#300 - Se libertando de um vício
Falei sobre corrida de rua, entrevista de emprego, crente e outras baboseiras. Vem comigo!
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- Qualidade de áudio e improvisoTécnicas de gravação com roupas · Consciência sobre a qualidade do áudio · Atitudes que melhoram a consciência
- Ruídos e obras em condomínioBarulho de obra no condomínio · Soltura de balão · Sistema de aviso de obras
- Avaliação do podcast no SpotifyAvaliação de 5 estrelas por pressão psicológica · Avaliação por pessoas aleatórias · Dualidade entre poucas pessoas e boa avaliação
E aí, tudo bem? Tá começando mais um André Otávio Podcast. Eu sou o André Otávio e este é o meu podcast, é claro. Sejam bem-vindos a mais um episódio. Hoje é dia 2 de maio de 2026 e vamos para mais um episódio desse podcastzinho aqui, tá bom?
antes de qualquer coisa, eu queria falar que se você escutar qualquer barulho durante esse podcast, barulho de martelo, barulho de coisas batendo, é porque tá tendo uma obra, aparentemente aqui no meu condomínio, e eu não fui avisado, ou eu fui avisado, eu só não olho a caixinha de correio lá, mas tá uma barulheira do caramba aqui num sábado de manhã, mano, que isso?
primeiro, hoje já começou errado, porque eu acordo cedo, né, todo dia eu acordo cedo, CLT, eu acho que é tipo um negócio de culpa, sabe, eu acho que mesmo no final de semana eu acordo bem cedinho, sábado e domingo, e eu acordei bem cedo, assim, era seis e alguma coisinha, e aí, mano, do nada, tipo, eu tava tomando café, o bagulho começou tá, tá, tá, tá, tá, tá, um barulho, eu falei, chegou droga aqui na quebrada, hein, daqui a pouco eu já vou lá buscar.
Saí na janela, né? Pra ver qual das... Dos fornecedores... Tava avisando. Maluco, quando eu olhei pra cima, tinha um balão, mano. Soltaram um balão aqui. Aí o bagulho... O quê? O lote veio cheio dessa vez, hein? Maluco, soltaram um balão. Era tipo, sete horas da manhã. Um bagulho tal, tal, tal, tal, tal. Um barulho, porque assim, aqui é um lugar onde só tem condomínio, né? Tem casa também, mas tem bastante condomínio. E aí, maluco, eu acho que acordou uma boa parte da galera, porque hoje é sábado.
Tipo assim, quem foi trabalhar, quem acordou cedo pra ir trabalhar, já foi trabalhar. Quem não trabalha de final de semana, tá dormindo, tá descansando. Qual é a chance de algum besta trabalhar a semana inteira e não sábado acordar cedo? Tem que ser besta. E aí, eles estavam dormindo. Só que, mano, o bagulho foi um barulho muito alto. Vocês não estão entendendo. Porque soltaram aqui do lado. Então, os prédios aqui do lado, começou a você ver a galera saindo meio que pra janela, assim, meio que com o cara meio zoado, sabe?
Maluco, uma barulheira. E sete horas da manhã. Aí aqui no meu prédio, começou um barulho também agora, maluco. Tipo, agora há pouco, mano. Começou um rau, tal, tal. Depois das oito, eu acho. Que é a hora permitida, né? Eu acho que por lei. Começou uma arrastação. E sabe o que é o pior? Que tipo assim, o meu prédio, ele tem quatro andares.
Eu moro no quarto. Uma das poucas vantagens de morar no quarto andar é que você não tem vizinho de cima. Então, não tem barulho do vizinho de cima andando durante a madrugada, criança se batendo, sabe? Não tem essas coisas. Essa é uma das poucas vantagens. Aí, maluco, chega 8 horas da manhã, o cara começa a dar martelada, começa a arrastar. O que está acontecendo?
E não é, é a segunda, eu acho, semana. Porque esses dias eu saí aqui, aí eu vi uma escada e falei, oxe, eu ouvi uns barulhos estranhos. Agora tem uma escada aqui na frente da minha porta. Uma escada indo pro céu. Eu falei, que isso? O que que tá acontecendo? Agora eu entendi, deve tá tendo alguma obra. Não sei se foi infiltração em alguns dos vizinhos aqui. Ou tá tendo algum outro problema, porque eu realmente não ouvi. Eu não ouvi a caixinha lá, às vezes eles avisaram, né? Mas tá um barulheira do caramba aqui. Então, se você ouvir martelada... E aí
É isso. Eu acho que eles tinham que ter um outro sistema de aviso, sabe? Ah, caixinha de correio. Não, pô. Eu acho que tinha que deixar mensagem debaixo da porta, sabe? Eu acho que tinha que vir avisar, falar assim, ó, viu? Vai ter um barulho aí, viu? Se você é podcaster, fica ciente de que os seus ouvintes vão ouvir umas pancadas no fundo e isso não tem nada a ver com guerra. Porque às vezes pode achar que é guerra, né? Ah, mas aí o barulho de fogos. Agora o barulho da martelada aqui. Então, esse é meu ambiente.
Esse é onde eu vivo, no barulho. Aqui do lado tem uma avenida. Eu tenho que fechar. Aqui quando eu vou gravar, eu fecho a porta. Aí eu abro o guarda-roupa. Eu tô gravando no quarto, né? Eu abro o guarda-roupa porque eu vi em algum lugar que as roupas, elas...
Falando em voz alta agora é muito idiota. As roupas, elas abraçam as vibrações. Então, se eu deixo o guarda-roupa fechado, a minha voz vai bater na porta do guarda-roupa e reverberar. O guarda-roupa, se ficar aberto, as roupas vão absorver a voz. E aí não vai reverberar e nem fazer eco. Então, eu deixo o guarda-roupa aberto.
Caraca, você é muito idiota, né? Bom, mas se tá funcionando, eu não sei. Porque independente do guarda-roupa ficar aberto, a porta aberta, a janela aberta, independente de tudo isso aqui, o áudio do podcast é ruim por conta do equipamento que eu uso. Então não muda nada, na verdade. Acho que até se eu fechasse aqui, eu acho que reverberar, talvez ficaria mais alto e aí ficaria melhor. Mas eu gosto de pensar que eu tô fazendo alguma coisa...
tecnicamente boa pra qualidade do podcast. Então, se tá bom ou não, não importa, o importante é a consciência. Certo? É igual quando você joga um lixo na rua, um lixo que tava no chão, é...
você joga numa lixeira. Você sabe que aquilo não vai mudar nada na história da limpeza do mundo, você sabe que não vai fazer diferença nenhuma, se alagava, vai continuar alagando, mas aquela garrafa que você pegou e tacou no lixo, não vai mudar nada, mas a sua consciência vai ficar boa.
Você vai continuar o resto do dia feliz sabendo que você fez algo bom. Que se você parar um pouquinho para analisar, não vai fazer diferença nenhuma. Mas a atitude foi boa e você ajudou uma senhora. Sabe quando você ajuda uma senhora a carregar as coisas do mercado?
Só que aquela senhora, ela tava andando devagar, não é porque ela tinha problema de locomoção. Não, ela tava andando devagar porque ela tava querendo, de propósito, demorar pra chegar na casa dela. Porque ela sabe que quando ela chegar, o marido dela vai dar um cacete nela, porque essa é a realidade do Brasil. Vizinhos, vizinhos não, homens que batem em mulheres. Ou, inclusive, eu acho que eu não... được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được
Por que eu tô rindo? Não é engraçado. Eu acho que eu não contei. Eu não contei, inclusive, porque não é engraçado. Mas eu contei, eu não lembro. Eu não vou contar também, não. Vai ficar um mistério aí. Se eu já contei ou não contei, vai ficar um mistério que eu não vou falar.
Bom, mas é isso, vou começar esse podcastzinho aqui Eu queria pedir pra vocês Se inscreverem no canal do Youtube, se inscreverem no canal de corte Seguem lá, arroba André Otávio Podcast no Instagram, tá bom? Tudo isso aí não custa nada E você ajuda bastante aqui no podcast Comentar, mandar mensagem, todas essas coisas aí Eu acho legal demais, tá bom? Muito obrigado você que já tá escutando Há muito tempo, você que tá chegando agora Seja bem-vindo
E é isso, vamos começar esse podcast, não vou ficar falando desses negócios não, porque todo episódio eu fico falando disso e parece que eu tô matando o tempo, né? Parece que eu tô falando dessas coisas só pra matar tempo, mas não é, é porque eu tenho que pedir, pô. Se eu não pedir, vocês não dão like no YouTube, vocês não se inscrevem no canal do YouTube. Pô, meu, me ajuda aí, pô. Se você gosta do podcast, você pode ajudar, tá bom?
Inclusive, acabei de lembrar, eu fiquei feliz porque o meu podcast no Spotify, ele tá com avaliação baixa. Não é que tá baixa também. Tá 4 pontos, tipo assim, antes era 5, né? 5 estrelas você podia dar lá. Agora ele tá com 4 pontos, sei lá, 8, 6, não sei.
