[E151] Painel: startups & impacto & sustentabilidade financeira
O painel ocorreu no dia 2 de fevereiro de 2026, durante a Semana Imersiva da 14ª edição do Campus Mobile. O objetivo do painel foi falar sobre desafios e oportunidades na condução de iniciativas do terceiro setor e de negócios de impacto social no que se refere aos recursos financeiros para a sustentabilidade dos projetos.
Contamos com a participação de Victor Cabral embaixador da categoria Saúde e Tecnologias Assistivas, e Anna Costa, embaixadora da categoria Diversidade.
Mediado por Lu Barbosa.
Para saber o que rolou, acesse os show notes: https://campusmobile.notion.site/E151-Painel-startups-impacto-sustentabilidade-financeira-350ab812dd32804ba776e01e84bcaedd?source=copy_link
Lu
Ana Costa
Vitor Cabral
- Impacto social e sustentabilidadeCariátides
- Desafios do terceiro setor
- Modelo de negócio de startups
- Captação de recursos
E para isso eu convido três embaixadores aqui, Lu, Ana e Vitor. Por favor.
E aí, galera, como é que foi esse primeiro dia? Muitas coisas, né? Consultoria, mentoria. Mas como é que vocês estão? Foi bom? Deu certo? Não deu? Foi? Ih, rapaz! Como é que o menino falou ali, lá em cima? É, do balacobaco, pra mim. Foi. Eu sou Lu, eu sou embaixadora da categoria de diversidade. Eita.
Ah, eita, vai ser uma gravação para o Café das Seis, tá? Então, tem que falar do café? Não, né? Eu sou Lu, eu sou embaixadora da categoria de diversidade, eu sou uma pessoa preta, não binária, estou sentada ao centro, ao meu lado esquerdo está a Ana e ao meu lado direito o Vitor. Eu tenho cabelo curto, cacheado e estou de óculos. Estou com a blusa da Campus Mobile vermelha.
Eu estou aqui com essas duas pessoas muito especiais e muito queridas para falar com vocês sobre impacto, sustentabilidade, ou como eu tenho falado com eles em outras palavras, sobre dinheiro e como a gente consegue dinheiro para os nossos projetos, e principalmente vocês que estão aqui começando essa jornada de empreendedorismo, de inovação.
com projetos que querem mudar a sociedade, clientes, enfim, empresas. E é isso. Então, a gente vai ter um papo bem legal agora sobre isso. Eu sei que a gente já falou hoje sobre o modelo de negócio, por exemplo, na oficina. Então, vai ser bem legal que vocês possam participar, fazer perguntas e absorver um pouquinho da experiência dessas duas pessoas que já estiveram na Campus Mobile, então já estiveram também no lugar de vocês. Tá bom? Vamos lá?
Vou pedir para a Ana se apresentar e depois vou pedir para a Vita se apresentar. E a gente começa o painel. Oi, gente, boa tarde. Eu sou Ana Costa, sou embaixadora de diversidade. Sou uma mulher preta, mediana, de cabelos lisos, acima do ombro. Estou usando óculos e sou com a camisa branca, off-white, da Cariátides.
Oi gente, boa tarde. Meu nome é Vitor Cabral, sou homem branco de cabelo castanho, de barba, com uma camisa branca e uma calça jeans.
Então, eu vou começar com o Victor. Eu queria que tu contasse para a gente um pouquinho sobre o que é o cofrinho e em que momento tu percebeu que tu não estava fazendo só um produto, mas um projeto de impacto social. E como é que foi, enfim, esse teu processo de se identificar com isso, com a tua startup, e também entender um pouquinho quais foram os diferenciais em relação a outras empresas no mercado que podem ou não estar trabalhando com temas semelhantes ao teu.
Boa. Pessoal, eu sou o fundador do Cofrinho. Para quem não conhece, é uma startup de educação financeira focada em jovens. Falaram muito de Duolingo hoje cedo, né? A gente quis construir um Duolingo voltado para jovens e educação financeira. Hoje é um aplicativo que está disponível. Esse mês, em fevereiro, vai chegar a 600 mil downloads nas plataformas. A gente foi investido recentemente pela B3 e pelo Tesouro Direto.
E temos tido muitas conquistas recentes, 2025 foi um ano muito bom para a gente, 2024 foi o ano que a gente participou da Campus Mobile, a gente foi finalista, e 2025 veio avassalador. Então, tem sido muito interessante, a ideia surge, na verdade, há um tempo bem... Depois que eu terminei o meu ensino médio, tinha feito um aplicativo, que eu fiz técnico em informática, e eu tinha feito um aplicativo simples, que era um gestor de moedas ali.
E era uma coisa assim, pra testar, pra brincar, pra aprender mesmo. E aí eu decidi publicar isso nas lojas de aplicativo e de repente esse aplicativo, em coisa de um ano, teve 20, 30 mil downloads. E as pessoas estavam usando e eu começava a ver os comentários das pessoas, que elas, cara, ir pedindo coisas, perguntando, ó, bota isso, melhora aquilo.
E aí, eu acho que meio que sem a maturidade do empreendedorismo, na época eu tinha 17, 18 anos, não passava pela minha cabeça empreender, acabei deixando de lado, mas um tempo depois, fui para o mercado de trabalho, fui trabalhar numa startup, e esse meu ex-chefe falou para mim, cara, você tem um negócio que 30 mil pessoas quiseram utilizar sem você colocar um centavo em marketing, tem coisa aí, né?
Então, a gente identificou, a gente foi atrás, não que precisasse ir atrás disso, o problema de falta de educação financeira no Brasil é uma coisa gigante, e a gente via que existia uma demanda muito grande por isso. E aí eu fui atrás de um investidor, que hoje é meu sócio.
E a gente meio que fundou a empresa ali de vez e meio que construiu o cofrinho. E a partir da demanda das pessoas, do que as pessoas pediram para a gente construir, a gente entendeu que tinha uma demanda do público ali por educação financeira e a gente queria canalizar isso dentro de uma plataforma. E como foi assim, tu perceber que era diferente de outras iniciativas? Porque, como tu falou, educação financeira é uma coisa que a gente sabe que é um problema no Brasil e a gente fala muito de educação para crianças, mas como foi essa relação assim?
