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Homem Bíblico - Pr. Lucas Nunes - IEL Cajuru - 03/05/2026

03 de maio de 202636min
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Pregação ministrada no culto dominical da Igreja Evangélica Livre do Cajuru, no dia 03/05/26, com o tema: Homem Bíblico

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Participantes neste episódio1
L

Lucas Nunes

HostPastor
Assuntos6
  • Estudo Bíblico EfésiosDefinição e confusão cultural sobre masculinidade · O homem transformado pela cruz · Funções e responsabilidades na família e igreja · Complementaridade e cooperação entre homem e mulher · O homem não é autossuficiente nem isolado
  • Amor Marido-Esposa à Luz da CruzAmar como Cristo amou a igreja · Maridos amarem suas esposas como o próprio corpo · O amor como sacrifício e entrega · A cruz como padrão de amor
  • Crise da MasculinidadeO mundo define masculinidade como vencer e dominar · A masculinidade da cruz: amor e entrega · Jesus como modelo de força e sacrifício · A fraqueza aparente de Cristo como verdadeira força
  • Papel do Homem na FamíliaTratar a esposa com honra e compreensão · O papel do pai como formador espiritual · Pais ausentes ou espiritualmente mortos · Discipulado constante dos filhos · O homem como muro de proteção para a família
  • Liderança EspiritualLiderar com responsabilidade, não com autoritarismo · O modelo de Cristo na liderança · Governar bem a própria família · Tomar a iniciativa na vida espiritual da família · Criar um ambiente espiritual em casa
  • Co-responsabilidade nas relaçõesSustentar a casa como responsabilidade · Parceria e cooperação financeira na família · O erro da competição ou omissão na provisão · Sacrifício pelo bem da família
Transcrição91 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia a todos. Muito bom estar aqui com os irmãos, adorando, celebrando o nosso Deus. Graças a Deus por isso. Eu ouvi o Rafa falando ali, os irmãos podem se acertar, entendi. Pode se acertar. Não, o mundo vai se bater aqui agora.

Pode se acertar. Ele nem está aqui para ouvir. Ah, poxa, você queria estar aqui. Depois alguém fala para ele. Mas, graças a Deus, por isso, eu vou ter que pedir depois para o Léo ir passando para mim os slides depois, porque eu não tive o controle ali e não tem problema.

Mas nós estamos aí nessa série Família, e o tema de hoje é o homem bíblico, pai e marido à luz da cruz.

E hoje, nós sabemos, existe muita confusão sobre o que é ser homem, como o homem é na sociedade, como que deve ser. Alguns dizem que o homem tem que ser forte, dizem que o homem tem que ser alguém dominante, que o homem não tem que demonstrar fraqueza. Outros dizem que ser homem é não assumir responsabilidade nenhuma.

Mas a Bíblia não apresenta nem um homem bruto, nem um homem ausente. Ele apresenta um homem, o homem que a Bíblia apresenta é um homem transformado pela cruz.

E, antes de entrar nisso, eu só quero deixar claro que é importante a gente entender um princípio que, apesar que aparece em toda a Escritura, Deus trabalha com funções, responsabilidades diferentes na sua igreja.

mas não com limitações rígidas, até aqui, acabou. Em outras palavras, a diferença não é sinônimo de exclusão. Você não tem que fazer X coisa, você não tem que fazer Y coisa. Por exemplo, Paulo dá os diferentes dons para a igreja. Um tem dom de misericórdia.

O outro tem dom de evangelismo. A Rebeca que tem, por exemplo, dom de evangelismo, porque ela tem só o dom de evangelismo, que ela não vai exercer a misericórdia a alguém. Alguém que tem o dom de misericórdia não quer dizer que ele não vai evangelizar alguém.

