Especial com Luís Pinto | ATAQUE RÁPIDO
Luís Rocha Rodrigues
Luís Pinto
- Conquista da Taça da Liga pelo Vitória SCVitória SC · Resiliência · Trabalho com psicólogo · Convicção · Estádio do Dragão
- TreinadoresJosé Mourinho · Pep Guardiola · Jürgen Klopp · Ruben Amorim · Francesco Farioli · Rui Borges · Carlos Carvalhal
- Carreira e objetivos de Luís PintoCompetições europeias · Crescimento de carreira · Aprender línguas · Ganhar títulos em Portugal
- Saída do Vitória SCInjustiça · Projeto de clube · Valorização de jogadores · Comunicação
- Gestão de plantel e saídas no Vitória SCMudança de paradigma · Jogadores em fim de ciclo · Valorização coletiva · Meio campo
- Experiência com Paulo FonsecaFutebol francês · Paulo Fonseca · Cultura multicultural · Vocação ofensiva · Dinâmica de jogo
- Carreira e transição para treinadorTondela · Vitória SC · Tomada de decisão sustentada
- Felicidade na carreiraIdentificação com o projeto · Equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Já não é a primeira vez, mas viemos para ficar com este formato. Hoje ficou deste lado. Temos novamente convidado especial. Recebemos Luís Pinto, numa cadeira que costuma ser minha, mas que hoje assume aqui um papel de entrevistado. Luís, muito obrigado por teres juntado a nós, por teres vindo ao ataque rápido.
e dar-te as boas-vindas já conheceste o espaço, espero que também tenhas gostado Obrigado eu pelo convite gostei muito do espaço já conheci a parte acho que vocês estão a crescer e nota-se cá dentro o espaço está fantástico e espero que continuem este vosso processo e que possamos ter aqui uma boa entrevista também que eu possa estar à altura daquilo que vocês que vocês pretendem
Acima de tudo é uma conversa, nem é uma entrevista, mas sim. Tu estiveste cá, na altura ainda com o Rodrigo Coimbra, que entretanto já saiu, mas que foi na altura em que estavas no Lessa, a casa tinha metade do espaço que tem agora, portanto daqui a 4 ou 5 anos, quando cá a voltares, acredito que a casa vai estar um bocadinho maior. Ora, vamos começar aqui pelo início e pelo presente. Tu vieste ontem, nós estamos a gravar na terça-feira, vieste ontem de França.
Foste ter uma experiência com o Paulo Fonseca. Conta-nos lá um bocadinho isso. É verdade. Pensei em aproveitar também um bocadinho aquilo que a vida nos dá. Aquela saída um bocado inesperada acaba por nos abrir portas para outras coisas que nós às vezes não temos assim tanto tempo. E uma pessoa que eu gostava de conhecer e que gostava de conhecer também o trabalho dela era o Paulo Fonseca.
felizmente houve essa oportunidade, houve uma abertura incrível da parte do ministro Paulo Fonseca para me receber no dia a dia, não só assistir aos treinos, mas ao dia a dia.
agradeço-lhe aqui publicamente já o tinha feito pessoalmente mas a forma como ele recebeu a forma como me deixou presenciar o que é que alguém que está no topo do futebol europeu trabalha foi fantástica e depois
O permitir conhecer também outras realidades, porque nós estamos muito fechados sempre, e estamos muito fechados àquilo que é o nosso dia-a-dia, àquilo que é o nosso trabalho, àquilo que é a nossa quintazinha. Perceber que há outras realidades e há outras formas de estar, e o futebol é o mesmo, o desporto é o mesmo, mas vive-se de uma forma um bocadinho diferente. Eu acho que foi importante para mim.
Que leções é que trates, acima de tudo, dessa experiência? Já percebi que não conhecias o Paulo Fonseca, mas também não conhecias a realidade que foste encontrar, a realidade de futebol francês, cultura multicultural, acima de tudo. Multicultural e, acima de tudo, com uma...
Com uma vocação ofensiva, com uma dinâmica para aquilo que é o tentar vencer, seja que a equipa for, porque eu assisti ao jogo do Lyon, mas tive a oportunidade durante a semana, através da partilha que a equipa técnica foi fazendo, de conhecer alguns outros jogos que eles tinham tido contra adversários, como o Strasburgo, como o Lanz.
Imensos adversários e notava-se sempre que era um jogo muito aberto, que era um jogo com uma preponderância ofensiva imensa, em que vê-se sempre futebol perto das balizas, uma das coisas que eu achei extremamente interessante.
os cantos davam sempre perigo ou na baliza em que estavam ou contra-ataque para a outra baliza é uma coisa que era rapidamente em 5, 10 segundos estavam de um lado ao outro e parece que não dá uma emoção ao jogo para quem está a assistir cativa de uma forma um bocadinho diferente
E se para um treinador português, e normalmente os treinadores portugueses, no momento são muito associados a muitos cuidados defensivos, a muito rigor tático, é algo que causa alguma confusão?
A mim não me causou confusão, me causou mais curiosidade, mais a curiosidade de perceber como é que nós podemos conseguir, por um lado, trazer para Portugal um bocadinho esta maior procura por aquilo que é o jogar o jogo, apesar que também acredito que as diferenças que existem entre as equipas na Liga Francesa não sejam tão grandes como as diferenças que existem na Liga Portuguesa.
Mas o nós conseguirmos jogar o jogo de uma forma organizada, mas ao mesmo tempo de uma forma mais desprendida um bocadinho, eu acho que isso é algo que pode ser interessante. E, por outro lado, é perceber, havendo oportunidade de entrar num contexto em que o jogo seja mais aberto, de que forma é que nós podemos acrescentar valor sem retirar aquilo que é a identidade desse campeonato em específico.
E eu acho que essa é uma reflexão extremamente interessante de se pensar, porque obviamente quando uma pessoa está lá começa sempre a pensar o que é que eu aqui poderia acrescentar ou não, se tivesse a oportunidade de trabalhar num mercado destes, o que é que eu poderia fazer para tentar aproximar-me do sucesso.
e sinto que nós podemos ter coisas que se levarmos daqui podemos obviamente acrescentar mas há grande valor associado nós vamos ver os jogos, quase todas as equipas acho que esta jornada só duas equipas é que não fizeram golos lá e todos os jogos tiveram bastantes golos e isso é algo cativo e eu acho que nós temos que olhar para isso como um exemplo
para termos um futebol atrativo. Há pouco estávamos a falar disso, ali no café, em off, desta necessidade que o futebol tem de se reinventar e de ser mais atrativo. Estávamos a falar do Paulo Fonseca. Eu queria te perguntar quais é que são as tuas grandes referências como treinador.
Eu, enquanto referências, eu tenho o início de tudo, aquela pessoa que fez despoltar mais um interesse, acho que é unânimo a todos, unânimo não será, mas é quase, a todos os treinadores portugueses, que foi o Mr. José Mauri, aparece numa altura em que faz com que se olhe para o treino, para o jogo de uma forma completamente diferente.
E com entusiasmo, que é um bocadinho o que estamos a falar aqui, a necessidade de nós criarmos entusiasmo à volta do futebol. E eu acho que o Mr. Mourinho conseguiu trazer entusiasmo à volta daquilo que era o futebol associado à parte do treinador também. Porque existia sempre associado à parte do jogador, mas à parte do treinador, pelo menos aqui em Portugal, julgo que foi através dele. Depois...