Foi um processo bem interessante, que a gente sempre, e até uma dica, a gente sempre gostou de construir junto com os nossos usuários a plataforma. Então a gente sempre deixou no aplicativo um canal aberto para o pessoal comentar, e a gente construiu em cima daquilo e acabou construindo uma comunidade em torno daquilo. Iniciativas de educação financeira para jovens e crianças, na época não eram tão muitas, hoje ainda não são muitas, hoje a maior parte de educação financeira é focada em adultos, muito pensando em modelos de negócio, em forma de monetizar isso.
Mas a gente olhou para esse problema social e tentou, e até hoje estamos sendo, e tentando ser criativos em relação a como fazer dinheiro com isso.
Muito legal. Obrigada, Vitor. E aí eu vou passar para a Ana agora. O Vitor falou sobre criatividade. E aí a Ana pode falar um pouquinho mais sobre criatividade, arte e cultura também, a partir do Cariátil. Eu queria que você contasse um pouquinho da trajetória do Cariátil, como é que foi criar o projeto e de que maneira... A mesma pergunta, de que maneira vocês identificaram que não era apenas um produto, mas vocês estavam trabalhando com um projeto de impacto social.
Bem, a Cariátides nasceu no momento em que eu estava na graduação em Ciência da Computação, mas também fui fazer um curso livre de artes plásticas, sempre tive esse lado artístico. E lá eu percebi que, parênteses, eu sou do Norte, sou de Santarém, do Pará, e lá estudando eu percebi que tem muito artista bom que não tem reconhecimento, inclusive dentro da própria cidade.
E nisso, estudando, falando assim, não, não é possível. Como tem uma galera muito boa e que ninguém simplesmente conhece. Aí fiquei com isso um tempo na cabeça, matutando. Aí fui para o lado técnico, que é a ciência da computação. Tentar pensar solução, alguma forma de fazer com que as pessoas conheçam esses artistas. E foi aí que começou a se desenhar o que a Karyat diz hoje.
que é uma plataforma que une tecnologia, arte e cultura para trazer visibilidade e gerar renda para artistas da Amazônia. Então, aqui a gente trabalha com algumas tecnologias, como o Marketplace, que é justamente para gerar renda e trazer visibilidade com a galeria imersiva, que aí a gente tem tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada.
E a gente pensa nisso e desenha a solução para fazer com que pessoas do mundo todo consigam ter acesso, de fato, a essas obras e a esses artistas que estão muito escondidos no interior da Amazônia. E também para mostrar que a gente é uma potência de arte e cultura amazônica, regional, mas a gente também tem artistas contemporâneos, artistas modernos, todos os tipos de arte lá.
E também trazer essa desmistificação, porque olham para a Amazônia e olham só para a floresta, e para além da floresta tem pessoas que moram lá e que produzem arte e cultura. E a parte do impacto em si, a gente percebeu que a gente era um negócio de impacto, quando a Cariate diz que o impacto era intencional, não era a...
aconteceu e vamos nessa. Não, o impacto sempre foi intencional, porque quando a gente foi realmente validar o produto, perdão, validar o problema, a gente viu que realmente acontece, é um problema. Lá a gente tem todas as questões de localização geográfica, as barreiras, logística, qualquer coisa, para entrar e para sair do norte é muito difícil e muito caro.
Então, tudo isso dificulta. Portanto, a gente pensa em soluções para realmente tentar, a gente não vai conseguir sanar tudo, mas tentar diminuir e mitigar essas questões e fazer com que realmente pessoas tenham acesso. Claro, a gente quer trazer visibilidade e essa visibilidade a gente quer converter em venda, em geração de renda, por isso que a gente traz uma loja para dentro. Então, o nosso impacto, e a gente é um negócio de impacto no momento em que definitivamente pode ser colocado.
gerar impacto, trazer essa visibilidade e gerar renda é intencional, de fato, e não um a mais que aconteceu e, por sorte, a gente identificou. Então, eu acho que é esse o diferencial nosso, enquanto uma startup que visa impacto, no nosso caso, no interior da Amazônia.
Muito legal a fala de vocês. Acho que vocês geram muito em torno de como a gente percebe que deixa de ser uma dor de um usuário específico e passa a ser uma dor que é da sociedade, que é compartilhada por outras pessoas, seja na educação, seja com crianças e jovens, seja no contexto...
do Amazonas, de pensar... Essa coisa da geração de renda é muito importante dentro da cadeia de cultura. Então, é muito legal ouvir a fala de vocês. E aí eu queria entrar agora em um outro assunto, que é um assunto um pouquinho mais técnico, mas que diz respeito à evolução do projeto de vocês também, ao longo do processo de sair da campus e começar a entender esse projeto, como de fato um projeto de impacto, a buscar recursos para eles e a compensar a sustentabilidade deles.
Eu queria perguntar para a Vitor especificamente como foi o processo de pensar os impactos do teu projeto, os indicadores de sucesso que, se vocês não ouviram falar, vão ouvir bastante.
seja agora ou na próxima fase também. Não apenas pelo lado financeiro, né? Tudo bem, vocês estão procurando recursos, estão procurando investidores, mas como foi esse processo para você mostrar a esses investidores que vocês tinham indicadores de impacto também? Queria que você pudesse falar um pouquinho sobre isso. E aí para a Ana, mais direcionado, focar um pouquinho também como que é essa prestação de contas para tipo editais, para os investidores também que estão colocando a parte no projeto de vocês.
Olha, eu acho que para qualquer projeto, a gente tem que medir tudo muito bem. Quem não mede não consegue enxergar o real impacto daquilo. O que a gente faz dentro do cofre é muito, não só em volume, como eu disse, a gente tem milhares de usuários, a gente olha muito quais são as regiões do Brasil em que a gente está presente, quem são as pessoas, como que...
A diversidade não só geográfica, mas demográfica está presente na nossa base. Hoje a gente olha para o mapa do Brasil, a distribuição é bem similar à distribuição que a gente tem no cofrinho. Então, se tem a população X em um lugar, tem a população no cofrinho lá também. Mas a gente faz muita pesquisa.
