Episódios de Igreja em Porto Alegre

Luís Carlos Silveira - A redenção de Judá

10 de maio de 202650min
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A trajetória de Judá demonstra como a vida pode ser transformada quando o egoísmo é substituído por uma postura de responsabilidade e sacrifício. Inicialmente, suas escolhas foram marcadas por um distanciamento dos valores de sua casa, resultando em decisões que priorizavam o prazer pessoal e a independência em relação aos propósitos de sua família (Gn 38:1-2). Esse caminho de isolamento trouxe consequências dolorosas, revelando que a busca por satisfação fora da vontade de Deus conduz apenas à perda e ao sofrimento profundo (Gn 38:7-10).O processo de restauração começou com um confronto direto com a verdade, levando ao reconhecimento de suas próprias injustiças. Em vez de persistir no erro ou buscar justificativas, houve a aceitação da culpa, o que permitiu uma mudança de direção no caráter (Gn 38:26). Essa transformação interna é essencial para que o indivíduo deixe de ser um causador de problemas e passe a ser um agente de reconciliação e cuidado, demonstrando que Deus trabalha na reconstrução daqueles que se arrependem.A maturidade de Judá tornou-se evidente quando ele se dispôs a ocupar o lugar de um inocente para poupar a dor de seu pai (Gn 44:30-31). Esse gesto de intercessão e entrega pessoal revela a essência de um coração redimido: a disposição de sofrer o dano para que outros sejam preservados. Ao se oferecer como escravo no lugar de seu irmão, ele abandonou a antiga indiferença que o fizera vender um irmão no passado, provando que a graça de Deus é capaz de gerar um amor sacrificial onde antes havia apenas rivalidade (Gn 44:33-34).A conclusão dessa jornada mostra que a redenção de Deus não apenas restaura o indivíduo, mas também o posiciona como um líder e um portador de esperança para as gerações futuras. Através da mudança de Judá, a unidade da família foi preservada e um novo legado de fidelidade foi estabelecido (Gn 49:8-10). Assim, a Palavra de Deus ensina que, independentemente dos erros cometidos, o retorno para os caminhos de Deus permite que a vida seja usada para cumprir planos maiores, fundamentados na honra e no cuidado mútuo.Perguntas para reflexão:1.⁠ ⁠Em quais áreas da vida temos priorizado nossos próprios interesses em vez de zelar pelo bem-estar de nossa família e comunidade?2.⁠ ⁠Como podemos exercer a honestidade de admitir nossos erros para permitir que o processo de restauração de Deus comece em nós?3.⁠ ⁠O que significa, na prática, estar disposto a "sofrer o dano" para proteger e abençoar aqueles que estão ao nosso redor?

Participantes neste episódio1
L

Luís Carlos Silveira

Host
Assuntos7
  • A intercessão de Judá por BenjamimJudá se oferece como escravo no lugar de Benjamim · A transformação de Judá de figura de Judas para Jesus
  • Transformação de JudáA redenção de Judá através do sacrifício · A figura de Judá como precursor de Jesus · A importância da maturidade espiritual
  • A bênção final de Jacó a JudáJudá como leãozinho · A linhagem real e messiânica de Judá
  • A história de José e seus irmãosA venda de José pelos irmãos · O plano de José para testar seus irmãos · O reconhecimento da culpa pelos irmãos
  • A obra de Deus na vida humanaA completude da obra divina · A transformação através das adversidades · O progresso do Evangelho
  • A jornada de Judá e TamarO casamento de Judá com Tamar · A morte de Er e Onã · O disfarce de Tamar e a concepção · A confissão de Judá
  • A providência divina na vida de JoséJosé como governador do Egito · A fome em Canaã e a ida dos irmãos ao Egito · A revelação de José aos irmãos
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Aleluia, graças e paz, queridos. Queria saudar as mães aqui presentes, que o Senhor possa abençoar a vida de vocês. Em especial, quero mandar um agradecimento para a minha mãe e para a minha sogra, que vão ver pelo YouTube. Então, que o Senhor possa abençoar vocês nesse chamado aí, nesse ministério que o Senhor colocou de mães, de servas do Senhor. Aleluia, obrigado. Queridos, vamos abrir em Filipenses.

Capítulo 1, versículo 6. Ali diz assim, Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus. Aleluia. Nesse versículo, às vezes a gente olha pra ele.

E a gente pode cometer um erro de olhar pra ele, olhar pro versículo, aí olha pra nossa vida, olha pra Jesus, e vê uma diferença tão grande na nossa vida pra Jesus. A gente coloca, às vezes, o foco muito grande em nós.

Esse versículo fala de nós, ele fala que a boa obra começou na nossa vida. Mas eu creio que o grande foco nesse versículo é o Senhor. E aqui nós podemos ver até a trindade agindo nesse versículo. Ali fala que aquele que começou boa obra, esse é o nosso Senhor. Esse é Deus, é o Pai. Ele vai completar essa obra em nós. Nesse caso aqui, nós somos o terreno onde Ele vai realizar a sua obra.

E ali, essa obra é realizada pelo seu Espírito Santo nas nossas vidas. Então imagina que nós somos um grande canteiro de obras, ali o Senhor está trabalhando com o seu Espírito em nós, e aí fala até o prazo para o fim da obra. Fala que ele vai completar ela até o dia de Cristo Jesus. Então quando a gente está com uma obra em casa ou em algum lugar...

A coisa que a gente mais quer é que a obra termine, é que acabe a obra. E aqui nós temos um prazo, que até o dia de Cristo Jesus, essa obra vai ser concluída nas nossas vidas. O Senhor vai terminar ela. E Paulo está dizendo ali que ele está plenamente certo de que aquele que começou vai terminar essa obra. Ele vai concluir. E quando ele terminar, nós seremos iguais a ele, semelhantes a Jesus, de forma plena.

