T03:E22 Escolhas
Escolher parece simples, até a gente perceber tudo o que vem junto com cada decisão. Nesse episódio, Bruna e Leandro recebem o Padre Kayo Carlos, pároco e amigo do casal, para falar sobre escolhas: as que mudam a vida, as que moldam quem a gente é, e as que a gente faz todo dia sem nem perceber. Entre histórias de seminário, medos reais, o dia em que Bruna achou que Leandro ia ser padre, e um debate acalorado sobre um filme péssimo, esse episódio lembra que toda grande escolha é feita de renúncias, coragem e amor, seja ela o sacerdócio ou o matrimônio.
📌 Siga no Instagram: @divanmabaIdealização e Hosts: Bruna Maba & Leandro DivanEstúdio, gravação e edição: Estúdio Petrópolis
- Planejamento do casamentoRenúncias no relacionamento · Felicidade do outro · Compartilhamento da vida · O 'nós' em detrimento do 'eu'
- Papel dos Sacerdotes e do Sumo SacerdoteVocação e chamado · Renúncias e sacrifícios · Medos e inseguranças · Seminário e formação
- A vida cotidiana dos padresMitos sobre a vida sacerdotal · Amizades e lazer · Interações com a comunidade
- Impacto de DecisoesAdaptação de hábitos · Consideração do outro
- Discussão sobre o filme 'Velhos Bandidos'Opiniões divergentes · Crítica à produção nacional
- O papel do padre no casamentoCelebração vs. Assistência · Testemunha da igreja
- Medo de cachorrosEncontro com Paco · Reação de proteção
- Confusão de identidade com Zeca PagodinhoSemelhança física · Pedido de foto
Escolher parece simples, até a gente perceber tudo o que vem junto com cada decisão.
Porque toda escolha carrega não só o que se ganha, mas também tudo aquilo que fica para trás. Entre os caminhos diferentes que podemos tomar na vida, existem coisas em comum. Renúncias, alegrias e o desafio de fazer uma escolha com tudo que ela tem. Eu sou Bruna Maba. E eu sou Leandro Divan. Eu sou Padre Caio. E esse é o De Casal, o podcast que desmistifica o relacionamento a dois.
Fala, meu povo. Suave? Oiê. E aí, minha gente, tudo bem? A gente compra o medo aqui de ladinho. É, agora é. Tudo bem? Tudo bem, querido? Juntam a mão nós três aqui, ó, e grita. Wildcats. Referências, referências. Eu não peguei referência, infelizmente. Acho que eu preciso receber mais filmes. Então, minha gente, temos um convidado super especial. Marido, faça as honras.
Não, vou deixar com que ele se apresente, né? Tudo bem. Eu sou o Padre Caio, sou da paróquia de São Sebastião, do Indaiá, acho que vocês sabem. Muito bom. E estamos aqui juntos para conversar, bater um papo muito maneiro aí. Fala mais sobre essa paróquia, é tão legal lá, cara. Melhor paróquia da Diocese, eu acho. Lá é brabo, né, cara? Muito bom. Ah, nem queria falar nada não. Zero problema.
Essa é a parte boa, tranquilo. Pedaço do céu na terra. Amém. Posso já começar zoando vocês? Por favor. Vocês acham eles parecidos? Cara, não somos. Não somos. Somos dois gordinhos simpáticos que usam óculos. Só. Acabou aí. Todo dia que eles estão juntos, a gente escuta isso.
Mas o bom é que agora vai ver num plano só. Então, assim, eu acho que as pessoas confundem porque costumam ver a gente separado. Então eu falo, pô, realmente lembro, realmente lembro. Agora, olhando próximo, eu falo, cara, não tem nada a ver. É só óculos, que agora já tá diferente, né? Não tem nada a ver. Pois é, eu tô quase mudando. Não, eu tô quase mudando pra uma armação diferente, com nylon, com alguma coisa, com espinho, pra poder...
Eu tô quase fazendo moicano, pra ver se a gente se diferencia um pouquinho. Tá difícil.
Já imaginei você celebrando a Miss de Moicá. Gente, vou fazer um adendo aqui. Eles são muito amigos. Então, isso virar uma resenha. A gente fugir do tema é assim, ó. Não, claro que não. Eu também. Eu também. A gente vai se controlar aqui. Vai falar só sobre o tema que é mesmo? Escolhas. Vamos lá.
Eu começo com uma pergunta. Quando começou essa escolha? Então, a minha escolha para ser padre começou quando eu tinha uns 13 anos, mais ou menos. Eu estava sendo coroinha lá na minha paróquia, no Rio de Janeiro, sou lá de Jacarepaguá.
E aí eu fui um dia na missa. E fui, entrei na sacristia pra me paramentar, pra participar da missa, pra ajudar na missa. E o padre que tava lá na minha paróquia, ele simplesmente colocou a casula. E quando eu entrei na sacristia, ele tava colocando a casula, veio na minha cabeça. Por que não um dia eu tava usando uma casula? E se, né? E se. Aí começou a pensar na minha cabeça, será que um dia eu vou ser padre? Aí começou a aumentar esse desejo no meu coração. Aí foi embora.
