Faculdade ainda vale à pena? - Aguiar Dev Talks #44
Faculdade ainda vale à pena para trabalhar como desenvolvedor? Os nossos queridos convidados, Joice Aguiar e Alvaro Ramos, compartilham a suas trajetórias até a primeira oportunidade na área e suas opiniões sobre a relevância da faculdade em nossa área.
Participantes
Tiago Aguiar (Host) - LinkedIn
Rafael Peixoto (Co-host) - LinkedIn
Joice Aguiar (convidado) - LinkedIn
Álvaro Ramos (convidado) - LinkedIn
Redes Sociais
- Valor da formação acadêmica e científicaFormação em artes e pedagogia · Experiência como doula · Transição para tecnologia · Curso técnico em eletroeletrônica · Engenharia elétrica · Curso de programação
- Faculdade vs. Cursos Técnicos/BootcampsExigência de graduação no mercado · Importância do networking · Desenvolvimento de soft skills · Portfólio técnico · Processos seletivos · TRIAD como alternativa intensiva
- Trajetória profissional de Joice AguiarArtes cênicas · Pedagogia e Letras · Trabalho como doula · Marketing digital · Engenharia de Computação (Univesp) · TRIAD
- Conselhos para Iniciantes em TIMente aberta e aprendizado contínuo · Diversidade de vertentes na área · Oportunidades para mulheres e mães · Dedicação máxima aos estudos · Aproveitar o lado positivo das experiências
- Trajetória profissional de Ingrid CoutinhoCurso técnico em eletroeletrônica · Engenharia Elétrica · Algoritmos e C · Empresa de energia solar · Escola de programação (TRIAD)
- Inteligência EmocionalMedo de errar · Migração de carreira · Vulnerabilidade profissional · Acompanhamento de soft skills · Ansiedade vs. Pressão
Olá, seja bem-vindo a mais um programa. Eu sou Thiago Aguiar, o seu host, e você tá no Aguiar Dev Talks. Hoje no programa 44 nós vamos falar é sobre faculdade, né? Se a graduação vale a pena ou não, tema polêmico e delicado aí, e vamos trocar uma ideia um pouco sobre isso. E para falar sobre esse tema eu trouxe aqui dois convidados. Primeiro vamos começar aqui pela Joyce. Oi Joyce, seja bem-vinda, muito obrigado aqui com a gente.
Oi, Thiago! Oi, gente! Eu que agradeço pelo convite, vai ser um prazer aqui falar com vocês um pouquinho sobre esse tema.
Beleza, Joyce! E lá de Minas, hoje friozinho, inédito, também o Álvaro aqui. E aí, Álvaro?
E aí, galera, como é que vocês estão? Tô bem animado da gente bater esse papo hoje, mano, vai ser show demais!
Maravilha! E comigo aqui também fechou. Não sei se no interior faz frio, né, mas aqui em São Paulo tá frio, tá um pouquinho frio.
E aí já falo para os ouvintes, primeiro, faculdade, ouçam até o final que vai ter prova, hein?
E não é múltipla escolha.
Vixe, já deu ruim.
Bom, se você é novo por aqui, tá ouvindo isso aí talvez no seu agregador de podcasts aí preferido, saiba que a gente também tá no YouTube. Se você puder nos seguir aqui, não só no seu agregador, mas também quiser ver as nossas carinhas, conhecer um pouquinho mais de perto as pessoas que você tá ouvindo aí, vai dar uma olhadinha lá no YouTube, a Gear Dev Talks. Estamos por lá também. E não deixa de conferir o nosso site também.
Aí recentemente eu lancei no site, lancei não, né, já tinha aí, a gente deu um tapa nele, tá com a carinha nova, tem lançado alguns artigos lá na medida do possível, mas talvez consiga te ajudar lá, tem alguma informação bacana. Então dá uma olhada lá. Aguiar.dev.br. E bora para o papo de hoje! Bom, gente, a primeira, primeiro assunto aqui que eu queria falar com vocês, né, eu já sei, né, agora para vocês que estão nos ouvindo aí conhecer um pouquinho da história de cada um.
