Episódios de Do Lado Esquerdo do Muro

#352 - Mesmo com acordos de cessar-fogo, todas as frentes continuam ativas. Netanyahu diz estar curado de câncer. Eleições se aproximam, partidos se movimentam e comissão eleitoral enfrenta crise.

07 de maio de 20262h
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#352 - Mesmo com acordos de cessar-fogo todas as frentes de guerra continuam ativas. Netanyahu diz estar curado de câncer que não existia, Eleições se aproximam partidos se movimentam e comissão eleitoral enfrenta crise.

Link para o outro podcast que o Marcos tá de host também. O Ponto é…. - 2a temporada. Antissemitismo.

Bloco 1

- Irã - incerteza e instabilidade constantes marcam a realidade do conflito com o Irã.

- Líbano - soldados saqueiam casas no sul do país. 

- Gaza - cessar-fogo não avança e ataques diários continuam deixando mortos no enclave.

- Cisjordânia - Israel não repassa 14 bilhões de shekels de impostos a Autoridade Palestina e oficial admite políticas diferentes para judeus e palestinos na região. 

Bloco 2

- Netanyahu, enfim, divulga relatório médico que afirma que ele foi curado de um câncer de próstata.

- ⁠Presidente Herzog busca acordo entre Netanyahu e a Justiça antes de cogitar indulto.

- ⁠Orly Ades, diretora-geral da comissão eleitoral, renuncia ao cargo.

- ⁠Bennett e Lapid unem forças em um novo partido, o "Juntos".

Bloco 3

- Personagem da semana

- Palavra da semana

- Correio dos ouvintes

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Episódio #352 do podcast "Do Lado Esquerdo do Muro", com Marcos Gorinstein e João Miragaya.

Assuntos9
  • Guerra no Oriente MédioCessar-fogo com o Irã · Ataques no Líbano · Situação em Gaza · Conflito na Cisjordânia
  • Processo judicial de NetanyahuAdiamento do julgamento · Proposta de acordo judicial · Renúncia de Orly Ades · Proposta de divisão do cargo de procurador
  • Programa Nuclear IrãTermos do cessar-fogo · Enriquecimento de urânio · Sanções contra o Irã · Preocupações de Israel
  • Relação Israel-EUAInfluência dos EUA na política israelense · Perda de influência de Netanyahu · Israel como 51º Estado dos EUA
  • Cessar-fogoMorte diária de palestinos · Desmantelamento de base militar dos EUA · Situação humanitária em Gaza
  • Influência Israelense em WashingtonTratamento diferenciado para palestinos e judeus · Repressão militar · Congelamento de impostos
  • Operacoes Militares Israel LibanoPilagem de casas · Decadência moral do exército · Uso de drones pelo Hezbollah
  • Oposição e bolsonarismo com VorcaroUnião de Bennett e Lapid · Estratégia eleitoral · Pressão sobre Eisenkot
  • Liberdade de ImprensaQueda no ranking mundial · Pressão sobre jornalistas
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Salve, salve, ouvintes e ouvintes do podcast do lado esquerdo do Mouros. Estamos de volta. Mais uma semana. Eu, Marcos Gorenstein e João Miragaia. Fala aí, João. Tudo na boa? Fala aí, Marquinhos. Tudo na boa. Ouvintes, não se preocupem. A gente recebeu muitas mensagens carinhosas quando a gente anunciou que não ia ter episódio. Enfim, você falou mais uma semana, mas na semana passada não teve.

Mas ainda tem a mais uma semana. A maioria dos podcasts que não são altamente profissionais, que você tem o cara pra substituir quando alguém não tá, eventualmente tem semanas que não gravam e a gente raramente tem isso, né? Mas o negócio é que realmente a gente teve uma incompatibilidade de agendas nessa semana. Total.

Pois é, e não deu pra gravar A gente tentou, buscou horário e tal Eu tava fora de terça a quinta Depois o Marquinhos viajou na quinta E aí, pô, pra gente gravar o episódio no domingo Ia ser muito tarde já Falou, vamos concentrar as principais notícias da semana Gravar logo uma vez só E avisar pros ouvintes que não vai ter A gente tentou, né? A gente não avisou de ter Porque não avisou antes Porque a gente não sabia A gente queria que tivesse A gente acabou colocando, né?

No finalzinho lá Acho que foi no sábado, né? Colocamos aí um... Não foi o episódio, né? Fizemos um update no próprio feed do podcast Avisando O Spotify, é A kite

Pois é, mas é isso aí, deu aquela dificuldade da agenda, mas raramente acontece isso. Tu lembra, João, qual foi a última vez que a gente pulou um episódio? Acho que nem lembro. A gente, em alguma festividade do ano passado, a gente não gravou um episódio em uma semana, e antes disso, cara, aí engraçado, a gente ficou quatro semanas sem gravar, quando nós dois juntos saímos no Brasil.

há muito tempo atrás, 2022, eu acho e a gente... eu lembro até outubro e a gente não gravou a gente não ia gravar na semana do 7 de outubro que também era uma festividade e a gente não gravou de fato a gente gravava na quinta, a gente não gravou na quinta e a gente foi obrigado a fazer uma live no 7 de outubro

A gente fez uma live, até o Gabriel Passione Também faz com a gente, é verdade E aí a gente começou Estamos aí, estamos aí de volta Aconteceu, estamos bem Enfim, ainda tem cessar fogo Mais ou menos respeitado Mas é, algo que tudo indica Com o Irã, coisas estando por um caminho Que tudo indica, que o Trump diz Não dá pra indicar nada, João O Trump diz o que tudo indica, são duas coisas diferentes

Mas estão dizendo aí que... O Trump está dizendo aí que vai rolar. O Irã diz que não sabe de nada. Como a gente está ouvindo há um mês já essa coisa. Não, vai rolar, não sei de nada. Não sei de nada, vai rolar. Mas o importante é que ele não volta. O cessar-fogo com o Irã está sendo cumprido muito melhor que com o Hezbollah.

É, acabou de ter ataque também, né? Enfim, vamos comentar isso. Mas é isso aí, estamos de volta. Estamos de volta mais uma semana. Tudo bem com a gente, foi dificuldades aí. Mas enfim, esse episódio também vem cheio, vem repleto, vem recheado de muita informação aí pra vocês. Ô, João, é primavera, estamos aí no meio da primavera já. A gente estava comentando aqui antes, essa semana teve a festividade Lago Baômer. Pessoal, costuma acender fogueira e na tua região aí a chuva apagou a fogueira, é isso mesmo? Fogueira não.

teve fogueira não, choveu pra caraca aqui, e eu descobri que aí onde Marquinhos mora não choveu. Não choveu, galera pulou o fogueira aqui. Será que teve canjica, João? Canjica não, é? Mas, pô, mas é que, olha, mas então, já que a gente tá falando de Lagba Homer, né, Lagba Homer, pros ouvintes que estão com a gente aqui há bastante tempo, Lagba Homer é a festividade que os ultra-ortodoxos vão lá pro Monte Merono, que não fica tão longe aqui da minha casa, não.

40 minutos daqui. Teixona. Pois é, e teve um acidente. Eu acho que aquele acidente é meio complicado, né? Teve um desleixo do governo Netanyahu anterior, 2020, foi isso, acho. E morreram 40 pessoas. Ou 2019? Não, 2020, eu já estava aqui em Israel. 20 ou 21. Enfim, morreu bastante gente. Teve comissão investigativa. O Netanyahu foi declarado de alguma maneira culpado. Amiro Hane, que era o ministro da Segurança Pública também.

O ministro das religiões, que eu nem lembro quem era, também foi. E, no final das contas, enfim, o Monte Merônica, o lugar para onde os religiosos, que é onde está o túmulo do cabalista Shimon Baratai. Pois é, ele voltou a ser aberto, mas esse ano não foi aberto. E não tem nada a ver com a superlotação. Tem a ver com o cessar fogo, com o Hezbollah, que não é bem cessar fogo, né? E ali, a Galileia Superior, ela não está muito tranquila, não.

Então, eles decidiram que ia ficar fechado. E os ultratóxicos ficaram pianinhos, o que me surpreendeu. Eu achei que eles fossem ignorar.

a restrição, como eles fizeram em várias outras ocasiões, mas não foram, nessa vez eles não foram. Não, mas teve gente lá, teve confronto, cara teve empurro e empurro teve uma galera lá que tentou furar o bloqueio tentou entrar no street de rol música, teve uma galera lá, mas enfim não rolou não, né me desconectei então desse tipo de sensacional, João, se desconecta se desconectar é muito bom, João é bom mesmo

Ai, cara, pelo amor de Deus Mas é isso, clima esquentando Primavera, tá fresquinho Tá um clima bom, realmente Primavera e outono são as melhores estações Pra se respirar um pouco É o período que a gente não usa nem o aquecedor Nem o ar-condicionado, né

período bom. É isso. Bom, vamos lá, gente. Vamos então pra nossa... Não é blocagem, João. É escalada. Você continua escrevendo blocagem na nossa pauta, no nosso roteiro aqui. Escalada. Mas tá tudo bem. Agora eu sei que na semana que vem você não vai esquecer. Mas não tem problema. O importante é eu lembrar também. O gato vai não lembrar.

Enfim, vamos lá, vamos lá para a nossa escalada então dos blocos. Primeiro bloco, a gente, como já é de costume, vamos tratar aí de todas as nossas frentes de conflito, né? Apesar de ter cessar fogo em tudo que é canto, todas as frentes continuam ativas, né? O Irã continua ativo, o Líbano continua ativo, o Hezbollah, a Cisjordânia e Gaza. Então, a cessar fogo aí dos outros é refresco. Vamos tratar então sobre todas essas frentes aí, muita coisa acontecendo. Vamos dar todas as informações da última semana e dessa semana.

E no segundo bloco a gente vai tratar, como já é de costume também, da questão da política interna. Teve relatório de saúde do Netanyahu, que enfim ele liberou, com informações que já eram desconfiáveis, já eram, vamos dizer assim, divulgadas, foram divulgadas por um jornalista principalmente, sobre câncer no Netanyahu. Vamos tratar também da questão do indulto presidencial.

sempre volta à tona aí, também das questões mais ligadas à política eleitoral, já que a gente teve união de partidos entre o partido do Bennett e do Yair Lapid, a gente tem também questões relacionadas à comissão eleitoral, a pressão, a resultado já de uma pressão na comissão eleitoral, enfim, todas as questões aí formando relativas à questão eleitoral que, enfim, aproxima-se, né, a gente teoricamente tem que ter eleições até outubro desse ano, a gente já está em maio, ou seja, cinco meses, daqui a pouco o governo tem que cair.

o governo cai, a gente entra num período de transição período pré-eleitoral e aí as coisas começam a caminhar vamos ver como isso se desenvolverá e se se desenvolverá terceiro bloco, palavra da semana amenidades, amenidades da semana correio dos ouvintes, aquelas forças todas que estamos acostumados

É isso. Bom, antes de passar para o nosso primeiro bloco, só gostaria de lembrar também, mais uma vez, comentei isso lá duas semanas atrás, eu estou participando de um outro podcast, um podcast chamado Ponto É, organizado pelo pessoal do Merets Brasil, sobre antissemitismo, que é a segunda temporada do episódio, da podcast. Nesse caso, nessa temporada, a gente trata aí do antissemitismo, eu também estou sendo o host, o âncora. Então, quem quiser ouvir lá, está lá.

só três ou quatro episódios. Está tudo lá. Vou deixar o link na descrição do episódio, como eu fiz há duas semanas atrás. Para quem quiser ouvir, está tudo disponível por lá. É isso. Vamos, então, para o nosso primeiro bloco para a gente tratar de questões das guerras nessa semana.

Bom, gente, primeiro bloco. Primeiro bloco, tratando ainda questões da guerra. Vamos começar pelo Irã. Continua aquele banho-maria que ninguém entende mais o que está acontecendo. Na verdade, eu já estou de saco cheio. Já está de saco cheio também, João. A gente sempre ouve notícias de que a guerra volta, de que a guerra acaba, de que tem que cessar fogo, de que não tem que cessar fogo, de que ataca navio, de que não ataca navio, de que abre o estreito, de que fecha o estreito. E ninguém tem ideia realmente do que vai acontecer daqui para frente.

Estamos todos ali, vamos dizer assim, nas mãos da cabeça instável de Donald Trump. Nas últimas semanas a gente viu ataques a navios, a gente viu bombardeios vindo do Irã, essa semana, na verdade.

também nos Emirados Árabes. A questão é que o impasse continua, os iranianos não aceitam as condições americanas, os americanos, obviamente, não aceitam as condições iranianas e ninguém consegue se entender o que a gente tem hoje. É o estreito e fechado. Os Estados Unidos não permitem a passagem de navios americanos, ou não permitem a passagem de navios iranianos.

e os iranianos também não permitem passagem de outros navios, tirando, saindo ali com petróleo, com gás, com tudo que faz o mundo movimentar, lembrando que 20% do petróleo e gás que são utilizados pelo mundo passam ali pelo estreito de Hormuz, e isso tem causado aí uma série de distúrbios na economia mundial. É isso, João, é essa guerra aí que não sai nesse... Bom, eu ia usar aqui uma expressão que meus pais, como costumavam usar,

É uma expressão não muito agradável, ainda mais se a gente tiver ouvintes jovens ouvindo. Mas, enfim, a gente está naquela situação de nada se resolve, ninguém resolve, ninguém sai de cima. Os ouvintes aí que conhecem a expressão vão entender agora a referência. Minha mãe, que ouve o podcast, ela também vai entender a referência. E ela falava isso. Então, enfim, ninguém se resolve, João. Ninguém se resolve, a guerra, enfim. A guerra não continua, mas a resolução, paz, na verdade, a gente também não tem.

Então, pois é, vamos lá, vamos voltar pro Irã e a gente não vai gastar muito tempo com o Irã não simplesmente porque não tem tanta notícia, né? Enfim, então, a gente tem o cessar-fogo já em vigor há algumas semanas, estão perto de completar um mês o cessar-fogo, ele foi durante a semana, na verdade foi no último dia da festividade de Pesach, se não me engano, o Pesach terminou no dia 18 de abril, a gente tá gravando agora no dia...

6 de maio, então falta pouco pra gente completar um mês de cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e o Irã. É um cessar-fogo que ele se mostrou menos quente do que em outros momentos a gente viu. Ele foi, obviamente, violado em algumas ocasiões, inclusive nessa semana, mas ele tem durado. E por que ele tem durado? Porque nenhum dos dois lados tem interesse em recomeçar a guerra, pelo menos não da forma como ela estava antes.

Então, o que pegou essa semana nesse safou? Agora a gente vai falar muito mais dos Estados Unidos e Irã do que de Israel. No final das coisas a gente vai trazer como em Israel estão lidando com essas negociações que estão acontecendo sem a presença israelense. O Trump decidiu testar o Irã. Ele decidiu permitir a passagem de embarcações, segundo as suas próprias palavras, de elementos, de personagens, de países, digamos assim.

inocentes barra não envolvidos pelo Estreito de Hormuz, na verdade, entrando no Golfo Pérsico, e ia ver o que acontecesse, o Irã ia permitir que isso acontecesse, porque, vale lembrar, o Irã está bloqueando o Estreito de Hormuz, e os Estados Unidos, para incomodar o Irã, bloqueou a entrada no Golfo Pérsico de maneira geral, para que os navios iranianos e os navios dos aliados do Irã também não pudessem passar como antes.

E eles permitiram a entrada de alguns navios e o Irã atacou. Não atacou especificamente esses navios. O Irã disparou 12 mísseis balísticos, mais alguns drones e mísseis de cruzeiro contra os Emirados Árabes, o Oman, navios marítimos, perdão, navios da marinha, navios marítimos, navios da marinha de países, aliás, dos Estados Unidos, especialmente dos Emirados Árabes, para dizer o seguinte, não, isso não vai acontecer agora. O restrito está fechado e só vai saber quando tiver a cessar fogo.

E a real é que o Trump, ele voltou atrás. Não deu certo. Simplesmente não deu certo a estratégia dele. E aí ele voltou para a mesa de negociações. A mesa estava meio emperrada. Um tal de manda representante, não manda representante. Diz que vai mandar e não manda. Diz que vai exigir aquilo e outro. E aí o Paquistão, que é o intermediador, avisou que houve avanços e que a gente pode chegar no cessar-fogo na semana que vem. No cessar-fogo permanente, que é o fim da guerra, na verdade.

Não é só um armistício pequeno, é o fim da guerra. Relações entre os dois países.

isso, blá blá, isso é, não é, não tá sendo discutido, mas o fim da guerra sim. E aí hoje, o Barak Navid, do canal 12, através de conversas com um membro do alto escalão do governo dos Estados Unidos, ele trouxe quais seriam os termos desse cessar-fogo, obviamente, segundo os Estados Unidos.

O Irã nega que eles estejam tão próximos assim no cessar-fogo, mas o Irã admite, pelo menos através de fontes ligadas ao regime iraniano, que as negociações tiveram um avanço. Eles são muito mais cuidadosos com o otimismo. Mas é porque o Trump, essa é a maneira dele de atuar. A gente viu isso acontecer várias vezes. Primeiro, ele anuncia, para depois ele realmente fazer na prática. Então, o que está sendo debatido? São basicamente 12 pontos que o Barack Ravit trouxe e que eu vou trazer aqui para vocês hoje.