Aí foi embora. E aí eu fui pensando nas consequências dessa escolha também, né? Porque eu tinha o sonho de ser diretor de cinema, você já sabe. Tinha o sonho de ser diretor de cinema. E aí tinha que deixar isso tudo pra abraçar essa escolha, né? Então começou aí. Quando eu vi um padre colocando uma casula. Um jeito muito simples. A gente até tava conversando. Deus, ele é detalhista. Então, a partir desse detalhe, Deus, ele começou a colocar esse desejo no meu coração.
Que legal, né? A gente... É engraçado porque aqui a gente está falando com escolhas diferentes, né? Eu fico pensando da nossa escolha também, do quanto a gente começou a conversar lá atrás. E, cara, e aí? A gente vai enfrentar tudo? Porque a nossa história, acho que alguns de vocês já conhecem, sabe um pedaço da nossa história. Então, e aí? A gente vai enfrentar isso tudo? E esses medos, esses desafios que iam surgindo, o que, conforme o senhor foi crescendo ali dos 13, entrou no seminário com 15? 15 anos.
E depois desse passo, trouxe a malinha do Jacarepagó para Correias e os medos, aquele primeiro ano, e aí? Foi muita doideira, assim, porque eu saí de casa com 15 anos, eu sou filho único, tinha dormido fora de casa pouquíssimas vezes, na casa dos meus amigos, e do nada, mudei não só de casa, mas de cidade também. Eu tinha que ficar afastado dos meus pais, só via eles...
algumas vezes ao mês, no final de semana. Tinha que ficar afastado dos meus amigos, tinha que ficar afastado do cinema. E aí tudo isso foi gerando, no início, parecia uma insegurança, né? Assim, agora, como é que vai ser e tudo mais. E os medos começaram a surgir. Só que, no meio dos medos, quando a gente olha para o chamado, para a escolha, que a gente também teve que fazer, os medos começavam a ficar um pouco menores diante da escolha.
E a escolha ia acabando, motivando o coração, mesmo diante dos medos, a prosseguir, a continuar também. E é legal a gente ouvir isso, porque a gente tentou trazer esse tema muito por esse lado de uma frase que a gente ouviu uma vez e que a gente carrega para a nossa vida, que é faça uma escolha com tudo que ela tem, que é da Verônica Jordão. Isso. Oh, lembrei.
Lembrei o nome, porque sobrenome é sempre um problema. Mas essa é uma frase muito forte que carrega muita coisa. E foi exatamente o que o padre estava falando. Tudo que ele deixou para trás para fazer essa escolha. E não que isso seja um peso.
Isso é uma consequência de uma escolha e está tudo bem. Quando a gente faz uma escolha, a gente tem que estar ciente daquilo que a gente deixou para trás. E não ficar olhando para trás com pesar. E no casamento, num relacionamento, é exatamente isso. Eu já escutei algumas pessoas falando que quando escolhe estar com uma pessoa, a gente está deixando de estar com várias outras. E é isso mesmo.
Eu acho que fiquem levando para esse lado da reflexão que o padre trouxe agora, na questão de que quando você vê o objetivo, o medo e o que você deixou de lado começa a diminuir. Ele ganha sentido. Não é um medo sem sentido. É um medo por consequência da escolha que a gente fez.
que tudo vai dar medo. Se a gente parar pra pensar, o medo tá envolvido em tudo que a gente faz. Cara, uma vez, Dom Gregório, no meu primeiro dia de seminário, 17 de fevereiro de 2013, no jantar, e a gente tava ali morrendo de, imagina eu, 15 anos, um ambiente totalmente diferente, assim, eu morrendo de medo de vir um prato com azeitona pra comer.
E aí no discurso de abertura, lá, Dom Gregório, ele disse uma frase que nunca saiu da minha cabeça. Que não podemos ser escravos dos nossos medos. Porque às vezes o medo pode paralisar a gente. E a gente não fazer escolhas ou não continuar com uma escolha por conta dos medos. E a gente se torna escravo disso. Só que o medo não pode paralisar. A gente tem que prosseguir mesmo com medo. Continuar mesmo com medo. É a famosa frase, vai com medo mesmo. É isso. Desculpa, pode falar.
Não par. Anda logo. Não, e eu fico pensando que assim, eu escolhi estar do lado da Bruna, convenci ela a estar ao meu lado. Mentira, gente. Mentira, mentira. Isso é tudo papo dele. Quem conquistou fui eu. Cara, você sabe que não foi, né? Eu me fiz de fácil, aí você chegou com seu charme e eu permiti ser seduzido.