Queria começar aqui pela Joyce, tá bom? Fala um pouquinho para gente, Joyce, se por acaso você é hoje, vocês, vocês, né, já fazer uma introdução aqui, né. É o tanto Álvaro quanto a Joyce hoje são desenvolvedores, trabalham na área Né? E aí eu queria saber primeiro da Joyce se você tem porventura alguma outra formação que não na área, né? E como você entrou na área?
Thiago, eu tenho algumas formações antes de chegar nesse meu trabalho atual, né, como desenvolvedora. E na verdade eu comecei pelas artes. Então minha primeira formação, graduação, ensino superior Foi em artes cênicas. Estudei teatro, dança, artes visuais. Uma maravilha, foi um mergulho muito profundo em desenvolvimento pessoal, em questões minhas, em questões do mundo. Foi incrível. E aí, a partir dali, eu comecei a ter um interesse pela educação, trabalhar com artes cênicas, artes visuais dentro da escola.
Então eu fiz outra formação para trabalhar dentro da escola, eu me formei em pedagogia, e depois para ganhar mais espaço dentro da escola eu me formei em letras. Então tem algumas, algumas formações, eu fui ali seguindo por onde o caminho me levava mesmo, né, agregando as experiências e legal, e estudando para conseguir atingir ali o que eu queria. E aí depois eu comecei a trabalhar como doula.
Quando é engraçado, isso é interessante. Explica aí. Eu tava falando para o Peixoto, Peixoto, Joyce, ela trabalhou qual? Eu cheguei mais perto, foi alguma coisa da saúde da mulher, mas eu não sei o que é. Explica para nós aí, Joyce.
Pois é, para você ver como eu fui chegando ali e agregando as coisas. Ainda quando eu trabalhava na escola como professora eu engravidei do meu filho e eu fiquei muito intrigada, né, por aquele momento que eu tava vivendo, por aquela experiência completamente nova na minha vida, na nossa vida aqui da nossa família. E aí eu comecei a estudar sobre esse processo de gestação, parto, puerpério, amamentação, e eu gostei tanto do assunto que eu comecei a trabalhar na área também.
Então, ainda gestante, eu comecei a ajudar algumas mulheres ali a entenderem do processo fisiológico da gestação, do que esperar do parto. Depois que eu ganhei meu filho, foi o meu trabalho principal, foi trabalhar como doula. E eu fiquei trabalhando assim então desde 2017 até 2020, quando chega a pandemia. E aí eu sou impossibilitada de trabalhar dentro de hospitais porque as gestantes faziam parte do grupo de alto risco. Aí começa a minha jornada com a tecnologia, porque daí eu começo a me reinventar ali nesse processo muito novo para todo mundo, né, de pandemia e tudo.
E eu vou para internet começar a divulgar meu trabalho, fui para o Instagram, comecei a divulgar ali o processo, como é que funcionava as reuniões, e eu comecei a conseguir cliente, captar clientes através do Instagram. Aí eu comecei a estudar marketing digital, comprei alguns cursinhos para entender como é que funcionava o algoritmo do Instagram e pá, cheguei na programação a partir daí. Então de novo, né, um convite ali dos meus cabinhos para explorar ali um pouco desse universo completamente novo para mim.
Eu fiquei super envolvida com isso que eu nunca tinha tido contato até então, nunca foi o interesse principal trabalhar com tecnologia, trabalhar com desenvolvimento. E comecei a explorar e falei, cara, tô a fim de me adentrar um pouquinho mais nessa. E aí isso era 2021. É, aqui em São Paulo tem uma universidade chamada Universidade Virtual de São Paulo, que é uma universidade pública, os cursos são gratuitos, ela é toda EAD. E na época tava abrindo um vestibular para o segundo semestre do ano de 2021.
Eu falei que eu acho que eu vou, vou me aventurar e fazer algum curso de tecnologia, né? E acabei entrando, acabei entrando na Univesp, que é essa universidade de São Paulo, no curso de Engenharia de Computação. E aí logo em seguida eu conheci a TRIAD, que foi onde eu conheci o Álvaro, que tá aqui. E aí comecei a me aprofundar muito mais, né, no universo da programação, no universo do desenvolvimento. E putz, encontrei um lado muito novo meu que eu não conhecia até então. Tá sendo uma aventura, olha, muito louca.
Imagina, imagina.