O acordo terminaria a guerra em toda a região, incluindo o Líbano. Durante o processo de negociações, o Estreito de Hormuz será aberto de maneira gradual e os Estados Unidos também vão tirar suas forças da região de maneira gradual. Depois da assinatura do acordo, vai haver uma negociação por 30 dias sobre um...

acordo específico e detalhado do projeto nuclear iraniano. O Irã concordaria essa proposta dos Estados Unidos pelo que tudo indica, o Irã concordaria com o congelamento do enriquecimento de urânio por um período de entre 12 e 15 anos. Depois desse período de congelamento, o Irã poderá enriquecer o urânio num nível baixo.

Os Estados Unidos exigem que se o Irã violar o acordo, o congelamento do enriquecimento de urânio vai ser prorrogado por mais tempo. O que mais? Já chegamos em seis pontos. O Irã concorda em retirar o urânio enriquecido do seu país e enviar para outro lugar para que ele seja destruído. E esse lugar, possivelmente, será os Estados Unidos. O Irã se comprometerá a não tentar construir armas nucleares.

ou realizar ações relacionadas ao desenvolvimento de armas nucleares. Os dois lados vão debater sobre um acordo sobre o qual o Irã se comprometerá a não construir nem utilizar reatores nucleares subterrâneos. E as três últimas...

O Irã se comprometeria a receber fiscalizações da agência de energia atômica e, em contrapartida a toda essa flexibilidade e a essas desistências do Irã, os Estados Unidos retirarão de maneira gradual as sanções e liberarão bilhões de dólares de dinheiro iraniano que estão congelados pelo mundo também de maneira gradual. Então, esses são os termos que o Barak Ravik trouxe.

aqui nesses termos não está previsto, eu duvido que o acordo saia sem isso, aquele fundo para a reconstrução do Irã, não está previsto nada sobre os mísseis balísticos e etc, Israel vem com muita preocupação, quando eu digo Israel, eu estou dizendo tanto o governo como as forças de segurança, vem com muita preocupação esse acordo, em Israel não há nenhuma confiança que o Irã vai respeitar o acordo de não enriquecimento de urânio, em Israel há uma preocupação sobre a questão dos mísseis balísticos e também...

criando seus próxies na região, especialmente o Hezbollah, e as milícias e grupos que atuam nos territórios ocupados palestinos. E esses pontos, eles não estão incluídos pelos Estados Unidos. Não é que o Irã se recusa, é que os Estados Unidos sequer incluíram esses pontos no acordo. Ou seja, o acordo já vai sair aquém do que Israel desejava. E isso que a gente não está nem falando, obviamente, da mudança de regime do Irã, até porque você não vai fazer um acordo com o regime do Irã.

que inclua a derrubada do regime do Irã. Mas, para Israel, a questão nuclear, ela é tão importante quanto a questão dos mísseis baliscos e dos próxis iranianos. Eram objetivos de guerras raízes declarados por Israel. E esses pontos não estão nem em discussão, não foram nem levantados pelos Estados Unidos. Esse acordo, caso ele saia, e obviamente que ele não vai sair dessa maneira, o Irã ainda vai incluir muita coisa e tal, mas a gente...

Vocês começam você pedindo alto e aí tem aquela pechincha até os dois lados entrarem no acordo, se é que ele vai sair. Mas o Irã vai ter um fundo de reconstrução do país se esse acordo sair. Eles vão ter um papel de destaque relevante ali. Eu duvido que o Irã abra mão totalmente do controle do Estado de Hormuz.

alguma contrapartida financeira e militar pelo controle do lugar também vai acontecer ali, pode ser que eles cobrem uma tarifa menor do que eles estão cobrando hoje mas muito maior do que antes, antigamente aquilo ali aconteceu nas áreas internacionais e o Irã simplesmente tomou conta daquilo e transformou aquilo em território seu então eu duvido que eles deixem de bloquear o Estrito de Hormuz agora porque se eles fazem isso, na próxima vez que tiver conflito os Estados Unidos podem se antecipar e...

ocupar antes do Irã, e aí de repente o que o Irã vai fazer com todas aquelas minas que eles colocaram, tipo sem aquelas minas que eles colocaram ali enfim, tudo isso é muito relevante mas Israel veio com muita preocupação o Netanyahu, ele tava apostando no recomeço da guerra quando houve aquele ataque do Irã ontem, terça-feira surgiu a notícia da Reuters que Israel e os Estados Unidos estavam com um plano de ação militar pronto pra entrar em vigor então

plano de uma semana, que teria como objetivo a execução de membros do alto escalão do Irã e a destruição das estruturas de energia do país, seria uma operação de uma semana a fim de pressionar o Irã a entrar num acordo de maneira mais flexível. Eu tenho muita desconfiança de que esse plano funcionaria e tivesse resultados positivos. Ainda bem que não foi colocado em prática, pelo menos por enquanto. E o Netanyahu queria aquilo. O Netanyahu queria a guerra voltando. Ele queria mais liberdade para atacar.

o Irã, ele queria mais liberdade para atacar o Líbano porque a gente vai falar sobre isso depois, os Estados Unidos pediram para Israel moderar os ataques no Líbano e de fato até 40 minutos atrás Israel não tinha atacado nada além do sul do Líbano, nas últimas duas semanas, agora Israel atacou o bairro do Heia na periferia de Beirute, um bairro chiíta

O objetivo seria executar o comandante das forças Hadouan, que é a unidade de elite do Hezbollah. A gente não tem notícia se a operação foi bem sucedida ou não, de acordo com o seu objetivo, mas foi romper com algo que tinha sido pré-estabelecido o desafogo. E eu não duvidaria que hoje, vocês vão escutar isso no futuro, mas que hoje a gente escute, a gente saiba que teve sirenes ou em Tel Aviv ou em Haifa, por conta de uma reação do Hezbollah a esse ataque à periferia de Beirute. Mas o Netanyahu está...

louco pra poder voltar com as duas guerras. Porque ele sabe que a base dele não tá nem um pouco satisfeita com os resultados alcançados ou não alcançados nessas empreitadas militares. Então, esse negócio é um balde de água fria pro governo israelense, mas ela ainda não tá concretizada, ainda não saiu, ela não foi consumada, né? Tem ainda muita coisa, muita água pra passar por baixo dessa ponte e o Netanyahu não tem a força pra implodir esse acordo dessa vez, mas ele tá esperando pra que esse acordo não saia.

E eu tenho muita curiosidade de saber o que vai acontecer se esse acordo sair, porque ele prevê o fim total da Guerra do Líbano, né? Só que o exército israelense vai se retirar completamente do sul do Líbano? Eu duvido muito. Não é que eu tenha minhas dúvidas. Eu duvido muito, né? Enfim, mas sobre o Líbano, acho que vou deixar pra gente falar depois que o Marquinhos fizer o comentário dele sobre o Irã.

Já vou te deixar emendar só um minutinho, porque não tem muito o que falar realmente do Irã, é só essa sensação que a gente continua vivendo. Na verdade, não é só por conta da guerra do Irã, é também por conta da guerra do Líbano, dessa incerteza do futuro. Eu acho que essa é uma questão que tem mexido muito. Todas as pessoas que eu converso aqui, a gente comenta sobre a guerra.

tudo mais, é uma coisa que tem voltado muito, eu tenho ouvido de muita gente, essa incerteza do futuro, essa instabilidade. A gente não pode conseguir, a gente não pode pensar daqui a seis meses, o que será? Então essa instabilidade, essa incerteza que a gente está vivendo aqui, muito em função também dessa guerra do Irã, é uma coisa que tem me chamado muito a atenção e que mexe muito.

a nossa vida aqui, né? É só esse comentário que eu queria fazer. Pegue lá. Vamos pro Líbano, João. Como você falou, as ataques continuam. A gente viu essa semana, semana passada e essa semana, muitas notícias falando sobre soldados roubando, saqueando casas de cidadãos libaneses no sul do Líbano, roubando, assim, televisão, sofá, Playstation, bicicleta, moto.

vagabundo roubou moto e isso explodiu aqui na mídia essa semana na semana passada e continua essa semana a gente viu também mais imagens de soldados debochando de imagens santas, de imagens cristãs e a gente vê que a guerra continua muitos ataques libaneses principalmente sendo utilizados com drones o Hezbollah agora começou a usar drone com fibra ótica e aí

Ou seja, é mais difícil de derrubar. O que o exército de Israel costumava fazer era mexer no GPS. Até agora, na semana passada, quando viajei, eu fui para o norte. O João deve viver com isso. Eu fui para o norte e o GPS para de funcionar. Em determinado momento, o meu telefone dizia que eu estava em Amã, na Jordânia.

Estava longe, mas estava em Amã. Então, isso agora não interfere mais nesses novos drones do resbolar, que são usados com fibra ótica. E é isso, continua aí. O cessar-fogo não continua, na verdade. A gente não pode nem dizer que a guerra em banho-maria, mais do que banho-maria, a guerra continua no sul do Líbano e também essa incerteza que a gente não sabe nem como vai ser.

Mas morre bem menos gente, né? Ah, é verdade. E, enfim, a destruição de casos segue acontecendo, mas também parece ter reduzido um pouco. A gente teve soldados a atingir essa semana, principalmente por drones. O Hezbollah está usando muitos drones para atacar as forças militares israelenses e praticamente todo dia a gente tem notícia de soldados feridos em estado grave ou mortos.

e ataques israelenses também acontecem mas em número menor do que antes até hoje pode ser que isso tenha se representado alguma mudança no panorama, pode ser que não mas basicamente essa é a situação sabe o que eu falei de drones? Israel está lançando agora no Líbano uma ferramenta anti-drones

um sensor para identificar outros drones no ar e com capacidade de capturar esses drones com redes. É um negócio meio parece meio primitivo, né? Como assim com rede? Porque parece que essas redes são mais úteis para capturar esses drones do que disparos, do que mísseis teleguiados. Então, essa arma já está funcionando, Israel desenvolveu. A gente falou muitas vezes aqui nesse podcast que os drones tinham sido uma dor de cabeça muito grande para Israel nesse conflito, especialmente os drones do Hezbollah.

na verdade antes de outubro de agosto de 2024 quando Israel entrou de vez na pancada com Hezbollah no Líbano, a guerra estava meio tensionada na fronteira e quem atuava era principalmente a força aérea e artilharia israelense desse lado aqui da fronteira e a partir de agosto Israel foi pra cima do Hezbollah

e a coisa mudou um pouco de figura. Mas muitos drones invadiam o território israelense e se chocavam com estruturas israelenses. Tem gente que morreu assim. Eu relatei algumas vezes nesse podcast, uma vez que eu estava na cidade de Aco e um drone foi explodido, mas a sirene só tocou depois que os destroços começaram a cair onde eu estava. Por sorte, ela estava embaixo de um teto de metal na cidade velha de Aco e dois pedaços do drone caíram em cima do teto de metal que eu estava.

Não sei se ia cair exatamente em cima de mim, mas o drone é leve, né? Não é um pedaço de míssel, mas pode matar. Enfim, então era um pesadelo para Israel. Então a gente pode dizer claramente que tem pelo menos dois anos que as empresas de tecnologia militar israelense estão trabalhando na produção de um armamento para interceptar os drones do Hezbollah, para causar menos efeito. E obviamente que o Hezbollah também avançou, né? Porque por que estão funcionando agora os drones e não estavam antes?

Eles desligaram o Wi-Fi dos drones. Os drones do Hezbollah agora estão sendo controlados por fibra ótica. Eles saem no ar com cabos de fibra ótica de até 10 quilômetros. Então não é que você consegue... Não é que ele tem que estar próximo de quem está controlando o drone com o Joy-Chi. Ele pode estar a 10 quilômetros do cara que está controlando ele.

São cabos muito finos, que são difíceis de ser identificados, e como eles não funcionam por internet, por internet e por Wi-Fi, é mais difícil que Israel consiga complicar a transmissão de internet, que em hebreu tem a palavra lexabesh, que é que você possa fazer uma complicação ali, e fazer uma nuvem na conexão e atrapalhar.

E por isso eles estão tendo tanto sucesso. Agora, finalmente, a tecnologia de interceptação está sendo usada com os drones com redes, e a gente ainda não tem os resultados. Isso foi lançado agora nessas últimas duas semanas. Vamos ver se vai diminuir, porque eles têm realmente sido uma dor de cabeça para os soldados israelenses. Mas a grande notícia, que não é dessa semana, da semana passada, foi uma notícia do Aretz sobre relatos de pilhagem dos soldados israelenses a cidades e vilarejos no sul do Líbano. Quem não sabe o que é pilhagem? Pilhagem é um saque coletivo...

em volumes muito altos de roubo, por exemplo, não de roubo, saco é roubo. Os soldados israelenses, muitos soldados israelenses, estão simplesmente roubando vilarejos inteiros do Líbano. E isso sempre tem roubo, sempre tem saco, sempre tem pilhagem nas guerras. Em Gaza teve, sempre tem em vários lugares.

Mas do nível que está tendo agora no Líbano, é um negócio surreal. Porque, primeiro, o roubo, né? Eu tenho um amigo que serviu na Segunda Guerra do Líbano. Ele comentou que dois soldados no batalhão dele foram presos e julgados e condenados a umas semanas de prisão por terem roubado coisa pequena de casa de libanês que eles entraram na Guerra de 2006. A disciplina do exército é muito pior hoje do que era em 2006. O exército decaiu moralmente no nível...

surreal. E até pra delitos pequenos como esse, né, você não tem controle. Parece que roubar virou justo. Até porque há poucos anos teve Rabino discutindo se o estupro na guerra era uma coisa legítima segundo o judaísmo ou não. Então imagina o que é um roubo de pequenos, enfim, de pequenos itens.

E agora, pilhagem, quando eu falo pilhagem, pra vocês entenderem, é gente roubando moto e levando pra Israel. Agora, ninguém rouba moto, isso que comentou foi o Yannick Kubowski, né? Ele fez a reportagem e depois ele deu a entrevista no podcast do Alex. Ele falou, tem que ter uma coisa. Ninguém rouba moto ou televisão de 50 polegadas. Se você não tem um caminhão pra levar todos esses produtos, você não tem alguém na fronteira que vai colaborar com você pra isso.

Então, quando eu falo pilhagem, quando eu falo que isso aconteceu um negócio absurdo, é que você já tem noção, as pessoas estão...

entrando em mansões, porque o Líbano não é Gaza. Tem gente rica no Líbano, muito mais que em Gaza. E antes de você destruir os vilarejos, os diitas, você entra lá e você tem o dono do comércio local, enfim, que é o cara que é um pouco mais adinheirado, que mora numa mansão, ainda mais num vilarejo pequeno, e ele tem condições de adquirir produtos caros. E, assim, tem soldados que estão metendo a mão e roubando isso, assim, no nível assustador.

Quando ele fala de roubar moto, foi aí que eu entendi aonde esse negócio estava chegando. Porque, assim, você não entra.

Como é que você vai... Você tá um soldado em exercício? Como é que você leva uma moto dali pra dentro de Israel? Tipo, você é levado, ida e volta, por blindados. Pra você levar uma moto, você tem que ter uma gangue, uma quadrilha trabalhando com você pra fazer esse tipo de ação. E eu não tô de jeito nenhum dizendo que são todos os soldados que fazem isso, nem que é a maioria.

Nem que é uma grande minoria. Eu não sei de quantos a gente está falando, mas eu estou dizendo que tem grupos de crime organizado dentro dos soldados do exército israelense atuando nisso. Isso é a reportagem do Yaniv Kubowski diz. E aí, como é que o exército reagiu? O exército podia falar, não, não tem. São casos minoritários, vamos atuar, vamos ver. Mas o chefe das Forças Armadas, o Yael Zanir...

No dia seguinte da publicação da reportagem, ele chamou a imprensa e disse frente às acusações graves feitas na imprensa israelense, a gente vai atuar com toda a força possível para disciplina, para punir e para impedir que esse tipo de coisa aconteça, porque isso é uma vergonha para o exército. Para o chefe do exército admitir isso no dia seguinte, é que tinha muita gente no exército que estava sabendo disso, e se ele não estava sabendo, não é um problema, e se ele estava, o Prime Amor ainda. Na verdade, eu não sei qual o maior problema.

Mas pelo menos ele não fez vista grossa, nem contemporizou. Se ele fez alguma coisa, eu ainda não sei. Daqui a pouco o Ian Ficou, o Bob, que vai voltar e vai contar isso pra gente. Porque se ele conseguiu as fontes pra contar o que aconteceu, ele vai também conseguir depois pra contar como é que foi o desencadear disso. Mas é uma tragédia. O exército israelense é uma tragédia do ponto de vista moral.

nos últimos três anos, no nível surreal. Ah, o exército era ético antes? O exército que trabalha numa ocupação há 60 anos, quase 60 anos, é óbvio que não pode ser considerado uma organização moral. O papel do exército, lamentavelmente, em um dos principais papéis do exército, é oprimir a população palestina.

