Episódios de Compartilhando Leitura by Érica Domingues

04. Em busca do sentido da vida. Cap 03 - Viagens Mentais

24 de julho de 202621min
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Leitura do Cap 03 do Livro "Em busca do sentido da vida", de Augusto Cury. Da pág 27 à pág 38.

Participantes neste episódio4
A

Ana

ConvidadoProfessora universitária
G

Gunter

Convidado
J

Júlio Verne Weissman

ConvidadoProfessor de história
R

Rodolfo

ConvidadoChefe
Assuntos2
  • Nazismo e Solução FinalCampos de concentração · Extermínio em massa · Adolf Hitler · Alfred Rosenberg · Göring · Reinhard Heydrich
  • Viagem no tempo e históriaJúlio Verne Weissman · Século 21 · Distorções na memória · Máquina do tempo
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Olá, aqui é Érica Domingues, compartilhando leitura. Nós estamos lendo o livro de Augusto Cury, Em Busca do Sentido da Vida, e hoje nós vamos ler o capítulo 3, que encontra-se na página 27, e o título é Viagens Mentais. Depois que o irmão de Gunter saiu, Um prolongado momento de silêncio se instalou. Em seguida, Júlio Verne perguntou: Como é possível para alemães protegerem judeus? Não somos os únicos, afirmou Ana e deu uma belíssima explicação filosófica.

Não protegemos judeus, protegemos a família humana. A nossa espécie e os judeus fazem parte dela, embora o Führer os considere inimigos do regime. Além disso, os dois melhores amigos de Rodolfo durante a infância infância e adolescência eram judeus, Victor e Otto Reinberg. O professor lembrou-se do nome Otto. Em seguida, Ana completou: os pais desses jovens também eram nossos diletos amigos. E o que aconteceu com eles? Rodolfo deu um murro na mesa, raivoso ao ouvir a pergunta.

Toda a família foi presa. Presa há 2 anos. Calma, Rodolfo, pediu o pai, temendo uma nova crise. Talvez estejam em alguma prisão. Logo serão soltos e poderão voltar a ser felizes, comentou Ana, insegura, sempre querendo abrandar a ansiedade de seu filho. Ana estava com 70 anos. Era uma intelectual generosa, formada em biologia, pesquisadora de genética e, além disso, era professora universitária. Poderão voltar a ser felizes, mamãe?

Santa ingenuidade! Foram eliminados, expressou Rodolfo tristemente. Tinha seu transtorno psiquiátrico, mas não era tão romântico como Ana. Nesse momento, passaram pela mente de Rodolfo os momentos finais em que soldados da SS invadiram a casa dos amigos. Enquanto os arrastavam para fora, Rodolfo tentara segurá-los. Fora espancado na cabeça. Caíra e no solo havia sido chutado. Desmaiar e fora dado como morto. O episódio piorou suas crises.

Sentia-se perseguido e perseguidor de nazistas. Tentando amenizar o clima, a mãe perguntou ao visitante: Qual o seu nome todo? Júlio Verne Weissman. O que você faz? Perguntou Gunther. Sou professor de história. Eu também sou intelectual, afirmou alegremente Rodolfo. De que cidade você vem?, insistiu mais uma vez Ana. Bem, eu venho de Londres. Sou um viajante do tempo, Júlio respondeu com um leve sorriso, sabendo que não acreditariam, menos Rodolfo, que rapidamente reagiu: Puxa, encontrei mais um maluco!

Gunter e Ana se entreolharam.— Em que ano você vivia?— indagou Ana, desconfiada.— No século 21. Rodolfo bateu palmas e disse:— Papai, esse cara é mais louco que eu e viaja mais também! Uau!— Belo disfarce!— disse Gunter e adicionou:— Comportar-se como doido tem suas vantagens. Júlio Verne levou a conversa para outro lado:— Vocês têm judeus escondidos aqui? Não, mas já os tivemos, afirmou Ana. Para onde foram?, indagou o professor.

Alguns partiram na calada da noite, disse Ana, que em seguida aquietou-se sobre o resto da história. Dois foram mortos a 500 metros daqui e um tornou-se comida dos cães famintos do vilarejo, relatou Gunter. Essas mortes traumatizaram mais ainda Rodolfo. Foram tantos os acontecimentos em cadeia que, embora Júlio Verne não tenha perdido o foco, não teve tempo de fazer a pergunta fatal. Mas no fundo parecia que estava evitando fazê-la.

Se não conseguira enfrentar cães, míseros ladrões, nem um idoso veterano de guerra, como poderia cumprir a sua missão de eliminar Hitler? Nunca se sentira tão impotente. Entretanto, tentando dominar temporariamente o instinto de sobrevivência, perguntou bruscamente: Que data é hoje? Todos acharam estranha a pergunta. Gunter comentou: Não sabe que estamos em dezembro, dia 10? Ofegante, o professor novamente indagou: Mas em que ano? 1941, afirmou Ana, achando que Júlio Verne não estava simulando ser um doente mental que perdera os parâmetros tempo-espaciais.

