07. Em busca do sentido da vida. Cap 6 - Primavera de 2045
Leitura do Cap 06 do Livro "Em busca do sentido da vida", de Augusto Cury. Da pág 59 à pág 70.
Érica Domingues
- A ousada viagem no tempo de Júlio Verne para mudar a históriaJúlio Verne·Adolf Hitler·Segunda Guerra Mundial·Máquina do tempo
- A primeira tentativa de viagem no tempo de Júlio Verne e o resultado inesperadoJúlio Verne·Ansiedade·Hematomas·Dezembro de 1941
- As preocupações éticas e as consequências imprevisíveis da viagem no tempoAngela Feder·Kate·Projeto Túnel do Tempo·Suicídio existencial
- A perplexidade da equipe com a percepção de tempo de Júlio VerneJúlio Verne·Kate·Theodor·Viagem no tempo
- A tecnologia da máquina do tempo e a energia mental do usuárioTeoria da relatividade·Teoria quântica·Energia mental·Teletransporte
Olá, aqui é Érica Domingues, compartilhando leitura. Estamos lendo o livro de Augusto Cury, Em Busca do Sentido da Vida, e hoje nós vamos ler o capítulo 6, que tem o título Primavera de 2045. E para quem está acompanhando com o livro físico, inicia-se na página 59. Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, disse: Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade. A viagem para a Lua era um passo rumo ao futuro.
Agora, outro homem, Júlio Verne, daria um passo incrivelmente mais ousado e muitíssimo mais perigoso: um passo rumo ao passado. Júlio Verne, um professor de história, culto, determinado, brilhante orador, capaz de deixar seus alunos de cabelo em pé com as suas intrépidas e teatralizadas aulas, resolveu aceitar o convite para fazer a mais fascinante viagem que um ser humano poderia empreender nessa brevíssima trajetória existencial.
Uma viagem no tempo. Uma viagem para o período mais dramático e vergonhoso da história da humanidade: os tempos de Adolf Hitler. Sua missão: mudar a história. Uma missão apaixonante e saturada de armadilhas e de consequências imprevisíveis. Loucura ou não, esse plano foi levado adiante. Notáveis cientistas e militares alemães gastaram bilhões de euros nesse projeto ultrassecreto. E mais que isso, gastaram a sua saúde física e mental, consumiram noites intermináveis de sono, Refizeram o projeto 87 vezes, realizaram 1.342 reuniões e debates acalorados.
Foram 14 anos, 7 meses e 16 dias de experiências, testes e ajustes. Tudo isso para reunir os parâmetros da teoria da relatividade de Einstein e a teoria quântica de Heisenberg para construir a magna, única e arrebatadora máquina. A máquina do tempo, uma esfera circular de cerca de 20 metros de diâmetro. Os membros da equipe, tomados por uma incontrolável euforia, observavam atentamente e em 3D, através de múltiplas câmeras, o professor adentrar a máquina.
Pareciam meninos mordendo os lábios de ansiedade nos instantes finais da grande partida do seu time esportivo. Sob as chamas da emoção, esqueceram-se por instantes de que estavam digladiando com o tempo. Esqueceram-se de que o tempo é um ditador implacável, transforma generais em tímidos garotos, celebridades em meros anônimos, ricos em completos miseráveis. Não se lembraram das armadilhas em que poderiam cair. Pareciam ter injetado doses elevadas de adrenalina nas veias.
Todos estavam se sentindo sobre-humanos. Mas duas pessoas estavam apreensivas. Elas representavam a parte mais altruísta e inteligente da humanidade: as mulheres. Angela Feder e Kate, a esposa de Júlio Verne, alternavam no território da emoção generosos golpes de excitabilidade com penetrantes golpes de apreensão. Afinal de contas, a história poderia sofrer rupturas com o envio de personagens como Júlio Verne ao passado? Vou refazer, tá?