Então hoje a gente vai olhar na palavra a vida de um homem e a gente vai ver essa obra do Senhor na vida dele. A gente vai ver a atuação de Deus na vida de alguém, transformando ele. Só antes da gente ir pra lá, eu queria olhar ali, a gente tem o versículo 12, Filipenses 1, 12.

que diz assim, quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho. Aqui Paulo demonstra uma atitude de irmão maduro, e ele reconhece que tudo o que aconteceu nele, as coisas boas e as coisas ruins, contribuíram para o Evangelho. Somente quando nós estamos amadurecendo na fé, é que a gente consegue ver as situações ruins como um crescimento de Deus na nossa vida.

como algo que o Senhor está fazendo para que a gente cresça, para que a gente se desenvolva. Às vezes, quando a gente é imaturo na fé, acontece uma circunstância e a gente questiona Deus.

Mas quando a gente começa a amadurecer, a gente começa a ver que até mesmo as coisas ruins, elas vão contribuir para o progresso do Evangelho. E o Senhor vai fazer o que for necessário para que o Evangelho progrida nas nossas vidas. Mesmo que isso às vezes nos machuque. Se a gente olhar a vida de Paulo, ele vai passar muito tempo em prisões.

Muito tempo lá sofrendo, passando trabalho. Mas todas as coisas contribuíram para o progresso do evangelho na vida dele. As cartas que nós temos dele, muitas foram escritas em momentos de prisão. Em momentos de angústia, passando tribulações. Mas o Senhor usou a angústia desse irmão para nos edificar, para abençoar nossas vidas. E às vezes na nossa vida uma tribulação vai produzir um eterno peso de glória. Que não vai ter comparação com mais nada.

Por isso que às vezes a gente vai passar por algumas dificuldades, por alguns trabalhos, por algumas situações que são difíceis para nós. Depois do mesmo capítulo, do versículo 21 diz, Por quanto para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.

Às vezes, quando nós olhamos para a nossa vida, a gente não consegue falar exatamente como Paulo, que o viver é Cristo e o morrer é lucro. Mas conforme o Senhor vai trabalhando em nós, a gente começa a entender que a vida que nós temos aqui tem que ser vivida para Ele.

Tem que ser vivida em torno da vontade do Senhor. Não mais pra nós. E se nós morrermos, aí é lucro, porque estaremos com Ele. Num lugar sem sofrimento, sem dor, sem as preocupações que nós temos aqui. Então Paulo entendeu que o viver é Cristo. E o morrer é lucro.

Então o Senhor, ele vai trabalhar nas nossas vidas, ele vai nos transformar, ele vai nos capacitar e nos habilitar pra uma grande transformação. E a gente vai olhar a vida de um homem pra ver esse processo de Deus na vida dele e pra poder aprender com as coisas que ele passou. Quero convidar vocês a abrirem em Gênesis 37. Aqui em Gênesis, a gente tem a história de Jacó.

Dando um contexto geral, Jacó, nesse momento aqui, ele tem lá seus 12 filhos, ele tem uma filha, esses filhos moram com ele na região de Canaã.

E o Jacó, ele, para um pai de muitos filhos, ele faz uma coisa que é um pouco complicada. Ele demonstra mais amor por um dos filhos do que pelos outros. Então ali, Gênesis 37, no versículo 3, diz. Ora, Israel, que é o nosso Jacó, amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice, e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas.

Vendo, pois, seus irmãos, que o pai o amava mais do que todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.

Então aqui, o José é um dos filhos da velhice de Jacó. Ele é o penúltimo filho ali que nasceu para Jacó. Jacó amava mais esse filho e fala que ele deu para ele uma túnica talar. Algumas traduções falam que é uma túnica colorida ou uma túnica de mangas compridas. Eu imagino que estava escrito lá, Luiz Vitton, talvez, na túnica. Era uma túnica certamente cara.

Eu não sei quem tem aqui mais de um filho, quando a gente dá presente pra um, tem uns irmãos que tem muitos, né? Mas quando a gente dá presente pra um, é aniversário dele, tu dá presente pra um, os outros ficam assim, né, meio ressabiados. Mas a gente avisa, não, teu aniversário tu vai ganhar.

No caso de Jacó, ele deu para o José a túnica e é isso aí. Os filhos sabiam que ele amava mais a José do que os outros. E essa túnica, se ela fosse de mangas compridas, uma roupa de mangas compridas, uma roupa larga, ela era ruim para o trabalho. Então, o Jacó poderia estar dizendo assim, esse meu filho aqui não trabalha.

Ele não vai botar a mão no campo que nem vocês. Ele não vai cuidar dos rebanhos. Ele vai ficar mais pertinho de mim. Ele vai administrar as coisas comigo. E os outros irmãos ficaram com ódio. Aqui chega a dizer que eles não conseguiam mais falar com ele de forma pacífica. Então estava criando um clima entre eles difícil.

Além disso, o José ainda tinha sonhos. E ele contava esses sonhos para os seus irmãos. Ele teve um sonho uma vez, que eles estavam atando feixes de trigo, e fala que o feixe dele ficou de pé, e o dos irmãos se inclinava perante ele, em reverência. Aí os irmãos já não gostaram mais dele ainda, né? Então, que sonho é esse que tu tá tendo? Que história é essa?

Já ficaram, a briga entre eles foi aumentando. Depois ele teve outro sonho. Ele disse que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante ele. Aí até o Jacó interveio. O Jacó falou, olha, tu acha que eu, tua mãe e os teus irmãos vamos nos inclinar perante ti? Que sonho é esse, meu filho? Então o José, ele tinha toda essa situação ali com os irmãos. Além disso, ele fazia uma coisa que os outros irmãos acho que deviam adorar também.

Ele ia, às vezes, observar o trabalho dos irmãos, e quando voltava, ele contava as coisas ruins que os irmãos faziam. Quem tem filho, às vezes, vem lá o delator, né? Tem um delator entre eles, né? E o delator conta, ó, fulano aprontou. Sabe aquilo que tu disse pra não fazer? Ele fez.

O José fazia isso. Ele fazia querendo agradar o pai. Mas ele fazia isso. E os irmãos já estavam ali, não conseguiam mais suportar ele. Um dia o pai mandou os dez irmãos mais velhos irem para o campo trabalhar. E aí o pai teve a brilhante ideia. É 37, 14.

Disse-lhe Israel, vai agora e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho, e trazem-me notícias. Assim o enviou do vale de Hebron, e ele foi a Siquem. Então os irmãos estão lá, num lugar, e o pai pensa, vamos mandar o José, o José sempre me dá um relatório, vai José, vê como é que estão os teus irmãos e me traz a notícia. Agora eu vou dar um abraço em quem acertar com que roupa o José foi.

