Como um dos países mais pobres da Europa se tornou referência em educação
Mas, afinal, o que acontece dentro das salas de aula estonianas? Este episódio conta com a participação do professor Guilherme Struecker, que mora na Estônia desde 2019, e dá aulas de Geografia, Ciências Humanas e Ciências Políticas para alunos do Ensino Médio.
- Modelo educacional EstôniaHistórico pós-independência e foco em educação · Programa Salto do Tigre e digitalização · Currículo nacional e rompimento com modelo soviético · Digitalização de serviços públicos · Posição em rankings internacionais (PISA)
- Uso de Inteligência Artificial na educaçãoProjeto piloto com IA da OpenAI e currículo estoniano · IA como ferramenta para potencializar o aprendizado · Comparação com o uso de IA por alunos mais jovens
E se eu te dissesse que um dos países mais pobres da Europa conseguiu virar referência mundial em educação? E que essa transformação levou pouco mais de 30 anos? Após décadas sob o domínio soviético, a Estônia reconquistou sua independência nos anos 1990, enfrentando uma realidade dura, economia frágil, infraestrutura limitada e escassez de recursos. Era um país pequeno tentando se reinventar.
Então a Estônia fez uma escolha estratégica, apostar pesado em educação e tecnologia. Uma geração depois, o país é referência em digitalização e aparece no topo dos rankings internacionais de educação. Não tem nada que eu posso falar para os alunos que eles não consigam encontrar no Google em 10 segundos.
Por que passar duas horas estudando uma coisa se uma pesquisa no Google já soluciona aquele problema? E acho que sempre foi importante, mas hoje finalmente a gente está dando a importância que requer é o aprender e aprender. O que eu vou fazer com o conhecimento que eu tenho? E isso é uma coisa que a história faz muito bem, que dá oportunidades práticas para os alunos testarem o conhecimento deles em uma situação muito mais real.
Mas afinal, o que acontece dentro das salas de aula estonianas? E o que outros países podem aprender com esse modelo?
Está no ar o DW Revista, podcast produzido pela redação brasileira da DW e publicado todas as sextas-feiras no YouTube e em plataformas de áudio como Spotify. Eu sou Fernanda Zolini, falando de Bonn, na Alemanha. No episódio de hoje, eu converso com o professor Guilherme Stricker, que se mudou para a Estônia em 2019.
O Guilherme fez mestrado em Inovação e Educação na Universidade de Tallinn e logo depois começou a lecionar na Estônia. Atualmente lhe dá aulas de Geografia, Ciências Humanas e Ciências Políticas para alunos do ensino médio. A Estônia é um país que provavelmente está fora do radar de muita gente. Imagine o mapa da Europa como um grande bloco.
A Estônia, com seu 1 milhão e 300 mil habitantes, está no norte do continente. Faz fronteira com a Letônia e a Rússia e do outro lado do Mar Báltico está a Finlândia. Assim como a Letônia e a Lituânia, a Estônia reconquistou sua independência da antiga União Soviética em 1991. Em 2004, o país entrou para a União Europeia e em 2011 adotou o euro como moeda oficial. Mas vamos voltar um pouco mais no tempo.
No pós-independência, nos anos 1990, a Estônia tomou uma decisão que mudaria seu futuro, colocar a educação no centro do projeto nacional. Uma das primeiras medidas foi levar internet e computadores a todas as salas de aula e bibliotecas do país. O programa ficou conhecido como o Salto do Tigre. Em 1996, o país aprovou seu primeiro currículo nacional, rompendo de vez com o modelo soviético.
Pouco depois, a Estônia deu outro passo ousado. Digitalizou completamente as declarações de imposto de renda e reconheceu assinaturas eletrônicas como legalmente equivalentes às assinaturas em papel. Isso ainda no ano 2000. Em 2015, mais de 10 anos atrás, praticamente todos os principais serviços públicos já eram totalmente digitalizados.
Hoje, a Estônia aparece no topo dos rankings internacionais de educação, superando países muito mais ricos e com tradições educacionais consolidadas. Um dos principais indicadores é o PISA, exame realizado a cada três anos, com estudantes de 15 anos em mais de 80 países membros e parceiros da OCDE. Ele avalia leitura, matemática e ciências.
Mas quando a gente fala em rankings, país mais feliz, país mais seguro, melhor educação, muitas vezes surge a sensação de que são modelos inalcançáveis, que pertencem a realidades completamente diferentes. E é aí que a Estônia desafia esse pensamento. Guilherme, muito obrigada por participar do DW Revista. Sempre que a gente fala de educação, a discussão fica mais complexa, porque cada país tem sua própria história, dimensão, cultura e desafios sociais.
Mas o fato é que a Estônia conseguiu dar uma virada impressionante em muito pouco tempo.
