Comunicação com Propósito | #72 | Você não serve pra isso.
Você já se sentiu insuficiente por não conseguir garantir a felicidade de alguém ou por acreditar que sua segurança depende apenas de conquistas externas?
Neste episódio, Luana Curti e Gabriel Hatt convidam você a uma conversa profunda sobre as camadas da insuficiência. Eles exploram como muitas vezes nos perdemos tentando cumprir funções que não nos cabem, como a ilusão de que podemos fazer o outro feliz, e como essa busca gera um ciclo de frustração e ingratidão.
Descubra a importância de questionar para o que você serve de verdade e como a clareza sobre suas intenções pode transformar seus relacionamentos e sua paz interna.
Dê o play e permita que essa reflexão desfaça as cobranças invisíveis que te impedem de se sentir inteira e realizada. ✨
Gabriel Hatt
Luana Curti
- Insuficiência e busca por validaçãoIlusão de servir para coisas que não serve · Busca por sensações externas · Transferência de expectativas para relacionamentos · Ciclo de frustração e ingratidão · A ilusão de fazer o outro feliz
- Redefinindo o propósito e a suficiênciaAmor como fonte da existência, não sentimento · Servir para amar e expandir a existência · Aproveitar o momento presente como função verdadeira · A suficiência como estado interno · A felicidade como responsabilidade individual
- Relacionamentos e a troca de responsabilidadesA impossibilidade de fazer o outro feliz · Libertar o outro da responsabilidade da sua felicidade · Aproveitar a felicidade junto · Ver a suficiência no outro e em si mesmo
- Sensação de insuficiênciaCrenças do ego e a resistência à mudança · Definição de si mesmo como vítima ou carente · A ilusão de que atividades externas trazem felicidade · A fada do dente como metáfora para crenças inexistentes
Comunicação com propósito. Oi, Coisa Linda. Oi, Coisa Linda. Vamos falar sobre por que você se sente insuficiente. Ou basicamente para te contar que você não serve para isso.
Não serve pra isso, nem pra se sentir insuficiente. Meu nome é Luana. Meu nome é Gabs Gabriel. E nós somos fundadores do Voz do Ser. E esse quadro é pra gente bater um papo, aprofundar, entender o quanto que a gente se sente insuficiente, por que que a gente se sente insuficiente e por que que todo mundo se sente insuficiente, Gabriel. Eu penso que passa por algumas camadas, né, essa sensação de insuficiência. Mas a primeira...
talvez a mais superficial no sentido de mentalidade, é que a gente estipulou que a gente serve para umas coisas que a gente não serve, né? Então, por exemplo, eu achei que eu servia para proteger as pessoas. Eu achei que eu servia para fazer alguém feliz.
Eu achei que eu servia para conseguir garantir que essa pessoa nunca passasse um perigo. Ou que essa pessoa sempre tivesse dinheiro. Ou que eu achei que eu servia para ganhar dinheiro. Qualquer coisa, né? Ou eu achei que eu servia para ser um bom jogador de pebolinho, sei lá. Isso foi um exemplo bem fictício no seu caso. É. Nossa, mas você foi falando e eu pensei, será que todo mundo sabe essa ilusão?
Do que você achou que você servia? Por exemplo, eu acho que todo mundo já se sentiu insuficiente e eu acho que é fácil de reconhecer. Sim. Assim, de, nossa, eu faço tudo para agradar o Gabs e o Gabs nunca está satisfeito. Poxa, eu fui no cinema com você, eu fui jantar onde você queria e ainda assim você terminou a noite triste. Isso é muito comum, a gente reconhecer esse sentimento em nós.
Eu fiz de tudo pra minha mãe me aprovar e ela não me aprovou. Ou eu fiz de tudo pra ir bem na escola. Eu tirei 10 e eu não ganhei nenhum. Parabéns. Então, esse sentimento é insuficiência. Eu acho que todo mundo conhece. Ou a gente tá mal na frente. É insuficiência para alguma coisa. Que coisa? Essa coisa que eu estipulei. Mas aí, onde eu acho... Eu acho que as pessoas ainda não sabem essa linha de raciocínio, que eu só me sinto insuficiente porque eu acho que...