Então, mas eles têm as suas funções específicas, cada um tem as suas direções específicas, mas não significa que não possam atuar em alguma outra coisa. Da mesma forma, Deus estabelece essas coisas dentro da família. Há distinções de ênfase. O homem e a mulher, eles são iguais em tudo.

no sentido funcional, mas também não são independentes um do outro. Eles dependem um do outro. A complementaridade, cooperação, a influência mútua. Eu esqueci de só colocar meu tempo aqui. Influência mútua. Isso significa que o homem não nasceu para ser isolado.

ele não foi chamado para viver isolado, nem para assumir tudo sozinho, como se o homem fosse autossuficiente. Mas também não foi chamado para ser omitida a responsabilidade que Deus colocou sobre ele. E aqui a cultura atual, ela confunde tudo. Ela tenta...

É endurecer o homem além do que Deus o chamou. E enfraquecê-lo a ponto de omissão. Ele omitir as coisas. Mas a cruz, ela redefine tudo. Pode passar, Léo. Porque no final de contas, nem a cultura, nem o costume, define o homem. Mas a cruz define o homem.

O homem foi criado com uma missão, mas nunca com uma autossuficiência. E é aqui que começa o problema, mas também nós vamos trazer uma solução para isso. Então o texto que eu quero que vocês abram, pode passar mais um, Léo? Esteja sujeito em tudo, o texto que é Efésios capítulo 5, verso 25 ao 30. Você pode abrir aí, eu não trouxe esse posto ali, para que você abra a sua Bíblia, você que trouxe.

Efésios capítulo 5, verso 25 ao 30. Diz assim, verso 25. Maridos, cada um de vocês deve amar a sua esposa, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la.

tendo purificado pelo lavar da água por meio da palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e sem culpa. Da mesma forma, verso 28, os maridos devem amar cada um a sua esposa como seu próprio corpo. Quem ama a sua esposa, ama a si mesmo.

Além do mais, ninguém jamais odiou o próprio corpo. Antes, alimenta-o e ele cuida como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. Então aqui a palavra do Senhor. Só justificando, domingo passado até falei, domingo que vem com o pastor Cláudio, mas eu tinha esquecido que ele ia estar viajando, ele já tinha me avisado, mas hoje vocês vão me ouvir de novo.

Mas amém por isso. Então, pode passar um, Léo. O homem bíblico, ele entende a sua missão, mas sem autossuficiência. Desde o começo, nas Escrituras, o homem foi criado com uma responsabilidade diante de Deus. Ele recebe uma missão, mas não de uma forma autossuficiente. Ele não dá conta completamente sozinho.

Por isso, em Gênesis, no capítulo 2, no verso 18, Deus cria a mulher como uma auxiliadora. O termo bíblico aqui não tem uma ideia de algo que é inferior ou de dependência hierárquica, mas...

algo que parecia ser essencial no propósito de Deus, que era essencial no propósito de Deus. Em alguns contextos das escrituras, essa ideia de auxílio é algo usado até para descrever o próprio Deus como aquele que socorre o seu povo. Pode passar mais um, Léo? Essa palavra aí, exer, auxílio, socorro, ajuda, mas não no sentido inferior, mas de suporte essencial.

Aquela outra palavra ali, que é negdo, é algo correspondente a ele, a altura dele, aquela ideia de idônea, auxiliadora idônea. A altura dele, diante dele como correspondente. Ou seja, não é alguém que está abaixo, é alguém que está ao lado. E isso é muito importante porque ela não é inferior.

mas porque o homem por si só não é autossuficiente e ele precisa dessa parceria para cumprir o propósito que Deus lhe deu. Isso já quebra muita coisa no mundo de hoje. O homem não foi criado, como eu já disse, para viver de forma isolada, nem para ser independente de todos os lados.

E muito menos para dominar sozinho as coisas. Ele foi criado para relacionamento. O homem foi criado para cooperação e propósito de Deus. E o problema é que ao longo do tempo, a cultura começou a distorcer o que é ser homem, o que é o homem. Criou suas caricaturas e reduziu a masculinidade, a aparências, estilo, comportamento. Mas a Bíblia não faz isso.

Ela mostra, por exemplo, homens como Davi, que era um homem guerreiro, também era músico, ele era forte, mas sensível também. Isso nos ensina que a masculinidade bíblica não é algo superficial, ela é completa. E ela é moldada por Deus. E mais do que isso, ela é moldada...

pela cruz, porque afinal de contas, Deus não está tentando formar homens de aparências fortes, Ele está formando homens transformados, homens que são transformados, homens que deixam o orgulho de lado, homens que são quebrantados diante de Deus.

