#T9E03: Transição Energética e o Futuro da Mobilidade: Evolução e Impacto
Neste vídeo, a gente vai falar sobre um tema que está transformando o mundo e, claro, impactando diretamente o setor automotivo.E para essa conversa, recebemos Aurélio Rosa, que tem experiência com marcas globais como BMW e Tesla, e vem contribuindo há anos com o desenvolvimento do ecossistema automotivo e de tecnologias sustentáveis.🚀 Somos o seu guia para desbravar o universo dos negócios e das oportunidades em Alagoas. Se precisar da gente, é só chamar!👩💻Agende sua consultoria:0800 570 0800🧑🏫Cursos do Sebrae:https://www.doity.com.br/sebraealagoashttps://www.sebrae.com.br/cursosonline
Míriam
Vitor
Aurélio Rosa
- Mobilidade interna elétrica nos Estúdios GloboExperiência na Tesla e BMW · Desenvolvimento de software para condução autônoma · Segurança e eficiência de veículos autônomos · Competição de comerciais da Tesla · Propósito e negócios sustentáveis · Visão sobre mobilidade elétrica no Brasil · Energia solar e baterias no Brasil · Conceito de transição energética além de carros elétricos · Reciclagem de baterias de veículos elétricos · Transformação social por novas tecnologias · Inteligência artificial e robótica · Impacto da IA e robótica no futuro do trabalho · Aplicações da IA na astronomia · Missão da Tesla: criar abundância para todos
- Inteligência Artificial e o Futuro do TrabalhoCarros autônomos sem motorista · Infraestrutura e pensamento do carro · Robôs humanoides e tarefas domésticas · Aplicações de robôs no Japão · Segurança no desenvolvimento de IA
- O Comercial da Cybertruck e a Conexão FamiliarInspiração na apicultura familiar · Homenagem à mãe apicultora · Produção audiovisual em 48 horas · Votação orgânica e viralização do vídeo
- Esquerdomachismo EmpreendedorismoConsultoria e cursos online · A importância do propósito em negócios · Incentivo à experimentação com novas tecnologias
Olá pessoal, que bom que você chegou aqui nesse vídeo com mais um conteúdo do Sabrella Goas. E hoje a gente trouxe um tema que está transformando o mundo e impactando diretamente o setor automotivo. Então se você é aí desse segmento, fica aqui com a gente, porque vamos falar sobre a transição energética e o futuro da mobilidade. Música
Estou aqui com a pesca porque eu estou do lado de uma pessoa de responsa. Ninguém mais, ninguém menos do que a Aurélio Rosa. Ele tem experiência nas marcas como BMW e Tesla. Vai aqui, né, trazer pra gente um pouquinho da experiência e colocar a gente nessa página pra todo mundo poder caminhar junto e não perde nada desse vídeo. Então, Aurélio, eu quero saber que trajetória é essa e vamos compartilhar, né, pra muita coisa aqui que a gente vai descobrir junto. Conta aí pra gente, Aurélio.
Oi, Mínia, um prazer estar com vocês aqui hoje no Sebrae, Alagoas. É a primeira vez aqui no estado. Então seja bem-vindo, aproveite o nosso estado. Obrigado, satisfação estar com vocês. E quem é o Aurélio Rosa? Pô, pergunta profunda aí pra começar. Sim. Eu sou filho da Lucimara e do Odilon, uma apicultora e um jornalista, lá de Goiás, Anápolis.
E de Anápolis, eu trabalhei com minha mãe ali com as abelhas quando eu era jovem, criança, trabalhava com meu pai também na revista dele. De lá eu fui estudar engenharia fora. Fui estudar em Goiânia, depois em São Paulo, depois em Munique, na Alemanha. E cheguei a trabalhar na Tesla, pro Elon Musk, depois de estudar engenharia elétrica na Alemanha.
Fiquei por oito anos na Tesla, acompanhei desde 2012 a 2021 essa transição energética que está ocorrendo, com a Tesla encabeçando a transição dos veículos elétricos e trazendo também armazenamento de energia. E agora a parte da autonomia, né? Eu trabalhava lá na parte de desenvolvimento de software. Era isso que eu ia perguntar, exatamente qual era o setor ali que você atuava.
