solamente faltaría resolver una cuestión. Después hay 10 nombres que se estarían perfilando para repetir lo que han conseguido en el partido ante Inglaterra en la semifinal de la Copa del Mundo. Lo cierto es que la gran noticia de la Argentina sigue siendo lo bien que está Messi.
Messi se encuentra pleno, muy bien de ánimo, con muchas ganas. Él había arrancado la Copa del Mundo diciendo que este mundial era de chapa, que ya todo lo había conseguido, lo cual es cierto, pero no parece disputarlo como si fuera de chapa. Se lo ve muy bien, más allá de los problemas personales y familiares que son de conocimiento público y que le han generado algún tipo de angustia en los últimos tiempos, como por ejemplo aquel llanto del partido ante Argelia en donde marcaba el primer gol y luego se largaba a llorar.
Pero Messi está, está muy bien, se lo ve muy bien de semblante, muy bien de ánimo, y fundamentalmente, más allá de lo futbolístico en donde siempre se encuentra bien, se lo ve muy bien físicamente, aunque haya evidenciado algún tipo de cansancio fundamentalmente en el partido ante Suiza Ante Inglaterra se lo vio pleno y hoy también se encuentra de la misma manera. Es decir, el ancho de espadas, el mejor jugador en quien confía todo un país como la Argentina, está al 100 para jugar una final más, la final de la Copa del Mundo 2026, para tener su segunda Copa del Mundo después de haber conseguido la hazaña en Doha, en Qatar.
Muito bem, se ele ganha, se domingo o Messi Como, de novo, condutor, ele é o protagonista, certo? Se ganha o segundo mundial, vai ganhar a Bola de Ouro, para onde vai? Qual aí, aí essa discussão de Pelé, Maradona, ela, ela vai fazer todo sentido para quem ainda acha que não faz sentido?
Então eu, eu, patamar, vai, eu felizmente me excluo dessa discussão porque eu não vi o Pelé jogar. Infelizmente eu não E aí eu acho que não só é um território bastante complexo, porque se trata da tal comparação entre eras, mas se você não viu ambos com capacidade analítica, não viu bem, não acompanhou de perto, eu não acho que você tem qualificação para opinar. Você pode usar as opiniões dos outros, né? Tem uma linha comum na Espanha, acho que o Chávez já falou muito sobre isso, que diz o seguinte: as pessoas hoje não fazem melhor aquilo que se fez em outros tempos, de maneira geral?
Então é lógico, as marcas são batidas, é lógico entender que o melhor dessa era é melhor do que o melhor das outras eras. Mas quem viu Pelé, muita gente que viu Pelé disse que não, que Pelé é insuperável, que o Messi é um gênio, mas não dá para discutir o Pelé.
O Pelé é uma coisa intocável, sacrossanta.
Exatamente. E é claro que isso precisa ser levado em conta. Se as pessoas que acompanharam de perto tanto um quanto o outro dizem isso, você tem que levar isso Quatro Cinco Um. Agora, do ponto de vista de quem é o Messi e do que vai acontecer com ele na Argentina, e o tipo de magnitude a qual esse jogador gigantesco vai ser elevado se ele ganhar mais uma, a segunda seguida, que é uma coisa que não acontece, né, sendo esse personagem que ele é, tão diferente do deus, né, da coisa religiosa com a qual o Maradona é enxergado e sempre será.
Maradoniano, cara, não, não sei. É até difícil você, você colocar em palavras, né?
Eu acho o seguinte, eu não acho que a final contra a Espanha não vai mudar absolutamente nada do tamanho do Messi, seja em relação a Maradona, seja em relação ao Pelé. E eu explico por quê. Em relação a Maradona, já não tem como comparar. Quer dizer, se a gente pegar o aspecto mítico, jogador, o Maradona é mais Maradona é mais idolatrado, o argentino já tem essa coisa diferente. É isso, o Maradona não é nem, acho que seja maior, mas tem um aspecto no Maradona fora de campo que não é o aspecto sobre números de gols marcados, partidas disputadas, títulos, tudo isso, longevidade, conquistas, importância no clube, tudo isso.
Eu acho que não transcende o jogo, o Maradona fazia isso.
Então o Messi tem todas as marcas, o Messi tem a longevidade tem os gols, tem os jogos, tem os títulos, e é incomparável com Maradona em relação a isso. É incomparável no aspecto mítico. O Maradona é incomparável com o Messi por tudo que já foi dito. O Messi, a gente só vê ele jogando futebol, ele não entra em toda coisa, ele não é o deus, não vai talvez a igreja messiânica, vai, vai, tem ou vai ter, enfim, tudo bem, é outra coisa.
Mas eu acho que essa idolatria ela vai ser sempre muito diferente. Então não vai ser uma Copa a mais ou a menos que vai mudar. E em relação ao Pelé, eu concordo absolutamente com o que disse o André, e acho que é sempre difícil. Mas também sei que quem se recusa, e muita gente se recusa a dizer que um jogador pode ou possa um dia alcançar o Pelé, vai continuar se recusando. O Messi pode ganhar 4 Copas do Mundo, pode jogar depois a terceira e ganhar a terceira, igualar o Pelé nesse aspecto, se ele jogar 2 jogos da próxima Copa.
Que não vai bastar, porque vai ter o argumento do naquela época, nessa época, que é um argumento que você pode inverter também e usar. Bom, essa época, como disse o André, você tem coisas que valorizam mais o que o cara consegue fazer hoje, que talvez não fizesse ontem, e vice-versa. Mas como esse debate do Pelé versus Messi— eu sei porque eu fiz uma matéria para Placar, deve fazer 10, 15 anos, sei lá, não, mais até. E quando a gente fez, eu tentei fazer da maneira mais racional e metódica possível, sem entrar na questão da idolatria e tudo mais.
E eu falava naquele momento, gente, se ele continuar nessa linha aqui do tempo entregando o que ele entregou até agora, até os— eu tinha considerado 34, 35 anos, quando ele começou a ganhar Copa.
Exato, exato.
Eu falei, a gente vai poder discutir, a gente tem que poder discutir, a gente não pode interditar esse debate. Mas muita gente interdita o debate hoje mesmo porque diz que não pode.
Então assim, quem disse que não pode não vai, não vai poder nunca, independentemente do que os outros ganhem ou façam. Geracional, de memória afetiva.
Exato.
Você não vai tirar nunca do cara que viveu a era do Pelé a certeza desse cara de que o Pelé é o deus do futebol, nem do argentino que idolatra o Maradona, o carinho que ele sente pelo Maradona, que foi outro gênio do futebol. E essa geração que tá aí, que que vê o Messi, que continua vendo e que viu desde o início da carreira, como disse o Calçadinho, tudo documentado, transmissões com alta qualidade de imagem o tempo inteiro, uma mídia gigantesca que é muito maior do que tinha antes, assim, em termos de quantidade de acesso à mídia.
Essa geração não vai querer questionar o outro, vai achar que o Messi é o maior. Eu acho que a gente não precisa diminuir um para exaltar o outro.
