Metodologia Ágil - Aguiar Dev Talks #52
Se você quer entrar na área da tecnologia é obrigatório conhecer as metodologias ágeis. Elas transformaram a forma como as pessoas lidam com projetos complexos. E trouxemos a Silvia Muniz para nos ajudaram a explicar como surgiu e o motivo de tanto sucesso das metodologias ágeis!
Participantes
Tiago Aguiar (Host) - LinkedIn
Yuri Marcel (Co-host) - LinkedIn
Silvia Muniz (Convidado) - Instagram
Redes Sociais
- Frameworks Ágeis: Scrum e KanbanScrum · Sprint · Kanban · Planejamento (Planning) · Review · Retrospectiva · Daily Meeting · Product Owner (PO)
- Expectativas e RealidadesAgilidade como 'bala de prata' · Quebra de Histórias · Priorização de Demandas · Substituição de Demanda · Alinhamento TI e Negócio · MVP (Minimum Viable Product)
- Trabalho remoto durante pandemia e segurançaPandemia de COVID-19 · Trabalho Remoto (Home Office) · Gestão de Equipes Remotas · Rotatividade de Pessoas · Cerimônias Ágeis
- Improvisação e adaptação culturalMudança Cultural · Treinamento e Capacitação · Implantação em Projetos Novos · Zumbi Ágil · Métricas de Projeto
- Origem e contexto da obraMetodologia Cascata · Levantamento de Requisitos · Entregas Contínuas · Feedback do Cliente · Manifesto Ágil
- Aplicações do Ágil Fora da TIKanban Pessoal · Planejamento Semanal · Nutrição e Emagrecimento · Organização de Eventos · Scrum Pessoal
Olá, seja bem-vindo a mais um programa. Você tá no Aguiar Dev Talks e hoje no programa 52 vamos falar sobre metodologia ágil, né? Vamos entender um pouquinho mais sobre isso que parece simples, ao mesmo tempo é simples mesmo, mas a gente vai ver, eu acho que muita gente complica, né? E para ajudar a gente nessa, a entender um pouquinho do ágil aí, de onde vem, para onde vai, com o que come, né, como se reproduz, onde vive e tudo mais, A gente trouxe aqui a nossa convidada de hoje, a Silvia Aragão. Muito obrigado, Silvia, por estar aqui com a gente, ter aceitado esse convite.
Obrigada, gente. Boa noite, pessoal. Obrigada também pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês falando um pouquinho sobre metodologias ágeis.
Maravilha. E comigo aqui também, para me ajudar, não estou só, o Yuri. E aí, Yuri?
E aí, pessoal? Vamos bater um papinho. Esse papo vai render muito, então acho que a gente já pode botar na prática aqui uma agilidade para a gente conseguir conversar sobre todos esses assuntos.
É isso aí, vamos tentar fechar numa sprint só, por exemplo.
Vamos fazer possível, né?
Fazer possível. A gente sabe que, né, a gente vai descobrir aí que nem sempre, mas enfim, bora lá. Mas antes da gente começar, vamos dar alguns recadinhos. Se você é novo aqui no nosso programa, caiu de paraquedas, saiba que o Aguirre Dev Talks tem um canal no YouTube também, que é onde você pode ver as nossas carinhas aqui, saber de quem são essas vozes, por acaso. Você estiver ouvindo no seu agregador de podcast. Mas se você preferir, no seu agregador de podcast aí, segue a gente, assina o podcast.
A gente tá em várias plataformas de áudio. E você também pode olhar, acessar o nosso site para mais informações aqui dos projetos, que é aguiar.dev.br. E é isso aí, bora para mais um programa! E para começar, Silvia, vamos começar puxando um pouquinho disso. História aqui, né? Vamos entender, queria trazer aqui pro pessoal o que que, qual era o momento, né, ali, sei lá, quando surgiu o ágil, o que que, qual problema ele veio resolver, o que que impulsionou a necessidade de haver a metodologia ágil, porque havia outras metodologias até então, né?
Então aconteceu algo que surgiu a necessidade de termos essa nova metodologia, né? Então você pode falar um pouquinho pra gente do que foi que aconteceu?