É, atuava nessa parte de desenvolvimento de software para a condução autônoma. O veículo consegue dirigir sozinho. No mês passado, a Tesla lançou um sistema de táxi autônomo nos Estados Unidos, onde você abaixa o aplicativo deles no celular. É como se fosse um Uber, você chama ele, coloca o seu destino ali. O carro vem, só que sem motorista.
Sensacional. Agora isso também precisa de infraestrutura por trás da cidade, ou não? Então, pela solução que a Tesla está implementando, a ideia deles é de fazer com que o carro pense como um ser humano. Então, mesmo se ele não tiver os dados de navegação, ele consegue entender o mundo em que ele está ali lidando, consegue entender o que é um carro, o que é uma pessoa, o que é um cachorro, traçar uma trajetória como se fosse um ser humano, sem necessariamente precisar da navegação ou da infraestrutura por trás.
A pergunta de quem é um leigo, chegou aqui nesse vídeo, eu vi essa história, que é real, né? Que tá acontecendo, que tem ali, aqui do país, gente, do lado. Já andou? Funciona? É seguro? É uma pergunta aí que a gente se faz, aqui do outro lado. É, o meu trabalho era realmente esse aí, de responder essas perguntas. Se o carro tava funcionando, se era seguro, e se tinha algum erro, quando que esse erro acontecia, em que situações que acontecia.
Então eu tinha que criar relatórios aí, mensurar. E Aurélia, esse trabalho, Aurélia. Foi bem feito, Aurélia.
Conta aqui, compartilha com a gente. É seguro. Assim, o carro nunca vai ser perfeito, né? Só que ele não precisa ser perfeito. Ele só precisa ser melhor do que o ser humano. E as estatísticas mostram, né? A Tesla libera essa estatística a cada três meses que o carro com a condução autônoma, ele é no mínimo dez vezes mais seguro do que com o ser humano somente. E galera, bora convidar, né? Tem ser humanos aí que, pelo amor de Deus, né? É 100%. Não tenho dúvida que o carro...
ele é 100% mais seguro. É, a gente tem o computador, ele tá prestando atenção o tempo todo, né? 360 graus em volta do veículo. E não fica com raiva, não fica triste, não bebe, não fica sonolento. Então, só a partir daí ele já tá melhor que o ser humano. Eu soube que teve aí um vídeo sobre isso que deu uma repercussão, né? Trouxe uma premiação.
É, então eu tive a honra de poder participar de uma competição da Tesla. Ela propôs com que os clientes produzissem um comercial para ela. E o melhor comercial ganharia um Tesla zero quilômetros. Nossa, só isso?
E daí, né, eles lançaram a competição, o nosso vídeo foi selecionado entre os 10 melhores, e tivemos aí 24 horas pra votar, o Brasil apareceu em massa, e todo mundo votou, amigos, família, gente que eu nem conhecia, me mandou mensagem falando que parou o dia pra contactar todo mundo. Então você não comprou a galera, não, foi realmente um...
realmente orgânico, 100%, pode contar cada um dos likes lá. A maioria de gente que nunca tinha tido X na vida, porque a votação foi no X, o pessoal abaixou o aplicativo só para poder participar, porque gostaram ali da produção, que é a junção de dois mundos meus, que é esse da apicultura e o da tecnologia. Eu estou curiosa, bora ver esse vídeo? Vamos ver, mostrar para o pessoal.
Toda abelha sai da colmeia com uma missão, uma espécie que constrói, desbrava e sonha, programada para sobreviver. Na minha família, sempre vivemos entre elas. Minha mãe é apicultora e nos ensinou como o mundo delas molda o nosso, como pequenos gestos sustentam imensa abundância. Humanos também são desbravadores, se aventuram na natureza selvagem, guiados por tecnologia, protegidos por inovação.