Amém, irmão? Aleluia E eu fico pensando que eu perdi a linha de raciocínio Que eu tava falando Foi, mas eu tava pensando no seguinte Sobre os medos Não, não, sobre a questão de que a gente vai se transformando Numa nova pessoa
Mas que a gente não deixa características. Né? Engraçado falar sobre a questão do cinema. Porque eu também gosto muito de filme. E eu sempre cito algum filme aqui no podcast. Falo muito sobre isso. A Bruna é uma excelente companhia pra ir. Não pra escolher filme. Mas ela é uma excelente... Isso a gente fala depois. Ela é uma excelente companhia.
pra acompanhar, mesmo que ela não entenda. Eu fico lembrando dela indo nos filmes da Marvel comigo e tipo assim, ela perdia completamente a linha de todos os filmes. Do nada, ela caia de paraquedas num dos filmes. Aí ela ficou assim...
Esse é quem mesmo? Eu falei, então, esse é fulano que matou ciclano, que tá fazendo... Não, mas era ótimo. O que eu tô querendo trazer com essa perspectiva é que, assim, a gente começa a se moldar, mesmo com os nossos medos, mas no objetivo maior, que é estar, no meu caso, do seu lado, e você, do meu lado, começa a se moldar e fala, cara, eu não sou tão fã de cinema.
Mas eu começo a acompanhar porque é legal, porque eu gosto, porque eu gosto da companhia. Então eu começo a apreciar coisas parecidas, é isso que eu quero dizer, entendeu? Sim, e esse negócio que você falou de que a gente vai mudando, as nossas escolhas vão traçando quem a gente é, né? Forjando, né? É, exatamente. E eu acho isso muito legal, assim. E pensar... Desculpa.
E pensar em tudo que a gente abdicou pra assumir essa escolha é pensar quem a gente não foi e falar, beleza, eu realmente não queria ser aquela pessoa. E eu sou muito mais feliz hoje, eu sou muito feliz hoje com as escolhas que eu fiz.
Até porque escolher o sacramento do matrimônio, a vocação matrimonial, como vocês vivem, não é sobre a sua própria felicidade, mas a felicidade do outro. O centro do sacramento do matrimônio, da relação conjugal, é você ver a felicidade do outro. E aí que está a sua felicidade. Por isso que a Bruna ia assistir filme da Marvel com o Leandro. E o Leandro ia assistir filme chatos com a Bruna no cinema. É horrível.
Aproveita esse gancho e fala sobre essa situação, padre. Não, não cita o filme. Não, Velhos Bandidos. Cara, a gente foi no cinema semana passada. A gente foi assistir esse filme, Velhos Bandidos. Uma educação da Bruna. Ela se amarrou no filme. Eu tava olhando pro relógio e falando que horas vai acabar esse negócio pra gente ir embora daqui. Uma dúvida, o senhor só tava dormindo ou só fechou os olhos pra descansar? Não, eu tava escutando. A imagem não interessava muito aquela hora do filme. Nem o som.
Cara, mas é sério. Um filme muito ruim, sabe? Mas o ambiente era muito legal. A gente se divertiu. Deu história. Rendeu caldo. Não é muito ruim. Vocês que são muito exigentes. Não, não. Eu nem sou tão exigente assim. Péssimo. Tá, vamos pular esse assunto. Vamos ver essa página que me traz ainda sentimentos ruins. Que engraçona essa página. Tem uma história que não tem. Do nada eu...
Tem uma história que eu não sei se o Padre Caio sabe. Provavelmente sim, né? Que a gente conta muito da nossa vida. Ah, mas se souber, ele vai assinar. Porque eu falo, conto a história repetida. Ele fica, essa tu já me contou. Ah, tá. 17 vezes. Tá. Então, mas a gente não contou no podcast ainda. Ah, tá. Eu fiz que é novidade. Isso, por favor. Oh! Mas eu tô fazendo a introdução aqui, mas quem vai contar é o Leandro. Eu achei que o Leandro ia ser padre. Achei de verdade.
Essa história ele sabe também, mas eu vou contar para quem não sabe. E a gente conversou sobre essa história essa semana. Participei de um encontro chamado Água da Vida. Excelente encontro, por sinal. E eu estava num momento bem atribulado da minha fé e das minhas escolhas.
Não com a Bruna, mas escolher qual caminho seguir, pastoral e tudo mais na igreja. E num determinado momento, o encontro foi maravilhoso e virou a chave na minha cabeça. E eu saí de lá com o semblante transformado. Assim, eu saí uma nova pessoa. Quando eu entrei no carro, terminou a missa e tudo mais. Quando eu entrei no carro e participei da missa, foi aquela missa, sabe? Brasso pro alto, gritando, não sei o quê. Sobe! Sobe, sobe! Nessa vibe.
