Episódios de Conversando Água

EP 270 - O Dilúvio do Trabalhador

06 de maio de 202659min
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Neste programa: violência no cima, Wagner Moura sem cidadania, monges maconheiros, a cachoeira gourmet da classe média, ainda existe Sessão da Tarde, dilúvio do trabalhador, o shwo de dublagem de Shakira e o estado da música pop e muito mais!

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Assuntos11
  • Perrengues da classe médiaInundação em apartamento · Manutenção de caixa d'água · Problemas em condomínios · Sistema de elevador
  • Música pop e showsPlayback em shows · Idolatria e catarse coletiva · Show de Shakira em Copacabana · Show de Madonna · Show de Justin Bieber · Show de Tyler, The Creator · Show de Charlie X, X, X
  • Wagner Moura e cidadania recifenseCâmara de Vereadores · Bancada evangélica · Rodelas
  • Violência em cinemasFilme de Michael Jackson · Filme de Stallone e Cobra · Filme do Queen · Filme do Dilton Jones
  • Monges budistas detidos com maconhaSri Lanka · Tailândia · Nirvana
  • Filme Curtindo a Vida AdoidadaSessão da Tarde · Matthew Broderick · Ferris Bueller · Acidente de carro na Irlanda
  • Filme Project Hail MaryRyan Gosling · Perdido em Marte · Filme infantil
  • Estratégia eleitoral do Lula e negociações com CongressoEsquemas para burlar votação · Falência do sistema de votação
  • Animação The HouseStop motion · Fantástico Senhor Raposo
  • Filme Pinóquio de Guillermo del ToroStop motion
  • Filme Lunar (Moon)Sam Rockwell · Kevin Spacey
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Will, vamos, querido. Hora de acordar. Bom dia, Começando Água. Começando o programa 270. Já com uma questão que está inundando os meus feeds de notícia, que é o seguinte. Não sei se vocês viram, mas parece que em todo o Brasil as pessoas estão brigando loucamente, saindo na porrada mesmo durante a exibição do filme de Michael Jackson nos cinemas. Vocês sabem, né?

lançou uma cinebiografia estrelada pelo sobrinho dele, inclusive, que não sei se é maquiagem, não sei se é daquele jeito, mas é a cara de Michael Jackson. E as pessoas estão brigando, velho. Muitos e muitos vídeos estão aparecendo de pessoas quebrando o pau durante o filme. Eu não entendo por quê. Numa ou noutra sala assim, poucas realmente, as pessoas cantam e dançam como era de se esperar, né? Aconteceu aí com...

o filme do Queen, e aconteceu com o Dilton Jones, a mesma palhaçada do povo ir para o cinema para ficar cantando, dançando. Mas no Michael Jackson parece que o negócio é porrada. Eu tentei ler uma ou outra reportagem e não dizia o motivo da pancadaria. E eu realmente estou refletindo aqui, queria a ajuda de vocês para encontrar uma...

uma explicação pra isso, porque veja, quando eu era criança, meu pai não me deixou assistir a Stallone e Cobra porque ele disse que as pessoas quebravam os cinemas onde o filme passava, e era verdade. Eu me lembro que quebraram todo o São Luís, porque, porra, aí eu entendo até a explicação, porque um filme realmente é um policial homoerótico.

que deixa os hormônios em ebulição. E aí, na hora que tem muito macho junto, quando o hormônio está comendo no centro, só tem duas coisas a se fazer. Obriga-o dar o cu. E era isso que estava acontecendo nos filmes de Stallone e Cobra. E aí a sociedade ficou chocada. Mas, pô, no de Michael Jackson, se o filme vai influenciar uma pessoa, no filme de Michael Jackson, ele vai, sei lá, falar fino, dançar.

Isso, pegar criança no colo, esse tipo de coisa. Tentar se pintar de branco, mas, porra, brigar, eu não acho que faça parte aí do perfil do rei do pop. O que é que vocês acham? Me expliquem. E, porra, essa questão não está saindo da minha cabeça, hein? Boa semana pra todos.

Eu peguei a minha moto quando droguei a esquina, avistei na minha frente o cachorro da vizinha. Eu peguei a minha moto quando droguei a esquina, avistei na minha frente o cachorro da vizinha. Sai cachorro, sai cachorro. Quero mandar um alô aí pra... Ah, quarta-feira. Quarta-feira, né? Estamos iniciando a edição de hoje do programa Conversando Água.

Conversando Água

Conversando Água Vai deixar eu falar ou não vai? Tu é doido Bora, conversando água Já vem tudo de novo, né carai? Estamos aqui mais uma vez, programa 270 Impressionante mesmo Depois da cartaz de sexual do 269 O 270 agora já começa falando de porrada, né? É bom demais Olha, eu tenho uma tese sobre isso aí, viu? Eu acho que é porque Uma parte dos espectadores Quer assistir o filme E outra parte quer só ficar gritando Ah!

Sabe, essas coisas todas, fazendo aquele gemido que era a gente mugando aqui do Michael Jackson, atrapalhando quem quer assistir o filme de fato. Aí a porrada vai lambrar, né? Porque se eu estivesse mesmo num cinema querendo ver um filme e o cabelo do meu lado gritando o tempo todo, aí, meu filho, eu desci a porrada nele também. E eu nem sou de violência, viu?

Mas isso é só uma hipótese, não sei se corresponde à verdade. Mas eu fiquei sabendo que o filme é totalmente chapa branca. Parece que foi a própria família de Michael que produziu, né? Uma parte do filme foi produzida pela família de Michael.