Pronto, vamos lá. Eu sou da área de tecnologia, né? Acredito que todo mundo, vocês dois também sejam. O Yuri já trabalhou comigo, com certeza é. A gente, se a gente olhar um pouquinho pro passado, a gente antigamente tinha o modelo cascata, né? Que é aquele modelo que a gente fazia, a gente tinha o contato com o cliente naquele primeiro momento. Que era o levantamento de requisitos. E depois de muitos anos, ou muitos anos, ou muito tempo depois, eu falo anos porque às vezes o projeto ele demorava anos, 2, 3 anos, né, para o desenvolvimento de um projeto.
E aí depois desse tempo todo a gente entregava um produto para o cliente, e muitas vezes não era o produto que o cliente queria, né. E aí a gente fazendo uma retrospectiva aí, lembrando bem daquele desenho super famoso, que é do balanço, né? Que o cliente queria um balanço e recebia um pneu, né? Então essa é uma imagem assim que todo mundo lembra muito bem. É muito legal a gente trazer agora para o podcast para vocês terem essa lembrança.
E aí, exatamente isso. Então qual foi a dor que a metodologia ágil tentou, digamos, tratar, né? Foi essa, essa, esse delay aí de o cliente querer algo e receber outro. Então o objetivo do ágil é exatamente fazer as entregas menores, de forma contínua e com o cliente próximo da área, da equipe de desenvolvimento. Então você tem feedbacks muito mais rápido e você consegue entregar algo de forma menor, mais pontual, vendo se é isso que o que o cliente quer.
Então, o Manifesto Ágil, ele trouxe todas essas dores que a gente tinha no modelo cascata, né, que era justamente para tentar trabalhar isso de uma forma mais rápida e entregar um valor mais rápido para o próprio cliente. Então essa é a ideia do ágil, que hoje está sendo utilizado não só na área de tecnologia, mas em várias áreas, né. Eu já dou aula e vários alunos são de outras áreas, aula de pessoal de marketing, de engenharia.
Então assim, hoje o ágil ele tá proliferando aí em várias áreas, não só na área de tecnologia, mas o objetivo dele, né, como você mencionou, qual era a dor, né, qual era, como foi que impulsionou, foi exatamente isso, né, fazer entregas mais rápidas que atendesse o cliente.
Aí que interessante que você comentou agora, Silvia, que ele não é limitado para área de tecnologia, né, inclusive te seguindo nas redes sociais, eu consegui ver que você aplica até com seu filho dentro da família, como gerenciar ali atividades diárias utilizando metodologias ágeis, né? É assim, tu consegue trazer para gente aqui um exemplo? Porque nós da tecnologia conseguimos ver claramente como aplicar na entrega de um projeto, mas na vida nossa cotidiana, tem um exemplo para trazer aqui para todo mundo conseguir entender?
Tá, eu tenho vários, mas vamos lá, vamos selecionar alguns. Eu brinco em sala de aula que eu respiro ágil. Eu sempre fui muito organizada, quem me conhece sabe que eu sempre fui muito organizada, e agilidade assim veio, caiu como uma luva em mim quando eu comecei a trabalhar com agilidade. E hoje eu utilizo agilidade realmente, eu tenho meu Kanban que eu, eu toda, todo domingo eu faço toda a, o planejamento da minha semana, né, no Kanban, no quadro Kanban.
E faço também do meu filho. Então, tanto eu como ele temos um quadro Kanban onde no domingo à noite eu faço todo o planejamento da semana, tanto para mim como para ele, que é uma criança que já tem 10 anos, que já tem muitas atividades e que eu já tô dando essa autonomia para ele mesmo gerenciar as atividades dele. E aí é onde a gente pode também utilizar hoje algumas pessoas na área de nutrição utilizam o ágio, né, para— ah, eu quero emagrecer 20 kg.
Ok, você quer emagrecer 20 kg, mas vamos quebrar esse emagrecimento em sprint. Na primeira sprint, digamos que seja o primeiro mês, você vai emagrecer 5 kg. Então as pessoas passam todo um trabalho de alimentação para você perder 5 kg, e assim você vai quebrando em sprints essa parte nutricional, né. Relacionado ao emagrecimento. Outra forma de você trabalhar isso, eu uso muito o Scrum pessoalmente nos eventos que eu organizo.