Não, claro que não.
Todos podem ser exaltados, mas não tem jeito de rodar.
Toda vez que se faz uma comparação, isso aconteceu no estádio de Morumbi também.
As pessoas adoram estabelecer o maior de todos os tempos. Cada um no seu tempo, cada um dentro da sua realidade. A gente pode discutir questões assim, o Messi, essa longevidade dele, o Pelé não quis. O Pelé optou por não, por exemplo, por não jogar a Copa de 74, encerrar a carreira profissionalmente antes, mas continuou jogando no Cosmos. Talvez ele pudesse chegar até a Copa de 78, mas ele achou melhor que não.
Ele teve um momento de quase desistência da seleção, aliás, de desistência da seleção mesmo, né?
Algo semelhante com o que a gente falou do Messi, que a gente falou se o Pelé tivesse jogado a Copa de 78. Isso, exatamente. Então, é, mas precisamos estabelecer diferença de tamanho entre eles? Não. Precisamos exaltar que são figuras importantíssimas na história do esporte, cada um dentro da sua realidade. E a gente quer comparar, sem querer comparar tudo dessa mania de o maior, o melhor.
É porque um vai levar vantagem no aspecto, o outro vai levar vantagem no outro. Sem ganhar ou perder amanhã, o tempo pode ser favorável, desfavorável para um dos dois.
Se pegar no rol de habilidades, o Pelé fazia, o Messi faz gol de cabeça, o Pelé era melhor nisso.
Pelé era mais Cristiano Ronaldo de cabeça, direita, esquerda, onde caía a caixa.
O Messi é mais esquerda. Você quiser, as pessoas quiserem por esse caminho, né?
Você pode escolher o caminho que te agradar mais.
É o mais— se o Maradona, ele é mais difícil falar, é que o Maradona, o jogo do Maradona tem mais malandragem Tem mais catimba, tem o Maradona, tem assim um carisma próprio dele, uma coisa assim. O Messi é aquele cara que ele faz também, não queria dizer as mesmas coisas, não pode diminuir, mas ele, ele é o mesmo cara a vida toda, no mesmo lado, fazendo igualzinho, e ninguém consegue parar. Então não há porque ele tem que, não precisa mudar, como o Garrincha.
Fazia a mesma coisa, do mesmo jeito, saía para o mesmo lado e ninguém pegava. Essa é a essência do cara, né? Porque você tem uma conduta no campo que vão começar a te marcar e você nunca mais vai jogar bola. E o Messi tem essa questão de, cara, é um negócio assim tão focado só no campo. Porque o André tava falando, quando você pega Maradona, Maradona personagem do futebol, futebol, o quanto ele é no campo e quanto ele foi fora? 60, 40, 50, 50.
Numa fase da vida, o extracampo ficou muito maior. O quanto é do Messi fora de campo? Zero, zero, perto de zero, perto de zero, é insignificante. Então é esse, esse mítico jogador que o argentino passou a aceitar, porque o argentino de 50 anos, que nasceu em 86, tinha na Copa de 86, campeão, ou de 55 ou 60. Esse cara, o Maradona, para ele é outro, é uma outra figura, é o ídolo de infância. Talvez para muitos, isso é uma pesquisa legal para fazer, não sei se os argentinos já fizeram.
De repente, para esse mais ser o cara mais velho argentino, ele, ele, legal, Messi, traga títulos para gente. Mas o Diego, e tá tudo bem, encantamento vem na infância, né?
Você criança, você queria toda ela.
E eles não estão errados, cara. Assim, que sorte deles que eles têm o Messi, eles têm o Diego, né? E o Diego Maradona tem o Messi. E pô, nós estamos aqui falando Pelé, né?
Pois é, né?
A gente tá rindo do Pelé porque a gente, né, tá difícil. Nós tivemos outros caras geniais, mas nesse tamanho assim de que, né, o que o Ronaldo fez para ganhar a Copa de 2002 foi algo nesse nível. Ronaldo, Rivaldo, né, 2002 foi espetacular. Mas o Messi leva uma vantagem, né, sobre todos eles, cara. Fazer tudo isso aos 39 anos de idade, cara, você tem que— porque essa carreira ele construiu um encantamento jogando com a camisa do Barcelona, e agora nos Estados Unidos não encanta ninguém para esse lado do futebol. Porém, é com a camisa da seleção.
Exatamente.
Ele não divide com clube, ninguém tá preocupado com Inter Miami, né? Aliás, olhando o Messi no Inter Miami no ano passado, no Mundial de Clubes, você olhar para ele, fala: não sei não, essa Copa, essa Copa, acho que não vamos sofrer com ele.
Outro grande gênio do futebol, quando tá valendo, tá valendo.
Gente, é o seguinte, daqui a pouco tem a Renata Ruel para falar da arbitragem aqui na Copa do Mundo. Daqui a pouquinho, vamos que vamos, né? Vamos que vamos, papo tá bom.
Nós agora, 2 horas é pouco, né?
Vai ter menos de 2 horas. Agora te falar uma coisa, não fala isso no ar, hein? Vai pagar o preço. É brincadeira.
Lembra aquilo que eu falei no começo do programa? A gente vai discutir por 2 horas.
Relaxa, Pedro Emanuel tem recuperação.
Pode fazer defesa?
Pode.
É que o conteúdo ajuda.
Ah, isso aí, maravilha, maravilha. É o seguinte, a gente tá aqui falando de Messi, de Pelé, de Maradona, de Yamal, e tá falando de coisa boa. Agora a gente vai falar de um confronto que poderia ser um jogo muito legal: França e Inglaterra. Decisão de título, uma decisão de título, ninguém se assustaria. Porém, contudo, entretanto, como diria o outro, né, é uma decisão de terceiro lugar. E que eu passo a bola para vocês com a seguinte pergunta: para quem importa mais ganhar o jogo de amanhã?
Tudo bem, ninguém vai entrar para perder, mas tem estímulo, tem uma série de coisas. Para quem faz mais diferença amanhã chegar e falar assim: acabei em terceiro lugar aqui, ó, ganhei? Dê uma resposta.
Para quem é o terceiro?
Não consigo enxergar o mínimo de estímulo de: não, eu vou entrar aqui porque eu— Talvez o Mbappé para ser artilheiro da Copa, o Harry Kane tá na briga, mas é coisa muito individual na Copa de clubes, a FIFA já aboliu o jogo do terceiro lugar, que é uma glória que seria uma glória para, sei lá, Cabo Verde, se é Olimpíada, né?
Olimpíada é uma coisa diferente, é medalha, bronze e tal. Aí também vai ter medalha, sabe? Você valoriza muito em Olimpíada, vai para o quadro, tem outro conversa.
Você ganha o bronze, né?
Então a gente vai eliminar terceiro e quarto, vai passar da medalha para isso com essas Essas seleções não gostariam de estar ali, mesmo que não exista mais o jogo. Mas é porque é questão comercial, você tem que vender, você tem que fazer um monte de coisa.
Imagina o ânimo desse cara.