Aí, resultado, na história o pai nem bate nele direito. É só um biscãozinho, um negocinho assim, um cascudo. Tem aquela sepoada grande que ele levava, não, do paião. É só, e não fala nada de ele botar o dedinho no fureco dos meninos. Nada, nada, nada, nada. Estou com o que me disseram, né? Eu não vi. Estou passando aqui o que me passaram. Tá bom? Então fica a critério de vocês aí assistir essa cinebiografia Chapa Branca.

e se deliciar com um bom ultimate fight dentro da sala de cinema. Eu não vou. Outra palca que está bombando essa semana é que Wagner Moura está tristinho. E não é nem pelo Oscar, porque o Oscar não é nada comparado com o que ele acabou de perder, que foi a cidadania recifense. Se fudeu. A Câmara de Vereadores rejeitou o projeto de tornar, de homenagear Wagner Moura como cidadão recifense.

E parece que botaram a pauta para votar num dia que só tinha, nesse feriado aí do Piradentes, parece que votaram no dia 20, que era o imprensado. E só tinham sete vereadores na Câmara, todos eles da bancada evangélica, conservadora, cidadãos de bem.

Eu não tenho mais paciência. A minha paciência morreu faz tempo. E aí eles disseram, comunista safado não ganha a cidadania recifense. E não ganhou. Wagner Moro não vai ganhar a cidadania recifense. Não importa, não importa. Wagner é recifense dentro dos nossos corações. São muito mais importantes do que essa porra dessa assembleia.

E salienta-se que Wagner Moura, ele é praticamente pernambucano mesmo, né? Porque ele nasceu em Rodelas, cidade que esta aqui não existe mais, foi inundada ali por uma represa aí, não sei se foi Jucasinho, sei lá. Aí criou-se nova Rodelas, mas Rodelas, a antiga, não sei se é nova também. A Rodelas, ela é na fronteira ali da Bahia com o nosso querido estado de Pernambuco.

Se bem que eu acho que ele nasceu em Salvador Mas ele é de Rodelas, a família dele toda é de Rodelas Então fica sendo aí metade pernambucana E totalmente as fãs Inclusive descobri que tem uma amiga de uma amiga Conhecida também com essa

Que é lá de Rodelas e é brodagem total da família toda, viver com as mantelhas, não sei o quê. Aquelas coisas assim, se eu soubesse antes e com um pouco de dedicação, eu poderia ter ido ao Oscar, velho. Fácil, fácil, tá ligado? Ah, lá do ladinho. Amigo do amigo da família. Sabe com essas coisas? E o senhor Otézio de Paulinho aí, do filme, eu acho que vai que a humanidade tá começando a melhorar e a galera tá começando a dar porrada em quem faz barulho no cinema. A gente pode sonhar, não pode? Né?

Ou a sociedade melhorou, ou é como o Paulinho falou, os outros filmes musicais aí não tiveram tanta...

interação no filme, tanto a participação da plateia, né? E aí nesse, como é, mais carro, né? A galera da aula, tria, batendo aí na bunda. E aí, velho, a galera fazendo barulho e aí, meu irmão, cai na porrada em quem se mexe, quem fala no cinema, velho. Cai na porrada mesmo, tem que bater mesmo com força, sabe como é? É isso aí, assim, eu viro quase um...

Esse rapaz da direita. E por falar num rapaz da direita, rapaz, esse negócio de congresso, essas coisas, né? A democracia é muito cagada. Porque, velho, o que mais tem é esquema pra burlar uma votação, né, velho? A esquerda nunca vai fazer isso, mas a direita tá sempre fazendo essas malhaçadas. A esquerda, primeiro, tem que deixar de ser otária, ou alguém tem que mudar essas regras, né, velho? Que o que mais tem é coisa sendo votada aí de forma espúria e fica por isso mesmo, acabou, né?

Como assim, velho? Não, valeu não, meu velho. Volta, volta. Quando é comigo que faz uma fulana, você diz, ó, valeu não? Volta, volta de novo aqui, vem, bora. Tá doida? É besta. Concordo completamente, Federico. Inclusive, recentemente eu vi uma imagem, noticiária qualquer, de uma dessas comissões aí do nosso congresso, onde o presidente da comissão estava lá dizendo, botando alguma coisa em votação, e fez assim.

Quem concorda fica onde está, inclusive os ausentes. Não deu para entender. Quem concorda fica do jeito que está, ou seja, não se manifesta. Inclusive os ausentes. Os ausentes não têm como se manifestar. Porque os ausentes, a palavra já está dizendo, eles estão ausentes. É mesmo, é? Então isso aí é uma demonstração da falência desse sistema de votação aí no qual vivemos. E temos que realmente partir aí para a Força Bruta, apelar para o exercício brutal da Força Física e ganhar as votações agora na tapa.

Tá o comento e o pessoal que tá assistindo aí, o nosso querido Michael Jackson no cinema. E agora eu conversando logo atrás do quê? Notícias, break news, break news, break news. Break news.

Rapaz, uma comitiva de 22 monges, monges budistas, foram detidos no aeroporto de Sri Lanka, voltando da Tailândia, trazendo na bagagem sem premete, sem premete eu falei, 110 quilos de maconha!

