Episódios de IGREJA PRESBITERIANA DE CARAMBEÍ

A UNIDADE DA IGREJA QUE RESISTE A ESTRATÉGIA MALIGNA

06 de maio de 20261h6min
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Estudo em Atos 4.32-37. Ouça e seja edificado pela Palavra de Deus.

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Assuntos8
  • Igreja UniversalComunhão espiritual e unidade de coração e alma · Oração de Jesus pela unidade · Humildade e consideração mútua · Preocupação com os outros e o mundo perdido
  • Exposição sobre Jorge AmadoNão considerar as posses como exclusivas · Ética do samaritano: o que é meu é teu · Entendimento de ser mordomo de Deus · Sacrifício em favor do irmão necessitado · Diferença entre comunismo e prática cristã
  • Pregação ApostólicaFoco na ressurreição de Jesus · Mensagem sem contextualização para agradar · Confronto com a rebeldia humana · Evangelho como pedra de tropeço e escândalo
  • Perseguição e esperança cristãResposta da igreja à ameaça do Sinédrio · Oração por coragem e intrepidez · Avanço em vez de retrocesso · Estratégias malignas de Satanás
  • Espírito SantoO poder que transforma o coração · Coragem para pregar o Evangelho · Autoridade para testemunhar de Jesus
  • O Evangelho como TransformadorAção do Espírito Santo · Mudança de perspectiva sobre bens materiais · Administração como mordomos · Amor e testemunho de Jesus
  • O Exemplo de BarnabéJosé, filho de exortação/consolo · Levita natural de Chipre · Primo de Marcos · Venda de campo para ajudar os necessitados · Homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé
  • Abundante GraçaAprovação do povo e simpatia · Favor de Deus sobre a vida · Provisão divina para a igreja
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tema que nós vamos tratar essa manhã, nesse estudo, é sobre a unidade da igreja que resiste à estratégia maligna. Acompanhe. Atos 4, 32 ao 37. Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua.

nenhuma das coisas que possuía, tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus e em todos eles havia abundante graça, pois nenhum necessitado havia entre eles.

porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos. Então, se distribuía a qualquer um, à medida que alguém tinha necessidade. José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé,

que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo vendendo, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. Nós temos aqui um pequeno relato que Lucas faz sobre como que a igreja se encontrava

diante da primeira perseguição que ela acabara de sofrer. Nós vimos que Pedro e João, após terem no nome e na autoridade Jesus, curado aquele coxo que vivia à porta do templo, eles foram interrogados pelo Sinédrio e o Sinédrio fez uma ameaça.

de que eles parassem de falar sobre o nome de Jesus Cristo. E nós vimos que a resposta que eles deram é que eles não iriam se calar. Importava antes obedecer a Deus do que aos homens. Logo em seguida...

eles se reúnem com a igreja que estava em oração por eles e vai relatar todas as coisas que eles haviam ouvido da parte do Sinédrio. E, diante disso, a igreja, então, levanta, numa voz unânime, louvor a Deus, exaltando a Deus pelo que Deus é, dizendo que Deus é soberano.

Deus está no controle de todas as coisas, Ele é soberano porque Ele fez os céus, a terra, o mar e tudo que neles há, e que esta perseguição, a primeira ameaça que a igreja está sofrendo, ela havia sido profetizada por boca de Davi. Davi havia falado sobre isso lá no salmo que é citado por eles, que é o salmo de número aqui no...

capítulo 4, verso de número 25, que é o salmo de número 2, onde eles, então, lembram que essa perseguição contra a igreja era uma perseguição contra o próprio Senhor Jesus, que era o ungido de Deus. Após isso, eles oram pedindo a Deus, então, que dê a eles coragem, intrepidez.

e que Deus continue a operar sinais e maravilhas por meio deles enquanto eles pregam o Evangelho. A resposta foi de que aquele lugar houve um tremor, onde eles estavam reunidos, Deus confirmando a sua presença santa e respondendo a oração, todos ficaram cheios do Espírito e com intrepidez anunciavam a palavra de Deus.

Então, o que acontece diante da perseguição? Eles não retrocedem, eles avançam. E eles pedem a Deus essa ousadia.

pelo poder do Espírito, para que continuem a missão que Jesus lhes havia dado de serem testemunhas em Jerusalém. E o que acontece é que uma multidão de gente, e essa expressão usada por Lucas, ele vai dizer logo no início do verso 32, dá multidão dos que creram, dá multidão dos que creram. Parece que Lucas aqui agora, ele não consegue mais...

é contabilizar a quantidade de discípulos, de pessoas que se convertem a Jesus Cristo e passam a segui-lo como seu salvador. O primeiro registro que Lucas faz, numérico, está lá em Atos capítulo 1, quando ele fala que se reuniam ali na...

no cenáculo, provavelmente a casa da mãe de Marcos, 120 pessoas, ele registra em Atos 1, verso 15. Depois, a descida do Espírito Santo em Pentecostes fala que 3 mil pessoas são convertidas.

