Episódios de Teorias da Conspiração

70. A Teoria das Perguntas Difíceis: Q&A e o futuro do Teorias

02 de maio de 202636min
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Neste episódio não há teorias nem conspirações. Num momento de arrumação caseira, Renato Rocha (a voz do Teorias) faz um anúncio inesperado e responde a perguntas dos ouvintes. Que teorias da conspiração estão "na lista" para futuros episódios? Porquê tantos discos voadores? Porque é que teima em fugir de Camarate? Que proposta fez (em directo) à Tânia Ribas de Oliveira? E um futuro no audiovisual televisivo está definitivamente posto de parte?

"Teorias da Conspiração" é um programa de Renato Rocha, produzido pela Bruá Podcasts
Voz e Escrita por Renato Rocha
Direcção criativa de Luís Francisco Sousa
Pesquisa por Renato Rocha
Direcção Técnica de Rita Cabrita
Sonoplastia de Rita Cabrita
Identidade gráfica desenvolvida por Rita Cabrita e Luís Francisco Sousa

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Assuntos5
  • Próximos Episódios e ConvidadosÁrea 51 e Bob Lazar · 5G · JFK · Maddie · Dinossauros e dragões · Criptozoologia · Bigfoot · Monstro de Loch Ness · Michael Jackson · Taylor Swift · Teorias da conspiração venezuelanas · Free Energy · Pirâmides de Gizé · João Paulo I · O Ouro · Cientistas desaparecidos · A Lua · Antártida · Birtherism · Sr. LaRouche · Charlie Kirk · John Birch Society · George Soros · Biden · Brigitte Macron · Candace Owens · Jesse Ventura · OVNIs nazis
  • Produção de PodcastsCultos · Lendas e fantasmas · Experiências científicas terríveis · História da ciência · Criptozoologia
  • Histórias de vida de grandes escritoresNão Acredites em Tudo · Proposta de programa na TV · Tânia Ribas de Oliveira
  • Programa de TV no estilo John OliverLast Week Tonight · Teorias da conspiração tonight · Desinformação
  • UFOs e AlienigenasRoswell · Fátima · Área 51 · Bob Lazar · OVNIs nazis · Objetos voadores não identificados
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Uma produção. Brubá! Olá a todos e bem-vindos às Teorias da Conspiração.

Não sei se é uma coisa exclusiva da minha geração, mas no meu tempo, quando eu estava na escola e quando chegávamos, por exemplo, à lição número 100, a professora deixava-nos, ou pelo menos nós tentávamos exigir e às vezes conseguíamos transformar esse número redondo numa espécie de edição especial, uma aula onde no fundo não acontecia absolutamente nada, por vezes havia bolo e...

refrigerantes mornos e todos nós curtíamos um bocadinho o facto de termos sobrevivido a tantas aulas uns com os outros. Pois bem, hoje celebramos o episódio número 70 do Teorias da Conspiração e imaginem neste momento que tenho à minha volta uma turma de 20 e tal alunos estéricos aos gritos e a aplaudir. Ainda por cima, pelo menos onde eu vivo está calor, o verão está a chegar.

Estamos a ficar um bocadinho mais preguiçosos e por isso, e por outros motivos aos quais já chegaremos, hoje este episódio é especial, ou pelo menos é muito mais informal. Vamos ter algum housekeeping sobre o podcast e a seguir um despertencioso Q&A em português, perguntas e respostas.

Eu, na verdade, nem tenho um guião escrito, não estou a ler, tenho aqui algumas notas e por isso isto vai assemelhar-se mais a uma emissão de rádio em direto do que propriamente a um episódio tradicional. Se este é o vosso primeiro episódio do Teorias, muito bem-vindos, mas pelo amor de Deus, parem de ouvir imediatamente e saltem basicamente para qualquer outro.

Este é dirigido especialmente a quem nos acompanha há algum tempo e não fará de todo sentido como primeiro contacto com este programa. Começamos com uma comunicação importante. O Teorias vai fazer um pseudo-hiato. E aqui devo-vos uma espécie, não diria de justificação, mas pelo menos de explicação.