Em tão pouco tempo e com tão pouco dinheiro. A Estônia é um país super pobre depois da independência, quando caiu a União Soviética. E até hoje, o investimento da Estônia em educação, se a gente for levar em porcentagem do PIB, ele é menor que o do Brasil. O Brasil investe mais em educação do que a Estônia. Então, é uma questão de utilizar bem o dinheiro mesmo. As escolas são prédios antigos, não tem hologramas e quadros interativos em cada sala de aula.
mas tem professores com o tempo disponível, tem muito investimento em treinamento de professores, muita cooperação de uma escola com a outra. É fazer o melhor com esse investimento, porque realmente é um país pequeno, não tem recursos naturais, o capital é humano mesmo, mas...
é uma coisa super inovadora, você não tem medo de errar. A minha orientadora do mestrado, ela foi uma das pessoas responsáveis pelo primeiro currículo estoniano depois da independência da União Soviética. E ela falou que desde o primeiro dia, eles trouxeram famílias e professores pra politicagem. Então, se a gente tá fazendo um currículo novo, se a gente tá fazendo uma lei nova, eles sempre pedem...
opinião de pessoas que são relevantes para aquele assunto. Então, se a gente está fazendo uma mudança da educação, por que não tem professores falando sobre isso? Por que não tem alunos falando sobre isso? Por que não tem famílias falando sobre isso? Então, a Estônia faz isso muito bem. Uma diferença muito grande que eu senti comparada com o Brasil é que não existe essa bolha, bom, existe, mas não tão forte, essa bolha acadêmica aqui na Estônia.
O trabalho que o governo faz junto com universidades e junto com a parte privada é muito cooperativo. Então, por exemplo, um dos principais problemas que eu acho na educação de qualquer país é essa falta de continuidade. Então, a gente tem um governo por quatro anos, aí troca o governo e tudo é descartável.
Aí o novo governo tenta começar de novo, quatro anos, troca o governo e tudo é descartado. Então, para melhorar a educação de um país, a gente precisa de tempo. Então, a Estônia, por exemplo, em 2020, eles lançaram um projeto até 2035. Então, de 2020 até 2035, esse é o plano de educação, esse é o currículo que a gente vai seguir. Qualquer mudança que seja necessária, esses três pilares vão trabalhar juntos. Então, o Ministério da Educação, universidades e algum representante do setor privado.
Se a gente está preparando os anos para o mercado de trabalho, a gente precisa ouvir o mercado de trabalho.
trabalho. A gente precisa trazer as empresas para a mesa de discussão. Poderia ser óbvia, mas a gente não vê acontecer em outros lugares.
Cerca de 95% das escolas na Estônia são públicas, mantidas pelo Estado ou por municípios. Fala um pouco para a gente sobre a estrutura escolar atual na Estônia e também quais outros aspectos que mais te chamam a atenção no dia a dia como professor. Aqui na Estônia, uma das coisas diferentes é que a educação só é obrigatória a partir dos sete anos de idade. Então, eles começam na primeira série com sete anos, são cinco anos de ensino primário.
Aí eles vão para o que eles chamam de middle school, geralmente na mesma escola, do sexto ao nono ano. E depois, nos últimos quatro anos, ou o ensino técnico ou o ensino médio normal, com foco já em uma carreira, universidade e tudo isso.
É difícil não comparar com o Brasil, né? Mas com o professor, a principal diferença não é tanto o salário, mas o tempo que eles dão pra gente. Então, o meu contrato são 35 horas por semana. Dessas 35 horas, eu só tenho que passar 21 horas aula. Ou seja, uma hora aula são 45 minutos.
21 sessões de 45 minutos com os alunos por semana. Todo o resto do tempo, então quase metade da minha carga horária, é para preparar aulas, para me preparar melhor, cursos de profissionalização e tal, reuniões com os pais, reuniões com os alunos. Hoje eu consigo dar uma aula muito melhor por...
conta desse tempo que eu tenho para me preparar para a aula. Os alunos são preparados e é esperado deles que eles sejam muito independentes de uma idade desde a primeira série mesmo. Quando a gente chegou aqui, a gente ficou espantado com crianças de 6, 7 anos de idade pegando ônibus, pegando bonde, andando sozinhos na rua e indo para a escola.
Porque eles têm essa independência. Tem dias de projetos independentes em casa, por exemplo, que eu como professor vou para a escola, mas eu vou para a escola e fico disponível online para os alunos para tirar qualquer dúvida que eles tenham. Eles fazem projetos em casa, eles não vêm para a escola uma vez por bimestre. E são muito poucos alunos que realmente enviam perguntas ou dúvidas, mas geralmente eles conseguem trabalhar super bem sozinhos.