Então é óbvio que não é o exército moral. Mas ainda assim, esse tipo de coisa, a gente nunca tinha visto. Não nesse nível. E isso mostra a decadência moral completa, né? Da sociedade como um todo, que a sociedade realista precisa urgentemente de um processo de desradicalização e de reeducação, porque a gente está realmente entregue, cara. Enfim, a gente vê isso em todos os anos. E já que eu estou falando em decadência moral, eu vou junto agora para a Cisjordânia.

porque essa semana, e assim, eu vou morder e assoprar, mas eu vou mais morder que assoprar. O comandante do comando central, o general-chefe do comando central, o Avi Blut, ele deu uns depoimentos terríveis sobre a Cisjordânia, num fórum fechado. O exército não quis responder. Isso saiu em uma reportagem, se não me engano, não sei se foi da Mira Hassel, do Jack Hulley, no Ares, mas que ele disse que, entre outras coisas, que hoje em dia o exército pode atirar muito mais facilmente em palestinos que tentam...

mas tantas restrições como tinham antes, e é por isso que na Cisjordânia não teve outra entifada. E quando ele foi contado por que o exército não atira em israelenses que pulam na cerca, ele disse que por questões sociológicas, que dá muito mais problema você atirar em um israelense do que em um palestino.

Ele está admitindo claramente ali que o ato cometido pelos dois não é o que diferencia a forma de atuação do exército, o que diferencia é a origem. E aí, quem quer chamar o que acontece de apartheid, tem um argumento muito claro, muito forte, para poder defender essa posição. Mas ele disse outras coisas terríveis. Ele disse que... Ele falou sobre a questão de jogar pedra, que a política do exército para palestino que joga pedra e para israelense que joga pedra, ele usou também a mesma questão do sociológico.

Porque é liberado atirar, que sempre foi, né? Palestino que joga pedra é considerado terrorista e judeu que joga pedra, não. Pois é, o exército atirou, ele citou dois casos que o exército atirou em israelenses que estavam jogando pedra ou pulando muro, mas eles estavam mascarados, né? Então eles não sabiam se era israelense ou... Só depois de eles escutarem falando em hebraico com um tiro na perna, que eles entenderam que se tratava de israelenses, de judeus israelenses, e aí eles entenderam que tinham feito besteira, né?

Ele disse que 97% dos quase 2 mil mortos na Cisjordânia desde o 7 de outubro E aí

são terroristas ou gente envolvida com terror. É por isso que você não vê revolta na Cisjordânia por conta da violência do exército. Enfim, eu acho que são números... Eu gostaria que ele me apresentasse os dados disso, porque 97% é um número... É uma precisão surreal. O cara que fala que ele assume que há uma política diferente para judeus e palestinos que jogam pedra ou pulam o muro, não dá para acreditar.

acreditar em dados que ele passa. Não dá pra acreditar em absolutamente nada do que esse cara fala, né, cara? Um craco. Agora, por outro lado, é interessante porque se essa ação violenta contra palestinos evitou os atentados, né, e fez com que a situação na Cisjordânia... Porque na Cisjordânia, que o terrorismo fosse dissuadido... O que é uma balela, porque essa semana encontraram 320 drones na Cisjordânia, né, pra ser usados contra Israel. Mas, enfim, se isso fez com que o terrorismo fosse dissuadido...

Então não tem nenhuma razão para essa mesma prática não ser, enfim, já que ele mesmo defendeu isso, não ser usada contra terroristas judeus, né? Que segundo o próprio exército estão colocando a segurança de Israel em risco. Então esses fins justificam meios ali. E aqui também há uma questão sociológica, pelo amor de Deus. Mas eu quero comentar, porque eu disse que eu vou assoprar? Porque ao mesmo tempo que ele disse isso, Israel hoje está congelando 14 bilhões de cheques de impostos da autoridade palestina.

E ele diz, o Avi Bruto, que entram mais palestinos para trabalhar em Israel hoje do que entravam antes do 7 de outubro. Isso não é verdade. Ele deu uma informação falsa. Mas a gente não sabe exatamente quantos palestinos trabalham nos assentamentos, porque o acordo é outro.

E, pelo jeito, o que ele se referiu é que, se você comparar o número de palestinos que entram, que passam a linha verde, e os que não passam a linha verde, mas trabalham nos assentamentos, hoje são mais do que eram antes do 7 de outubro. Esses dois números somados contra os dois números somados de antes do 7 de outubro. Agora, o que ele comentou foi o seguinte. Ele pediu para o Ministério das Finanças...

liberar esse orçamento. Ele falou, a gente tá fazendo tudo que a gente pode, mas se vocês não liberarem esse orçamento, vai dar problema. E a gente tá escutando essa ameaça há muito tempo. Então alguém vai falar, ah, estão falando disso há um tempão, não aconteceu nada até agora. Não, não aconteceu nada até agora, é verdade. Tá tudo dissuadido lá.

não aconteceu nada até agora, até a hora que acontece, né? Tipo, se os caras estão alertando, se o exército tá alertando que isso tem que acontecer pela segurança do país, então eles deviam escutar, a gente já sabe que o governo de Alias não tá nem aí pra se os palestrinhos vão morrer de fome ou não, ou setores do governo, eu diria que boa parte deles, pra eles é até preferível que os palestrinhos morram de fome, né, se Jordânia.

Mas pelo menos que prezem pela segurança nacional, né, eles deviam escutar essas pessoas, mas enfim, no próximo bloco vocês vão entender que tipo de comentário faz a gente chegar à conclusão ae

que eles não estão nem aí, tipo, pra segurança nacional, porque esse não é o topo de prioridade desse governo e eu não tô falando de corrupção também, não. Já que eu falei de tudo, só rapidinho sobre Gaza, né? Gaza tá voltando as manchetes. A gente comentou no último episódio, na semana retrasada, que o prazo pra primeira fase de cessar fogo expirou e o Hamas não foi desarmado e todo dia tem morte em Gaza. Vocês não estão escutando?

A gente mal tá escutando, mas todo dia tem morte em Gaza. Morte de Palestina, obviamente. Vez ou outra tem um soldado ferido, mas a maioria dos mortes são de palestinos.

Mas, ao que tudo indica, a situação em Gaza vai de mal a pior. Não está indo para o caminho positivo. Por que eu digo isso? Porque, além de ninguém estar olhando para a Gaza e de estar tendo morte todo dia, os Estados Unidos vão, não só os Estados Unidos, as forças que atuam junto com os Estados Unidos a cessar fogo, eles...

estão, segundo informações da mídia estadunidense, eles estão para desarmar, para desfazer, a base militar que os Estados Unidos construíram em Kriat Gat, ali no sul de Israel. Foi a primeira vez que os Estados Unidos fez uma base militar em Israel justamente para acompanhar o cessar-fogo na faz de Gaza. Eram onde eles comandavam o processo, e eles estão para desfazer essa base. Isso não é uma boa notícia.

Isso é um bom sinal. Embora o Trump não tenha dito, ah, chega, não vou fazer esse conselho da paz, vou dissolver ele, não importa, não deu nada. Óbvio que ele nunca vai falar isso, né? Porque ele não pode, ele não erra, ele sempre acerta. Mas não só por isso, não só porque ele tem que manter a narrativa dele de que ele é infalível, mas aparentemente eles estão largando de mão. Já foi, já serviu porque tinha que servir, ninguém mais fala de Gaza.

Israel, não faz nada. Deixa as coisas que estão, não faz nada. Continua fazendo o que vocês fazem. Deixa o resto quieto. Eu também não vou me incomodar. Não volta a guerra em grande escala em Gaza, porque isso me traz duas cabeças. Pelo menos por enquanto. Eu vou fingir que não tá acontecendo nada aí. Ninguém vai estar falando de Gaza. E pronto. E acabou essa brincadeira. Vocês vão poder dizer que ocupam metade de Gaza. O Hamas não vai se desarmar, mas também não vai criar guerra com vocês, porque eles não têm condições, porque eles sabem que se eles criarem, vai ser pior pra eles. E... Enfim, deixa as coisas assim. Aparentemente, é isso.

que o governo do Chazin está procurando. Netanyahu vai obedecer? Netanyahu vai obedecer enquanto o Trump estiver olhando para cá. Na hora que o Trump falar agora não me importa mais nada, aí a guerra em Gaza pode voltar. E a situação vai piorar ainda mais. Gaza está muito longe de ter sido reconhecido. As pessoas em Gaza estão morando em barracas. Se até agora eles sofreram com a chuva e o frio, agora eles vão começar a sofrer com o calor. E com a falta de água, né?

porque não chove. Alguém vai ter que levar água pra eles. Enfim, tudo isso está acontecendo ali e ninguém está olhando, ninguém está falando de gás, ninguém se importa com a faixa de gás atualmente. Enfim, então a vida daquelas pessoas continua um inferno, um inferno menos ruim do que era há alguns meses, pra continuar sendo um inferno.

Os comentários gerais sobre tudo isso. Vamos para a questão do Líbano. Essa falência moral, como você colocou, é uma coisa que a gente já vem comentando há muito tempo. Eu acho que o exército é um debate que é feito... É uma ideia que é construída dentro da sociedade israelense até hoje, que o exército é uma instituição super moral, que é o exército mais moral do mundo, o exército mais preocupado com direitos humanos do mundo, que é uma falácia.

Uma mentira, propaganda. Qualquer pessoa que acompanha o conflito palestino-israelense com uma leitura um pouco mais crítica, que não seja baseada na propaganda que foi construída ao longo da história, sabe que não é verdade, que esse papo de exército moral não existe. Exército não é feito para ser uma instituição que respeita direitos humanos. Exército e direitos humanos são duas questões contraditórias.

Então, essa falência moral que hoje a gente vê do exército soldados, e é exatamente isso como você comentou, para o tamanho do roubo que tem sido feito no sul do Líbano, as coisas têm que ser muito bem organizadas. Então, para a gente ver isso acontecendo, é porque é uma falência moral da instituição como um todo e, obviamente, a instituição é um reflexo da sociedade também.

são pessoas que estão roubando são pessoas que enfim, vêm de quem está do outro lado do libanês que está do outro lado, ou até do refugiado palestino que vive no Líbano que sua família foi expulsa há 78 anos atrás durante o Nakba, vive no Líbano e também teve suas casas saqueadas agora, enfim, são pessoas que os soldados não conseguem ver quem está do outro lado com os seres humanos

desumanizam o outro lado, tanto na Cisjordânia quanto em Gaza, e obviamente no Líbano, essa questão de você roubar, de você saquear a casa das pessoas, é um nível tão baixo, enfim, é isso, é a falência moral total, e aí não é do exército, é da sociedade jailense, e o que fez o chefe do Estado-Maior em chamar os comandantes, e falar para eles, tentar colocar um ponto final nessa história, porque obviamente os comandantes sabiam do que estava acontecendo.

acontecendo, pra que isso, pra que coisas desse tamanho aconteçam, os comandantes tem que estar envolvidos aí quando eu tô falando envolvido, não tô falando que eles faziam parte do roubo, não, não tenho essa informação não sei disso, obviamente não vou acusar mas envolvimento no simples fato de você ser é você fechar os olhos você virar o roxo, no momento que você se cala você está sendo ponivente, você é parte disso então assim, eles foram parte disso, nesse sentido, né, no momento em que se cala o que vem, o que tá acontecendo, pô, roubar uma moto uma moto, uma moto

irmão. Não tô falando aqui de uma bala juquinha, não. De uma moto. Pô, como é que tu vai levar a moto mesmo? Pô, e era isso que os caras estavam fazendo, assim. É uma loucura, cara. Uma loucura total. É... Em relação a Cisjordânia, a gente continua vendo, né? Continuam vários ataques da Cisjordânia, continuam tendo ataques de colonos, aquela mesma história. Esse papo aí da...

de que os palestinos não aconteceu ainda uma outra entifada, uma onda de violência na Cisjordânia, é por conta da opressão, é por conta da presença militar, eles sabem que se acontecer o pau vai quebrar, o bicho vai comer, o bicho vai pegar lá, e os caras podem ser que não consigam se organizar para isso.

não explode porque a repressão é muito grande, porque a cada local você tem checkpoints, os palestinos são impossibilitados de sair dos seus vilarejos sem passar por checagens do exército muitas vezes são impossibilitados de sair dos seus vilarejos as vias, as saídas de carros, pequenas não são estradas porque nem sempre são asfaltadas

pequenas vias de acesso aos vilarejos, muitas vezes são fechadas e as pessoas só podem sair do seu vilarejo se for a pé, ou seja, que dificulta que elas cheguem ao trabalho, ao colégio, a hospitais, que consigam comida, que consigam tudo na sua vida.

É locomoção, eles não têm direito à locomoção E é por isso, não é só por isso Mas esses também são elementos aí Que fazem com que a população palestina e cijordânia Tenham mais dificuldade de explodir Mas obviamente que justamente isso também Essa opressão, ela pode levar Em algum momento a explosão desse parril de pólvora Que a gente sabe que é cijordânia E a gente vai ver isso tudo A gente tende a ver isso tudo aí Explodir em algum momento Se bem que é uma coisa que a gente já está se arrastando Por quase dois anos e meio Desde o 7 de outubro a gente ainda

ainda não viu essa explosão total da Cisjordânia. Mas, enfim, pode ser que alguma coisa aconteça. Mas a opressão é a níveis absurdos. E Gaza, como você bem colocou, acho que é o único que eu quero comentar isso. Todo dia morre gente em Gaza. Todo dia morre gente em Gaza. Então, o cessafogo, no dos outros, é refresco. Não tem cessafogo em Gaza. O que tem é realmente uma diminuição da intensidade dos ataques, dos confrontos, da limpeza étnica.

do genocídio, porém, palestinos continuam morrendo em Gaza por tiros, por bombardeios, né? E é algo que não mudou desde esse chamado aí de cessafogo. Ou seja, resumindo de uma forma geral, a gente, como eu comentei lá no bloco anterior, na introdução, a gente tem todas as frentes, né? Tanto Gaza, quanto Cisjordânia, quanto Líbano, quanto Irã, são frentes ativas.

não são frentes que pararam que o conflito parou de uma forma mais estável, vamos dizer assim está tudo muito instável, o conflito continua em fogo baixo em muitas dessas regiões, como no Líbano como no Norte de Jordana e como em Gaza e no momento, pelo menos o que diz respeito aqui a Israel ela está paralisada quando a gente fala de Irã porém o conflito do Irã também não está

não acabou porque eu acho que como o João colocou muito bem, o governo israelense está louquinho, louquinho, louquinho para que esse conflito volte, o Netanyahu quer a guerra o Netanyahu quer a guerra infinita, é importante para ele, é importante para que ele se mantenha no poder é importante para que ele continue impedindo que o seu julgamento aconteça a gente vai comentar disso aí no próximo bloco e enfim, esse resumão aí de quatro frentes que há três anos, é quase três anos

começaram aí dois anos e meio, mais de dois anos e meio, já é do 7 de outubro, né? Mas enfim, desde o 7 de outubro de 2023, são as quatro frentes em que Israel começou a operar e não parou até hoje, né? Seja com ataques aéreos ao Irã, ou ataques aéreos e terrestres em Gaza, Cisjordânia e no Líbano. Enfim, o país continua em guerra, o país continua usando reservistas, o país continua mandando...

bilhões e bilhões de shekels para as Forças Armadas, aumentando o imposto para pagar a guerra e a situação realmente aqui dentro também continua indo de mal a pior com essa falência total de valores da sociedade jailense. Eu concordo muito

com isso que você fala, a sociedade vai precisar passar por um processo de desradicalização que ele é ligado diretamente a um processo de reconstrução do próprio ideário

do próprio projeto sionista. O sionismo, como ele foi se construindo ao longo da história, ele é o responsável pelo que a gente vê hoje. E a sociedade israelense vai precisar entender o seguinte, o sionismo como foi construído ao longo da história, ele não tem como mais...

não tem como mais continuar ele tem que parar, ele tem que ser transformado completamente, e esse processo de desradicalização que a sociedade jailense tem que passar, ele passa pelo processo de reconstrução de qualquer projeto que busque a autodeterminação dos judeus aqui, que é basicamente, que é um dos elementos aí do sionismo ou seja, tem que passar por esse processo, e aí eu vou usar esse termo que eu não sei nem se é correto, de de sionistização da forma como o sionismo se construiu ao longo do

tempo, ao longo da história. A sociedade de violência é fundamental no passo por esse processo. Não dá porque ele é baseado em um projeto etnocrático de Estado. Ele foi construído em cima de um projeto etnocrático de Estado. E esse projeto etnocrático de Estado, ele levou o genocídio em Gaza, ele levou o apartheid na Cisjordânia, ele leva tudo isso que a gente está vendo. E essa crise...

essa falência moral que a sociedade israelense passa hoje também, ela é baseada, ela tem raízes profundas dentro do processo de como foi construído o sionismo ao longo da história, então é fundamental que passe por toda essa reflexão e infelizmente, você fez lá o seu morde e assopra, não tem muito o que assoprar nesse caso, mas eu acho que infelizmente isso não vai acontecer

porque eu vou comentar talvez disso no próximo bloco, quando a gente falar da política interna, a sociedade jailense não está no momento, não está no local, não está no espaço de fazer nenhuma crítica ao sionismo. As pessoas, desde o 7 de outubro, se fecharam em suas, vamos dizer assim, como é que chama, com os riotes, suas conchas, como é aquele bicho que anda com a casa nas costas, o caramujo, né?