A Joyce deve ter começado a fazer faculdade com 10 anos, né, para dar tempo, né? Todas as faculdades que ela fez ainda tá nova, poxa. Eu acho que começou muito cedo, menino prodígio.
E contigo, Álvaro, como é que foi essa história aí? Você também fez umas 17 faculdades? Como é que é esse negócio?
Conta aí pra mim.
Cara, eu cursei só uma faculdade, eu sou formado em engenharia elétrica. Só que eu acredito que mais importante do que a faculdade, mano, o que eu tive o meu primeiro contato com a tecnologia, com a programação em si, Foi em 2014 quando eu fiz um curso técnico de eletroeletrônica no Senai e foi lá que eu descobri, cara. Basicamente a gente mexia com microcontroladores lá, eu apaixonei, cara, apaixonado de primeira assim. Hoje em dia até tem uns kitzinhos aqui, de vez em quando eu fico brincando, é um hobby que eu gosto de ter aí.
E cara, foi o que me levou a realmente querer cursar a faculdade de engenharia elétrica. Eu achei que eu veria muito disso que eu via no curso, que eu gostava bastante. Eu achei que eu veria na faculdade. Durante a faculdade eu fui percebendo que não era tanto assim, não era aquilo que eu esperava, mas eu acabei fazendo matéria de algoritmos. E com algoritmos ali a gente pega um pouco de Portugal, né, para desenvolver o raciocínio lógico, e depois a gente começa a aprender C.
E cara, aí foi onde o meu coração deu um tapa ali e falou, mano, Você gosta disso e você pode buscar isso para sua vida. E eu corri atrás, cara. Eu trabalhava numa empresa de energia solar, lá tinha um colega nosso que era estagiário, ele chegou um dia lá falando, nossa, mano, eu vi aqui uma escola de programação onde você estuda e só paga depois que você já tiver formado e com trabalho. Aí eu já interessei, interessei bastante, fiz o processo seletivo, dei a sorte de ter caído junto com o processo seletivo da Joy.
E foi isso, cara, tô aqui hoje muito feliz, muito feliz mesmo de ter seguido esse caminho.
Muito bom. A minha próxima pergunta, eu tô até com medo de fazer pergunta para Joyce, que vai falar, pô, faculdade vale a pena ou não? Porque ela fez um monte, né? Então assim, não sei nem se ela é a melhor pessoa de pergunta. Mas trazendo aqui para a área de tecnologia, né, que é o nosso público aqui, você chegou a concluir a engenharia de computação ou você— isso eu fiquei na dúvida.
Eu tô no terceiro ano, eu comecei ainda, então isso, eu tô cursando.
Que hoje na área de tecnologia a gente tem muita essa essa polêmica que o pessoal gosta de debater lá no Twitter, principalmente, né? Fazer ou não fazer faculdade? Precisa de faculdade para trabalhar com tecnologia ou não? Então eu queria que você contasse um pouquinho dessa sua experiência aí, né? Que entrou na área, nem tá formada, né? Passou por um monte de outras áreas também diferentes. Acho que isso tudo agrega na construção da pessoa e profissional, com certeza, que você é.
Né? Mas essa relação de ter a graduação de tecnologia com trabalhar, como que é essa relação para você?
Olha, eu acho que sobre essa questão, né, de ter uma graduação ou não em tecnologia, acho que é um grande depende, porque a gente sabe que tem muitas empresas que não exigem a graduação em tecnologia mas o conhecimento técnico ali para começar a atuar como desenvolvedora, como desenvolvedor. Mas também tem muitas empresas que exigem a graduação em tecnologia. Então eu acho que vale muito a pena se graduar para conquistar esse networking que a gente fez, por exemplo, na TRIAD, né?
O Álvaro tá aqui para ser testemunha dessa grande gama de contatos que a gente conquista quando a gente tá adentrando ali, fazendo um curso, se envolvendo com outras pessoas de diversas tribos. Mas assim, tecnicamente falando, eu acho que esse grande depende. Eu acho que vale a pena começar num técnico, por exemplo, como o Álvaro falou, né, que começou ali a paixão dele e tudo, para saber se é o caminho ali provável, né, se é o que realmente a pessoa quer se aprofundar, quer seguir carreira e posteriormente, se for o caso, adentrar na graduação.