Eu referências de topo, Mourinho, o Guardiola, o Klopp, esses acabam por ser treinadores que eu gosto bastante. Mas eu depois, ao longo da minha carreira, fui sempre tentando ter referências de patamares acima, mas que não tivessem muito.
para eu conseguir perceber de que forma é que podia ir dando passos para ir crescendo na carreira, e ainda hoje o faço, e isto com o M. Palfonsa que acabou por ser um bocadinho essa perspetiva também, conseguir olhar para referências que estejam em patamares acima daquilo que eu estou neste momento, para eu perceber o que é que eu posso ir fazendo para ir crescendo.
quando estava principalmente em equipas como o Olesa, Ricardo Soares, o Álvaro Pacheco, eram pessoas que estavam em campeonatos, mandavam ali segunda liga, primeira liga, e eram pessoas para quem eu olhava e tentava retirar algumas coisas, desde a forma de estar até à forma de jogarem, e tentava...
ir percebendo o que é que faziam para terem conseguido, porque foram pessoas que tiveram um trajeto algo parecido com treinadores que tiveram um trajeto algo parecido com o meu tiveram que vir dos campeonatos não profissionais para tentar chegar mais acima e
E então sempre tentei ter um pouco essa capacidade, apesar de ter as referências que são o top dos tops, por assim dizer, ter referências de patamares mais altos que aquele que eu estou, para eu conseguir ir atrás.
E é-te perguntar de referências atuais, quem acolhes com interesse também no futebol português, embora tu estejas num bom patamar, tendo em conta que foste um dos vencedores desta época, mas alguém te atrai em específico no panorama atual do futebol português? Acho que temos boas ideias em...
em muitos treinadores, acho mesmo que temos boas ideias em muitos treinadores.
Acho que a nível, não quero dizer que... Acho que acontece um pouco mesmo com eles. Por exemplo, o Tiago, o Vasco... O Tiago, o Margarito. O Vasco, quer o Botelho, quer o Vasco Matos, o Vasco Seabra também. Acho que há aqui um leque de treinadores que andamos com uma idade muito próxima e que nos conhecemos também de outras realidades.
que nós acabamos sempre por olhar uns para os outros e por reconhecer a competência, por reconhecer valor e por retirar coisas interessantes que nós sentimos que cada um de nós vai fazendo. E eu acredito mesmo que existam aqui coisas interessantes que nós podemos roubar uns aos outros. Depois há treinadores, por exemplo...
O Rubano Amorim foi um treinador que veio trazer uma clareza ao jogo, agarrou-se muito um sistema no início, ali no Sporting, mas conseguiu evoluir o mesmo sistema, conseguiu pôr dinâmicas diferentes, nós vemos o Sporting da primeira época e o Sporting das últimas épocas, a estrutura que utilizavam era a mesma, mas as dinâmicas eram muito, muito, muito ricas.
E acho que o Rubano Amorim também trouxe coisas muito importantes, principalmente àquilo que era, e eu só estou a falar do suporting, aquilo que era o confiar no processo e o desenvolver o processo e aquilo que esse desenvolver do processo podia trazer de mais valias. Havia muito nesse suporting um contratar com a ideia, o contratar com o propósito da ideia e que agora também foi um bocadinho o que foi aplicado.
E da cultura do clube. E da cultura que se foi criando, porque aquilo que se sentiu com o Rubano Amorim no Sporting, em consonância obviamente com a parte da direção, foi que conseguiram criar uma ideia de jogo associada a uma...
marca forte no clube, que estava... sentia-se claramente que o tipo de jogador que ia para ali que poderia ou não ter sucesso, e se começasse a desviar um bocadinho, o clube ia dar sempre primazia àquilo que era o grupo e não as individualidades, e acho que isso aí no Ruban Amorim e no Sporting foi muito presente.
O Porto, eu ia falar, a seguir ia falar do Farioli, porque acho que o Farioli tem uma coisa, o Farioli tem a mesma idade que eu e o Vasco, o Tiago. E que eu, atenção. Eu há pouco estava a pensar, realmente isto, eu estou a falar com a geração de treinadores que é da minha idade e é um belo sinal de que estamos a envelhecer. Mas pronto, isto não é sobre mim, é sobre você. Estamos a envelhecer bem que isso é que é preciso. Exatamente. Uns com mais cabelo do que outros. Isso não existe.
mas o Farioli trouxe coisas muito interessantes para o futebol do nosso país e isto bate também um bocadinho com esta experiência que eu tive agora com o Paulo Fonseca de ver novas realidades o Farioli chega aqui com o futebol que nós em Portugal somos muito zona, defesa zona blocos organizados, encaminhar para determinadas zonas, podermos ser pressionantes zona de pressão então
O Farioli chega aqui com o rock and roll a partir do momento em que estamos lá em cima é pegar referências e depois é correr para trás, baixar bloco, meter muita gente a defender a baliza. É inacreditável, como nós vemos uma equipa grande a defender com oito novos jogadores dentro da área e eles a defender com gosto de defender. Isso também é uma imagem de marca daquilo que é a equipa do Farioli, que acabou de conquistar o título. Mas acho que ele...
E esta diferença que ele trouxe pode-nos ter ensinado também algumas coisas aqui no nosso país, porque nós vimos algo totalmente diferente. E aqueles primeiros 10, 12, 13 jogos do Porto, aquilo criou impacto. O pessoal pensava que não respirava quando ia lá jogar. Até depois, obviamente...
perceber o que é que se estava a passar, o que é que não se estava a passar. Como contrariar. Como contrariar e isso também tornou a vida do Porto depois um bocadinho mais difícil. Não é por acaso que depois o abanão do Porto vem de algo diferente, com o Pietusevski talvez, obviamente com outra energia, com o Fofaná, mas com o Pietusevski que trazia algum rasgo que o Porto não tinha, não é? O Porto passou a ter ali alguma previsibilidade em alguns momentos. Sim.
Sim, foi um jogador diferente o Borja, por exemplo, quando começa também toda a gente dizia que ele tinha uma saúde e que trazia uma dinâmica ao jogo completamente diferente daquilo que estávamos habituados uma rotatividade altíssima o Pietro Zebski acho que acrescenta-lhes essa dimensão física e esse correr no um contra um com metros nas costas mas mais do que isso foi para mim para mim
A equipa do Porto também foi capaz de saber sofrer nos momentos em que foi difícil para eles e eu acho que isso também foi uma... Eu sinto que foi algo diferente do que aquilo que nós tínhamos aqui, porque nós aqui não estamos em Portugal muito habituados a ver os grandes a sujeitarem-se a defender baixo, se tiverem que defender, e eles fizeram com a maior dedicação possível. Isso pelo menos notava-se e acho que até...