Os episódios de 15 em 15 dias são, como devem imaginar, e aliás, muito simpaticamente, é um dos aspectos elogiados deste programa, são exigentes em termos de pesquisa e de escrita. À medida que o tempo vai passando, ao longo de 70 episódios, os temas mais fáceis, os frutos mais fáceis de colher da árvore, estão a ficar para trás e por isso sobram os mais difíceis, aqueles...

que exigem uma pesquisa mais aprofundada, com fontes menos à mão, às vezes até noutras línguas. E por isso é cada vez mais difícil equilibrar este ritmo constante com o tempo necessário para mergulhar e estar dentro dos temas.

incluindo ler livros inteiros e pesquisar durante bastantes semanas, uma coisa que acontecia muitas vezes no início do podcast e que eu, sinceramente, tenho perdido e com muita pena. Por isso, durante uns mesinhos, pelo menos até o verão, não haverá episódios, digamos, tradicionais de teorias da conspiração. Mas este não é um hiato, uma pausa. É um pseudo-hiato.

E porquê? Porque estamos a trabalhar aqui nos bastidores em algumas ideias para continuar a trazer-vos conteúdo, sempre conteúdo, mais conteúdo, para que os vossos sábados de 15 em 15 dias não fiquem totalmente desprovidos de teorias da conspiração.

Algumas ideias que temos em cima da mesa incluem a republicação de episódios antigos, mas com novas introduções ou conclusões que atualizem as teorias tratadas, ou então experimentar agarrar episódios pré-existentes e brincar com novas sonoplastias. Também estou a pensar numa possível lista de convidados para fazermos algumas conversas sobre temas relevantes aqui para este podcast e, portanto, no geral,

Estamos a tentar encontrar formas de, sem ter que mergulhar durante semanas em determinados temas, ainda assim conseguir dar uma nova roupagem a coisas que vocês podem não ter ouvido, porque o podcast já dura há vários anos, ou então trazer-vos mesmo conteúdo novo, ainda que num formato ligeiramente diferente. O objetivo é dar tempo para preparar catálogo para, mais tarde, regressar em força.

Mas em jeito de, digamos, despedida temporária, vamos fazer aqui um QAnon. Um QAnon?

Vamos fazer aqui um Q&A em português, perguntas e respostas. No último episódio lancei-vos o arrepto de me darem algumas perguntas que gostassem de ver respondidas. Alguns de vocês simpaticamente deixaram em formato de comentário. Eu fui correr os comentários aqui, pelo menos no Spotify, de dezenas e dezenas de episódios à procura de comentários e de perguntas.

E também, sinceramente, tinha aqui num caderninho de notas algumas perguntas recorrentes ou perguntas que me fizeram ou nas redes sociais, através das redes da Bruá ou através das minhas redes em particular, ou até perguntas que muitas vezes alguns ouvintes do Teorias, quando os conhecia ao vivo no mundo real, me iam fazendo e cujas respostas podem ou não ser interessantes. E também me permite, muito importante...

responder finalmente a algumas perguntas repetitivas que me vão fazendo várias vezes e assim da próxima vez que me perguntarem eu posso simplesmente dizer vai ouvir o Q&A que é o episódio 70 ao minuto não sei o que eu respondo a isso com todo o tempo do mundo.

Por isso, aqui vamos nós para a nossa secção de perguntas e respostas do Teorias Especial Episódio 70. Se tiverem bolo aí em casa, vão buscar para comer. Se tiverem refrigerante morno, tragam para cima da mesa também. E vamos a isso.

Ok, primeira pergunta. Às vezes no podcast falas de uma lista de ideias e de episódios que um dia vais escrever e apresentar-nos. Mas afinal, essa lista existe mesmo e o que é que ela contém?