As pessoas entraram ali nas suas casas de caramujo e ninguém sai dali de dentro, todo mundo fechado ali. Então, fazer essa crítica que eu proponho aqui, eu não acho que seja algo para a gente ver no futuro próximo da sociedade israelita. É isso. Vamos, então, para o nosso próximo bloco para tratarmos da política interna esta semana.

João, vamos começar pela saúde do nosso primeiro-ministro. Benjamin Netanyahu, apesar de ser obrigado a, anualmente, apresentar um relatório de saúde assinado por seus médicos e aberto, e todo mundo tem acesso.

nega a fazer isso, não fez isso durante todo esse último período. O jornalista chamado Uri Misgav, que é o cara que acompanha a família Netanyahu em tudo que é canto, é o cara que tem várias fontes aí nos Estados Unidos que contam pra gente o que o Jair Netanyahu anda fazendo em Miami, nada, né? Mas ele não fala nada, mas enfim, tudo que ele apronta por lá, a gente tem muita... Ele faz sim, ele tem contato lá com a extrema-direita local. É, não, vamos trabalhar, vamos trabalhar.

Essa é a função dele. Ele é parecido com o Eduardo Bolsonaro. É verdade. A gente pensa que ele pode voltar para Israel. O Eduardo Bolsonaro não pode voltar para o Brasil. Enfim, o Uri Misgav, ele também, durante muito tempo, ele falou, falava dessa questão da condição de saúde do Netanyahu, ele falava também...

que Netanyahu tinha um câncer. Tinha câncer de próstata e o Netanyahu negou, inclusive processaram meio milhão de shekels. O Uri Bisgá, na semana passada, saiu aí, João, saiu um relatório do Netanyahu, do governo, informando que sim, Netanyahu tinha tido câncer de próstata, mas que ele se curou. Lembrando que ele passou por uma cirurgia, né? Era um momento, inclusive, que houve uma votação no parlamento e que o governo poderia cair, né? E só não caiu porque o Netanyahu, pouco,

Poucas horas depois dessa cirurgia, foi lá votar. O Benvi, era o momento em que o Benvi tinha saído do governo, né? Então ele não votou com o governo. O governo poderia cair. O Netanyahu foi lá votar. Todo debilitado. Dava pra ver isso na cara dele. Todo mundo sabia que ele tinha feito uma cirurgia. E ele foi lá, todo debilitado, votar. Ficou muito puto com...

Bangui, mas enfim, João. Usou a máquina de veneno dele pra atacar o Bangui. Exatamente. E funcionou com o Bangui, depois ele admitiu que realmente fez mal pro Netanyahu. E voltou um pouquinho, mas depois admitiu. Voltou também de rabinho entre as pernas. Mas é isso, João. O Netanyahu disse que sim, teve câncer de próstata e que depois da cirurgia foi curado. Vem cá, cara, dá pra acreditar nele?

Já não dava, nunca deu, né? Primeiro, rapidinho, o teu comentário sobre a construção do sionismo e tal, eu tenho diferenças contra ele, mas eu não vou expor agora, porque o podcast vai ficar muito longo, mas eu tô com um artigo pra ser publicado no livro há um pouco tempo, que eu comento pra mim, eu comento a minha visão sobre as transformações no sionismo e também de onde vêm os projetos

de onde vem essa ideia do projeto do cenismo ser tudo à base da força, a qualquer custo, e não importa o que vem pela frente. Mas enfim, só dei uma palhinha agora, vou pular agora. Essa parte, outros dias a gente comenta melhor. Ou talvez não. Mas enfim, ou talvez um pouco mais pra frente, não por agora. A gente tem que falar isso pra muitos projetos, né? Mas no fim das contas, a realidade acaba atropelando a gente, a gente só fala muito mais sobre a realidade do que sobre essas questões mais filosóficas.

Mas enfim, a saúde do Netanyahu. O Netanyahu tem 76 anos, não é nenhum menino mais. E ele não é a primeira vez que ele esconde a situação de saúde dele e que ele mente para a população sobre a situação de saúde dele. Desde que o Ariel Sharon entrou em coma em 2005, se criou uma norma que o primeiro-ministro tinha que apresentar os seus relatórios de saúde anualmente. Não é uma lei, mas é uma norma. O Netanyahu apresentou o seu relatório de saúde até 2016. Em 2016, ele parou de publicar. Ninguém falou nada.

E ficou por isso mesmo. Netanyahu saiu do poder por um ano e meio. O Bennett também não divulgou o seu relatório de saúde. E o Lapid, durante os seis meses que esteve na cadeira, publicou o seu relatório de saúde. Netanyahu voltou a publicar em 2023, antes do 7 de outubro. Tudo bem com ele. Mas ele publicou aquele relatório depois de um caso que a gente comentou aqui no podcast, que ele tinha desmaiado quando ele foi fazer uma visita no Mar da Galiléia, no Lago Kineret. Disse que foi por desidratação.

Só que ele foi parar, de repente o Uri Misgav descobriu que ele tinha ido parar na divisão cardiológica do hospital Telachomer. Fica duas horas de Tveria, que era onde ele estava, e quem desmaia por desidratação não vai na unidade cardiológica do melhor hospital da parte cardiológica, pelo menos que tem a melhor sessão cardiológica do país, para tratar de desidratação. E, de repente, pouco tempo depois, ele colocou um marcapasso.

A gente comentou isso aqui. Ele estava com um problema cardíaco grave, ele não desmaiou uma vez só.

Ele desmaiou duas vezes naquele mesmo dia. Era uma situação grave que ele teve que passar por um procedimento cirúrgico. E não avisou pra população. Ele mentiu. Ele só avisou depois que fez a cirurgia, um tempo depois, porque, pela lei do... Aqui em Israel tem uma lei parecida com a do...

Brasil, que é uma lei que permite à imprensa buscar informações com instituições públicas e os hospitais, e o hospital Tela Chimera é um hospital público, sobre a saúde de pessoas importantes para o Estado. E o Netanyahu vendo que, de uma maneira ou outra, isso ia ser descoberto, porque o médico que trata do Netanyahu, ele tem uma função pública, né? Quem paga o seguro de saúde do Netanyahu, que somos nós, ele teve que divulgar isso, ele teve que se antecipar e divulgar. Ali foi a primeira vez que a gente ia desconfiar.

No dia 29 de dezembro de 2024, o Netanyahu fez um procedimento na próstata. A gente não sabia o que tinha sido exatamente. Não necessariamente era um procedimento para câncer. Eu até consultei, até alguns... Se vocês procurarem o episódio seguinte, vocês vão ver. Eu citei até o nome das pessoas que me ajudaram, dois médicos que pelo Twitter me responderam isso. Não necessariamente é um procedimento para câncer, mas o Uri Misgaev cravou.

Ele está com câncer de próstata. O Marquinhos comentou, ele processou o Uri Misgaev e tal, e não comentou mais sobre isso.

E agora, em abril de 2026, ele comentou que ele fez não só um procedimento cirúrgico por causa de um câncer, um tumor maligno na próstata, mas também sessões de radioterapia junto do procedimento cirúrgico. O Netanyahu disse que está curado. Tem médicos que dizem que essa cura pode ser declarada. Outros dizem que é muito cedo, dois, três meses depois, para você anunciar que é cura, né? Porque o câncer pode... A gente sabe que todo mundo teve câncer e tem um acompanhamento de pelo menos cinco anos para ver se ele volta ou não, para você poder declarar que a pessoa está curada ou não. Mas enfim.

aparentemente ele está recuperado disso. Ele disse que não divulgou isso antes. O procedimento da radioterapia foi em janeiro que ele começou a fazer. Ele fez outra cirurgia, na verdade, e a radioterapia, outra além daquela de 2024, fez outra agora em janeiro de 2026.

a radioterapia e só divulgou isso em abril. Qual foi o argumento dele, para não divulgar isso antes, que ele não queria dar margem para que o regime terrorista iraniano usasse fake news contra ele, vista a quantidade de fake news que eles usaram contra o Netanyahu. Eu não sei o que a informação sobre estou tratando um câncer de próstata facilita em fake news do regime iraniano. Porque o regime iraniano disse que acertou mísseis no gabinete do Netanyahu.

Até onde eu saiba, mísseis não causam câncer de próstata. Ele está vivo. Não é que ele está morto. Então, ele não ia colaborar com fake news do regime iraniano. E janeiro foi antes da guerra com o Irã. A guerra com o Irã começou no dia 28 de fevereiro. Então, ele poderia ter avisado a população.

O Urimi se abre chamar atenção para algumas questões. Eu não sou médico, eu não sei se isso procede, ele levanta esses pontos. Radioterapia é um tratamento que não é simples. O Netanyahu, no meio de uma guerra, tomando decisões tão importantes, ele está consciente, ele está com vigor físico para poder chefiar o país nessas horas? Que tipo de consequência tem na sua atuação com o primeiro-ministro?

nas decisões que ele toma. E a gente não sabe disso, porque ele escondeu essa informação. E isso é gravíssimo. E é a terceira vez que ele mente sobre a situação de saúde dele. Ele aparentemente está bem, segundo o relatório médico, e é assinado pelos médicos. Então, a gente não tem razões para desconfiar, porque, enfim, são médicos que também diziam pelo seu nome. Então, quando os médicos dizem que o tratamento foi bem-sucedido, o câncer foi estirpado...

e o tratamento funcionou, eu acredito nesse relatório, mas eu fico muito preocupado porque amanhã o Netanyahu pode ter um problema maior que esse, pode estar totalmente sem condições de comandar o país. Israel não existe nenhum cargo de vice, de vice primeiro-ministro, alguém que assume, alguém que assume no lugar dele se alguma coisa acontece.

Não tem ninguém que tá encarregado de assumir o poder caso o Netanyahu não esteja. Inclusive quando ele viaja pro exterior, durante o tempo que ele tá no avião, né? E é um negócio, é um negócio assim, realmente... Ah, mas melhor ser o Netanyahu do que com ele. Olha, cara, eu não sei, porque o Netanyahu, ele, apesar do absurdo que ele representa...

O nível dele intelectual e cognitivo comparado ao resto do partido dele, a diferença é assustadora. E o Netanyahu, ele hoje chefia o governo de extrema-direita, ele é o principal nome, mas ele é um cara oportunista da extrema-direita. Se fosse conveniente para ele hoje tomar medidas que não vão para esse caminho da extrema-direita, ele tomaria. Mas o grupo que ele formou no partido dele não é assim. O Yairi Vlevin, que é o número 2 do Likud, se ele assume como primeiro-ministro, o que aconteceria em Israel seria...

Seria tenebroso. É um sujeito que é um fascista. Tipo, é fascista desses caricatos. Então, enfim, ruim com o Netanyahu. Com o Likud no poder, sem o Netanyahu, hoje em dia é pior. É um negócio que eu não quero nem imaginar o que seria. Esse descontrole total que seria ali.

descontrole no mau sentido. Agora, acho que mais perigoso que isso mesmo é você normalizar a mentira e você esconder da população essa situação. É realmente uma situação que você fica olhando e fala, cara, o que a gente não sabe que deveria saber sobre como o Netanyahu gere o país?

como ele lida com as coisas, porque o que a gente descobre que acontece na vida privada do Netanyahu a influência que o filho dele tem o Yair Netanyahu, o filho dele mais novo, aparentemente não tem nenhuma influência talvez fosse até melhor que tivesse porque ele pareceu que a pessoa razoável dessa família ou a esposa dele, a Sarah Netanyahu tanto o Yair Netanyahu como a Sarah são descritos por todo mundo que convive com eles como dois loucos

dos insanos, egocêntricos e sei lá o que. Então, assim, cada vez que a gente descobre coisas que acontecem naquele ambiente íntimo dele, e o nível de influência que essas pessoas têm, eu fico mais preocupado com a loucura que hoje em dia governa o país. Enfim, eu tenho realmente medo de descobrir mais coisas sobre a vida privada do Netanyahu e como isso influencia na maneira como ele gera o Estado. Porque a gente sabe que o Yair Yassara tem...

influência em como as coisas acontecem. O que a gente não sabe é o que mais tem influência. Por exemplo, como o tratamento do câncer do Netanyahu pode ter influência nas decisões que ele tomou ou que ele não tomou nesse período agora. Enfim, realmente nada surpreende mais, mas ainda assim eu fico assustado com esse tipo de informação quando ela vem à pública.

Tem um elemento aí do podcast do Uri Misga, que você comentou agora no final, que me chamou muito a atenção quando ele falou, que é o seguinte, o Netanyahu tomou várias decisões sobre guerra, decisões sobre atacar países, decisões sobre matar populações.

Decisões sobre, enfim, cara Mudar a geopolítica da região Passando por um tratamento de câncer As pessoas quando estão doentes As pessoas quando passam por tratamentos sérios Isso mexe com humor, né? Mexe com a capacidade de você tomar decisões Mexe com a sua capacidade de se concentrar Mexe com tudo, né? E o cara estava no momento mais crítico Da história do país, como ele mesmo gosta de chamar A guerra de... Como é que foi que ele chamou a guerra lá no início, cara? A guerra de...

a guerra do ressurgimento, a guerra do... Enfim, a guerra, a principal guerra do país desde a sua fundação, maior, inclusive, do que a guerra de independência. O cara estava tomando decisões nessa guerra sob efeito de remédios, sob efeito de analgésico.

com dor de não sei onde culto da vida porque não tinha conseguido dormir por conta da dor porque não tava conseguindo dar o banheiro sei lá, meu irmão e o cara tá dirigindo o país assim, cara ou seja, a gente passou os últimos anos o período de...

guerra, uma guerra bizarra, tanto pra nós aqui, mas principalmente pra quem tava, no caso dos palestinos em Gaza, na Cisjordânia e dos libaneses no sul, né? Uma situação muito pior, mas enfim, uma guerra muito bizarra, elas são com o Irã, cara, nessa situação, cara, é realmente muito assustador esse negócio todo, cara. E aí, já que a gente falou do Uri Misgav, do Uri Misgav, né, um jornalista que foi processado, que foi desacreditado por muita gente da mídia e da propaganda.

da extrema-direita, que a gente sabe que atua, a gente comenta deles várias vezes. Essa semana eu vi um post feito pela organização de jornalistas aqui de Israel, falando do ranking sobre a liberdade de imprensa no país dos últimos anos. De 180 países...

de 180 lugares, países. Em 2022, Israel estava no 86º lugar. Ou seja, de 180, Israel estava em 86. Depois, em 2023, para 97. Em 2024, para 101. Em 2025, para 112. E agora, em 2026, para 116. Ou seja, Israel hoje, entre 180 países, encontra no lugar 100... Não vou saber falar isso agora.

108. Centésimo oitavo. Não, centésimo 16. Ah, não. Centésimo 16. Tem tésimo 16 no lugar. Saiu. O Líbano é o centésimo oitavo. O Líbano sempre foi o país de Oriente Médio com mais liberdade de imprensa, agora foi ultrapassado pelo Líbano. E não é porque o Líbano melhorou.

O Diego Bercito, que é um jornalista da Folha, que morou aqui em Israel há um tempo, ele cobriu para o Oriente Médio aqui pela Folha e ele foi para o Líbano algumas vezes. E eu lembro dele comentando como foi ele ir para o Líbano, como que quando ele entrou no Líbano, ele foi praticamente sequestrado pelos caras do Hezbollah. Ele não sei se sequestrado é a palavra certa, mas foi interrogado ali pelos caras do Hezbollah, como se eles fossem a autoridade. Um país desse que verifica quem é o jornalista que está entrando aqui é o...

mais de verdade de imprensa que Israel, segundo Repórter Sem Fronteira. Cara, assim, eu olho o negócio desse e falo, cara, assim, eu não vou discutir quais são os parâmetros desse ranking, porque eu não conheço os parâmetros, mas não é um bom sinal. Certamente não é um bom sinal. Sem sombra de dúvida. Então, hoje, Israel se encontra no centésimo, décimo sexto lugar. E aí, só pra fazer a conta rápida, né? Há quatro anos atrás, o país estava em oitagésimo sexto.

Ou seja, perdeu em quatro anos 30 posições. 30 posições. Saiu da metade superior para ir para a metade inferior, mas deixa caminhando, caminhando lá para o final da lista. O que diz muito sobre tudo que a gente comentou, falência moral.

Bom, vamos para a próxima, João A próxima é a seguinte Continuamos Continuamos com o Netanyahu Ele continua fugindo da justiça Todo dia, praticamente Ele consegue arrumar uma desculpa Para que o seu julgamento não aconteça

aconteça, comentamos no nosso último episódio que o chefe do Shin Bet, o David Zinni, que foi nomeado por ele, ele agora disse que o Netanyahu não pode comparecer ao seu julgamento, que o Shin Bet não é capaz de garantir a segurança do Netanyahu.

no seu julgamento, coisa que tinha sido uma política que foi completamente mudada, porque o outro chefe do Shin Beto, o Ronen Bar, ele falou que não tinha problema, o Netanyahu poderia ir para o julgamento, que nada impedia que isso acontecesse. O Netanyahu tinha pressionado o Ronen Bar para justamente falar o contrário, e o Ronen Bar não falou. E agora o David Zine, que foi indicado e colocado no posto pelo Netanyahu, ele sim falou isso.

e agora o Netanyahu consegue dia após dia cancelar o seu julgamento, dizendo que não é possível ter reunião de gabinete, que é reunião disso, reunião daquilo, e ele muitas vezes diz que é em reunião e cancela, depois que o julgamento é cancelado, a reunião também é cancelada e nada acontece, ele simplesmente não comparece ali ao tribunal.