Vende ingresso, vende direito de transmissão, etc., etc. Agora, o próprio técnico da Inglaterra, o alemão Thomas Tuchel, falou depois do jogo: olha, ninguém, nenhum jogador meu quer jogar essa partida, e imagino que nenhum da França queira jogar também.
E vão jogar por culpa dele.
E vão jogar. Ah, não só dele, tudo bem, mas só dele passou muito por ele. Mas assim, mas não tem ninguém que assim, olha aqui, eu sou terceiro, ninguém falou.
Ninguém vai bater no peito amanhã, ninguém vai ser recebido com festa ou na Inglaterra ou na França, em Paris ou em Londres, porque ganhou o terceiro lugar.
Mas eu acho assim, pode falar plenamente, até porque nós estamos falando das duas favoritas nas semifinais. França e Inglaterra eram favoritas para chegar à decisão. E acabaram— e menos o Calçade, que disse que a Espanha era favorita. Mas de maneira geral, não é domingo, mas de maneira geral, a França e Inglaterra eram vistas como favoritas pelo que tinham feito na Copa até então. E acho que isso obviamente deixa a disputa pelo terceiro lugar ainda menor.
Acho que às vezes, então, quando você tem, por exemplo, como teve na última Copa, a seleção de Marrocos numa disputa de terceiro lugar, pô, aí vale muito. Aí é um negócio que é importante é histórico, foi histórico. Eu acho que aí muda completamente o contexto. No caso de duas seleções tão cotadas para chegar à decisão, obviamente perde peso e passa a valer muito pelas marcas individuais. Quer dizer, então pelo Mbappé para ser artilheiro da Copa e talvez até o maior artilheiro da história das Copas ainda neste Mundial, porque isso pode acontecer, já que é óbvio que esse jogo vai ser muito mais, teoricamente pelo menos, costuma ser muito mais aberto, um jogo com mais gols, um jogo mais divertido.
Exatamente, é mais fácil para ele fazer gols na Inglaterra do que, do que para o Messi fazer gols na Espanha.
Amanhã, se não fizer gols, ele passa.
É mais para isso que o jogo acaba valendo, este específico.
Não precisa ser no contrato dele com Real Madrid, tem lá um bônus de 5 milhões de euros se ele for artilheiro da Copa. Nossa, vai começar esses contratos, os caras amarram tudo. É, de repente.
Mas aí eu vou te falar, aí é um cara só, aí o cara joga só para ele mesmo.
E para o Zagueiro, ele sobrou a bola, ele chuta.
Você sabe que eu acho pavoroso isso, eu odeio essa coisa de contrato estipular bônus por gol marcado, porque você tem que fazer o cara ser fominha, vai. É isso, o mérito tem que ser coletivo. Quer dizer, se você conseguir títulos, beleza, teu bônus é—
O do Memphis Depay tem coisas bem mais pornográficas do que Bônus para o gol marcado.
Tô de acordo, mas aí também vamos falar a verdade, né, André? É um assim, acho que é uma coisa, não vamos pegar o modelo do contrato.
Ele não foi obrigado a assinar esse contrato, assinaram, tinha um revólver na cabeça dele para assinar, né?
Agora, quando você faz, se o clube faz para o cara ser artilheiro na seleção, ainda mais a seleção francesa, De repente o Real Madrid faz uma boa, mano. Põe essa cláusula, se você for artilheiro da Copa, né, 20 milhões de euros a mais, não sei o quê, e beleza. Ótimo para Espanha, inclusive seria ótimo para Espanha. Exatamente, porque aí ele não tá influenciando no jogo que ele vai ter no Real Madrid, quer dizer, na seleção. E aí pode até ser que tenha mesmo, como o Calçade falou, nunca sei. Pode ser que vale mais para marcas individuais.
Promete ser um jogo bem agradável. Agradável de se ver. Para quem gosta de ver gol, porque é um jogo que ninguém tem medo de perder.
Eita, se o Turca bota o time vazio, ele começa o jogo lá atrás.
Mas em princípio ninguém tem medo de perder, a pessoa vai jogar por jogar.
Minha impressão é que a Inglaterra tem uma responsabilidade muito maior do que a seleção francesa para fazer uma boa apresentação, para deixar uma última imagem.
Mas não limpa a barra, né?
Não limpa a barra de jeito nenhum, mas Mas justamente foi tão feio, foi tão constrangedor que por mais que o Tuchel tenha dito, meus jogadores não querem jogar essa partida, aí não devem querer mesmo. Porque imagina o nível, a parte motivacional como está agora na seleção inglesa. Mas se você pensar, são caras que são extremamente valorizados, quase todos eles, no seu ambiente clubístico. O que eu falo já há bastante tempo da confusão feita entre a Premier League ou o futebol na Inglaterra e a seleção inglesa.
As pessoas acham que são coisas que são equivalentes, estão equilibradas, e não estão. O que acontece no futebol inglês acontece primordialmente por jogadores não ingleses. E o que acontece na seleção inglesa, o grande problema é que ali Só há inglês. É, mas aí você tem que jogar só com inglês.
Perfeito.
Mas no final, o que acontece? Desde muito tempo atrás, a virada do Brasil em 2002 sobre a Inglaterra— vou falar uma coisa aqui que vai deixar muita gente brava, até eu talvez fique bravo com o que eu vou falar, porque eu gosto do personagem como jogador. Não vou fazer nenhuma crítica ao David Beckham como jogador de futebol, mas ele dá uma pipocada na linha lateral, é astronômica com a Inglaterra ganhando por 1 a 0 no início do lance do gol de empate.
Mas é uma pipocada que assim, vá ao YouTube e veja como ele tira o pé, tipo, não vou disputar essa bola e mudar, muda o jogo, posso me machucar.
O Brasil ganha a bola e pronto.
E aí, e o que que o Togo tem a ver com isso?
Aí nós estamos falando do Brasil em 2002, me ajuda aí. Tem a final da Euro em casa, tem a Croácia em 18. A final da Euro, assim, o DNA da seleção inglesa é perder dessa forma.
Então é muito curioso isso, né?
Então o técnico, o inglês já tá esperando a derrota, né?
Ele já vai esperando que vai perder. E aí teve uma carta escrita pelo Príncipe William à seleção inglesa em que foi tirada aqui um pequeno trecho, foi tirado um pequeno trecho, e ele diz o seguinte, falando aos jogadores: estou arrasado, ponto. A luta e a crença que vocês demonstraram inspiram todos nós. Aí eu não sei se é aquele humor fino inglês, pelo amor de Deus, ou se é apenas a pura tradução de como eles lidam.
Isso aí foi escrito depois do jogo contra o México ou agora com a Argentina?
O Beckham O Beckham se posicionou no Instagram dizendo, estou orgulhoso de vocês.
Não sei o quê. Então, tanto que a FA vai manter o Thomas Tuchel no cargo até 2024.
Eu acho que tem que manter mesmo. Eu acho que eles—
Então assim, você imagina sendo o Brasil isso?
Como?