Então, essa autonomia, essa independência é muito importante também nesse sentido. Quando a gente fala dessa autonomia, é claro que entram em jogo questões como transporte público e segurança, mas ela também aparece nas pequenas coisas do dia a dia, dentro de casa e na própria forma como o aprendizado é organizado. Daria para dizer que na Estônia existe menos pressão sobre os alunos no processo de aprendizagem?
A pressão existe, mas ela é uma pressão mais razoável. Porque, por exemplo, a gente preparar os alunos durante, sei lá, 11, 12 anos para um Enem, para um vestibular no Brasil, isso não faz muito sentido. Se a gente for pensar em educação. Então aqui, por exemplo, eu sou o professor titular, que a gente chama, da turma de décimo ano. Então seria o primeiro ano do ensino médio.
Desde então, eu não vou preparar meus alunos para fazer um teste, para fazer um que palavras usar em uma redação, mas sim, o mais importante agora é focar em qual carreira eles querem seguir. Então, o meu trabalho é dar oportunidades para esses alunos explorarem essas carreiras. Então, se o aluno não sabe, beleza, está aqui um baralho de cartas e vamos tentar um por um para ver onde é que você se encaixa melhor ou não. Se o aluno já sabe, o meu trabalho é achar oportunidades para esse aluno se especializar naquele campo.
Então eles vão escolher as matérias que eles vão estudar, eles vão escolher os estágios que eles têm que fazer. Aqui na Estônia, o aluno precisa fazer um TCC no Brasil, um trabalho de pesquisa, para se formar. Então ele aprende de novo técnicas de pesquisa, entrevistas, observações, uma coisa muito mais acadêmica do que um Enem, por exemplo, um vestibular. Então essa pressão existe. Se eu não fizesse trabalho bem, eu vou ser cobrado por isso, mas é uma coisa muito mais razoável, tem um porquê.
Essa lógica de dar mais responsabilidade ao aluno também aparece no jeito como as aulas são organizadas. Como funcionar na prática, Guilherme, o conceito de sala de aula invertida no seu dia a dia como professor? Não é tão novidade assim no campo da educação, mas são poucos lugares que realmente fazem bom proveito disso. Mas, por exemplo, uma das matérias que eu dou aula é Ciências Políticas. E aí eu tenho uma turma de alunos, são...
16 alunos. No calendário deles, eles têm duas aulas por semana comigo, uma seria das segundas-feiras, às 4 da tarde às 5 da tarde, e outra quarta-feira de manhã. Eu acho, e os alunos também acham, que ficar na escola até às 5 horas da tarde é muito puxado para eles. Então, ao invés de ter aula na sala de aula, eu envio algum artigo para eles lerem, algum vídeo para eles assistirem, e aí essa é a nossa aula. Então, com esse conhecimento que eles adquirem na segunda-feira, na quarta-feira a gente consegue ter uma aula diferente.
com muito mais foco no que foi estudado em casa. Então, eles recebem o material antes, eles não precisam ficar na escola até as 5 da tarde, e aí, na próxima aula da semana, a gente vai mais a fundo, fazer alguma discussão, alguma atividade baseada naquilo que eles fizeram em casa. Mas isso só funciona porque os alunos também concordam e tomam a responsabilidade de ler, assistir, ou qualquer atividade que eu mandei para eles em casa.
Ou seja, no fim das contas, a gente sempre volta à questão da autonomia, né? Não só dos alunos, mas também do professor. Isso é muito importante também. Para comparação, a Base Nacional Curricular do Brasil é um documento de 600 páginas. O Currículo Nacional da Estônia tem 22 páginas. Tem lá, por cada matéria, o que eu tenho que alcançar.
mas não diz como, quando, onde, porquê. Tudo isso fica ao meu dispor. Isso é muito importante porque a gente consegue trazer relevância para a sala de aula. Então, o que está sendo estudado é moldado para aquele tipo de aluno. Então, por exemplo, no Brasil, se eu for estudar a Revolução Forropilha, eu, como gaúcho, vou ter uma visão sobre aquilo e vou dar a importância daquilo que o meu ambiente dá.
Agora, se eu sou do Amazonas, posso passar três meses estudando aquilo porque realmente não é tão relevante para a minha realidade. Então, aqui a gente tem essa liberdade para fazer isso, para escolher o que focar, o que não focar. Tem o que eu tenho que levar aos alunos, mas tudo o resto é comigo mesmo.
E isso dialoga diretamente com o papel da escola e do professor hoje, né? Não mais como alguém que replica fatos, datas e números, especialmente no mundo em que quase toda essa informação está disponível na palma da mão, mas como alguém que ajuda o aluno a interpretar, contextualizar e dar sentido ao conhecimento.