Com a Luiz Vitton. Depois do final pode fazer uma fila aqui com o abraço de todo mundo. Mas ele foi com a roupa, com a túnica talar. Enquanto ele andava, fala que os irmãos viram ele de longe. Aí imagina os irmãos estão ali felizes, de repente vê o José vindo. Olha lá, olha quem está chegando. Chegou o sonhador. Na Bíblia até fala, né, o mestre dos sonhos, no original pode ser essa palavra. De uma forma de zombar dele, né. Está chegando o mestre dos sonhos.

E enquanto ele vem, os irmãos fazem um plano. Ó, vamos matar ele. Vamos acabar com o nosso problema, vamos eliminar esse cara. Mas na conversa ali, o Rubem tenta intervir, o Rubem é o mais velho. O Rubem fala, não, não vamos matar, vamos jogar ele nessa cisterna. Tinha lá um poço vazio, jogaram ele dentro lá. E aí o Rubem estava tentando depois devolver ele para o pai.

Mas ficou naquela situação, o Rubem acaba se afastando, e aí, versículo 26. Então disse Judá a seus irmãos, de que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? Vim, depois, vendamo-lo aos esmaelitas. Não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram.

Aqui então entra o personagem que eu quero observar com vocês. É o Judá. A gente vai focar na vida do Judá. O Judá, a gente sabe que dele vai vir o rei Davi, vai vir o rei Salomão, vai vir uma descendência de reis, procedem de Judá. E depois vem até o nosso próprio Jesus, vem da descendência de Judá.

Então o Judá é alguém muito importante entre as tribos de Israel. Vai ser a maior tribo, a tribo de Judá. Só que aqui o Judá, ele tem um plano, ele tem uma ideia. Em vez de matar o irmão, a gente não vai ganhar nada. Vamos vender ele. A gente ganha um dinheiro com isso.

E aí eles veem que está passando lá uma caravana dos ismaelitas, eles estão indo para o Egito, e eles fazem um acordo de vender o José para esses ismaelitas. Eles vão levar ele agora como um escravo. Alguns comentaristas acham que ele pode ter sido até vendido nu, porque a túnica deles vão tirar.

Então talvez a humilhação tenha sido tão grande que ele foi vendido como escravo e foi levado nu para lá. Pode ter essa possibilidade. Mas de qualquer forma, ele sendo vendido como escravo, era uma sentença de morte para ele. Essa história aqui é muito antes de Jesus.

Então, indo para lá, ele estava condenado à morte. E os irmãos entram em acordo sobre isso, sobre vender ele. Eles tiram ele do poço, vendem os ismaelitas, ele é levado para lá. E os irmãos pensam em como que eles vão agora contar o pai. E aí no versículo...

30, diz assim, voltando a seus irmãos, aqui quando Rubem volta, disse, não está lá o menino, e eu, para onde irei? Então tomaram a túnica de José, mataram o bode e a molharam no sangue. E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar ao seu pai e lhe disseram, achamos isto, vê se é ou não a túnica de teu filho.

Aqui é uma cena muito triste, né? Eles pegam aquela túnica, aquela roupa do José, da Louis Vuitton, eles rasgam ela, eles enchem de sangue e mandam de volta ao pai, sabendo que é a túnica de José. Eles mandam o pai e falam, reconhece, vê se é a túnica de teu filho.

Jacó reconhece aquela túnica, ele chora amargamente por seu filho, ele fala que ele vai descer a sepultura agora inconsolável, porque ele perdeu o filho que ele amava. E os filhos falam que todos eles tentam consolar Jacó dessa dor, mas eles não conseguem. O pai se recusa a ser consolado, porque ele perdeu o filho amado.

Então eles veem o pai passando por tudo aquilo ali e mantém a mentira. Mantém o engano. Mantém essa situação na vida do pai. E aí, capítulo 38, a gente vai ver o que vai acontecer com o Judá.

A partir do versículo 1 diz assim, que aconteceu por esse tempo que Judá se apartou dos seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita chamado Ira. Ali viu Judá, filha de um cadaneu, chamado Sua, ele a tomou por mulher e a possuiu. E ela concebeu e deu à luz um filho, e o pai lhe chamou Er.

tornou a conceber e deu à luz um filho. A este deu à mãe o nome de Onã. Continuou ainda e deu à luz outro filho, cujo nome foi Selá. Ela estava em Qizib quando teve. Judá, pois, tomou a esposa para Er, o seu primogênito. O nome dela era Tamar.

Er, porém, o primogênito de Judá, era perverso perante o Senhor, pelo qual o Senhor o fez morrer. Então disse Judá a Onã, possui a mulher de teu irmão, cumpre o levirato e suscita a descendência teu irmão. Sabia, porém, Onã, que o filho não seria tido por seu, e todas as vezes que a possuía...

que possuía a mulher de seu irmão, deixava o sêmen cair na terra para não dar descendência a seu irmão. Isso, porém, que fazia era mal perante o Senhor, pelo que também a este fez morrer. Então disse Judá a Tamar sua nora, permanece viúva na casa de teu pai, até que, selá meu filho, venha ser homem. Pois disse para que não morra também este como seus irmãos. Assim Tamar se foi, passando a residir na casa de seu pai. Até aqui por enquanto. Então, nesse capítulo...

O Judá, no versículo 1, fala uma coisa interessante, né? Que por esse tempo o Judá se apartou dos seus irmãos. Talvez o Judá tenha visto todo o sofrimento do pai, todo o sofrimento ali da família, e não pôde conviver com isso, não pôde continuar. E ele acaba se afastando dos irmãos.

Aqui, relacionando com a nossa vida, uma advertência para nós. De que a vida, ela está no corpo. E se nós nos afastamos do corpo, nós corremos um sério risco de aprovar coisas que hoje nós reprovamos.

Então nós temos uma mente em Cristo, mas quando estamos afastados do corpo, afastados da comunhão, e principalmente afastados do Pai, nós podemos começar a provar coisas que hoje nós rejeitamos por completo. Então o Judá, ele se afastando dos seus irmãos, ele começa a fazer coisas que entre eles não era aceitável.