E por isso, cuidemos com a ideia de masculinidade que nós estamos vivendo, com a ideia de masculinidade que nós estamos trazendo para a nossa casa, o que nós estamos formando em nosso coração para levar para frente, para levar lá para a nossa vida, o Davi, o Henrique, o Léo, para levar lá para frente para o nosso casamento, o Rafa também. Então, cuidemos.

E também nós como homens hoje, o que nós estamos formando, o mundo forma uma ideia de homem que é super... Você pensa em filmes, o Rambo, cara, aquele cara era uma referência de homem, que cara massa demais, eu queria ser o Rambo, de corpo não sou o Rambo, nem de nada.

Não sou, como que fala? Nem militar eu fui. Mas o mundo tem as suas ideias de homens. E até, algo até pior assim, né? Ser homem não é parecer forte, gente. Ser homem é ser moldado por Deus. Pode passar mais um, Léo? O homem bíblico, ele...

Ele lidera com responsabilidade espiritual. E aqui está um dos pontos centrais do que é o homem bíblico. Ser cabeça da casa não é você mandar, vai lá, faz isso, vai lá, esposa, faz isso, vai lá, filho, faz isso, vai lá, família, faça isso. Mas é assumir responsabilidade. Efésios no capítulo 5 não está falando de poder, o poder que o homem tem, mas está falando de cruz.

Hoje existem dois extremos perigosos. O homem autoritário, que ele quer controlar tudo em casa, e o homem passivo, que não assume nada. Mas a Bíblia rejeita esses dois homens. O modelo é Cristo. Se você olhar para Cristo como um homem, Cristo não dominou, Cristo não se omitiu, Cristo se entregou.

E isso aparece claramente na forma como ele liderava, se você ver como Cristo o liderava. Olha o que aconteceu quando Pedro tentou impedir o caminho da cruz.

em Mateus no capítulo 16, no verso 21 a 23 diz assim, desde aquele momento Jesus começa a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto no terceiro dia. Então Pedro levanta e fala, não, nunca, o Senhor não vai ser morto, isso nunca vai acontecer, eu não vou deixar.

Pedro, né? E Jesus, ele voltou-se para Pedro e disse, para trás de mim, Satanás. Você é uma pedra de tropeço para mim. Não pensa nas coisas de Deus, mas nas coisas dos homens. Jesus, ele não foi passivo, mas também ele não foi autoritário no sentido carnal. Ele ensinou, ele corrigiu, ele permaneceu firme no propósito. Isso que é liderança.

Agora, olha o padrão que Deus exige em 1 Timóteo capítulo 3, no verso 4 ao 5. O homem deve governar bem a sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele com toda dignidade.

Pô, se alguém não sabe governar a sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus? Aqui Paulo está falando para presbíteros, para quem fosse ser presbíteros na igreja, mas isso é um modelo também de que um homem deve ser, como ele deve se comportar em casa, ele deve governar bem a sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele com toda a dignidade. Então, liderança espiritual começa dentro de casa, gente.

É o homem que toma a iniciativa. Em relação aos devocionais, em relação à vida espiritual com Deus da família, ele não diz, o homem não diz assim, orem. O homem diz, vamos orar? Ele não cobra a espiritualidade, ele cria ali um ambiente espiritual. Ele não vive para si, ele abre mão do que quer pelo bem da família. O homem não ignora a esposa.

ele aprende a ouvir em conjunto, ele aprende a ouvir, ele aprende a carregar junto as coisas, é isso. Isso é liderança. Como Josué declarou também lá, em Josué capítulo 24, verso 15, Se porém não agrada vocês servir ao Senhor, escolham a quem vão servir hoje, porque eu e minha casa serviremos ao Senhor.

Isso não foi uma imposição de Josué. Isso é direção. A gente vai seguir para cá, para o Senhor. A gente vai seguir para Deus. Se o homem não assume essa direção espiritual da casa...