Mas eu fiquei feliz, sabe por quê? Porque o meu podcast, ele tinha avaliação de 5 estrelas. Sempre teve 5 estrelas. Até eu olhar da última vez, sempre teve 5 estrelas. Mas por quê teve 5 estrelas? Não é porque o meu podcast é muito bom. Não, é porque eu enchi o saco de todas as pessoas que eu conheço. Se eu encontrava alguém...
mais de uma vez, essa pessoa se tornasse conhecida, se eu decorei o seu nome e eu te vi mais de uma vez, eu ia falar assim, você tem Spotify, entra lá e avalia o meu podcast.
Então o meu podcast, ele tinha avaliação boa, por quê? Porque eu enchi o saco de todas as pessoas da minha família, de todos os meus amigos, de todas as pessoas que eu conhecia. Eu falava, você tem Spotify? Vai lá no meu podcast e avalia lá. Ah, você não usa o Spotify? Você usa o Apple Podcast? Então vai lá na Apple Podcast e avalia o meu podcast. Todas as pessoas que eu conheço, eu falei, eu enchi o saco pra avaliar o meu podcast lá no Spotify. Então...
Eu tinha cinco estrelas, por quê? Não porque era muito bom, mas porque eu enchi o saco das pessoas pra elas poderem avaliar o meu podcast de forma positiva. E assim, o Spotify entender que meu podcast era bom e divulgar pra mais pessoas. Só que agora, ele tá mal avaliado. Isso quer dizer que pessoas aleatórias estão avaliando ele.
Eu sabia que esse momento ia acontecer, porque ninguém ia avaliar 5 estrelas sem uma pressão psicológica. E aí, agora, estão começando a avaliar o meu podcast com menos estrelas. Eu espero que sejam pessoas novas, tá? Espero que não seja alguém que eu conheça. Alguém da minha família que falou, ah, eu vou escutar, vamos ver como é que é. Aí falou, eita, como é que eu dei 5 estrelas pra essa bosta aqui?
Então eu espero que sejam pessoas novas, pessoas que chegaram aleatoriamente no podcast, escutaram e falaram, isso aqui não é cinco estrelas não, isso aqui é no máximo umas duas estrelas, três estrelas. E aí a pessoa tá voltando de forma...
baixa no podcast, porém, são pessoas novas. Então, eu tô vivendo aí uma dualidade. Porque eu quero poucas pessoas escutando, mas todo mundo avaliando bem, ou eu quero várias pessoas escutando, só que elas avaliando da forma que elas acham que deve ser avaliada. Que é o quê? Com menos estrelas.
Então eu prefiro que sejam menos estrelas e mais pessoas escutando. Mas eu fiquei feliz, mano. Eu vi o bagulho e eu vi, caramba, o bagulho tá diminuindo, velho. Que legal, mano. Eu acho que eu não devia ter ficado tão feliz assim. Tipo assim, eu tô feliz porque tá com 4.8, acho. Alguma coisa assim, ao invés de 5. 4.8. 0,2? Não, né? Nem 0,2. É 0,0... Não, é 0,2, né? 0,2? O quê?
Mas aí se começar a baixar muito Se começar a baixar pra 4 estrelas Depois 3, 2 Aí eu vou começar a ficar triste Aí eu vou pedir pra... Eu vou ter que voltar pra... Eu vou ter que conhecer pessoa nova Sobre essas pessoas avaliadas Eu vou ter que comprar as avaliações do Spotify É isso
Mas eu fiquei feliz da avaliação estar abaixando, porque isso significa que outras pessoas, pessoas que eu não conheço, estão entrando no podcast e estão avaliando de forma que elas acham que devem ser avaliadas. Então, isso é um sinal de que está chegando em mais pessoas. Legal demais, né? Bom, para mim, pelo menos.
Mas vamos pra esse podcast aqui. Hoje é dia 2 de maio, como eu falei no começo. E hoje tá fazendo um mês que eu tô limpo, né? Eu tô tentando aí me desintoxicar dessa droga. Porque a gente entra num vício, né, rapaziada? Eu acho que quem...
tem um vício, algum tipo de vício, sabe o quão difícil é você conseguir se desintoxicar, sabe? Porque no começo é muito difícil, sabe? No começo você se sente mal, você se sente culpado por querer, você se sente, sabe? Você tem abstinência, tá ligado? Sabe o que é você não conseguir dormir, você chorar no banho de abstinência, mano?
Tá ligado? Você... Qualquer momento que você se pega pensando nessa droga, você acaba lembrando dos momentos bons, sabe? E você... Aquele êxtase que ela dá. Sabe essa coisa, mano? Então, eu tô, tipo, vivendo agora esse momento de desintoxicação. Alguns momentos é muito ruim. Alguns momentos eu fico pensativo. Alguns momentos eu tenho vontade de chorar. Alguns momentos eu choro, pô.
Mas eu acho que é uma fase importante você passar por isso, porque é onde você mais consegue avaliar, entender esse vício que você tem. Eu acho que independente do vício, eu acho que a forma de você se libertar e a forma de você se limpar disso é a mesma. Então, pra mim, tá sendo desse jeito, não sei como que é com outras coisas, sabe? Eu acho que todo mundo deve ter em algum nível um vício, alguma coisa que quer se limpar, alguma coisa que você quer se livrar.
E eu tô conseguindo, já faz um mês, igual eu falei, né? A última vez foi no dia 1 de abril. Hoje já é dia 2 de maio. Então faz um mês, exatamente um mês, que eu tô limpo dessa droga chamada comédia. Comédia estandar. Olha a desgraça dessa merda, dessa bosta. Um mês, rapaziada, sem fazer show? Que isso? O que eu tô virando, mano? Porra, eu fiz um show em abril, foi no dia 1, mano. Caralho, bicho.
Mano, eu tô chateado, velho. Eu tô triste, hein, mano. Ô louco, velho. Não, porque assim... Ah, André, mas o que você quer pra sua vida? Eu quero ser comédia. Eu tenho pouca certeza na vida. Eu acho que as poucas certezas... Uma das poucas certezas que eu tenho é que eu queria viver dessa comédia. Dessa tal comédia. Mas como que faz isso? Não tem como.
É impossível. Ah, mas tem gente que vive. É impossível. Essas pessoas fizeram um pacto com o capeta.
Caralho, bicho. Mas não vou ficar lamentando não, tá, rapaziada? Só queria vir aqui e dizer que faz um mês que eu tô sem fazer show e isso é muito ruim, tá ligado? Eu sinto que... Eu tenho um show marcado também, eu marquei um show também no mês de maio pra não passar em branco, né? Até lá tudo pode mudar, então vamos ver como é que vai ser. Mas é muito ruim, tá ligado? Porque, assim, eu sei que vai ser ruim a sensação de fazer o próximo show, mano.
Porque como eu tô há muito tempo parado, eu vou tá enferrujado, mano. Não tem como você fazer uma coisa uma vez por mês e melhorar aquilo, tá ligado? Não tem como, mano. Independente do que você for fazer. Pintura, se você joga futebol. Se você joga futebol uma vez por mês, você vai jogar 12 vezes no ano, mano. Que isso?
Tá ligado? Qual a chance de você ficar bom? Você melhorar aquele chute que você queria melhorar, aquele passe, aquele drible? Aquele drible? Como que você faz isso? Não tem como. Mas qualquer coisa, ah, eu quero aprender a cozinhar. Eu vou cozinhar uma vez por mês. Como que você vai melhorar cozinhando uma vez por mês? Não tem como. Então, o problema é que eu não consigo melhorar, aperfeiçoar a minha arte.
Apesar de eu vir aqui gravar o podcast, eu tô pensando seriamente em gravar o podcast mais de uma vez por semana pra compensar a falta de show, mano. E isso é mais, não é nem por vocês, é mais por mim, tá ligado? Pra eu vir aqui e falar, caralho, eu não tô fazendo show, mas eu tô fazendo podcast pra caramba, tá ligado? Eu tô melhorando, eu não tô melhorando no show, mas eu tô melhorando no podcast. Às vezes, o fato de eu melhorar...
O podcast, melhorar o meu jeito de fazer o podcast, melhorar a minha forma de se comunicar no podcast, pode influenciar de certa forma, talvez pequena, mas mesmo se for pequena, ainda é alguma coisa melhorar a minha forma de fazer stand-up, sabe?
Porque o show mesmo não tá tendo. Até, tipo assim, eu converso com a galera, né? A galera sempre me pergunta como é que é. E aí eu começo a chorar, né? Explicar como é que... Chorar mingau. Fico... É muito foda, né? Mas assim, o difícil...