É porque não dá para destacar a luta e a garra.
É, não.
Eu acho que você pode destacar outras coisas da Inglaterra. Eu acho que a Inglaterra, né, apesar E eu concordo com o André em relação ao problema é que só tem ingleses. Só que assim, nesse caso específico, e já de uns bons anos, em outras gerações também, e talvez até mais, não sei, a Inglaterra tinha e tem ótimos jogadores. A Inglaterra tá entre os 3 ou 4 melhores elencos da Copa do Mundo, sem dúvida nenhuma, ainda que o Túlio tenha deixado de fora nomes importantes.
Então acho que assim, a expectativa era por mais. É uma seleção que chegou nas últimas duas finais de Euro e ganhar uma Euro mudaria tudo.
Eu acho que ganhar uma Euro, última final também, ganhando, ganhando, se dissolve contra a Espanha.
Então assim, são duas finais de Euro na sequência que mudariam tudo. Acho essa coisa do time loser, o time perdedor, porque é o que a Inglaterra é. A Inglaterra é uma seleção perdedora. E até a gente fala muito da Copa do Mundo, do jeito que foi, sempre com essa Então assim, eu acho que é que ganhou, se tivesse, então se tivesse vencido a Euro em 2021, se tivesse vencido a Euro em 2024, eu acho que essa coisa talvez mudasse até para eles do ponto de vista da pressão, de não se achar pequena.
Porque eu repito, eu acho que o que aconteceu no jogo com a Argentina também foi isso. A Inglaterra falou, pera lá, eu tenho um tamanho e os meus adversários têm outro tamanho. Então eu fiz um gol, eu fiz 1 a 0, deixa eu me fechar aqui. Eu não sei se eu faria isso com a Alemanha, por exemplo.
Sabe uma coisa engraçada? Em todos esses colapsos que fazem parte da história da seleção inglesa, como colapsos, a palavra correta, como seu comportamento padrão, você já percebeu que nunca— e olha que é uma cultura de futebol, e não importa se é no Brasil, na Espanha, na Itália, na Inglaterra— sempre se aponta o dedo para alguém. Você já percebeu que nunca há um jogador inglês culpado? Já percebeu isso? Quem é o culpado entre os jogadores no jogo contra a Argentina?
Mas sempre recai sobre os treinadores, né?
Por quê?
Sempre.
Porque todos os jogadores têm o mesmo comportamento. Então não tem um cara que comete uma grande falha, que amarele— amarelo no sentido, né, que que tem ali um problema, não saiba lidar com a pressão.
Então todos, quando tem o jogador culpado, é por um motivo muito— então assim, na final da Euro, o Saka foi culpado, e ali com motivos racistas. O Saka culpado por perder o pênalti.
Eu passei um, conversei com eles ontem sobre um dado que eu verifiquei em 3, é isso aí, é pesado, em 3 sites de estatística. Então assim, isso para mim é muito mais grave e assustador do que a posse de 88% para Argentina e 12% para Inglaterra entre os gols, né, entre o gol de empate e o 2 a 1. Isso para mim é inacreditável. E assim, não acredito que alguém superar, vai superar isso. Se superar, vai ser outra seleção inglesa. Entre o minuto 66 e o minuto 84, portanto 18 minutos de futebol no segundo tempo, antes de tomar o gol de empate, com a coisa pegando.
Entre o minuto 66 e o minuto 84, a seleção inglesa trocou 2 passes completos tentando defender 1 a 0. O número, o número de passes completos em 18 minutos foi 2. E sabe que passes foram esses? Pickford para Stones, Stones para Pickford na mesma jogada.
E ele deu um bico.
E aí, por isso que não dá para dizer que é só o túnel, isso não dá, cara. É isso que eu falo. Aí você também olha para os caras da Inglaterra, para postura deles, para o jeito deles, para o inconformismo deles e o inconformismo dos argentinos quando estiveram tantas vezes eliminados nessa Copa.
É isso.
Aí você olha para a cara do Paredes, olha para a cara do Enzo, olha, olha para a cara desses jogadores na hora que eles estão ali. Eles, cara, eles têm certeza que eles vão buscar, que eles vão virar, que eles— é diferente, cara, é muito diferente o perfil dos times.
A gente tem que fazer um intervalinho aqui, daqui a pouco tem a Renata Ruel para falar sobre arbitragem nessa Copa do Mundo. Mas, ó, tem mais 2 jogos para você curtir. Tá acabando, tá acabando, infelizmente está acabando, mas Mas ainda tem mais 2 jogos para a gente acompanhar: França e Inglaterra, decisão do terceiro lugar. Espanha e Argentina, briga pelo título no domingo. E esses jogos você acompanha ao vivo na Kazé TV, no Disney Plus.
A gente vai para o intervalinho, volta já já com a Rê para bater um papo aí, já definindo o árbitro de final. Não teremos brasileiro também, vai ter brasileiro no jogo da Argentina, seria uma loucura, né? Imagina só, né? Mas a gente vai falar também sobre aquelas regrinhas novas aí na Europa, se foram cumpridas, se não foram, o que que a Rê achou de tudo isso, hein? A gente volta daqui a pouco. Estava com saudade de falar de arbitragem assim nesse nível, no bloco do programa.
Arbitragem, assim, nesse nível, no bloco do programa.
Mas animada, né? Teve corneta para caramba, hein?
A Rê vai falar, tá com a gente? A gente viu coisas muito legais, outras nem tanto, mas algumas mudanças foram bem interessantes para o futebol.
Vou falar para vocês, a mulher que está no estúdio nesse momento, lá no começo da Copa, acho que lá para segunda rodada da fase de grupos, eu tava para começar a terceira, ela tava sentada na redação aqui do meu lado. Aí ela colou em mim e falou assim: Tem várias coisas acontecendo aí na Copa, não foi? E o pessoal não tá dando a devida atenção para arbitragem, mas tem vários erros ali, várias situações. Essa arbitragem não tá legal, mas ela não tá ganhando aquela dimensão que se tem no Campeonato Brasileiro, Libertadores e tal.
Você tava com aquela, não só uma impressão, baseada em fatos que você tava acompanhando, né, naquele começo. Isso permaneceu durante a Copa, melhorou, piorou? Qual é a tua avaliação da arbitragem nessa Copa? Embora assim, arbitragem é bom falar só quando acaba, né? Ainda tem 2 jogos, né? Mas até o presente momento, tudo bem? Você começou o Linha, né, da Copa e vai encerrar o Linha da Copa também, praticamente.
Pois é. Boa noite, que prazer enorme tá aqui com essa mesa gigante, né, com pessoas que eu sou fã no Linha de Passe. Mas a gente falou disso, eu falei assim, é que muitas vezes as polêmicas da Copa, o que que acontece? Você tem muitas estrelas, os resultados apagam a dimensão do jogo, o tamanho do torneio, e as pessoas não falam de arbitragem. Mas foram muitos erros e polêmicas de arbitragem. Na minha visão, sinceramente, eu acho que das Copas que eu lembro, é a Copa com mais polêmica de arbitragem que eu já vi.