Falei maconha. Aérea, vai danado. Vai dormir, maconheiro. Maconha para 22 monjas. Se você fizer a conta direitinho, você vai ver que dá o quê? Mais ou menos 5 quilos para cada um. Tá danado. Razoável, razoável. 22, se dá para 22, 5 quilos para cada um. Se você pegar os 5 quilos e dividir aí no ano, por 12, vai dar aproximadamente 450 gramas de maconha por mês. É uma potência boa.

R$ 150,00 de maconha por mês, aqui passa com R$ 25,00. Um mêsinho, tranquilamente. R$ 450,00 é uma quantidade razoável. Mas o cara é monge, né, velho? O cara é monge budista. Então, tem que ter um motivo aí pra estar meditando, estar recebendo o Nirvana, não é verdade? Então, eu acho que é totalmente perdoável essa quantidade aí de maconha para os monge budistas. Tá certo, doutor Paulo. Então, deixo aqui meu... Desagravo ao governo de Sri Lanka por prender os bichinhos dos monge aí.

Back in the news, back in the news. Rapaz, Paulinho, eu já ia começar meu áudio aqui pedindo desculpa, porque talvez eu capotasse o assunto sem saber o que estava rolando. Mas eu acho que o assunto que eu tenho é um pouco parecido com o que você falou. Não na situação dos monstres, essa quantidade de maconha, mas abri um pet shop aqui pertinho na avenida do encanamento, no estado do encanamento, que eu estou comprando as coisas agora nele porque ele me ajudou a curar um mal-estar que o meu cachorro teve e tal. O cachorro do cerejo...

uma ração que não deu certo, de um lugar que eu comprei que eu acho que não tava de boa procedência. Enfim, fui lá, comprei uma ração e hoje eu fui lá de novo. E hoje tinha um gato lá, que eu não tinha visto da última vez, né? Aí falei com o gato, tal, não sei o quê, perguntei pra atendente, fez, é ele ou ela? Ela fez, rapaz, eu não sei, que ele é do pessoal daqui, como aqui às vezes tem uma raçãozinha pra ele, ele fica por aqui.

Aí eu fiz, como é o nome dele? Aí ela fez, ele é conhecido como Cannabis, mas o pessoal gosta de chamar ele de maconha.

Eu adorei. O senhor já estava gostando da lojinha, agora é que eu gostei mesmo. É isso, é isso. Cannabis para as pessoas de fora, maconha para os íntimos, não é verdade? Eu vou chamar pela pilha, porque eu já conheço muito. Rapaz, você é um perrengue aqui ontem, gente. Vou fazer um relato aqui. O novo quadro, o novo quadro. Relatos de perrengue da classe média. Estava eu em casa às 5h30 da tarde, já curtindo aquela boresta, me preparando para sair para pegar minha pirrada na escola.

Quando chega Raul no quarto, bate lá e fala, papai, a cozinha está cheia d'água.

Eu tava tendo uma lavagem lá na caixa d'água lá do prédio. Eles avisaram, inclusive faltou água tarde. Aí, não, vai ter uma manutenção e a água volta no final do dia, beleza. Quando a água voltou, me parece que o rapaz ia trocar uma válvula lá. Não deu um negócio meio errado. Sei que a caixa d'água encheu e de repente essa válvula estourou e começou uma tremenda catarata do Niágara na escada, né? Como o meu apartamento é o primeiro de cima pra baixo. Eu sou rica!

Já foi entrando lá em casa, né? A água descendo pelas escadas, velho. Uma cachoeira gigantesca, meu amor. Aí a gente pegou, eu e o Raul pegam um rodo aí, tangendo a água pra ver se botava de volta pra área de serviço e a água já no meio da canela. Exagero mesmo. Mas aí, meu irmão, foi uma agonia. Pega saco e joga pra cima. Aí tira. E a água descendo na escada. E aquele baguninha todo. Meu irmão, isso aí foi uma hora e meia de batalha.

Eu e Raulzito. Liguei aqui pro meu primo pegar a minha pirrada na escola, que a minha dele também estuda com ela. E meu irmão, foi uma batalha do caralho pra tirar essa água dentro de casa. E a cachoeira comendo no centro, né? E, ou seja, invadiu o apartamento de todo mundo. Saiu de cima pra baixo e saiu entrando na casa do povo. Aquela coisa gostosa de morar em condomínio, né?

Coisa coletiva, né? Que você, como tomam no cu, todo mundo tomando no cu junto. É bem legal isso aí, né? A coletividade, né? O trabalho de coletividade humano é uma beleza. Foi isso aí. De lá pra cá estamos sem água ainda, né? Por sorte, minha mãe tem um negócio aqui perto de casa. Eu tô indo lá pra gente lavar as bundas.

tendo esse apoio, mas a situação aqui no Panamirim hoje é realmente difícil. E me parece que o prognóstico, como meu pai tem 30 anos de feito, de idade já, 30 anos, a tubulação tá prendo arrego. Falei com o caba agora, ele disse, rapaz, a gente tá jeito de uma coisa quebra outra, o negócio tá desse jeito, aquele negócio que você vai tentar absorver a merda, mas não consegue, ela só fica espalhando. É isso aí. Esse foi o quadro Relatos Perrengues da Classe Média.