Ela ficou convicta de que ele estava mesmo mentalmente perturbado. Pensou que provavelmente era devido à perseguição implacável a que os judeus eram submetidos. Júlio Verne cria que seus pesadelos no século 21 eram reproduções fiéis das experiências de quando viajara no tempo e estava convicto de que já estivera na casa dos Merkel. Os personagens, a casa, o ambiente externo, tudo parecia conhecido. Algumas doenças neurológicas propiciavam essas falsas convicções, mas ele não acreditava que eram convicções destituídas de realidade.

Havia uma concretude em sua perceptividade. Entretanto, as datas não batiam, o que o levou agora a crer que seus pesadelos não eram retratos fiéis das suas viagens ao passado. Havia distorções. Em seguida, ao recordar-se dos objetivos de sua missão, seus olhos lacrimejaram. Não, não é possível! Em minhas viagens mentais, estive aqui em 1939 e não em 1941. E, salvo engano, no final do ano. Você esteve aqui? Onde? Na vila? Perguntou Gunter.

Rodolfo apenas observava Júlio Verne com o cotovelo sobre a mesa e as mãos apoiando o rosto. O anormal não lhe era estranho. Não estive em sua casa. O quê? Você fundiu a cabeça, judeu! Não conhecemos, nunca ouvimos, jamais falamos com você, afirmou Gunter inconformado. O professor não se importou com o espanto de Gunter e Ana. Estava abalado demais com os eventos da Segunda Guerra que já haviam iniciado e que ele não conseguiria impedir.

Tem certeza de que estamos em dezembro de 1941? Claro, afirmou Ana. Cheguei 5 meses depois, disse ele completamente inconformado. Nesse momento, Júlio Verne teve uma visão dos comboios de trens transportando crianças, idosos, mulheres e homens judeus para os campos de concentração. Eram transportados em condições piores que animais. Não havia alimentos, água, cama, e quando chegavam aos campos eram mortos nas câmaras de gás. Uma minoria tinha o privilégio de trabalhar como escravo e viver mais alguns meses.

Transformara-se num colecionador de lágrimas. A família Merkel, confusa, assistia àquele homem em prantos. Em seguida, ele lhes contou os motivos pelos quais chorava. O mundo dormiu enquanto judeus e outras minorias eram esmagados por atrocidades inimagináveis. Do mesmo modo, os principais líderes mundiais também assistiram passivamente ao genocídio de Ruanda no final do século 20 e se tornaram espectadores passivos das atrocidades cometidas contra o povo sírio em 2012 e 2013.

As palavras têm o peso do ar, as ações o peso do corpo. Para os para tais líderes é mais fácil discursar do que agir. Tais líderes terão uma dívida impagável com a humanidade. Os detalhes que o professor Júlio Verne comentava eram tão ricos, com tantas informações sociais e geográficas, que se tornava difícil para Ana e Kanter crerem que tudo não passava de fruto do seu imaginário. No fim de 1939, meses depois da invasão da Polônia, começaram as deportações dos judeus para os guetos poloneses, mas a clara decisão Hitler sobre o extermínio em massa só apareceu na campanha contra a Rússia.

O discurso de 31 de março de 1941 sobre a missão particular de Himmler para os altos oficiais na zona de retaguarda representou a primeira indicação de um plano de extermínio em larga escala. Meu Deus, meu povo está sendo mutilado nos campos de concentração e eu não consigo fazer nada. A maior máquina de destruição em massa da história já começou a entrar em ação, disse Júlio Verne, batendo na fortemente várias vezes, tal como Rodolfo.

Alfred Rosenberg, o estúpido ideólogo do partido, escreveu em seu diário uma frase que mostrava seu estado de espanto diante dessa atrocidade: Jamais esquecerei o que não vou anotar hoje. Führer ordenou o assassinato em massa, afirmou Rodolfo, batendo várias vezes em sua própria cabeça. Estava também em lágrimas. E completou atônito: Hitler, seu miserável, solte meus amigos! Como você sabe disso, meu filho? Indagou Ana em estado de choque.

Livros de história, mamãe. Que livros, meu filho? Estamos no presente e você fala em história? Eu estive no século 21, li vários autores como Ian Kershaw e Joachim Fest. Agora não apenas Gunther e Ana se perturbaram muitíssimo, mas o próprio Júlio Verne se abalou, pois conhecia esses brilhantes autores e sabia que eles escreveram sobre a Segunda Grande Guerra muito tempo depois dela ter terminado. Nesse momento, a mente de Jules Verne se abriu e voltou-se para um estranho episódio que vivenciara no futuro.