É uma pergunta, então eu vou refazer a leitura. Afinal de contas, a história poderia sofrer rupturas com o envio de personagens como Júlio Verne ao passado? Enquanto Júlio Verne fazia uma longa caminhada pelos túneis e elevadores que o levavam à máquina do tempo, Ângela mais uma vez partilhou a sua insegurança com seus pares do projeto. E se Júlio Verne alterar eventos passados, quais serão as consequências para a cadeia de eventos futuros, inclusive para eventos corriqueiros?
Até onde ele, nós, os membros do Projeto Túnel do Tempo, bem como a Europa e toda a humanidade seremos afetados? Temo que adulterando a história estejamos agindo como deuses. Talvez a viagem no tempo possa levar alguns aqui a cometerem um suicídio existencial. insistiu Kate, completamente insegura. E tinha motivos inquestionáveis para isso. Catherine era uma especialista na área da psicologia social. Era uma intrusa no projeto.
Só estava ali porque seu marido fora escolhido entre milhares de intelectuais e militares de todo o mundo para ser o protagonista da incrível viagem. E Júlio Verne fora escolhido porque a máquina do tempo tinha um grave problema. Não havia tecnologia extraída da teoria da relatividade ou da física quântica que pudesse realizar o teletransporte com segurança para um passado específico, ou seja, para um determinado dia, mês e ano, bem como para um espaço pré-agendado.
Talvez nunca fosse possível desenvolver tal tecnologia. Entretanto, de acordo com testes incansáveis feitos durante anos a fio, os notáveis cientistas do projeto chegaram à conclusão de que o botão de stop da complexa máquina do tempo deveria ser acionado pela mais poderosa e pouco domável de todas as energias: a energia mental do usuário. Dependendo da cultura, do pensamento reinante e da motivação do viajante, ele conseguiria modular a sua viagem para um determinado tempo e espaço.
Como um dos maiores especialistas do mundo em Segunda Guerra Mundial e como um dos mais excelentes peritos na personalidade de Hitler e nas técnicas de marketing de massa do Führer e do Goebbels, o professor Júlio Verne fora escolhido. O fato de ter ascendência judia também contou a favor da escolha, embora não fosse um item central. O professor, que dava brilhantes aulas nas universidades na década de 1940 do século 21 sobre as atrocidades nazistas, agora testaria seu heroísmo em sua viagem no tempo.
Mas ele nunca fora herói. Além disso, sua mente, como a de qualquer pessoa, não era completamente lógica e gerenciável. Ela o traía frequentemente, levava-o a lugares e tempos indesejáveis. Viajar na máquina do tempo era, era, portanto, arriscadíssimo. O protagonista poderia se perder no tempo-espaço, poderia, por exemplo, ir para os confins do universo ou vagar na era dos dinossauros. Essa era uma das preocupações de Kate. Os membros do projeto, incluindo os cientistas e os militares, embora fossem brilhantes especialistas em física, química e matemática estavam igualmente inseguros, só não confessavam isso.
O que você quer dizer ao afirmar que, ao mudar os eventos da história, podemos causar um suicídio existencial? Indagou para Kate Theodore, líder entre os cientistas. Indagou para Kate Theodore, líder entre os cientistas. O notável especialista em física quântica tinha raros conhecimentos sobre o princípio da incerteza. Mas as incertezas sobre a vida o perturbavam. Estudo a teoria das relações sociais com detalhes. Suponho que mudar os eventos do passado pode mudar a teia das relações e a cadeia dos fatos subsequentes: o encontro dos amantes, a união dos pares, a concepção e, consequentemente, a existência de nossas vidas.
Alguns de nós poderiam não vir a existir. Essa possibilidade não os abala? Os cientistas e militares de alta patente já haviam discutido esse fenômeno, mas não profundamente, e não chegaram a conclusões importantes. Estavam tão cegos pelo determinado— pela determinação, desculpa, estavam tão cegos pela determinação de eliminar Hitler e varrer a sua influência das páginas da história que consideraram que o risco valia a pena. Mas a esposa de Júlio Verne foi tão direta e inteligente que os fez suspirar.