É que eu mudei pra Campinas, um dos motivos foi por causa de show, né? Porque aqui tem muito mais shows do que tinha lá onde eu morava de um dia aí. E eu nem morava de um dia aí, na verdade. Eu morava na cidade do lado. Vais a Paulista, né? Mas não vamos falar sobre isso, não. Esse foi um momento obscuro da minha vida.
nada a ver, mas assim, lá aqui tem muito mais shows, sabe? E tá tendo shows, toda semana tem show novo, o show novo não, tem show tem show em bar, tem show em comedy club tem show em teatro, toda semana tem show toda semana tem show, o problema o problema é a minha vida profissional o meu trabalho não me deixa fazer isso o meu horário, sabe? a minha vida financeira, ela não não se encaixa, pô então eu tenho que mudar um monte de coisa antes de conseguir mudar a minha comédia được được được được được được được
Para de chorar, André. Caralho, todo episódio você vem aqui e fica chorando. Se eu não me engano sobre isso, que isso, mano. Porra, eu tinha pensado, em algum momento eu pensei em alguma coisa que eu queria falar. Só que eu falei, não, deixa eu terminar esse raciocínio. Aí depois eu volto pra essa coisa. Aí eu esqueci o que era agora. Porra, TDAH, hein, mano. Eu acho que eu tenho TDAH, rapaziada.
Eu acho que o TDAH... Me corrija aí se eu estiver errado, que eu sempre estou, na verdade, né? Mas eu acho que o TDAH, ele não é uma... Ele não é uma coisa que ou você tem ou você não tem. Não, é claro, ou você tem... Calma aí, deixa eu explicar melhor. Não é uma coisa que você tem...
do mesmo jeito que todo mundo que tem, tem, ou você não tem nada. Eu acho que é um espectro. Eu acho que o TDAH também se encaixa nesse espectro que ou você é uma pessoa completamente...
Não é perdida a palavra, mas tipo assim, uma pessoa completamente que desfoca, sabe? Que não consegue se concentrar em alguma coisa. Ou você é uma pessoa que dá umas vacilas. Ou também, eu tô falando besteira com certeza. Mas eu acho que eu tenho um TDAH num certo nível, assim. Não é possível. Eu me desfoco muito das coisas. As pessoas me falam, tipo assim, uma coisa... Eu tenho até uma piada disso, que eu não gosto de...
E ficar pedindo pra pessoa, tipo assim, me explica de novo. Como é que é? Aí a pessoa me explica. Tipo assim, na primeira vez, a pessoa explica. Aí eu não entendi, né? Normal. É normal? Eu não sei se é normal, mas eu não entendo. Aí a pessoa fala de novo. Aí na segunda vez, eu não entendi de novo. Só que eu não posso ficar falando pra pessoa repetir toda hora a mesma coisa. E não é coisa difícil. É coisa simples, tá ligado? Então, eu falo...
Falou a primeira vez. Eu não entendi nada. Eu falo, beleza. E eu vou no improviso.
Tipo assim, a pessoa me... Lá no trabalho, a pessoa fala, ó, pega a caixa tal, não sei o que lá, não sei aonde, pra fazer não sei o que lá. Aí eu falo assim, beleza, eu não entendi nada, mas eu lembro da palavra caixa e eu lembro de alguma outra palavra. Eu falo, pô, eu vou tentar juntar as informações, eu vou pegar a caixa e vou deitar no chão, eu vou deitar no chão, eu vou abrir a caixa e deitar no chão, porque a pessoa falou, André, pega a caixa e deita no chão.
Não foi isso, mas a minha cabeça, ela falou caixa e chão. Pega a caixa e deita no chão.
Aí eu deito no chão, a pessoa fala, André, o que você tá fazendo no chão? Eu falo, eu tô procurando, você não falou pra eu pegar a caixa? Eu tô aqui procurando ainda. Aí a pessoa explica de novo, e aí eu vou tentando obter informações através do jeito que eu tô fazendo errado. Só que sem falar pra pessoa explicar de novo. A pessoa explica de novo, fica brava do mesmo jeito que se eu tivesse perguntado pra ela explicar de novo.
Então não adianta nada. No final das contas, não mudou nada. Eu não sei por que que eu tô falando de...
Caraca, foca, André, foca nas coisas que você anotou pra falar, tá bom? Não, eu não falei, eu não anotei isso, mas é uma lição que eu aprendi essa semana. Se você aí mora sozinho, ou mora com a sua namorada, não importa, na verdade, se você mora, com quem você mora. Se você cozinha...
É... Porque assim, eu tô aprendendo assim a cozinhar com mais frequência agora, né? Porque antes eu não fazia isso agora. Eu tô fazendo, tô tendo o que fazer. É... E aí eu tô... Eu tô numa dúvida. Se eu cozinhar... É... É... Se eu... Se eu fa...
Eu ia fazer uma piada. Só que eu me embolei todo. Não, na verdade, é sério. Eu, essa semana, eu fui fazer arroz. Olha isso, mano. Eu fui fazer arroz. E assim, dentro de casa, eu não uso camisa. Eu nunca usei camisa dentro de casa. Só se tem visita, sabe? Aí eu coloco uma camisa. Eu já expliquei isso aqui no podcast. Aí eu coloco camisa, né? Então, eu ando dentro de casa sem camisa. Pode estar fazendo frio do caralho o que for.
Tem que estar muito frio pra eu colocar camisa dentro de casa. Então, eu só ando dentro de casa. E quando eu coloco, eu coloco regato, tá?
Porque regata, ela é mais confortável, assim, você consegue se movimentar melhor, né? As outras camisas, como eu tenho um bração de atleta, assim, né? Fica apertado, né? Então eu ando sem camisa, nem de cara. E aí eu fui fazer o arroz, né? Aí, mano, se você não sabe fazer arroz...
Você não vai entender nada agora dessa explicação. Tô brincando. Mas eu taquei o óleo lá. O óleo tava esquentando. Eu fui lá e cortei a cebola. Sempre fiz isso. Sempre taquei a cebola no óleo pra fazer o arroz. Normal. Fio de óleo. Cebola. Blau, blau, blau. Dá uma dourada. Sabe? Ta com arroz. Pô, fazer arroz normal, pô. Taquei lá. Quando eu taquei, maluco, o... Eu acho que a cebola, eu acho que ela era... Era...
Não sei, mano. A cebola tinha algum problema com óleo. Elas não se deram bem logo de cara. E aí, mano, quando eu taquei o bagulho... Começou a explodir. Parecia o balão. Sabe aqueles balões que sobem? Maluco, o bagulho espirrou óleo, mas explodiu. E o bonitão, o espertão aqui, o Rodrigo Wilbert, tava cozinhando sem camisa. Tá ligado? E aí, maluco, começou a voar. Começou a voar. Óleo em todo lugar, velho. Maluqueimou minha barriga, mano.
Pocou minha barriga, velho. Mano, minha barriga tá toda... Isso foi antes de onde, Jorge? Minha barriga tá toda queimada, mano. Tipo assim, vários pontos de... Sabe? Puta merda, mano. O bagulho é uma dor do caralho, assim. Porque, assim, doeu só na hora, né? Agora já tá de boa, já. Mas tá tudo marcada. O bagulho, mano, fritou minha barriga. Que isso?
O bagulho voou tudo aqui na minha barriga. Então, eu tô pensando agora seriamente, em vez de eu colocar camisa... Porque eu não vou colocar camisa dentro de casa. Comprar aqueles... Como é que eu falo? Você coloca no corpo assim, pra cozinhar, sabe? Essas roupas de cozinha mesmo? Você coloca assim, amarra no pescoço, amarra nas costas, sabe esse negócio? É tipo uma regata de cozinha, assim. Parece um...
Sabe, né, qual que é que eu tô falando? Comprar um desse pra cozinhar, pô, porque eu não vou ficar queimando minha barriga. Pô, que isso? Que não é a primeira vez. Uma vez eu fui tacar o feijão. O feijão tava quente, né, na panela de pressão. Fui tirar o feijão da panela quente pra um pote. Fui colocar numa tapo air, né. Aí, maluco, quando eu fui despejar o... Como é que fala? O caldo. Não é caldo.
Caldo do feijão? Caldo sim. O caldo do feijão respingou. Maluco, respingou tudo na minha barriga. Só que assim, é muito diferente. Caldo quente de feijão que pinga na sua barriga, que só fica vermelhinho assim. Queima um pouquinho, fica vermelho. No outro dia você até esquece que isso aconteceu. Do que óleo. Óleo, filho. Óleo quente com cebola. Eu nem sabia. O bagulho ficou queimado e temperado. Minha barriga ficou temperada.
É a primeira vez que se alguém falar que eu sou gostoso, eu ia estar falando assim. Porque eu estava temperado, pô. Que isso? Pé doido, queimou tudo na minha barriga. Então, fica a dica aí. Se você vai cozinhar, usa roupa, né? Não faça isso sem camisa. E nem pelado também. Recomendo não fazer isso pelado. Porque assim, se eu cozinho pelado... Se eu cozinho pelado, olha as ideias. Olha os papos.
Você faz o... Arrefeita. Se eu cozinho pelado... Olha aqui, rapaziada. Se eu cozinho pelado... Imagina se eu cozinho pelado. Rapaziada, sem camisa já deu isso. Imagina se eu cozinho pelado. Ia queimar tudo, maluco. Então, é... Não... Não façam isso, tá bom? Se eu cozinho... Coloque alguma coisa.