Após o milagre daquele coxo em que Pedro prega o Evangelho, ele vai dizer que há um acréscimo de cerca de 5 mil pessoas. 5 mil pessoas se convertendo ao Senhor Jesus Cristo. Esses números, eles eram apenas números que registravam os homens. Os homens.

Então nós podemos imaginar que a igreja aqui já tinha ultrapassado, certamente, mais de 10, 15, 20 mil pessoas que agora se converteram e estavam em Jerusalém, confessando que o Messias, ao contrário do que o Sinédrio havia ameaçado, de que o Messias é Jesus Cristo.

Então, Lucas não consegue mais registrar o que nós chamamos de hall de membros da igreja de Jerusalém. Agora ele usa essa expressão da multidão. E o que nós vamos aprender aqui nesses versos é exatamente que a igreja buscando esta unidade, apesar de ser uma igreja, uma mega igreja,

a igreja buscava uma unidade, e essa unidade, essa comunhão, era o que dava força para aquela igreja resistir às ameaças, resistir às estratégias malignas. A primeira estratégia foi a ameaça do Sinédrio. O Sinédrio...

vai dar essa ordem dizendo que eles não poderiam mais falar sobre o Senhor Jesus Cristo. E nós vamos ver que depois, como Satanás não consegue, por meio da força, calar a voz da igreja, ele vai tentar entrar por dentro, ele vai tentar corromper a igreja por dentro, que nós veremos depois.

que é o caso lá do pecado de hipocrisia, da mentira de Ananias e Safira. Ou seja, Satanás sempre vai buscar estratégias. Paulo diz isso em Efésios capítulo 6, que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso.

contra as forças espirituais do mal que atuam nas regiões celestes. E Satanás, Paulo dizendo em Efésios 6, ele vai usar de ciladas. A palavra cilada significa estratagema, é uma palavra usada num contexto, num ambiente de guerra.

Então, o inimigo das nossas almas, ele é um estrategista, ele tem experiência em batalha, ele sabe como que ele vai atacar a igreja, por qual flanco ele vai vir contra nós, quais são as armas que ele vai usar. E aqui, então, nós temos a resposta da igreja diante da adversidade. Quais são os princípios?

que nós podemos aprender, que fortalecem a unidade da igreja para ela cumprir a missão de levar o evangelho a este mundo cuja autoridade é o príncipe da potestade do ar, Satanás e seus anjos. Então, quais são os princípios que nós aprendemos nesta passagem? Primeiro, Lucas vai fazer um relato

da comunhão espiritual dessa igreja. Veja comigo, logo na primeira parte do verso 32, ele diz, da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. Era um coração e a alma. Lucas está falando de todos aqueles que creram através da pregação apostólica.

Como disse, foi um crescimento surpreendente e o resultado direto está registrado neste verso. Houve uma multidão de pessoas que aceitaram a palavra de Deus pregada pelos apóstolos. E Lucas aqui registra.

fazendo essa descrição de que a igreja tinha um só coração e uma só alma. Lucas está falando da unidade desta igreja. A unidade desta igreja que agora confessa o evangelho. E confessar o evangelho produz isso, produz essa unidade. Essa unidade, o Senhor Jesus já havia falado sobre ela.

Ele vai dizer em João capítulo 13, verso 35, nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. E ele ora por essa unidade. Antes da sua crucificação,

o que é conhecido como a oração sacerdotal de Jesus, um dos aspectos desta oração é a oração pela unidade da igreja. Jesus vai orar dizendo em João capítulo 17, verso 20 e 21, ele diz assim, Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim por intermédio da sua palavra.

a fim de que todos sejam um. E como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. A oração de Jesus pela igreja é por unidade. E veja que a unidade é a mesma unidade que Jesus tem com o Pai. Jesus está falando dessa unidade que há na trindade.

onde são três pessoas, mas três pessoas que têm e compartilham de uma única natureza, de uma única essência. Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. São três pessoas, mas o mesmo Deus.

E esta unidade que Jesus ora em favor da sua igreja. Sem dúvida, Atos 4, 32 é a resposta desta oração intercessória de Jesus. A igreja tem uma comunhão. E uma comunhão que se traduzia de duas maneiras. Em primeiro lugar,

Eles estavam preocupados uns com os outros. Não havia uma preocupação com o eu. Eles não viviam mais para si mesmos. Não é como aquele ditado popular, o meu pirão primeiro. Não, eles tinham o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Paulo fala sobre isso, veja comigo, em Filipenses.

exortando a igreja para que buscasse esta unidade, dizendo que eles deveriam completar a sua alegria, Paulo vai dizer lá em Filipenses capítulo 2.

Verso 3 ao verso 5, ele diz assim, Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em visto o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

Veja que Paulo aqui diz que não devemos fazer as coisas por partidarismo, por vanglória.