Mas eu acredito que a faculdade ela é muito benéfica nessa rede de contatos que a gente cria, porque a gente leva para a vida inteira, né? E o mundo de tecnologia é um mundo muito grande, mas também um mundo muito pequeno. Cada esquina que a gente dobra, a gente encontra alguém que a gente trabalhou, quem estudou, enfim. Então eu acho que o grande ganho de uma faculdade é isso, são os contatos e essa gama de ferramentas de soft skills, por exemplo, que a gente começa a conquistar quando a gente começa a trocar com as pessoas, né? Quando a gente começa ali a se desenvolver em grupo. Respondi?
Respondeu muito bem.
É isso, só um comentário, negócio até que o Álvaro comentou, né, de ter começado no técnico. Não sei se você também começou, Peixoto, mas eu também comecei num curso técnico e era técnico em informática. Mas quando eu entrei, eu achei que eu ia montar e desmontar o computador, que era o que eu conhecia do computador, né. Nunca parei para entender como é que um site ou alguma coisa do gênero era construída. Né? Talvez realmente algo menor seja bem interessante para você ter a noção de que existem mais coisas, né? E não se comprometer talvez com 10 anos de faculdade.
Acho que faz todo sentido. Eu também fiz o técnico ali na ITEC, né? Quem é de São Paulo aí deve conhecer. E acho que foi realmente um divisor de águas assim para saber, putz, eu vou encarar esse negócio aí. E muita gente já fica ali, né? Então de repente pagar uma faculdade que é mais cara, se você não conseguir, lógico, uma faculdade pública, uma bolsa, né? Então é tudo bem que a gente pode tomar decisões depois diferentes na vida, nada impede, né?
Mas às vezes você gasta muita grana, tempo ali, e se descobre que não, técnico pode ajudar. Eu queria fazer a mesma pergunta que eu fiz para Joyce, para o Álvaro, mas aqui eu tenho um detalhezinho da experiência dele, né, que ele falou que fez engenharia elétrica. Assim, eu lembro que a Não todos, mas uma boa parte dos meus professores, eu fiz graduação em Ciência da Computação, vários dos meus professores eram engenheiros elétricos que trabalhavam muito com desenvolvimento, né?
Então essa faísquinha que já veio talvez ali da aula de algoritmos e tal, como que essa visão de alguém que não tá especificamente na tecnologia, mas tem um olhar já para tecnologia, porque faz até parte da grade. Como que isso talvez foi determinante aí para a sua decisão de seguir aí de uma área diferente? Veio de uma área, né, que são das áreas mais tradicionais, que tem essa focação nesse engenheiro e tal, e sai de repente para virar uma pessoa de TI.
Então vamos lá, vou pegar o gancho aí da primeira pergunta, né, que você mudou um pouco o contexto. Mas sobre a inserção no mercado de trabalho cursando uma faculdade, eu acho que eu vou muito da opinião da Joyce. Eu acho que é um grande depende, porque, cara, antigamente, fala antigamente, né, mas corrigindo aqui, há um ano, uns 2 anos atrás, quando tava tendo um boom de contratações, teve grandes contratações na área de tecnologia.
Acredito que deu um pouco de entrada para o pessoal que não tinha faculdade, porque a galera tava querendo realmente contratar muita gente. Então eles pararam de olhar a questão de currículo. E a gente que é programador sabe, né, cara? A gente tem, fora o currículo, a gente tem o nosso portfólio. Para mim, o nosso portfólio ainda é mais importante do que você ter um currículo. Mas enfim, depois disso, depois desse boom, tá até tendo um movimento de de demissões.
Agora deu uma diminuída um pouco, e agora você até vê mais vagas que estão procurando mais profissionais com a faculdade. E ainda, e mais ainda, tem espaço para quem não tem faculdade. Eles ainda vão continuar olhando o portfólio, esse tipo de coisa. E ainda mais em vagas onde você passa por um processo seletivo. Não, ainda a gente tem algumas vagas assim. Eu acho bem legal, inclusive, porque você consegue ver se a pessoa realmente sabe fazer aquilo Laila, que não tem só um diploma.