Eu por acaso não vi, mas acho que ele até diz que há duas bolas agora contra o Albuquerque, que até foi o Jorge Costa, e depois eu só vi fotografias, não vi os lances corridos, e nas fotografias vêsse ali aqueles jogadores a defender.
qual é o problema de defendermos e eu acho que ele trouxe muito isso para o nosso futebol e acho que isso é importante retirarmos aquilo que nós achamos interessante para nós, obviamente e depois há treinadores que eu acho que vão sempre acrescentando coisas boas por exemplo, o Rui Borges acaba por terem felicidade de não terminar da forma que que
Queriam, obviamente, mas aquilo que o Sporting jogou, principalmente no meio-campo ofensivo este ano, em determinados momentos, foi fantástico. Na minha opinião, foi fantástico. Aquela dinâmica de início da época, o jogo mais associativo com o Luís Soares.
Aquelas dinâmicas todas, eles recebem a bola numa cabine telefónica e conseguem subir para a frente e conseguem se associar. Eu acho que há sempre coisas muito interessantes que nós conseguimos retirar e depois fomos a pensar, o Carlos Carvalhal já fez muitas coisas interessantes aqui em Portugal, desde o Rio Ava, o Braga, e é sempre um treinador que nos tem coisas giras para roubarmos também.
eu sinto que nós temos até como comentador é alguém interessante não deixa de ser relevante sim, é verdade, porque é alguém que sabe do que está a falar fala de forma é isso mesmo e acho que é interessante ouvirmos quem fala com conhecimento de causa, porque obviamente que se eu fosse fazer comentários também uma operação cirúrgica qualquer eu também iria dizer muita asneira
E acho que isto aqui é nós percebermos que quando há alguém que está a falar é alguém que domina, tem a opinião dele e tem a forma de ver as coisas próprias dele, mas é diferente. Claro.
Portanto, já lá vão mais de dois meses, desde a saída do Vitória, antes de irmos lá, eu sei que há muita gente que está ansiosa por essa parte, mas queria perceber como é que te estás a preparar para o próximo passo. E se esse próximo passo está perto? O telefone tem tocado ou não?
foram três perguntas desculpa tocado tem perceber os contextos também acho que é algo importante neste momento o próximo passo que queremos dar acho que é mesmo muito relevante ter essa consideração não ser só o facto de gostarmos de trabalhar e queremos estar no ativo porque isso acho que pode ser contraproducente, sinceramente obrigado obrigado obrigado
isso que tu falas é algo importante eu lembro perfeitamente de uma entrevista que fiz aqui há um ano ou dois ao João Henriques e que ele falou de um processo de recrutamento que também costuma ser comum na América do Sul, mas que eu sinto sempre que em Portugal não existe ou por norma não existe que é
um leque de treinadores que são entrevistados depois afunilado, depois ainda mais apertado até haver uma decisão final, ele falava disso num exemplo na Suécia se não estou em erro e algo que nós não temos, aliás nós estamos numa realidade em que ainda este fim de semana ou há dois fins de semana, treinadores são despedidos quase com o campeonato a acabar
Eu acho que existem as duas coisas em Portugal. E também acredito que existem as duas coisas lá fora. E eu, quando fui para o Tondela, foi um processo desse género. Entrevistaram treinadores, eu era um deles, depois fui afunilando até a decisão de ter ficado. A primeira entrevista foi só com o Eduardo, que era o diretor desportivo, até que depois chegou uma entrevista com o presidente e depois houve a decisão.
mas houve um processo de recrutamento, de tomar decisões numa base mais sustentada. Depois se corre bem ou não é diferente, mas tentar sustentar aquilo que é decisão e eu acredito que cada vez mais nós devíamos funcionar assim em tudo, não é só nos treinadores, em tudo.
Porque mesmo com os jogadores, eu sei que é mais difícil, mas nós, numa primeira conversa, e nós tentamos fazê-lo, mais através de telefone ou videochamada ou o que for, mas numa primeira conversa conseguimos perceber algumas coisas que podemos gostar ou não gostar. Mas no meio daquelas 50 perguntas que fizeste, já me perdi um pouco. Estava a perguntar como é que estavas a preparar o simpático, se o telefone tinha tocado.
Sim, eu tocar tocou, mas para contextos que sinceramente neste momento não fazem sentido na minha cabeça. O que é que faz sentido então?
O que faz sentido é tentar dar um passo com base ao crescimento de carreira e aquilo que seja... Eu sempre tive um objetivo desde que comecei a treinar e se calhar se perguntarem a jogadores mais atentos da altura do Campeonato de Portugal, ou Liga 13, alguns deles devem se lembrar. Eu tenho um objetivo de treinar uma equipa que jogue competições europeias. Este é o meu primeiro objetivo.
a curto, médio alcançável obviamente que depois me perguntam se tenho outros sonhos claro que tenho mas objetivos de etapas tenho essa essa meta e obviamente que os passos que eu quero dar serão nesse sentido não quero dizer que seja já
especificamente para ter que jogar as competições europeias, mas tenho em vista isso. Pelo menos um projeto que o ambicione. Sim, para me tentar aproximar disso. E depois, nesse sentido, eu tenho que me tentar ir preparando, e o preparar é tentar desenvolver mais línguas que não domino, como o italiano e o francês, porque acho que se nós estivermos preparados e soubermos comunicar...
Perder não perdemos. Podemos não precisar, mas perder acabamos por não perder nada. Quanto mais não seja, tendo jogadores que falam em francês, consegues falar com eles em francês. Tendo jogadores que falam em italiano, consegues falar com eles em italiano. E até nisso acabas por ganhar. Por essa resposta posso entender que o foco está mais lá fora do que cá dentro?
A diversidade da oferta também é... Não, o foco abriu-se, ou melhor, a perspectiva abriu-se. Eu sempre tive a intenção de fazer carreira em Portugal, sempre tive a intenção e tenho, em Portugal também tenho objetivos que gostava de conquistar. Obviamente gostava de ganhar uma taça de Portugal um dia, obviamente gostava de ganhar um campeonato em Portugal.
mas eu sei também aquilo que tem sido o percurso até aqui e sei que há um momento em que nós temos que começar também a abrir horizontes e que para esse objetivo que eu te falei há pouco, para essa meta de competições europeias de conseguir olhar para isso, é preciso começar a alargar horizontes e é um bocadinho isso que eu estou a fazer neste momento.
Tu já pincelaste aí um bocadinho a questão do Tondela, estiveste no Tondela foste campeão da 2ª Liga isto foi há um ano e há nem meio ano ganhaste a Taça da Liga foi mais difícil ganhar a 2ª Liga com o Tondela ou mais difícil ganhar a Taça da Liga com a Vitória?
Desgaste tanto o tom dela, porque é uma maratona, é um campeonato que andamos ali semana após semana, a Taçada Liga é ali uma coisa mais curtinha, eu acho que difícil, ganhar títulos é difícil em qualquer...
Eu acho que ganhar jogos é difícil, quanto mais títulos. Ganhar títulos é difícil em qualquer contexto. E aquilo que eu senti foi, Tondela foi...
uma prova muito de resiliência, muito de acreditar naquele processo que estávamos a falar há pouco, do Ruben Amorim ter até ajudado a que nós olhássemos muito para isso. O Tondela acabou por haver aqui essa necessidade, a necessidade de...