Vamos para as anotações. Essa semana eu fui fazer uma corrida e fazia tempo que eu não corria, né? Fazia muito tempo, sim. Eu fui olhar a última corrida minha, fazia um mês e uns 10, 15 dias que eu não fazia nenhuma corrida por conta da mudança e tudo mais. Aqui também é um lugar onde eu morava antes, no outro condomínio, no outro apartamento.
Tinha uma ciclofaixa do outro lado da rua. Então eu saía do condomínio, eu já dava de cara pra ciclofaixa. Então era fácil, eu corria o tempo todo. Toda semana eu tava indo pelo menos uma, duas vezes por semana. Aqui não tem, aqui é um bairro residencial, assim. Então se eu for correr aqui, eu tenho que correr na rua, sabe? Então como eu tava em processo de mudança, essa correria do CLT que eu fico 27 horas fora de casa.
desgraça. Então eu não tava conseguindo correr. Eu não tô, na verdade, ainda, né? Então eu tô nesse processo aí de tentar me adaptar. E aí eu fui fazer essa corrida, sabe? Porque teve uma... Como é que fala? Aqui em Campinas tem bastante corrida. Lá no Taquarau, principalmente, tem outros lugares também. Mas lá na Lagoa do Taquarau, tem corrida que acontece lá sempre, né? E aí eu fui de pipoca também. Fui de... Que eu também não vou ficar pagando pra correr na rua. Pra ganhar banana e medalha. Eu, hein?
Eu corro na rua, caralho. De graça, eu vou correr por medalha e banana? Eu corri do mesmo jeito que todo mundo correu lá. Só que a diferença é que eles têm medalha e uma banana. Nem tem banana que eles comeram. Só tem a medalha. Pra que eu quero medalha? Eu tenho duas medalhas aqui no meu guarda-roupa guardado que não serve pra nada. Eu tava até pensando nisso, porque assim...
se você for ver a média do valor de uma inscrição de corrida, eu acho que dá 100 reais. Mais ou menos assim. Tem umas que é mais cara, tem umas que é mais barata, então vamos colocar a média, 100 reais. Se você tem 10 medalhas, isso quer dizer que foi mil reais. Tá ligado? 10 medalhas. Maluco, se você tem 50 medalhas, isso quer dizer que foi o quê? 5 mil? Caralho! É isso? Caralho, vou ter que fazer a conta, maluco?
Não é possível que eu tô tentando fazer conta. Mas é isso mesmo. 50 medalhas vezes 100, maluco, é 5 mil reais, maluco. Então, eu não quero um dia chegar, abrir o meu quadro de medalhas e ver lá 50 medalhas e tá me matando pra poder pagar o aluguel e a conta da CPFL?
Tá ligado? Eu falo, mano, tem 5 mil reais aqui que eu corri na rua, que eu poderia ter corrido de graça. Aí eu corri por 5 mil reais e o aluguel tá atrasando? Que isso? Então, se um dia eu tiver bem de vida, financeiramente estável, eu vou começar a pagar, né? Porque aí eu acho que também, essa é a parada. Você não vai pagar pra ir na corrida se você tá mal. Tipo assim, pô, mano, esse mês eu não sei se eu compro a comida, compro a...
mistura e pago a conta, ou se eu pago a conta, compro ovo e vou na corrida. Porra. Então, o melhor mesmo é você fazer isso quando você está financeiramente estável, né? Então, se um dia eu tiver, aí sim eu começo a pagar essas corridas, faço um quadro cheio de medalha. Agora você, pobre.
Tô falando do Tiago Ferreira não, tá, rapaziada? Vocês podem achar... Ah, você tá falando do Tiago Ferreira, que tem um quadro lá cheio de medalha, já foi pra Brasília, viajou pra Brasília, pagou avião, pagou estadia no hotel pra fazer uma corrida e agora tem lá a medalha de um dia que ele deve ter gastado aí pelo menos uns 800 reais, assim, com viagem, com hotel, com inscrição da corrida, 800 reais ele tem pendurado numa medalha.
E hoje ele tem que fazer Uber e trabalhar no final de semana pra conseguir esse mesmo valor. Não tô falando do Tiago Ferreira não, rapaziada.
Pode aí estar achando, ah, ele tá falando exclusivamente do Tiago Ferreira. Eu não tô, eu tô dando só o exemplo. Então, eu não tava mesmo, só que agora eu lembrei. Então, eu não quero ser essa pessoa. Então eu corro de graça na rua. Eu vou de pipoca. Ah, mas não é legal pipoca, porque tem todo um custo pra você poder fazer uma corrida dessa, e fechar uma avenida, e pagar a prefeitura, e patrocinador, um gasto muito alto. Eu não tenho culpa, rapaziada. Ainda é a rua.
Ainda é a rua? Foda-se. Eu vou correr na rua de graça. É igual o vagabundo que paga pra treinar e levantar pneu e puxar corda. Ô, meu amigo, você tá pagando aí. Como é que é o nome desse baguei? Eu esqueci. Fitbox? Como é que é o nome desse? Porra, eu esqueci, mano. Caralho.
Esqueci completamente. Varreu. O foda é que depois que eu terminar a gravação, eu vou estar escutando o podcast pra poder editar. E aí eu vou lembrar a palavra. Eu vou falar desgraça. Não tem como editar mais. Não tem como eu gravar só... Lifebox. Esqueci. Eu achei que ia lembrar agora falando. Como é que é o nome?
Ah, esqueci, mas você sabe qual que é, né? Aquele que vira pneu e sobe em caixote e você bate corda. Ô, meu amigo, isso aí você consegue fazer de graça. Você corre na rua, eu vejo em volta desses lugares aí. Como é que é o nome desse cacete, velho? Cacete, esqueci. Sabe esses lugares? Você passa na frente, aí tem a galera correndo assim, ó. Porque eles falam assim, corre no quarteirão. Você vai lá e você paga 150 reais mensalidade pra eles falarem. Corre em volta do quarteirão.
Tá vendo o pneu do meu carro? Troca o pneu do meu carro. Pega o macaco, levanta o carro, solta o sol. Coloca a outra roda e fecha. Isso é um treino muito importante pra tríceps e resistência. Ô, você tá sendo usado, meu amigo. Você tá sendo usado. Para com isso. Para. Eu esqueci o nome. Tô tentando lembrar, não consigo. Então, eu não vou pagar por causa de banana. Por causa de medalha. Eu, hein.
Eu vou lá, se eu quiser eu compro uma medalha ali, eu soubo ali em cima aqui na avenida, tem um lugar lá que eles fazem um monte de coisa, eu falo, faz uma medalha aí pra mim, escreve aí, correu 43 quilômetros sem parar durante 50 minutos. Quem vai contestar isso? Eu tenho uma medalha, caralho. Aí a pessoa fala, não, eu corri tudo isso aqui de prova. Eu falo, como assim você correu? Você tem um monte de medalha, isso não quer dizer que você correu, você pode ter comprado. Assim como eu comprei essa de 43 quilômetros durante 50 minutos.
Ah, o que eu tava falando? Ah, é, eu fui na corrida, né? Aí eu fui na corrida, corri de graça, sabe? Só que é o seguinte, rapaziada. Vocês lembram que eu falei no último episódio? No último não, não sei lá. Nos últimos episódios que eu tava com dor nas costas. Porque eu dei mal jeito nas costas. Porque o campeão aqui foi... Não é que eu tava carregando uma caixa, uma geladeira. Ah, fui carregar uma geladeira e... Não, eu fui tirar o... Eu fui tirar o carregador do celular da tomada. Que é uma tomada baixa.
Fui abaixar pra tirar o carregador de tomada. Travou minhas costas. E aí eu tava tomando remédio, né? As costas doendo pra caralho.
E aí teve essa corrida, eu falei, mano, será que eu vou? Será que vira mesmo ir? Porque assim, eu tô com essa dor nas costas, vai ter a pancada da corrida e pode piorar, né? Só que eu falei, não, tá melhor. Se eu sentir que tá doendo, que tá piorando, eu paro, sabe? Tipo assim, eu fui com essa conselha, eu fui assim, eu vou ir, mas se eu sentir as costas doendo, se eu sentir algum tipo de desconforto, o mínimo que for, eu vou parar. Não tem por que eu continuar, não tem por que eu forçar.
Sabe, eu vim aqui pra tentar fazer um treino pra melhorar a saúde. Eu não vou vir aqui e desgraçar minha saúde de vez. Então eu falei, pô, se eu sentir qualquer desconforto nas costas, né, por conta da dor que eu tô ainda até hoje, assim, eu vou parar, sabe? Então eu fui correr, filho, com dor mesmo. Eu falei, ô, no pain no gain, sem dor, sem ganho. Se foda. Eu sou atleta, caralho. Eu, hein? Tava mais de um mês parado. Eu falei, será que eu aguento correr? E, rapaziada, vocês não acreditam.
O campeão aqui conseguiu, mano. Porra, eu consegui correr, mano. Mesmo com dor. Tá ligado? No pain, no gain. Eu consegui correr 5km. E outra. Fazia mais de um mês. Lembra que eu fazia mais de um mês que eu não corria? Mais de um mês sem correr. Sem fazer caminhada. Nada assim. Só CLT e fudido da cabeça. E triste. E chorando. Mas eu acho que o ato de você chorar... Eu acho que o...