Às vezes você pode ter um diploma, mas não quer dizer que você realmente sabe desenvolver. E sobre a outra pergunta que você comentou, eu, cara, foi tipo igual comentei, né? Desde quando eu fiz o curso de, o curso técnico, ali para mim já foi o toque, o tique inicial na minha cabeça de Cara, eu gosto bastante disso. A faculdade para mim foi algo que consolidou, sabe, esse sentimento de realmente querer trocar o curso. Eu não troquei, né, eu acabei finalizando a minha graduação, mas foi onde eu realmente tive a certeza que eu iria querer seguir nessa área de desenvolvimento.
Minha pergunta aqui agora, curioso, né, a Joyce já deu, depende dela, mas aí eu vou colocar o Álvaro fogueira. Se você fosse entrar hoje, ou alguém aliás, né, fosse entrar hoje no mercado, né, você diria faça uma faculdade ou não, procure um outro caminho? Qual que seria talvez o caminho mais fácil, o caminho que você acha que teria mais chances de conseguir, que é o que todo mundo quer no final das contas, é ser remunerado, né, conseguir o seu trabalho e tal.
E é o que importa. Eu acho que tipo É que nem eu já falando aqui o que que eu fiz, né? Eu fiz a faculdade, foi através dela, do estágio e tudo mais, que eu consegui meu trampo. Mas aí já vou dar minha opinião, né? Se quem não queria, ao invés de ficar 4 anos e mais 1 ano que eu fiquei pendurado praticamente para eliminar minhas matérias, né, e quase R$40 mil que eu gastei na faculdade, né, e eu conseguisse em menos tempo me parece uma boa, me parece uma boa opção, né? Então o que que você acha, sua opinião aí?
Acho o seguinte, eu, eu indicaria realmente a pessoa a fazer faculdade, porque, cara, você cursando a faculdade, a pessoa pode inclusive nos primeiros períodos conseguir um estágio. Isso é muito determinante, cara, para a pessoa conseguir uma experiência ali Fora que você tendo a faculdade não tem como, né? Você vai ter uma vantagem acima daquela pessoa que não tem, porque o que muitas vagas exigem hoje em dia é experiência. E se você for pegar duas pessoas que não têm experiência, aquela que tem faculdade, cara, com certeza, com certeza eles vão preferir aquela pessoa, se for para uma vaga que, igual comentei, não tem aquele processo seletivo.
Mas também a gente tem situações, vamos supor, ah, é uma pessoa que já cursou, já cursou em N faculdades, realmente não tem mais cabeça para fazer uma faculdade. Ele realmente, eu indicaria um curso técnico. Às vezes ela pode tentar também por meio de processos seletivos conseguir uma vaga ou tentar concorrer, cara. Eu acredito que mesmo assim ainda tem vaga para todo mundo, que a pessoa possa conseguir. Mas eu indicaria, na minha opinião, indicaria a pessoa a fazer uma faculdade.
Não, legal. E aí o disclaimer que eu devia ter feito no começo, eu vou fazer agora então, aproveitar a oportunidade. Gente, não tem certo e errado. Vocês estão ouvindo isso aqui, são as nossas opiniões. A gente tá compartilhando da experiência de cada um aqui, vendo o que funcionou para cada um. Uma fórmula que deu certo para mim pode não dar certo para outro, né? E a gente fala da nossa experiência. Mas isso que o Álvaro falou também é bem interessante.
Até outra coisa que você tinha comentado antes, né, que realmente um diploma não prova que você— prova que você terminou a faculdade, mas não prova que você terminou. Até porque o certificado de conclusão do ensino médio prova que você terminou na escola, mas não vai provar que você aprendeu tudo lá, que todas as matérias e tudo mais, né? Vale, vale, né?
Então, desde que você faça bem feita a faculdade.
Mas aí o que eu ia puxar assim, porque o que você falou faz sentido, tá? Não, não tô tirando o mérito, porque assim O que que acontece quando você chega? Tô considerando a maioria, tá, gente? A maioria vai olhar quem tem a faculdade, ele já espera que aquela pessoa tenha passado por mais experiências. Estou fazendo aspas aqui para quem tá vendo. Tenha passado por mais experiências e tudo mais, tenha passado. Se a pessoa conseguiu estar, porque aí até entrando na parte do estágio também, que aí vocês também podem me falar do que vocês acham sobre isso.