Entretanto, o General Herman, o líder máximo do projeto, que também era um cientista brilhante, conhecedor íntimo da teoria da relatividade, achava que a possibilidade levantada pela intrusa não tinha fundamento. Isso é impossível, senhora Kate. Estamos aqui vivos no presente, somos concretos, reais, e não um delírio existencial. Se somos concretos no tempo presente, nenhuma alteração na cadeia de eventos do passado pode nos abortar.
Será? Duvidou novamente Kate. Tenho convicção física e filosófica de que se Júlio Verne tiver sucesso, de alguma forma os eventos passados serão reorganizados para que nossos pais se encontrem de alguma forma, concebam, gestem e eduquem essas criaturas lindas que fazem parte do mais incrível projeto da humanidade, disse convictamente o general. Todos os notáveis membros do Projeto Túnel do Tempo deram risadas com o tom do chefe, mas no fundo ninguém tinha certeza de nada.
Theodore comentou ainda: O ser humano sempre teve medo das novas tecnologias e, na grande maioria dos casos, esse medo era uma tecnofobia infundada. Cientistas devem ser ousados, devem caminhar por trajetórias nunca antes percorridas e chegar a metas nunca antes alcançadas. Claro que devem fazer tudo dentro dos limites da ética. Mas é ético tentar mudar a história? Indagou Cade. Enquanto isso, Júlio Verne estava se preparando para a primeira viagem no tempo.
É ético ver um paciente morrendo e não socorrê-lo? Retrucou Herman, alterado. Não, afirmou Cade. Qual a diferença entre socorrer um paciente do tempo presente ou do tempo passado? Se nós devolvemos essa tecnologia, embora seja ultrassecreta, ao não usá-la não estaríamos em hipótese alguma sendo éticos. Eu creio em Deus e se ele nos dotou de tal capacidade, não deveríamos dar tudo o que temos pela humanidade, servir ao próximo, ainda que esse próximo esteja num passado distante?
Ponderou Teodoro. Ângela Feder aquietou sua ansiedade. Concordou e tentou aliviar a ansiedade da esposa de Júlio Verne. Kate, se uma criança pudesse ser resgatada da câmara da morte de Auschwitz, a existência do projeto valeria a pena. Escolhido para ser o protagonista da missão, convencido de que o projeto não era fruto de cientistas psicóticos, mas da mais sofisticada engenharia moderna, e tendo contornado a sua gigantesca resistência inicial, Júlio Verne, apoiado por Kate, apresentara algumas questões filosóficas aos membros da equipe.
Aos quais Kate novamente trouxera à tona. Embora ela estivesse ali há algum tempo, inclusive para que Júlio Verne se preparasse para a missão, tudo ainda era muito novo para ela. Depois das colocações do General Herman e dos cientistas Theodore e Angela Feder, entretanto, Kate se calou. Embora fosse sempre muito generosa, percebeu que naquele momento estava sendo egoísta. Júlio Verne foi conduzido à máquina do tempo por 3 pessoas que não conhecia.
A ansiedade abateu-lhe a emoção. Queria fazer algumas perguntas, relaxar, mas seus condutores eram militares técnicos e frios, especialistas em cumprir ordens e não em discuti-las. Desceram de elevador até um imenso túnel no subsolo. Respiração profunda, coração galopante, ondas de calor pela pele. Mente inquieta. Tensão subjacente. Sofrimento por antecipação faziam parte do cardápio psíquico e psicossomático do professor, agora um frágil viajante.
Ao sair do elevador, ficou deslumbrado. O local era surreal, completamente iluminado, cujo espectro de luz era quase tão forte quanto a irradiação do sol sobre a terra. Se não estivesse protegido com um macacão de tecido especial, ele se queimaria. Dentro da máquina poderia tirar o macacão e ficar com as vestes que trajava por baixo, de um oficial da SS. Se queria encontrar Adolf Hitler, teria que usar disfarces muito bem planejados.