Nós ao longo de todo o processo percebermos aquilo que ainda podíamos também ir evoluindo para nos dar um melhor jogo, uma melhor forma de jogar, uma forma que nos aproximasse de podermos ser mais capazes de ganhar, porque eu senti muito na segunda liga que esta é a segunda liga que está extremamente competitiva, principalmente em baixo as equipas que estão em baixo já fizeram pontos que dava para a manutenção em 10 edições
Eu há dias vi e mais de metade das equipas já esteve em zona descida. É inacreditável. E nós temos o último classificado com 31 pontos. Muitas vezes chega, não é? Chega para manter. Ainda faltam duas jornadas. Ainda faltam duas jornadas e temos equipas com 40, 41, 42 que ainda estão ali meias tremidas. E isto para dizer o quê? É uma liga que é sempre muito competitiva.
E é uma liga que nos obriga sempre a estar em claro pensamento de ok, isto dá-nos sustento, isto dá-nos base, mas nós precisamos também de ir acrescentando coisas à nossa forma de jogar que nos possam aproximar de ganhar, de surpreender o adversário, de ter que mexer no jogo porque os jogos são muito...
muito amarrados, são muito difíceis, discutidos, e nesse aspecto eu acho que foi muito, muito, muito interessante a capacidade de resiliência, mas a capacidade de nos irmos de nos irmos desenvolvendo ao longo do processo e de irmos conseguindo ter resultados. Aí foi um ano que...
Nós ali tínhamos uma série de questões lá dentro que nós sentíamos que toda a gente queria que isso fosse acontecendo. E nesse aspecto, criar o ambiente certo, criar a energia certa. Nós trabalhávamos com um psicólogo, que era o Carraça, e ele desde o primeiro dia que trabalhava connosco e nós...
Até no primeiro dia fizemos logo um planeamento daquilo que seria a intervenção dele, acreditando que nós íamos chegar ao final e que íamos estar a lutar pela subida e que íamos estar próximos daquilo que nós queríamos. E o próprio trabalho que ele foi desenvolvendo foi extremamente bem aceito pelos jogadores porque sentiam que aquilo aproximava-nos.
Quanto mais não fosse 1%, aquilo aproximava-nos de conseguir estar mais capazes de render e de poder ganhar. Mas havia plano B ou isso foi construído pela convicção?
Plano B, como assim? Nesse planeamento inicial com o psicólogo, ou seja, foi sempre a pensar de que iam chegar ao fim lá à frente? A minha questão é isso. Não havia plano B. Havia um plano de nós queríamos chegar ao fim e ter esse registro de subir de divisão. Obviamente que depois havia sempre... Não antes.
Nuances que nós, semana após semana, íamos tentando perceber, mas até isso, que não é algo que seja muito fácil de ser aceito num grupo de trabalho, a forma como ele trabalhava connosco, tão próxima, até isso os jogadores aceitaram, porque estava toda a gente sedenta de ter sucesso ali dentro, de conseguir...
mas foi um trajeto que foi longo e que foi muito desafiante. E ao mesmo tempo foi desafiante e foi gratificante para quem o viveu. A Taça da Liga.
É algo que há um primeiro jogo no Dragão, e é o convencer de que nós seríamos capazes, é o convencer de que... E isto vinha num processo um bocadinho de início da época, que foi a necessidade de nós convencermos os jogadores e toda a gente que nós iríamos ser capazes de fazer coisas interessantes lá dentro, e não estarmos a olhar para aquilo que estava a ser.
a limpeza que estava a existir e os jogadores que estavam a fugir, que à partida seriam os jogadores mais... Nucleares. Sim. E nós conseguirmos ir crescendo e ir acreditando em tudo aquilo que estava a ser feito. E depois chegar ali ao Dragão e perceber que íamos defrontar uma equipa que... Eu acho que a data eles ainda não tinham nenhuma derrota. Nem sequer para a Liga Europa.
Ah, na Liga Europa... Não, acho que não tinham. Eu agora também não sei precisar, mas eu acho que não tinham nenhuma derrota. Agora tenho que confirmar, mas tenho a ideia que não. Sim, de facto. E fazê-los sentir que éramos capazes de ganhar ali. Pronto, aquilo ganhámos e depois aquilo passa tudo para uma semana. Mas que acaba por ser, essa semana acaba por ser também muito boa para nos ajudar.
tudo o que foram as semanas entre esse jogo e depois a Final Four. Porquê? Porque quase todo o foco estava numa boa preparação para aquilo que poderia ser aquela semana e que nos iria dar ali a hipótese de conquistar um título de uma forma muito short. Sim. Tal, tal. Ali é mais... Tudo pode acontecer, não é?
Ali vive-se mais aquela coisa de acabou este jogo, agora já temos que estar a pensar no outro, a preparar o outro e quem é que vamos jogar contra quem é que não vamos. É mais dinâmico, é mais vivo, é interessante, mas foram ambos difíceis e ambos muito satisfatórios.
Porto tinha só perdido contra o Nottingham Forest, numa altura em que chega aqui ao estúdio um elemento fundamental, o André Simões, que foi quem também deu a sugestão e nos trouxe aqui o Luís, o André Simões, grande craque do AEK e por aí fora, está ali no backstage, ele depois ainda cá vem dar uma palavra. Mas estamos a falar aqui desta conquista e agora mergulhando um bocadinho...
mais no lado vitória passaram quatro meses desde aquele janeiro, aquele início de janeiro e agora mais a frio, eu lembro perfeitamente mesmo o pós-jogo a tua prestação logo a seguir na Sport TV
bastante satisfeito, bastante quase gratificado com o que tinha acontecido. Agora, quatro meses, com maior frieza, como é que se sente? Como é que tu olhas para este evento, para este momento, para esta conquista?
E o que é que te vem à cabeça? Arrepia? Continua a arrepiar? Sentes que é uma... O tempo mostra que foi algo maior do que tu imaginaste na altura? Ou não tão grande como tu imaginaste na altura? Não, e isso com toda a humildade do mundo não mostra que foi algo maior do que imaginamos, porque...
Eu primeiro lembro-me da minha primeira intervenção pública em Guimarães, na apresentação, em que estávamos lá no Campo São Mamete, salvo erro. Não quero estar a dizer nomes errados, mas atrás do castelo mesmo, e eu tinha falado...
ao falar aos adeptos disse que acreditava que nós estávamos ali e que passado algum tempo poderíamos estar a conquistar coisas muito grandes, coisas que ninguém naquele espaço se calhar acreditava. E eu digo isto porque eu acho que nós se apontarmos...
Os objetivos para algo bem alto, nós temos vários exemplos na história que é possível fazer coisas quando ninguém está à espera. O Leicester agora acaba de ser a terceira liga inglesa e há 10 anos, não sei se foi há 10, mas... Foi há 10, estava a ganhar a Premier League. E também ninguém acreditaria. Ainda agora na Suíça foi campeão uma equipa que chegou da segunda liga e foi campeão agora...
Eram 10 participantes e só uma não tinha sido campeã nunca. E foi o Tune. E foi o Tune. E acabou por ser campeão.
Isto antes de começar dá para todos. Depois logo se vê, mas isto antes de começar dá sempre para nós acreditarmos. E nós tentamos ter sempre essa mensagem. Nós há pouco estávamos ali a brincar que em Guimarães até o Torneio da Póvoa é importante.