E essa semana a gente viu também o presidente Herzog, ele mesmo, banana, que está sendo ali muito pressionado para dar o indulto presidencial ao Netanyahu. Ele diz que vai agir, vai trabalhar por um acordo entre o Netanyahu e a justiça, que inclusive sinalizou também, através da Galito Baravniá,

da Procuradora-Geral, com o interesse de buscar aí um fim para esse caso Netanyahu, buscar aí um acordo que seja aceito pelas duas partes e que esse caso aí, enfim, seja enterrado de uma vez por todas. E aí, João? Vou jogar a bomba aí, cara. O Netanyahu vai aceitar um acordo, o Erickson vai dar o indústria presidencial, enfim, cara, ninguém vai aceitar porcaria nenhuma e a crise continua.

O Herzog, na verdade, ele deu um passo pra trás, né? Muita gente tava indicando que ele tava indo pelo lado do indulto, só que ele viu pra onde os ventos estavam indo, e viu que o Netanyahu tava perdendo popularidade, que essas guerras não foram boas pro Netanyahu, que ele tá mais pressionado do que tava antes, e falou, pô, não vou dar. O Trump veio aqui, me pressionou, falou também, me pressionou, mas...

Mas morreu nisso aí, o Netanyahu agora perdeu popularidade. E não sei nem se o Trump vai querer forçar essa barra aí, mas eu vou tentar um caminho que, para mim, é mais fácil, que eu não vou ter que lidar com o problema. Eu vou propor um acordo judicial. E o acordo, quando ele jogou isso, a conselheira jurídica respondeu, disse, eu estou pronta para debater com o Netanyahu um acordo judicial.

meus termos. E, em outras palavras, o Netanyahu não vai fazer um acordo nos termos dela. Não hoje. Não hoje, enquanto ele é primeiro-ministro, enquanto ele tem esperança de continuar sendo primeiro-ministro, enquanto ele tem esperança de mudar o sistema judiciário, de modo que ele possa se livrar das acusações que ele sofre. Das acusações e da justiça, do processo. Já passou do estágio de acusações há sete anos.

Vale a pena dizer. Ele já está há mais de um ano no depoimento dele, que tanto adiamento não acaba nunca. E quais são esses termos? Não existe acordo com a justiça que não tenha três elementos. Comentei isso no episódio do podcast do Ibe, que está indo ao ar essa semana também, do Eu Com Isso, sobre o cenário eleitoral em Israel.

O Netanyahu exige, quem quer fazer a promotoria em Israel exige do Netanyahu e não está disposto a voltar atrás, a ceder três ações dele. A primeira, ele reconhecer que ele cometeu infrações, possivelmente crimes. A segunda, que ele pague multas.

pelo que ele recebeu de maneira ilegal, pelo que ele se beneficiou, é por isso. E a terceira, que ele aceite um kalon, em hebraico, que significa uma pena administrativa, que geralmente para políticos se traduz em se comprometer a um espaço de tempo longo a não exercer cargos públicos. O último acordo que propuseram para o Netanyahu era de 10 anos. 10 anos sem exercer cargos públicos significa para o Netanyahu abandonar a política.

Ele tem 76 anos. Alguém espera que com 86 anos ele vai voltar para a política. Ainda que o pai dele tenha vivido mais que 100, o pai dele não viveu mais que 100 e é como um historiador importante. Ele já tinha se aposentado há muito tempo. E o Netanyahu, com 86 anos, o Likud vai se reestruturar. Sem ele, ele vai perder a sua importância. Então, o Netanyahu, nesse momento, não tem a menor chance de ele aceitar nenhuma dessas três prerrogativas.

A multa, a esposa dele não deixa. A Sarah, eu digo isso sério. A Sarah, o Netanyahu rompeu com o Bennett e com a Elia de Shaquille, quando eles eram membros do Likud e trabalhavam no gabinete do Netanyahu, porque eles pediram aumento de salário e a Sarah ficou revoltada e obrigou o Netanyahu a mandar os dois embora. E o Netanyahu deu o aumento de salário escondido da Sarah, e aí que ela ficou mais irritada ainda com os três, com o Netanyahu, com o Bennett e com a Shaquille. Então é...

toda a inimizade toda a animosidade que existe entre o Netanyahu o Benete e o Shaquille ela emana desse momento que foi antes de 2010 estamos falando de 2008, 2009 então o negócio assim, ele não vai pagar essa multa

Ele não vai reconhecer que ele cometeu infrações nem crime porque ele não erra, né? É tudo uma estratégia da imprensa de esquerda que quer enterrar um primeiro-ministro forte da direita e do judiciário e da polícia que entraram nesse conluio junto só pra derrubar ele, que é uma vítima do sistema. Mas também não vai. Isso é faixada da vida pública, óbvio que não, porque o Netanyahu é a única pessoa que pode governar Israel. Qualquer outra pessoa que entrar, o país acaba em um espaço muito curto de tempo.

Essa é a narrativa que ele espalha por aí. E eu não duvido que ele acredite nela.

O filho dele acredita, o Yair Netanyahu. Então, ele não vai aceitar isso. Portanto, nesse momento, não vai ter acordo. Só que se o Netanyahu perde as eleições, para a justiça, esse acordo não interessa. Porque se ele não é primeiro-ministro, ele tem muito menos a oferecer para a justiça. O que vai importar para a justiça que o Netanyahu se comprometa a não assumir cargos públicos se ele não tem um cargo público?

Ele é só o parlamentar da oposição. Ainda que ele seja o líder da oposição. Ah, mas ele pode ganhar as eleições e voltar. Dessa vez, eu não tenho certeza que o Likud ia entubar o Netanyahu liderando o partido a qualquer custo na oposição. Porque todo mundo perder na boquinha ali, depois do 7 de outubro, que tá muita gente muito impopular, as pessoas precisam que o Netanyahu continue chifrindo o governo. Se ele tá na oposição, tanta gente perder na boquinha...

Eu não tenho certeza que ele tem essa moral toda pra conseguir se sustentar como líder do partido do mesmo jeito que agora. Então ele perde, isso impede ele de fazer um acordo? Não, mas isso coloca ele numa condição pior pra negociar. E isso pra ele vai ser um dilema, né? Às vezes não tem dilema nenhum porque agora ele não vai aceitar, porque ele vive num mundo onde ele só vê, ele só tá olhando pra alguma coisa.

que é ganhar as eleições, é continuar no primeiro. Ou continuar com o primeiro-ministro sem ganhar as eleições, não importa. Ele quer continuar com o primeiro-ministro. Se ele perder, ele vai ter que olhar pra isso com um pouco mais de boa vontade. E o acordo tende a ser pior pra ele, se é que vai ter acordo. Então o que o Netanyahu quer fazer? Na semana que vem, o parlamento volta a atuar, depois do recesso, e eles estão pra aprovar uma lei que divide o cargo da conselheira jurídica em dois. E essa lei não só prevê essa divisão do cargo, como para...

Eles querem dividir a advogada geral da União, que é esse cargo, por exemplo, que tem no Brasil, o AGU, do PGR, que aqui em Israel é tudo junto. É mais ou menos os dois juntos. Eles querem dividir. Só que a conselheira jurídica, ela pode, que é uma coisa que não tem nem o PGR nem o AGU no Brasil também, ela tem poder jurídico de congelar decisões do governo se ela considerar que elas são ilegais. E aí o caso vai parar na justiça e a Suprema Corte decide. E o Netanyahu, ele quer, o governo quer correr pra...

aprovar essa divisão, eles antigamente falavam de ela só valer na próxima Knesset, depois das próximas eleições, mas eles estão agora já mudou um pouco a narrativa, segundo a Daphna Liela, repórter do Canal 12, eles já estão falando nisso pra valer pra agora porque eles querem também já nomear a próxima pessoa que vai assumir esse cargo, porque é muito mais interessante que quem vai estar no controle da comissão eleitoral, fiscalizando não no controle da comissão eleitoral

Quem vai estar fiscalizando a ação da comissão eleitoral, seja, na prática, o advogado-geral da União, seja alguém que ele vai nomear para proteger o governo. Então, ele está tentando mudar as regras do jogo para o caso dele não se sair bem nas eleições, ou roubar as eleições.

ou implodir as eleições. E aí eu já peço licença pra entrar em outro tema, que é que a diretora-geral do Comitê Eleitoral, que é o Comitê Eleitoral, ele é presidido pelo presidente Sober, que é o vice-presidente da Suprema Corte, é o presidente da Comissão Eleitoral, e ele tem uma diretora-geral, que se chama... Orleadas. Tinha, né?

que renunciou depois de 16 anos. E ela renunciou por conta da pressão que ela está sofrendo do governo e de toda a máquina de veneno do governo. O que é que é? A máquina de veneno é o pseudônimo aqui de gabinete do ódio, é o equivalente ao gabinete do ódio no Brasil, que estava destruindo a reputação dela. Ela falou, eu não tenho estômago para isso, eu não quero. Ela teria falado isso para pessoas próximas e vazou. Renunciou e está fora.

E o governo quer meter gente ali que é fiel a eles. E o problema é que essa comissão exige que qualquer pessoa que seja indicada não tenha nenhuma relação com nenhum partido, nem com nenhum político. Então é difícil o governo conseguir emplacar alguém que preenche esses requisitos da maneira que eles querem. E o que corre risco de acontecer é que não tem ninguém para assumir o lugar dela até as eleições.

E aí vai ser uma loucura, porque o governo já diminuiu o orçamento da comissão eleitoral. Eles vão... Vocês podem anotar isso. O governo vai tentar fazer com que as eleições sejam mais turbulentas da história de Israel. Vai tentar desmotivar os eleitores árabes de saírem para votar. Vai ter violência no dia das eleições. Vai ter tudo o que vocês podem imaginar no dia das eleições. E o Netanyahu está apostando nisso. Se ele não pode ganhar, que as eleições não sirvam para nada, se é que elas vão acontecer.

Ele pode convocar uma guerra também e forçar as eleições a serem adiadas. Mas ele não vai poder fazer isso para sempre. Então ele vai construir um cenário... O tempo para ele é bom.

Quanto mais tempo ele ganhar, melhor. Pra ele poder construir um cenário que ele possa, de fato, transformar as eleições num picadeiro. E assim vai ter processo, podem ser canceladas, enfim. E ele não perde. Esse é o meu principal temor aqui. A gente não pode falar das eleições em Israel considerando que esse vai ser um processo normal.

Não vai ser. Como não foi em vários outros países onde a extrema-direita está no poder, quando teve no poder. Não foi no Brasil, que a polícia rodoviária foi lá impedir eleitores de votarem no Nordeste. Não foi nos Estados Unidos. Por incrível que pareça, foi na Hungria. Na Hungria as coisas funcionaram do jeito razoável e o Orban perdeu. E aqui em Israel, eu duvido que sejam, porque aqui a violência na sociedade dos capazes de Netanyahu...

Ela já está acontecendo antes das eleições. E a gente já tem o histórico, nas eleições passadas, do Netanyahu tentar tumultuar a eleição dos árabes. Dizendo que espalhou câmeras nas sessões de votação, etc. Para os árabes ficarem com medo de votar. E isso vai acontecer. Coisas nesse nível, para baixo. Vão acontecer aqui. Então, o acordo na justiça para o Netanyahu, ele está costurando um ambiente no qual, se tiver um acordo, se ele precisar fazer um acordo, vai ser a melhor coisa do mundo para ele. Enfim, sem impedir que esse tipo de coisa aconteça.

No mundo ideal, o Netanyahu tinha que responder o seu processo até o final. No mundo real, o que eu mais gostaria que acontecesse é que o Netanyahu entrasse no acordo com a justiça e eu assinaria agora. João, você assina nisso agora? O Netanyahu nunca vai preso, não devolve o que ele ganhou de charuto, champanhe, etc. Mas ele sai da vida política. Porque a gente resolve um...

A primeira parte do problema, o Netanyahu saindo fora. Ele não é o problema inteiro, o problema é muito maior, o problema é ter uma sociedade de realência, entranhado na sociedade de realência de uma forma geral. A direita inteira é problemática, muito problemática. Mas o Netanyahu, ele tem uma capacidade de liderança. E ele é movido por aspirações pessoais de uma maneira que ele...

destruir o país e, obviamente, levar os palestinos juntos, né? De maneira até pior, é surreal. Então, eu assinaria embaixo nisso hoje, algo que eu não diria e provavelmente eu não disse há um tempo atrás. Se vocês procurarem episódios anteriores, provavelmente eu vou estar dizendo outra coisa. Hoje, eu tô assinando por isso, porque há três anos não tinha 7 de outubro, não tinha Gaza totalmente destruída, 70 mil... Não tinha nada disso. Hoje tem. Então, hoje, eu preciso eliminar o problema agora.

Depois a gente vê o que vai fazer. Então, eu estou sendo agora... Eu peço permissão para ser o que eu sempre critiquei, né? Para dizer, eu não quero frente amplo, eu acho que frente amplo é um absurdo, porque no final das coisas, a extrema-direita volta. Tudo isso é verdade. Só que o que não dá é para o Netanyahu continuar. Não dá. Não dá para isso continuar. Realmente, isso precisa acabar. E depois que acabar, eu não confio muito que um possível governo que entra no poder, a gente vai falar sobre isso agora, ele vai ter condições de...

desconstruir tudo que... ou de desfazer todas as barbaridades que esse governo agora fez. Não vai ter nem vontade política por conta da sua formação, da sua potencial formação, nem força pra isso. Mas pelo menos vai interromper esse ciclo de destruição agora. A gente tá vivendo um momento muito perigoso historicamente.

Eu sempre digo que eu prefiro ser otimista, mas a gente tem que ser otimista cuidadosamente aqui. Não pode ser muito... Não pode se permitir sonhar demais porque você acorda com o despertador tocando muito forte na tua orelha. Ou com o sirene, né? O sirene também acorda. O despertador aí é bizarro. Mas é o seguinte, cara. Sobre isso tudo aí, sobre a questão da comissão eleitoral, sobre esse acordo.

Tem menos para comentar sobre essa questão do Herzog e do acordo. Acho que o Herzog é um bananão mesmo. O cara está meio sem saber o que fazer, meio desesperado, porque ele está sendo muito pressionado. E a gente comentou vários episódios atrás que ele passou mensagens para o Netanyahu durante o período eleitoral para a presidência dizendo que ele era um especialista em resolver questões encralacadas, tipo dar nó em pico d'água, vamos dizer assim.

Na verdade, quem é especialista nisso é o Netanyahu. E o Kiel Eresson, ele seria um excelente mediador. Ele passou essa mensagem para o Netanyahu com a ideia de falar se eu for eleito, pode ser que eu consiga dar um jeito em toda a questão envolvendo o seu processo.

E é basicamente isso que o Netanyahu está cobrando. O Netanyahu está cobrando a conta. Então o Erso fica numa situação muito difícil. Porque a gente vê que conforme vai passando o tempo, fica mais claro que não tem nenhum motivo para dar o indulto ao Netanyahu. Nenhum motivo mesmo. O cara... Enfim...

ele não cumpre nenhum requisito, para começar ele não foi nem julgado, ele não é nem condenado, então você não tem como dar indulto, e além disso, para você receber o indulto, você tem que cumprir outros requisitos, como aceitar a culpa e tudo mais, e ele também não vai fazer isso, então seria uma questão mesmo de política, de pressão política e de canalice, e ele está nessa situação aí e vai tentar segurar a onda o máximo possível.

E sobre a questão da comissão eleitoral, cara, eu concordo em pleno acordo que você falou da questão da eleição, eu já falei aqui com a Sharon, no dia da eleição, eu vou votar e vou sair de casa, vou pra qualquer canto, vou procurar aí movimentos sociais pra fazer defesa de urna, pra impedir com que o militante da extrema-direita é...

Tentem impugnar urnas, tentem quebrar urnas, tentem impedir que cidadãos árabes cheguem a locais de votação, porque isso concordo plenamente, isso vai acontecer. O pau vai cantar aqui nessas eleições, cara. Eu acho que a gente vai ter uma eleição, vai ter um período eleitoral muito, muito, muito complicado. Já começou, né, obviamente, a máquina...

de veneno aí, já tá correndo solto em tudo que é canto. A gente viu muita coisa essa semana acontecendo e esse caso aí da diretora da comissão eleitoral, da Orly Ades, ela é um exemplo típico disso. A mulher, ela era chefe do bagulho há 16 anos.

desde que eu cheguei aqui em Israel, eu moro aqui há quase 16 anos, em agosto, completo 16 anos, ela entrou no cargo dela, e ela está saindo por medo, cara, ela está saindo por medo de ser atacada, por medo de tudo que vem sendo feito, ela falou que ela não, ela viu que foi, o que, tudo que foi feito contra o presidente do Supremo, o Isaac Amit, e ela não quer que isso aconteça com ela, olha só o nível da parada, olha só o nível do negócio.