Alguém ou alguma outra coisa vai assumir. Então, cabe a nós, homens. E como eu disse lá no começo, não significa que as mulheres também estão fora disso. Mas a responsabilidade cabe ao homem fazer isso. Conduzir a sua casa à espiritualidade. Léo, pode passar mais um? O homem bíblico.

Ele ama com sacrifício. Diz assim, a Bíblia define o papel do homem em uma frase e não deixa espaço para a gente querer adaptar de alguma forma. Efésios capítulo 5, verso 25. Você pode anotando na sua Bíblia, escrevendo, riscando. Maridos, amem suas esposas, suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela.

Esse é o padrão das Escrituras, esse é o padrão da Bíblia. Não é o que a cultura diz para mim e para ti, não é o que você aprendeu vendo outros homens, não é o que parece mais confortável para ti, é Jesus. Jesus é a chave, Jesus é a chave da vida, eu falo com os jovens, Jesus é o rolê dessa vida, é Jesus.

E Cristo não amou somente com discurso, ele amou com entrega. Ele amou indo, se entregando. Por isso, a liderança bíblica não é controle, a liderança bíblica não é privilégio, não é ter tudo funcionando ao seu favor dentro da casa. Liderança bíblica é sacrifício. Liderança do homem em casa bíblica é sacrifício.

Ser cabeça não é ter tudo pronto, é estar disposto a abrir mão de si. Isso muitas vezes custa para nós, com certeza, custa. Porque amar como Cristo amou não é algo natural para mim e para ti, não é algo natural para ninguém nesse mundo. É algo que confronta diretamente com o nosso ego e que ego que nós temos. Meu Deus do céu.

É verdade, né, Rebeca? Que ego que a gente tem? Por gentileza, poderia abrir e colocar algo para mim?

Um exemplo aqui. A nossa vontade, todo ser humano, é de estar no controle. Qualquer ser humano é de estar no controle. Eu quero estar no controle da situação. O nosso desejo ou ter aquele desejo de ser servido. Pode passar mais um, Léo? O homem bíblico, ele começa a mudar. Quando ele para de perguntar o que eu mereço. Mas assim, ele começa a perguntar o que eu preciso entregar. O que eu vou entregar?

Isso não acontece só em grandes decisões, isso aparece no cotidiano. Aparece quando ele abre mão do que ele queria para suprir a necessidade da família. Quando ele ajusta os planos porque percebe que aquilo não é o melhor para casa. Não é o melhor para casa isso aqui, vamos ajustar isso aqui. Quando ele engole o orgulho...

preservar o relacionamento, quando ele escolhe ouvir em vez de reagir, quando ele serve, mesmo quando está cansado. Isso inclui também a forma como ele lida com o trabalho, como ele lida com provisão, no sentido de ser o provedor da casa também. Sustentar a casa não é só um detalhe prático, faz parte da responsabilidade que Deus coloca sobre o homem.

A Bíblia não diz assim, o homem é o provedor da casa, mas você vê conforme ela vai construindo essa ideia, como o homem é o responsável, o homem tem que cuidar da sua família, a Bíblia vai construindo isso com o tempo, conforme você vai lendo ela. E isso faz parte da responsabilidade que Deus colocou sobre o homem, não como alguém que vive somente para o dinheiro,

mas como alguém que entende que cuidar da família também passa por garantir o necessário para a família. Mas alguém pode pensar assim, mas a minha mulher não pode trabalhar, e as esposas não podem trabalhar também? Hoje em dia a mulher trabalha, a mulher também antigamente trabalhava também. E se minha mulher ganha mais também, tem essa situação. A Bíblia não define quem paga mais contas, mas define responsabilidade e parceria.

Se ela ganhar mais, não tem problema. Eu gostaria que a Rebeca se tornasse uma jornalista, conhecida no mundo inteiro, e ganhasse muito dinheiro também. E muito mais que eu. Oi? Não vai rolar, a gente vai ser missionário. O erro, mas o erro em tudo isso é quando tudo isso vira competição.

quando isso vira competição ou desculpa para o homem se omitir. Porque o ponto não é quem paga mais, é que o homem continua responsável diante de Deus. Ele continua responsável diante de Deus. Ser responsável não é um peso sozinho, é uma parceria. Os dois contribuem, os dois se sacrificam e caminham juntos. Casamento, aí eu volto de novo no tema da semana passada. Casamento bíblico é unidade.