Então, esta famosa lista, que na minha mitologia pessoal é lista com L maiúsculo, existe mesmo. Eu estou aqui na minha secretária, onde costumo escrever os episódios, estou a olhar para ela, é um A3 na horizontal, com bastantes camadas de post-its, onde eu vou acrescentando...

certas ideias que me surgem ou que as pessoas me vão sugerindo e que contém várias colunas de títulos possíveis para episódios ou de temas possíveis para episódios.

E é curioso que ao rever os comentários de vários anos de podcast, há umas sugestões de temas que aparecem recorrentemente e que estão na minha folha. A Área 51 e o Bob Lazar, o 5G, o JFK, a Maddie e muitas outras. Deixem-me olhar para ali. Olha, primeiro, tenho isto dividido por categorias. Uma é uma categoria de dump, onde vou simplesmente...

escrevendo à medida que me ocorrem. Por exemplo, consigo ver dinossauros e dragões. Há toda uma série de teorias da conspiração sobre a possibilidade dos dinossauros serem falsificados e serem uma construção dos paleontólogos e dos cientistas e de, na verdade...

Não ter havido dinossauros, ou até esses dinossauros serem, na verdade, esqueletos de dragões, e por isso as figuras de dragões que encontramos em várias mitologias não são monstros mitológicos, mas sim criaturas biológicas, físicas, que existiram mesmo.

Está ali a criptozoologia também, todo um universo novo que se poderia aqui abrir. Estou a falar do Bigfoot, do monstro de Loch Ness, de uma série de criaturas alegadamente mitológicas como os dragões e que alguns...

Não são bem teóricos da conspiração, em alguns casos sim, dizem que existem. Algumas celebridades, às quais ainda não cheguei, Michael Jackson, Taylor Swift, na altura em que o Trump invadiu, foi buscar uma dura à Venezuela, coloquei ali Venezuela, porque há muitas teorias de conspiração.

venezuelanas, temos Free Energy, Pirâmides de Giza, João Paulo I, O Ouro, o Ouro aparece em imensas teorias da conspiração, e era giro fazer um episódio em que se juntasse várias dessas histórias.

mais cientistas desaparecidos, é um tema também muito interessante, porque um dos elementos recorrentes em teorias da conspiração contemporâneas e está a reaparecer agora, em abril de 2026, quando gravo este episódio, é o conceito de que quando a elite quer...

ocultar determinada coisa. Há uma série de suicídios ou alegados suicídios de cientistas ou de especialistas em determinadas áreas ou de pessoas que são assassinadas propositadamente para ocultar determinada verdade. E era engraçado fazer o tutorial dessa paranoia.

E depois tenho mais categorias. Tenho uma chamada expansões, que significa que gostaria de expandir sobre temas nos quais já me debrucei. Por exemplo, a Lua. Também aparecem muitas teorias da conspiração, mas já foi protagonista de alguns episódios. A Antártida. Também tem muito que se lhe diga.

Depois há ali uma coluna que eu chamo muito, entre parentes, demasiado americanos. Eu sei que vou muito para o universo americano e se calhar exagero um bocadinho. A culpa não é minha, é da realidade. Os americanos são ótimos produtores de teorias da conspiração e por isso é muito difícil fazer 70 episódios ou um dia chegar a 100 ou 150 sem passar muito tempo nos Estados Unidos.

Mas a lista inclui o birtherism, a ideia de que o Obama não nasceu nos Estados Unidos, o Sr. LaRouche, o Charlie Kirk, obviamente, e a sua morte e quem o terá matado, a John Birch Society, que é...

Googlem porque nem vamos entrar por aí. O George Soros, o Biden, a Brigitte Macron por causa da Candace Owens. A Candace Owens dava também todo um episódio. Uma figura fascinante chamada Jesse Ventura, um antigo lutador de wrestling americano, entretanto transformado em político e que é um enorme teórico da conspiração.

Portanto, há muita americanice para tocar. Depois temos ainda uma coluna chamada extraterrestres, Área 51, OVNIs nazis e muitas outras coisas. E entretanto, depois também tem ali uma coluna ligeiramente mais pequenina chamada...

não, talvez, com alguns que eu não vou dizer quais são, porque não sei se alguma vez vou pegar neles ou não, mas são só três ou quatro. E ainda outra coluna muito interessante, que é um dia quando tiver tempo.