E quando eu entrei no carro, o Bruno olhou pra mim, ela dirigindo, olhou pra mim. De repente ela começou a chorar. Aí ela chorava. Aí eu falei, o que foi? Aí ela, tá tudo bem. Ela falou, tá, eu sei que tá tudo bem, mas... Tá tudo bem.
se Deus te chamou sacerdócio, eu aceito a gente terminar. Eu falei, cara, tu tá tentando terminar comigo e tá botando a culpa em Deus? Aí ela, não, não, é porque tá diferente. Foi isso que ela sabia que eu fui pro encontro com algumas dúvidas. Ela falou assim, e foi isso que ele te respondeu?
Tá tudo bem, a gente pode terminar. De perder pra Deus tá ótimo. Não, pois é. Como é que é o nome dela? Falei, não, é Deus já, então beleza, tá bom. Igreja. É. Aí eu falei, não, amor, eu vou casar, é o matrimônio que eu quero. Mas foi muito bom o encontro. Ela falou, nossa, você voltou tão diferente e tal. Não, mas antes disso, eu pensava nisso quando você tava no encontro. Tanto que eu chamei o nosso diretor espiritual pra conversar sobre isso. O Padre João foi lá em casa pra gente conversar sobre isso.
Enquanto eu tava no encontro? Enquanto você tava no encontro. Esse detalhe eu não lembrava. Sim, foi. O negócio foi sério. Não foi uma bobeirinha ali na hora, não. Eu achei mesmo. Pois é. Eu achei mesmo. Mas estamos aqui. Bispo José Maria, Dom José Maria, ele...
Não, quando eu fui pro meu vocacional, ele olhou pra mim e falou assim... Vai embora. Dá não, né? Acho que a Bruna combinou com ele. Foi bem antes, eu tinha 15 anos. Eu tinha 16 anos. Fui pro seminário, pro vocacional. Participei do vocacional algumas vezes. Aí ele olhou pra mim, deu aquele sorrisinho dele, ajeitou o óculos. Pode ir. Vai embora, né?
Quase, desculpa, quase que ele falou assim Tá gastando teu tempo e o meu, né? Ai, que pecado Ele não falou não, ele não falou não Aqui, ó Ele falou de uma forma mais caridosa Mas se tu ler direitinho, foi isso que ele falou Não, o que eu ia comentar é que é uma coisa engraçada Que Essa escolha de casar, né? De viver o matrimônio Não é uma coisa que eu sonhava desde pequena Assim, igual, né? As meninas Ai, eu quero... Não, não, não, não, não Não, não, não, não, não Não, não, não, não, não, não, não Não, não, não, não, não, não, não Não, não, não, não, não, não, não Não, não, não, não, não, não, não Não, não, não, não, não, não, não Não, não, não, não, não, não, não, não Não, não, não, não, não, não
Não, de ser padre mesmo. Não sonhava. Quando era criança, assim, pequena. É, então, eu acho que é uma coisa que realmente a vida vai levando a gente. Deus vai traçando os nossos caminhos. Exatamente. Porque eu lembro das minhas amigas brincando de boneca. E o príncipe, e o Ken com a Barbie, não sei o quê. Eu nunca tive isso, sabe? Eu nunca tive... Jogava bola, amor. É, então, eu nunca tive esse sonho de princesa, assim. De, ah, eu quero casar, encontrar meu príncipe encantado. Encontrei, mas não era um sonho.
A princesa e o sapo Esqueceu de dar o beijo Tô brincando, tô brincando Aí Disney Ai que picado, cara Mas dentro dessas escolhas A gente tem muito aquela Mística, né? Que ah não, o padre
Tem que tratar com respeito, óbvio, mas não, ele não faz nada. Padre não vai ao banheiro, padre não sai pra jantar, padre fica só... Não vai assistir filme ruim no cinema. Não vai assistir filme ruim no cinema. Padre fica só guardado, né? Porque assim, termina de celebrar a missa e tira e vai pra dentro de casa e fica trancado. É congelado e dorme. Pra quem não sabe, o padre fica congelado na parte de trás da igreja. Tipo Roberto Carlos, no final do ano. Só esperando.
Como é que aquela cantora americana que também... Mariah Carey. Isso. Mariah Carey. Mas conta um pouco sobre essa questão da vida sacerdotal, do ser normal. As pessoas se assustam um pouco porque elas resumem a nossa vida ao altar, ao confessionário, só procurar o padre quando a coisa dá muito ruim, assim, né? Só que a gente tem vida. Normal, né? A gente tem amigos, a gente sai pra comer, a gente vai na praia, a gente conversa, a gente ri. O senhor gosta de praia, né? Eu adoro praia.
A areia. A areia não tanto. A pior parte da praia é areia. E a água é maravilhoso. Você vai na água, um banheiro público aberto. Mas é bom. Eu gosto de praia. Não gosto da areia. Eu tenho algumas esquisitices. Essa é uma delas. É o Leandro também. Igualzinho. A gente parece nisso também. Odeio areia de praia. Com todas as minhas forças.