Que a gente tem arbitragem, por exemplo, em todo jogo da Argentina, e isso é um fator que querendo ou não é relevante durante uma Copa. Mas nós temos erros em jogos de outras seleções, falta de critério, que eu acho que isso que pega mais. Então assim, para mim foi uma Copa péssima que mostra que arbitragem não é um problema só no Brasil, que arbitragem é um problema mundial. Sim, a gente vê isso porque a gente acompanha os campeonatos europeus, mas essa Copa deixou Claro, a falta de critério, a interferência, né, do Balogun ali voltar.
Isso foi incrível.
Então isso aí é um crime. Nós temos outros crimes, né, se você parar para pensar ali, de intervalo de final de Copa com 30 minutos, onde a regra fala que no máximo 15. Texto de regra da FIFA, e o torneio é da FIFA, né. Então você tem isso, desculpa, eu acho que é isso. Isso, porque em 15 minutos você ferir o seu regulamento, a sua regra, você mostra para todo mundo que não importa o que você, o que tá escrito no livro de regras, você não precisa cumprir se o próprio dono da regra não cumpre.
Você tem a questão do racismo que a gente tá vendo e nada tá acontecendo. Você tem dois pesos e duas medidas ali para vários fatores. Então assim, no geral, para mim É uma copa assim.
Teve a manifestação da Argentina no final, Malvinas, né? Uma coisa não é a pessoa com cordão, não. A outra é que é proibido, que poderia entrar alguém com uma placa ali falando mal de uma religião.
Não foi o Haiti que teve que mudar a camisa?
Teve que mudar a camisa. Você poderia falar mal de alguma, né? E você não pode, justamente isso é proibido porque você pode ferir um ou outro, né? A crença de um ou outro, aquilo. Então assim, passou tudo batido.
Então, mas o caso mais grave, então, acho que assim, Balogun, todas as interferências do Donald Trump, essas coisas, acho que assim, é claro que a gente falou muito, mas é tudo tão óbvio que não é tão absurdo, é tão bizarro, é tão primeira vez, pelo menos na era, sei lá, moderna da Copa do Mundo. Se a gente pegar 30, 40 anos, a gente não vai conseguir pegar nada parecido com o que aconteceu, que acho que, claro que cabe discussão, mas não há muita dúvida em relação a como avaliar esses absurdos.
Mas em relação à arbitragem, por isso que acho legal ouvir a Rê, porque eu vou confessar para você o seguinte, que no começo da Copa, eu que sou um cara que gosta do VAR pouco intervencionista, que acha que o VAR tem que entrar realmente em momentos indiscutíveis, é, eu gosto mesmo, eu gosto que o VAR morreu. Errou, errou, chama o VAR, vai falar, ó, você errou. E aí o VAR corrige. O VAR para dar uma olhada, para nem tirar dúvida, porque metade das pessoas acha que era para expulsão, a metade—
aí é mesa redonda, aí é mesa redonda.
E a gente acha que o VAR tem que ser usado para isso. Eu acho que não. No Brasil ele é usado dessa maneira tal. Só que depois o que a gente viu, quer dizer, a gente teve uma primeira e talvez uma segunda rodada nessa linha. Né, que era um VAR pouco intervencionista e deixando passar coisas. Eu lembro até da entrada do Messi, que eu falei, tudo bem, porque se não vão dar o cartão para o Messi nesse caso, não vou chamar para vermelho.
É um lance discutível, pelo menos na minha visão era. E a gente tinha tido um lance da Holanda parecido, do Paraguai parecido, e tava. Só que aí depois o VAR chama para anular aquele gol do Vinícius Júnior. Quer dizer, então O que eu queria entender é, você acha que a coisa mudou no meio do caminho, que houve alguma orientação diferente durante a Copa? Porque foi estranho, acho que, a mudança de uma hora para outra.
Eu acho que é isso que você falou, estranha toda arbitragem na Copa, a hora que a gente olha ali, né? Porque você tem critérios muito diferentes em certos jogos. Realmente teve o lance do Messi que eu falo que para mim era para expulsão, porque ele vai com a trava da chuteira. Tem contato pleno, o pé do adversário tem um pequeno entorce. E aí era vermelho, na minha opinião, sempre falei isso. Mas antes até desse lance do Messi, eu não lembro qual o jogo, teve uma entrada no joelho também do jogador adversário.
Eu tô falando no jogo da Holanda, eu também não lembro qual.
Eu também não tenho certeza qual foi, que também foi com a trava da chuteira, que você fala, gente, como que você não expulsa? Foi do Japão, acho que foi Como você falou assim, como você não expulsa num lance desse, sabe? É claríssimo. Então assim, dentro da regra do jogo você tem lances claros para expulsão, mas eu acho que entra muito nesse contexto. Olha, não expulsou aqui, não expulsou ali, maravilha. O problema é a hora que você vê a falta de critério, e a falta de critério tomou conta da Copa.
Um jogo que chama e jogo que não chama, em lances semelhantes com decisões diferentes. E aí você tem até a hora que você tem E muita gente fez isso, né? O parâmetro ali que a Argentina não teve nenhuma chamada contra ela, mas todas a favor de lances que a beneficiaram. Só que você teve lances da Argentina, você teve o lance do Messi no jogo contra a Áustria, que você teve uma falta no início da jogada do Egito, uma não do Egito chamar para anular.
Mas antes teve um jogo que a Argentina fez Acho que foi na fase de grupo ainda que teve uma falta, teve a Áustria. Então foi contra a Áustria mesmo, uma falta no meio-campo que o Argentina rouba a bola e aí saiu gol. E a falta é claríssima, e aí não chamaram.
Então eu acho que esse ponto agora também contra a própria Inglaterra, da pisada do Messi.
E não só da pisada, vamos ser mais sinceros, um lance que ninguém tá falando, um lance que o Anderson Anderson vai subir para cabecear, o Tagliafico, ele vai só, vai lá de novo, né, trava-língua, vai no corpo, ele vai só no corpo do adversário dentro da área. Aquilo lá qualquer árbitro fora da área marca aquele tipo de lance. Aí você se pergunta assim, se fosse a favor da Argentina não marcaria? Porque aquilo lá é uma cama de gato que a gente sempre fala.
O jogador da Inglaterra vai subir para cabecear e o jogador da Argentina só vem no corpo dele para derrubá-lo. Em nenhum momento quer disputar a bola. Ninguém falou desse lance, mas é pênalti. E também um silêncio do VAR absurdo.
Teve um lance também semelhante no jogo da Noruega com a Inglaterra também, um jogador que foi deslocado no ar enquanto tava saltando e passou em branco. Uma jogadora da Noruega que tava no ataque na hora que tava perdendo o jogo. Ah, não foi tocado nas costas, né? O gol da Noruega não foi marcado, pênalti que é semelhante a esse, de você vai no corpo do jogador, no corpo do adversário.
Mas isso eles usaram mais para o goleiro, né, e menos para jogador.