Paulinho já teve uma treta dessa aqui no prédio, mas eu não passei pelo problema porque o problema aconteceu do 7º andar para baixo. Na verdade, tinha um registro desse de fechar a água da cozinha, que de acordo com o encanador é uma peça que tem dentro que se chama castelo, alguma coisa assim, arrebentou e por ser o 7º andar, a pressão de água foi terrível, assim, de quebrar a parede e tal, e jorrar a água da área de serviço pela escada.

e entrar, descer a escada e entrar também pelo posto do elevador. E a merda que deu foi porque atingiu o elevador que estava mais ou menos no terceiro andar, e foi muita água. Aí, meu velho, quebrou o sistema do elevador, placa. Foi um prejuízo que a moradora do sétimo andar teve que arcar. Não foi fácil para ela, não. Aí, assim, a turma que estava por baixo também foi levando a água. Talvez não tenha sido a mesma pressão da caixa d'água como foi a sua.

Mas eu me lembro que eu passei lá pelo site mandar a casa da mulher era um lago, velho. De tanta água, da pressão que foi quando arrebentou esse tal de castelo lá do... da peça dela, do registro dela lá. Foi bronca, viu? Mas foi do site mandar pra baixo. O que foi foda também porque realmente teve o negócio dos elevadores, né? Raul até gravou um vídeo, Raul curioso que tá aqui é. Na hora que o rapaz da manutenção tava subindo o Marquinhos, o nome dele, lá do prédio. Aí o elevador, a cachoeira já tava descendo pela vila de serviço.

Também, né? Que entrou no forço do elevador. Aí o elevador parou, velho. No 12º andar. Isso aí, a água descendo e ele preso no 12º andar. Aí ele saiu pelo teto do elevador e pediu uma escada pra gente. A gente pegou uma escada lá em casa. Tem uma escadinha, aquelas escadinhas pequenas. Fazer manutenção, umas coisas. Desce, sai, botou uma escada pra ele sair do elevador.

Olha, meu irmão, isso aí, o cu de boi cantando, a água descendo. E a gente nesse sufoco de tirar a água, ao mesmo tempo socorrer o carro do elevador e torcer para não levar um choque, né? Porque eu estava a medo do menino levar um choque. Eu digo, bota aí, Raul, vamos ficar aqui de calçado pelo menos. Olha, foi perrengue do cara aí, foi foda. Mas deu tudo certo, estamos vivos, dá para reclamar. Dá para reclamar que a gente pode reclamar de tudo, que reclamar também é uma arte, né? Mas vamos em frente, que ninguém se entrega.

Todo mundo sabe que é só essa. Eu creio tão somente. Eu queria aproveitar o espaço para dizer uma informação que eu descobri aqui, que na verdade pode ser um você sabia. Você sabia que o filme de Ferris Bueller, o Curtindo a Vida Doidada, aquele que passou várias vezes na Sessão da Tarde, foi sucesso em militeria em 1986, está completando 40 anos esse ano, velho. É, não. Exatamente. O filme que tem o nosso querido Ferris, né? Está fazendo 40 anos, foi lançado em 1986, né? É, não.

eu acho que os principais personagens dele ainda estão vivos e eu descobri isso porque eu estava fazendo uma pesquisa aqui sobre o feitiço de Áquila aí apareceu o Matthew Brothers eu acho que o nome dele é esse Matthew Brothers que faz o feitiço de Áquila faz o rato que é o mesmo que faz fervos, eu não sei se ele fez esse primeiro ou se depois fez esse, enfim o que eu sei é que curtindo a vida do Eduardo está começando 40 anos esse ano

e é uma coisa interessante, porque a gente viu isso muito em Sessão da Tarde, eu tava vendo um dia desse aqui uma chamada de filme da Sessão da Tarde e a Sessão da Tarde tá chata, véi só tem uns filmes de Jesus, um não sei o que do milagre uns filmes de cachorro que salva a vida de não sei quem não passa mais uns filmes desses que a doidinha do colégio é afim do cara, curte na vida doidado não passa mais um até uns filmes de porrada e bomba que às vezes passavam Sessão da Tarde, agora só passam umas paradas pra Jesus e tal, véi

Eu fiquei até feliz que acho que hoje parece que passou o Diabo Veste Prado, mas porque vai sair o 2 aí eu acho que essa semana da tarde aproveitou. Mas, honestamente, passa mais nada que preste essa semana da tarde. Por isso que essa geração tá cheia de problema. Então é isso. Parabéns a curtindo a vida do idado e parabéns ao nosso querido Ferris Builder.

Mas Cereja eu não sabia nem que ainda tinha a Saison da Tarde, bicho. Eu pensei que tinha acabado. Eu sei que ainda tem e vale a pena ver de novo, né? Isso aí eu sei. Inclusive, tá pra acabar a quarta ou quinta reprise de Terra Nostra. Eu sei disso porque eu faço parte do fã clube limoerense de Ana Paula Arósio. Você sabe que tem um episódio muito triste na vida de Matthew Broderick.

É, Celícius. Ele, depois do grande sucesso de Charles Buehler, Cozina Vida doidado, ele simplesmente tirou um tempo de folga, pegou a namorada dele, que também era atriz. Se eu não me engano, era aquela atriz que fez Teodidanser com o Patrick Swayze, que fica dançando, tá ligado? I know my life. Sei que, sei que, sei que, sei lá.

Pronto. Aí pegou a menina, foi passear, lá pro lado da Irlanda, pegou um carrinho tremendo, conversível, saiu passeando ali, se empolgou na velocidade, simplesmente bateu em outro carro e o pessoal que estava no outro carro faleceu. Ele ficou meio mal, mas escapou ele, a namorada. Aí, sabe, né? Não tinha internet na época, mas tinha os tabloides ingleses e caíram de pó em cima dele. E aí parece que ele deu uma desaparecida aí na época.