Para alguma coisa, para o quê, entendeu? Uma das primeiras coisas que a gente explica no nosso workshop, na nossa inversão, é o quanto todas as pessoas no mundo estão em busca de uma sensação. Então, todas as coisas que a gente faz nos nossos dias, todas as coisas que a gente busca nos nossos dias, é para tentar sentir uma coisa específica. Então, se eu busco casar, é porque eu acredito que depois que eu casar, eu vou sentir uma coisa maravilhosa.
Se eu busco ganhar dinheiro, é porque eu acredito que se eu tiver dinheiro, eu vou sentir uma outra coisa. Parece que se eu tiver mais dinheiro, eu vou sentir mais tranquilidade e segurança. Parece que se eu for casado, eu vou sentir mais carinho, mais amor, mais parceria. E por aí vai, né? Às vezes em coisas muito pequenas. Às vezes eu quero só tomar um sundae. Mas é porque tem um lugar que eu tô buscando sentir alguma coisa com essa ação. Então, eu entendo que começa daqui.
Primeiro, a gente não tem clareza do que a gente está buscando. E aí depois, a gente, com falta de clareza sobre o que a gente busca, a gente transferiu para algumas atividades. Então, pareceu que se eu fizesse algumas atividades, eu ia sentir essas coisas específicas. E eu vejo que as pessoas no workshop, elas...
Elas ficam, elas entendem, mas na hora de colocar em prática, muitas vezes é difícil, porque é tão automatizado esse processo de, eu acreditei que se eu tivesse dinheiro, eu ia me sentir mais seguro, então eu tenho que ir atrás do dinheiro.
E é tão forte essa crença no ego, né? De como se ele soubesse o caminho de se sentir mais seguro, que é tendo dinheiro, que quando a gente fala isso, é comum as pessoas sentirem que é... Você está falando que eu não posso ter dinheiro? Você já vai para um contraponto para garantir que essa ideia não pode mudar. Sempre que a gente vai para esse contraponto de imaginar...
Você fala, você não precisa namorar para se sentir completo. Ah, você está falando para ficar solteiro para sempre? Não. Mas é esperto do ego a gente achar que fazer diferente é igual ao oposto.
porque é um jeito de não mudar essa ideia. Então, acho que é muito legal a gente conversar sobre isso. Como muda essa ideia sem medo de virar o oposto? Não é que você precisa estar com falta de dinheiro, não ter dinheiro para comer, para ver se você seria feliz. Mas, você achar que dinheiro traz conforto, você já parte do princípio que você é desconfortável e que isso te define. E aí pode acontecer duas coisas, né? Uma é, esse é o seu eu?
Então, você vai querer defender esse eu e você não vai querer ter dinheiro.
inconscientemente, conscientemente todo mundo quer, mas inconscientemente, se você se define como alguém que sente falta, se você se define como alguém que sempre é a vítima, que sempre tem problemas, você não vai querer deixar de ter problemas. Então, você vai segurar essa falta. Mas tem uma outra possibilidade, que milagres acontecem, de você, então, ter dinheiro. Você conseguir um trabalho legal, de você ter um dinheiro inesperado.
E aí você não tem o conforto que você teve a expectativa de sentir.
E aí você se sente ingrato, insatisfeito, incompleto, exatamente como você se sentia antes de ter dinheiro. É, e é muito cruel esse caminho, né? Eu falo que eu quero ser feliz, e eu disse que felicidade é ter uma bolsa rosa. Vou usar um exemplo até mais bobo, né? Eu disse que felicidade é ter uma bolsa rosa. E aí, enquanto eu não tenho a bolsa rosa, eu me sinto insuficiente, porque eu ainda não tenho o que me faria feliz. E quando eu tenho, eu me sinto... E aí, eu me sinto...
ingrato, incompleto, porque como assim, agora que eu tenho, eu não consigo me alegrar? Então, é muito cruel isso. E aí, eu vejo que a gente transfere isso pras pessoas, né? Porque, então, parece que isso é o que eu faço comigo. Eu me sinto insuficiente porque eu disse que eu precisaria ter uma coisa pra sentir o que eu quero. É.
