Episódios de Viagens na Nação Valente

Resposta a mensagens de ouvintes

06 de maio de 20266min
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Hélder Reis responde a mensagens de ouvintes.

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Participantes neste episódio5
H

Hélder Reis

Host
D

Daniela Moreira

ConvidadoAtorão
L

Luís Barros

Convidado
M

Manuel Sequeira

ConvidadoAgricultor
P

Pedro Lemos

Convidado
Assuntos4
  • Experiência na TailândiaTailândia · Bangkok · Cultura local · Experiências culturais · Templos
  • Viver no interior vs. cidadesOportunidades no interior · Direitos iguais · Impostos · Serviços públicos · Identidade das cidades
  • Cuidados com animais de estimaçãoHumanização de animais · Cão resgatado · Regras para cães · Companheirismo
  • Música e CulturaComposição musical · Silêncio e música
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Viagens na Nação Valente Lugares, objetos e tradições da história de Portugal Com Hélder Reis Dia de recebermos Hélder Reis O meu amigo da viagem na Nação Valente Quem é a Nação Valente somos nós Que todos os dias temos que apanhar o autocarpo e ir trabalhar E fazer o melhor que sabemos ao longo dos nossos dias

E cara alegre Um abraço, meu querido Como temos recebido Tanto, mas tantas mensagens De ouvintes Decidimos fazer aqui hoje um especial Só para conhecermos o lado mais Emocional do nosso Hélder Porque 99% das questões São emocionais Luís Barros de Paris diz assim Querido Hélder, qual foi a viagem que mais Te transformou uma física E outra espiritual? São duas E outra espiritual?

Olha, na verdade, eu respondo muito facilmente a essa num dois em um, foi a Tailândia, que eu estive lá três semanas e para mim foi mesmo transformador, porque eu fiquei em Bangkok, mas fiquei na Old Town e estive ali mesmo dentro da identidade e depois fiquei num hotel pequenino com um anfitrião soberbo, conhecia primorosamente Portugal, um hotel muito bonito, pequenino, mas muito bonito.

e ele fazia várias dinâmicas que pretendiam emergir na cultura dele e depois ele conhecia muito bem a cultura local e eu aprendi imenso com ele e tive experiências ótimas de passeios de bicicleta à noite de degustações em mercados, coisas muito bonitas

E depois fui para a praia e descansei imenso e tive a oportunidade também de me perceber como eles são bons anfitriões e te fazem sentir bem. E o objetivo deles é que tu sejas feliz ali e tenhas um bom momento.

e fui a imensos templos, obviamente, e quase que rezei. Eu tive muitos momentos de silêncio nos próprios templos. Muito bonito, muito transformador, uma lição de vida e muito calor também. Aprendi que o guarda-chuva também serve, é ótimo para guardar o sol. Foi uma viagem para mim que eu amei, amei e recomendo vivamente. Manuel Sequeira de Chaves pergunta, é agricultor e produtor numa época em que muitos partem. Acha que ficar em Trades dos Montes também é um acto de coragem?

Não, não é. Até porque isso fazia das pessoas que lá vivem uns heróis e eu não gosto dessa perspectiva. As pessoas que vivem no interior, vivem no interior. Há coisas que me irritam, que é o facto de quem vive no interior não tem as mesmas oportunidades.

E eu até quase diria direitos das pessoas que vivem em zonas mais urbanizadas e pagam os mesmos impostos. Que eu saiba, não há uma redução de impostos por aí além para quem vive no interior. E deveria haver, porque se tu queres umas finanças, tens que deslocar mais, um hospital por aí além, não é tão perto.

como numa cidade. Por outro lado, às vezes na cidade estás horas à espera, ao mesmo tempo de uma deslocação que fazes no interior até uma outra localidade para teres o serviço. Mas há muita gente que fica, há muita gente que vive no interior, não tão poucos quanto isso, não tão velhos como nós achamos, há muita gente nova a apostar no interior e a viver no interior.

Nem toda ela se gosta de mediatizar, mas eu não vejo isso como uma coisa heroica, uma coisa incrível. Eu vejo como uma coisa espetacular. Percebes que tal como é uma coisa espetacular, tu criares o teu negócio na cidade e a portagem da identidade das cidades, que cada vez estão mais a perder a identidade toda. É tudo igual em todo lado. É uma tristeza ver as nossas cidades serem descaracterizadas e perderem a autenticidade. E falo de Lisboa, do Porto, de Aveiro.

Estamos a perder o nosso ADN português em função de um facilitismo comercial. E acho um grande arrojo apostar na cidade e acho um grande arrojo apostar no interior. Os dois? Sim, desde que se aposte na identidade. E sejas inteligente nesse sentido. A Daniela Moreira, atorão de Canadá, diz Olá, Hélder. Olá, Canadá. Adorei. Um abraço. Tiveste uma banda no passado, a música ainda te visita? Ainda compões ou tocas para ti próprio?

Sim, continuo a escrever, continuo às vezes a pôr umas canções, mas não com o objetivo de as gravar ou de levar a palco, mas a música faz mesmo parte da minha vida e faço tudo com música e também sem música, não sou daquelas pessoas que não conseguem estar sem música. Também gosto de estar calado e em silêncio, mas gosto muito, muito, tenho as minhas playlists e a música faz muito parte da minha vida e acho que a vida é muito melhor com música.

Pedro Lemos de Guimarães, é a última de hoje. Hélder, vejo o amor com que falas do teu cão. Achas que os animais nos ensinam a ser mais humanos? Não sei. São pessoas antedetas à tua vida, para já, não é? Sabem, são coisas que eu vou colocando. Mas nas minhas redes sociais. Assim, eu tenho um cão porque gosto muito de animais e gosto muito do meu cão, um cão resgatado e tenho muito respeito, mas...

Gente, para mim o cão é cão. E o lugar dele em casa é... O meu cão não vai para a cama. O meu cão não vai para o sofá. O meu cão tem uma casota e dorme, a partir da altura em que o tempo está estável, dorme na casota dele cá fora na varanda.

Ele tem as regras, não come comida da mesa, nem se atreve a pôr uma pata para se chegar à comida da mesa. É cão. Agora, leva imenso mimo, faz caminhadas duas, três vezes por semana comigo, é extremamente brincalhão, brinco imenso com ele, tem a casa cheia de bolinhas que ele adora brincar.

Mas se me humaniza, eu acho que o que me humaniza são as pessoas, são as pessoas boas, são as pessoas que constroem, as pessoas que abdicam do seu tempo em função do outro. Isso é que me dá um grande humanismo. O cão é um companheiro, mas é um companheiro cão.

Percebes? Um cão não substitui um amigo Não substitui uma amiga Não substitui uma família Eu tenho isso muito bem estratificado Total respeito para quem põe o cão Nos patamares todos acima daquilo que disse Mas para mim, o zimbro Tem o lugar dele bem marcado Mas é ótimo, faz-me super feliz Mas não sai do lugar dele Beijo grande, até para a semana Obrigado a todos pelas mensagens

Viagens na Nação Valente. Lugares, objetos e tradições da história de Portugal. Com Hélder Reis.