Eu organizo tanto eventos profissionais como pessoais. No caso do aniversário do meu filho, que vai ser final desse mês, eu fiz as sprints para organizar o aniversário dele. Então você faz desde orçamento, organização de buffet, tudo em relação ao Scrum. Então assim, eu como eu falei, eu respiro ágil, né? Então aqui em casa tudo é meio que organizado nessa parte de agilidade, que é bem bacana. Então você consegue utilizar fora mesmo, de forma super tranquila, fora da TI.
Isso, eu vi que você já falou aqui algumas palavrinhas-chave aqui que eu acho que a galera que tiver escutando, que ela tá querendo entrar na área, talvez não consiga entender. Eu já peguei aqui 3, que é Scrum, Kanban e Sprint. Dá um overview para a gente entender o que é, porque eu conheço e eu acho que essas são palavras-chave ali da utilização da metodologia ágil. Então acho que é importante todo mundo saber o que é cada uma dessas palavrinhas.
Tá bom. O Scrum, na verdade, ele é um framework, né? O framework Scrum, que ele é como se fosse um esqueleto onde ele tem um guia onde você pode Ele tem os eventos, ele tem os papéis, ele tem toda uma formação que você segue conforme o guia. Mas por que ele é um esqueleto? Porque você pode ir adicionando várias atividades e adaptando ele conforme a tua necessidade. A sprint é como fosse uma time box, que a gente chama, como se fosse uma caixa fechada onde você tem vários eventos que você utiliza dentro de uma sprint.
Quais eventos são esses? A gente tem a reunião de planejamento, que é a plane, né, onde você faz todo o refinamento, onde você faz todo, você conversa com o PO, que é um dos papéis que a gente tem, 3 papéis no Scrum, que é o PO, que é a área de negócio. A gente tem o Scrum Master, que é a pessoa que faz todos os ritos, que faz toda essa parte de tirar impedimento da equipe. E tem a equipe de desenvolvimento propriamente dita. Então a gente tem a primeira reunião, que é a reunião de planejamento, que é a planning.
A gente tem a review, que é a reunião de entrega, e a gente tem a de retrospectiva. A daily, que é a reunião que ocorre todos os dias e num tempo de 15 minutos, onde a gente faz as reuniões e verifica, responde basicamente às 3 perguntas: o que que eu fiz hoje? O que que eu vou fazer e se eu tenho algum impedimento. Então, basicamente, falando de uma forma bem geral, é assim que funciona o framework do Scrum. O quadro Kanban, ele é diferente do método Kanban.
O quadro Kanban é um quadro visual onde você tem basicamente as 3 colunas, que é o a fazer, o fazendo e o feito, e você prioriza, né, as atividades de cima para baixo, dizendo o que que você vai fazer. Eu utilizo o quadro Kanban, por exemplo, semanal. Então eu coloco todas as minhas atividades que eu vou fazer durante aquela semana. Ah, eu sempre, as pessoas já me perguntaram, é diferente do planning? É diferente do planning, que o planning ele é algo meio como se fosse uma agenda onde você coloca o horário e o dia.
O quadro Kanban não, você coloca as atividades e você vai fazendo de acordo com as tuas necessidades e o teu tempo, mas aquilo tá organizado que você vai, precisa ser feito, né? É basicamente isso.
Aí uma coisa que eu queria já puxar aqui é, você falou aí de, né, você já faz, pratica com seu filho isso para organizar, dar autonomia para ele fazer suas atividades, né? E a gente tá acostumado aqui no nosso mundinho da tecnologia, surge algo novo, as pessoas começam a aderir, e às vezes algum, alguma empresa grande ou um nome muito famoso assume aquilo e todos os outros meio que vão no embalo, como se aquilo essa famosa bala de prata que a gente sabe que não existe, né?
Mas aí eu acho que acaba gerando uma expectativa, né? Porque realmente, se fosse, se não fosse bom, não era tão popular e tantas pessoas, tantas empresas não usariam. Mas a pergunta, pergunta aqui que pode render bastante, que essa é mais polêmica, né? Que é: se eu tenho um método Scrum, seja qualquer outra metodologia ágil, né? A gente tem essa palavra ágil, que é uma palavra delicada, Significa que automaticamente eu vou conseguir fazer mais com menos?