Só que eu transfiro isso para as pessoas, que é o Vejo Alguém, que também está em busca de sensações. E aí eu falo assim, essa pessoa lá está querendo sentir uma coisa.
Ela precisa que eu faça uma coisa específica. Então, aí que começa o enrosco nos relacionamentos. Nossa, que legal que você trouxe isso. Que parece que a gente já conversa sobre coisas. Foi o Jim Carrey que falou a frase que eu adoro? Eu queria que todo mundo tivesse dinheiro e fama. Para ver que não é sobre isso. Isso. Então, parece que já foi dito sobre coisas.
Você pode ser feliz antes de comprar sua casa própria Fique à vontade Mas agora você trouxe um ponto importante Que é sobre Pessoas
Eu vejo você não se sentindo amado e eu falo, já sei, eu vou fazer o Gabi feliz. Eu vou fazer o Gabi se sentir amado para sempre. Como? Namorando com ele. Caraca, me dei uma puta responsabilidade e adivinha o que eu vou sentir.
É, vai sentir... Uma água. Uma água, ingratidão. Vai parecer que o outro não te valoriza. E é tão insano isso, né? Porque se nem o que eu disse que eu preciso pra ser feliz é o que eu realmente preciso, imagina que você disse que eu preciso. Assim, são muitas camadas de desilusão. É porque se nem a bolsa rosa que eu falei que eu precisava pra ser feliz é o que realmente vai me fazer feliz depois, imagina...
a sua projeção sobre isso, né? Porque se eu penso que bolsa rosa é o que vai me fazer feliz, obviamente, eu olho pra você e eu vejo, olha, talvez ela também quer uma bolsa rosa. Aí eu fico trabalhando pra te dar uma bolsa rosa, mas... Eu não quero. Eu prefiro me mochila. Você não faria nem eu nem você feliz, né? Então, tem uma frase que a gente falou até num treinamento uma vez corporativo que eu gosto muito, que é
Quando a gente pensa que... Vou contar uma historinha, tá? Quando você é criança e você coloca... Você tira o dente e aí você coloca debaixo do travesseiro a fada do dente te trazer um presentinho. Aí vamos supor que um belo dia você coloca lá o dente e não acontece nada. Não acontece nada, não tem nenhum presentinho pra você.
E aí, você, criança, fala pra sua mãe assim, olha mãe, eu tô muito triste porque a fada do dente, ela não gostou de mim, porque ela não me trouxe o presente. Eu acho que é porque eu sou uma criança insuficiente pra fada do dente. E aí, possivelmente, essa mãe vai se sentir também muito insuficiente, né? Eu sou uma mãe insuficiente porque eu esqueci de trazer o presentinho da criança. Mas aí, o único verdadeiro consolo, eu sou uma mãe insuficiente pra fada do dente.
Ou a única verdadeira resolução que poderia trazer paz para essa criança é, amor, deixa eu te contar uma coisa, a fada do dente não existe. Não é que você foi insuficiente para a fada do dente, é que a fada do dente não existe. Então, se a sua mãe ou o seu pai não souberem que você colocou o dente lá, ninguém vai colocar presente, porque a fada do dente não existe.
Não é que você foi ruim pra falar do dente, é só porque ela não existe, então ela não vai te dar presente. E aí eu sinto que é assim que a gente reverte a insuficiência. É, porque pensando num exemplo real aqui, nesse exemplo que eu tava dando, né, você... Pensando num exemplo real, esse exemplo que eu dei...
Você não está se sentindo amado. Aí eu quero te fazer feliz. Olha só, tem um jeito de eu pensar que eu não fui suficiente porque vários dias o Gabi não está bem, vários dias o Gabi está com questões e eu fiz de tudo para ele e nada funciona, nada adianta. E aí eu me sinto insuficiente.
e tem um jeito de eu falar, opa, peraí, felicidade é um estado interno, felicidade é um estado de espírito, é uma postura mental.
Como seria possível eu fazer alguém feliz? Isso é impossível. Então, não é que eu fui uma namorada insuficiente. É que não existe a possibilidade de um fazer o outro feliz, dado que é um estado interno. Não é que eu fui insuficiente para a fada do dente. É que fada do dente nem existe. Então, isso é muito transformador.