Vida, recursos e decisões compartilhadas. Mas isso ficou para o... Ouça o Spotify lá da pregação passada. Mas o homem, se for preciso, ele tem que abrir mão do próprio conforto para que não falte o necessário dentro de casa.

Eu lembro do meu pai falando, eu não lembro direito o contexto, mas ele falando, tem a faculdade da sua irmã, tem uma coisa X que aconteceu em casa. Eu não sei se eu perguntei, como você não comprou esse aqui, está tão legal. Olha, a gente quer, mas às vezes tem as coisas que a gente tem que...

Não dá para a gente investir na gente. Não dá, tem que investir nisso aqui, aqui e tal, para depois investir. Por exemplo, até meu pai fala assim, eu e a Rebeca estavam conversando assim, a gente tem que investir agora na nossa saúde bucal, alguma coisa assim. Quando vem os filhos, parece que a gente quer esquecer da gente. Agora a atenção é para os filhos e tal, médico, coisa, sei lá.

escola, a gente não imagina. Aí eu lembro do meu pai, sempre investindo na minha saúde bucal também, eu lembro da minha vida em dentista, meu pai e minha mãe assim, e ainda assim até hoje a gente ainda precisa, tem que ir no dentista continuar, a gente tem que se cuidar. E o meu pai, eu nunca vi ele usando também um aparelho, alguma coisa assim.

É isso, o homem bíblico se sacrifica também dentro de casa. Isso é sacrifício. Claro, ele vai ter que cuidar de si também. Existem os extremos, né? Nem vou cuidar de mim nunca mais e acabou. Mas ele também gere as coisas de uma forma correta.

E aqui entra também um confronto que não tem como a gente evitar, esse confronto. O homem bíblico e o homem que não segue os padrões bíblicos e que tem seus próprios padrões.

O mundo define masculinidade como vencer, o homem tem que vencer, o homem tem que dominar, o homem tem que estar à frente, o homem está acima, ele tem que provar força. É uma masculinidade que precisa se afirmar o tempo todo, que mede valor pelo quanto controla ou pelo quanto conquista. Mas a Bíblia apresenta algo completamente diferente, que é Jesus, o modelo perfeito.

Jesus não venceu nesse padrão, se a gente prestar atenção. Na visão do mundo, Jesus perde.

Ele perde olhando, eu sei o que você está pensando, ele perde olhando, Jesus ele foi rejeitado, Jesus ele foi traído, Jesus ele foi humilhado, Jesus foi crucificado, aos olhos humanos, olhando para aquilo, aquelas pessoas, Jesus ele perdeu, ele perdeu, isso parecia uma fraqueza, pode passar mais um Léo? E mesmo assim, Jesus, ele diz assim, ninguém tira a minha vida de mim.

Mas eu a dou por minha espontânea vontade. Eu tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Isso é que é ser homem de verdade. Isso é Jesus. Isso é força de verdade. Não é alguém que perdeu o controle, é alguém que tinha autoridade total. E escolheu se entregar. Essa é a masculinidade da cruz.

Não é prova de poder, é amar ao ponto de se dar. E isso expõe uma realidade difícil. Muitos homens querem os benefícios da liderança, mas não o peso do sacrifício. Sacrificar. Querem ser respeitados, mas não amam. Querem ser ouvidos, mas não servem. Querem ser cabeça, mas vivem para si mesmo. E esse não é o padrão de Jesus. O homem bíblico...

não vive para si, ele vive entregando a própria vida aos poucos, todos os dias, abrindo mão de coisas que quer. Se entregando à sua família. E talvez isso nem seja visto por ninguém, talvez pareça...

talvez não pareça grande coisa aos olhos daqueles que estão olhando por fora, mas assim também a cruz não parecia, era só um pobre homem coitado lá que estava carregando uma cruz, e as pessoas olhando, coitado desse homem, vamos ver esse espetáculo aqui, era um espetáculo ver alguém morrendo, talvez a sua vida esteja parecendo assim, mas assim também foi a cruz.