Aqui em casa, essa é a nossa nave, a Cybertruck. Uma máquina incrível que em silêncio nos ajuda a fazer algo atemporal. Cuidar das abelhas, cuidar do planeta. Cada gota do nosso mel carrega amor, cuidado e jornadas de volta pra casa cheias de propósito.
Graças a Tesla, não estamos apenas vivendo o nosso sonho, o estamos dirigindo.
Cara, que sensacional, assim. Quando a gente fala, aqui no Sebrae, a gente fala muito sobre propósito, você ter um negócio. Nos nossos últimos vídeos que a gente está com o cliente falando sobre as histórias dele, é muito sobre acreditar no que faz, envolver a empresa no mesmo propósito. E assim, viu, né? Não precisa ter um negócio.
A Aurélio não tem um negócio, ele produz um conhecimento que ele tem, aplica a empresas, mas a gente consegue ver isso, consegue ver um propósito. Cara, ele misturou ali, é a mãe dele, é ele no vídeo, a alcoção é dele, é um lugar que ele veio dali, então tem muita história ali envolvida, não foi só um comercial.
Com certeza. Como foi fazer isso? Me fala. E a filmagem? Conta aí, como foi isso? A história desse comercial começou antes mesmo de eu nascer, né? Porque minha mãe trabalha com as abelhas há 40 anos. Então, começou com ela essa trajetória na nossa família. E desde pequeno, esse era o nosso ganha-pão, né? E ela trabalhando pesado com as abelhas mesmo, sabe? Carregando as caixas e tudo. É um trabalho simples. Então, foi uma forma que eu achei de honrar ela. Sensacional. E a produção desse vídeo.
Incrível, e acho que até vai aí, né, esse comentário já vai entrando um pouquinho no nosso próximo bloco, porque a nossa conversa aqui é longa, mas tá dividida em blocos. Então você vai segurar aí um pouquinho a curiosidade que a gente vai responder as dúvidas em partes. E talvez responda a próxima que é, a gente tira um pouquinho, né, essa distância do que é tecnologia, do que é a Tesla, aproximou muito das pessoas. Você teve esse retorno com o vídeo?
Sim, sim. O meu intuito é porque esse carro, a Cybertruck, eu voltei para o Brasil para poder morar aqui. Abandonei a minha carreira na Tesla por enquanto, enquanto eles não vêm para o Brasil. E daí não queria vir de mão abanando, então trouxe o carro para minha mãe de presente. Presente de surpresa.
E aí? Aí eu fiquei, né? Eu ouvi que a Tesla tinha lançado essa competição. Inclusive foi uma competição que a ideia dela foi uma criança de primário que teve. Essa criança escreveu uma carta pro Ilan Mansky. Falou, Ilan Mansky, eu gosto muito dos seus carros. Gostei da ideia da bateria, energia renovável. Eu acho que você tinha que fazer uma competição. Eu sei que você não quer gastar dinheiro com marketing. Mas faz uma competição porque nós clientes temos muita paixão pelo produto.
E a gente vai produzir pra você de graça e o marketing. E aí depois você publica nas suas redes. Então foi assim que surgiu essa ideia. Massa, massa.
E daí, juntamente com um amigo meu, André Tomasi, que é um produtor audiovisual, a gente estava almoçando um dia e anteriormente eu mencionei pra ele que eu tinha escutado essa competição. O olho dele arregalou, assim, falou, cara, a gente tem que produzir isso, por favor, deixa eu contar essa mensagem, deixa eu contar essa história e não vou cobrar nada de você, só me leva lá pra Goiás e a gente grava. Em 48 horas a gente gravou aquele vídeo.
Tive muita sorte, assim, de conseguir o equipamento correto. Tudo conspirou, né?
Tudo conspirou, tudo conspirou. E aí você estava falando, você comentou aqui que está no Brasil, tem planos, mas sobre o tema, aqui no Brasil, qual é a tua visão sobre isso? Sobre mobilidade, sobre... A minha visão no Brasil, sobre o Brasil, sobre mobilidade elétrica, sobre energia renovável, é de que o Brasil é um dos países onde mais chove, mas eu não estou falando de água, estou falando de energia. Todo dia...