E é uma mudança muito grande para os relacionamentos e para o próprio estado interno, porque eu me sinto insuficiente porque eu me dei uma função que eu não tenho. Entende? Não faz sentido. Eu me sinto insuficiente para uma coisa que eu não sirvo. Ah, que bom!
E aí vira um ciclo, né? Porque, vamos supor, eu falo, nossa, tudo que eu mais quero é me sentir realizado. Então, vou dar um exemplo meu, real, né? Pensando nisso. Tudo que eu sempre quis foi me sentir realizado. E aí eu via as pessoas na televisão, eu via as pessoas brilhando nos palcos, brilhando nos seus trabalhos de fama, e eu queria isso pra mim.
Só que aí, eu não sabia por que eu queria isso pra mim. Depois de terapias, terapias, terapias, investigando, eu pensava que para me sentir realizado, eu precisaria dar orgulho para os meus pais.
E aí, eu também aprendi que dar orgulho para os meus pais seria dar para eles um filho famoso. Porque na minha cabeça, um filho famoso, muito bem visto, ganhando muito dinheiro, vai dar orgulho para eles. E aí, dar orgulho para eles vai fazer com que eu me sinta realizado. Então, assim, é um caminho longo demais, né? Mas tudo bem, né? Aí, usando esse exemplo...
Os meus pais, eles tinham as suas dificuldades de sentir orgulho próprio. Então, como é que eles iam me convencer de que eles são orgulhosos de mim? Embora eu acredito que eles são muito orgulhosos de mim. Mas, não importava também o quanto eles falavam. Porque aí, eu já falei pra eles, viu? Vocês não me elogiaram, então é por isso que eu não me sinto realizado. E aí, eles falaram pra mim, mas eu te elogiei. Então, meus elogios foram insuficientes. Então, meu trabalho foi insuficiente. E aí...
E aí é um ciclo que não tem fim, porque a minha sensação de realização não vem deles e a sensação deles de orgulho, de que fez o que deveria ser feito, não vem de mim. Então, às vezes a gente passa para as atividades assim, né? Eu queria fazer um bom sorvete, eu queria fazer uma boa...
reforma, sei lá, eu queria fazer um bom desenho, mas não é verdade que se você fizer vai te dar o que você quer e muito menos para o outro, então eu acho que sim, Rosco eu fico dependente emocional de da outra sensação, da outra pessoa estar bem, pra ver se eu fiz um bom papel que eu dei pra mim mesmo, entendeu? eu invento eu invento
uma função para o outro. E aí eu dependo do outro da resposta que eu imaginei. É uma loucura isso. Você foi falando e foi, cara, é isso. É isso que aconteceu comigo na natação. Eu fui nadadora por muitos anos. E eu também fiz natação para dar orgulho para o meu pai. Eu achava que quanto mais medalha, quanto mais vezes eu subisse no pódio, mais meu pai ficaria orgulhoso.
E meu pai foi em todas as competições, ele aplaudia, ele comemorava, ele guardava as medalhas, e mesmo assim eu não ficava satisfeita, eu não achava, agora pronto, agora deu, agora eu tô me sentindo completamente satisfeita e feliz, porque o meu pai estava orgulhoso de mim. Não chegava esse dia, né? E eu não gostava de fazer natação, porque vi o quanto eu gosto de conversar.
e me comunicar, e um esporte solitário como natação, pra mim, era muito ruim. Mas, no sábado, eu dava um orgulho pro meu pai, quem sabe? E aí teve uma vez que eu perguntei pro meu pai, aliás, eu não perguntei, eu contei pro meu pai que eu fiz natação 17 anos pra dar um orgulho pra ele. E sabe quem respondeu? Eu não acredito que todo final de semana eu tinha que viajar, cansado de trabalhar a semana inteira.
E você nem queria fazer. Eu só ia pra te agradar. Pra você sentir que tinha pai, pra você sentir que eu te apoiava.
misericórdia. Eu fiz um esporte que eu não queria pra dar orgulho. E ele viajava sem querer pra dar sensação de presença de pai. E claro, que nada que ele fazia, e o tanto de viagem que ele fez, e o tanto de maiô que ele gastou, era muito, tá? Eu queria maiô também todo mês. O tanto que ele fez...