Então, na verdade, assim, eu sempre falei isso, a regra para o goleiro, tirando as 8 segundos ou 6 segundos ali, é uns 8 segundos Tirando isso, o que é falta num jogador é falta no goleiro. O que é ação de bloqueio num jogador é ação de bloqueio no goleiro. O que é, não é falta, o que não é, não é falta num jogador, não é falta no goleiro.
Tem essa, é o mito do goleiro intocável, ele não pode tocar no goleiro.
Isso não existe. É isso. Então assim, entra muito nesse mito, né, Calçadinho?
Só queria dividir em 3 partes. Primeira é, todo evento como uma Copa do Mundo, pode ser um Mundial de Clubes também, mas a Copa do Mundo a gente tá falando dela, a FIFA vem com um pacote novo de regras e nós vimos o Mundial novo e muitas mudanças, tem coisas legais. Aí nem em grandes eventos assim, além desse pacote novo, você reúne os árbitros e reforça algumas situações que o mundo todo conhece. E esse cara passa a apitar na Copa diferente da Premier League, do Brasileirão, da Argentina, no Campeonato Boliviano do Inferno, porque a FIFA naquele momento falou: quero que faça isso.
Esse é um problema, né? E o terceiro são esses lances que você não sabe de onde eles saíram. Aí esse é preocupante, tá? Isso é preocupante. Você não sabe, independentemente das novas regras e das recomendações, lances que valem para um mas não valem para o outro. E essa Copa teve bastante. Mas eu queria que você falasse assim para as pessoas entenderem: tem um novo chefe de arbitragem no Brasil, que é o Sandro Meirahit, né? Se ele reunir os árbitros agora no meio do ano e fizer recomendações diferentes, você vai ver uma outra arbitragem no Brasileiro do que você viu no primeiro turno.
O que eu não queria saber, se a Renata tem informação informação é que nós vamos aí dar um tempo para analisar que essas mudanças foram as mudanças boas, que é exato, é como nas lateral rápida tem que sair de campo, reposição. Nossa, Renata, ninguém mais se machucou na Copa, não tem mais jogador contundido que tem que ficar um minuto fora.
Então isso foi plenamente, e tem a história do erro de identidade que é usado para outra coisa, né? Seria a minha, como que vai ser no resto do mundo, né? No resto do mundo não, em todo mundo depois da Copa.
O Brasil não vai aprovar imediatamente essas regras no retorno agora, a gente já teria que estar usando.
Aí queria que você explicasse também, Renato, porque assim, ele vai anotando aí, anota aí, eu vou lembrando. Ele já tá com 3 perguntas. Regras, porque no meu entendimento regra é regra. Se é regra, não tem assim, ah, eu vou adotar essa, aquela ali eu não vou adotar e tal. É regra ou não é regra?
Pois é, é isso que eu falo. Parece que assim, você existe, existe a regra, mas eles rasgam, né, conforme o interesse deles. Porque a hora que você quer, você aplica a regra, a hora que você não quer, você não aplica. A gente brinca que a Premier League faz as próprias regras muitas vezes. Só que regra é regra. Eu acho que esse é o ponto, Eugênio. E a hora que você fala de aplicar ou não no Brasileirão, também concordo que tem regra, regras que foram muito benéficas né, para a gente parar com essa cera, agilizar o jogo, que ninguém gosta disso.
Eu lembro quando eu bandeirava que eu não gostava quando o jogador começava a fazer cera. Você sabia, você sabe que é para ganhar tempo. E isso, quando a gente fala do que o futebol apresenta, querendo ou não, acho que irrita todo mundo. Mas essas regras também concordo que foram positivas. Tem a questão do erro ali de identidade que vai poder, vamos dizer assim, criar interpretações complicadas. A UEFA já falou que não vai aplicar a Lei Vini Júnior.
Então a UEFA já baniu isso, que é a mão na boca, que até o árbitro— a única expulsão do árbitro da final agora foi, acho que México e Equador, por o jogador colocar a mão na boca, uma coisa assim.
Não é onde aconteceu o problema.
Foi exatamente. E aí você entra na questão que, por exemplo, exemplo, aqui o Sandro Meirahit chegou, né, e levou os árbitros prós, tirando os 3 que estavam na Copa do Mundo, para Espanha. A gente que acompanha o campeonato espanhol já não tem arbitragem espanhola acompanhando direito.
Escolheu o modelo errado, começou escolhendo errado.
Que bom que não sou só eu que vejo isso.
É para absorver conteúdo?
Então, só é para chegar aqui errando diferente ou mais?
Não há esperança também.
Mudam as figuras, Foi isso, ficaram lá acho que 5 dias os árbitros. São 20 árbitros prós, né, árbitros centrais. Aí levaram 17 porque nós tínhamos o Hilton, Cláudio e o Abate na Copa do Mundo, e mais 3 árbitros convidados. E aí fizeram treinamento na Espanha semana passada. Aí essa semana, só que foram só os árbitros, essa semana quem tá fazendo treinamento é alguns, são alguns árbitros de vídeo, alguns assistentes, Porque a informação que o árbitro central já recebeu lá na Espanha não vai ser a mesma que os assistentes e o árbitro de vídeo vai receber aqui.
Você já tem um ponto aí que destoa. Aí entraram na questão que vamos conversar, refazer reunião com os clubes para ver quais, porque nem todas as regras são obrigatórias você realmente pegar, como a lei Vini Júnior, outras coisas. Então vamos ver.
As regras para agilizar o jogo não são obrigatórias?
São, são aí, porque você muda o jogo, mas tem algumas coisas você pode adotar ou não. Então assim, reunir, né, a CBF quer se reunir com os clubes para ver o que que eles acham quando implementar isso, porque os árbitros, mesmo tendo toda uma palestra, estão com dúvidas das mudanças.
Um problema básico, o Renata, é que E com todos os erros de interpretação, ou as diferenças de interpretação, eventuais erros na Copa do Mundo que aconteceram, é fato, uma coisa estava intacta: a autoridade do árbitro. E é exatamente o que não existe no futebol brasileiro. O árbitro no Brasil tem autoridade zero. Ele é atropelado por jogadores, treinadores, dirigentes, torcedores, jornalistas, etc., etc. Dentro do campo, você imagina que se ele mandar o jogador sair para ser atendido lá de fora, confusão que não vai ser?
Então, se ele quiser acelerar a batida de lateral, ah, o cara, pera aí, espera mais um pouquinho. Aí mandou reverter, vai voar todo mundo em cima dele, vai voar garrafa, vai ser uma bagunça, porque não tem autoridade. O árbitro no futebol brasileiro é desmoralizado. Ontem tava vendo o jogo do Vasco com Vitória, Uma falta simples, simples, na lateral do campo. O jogador ia saindo, o outro veio, fez a falta. Demorou 37 segundos para ser cobrada.
É a lentidão, ela é característica do futebol brasileiro. Para bater um escanteio, você tem que esperar os zagueiros virem, demora 40 segundos. Aí o árbitro vai lá, fica conversando com, ó, não pode agarrar, eu tô te avisando. Já perde mais tempo nisso. Não precisava disso. Você sabe que não pode fazer a falta, mas o árbitro tem que avisar que não pode fazer a falta.