Eu devo exercer a humildade no meu relacionamento com o meu irmão, considerando ele superior a mim mesmo. Eu não devo buscar, segundo Paulo, o que é meu, mas buscar o interesse do outro, do meu irmão. Eu devo ter o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo, que sendo o Senhor de todos e de tudo, se fez servo, se humilhou, veio a este mundo.

E morreu na cruz em obediência ao Pai, para que nós pudéssemos ser perdoados e reconciliados com ele. Então, quando nós experimentamos o poder do Evangelho, há uma mudança. A gente muda a forma de pensar. A gente muda a maneira de nos relacionarmos uns com os outros.

porque é isso que o evangelho causa, essa mudança de relacionamento, porque antes de conhecer o evangelho, nós somos, por natureza, egoístas.

egoístas, apegados às coisas materiais. Antes de conhecer o Evangelho, a nossa natureza, carnal, corrupta, pensa primeiramente em satisfazer as nossas necessidades, não tem preocupação com os outros, não se importa com as outras pessoas. O verbo que a gente conjuga antes de conhecer o Evangelho é eu, é meu, é isso que a gente faz.

Essa natureza adâmica, caída, corrupta. Mas quando o Evangelho transforma o coração, há uma mudança, há uma nova maneira de enxergar, há uma nova atitude que é fruto da graça de Deus.

você passa a entender que você é apenas um mordomo das coisas que Jesus Cristo lhe tem dado, que Ele é o Senhor de todas as coisas, Ele é o dono de tudo, e você é apenas um gerente, um administrador. E, em segundo lugar, existe uma preocupação com as pessoas perdidas. Você passa a se preocupar com este mundo perdido, com pessoas que ainda não conhecem o Evangelho.

Então, a igreja em Jerusalém não ficava em torno de assuntos que são triviais, irrelevantes ou picuinhas. A prioridade deles qual era? Era servir uns aos outros e testemunhar o Evangelho, amar uns aos outros e falar de Cristo para um mundo que está perdido. O verso de número...

Continuando o verso de número 32, ele diz, Ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía. Tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles havia abundante graça.

Lucas aqui fala de um poder que havia sobre eles, com grande poder. Este poder aqui se refere ao poder do Espírito Santo. Jesus disse lá em Atos 1,8, Mas recebereis...

Poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. É o poder do Espírito que quebra os nossos corações. A palavra que poder significa dínamos.

E muitos relacionam essa palavra grega com a palavra dinamite. Então, o poder do Espírito é como uma dinamite que implode o nosso coração, egoísta, carnal, apegado às coisas materiais, que só pensa em suas próprias necessidades. O Espírito Santo é que causa essa transformação. É este poder que transforma com a palavra.

a nossa vida, para a gente tanto viver o Evangelho, o Espírito dele nos nossos relacionamentos, morrendo para nós mesmos, para viver para o outro, quanto é o poder do Espírito que nos dá a autoridade para a gente poder testemunhar e pregar sobre Jesus Cristo. A oração que a igreja tinha feito representa isso.

quando Pedro e João relatam todas as ameaças que eles sofreram e a igreja ora, eles pedem o quê? Senhor, concede aos teus servos, verso 29, que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra. E qual foi o resultado? Verso 31.

todos ficaram cheios do Espírito Santo e com intrepidez anunciavam a palavra de Deus. É este poder do Espírito que Lucas diz, com grande poder, eles começaram a ser cheios do Espírito e ser cheios do Espírito significa ter esta coragem para pregar o Evangelho.

não ficarem intimidados, porque o Sinédrio havia dado uma ordem, lá em Atos 4, 18, dizendo, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em o nome de Jesus. E como vimos, os apóstolos não obedecem à autoridade civil.

Eles não param de fazer aquilo que eles faziam antes da perseguição. Como Pedro mesmo vai dizer no verso 20. Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Das coisas que vimos e ouvimos. Essa coragem que o Espírito Santo nos dá. Ser cheio do Espírito é ser cheio desta ousadia.

Ser cheio do Espírito é você não se intimidar com o mundo que quer lhe calar. Ser cheio do Espírito é a igreja na autoridade que o Senhor lhe dá. Fazer a missão com fidelidade. Não se importar com as ameaças.

não se importar com as intimidações, mas na autoridade que é dada pelo Senhor, através do Espírito, nós testemunharmos de Jesus, testemunharmos de Jesus, abrirmos a nossa boca e falarmos para as pessoas incrédulas que Jesus é o Salvador e que Ele ressuscitou dos mortos. Veja que é essa a pregação apostólica.

Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Era essa a pregação apostólica. Lembra que para ser um apóstolo era necessário ter visto o Senhor Jesus após a sua ressurreição. Quando a igreja se reúne em Atos capítulo 1, primeiro,

e eles vão escolher quem vai ocupar o lugar de Judas Iscariotes que havia se matado, diz o verso de número 22, que um dos requisitos era que um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. Para ser um apóstolo, tinha que ter presenciado...

a ressurreição de Jesus. Tinha que ter visto Jesus com seus próprios olhos ressurreto dentre os mortos. E esta é a pregação apostólica. Os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Então, veja que ressurreição, ela não é um adendo, ela não é uma mensagem e ela não é um adendo.

sem importância. Ressurreição era o tema central, era o tema central da pregação apostólica.