O povo dele aqui, o pai dele, o avô dele, todos se casaram com mulheres que eram da sua própria descendência. E aqui Judá vai e busca uma mulher do povo cananeu que eles não queriam que se casasse, que eles não queriam que tivesse relacionamento. Porque o povo cananeu adorava outros deuses.

Então aqui o Judá começa já a se afastar. E fala que os filhos dele eram perversos diante do Senhor. O primeiro filho, a gente não sabe o que fez, mas ele é tão perverso que fala que o próprio Senhor o eliminou. Tamara acaba ficando ali...

Viúva, e aí o Judá pega o seu segundo filho e manda ele suscitar, ali é o levirato, né? Ele vai ficar com ela e o primeiro filho que nascer era considerado como do irmão que morreu. Ele vai receber a herança do irmão que morreu.

Só que o Onã, quando ele fica com ela, ele não conclui o ato para que ela fique grávida. Ele não quer que ela fique grávida. Ele não quer que a herança do irmão fique com esse primeiro filho. Então ele começa a fazer algo que também é abominável diante do Senhor. E por isso o Senhor também o elimina. E aí sobrou o selar, né?

Talvez nesse momento tenha passado um pensamento ali pela cabeça de Judá, né? Passou o pensamento do Cebolinha e ele pensou, sei lá que o meu filho vai morrer também, né? E ele não entrega o selar pra casar com ela. Ele não permite que o selar case. Ele fala, não, ele ainda é moço, deixa passar mais um tempo e aí depois eu te entrego. E aqui ele manda que ela volte pra casa do pai, né? Do pai dela. Judá, ele tá longe dos seus irmãos e longe do pai.

a gente sabe que um dos mandamentos que o Senhor nos deu, que o Senhor fala em sua palavra, é de que nós devemos honrar ao nosso pai e nossa mãe. Judá aqui já enganou seu pai, já mentiu para o pai, o pai está lá sofrendo, ele está afastado do pai. Eu ouvi uma frase recentemente, que a nossa geração deixa os filhos na creche, ela abandona os pais no asilo e às vezes ela cuida dos pets.

E às vezes a gente acaba fazendo isso, a gente acaba não honrando aqueles que são na nossa família, aqueles que são os parentes, e acaba abandonando eles. Aqui Judá, ele deixa seu pai, ele abandona, ele fica longe. E se a gente pensar no nosso pai como Deus, a gente não pode viver uma vida longe do nosso Senhor. A gente não pode viver uma vida que não agrade a ele. Uma vida onde eu não tenha comunhão com ele. A gente não pode viver, a gente é chamado para comunhão, para estar com ele, para estar na presença dele.

E o Judá, longe, começa a passar por todas essas coisas. Depois o texto aqui diz, no versículo 12, No correr do tempo morreu a filha de sua, mulher de Judá, e, consolado Judá, subiu aos tosqueadores de suas ovelhas, em Tímina. Ele e seu amigo Ira, o Adulamita.

e o comunicaram a Tamar. Eis que o seu sogro sobe a Tímina para tosquear as ovelhas. Então ela se despiu às vestes da sua viúvez, e cobrindo-se com o véu, se disfarçou e se assentou à entrada de Enaim no caminho de Tímina.

pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher. Vendo-o ajudar, teve-a por meretriz, pois ela havia coberto o rosto. Então se dirigiu a ela no caminho e lhe disse, Vem, deixa-me possuir-te, porque não sabia que era sua nora. Ela respondeu, Que me darás para coabitares comigo? Ele respondeu, Enviartei um cabrito do rebanho.

Perguntou ela, dar-me-ás penhor até que o mandes? Respondeu ele, que penhor te darei? Ela disse, o teu selo, o teu cordão, o cajado que seguras.

Ele, pois, lhe os deu e a possuiu, e ela concebeu dele. Levantando-se, ela se foi, tirou de sobre si o véu e tornou as vestes da sua viúvez. Enviou Judá o cabrito por meio do adulamita, seu amigo, para reaver o penhor da mão da mulher, porém não a encontrou.

Então perguntou aos homens daquele lugar, onde está a prostituta cultual que se achava junto ao caminho de Anaim? Responderam, aqui não esteve meretriz nenhuma. Tendo voltado a Judá, disse, não a encontrei. E também os homens do lugar me disseram, aqui não esteve prostituta cultual nenhuma. Respondeu Judá, que alugarde para si, para que não nos tornemos em opróbio. Mandei-lhe com efeito cabrito, todavia não a achaste.

Passado quase três meses, foi dito a Judá, Tamar tua nora adulterou, pois está grávida. Então disse Judá, tirai-a fora para que seja queimada. Em tirando-a, mandou ela dizer a seu sogro, do homem de quem são estas coisas eu concebi. E disse mais, reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado?

Até aqui.

Judá, ele perde sua esposa, ele fica viúvo, e aí chega o momento que ele vai tosquear as ovelhas, e ele vai subir para Tímina, para uma cidade, para poder tosquear elas. E foi avisado a Tamar que o sogro dela ia subir. Ela tira as roupas de viúva, coloca lá um véu sobre ela e fica na entrada da cidade, por onde ele deveria passar. E ao passar naquele lugar, ele não a reconhece, ele acha que é uma meretriz, e ele pede para ficar com ela.

E ao ficar com ela, ela pede, eles negociam ali um valor, ele fala que vai dar um cabrito pra ela, e ela fala, tá, e o que tu vai me dar de penhor?

E ele entrega o seu selo, o cordão e o cajado. O selo era algo que tinha ali o símbolo de Judá. Então, qualquer negociação que ele fosse fazer, ele usaria aquele selo dele. O cordão é onde ele ficava pinturado, ele colocava sobre o pescoço. E o seu cajado provavelmente tinha a sua identificação ali também. Talvez não tivesse grande valor isso, mas identificava quem era o dono. E isso aqui pra nós é importante.

ela conseguia comprovar de quem era que ela tinha concebido. É como se ela tivesse ali uma procuração autenticada, em cartório, com o nome dele. Ela tinha ali as provas de quem era. Ele deixou aquilo com ela. Ela ficou grávida dessa relação que teve com ele, e ela acaba voltando para a sua casa. Ela volta para a casa dos pais. Três meses depois, eles avisam a Judá. A tua nora adulterou.