Agora assim, só para Não tem autoridade, assim, porque eu acho que o Eugênio tá falando é o cenário no futebol brasileiro, e pior ainda no Sul-Americano. E para implantar isso, né, Libertadores e Sul-Americana é um negócio inacreditável como os árbitros são permissivos em relação à cera. E não a gente tem informação ainda se, se um minuto, ó, cai, o árbitro falou você vai ficar fora um minuto, isso vai ser adotado, não vai ser adotado, e lateral vai ser adotado.
E aí até outro ponto, Semana agora a gente já tem os playoffs da Sul-Americana. E aí, pela CONMEBOL, todos os torneios agora que voltarem começam com as regras novas. Então, na Sul-Americana, na Libertadores, nós temos as regras novas implantadas, porém no Campeonato Brasileiro ainda não.
Ah, que bom! Então, cara, uma regra domingo e na quarta ele joga com outra regra.
Que beleza! Exatamente isso. A Federação Paulista já soltou que vai agora ter as novas regras, mas o Campeonato Brasileiro ainda não. Então os times brasileiros vão jogar Libertadores e Sul-Americana com a regra nova e o Brasileiro, por enquanto, com a regra antiga.
Agora, só uma coisa, por enquanto significa enquanto até quando?
Até eles conversarem com os clubes e decidirem quando implementar as novas regras.
Mas boa parte desses clubes estão nas competições sul-americanas. Vamos pegar boa parte, a maior fatia tá ali na Libertadores.
Pois é, é o seguinte, a entidade O que custa?
Não, e aí você, eu falo, o árbitro tem que mudar o chip, os jogadores têm que mudar o chip, a gente da imprensa tem que mudar o chip, porque as regras mudam.
Desculpa, a Federação é fraca. Se a Confederação, a Confederação não tem que ficar negociando com o clube, é a regra que tá aí, gente. Regras a partir de tal dia estão valendo, não é assim o clube. Aí um chegar, olha, eu não gosto dessa, o outro eu não gosto daquela. Tá, que loucura, você entendeu? É o que o Eugênio falou, não tem o árbitro, não tem autoridade, e nem a confederação tem, né? Você tem que negociar com o clube, né?
E a FIFA inventou tudo isso, né? Mas a FIFA assim, foi só para— foi tão vergonhoso porque a FIFA ela criou regras para agilizar o jogo, que o jogo, o jogo sem interrupção é o espírito do jogo. O espírito do jogo é uma competição sem interrupção.
Aí a FIFA cria a parada para hidratação de 3 minutos, né, que é até mais do que recomendado pelos médicos.
E aí ela criou uma série de regras interessantes para o jogo fluir. Aí ela parou o jogo no primeiro tempo e faz o intervalo de 30 minutos.
E até dentro do que o Eugênio falou dessa questão do futebol brasileiro, Eugênio, eu falo assim, as pessoas falam muito de fair play. Né? E o fair play é o espírito do jogo. Só que você fala de fair play achando que, ó, o meu jogador lesionou aqui, então o adversário jogou a bola para o lateral, eu vou devolver a bola no lateral. Fair play não é só isso. Fair play é você não simular falta. Fair play é você não dar uma entrada forte no adversário.
Fair play é você não reclamar com a arbitragem. É você também fazer o jogo limpo em vários pontos que a gente não faz. Então entra para mim essa questão cultural. É uma mudança cultural. A gente vê os jogadores que estavam jogando fora do Brasil e vem para o Brasil, e as atitudes que eles tinham com os árbitros lá é totalmente diferente.
Mas é impressionante como eles incorporam rapidinho.
Você vê que os árbitros melhoram, porque o Wilton é um negócio inacreditável, como ele é ruim aqui e como ele é bom com você. Basicamente, tá certo?
É muito mais fácil você apitar uma Copa do Mundo.
Foi bom vocês tocarem nesse ponto, que a gente tem mais 10 minutinhos de programa e tem tem duas pautas aqui ainda com a Rio, uma delas os árbitros brasileiros na Copa. Então a gente teve o Wilton, o Abate e o Klaus, que tava envolvido na história do Balogun.
Envolvido, coitado, coitado, envolvido na história.
Ele não apitou mais, né?
Ele não apitou mais. Cara, é bizarro, é bizarro, isso foi bizarro, isso foi bizarro. Queria tua avaliação, porque o Jean falou uma coisa que é verdade: os caras vão apitar a Copa do Mundo ou a Copa do Mundo de Clubes, nem parece que é a mesma pessoa. Fala: nossa, mas da onde saiu esse cara? Tava aqui, era o mesmo que apitou aqui no final de semana? É uma loucura. Eu queria tua avaliação. E assim, se a final não fosse Argentina e não fosse, como não é, o Brasil, vai França e Inglaterra, vai.
Haveria alguma possibilidade, por exemplo, do Wilton ser o árbitro da final? Porque chegou a ser muito falado sobre essa possibilidade.
Sim, eu acreditava na possibilidade. Eu acho assim, o Wilton, e entra muito nisso, né, a gente brinca, a gente fala assim, é mais fácil apitar uma Copa do Mundo, é mais fácil você apitar Premier League, Porque assim, o jogo é outro, jogadores respeitam muito mais. É algo que você vê o jogo fluir muito mais, você não vê entradas tão fortes. Isso facilita o trabalho dos árbitros. A gente tem um jogo no Brasil, eu acho que na América do Sul, muito mais pegado.
Uma Libertadores é muito mais difícil de você apitar, tanto que eu até brinquei, nós tivemos alguns jogos ali à la Libertadores na Copa do Mundo que é o árbitro fica até mais perdido dependendo de quem é o árbitro. Então assim, o Wilton, para mim, a outra Copa ele já tinha ido muito bem, e aí tirou um pouquinho da possibilidade até dele apitar, eu acho que o terceiro e quarto, justamente porque na Copa passada ele apitou a Inglaterra e a Inglaterra reclamou bastante dele.
Então ali diminuiu a chance. Afinal, né, você tem assim por mais que você tenha Argentina, você— eu tava pesquisando ali todos os árbitros. Então mesmo que você tem um sul-americano e europeu na final, você já teve árbitro brasileiro apitando, você já teve árbitro europeu apitando.
Não tem aquela coisa da federação estadual que tem aqui, né?
Exatamente. Então assim, você olhando o histórico, teve. E aí fica muito, vamos Vamos ser sinceros também, eu já cansei de falar isso, gente. Arbitragem final não é só meritocracia, existe política. Isso a gente sabe, sabe? Ah, quem vai apitar? Existe política. O americano apitar semifinal nunca que era jogo para ele, mesmo o salvadorenho lá, que assim era muito jogo para os dois, entendeu? Era pouco árbitro para muito jogo. Então assim, não é só meritocracia.