Por exemplo, eu tenho 5, vamos supor, né, de forma geral, vamos supor que eu consiga fazer 2 atividades por dia. Só porque eu estou usando Scrum eu vou conseguir dobrar isso? Tipo assim, é uma conta exata, né? Conta um pouquinho pra gente sobre essa expectativa e realidade que as empresas e pessoas acabam tendo e como que é isso na prática.
Tá, é bem engraçado, né? As pessoas criam realmente várias expectativas e acha que aquilo vai resolver todos os problemas. Mas aí quando a gente entra na prática, a gente percebe que precisam ser seguidas algumas regrinhas, né? Regrinhas do jogo. Eu entrei recentemente, eu já trabalho há muitos anos em um determinado projeto grande, e eu entrei recentemente, tipo 20 dias, em outro projeto que eu tô gerenciando agora. E aí quando eu entrei, tipo, você vai resolver todos os meus problemas, né?
Expectativas foram criadas. Mas assim, eu falei, ok, expectativas foram criadas, mas o trilho do trem é esse aqui, a gente vai ter que seguir dessa forma, né? E aí qual é o trilho do trem para ser seguido? Que aí a gente realmente entrega de forma melhor, de forma mais rápida, mas algumas regras precisam ser estabelecidas. Como por exemplo a quebra de histórias. As pessoas colocam histórias gigantes que não conseguem ser pontuadas de forma clara, fica aquela coisa muito no axômetro, né?
Isso aqui eu consigo fazer em tanto tempo, em tantos pontos. E aí a quebra das histórias é muito importante. Aí existem várias técnicas. As técnicas de priorização também são utilizadas para você O PO, ele cria expectativa, mas aí para ele criar expectativa você também tem que ter algumas regras impostas. Por exemplo, as regras de priorização: vamos priorizar isso, isso aqui é que tá sendo, vai ser feito, ok?
Ok.
Se você quiser colocar algo novo na sprint, a gente vai precisar fazer substituição de demanda porque o limite da equipe é esse, a gente não consegue fazer mais do que isso. A não ser que tenha hora extra, né? Mas assim, geralmente a gente precisa fazer substituição de demanda. E o cliente, que é aquela coisa fundamental, tem que estar sempre perto para transparência fluir muito bem. Então assim, a gente entrega muito? A gente entrega mais rápido?
Entrega, eu acho que sim, diferente de muitas metodologias. Mas eu acho que tem que estar muito bem alinhado, sabe, a equipe de TI com a equipe de negócio, Tem que estar todo mundo muito de mão dada, de mãos dadas, trabalhando junto. Eu sempre digo, né, não é, na verdade não são duas equipes, equipe de negócio e equipe de TI, é uma equipe só. A gente tem que trabalhar junto, a gente tem que se entender e tá sempre muito claro para todo mundo o que que tá acontecendo.
Então assim, eu acho que a gente entrega, tanto que a gente nessa última entrega dessa equipe, a gente entregou muito mais do que a gente já entregava, porque algumas coisas foram bem estabelecidas, né? Ficou tudo muito bem claro o que que precisava ser feito, do que não podia ser feito. Então a gente realmente entregou. Mas assim, eu acho que comparando o ágil com cascata, eu acho que a gente tem uma grande vantagem do cliente estar perto, né?
Então assim, o feedback é muito rápido, você não fica naquele feedback lento como era no Cascata, de que demorava muito, né? A gente tem esse feedback constante. As próprias deles, você consegue ter o feedback, ver se tá funcionando, se não tá, tirar as dúvidas, tirar os impedimentos. Então eu acho que essa entrega rápida é por conta de tudo isso, é de muita coisa, sabe, que tá em volta. Não é simplesmente a quebra das demandas também, mas enfim, eu acho que é um contexto muito grande.
Entendeu?