Então as pessoas acham que a gente vive quase como um ET. Que a gente termina a missa, a gente se tranca dentro do quarto e vida consegue. Não fala com ninguém, não faz nada. Só que a gente tem amizades, a gente tem a nossa vida normal. Nós somos humanos também, de carne e osso.
Quantas vezes nós já partilhamos tantas coisas. Quantas vezes depois da missa nós já fomos no McDonald's, né? Não sei se pode fazer propaganda, mas desculpa. Não, mas pode patrocinar a gente, McDonald's. Se estiver vendo esse episódio aqui, ó... Comida de graça. Big Mac, vem cá. Que isso. Queria te falar um relacionamento sincero que eu tenho com vocês. Mas a gente vive assim também, né? Com amizades, fazendo coisas normais. É muito engraçado porque teve um dia, agora há pouco tempo, eu fui no shopping, acho que foi uma segunda-feira, nossa folga, e eu fui no cinema, assisti um filme bom.
E aí eu fui no cinema. E eu tava sem clésima. Tava com uma camisa de malha normal. E aí passou uma criança da catequese. Só que eu não reconheci. Ela passou, percebi que a criança tava me olhando muito. Eu falei, cara, eu até me olhei assim. Eu tô fedendo. Ela comia alguma coisa e escorreu molho. Alguma coisa assim. Aí depois ela veio, puxou meu braço assim. Ela falou, padre, você não tá na igreja.
Eu tô no cinema, né? Eu vim passear no shopping e tudo. As pessoas têm um pouco essa visão que a gente fica preso, trancaféu. Mas não, a gente tem vida. A vida continua, né? Claro, nossa vida é diferente e tudo. A própria palavra diz pra gente. Fomos tirados do meio dos homens pra uma vocação especial, uma eleição especial. Só que a gente ainda tá também no meio do mundo, no meio dos homens, né? As pessoas se assustam com isso.
Não, e sobre esse negócio de criança me faz lembrar a história do sábado de Aleluia, que eu tava sentado na igreja, esperando a missa começar, né? Porque a missa ia ficar mais cheia naquele dia, então chegamos mais cedo. Eu tava sentado e tava as luzes apagadas. Uma criança um pouco mais atrás virou pra tia e falou assim, olha lá, a gente já chegou, mas o padre tá sentado ali, ó, e nem tá fazendo as coisas dele.
E era eu. Aí, nisso, a tia levantou e falou, Leandro, tá achando que é o padre Caio. Aí eu olhei e fiz assim, a criança roxa. Aí fez assim, pedindo desculpa e tal. Ela jogou e falou assim, tá sentado aí, né? Sem fazer nada, né? Isso é perigoso pra gente, tá? Imagina, não tem horário de trabalho, eu tô andando na rua, cara, se minha chefe passa por você, eu vou passar lá. Tu vai no shopping com a Bruna, o padre tá com a esponja dele.
Essa história de confundir, teve uma vez que eu tava com outros amigos padres, eu era seminarista, e eu tava no Barra Shopping, andando com eles lá e tal. Aí eu fui no banheiro uma hora. Quando eu tô saindo do banheiro, eu tô andando, ia pra escada rolante, do nada, alguém puxa o meu braço. Imagina, no Barra Shopping, alguém puxa o meu braço do nada, eu já quase fui tirando o celular, pode levar. E aí quando eu olhei pra trás e vi quem tava puxando o meu braço, era o Zeca Pagodinho. Mentira. O Zeca Pagodinho tava puxando o meu braço.
Aí eu olhei pra ele e fiquei meio assim, o que eu vou falar pro Zeca Pagodinho agora? Deixa o Zeca me levar. Sei lá, né? Deixa o Zeca me levar. Sei lá. E aí eu olhei assim, aí ele soltou meia dúzia de palavrões e disse, tu é igualzinho, meu filho. Deixa eu tirar uma foto contigo. Mentira. Fiquei curiosa. Aí o Zeca, pode vir aí. Filho do Zeca Pagodinho, joga assim. É igual o Leandro, não é igual comigo. Igual a mim, não. É igual o Leandro.
Aí ele tirou uma foto comigo. O Zeca Pagodinho no shopping. Ele pediu pra tirar uma foto comigo, viu? Que marra, hein? Fiquei super feliz com esse cara. Mas é o filho que tá vivo? Porque ele tem um filho que eu acho que faleceu, não tem? Aí eu já nasci informação. Apesar da aça no clima agora, hein? Tava todo mundo rindo, feliz. Ah, gente, nenhum deles. Não, eu vou abrir aqui. É uma foto que ele tá de camisa branca.
Não, então não é aquele dele, não. Peraí. Ah, esse aqui. Esse aqui. Esse aí, pô. É, lembra. Lembra muito o Leandro. Lembra sim.