Embora eles soubessem que pregar a ressurreição fosse uma ofensa às autoridades judaicas, por isso queriam que eles calassem, os apóstolos nunca deixaram de pregar a verdade para não desagradar as pessoas. Isso nos ensina algo muito importante que nós temos visto à medida que estudamos o livro de Atos.

Os apóstolos e a igreja nunca se preocuparam em contextualizar a mensagem do evangelho para tornar essa mensagem mais palatável para as pessoas. A igreja nunca, em Jerusalém, procurou adaptar o evangelho, alterá-lo para que as pessoas não considerassem o evangelho uma mensagem ofensiva.

Eles nunca fizeram isso. Eles sempre pregaram o Evangelho com simplicidade, com coragem e com fidelidade. Fidelidade. Porque não há transformação. O Espírito não vai operar sem que haja uma pregação genuína do Evangelho.

As pessoas precisam ser convertidas do seu pecado e para serem convertidas, elas necessitam ser confrontadas. E o Evangelho confronta o homem na sua rebeldia contra Deus, mostrando que há um único caminho. O único caminho é ele se arrepender dos seus pecados e se render a Jesus Cristo como o Senhor da sua vida.

Então pregar o evangelho vai salvar as pessoas, mas também vai escandalizar muita gente. Paulo fala sobre isso lá em Romanos capítulo 9, aplicando a Jesus Cristo, usando as palavras do profeta Isaías, dizendo em Romanos 9, 33, como está escrito, Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço.

e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido. Então o evangelho vai escandalizar muita gente, ele vai ser, na linguagem de Paulo, uma pedra de tropeço, uma rocha de escândalo, como estava acontecendo aqui.

Os fariseus, os religiosos, os sinédrios, eles se escandalizavam com a pregação do apóstolo Pedro e João, dizendo que Jesus era o Messias, que ele havia ressuscitado dentre os mortos. Isso era um escândalo. Mas, ao mesmo tempo que eles se escandalizavam, nós temos aqui o relato que muitos se convertiam.

Muitos vieram a se arrepender dos seus pecados e crer em Jesus como o único Salvador. Veja que o texto nos fala que esta pregação poderosa dos apóstolos ela dava uma abundante graça sobre a vida deles. Diz o verso de número 33, veja comigo.

E em todos eles havia abundante graça. Abundante graça. A gente sabe que a palavra graça significa favor e merecido. E esta graça pode ser vista de duas maneiras. Em primeiro lugar, eles recebiam a aprovação do povo. Em Atos capítulo 2.

No verso 47, o texto fala que eles contavam com a simpatia de todo o povo. A palavra simpatia é a palavra graça. Então, embora os líderes se opunham, tentavam intimidá-los, fazê-los calar, comenta.

Da parte do povo, eles tinham uma simpatia. E eles ficavam impressionados com o amor, com a unidade da igreja. Era por isso que eles gozavam de uma simpatia diante do povo. E, em segundo lugar, e o mais importante, é que a palavra graça aqui significa que eles tinham um favor de Deus sobre a vida deles.

Então, esta comunhão que era caracterizada pelo amor uns pelos outros e pelo zelo de fazer a obra missionária fazia com que eles recebessem a provisão da parte de Deus.

Então, quando a igreja faz aquilo que ela deve fazer, quando a igreja não se distrai na sua missão, quando nós buscamos realmente viver o Evangelho nos nossos relacionamentos e cumprimos com o chamado que o Senhor Jesus nos deu de sermos testemunhas dEle, fazendo isso com fidelidade, com coragem, Deus vai nos dar graça para isso.

Deus vai aprovar a igreja no seu trabalho. Então, qual é a coisa mais importante? É ter a aprovação do cinédrio, dos homens caídos, deste mundo que está, que já sobre o maligno, ou termos a aprovação de Deus? O que é mais importante? É termos a aprovação de Deus.

Vemos então que esta unidade que resiste à estratégia maligna está na comunhão espiritual da igreja. Mas essa comunhão vai além, veja comigo. Ela se traduz através de atitudes práticas que essa igreja tem.

O verso 32, na parte B, fala, ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía, tudo, porém, lhes era comum. E o verso 34 fala, pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos.

Então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.

Como temos visto, essa igreja estava vivendo o amor que eles aprenderam, o amor do Senhor Jesus Cristo. Era uma igreja que estava experimentando o poder do Espírito Santo, que mudava a maneira deles se relacionarem uns com os outros, a maneira de compreender como que nós administramos as coisas que nós temos.

Então, a primeira coisa que nós vemos aqui, de forma prática, é que eles não consideravam donos, serem donos das coisas que possuíam. É isso que diz o verso de número 32, na parte B. Ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuíam.