Eu vi isso em algum lugar, faz um tempo. Posso estar equivocado, mas também não vai ser novidade nenhuma, tá equivocado, na verdade. É isso aí.

Paulinho, se for a doidinha que faz dois de dance com o Patrick Sves, ela faz a irmã dele em Curtinas da Doidana. A irmã mais velha, que quer entregar ele, que quer estragar com a graça dele, que fica puta porque ele se dá bem e tal. Ela fica no final do filme, ela se agarra com o Charlie Sheen, que faz um viciado em droga que tá na delegacia lá preso e fica olhando pra ela e tal, e questionando algumas coisas, os dois terminam.

se agarrando no final. Quer dizer, a cheia de moral e pá termina ficando com o drogadito na legacia. Se for ela mesmo, é a mesma pessoa, no qual você tá falando, namorada de Matthew Brothers, é a mesma pessoa que faz a irmã dele no filme. Rapaz, eu acho que é isso mesmo, viz cerejo. É isso mesmo, eu tinha esquecido desse detalhe. Mas assim, se a memória não me trai, e ela costuma me trair, é isso mesmo. Estou pensando uma boa música para o Melô do Tizunami é...

quanto tempo temos antes de voltar, hein? Aquelas ondas. E o Melodo noiado dando trabalhinho de casa. Mas se um dia eu chegar muito doido Não sei o que, sei o que lá Eu cheirei muito pouco Um pequinho aí Então misturito Tem tudo de nós.

Eu fui lembrar aqui os Melô de Pirraia, né? Metade cancelada, não pode falar nenhum, não pode cair isso mais. Mas, muito bom. 12 barra 10. Melô dos Noeados, perfeito. E é... Ah, se um dia eu chegar, muito estranho...

É estranho, né? Não é doido, não. Mas, enfim, o doido, o noiado, também é estranho, né? Um pouco. Ou não. Não sei. Enfim, como eu não chupo drogas, não posso dar relato. O nome disso aí, Meira, é lugar de falha. Lugar de falha. Tu lembra desses meios antigamente? Tem um meio de Ulisses Guimarães. Tu lembra? Isso, aquela era foda. Aquela ali, realmente. Pare! Não vamos começar. Não vamos começar. Tem muitos proibidos. Muitos. Eu, enfim.

Não vou. Não vou entrar na sua pileira, não vou começar. Pare. Paulinho, eu me lembro que tem uma parte dessa música aqui, que a gente fazia uma versão, que era... Ai, chegou o cerejo. Os ouvintes não estão vendo, mas eu lancei aquele emoji que a menininha faz mãozinhas assim.

para os lados dos ombros, dizendo, Eita, chegou. E agora eu estou... Vou dormir. Vou dormir agora, vou passar um creme aqui na cabeça da p... Pensando se eu sou gente estúpida ou gente hipócrita, implócrita. Trabalhadores do mundo, univos. Univos contra essa... essa nhaca que...

Que recai sobre nossas cabeças, né? Afinal de contas, somos todos aqui em cada medida, cada um a sua medida, proletariado, né? E o proletariado, todo mundo sabe que vive vilipendiado por essa classe dominante. Fogo no cu do patrão. Que às vezes convence o próprio trabalhador, usando o dinheiro dele mesmo, que ele não deve ter um dia a mais de descanso na semana.

Essa classe média é uma bosta mesmo. Veja você. Que mágica tenebrosa, viu? Mas é isso. E em cima de tudo isso, pra acabar de estourar a tampa do catimbofrai, o feriadão, tá simplesmente um tremendo dilúvio. No dia de ir pro buraco da ré, tomar um skin, comer um ovo de codorna, uma tripa, né, sei lá, ir pra pra cima, pra mão banha lá na igrejinha de piedade, pra derbar os tuparões, cai, dilúvio. Dilúvio aqui na cidade do Recife. É difícil, cara. Assim fica difícil. Quem foi pra praia aí, ó.

Se fodeu. Felizmente encarou de frente essa tempestade. E parece que é o dilúvio universal, vamos aguardar. A culpa é sua, Paulo Teixeira. A culpa é sua que chamou o tsunami ontem. Eu vi você cantando aí o melodo tsunami, que é praticamente invocação. E agora, tome aí, ó. Eu tô no tsunami aqui dentro da minha casa. Tem um tsunami dentro da minha casa. E eu lhe culpo. Se prepare aí, que a gente tava falando, eu vou lhe processar.

Por que isso? Sabe como é? Eu vou lhe processar. Eu tenho provas, tudo gravado aqui em áudio.

Se liga, velho. Se liga. E sobre o trabalhador, velho. Sabe como é que isso acontece? Sabe como é que você consegue convencer uma pessoa a fazer algo muito doido, né, velho? É quando você convence ela de que tá no interesse dela, sabe? Meu irmão, tem mais que se fuder. O ser humano tem mais que se fuder, velho. Porque é isso, sabe como é? Ele tenta se dar bem. Ele quer se dar bem. Ele nunca pensa no coletivo. Nunca pensa além, sabe?

Tá pensando naquela cabecinha dele, no dinheiro. Sabe? E aí ele se fode, velho. Então tem mais que se foder mesmo, velho. Não tem... Ah, não, porque a ignorância é muito... É não, meu velho. Sabe? É não. Chega dessa desculpa. Chega de passar pano. Sabe? Seu tio que estudou em colégio bom. Tanta gente que estudou em colégio bom. Que teve condição. Sabe? Cadê? Todo mundo aí, velho, a favor. Tá ligado dessa merda. Sabe? Não tem ignorância, não. É interesse. Sabe? É interesse.