E para entender um pouco isso, uma outra notícia que foi muito divulgada aqui, mas enfim, foi a festa de aniversário do Bengfi. O Bengfi fez aniversário esse canalha, fez 50 anos essa semana. Cinquentola, uma festa enorme, presentes, vários ministros.

A Edith Silman estava lá, que é ministra do meio ambiente, que derrubou o último governo. O ministro da Educação, o Iof Kist, estava lá. Obviamente, todos os membros do partido do Bangla estavam lá. Membros do alto escalão da polícia, todos os membros do alto escalão da polícia estavam presentes na festa de aniversário.

do ministro fascista. O ministro da polícia é Itamar Benvi. Estavam todos lá. O bolo de aniversário dele, inclusive, rolaram várias fotos do bolo de aniversário dele. Ele tirou foto do bolo. Ele, a esposa e o bolo. É bolo com aquele... Como se chama? Aquele açúcar cristalizado, que eu acho que chama, enfim. Aquela crosta de açúcar que tem.

E o desenho que tinha, qual era o desenho que tinha no bolo? Uma forca, uma forca com uma corda, né? Que é assim que o Benguet quer matar a Palestina, com a sua lei, né? Lei de pena de morte. Isso era o bolo do malandro, meu irmão. Uma forca, era o bolo do cara. O cara comemora o aniversário dele, comemorando a morte de palestinos. E aí você tinha lá vários e vários membros do governo, foram lá bater palma, dar abraço no cara e tudo mais.

É, cara, é assim, é por isso que a diretora já, inclusive, inclusive o outro cara que estava na festa dele lá, era aquele cara, o Mordehay David, que é um militante da extrema-direita, que a gente já comentou dele, que ele vai a manifestações e ele fica a tradar. Como é que chama isso? Como é que fala a tradar?

assédio, assediando, né? Ele fica assediando pessoas. É tipo, imaginem só, cara. Eu comentei aqui isso num podcast, cara. Se isso acontecer comigo, eu não sei o que eu vou fazer não, cara. Porque, cara, a minha mão já esquenta só de pensar, no caso. Imagina só você estar andando na rua. Você é um cara que defende, não defende o genocídio em Gaza. Você está andando na rua, vem...

canalha na sua frente com o telefone e não deixa você andar. O cara para na sua frente a 3 centímetros do seu nariz, fica com a cara dele a 3 centímetros da tua cara, filmando você, não deixa você andar. Ele, cara, isso não é considerado agressão. Isso não é considerado agressão. Mas se o malandro com que ele tá ali impedindo que ele ande, der um murro na cara dele, aí é considerado agressão.

Então, esse cara que faz isso, ele já recebeu, inclusive, algumas ordens de restraint orders, como é que chama isso? De ordem para você se manter afastado de outras pessoas. Ele já recebeu várias ordens, inclusive, do líder do movimento como o DIMBA, do Alan Lee Green. Ele não pode chegar perto do Alan Lee Green, acho que 50 metros. Ele não pode chegar perto do cara.

Esse cara também estava presente, esse Morberhai David, criminoso, um criminoso estava presente na festa do ministro da polícia, com o chefe de polícia e outros oficiais da polícia presentes. Ou seja, isso dá a mostra do que é hoje essa grande cadeia criminal que existe dentro do governo israelense. Está todo mundo ligado ali, são chuta-fim do crime, são parceiros do crime.

de toda maneira junto e misturado, não tem como você correr. É igual o cara aqui, o cidadão de Modine, que teve a kippah, né? Ele estava usando uma kippah, né? O Solidel, com a bandeira da Palestina e a bandeira de Israel. O cara foi preso, o cara foi preso, foi levado para a delegacia, foi interrogado. A sua kippah foi cortada, o cara teve a kippah com a bandeira da Palestina, foi cortada da kippah dele, depois foi devolvida, né?

e o cara prestou queixo na polícia. Pô, vai prestar queixo na polícia? Não é a polícia que tá fazendo isso? Vai prestar queixo na polícia? É isso. Essa é a realidade do país aqui nesse momento, indo para as eleições, no momento em que também, como a gente comentou, a diretora da comissão eleitoral abandonou, deixou cair o f...

fora, por medo disso tudo, por medo do fascismo. A mulher deixou o cargo dela por medo do fascismo, que avança a passos largos aqui no país. Inclusive, você falou de uma lei, João, que eles estão querendo aprovar, da divisão do cargo da procuradora. Tem uma outra lei que está em pauta para ser votada agora, quando eles voltarem do recesso, que é uma lei que ela permite que ela faz com que cargos

do alto escalão do exército, cargo do chefe do exército, chefe da polícia, chefe do chabaco, chefe do Mossad, todos esses cargos, eles percam, eles terminam, eles perdem a sua validade, né? Três ou quatro meses, agora me fugiu, três ou quatro meses depois de um novo governo assumir o poder. Ou seja...

Ou seja, a gente tem a eleição em outubro, vamos dizer. Em janeiro, o novo governo é formado. O governo, e aí vamos torcer, sei lá, Naftali Bennett é o próximo primeiro-ministro. Se essa lei for aprovada, em abril, estou aí fazendo suposições, se o Naftali Bennett assumiu o cargo, vamos dizer assim, como primeiro-ministro em janeiro de 2027, em abril de 2027, todos os cargos...

que eu comentei aí do Shabak, do Mossad, do chefe do Estado-Maior, do chefe de polícia, perderia uma validade. Ou seja, Bennett poderia renomear todas essas pessoas, todos esses cargos. O que isso significa? Significa que os cargos de direção das forças de segurança vão estar diretamente ligados a governos. Ou seja, hoje entra um governo aqui em Israel, é da extrema-direita e o cara vai nomear uma série de...

político, uma série de pessoas ali da extrema direita. Aí, a política aqui israelense é muito instável, né? Na verdade, eu acho que esse é um dos primeiros governos que ele vai chegar até o final, né? Geralmente, os governos aqui em Israel caem antes de tempo. A grande maioria deles caiu antes de completar o prazo final, né? Então, imaginem só. A gente tem um governo que vai durar um ano, um ano e meio, dois anos, e aí depois vai trocar de novo todos os chefes da força de segurança.

Ou seja, você nunca vai ter uma política de Estado para a segurança do país. Você vai sempre ter uma política de governo

para a segurança do país. Ou seja, não vai ser uma coisa ali, como a gente usa essa palavra algumas vezes, vou usar mais uma vez, uma coisa republicana, uma coisa que esteja para além da questão partidária. Vai ser uma questão únicamente partidária. Você indica chefes da força de segurança de acordo com a sua política ideológica, com a sua ideologia política.

Ou seja, se o Naftali Bennett assumir o governo, ele vai colocar um cara ali de uma direita light, vamos dizer assim. Se o Netanyahu assumir o governo, vai ser fascista. E aí isso pode mudar, ou seja, é a destruição, é a continuação da destruição das instituições.

De uma política de longo prazo, de uma política de Estado, de uma política que vise construir um futuro, que vise dar uma instabilidade ao país. Ou seja, a tendência é que a gente continue vivendo nessa instabilidade. Mesmo que ela não seja formada, mesmo que ela não seja criada por guerras, como é o caso que a gente vive hoje, essa instabilidade de sem saber o que vai acontecer, o que o Trump vai decidir sobre o futuro do país, porque nós somos o 51º Estado, a gente vai ter essa política também sendo implementada, essa instabilidade acontecendo por conta.

dessas transformações que os governos podem acabar acontecendo. O país não vai pensar para o futuro, o país vai pensar somente no presente, que basicamente é o que o Netanyahu faz. O Netanyahu não pensa a longo prazo, ele pensa no amanhã, só o amanhã, o amanhã, o amanhã. Ele não pensa depois de amanhã, o mês que vem, o ano que vem. Então, caso essa lei seja aprovada também por esse governo, é mais uma catástrofe que pode estar pela frente.

Bom, João, vamos para a última então, cara. Bennett e Lapid. Eleições chegando, comentamos aí, pode ser que as eleições aconteçam em outubro. Cinco meses para as eleições acontecerem. Netanyahu não consegue mais subir. Os blocos estão praticamente definidos. A gente vê poucas mudanças de cadeira de um bloco para o outro. E na semana passada a gente viu o anúncio de Naftali Bennett e a Ilapid unindo forças e criando um novo partido. Partido Yaha, partido Juntos.

Juntos venceremos, João. É isso que Bennett e Lapid estão dizendo. E o Bennett já está comemorando, inclusive, já que nas últimas pesquisas mostram que ele consegue construir um governo, como ele mesmo diz, só com partidos sionistas, ou seja, deixando os partidos árabes fora da coalizão, como é meio que de praxe na política, Jair.

Na verdade, Marquinhos, nas pesquisas depois dessa junção, ele perdeu cadeiras. Mas teve uma, eu acho, que apareceu que dava com 60 ou 61 para ele. 60, teve uma que deu 60, mas a anterior tinha dado 61. Em todas ele perdeu, essa junção perdeu cadeiras. E a verdade é que essa era a união menos provável entre blocos da oposição. Então, por que eles fizeram isso?

eu acho importante dizer, primeiro, Bennett um político da direita, ex-diretor-geral do Conselho da Judéia e Samaria que é o lobby dos colonos, isso foi antes dele entrar pra política, ele é um cara que sempre teve a direita e ele rompeu com o Netanyahu pra ser primeiro-ministro, não por divergências ideológicas mas pra ser primeiro-ministro era uma briga pessoal-política ali de personalidades, não de visões ideológicas, e ele foi primeiro-ministro com seis cadeiras, porque era o único jeito do Lapid de tirar o Netanyahu do poder, e todo mundo fechou com o Bennett primeiro-ministro por causa disso que é o primeiro-ministro por causa disso

E ele até que cumpriu com o combinado, ele não traiu a base. O problema é que ele tinha uma lista tão de direita que aquele governo não foi funcional. Tão de direita e tão incomodada com ser atacado pelos militantes da direita, que também é uma coisa que o Netanyahu moveu todo mundo ali para atacar o pessoal dali, que assim, eles não aguentaram. O Bennett, ele saiu da política depois daquele momento, ele deu um tempo sabendo que o seu resultado eleitoral não ia ser muito bom. Não porque ele não era popular, mas como o governo não resistiu...

quase a lista dele, ele não estava bem nas pesquisas e aí ele pulou fora. E ele esperou a hora certa para fazer o comeback dele e fez em base da impopularidade do Netanyahu depois do 7 de outubro. E ele voltou forte, até porque ele era a figura que tinha sido primeiro-ministro quando o Netanyahu não foi, desde o Omer, que não tinha tido um desse, e ele então aproveitou aquele momento.

aproveitou também a situação de que, em Israel, a população voltou mais para a direita. Então, a própria esquerda e o próprio centro entendem que um candidato de direita tem mais chance de vencer o Netanyahu do que um candidato de centro ou de esquerda. E ele surfou nessa onda. E ele aparecia em primeiras das pesquisas. Ele, em alguns momentos, estava na frente do Netanyahu, na pesquisa de quem é o mais indicado para ser o primeiro-ministro. Depois ele foi perdendo um pouco, mas ainda estava fazendo frente.

mas aí aconteceram algumas coisas que forçaram essa junção dele com o Lapid que repito, não é uma junção natural o Bennett não queria o Lapid e o Lapid não queria o Bennett os dois queriam o Eisenkot o Bennett queria o Eisenkot pra ser o número 2 dele e o Lapid queria juntar com o Eisenkot e até aceitava que o Eisenkot fosse o número 1 dele Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas que se dissociou do Benny Gantz por discordância

com o Benny Gantz, tanto com a relação à formação do partido quanto ideológicas, e ele é um cara que tem uma popularidade relativamente alta e que tem pouca rejeição em Israel pela parcela da população que não está alinhada ao bloco do Netanyahu, né? Aqueles que estão em dúvida, o Eisenhower é um cara que tem uma aceitação razoável, como o Benny também.

tem, até porque essas pessoas que estão em dúvida elas tendem a ser um pouco mais de direita. O Eisenkot não é de direita que nem o Bennett, ele não é de esquerda também, mas acho que em alguns aspectos ele é bem mais democrático e bem mais razoável do que os outros. E o que aconteceu nos últimos tempos? O Eisenkot estava crescendo e ele estava ameaçando o Bennett como principal nome da oposição.

e ele não topou seu número 2 do Bennett porque ele via que a tendência era que ele ultrapassasse o Bennett a médio e longo prazo e ele não quis juntar com o Lapid porque o Lapid fracassou como líder da oposição agora e fracassou muito e as pesquisas estão mostrando isso o Lapid está caindo ele tinha uma bancada com 24 parlamentares e ele hoje está fazendo, na melhor das hipóteses 9 cadeiras e nas últimas pesquisas ele tem caído tanto que ele está aparecendo com 6 cadeiras e nas últimas pesquisas ele tem caído

Se a escadeira já é realmente próximo da cláusula de barreira. E quando a tendência é de queda, você tem que ficar muito preocupado. Então, o que aconteceu nesse momento? Aconteceram quatro fatores para essa junção Benito-Lapid. A primeira é a oposição aprender o que não pode desperdiçar voto. O Meretz não passou a cláusula de barreira. E essa é uma das razões pelas quais o Netanyahu venceu as eleições passadas. Porque o Partido Trabalhista não quis juntar com o Meretz.

E ninguém quer deixar o Lapid não passar a cláusula de barreira, porque, bem ou mal, o Lapid tem eleitor. E o Lapid tem uma máquina. A diferença do Lapid para um outro qualquer candidato da centro-esquerda, o Lapid construiu um partido em 2013, 2012, na verdade, ele foi construído, concorreu pela previsão em 2013, que ele tem uma máquina hoje. É o principal partido da oposição, tem 24 parlamentares, tem dinheiro para investir em campanha, tem prefeituras, e tem militantes. Então, não é um cara desperdiçável. E ele... Então...

ele tem um valor agregado se você soma ele à sua lista. No entanto, a sua impopularidade é um problema. Qualquer pessoa que juntasse com Lapid fazer com que a junção não fosse 1 mais 1 igual a 2, ou 17 mais 6 igual a 23. Essa junção podia ser 17 mais 6 igual a 21. Ou seja, duas cadeiras desses dois partidos não vão para esses partidos.

houve junções que potencializaram a União. Que tipo, sei lá, de 15 mais 6, em vez de virar 21, virou 24. Por quê? Porque você agrega eleitores que estavam indecisos. Eu quero votar no partido grande, então eu voto neles. Nesse caso, foi o contrário. Porque o Bennett é um cara da direita, então ele juntar com o Lapid, ele afasta a gente da direita do partido. E o Lapid, os eleitores do Lapid, também não querem votar no Bennett.

Boa parte deles. Porque o Bennett, há pouco tempo atrás, estava fazendo declarações contra casamento LGBT. E o Lapid tem a base LGBT do partido dele. Então esse pessoal não vai ser mais representado, né? E eles têm outras opções pra votar. Então eles têm essa perda de voto. O que eles juntaram? Então vamos lá pras quatro explicações. Uma, pra evitar que o partido...

que o Lapid descesse a closa de barreira. Essa é uma das razões. Não diria que é a principal, mas diria que é uma das quatro principais. Ou seja, essa junção, você evita que votos vão para partidos que não ultrapassam a closa de barreira. Dois, isso fortalece o Bennett como principal nome da oposição. O que isso significa? Que se o Bennett estava ali com 19 cadeiras e o Eisenkot com 13, agora o Bennett tem 23 cadeiras e o Eisenkot 12. Ou 14, não importa.

abriu uma margem muito grande, inclusive empatando tecnicamente com o Likudu em primeiro lugar. É um partido fazendo frente ao Likudu. Então isso fortalece a imagem do Bennett, fortalece a figura do Bennett, e dá para o Bennett, pelo menos no momento, óbvio que as coisas podem mudar nos próximos seis meses, mas no momento ele é o cara que é o candidato ao primeiro-ministro. E o Lapid entrou nessa junção sem rotação.

O Lapid não está exigindo ser o primeiro-ministro por dois anos e o Bennett dois anos. Ele está abrindo mão disso. Está dizendo que é o Bennett que tem que chefiar o país, ele vai ser o primeiro-ministro. Então, tem essa. Essa é a segunda razão. Isso dá para o Bennett essa posição. A terceira razão é afastar o Eisenhower. É dizer o seguinte, agora Eisenhower, você tem duas opções. Ou você concorre sozinho e você corre...

risco de desidratar, porque tem muito eleitor que quer votar no partido grande e você pode cair dos teus 13, 14 cadeiras pra 9, ou 6, ou 7, e vai ser muito menos significativo na hora de formar a coalizão. Ou você entra como número 2 aqui, o próprio Lapid disse, se o Wesley quiser, eu dou pra ele o número 2, eu sou o número 3, e faz um partido com 40 cadeiras.

que vai ser muito maior que o Lico, a princípio, pelo menos. Então isso também bota pressão no Eisen, enquanto que, de maneira inteligente, optou por não entrar agora. Ele quer ver o que vai acontecer. É óbvio que esse tiro pode sair pela culatra, ele pode desidratar e não ter força para poder exigir seu número 2 e acabar sendo o número 3.