Essa é a primeira coisa que o Evangelho faz. Quando você realmente conhece a Jesus Cristo, você vai entender que você não é dono de nada, que não é teu. É aquilo que a gente vê Jesus falando na parábola do bom samaritano. Nós temos lá a ética do ladrão. Qual que é a ética do ladrão? O que é teu...

É meu, é a ética do ladrão. O ladrão foi e assaltou aquele homem que estava indo para Jerusalém, roubou-lhe os bens, deixou ele lá moribundo naquela estrada. Então, essa é a ética do ladrão, que a gente vê muito no nosso país. O que é teu é meu.

Tanta corrupção, tanto desvio de dinheiro, estão aí os escândalos do INSS, os escândalos do Banco Master, tanta coisa que a gente vê no noticiário brasileiro, a corrupção, a malandragem, sempre se beneficiando, tirando vantagem de alguma coisa. Depois nós temos a ética dos religiosos, lá no...

na parábola do bom samaritano, passa lá o levita, olha aquele homem e o deixa. Passa o sacerdote, desvia o caminho. Qual é a ética do religioso? O que é meu é meu. O que é meu é meu. É isso que a maioria das pessoas pensa. Eu conquistei. Eu conquistei, eu comprei esse carro, eu comprei essa casa.

eu que juntei dinheiro, eu que acordei cedo de manhã, dei um duro, danado para conseguir as coisas, trabalhei, ralei. Então é meu. É meu. Eu tenho. Eu conquistei. E aí você tem a ética do samaritano. Qual é a ética do samaritano? O que é meu é teu, quando você precisa. E é isso que a gente vê aqui.

a igreja passa a entender o espírito do evangelho. O espírito do evangelho. Primeiro, eu não sou dono de nada. Eu não sou dono de nada. O texto que fala, tudo lhes era comum, aqui no verso 32, tudo lhes era comum, significa que era o modo deles pensarem. E essa é a ética que o evangelho traz.

Era a atitude que eles tinham. Todos entenderam que tudo que eles possuíam pertenciam ao único dono por direito, que é o Senhor Jesus Cristo. Ele é o dono do ouro e da prata. Nada nos pertence. Nada nos pertence. Ele lhe dá as coisas que você tem para administrar essas coisas, não só para suprir as suas necessidades.

mas para acudir aos necessitados. Eu creio que essa primeira forma de compreendermos que nós não possuímos as coisas, ela é de fundamental importância para a gente poder entender o princípio da mordomia.

Interessante que Deus vai lembrar o povo dele a respeito disso lá em Deuteronômio, se você quiser abrir o texto. Deuteronômio capítulo 8. Este é o sermão pregado por Moisés. Deuteronômio é a coleção de sermões que Moisés prega antes do povo entrar na terra de Canaã. E veja qual vai ser...

a advertência que Deus fala por meio de Moisés ao povo quando eles entrarem na terra de Canaã. Veja comigo. Deuteronômio 8, verso 11. Acompanhe na sua Bíblia. Guarda-te. Não te esqueças do Senhor teu Deus. Não cumprindo os seus mandamentos, seus juízos, seus estatutos que hoje te ordenam.

para não suceder que depois de teres comido e estiverdes farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas, depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentarem a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, se eleve o teu coração e te esqueças.

do Senhor teu Deus, que te tirou da terra, do Egito, da casa da servidão.

Essa é a exaltação que Moisés faz ao povo. Cuidado. Quando entrar na terra de Canaã. Cuidado para não se esquecer do Senhor teu Deus. Cuidado de você pensar que você adquiriu essas riquezas pela força do seu braço, por causa do seu trabalho, por causa da sua dedicação. Cuidado.

Diz Paulo que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. E alguns, por causa desta coisa, se desviaram da fé. Então, essa é a primeira coisa que o Evangelho traz. É o entendimento de que eu não sou o dono das coisas. Eu não sou. Deus pode tirar tudo de você, de repente, como fez com Jó. Lembra?

Tirou tudo dele, tirou os bens materiais, tirou os filhos que ele tinha, ele ficou enfermo. E qual foi a resposta de Jó? Deus deu, Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor. Eu e você não somos donos de nada, de nada, de nada.

Por isso, tome muito cuidado. Não faça como Jesus adverte naquela parábola quando repreende os homens pela avareza do coração, onde aqueles irmãos procuram Jesus para que ele resolva lá ser o juiz entre eles para dividir os bens. E Jesus fala, cuidado, cuidado com a avareza. É como um homem, Jesus falou, que um agricultor que teve lá uma super safra,

E aí pensou consigo, o que eu vou fazer? Ah, eu tenho uma grande ideia, vou fazer um celeiro grande, enorme. Vou colocar tudo que eu colhi no meu celeiro e vou dizer para a minha alma, agora sim, você está tranquilo, goza a vida, regala-te, tem muitos anos pela frente. Jesus falou, louco, esta noite pedirão a tua alma.

E o que tens? Para quem você entesourou? Nós não somos donos de nada. Nós não temos nada. Tudo que eu e você temos na nossa vida, a roupa que você veste, o carro, a casa, o dinheiro na conta, a comida que você come, tudo vem de quem? De Deus.