E isso é muito fácil de manipular uma pessoa que é interessante, né, velho? É muito fácil, sabe? Então, velho, sinto muito, bicho. E agora, pra avisar que a luz deu uma piscada aqui nas graças, seguida de um leve ruído ao longe, algum transformador explodiu em algum lugar, mas voltou imediatamente. Nessas horas, eu só penso, coitado, no meu servidor, sabe? Bichinho, tá passando por um estresse, foi desligado, violentamente.

Agora tem que religar, vai religar sozinho, mas vai rodar todos aqueles programas que ele precisava rodar, rapaz, coitado, pra começar a inicializar. O Silvio vai passar uns 15 minutos sofrendo agora, né? Ô, rapaz, só pensa nele nessas horas. Mas, Fred Wick, tu sabe que eu passei por um tizanoma aqui dentro da minha casa também, né? Da quarta pra quinta, já era um prenúncio do que viria aí.

E você sabe que a amizade é pra isso, né? A amizade... Sabe por quê? Porque você tem que passar por isso também. Por isso que eu chamei aqui o Tizunami, o meu Tizunami.

E agora nós vamos sofrer só as consequências. Mas juntos! Juntos! Unidos! Em dias como o de hoje, né? Com essa chuva torrencial que acometa aqui os Sessifenses, eu só me recordo de meu amigo, meu irmãozinho saudoso José Wilson, vulgo Júnior Black, que cantava assim.

No dia em que São Pedro, autoritário, decidiu abrir as torneiras do céu, saiu para dar um rolê com os anjos, mas esqueceu-se da vida, da vida formosa de Zé. Quando o nível dos baixinhos subiu com a maré, feito um ponteiro do Santo 18, o Gilates, o balde lotava de beta, de guaru, de tricogate, e a murecava tirava uma graninha para comprar sacolé.

A rua de Carnajá ia no Ligaraté Laiá lá, laiá lá, laiá A turma escutava na fita desse brandão Quem passava prestava atenção Mas nem se ligava nos pés, foi o quê? Foi tanto sintoma de ameba Foi tanto sintoma de ameba Que fecharam o Correia Picanto E se acabaram os picoletas com pesas

É isso, Paulinho, é isso, Paulinho. Tamo junto, tamo junto. O que eu vou fazer, velho, sabe o que é? Eu vou pegar aqui um... Sabe como é? Não tem o nome, né? Aquele negócio de boxe. Você bota assim, aquela tira de mármore que você bota assim no boxe, né? Ou de alvenaria, dependendo da idade da sua casa, né? Pra fazer o... Pra a água não vazar com as manhas, né? Eu vou fazer um negócio desse aqui, né? Entrada do terraço. E quando chover, eu chamo de piscina, velho.

E pronto, é isso que eu vou fazer e tá resolvido. Porque aí, tranquilo, eu subo, vou botar uns pés, já botei uns pés na mesa agora, botei por causa de tampa de plástico que eu tinha aqui em casa, no pé das mesas e do banco, porque tá uma piscina realmente. Mas é isso, assim, eu preciso ter uma certa... só vai até um certo nível de água, eu quero um arixe agora. Então eu vou fazer isso, já ia aproveitar esse momento de oportunidade.

E tomar um banho de piscina aqui Eu já contei aqui O terraço é o seguinte A água Ah meu Deus, já tá entrando na sala Pera aí que os pandichão não estão dando conta Rapaz, acho que é de Fred Nunca mais ouvi Fred Morreu, morreu Não, é afogado Afogado Nem gostava muito de água

Não, pô, morreu afogado em casa, pô. Casa? Como que o cara morreu afogado em casa? Na banheira, ele tinha banheiro, não sabia que ele tinha banheiro em casa. Foi o que aconteceu? Caiu de cara no vaso sanitário, tava bêbado e morreu afogado no vaso sanitário. Não, pô, morreu afogado no terraço. Caralho. Tu sabe se ele fez inventário, se o Federico fez inventário das coisas dele, vai pro testamento, vai passar pra quem? Tem muita coisa ali pra gente aproveitar, viu gente? Uma pena que não se herda o saber intelectual, né?

Isso aí o Fred levou com ele para o túmulo, afogado na sua sala. Mas o recano a gente pega pra gente. Mas, rapaz, Paulo, o bom do saber intelectual é você começar do começo, né? Você acumular do início, sabe? Projetando ele e adquirindo e... Como é que eu posso dizer assim, né? Fazendo ele de acordo com as suas vontades e necessidades, sabe? Você pegar o saber intelectual, pronto.

Não tem graça nenhuma, tá ligado? E quanto às posses mundanas, físicas, a única coisa que o Fred tinha de valor mesmo era o fliperama dele, porra, e o fliperama era no esquema, ia ser no esquema de jogos vorazes, assim, tinha já montado esse esquema, sabe? Pra quando fosse necessário, tava tudo certo já, jogos vorazes, um battle royale, pra ver quem ficava com o fliperama, mas porra, hoje em dia nem se faz mais necessário, porque qualquer merca você compra o bicho. Fechado as curtidas.