Porque ela, como ela estava prometida ao selar, ela deveria permanecer sem outro relacionamento até que o selar fosse dado como marido para ela. Ela, como apareceu grávida, o Judá falou, traz ela para fora e vamos queimá-la.

E aqui tem algo interessante, né? Às vezes, Deus permite que a gente repasse por uma situação. A gente passe novamente por uma situação onde antes a gente cometeu o erro. Algumas vezes o Senhor vai nos dar a oportunidade de passar de novo para que na próxima vez a gente seja vitorioso.

A gente vai ver isso em Pedro, quando ele nega o Senhor três vezes, e depois o Senhor pergunta se ele ama três vezes. A gente vai ver com o próprio Jacó, o pai dele, que Jacó, quando engana seu pai, o pai pergunta, qual é teu nome? Ele fala, meu nome é Esaú. Ele engana o pai. Quando ele encontra Deus, Deus pergunta, qual é teu nome?

E ele fala, meu nome é Jacó. Ele fala a verdade. Aqui em Judá, ele vai passar por isso também. A negociação que ele fez com Tamar foi na entrada da cidade. A entrada da cidade era um lugar onde tinham as negociações, onde tinham os julgamentos. Foi ali que ele combinou com ela o preço.

e ele teve relações com ela. Agora, nesse momento, ele manda trazer ela para fora, provavelmente o julgamento dela seria na entrada da cidade. Ele fala, traz ela para fora e queime ela. Só que a Tamar, ela faz algo muito interessante, porque ela mostra as coisas e ela fala, deste homem eu concebi, vê de quem é.

Não sei se vocês prestaram atenção, mas é a mesma coisa que Judá fez com seu pai. Ele manda a capa de José e fala, vê de quem é, vê se é do teu filho. E aqui a Tamar está sendo usada para fazer a mesma coisa. Do homem que é dono dessas coisas, foi o que eu concebi. Vê de quem é.

E aí o Judá, ele, para salvar ela, ele tem que agora comprometer a sua própria reputação. E o Judá, surpreendentemente, faz isso. Ele abre mão do seu nome e ele diz, mais justa é ela do que eu. Ele reconhece o erro. Quando a gente passa por uma situação novamente, onde antes a gente caiu, o Senhor quer que a gente tenha uma atitude nova. Uma atitude de arrependimento. Então, se o Senhor mostrar para vocês uma situação de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de turma de

que vocês antes pecaram, e ele permitir que vocês passem por ela de novo, lembrem que é para arrependimento. É para que ela produza vida em vocês e não mais morte. Não é porque o Senhor está nos condenando, mas porque ele está fazendo aquela obra que a gente leu lá no início. Ele está continuando essa obra na nossa vida. E aqui o Judá teve essa oportunidade de revisitar esse momento e de ter uma atitude diferente. E ele toma essa atitude. Só que na vida de Judá...

Não está tudo resolvido. Então tem mais coisas para se resolver. Vamos olhar agora o capítulo 42 de Gênesis. No momento que a gente para a leitura da história de Judá, a Bíblia volta para a história de José. Fala que José foi vendido no Egito, foi negociado. Ele trabalha na casa do Potifar, depois ele vai para a cadeia. E depois, finalmente, ele volta lá, interpreta os sonhos do copeiro, do padeiro, o próprio sonho do faraó, e ele é colocado como governador do Egito. Aqui são mais ou menos 20 anos depois.

José está governando o Egito e ele tem aquela palavra sobre os sete anos de abundância e os sete anos de fome. Em Israel, começa a acontecer esse ano de fome, esse período de fome. Então, Jacó olha para os seus filhos e ele fala assim, por que vocês estão olhando aí uns para os outros? No Egito tem trigo. Vão até o Egito e busquem mantimentos para nós.

Os dez filhos se reúnem, se organizam e vão até o Egito para comprar mantimentos. Eles pegam dinheiro lá e vão até o Egito comprar mantimentos. Quando eles chegam lá, eles não reconhecem a José. José está 20 anos mais velho e certamente estava diferente fisicamente. Talvez até como um egípcio. Eles olham para ele e não o reconhecem. Mas quando José olha para eles, ele reconhece que são seus irmãos.

E aí vai começar aqui um plano paralelo, né? Um plano lá, uma obra de Deus na vida de José, e uma obra de Deus na vida de Judá e na vida dos irmãos. Às vezes, aqui fazendo um parênteses com a gente, né? Às vezes...

Vai acontecer em nós que a obra de Deus está operando em cada um em momentos diferentes. Então um irmão está vivendo uma coisa com Deus, outro irmão está vivendo outra, mas Deus está trabalhando em todos nós. Então quando você olhar para um irmão, saiba que Deus está trabalhando na vida dele. Deus está agindo ali.

Às vezes uns vão ser mais maduros que outros, mas todos vão chegar ao pleno conhecimento do Filho de Deus. A plena estatura do Senhor. Porque a obra está sendo feita por ele. Então o Senhor aqui, ele vai trabalhar em José, ao mesmo tempo que trabalha nos seus irmãos. José, ao olhar os irmãos, ele bola um plano ali e ele fala, vocês são espiões.

Vieram aqui ver a terra, ver as fraquezas da terra. Vocês não são bons homens. E eles falam, não, nós somos bons homens. Somos doze filhos de um mesmo pai. Um irmão nosso já não existe. O outro mais novo ficou lá com o pai. Nós somos honestos. Nós viemos aqui comprar mantimento para as nossas famílias. E o José fala, não, é certo que vocês não são bons. E no capítulo 42, versículo 17, fala assim, e os meteu juntos em prisão por três dias.

José, quando foi para o Egito, ele passa anos na prisão, por causa de uma mentira que acontece lá. Mas certamente tudo isso aconteceu porque ele foi vendido por seus irmãos. Lembrem que o Judá, quando ele vende a José, ele é como se fosse até uma figura de Judas vendendo a Jesus.