São vários fatores que levam essa entrega rápida, essa satisfação do cliente. A gente tem um MVP, né, que é algo menor que você constrói para ver logo se teu cliente vai estar satisfeito desde o início. Então assim, são vários itens, sabe, que você consegue agregar no teu projeto para te dar um retorno rápido.
É como eu queria comentar, né, como uma receita, né? Não adianta, é a combinação de todos os ingredientes que vai trazer aquele sabor. Não adianta você botar ali um ingrediente muito bom, mas o famoso ditado: andorinha só não faz verão, né?
Mas assim, é uma receita que é uma receita que ela não é às vezes única por projeto, é uma receita que depende muito do projeto. Por exemplo, eu utilizei técnicas nesse meu projeto que eu entrei recentemente que eu nunca tinha usado em outros, mas que eu senti a necessidade nesse projeto de utilizar por conta do perfil da equipe. Né? Então assim, você vai acabar agregando várias atividades, várias técnicas pela necessidade do projeto.
Então não é uma receitinha de bolo fechada, né? Eu sempre digo, gente, adaptem conforme o projeto, conforme a tua necessidade.
E aproveitando já esse contexto que você falou de projeto novo, né? E a gente tem essa, o pessoal que chegou para salvar a pátria, né? Navio tá afundando, não, ele vai vai tirar o negócio ali do fundo do Titanic. É, vai pegar o Titanic. A gente viu quem tentou chegar perto, muito perto do Titanic ali para fazer milagre, que deu recentemente, né? Mas deixando isso de lado, é aproveitando para falar justamente sobre isso, né? Até uma pergunta que me surgiu aí enquanto você falava, que é um processo que para algumas pessoas, né, a metodologia ágil é diferente.
A gente sabe que apesar de ser popular, tem muito lugar que não tá acostumado, até mesmo A gente vê que ela tem se tornado cada vez mais popular, ao ponto de outras áreas que não tecnologia estarem próximas disso, dessa realidade, estarem usando. Mas aí uma perguntinha que eu queria te fazer: se você já passou por algum caso de resistência do pessoal em aderir à metodologia? Porque você foi ali chamada, faz parte do grupo e tal, e para trazer isso, mas a gente sabe que às vezes pode ser que tem alguém ali que torce o pé e às vezes acaba que a coisa não flui, né?
Como Você botar ali um temperinho meio passou do ponto ali no meio da receita, acaba dando um gostinho não muito legal e no final acaba dando muito certo. Então eu queria saber se você já passou por uma experiência parecida com essa.
Sempre tem, né? Sempre tem. Quando a gente implantou o Ágil, onde a gente trabalhou, eu trabalho e o Eli trabalhou comigo, nós implantamos juntos o Ágil, né? E assim, a gente escolheu a dedo a equipe de negócio que ia implantar junto com a gente, porque realmente a gente utilizou a melhor, tentamos utilizar a melhor estratégia, porque realmente, como você falou, é algo novo e mudança. E o ágil, ele é uma mudança cultural, você não consegue colocar dentro de uma empresa do dia para noite, né?
Existe, tem que ter um treinamento, tem que ter muita, muita coisa para ele funcionar e ele fluir. Então quando a gente tentou, o próprio chefe tinha essa resistência conosco, no sentido de, coisa nova, será que vai dar certo? Vamos ver e tal. E aí nós dois fomos juntos, estudamos, ai, vamos escolher essa pessoa que ela tem uma visão de inovação, eu acho que ela vai comprar a ideia e tal. E aí a gente implantou em um projeto que tava iniciando e foi muito bacana.
A pessoa, o PO na época, comprou a ideia, achou que foi muito bom. Vendeu a ideia para instituição como um todo e a gente acabou levando um super, uma super vantagem assim na implementação do Ágil dentro da instituição. Mas porque a gente também utilizou a estratégia de escolher a pessoa certa, fazer a coisa certa desde o início para poder vender o produto, né, para poder vender o Ágil dentro da instituição. E aí a gente também não, graças a Deus, não fracassou na época.
Então deu certo. Nesse projeto novo eu tive que implantar essa cultura. Eu treinei no primeiro, no segundo dia que eu entrei no projeto, eu precisei treinar a equipe toda, tanto de TI como de negócio. Ele já utilizava um ágil, mas era um ágil assim meio um zumbi ágil, sabe? Que eu já fiz até um post sobre isso. Aquele ágil que tá funcionando, mas não tá muito bom, sabe?