Tudo vem dele. É ele que te dá força para você trabalhar todo dia. É ele que te dá sabedoria. É ele que te abre portas. É ele que provê a sua necessidade. Então, não coloque o seu coração na provisão. Não tire o seu olhar jamais do provedor. Do provedor. Quando a gente entende que a gente, então, é mordomo, que Jesus é o Senhor de tudo.

Nós então vamos aprender esse princípio que vemos aqui na igreja em Jerusalém. Qual é a prática que o entendimento do evangelho causa na nossa vida? A prova de que nós amamos uns aos outros.

está no quanto eu e você estamos dispostos a sacrificar o que temos para socorrer o nosso irmão na fé. Esta é a prova do quanto nós realmente amamos uns aos outros. Tiago fala sobre isso. Eu quero que você abra lá em Tiago capítulo 2.

Verso 14 ao 18. Abra sua Bíblia nesse texto. Vamos ler juntos? Meus irmãos, qual é o profeito se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso semelhante fé salvá-lo?

Se o irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser, ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem contudo lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá, tu tens fé e eu tenho obras.

Mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu com as obras te mostrarei a minha fé. Tiago aqui não está dizendo que a salvação é por obras, mas ele está mostrando que uma pessoa que tem a fé salvadora, a sua fé produz obras.

Não adianta nada você dizer que crê em Jesus, se na prática você vê o seu irmão necessitado de roupa. E você diz para ele, vai em paz. Eu vou orar pela sua vida. E você tem condições de socorrê-lo e não socorre. A sua fé, diz Tiago, é falsa. É como o diabo, diz ele logo em seguida, que o diabo crê em Deus.

crê em Deus e treme. Então, uma fé puramente nominal não é um verdadeiro cristão. A verdadeira fé em Jesus Cristo se traduz de maneira prática. Ela produz frutos. Ela faz com que a gente se sacrifique, se sacrifique em favor do nosso irmão. Isso é amor.

Lá em 1 João 3, 17, ele diz assim, Ora, aquele que possuir recursos deste mundo e vir a seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? E aí ele diz o verso 18, Bilhinhos, não amemos de palavra nem de língua.

mas de fato e de verdade. Então, não adianta nada você falar que você é um cristão, você professa o cristianismo, se na prática diária você é avarento, você é egoísta, você não socorre o seu irmão na fé quando você tem condições de socorrê-lo, você é indiferente com as pessoas, não adianta nada.

A verdadeira fé em Jesus se traduz na prática, na prática deste amor, que não é apenas de palavra, de língua, mas de fato e de verdade. Às vezes você pode pensar assim, ah, mas são as pessoas abastadas que têm que fazer isso. Eu sou uma pessoa humilde, sou um salário mínimo, pastor.

Então, veja comigo o que diz Paulo em 2 Coríntios capítulo 8. 2 Coríntios capítulo 8, Paulo aqui está exortando a igreja de Corinto a socorrer os cristãos pobres em Jerusalém. Havia uma crise.

E muitos cristãos estavam passando por dificuldades. E ele escreve para a igreja de Corinto e dá o exemplo dos irmãos das igrejas da Macedônia. Veja o que ele vai dizer aqui. 2 Coríntios 8, verso 1 em diante. Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia.

porque no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.

porque eles testemunham eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus.

Veja comigo que Paulo aqui está exortando a igreja de Corinto. E pega o exemplo das igrejas da Macedônia, dizendo que eles, em meio a muita tribulação, a perseguição, mesmo sendo pobres, superabundou na vida deles, em grande riqueza, a sua generosidade.

Eles deram acima do que eles tinham condições de dar, acima das suas próprias possas. É isto que a gente vê aqui, quando Lucas relata o que a igreja fazia. A prática do amor está na disposição do sacrifício.

O quanto você está disposto a sacrificar de si mesmo em favor do seu irmão? Então quem é que ajuda? É quem tem dinheiro? Não. Não é. Tem muita gente rica que tem posses, que tem dinheiro e é mesquinho, que é avarento.

e não tira o dinheiro do bolso, não contribui, não oferta, não é dizimista, não ajuda. E tem muita gente que é pobre, mas que tira do seu, por amor a Cristo, e oferta, e é dizimista, e socorre, e se sacrifica, porque ama o seu irmão, porque ama a obra de Deus.

porque ama o Evangelho, porque quer que o Evangelho se torne uma testemunha entre todas as nações. O genuíno amor se sacrifica, se sacrifica pelo próximo. E o resultado dessa demonstração prática do amor em Jerusalém, diz o texto, qual era? Nenhum?

necessitado havia entre eles. Havia milhares de pessoas, como a gente viu, que se converteram em Jerusalém. Muitos vieram de suas casas, lugares distantes, para celebrar a festa de Pentecostes. Agora que se converteram, não voltaram para suas cidades de origem.