Até o nome é o mesmo, né? Judá e Judas é o mesmo nome, só de traduções diferentes, né? Uma do grego, uma do hebraico. É o mesmo nome. Ele era uma figura de Judas, aquele que vendeu seus irmãos, né? Que vendeu seu irmão, que obteve lucro com aquilo ali. Agora Deus quer transformar a vida de Judá. E aí, essa prisão certamente foi benéfica pra ele. Porque no versículo 21, os irmãos em prisão falam assim.

Então disseram uns aos outros, na verdade nós somos culpados no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma quando nos rogava, e não lhe acudimos, por isso nos vem esta ansiedade. Os irmãos começaram a reconhecer, ah, pessoal, lembra o que a gente fez com o nosso irmão? E aí o Senhor começou, através da consciência deles, a tocar nos corações, a mostrar, ó, tem coisa aí.

Tem algo oculto, algo escondido, que precisa ser tratado, que precisa ser resolvido. Tem um versículo, querem ver um versículo assustador da palavra? Deixem marcado na Bíblia de vocês, a gente vai abrir em números 32, 23. Números 32, 23, mas não se assustem, tá?

Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor, e sabei que o vosso pecado vos há de achar. Terrível, né? Todo pecado colocado debaixo de um tapete, guardado num quarto, ele um dia vai ser exposto. O Senhor quer que a gente corra pra ele.

pedindo perdão pelos pecados, se arrependendo. Porque esses pecados aqui, eles precisam ser tirados da nossa vida. Nós não podemos ter pecados de estimação. Nós não podemos ter pecados guardados. Pecados que a gente acha assim, não, isso aqui ninguém vai saber. Isso ninguém vai descobrir. Aqui os irmãos e Judá estão começando a entender isso. Ah, nós pecamos contra o nosso irmão.

E esse pecado, imagina, eles viveram 20 anos com o peso desse pecado sobre eles. Sem contar o pai. E toda vez que o pai lamentava ou lembrava de José na reunião ali com os filhos, talvez viesse essa consciência de que os irmãos enganaram o pai. Então, se o Senhor te der consciência de pecados, rejeita esses pecados, confessa, pede perdão e abandona. Porque o Senhor quer que a gente tenha liberdade.

Seja livre de todo o peso e de todo o embaraço que o pecado causa. Ali no versículo 24, agora voltando para Gênesis, né? Gênesis 42, 24. Ali fala, e retirando-se deles, aqui José, né? Estava com seus irmãos. Ele ouviu o que os irmãos falaram. E retirando-se deles, chorou. Depois, tornando-lhes, falou, tomou a Simeão dentre eles e o algemou na presença deles.

Então o José está ouvindo tudo aquilo ali, José fala com eles através de um intérprete, eles não sabem que o José entende a língua deles, e aí eles ficaram falando aquilo ali, nós pecamos, foi o nosso irmão, o José sai para chorar, volta, e aí primeiro ele tinha dito que eles iam ficar ali como servos, como escravos, mas depois ele toma uma decisão, ele prende o Simeão e ele fala, agora vocês nove vão voltar para casa.

vão trazer o Benjamim aqui, que é o filho mais novo que ficou com o pai. Se vocês trouxerem o Benjamim, eu vou saber que vocês estão falando a verdade. Então José armou todo um plano para eles e eles fazem isso. Eles voltam ao pai, deixam o Simeão lá e eles têm que agora voltar com o Benjamim. Enquanto eles estão indo para casa, versículo 27.

Abrindo um deles o saco de cereal para dar de comer ao seu jumento na estalagem, deu com o dinheiro na boca do saco de cereal. Então disse aos irmãos, devolveram o meu dinheiro. Aqui está na boca do saco de cereal. Desfaleceu-lhes o coração e atemorizados entreolhavam-se dizendo, o que é isto que Deus nos fez?

Então, ao voltar para casa com os mantimentos, eles viram que o dinheiro estava ali. E aí eles temeram. E eles reconheceram que Deus estava fazendo alguma coisa. Às vezes, na nossa vida, a gente vai ter sinais. E a gente vai começar a ver. Ó, Deus está trabalhando. Deus está agindo. No caso deles, aqui está trazendo temor porque eles estão em pecado. Porque eles têm esse erro deles. Aí, no capítulo 43...

versículo 8. Quando eles chegam em casa, eles vão falar pro pai que eles precisam agora levar o Benjamim. E pra convencer o pai que o Benjamim tem que ir junto. O pai já perdeu o José, agora o filho que ficou ali, o filho amado, é o Benjamim, é o filho que ele tá cuidando. Como é que eles vão convencer? O Rubem tenta falar alguma coisa, não consegue, e aí o Judá vai interceder diante do pai pra poder levar o Benjamim junto.

E ele diz, aqui o Judá falando, né? Com isso, Judá disse a Israel, seu pai, Envia o jovem comigo, e nos levantaremos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhinhos. Eu serei responsável por ele, da minha mão o requererás. Se eu tu não trouxer e não te puser na tua presença, serei culpado para contigo para sempre.

Lembra que eu falei que às vezes o senhor permite que a gente revisite uma situação, né? O Judá, a primeira vez que o José foi lá estar com eles, que era para o Judá ajudar a cuidar desse filho amado do pai, ele negocia com os irmãos e eles vendem ele. Agora o Judá está tendo uma oportunidade, na qual o Benjamim vai viajar com eles até o Egito. E nessa viagem, certamente, a Bíblia não fala, mas certamente o Judá...

Ficou cuidando do Benjamim, né? O Benjamim espirrava, o Judá devia dizer, tá tudo bem, como é que tu tá? Tá tudo tranquilo? Acontecia alguma coisa, de repente o Judá ficava na frente, né? Se via algum perigo ali, o Judá dava uma protegida. Aquilo que ele não fez com José, certamente ele passa a fazer com o Benjamim, porque ele tem que trazer o rapaz de volta.

Na hora de comer, talvez o Judá fizesse a comida e desse primeiro ao Benjamin. Ó, come aí. Fica bem. Quer uma água? Quer uma água com gás? E aí ajudava o irmão. Certamente ele teve um cuidado diferente do que ele teve quando era o José. Se ele vendeu o José lá, que eu falei antes, talvez nu, humilhando o irmão, agora ele está honrando esse irmão que está indo com eles. E ao chegar lá,

No Egito, o José ainda vai aprontar mais umas pegadinhas com eles. O José vai receber eles, vai ficar alegre com a visita dos irmãos, ainda não vai se revelar, mas ele conversa com eles, depois ele manda eles sentarem, ele solta o Simeão e ele coloca comida para eles.