Acho que toda vez que a gente apresenta, seja para vender para algum projeto, para alguma empresa, para algum cliente, tem uma parte muito importante que não pode faltar em nenhuma apresentação, que são os resultados esperados, o que você espera e como você vai fazer para medir aquilo lá.
Ou seja, eu quero medir... A gente fez um trabalho recentemente bem legal sobre apostas, contra as apostas. E como que a gente mede a eficiência que nossas trilhas, que nosso conteúdo teve em relação às apostas. Então a gente olha, a pesquisa antes, a gente coloca pesquisas dentro das trilhas educacionais para parecer que não é uma pesquisa.
Então, quando vai começar a trilha, a gente pergunta se você possui membros da sua família que apostam, se você já apostou ou aposta. E a gente faz pesquisa após a conclusão disso e mede, olha as métricas e leva. Então, assim, são várias...
Acho que a gente tem que ser, vou ficar repetindo isso, a gente tem que ser bem criativo também para conseguir achar essas métricas de impacto, porque todo mundo aqui está construindo um aplicativo, um aplicativo gera muitos dados e esses dados têm muito valor. E por muito tempo a gente meio que subestimou o poder desses dados, como eu te disse, a gente tinha 30 mil downloads e a gente não sabia quem que era, onde vivia, quantos anos tinha.
Então, isso foi um problema muito grande. Então, além do impacto, eu acho que os dados que o usuário manda para a gente, os usuários que a gente pede, acho que está dentro desse bolo aí.
Quanto à prestação de contas, de fato, a Cariátides portar inserida em arte e cultura, a gente consegue captar editais de fomento do governo do Estado. E atualmente, nós estamos executando um projeto de cultura, um projeto de cultura digital. Nós estamos levando as tecnologias da Cariátides para cinco comunidades ribeirinhas da região de Santarém.
E os impactos que a gente presta, tanto o impacto financeiro, a gente presta contas, a gente tem que medir. E, geralmente, para editais públicos, a gente mede impacto, principalmente pensando em pessoas. Quantas pessoas a gente conseguiu impactar direto ou indiretamente?
Nesse caso aqui, a gente propôs levar para cinco comunidades, e aí nessas cinco comunidades a gente vai medir, de alguma forma, quantas pessoas vão ter acesso, a gente está estruturando essas pesquisas, depois de ter acesso, como foi, enfim. Tudo isso, tudo é dado.
E é importante porque, claro, a gente tem que prestar conta para o governo, porque ele fez o aporte, mas isso é importante também para a gente ver tanto o grau de educação digital dessas pessoas, que muitas vezes é muito baixo porque elas não têm acesso.
E isso ajuda também a gente a entender se a nossa solução, se a nossa ferramenta está no caminho adequado, se ela consegue ser acessível para todos os públicos que queiram ter acesso. Então, isso é muito importante. E no nosso caso, já é o segundo edital de cultura digital que a gente executa. O primeiro já finalizou todo o processo, a gente ainda está na fase de execução. Mas tudo é medida do começo ao fim. E é muito importante...
E além de editais de fomento, de cultura, nós também tivemos subvenções econômicas de projetos de startup, também tem que medir impacto, também tem que prestar conta. Então, tudo é medido do começo ao fim. E tem dado que tu fala assim, ah, vai ficar aí. Às vezes, é o dado que tu precisa e já está guardado. Então, é muito importante.
E aí vem de tudo. Quando a gente fala mais da parte de negócio, dados importantes seriam artistas na plataforma, quantidade de vendas, abrangência, qual o alcance geográfico de pessoas que estão tendo acesso, porque o nosso foco é a visibilidade. Então, acesso no espaço geográfico, quanto maior, melhor, para a gente é um indicador positivo. Então, tudo tem que ser medido, e de uma forma ou de outra, um momento vai ser utilizado e vai ser importante.
É muito legal, né? Tipo, informação é tudo, assim, né? Então, toda informação que você colhe, você vai usar ela para alguma coisa, seja, tipo, por exigência de um edital ou para apresentar ao investidor. Então, acho que é uma dica muito importante, assim, né? Tipo, tudo que você está colhendo de pesquisa, de indicadores, vai ser usado para alguma coisa em algum momento. Acho que é um pouco disso, assim. Eu queria, enfim, aprofundar um pouco mais essa conversa e, de fato, agora entrar nos desafios que foram...
que foram e que é, eu entendo também, para manter o projeto de vocês sustentável e viável, para fechar as contas do projeto e das iniciativas que vocês têm executado ao longo do processo de startup de vocês. E aí eu queria começar perguntando um pouquinho qual o modelo de negócio da startup de vocês.
E aí, enfim, a partir disso, entender também quais foram as estratégias de captação que vocês adotaram, ou quais tipos de investimentos vocês têm recebido. Tu já falou um pouquinho agora de digital, né? Então, se quiser aprofundar também sobre isso, acho que pode ser bem legal. Pode começar. Legal. Eu acho que tem uma coisa que é bem...
bacana antes, que todo mundo está montando Business Model Campus, montando pitch. Eu lembro do meu pitch aqui na Campus Mobile e o modelo de negócio não tinha nada a ver com o modelo de negócio que é hoje, do Coafrim. Então, isso pode ser uma coisa que vocês talvez se deparem e tenham que... Às vezes vão resistir. Não dá para se apegar. Não dá para se apegar ao modelo de negócio, até mesmo a ideia, tem que estar desapegado.
Hoje o modelo de negócio nosso, na época, era a venda para as escolas, e hoje a gente não está perto disso, hoje a gente atende, na verdade, uma demanda regulatória do Banco Central, é bem mais chato do que vender para a escola. O Banco Central, em 2024, meio que colocou que as instituições financeiras tinham que ter educação financeira para todas as faixas etárias que eles atuam. E como a gente já tinha um produto plug and play de educação financeira, a gente acabou conseguindo...
suprir essa demanda deles. E além disso, também a gente faz a venda para empresas, como benefício para os funcionários e para as famílias dessas empresas, além de outros projetos de marca que a gente está trabalhando aí, e cooperativas também, que são um público muito legal, que são também outras instituições financeiras, que têm um viés social muito bacana. E agora em março a gente vai lançar a nossa assinatura B2C, que é um caminho bem desafiador, empreender com B2C no Brasil, mas que eu acho que vai ser muito interessante.