Eu acho que o fato de lamentar e pegar ônibus BRT lotado, onde você não consegue mexer, eu acho que isso é um tipo de treinamento. Nem que for psicológico, mas é um tipo de treinamento. Porque, mano, eu terminei a corrida num tempo bom, tipo assim, não muito diferente do tempo que eu corria, sabe? Eu fiz acho que 5km em 32 minutos. 32 é alguma coisa. Então, mano, meu pace foi de 6h40, alguma coisa assim. Que não é ruim, sabe? Eu fazia esse pace.
Fazia entre 6 e 30, 6 e 20, vai. 6 e 20, 6 e 40 era o meu pace ali, médio. Tá ligado? Então, eu fiz um tempo bom. As costas não doeu. Fiquei feliz por isso também. Não senti dor nas costas, nada. Meu joelho, eu tava com aquele negócio no joelho assim. Então, eu dei uma ajudada também. Não senti dor no joelho. Porém, no quarto quilômetro, mano, começou uma dor no calcanhar. Nossa!
Bagulho doeu, hein? Tipo assim, não é que doeu também. É uma dor que... Nossa. Mas assim, é uma dor que tava ruim. Só que eu tava no quarto quilômetro. Pô, eu tinha corrido quatro quilômetros. Eu ia deixar de correr novecentos metros, pô?
Por causa de uma dor no calcanhar. Então o que eu fiz? Eu dei uma diminuída. Não era subida. A subida já tinha passado. Era só uma reta. Uma leve inclinação para baixo. Aí eu falei. Rapaziada. Aqui é meu momento. Eu não vou parar numa reta. Porque meu calcanhar está doendo. Eu já corri 4km. E outra. Meu calcanhar já doía. Antes de eu machucar as costas. Na época que eu já corria com frequência. Toda semana. Tinha vez que eu sentia meu calcanhar.
Então, não tem porque eu parar, sabe? Eu vou terminar, eu vim aqui, eu comecei, eu vou terminar. Eu sou assim, eu sou teimoso. Lembra que eu tinha pensado, qualquer desconforto eu paro? Eu sou hipócrita também. Além de tudo, eu sou hipócrita. Então, eu não parei não. Eu fui, filho, eu fui. Eu diminuía o ritmo, eu fui chorando, mas eu fui. Aí eu terminei. Porra, que alegria, mano. Fiquei feliz pra caralho. De ter ido correr. Foi uma sensação muito boa, sabe?
ligado? Sensação boa mesmo de você ter ido, só de ter ido, já foi uma sensação legal de ver toda aquela galera de novo, porque assim, pô, o ambiente da corrida, da corrida de rua, é um ambiente muito, como é que fala?
quando impulsiona, tá ligado? É um ambiente que te dá uma motivação pra você fazer a parada. Então, mesmo se você chega cansado, com dor e tal, eu acho que lá na hora, alongamento, sabe? Você troca ideia, você vê a galera correndo, a galera aquecendo, todo mundo se incentivando. É um ambiente assim que dá uma...
uma impulsionada, sabe, uma motivada pra você poder correr, sabe, então eu já tava feliz de estar lá, nesse ambiente, de ter voltado, tá ligado, pra corrida, aí depois na hora que eu tava correndo eu não senti dor, aí eu tenho finalizado a corrida, sabe, apesar da dor no calcanhar, é uma dor que eu já sentia antes, assim, eu acho que eu preciso trocar meu tênis e parar de tentar essa palhaçada, mas eu fiquei feliz, mano, de tudo, assim, isso me deu um gás pra voltar a treinar, mano.
Porque, assim, eu sempre fiquei inventando desculpa, né? Inventando desculpa não, pô. É que, porra, eu... Mano, eu fico mais de 12 horas fora de casa, todo dia. Aí eu tenho que dormir. Aí eu tenho que fazer janto pra queimar minha barriga. Tá ligado? Eu tenho que, mano... Sabe, a parada é assim, mano. Como é que você concilia as coisas? Aí tem show, só que eu não tô fazendo show. Então, você tá ligado? Antes eu conseguia...
Fazer as paradas, eu consegui aconselhar as coisas, agora eu não tô conseguindo, nem a corrida, nem os shows, tá ligado? Tá foda, mano. Então, tudo isso. Só que isso me deu um gás, eu falei assim, pô, eu vou tentar encaixar um treino aí por semana, tá ligado? Nem que seja 20 minutos, mano. Sai aí, vai correr, mano, tá ligado?
Assim, eu também tenho que contar uma coisa. Quando eu vou trabalhar, eu desço na avenida. Tanto quando eu vou trabalhar, quando eu volto. Eu desço na avenida. Porque assim, eu moro e eu trabalho perto de duas avenidas grandonas, principal. Então, o ônibus não vai até o bairro. Onde eu moro aqui, tem ônibus que vem até o bairro, só que ele demora muito.
Demora muito. Esse dia eu fiquei 30 minutos no terminal esperando o ônibus que vinha pro bairro. Não valeu a pena. É que tava chovendo. Então, tipo assim, também não ia vir debaixo de chuva, né? Mas 30 minutos esperando. Então eu prefiro descer na avenida e fazer essa caminhada até a minha casa. Sabe? Que dá uma caminhada aí de uns quase 10 minutos. E quando eu vou trabalhar, também. Tem um ônibus que vai pro bairro lá que deixa perto do trabalho, mas também não vale a pena. Então eu desço na avenida e vou...
para o trabalho andando, que também dá uma caminhada de uns 10 minutos, dependendo do ritmo aí, até mais, se eu estiver chovendo, se eu estiver cansado, demorar uns 15 minutos talvez.
13, 15 minutos. Então, eu tenho que andar esses 15 minutos pra ir trabalhar e depois pra voltar pra casa, eu tenho que voltar pra pegar o ônibus, sabe? Então, já deu 30 minutos de caminhada aí quase. 20, 30 minutos de caminhada. Aí, quando eu desço na avenida pra vir pra minha casa, eu já andei quase uns 10 aí. Então, se for ver bem, eu tô fazendo por dia...
Uns 25 minutos de caminhada, todo dia. Tá ligado? Ah, mas não é o ideal. Não é o que você tem que fazer. Mas eu acho que já é alguma coisa que deve contar.
pra eu não ficar parado 100%, sabe? Mas eu queria, tipo, encaixar durante a semana um ou dois treinos de, nem que seja 20 minutos, pô. Sai aqui na rua aqui, dá umas duas voltas no quarteirão, igual eu fazia lá em casa. Quando eu morava com a minha mãe, eu chegava do trabalho, trocava de roupa, tá ligado? Dava duas voltas no quarteirão, 20 minutos, 3 quilômetros, vlau, já era, tá pago. Tá ligado? Tinha dia que eu fazia isso, tomava banho, tomava café, ia pro show, mano. Caralho, eu trabalhei o dia inteiro, chegava, corria.
ia pro show, mano. No outro dia, mesma coisa, tá ligado? Caralho. Daqui eu não tô conseguindo fazer isso, não. Mas isso não me deu um gás. Falei, pô, vou tentar. Essa semana vou voltar. Segunda-feira não, né? Porra, corri no domingo, segunda-feira eu tô todo fodido. Fazia um mês que eu não corria. Dor na perna e os caralho. Falei, pô, segunda eu não vou. Vou descansar. Terça-feira eu vou. Maluco, de terça até ontem choveu pra caralho. Choveu todo dia, eu acho, mano.
Aí, tipo assim, eu chegava em casa e falava, será que hoje vai? Não fui, choveu. Mano, não deu pra ir. Aí eu fiquei a semana inteira sem ir, porque não deu. Mas essa semana eu vou tentar. Só que agora, tipo assim, eu tenho que aproveitar também, né? Que eu tô empolgado. Tô nesse hype de... Porque também, rapidinho já acaba já essa energia. Mas eu vou tentar voltar. Preciso voltar, sabe? E outra coisa que aconteceu nessa corrida.
quando começou, eu fui de pipoca, né, então eu fiquei lá pra fora, não fui na largada, nem sabe, nem nada, só corri junto com a galera, mano, passou 500 metros, tipo assim, eu acho que passou uns 100 metros, do meu lado, eu ouvi, blá, blá, blá, quando eu olhei pro lado, uma mulher caiu, mano, tipo assim, eu não sei se ela tropeçou em alguém, se ela tropeçou no próprio pé, se ela passou mal e caiu, eu só ouvi o barulho, blá, blá, blá, e ela no chão, aí uma galera tipo em volta dela assim, só que eu não ia parar também, né, được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được
Sei quem que era. Falei, pô, tô aqui na corrida aqui, eu tenho meus problemas, né? Uma galera já ajudou ela, então... Tá lá, pum, pum, pum, caiu. A galera ajudou ela, não sei se ela levantou e continuou a corrida. Não sei se ela passou mal e teve que ser atendida pelos paramédicos. Não sei o que aconteceu, sei que ela caiu ali depois de uns 100, 150 metros. Continuou correndo, mano, uns 300 metros.