E outra pergunta à qual vou responder mais tarde, poderemos tocar melhor nessa temática. Por isso, resumindo, sim, a lista existe, não, não é uma ficção. Muitas vezes eu olho para ela e penso, em que é que me apetece pegar nesta semana?

e muitas destas coisas exigem mais tempo, e esse é um dos motivos pelos quais vamos fazer uma curta pausa, mas fiquem sabendo que muitas das ideias que estão aqui vêm das vossas sugestões, por isso, por favor, continuem a mandar-me sugestões para eu pôr na minha lista.

Ok, saltamos agora para uma pergunta muito interessante, simpaticamente, escrita aqui nos comentários do último episódio da teoria da Moonjoy, pelo utilizador J93SRAS1H1N9FIPVANNY, portanto Vani com Y, 6F4T9,

Um grande abraço para este ouvinte com este curioso nome. E ele escreve... Olá, Renato. Sou fã há já muito tempo, mas só agora comento com uma pergunta. Se houvesse outro tema, que não teorias da conspiração, que gostasses de falar neste programa, qual seria? Cultos? Lendas e fantasmas? Experiências tão terríveis que nem acreditamos serem reais? Estava curioso para saber que mais tópicos te interessam. Parabéns a ti e a Abroá pelo programa.

Obrigado, Vani6F4T9. Espero que não te ofendas por tratar pelo teu diminutivo. Sim, algumas destas sugestões são interessantes. Lendas e fantasmas. Cultos não tanto. Eu não sei porquê os cultos...

sinto que estão demasiado batidos e que iria estar a mergulhar num universo onde já há imensos conteúdos sobre isso e, portanto, não sei bem que ângulo é que eu lhes poderia dar que fosse interessante. Eu admito que há uma área, já tocámos na resposta à pergunta anterior, a área da criptozoologia, para mim, é muito gira e há muito por onde explorar, ou seja, esta ideia...

de criaturas mitológicas, misteriosas ou secretas, o chupacabra, o Loch Ness, o Bigfoot, os dragões, talvez fosse interessante explorar. Uma área interessante. Aqui a Vani 6F4T9 fala em experiências tão terríveis. Eu não sei bem o que é que ele ou ela entendem por experiências terríveis.

Mas esta é uma área, por exemplo, muito interessante para mim. A ideia de experiências científicas e da história da ciência e da forma como a ciência muitas vezes é horrível, ou aventureira, ou polémica. Eu lembro-me com um grande carinho de ter-vos dado uma seca do caraças num episódio sobre a Terra Oca, a explicar como é que descobrimos o peso e as dimensões da Terra. E... ... ...

Desde experiências médicas, experiências de psicologia ou de psiquiatria, até aos naturalistas britânicos que iam à aventura e que morriam de difteria no meio da selva amazónica. Há muito na história da ciência que poderia ser giro de explorar e que, claro, vai sempre parar a componentes potencialmente horríveis, mais académicas, mais divertidas, com personalidades sempre fascinantes.

Não sei. Olhem, deixem nos comentários alguma sugestão. Sei que vocês gostam muito, provavelmente, de cultos. É uma coisa que está muito na moda e a malta curte muito. Sinceramente, não apetecia. Mas, se, por acaso, os fãs em uníssono se juntarem, pois vamos fazer um Teorias dos Cultos, porque não? Não sei, fica aqui o chamamento. Muito obrigado à Vani6F4T9 pela pergunta.

Esta pergunta já é antiga e eu acho que nunca respondi e é muito curiosa. Renato, já pensaste em ter um programa de TV? Já sim, senhor. Ou melhor, claro que a probabilidade de eu ir parar a televisão é muito, muito, muito baixa. Não me vejo a apresentar um programa de televisão, acho que não tenho essa capacidade, teria que arranjar um apresentador e uma equipa também, mas...

imagino perfeitamente uma espécie de, para mim o modelo ideal seria algo como Last Week Tonight, do John Oliver, que eu não sei se vocês conhecem ou não, no qual o John Oliver todas as semanas, além de falar um bocadinho da atualidade, aprofunda, com humor, mas também com grande pesquisa, determinados temas da sociedade americana e muitas vezes...