E Lu falou um negócio muito legal, que é o desafio de como manter esse setup de pé. Quando a gente fala de impacto social, muitas vezes a gente não quer cair naquela só da filantropia, a gente tem que atender uma dor de mercado para poder receber esse dinheiro. Então, acho que esse equilíbrio é muito importante, a gente tem uma missão, a gente tem um propósito, que a gente quer democratizar educação financeira para muitas pessoas, mas se a gente não estiver de pé, se a empresa não estiver recebendo por isso, não tem como, e aí ninguém tem.
Então, eu acho que, desde quando a gente começa a construir o negócio, a ideia, acho que é muito importante que a gente tenha um propósito, mas é muito importante que a gente tenha muita clareza e muito entendimento daquilo que a gente está fazendo para que isso se torne viável, que se torne produto viável. Porque, assim, você fazer um projeto que perdure por muito tempo é essencial. Então, como a gente estava brincando mais cedo, né? Elogio de adulto é Pix, né? Então, assim...
no começo tanto de gente chegava pra gente falava não que esse produto é muito legal os produtos o que e quando a gente bem no comecinho falava assim cara então paga uma assinatura para a gente confessa mas agora não tal então assim elogio de adulto epics né então no fim das contas as contas tem que fazer vou parafrasear isso pode falar um pouquinho agora
Bem, a gente trabalha com um modelo de negócio bem híbrido. O que a gente tem atualmente no ar, no mercado, é o marketplace, que a gente trabalha com comissão sobre venda. Nós estamos estruturando os serviços B2B, que é aqui a gente está finalizando a parte da...
da curadoria e criação de exposições para disponibilizar essa ferramenta para outras galerias de arte e instituições culturais. E, além disso, nós também estamos trabalhando para a digitalização de acervos culturais, de instituições culturais públicas, como museus etc. Então, a gente tem essas três linhas, que estão todas mafiadas, mas que a gente está...
tem no ar atualmente o B2C, que é um marketplace que é de fato a venda, mas em paralelo a isso a gente está estruturando o que seria o B2B e o governamental, que é o que de fato, no momento que a gente conseguir colocar no mercado, a gente acredita que é o que vai fazer crescer mais rápido, porque uma venda para digitalizar um...
um acervo cultural vai suprir umas 500 vendas no marketplace, provavelmente. Então, a gente tem esses já para estar no mercado, para estar no mundo, para verem a gente, mas em paralelo a gente está trabalhando com essas outras formas de monetização.
que sempre esteve no radar, mas agora, de fato, a gente está implementando e está trabalhando nisso. A tecnologia já está, acho que, uns 80% pronta da parte da galeria. E a da digitalização, essa aí a gente ainda não começou de fato. A gente tem alguns equipamentos, mas a gente também está trabalhando em desenvolver tecnologia própria para isso.
Então, a gente está nesses três vieses, que é para diversificar de fato, mas o foco atualmente é no Marketplace.
Entendi, achei chique. Eu queria que vocês falassem um pouquinho agora, vocês falaram sobre monetização, falaram sobre investidores e tudo mais, sobre quais têm sido as estratégias de vocês para precificar, de fato, o produto ou os produtos que vocês têm vendido. Seja para apresentar clientes, seja para apresentar uma empresa parceira, enfim, como é que tem sido esse processo. Vou começar por Vitor.
Legal. Uma dica, acho que até da Campus mesmo, que a gente teve, que precificação é teste. Você vai testando, vai dosando ali até ver onde a pessoa paga. Então, isso é uma das estratégias, não é só isso. Você tem que entender seus custos ali. Mas eu lembro, essa semana mesmo a gente estava conversando com duas empresas para vender para funcionários, como benefício na empresa.
E assim, a gente acertou a mão com uma apresentação lá, muito bacana, e a gente conseguiu avançar com uma estratégia muito legal com uma empresa. E a outra apresentação era no outro dia, já tinha os valores, e eu decidi que eu ia colocar um valor um pouquinho maior, porque a gente conseguiu seguir muito bem, e parece que foi fácil, com uma empresa. Falei assim, cara, por que não a gente aumentar esse valor e ver se rola também? E está rolando. Então, eu acho que...
precificação além de do técnico ali para você saber que a empresa tem que tem que se sustentar você pega seus custos ali entende da mais quando a gente fala de startup tecnologia meio que é uma coisa que escala bastante então acaba que dá para ter uma malhabilidade um pouco maior em relação a a preço mas ainda assim o primeiro é a técnica e o segundo é o teste que aí vai no jogo mental ali e é isso tem um pouco de sorte também
Obrigada, Victor. Eu vou querer que a Ana fale também um pouquinho sobre essas estratégias, mas queria que tu pudesse talvez se aprofundar um pouco sobre a importância das parcerias que tu vem realizando, seja com os editais, seja com outras iniciativas semelhantes, enfim, como que é importante ter parcerias corporativas, tu pode falar também se tu quiser, para a sustentabilidade do teu negócio.
Na parte de precificação, no marketplace, ele é simples, aparentemente, que a gente estimula uma comissão sobre venda. Então, a gente está em 10% a 15%, e como o nosso intuito é de geração de renda, então, a gente não tira esse valor do valor estipulado pelo artista, a gente acrescenta.
Então, de forma simples, se ele diz que é R$ 100, a gente vende a R$ 110, R$ 115. E ele recebe o valor que ele colocou que valia. E precificação é um rolê complicado, inclusive com artista. Artista, em sua maioria, tem dificuldade de precificar.