Aqui está o lembrete de fechar as cortinas. Esse lembrete era pro sol, né? Mas agora... Que ótimo. Na vida, né, velho? Pois é, e aí era isso. Mas hoje em dia, qualquer merreca, você compra um milho perna, velho, aí na rua. Então, Fred, não possui mais nada. Fica só a lembrança. Sabe como é? Posso doar meus retratos. Aí é foda mesmo. A outra coisa que eu tenho de valor são meus três rodos. Três rodos. Eu sempre me perguntei por que raios eu tenho três rodos, sabe?

Eu até mandei a foto aí no grupo agora, mas agora veio a resposta, né? A resposta não vem a cavalo, a resposta vem a jet ski. É isso.

Me deu uma angústia agora. Com certeza. Eu não tô mais não angustiada. Passou, foi rápido. Mas me deu aquele sentimento da pandemia. Fica todo mundo em casa. Se eu que lá, Ana, porra, caralho. E pensando em todo mundo, vai. Que quando chega esses alertas do governo no celular. Que é a primeira vez, né? Que tá chegando pra geral, assim. Teve o teste e agora tá chegando pra geral.

É muito desesperador, né? Risco de deslizamento e de inundação. Já tem um monte de gente desabrigada, já tem gente alagada, já tem gente se fodendo. E é muito triste, vai. Que situação bosta. Enfim, ficar em casa, em segurança e torcer para que as ações tomadas aí pela prefeitura nos últimos tempos.

Deixe menos gente em situação de risco. E aqui o vento hoje soprando de uma forma completamente ao contrário. Normalmente ele vem da varanda e hoje está ventando de trás, né? E aí, velho, molhou a área de serviço inteira porque é aquele escobogó. Não tem janela, não tem como fechar. Então está um caos, resolver depois. Não vai precisar de rodo não, mas enfim, vai sujar tudo. Porque o escobogó tem uma sujeirinha dele, né? Natural.

E aí vem terra com... Enfim. Sabe o que é foda, Mira? O foda é porque a gente nem sabia que isso podia acontecer, né? Nem aconteceu há tipo quatro, cinco anos atrás, de uma forma terrível. E assim, cinco anos. Dava um tempo do caralho pra ter, sabe? Resolvido o problema. Talvez não resolvido, mas mitigado bastante, né? É isso, né? É porque quer, né, velho? Porque quer, tá ligado? É pra se fuder mesmo. Olha, se eu tô aqui no... Eu tô no pera andar, né? Mas no lugar alto, sabe?

A rua não alaga Porra, mas Juliana tá no 18º andar Com água dentro de casa, tá ligado? Tu também aí, alta com água dentro de casa Agora imagina a galera que tá velho Sabe? É pra se fuder, velho É pra se fuder É isso aí, não tem mais nenhum pra falar Fred, eu invejei esses três rodos aí Porque quarta-feira mesmo Pra esses três rodos dessa aí, só tinha um aqui

Mas olha, é foda mesmo, situação complicada mesmo, viu? Agora Recife toda vez, e não só Recife, Pernambuco, porque acabei de falar com meu pai, disse que limonha também uma chuva torrencial desde de manhã, sem parar, e a cidade também já está colapsando. E a cidade é magiada pelo Capeu Baribre, né? Quando o rio enche ali, pega o bairro da Barriguda ali, arraixa um monte de casa ali, é um inferno. E agora muitos anos tem isso, a gente não dá jeito, né? É uma pena.

Mas tem que tentar melhorar. Eu recebi também dois alertas aqui de Raquel Lira. E o negócio é sério. Timbaúba também está embaixo d'água. Está zonando a mata aqui. É sério, o negócio é sério. Uma amiga minha de João Pessoa acabou de dizer que está chovendo desde ontem, velho. Desde ontem está nessa pegada lá. A gente começou hoje de manhã, né? Eu acho. Não sei. Acordei e já estava nessa merda. Mas lá começou ontem, velho.

E pra quem não tá vendo a foto aí É um podcast, né? Eu acabei de mandar uma foto aqui mostrando Que entramos em medidas extremas, porque além dos Três rodos e vinte panos de chão Que já rolou uma primeira Reciclada, né? Já tive que ir

enxugar tudo e já usar de novo, agora estamos usando um ventilador no chão pra ver se evapora a porra d'água. Mas pelo menos é porque eu acho que eu descobri o problema, o problema é o seguinte, não é que o vento bate e joga chuva pra dentro da janela, pra dentro do terraço, que tem um janelão do caralho e eu não vou botar nunca nada de esquadria, nem curtir porra nenhuma, minha casinha linda, maravilhosa, vai ficar do jeito que é.

Mas enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim enfim

Eu achava que era chuva, o vento que batia e entrava na varanda. E entrava chuva toda, mas não é não, velho. Quer dizer, tem uma parte do vento... A chuva bate no telhado, no teto. Bate na parede, vem escorrendo e pinga de cima da janela, que é enorme, no parapeito da janela. Então é uma minibica, velho. Quer dizer, é uma brica? É uma minibica caindo no parapeito, velho, da...

do terraço, e aí escorre tudo pra dentro. Vê que maravilha. É isso, tem uma bica e eu não sabia, velho. Não era chuva de vento. Agora eu botei a cortina pra fora, tem uma cortina que eu fiz, linda, maravilhosa, engenheiro de cortina, ela tem duas partes, uma que é um blackout de plástico, por conta, né, você sabe, né, apocalipse. E aí o plástico agora tá pra fora, e a chuva bate e cai pra fora. Então eu acho que eu entendi, e, pelo menos temporariamente, resolvi o problema.