E nós quando ganhámos o torneio da Pauva, tive malta dentro da estrutura a dizer, o Miso nunca tinha ganho nenhum troféu no Vitória, não sei o quê. E esta é a realidade do clube. Claro. E esta é a realidade do clube. E nós vamos para a estágio nessa semana e perguntam, naquelas praxes que fazem a quem é novo, perguntam à equipa técnica e um adjunto disse-lhe que o nosso objetivo era ganhar um título. A qual até na mesa dos jogadores chegou, ah, já ganhámos.
e estas coisas se forem alimentando pode ser possível acontecer alguma coisa, não quer dizer que vai funcionar sempre e obviamente que depois tem que ser alimentado com trabalho, não é só com um discurso mas eu acredito que se nós olharmos para isto de uma forma em que se nós podemos porque é que não podemos ambicionar porque é que não podemos sonhar com isso, porque é que não podemos trabalhar para isso, depois não deu, mas qual é o stress?
são mais as pessoas que não conseguem, e não quer dizer que falhem, porque isto no futebol, por exemplo, ter uma carreira, há treinadores que chegam ao final de uma vida que não têm títulos e que fazem carreiras, e que fazem carreiras bonitas, e que fazem carreiras que são muito dignas, porque eu costumo dizer que no futebol por si só fazer carreira já é uma vitória, e além de ser uma vitória, já é uma demonstração de ser alguém que...
é muito resiliente, que está disposto a muita coisa, porque o futebol dá-nos muito, mas o futebol também, não vou dizer que nos... Tirar também tira algumas coisas, mas isso eu acho que qualquer profissão tira, sinceramente, não vamos andar aqui também a...
dizer coitadinhos do futebol tira isso qualquer profissão tira mas obriga-nos a muita coisa para nós conseguirmos estar sempre a trabalhar de uma forma
ao longo de anos e anos e anos. E eu acho que quem no futebol faz carreira, por si só, já é meritório. Acredito mesmo nisso. E quem consegue conquistar títulos, obviamente que acaba por ser mais gratificante. Mas eu acho que se nós olharmos para as coisas dessa forma, vamos estar sempre pelo menos mais próximos de conseguir fazer alguma coisa. E ali estamos a falar de uma realidade de um clube que é um clube...
absolutamente histórico, é um clube que tem uma identidade muito própria e que é dos clubes que está normalmente mais perto dos três mais titulados, os chamados três grandes, mas é um clube que tinha uma supertaça e uma taça de Portugal, portanto também aí um baque de realidade, aquilo que há pouco estavas a falar, e que muitas das vezes um clube ambicioso e exigente, no caso do Vitória, isto é uma coisa que...
não está tão presente, por norma, esta realidade dos títulos efetivos, não está tão presente como seria suposto noutro caso. Sim, é isso, e nós ao conhecermos essa história, também queríamos conseguir acrescentar algo ao clube, queríamos conseguir olhar e dizermos...
Nós não passamos só por aqui, nós também vamos ajudar a construir história no clube. E pronto, infelizmente assim o fizemos. Agora sei que no início não foi fácil, se calhar as pessoas acreditarem que seria possível conquistar algo mais. Mas eu acho que esta semana de janeiro não foi só aquela semana, foi todo um trabalho que nós...
no dia a dia tentávamos ir alimentando, alimentando, alimentando e que felizmente deu os frutos que deu. Há pouco tinhas falado do processo de recrutamento de Tondela e de ter havido esse processo de uma forma mais alargada, mais continuada. Como é que aconteceu no Vitória?
Não sei explicar porque a primeira vez que eu saí do Interesse de Vitória é em dezembro e foi pela comunicação social. Eu estava em casa, era a altura de Natal, ia fazer um jantar de Natal com os amigos lá em casa e quando pego no telemóvel...
Tinha o telemóvel carregado de mensagens. E eu... O que é que se passou aqui? Aí é que abro num grupo de WhatsApp e vejo que o meu nome estava a ser associado à Vitória. Antes de ir para lá o Luís Freire? Nessa altura. O Daniel. Ok, ok. E... E essa é a primeira vez que eu... Até mandei num grupo num grupo da equipa técnica e disse, oh malta, eu não sei de nada.
esqueçam são notícias, eu não sei de nada e depois passado um bocado comecei a saber que as coisas poderiam acontecer alguma coisa e aí percebi que era a sério por isso eu não sei qual é que foi o processo lá dentro sei que eles gostavam do perfil e tentaram depois então
Em junho, quando as coisas acontecem, aí já sabia que eles gostavam de mim porque em desamo já tinha havido interesse, mas não estava a contar que fosse acontecer porque também não estava a contar que fosse haver mudança naquela altura.
e esse início da saída do Luís Freire e a chegada do Luís Pinto é um verão que houve várias vezes nós há pouco também estávamos a falar havia até algumas informações que depois tentámos confirmar
nem sempre se confirmaram, mas algumas informações de que as coisas não tinham começado bem, não tinha havido ali uma comunhão, ou havia alguma reticência, alguma resistência a algumas ideias de Tornador. Isso aconteceu mesmo ou foi um verão tranquilo? Olha, eu vou dizer sinceramente, eu nunca senti nada disso. Nada de nada. Sentíamos uma grande...
É uma grande dúvida de como é que iríamos começar o campeonato, com que jogadores, e isso acabava por, a nível de trabalho também...
perceber qual era o caminho que nós queríamos ir, e eu cheguei a dizer no balneário, mas numa altura em que ainda tínhamos muitos jogadores que depois acabaram por sair, cheguei a dizer no balneário que nós tínhamos o objetivo de lutar pelos três primeiros, e também o fiz porque sentia que eu tinha que conseguir criar ali algum...
Alguma coisa, colocar a cenourinha à frente, porque havia uma tentativa. Havia mesmo, notava-se que havia jogadores que sabiam que iam sair e que depois também já o queriam fazer, porque sentiam que também as coisas estavam a caminhar para esse lado. Então nós tínhamos que tentar arranjar sempre uma forma de...
de espicaçar e nós quando tínhamos eu isto quando falei disto ainda tínhamos o Tiago, o Tomás o Tony, o Nuno Santos ainda tínhamos ali o Bruno Gaspar, ainda tínhamos ali o núcleo duro dos jogadores que depois acabaram por sair e então ainda tentei espicaçar dessa forma essa malta toda mas isto para dizer o quê?
nós com esse plantel nós tínhamos jogadores para jogar de uma determinada forma, conseguíamos utilizar uma estrutura A3 conseguíamos utilizar uma estrutura A4 conseguíamos ter ali algumas variantes, por exemplo o Tony era um central que a jogar como central do meio
uma estaleca incrível e quer defensivamente quer ofensivamente e depois era um líder era uma pessoa era uma pessoa que eu gostei bastante do tempo que nós trabalhámos do tempo que nós trabalhámos juntos depois obviamente começam a sair alguns nós temos que andávamos ali um bocado também a perceber o que é que era o que poderia vir a ser o melhor para a equipa para a equipa para a equipa para a equipa para a equipa para a equipa para a equipa para a equipa
Mas eu nunca senti resistência, não quero dizer que ela tenha existido ou não, mas eu nunca senti resistência sobre aquilo que nós estávamos a tentar trazer e o que não estávamos. Obviamente que ali na semana em que nós começamos o campeonato, começaram a haver uns zunzuns que eu poderia estar de saída.