Outros, quem sabe por causa da sua fé em Jesus, perderam o seu trabalho, o seu emprego. Então esse cuidado, essa partilha, era um testemunho poderoso que a igreja estava dando em Jerusalém.

De maneira mais específica, Lucas relata aqui que para satisfazer as necessidades uns dos outros, aqueles que eram, diz ele, aqueles que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos, então se distribuía a qualquer uma a medida que alguém tinha.

Tem gente que lê isso aqui e diz assim, olha, isso aqui é comunismo. Isso aqui é comunismo. Parece com comunismo, né? Todos vão ter a mesma coisa. Então, alguns defendem a ideia do comunismo aqui, dizendo que a igreja em Jerusalém começou essa forma embrionária do que seria o comunismo. A igreja aqui, meus irmãos, não era uma comuna.

Primeiro porque o texto fala que eles tinham propriedade privada. No comunismo não existe essa ideia de propriedade privada. Tudo é de todos. Não, eles tinham propriedade privada. O texto fala que eles possuíam terras ou casas. Em Atos capítulo 2, verso 45, diz que eles vendiam as suas propriedades e bens.

Então, havia essa ideia, sim, de propriedade privada. O Evangelho não anulou esse conceito. Segundo, a venda de uma propriedade não era decidido pelos apóstolos. Não era algo resolvido por uma assembleia. A decisão era individual, voluntária.

Então, em Atos, aqui não há qualquer padrão estabelecido de uma política que obriga o crente a desfazer das suas propriedades, da sua casa, dos seus bens e força ele a doar a sua propriedade para a igreja. Aqui não é comunismo.

Os recursos eram doados voluntariamente, distribuídos. O verso 35 fala, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. Então isso não é comunismo. Isso é o quê? É o evangelho. É o evangelho que muda o estilo de vida. É o evangelho que está sendo aqui praticado. É o evangelho que está sendo testemunhado.

E essa passagem aqui ilustra para a gente, então, um padrão importante a respeito de como a gente deve ofertar para a igreja. A gente deve ofertar sistematicamente, a gente deve ofertar voluntariamente, a gente deve fazer isso por amor e a gente deve fazer isso com alegria.

As doações devem ser trazidas e colocadas debaixo da liderança da igreja. O texto fala que eles traziam os valores correspondentes e colocavam aos pés dos apóstolos. A liderança de uma igreja local é responsável por administrar os recursos que são trazidos. E esta liderança vai prestar contas a Deus.

Há muita gente que às vezes só quer fazer uma doação se ela puder administrar a forma como o seu dinheiro vai ser aplicado. Esse tipo de doação não é uma doação bíblica. Você não tem nenhum membro da igreja, tem autoridade.

para administrar o seu próprio recurso, quando você doa isso para a igreja, para a obra missionária. Jesus Cristo disse que quando a gente for doar alguma coisa, ofertar, a gente deve fazer o quê? Mateus capítulo 6.

Verso 2, Jesus diz, quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas, nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade, nos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz, a tua mão direita, para que a tua esmola fique secreto e teu pai que vem secreto.

te recompensará. É isso que acontece aqui. Ninguém está tocando trombeta, ou seja, ninguém está querendo publicitar a sua oferta. Ninguém está buscando aqui uma placa para colocar na igreja de Jerusalém, nomear uma classe, fazer qualquer coisa desse tipo, por um busto. Não! Eles estão fazendo por amor ao Senhor.

por amor a Jesus Cristo, por amor à igreja, por amor aos irmãos mais necessitados. E aí Lucas vai destacar uma figura muito importante depois, que vai ser uma pessoa que vai ajudar muito a obra missionária. E ele faz o registro dela já nos apresentando, que é...

Barnabé, veja comigo, verso 36 e 37. Ele é a ilustração desta prática de alguém que entendeu que é apenas o mordomo de Jesus Cristo e os seus bens poderiam ser servidos para o avanço da obra missionária. O texto de José, a quem os apóstolos...

deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita natural de Chip, como tivesse um campo, vendendo, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. Essa é a primeira vez, então, que Barnabé aparece aqui em Atos. Temos algumas informações sobre ele. Primeiro, diz que o nome dele era José.

E os apóstolos deram o sobrenome para ele de Barnabé, que significa filho da exortação. Então Barnabé é um codinome que foi dado aqui a José. Significa isso, filho da exortação ou da consolação. Quem sabe seja uma característica dele.

e por isso colocaram este codinome, era um crente que tinha essa capacidade de encorajar os irmãos, de exortá-los, de repreendê-los, de consolá-los no Evangelho. Ele era levita, diz o texto, levita, levita era aqueles que pertenciam à tribo de Levi, uma tribo sacerdotal.

E veja então que nem todos que estavam ligados ao serviço do templo eram inimigos de Jesus ou dos apóstolos. Ele não era também um nativo de Israel, diz o texto que ele era natural de Chipre. Chipre é uma ilha que fica no mar Mediterrâneo, uma ilha localizada ao leste do mar Mediterrâneo, entre a Europa, a Ásia e o Oriente Médio.