Uma mulher, tipo, mas essa caiu, essa desmaiou mesmo. Essa eu passei, tinha uma pessoa, tinha umas quatro, cinco pessoas em volta dela, ela no chão, a mulher desfalecida no chão, e alguém falando, tem um paramédico aí, não sei o que lá. E eu passei, mano, juro pra vocês, os 300 metros, não deu nem 500 metros de corrida, já tinha duas pessoas caídas. E aí depois eu fiquei sabendo que durante o percurso, teve mais pessoas que caíram. E tipo assim, não tava um calor assim.
absurdo, eu não sei, mano, eu acho que a galera se empolga demais, vai correr em jejum, tá ligado? Você vê muita coisa na internet que as pessoas abraçam, mano, as pessoas falam, não, se você misturar sal com açúcar e tacar no nariz e cheirar, isso vai ser bom pra o seu fluxo sanguíneo, a galera abraça, mano, tá ligado? Então tem que tomar cuidado com essas porra aí da internet, que a galera vê, sabe? A galera, mano, a galera escuta cegamente essas coisas.
Sabe? Ô, mano, o tanto de... Caralho, mano. Presta atenção no tanto de vídeo que você recebe de pessoas que acham que o vídeo é real e claramente é inteligência artificial. Tem uns que engana bem, mas tem uns que não engana bem. Tem uns que você olha e você fala, pô, isso aqui é claramente mentira, mano. Ou vídeo fake, mano. Você já viu esses vídeos fake? Que o cara chega em casa e fala assim, olha a bagunça que tá na minha casa, porque eu casei com uma mulher mais jovem, sabe?
que eu vi esse vídeo essa semana, mas eu vi um também essa semana, que era o quê? Um cara que ele era abordado pela polícia, e aí o cara que abordou ele era mó dando um esculacho nele e tal, e tirando ele pra otário, não sei o que lá, aí puxou a carteira, o documento dele, e ele fala, não, você é coronel, não sei o que lá. Mano, claramente o vídeo falso, claramente o vídeo fake, tá ligado? E a galera comentando como se fosse real, mano, e os outros compartilhando, tá ligado?
Então, o que eu quero dizer? As pessoas acreditam em tudo que vem na internet. E tem muito doutor na internet falando o que é bom e o que não é bom. Depois, antes da corrida, tá ligado? Tipos de dieta. E aí, mano, a pessoa sai porque não tava calor. Não tava um solzão. E menos de 500 metros, duas pessoas caíram. Tipo, uma, claro, deve ter tropeçado. Provavelmente tropeçou e voltou a correr normal. Mas uma desmaiou, maluco. Ela desmaiou.
Por que a pessoa desmaiou? Será que ela foi virada? Bebida, assim? Tem gente que vai, né? Depois do rolê. Lembra o cara lá?
morador de rua, que tava bêbado na praça, viu todo mundo correndo, falou, vou correr também. E correu e ganhou. Às vezes é isso. Às vezes é um cara que tá de ressaca e foi pra correr e passou mal. Bom, eu não sei, mas eu fiquei impressionante, porque em 500 metros, em menos de 500 metros, duas pessoas caídas, mano. E eu só pensando, será que esse é um sinal? Será que é pra eu parar também?
Mas eu fiquei feliz com o resultado dessa corrida. Fiquei feliz de ter ido. E fiquei feliz pelo gás que me deu pra voltar a praticar algum tipo de atividade física. Porque eu tô parado assim. Isso faz mal, né, mano? Eu acho que essa dor nas costas que eu tô sentindo... Claro, muito é por conta de dor nas costas mesmo. Mal jeito, essas coisas. Mas eu acho também que é essa parada minha de... Pô, parado, sem treinar, tá ligado? Eu acho que o corpo começa a sentir. Fala, pô...
O pessoal tá preguiçoso, hein? Vamos dar uma cobrada nele. Bom, eu não sei, mas foi legal e eu vou voltar, hein? Eu prometo que eu vou voltar. Vocês lembram que um tempo atrás eu fui fazer uma entrevista numa empresa e eu falei que... eu comecei a falar e aí eu pareci o Michael Scott, que tem um episódio do The Office que o Michael Scott começa a falar e aí eu vou voltar.
E aí ele não para mais de falar. E aí depois ele fala, às vezes eu começo a falar as coisas e eu não tenho como terminar. E aí eu continuo falando. E eu fiz isso. Fiz essa entrevista, maluco, eu só fiquei falando só. Não tinha mais nada a ver, sei lá, eu tava falando sobre cachorro. Eu comecei a divagar sobre alguma coisa que não tinha nada a ver, mano. Comecei a falar pra caralho. E aí eu até dei os créditos a isso.
ao podcast, porque eu sempre fui muito ruim em falar, né? Só que o podcast, de certa forma, me ajudou com isso. O podcast, eu venho aqui toda semana, durante uma hora, fico falando sobre qualquer coisa, tem roteiro só do que tá vindo na minha cabeça, isso criou um certo músculo aqui.
na minha consciência, de como fazer isso, sabe? Não é bom, não é bom, mas tá melhorando. É um músculo que antes não tinha nada e agora tem um pouquinho, sabe? Então, eu dei os créditos ao podcast por conseguir falar um monte de besteira e sem ter nada pra falar. E aí eu fui nessa entrevista, né? Há um tempo atrás, eu não lembro quando exatamente, mas foi uns três meses, talvez. Por aí, uns três, quatro meses pra trás.
Aí, mano, nessa entrevista, eu vacilei, assim. Um dos vacilos que eu dei, além desse vacilo, foi de falar que eu tava trabalhando. Porque quando você vai fazer entrevista, não sei se vocês sabem, mas você não pode falar que você tá trabalhando já. E eu falei, não, eu tô trabalhando, mas eu saio de lá fácil, assim. Se vocês me quiserem, eu despeio, eu despeio. Na hora eu falo, não, não, não, não quero vocês, não. Eu quero aqueles lá.
Na hora, assim. Só falar, eu vou, hein. Só falar. Falar sim, eu já tô indo lá. Preciso ir lá? Eu vou lá, hein. Eu vou.
E aí, depois eles mandaram mensagem e falaram assim, viu, Andrezão, você é um bosta. Você não tá apto a trabalhar aqui na empresa. Falei, tá bom, né? Eu acho que foi vacilo meu de ter falado que eu trabalhava. Fiquei com isso na cabeça. Pô, me culpei. Durante um tempão, me culpei. Falei, porra, devia ter falado que tá trabalhando. Tanto que nas entrevistas que eu fiz depois dessa, eu comecei a falar que eu não tava trabalhando.
As pessoas perguntam se você está trabalhando. Eu falava, não estou trabalhando. Você está fazendo entrevista online no seu trabalho. Eu falava, é, mas... Veja bem também, você não sabe onde eu moro. Às vezes eu moro em uma oficina. Então eu comecei a falar que eu não trabalhava nas outras entrevistas. Aí, mano...
Essa empresa que eu fiz aí, que aconteceu isso, é uma empresa assim que eu falei, pô, seria melhor eu entrar nela, sabe? É uma empresa melhor, menos pior, né? No caso, toda empresa é ruim. Seria uma empresa menos pior. Aí, tudo que não é comédia é ruim pra mim. Então, seria uma empresa menos pior. Porra, que vacilo, né? Mas beleza, vida que segue, tudo bem. Aprendi, tentei mudar nas outras empresas. Isso adiantou um pouco, assim.
Alguns empregos eu não entrei por conta de... algum motivo, assim, que eu não quis mesmo.
Outras eu fui despachado. Mas, mandei os currículos, de novo essa empresa me chamou. Eu falei, que estranho, mano. Por que eles estão me chamando, hein, velho? Mas eu já aprendi a lição. Eu não vou falar que eu trabalho, não. Vou lá fazer entrevista, vou falar que eu não trabalho. Tu é doido? Vou falar que eu tô desempregado. Fui na entrevista. Ah, outra coisa também. Eu falei, pô, não vou responder o que eles falaram. Falou alguma coisa, respondi e acabou. Não tem pra que ficar esticando. Igual eu fiz da última vez.
Aí, começou a entrevista, né, mano? Beleza. Começou a conversar, pá, não sei o que lá. E eu só aqui, ó. Não, pá, pum. Não sei o que, não sei o que lá. Tá ligado? Ah, não sei o que. Ah, não sei o que lá. Bum. Acabou. Já era. Respondeu, pá, pum. Respondeu. Tá trabalhando? Não. Desempregado. Ah, essa tá desempregado? Tô desempregado. E você tem algum tipo de renda? Eu falei, não tenho renda.
desempregado sem renda, dois fios pra criar. Joguei no psicológico. É, desempregado é difícil. É difícil, mas a gente tá correndo atrás aqui, vocês aí, graças a Deus, a gente coloca até Deus no meio. Graças a Deus aí vocês vão mudar essa realidade minha e finalmente aí eu vou poder. Tô desempregado. E que lá, papum, saí da entrevista, falei, porra, essa é maluco, essa eu deitei o cabelo.