Quando saía de um evento de psicologia onde era o conferencista, um personagem bizarro vestindo uma roupa surrada gritou-lhe o nome. Ele tinha a face, o biótipo e os trejeitos de Rodolfo. Como podia ter sido, ter tido acesso aos livros de história? Como Rodolfo fora para o século 21 se vivia na primeira metade do século 20? Como retornara do século 21 para o seu tempo? O professor colocou as mãos na cabeça. Mais uma vez sentiu que todos esses eventos pareciam surreais.

Mas antes que as perguntas que entalavam na sua garganta ganhassem sonoridade, Ana interveio: Como é possível, meu filho? Que máquina o transportou para o século seguinte? Que loucura é essa? Convencer o pai de Rodolfo não era tão difícil, pois era um homem dado ao misticismo, tal qual Hitler e alguns dos seus discípulos. Complicado era vencer a racionalidade da bióloga Ana. Não sei como encontrei Rodolfo no futuro, mas o encontrei, declarou Júlio Verne.

Os autores que ele leu são admirados em meu tempo e escreverão seus estudos históricos décadas depois do ano em que estamos agora. Talvez a minha máquina— talvez a mesma máquina do tempo que abriu uma janela cósmica para me levar ao passado o tenha transportado para o futuro. Mas como ela o trouxe de volta? Você entrou em alguma máquina, meu filho? Indagou Gunter, atônito. Não, afirmou Rodolfo. Parece-me que minha viagem no tempo distorceu a cadeia de eventos sociais.

Parece ainda que as minhas imagens mentais acionaram o teletransporte da máquina do tempo. Ao que tudo indica, eu estive aqui primeiro, como estou agora, e esse fato é que abriu a janela cósmica para que Rodolfo fizesse a viagem ao futuro, e assim ele entrou em contato comigo. Ana esfregava as mãos em seus cabelos brancos. Tudo era muito irracional, mas tentou ordenar suas ideias. Quer dizer que passado e futuro se entrelaçam como uma corda cujas pontas estão amarradas?

O começo e o fim estão no mesmo círculo? Indagou ela, tentando dar uma brisa de lucidez àqueles fatos incompreensíveis. Não sei, talvez. É possível que depois de acionada, a máquina crie cordas cósmicas que teletransportam algumas pessoas que tenham contato no passado, como aconteceu com Rodolfo, ponderou Júlio Werner perturbado. Em seguida acrescentou: A não ser que tudo aqui seja uma ilusão, vocês são reais? Sim, claro, afirmou Gunter, batendo algumas vezes na mesa para ouvir os estalidos.

Eu não sei não, às vezes penso que sou uma ilusão, papai, comentou Rodolfo. O pai deu um beliscão em Rodolfo. Ai, pai, ilusão não sente dor? Não deixe o clima mais louco do que já está, meu filho. A confusão era tamanha que Jules Verne, apesar de perplexo, teve de dar vários detalhes históricos que aconteceram para convencê-los de que não era um bando de loucos. Falou, inclusive, de detalhes das reuniões do partido nazista, da qual Gunther era afiliado.

Depois de vários argumentos, Jules Verne, que não era apenas professor de história, mas também um inteligente psicólogo, dissecou o caráter do Führer. Hitler tinha o hábito de traduzir tudo o que o preocupava em longos e prolixos discursos. Como muitos ditadores, era um homem incontrolável nos gestos e nas palavras. Tosco, radical, paranoico, ansioso, tinha baixo nível de diplomacia. Falava o que lhe vinha à mente diante da sua corja de bajuladores que salivavam uma admiração irracional.

Não escondia sua vulgaridade e beligerância. Entretanto, a indústria de destruição sistemática dos judeus nos campos de concentração era tão horrenda e destituída de quaisquer justificativas políticas, sociais e científicas que foi ordenada por Hitler e seus colaboradores discretamente. A falta de registros eloquentes dessa decisão perturbou alguns historiadores. Hitler, apesar de ser megalomaníaco, tinha certa preocupação com a opinião pública mundial.

O professor disse que chegara 5 meses atrasado porque no dia 31 de julho de 1941, o todo-poderoso Göring havia comunicado ao chefe da segurança, Reinhard Heydrich, a ordem de proceder à solução final da questão judaica. Assim como no diário de Rosenberg, a mensagem era subliminar. Também nos discursos nazistas, as ordens de exterminação em massa eram dissimuladas. A Alemanha, berço de brilhantes filósofos como Kant, Hegel, Schopenhauer, Nietzsche, portadora da melhor educação clássica, está sendo vilipendiada em sua identidade essencial.