Mas a impressão que eu vim, né, que eu falei, meu trabalho, eu entrei na área através de um estágio, eu me sentia menos— eu acho que todo mundo sente, se sente pressionado, mas eu me vendo, tá, no lugar de vocês, por exemplo, que entraram lá pelo programa da TRIAD e tudo mais, eu no lugar de vocês me sentiria mais pressionado. Eu como estagiário, não que eu não tivesse pressão, mas eu me sinto mais na liberdade de cometer certos erros.
Aí vocês podem também falar como a TRIAD talvez trabalha aí o psicológico de vocês, algumas coisas nesse sentido sobre isso, né? Tá trabalhando ali numa área de alguma forma nova, né? E como lidar com isso, com a pressão. Então ele até aproveitando aqui, puxando então uma pergunta, né? Como que vocês se sentem em relação a pressão, né? Vocês ali estando não indo por esse, por um estágio, ou vocês acham que não seria? Não, acho que é a mesma coisa de estar no estágio.
E vou passar para Joyce, faz um tempinho aí que ela não tá falando. E Álvaro, você vai pensando aí.
Tranquilo. É, eu acho, eu como já fui estagiária também nas outras áreas que eu trabalhei, eu percebo que a gente tem essa intrinsecamente, né, na gente. A gente já tem essa, essa liberdade de poder errar. Mas o que a gente teve de muito valioso na TRIAD foi esse trabalho de inteligência emocional, de soft skills, né, de habilidades emocionais. Então desde o início do curso a gente tem esse acompanhamento muito forte de soft skills todos os dias.
Então a gente trabalha tudo isso, todas essas questões, né. O medo de errar, a preparação para a gente poder mesmo viver essa nova, esse novo, essa nova etapa da nossa vida, né? Porque muita gente que escolhe a TRIAD é porque tá fazendo migração de carreira. Então eles têm essa, esse time de trabalhar essa questão de a gente estar vulneráveis ali, sabe? De estar vulneráveis e poder—
inseguro, né?
Exatamente, poder mostrar ali a nossa, as nossas habilidades sem medo de errar. Então isso é uma coisa, eu acho que é uma sacada muito boa da TRIAD, que inclusive foi uma das, um dos pontos principais com que fez que eu escolhesse a TRIAD para cursar, porque eles fazem essa propaganda de aprender a aprender, né, de você começar ali realmente fazer sua caixinha de ferramentas soft e de hard skills. E eu falei, cara, é isso que eu preciso, eu tô migrando de carreira, eu preciso ter esse trabalho.
Então quando a gente chega nessa nossa primeira experiência, a gente chega munido de todas essas ferramentas que a gente colecionou ao longo de um ano de curso. Então acaba que Pelo menos para mim, o Álvaro vai falar isso, o que que ele acha, mas para mim acaba que o estágio não me faz falta nesse sentido, porque a Trybe me deu esse suporte que eu precisava, né, no caso.
Legal.
Eu concordo muito com o que a Joyce falou, a gente fez o mesmo curso, cara, então não tem para onde correr, mas realmente a Trybe ela tem um trabalho em relação às soft skills que eu posso dizer que é incrível.
Incrível!
Eles preparam inclusive a gente para processo seletivo e eu posso dizer, eu senti ansiedade em várias partes, mas pressão e medo eu não senti nenhuma, cara, nenhuma mesmo. Nem quando eu iniciei no meu primeiro trabalho de tecnologia, senti muita ansiedade. Isso eu acredito que você tem que saber controlar, mas é impossível você fugir da ansiedade. E fui pegando, pegando as coisas para fazer, cara, e pressão sinceramente eu sinto senti pouquíssima, pouquíssima a pressão mesmo. Um estágio, no meu ver, não me fez falta em momento algum, cara.
Então até tô pensando aqui, ó, Tribe não tá pagando nada para a gente falar isso. Então esses depoimentos aí são sinceros aí, mas Tribe olha para nós.