Mas é exatamente aí que está a verdadeira força. Porque no final de contas, o homem mais forte não é aquele que domina. O homem mais forte é aquele que se entrega. É aquele que se entrega.

Eu até... Isso faz até um link com aquele filminho lá, que o homem diz, o homem forte se defende sozinho, o homem mais forte defende os outros. Mas é isso, o homem... Eu lembro de uma situação também que eu já até contei aqui.

que eu passei por uma situação de apuros em Paranhos. Coisa de adolescente. E aí um pessoal queria me pegar, me dar uma chamada de atenção, brigar comigo.

É uma situação terrível assim, eu fiquei, meu Deus, e meus pais ficaram chateados comigo também. Lucas, o que você fez? Mas enfim, meus pais ficaram chateados comigo e eles estavam meio que assim, meio que, é isso aí Lucas, é isso aí, responsabilidades, tem que seguir em frente e tal. E eu estava...

perdido assim, aí um dia meu pai, a gente teve essa conversa, e meu pai, ah, isso aí e tal, e eu comecei a chorar, mas o que está acontecendo? O que aconteceu? O que está passando? Olha, eu estou me sentindo sozinho, eu não sei o que vai acontecer comigo, eu estou com medo, e...

Eu sinto que vocês me abandonaram. E o pessoal, sei lá, está atrás de mim, alguma coisa. Ele me abraçou com tanta força, aquele homem. E ele falou assim para mim, não vai acontecer nada com você. Nada vai entrar aqui nessa casa. Eu sou o muro dessa casa. Ele falou assim para mim. Eu me senti tão seguro com aquela frase que ele falou. Eu sou o muro dessa casa. Algo como, poxa, esse homem vai passar na frente de uma arma, de caminhão, para eu não morrer.

E é isso. Aí também que está a verdadeira força, um homem que defende, que cuida da sua família. O homem bíblico também cuida com honra e discipula. Próximo ponto, Léo. Aqui a gente une duas áreas que não podem ser separadas. Marido e pai.

Um esposo, um dia talvez ele será um pai, se assim Deus permitir, e quando ser pai, ele vai ter suas responsabilidades também. Mas quanto a esposa, a Bíblia diz assim, do mesmo modo vocês maridos sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como a parte mais frágil e coerdeiras do dom da graça da vida.

de forma que não sejam interrompidas as suas orações. Pedro, dizendo isso para nós aqui, isso é muito sério para nós. O homem bíblico não vive com a esposa de qualquer jeito, ele vive com entendimento.

Ele observa, ele aprende, ele procura compreender a sua esposa, ele trata com honra a sua esposa.

Isso significa que ele não ignora, isso significa que ele não despreza, isso significa que ele não trata com dureza. Pelo contrário, ele protege, ele cuida, ele valoriza. Ele vira os muros da casa ali também, né? Se é que eu posso usar essa frase aqui. A Bíblia não está dizendo que a mulher é inferior, mas reconhece em muitos aspectos que ela pode ser mais vulnerável.

Eu ouvi o homem dizendo que o homem, eu sempre brincava com a Rebeca, que o homem, comparado à mulher, ele é como se fosse um X-Man, ele tem um corpo de tipo um X-Man. Mas aí a Rebeca, poxa, olha o meu tamanho, olha, sei lá, o fulaninho lá, o João, o cunhadinho que a gente tem, ele é tão pequenininho.

Mas, claro, existem as diferenças também. Mas Deus coloca a responsabilidade do homem de cuidar disso também, em todos os aspectos. Pedro diz assim aqui, como a mulher com uma parte mais frágil, como com herdeiras do dom da graça, da vida. E o texto vai além também.

A forma como um homem trata a sua esposa afeta até a vida espiritual dele, para que não sejam interrompidas as suas orações. Ou seja, não adianta querer viver com Deus, ignorando a forma como você trata em casa. Isso também se estende para o papel de pai. Pode passar mais um?