Então, aqui a gente também tem que trabalhar nisso com eles, porque às vezes eles colocam valores extremamente baixos nas suas artes que valem muito mais. Então, precificação eu acho que é um problema para todo mundo. E na parte das parcerias, com a edital...
do governo, ele é muito importante porque a gente consegue se mostrar, principalmente para quem está com o pé atrás, porque muita gente tem desconfiança de tecnologia, isso é fato. E ajuda a gente a ter essas parcerias, executar, claro que a gente executa...
para gerar impacto, mas a gente está recebendo recursos financeiros. Então, o recurso entra, ajuda a gente a manter, desenvolver a tecnologia, porque no nosso projeto, que foi aprovado, é levar a tecnologia para outras pessoas. Então, é uma forma da gente conseguir também se desenvolver enquanto empresa.
Então, ela é importante porque a gente consegue, de alguma forma, rodar o que precisa ser rodado dentro da empresa, a gente consegue gerar impacto com isso e a gente ainda consegue, de certa forma, se mostrar.
para o público que é de nosso interesse. Então, eu acho que casa bem isso, e no nosso caso, a gente até brinca que deu sorte, porque a gente consegue, de fato, captar recursos com editais de cultura, não só com editais de fomento para startup. E a gente consegue esses dois tipos. Então, isso é muito interessante. Atualmente, até a gente está em dois programas de aceleração de startup, do BNDES e do MDIC, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
trabalhando também para desenvolver a parte principalmente de negócio, mas em paralelo a gente está também executando o edital de cultura, que é importante para diversos fatores, principalmente os que eu citei anteriormente.
Pode ser, eu falo sobre... Acho que isso de parcerias é muito bacana, não só para a startup, ter um motor financeiro ali, essas grandes parcerias, que eram nossas grandes empresas. Essas empresas grandes trazem o dinheiro para a gente, mas trazem a marca deles também, para estar aliado junto às nossas.
Recentemente a gente fez uma parceria muito legal de um prêmio com uma grande seguradora aqui. E esses dois negócios que eu comentei anteriormente vieram através de uma publicação em conjunto com eles. Então, eu acho que tem... Para nós, estamos construindo um negócio que vem de baixo ali, que não tem um capital absurdo.
estar aliado a essas marcas, não só para fazer dinheiro, mas também para ter a marca exposta ali, é muito legal. E isso é uma estratégia nossa para esse ano também, estar junto com varejistas, com outras empresas, quem sabe uma telefônica vermelha aí. Muito legal, muito legal ouvir vocês, gente. E agora é hora de vocês perguntarem. Se alguém tiver alguma dúvida, alguma questão, hora de perguntar. É agora, essas duas pessoas aqui, com muita experiência.
Olha, tem dois. Três agora.
Opa, boa tarde. Meu nome é Ana Júlia. Eu gostaria de fazer a pergunta em relação ao cofrinho. Eu sou professora de matemática, estou na minha transição de carreira para tecnologia, estou atuando na área já. E eu fiquei interessada quando você falou em relação às parcerias da escola, porque vim de uma escola onde era bom, eu como professora de matemática, eu queria esse recurso, briguei lá na escola, brincadeira, mas...
Quis um recurso para que a gente pudesse trazer essa educação financeira para os alunos. E eu queria saber qual foi o impasse em relação à escola, por que não trazer de volta, porque eu acho importante, seria muito interessante, acho que até para a população pública também, porque também tem um projeto social em relação a levar a educação, um reforço para as crianças da comunidade. Então, seria muito interessante, seria interessante para tudo. E parabéns pela iniciativa, gostei bastante.
Obrigado pela pergunta.
O que eu quis dizer de a gente não optar por começar com o modelo de negócio nas escolas foi os impasses que você perguntou. A gente fez muita mentoria, como todo mundo esteve aqui hoje, foi muita mentoria e uma das coisas muito importantes que eu acho que é legal de frisar aqui é foco. A gente fazia cinco mentorias, um falava, você tem que vender para a escola, o outro falava, tem que vender para a escola pública, o outro falava, tem que vender para o consumidor, o outro para a empresa, o outro para o banco.
Cara, a gente tem que escolher alguma coisa. E aí a gente acabou olhando vantagem e desvantagens de cada um dos modelos de negócio. A gente não abriu mão de forma alguma de vender para as escolas. Tanto que a gente está conversando com uma prefeitura grande para trazer meio que uma olimpíada de educação financeira para a rede pública.
mas acabou que, dadas as variáveis, para a gente ter uma longevidade um pouco maior, porque a gente foi em escolas e a gente esbarrou, não só no setor público, uma questão política, e no setor privado uma questão até de dinheiro e talvez de complexidade também para a gente entrar na sala de aula. Então, a gente chegava para...
como eu disse, para a gente plugar dentro de um banco, era aquilo ali, faz o contrato, a gente manda, beleza. Chegava na escola, era, tem material físico? Tem treinamento para o professor? Tem isso. E o aluno tem que gostar, o professor tem que gostar, a coordenação tem que gostar, então é muita dor de cabeça, que a gente quer ter essa dor de cabeça, mas no momento em que a gente tem a equipe e que possa estar alocado diretamente nisso. Mas vamos conversar que a gente consegue fazer coisa assim.
Boa tarde. Eu queria perguntar o seguinte, se vocês já queimaram um barco, estão só focados na startup, se não, e se sim, como é que foi, por exemplo, para vocês decidirem isso, não vou focar só na startup ou não, porque eu acho que como a maioria aqui também é estudante, então, por exemplo, é melhor fazer uma pesquisa científica ou focar na minha startup? É melhor fazer um mestrado ou focar na minha startup? Está entendendo? Queria ver com vocês.
Olha, você fez uma última pergunta para essas pessoas aqui, viu? Prepare-se. Eu vou começar por Ana. Então, eu formei em agosto, setembro, por aí. E antes de outorgar de fato, eu tinha o intuito de ficar um ano só focada na cariátides. E aí, por tudo ou nada.
No meio do caminho, brotou o mestrado. Eu estou fazendo mestrado atualmente em computação. No entanto, o meu mestrado é focado na cariátides. No meu mestrado, a gente está trabalhando com rastreadibilidade de acervos culturais. Então, estou desenvolvendo pesquisa, nesse sentido, que, com o resultado dela, eu vou aplicar dentro da empresa. Então, no momento, eu estou levando as duas coisas, mas as duas coisas é com o intuito só. Realmente, seguir com a cariátides.