Mas, por outro lado, ele também pode esperar e ver se ele não cresce nas pesquisas. E a quarta e última razão, que eu acho que não é menos importante, é a seguinte. Por mais que eles percam cadeiras, quando o Lapid junta com o Bennett, ele dá um recado para os eleitores que não gostam tanto assim do Bennett e que não confiam na lista do Bennett, que é a seguinte.

Esse não é o partido do Bennett. Isso é o partido do Bennett e do Lapid. Ou seja, aquele temor que a gente tinha, como é que eu até comentei aqui, é que se o Bennett não conseguir formar o governo, ele pode fazer um acordo com o Netanyahu, entrar no governo com o Netanyahu, porque ele já fez isso antes. Esse temor, ele deixa de existir. Ou ele diminui muito. Porque a lista do Bennett vai ser existida em conjunto com o Lapid. Ou seja, o partido deles é junto.

Então, não tem esse negócio de botar gente que nem a Edith Silman no partido, o Amherai Shikli.

essa galera não vai entrar, inclusive as duas pessoas que o Bennett já recrutou, são pessoas bem mais razoáveis do que os que ele tinha colocado antes, são seculares, são pessoas que não são ligadas à direita ideológica, são pessoas que são ligadas à burocracia do Estado, estavam insatisfeitas com a corrupção do governo Netanyahu, e por isso se somaram ao Bennett, então está indo por esse lado, o que é uma coisa que favorece o eleitor de centro a falar beleza, desse jeito eu voto no partido do Bennett.

porque não é só o Bennett, é o Bennett e o Lapid. Então, nessa jogada, eles fortalecem a confiança do eleitor de centro no Bennett. Só que eles perdem o eleitor de direita do Bennett. E esse eleitor de direita, nas pesquisas, ele não está indo para os partidos de direita da oposição, não está indo para o Lieberman. Ele está indo ou para ninguém, não vou mais votar, ou está indo para a base do Netanyahu. Que assim, se é para juntar com o Lapid, eu não quero votar no Bennett.

Uma coisa é ele formar coalizão com o Lapid, outra coisa é ele fazer o partido do Lapid. Eu não quero voltar no partido do Lapid. Então, a princípio, deu ruim. E o Netanyahu ficou muito feliz com essa junção, porque ele consegue associar o Bennett à esquerda. Ainda que o Lapid não seja de esquerda, pro Netanyahu, todo mundo que não é de extrema-direita, ele chama de esquerda. Então, nesse aspecto, o Netanyahu ficou muito feliz, a campanha do Netanyahu tá rolando solta, e eles vão ter trabalho pra poder reverter um pouco, pelo menos perante a um percentual pequeno, mas importante de eleitores, que é de desfazer essa imagem de que o Bennett agora foi pra esquerda.

Pelo menos para alguns eleitores vai ser muito difícil para o Bennett essa tarefa. Mas eles estão apostando que no longo prazo isso vai funcionar. Porque o Netanyahu não tem mais nada a apresentar. E porque aquele eleitor que fala, pô, Lapid, não quero mais votar. Mas depois ele fala assim, ah, caramba, Netanyahu não dá mais. Vou ter que votar no Bennett mesmo. Vamos ver como é que vai ser o discurso dele e tal. O Bennett falou, o meu governo vai ser de direita. O que é uma mensagem também para o Ergolan, para o Eisenhower, tipo, enfim.

Mas também é uma mensagem muito precisamente para o eleitorado, que é o seguinte, não tenha medo, não vai ter Estado palestino nenhum, que hoje em dia é uma ideia que não é popular em Israel, ela era até o 7 de outubro, a maioria da população israelense queria o Estado palestino, hoje não é a maioria, hoje é cerca de entre um terço e um quarto, só da população que querem isso, entre um quarto e um terço, sendo uma ordem crescente.

E o Bennett está aí para tranquilizar essas pessoas que podem votar em mim, que esse não vai ser o caminho para onde a gente vai.

Se essa foi uma adesão inteligente ou não, eu acho que essa união é uma estratégia do Bennett para vencer como se fosse, sabe, que nos Estados Unidos tinha as eleições primárias do Partido Democrata, do Partido Republicano. Isso, para mim, é um passo para vencer as primárias da oposição em Israel, que é mostrar quem manda aqui. Hoje em dia, a gente tem cinco partidos, a gente tinha cinco partidos de oposição importantes.

Eu não estou considerando o partido do Benny Gantz nessa história. Primeiro porque eu não sei se ele é de oposição de verdade. Segundo porque eu não acho ele importante. Que aliás ele teve uma debandada. Está todo mundo indo embora do partido dele. O Gantz eu acho que não vai concorrer às eleições. Ele vai desistir antes. Mas o... Então são cinco partidos. Eram cinco partidos. O Ia-Shatid do Lapid. O partido do Bennett. O partido do Eisenkot, que chama Ia-Shar.

O partido Democratas, do Ia-Sgolan. E o Jair-Nossa Casa, do Liberland. São cinco partidos judaicos da oposição. Foram os partidos árabes.

Era muita liderança, era muita gente, muito nome, pra um bloco só. E essa junção, ela une dois blocos. E eu não duvido que tenha outra ainda. Mas essa outra só pode ser o Eisenkot com esses dois. O Lieberman não quer juntar com ninguém, e ninguém quer juntar com os democratas. Eu acho bom que ninguém junte com os democratas, porque, pelo menos, você tem um partido que a esquerda vai poder votar sem temor de que vai ser sequestrado pelo centro-direita.

E aí eles vão ter que formar o governo desse jeito. Se o Eisenkot entrar, vai ter um partido grandão e dois pequenos.

Se o Eisenkot não entrar, a gente não sabe o que vai acontecer. Mas o Bennett e o Lapid, eles deram um passo grande, especialmente o Bennett, pra poder ser o nome, o principal nome dessas primárias da oposição. Porque na coalizão, esse nome tá muito claro, né, Taniar? Ninguém discorda, ninguém desconfia, ninguém questiona e ele coordena ali. Agora, o grande desafio do Bennett é que os outros três aceitem que o Bennett é essa pessoa.

E se o Eisenkot entrar como número dois, não vai ter jeito. Até o Yergolan vai ter que...

se rebaixar, digamos assim, a seguir as diretrizes do Bennett, porque ele é claramente o líder do bloco. Se não tiver essa junção, vai ser mais difícil, né? Essa união da oposição dessa maneira. E agora, essas são os próximos capítulos. Se foi uma jogada inteligente ou não, eu não sei dizer exatamente do ponto de vista eleitoral. Do ponto de vista de se fortalecer como candidato, foi uma estratégia inteligente e eu acho que o do Lapid também, porque ele salvou a própria pele.

O Eisenhower não queria, então ele não tinha muita opção. Ele salvou a própria pele.

tá, enfim, e escolheu, e assim, deu a força dele pro cavalo que disparou na frente. Agora eles vão ter que ter fôlego pra isso. Enfim, e aí o ambiente eleitoral começou, né? Quando a gente vê essa junção, a gente vê que começou. Tem gente que diz, pô, foi muito cedo isso. Faltam seis meses. Essas junções tinham que acontecer mais perto pra dar o clima e tal, mas eles queriam fazer cedo justamente pra forçar o Eisenhower a entrar.

E agora, tudo vai depender do que as próximas pesquisas vão dizer. As pesquisas não foram animadoras a princípio.

Isso não quer dizer que não vão continuar sendo, que vão continuar indo por essa tendência. Eu acho que a gente está numa tendência de estabilidade muito grande do equilíbrio de blocos. Praticamente não tem mudança de eleitores de um bloco para o outro. Está muito fixo em todas as pesquisas. E o que vai definir as eleições vai ser muito menos essas movimentações políticas que vão acontecer agora e muito mais quantas pessoas vão sair de casa para votar ou não. Especialmente no eleitorado árabe.

Se as pessoas saírem de casa para votar em grande número, acima do que foi na eleição passada, a tendência é que o Netanyahu perca. Se for em número menor, a tendência é que empate. E se empatar, eu não sei o que vai acontecer. Agora, com relação à participação dos partidos árabes, eu sincero, na coalizão, que todo mundo diz que não vai ter menos o Ergolan, né? Todos dizem, não, eu não quero que tenha um partido árabe como o voto 61. Se a gente chegar a 61 sem os árabes, eu posso admitir os árabes. Mas, enfim.

Eu acho que isso é tudo uma balela. Na hora do vamos ver, quando esses caras tiverem que decidir entre derrubar o Netanyahu e botar o Uram pra dentro, ou convocar outras eleições, correndo o risco do Netanyahu vencer de novo, eu duvido que eles não coloquem o Uram pra dentro da coalizão e formem com o Uram, ainda que eles tenham dito o contrário. Que ninguém, não tem... As declarações que eles fazem das eleições, ninguém escreve.

Até porque o Netanyahu também não cumpre com o que ele diz. E obviamente que essa campanha já começou para desestimular. Por exemplo, o Smotre disse essa semana que um partido árabe na coalizão é mil vezes pior do que o 7 de outubro. Olha a declaração que ele fez. Um partido árabe na coalizão é mil vezes pior do que o 7 de outubro.

Cara, é assim, é assustador o negócio desse, né? Porque o nível de racismo do cara, ele já não surpreende. A gente sabe que ele é racista. Mas o que ele tá colocando é o seguinte, e eu não tô nem falando dos palestinos mortos, tá? Que morram mil vezes mil e duzentos, um milhão e duzentos mil, né? Que morram um milhão e duzentos mil israelenses, é mais tranquilo, tá no nível de botar um partido árabe na coalizão.

Ou seja, eu não ligo pra esse tipo de coisa. O que não pode acontecer é vocês normalizarem que os árabes são cidadãos legítimos de Israel. É preferível que as pessoas morram, que um milhão e duzentos mil realistas morram, do que que essa ideia seja consumada. Que ela seja normalizada. Enfim, e é óbvio que isso é uma maneira de botar pressão, mas é uma maneira de botar pressão na fala, mas canalha é possível. Agora eu acho que eu ouço um outro idioma, mas acredita nisso.

quem estava falando até pouco tempo atrás, que era uma deputada do partido dele, a Ulrich Strupp, que o 7 de outubro foi um milagre, porque fez a população perceber que tem que recolonizar Gaza aliás, eu estive na Cidade Velha de Jerusalém semana passada e tem uma placa enorme na praça central do bairro judaico da Cidade Velha, dizendo Make Gaza Jews Again Faça Gaza Judaica de novo é como se já tivesse sido nos últimos 3 mil anos não foi kite

Mas enfim, nos últimos 2.500 anos. Mas é... Até porque Gaza, historicamente, era um território filisteu, né? Mas enfim, foi judaico por muito pouco tempo. Mas ele tá se referindo àqueles 7.500 colonos que estavam ali antes da desconexão de Gaza em 2005, né? Mas ele quer que esses 7.000 sejam 7 milhões e meio, sei lá, quantos que ele quer que seja.

Enfim, essa é a visão desses caras. Então, é contra isso. Por isso que eu digo, o mais importante é derrubar o governo Netanyahu porque é isso a alternativa. Ou você faz uma frente ampla com gente horrível ou é isso. E o horrível, ele é menos ruim do que isso. E o Bennett, por tudo de ruim que ele é, eu sou...

Bloqueado pelo Bennett no Twitter, né? Tipo, lá de bastante tempo atrás. Cara, tipo, ele tá fazendo campanha racista e eu falei isso pra ele. Eu não tenho nenhuma simpatia pelo Bennett. Pelo contrário, eu acho ele uma tragédia. Eu acho uma tragédia que ele possivelmente vai ser o primeiro-ministro de Israel daqui a pouco tempo. Mas quando ele foi primeiro-ministro...

Não foi nem perto do ruim que é agora. Não foi nem perto do ruim que era o governo Netanyahu antes do Benetton ser primeiro-ministro. Tipo, é... Por quê? Porque, bem ou mal, você tinha forças que equilibravam ele ali. E eu acho que dessa vez tende a ser menos ruim ainda. Porque ele não vai ser eleito com a Elit Shaker, Edith Sillman, Mihaly Cicli e Nirol Barque, esses caras. Ele vai ser eleito com a Keren Turner.

que era a diretora do Ministério das Finanças, que saiu porque o Israel Katz, quando era ministro das Finanças, não queria aprovar o orçamento só para o Netanyahu continuar no poder. Israel ficou pelo terceiro ano seguido sem orçamento. Ou seja, essa pessoa aqui, se somou o Bennett, ela quer um país normal, ela quer um país funcional. Ela não quer essa tragédia que a gente está vendo. Então, assim, os primeiros sinais é que o Bennett está indo por um caminho republicano.

Ele nunca vai deixar de ser o Bennett de direita, ele nunca vai deixar de ser o Bennett racista, isso não tem como.

É que a opção é entre dois racistas. Um racista que está mais ou menos moderado por uma oposição democrática, por um governo democrático, por membros de uma coalizão democrática, ou um racista que está não só moderado, que está sendo incentivado a ser ainda mais racista em esse assassino e destruir a democracia. Então, essa é a opção que a gente tem. É uma opção ruim e uma opção trágica, de tragédia completa. E é óbvio que a opção ruim é melhor que a opção da tragédia completa. Acho que isso não tem dúvida. É... acho que quem...

por exemplo, antes de eleição entre o Trump e a Kamala Harris eu acho que, óbvio que a Kamala Harris era o menos ruim ali, é a melhor coisa que acontece em Israel hoje em dia, como foi agora na Hungria como foi na Polônia antes, enfim você não precisa, lamentavelmente a gente não vai ter uma coisa boa e o Benedir desponta pra ser novamente o primeiro-ministro de uma mesma coalizão que a gente viu antes, mas ele com uma lista um pouco melhor eu espero

que ele tenha sucesso, embora eu prefira o Eisenkot de primeiro-ministro do que o Bennett. Porque o Yair Goulart não vai ser primeiro-ministro, muito menos os parlamentares árabes. Para nossa sorte também o Lieberman não vai ser. Então, entre as opções disponíveis, eu gostaria que o Eisenkot fosse o vencedor mais...

hoje o Bennett larga na frente. Cara, sobre essa questão da eleição é isso que eu comentei lá sobre a questão da desradicalização, dessa questão da dicionistização. E o Bennett é isso, cara. Você falou que são dois racistas ali, o Bennett é mais republicano. Não dá pra dizer que um racista é republicano, cara. É foda. Porque é um cara que não aceita.

Na semana passada, quando saiu essa pesquisa Dizendo que ele tinha 60 cadeiras 61 cadeiras, ele colocou É isso aí, olha só, a nossa união está dando certo Estamos indo em busca Estamos construindo O próximo governo sionista Ah, é porque vocês não vão fazer Governo com os partidos árabes? Os partidos árabes não são sionistas Então a gente não vai fazer, a gente só faz governo Com o partido sionista Essa é a desculpa agora E aí

não me chama de racista, não é porque eles são árabes, é porque eles não são sionistas, é porque eles não são a favor de um Estado etnocrático, é por isso que eu não vou fazer o governo com eles, é isso que o Bennett fala, eu entendo, eu também acho que o Netanyahu tem que cair a qualquer coisa, eu acho que assim, a gente está naquela situação muito escrota, porque é óbvio, qualquer parada é melhor que o Netanyahu, que a gente tem hoje no quadro eleitoral.

Sem sombra de dúvida, o Bennett é menos pior do que o Netanyahu. Mas, porra, pensar Bennett primeiro-ministro, cara, não dá. Então, acho que assim, se o Bennett, se a oposição liderada por ele não conseguir chegar a 60 cadeiras, você diz que, na sua opinião, você acha que ele faria governo aí, ele toparia aceitar o apoio de partidos árabes para que ele fizesse o governo, o que ele fez, né?

da outra vez. Eu não sei, cara. Eu não sei se ele toparia. E mesmo que topasse, seria aquele topar ali, mas enfim, sem entender que quem está do outro lado tem os mesmos direitos. Que essa é a questão básica. Eles não veem o Bennett. E aí vou incluir o Lapid nisso, porque o Lapid aceitou fazer governo, aceitou entrar para o mesmo partido que o Bennett, ou seja, ele vai defender essa política também, direta ou indiretamente.

Eles não veem os palestinos, cidadãos de Israel, residentes dentro da linha verde, como cidadãos de primeira classe, como judeus. Não veem. Eles acham que eles têm direitos diferentes, devem ter direitos diferentes, direitos à terra diferentes, direito de autodeterminação. Enfim, aquelas questões todas, né? Que a gente sempre ouvia falar muito sobre judeus na Europa, né? Tipo, a gente dá direitos civis, individuais a todos, mas direitos nacionais zero. É basicamente isso que eles defendem, né?

Então, eu entendo essa questão, também acho que o Netanyahu tem que cair a qualquer custo, mas, porra, para mim é muito, muito, muito complicado a gente saber que quem pode substituir o Netanyahu hoje é o Naftali Bennett. Naftali Bennett votou a favor da lei.

da lei do, como a gente chama, Roca Leon, a lei da lei nacional, a lei que dizia que o Estado de Israel é o Estado dos judeus e tudo mais. O cara votou nessa, o cara aprovou essa lei, defendeu essa lei. É o Lieberman também, é o Lapid não, mas o Lieberman também, ou seja, é assim, a questão é a seguinte, a gente tem hoje no governo Netanyahu, é para além da ideologia.