A escritura diz que todas essas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-os com persistência aos seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa. Quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar, quando se levantar. Pode passar mais um. O pai não é apenas o provedor. Não, pode voltar, desculpa.

O pai não é apenas o provedor financeiro, ele é o formador espiritual, não é formador de aura, o formador espiritual. E aqui está um dos maiores problemas do nosso tempo, pais ausentes e às vezes até mesmo presentes fisicamente, mas espiritualmente mortos.

Estão em casa, mas não lideram, estão perto, mas não discipulam, estão presentes, mas não influenciam para Deus. E alguém sempre vai ocupar esse espaço. E por isso, discipular não é algo ocasional, é algo constante.

É ensinar a palavra, é conversar sobre Deus no dia a dia, é criar um ambiente onde Deus faz parte da rotina. Deus faz parte da rotina da casa. Deus não é só uma coisa que a gente vai ver depois ou no fim de semana. Ele faz parte. Deus governa essa casa. Deus está nessa casa. É ensinar a palavra. Mas não só ensinar falar.

também é viver, porque o filho, ele também aprende vivendo, com isso eu também estou aprendendo, com isso, a gente está vendo aqui, acho que é só o Vand, que é pai, os outros pais nem estão aqui, mas isso é para todos nós aqui, para você quando você for pai, você quando for pai, você vai ser pai, então você pegar isso para você, Jonathan.

para sermos homens de Deus, você, Léo, eu, e com isso essas disciplinas espirituais nós vamos aprendendo desde já, se a gente não cuidar, passa, não acontece, eu essa semana com a Rebeca, acho que duas vezes eu coloquei lá o devocional em cima da mesa, a gente vai ler, e aí de repente aconteceu alguma coisa assim,

É, a gente ligou para o meu pai. Olha o pai, ele está me atrapalhando. Mas aí ligamos para o meu pai e aí passou. A gente não leu, a gente não leu junto, não orou. Enfim, nós devemos buscar ter essas disciplinas espirituais desde já. Então, não adianta falar com Deus e não viver com Deus. O homem bíblico entende que a sua casa é um lugar de formação espiritual.

E ele assume isso com responsabilidade. Ele conduz, ele ensina, ele corrige, ele aponta para Cristo. Por isso, guardemos isso. Se o pai não discipula, o mundo vai discipular. Eu trouxemos uma imagem com a ajuda da IA. Mas que é muito forte para nós. Então, meus irmãos.

Vai, Léo. O mundo diz, seja forte, domine, pense somente em você. Mas Cristo diz, amorra, ame, sirva. Afinal de contas, o homem bíblico não vive somente para si. Ele não lidera para si. Ele não ama pensando somente nele mesmo.

Ele vive olhando para a cruz. A cruz. Eu vivo olhando somente para a cruz. Porque ser homem não é uma prova de poder. Eu tenho poder, eu tenho autoridade aqui. É assumir responsabilidade que Deus nos dá. É amar até o fim. Ser os muros da casa.

Que o Senhor possa ministrar o nosso coração, que essas coisas possam ficar em nossos corações. Se você esquecer de tudo que eu falei aqui, a probabilidade é que a gente esqueça pelo menos uns 80% de tudo aqui, ou mais.

Lembre disso, lembre-se disso você homem, até mesmo nós, nós como mulheres, até mesmo mulheres. Devíamos ser esses seres humanos à luz de quem Cristo é, à luz da cruz, à luz da cruz.

Olha para a cruz, Cristo, ele, parecia que ele estava perdendo, ele estava sendo ignorado, rejeitado, abandonado por todos, mas ele seguiu com o seu propósito de sacrifício, no seu propósito de amor, no seu propósito de entrega ali, e obediência a Deus. Olhemos para Jesus como esse modelo principal, Jesus é o modelo, Jesus é o centro. Mais um, Léo. Então, irmãos...

Homens, olhem para Cristo. Amem a Cristo. Amem a sua esposa. Discipule seus filhos. Assuma a responsabilidade diante de Deus. Sem desculpa, sem fuga, sem omissão. Comece isso. Hoje. Comece isso a partir de hoje. Amém? Quero orar com você. E aqui pode ser já o fim do...

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