Essa entrevista eu regacei a boca do balão. Daqui a pouco eu recebo a mensagem, a mulher falou, né? Eu te mando a mensagem, sendo positiva ou negativa, eu ainda te dou o retorno. Mandou mensagem, falou, Andrezão, seguinte, não, hoje é não, hoje é não. Caralho, bicho, então, quer dizer, eu fiquei o tempo todo me cobrando por ter falado que eu trabalhava.
da outra vez, e não tem nada a ver. É só porque eu sou um bosta mesmo. É só porque eu não sou apto a trabalhar naquela empresa. Eles falaram, não, a gente é bom demais pra você. Eu sou muita areia pro seu caminhãozinho. Eles falaram...
Caralho, bicho. Então, eu fiquei me culpando esse tempo todo, achando que era porque eu vacilei, porque eu falei que eu tava trabalhando. E isso, na verdade, não deve ter influenciado em nada. Porque quando eu falei que eu não tava trabalhando, que eu tava com aluguel atrasado, dois FIIs pra criar e sem renda, eles também não me contrataram. Eles falaram, quer saber? Boa sorte. Então, nem sempre uma segunda opção, uma segunda opção não, né? Uma segunda oportunidade é a oportunidade, sabe?
Ah, e outra também, que é um detalhe importante. Eles nem lembravam de mim, tá ligado? É só porque eu acho que eles acharam meu currículo de novo lá, ou eu enviei pra eles de novo, sei lá. Porque eu envio o currículo pra caralho. Aí, em algum momento, caiu pra eles, eles fizeram a entrevista, tipo assim, sendo me estranho. Eles nem lembravam, pô. E eu preocupado. Eu só aqui, nossa, será que eles estão me dando uma segunda oportunidade? Será que... Não, estão nem aí.
Nem lembrava de mim. O que prova que eu sou altamente esquecível, né? Tem coisa que não muda. Tem coisa que... Porra. Mas é isso, né? Nem sempre uma segunda oportunidade quer dizer que você tá pronto. Pô, vocês viram que Deus tá acabando com o entretenimento do funk?
Tá ligado? Porque assim, há um tempo atrás, Deus levou a Tatisaki. Tatisaki se converteu, sabe, MC Tatisaki? Se converteu e parou de cantar funk. Aí também, o MC Brizola, pô, os cara cantavam os funk pesado. Se converteu, pô. Converteu. Aí agora MC Brinquedo. Lembra do MC Brinquedo?
Roça o piru dela que ela gosta. Roça. Lembra do brinquedo? Se converteu também. Largou o funk. Abandonou o funk. O MC Livinho. Canta pra caralho o MC Livinho, inclusive. Canta muito, assim. Também. Tá largando. Vai fazer a última turnê dele em encerramento do funk. Vai largar o funk porque virou crente. Tá ligado? Deus tá levando. Tá acabando com o entretenimento do funk. O Kevin. MC Kevin. Foi o único que conheceu o Deus de verdade. Esses aí só se conhecer a palavra por enquanto.
Mas assim, que babaca, né? Olha que otário. Mas assim, o Deus, a conversão pro crente, tá acabando com o entretenimento do funk. Não tá sobrando muito, pô. Por isso que tá sobrando só Manuel Gomes, tá ligado? Esses caras aí, cremosinho. É isso que tá sobrando pra vocês agora. Porque os caras tão se convertendo, tá todo mundo se convertendo, pô.
Mas sabe o que eu acho que é isso, mano? Porque, assim, essa galera do funk, eles vivem uma vida de duas pessoas, de cinco pessoas antes dos 30 anos, mano.
tá ligado? Pô, o MC Brinquedo, antes de completar 18 anos, ele já era um moleque, tá ligado? Menor de idade, que falava roça o pirunela que ela gosta e fazia show em casa noturna às 3 horas da manhã, tá ligado? E o maluco tava em contato com droga o tempo todo, mano. E tá ligado? Esses caras, mano, o tanto de dinheiro que eles lavou, imagina, mano, o tanto de dinheiro que esses caras lavou.
Imagina você com 16 anos, cantando Rossupiro nela, que ela gosta, 3 horas da manhã, pra uma galera que foi lá te ver, recebendo 15 mil, imagina, 15 mil em cédula de dinheiro, porque você tá lavando o dinheiro, porque assim, o funk, vocês sabem, não é querendo generalizar, mas boa parte do funk acontece em comunidade, e quem...
Paz, quem produz esse tipo de show, às vezes é o crime do lugar. E aí esses caras, eles não pagam, ah, qual que é a sua nota fiscal? Qual que é o CNPJ? Não, pô, eles pagam em dinheiro pra lavar, tá ligado? Eles estão ali fazendo o baile da galera na favela, vai pagar em dinheiro e a galera vai receber, pô. Você acha que vai deixar de ganhar 15 mil? E aí, mano, imagina um moleque de 15, 16 anos com 15 mil no bolso, em dinheiro, que acabou de receber.
5 mil pessoas lá cantando a sua música, tá ligado? Mulher, imagina, mulher pra caralho. O abuso psicológico, o abuso sexual de mulheres mais velhas que deve acontecer tanto pra homem quanto pra mulher. Deve ter uma promiscuidade nesse mundo onde você recebe dinheiro pra caralho, recebe droga pra caralho, com certeza. Deve ter um consumo de droga, sim, que vai chegar. Não tem como não chegar. Pra todo mundo chega, pô.
Vai chegar droga pra caralho, dinheiro pra caralho, mulher, homem, dependendo de... Tá ligado? Você vai viver uma vida promíscua pra caralho antes dos 18 anos, mano. Você tem tudo isso. Imagina tudo isso na sua cabeça. E você é cercado dessa galera. Tá ligado? Você é cercado disso, mano. Não tem como. Não tem como você não perder a cabeça. Não tem como você ficar maluco, mano. Porque assim, ou você vive desse jeito.
pra sempre, tá ligado? Todo final de semana, você envelhece, você começa a ficar velho, tá ligado? Isso quando você é adolescente, depois você começa a ter uma percepção melhor da vida, das pessoas ao seu redor, só que você continua vivendo essa vida, tá ligado? Porque se você parar um pouquinho pra ter consciência, você vai olhar pra trás e falar, caralho, mano, olha os bagulho que eu fiz.
Mano, eu recebi cachê de traficante pra lavar dinheiro, 15 mil reais na mão, tá ligado? Eu participei, com certeza, de algum tipo de abuso, mano. Tanto de problema que acontece nesses bailes, tá ligado? O tanto de gente que é violentada, o tanto de gente que, tá ligado? Que acontece uns bagulhos zoados, assim. E tipo assim, não é que a culpa é do artista, mas tem ali um quê de culpa.
Então, maluco, imagina esse maluco, se ele para um final de semana que ele fala, pô, esse final de semana eu vou ficar limpo, não vou fazer show, não vou usar drogas, não vou pagar 15 garotas de programas, vou ficar de boa. Mano, bate um choque de realidade que esse maluco na hora fala, o quê? Eu vou virar crente, porque o maluco é doideira, pô. Tá ligado? Mano, os caras vivem uma vida muito doida, mano. É por isso que os caras, ou você vive...
desse jeito, até você morrer, que eu acho que deve ter sido o caso do Kevin ou qualquer outro assim.
Ou você morre de overdose, ou morte matada, ou, tá ligado? Você vive esse acidente porque você tava muito louco, tá ligado? Mano, ou você vive dessa vida muito louca, todo final de semana, sem tempo pra pensar, e aí você morre, ou você, em algum momento, vai parar pra pensar e vai falar assim, mano, que porra que tá acontecendo com a minha vida? E aí você vai se converter, mano, porque o peso disso vai bater, tá ligado? Em algum momento, você vai olhar pra trás e vai falar assim, được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được được
o que que eu fiz, mano? Não tem como você viver uma vida desse jeito e não se culpar, mano. Se você tiver o mínimo de consciência, a não ser que seja um idiota mesmo, né? Mas se você tiver o mínimo de consciência e olhar pra trás, depois de ter vivido uma vida igual esses caras do funk vive, não tem como, mano. Não tem como. Tá ligado? Porque o bagulho é pesado, mano.
É pesado. E você com menor de idade vivendo isso. Porque a galera do funk é tudo nova, mano. Você não vê um cantor de funk com mais de 30 anos, tá ligado? Os cantores de funk com mais de 30 anos, eles perdem o hype. Por quê? Porque eles começam... E eles não morreram, né? Se eles não morreram, não virou crente, se converteu, eles ainda estão cantando funk. Os caras, mano, mudam a consciência deles. E aí se afastam. E aí, tá ligado?
Eles não têm mais a linguagem dos jovens. Então eles começam a perder o hype, mano.
É isso, não tem como. Não tem como. Então esses malucos, ou eles vão morrer ou vão virar crentes. Se você tem um cantor de funk aí preferido, o final é o mesmo. Ou eles morrem ou eles viram crentes. Tá ligado? Não tem como. Porque é uma vida muito pesada, mano. É uma vida muito carregada. E uma hora vai bater a consciência. Ou você vai viver no limite, tá ligado? Até o seu corpo não aguentar mais.