O dia de menor incidência solar no Brasil é o melhor dia de incidência solar na Alemanha. E a Alemanha está aí com a produção mais de 50% de energia renovável na malha energética deles. E a gente já tem uma energia muito limpa por causa das hidrelétricas. Então, adicionando o solar aí e adicionando essa peça que falta, que são as baterias, a gente pode resolver o problema da intermitência, que é o problema do apagão. E dar independência, é power to the people, poder para o povo, a energia.
o povo. Com a energia solar e baterias a gente pode, inclusive em certos casos, pular um passo tecnológico. Porque às vezes você tem comunidades que não são atendidas, acredito que aqui no Agreste a gente tem esse problema, de gente que ainda não tem talvez o acesso à energia elétrica da forma convencional por não ter as linhas de transmissão.
ou que não têm acesso a celular, e elas podem dar um salto tecnológico, e não passar por essa necessidade de ter linhas de transmissão e ir direto para a energia solar, mais baterias, e de ir direto para a comunicação com o satélite via Starlink, por exemplo. Transição energética é um conceito que vai além de carros elétricos. Sim. E o que além é esse?
Pensando assim como sociedade, nós ainda, em vários países do planeta, nós usamos o carvão como a principal fonte de energia. É meio que uma tecnologia antiga, antiquada, de pensar que a gente tem que queimar algo para poder... Primitiva, né? Primitiva, exatamente. Homens das cavernas. A gente despertou, né?
Exato. Então, para dar espaço para o século 21, a gente precisa realmente integrar essas alternativas que já existem de tecnologia de baterias, de células solares, de veículos elétricos.
para que a gente tenha uma economia com circularidade. A bateria do carro elétrico é 5% ou 99% reutilizável. A matéria-prima que está ali dentro, nós podemos retirá-la e efetivamente minar dessa bateria antiga uma bateria nova.
A gente não sabia disso. Exato, de uma forma economicamente viável. Nós temos várias startups nos Estados Unidos, inclusive o vice-presidente da Tesla deixou a empresa para poder fundar a própria empresa dele de reciclagem de baterias. E é uma área que está tendo muito desenvolvimento e a gente pode ter essa certeza de que as baterias vão ter essa circularidade e vão chegar a um ponto que a gente não vai precisar mais retirar do solo para poder criar novas baterias.
E assim, é um mundo completamente novo pra mim. Acho que talvez alguém aí que também chegou nesse vídeo surfando nessa onda aí que você falou. E surfando nessa onda foi pra você tirar aquela conexão que eu soube que o cara gosta de uma onda. Em termos assim, bem simples mesmo. Pra quem tá chegando agora não entende muito do assunto. O que é que tá acontecendo aí no mundo em termos de energia e transporte?
O mundo está sofrendo uma transformação profunda nessa área. Toda geração se depara com tecnologias que vão mudar a sociedade, ou pelo menos isso tenha ocorrido nos últimos séculos. No século passado, a gente pode enxergar a advento da telefonia.
o advento do motor a combustão, como sendo tecnologias que mudaram profundamente a sociedade. E a própria energia elétrica, com Thomas Edison, o advento da lâmpada. E agora, para a nossa geração, nós temos tecnologias que vão promover mudanças tão profundas, se não mais profundas, e que vão mudar a sociedade para sempre. Porque não é só uma mudança na forma de consumir, né? É um todo, né?
É uma mudança disruptiva, disruptiva do latim que quebra, que existe uma quebrada. Uma ruptura. Uma ruptura, as pessoas não vivem mais sem energia elétrica hoje. A gente não consegue ter uma sociedade que funcione mais sem telefonia, comunicação, sem motor a combustão. Mas agora...
nós estamos dando um passo à frente com o armazenamento de energia, e eu digo isso no sentido de energias renováveis, guardando a energia do sol, do vento, ou para você gastar aquela energia armazenada em um carro elétrico, uma moto elétrica, um barco elétrico. E a gente tem mais duas outras tecnologias que estão mudando profundamente também, que é a robótica.
a automatização das coisas, e a inteligência artificial. Inteligência artificial e robótica é uma tecnologia que a proposta dela é de talvez mudar, talvez seja a última tecnologia que nós tenhamos que inventar, porque ela por si só conseguiria produzir e pensar. É a chamada terceira revolução industrial.