Nunca, mas nunca, mas nunca houve algo, nem com a parte da direção, nem com a parte dos jogadores, que fizesse pensar que isso poderia ser uma realidade. Nunca.
nas conversas e até pegando na questão do plantel e dessas saídas eu creio que tu no fim do mercado terás dito alguma coisa como que corroborando a linha da
tomada pela direcção isso foi algo que com o passar do tempo, com o passar de agosto e com essa indefinição foste recebendo diretamente esses sinais? Foste recebendo foi-te sendo comunicado? Da alteração?
Sim, deste apetado, sim, vamos chamá-lo assim. Eu sabia desde o início. Eu sabia desde o início. A primeira vez que me sentei, disseram-me logo que seria para haver uma mudança de paradigma, que havia jogadores que eles gostariam, que achavam que estavam em fim de ciclo. Isso aí eu sabia desde o início. Nunca foi uma surpresa para mim.
o difícil aqui foi começar o campeonato com eles porque isto era muito mais fácil se tivesse havido isto logo de e isso é difícil por vários motivos primeiro porque os jogadores são pessoas e não se tratam isto não é FM que se chega ali não, eles são pessoas e nós temos que tratar as pessoas de uma forma que digna digna ahm
E as pessoas têm memória, têm passado, têm coisas que já fizeram pelos clubes, coisas que já fizeram no futebol, e nós temos ali um grupo de jogadores que já tinha dado muita vitória e eu também precisava tratá-los com respeito, por muito que às vezes olhasse e pensasse, este gajo daqui a uma semana se calhar está a ir embora, e a mim dava-me mais jeito se calhar nem estar a...
Com estes paninhos, não é? E a potenciar uma forma de jogar, a pensar neste jogador ou naquele, porque, obviamente, tendo o Tiago e o Tomás, por exemplo, muito do jogo era influenciado por eles. O Tony é a mesma coisa.
mas eu tinha que ter a capacidade de o fazer sabendo que corria o risco de os perder e que depois mais à frente iria ter que reestruturar tudo. Mas isso nunca foi uma surpresa. Os timings é que não foram os mais interessantes, mas que foram os timings que foram possíveis. Daí aquela...
Declaração também no final do mercado. E essa declaração, atenção, eu faço-a e ainda hoje digo, eu acho que aquilo que foi feito acabou por valorizar muita gente.
acabou por dar oportunidades de carreira a outros que saíram para continuar a carreira deles noutros sítios, porque nós todos temos objetivos e o jogador de futebol a carreira também é curta e eu percebo que também tem outro tipo de objetivos para a carreira.
Acabou por permitir isso e acabou por permitir que outros números surgissem. Estamos a falar de jogadores que no ano passado jogavam o Campeonato de Portugal e acabam a jogar a Primeira Liga e a jogar, e a jogar bem, e a serem valorizados. E eu acho que este caminho...
Era um caminho difícil, mas que era um caminho que foi bem feito e que em nada manchou o nome do Vitória. Obviamente que o Vitória e as suas pessoas gostam sempre de estar o mais acima possível, mas eu acho que este caminho até acabou por ser um caminho feito com...
com bastante sucesso, e as minhas declarações nessa altura têm a ver com isso. Porque havia qualidade em quem vinha, não havia era conhecimento daquilo que era a Primeira Liga. Sim, mas vários jogadores que sobretudo o meio campo, o Diogo, o Gonçalo...
agora mais recente o Miguel Nogueira também, o Beni que o ano passado tinha estado mais numa segunda linha que emerge com essas saídas portanto, acaba por ser uma época sobretudo meia época, até à altura da Taça da Liga, em que há uma valorização coletiva e portanto
O título é uma face visível, esta valorização coletiva, este construir de vários jogadores, acaba por ser um título invisível, chamamos-lhe assim. Sim, eu salvo o erro, não quero estar a cometer a dizer nenhuma mentira, mas eu salvo o erro, o Vitória foi o segundo plantel que a nível percentual mais valorizou.
Estamos a falar de Camarac, que nem sequer valor de mercado tinha, nem sequer aparecia no transfer market o valor de mercado dele. O Noah, o Diogo, o Beni, o Gonçalo, esses são jogadores que acabam por ter uma valorização muito grande e que são jogadores que, eu isso concordo contigo, o meio campo acabava por ter ali uma...
uma parte que foi se conseguindo desenvolver muito bem, e o Gonçalo Nogueira, infelizmente para nós, até selecionou depois a Taça da Liga e teve muito tempo de fora, mas o Diogo, o Ben e o Gonçalo são jogadores que, falando desses três de meio campo, que se Deus quiser vão fazer carreira em patamares mais elevados, porque têm qualidade e mentalidade também para o fazer.
Depois chegamos à grande questão, chegamos a março, início de março, o presidente tinha estado aqui no ataque rápido, também num episódio extra, onde até nem focámos muito a questão do treinador, porque honestamente nem era quase tema na nossa cabeça, obviamente, mas eu até tive o cuidado de hoje de manhã ir ouvir o que o treinador falou, e agora que ouço o que ele falou, percebo, ok, se calhar havia aqui sinais, mas não os interpretámos dessa maneira, não existe Gaza Gaza Gaza
Porque o presidente Saki fala de estar satisfeito, mas a verdade é que depois há uma derrota e há uma saída. Porquê que isto acontece?
Como em todo lado, nós treinadores, quando entramos num clube, estamos sempre um dia mais próximo de sair. E aquilo que aconteceu foi que eu saí, saí como todos os outros treinadores saíram da Vitória. Eu quando vou para a Vitória, não quero dizer que eu não merecesse ir, porque isso são outras questões, mas o Luís não merecia sair. Na minha interpretação, um treinador que faz a segunda volta que ele faz, que...
não conseguiu a Europa, ok mas recuperou 8 ou 9 pontos não se percebe morre ali um bocadinho na praia não se percebe qual é que é a necessidade disso acontecer então eu nunca estava, ainda há pouco disse aqui que eu não estava à espera de poder ir para a vitória em junho porque, por causa disso mesmo e
E pronto, eu acho que aqui acaba por acontecer um bocadinho o que aconteceu com os outros, mas felizmente nós conseguimos chegar com o título.
É tão simples quanto isso. Eu ouço adeptos, nós temos aqui um colega que é vitoriano e que também nos vai passando muito essa sensação, para os adeptos foi algo incompreensível. E os adeptos do Vitória, às vezes mesmo ganhando, não estão satisfeitos e apontam o dedo ao treinador. E eu lembro perfeitamente de, na derrota com o Santa Clara, ir ler os comentários, e alguns comentários são contra o treinador. Mas...
Acredito que... Mas isso há sempre. Há sempre, não é? Mas acredito que 99% das pessoas ficou absolutamente surpreendida com essa decisão. E a verdade é que o tempo também não trouxe propriamente sinais, pelo menos sinais visíveis, resultados. Claro que...