A fonte de energia não advinha de um reator— a fonte de energia não advinha de um reator de ficção nuclear, mas de fusão nuclear, muito mais poderosa, capaz de substituir a luz solar. Colunas indescritíveis de materiais translúcidos se espalhavam pelo ambiente. Havia paredes revestidas por uma espécie de espelho sem recortes que refletia a luz para todos os espaços. Olhar para as paredes sem óculos protetores era um convite a ficar cego.
O brilho lesava irreversivelmente as células da retina. Minutos depois da descida, após caminhar em 200 metros, Chegaram ao centro do laboratório. A máquina do tempo era uma esfera enorme, com quase 20 metros de diâmetro, que circulava em alta velocidade. Júlio Verne teve um leve ataque de pânico, faltou-lhe o ar, colocou as mãos na garganta. Como entrarei na esfera? pensou. De repente, recebeu instruções em 3D projetadas no ar do seu lado esquerdo.
Entraria na máquina do tempo através de um veículo autopropelido. Que circularia na mesma velocidade dela. As velocidades se anulariam e o professor teria a sensação de que estaria parado, embora só o estivesse em relação à porta de entrada da esfera. Supercomputadores dentro da máquina controlariam todos os processos, até os órgãos vitais de Júlio Verne. Então, sobrevoando pelo alto, surgiu o veículo que o conduziria ao lugar de acesso à máquina.
Ele entrou na pequena aeronave que o conduziu até a metade superior da esfera e começou a girar rapidamente ao redor da máquina. Quando atingiu a mesma velocidade da esfera, a porta do veículo e da esfera se abriram automaticamente. Júlio Verne foi para o interior do engenho. Não havia nada, nenhum controle digital, nenhum instrumento. Sentou-se na poltrona e imediatamente seu corpo foi vestido por uma espécie de manta de proteção em forma de gel.
Só a sua face ficou descoberta, embora as laterais da cabeça ficassem protegidas. A manta vestiu o contorno de seus braços e pernas. Uma imensa energia seria gasta para produzir um pequeno buraco de minhoca, uma corda cósmica, para ejetá-lo ao passado. O aplicativo para viagem no tempo exigia a energia do pensamento. Como perito em eventos da primeira metade do século 20, Júlio Verne teria que canalizar a sua energia mental para uma época desejável para cumprir a sua missão.
Mas dentro da sofisticada máquina, sentiu-se controlado pela insegurança e pela ansiedade. A máquina começou a girar numa velocidade inimaginável. Parecia que seu corpo se desintegraria. Segundos pareciam ser eternos. Mal conseguia pensar em seu alvo. Tudo parecia loucura. De repente, como se deslizasse num imenso tobogã, sentiu que estava caindo ou flutuando livremente no tempo e no espaço. Subitamente ouviu-se um grande estrondo onde a máquina do tempo se encontrava.
Luzes digitais acendiam e apagavam e uma sirene ensurdecedora ecoava por todo o ambiente. Algo errado acontecera. Júlio Verne estava há pouquíssimo tempo dentro da máquina. Procuraram retirá-lo rapidamente, repetindo o processo de entrada. Um militar muito bem treinado subiu no pequeno veículo que girou em torno da máquina e, depois de atingir a mesma velocidade, as portas se abriram e finalmente ele retirou Júlio Verne. Júlio Verne sangrava pelo nariz, tinha hematomas em várias partes do corpo, inclusive edema ao redor do olho direito.
Estava desesperado, lutava como podia, dava socos no ar. Minutos depois, se acalmou. Pensou que estivesse numa câmara de gás e estivesse morrendo. Sentiu faltar o ar. Os membros da equipe acompanhavam o seu resgate, viram alguns dos seus traumas e ficaram preocupadíssimos. Kate mordia os dedos, seus olhos lacrimejavam. O que aconteceu com o Júlio? Perguntou ela para a equipe. Ninguém respondeu. Ninguém sabia de nada. Médicos entraram em ação, levaram-no numa maca, correndo para receber os primeiros atendimentos.