No meu ponto de vista, minha vida vai ser isso de fato. Não era o que eu realmente queria fazer mestrado, mas surgiu a oportunidade, estou fazendo e consegui direcionar para fazer com que o mestrado me ajudasse dentro da empresa, porque senão eu ia ter que me dividir.
com duas coisas totalmente diferentes e não ia conseguir fazer nenhuma das duas coisas bem. Então, enfim, tentei alinhar as duas coisas e estou seguindo. Então, estou fazendo pesquisa e seguindo com a empresa, mas com as duas coisas focadas na empresa.
Eu passei um tempo empreendendo e trabalhando numa startup aqui de São Paulo. Eu sou de Minas, eu morava lá, eu trabalhava home office lá, então ficava o dia inteiro. Metade do dia era para a startup minha e metade do dia para a startup. Chegou um momento que você ficou insustentável.
que eu não fazia bem nenhuma das duas coisas, e acabou que eu optei por pular do barco. Isso foi em janeiro do Coisa, para sorte, ou qualquer outra coisa que você quiser chamar. Em fevereiro a gente recebeu o investimento da B3 do Tesouro, então isso possibilitou que eu ficasse por mais tempo, até...
poder estar focado e construir esse modelo de negócio, tanto que eu me mudei agora para São Paulo, agora nada, tem sete meses já, parece que foi ontem. E é isso, mas assim, eu não posso te dar nenhum palpite sobre ser startup ou mestrado, porque não conheço o seu contexto.
Mas foi o que se apresentou para mim. E eu achei que fizesse muito sentido. Na época, não foi fácil para a cabeça, não é uma decisão fácil, é um risco que você tem que tomar, com muita chance de dar errado. E não é como se isso tivesse passado. Todo dia eu acordo, tem dia que você acorda ótimo, chega um e-mail legal, mas tem semana que não acontece nada, que você fica péssimo e pagando aluguel caro aqui em São Paulo.
Então, os meninos que empreendem sabem que é muito difícil, então tem que estar com a terapia em dia, senão não dá não. Tem uma pergunta aqui antes. Ah, foi? Ah, tá bom.
Oi gente, boa tarde. Parabéns pela trajetória de vocês. E aí vocês falaram bastante sobre edital de fomento, investimentos e tudo mais. E aí eu queria entender um pouco como é que foi esse networking que vocês fizeram. Como foi a trajetória de vocês para conquistar esses lugares e tudo mais. E especificamente para ela eu queria também entender sobre a tua participação no BNDES. Se é o BNDES Garage ou se é investimento mesmo.
Sobre o BNDES, é o BNDES Garagem, que a gente está participando, como um negócio de impacto. Sobre investimento, não tive investimento direto, a gente só teve subversão econômica.
Foi programas que surgiram, a gente viu que se encaixava nos critérios deles, conseguiu se inscrever, foi aprovado e recebemos o recurso. Então, eu ainda não tive a oportunidade de lidar com investimento, rodadas de investimento de fato. O Victor vai conseguir falar melhor que eu. Mas sobre... E network...
É importante. O network importante foi... A gente estava em um evento pelo Sebrae, chegou uma prefeitura de uma cidade, lá de perto, interessada nos nossos serviços, e a gente trocou uma ideia. Não fechou o negócio, mas já está lá, eles já sabem que a gente existe, que a gente consegue fazer o que eles querem. E é importante. Um tempo depois veio outra.
E é essencial. O BNDES Garage abre muito espaço para isso. Inclusive, nele, a gente já fechou uma parceria com uma empresa da Bahia, não, do Ceará, para executar um projeto bem interessante, que vai vir aí para o próximo semestre.
Então, é isso, realmente conversar com pessoas, porque nesse exemplo da empresa do Nordeste, Ceará Fortaleza, a gente sempre caiu na mesma sala para trocar ideia, mas nunca realmente achei que a gente fosse de fato fazer alguma coisa juntos.
Mas super rolou e a gente está aí ajustando alguns detalhes para executar. Então, conversem, se mostrem. Tem pessoas que vão se interessar de alguma forma por vocês. E é isso. Sobre investimento, o Vitor é muito melhor que eu.
Olha, eu acho que network é tudo, assim, sabe? Eu acho que tem que pôr a cara mesmo. Eu tive um pouco de dificuldade com isso no começo, porque eu sempre fui uma pessoa muito tímida. Estava até falando com o Lu, hoje eu conversei com quase todo mundo aqui por causa da fila lá, minha bateria social estava esgotando já.
E ter que ir nesses eventos e estar com a cabeça em dia é muito importante, sabe? Para você chegar para uma pessoa, se apresentar, conhecer. E eu me mudei para São Paulo justamente por conta disso, porque aqui eu consigo marcar com as pessoas que estão aqui, marcar cafés, marcar almoços, que eu acho que conta muito em todo esse movimento.
foram esses que levaram a gente a conseguir até entrar nesse programa de investimento da B3 e do Tesouro. E em paralelo a isso, a gente também mantém, porque a gente pretende captar investimento, um investimento maior daqui a um ano, e para isso a gente já conversa com fundos de investimento, já manda mensagem, já tenta manter esse relacionamento, para eles conhecerem a gente, para quando chegar lá, a gente conseguir...
Isso, então acho que não é zero ou um, sabe? Acho que você vai construindo relações, e essas relações levam a outros, como por exemplo esse primeiro investimento para construir a primeira versão do cofrinho. Esse meu ex-chefe dessa startup de São Paulo, eu apresentei isso para ele, falei que eu tinha um aplicativo, ele conhecia um cara que queria, que era da Fundação Lema, que queria um projeto de educação financeira, plugou, a gente fez duas reuniões, e eu pedi dinheiro para ele na terceira, e ele topou.
Então, assim, é uma coisa muito incrível, sabe? E muitas coisas vêm de onde você menos espera. Às vezes é uma publicação que você faz no LinkedIn, e aí chega uma pessoa que gosta daquilo. Ou, às vezes, é uma publicação que tem cinco curtidos no LinkedIn, depois você encontra com a pessoa na rua e fala, pô, adoro seus conteúdos lá e o que você posta. Então, acho que não basta você ser bom, se as pessoas não souberem, não basta também só as pessoas saberem, você tem que ser duas coisas, né? Tem que ser bom e as pessoas têm que saber que você é bom.