Não tem nada que eu posso falar para os alunos que eles não consigam encontrar no Google em 10 segundos. Por que passar duas horas estudando uma coisa se uma pesquisa no Google já soluciona aquele problema? E acho que sempre foi importante, mas hoje finalmente a gente está dando a importância que...
requer é o aprender e aprender. O que eu vou fazer com o conhecimento que eu tenho? E isso é uma coisa que a história faz muito bem, que dá oportunidades práticas para os alunos testarem o conhecimento deles em uma situação muito mais real. Pode dar um exemplo? No final de março, a gente levou 15 alunos para o Banco Central Europeu em Frankfurt.
onde teve um evento com outras escolas que foi uma simulação do Conselho Europeu. Então a gente preparou os alunos, projetos de leis, debates, cada aluno representava um país diferente, cada grupo de alunos começava um país diferente. E eles passaram três dias debatendo, discutindo projetos de leis que eles mesmos tinham criado com base na realidade, simulando que eles realmente fossem representantes daquele país. Então foram três dias que eles botaram em prática.
o que eles estudaram e leram nos últimos meses em aulas de história, geografia, ciências políticas, sociologia. Desenvolveram escrita, desenvolveram discurso, desenvolveram falar em público, fazer conexões com outros alunos de outras escolas, então... E tudo isso ninguém teve que pagar um centavo. Tudo isso foi pago pelo governo e pela União Europeia. Então, dá essas oportunidades para os alunos e isso no meu campo.
também foram alunos nossos de biologia que foram apresentar trabalhos científicos que eles criaram na... Eles foram para Bruxelas apresentar. Vários eventos na Estônia mesmo que os alunos também põem em prática isso. Então eles conseguem ver o porquê deles estarem estudando. O resultado desse trabalho, eu acho que o deles é melhor do que o meu seria, sabe? Porque eles têm habilidades que eu não tenho. Por exemplo, como utilizar a inteligência artificial de um jeito mais humano. Eles sabem melhor do que eu isso.
Porque para mim ainda é muito mecânico, né? Mas para eles não, é uma coisa muito mais significativa. Aliás, como está a questão do uso da inteligência artificial nas escolas por aí? A Estonia está tentando, tem um projeto piloto com algumas escolas, em que eles alimentaram uma inteligência artificial criada pela OpenAI com o currículo estoniano, e eles estão tentando utilizar isso em algumas escolas para ver qual a diferença dos alunos que trabalham com isso ou não, como o primeiro passo para realmente utilizar para Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant Kant
IA na sala de aula de um jeito mais produtivo. Não é a melhor solução do mundo, mas pelo menos é uma tentativa. Então, com certeza, como foi lá no início dos anos 90, com a internet em todas as escolas, não foi 100% bem sucedido, mas com aqueles experimentos, eles aprenderam, e com os erros levaram a outros acertos. E eu acho que é uma coisa parecida com a IA agora. Os erros que são cometidos hoje são necessários, como qualquer outro aprendizado.
Mas é, no fim das contas, educação é um processo, não tem fórmula pronta. Imagino que a Estônia não tenha um sistema perfeito, né? Nenhum país tem. Eu sempre tenho que melhorar. Faltam professores qualificados, principalmente tem umas matérias que tem uma dificuldade maior. Mas tem muito que melhorar. Eu estive na Islândia em fevereiro, visitando uma escola no interior da Islândia. Então é uma escola super pequena.
mas com um modelo completamente diferente de educação, achei bem interessante, em que não existem aulas. Tudo que eles fazem, o professor entrega materiais para os alunos, os alunos estudam aquele material, fazem algum trabalho, algum projeto, baseado naquele material, e o professor só existe com o mediador. Então ele vai falar o que pode melhorar, o que não...
pode melhorar. O produto está sempre disponível para os alunos, mas não existe uma sala de aula, não existe um momento de que o Fusor fica ensinando para os alunos. Todo o conhecimento é criado a partir dos alunos. E eu achei tão interessante aquilo, e eu estava perguntando para a diretora dessa escola, se ela conhecia a Estônia. E ela falou que ela foi para a Estônia e ela ficou bem impressionada com a qualidade de educação e tal, mas que ela ficou decepcionada que para um país inovador ainda tinha muita coisa dos anos 50. Então a gente ainda tem a sala de aula com...
os alunos virados para o quadro, tem um professor que está lecionando. Então tem muito o que melhorar, essa parte de um aluno criar o próprio conhecimento é uma coisa tão importante e que o jeito que a gente trata a escola hoje em dia dificulta um pouco isso. Mas também tem espaço para tentar coisas diferentes.
A edição desta semana do DW Revista, uma produção da DW em Bonn, na Alemanha, fica por aqui. Meu muito obrigada ao professor Guilherme Stricar pela participação. Produção, apresentação e edição técnica são minhas, Fernanda Zuelini. Mais conteúdo você encontra no nosso site, edw.com, e no canal da DW Brasil no YouTube. Revisão final de Leila Indruvait. O DW Revista volta na sexta-feira que vem. Obrigada por acompanhar a gente e um bom final de semana.