Quem está, o Mr. Gil Lameiras, está claramente a preparar, se calhar, a equipa mais para a próxima época, porque o objetivo europeu já há muito que fugiu, mas não se sente que, ok, esta chiquitada fez bem. Se calhar não era propriamente uma questão para te colocar. Aquilo que eu sinto, e eu posso dizer só aquilo... Continuamos a ouvir? Continuamos a ouvir. Eu posso dizer que...
Eu posso dizer aquilo que eu senti e aquilo que eu sinto. Agora, o que é que está a acontecer? Isso já seria especular e também não é esse. Mas aquilo que eu senti na altura...
Nós faltávamos 9 pontos para fazermos a melhor época de sempre do Vitória. E quando digo melhor época de sempre, nós não podemos colocar a melhor época de sempre de um clube só com a pontuação da Liga. O Vitória tinha 2 títulos, com esta época teve o terceiro, ou seja, na minha forma de ver as coisas, nós temos que ver quais são as épocas em que houve títulos conquistados. E as épocas em que houve títulos conquistados, o Vitória terminou no máximo com 40 pontos.
nós estávamos a nobre de conseguir ser melhores numa competição, que foi a Taça da Liga, e fazermos melhor do que a Vitória tinha feito quando conquistou títulos noutras ocasiões.
e depois se nós formos pegar em tudo aquilo que foi o contexto da época a forma como se começou o campeonato a forma como nós começamos a correr porque aquilo que se sente é que nós começamos a correr de trás, não vamos andar aqui com com coisas porque
entrar até setembro com aquele chá e não sai, chá e não sai e já três ou quatro jornadas estariam decorridas quando isto fecha nós não estamos a correr não estamos a partir não é igualdade, porque igualdade ninguém parte mas pronto, estamos a correr ainda que o processo em andamento
ou estávamos a começar a que processem andamento e isso aí retirou-nos alguma estabilidade, depois nós conseguimos estabilizar conseguimos ir fazendo as nossas coisinhas porque quer queiramos, quer não, nós íamos conseguindo pontuar e aquilo ia fugindo mais um bocadinho para cima, para baixo mas pronto, mas íamos conseguindo levar as coisas
E aquilo que eu sinto é que não há nem que se ganha um título, não há nem que podia se tornar desta época uma época extremamente positiva, que bastava a comunicação ser diferente e a comunicação ser diferente, não é só o verbal, é comportamental também, obviamente, porque isto tudo, despedir um treinador é comunicar. Acabou por fazer com que um ano em que podia ser uma preparação fantástica para a próxima época, deixou de ter... Deixou-te.
pronto, foi colocado de parte, deixou de fazer sentido porque nós em nove jogos teríamos de fazer nove pontos e obviamente que ninguém sabe o futuro, poderíamos fazer nove derrotas mas também poderíamos fazer nove vitórias e isto é futebol mas eu acredito que nós iríamos conseguir fazer nove pontos, a este momento o Vitória já está na sua melhor época de sempre no que diz respeito a conjugar duas competições ganhou uma e superou os 40 pontos que tinha então
Salvo erro foi na época do Rui Vitória, que a outra tinha sido com 38 pontos, salvo erro, e nas duas tinham terminado em nono lugar. E eu acho que era algo que nós íamos conseguir, eu acredito mesmo que nós íamos conseguir superar, e o Vitória em si, pronto, já o conseguiu. Há mágoa nesta altura, em relação a isto?
Não, mágoa não existe. Nem na altura existiu. O sentimento de justiça ou injustiça é diferente. Certo. Aí, claramente que senti que foi uma injustiça enorme. Uma injustiça enorme e mais do que isso, foi um momento em que eu senti que sempre defendi um projeto, porque nunca ninguém me viu a colocar em causa aquilo que fossem as políticas de contratações.
quando em contratações, saídas do jogador, não só as contratações que entravam, mas os que saíam, nunca ninguém me viu a colocar em causa isso e sempre me viu a defender o projeto. E nesse aspecto sempre o fiz, primeiro porque eu acreditava. Sabia que ia ser trabalhoso, mas acreditava. Depois porque eu tinha uma coisa que era, ao acreditar tanto nisso...
todas as minhas decisões passavam por aquilo que era sempre o futuro do clube, valorizar jogadores, todas, todas, todas, todas. Inclusive a utilização da equipa B era muito nessa perspectiva, muito, eu cheguei a tomar decisões para conseguirmos valorizar mais a equipa B do que, porque era importante para nós que a equipa B ficasse na fase subida.
Não pela subida à 2ª Liga, mas pela manutenção garantida logo, porque a Liga 3, e ainda agora subiu, a Liga 3 é muito difícil o processo de manutenção depois, porque se entram ali equipas que não estão habituadas a lutar por manutenções, aquilo fica um bocado... É uma espiral. É muito difícil. Então nós garantimos 4 lugares.
Era importante e muitas vezes tomei decisões nesse registro de não, vamos tentar ajudar aqui também, isto já fica garantido e a partir daqui isto também dá para ir lançando depois outros miúdos. O caso do Verdi, o Ziga já começou a jogar na primeira fase, mas o Verdi começa a jogar muito na segunda fase do Vitória. Agora por acaso não sei tanto se ele tem jogado ou não.
mas na altura ele já estava a jogar muito e depois havia lá mais miúdos, o JP, que ainda é um miúdo de 16 anos, que também era previsível que ele pudesse aparecer, o Kiko também dos Júniors, pronto. Havia aqui uma série de coisas que estavam em ligação e todas as minhas decisões iam nesse sentido.
E aquilo que eu senti foi, eu sempre defendi o projeto e num momento de maior fragilidade da minha parte não houve suporte nenhum. Eu não senti mágoa, mas senti injustiça nisso. Ainda para mais quando nós já tínhamos conquistado um título para o clube, que era o terceiro título e era o único título que esta direção tinha. Aí eu admito que o sentimento de injustiça foi grande.
Mas não valeu a pena ficar preso muito tempo a esse sentimento, porque é futebol. É futebol. Lembro-me que... Lembro-me, não. Quando estive a preparar aqui a entrevista, reparei numa frase que tu nos deste há 4, 5 anos, quando eras treinador do LESA.
e que na altura tu falavas sobre onde é que querias estar como é que querias estar e tu disseste que não interessa se é no Sporting, se é no Manchester United mas eu quero estar feliz onde quer que esteja e isso é o que mais te guia nesta altura nesta fase sem dúvida e eu ali consegui ser feliz durante quase todo o processo que ali estive obviamente que depois não existe
Os resultados também nos ajudam a estar mais felizes ou menos, não vamos andar aqui a tapar o que quer que seja. E eu em grande parte fui feliz ali, enquanto acreditava também naquilo que era o projeto realmente, que parecia que existia mesmo, e eu identificava-me muito com aquilo.
mas eu saio do Vitória e mais ainda essa minha convicção prevalece que é...
Eu quero ser maioritariamente feliz, não me interessa onde, mas quero ser maioritariamente feliz, sabendo que há dias que são mais felizes que outros, mas isso faz parte. Aqui é igual, certamente, às vezes vezes para o zero e zero estás mais feliz do que outros dias, mas... Eu venho sempre feliz. Há 13 anos que eu venho feliz. Não tens hipótese? Não tens hipótese? Estou a brincar. Mas é óbvio que é isso que eu pretendo.