E o José, para dar uma mexida no cenário, fala que ele coloca cinco vezes mais comida no prato de Benjamim do que dos outros. Talvez para ver como é que está o coração, né? Vamos ver se eles ainda têm uma birra com os irmãos. E aí bota mais comida para o Benjamim. E o José, talvez, ele tenha pego lá o copo dele de prata, e aí ele fica, aquela coisa de ficar mostrando, sabe? Talvez ele tenha ficado mostrando assim, esse aqui é o meu copo de prata, né? E aí ficava tomando lá diante deles.

Esse copo depois, eu imagino ele mostrando, andando com aquele copo, porque esse copo depois vai fazer uma grande diferença na história. Fazendo um parênteses, uma vez foi em casa uns irmãos, e eu mostrei um copo que eu tinha ganho, eu tinha ganho um copo de um litro. Eu almoçava pros irmãos, olha o meu copo de um litro, não sei o quê. E aí depois os irmãos foram lavar a louça e a irmã quebrou o copo lá de um litro. E aí ela ficou com vergonha de me dizer, aí a Débora me chamou num canto, assim, ó, quebraram o teu copo.

Eu falei, não, tudo bem. Depois a gente comprou outro. Eu tenho quatro hoje desse lá em casa guardado, né? Mas o José, certamente, ficou mostrando o copo dele. E aí ele manda os irmãos, né? Manda encher lá de cereal tudo que eles podem levar. Eles enchem lá os jumentinhos. Enchem os sacos lá, colocam nos jumentinhos. O José manda que devolvam de novo o dinheiro na boca dos sacos. Mas ele manda um presente junto. Ele manda um brinde. Ele manda aquele copo de prata dele.

Dentro de um saco. Vai ganhar um abraço agora quem acertar do saco de quem que ele mandou. Do Benjamim. Do Benjamim. Do mais novo. Ele coloca o copo lá dentro. E aí manda os caras embora. Pode ir embora. Tá, beleza, né? Tchau. Eles vão embora e quando eles estão saindo, o José manda os homens atrás. Vai atrás e pega eles.

E aí eles vão atrás, chegam lá, e o rapaz que vai, sabendo ali da situação, ele fala, olha, por que vocês fizeram isso com o meu senhor? Por que vocês estão pagando com o mal o bem que ele fez a vocês? E aí já tocou o terror neles, né? Talvez eles tenham dito, não, mas por que? Por que tu tá falando assim com a gente? E ele fala, vocês roubaram o meu senhor. E nós viemos aqui pra pegar aquele que roubou.

E os irmãos falam, não, ninguém roubou nada. E eles pegam lá os sacos de mantimentos, falam que eles colocam no chão, de acordo com a idade deles, do mais velho ao mais moço, e eles começam a abrir os sacos. Aí o Rubem lá é o primeiro, o Simeão, o Levi, o Judá, eles começam a abrir os sacos. Quando eles abrem o de Benjamim, o copo está lá dentro.

O desespero foi tão grande que eles rasgam as suas vestes, colocam de novo o saco nos jumentos e voltam para o Egito para receber a sentença. Eles voltam para lá, eles tentam se justificar diante de José. José até fala para eles, olha, vocês não sabiam que um homem como eu podia adivinhar? Ele consegue envolver eles naquilo ali. E aqueles irmãos, com medo, eles começam a argumentar, eles começam a dizer, olha... É...

A gente vai ficar como escravo, a gente vai ficar preso aqui. A gente vai passar por tudo isso. E eles ficam preocupados com aquela situação. E o José fala, acho que para instigar mais eles ainda, ele fala, não, eu só quero que fique aqui aquele que foi achado com o copo, que é o Benjamim. Aí imagina na cabeça de Judá, ele pensando que agora ele vai ter que deixar de novo.

o seu irmão ali. E vai ter que voltar e encarar o pai dele, que ele disse que ele levaria o irmão de volta. Então, tudo aquilo ali começa a vir à tona de novo na vida de Judá. Ele começa, talvez, a sentir aquela angústia. E aí, no capítulo 43, agora, de Gênesis... 44, é, 44.

A partir do 14, a gente vai ter a defesa de Judá. O que Judá falou para José? Para tentar salvar o seu irmão. 44, 14. E chegou o Judá com seus irmãos à casa de José. Este ainda estava ali. E prostraram-se em terra diante dele. Lembram que José tinha aqueles sonhos dos irmãos se prostrando? Então esses sonhos já estão se cumprindo.

15. Disse-lhes José, que é isso que fizestes? Não sabéis vós que tal homem como eu é capaz de adivinhar?

Então disse Judá, que responderemos a meu Senhor? Que falaremos e como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade dos teus servos. Eis que somos escravos de meu Senhor. Tanto nós como aquele em cuja mão se achou o copo. Mas ele disse, longe de mim que eu tal faça. O homem em cuja mão foi achado o copo, esse será meu servo. Vós, no entanto, subi em paz para o vosso pai. Aqui parar um pouquinho, né?

Quando o Judá vende o José, ele volta para casa como se nada tivesse acontecido, como se a culpa não fosse dele. Aqui ele tem novamente essa oportunidade de poder voltar para casa e dizer olha, o homem fez ele escravo, a gente não tinha o que fazer. Ele podia ter feito isso.

Mas Judá está passando pela transformação do Senhor na vida dele. E no 18 ele diz, então Judá se aproximou dele e disse, Ah, Senhor meu, rogo-te, permita que teu servo diga uma palavra aos ouvidos do meu Senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo, porque tu és como o próprio faraó.

Meu Senhor perguntou a seus servos, tem despai ou irmão? E respondemos a meu Senhor, temos pai já velho e um filho da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto. E só ele ficou de sua mãe e seu pai o ama.