Comparar os caçadores nazistas com os caçadores de animais pode ilustrar a loucura nazista. Expressou o professor. Como assim? Indagou Ana, curiosa. Os Jivaros no Equador, os Yanomamis na Floresta Amazônica e os Kukamakú na Colômbia eram caçadores de animais e quando encontravam uma tribo rival guerreavam com o objetivo de raptar suas mulheres ou para ter maior espaço para caça. Eram implacáveis com inimigos, mas o objetivo era sobreviver.

Os nazistas foram incomparavelmente mais longe: caçaram seres humanos. Motivo? O simples prazer de os abaterem. Destruíam seus pares pelo simples fato de os encontrarem em seus caminhos. A higiene racial era uma desculpa. Abateram não os concorrentes, mas os frágeis. Esse fenômeno levou a humanidade às raias da loucura, ao último estágio da insanidade social, discorreu o professor. Diante disso, Ana chorou. Momentos depois, a brilhante bióloga concluiu: O Homo sapiens desonrou completamente a sua capacidade de pensar para se tornar o Homo bios, um ser instintivo e irracional.

E completou tristemente: Eu fui professora universitária. O que me machuca é que a educação clássica, em tempos de estresse social intenso, não foi suficiente para nos vacinar contra a irracionalidade dos nazistas. Aonde chegamos? Depois de uma pausa, ela ainda comentou: Se você vem do futuro, professor, você não está delirando? Se seus olhos enxergam o passado, será que no seu tempo— desculpa, gente— será que no seu tempo a educação está cumprindo o seu papel para produzir pessoas autônomas?

E que tenham uma opinião própria? Era uma grande questão. Ana não sabia, por não ser pesquisadora da psicologia, que se a educação não desenvolvesse um eu como autor da própria história, em tempos de estresse social, fechar-se-ia o circuito da memória, impedindo-o de acessar milhares de janelas da memória com centenas de milhares de dados para dar respostas inteligentes. A crise econômica, o desemprego em massa, a inflação em alta, a insegurança, alimentar e o Tratado de Versalhes fecharam o circuito da memória de milhões de alemães.

Esses fenômenos psicossociais diminuíram as defesas do inconsciente coletivo, propiciando que o vírus do hitlerismo se propagasse rápida e descontroladamente numa sociedade que não lhe pertencia. O austríaco tosco, rude, radical e inculto autoproclamou-se um semideus, para salvar a pátria. Júlio Verne ficou admirado com a perspicácia de Ana e mais ainda com a pergunta que ela fez. Honesto, disse: Tenho minhas dúvidas, Ana, de que em meu tempo a educação é mais nobre do que a do seu tempo.

Os professores são profissionais de ilibado valor, mas o sistema educacional está doente, formando pessoas doentes para uma sociedade doente. Não mudou. Ana ficou abalada. O professor ainda adicionou: no meu tempo, o sistema educacional está formando muito mais repetidores de informações do que pensadores. Com raras exceções, estamos formando meninos com diplomas nas mãos, meninos que conhecem milhões de dados sobre o mundo exterior, mas não conhecem o planeta psíquico.

Estou estarrecida, professor Jules Verne. Pensava eu que nas décadas futuras a educação seria berço da formação de pensadores e não de repetidores de dados. Acreditava em minhas noites de insônia e reflexão que a humanidade nos séculos seguintes jamais assistiria às atrocidades que hoje fazem jorrar sangue pelas ruas e fazem desfalecer as nossas almas. Polícia secreta, opositores do regime considerados como inimigos a serem abatidos, imigrantes excluídos, doentes mentais eliminados, judeus considerados como escória, supremacia racial.

Para Jules Verne, a educação precisava mudar a sua agenda. As funções mais complexas da inteligência para se conquistar uma mente livre e uma emoção saudável não estão sendo trabalhadas no solo do psiquismo dos alunos, como por exemplo pensar como espécie, colocar-se no lugar dos outros, pensar antes de reagir, proteger a emoção, gerir o intelecto, a resiliência, ter autonomia, opinião própria e prazer solene no altruísmo, em promover o bem-estar dos outros.

O professor comentou ainda com os Merkel algo que eles não entenderam. Disse que a juventude mundial do seu tempo, na década de 2040, educada aos pés de algo chamado internet e embriagada pelas redes sociais, Estava atravessando as labaredas do aquecimento global, da insegurança alimentar e da escassez de recursos naturais. Havia risco de ser seduzida por sociopatas carismáticos e teatrais, portando soluções mágicas e inumanas à semelhança de Adolf.

Não era possível dizer Holocausto nunca mais. Muito bem, e assim nós finalizamos esse capítulo 3. Espero que estejam gostando deste livro, deste livro incrível de Augusto Cury. Um grande fraterno abraço e até o próximo áudio.

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