Temas que, à primeira vista, não pareceriam interessantes, desde os chats de AI até à forma como as prisões estão organizadas, até à forma como as infraestruturas americanas são financiadas. Portanto, eu vejo-me como um excelente apresentador e uma boa equipa de escrita e de pesquisa a fazer uma espécie de teorias da conspiração tonight.

em que todos os domingos, em horário nobre, descrutinávamos a história de teorias da conspiração e fazíamos uma espécie de polígrafo, mas em muito melhor, sobre desinformação e sobre a forma como a informação é manipulada hoje em dia. Já agora aproveito para contar uma pequena curiosidade que tem a ver com... Não, espera. Antes disso, vamos a outra pergunta.

Esta chegou-me mais pessoalmente do que propriamente pelas redes, mas as pessoas perguntam isto com um ar de chique e eu sinto que devo falar deste tema aqui. Renato, como é a vida de autor best-seller?

Certamente estes perguntadores referem-se ao não acredites em tudo, dois pontos, como as teorias da conspiração nos tentam manipular. O livro da Planeta Editora, escrito por mim, Renato Rocha, o irmão literário, o primo afastado deste podcast, que saiu em fevereiro e que, no início dos episódios, eu faço sempre assim um bocadinho plug.

para vos levar a clicar no link da descrição e implorar-vos que encomendem ou comprem para familiares ou amigos o livro aqui do Teorias da Conspiração. Como é a vida de autor best-seller? Não sei, porque eu sou autor, mas não propriamente best-seller.

A fama não me subiu à cabeça, apesar de ter tido várias e variadas e numerosas experiências nos mídia. Fui entrevistado, apareci na sábado, fui à Praça da Alegria conhecer o Jorge Gabriel e a Sónia Araújo.

uma das maiores experiências que eu tive em toda a minha vida, sem ironia, o Jorge Gabriel é muito simpático e a Sónia Araújo também, e isto tudo para chegar àquilo que é a vida de um autor e para colar um bocadinho com a resposta à pergunta anterior.

é que eu acidentalmente, em direto na televisão, fiz pites de um programa televisivo à Tânia Ribas de Oliveira. A certa altura, já não me lembro como é que a conversa foi lá parar, ela disse, ah Renato, depois tens que voltar para continuarmos a falar destes temas, porque isto é tudo tão interessante. E eu, do nada, sem se levar isto preparado e saiu-me só, como um vómito ou um flato, digo-lhe, Tânia, vamos já organizar isso, podíamos fazer,

Os 5 minutos paranoicos. Todas as semanas eu venho aqui ao seu programa e falo um bocadinho de teorias da conspiração que estejam na moda. Ela fez ha ha ha e eu fiz ha ha ha ha ha. E se não fosse tão envergonhado e me vendesse um bocadinho melhor, algo que provavelmente me levaria a ser promovido de mero autor a autor best-seller, se calhar tinha que ser rapazinho, fazer-me homem e contactar a Tânia Ribas de Oliveira e dizer Tânia, como é que...

que é, lembras-te de mim, que tal, de facto, cinco minutos no teu programa para falar de paranoias? Mas não sei se tenho coragem. Eu admito que essa capacidade é algo com a qual não nasci e que ainda não consegui desenvolver. Faço aquele pequeno implorar que comprem um livro no início do episódio e pisgo-me imediatamente para o guião que tenho pré-preparado. Espero que não me levem a mal e espero que comprem o livro na mesma. E espero um dia...

reunir coragem e realmente mandar uma mensagem à Tânia Ribas de Oliveira a dizer Tânia, como é que é? Vamos a isso? Esta é outra pergunta, mais em jeito de comentário com a qual me confronto com enorme frequência. Renato, quando é que paras de fazer episódios com histórias de ovnis e extraterrestres?