E pra eles é fácil também, né? Porque assim, mano, imagina. Os caras já viveu essa vida. Os caras viveu uma vida no limite, tá ligado? Os caras tem dinheiro pra caralho. Querendo ou não, mesmo se você não tomou escolhas boas, você vai ter dinheiro, mano. Não tem como, você fez muito dinheiro. Você lavou muito dinheiro. Você tem dinheiro, tá ligado? Então agora é mais fácil pra você se converter, né?
depois de ter fudido a vida de uma galera aí, com apologia, um monte de coisa, e aí agora essa galera fudida, na rua, drogada pra caralho, ou tomando decisão, até hoje, baseada nessa antiga pessoa que ela era, e vivendo desse jeito, aí de repente...
Você virou crente e falou, o que? Você acabou com a minha vida lá atrás. Você falou, roça o peru dela que ela gosta, eu rocei, agora eu tenho um filho que eu pago pensão. E você virou crente? Não, não, não. Eu tô fodido, caralho. Pra eles é muito fácil virar assim e parar, tá ligado? Como é que um trabalhador para, tá ligado? Como é que? Não tem como, ele não pode virar crente. O trabalhador não tem como virar crente.
Mas eu acho que essa... Da arte, eu acho que de todas as artes, mano. A vantagem da comédia é essa. Porque as outras artes, você tem tudo muito cedo. A comédia, não acontece isso. Mano, não tem como um comediante de 14 anos, tá ligado? Tem comediante. O David Chapelle, que hoje é o maior comediante, talvez, aí. Ele começou com 14 anos.
comediante lá dos Estados Unidos, eles começaram com 14, 15 anos, tá ligado? Só que eles não eram o que eles é hoje. Eles é hoje o que eles é hoje. O que eles são hoje? Eles são hoje. Quando eles começaram, eles não eram isso aí não, pô. Os caras estavam fodidos, trabalhando o dia inteiro e de noite fazia show, tá ligado? Era essa a vida deles. Eles não eram o maior, eles não tinham hit com 14 anos, igual MC Brinquedo, MC...
Pedrinho. Mano, o Justin Bieber, com 15 anos, ele era o maior artista, tá ligado? Ele tinha a música mais escutada no YouTube, ele foi o mais jovem a lotar o Madison Square Garden, tá ligado? 20 mil pessoas, ele fazia arena, o cara cantava em uma arena pra 20, 30 mil pessoas com 16 anos, mano. Tá ligado? Não tem comediante que faz isso com 14, 15 anos. 16 anos, não tem comediante. 16 anos que lota arena. Tá ligado?
A comédia é boa, entre aspas, por conta disso. Porque assim, dança. Mano, você vê um vídeo de uns moleques de 10 anos, 15 anos, dançando pra caralho. Você fala, mano, esse moleque dança pra caralho. Que impressiona os adultos. Tá ligado? Você vê cantor que canta bem, criança que canta tão bem, que impressiona as crianças e os adultos. Você vê dançarino que dança tão bem, que impressiona as crianças e os adultos.
Você vê pintor. Pô, as crianças que desenham pra caralho na internet. Geralmente é autista. Mas você vê que desenha pra caralho. Impressiona a criança e o adulto. Tá ligado? Você vê a atuação, mano.
o menino lá, o Macalicau, que fez um filme com oito anos, mano. Ele era o top de Hollywood com oito anos. Tem o mais jovem a ganhar um Oscar, acho que tinha dez anos. O ator mais jovem a ganhar um Oscar tinha dez anos, mano.
você vê o John da Hoffman, tá ligado? O Jake, o moleque fazia o Jake lá. Esqueci o nome dele. August Jones, eu acho. Ele era a criança mais bem paga de Hollywood. O cara ganhava, tipo, 500 mil. Meio bilhão, mano, por episódio. Imagina, você com 11 anos ganhando meio milhão por episódio. Tá ligado? Você tava no... Não tem um comediante com 11 anos, com 15 anos, que ganha 500 milhão, pô. 500 milhão não, não é 500 mil.
Tá entendendo? A comédia, ela é boa porque ela não faz isso. Ela não te joga no holoforte muito forte. Tá ligado? Jovem. Você não descabeça jovem. Porque, mano, o Macalicau que se perdeu nas drogas. O Justin Bieber se perdeu nas drogas, quase morreu. Esses moleques aí do funk aí também, tá ligado? Se perdeu nessa vida aí deles. E hoje virou crente, quase morreram também, com certeza.
Então, mano, é uma vida muito pesada. E na comédia não tem isso, mano. Porque você não consegue fazer isso jovem. A comédia, você começa a dar certo. Pra você dar certo, primeiro. Pra você dar certo, você precisa de experiência. Não tem um comediante de 14 anos que impressiona uma criança e um adulto. Não tem. Não tem como você fazer um adulto rico com 15 anos. Você não é muito engraçado. Você pode ser engraçado. Você pode fazer coisa engraçada.
Mas o adulto vai olhar e vai falar Pô, que legal, né? Mas você não é impressionante. Igual é um...
Um dançarino, um bailarino, um cantor. Que canta pra caralho, que desenha pra caralho. Alguém que desenha. Pra você ser um comediante foda, pra ter toda essa atenção que essa galera tem. Jovem, você precisa ter uma maturidade.
você precisa ter um tempo de experiência, você tem que ter uma maturidade pra você conseguir fazer a galera rir, pra você aí ter atenção, tá ligado? Você precisa de uma bagagem, mano, antes de dar certo, antes de ser um comediante assim, você precisa ter uma bagagem. Você não consegue isso sem a maturidade, sem, tá ligado? Sem ter vivido pra caralho.
Então não tem como um comediante... Claro, tem uns comediante aí, meio biruleibe aí, que vive de droga pra caralho, recebe cachê em droga. Tem muito disso lá nos Estados Unidos. Não tô falando que não tem, mas é num nível muito mais diferente. Muito baixo. Então, mano, a vontade da comédia é que você já é uma pessoa entre aspas, madura, quando você começa a receber essa atenção toda. Obrigado?
E aí é a diferença, né? Porque assim, quando você é um cantor, é alguém que recebe um ator igual Macaulay Calque, assim.
e recebe muita atenção muito cedo, e você vive no limite com mulheres e dinheiro, e homens, né, não sei. Você vive nesse limite, tá ligado? Da promiscuidade, do dinheiro, da fama, e do poder. Porque você, querendo ou não, você tem poder. Se você tem essas paradas aí, você tem um certo poder. E aí você vive no limite da diversão. E você morre.
tá ligado? Porque usou muita droga, porque, tá ligado? Porque no acidente, por morte matada, mano, você vive no limite, tá ligado? E em algum momento você vai perceber o que tá acontecendo e vai amadurecer. Mas você vai viver no limite enquanto isso. O comediante...
No começo, ele não recebe essa atenção. Então ele também vive no limite. Só que ele vive no limite da depressão. Ele vive no limite do colapso mental. Da linha da pobreza. Ele vive nesse limite. Então...
O artista que vai morrer de overdose porque viveu no limite da diversão. De tudo isso, ele vai morrer feliz. O comediante, ele vai morrer triste. Ele vai morrer de overdose. Mas porque não tinha dinheiro. Ficou um crack. Ou morreu de fome. O comediante que morreu de fome. Caralho. Não tem um cantor que morreu de fome não, pô. Mas tá entendendo, mano? E aí Deus tá acabando, né? Porque ele converte tudo esses crentes aí.
Esse funkeiro, a crente. Na comédia não tem isso. Na comédia você... Ou você desiste da vida da comédia. Ou quando você dá certo, você já amadureceu o suficiente pra saber que essas coisas não... Por isso que comediante fica famoso depois dos 30. Tá ligado? É muito difícil. Acontece, claro que acontece. Mas comediante fica famoso antes dos 30. Não tem, pô.
Tem um comediante, Rodner Dungerfield, ele ficou famoso depois dos 50, talvez? 50, 60, mano. Foi ficar famoso. E aí ele morreu com 70. Ele viveu da comédia pra comédia e como um comédia. Tipo assim, hoje ele é foda, né? Se você ouve a história do Rodner Dungerfield, ele é foda. Mas ele viveu da comédia num ápice, numa fama, tá ligado? Por 10 anos, mano.
Mais ou menos. Por aí, 10, 15 anos. Ele morreu com 70, eu acho, mano. Tá ligado? O maluco ficou aí durante, sei lá, 30 anos, mano. Tentando. E ele foi ficar famoso depois de 50, eu acho, mano. É doido, pô. Imagina, com 50 anos é quando esses caras que foram muito famosos e conhecidos, jovens, não têm mais fama.
Aí some, né? Aí vira matéria. Por onde anda MC Brinquedo? Bom, mas é isso. Muito obrigado a todo mundo que escutou o podcast. Já passou de uma hora aqui. É isso. Fiquem bem. Tenham uma ótima semana. E lembre-se, hein? Doem órgãos. É nóis. Tchau, tchau e tchau, tchau.