O coração não bate.
E aí eu treinei toda a equipe, eu disse, olha, gente— e aí é legal quando você tem um, já trabalhou em outros projetos que deram resultado, você chega com respaldo maior, né, sem dúvida. E aí eu cheguei na equipe com esse respaldo. Tudo bem que eu cheguei como a salvadora do problema, mas do projeto, mas ok. Aí eu treinei todo mundo, a gente implantou várias métricas porque o projeto não tinha métricas. Eu sou a rainha das métricas, assim, rainha dos dados.
Eu gosto de ver tudo, um monte de dashboard, de um monte de coisa. E aí a gente plantou tudo isso e na primeira sprint após a minha entrada, né, na equipe, a gente já deu, já tivemos um resultado muito bacana, muito bom. E aí já tô me cotando para ir para outras equipes, mas eu já tô segurando isso. Mas enfim, é isso, sabe? É uma mudança cultural que você realmente precisa trabalhar, não é fácil. Não é, não, eu fico sempre, eu falo assim para o Pio, vai dar certo, confia, vai dar certo, né?
Tanto que na primeira reunião que a gente teve após a minha entrada, meu gestor perguntou para o Pio, e aí, deu certo? Ele, é, deu super certo, realmente precisava confiar, estou me reeducando agora como é que as coisas funcionam. Então é isso mesmo, sabe? É uma reeducação, você precisa ver como é aprender novamente algo que não estava sendo trabalhado de forma correta. É por aí, entendeu?
É interessante até a Seiva lembrar nossa época de implantação. Não foi algo recente, mas também eu não vou dizer as nossas idades nem a época que foi isso. Mas era uma época que metodologia ágil também não era tão abrangente ou conhecido. Era algo realmente inovador. Então nós, como estava estudando para implantar, nós também tínhamos medo que também não funcionasse. É por isso que a gente fez todo aquele estudo de encontrar a pessoa certa, o projeto certo e fazer a estratégia para entregar.
E incrível que pareça, tanto o nosso cliente como nós nos surpreendemos com a entrega, porque conseguimos entregar bem antes do que era previsto. Por que que eu acho, já puxando aquela sua pergunta polêmica, por que que eu acho que metodologias ágeis É um diferencial, porque eu acredito que a Seiva até trouxe esse ponto: a proximidade com o cliente e a flexibilidade que a metodologia ágil traz dentro do projeto, isso aí garante o sucesso da entrega.
Porque se a gente parar para pensar naquele desenho do pneu, por que que entregar um pneu para o cliente, o cliente não viu que tava sendo construído o pneu durante o desenvolvimento? É isso que o Cascata trazia na época. Cascata, você levantava todos os pontos, entregava durante 2 anos desenvolvendo os pontos que foram levantados. Durante 2 anos muita coisa muda, e aí o projeto acaba, você acaba entregando um projeto que já tá desatualizado se você seguir lá estaticamente o fluxo que o Cascata trazia.
Já metodologia ágil não, a cada semana você tem uma entrega, cada semana o cliente tá olhando ali, dando sugestões. Testando e até dizendo, ah, não é mais assim que é para ser, como a gente havia pensado, agora vamos ter que fazer assim. A gente tem tempo ágil de fazer aquela mudança. Então, por isso que eu acho que a metodologia da Agis, ele trouxe essa flexibilidade e isso está sendo diferencial, porque está todo mundo acatando, né?
Porque eu particularmente não consigo mais ver um outro projeto sendo utilizando ainda cascata, né? O Aguiar já acompanhou com a gente parte tecnológica. Existe hoje em dia monolitos, mas eu não consigo ver hoje em dia o projeto em cascata levantando pontos de função, levantamento de requisitos. Realmente a metodologia ágil, eu acho que ele veio mesmo para assim diferenciar as entregas de projetos. E como a Silvia já trouxe, não é só para TI, né?
É para todo mundo. Então acho que isso é um um ponto incrível e um diferencial das metodologias ágeis.