Uma aula dessa, hein? Você não vai sair agora, né? Fica aqui porque, ó, ele falou tudo isso. E acho que do potencial, a gente meio que já falou bastante. Mas tem forças aí que podem impulsionar isso, né? Falando do ponto de vista mais estrutural de governo, o próprio comportamento do consumidor. Fala um pouquinho aí sobre isso. Que forças são essas e como a gente pode impulsionar essa mudança?
Olha, eu diria que o nosso maior trunfo nessa transição é a gente se armar de conhecimento e ter a experiência prática o máximo que a gente puder com essas novas tecnologias. Experimentar, né? Experimentar. Sair daquele medo que todo empresário, nosso cliente tem.
experimentar, dar o primeiro passo. Exato, começar aos poucos, utilizar mais a inteligência artificial, esses modelos de chatbots aí, conversar com eles. Acho que temos muito a aprender de como que eles funcionam e como que a gente pode integrar isso no nosso negócio. Porque não é questão de que às vezes isso fica...
muito jogado na mídia, assim, na questão de nós vamos acabar com todos os empregos, ou que a inteligência artificial vai dominar o mundo. Isso está muito longe, assim, o que a gente tem hoje são pessoas que se recusam a utilizar essas tecnologias e acham que isso não é só uma fase, e pessoas que estão surfando essa onda aí e que vão ganhar um poder multiplicativo no seu negócio muito grande com a integração dessas ferramentas.
É, galera, em termos práticos aqui pra você aí que acompanha o nosso conteúdo do YouTube, a gente fala, é aquela pessoa que não enxerga e tá deixando de ganhar dinheiro e aqueles que estão se permitindo errar e melhorar e conhecer novas tecnologias e se juntar a pessoas que fazem muito bem quando você não tem esse conhecimento.
estão aí abrindo oportunidades de mercado. Então, você aí tem essa opção, né? Ou continua negando e a gente não vai voltar, né? Imagina só, você aí, né? A mulher ficando em casa, o cara indo caçar, e você chegando e dormindo e acordando outro dia. Cara, isso não vai voltar.
Então, as coisas caminham pra frente mesmo e é aprendendo, né? Tudo, carregando esse aprendizado, conhecendo coisas novas e reinventando na vida, na sociedade e no seu próprio negócio. O Miri é a primeira ferramenta que ela te ensina a usá-la. Você pergunta pra ela, como que eu te uso? O que você pode ser útil pra mim? Você descreve pra ela qualquer problema e ela consegue te sugerir soluções.
Então não tem desculpa. Pessoas que usaram pra planejar seu próprio casamento, ela ajudou a construir tudo e fez isso em tempo recorde, que nenhum cerimonial faria. Ah, mas aí acabou com o cerimonial. Não, né? Teve uma equipe ajudando porque as pessoas...
não vão ser substituídas, elas vão ser otimizadas, inclusive nos próprios negócios. Então, não tem como. Eu ainda tenho muita coisa a descobrir, tenho receio de algumas coisas, é bem verdade, mas a gente precisa se permitir um pouquinho para poder estar nesse passo além que o mundo exige. Não dá para ficar para trás. Agora sim, Aurélia, na tua experiência com essas marcas, BMW, Tesla, o que mais te marcou nessa transformação global?
Miriam, o que tem me marcado muito é a forma com que a Tesla tem encontrado de incorporar essa inteligência artificial em coisas físicas. Porque a inteligência de um chat GPT, que você consegue conversar, você entende ali que ele consegue criar palavras de uma forma, ele consegue entender problemas, ele consegue abstrair conceitos e te explicar de várias formas. Então, para a conversação, é uma inteligência...
muito boa. Só que ele não consegue lavar sua louça, por exemplo. E na Tesla eles têm apostado tudo hoje em trazer a inteligência pra coisas que se movem, né? Começando aí pelos carros e depois pra um robô humanoide no formato de um ser humano que consiga fazer tarefas, todas as tarefas que um ser humano conseguia falar. Foi bom você falar isso, Nelly. Então aqueles filmes que a gente vê, né? Assim, eu robô... Ai, gente, esqueci o nome.