Ninguém podia entrar na sala de atendimento ultramoderna. Feito alguns exames, constatou-se que ele não corria risco de morrer. Horas depois, ainda todo dolorido, Júlio Verne acordou e, disposto, queria falar com toda a equipe. Os militares e cientistas ficaram animados com a sua disposição. O General Herman pediu desculpas e agradeceu sua coragem. Infelizmente, professor, houve um problema com a máquina do tempo. O campo de energia não foi suficiente para produzir um campo magnético para gerar um refluxo no tempo, enfim, para ejetá-lo em outra época.
Mas temos certeza de que o problema será contornado. Como assim? Indagou espantado Júlio Verne. Eu viajei no tempo, afirmou para perplexidade de todos. Todos os membros da equipe se entreolharam, inclusive Kate. Pensaram que os efeitos da máquina estavam turvando o seu raciocínio. O senhor não saiu de dentro da máquina do tempo, comentou Teodoro. Vocês estão enganados. Fiquei uma semana na casa dos Merkel, numa pequena vila. Convivi com Gunther, o pai, Ana, a mãe, e Rodolfo.
Mas como é possível? Você passou menos de um minuto dentro da máquina. Afirmou Theodor. Um minuto? Não, não é possível! Mais precisamente, 56 segundos, confirmou outra cientista, Eva Gruner, envolvida por um ceticismo frio. Será que o senhor não sonhou enquanto estava dentro da máquina? Vivi situações reais. Meus hematomas, por acaso, são sonhos? Não estou louco, falou ele agitado e mostrou suas feridas nas costas, nas pernas, além das que estavam visíveis na face.
Todos ficaram perturbados do outro lado do vidro que separava a sala de atendimento de outra sala para visitantes. Alguns cientistas pensaram que esses hematomas eram sequelas da vibração e rotação da máquina ou uma automutilação. De repente, Júlio piscou os olhos e firmou seu campo visual. Identificou Kate entre os presentes. Kate, querida, senti tantas saudades de você. Conheci um casal, Simeão e Sara, apaixonados um pelo outro.
Raramente vi um amor tão grande, a não ser o nosso. Kate ficou surpresa com a observação. Pela rapidez da experiência, ela não tivera tempo de sentir saudade dele, mas experimentara grande temor quando ele havia entrado na complexa máquina. Júlio Verne completou: Felizmente, quando Simeão e Sara estavam para ser fuzilados pelos nazistas, eu e Rodolfo intervimos e os salvamos, pelo menos temporariamente. Kate, ansiosa e repleta de dúvidas, indagou: Júlio, meu amor, em que ano você esteve?
Quando entrei na máquina, tentei me concentrar em 1921, antes do início da formação do Partido Nazista. Queria encontrar Hitler, ainda frágil e desconhecido, mas fui enviado para 20 anos depois, para dezembro de 1941, uma data 5 vezes— desculpa, uma data 5 meses depois que a Ordem da Solução final da questão judaica já havia sido dada. A ordem da solução final era autorização para o assassinato em massa de judeus, não importando a idade e a identidade.
Falhei, Kate, falhei! Os campos de concentração já haviam se transformado em fábricas de extermínio em massa. Falhei, ele repetiu. Todos os membros da equipe do Projeto Túnel do Tempo mostraram um semblante aflito e carregado de dúvidas. Inúmeras perguntas passaram na mente deles. Como é possível Júlio Verne ter viajado por uma semana no passado se no presente passou-se menos de um minuto? Indagavam-se. Mas, ao mesmo tempo, sentiam-se animados com a possibilidade de estarem errados.
Se o professor não delirava, a máquina do tempo funcionara. Não havia notícia mais vibrante do que essa. O general Hermann e o físico Theodores haviam afirmado ao casal que a máquina já havia funcionado. Entretanto, as provas não eram incontestáveis. A experiência era saturada de riscos, alguns incalculáveis. Muito bem, assim foi o nosso capítulo 6. Espero que estejam gostando dessa leitura. Um grande e fraterno abraço e até o próximo áudio.