Boa noite, eu sou o Mário. Eu já queimei os barcos, na verdade, agora em dezembro, e eu estou oficializando, digamos assim. E um problema que eu senti muito, e vocês que já estão na área de aplicativo, de lançar aplicativo, é uma área que eu quero adentrar esse ano.
Eu senti uma barreira enorme entre as primeiras vendas, digamos assim, seja B2B, B2C. Como é que funciona para vocês quebrarem essa primeira barreira? Porque é o que eu senti, uma barreira muito forte para você realizar a primeira venda e depois, as primeiras vendas e depois ela ir crescendo exponencialmente, enfim. Tendo o alcance que vocês têm depois de um tempo, né? Como é que funciona para vocês atravessarem essa barreira? Vai ser difícil, hein? Vai ser.
Olha, leva... Acho que tem aquilo do próprio Canvas, você acertar a proposta de valor. A gente levou muito tempo para acertar a proposta de valor. E para quem, na verdade, a gente oferecia, porque, pensa, hoje a gente... Como eu disse, a gente vai começar no B2C ainda. A gente é um produto com 600 mil downloads.
Mas a gente não vende, porque quem está nos produtos são jovens, jovens, assim, digo, 13 a 16 anos, que muitas vezes não têm o cartão de crédito. Ou se tem, não deveriam ter. Se tem, tem o do pai ali, sabe? E no final das contas, quem paga a conta é o pai. Então, é um movimento que a gente vai ter que fazer de marketing, de marca, no Instagram, para botar um dinheiro, chegar nesses pais que vão pagar a conta, que a gente já fez testes justamente por isso, né? Acho que é...
Um passo muito legal é entrevistar as pessoas. Primeiro, entenda quem você acha que é a melhor pessoa para comprar isso. Se eu vendo o aplicativo para jovens, você tem que saber que o jovem não tem o dinheiro para pagar aquilo lá. E às vezes até se tiver, ele não vai priorizar um aplicativo educacional.
E aí você vai chegar nesse pai, vai entrevistar. E tem uma técnica que até falou de precificação, que ensinaram para a gente, que é... Olha, esse aplicativo custa 100 reais por ano. O preço é 50, tá? O aplicativo custa 100 reais por ano. Mas como você está ajudando a gente aqui no começo, a gente vai fazer você por 50. 50 funciona? Se a pessoa pagar 50, você vendeu. Entendeu? Você vendeu pelo preço que você queria vender. E agora, para a B2B, é uma dificuldade.
Não vou falar que é fácil. A gente ainda tem muita dificuldade. Como eu te disse, a gente fechou...
recentemente com o banco, a gente estava para as assinaturas agora, a gente começou a negociar com eles em junho do ano passado. Então, foram nove meses de relacionamento, e é isso, é aquilo, e não dá para perder. Então, acho que não tem uma regra, acho que vai variar muito do negócio, se o negócio realmente tem... Não estou falando que não é, pode ser um problema que seja outro, pode ser um problema de marketing, como você está expondo isso, pode ser um problema que não seja uma demanda real, porque às vezes, como eu disse antes, a demanda real é a pessoa paga.
Então, se a pessoa não quer pagar por aquilo lá, talvez seja algum outro caminho, algum outro modelo de negócio. No geral, acho que é isso. Acho que falar de exponencialidade é bem difícil, porque a gente ainda não conseguiu isso. Mas acho que é isso. Se quiser, a gente pode bater um papo com mais calma depois.
Eu estou nisso aí agora. Não tem muito tempo que a gente lançou de fato para o mundo e a gente está tentando superar essas barreiras. Atualmente, a gente está estudando, conversando com quem é o nosso público-alvo para entender se de fato o que a gente fez está alinhado com o que eles desejam, se a nossa proposta de valor, como ele falou, está adequada.
E a gente está estudando, então eu realmente não saberia te responder, porque eu estou neste exato momento, assim, tentando quebrar essas barreiras. Eu acho que com ele a gente encerra as perguntas, ou tem mais alguém com alguma pergunta? Se tiver mais uma, a hora é agora. Olha, apareceu ali.
Boa noite, meu nome é Gustavo, sou o Drupal Connect. Eu queria perguntar um pouco parecido com a dele, queria saber quais foram os principais desafios que vocês encontraram para tratar essa primeira atração no aplicativo, começar a crescer. E queria saber também qual foi o impacto da participação de vocês na campus para a startup de vocês, como isso foi impactante.
sobre o impacto da campus. Quando eu cheguei aqui, a gente era um projeto cultural. Como a maioria de vocês, a gente não via lucro, não tinha parte de negócio. Era tecnologia e cultura. Era isso. E aqui a gente estruturei o negócio. Então, a gente saiu daqui com... Não é 100% o que estava aqui, mas...
Acho que a parte central permanece a mesma do que eu consegui identificar aqui. E foi a campus que virou a chavinha de, isso de fato é um negócio e é um negócio interessante. Então, foi aqui que a gente conseguiu identificar que, de fato, a gente é um negócio com... sim, podia impactar pessoas, que a gente podia fazer a diferença.
E eu acho que foi importante, porque se a gente não tivesse se inscrito, sido selecionado e, de fato, ter vindo, eu acho que a gente continuaria sendo um projeto de tecnologia e cultura lá no interior da Amazônia, no estado do Pará, que atinge o que talvez meia dúzia de pessoas conhecessem, talvez não. Então, aqui foi realmente quando o Cariátide virou um negócio, que hoje é uma empresa.
Boa. Eu acho que sobre a tração, não sei se você tiver mais alguma dúvida, já ficou um pouco respondido. Sobre a campus, uma coisa muito legal, eu participei em 2023, não cheguei nem perto de ir para o final, e acho que tem uma coisa muito legal aqui, que é um pouco do...
da pressão que você cria em si mesmo, desde que seja saudável, para apresentar seu projeto, muitas vezes pela primeira vez, para pessoas que você está botando uma roupinha legal ali, com slide no fundo, e vendo pessoas criticarem seu projeto de uma forma construtiva. Então, acho que isso é um espaço muito bacana. Uma dica que eu tenho para dar é que...