E aí agora só um ponto, né, que a gente tava falando da faculdade, da Tribe. Eu acho que esse é um grande diferencial também, tá, gente? Porque na faculdade você vai fazer 4 anos e você vai desenvolver essas habilidades, né, que a gente tava falando aqui, que é o— eu acho que é o grande, o grande ganho da faculdade. Além do teórico, do técnico que a gente aprende, a gente começa a criar essa bagagem de soft skills na faculdade.
Só que a TRIAD trabalha isso desde o primeiro ano propositalmente, desde o primeiro dia propositalmente. Então a gente não passa 4 anos fazendo essa caixinha de ferramentas, a gente faz isso em 1 ano com propósito, né, desde o primeiro dia. Eu acho que esse é o grande diferencial, grande quê da Triad, sem propagandas.
Não tem como a gente fugir, né, Joyce?
Não tem como.
O que é bom precisa ser falado, tá certo? Quando a gente gosta, tem que falar bem mesmo.
Eu queria, antes da gente até encerrar aqui, é trazer um, acho que um outro ponto em relação à faculdade. Acho importante também colocar, como eu falei, eu fui uma das pessoas que fez. Isso talvez tenha me ajudado em algum momento. Não sou daqueles que acha que eu preciso ter a faculdade para entrar no mercado. Acho que hoje a gente tem essa capacidade, mas eu vendo até pela minha própria carreira e tudo que aconteceu comigo, eu acho que o quanto que você se dispõe a fazer aquilo com um objetivo específico, isso pode ser diferente.
Eu tinha talvez ali aquela relação de eu vou fazer uma faculdade porque me falaram que eu precisava ser alguém na vida, tinha que ter a faculdade, isso ia ser o grande diferencial. Não tive, como é que eu posso dizer, eu tive que trabalhar pra poder pagar minha faculdade. Então você chega na aula já exausto muitas vezes e não consegue prestar atenção. E talvez eu não tenha aproveitado tudo que eu poderia ter aproveitado na faculdade.
Eu acho que muita gente que fala mal de fazer uma faculdade talvez não tenha entendido qual que é o objetivo de você estar ali. Eu, por exemplo, eu me arrependo hoje olhando ali para trás. Poxa, eu poderia ter feito como alguns colegas que conseguiram ali fazer durante a própria graduação, ter feito uma iniciação científica. É uma coisa que hoje eu acho que seria muito legal para mim e acabei não fazendo, né? Então não é só sobre o aprender ali uma matéria com um professor que você vai tirar uma nota para ganhar um diploma, mas toda realmente a vivência, né?
Você vai fazer um TCC, Cara, um TCC é um trabalho como se fosse entregar na sua empresa, assim. Quanto você vai se dedicar àquilo? A qualidade do que vai sair ali depois, ela vai depender do quanto que você levou isso como um trabalho a sério ou não. Então, às vezes eu acho que tem muita gente que fala mal da faculdade e porque não soube aproveitar ou encarou ela talvez de uma forma minimizando, subestimando todo o potencial que a faculdade poderia fazer.
Dito isso, para a gente poder ir aos finalmentes aí, eu quero deixar os meus agradecimentos à Joyce e ao Álvaro aí por estar disponibilizando aí um pouquinho do seu tempo corrido. A Joyce parou de fazer 3 faculdades ali para vir falar aqui com a gente, então já é uma grande honra ali a gente saber disso. E aí eu sempre deixo aí para os convidados para deixar um recadinho final para quem tá ouvindo, falar um pouquinho ali que vocês poderiam dizer Para quem, né, tá começando aí, pensando em vir para área, quais que você deixaria de conselhos aí? Começar pela Joyce.
Olha, eu acho que tem que vir com o coração e a mente abertos, sabe? Para poder se afetar de tudo que você tá aprendendo e poder ir decidindo no caminho o que que você quer trilhar, sabe? Tá bem aberto porque é uma área com várias vertentes, onde você tem muitas opções de escolhas. E é uma área muito generosa em vários sentidos, né? Eu até vou puxar a sardinha para o meu lado, né? Como mulher e mãe, é uma área que está convidando a gente a entrar.
Então acho que a gente tem que aproveitar essa oportunidade, porque é uma área que tá sendo muito generosa com a gente. E poder ser mulher e mãe dentro do mercado da tecnologia, numa grande empresa, trabalhando como desenvolvedora, como engenheira de software, putz, é um grande privilégio. Então não percam essa oportunidade, surfem essa onda, porque ainda está em alta e vai aumentar cada vez mais. Venham, porque é uma marca que acolhe.