Não era suficiente, porque eu nunca estava satisfeita. Porque não era isso que me trazia satisfação. E o quanto eu fiz e nadei e nadava solitariamente, nada dava a sensação que eu esperava que o meu pai 100% orgulhoso. Então, não é que na...
Entendi. Não é que a gente errou, é que a gente antes pensou de um jeito que só levaria ao sofrimento. Parece que são camadas de equívoco, né? Então, numa camada mais profunda, a gente não tem clareza do que a gente tá buscando e a gente transfere pra...
numa camada mais profunda, a gente não tem clareza do que a gente tá buscando e a gente transfere pra atividades. Depois, a gente transfere para o outro aprovar as minhas atividades a ponto de encontrar o que ele tava buscando. Então, veja, é, assim, são três coisinhas que deixam a gente muito preso nesse ciclo, sabe? E que não nos faz um...
perguntar pra que que eu sirvo de verdade. Porque eu acho que a gente sempre buscou melhorar a nossa sensação de insuficiência fazendo mais do que não tá dando certo. Deixa eu te dar mais. Ah, eu falei que eu ia te fazer feliz. Você não tá feliz? Então eu vou fazer mais. Então agora eu vou visitar a sua família com você. Então agora eu vou te dar presente. Então agora eu vou emagrecer pra ver se você gosta mais de mim e você fica feliz. Então agora eu vou...
Então, a gente pensa em tentar ser suficiente fazendo o mesmo caminho que está levando à insuficiência. E aí a gente precisa voltar atrás. Ou insuficiente, ou insuficiente, com o óculos da insuficiência. Tenta fazer mais.
e ainda com o mesmo crivo, se você ficar feliz, quer dizer que eu acertei, né? Então, acho que agora é um passo mesmo da gente descobrir pra que a gente serve. Porque, não, a gente não serve pra fazer alguém feliz, a gente não serve para orgulhar alguém, a gente não serve para satisfazer outra pessoa.
Porque isso são características, são sensações que a gente tem com o nosso estado de espírito. E eu não consigo intervir, eu não consigo decidir por você. Então eu não posso te deixar satisfeito. Nossa, olha que bonito isso. Porque se eu olho pra você e eu vejo que o que você precisa não é de nada que eu tenho para fazer.
eu não acredito que eu preciso da sua realização para eu me sentir bom em alguma coisa que eu faço, para eu depois me sentir realizado, então parece que é um caminho de mão dupla né, se eu sei pro que eu sirvo eu não me sinto mais insuficiente e eu também não tento te vender que eu tenho a fórmula pra você e se eu te liberto disso eu não sei se eu tenho a fórmula
A felicidade da Lu não tá na minha mão, eu também não deixo na sua mão a minha felicidade. Porque à medida que eu falo a felicidade da Lu tá na minha mão, eu também espero você ficar feliz pra me sentir o suficiente e ficar feliz também. É verdade. É verdade. Então, pra que que eu sirvo, né? Eu sirvo.
Porque a gente acredita que a gente vem do amor. Acho que erroneamente a gente acha que amor é um sentimento, mas para nós o amor é a nossa fonte da existência. Da onde eu vim.
A gente chama de Deus, tem gente que chama de universo, de consciência. Mas eu acho que esse é um caminho muito importante da gente fazer, que é perguntar para a nossa origem para que a gente serve, e não para a nossa insuficiência. Eu primeiro inventei um papel de filha boa.
E depois eu tentei perguntar para essa filha boa, para que eu sirvo? E daí eu servia só para agradar meus pais. E quando eu queria me sentir livre, eu desagradava meus pais. Olha que bosta. Mas eu posso perguntar para a existência. A minha existência, não os meus personagens, não os meus papéis. A minha existência serve para quê?
Serve para quê? Porque quando eu me pergunto isso, me vem muito forte assim. Serve para amar, serve para expandir. A existência serve para expandir a própria existência. Então, cada vez que eu estou amando, acabei de tomar essa aguinha aqui fresquinha. Eu amei.