Gente. Lembra muito. Lembra sim. Eu fiquei sem entender nada. No meio do Barra Shopping, o Zeca Pagodinho para tirar uma foto comigo. Esse é o que está vivo, tá? Esse é o que está vivo? É. Porque está ali o filho de Zeca Pagodinho. Imagina nós três, um do lado do outro. São os Hansons. São os Hansons. Para quem não tem referência, porque é uma coisa muito antiga. Para quem é uma coisa muito antiga, mas são os Hansons. Eu estou rindo, mas eu não entendi, tá?
Pô, mentira. Não sei quem é Hanson. Ah, tá bom. Mentira. Mas quem, gente? Não, está de brincadeira, né? Não, está zoando, Padre.
Uma banda de 1900 e alguma coisa? Eu sou de 96. Não precisava fazer essa parte. A gente é muito velho, Marido. Não sou eu não, sério não. A gente está muito velho. Ah, são três meninos louros.
Muito famosos na época. Nunca ouvi falar. Sério mesmo? De verdade, de verdade. Nunca ouvi falar. Caraca. Nunca ouvi falar. Outro que pesou o clima, hein? É. Gente, eu acho que a gente podia encerrar por aqui, então. Acabou. Não. Mas é engraçado, voltando agora, né? Tentando recapitular essa questão das histórias. E é sobre isso. Saber que todas as escolhas, a gente falava sobre os medos e tudo mais. E o senhor tem um medo peculiar, né?
De quê? De cachorro, né? Eu morro de medo de cachorro. Por favor, vai lá, eu já sei que tu quer. Conta a tua história que a gente sabe. Essa história não tem graça nenhuma pra quem tá em casa.
Só quem viveu sabe. E é engraçado porque eu vou contar essa história, vocês não vão achar graça nenhuma, mas o padre vai ficar rindo, então o áudio vai vazar do sorriso dele e da risada. E vocês vão rir por causa da risada dele. Ele chegou lá em casa. Lá em casa tem um pastor alemão, o Paco. Não, nem é tão grande. É um urso. Não, é um pastor alemão. Cara, mas ele é um cachorro simpático. O Paco é simpático, é assim.
Na hora que ele chegou, o padre estava saindo do carro. E eu estava de costas, o cachorro chegou por aqui pelas costas. O cachorro achou que eu era o Leandro. O padre olhou para o cachorro e falou assim, Leandro, o cachorro. O cachorro estava em cima. Ele estava imponente, olhando orelhinho e pé. Eu falei, caraca.
Perdi. Aí, cara, meu raciocínio foi muito rápido. Porque eu olhei pro cachorro e o cachorro... Eu botei a mão pro lado assim e falei assim... Padre, volta pro carro. E como se eu estivesse protegendo ele, eu falei... Volta pro carro. E ele foi voltando pro carro com a mãozinha na coxa. Todo cagado.
Com a mãozinha na coxa, assim. Aí eu comecei a rir, não aguentei. Foi, padre, brincadeira. Aí foi só eu falar isso que o cachorro fez a carinha assim. Botou a carinha pro lado e ligou pra fora. E ele ainda tava preso. Tava, ele tava amarrado. Ele tava preso. E o padre foi desesperado. Depois disso, eu nunca mais fui na casa do Leandro, né, Bruno? O pior que é verdade, cara. Foi sim. Não, foi? Claro que fui, cara. Antes, eu tive aquela atrocidade. Era melhor o cachorro me morder do que ver aquele chão. Ai, que horrível.
Cara, é engraçado que a gente tá falando sobre várias coisas e volta sempre nesse filme. Nesse filme, o Rio. A gente precisa marcar um outro. Pois é. Não assistam. Eu vou falar bem. Não assistam. Então fale bem. Certo sobre? Não, gente. É uma produção nacional, com os recursos de uma produção nacional. Não, não. Tropa de Elite é produção nacional. Cidade de Deus é produção nacional. Desculpa. Tá bom. Não consigo nem mais falar.
Com atores renomados. Que provavelmente foi a última vez. O último filme de alguns deles ali. Da Fernanda Montenegro, inclusive. Foi o último filme dela. Péssima escolha. Ela podia ter encerrado em Vitória. Pô, também Vitória é muito ruim, né? Foi ruim não assistir. Vitória é horroroso. É mesmo? Eu também não assisti. Ela podia ter terminado Ainda Estou Aqui.
É. Aí que é um filme muito bom. Ou então... Central do Brasil. Central do Brasil. Ela poderia ter parado lá. Mas aí ela ia parar de trabalhar uns 50 anos atrás, né? Mas é isso, gente. Com eles dois não tem defesa, não tem jeito. Eu tentei. É o que tem, cara. Tem argumentos. É porque o filme é ruim. Fracos.