É isso, só falando, complementando aí em relação à documentação. As pessoas acham sempre que, ah, o ágil não tem documentação, é zero documentação. Não é por aí, né? A gente faz documentação, mas aquela documentação necessária para o projeto. O que a gente não faz e que a gente não prega é aquela coisa que a gente, aquela aquele catatal de documentação que a gente tinha antigamente e vai ficar desatualizado muito rápido, que vai ficar desatualizado.
E quando a gente começava a desenvolver, já mudava, né, o PO já mudava, e aquele ficava um monte de documento, de documentação desatualizada. Então assim, a gente prega tanto que a gente utiliza o Jira e a gente tem as documentações dentro do Jira, das histórias digital, mas a gente realmente não tem aquela documentação pesada que a gente tinha antigamente, tá? Muita gente acha assim, ah, o ágil é contra documentação. Não é por aí, não é bem assim.
Mas falando também um pouquinho sobre o que o Yuri falou em relação a essa mudança constante, a gente pode perceber que o que eu, na minha percepção assim, o que causou um boom não só na tecnologia, mas nas próprias metodologias ágeis, foi a pandemia. A pandemia, ela era todo mundo dentro de casa, as empresas fechadas, todo mundo tinha que vender, mas não sabia como vender. E aí a gente precisava desenvolver algo muito rápido.
Então o boom também das metodologias ágeis, na minha percepção, ela veio com a pandemia. Eu, por exemplo, tirei várias, várias certificações, estudei muito durante a pandemia, porque gerenciar equipe home office no início da pandemia foi meio tenso. Não sei se para vocês, mas para mim assim, que tava da parte de gestão, foi muito complicado, porque a gente teve uma rotatividade muito grande das pessoas, era a gente saindo, a gente entrando.
E a gente não sabia como fazer, como administrar isso. E eu implementei muitas coisas durante a pandemia por conta dos estudos e da própria necessidade que eu tive nessa parte de gestão de pessoas, né, do projeto. Então, só complementando aí o que o Yuri falou em relação a essa parte de mudança aí que a gente precisou trabalhar, né.
Acho que foi um ponto importante, Silvia, que trouxe. Eu acho que também é uma das motivações aí da metodologia ágil ter se expandindo, né? Porque vamos lá, a proximidade com o cliente, como a gente acabou de falar, ele garantia ali que o projeto conseguisse encaminhar. Na pandemia, essa proximidade ficou mais distante ainda, tava todo mundo em casa, acabou vindo home office, né, se estabeleceu. Então tava todo mundo distante, então fica mais difícil manter aquela proximidade para garantir ali o desenvolvimento do projeto.
Então tinha que ter um laço forte para garantir essa continuidade do projeto. E eu acho que a metodologia ágil, junto com todas aquelas cerimônias, a daily, o refinamento, a possibilidade de customizar o framework do Scrum e você conseguir, como você falou, adaptar dependendo do projeto, isso aí consegue garantir que mesmo na pandemia, mesmo todo mundo distante, tá todo mundo ali próximo do projeto e vendo o andamento dele, garantindo que essas entregas possam ali ocorrer, né?
Então é mais um ponto aí, né, que a gente pode dizer que metodologias ágeis se adaptou bem, resolveu um problema, no caso que a pandemia trouxe, e aí continua ainda hoje sendo uma prática, uma solução, né, para os projetos de hoje em dia.
Sim, hoje você consegue. Eu tô de home office, trabalho presencial só um dia na semana, e eu consigo hoje tranquilamente gerenciar a equipe de forma remota. A gente já criou várias formas de trabalhar, utilizar várias técnicas, e a gente trabalha super bem, entrega muito mais do que a gente entregava no presencial. Que o presencial tem a história do cafezinho, do levanta, conversa sobre futebol, né? Aquelas conversas paralelas dentro da sala que acaba trabalhando um bocado.
É legal, é super bacana, né, esse engajamento e tal, mas que atrapalha também. Então a gente que é da área de desenvolvimento, a gente precisa também ter um certo foco, né, no que a gente tá trabalhando, na parte da concentração. E o presencial às vezes, muitas vezes atrapalhava muito isso. Então hoje a gente entrega muito mais do que a gente entregava. A gente continua no home office e tá tudo bem. A gente, ninguém quer voltar presencial, porque a gente consegue entregar.