Cada vez que eu estou amando, eu estou cumprindo a minha verdadeira função. Quando eu olho um cachorrinho na rua, eu fico, meu Deus do céu, que coisa fofa. Eu estou cumprindo a minha função, porque minha função é expandir o próprio amor. Cada vez que eu aproveito a minha cama aconchegante, eu já estou cumprindo a minha verdadeira função, que é gostar, que é amar, que é expandir o amor.
E aí é tão fácil ser suficiente, é tão fácil porque é tão simples eu aproveitar um momento.
É difícil ser simples. Mas é simples. Nossa, você foi falando muito... Parece que a gente pode buscar essa sensação que a gente quer, né? E não buscar esse pedágio. Porque se eu quero me sentir amado, eu não preciso abraçar o meu gatinho para me sentir amado. Mas eu...
que sou amado, posso abraçar o meu gatinho, né? Parece que a gente só... Parece que nada vai mudar exatamente nas nossas atividades, mas vai mudar o porquê das nossas atividades, né? Parece que muda o propósito pelo qual eu te agradeço, muda o propósito pelo qual eu te dou um presente, muda o propósito pelo qual eu recebo um presente, que é nada vai me dar o que já é meu.
porque já é meu, mas tudo pode ser um lembrete do que já é nosso, né? Então, parece que tem uma decisão de eu decido ir atrás do que eu realmente quero, que não é uma atividade e é uma sensação. E ao mesmo tempo, parece que é, se eu parar de colocar em uma atividade e for atrás do que eu realmente quero, eu vou ver a suficiência em tudo. Porque se...
eu vou atrás do que eu quero, que é me sentir amado. E não de uma bolsinha rosa. Aqui não tem bolsinha rosa, mas tem você olhando pra mim, sorrindo pra mim, e querendo encontrar comigo nessa tarde. E tem você que tá me ouvindo aí do outro lado. Então, sim, eu posso usar isso pra lembrar que eu sou amado. Se eu busco só o que eu quero e não transfiro pras coisas...
Tudo é suficiente para mim. É isso, é isso. Nossa, que legal. Você foi falando e me veio. Você satisfeito, você realizado, cumprindo a sua verdadeira função, quer ser feliz, quer expandir o amor, você me ajuda muito a também cumprir a minha função. Você tentando fazer para mim? Não. Porque cada vez que você tenta me agradar,
Eu me sinto responsável e até ingrata quando eu não estou agradada. Mas você agradado, você realizado, me deixa ver que eu também posso ficar realizada.
me deixa sem querer te salvar. Porque se você está feliz já, eu não preciso te fazer feliz. Então, você feliz me dá espaço para eu ser também, porque eu não fico perdendo tempo querendo te fazer feliz, você já está. Aí a gente pode só aproveitar a felicidade junto. Isso é muito legal. Isso é muito legal, porque a gente aproveitar a felicidade junto...
É, eu vejo a suficiência em você e porque eu vejo que você é suficiente para os meus pedidos, obviamente, quem se sente suficiente? Eu. Então, se eu parar de achar que tá na bolsinha rosa...
e eu descobri que eu posso, que tá em mim, e que eu posso ver em tudo, eu vou entregar pra todos a suficiência deles, o que vai ajudar eles a cumprir o seu propósito e a se sentir suficiente, né, porque a gente adora quando a gente dá um, sei lá, a gente dá uma comidinha pra alguém, a pessoa fica muito grata, a gente adora isso.
E além de ajudar o outro a se sentir suficiente, eu vejo suficiência em mim. Porque eu vejo, nossa, eu sou suficiente pra me alegrar. Eu sou suficiente pra gostar. Eu sou suficiente pra me divertir. Nossa, que legal. Que legal, né? Eu não sirvo pra te fazer feliz, mas eu sirvo pra ser feliz. E você também, então. Seja feliz. Vou fazer o meu, você faz o teu. Com certeza. Fechou? E aí a gente faz o nosso. A gente faz o nosso.
Muito bom! Olha aqui, você satisfeito e realizado, feliz, serve só para ser feliz? Se você quiser ouvir sobre algum tema específico, fala aí para a gente no tudodeproposito.com Ou você pode usar as nossas redes, arroba Voz do Ser, para a gente poder conversar, para a gente poder trocar. Vocês podem tirar as dúvidas de vocês, sugerir temas. É nóis! Muito obrigada! Seja feliz!