Gente, o roteiro é redondinho Não tem sentido Gente, mas O objetivo não é ter sentido Engraçado, a gente tá discutindo aqui O pessoal deve tá achando esse episódio mais chato Porque eles não assistiram Que bom, é um presente pra vocês não assistirem esse filme Tira uma dúvida
Geralmente, quando a gente está falando sobre a questão de casamento católico e tudo mais, a gente, quando vai se referir à presença do padre no casamento, a gente fica naquela bem perdida. Não, porque o padre assistiu, porque o padre celebrou, porque o padre... E aí, termo certo. Então, o padre assiste o matrimônio.
Porque quem celebra são os noivos. O padre é como uma testemunha ali. O padre representa, é a igreja, melhor dizendo, é a igreja ali. E ele é a testemunha da união daquele casal que celebra. Então, quem são os celebrantes do casamento? O noivo e a noiva. O padre assiste, é testemunha daquela união e abençoa aquela união. Mas quem celebra são os noivos. Não é o padre que diz sim, são os noivos. Aceito, sim, tudo mais.
Entendi. Então é normal eu falar que, por exemplo, no nosso casamento tinha Padre Gabriel, Padre João e Padre Renato. Então eu falo que, não, Padre Gabriel, Padre João e Padre Renato assistiram o nosso casamento. Assistiram. Foram vocês que celebraram. Vocês são os celebrantes do sacramento de vocês. Entendeu? Nós éramos figurantes, os padres são figurantes. Vocês não me convidaram para o casamento de vocês. O senhor não era nem padre.
2016. O senhor tinha acabado de entrar no seminário. Tinha três anos de seminário. Fazer dez anos esse ano, né? Não, e a primeira vez que a gente se conheceu, o senhor nem me tratou bem, então... Mas você foi antipático comigo, né? Não fui, não. O senhor me tratou muito mal. Gente, que momento foi isso que eu não lembro. Vamos fazer um momento de cura aqui agora. Pega o violão. Pega o violão aí. Ronaldinho, pega o violão pra gente, por favor.
Não, mas foi na casa da Bruna, não foi? Não, lá a gente se conheceu. Lá até que o senhor foi simpático. Eu sei que o senhor é simpático. Não, o senhor só pediu sigilo, mas o senhor foi simpático. Agora o senhor está falando aqui no podcast. Caramba, nessa parte bota um pi. Ih, caraca. Não, brincadeira. Dá dinheiro, mas não dá intimidade. Não, foi quando eu falei negócio dos filmes. O senhor estava na mozela ainda, que eu falei, pô, tem um monte de filmes, se o senhor quiser, eu faço uma doação para o senhor fazer uma videoteca. Ah, tá bom. E virou as fãs andando.
Falei, ah, filha da mãe. Eu não lembro disso, não. Nem eu lembro. É, quem bate esquece. É, pois é. Quem bate esquece. Não, tranquilo. Eu nem queria falar. Eu trouxe o seu pra cá nesse momento só pra isso. Eu achei que essa história eu já tinha contado. Essa eu não contei, não? Acho que já, acho que já. Provavelmente eu contei todas. Eu não tenho nem tanta história assim pra contar. Não tem, não. Não tenho um monte pra contar ainda.
Eu não saio nem 10% da sua vida. Nossa. Que isso? Eu fiquei com medo agora. Não, eu também. Acho que nem eu sei 10% da minha vida. Claro que sabe, eu sei.
Não, você sabe tudo da minha vida. Você sabe mais coisa da minha vida que eu. Vocês querem que eu saia aqui? Me retire? Não, não. Não exagera. Não, e é verdade. Quando eu escolhi compartilhar a vida com você há 20 anos atrás...
Eu me permiti não ter gavetas. Por quê? Porque eu acho muito difícil administrar uma vida dupla. Eu acho muito difícil você administrar... É por isso, né? Porque tu me ama, não? Então, eu amo também. Isso é consequência do amor, ajudando o Leandro. É, tá. Tá bom.
Mas é exatamente, porque assim, por amar, eu não preciso ter reservas. Sim. Então é muito difícil você... Ah, não, porque aqui eu sou uma pessoa e quando eu tô com ela eu sou outra pessoa. Então assim...
Eu sou a mesma pessoa ao lado da Bruna e sem a Bruna. Tá certo que longe da Bruna, acho que eu reclamo mais. Porque quando eu tô perto dela, ela me segura. Ela não... Para de reclamar. Tá muito velho, não sei o que. Mas acho que é isso a diferença. Sabe uma coisa que eu acho legal? Que eu parei pra pensar agora. Eu nunca tinha parado pra pensar nisso. Depois que a gente casou, ou até antes mesmo, enquanto namorados, né? A gente não faz mais escolhas sozinhos.
As nossas escolhas não são... Eu não faço uma escolha sem trocar uma ideia contigo, entendeu?
Nossa, ficou refletindo muito. É meio quensa agora. Eu fiquei porque, tipo assim, eu tava pensando em quais níveis de escolhas. Sabe? Eu sei que eu pensei uma coisa muito idiota. Tipo, numa padaria, o pão que eu escolhi. Mas você leva o pão que ela gosta. Exatamente. Era isso que eu ia falar agora.