A gente tem a questão de como essa nova direita fascista, que ela vem se organizando no mundo afora, a gente vê de forma caricaturada, a forma de uma política meio caricaturada, ela também se organiza aqui dentro dessa forma. Porém, se a gente for... E essa é a diferença do Netanyahu para o Bennett.

porém, se a gente pega questões ideológicas no que dizem respeito ao que eles acreditam para o Estado de Israel, da política do Estado de Israel, da forma como o Estado de Israel deve existir enquanto o Estado judeu e democrático ou judeu e não democrático ou apartheid e ático, ou sei lá o que, eles são muito próximos. Como você bem mesmo colocou, o Bennett não deixou o Netanyahu simplesmente por discordâncias ideológicas.

deixou o Netanyahu porque ele queria ser primeiro-ministro, ele sabia que no Likud ele não ia conseguir isso, até porque a Sarah Netanyahu também não gostava muito dele, não. Então, ele sabia disso, ou seja, não é diferença ideológica, é isso que eu bato muito nessa teca, né, cara? A oposição hoje, ela é uma situação com outros nomes, não é uma oposição ideológica, tirando aí o democrático, acho que muitas vezes também, cara, o Heribolano quando abre a boca aí pra falar do...

A gente respeita a guerra, né, cara? É assim, é um desastre, né? É uma tristeza. O cara defendeu a guerra em Gaza, defendeu a guerra no Irã, defendeu a guerra... Ele defende todas as guerras. Tudo que acontece aí relacionado à guerra, relacionado ao exército, o cara abaixa a cabeça e vamos que vamos. Ê, ê, ê, vamos que vamos. Não aponta crítica, não faz crítica, não pensa diferente, né? Peraí, muito emburacado aí, cara. Tá uma situação muito complicada, minha. É difícil, cara. E pra mim é muito assustador.

É muito assustador a gente saber, estava comentando isso ontem em casa, a gente estava conversando sobre isso. É muito assustador saber que a esperança hoje da esquerda israelense, dos setores da esquerda israelense, é o Nathali Bennett, o cara que votou a favor da lei do Estado-nação, é um cara que é contra a criação do Estado-palestino, é um cara que deu cartas, carta branca para a Yelit Shaquette começar uma reforma no sistema judiciário, que ela se orgulha de ter começado. Foi uma reforma que acabou colocando mais juízes conservadores.

Suprema Corte, né? Então é isso, cara. É o Netanyahu sem ser Netanyahu, né? Porém, ideologicamente, eles são realmente muito parecidos. É muito preocupante o que virá depois de outubro também, caso essa oposição vença. Tem sobra de dúvida, mas ser menos pior do que o Netanyahu. Porém, o futuro não tende a ser muito brilhante também. Bom, João, é isso. Vamos, então, para o nosso próximo bloco para Amenidades da Semana.

João, você tinha aí uma dica cultural, hein, cara? Vai de quê? Pois é, essa semana, semana que vem, tá pra reestrear a série Falda. Ela vai começar a quinta temporada de Falda. Mas vocês que assistem aí pelo Netflix, vocês devem esperar um pouquinho mais, porque a série, ela começa a passar, na verdade, ela passa primeiro, geralmente.

no canal Yes, que é uma rede, é como se fosse uma empresa de TV a cabo israelense, e ela tem seus canais próprios e a Falda é uma série da Yes. Então, o acordo que eles têm com o Netflix é que passa primeiro em Israel, depois de uns dois meses que passou aqui, aí ela começa a passar no resto do mundo. Mas no momento que ela estrear aqui, em pouco tempo deve chegar na Netflix. Aí chega fora de Israel primeiro, e em Israel só chega vários meses depois. Como eu não sou assinante da Yes, eu só devo ver Falda depois de vocês.

Mas para vocês saberem que já está para sair. É isso, João. Vamos então para o nosso correio dos ouvintes. Temos aí duas mensagens. Uma mensagem do ouvinte João 34. É você, João? Eu não. Tu é João 40 já, né? 41. 41. Porra, João 41. O João 34, no caso, ele pergunta aí sobre diferenças de visões sobre a relação entre Israel e Estados Unidos. Quem manda, quem desmanda, quem manda e quem obedece.

ele diz que a gente descreve isso como Israel capacho dos Estados Unidos, mas que em outros lugares aparece que os Estados Unidos obedecem a Israel e enfim, eu acho que as duas coisas um pouco acontecem mas o que a gente vê ultimamente é que Israel não toma decisões sozinhos mais do que antes, Israel não participa

de negócios de cessar-fogo, de guerras que Israel faz parte. Então, essa é uma novidade. Também, de essa maneira, é uma novidade a influência que o Netanyahu aparentemente tem sobre o governo Trump. Mas eu acho que, no final das contas, eu acho que Israel tem muito pouca independência na hora de decidir o que vai fazer. Eu acho que, pra mim, é isso que vale. Eu acho que você concorda comigo, né, Marquinhos?

Eu concordo contigo, mas eu acho que tem um elemento interessante, cara, que mudou muito nesse último período, que é o seguinte, muito se fala sobre essa questão de Israel, do Netanyahu, ter conseguido convencer o Trump de que era possível derrubar o governo iraniano rapidamente. Saiu, inclusive, uma notícia no New York Times falando exatamente... Como a gente comentou no episódio passado. Sim, sim, que o Netanyahu convenceu, né?

O Netanyahu falou que o Mossad tinha dado essa informação, o Netanyahu jogou a culpa também no Mossad, no...

Dade Barnet e ele falou que não, que não tinha falado, enfim, Netanyahu quer sempre se livrar dos problemas, né? Só que eu acho o seguinte, cara, eu acho que depois dessa parada do Irã, o Netanyahu perdeu muita força, cara. Eu concordo plenamente com o que você fala, que era uma oposição de... Não é que os Estados Unidos eram capazes de Israel, que Israel...

era capaz dos Estados Unidos, eu acho que tinha ali muita troca de informação e uma confiança entre os dois ali. Só que depois que aconteceu no Irã, que foi, enfim, esse fracasso aí dessa guerra do Irã, em termos estratégicos, né, ele eu acho que fez com que Israel, o governo Netanyahu, perdesse muita força na Casa Branca.

E é exatamente isso que você falou, cara, de Israel não ter nenhum poder no cessar-fogo, não fazer parte de nenhuma discussão sobre cessar-fogo, mostra isso. Trump entubou o cessar-fogo em Gaza antes dessa última rodada de guerra com o Irã, e aí o Netanyahu teve que entubar o cessar-fogo no Irã, o qual ele é contra, e teve que entubar.

também esse safogo no Líbano, que apesar de muito meia-bomba, safogo meia-bomba, ele não é tão... ele acontece, porque o Israel não está atuando no Líbano, não está atacando no Líbano, destruindo o Sul e também a região da Dakhia em Beirute, que comentou ainda cedo, que aconteceu também um ataque hoje, da mesma forma que atacava antes. Agora, eu acho que Israel perdeu muita força dentro da Casa Branca depois desse fracasso estratégico.

Irã, e sobre essa questão, cara, de Israel ser o Capaz, eu fiz o comentário no último episódio, vou fazer de novo, porque até hoje, cara, hoje mesmo, eu tava voltando de Jerusalém pra casa, voltando do trabalho pra casa, e indo também, né, e aí você tá indo na estrada, cara, e é, assim, bandeira dos Estados Unidos em cada poste, você tem os postes de iluminação na principal estrada do país, a estrada que liga a Tela Viva a Jerusalém, é... você tem um poste com a bandeira...

de Israel, um pós-comunidade dos Estados Unidos. Bandeira de Israel, bandeira dos Estados Unidos. Bandeira de Israel, bandeira dos Estados Unidos. Aí é brincadeira. Aí é 51º Estado mesmo. Tem jeito. E é isso. E é o Trump que decide o que vai acontecer aqui. É o Trump que está decidindo a nossa política externa. É o Trump que decide com quem a gente vai fazer paz. É o Trump que decide qual país árabe que vai assinar acordo de Abraão com Israel. É uma loucura mesmo.

O Netanyahu teve essa influência, mas eu acho que ele perdeu muito também desde o início da Guerra Comíra. Bom, vamos para a última notícia, o último comentário, João. É um comentário do nosso ouvinte, Cristiano Silva, perguntando sobre a gente, cara. Porque ele diz que nós temos uma afinidade muito grande. Quer saber aí? Quando nos conhecemos, se a gente se encontra muito, enfim, gravamos juntos, é outras pocitas massas. João, quando é que a gente se conheceu, cara?

fisicamente, cara. Acho que foi lá na casa quando eu trabalhei. Porque assim, a gente se conheceu através de um outro site que a gente tinha, que é chamado Conexão Israel. Era um site que tinham vários brasileiros que escreviam, né? O João era um deles. O João foi desde o início, né? Começou, foi um dos criadores de Conexão. Eu entrei logo depois. E aí depois eu comecei a trabalhar com a Miri, né, cara?

Comecei a trabalhar com a esposa do João quando eu tinha o meu projeto, que eu comecei a dar aula de jiu-jitsu para crianças palestinas e israelenses. E a Miri, esposa do João, foi trabalhar comigo. E acho que foi aí que a gente se conheceu, né, cara? A gente se conheceu na casa, eu acho que a primeira vez foi na casa do Rodrigo, eu acho, do jornalista, tu lembra? Foi um jantar lá, cara.

Acho que foi antes. Não, acho que foi antes. Não, foi antes? Assim, é por exemplo, a gente não é amigo de infância, né? Ele perguntou se a gente é amigo de infância. Não, eu não conhecia o Marquinhos, embora a gente tenha amigos em comum da infância, mas a gente não se conhecia, embora somos dois cariocas que transitavam na comunidade judaica de uma forma ou de outra, a gente não tinha contato no Brasil, a gente se conheceu só aqui em Israel.

Cara, eu não sei exatamente, mas eu tenho a impressão que foi antes daquilo. Eu tenho a impressão.

que foi em algum outro evento, provavelmente do Conexão Israel. Foi a quechido, é. Mas sim, mas a gente se conheceu principalmente quando a gente escrevia... Basicamente, Conexão Israel eram artigos, né? Que a gente escrevia. Então, a gente tinha também uma... Uma das coisas mais legais do Conexão Israel era a política de revisão de textos que a gente fazia. Que é um negócio muito maneiro. Porque o texto, antes de ele ser divulgado, ele tinha que passar por pelo menos três editores, né?

E às vezes mais gente revisava. Então, a gente, tipo... Cada pessoa que escrevia tinha muitos comentários. Tinha proposta de corre...

direções, é pedido de fonte, bota a fonte aqui pra dar credibilidade no teu arquivo e tal. Pô, a gente produziu coisas muito boas, inclusive quase tudo que a gente escreveu, eu e o Marquinhos, tá no nosso site lá do esquerdo.com, mas enfim. Aí a gente fazia eventos pra se encontrar, né? Fazia um churrasco, tomar cerveja, e aí pra quem não bebe, né? Mas eu sim.

E aí a gente Enfim, a gente se encontrou em algum desses eventos Qual foi a primeira vez, não sei, deve ter sido lá Pelos anos de 2013 e 2014 Porque o Conexão Israel Surgiu no fim de 2012 Ele surgiu em dezembro de 2012 Então Deve ter sido por aí Lá para 2013 Acho que eu entrei em Conexão lá para 2013 Quando teve a 2014 Quando teve a guerra em Gaza, mais ou menos naquele período Foi isso aí, com certeza foi isso Foi por aí

A gente não se vê muito, cara. A gente não se vê muito porque a gente mora longe. E por quê? Porque o Marquinhos tem três filhos. Eu tenho dois filhos. Um trabalha. Então, complica. Mas a gente, às vezes, faz um evento ou outro aí. A gente se encontra. Teve agora, não foi? Teve em outubro. Foi o dia antes que a gente se viu. Ele fez o churrasco aqui em casa.

acho que foi em outubro, mas fora isso, é difícil cara, tem sido mais difícil, a gente não tem conseguido mas enfim, essa é a tônica, vai com vários amigos meus, também vejo muito pouco atualmente, porque eu moro longe não é o Marquinhos que mora longe eu moro longe, então é uma operação aqui pra sair primeiro sair sem a família, sair sem as crianças eu preciso de permissão da minha esposa ou a gente precisa encontrar babysitter, e sair com as crianças é uma operação, e aí é problema é um amigo

criança, quando sai com criança, pergunta de criança, tem que fazer quem tem filho sai com o telefone. Pois é, mas é isso quando dá a gente se encontra, mas a gente se encontra toda semana aí, né, via Zoom, né. Exatamente. É isso. Bom, João, não fizemos aí o marco temporal, a gente já está no dia 7 de maio, começamos no dia 6 de maio, gravando aí às 10 e pouquinho, 10 da noite eu acho agora a gente já está aí no dia 7 de maio meia-noite 21, cara. De acordo com a nossa pauta, João, ficamos por aqui algo mais a declarar.

Nada mais a declarar. Nada mais a declarar. Ouvintes e ouvintes. Então está aí, cara, nosso episódio 352, depois de uma pequena pausa na semana passada, mas o episódio super recheado com todas as informações fundamentais e importantes que saíram aqui em Israel na semana passada e nessa semana. Então é isso, João. Nos falamos na semana que vem e gravamos nosso próximo episódio. Forte abraço. Abraço, até mais. Tchau, tchau. Acabei de ver aqui, saiu...

Bom, gente, como já é tradição, no final do nosso episódio, nomeamos e agradecemos todas as colaboradoras e colaboradores do nosso podcast. Fica aí, então, muito obrigado pelo carinho, pela audiência e pelo apoio. E para quem quiser e puder apoiar o nosso projeto independente e ainda não faz, é possível fazer pela plataforma apoia.se, apoia.se, barra do lado esquerdo do muro, isso caso você more no Brasil, e pela plataforma Patreon, para quem vive no exterior.

patreon.com barra do lado esquerdo do muro. Os links se encontram na descrição do episódio. Aí vai! Aresende, Abel Souto, Alcides Manzoni, Ale Edelstein, Alex Gruppenmacher, Alexandre Weiss, Amir Arones, André Mermelstein, Arthur Benchimol, Asher Kieperstock.

Beatriz Bracher, Bernardo Chigres, Bernardo Mascarenhas, Bruno Ruffier, Caco Siocler, Camila Witt da Rocha, Carlos Brum, Carolina Brant, Cecília Alca, Clarice, Cláudia Belfort, Cláudio Dailac, Cláudio Solon, Daniel Becker, Daniel Korn, Daniel Schorr, Daniel Weinfers, Daniela Rothman, Daniele Maromai, Daniele Salgado de Oliveira, Dania Bensur, Davi Bessler, Davi Koifman.

Débora Blanc, Eduardo Feingold, Eliane Kuperman, Eliane Pichol, Fabiana Rufato, Fabiana Vanderlán, Fábio Belegar, Fábio Glezer, Fábio Luxo, Felipe Jachimovitz, Fernanda Weitzmanbecker, Fernanda Carme, Fernando Gayner, Flávio Rabinovich, Fortunê Meiojas, Gabriel Levi, Giovanni Orso, Julia Tutti, Julia Mordente, Gabriel Brown Silva, Glenda Rubstein.

Guga Gershon, Gustavo Frota Pereira, Gustavo Gorenstein, Guta Tomauskin, Guto Pereira Nunes, Helena Lattermacher, Iago Oliveira, Ida Sandes, Igor Gak, Igor Sender, Ilan Chomrone, Ilana Laffer, Ilana Stein, Isaac Guanais, Isadora Chamiz, Jacob Blumer, João Renato Altman, José Orenstein, Júlia Rios, Leonardo Bueno, Leonardo Stuhl, Leonel Campos.

Liana Fonseca, Luana Lima, Luciane Martins Zilbergeld, Luiz Lederman, Marcela Bronstein, Marcelo Schilvarker, Marcos Sarue, Marcos Gandelsmann, Marcos Paulo Januário de Souza, Margarida Lacombe, Maria Célia Moscati, Maria Fison, Mariana Sampaio, Marília Neusteyn, Maurício Landi.

Maria Weinstock, Michele Schuchman, Miguel Fausto, Miguel Krasner, Mila Shazeliov, Mônica Fagundes Klein-Guneviek, Muriel Correa, Padu de Almeida, Rafael Boquerri, Rafael Fleishman, Rafael Sterne, Rafaela Barcai, Raquel Penariol, Renato Ackerman, Renato Beginski, Richard Sirrel, Roberto Dias Pereira, Roberto Mai, Roberto Tonani, Rogério Kukerman, Rosa Harsheim.

Rubens Kohn, Rui Bezerra, Sarah Liebman, Sérgio Goldbaum, Shaz, Sidney Weissmann, Silvia May, Tatiana Gruberger, o Heider Pires Souza, Vitória Albino, Yael Katz, Yael Einstein, Yuri Jacob Lumer,

#352 - Mesmo com acordos de cessar-fogo, todas as frentes continuam ativas. Netanyahu diz estar curado de câncer. Eleições se aproximam, partidos se movimentam e comissão eleitoral enfrenta crise. | Castnews Index — Castnews Index