Ora bem, sei que muitos dos ouvintes do podcast adoram histórias com ovnis e extraterrestres, sei que muitos provavelmente detestam histórias com ovnis e extraterrestres, e realmente fazendo as contas há pelo menos 5 ou 6 ou 7 episódios.

que incluem naves espaciais, discos voadores, homenzinhos verdes, de alguma maneira mais direta ou indireta, e se calhar se fizéssemos um levantamento estatístico era mesmo um dos temas mais citados aqui no podcast. Não é propriamente de propósito, ou melhor, sim, é um tema que me interessa absolutamente.

não, eu não sou particularmente obcecado com isto, é só porque de facto entre Roswell Fátima, ainda temos a área 51, o Bob Lazar os ovnis nazis

Até muitas, gostava imenso de fazer um episódio sobre os relatos mais credíveis de objetos voadores não identificados, que é um tema no qual só tocámos pela rama, mas que é absolutamente fascinante. Estão a ver? Eu já me estou a entusiasmar outra vez com o tema e muitos de vocês devem passar, não, eu prefiro sociedades secretas, não, eu prefiro aqueles teóricos da conspiração, coitados que parecem... ...

mais excêntricos não, eu prefiro um Alex Jones ou um David Icke, não, eu prefiro coisas como a história é sempre difícil encontrar este equilíbrio entre as minhas preferências e as vossas, ou dito de outra maneira encontrar uma forma do podcast ir a vários universos diferentes e não ficar tão fechado

só num país, num século, num tema. Prometo que o tento fazer. Se vocês estão fartos de discos voadores, peço imensa desculpa. Se estão mortinhos por ter mais discos voadores, pode ser que tenham sorte mais cedo ou mais tarde. Eu não vou abandonar o tema tão cedo.

E por falar em temas, há um tema que me é sugerido há anos. E é, de longe, o tema mais sugerido, até com bastante, eu não diria violência, mas vimência por parte.

dos ouvintes, para quando um episódio sobre, quando é que tocas nisto, mesmo em conversas pessoais com pessoas que eu sei que ouvem o podcast. E a pergunta que eu ouço mais vezes é, para quando um episódio sobre o caso Camarate? Ora, a resposta a esta pergunta tem várias partes e vou tentar ser o mais sintético possível.

Resumidamente, Camarate refere-se à morte de uma série de pessoas, principalmente do Sacarneiro, o primeiro-ministro, num desastre de avião a 4 de dezembro de 1980.

E é, na mitologia portuguesa destas coisas, o que nós mais temos de perto de uma teoria da conspiração à la JFK, porque tem mortes de políticos, ainda por cima um político muito respeitado e muito até amado por muitas pessoas.

É um evento que continua na memória afetiva de muita gente. Muita gente estava viva, obviamente, em 1980, quer dizer, faltava, eu não queria dizer a minha idade, mas faltava relativamente pouco tempo para eu próprio abandonar a barriguinha da minha mãezinha e vir visitar-vos aqui a este mundo tridimensional. E por isso, camarada é, sem dúvida, a teoria da conspiração portuguesa.

E é até do ponto de vista puramente comercial aquilo em que eu me devia focar, porque enquanto que sobre o 11 de Setembro ou a ida à lua ou os reptilianos há conteúdos internacionais, sobre camarade há muito menos. O problema é que, sim, eu tenho colecionado materiais sobre isso, aliás, não vos consigo mostrar porque isto é um podcast, mas vou... Ouviram isto? Isto são dois livros enormes... Vou fazer outra vez.

enormes, um chamado Crime de Camarate de Ricardo Sá Fernandes, comprado num excelente alfarrevista por, quanto é que custou? Foi muito pouco, sei lá, 3 euros, foi ótimo, e ainda outro clássico também dos alfarrevistas, Camarate de Augusto Sede, portanto, ambos têm, este tem 900 páginas, o outro para lá caminha, tem colecionado materiais sobre isto.