Eu penso se ela vai comer aquele pão ou não. Eu não pergunto se ela quer. Mas eu penso se... Cara, ela vai comer esse aqui? Por exemplo, usando o pão como exemplo, na verdade. A gente não gosta de pão cascudo e tal. Só de pão clarinho. Se eu vejo um pão que eu falo, cara, aquele pão vai ser muito... Puta, tá escurinho, não vou levar não. A Bruna não gosta de pão cascudo e tal. Mesmo que eu queira comer. Eu sei que ela não vai comer, então eu não levo.
É que quando a gente convive muito com a pessoa, a gente acaba pegando o jeito daquela pessoa. A convivência gera um pouco do outro na gente. Imagina vocês que já estão há 20 anos juntos. Então, tem muito da Bruna no Leandro e muito do Leandro na Bruna. Isso é natural. Sim.
E eu acho muito legal essa questão desse ponto que eu trouxe, das nossas escolhas serem divididas, que é isso que você falou. Tem as escolhas pequenas do dia a dia, mas também tem as escolhas grandes, sabe? As definições profissionais, as escolhas de, sei lá, mudar de casa, igual a gente já falou aqui, que a gente já mudou bastante e tal.
Nove vezes. Nossa. Só para registro. Mas, enfim, é isso. Eu acho que essa questão das escolhas, elas fazem parte da nossa vida o tempo todo. Eu lembro uma vez que eu dei um exemplo muito bobo, me veio agora na cabeça, que até quando a gente vai optar, sei lá, agora a gente estava vindo aqui para o estúdio, a gente está optando por ir pela escada ou pelo elevador.
Cara, isso é uma escolha, sabe? Olhar pra você ou pro Padre Caio na hora que eu tô falando. É uma escolha, tudo é escolha. E isso, se a gente parar pra pensar, a gente fica até meio doido, né? Porque é o tempo todo a vida é feita de escolhas, desde a micro até que vai mudar a nossa vida como um todo. No fundo, existe uma escolha, a escolha, uma escolha enorme. E essa, a escolha, ela é formada por... Microescolhas. Escolhas menores, né?
Microescolhas, entende? E a partir do momento em que vocês escolheram viver a vida juntos, né? Que a Bruna escolheu viver a vida com o Leandro, Leandro com a Bruna.
meio que aniquilou o eu e surgiu o nós. E o casamento é isso. O eu é aniquilado para que o nós aconteça. Sejam coisas pequenas, mínimas e sejam coisas enormes, né? E eu acho que depois dessa fala a gente pode encerrar agradecendo muito a sua presença. Passa rápido, né? Passou rápido porque a gente fica na resenha, né?
A gente perdeu muito tempo falando de filme ruim. Meu Deus. Só pra coroar. Mas, padre, obrigado de verdade pelo seu tempo aqui. Não só de estar com a gente aqui no episódio em si, mas por todo o tempo dedicado a gente, aos seus filhos, à sua comunidade. A gente está num momento muito feliz da nossa comunidade com a sua presença e a gente só tem a te agradecer.
Obrigado pela sua escolha em ser padre. É fonte de inspiração para muitos, digo por mim. E é um privilégio chamá-lo de amigo.
Amém. Estamos juntos. É uma oportunidade muito grande a gente partilhar a vida. Outro dia eu disse em alguma homilíada do Evangelho de Lázaro, eu disse que amizade é partilhar a vida. Isso aqui que a gente está fazendo, a gente está partilhando a nossa vida. Entre nós, mas também com quem está assistindo o podcast. Muito obrigado mesmo por essa amizade e por estarmos aqui juntos, essa oportunidade. Obrigado mesmo.
E você segue a gente, comenta, compartilha, faz todo esse negócio que tem que fazer aí. Segue o Padre Caio também, que ele amarra de mídia. Manda um recado para ele, entendeu? Ele se amarra numa mídia, então pode marcar ele também nas coisas que ele compartilha. Tudo, marcar ele. Tudo. Pode marcar que ele sai compartilhando. Quase tudo. Isso, tá? Ele tem sido mais seletivo.
Mas comenta com a gente também sobre as suas escolhas. O que elas têm diferenciado na sua vida e tudo mais. Cara, mas assim, voltando só para a gente concluir com um filme ruim. Ai, gente. Tirando esse filme, qual foi o pior filme da sua vida? O pior filme da minha vida?
Cara, pergunta difícil. É porque eu assisto todos os filmes. E eu já vi muito filme ruim. Muito filme ruim. Cara, seria muito difícil. Não é privilégio teu. É, não. Mas esse foi um dos piores, assim, dos últimos tempos que eu vi. Sério mesmo? Cara, eu achei muito ruim. Eu achei muito ruim. Muito ruim. Mas eu acho que não conseguiria elencar. Agora, se a gente nem tivesse falado de velhos bandidos, eu diria velhos bandidos agora.
divanmaba