E nós vamos saber pela Bíblia que ele era parente de um dos seguidores de Jesus. Ele era primo de Marcos. Nós vemos essa informação em Colossenses 4, 10. Quando Paulo faz as suas saudações e ele diz, saúdo a Marcos, primo de Barnabé. Primo de Barnabé. E a gente sabe em Atos 12, 12.

que a casa que os apóstolos se reuniram, a casa lá de Atos 1, era a casa que era da mãe de Marcos em Jerusalém. Então, por todos esses fatores, certamente José, que passou a ser chamado de Barnabé,

Ele conheceu o Evangelho por meio do testemunho de Marcos, que era o seu primo. Ele veio a conhecer a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador. Embora ser um levita era proibido, segundo as leis do Antigo Testamento,

um levita ter uma propriedade privada, ele não podia ter uma propriedade privada, muitos levitas construíam as suas próprias casas. E parece que isso, depois do Novo Testamento, passou a ser algo que não era mais observado. O texto fala que Barnabé, ele tinha um campo, ele tinha um terreno, uma propriedade.

E ele vendeu e trouxe o preço, o valor da venda e depositou aos pés dos apóstolos. Lucas está aqui destacando o testemunho deste homem. Homem que Lucas vai dizer depois, em Atos 11, 24, que era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé.

Temos o testemunho então de Barnabé, a exemplo de muitos outros que entendem que são apenas mordomos de Jesus Cristo e faz este sacrifício voluntário de vender a sua própria propriedade, vender um terreno e depositar aquilo aos pés dos apóstolos para que eles socorressem aos irmãos que tinham alguma necessidade.

O Evangelho nos ensina isso. Em Atos 20, 35, diz o apóstolo Paulo exortando os presbíteros da igreja de Éfeso, ele dizendo que devemos sempre nos recordar das palavras que o Senhor nos deu, que devemos socorrer os necessitados e recordar o que ele diz. Mas bem-aventurado é dar do que receber.

Mas bem-aventurado é dar do que receber. Meus irmãos, a gente chega no final desse estudo e podemos pensar em algumas coisas, algumas aplicações que ele nos traz. Primeiro, entender que o Evangelho é que transforma a nossa vida. É o Evangelho. Essa ética cristã que a gente vê aqui,

Ela só é possível, não porque os homens se esforçam, passam a ser moralmente bons, não. Isso é fruto da ação do Espírito Santo de Deus, que nos convence pelo Evangelho, mortificando o nosso eu, nosso velho homem, para a gente, então, agora olhar para o próximo, olhar para o nosso irmão na fé e socorrê-lo em suas necessidades. Quem faz isso é o Evangelho.

E aqui a gente pode então fazer uma sincera avaliação. Se o Evangelho tem causado isso. Como você tem vivido a sua vida cristã? Como você olha para as coisas, para os bens materiais? Você acha que você é dono? Você acha isso?

Que a casa é tua, que o dinheiro é teu, que o carro é teu. Você se acha dono das coisas? Se você pensa assim, você não entendeu ainda o Evangelho. Nada é nosso. Jesus é o Senhor de tudo. Ele nos deu a salvação. E quando nós conhecemos a Cristo, há uma maneira nova de viver.

onde antes éramos egoístas, apegados às coisas materiais, tendo dinheiro como nosso Deus, e agora Jesus nos ensina a administrar essas coisas como mordomos dele, a socorrer os aflitos, necessitados, a usar os recursos que ele nos dá para o avanço, seja da sua igreja, seja da obra missionária ao redor do mundo. E fazemos isso por amor, com alegria, com voluntariedade. É isso que eu vejo aqui.

É uma igreja viva que resiste às perseguições, que resiste às ameaças, porque esta igreja está comprometida em viver e testemunhar do Evangelho de Jesus. Primeiro, internamente, vivendo este amor que Jesus nos ensina a praticar uns pelos outros, amar uns aos outros como Ele nos amou.

E este evangelho sendo levado às pessoas perdidas, comprometidas em pregar que Jesus ressuscitou dentre os mortos e vendo pessoas serem alcançadas pelo poder do Espírito Santo. Então veja que o segredo da igreja, de uma igreja ser saudável,

Não é a ausência de problemas, de dificuldades, mas é a presença do Espírito Santo que transforma os nossos corações. Possamos pedir isto ao Senhor nesta manhã. Que Deus produza em nós.

um só coração e uma só alma, que se traduza na maneira como nós convivemos uns com os outros como irmãos, nos amando como Cristo nos amou e usando a nossa vida para testemunhar de Jesus aos perdidos.

É este o padrão de uma igreja saudável. E se a igreja for assim, nenhuma obra maligna, nenhuma estratégia vai prevalecer contra a igreja de Jesus. Possamos orar pedindo isso ao Senhor, que Ele transforme os nossos corações para vivermos e não só confessarmos o Evangelho que cremos. Amém?