Muito bom, boas, muitas palavras aí. Álvaro, tua vez aí, deixa um recadinho para galera.
É isso aí, galera. Primeiramente, é agradecer pelo convite, foi muito legal esse papo. E, cara, o meu conselho é: independente do que você escolher, faculdade ou um curso, se dedique ao máximo, que eu tenho certeza que o mercado de trabalho vai, vai estar de braços abertos para vocês.
Não, maravilha, maravilha. É uma coisa importante também, né, que Peixoto falou aí, de muitas vezes a gente passar pelo curso, né, a nossa cabeça vai, muda com o tempo também, né, não tem como. Mas eu também acabei, fiz agora pouco, tô concluindo uma pós-graduação e tava olhando para trás e pensando, foi, caramba, podia ter aproveitado mais alguns momentos, algumas coisas, enquanto muitas pessoas estavam reclamando de algumas coisas e tal.
Eu falei, poxa, vamos tentar, foi, tudo tem seus defeitos, a gente sabe, não existe curso perfeito, mas poxa, já teve coisa que eu aprendi nesse curso onde todo mundo reclamou que eu já pude aplicar no meu trabalho. Aonde eu tô. Então, se talvez as pessoas se esforçassem mais em tentar extrair o que tem de bom, em vez de focar no que tem de ruim, a gente conseguia chegar um pouquinho mais longe, né? Mas aí é de cada um, o curso não faz milagre, né?
E também eu acho que outra coisa importante que eu quero comentar aqui para a gente fechar, que é, poxa, cada um tem um momento, cada um tem uma história, cada um tem um contexto, uma circunstância, né? Que nem, por exemplo, que o que a Joyce fez Faz total sentido. Ela entrou numa área e aí ela foi avançando por ela com o que fazia sentido, com objetivo, casando as oportunidades que iam aparecendo. Tipo, meu, era isso. Até chegou uma oportunidade muito diferente, mas ela foi, seguiu essa fórmula, né, e deu certo, né.
E enfim, tem muita gente que vai também direto ali pelo curso, não que nem eles, né. O Álvaro fez aí engenharia elétrica, Joyce fez outros outras graduações. Mas às vezes tem gente que não, chega direto num curso como a TRIAD, né, e já tem oportunidade de entrar, o que é muito legal. Mas a gente também não pode deixar de falar que cursos, né, vamos chamar assim de aceleradoras, coisas do tipo, como a TRIAD, são coisas intensivas, né.
Tem outras escolas também que eu não sei se é o caso da TRIAD, mas que exigem você tempo integral muitas vezes. A TRIAD também é integral? Sim. Então Não é fácil, né? E tem um outro detalhe que a gente não comentou aqui, que é um capítulo à parte, né? Hoje já parece que meio que normal aqui, entre aspas, de novo, mas no ambiente online, né, onde você está meio que fisicamente sozinho, você está sozinho, mas ao mesmo tempo não.
Mas não é a mesma coisa, porque quando você tá ali com o professor na tua frente, você tá lá no lugar, é diferente, né? Não desmerecendo online nem nada, mas é o teu psicológico, né? Do mesmo jeito que quando você tá lá no estádio ninguém te fala nada, mas você já se sente menos cobrado quando você tá meio que sozinho. É como se fosse um autônomo, é como você tá no autônomo, você meio que vira o seu chefe, entre aspas, né? Então assim, tudo tem os seus desafios, né?
É possível sim, mas não é fácil. Então seja você indo pelo caminho da aceleradora ou, né, de um curso ou de um caminho tradicional, meu conselho é que você tente ver o lado positivo daquela experiência que você tá vivendo. Se dedique, saiba que não é fácil, mas que é totalmente possível, né? Nós, todos nós aqui somos prova disso. E se a gente conseguiu, você também consegue. E é isso aí, gente. É Álvaro, Joyce, muito obrigado aí por estar com a gente.
Peixoto, mais uma vez comigo, muito obrigado. E a você que ouviu esse programa até aqui, o meu muito obrigado e até a próxima. Tchau!
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