E é como o Yuri falou, as próprias, os próprios eventos do Scrum, ele traz essa proximidade com o cliente, né? O PO, que é algo que não é, não tá muito claro no guia do Scrum, porque ele pode, não necessariamente ele precisa estar dentro das reuniões, das dailies, né? Mas o nosso, ele tá dentro. Porque a gente achou que seria interessante a gente tirar logo a dúvida de forma rápida, tirar um impedimento. Então ele participa de todas as nossas deles para dar essa, esse retorno, esse feedback mais rápido para equipe de desenvolvimento.
Então é algo que a gente também colocou, e várias outras coisas que a gente foi adaptando conforme a nossa necessidade, né? Isso é muito bacana. Como eu falei, cada projeto é de um jeito. É, eu Tô com dois projetos, eu trabalho de forma diferente em os dois, né? A própria Daily, em um eu trabalho com giro aberto e o outro eu não trabalho com giro aberto nas reuniões. Então isso vai depender de cada equipe, de cada projeto, de cada maturidade da equipe, né?
Tem equipes que precisam ser trabalhadas de forma mais, com mais cuidado, outras são mais você consegue trabalhar e deixar fluir. Então depende muito de cada projeto e de cada equipe.
Esse ponto é muito importante mesmo que você falou, né? É aquela famosa sensação de tipo ninguém entra embaixo do chuveiro assim que abre, né? Você deixa a água cair, sente a temperatura, depois você vê o que você faz, né? Então é muito interessante, é muito importante levar isso em consideração. Bom, Silvia, difícil É colocar dentro do tempo que a gente gostaria. Tem muito mais o que falar, tá? Gostaria de falar um pouco mais, mas a gente tá chegando aqui nos nossos finalmentes aqui.
Nossa, puxar aqui o encerramento do nosso papo. É, nossa sprint aqui, ó, tá fechando nossa sprint. Vamos entregar, vamos entregar esse MVP aqui agora. Bom, é isso. Queria agradecer muito a tua participação aqui com a gente. Sinta-se convidadas aí, se preparem, a gente vai chamar você aí e aparecer em outra oportunidade para a gente trocar ideia, porque meu Deus, como tem coisa para falar aqui! Eu me segurei, teve hora que eu até, né, tanto que a gente até conversou, falei, olha, coloquei poucos tópicos na nossa pauta de hoje porque, olha, vai facilmente render, né?
Bom, queria te agradecer novamente por estar aqui com a gente. Fica à vontade aí para deixar um conselho, falar de algum projeto seu pessoal aí, o espaço é seu.
Tá bom, obrigada também pelo convite, foi ótimo. Pode, podem me chamar que eu volto, porque é muita coisa, é muito, é muito legal falar. Eu gosto muito de falar sobre metodologias ágeis, sobre governança, liderança, enfim, é muito bacana. Vou convidar todo mundo para me seguir, né, no Bora Agilizar, que é um projeto meu que é bem bacana, tá há um ano aí crescendo. E sigam, tô com um workshop aberto também online com uma amiga, que é o segundo workshop que a gente tá fazendo.
O primeiro foi presencial aqui em Fortaleza e agora, a pedidos, pediram para fazer de forma online. A gente tá fazendo, vai ser, vai ocorrer em dezembro. Então tá todo mundo convidado, tá bom? Obrigada mais uma vez pelo convite.
Não, maravilha, pode deixar. Lembrando que o link das redes sociais da Silvia vai estar aqui na descrição. Aquela imagem também que eu lembrei, que a gente falou do balanço, que o cara pede um balanço, o cara entrega um helicóptero e uns bagulho muito louco, vocês vão dar risada. Talvez quem tá entrando na área aí pode não conhecer essa imagem, então também vou deixar um linkzinho aí para essa imagem, mas pesquisem aí, ela é bem popular.
Bom, é isso aí. Bom, fica o meu agradecimento à Silvia, um agradecimento também ao Yuri que tá aí comigo mais uma vez, e a você que ouviu esse programa até aqui, o meu muito obrigado e até a próxima. Tchau!