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Nilson Ferreira - A quem enviarei?

23 de agosto de 202651min
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A QUEM ENVIAREI?

Quando somos acolhidos, amados e restaurados pelo Senhor por meio da vida dos irmãos, não podemos permanecer indiferentes às pessoas que estão ao nosso redor. A paz e a alegria que recebemos de Cristo devem despertar em nós a mesma compaixão que Ele demonstrou pelas multidões aflitas e exaustas, como ovelhas sem pastor. Por isso, devemos pedir ao Senhor que levante trabalhadores para a Sua seara.¹

Muitas vezes pensamos que Deus nunca nos usará por causa de nossas limitações, de nosso passado ou da falta de capacidade. No entanto, o Senhor não depende de nossa força: Ele capacita os que se colocam à Sua disposição. Quando começamos a buscar a Deus e a interceder pelas pessoas, Ele nos conduz passo a passo, coloca nomes e lugares em nosso coração e nos ensina a cooperar com o que está fazendo. A oração não tem poder em si mesma; o poder pertence ao Deus que decidiu ouvir nossas orações e nos incluir em Sua obra.

Todo discípulo de Jesus é um enviado. Não existe uma classe especial de pessoas encarregadas de anunciar o evangelho, pois todos recebemos a missão de fazer discípulos.² O Senhor já nos deu o recurso principal para cumpri-la: o poder do Espírito Santo, para sermos Suas testemunhas onde estamos e até os confins da terra.³ Nossa responsabilidade não é converter as pessoas, mas abrir a boca, proclamar as virtudes de Deus e anunciar Jesus,⁴ confiando que a salvação é obra da graça de Deus, mediante a fé.⁵

Precisamos erguer os olhos e ver que os campos já estão prontos para a colheita.⁶ Há pessoas perto de nós — em nossa casa, no trabalho, na rua e na cidade — e há povos inteiros que ainda precisam ouvir falar de Jesus. Alguns serão enviados para ir; outros participarão orando, contribuindo e sustentando. Quando um membro do corpo vai, todo o corpo coopera. Por isso, nossa vida e nossos recursos não devem ser tratados como propriedade exclusivamente nossa, mas colocados à disposição do Senhor para que os perdidos sejam alcançados.

Diante da visão da glória e da santidade de Deus, Isaías reconheceu sua condição, foi purificado e ouviu a pergunta: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”. Ele não respondeu por obrigação, mas se ofereceu voluntariamente: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.⁷ O Senhor conhece nossa idade, formação, profissão, história e limitações. Ele procura corações que correspondam ao Seu amor e desejem fazer a Sua vontade. A seara é grande, e os trabalhadores são poucos. Onde estão os trabalhadores? Que nossa resposta sincera seja: “Senhor, eis-me aqui”.

Perguntas para reflexão

  1. A restauração que recebi do Senhor tem despertado em mim compaixão pelas pessoas que ainda não conhecem Jesus?

  2. Tenho me colocado à disposição de Deus para testemunhar de Cristo onde estou e também para ir aonde Ele quiser me enviar?

  3. Tenho compreendido que minha vida, meu tempo e meus recursos pertencem ao Senhor e podem ser usados por Ele para alcançar os perdidos?

    Referências bíblicas: Mt 9.36-38; 2. Mt 28.19-20; 3. At 1.8; 4. 1Pe 2.9; 5. Ef 2.8; 6. Jo 4.35; 7. Is 6.1-8.

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