Então disseste a teus servos, trazem-me-o para que ponha os olhos sobre ele. Respondemos ao meu senhor, o moço não pode deixar o pai. Se deixar o pai, este morrerá. Então disseste a teus servos, se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais me vereis o rosto.

Tendo nós subido até o servo, meu pai, e a ele repetido as palavras de meu senhor, disse nosso pai, voltai, comprai-nos um pouco de mantimento. Nós respondemos, não podemos descer, mas se nosso irmão mais moço for conosco, desceremos. Pois não podemos ver a face do homem se este nosso irmão mais moço não estiver conosco.

Então nos disse o teu servo, nosso pai, sabeis que minha mulher me deu dois filhos. Um se ausentou de mim, e eu disse, certamente foi despedaçado, e até agora não mais o vi. Se agora também tirar, diz este, de minha presença, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com pesar a sepultura.

Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e não indo o moço conosco, visto a sua alma estar ligada com a alma dele, vendo ele que o moço não está conosco, morrerá, e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza a sepultura.

E aqui um destaque para o 32. Porque teu servo se deu por fiador por este moço, para com o meu pai, dizendo, se eu não o tornar a trazer-te, serei culpado para com o meu pai todos os dias. Agora, pois, fique teu servo em lugar do moço por servo de meu senhor. E o moço que suba com seus irmãos.

Porque como suberei eu a meu pai se o moço não for comigo? Para que não veja eu o mal que a meu pai sobreviverá. Aqui eu acho tremendo, né? Porque aqui Judá intercede pelo Benjamim. Ao ponto de que ele se coloca no lugar agora do irmão. Ele diz, olha, se eu subir e o menino não for, o meu pai vai morrer. E eu não quero mais ver esse sofrimento na vida do meu pai.

Eu quero que ele suba e eu fique. Judá, se antes ele era uma figura de Judas, agora aqui ele está sendo uma figura de Jesus. Que é aquele que se dá pelos seus irmãos para agradar o pai. Aquele que quer abrir mão da própria vida. Para que o irmão seja salvo. Para que o irmão seja restituído.

Aqui é tão forte esse momento que o José não aguentou mais o teatro que ele estava fazendo. Ele manda todo mundo sair e ele grita, eu sou José. E aí diz que ele começa a chorar em alta voz. Que na casa do faraó eles conseguiam ouvir o choro e os gritos dele. E aí ele se revela aos seus irmãos. Ele fala, olha, eu sou José. Vive nosso pai. Nosso pai está vivo. E aí os irmãos ficam aterrorizados com tudo aquilo que aconteceu.

Mas a gente vê o Senhor agindo na vida de Judá, transformando ele. E aí se cumpre nele o que diz lá em 1 João 3,16. 1 João 3,16.

que diz assim, nisto conhecemos o amor, que Cristo deu a sua vida por nós e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Eu falei no início sobre a gente ser maduro, maturidade, nós precisamos chegar num nível, aonde a gente possa dar a vida uns pelos outros.

onde a gente entenda que o Senhor morreu por nós e que nós devemos morrer uns pelos outros. Tem um cântico do Azaf que fala de uns aos outros vinculados e todos sendo amarrados. Certamente, nós temos irmãos que morreram...

ali na perseguição, em arenas, como espetáculos ao mundo. E hoje, na nossa fé, a gente é chamado para uma vida onde a gente viva para o Senhor. E é onde a gente honre Ele, talvez até com a nossa própria morte. Então, morrer uns pelos outros é uma demonstração de amor. É uma demonstração de que eu amo tanto o meu Senhor, que eu estou disposto a dar a minha vida para que o meu irmão seja salvo.

Aleluia. Gênesis 49. Aqui, Jacó já está velho, já está morrendo, e ele vai dar as bênçãos finais aos seus filhos. Os primeiros três filhos receberam uma bênção, não exatamente uma bênção, mas uma repreensão do pai. E aqui a gente tem a bênção final sobre a vida de Judá.

Gênesis 49, versículo 8. Judá, teus irmãos te louvarão. A tua mão estará sobre a serviço de teus inimigos. Os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho. Da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa. Quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão entre os seus pés.

até que venha Siló, e a ele obedecerão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho, a vide, e o filho da sua jumenta, a videira mais excelente. Lavará suas vestes no vinho e a sua capa em sangue de uvas. Os seus olhos serão cintilantes de vinho e os seus dentes brancos como o leite. A tribo de Judá se torna a maior tribo de Israel, a tribo mais poderosa.

E de Judá, como eu falei antes, vem o nosso Senhor Jesus. Então ele, tendo a sua redenção, tendo a sua restauração, passa a ser alguém muito importante na história de Israel e para as nossas vidas hoje. E para terminar, vamos abrir lá de novo o Filipenses 1,6, o versículo que a gente começou. Ali diz, estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus.

Aleluia. Que a gente possa ir para casa com a certeza de que o Senhor que começou uma boa obra nas nossas vidas, Ele vai completá-la até o dia de Cristo. Seja nós indo para encontrar o Senhor, ou seja o Senhor vindo para nos encontrar, a obra estará completa. Amém? Aleluia. Vamos orar? Curva de sua cabeça. Aleluia.

Ó, Jesus, obrigado, Senhor, pela tua palavra, Senhor. Obrigado porque nós podemos ver, através da vida de José e de seus irmãos, o teu exemplo, Senhor, a tua obra acontecendo na vida desses homens, Senhor.

E nós temos um privilégio aqui de termos teu Espírito que habita em nós e nos conduz em toda boa obra, Senhor. Que nós possamos ser transformados, Senhor. Que tu possa apressar tua obra em nossas vidas, Senhor. Que sejamos a cada dia mais parecidos contigo, Senhor.

Nos leva a sermos maduros, Senhor. A termos um coração que te reconhece em todas as coisas, Senhor. Que possamos te reconhecer nas situações boas e ruins da nossa vida, Senhor. Mas que possamos entender que todas as coisas cooperam para o teu evangelho, para que ele progrida, Senhor. Para que ele avance. E tu tenhas usado as nossas vidas para isso, Senhor.

Continua trabalhando em nós, continua nos enchendo do Teu Espírito Santo, Senhor. E abençoa nossas casas, Senhor. Te pedimos em nome de Jesus, Senhor. Amém, Jesus. Aleluia.