O problema é que Camarato é extraordinariamente complexo, mexe com enormes sensibilidades, mexe com gente que ainda está viva e que, compreensivelmente, talvez não gostasse que um podcaster aparecesse do nada a reabrir estas feridas.

E por isso, tanto do ponto de vista reputacional como do ponto de vista puramente mecânico, de quantos meses é que eu vou ter para me conseguir sentar a ler estes livros, a ver as várias comissões parlamentares que já foram feitas sobre o caso, a ler os relatos, até a oportunidade de entrevistar muitos dos intervenientes e muitos dos jornalistas e investigadores.

que já escreveram e investigaram sobre Camarate. Estão a ver? É um universo absolutamente fascinante, que dava um especial de 15 episódios, cada um com 3 horas de duração, mas que, lá está, eu vou precisar de meses para o fazer. Por isso, não me meti ainda em Camarate, é possível que venha a fazê-lo, não o consigo garantir, gostava imenso e... ... ... ... ...

Sei que isto não vai acalmar a curiosidade de muitos de vós. Sei que vou continuar a ouvir. Renato, cala-te, mas é que eu usei extraterrestres e faz um episódio sobre camarade. Eu prometo que quero. Eu juro que quero. E assim que tiver oito ou nove meses da minha vida para dedicar só a um grande especial, será camarade, certamente. Mas para já vão ter que se entreter aqui com outras temáticas.

Ok, e uma última pergunta barra desafio mais brincalhona para terminarmos em grande esta nossa conversa. E muitas vezes alguns ouvintes e amigos e familiares, eu entretanto tornei-me por causa do podcast e também um bocadinho por causa do livro.

uma espécie de para-raios das conspirações. Agora toda a gente que me conhece, sempre que se confronta com uma paranoia ou uma teoria da conspiração, envia-me pelo WhatsApp ou pelo Instagram. Portanto, as minhas conversas, tanto do WhatsApp como de Instagram, estão repletas das coisas mais extraordinárias. E...

Um clássico, algo que partilham comigo muitas vezes, é uma espécie de árvore geneológica das teorias da conspiração, em que todas estão interligadas com os seus pontos em comum e dizem-me, epá, tu devias fazer uma coisa como esta, uma espécie de póster. E por isso, eu diria que, às vezes, a pergunta que muitas vezes me colocam é...

Renato, por que não adaptar o Teorias da Conspiração a outro formato completamente diferente que não algo narrativo? E devo dizer que não era disparate nenhum. Claro que uma pessoa vai inventando estas coisas e vai imaginando. Uma árvore genealógica de Teorias da Conspiração já se encontra online, mas eu podia fazer a minha própria versão.

Também, a certa altura, brincámos com a ideia de fazer um calendário de teorias da conspiração, que era um calendário para determinado ano, por exemplo, 2026, cada mês teria uma temática, seria ou os Rothschilds, ou a pirâmide dos Illuminati, ou os reptilianos, ou as torres a serem demolidas, ou qualquer coisa assim, e depois, para cada dia, estão a ver aqueles calendários que têm as eufemérides e que dizem... ...

Dia da Liberdade. Na Polónia é o dia dos animais. Neste dia, há 100 anos, o cientista tal inventou esta substância. Seria isso, mas com teorias da conspiração. Ou seja, neste dia a CIA matou o JFK. Neste dia, 11 de setembro, caíram as duas torres por causa de demolições. Isso seria...

Uma forma chique de fazer um calendário, fazer algo físico, que os fãs pudessem pendurar nas suas casas, provavelmente para impressionar toda a gente que lá fosse, com estes conteúdos assim colados na parede.

também para ganhar alguns trocos, nada mal, merchandising funciona sempre muito bem. Infelizmente essa ideia nunca passou do papel e se algum produtor de calendários me está a ouvir e que queira fazer este projeto, por favor entre em contato, porque nunca se sabe. Outra ideia com que eu brinco muitas vezes é de fazer uma espécie de Magic the Gathering ou de Yu-Gi-Oh das teorias da conspiração.