Nem sempre os elogios são muito legais, porque muitas vezes são pessoas que não entenderam o seu projeto e estão elogiando para não te fazer mal. Nem sempre as críticas são ruins, porque às vezes realmente é uma coisa que você está fazendo errado e tem que fazer de outro jeito. Então, acho que aqui é um espaço para isso, para você errar, consertar, tanto que no outro ano a gente voltou, a gente foi finalista, a gente não venceu, mas do momento em que a gente passou para a final até a viagem do Vale do Sul, eu acho que foram os...
os meses em que a gente mais evoluiu como produto, porque a gente queria muito aquilo, a gente estava com mentores e com pessoas que ajudaram muito a gente, então foi um salto gigantesco, que a gente não conseguiu fazer isso hoje, mesmo com cliente, mesmo com pressão de cliente, a gente não conseguiu colocar na cabeça e ficar lá até três horas da manhã, terminando de desenvolver o negócio, porque a gente queria impressionar e fazer isso legal.
Então acho que o impacto que a Campus tem, além dos contatos, além de você estar com pessoas que estão vivendo uma realidade...
parecida com você, pensando em construir algo até do outro lado do país de onde você mora. Acho que é uma experiência como um todo muito legal, profissional e pessoal.
Boa noite. Eu queria saber, são duas perguntas em uma, mas eu queria saber em que momento vocês perceberam que o modelo de negócio de vocês realmente se sustentava, ou se vocês realmente foram indo na cara e na coragem para ver o que dava certo, o que dava errado.
E já que é o encerramento, eu acho, é uma dica de quem já participou, de quem já está uns passos à frente, para quem está participando agora, quem está aqui vendo vocês e se inspirando em vocês. O que vocês acham que a gente tem que fazer aqui nesse momento? E como a gente tem que sair daqui, mesmo se a gente passar, se a gente conseguir ir para a próxima fase ou não? O que vocês falarem para a gente? Quem quer começar?
Qual era a primeira mesmo? Eu esqueci. Em que momento vocês perceberam que o modelo de negócio se sustentava? A gente ainda está pensando nisso. A gente ainda está descobrindo. Claro que, como eu te disse, tem essas demandas que são regulatórias, são leis que eles têm.
Eles são meio que obrigados a comprar a gente. Não precisa ser a gente, mas podem ser outros negócios. Então isso acaba ajudando. Se você vai falar de B2C, que nem a gente quer vender agora, a gente entende que esse ano a gente não vai conseguir encontrar um modelo que seja sustentável, porque isso demora, isso leva tempo. A gente fala de educação financeira de um jeito muito diferente como a gente fala em inglês.
Fala sobre inglês, porque um pai veio inglês para o filho como uma coisa, beleza, meu filho vai fazer um curso de inglês e lá na frente ele vai ganhar mais dinheiro. Educação financeira, as pessoas não veem assim, tem um trabalho de educação sobre a educação financeira muito grande ainda. Então ainda tem essa insegurança sobre o modelo, sobre isso tudo. Então, assim, não sei se tem algum momento em que realmente algum empreendedor fique totalmente seguro sobre o modelo de negócio, talvez, enfim.
E a segunda é uma dica, acho que até compartilhando um pouco da história aqui, a gente participou da campus, a gente nem chegou para o final, insistimos, fomos no outro ano e não vencemos a campus. E ainda assim a gente estudou muito e tentou entender se esse era um negócio viável, mesmo assim...
A maioria, é meio ruim falar isso, mas a maioria não vai para a final, a maioria não vai para o Vale do Silício, mas ainda assim é super possível fazer um negócio muito bacana, um negócio sustentável. Teve outros casos aí que de alguns anos estão ganhando prêmios pelo mundo inteiro, que não chegaram à final, que não venceram.
mas que são muito interessantes. Essa é uma dica. A outra é aquilo que eu acabei de falar. Tenha um senso crítico muito grande, porque quem sabe mais sobre o projeto de vocês são vocês. Então elogios e críticas, tenham muito cuidado ao receber eles, porque, enfim, tenta sintetizar e achar uma coisa ali. Mas também age como advogado do diabo do seu trabalho, porque não se apegue. Tente ficar desapegado e tente estragar o seu aplicativo, tente falar que o seu aplicativo é horrível até ele não ser.
Então, o modelo de negócio a gente está testando. Não sabe se vai ser esse mesmo, mas é o que a gente está...
o que está desenhado no momento. Pode ser que daqui para o outro mês não faça sentido nenhum e a gente vá mudar. Então é isso, é teste e é o que tem no momento. Sobre dicas, para além da saída que... A gente foi finalista, mas também não ganhou. A gente não ganhou. A gente evoluiu bem no período em que a gente estava trabalhando para a banca final.
Mas eu acho que a persistência, se fizer sentido de fato para vocês o projeto, persistir, trabalhar, que funciona. Para além disso, aqui nesse momento, uma coisa muito importante é treinar e pedir vocês, apresente para quem...
Principalmente para quem não conhece, nunca viu nada sobre a solução, porque tem insights e visões, perspectivas, que a gente que está há muito tempo com aquilo, às vezes a gente perde. Então é importante, apresentem, treinem, botem no cronômetro, porque a gente tem um horário definido. Mas é isso, apresento para quem ainda não viu, principalmente porque talvez venha um insight muito bom numa conversa dessas. Acho que é isso.
Acho que com essa pergunta a gente encerra o painel de hoje. Eu queria agradecer à Ana, à Vitor, por terem topado estar aqui conversando com vocês, a todo mundo que participou perguntando, a todo mundo que prestou atenção. Se vocês quiserem mais dicas, conversar algo mais específico, eles estão aqui a semana inteira para ouvir vocês e dar pitaco. Muito obrigada e até amanhã. Acho que a Alexandra quer falar alguma coisa. Obrigada.
Muito bem, gente. Agradeço também. Podem descer. Então, este painel encerra o primeiro dia de atividades no Campus Mobile. E agora vocês voltam para os ônibus.