Mas assim, dentro do Klaus, para mim o Klaus fez uma boa Copa. A expulsão do Balogun, falei o tempo inteiro, foi correta. O VAR chamou e era expulsão clara. Então assim, não errou. Eu achei que o Abate fez uma Copa um pouco abaixo do que eu esperava, até porque ele vinha de uma final de Olimpíadas e a expectativa em cima dele era grande. Mas eu acho que assim, cometeu alguns errinhos ali que ficaram mais marcados. E aí assim, a hora que você vê, a gente tinha a expectativa do Wilton, sim.
No terceiro e quarto, quem vai apitar é Jesus Valenzuela, da Venezuela. Então assim, você até vê que o Wilton teria oportunidade de apitar esse terceiro e quarto, mas aí tem meio que esse veto da Inglaterra. Eu acho que diminuiu por causa do veto da Inglaterra.
E o árbitro da final?
O árbitro da final foi o árbitro que Em 2020 foi preso por engano, né? Estava no lugar certo na hora errada. E aí você tinha lá uma rede de, acho que, drogas e prostituição. E aí a polícia chegou e ele foi preso. E aí ele sai para— foi logo solto, foi resolvido. Ele falou que tava lá na Bósnia fazendo— ele é empresário e fazendo coisas de trabalho. Foi logo resolvido e foi É para combinar com a Copa, né? Então, exatamente, para não ficar muito diferente, né?
Essa Copa então. Mas é um árbitro que assim apitou já final de Champions, é um árbitro que apitou final de UEFA League, que apitou Brasil e Marrocos. Brasil e Marrocos, ele aplicou 2 cartões, os 2 para o Brasil, mas foram quase 30 faltas e realmente Acho que foi um jogo mais parado. Mas assim, dentro do contexto, é um árbitro que, ok, eu acho que tá dentro ali do que era esperado. Apesar da gente esperar até mais o australiano ali, era um árbitro que, pelo que fez, pelo que veio na Copa, tá ok.
Vai deixar assim, não é de aplicar muitos cartões, deixa o jogo correr mais, mas Mas se tiver que marcar falta, ele vai parar o jogo, vai picotar também.
Mas assim, na tua opinião, foi a melhor escolha? Você tem um nome que você poderia ter sido esse aqui?
É que assim, dos árbitros que a gente tem na lista como os melhores árbitros, muitos acabaram já perdendo a oportunidade pelos times que chegaram. Então assim, ah, você fala dos árbitros ingleses, mesmo fazer a final já não dá. Tem um árbitro francês que eu gosto bastante, não foi o que que fez um monte de coisa errada na Argentina e Egito, foi outro, mas que também já perde oportunidade. O australiano fez uma boa Copa, mas eu acho que o eslavo, assim, dentro das possibilidades, era um bom nome sim.
A gente tem mais 4 minutinhos de programa, mais alguma perguntinha?
Wilton, quando eu falo de quando você vai para um evento assim, tem uma série de, tem regras novas que são implementadas e tem aquelas que já existem, mas há um reforço. O Wilton foi vítima disso quando ele sai expulsando logo na estreia dele. Ele veio muito quente, o povo falando na orelha, ele estreia ali, pá pá pá. Porque é o seguinte, você olhando para o resto da Copa, não terminou, né? O povo foi ali, ó, tá dando, ajeitando, e ele não quis saber, ele mandou ver. Será que ele não Não falaram demais para ele, ele acreditou.
A hora que a gente analisa as expulsões, né, você fala assim, foram expulsões corretas.
Eu acho que se ele não expulsa, ia ser muito polêmico, ia ser muito pior.
Eu também acho, porque um é oportunidade clara de gol, que realmente era. O outro também era uma oportunidade clara de gol, porque os outros defensores estavam atrás, ia ficar no um contra um. E aí uma expulsão no VAR, que é até de agressão, que o jogador depois pegou mais dois jogos, né? Nada, nada de erro assim.
Assim.
Só que realmente você tem essa característica de vamos deixar o jogo fluir e vamos aplicar menos cartões. E até você falando disso, da questão do Wilton, que depois ele fez mais 3 jogos, né, empatou com o nosso Carlos Eugênio Simon com 7 Copas, 7 jogos em Copas do Mundo. Então assim, é um marco gigante que o Wilton alcançou. Mas é até interessante que até Para finalizar, quando a gente fala dessa questão de a Libertadores vai aplicar a regra nova, o Brasileirão ainda não, mas pelo que foi passado até para o pessoal saber do Brasileirão, o novo lema da arbitragem brasileira é menos arbitragem, mais futebol, que já deveria ser, né?
Eu acho que isso deveria ser sempre. Então assim, eles querem que o árbitro decida, mas no campo de jogo Eles querem que o VAR não interfira tanto, mas aí a instalação, o lema é ótimo.
Agora, todo o entorno não vai permitir que seja assim, né?
A gente não pode esquecer que esse VAR mais moderno, ele tá acabando a implantação dele, tanto que ele não está implantado em todos os gramados brasileiros. Então Então tem clube que joga fora de casa porque não pode jogar, porque tem show e tal. Você vai ter que escolher lugares. Tanto que o Palmeiras tava— o Palmeiras vai pagar para pôr em Barueri para poder jogar lá, porque não é o estádio dele. Então nós vamos ter mais tecnologia em algum momento disponível também, e mais rápido, mas mais rápido. É algo que mata muito do jogo, mata muito do jogo.
Isso vai agilizar, vamos ver, mas quando, né?
Porque tá demorando e agora do brasileiro fazer uma reunião com os clubes para ver o que regra vai pegar.
Aí os caras vão fazer reunião, os caras não sabem se começa, se vai ser no meio do segundo turno, se vai ser ano que vem.
Gente, pelo amor de Deus, começar agora.
Ai, ai, você falou, eu só acho que a questão da arbitragem no Brasil ela só vai se resolver quando a gente tiver uma coisa muito rigorosa de tolerância zero para tudo que a gente critica. E essa tolerância zero não existe. Então enquanto isso não aconteceu. Acho que a gente vai ficar discutindo aqui.
Permita discordar, nunca vai se resolver arbitragem. E não só no Brasil não, a gente tá falando de Copa do Mundo aqui. Arbitragem e julgamento de escola de samba não tem solução.
Esse tem experiência. Eu vou encerrar com duas informações para você.
Não tem solução.
Mirassol 2, Grêmio 0.
Importante.
E o Fluminense tá perdendo em casa para o Bragantino 1 a 0.
Vamos lá, a gente vai voltando aos poucos, que é para nada brasileiro.
Eu só vi o placar Se tem polêmica, eu não sei. Aí é uma outra história.
Sempre tem.
Maravilhoso. Ótimo estar com vocês sempre. E para vocês, companheiros, muito obrigado. Amanhã até a próxima juntos.
Obrigado, Edu.
Obrigadíssimo, viu?
Show de bola.
É a área que mais cresce no jornalismo esportivo.
É isso aí. E já que Vitor Birna não está aqui, cabe a mim. Saúde e paz a todos.
Tchau. Inclusive para o próprio.