Cada carta, ou seja, cada monstro, ou cada local, ou cada feitiço, seria uma coisa das teorias da conspiração. Um seria o Triângulo dos Illuminati, o outro seria o George Bush, o outro seria a rainha de Inglaterra transformada em lagarto, que tinha que ter um valor de ataque de 3.000 ou 4.000, tinha que ser uma coisa gigante.

Podíamos fazer uma coisa como um exódia no Yu-Gi-Oh! Não sei se se lembram. O Yu-Gi-Oh! é uma coisa. As pessoas ainda vivem o Yu-Gi-Oh! No Yu-Gi-Oh! havia um bicho que era o exódia, que era um deus egípcio, que era preciso ter as cinco cartas em campo ou na mão, que era a cabeça, os dois braços, as duas patas e o tronco. Não, isso são seis. A cabeça, os dois braços e as duas pernas. E podíamos fazer isso ou com... Não, não.

reptil, ou com as várias ramificações dos Rothschilds, ou com sei lá, com qualquer coisa e por isso esse é outro sonho que eu tenho, seria tornar-me multimilionário graças a um jogo que depois se podia vender em boosts ou em decks mesmo

E as pessoas a encomendavam pela Amazon e colecionavam as cartas e entravam nesta loucura, da mesma forma que há o Charizard que vale 2.500.000. 2.500.000, um Charizard da primeira geração no Pokémon, ou um Pikachu surfista vende-se por 10.000. Também aqui haveria uma carta David Eye holográfica, ou, sei lá, uma carta de não ida à lua.

Também com uns efeitos brilhantes e que valeria milhares de euros. Seria um ótimo investimento para mim, para vocês, caros ouvintes, que certamente seriam os primeiros a receber os primeiros cartuchos de cartas. E, claro, se algum produtor de cartas está a ouvir-me...

ou alguém que faça calendários e cartas também, por favor, entre em contato comigo para fazermos um Conspiracy Theory The Gathering, ou um Yu-Gi-Oh! Paranoico, e para ficarmos, finalmente, todos ricos à conta das paranoias das outras pessoas.

E pronto, para não nos alongarmos muito mais, ficaremos por aqui com este episódio mais informal. Espero ter respondido a alguma pergunta que tivessem colocado ou que gostassem de ter colocado. Poderei facilmente fazer outra versão deste programa, agora que viram como é que funciona. Se gostaram desta componente mais informal, posso voltar aqui e fazer outro Q&A.

Não deixem de comentar as vossas perguntas ou de fazer os seus comentários que gostariam que fossem alvo da minha reflexão e, repetindo o que disse no início, o Teorias da Conspiração vai fazer uma ligeira...

nova roupagem, uma ligeira pseudo-pausa nos seus episódios habituais, mas continuará a sair aqui qualquer coisa, daqui a 15 dias aparecerá algo novo, dali a 15 dias também, e portanto ao longo dos próximos meses não teremos episódios assim tradicionais, mas teremos qualquer coisa para não vos arrancar este momento de entretenimento ao sábado de manhã.

Mais importante que tudo isto, como sempre, e se calhar não o faço o suficiente, agradeço a todos os que estão desse lado a ouvir e a manter vivo este programa. Se chegamos ao fim de 5 anos e de 70 episódios, e ainda que estou a falar para um microfone, sabendo que vocês estão aí desse lado a ouvir, continua a ser um pouco estranho.

é porque todos vocês foram colocando likes e foram partilhando e foram enviando mensagens ou mesmo que não façam nada dessas coisas, estão simplesmente aí a clicar no play, a ouvir, a apreciar.

E eu sei que vocês estão aí, mesmo os invisíveis, mesmo os silenciosos, e por isso queria aqui deixar o meu mais profundo obrigado, do fundo do coração mesmo. Muito obrigado por estarem aí. Terminou a festa dos 70 episódios. Um brinde com refrigerante morno a mais outros 70 episódios. E até à próxima.

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E aí

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Não Acredites em Tudo

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