Muito bem. Olha, eu estou... Estamos a chegar ao fim da nossa conversa e eu estou um bocado frustrado. Vou-te explicar porquê. Porque em janeiro, quando vocês ganharam a taça da liga e foi absolutamente épico, a minha mulher em casa dizia ai, este treinador de Vitória é giro? E então ela diz... Portanto, eu disse, olha, vou entrar no treinador de Vitória, que tu dizes que é giro e tal.
E ela disse, então, olha, vê lá se diz isso. Eu disse, não, eu vou arranjar uma maneira de dizer, alguros na entrevista, vou dizer isso. E agora estou a chegar ao final da entrevista e não consegui ter uma colherada para meter esta... Portanto, faço assim à descarada e assim cumpro o objetivo. Portanto, não sei se tens muito esse feedback ou não. Mas pronto, atenção, também tens esse lado... A minha esposa diz que sou bonita, a minha mãe também, por isso essa parte é importante.
agradeça a tua mulher também eu vou-lhe agradecer que ela deve estar aqui a chegar também com a minha filha olha, mais a sério Luís, muito obrigado por teres vindo ao Ataque Rápido espero que tenhas gostado, foi um enorme gosto ter-te aqui e depois quando tiveres clube liga-nos a dizer para nós sabermos em primeira mão
obrigado, agradeço muito o vosso convite espero que me tenha sido desconfortável em momento algum não, não, estava a passar a doar a poltrona para casa é boa? é boa, gostas? é porreiro ao nosso patrocinador está o Simões ali sentado na ela queres vir cá André? anda cá momento musical força, força, eu estou fora já
Não, primeiro, já conheço o Luís há muito tempo, fomos colegas de equipa e criámos uma amizade, bem, engraçada, uma amizade que partilhávamos, íamos para casa um do outro, íamos de férias juntos, com um grupo de amigos também.
e dizer que antes dele ser um grande treinador foi um excelente jogador também só teve azar porque foi um excelente jogador um excelente central excelente central aliás na época que nós jogávamos juntos no Leixões fizemos a fase final de juniors
quando naquela altura era muito mais difícil chegar à fase final porque eram apenas 4 equipas agora acho que os formatos são um bocadinho diferentes e competimos às coleções nunca tinha conseguido ir a uma fase final de juniors ou tinha uma vez, algo assim depois já conseguiu mais algumas conseguimos competir com o Sporting Porto-Benfica deixamos para trás o A Vista que naquela altura era uma das grandes potências de formação apesar de agora já não ser Braga-Vitória Sim, Braga-Vitória
eu lembro-me que e tenho fotos e recordações desse tempo o Luís era um central de categoria alto, bonito era um central bonito, alto tinha uma boa capacidade de sair a jogar, porque a nossa equipa era isso tinha uma grande capacidade de ter bola eu, ele, o Sonier o Arsénio o Sequeira o Sequeira jogava o Sequeira já jogava nessa equipa
e pronto, e antes dele ser treinador foi um excelente jogador, só que teve azar que tinha lá gays melhores mas dizer o quê? eu acho que eu estava ali a ver esta parte da injustiça isso acho que nem é nem é tema, nem é opinião porque é claro que foi uma injustiça enorme e foi o que ele disse, sempre acreditou neste projeto e tu saberes que vais para um projeto que é uma nova transformação
E eu senti um bocadinho isto que ele disse. Quando ele protege e nunca tens declarações, ou não te incomodava muito o facto de ser um projeto em construção e tu tens que carcar com isto, e na realidade ganha no Estádio Dragão, quando o Porto só tinha uma derrota com Nottingham Forest.
uma derrota apesar de ser uma derrota por via de lances ou de erros, é uma derrota o futebol clube porto perde por mérito de vitória e por haver é por haver não interessa como é que depois é o jogo uma equipa como a vitória de Guimarães que já não ganhava nada desde 2013 uma taça de Portugal ou seja, isto é história já ninguém pode tirar
E quando se esperava que, pensando com mais calma, que o projeto do Vitória poderia ser o Luís, numa segunda época, ter uma margem para preparar um plantel desde o início, como ele não teve, para preparar uma nova geração, e para preparar uma equipa que em uma Taça da Liga, que é uma Taça da Liga ganha, eliminas...
Nós foi o Sporting na Final Four, não, foi o Porto no Dragão, depois Final Four foi o Sporting e depois ganhámos ao Braga. Ou seja, é muito mérito, ainda para mais...
Acho que o grande mérito do Luís foram as substituições. Ele sempre fazia substituições, os gays entrava e marcava. Isto é estrela, isto é ter alguma coisa. Não é só ser bonito, percebes? Porque se fosse só ser bonito, se fosse só ser bonito, eu também era treinador. Não, isto é, tem-me fechado. E pronto, acho que foi um trabalho fantástico. Tem aqui um advogado de defesa, obrigado. Não, não, não, eu acho que ele... Não, não, não, não.
E já falamos sobre isso, é aquele primeiro impacto que sentes que é uma injustiça e tens que digerir aquilo, acho que ele já fez esse processo, já conseguiu digerir esse processo. E acima de tudo, eu acho que agora é retirar as coisas boas também. Tu ainda agora lembras aí, nós não podemos esquecer que venham mal, nós conseguimos ganhar ou Braga ou...
Foi o derby mais histórico de sempre. Foi o primeiro derby que decidia alguma coisa. E vocês deviam ver como é que estava a cidade antes de nós sairmos. A chegada depois já é normal. Ao Sporting e ao Porto, nós conseguimos ganhar...
Só não ganhamos ao Benfica daqueles que são os grandes. E eu acredito que iríamos fazê-lo. Mas pronto. Mas isso também é preciso. Com orçamentos completamente diferentes. Sim, mas isso... Não, isso não. Tu estás a jogar com cartas diferentes. Ou seja, como é que tu podes... Neste momento o Vitória e o Braga são grandes rivais históricos, não é? Mas como é que tu podes competir ou crescer melhor se há orçamentos completamente diferentes e estruturas diferentes?
ou seja, acho que tens de caminhar devagar, passo a passo para lá chegar não podes querer as coisas de um dia para o outro e isto foi o que eles quiseram, queriam as coisas de um dia para o outro quando foram conquistados os troféus acho que há que manter, mas isso são outros
Não, então agora tens de ficar. Exato. E quando eu for a tribunal ele vai me representar. Brilhante, grande André. Eu sabia que o André era médio e não sabia que ele era defesa também. Cuidado. Grande defesa que ele fez. Foi de ataque mesmo. Foi de ataque.
Ataque rápido, exatamente. Bem, Luís, agora sim, agradecer-te a tua presença aqui. Espero que tenhas gostado e que me tenhas ficado desconfortável com nada. Não, não, não, obrigado. Eu agradeço, gostei bastante. Continuem a fazê-lo, que o vosso programa é giro. É muito interessante. Sei que disse o mesmo no último que foi, mas são dois programas que eu gosto. Porque senão podia ficar aqui mal... São complementares. Eu achava que era...
puxa saco só, mas não é mesmo a realidade, acho que o vosso programa é muito giro e continuem a fazê-lo só vais a bons programas, podes dizer assim é mais fácil bem, muito obrigado uma vez mais e voltamos na próxima segunda-feira com o formato habitual, até lá, um abraço