Que é um... Que causa até um caos. Exterminador do futuro. É, não, mas é um outro. Que ele causa... A família compra porque tá precisando de ajuda, né? Que o marido se divorciou e tá precisando de ajuda com a filha. E aí, de repente, o robô começa a se apaixonar pelo cara. Enfim, eu sei que acaba gerando... Ai, todos os robôs são infectados.
Tem esse lado que é do caos, né? É o filme de terror que a gente escuta. Mas o fato é, de fato, no mundo lá fora, que talvez distante de muitas realidades, está sendo realmente útil, seria a palavra talvez mais próxima para a gente entender aqui, de tecnologias que estão ajudando e contribuindo para essa rotina de vida dos seres humanos. Isso existe, isso é real, né?
Sim, sim. Países como o Japão, eles incorporam bastante a tecnologia dos robôs, né? Você vai num restaurante no Japão, às vezes um robô vem e traz sua comida e tudo, você pede ali pelo celular, para essas populações que estão envelhecendo e não estão tendo a taxa de natalidade suficiente para suprir ali e estabilizar essa pirâmide social, eles estão se utilizando dessas tecnologias, né? Para assistir as pessoas mais velhas.
Pensando no sentido aí de Hollywood que você mencionou,
Sim, porque são coisas que as pessoas acessam, né? Claro. E aí é bom a gente também desmistificar um pouquinho isso. Eu diria que assistir e reassistir esses filmes, ele tem um gostinho diferente hoje em dia, porque para quem está estudando essa área da robótica e da inteligência artificial, consegue ver que nós temos todos os elementos para que algo como isso aconteça. Mas como a gente tem essa experiência de que algo como isso possa acontecer... Uhum.
Existe um movimento muito grande dentro de quem está desenvolvendo as tecnologias para que esse desenvolvimento seja seguro e uma coisa assim não aconteça. E que a gente tenha aí um futuro muito promissor ao lado da inteligência artificial que ela possa nos ajudar a explorar o universo, entender a natureza do universo. Ela como ferramenta é uma coisa sensacional.
Estava vendo um vídeo essa semana sobre astronomia, porque a gente manda um satélite para o espaço. E cada pedacinho do espaço tem milhares de galáxias. Então, para uma pessoa ir ali e tentar entender o que cada estrela está fazendo, seria impossível. São petabytes de informação, é muita coisa. Desumano.
Mas a gente pode colocar a inteligência artificial para fazer essa análise, para a gente chegar com o resultado depois. E é isso que nós estamos fazendo e o futuro, se você pensar num robô humanoide que consegue fazer tudo o que um ser humano consegue fazer, você consegue produzir vários desses robôs. E a certo ponto, esses robôs conseguem trabalhar na própria linha de produção, onde robôs estão produzindo mais robôs.
o conceito de que é uma economia acaba se perdendo, porque você teria um trabalho infinito, e isso geraria uma abundância infinita para todos nós. Então a proposta da Tesla hoje, inclusive, eles mudaram a missão da empresa, antes era acelerar a transição do mundo para energias renováveis, e hoje é esse conceito de criar uma abundância para todos.
Porque se nós temos máquinas que fazem tudo aquilo que é de trabalho necessário para manter a sociedade, qualquer pessoa pode ter o que ela quiser.
E aqui a gente vai encerrar o nosso bloco, né? Vamos dar uma respirada, vai processando, volta nesse vídeo. Se teve aí alguma dúvida, comenta, vai pesquisar, usa a inteligência artificial para te ajudar também, porque quando a gente voltar, eu quero falar dos impactos. Perfeito. Tá? Como é que essa evolução aí da tecnologia já está, né? Provocando impactos aí no transporte global. Então, com a gente.