E o ventilador está aqui para parar. Acabar com as evidências, acabar com o que sobrou. Vamos lá, isso aí. Eu não sei exatamente quantas, mas eu sei que ele fez muitas obras. Só que aqui em Recife sempre vai ter essa conjunção, né? Tanto é que quando começa a chover aqui, uma chuvinha mais forte, eu já olho a maré. Porque é isso, quando está chovendo, não só aqui, mas em todo o redor.

Que vem muita água pelo Cabaribe. E aí pega um pico de maré alta na hora errada da chuva. Dá merda, velho. Eu sei que tem como, né? Mas eu acho que é um problema que não seria resolvido não. Só nessa quantidade de anos, sabe?

Enfim, não estou defendendo não, mas estou também falando em volume de chuva absurdo. E Fred não está chovendo só desde manhã não. Chuva é a madrugada toda. Começou a chover, na verdade, eu acho que ontem de noite. Porque ontem de noite o Felipe ia pedalar e não foi. Já por conta da chuva. Não estava esse toró, essa chuva enorme, mas já estava chovendo sim. Desde ontem de noite. Então assim, já já vai fazer...

24 horas de chuva, 12 horas já, com certeza absoluta, mas eu acredito que já umas 18 horas de chuva. E a maré subindo, né? E não parou de chuva em hora nenhuma. Então é a receita pra merda virar boné mesmo. Veja, que tem problema a gente sabe que tem. Agora a gente sabe também que tem solução. Não é fácil, não é barato, é preciso de vontade de investimento, de coordenação de mil coisas. É igual aquela história do metrô. Ah, não tem metrô porque o chão é molhado. Sabe como é?

E velho, porra, tá ligado? Ah, meu irmão, é quando não quer, meu irmão, aquela história, como é? Casa Luxótica, tá ligado? Eu não... Beleza, o nosso estagiário tá virado no tamanho de quento, mas a gente não pode contar com um cara que tá querendo fazer campanha enquanto tá... Sabe o estagiário esforçado que quer ser presidente da empresa?

Porque não é assim, né? É difícil aparecer um desses, sabe? E aí não pode contar com isso. E aí é pontuado e não resolve, sabe? Tem que ser uma coisa de longo prazo, planejamento do caralho, muita grana. Então...

Eu sei que você não está passando por nem ninguém está passando por nem estou falando mal do que foi feito. Não, ótimo, maravilha. Mas não é suficiente. Enfim, é isso. Já acendi até vela aqui. Você, Ricardo, acenda a sua vela. Porque está dizendo que até amanhã a possibilidade de precipitação é 90%, né? Então para esses 10% prevalecerem, eu acredito que só por ação divina mesmo.

Quem acreditar aí, dê uma rezadinha. Daí a gente vê se nossas fezes unidas ajudam em algo. Vamos nessa. O espírito é esse, Meira. Cada um acende a velha que acredita, né? Eu gostaria de a minha também. Vamos lá, energia positiva, vai dar tudo certo.

Quer dizer, se der errado, é algumas coisas só. Aqui no Panamirinho também deu uma piscada de energia boa agora, viu? Mas voltou. Passou 10 segundinhos, 30 segundinhos assim, e puff, voltou e pronto. Espero que o pessoal do Olimpíadas também esteja bem. Eu vou fazer uma pergunta, não é briga não, juro. Já vem tudo de novo, né carai? Eu quero saber de verdade, veja, se o cara lá ele é onipresente, oniciente, ele está aqui agora, já esteve, sempre esteve agora, nesse momento aqui, presenciando isso, experimentando isso, vendo isso, sabendo isso.

Com uma capacidade infinita de resolver. Era só não querer que acontecesse, não aconteceu. Eu entendo que as coisas vão acontecer e tal, mas as pessoas estão morrendo, inocentes estão morrendo. E aí, beleza, ok, deixa acontecer e vai. O Liviar Brito, caralho, sei lá, foda-se. Não é o Liviar Brito, é, sei lá, mudança climática, mas porra, velho, não é, meu irmão? Sabe? Se o bicho pode, de forma...

Mais simples do que você levantar o seu dedinho. Resolver. Ou simplesmente nem deixar acontecer. Isso. A pergunta não é nem por que está acontecendo. A pergunta é. Pra que a reza? Qual é a da reza? Ninguém explica as obras de Deus. Tá ligado? Porque. Sabe? Eu vou deixar isso acontecer. Eu quero ver se essa galera vai pedir pra mim. Porque também se não pedir, foda-se. Se pedir, talvez eu resolva. Eu podia não ter. Mas eu vou botar. É pra testar.

E aí as pessoas morrem por esse teste? É por... Soberba? Tá ligado assim? Eu não tô nem questionando porque aqui está acontecendo porque aqui ele deixou acontecer se um Deus de extrema bondade tá deixando isso acontecer. Sendo que pra ele é ridículo resolver. É como você desligar a torneira da sua casa pra não encher o banheiro. Sabe? Pra ele é simples assim. Mais até. Então já... Beleza, ok. Deixa acontecer. Agora...

De novo, qual a da reza? Sabe? Tem que pedir, tem que se ajoelhar, tem que se prostrar, tem que se humilhar. Não é humilhar, claro, mas porra, porque tem que pedir, velho. Sabe? E ele já sabe se vai pedir ou não. Que jogo é mindgaming do caralho, velho. Eu tô falando uma pergunta séria, velho. Como é que isso funciona na cabeça?

De vocês, velho, da galera, tá ligado? E aí, porra, o mistério, não vem com mistério, sabe? Porque isso é coisa da direita, sabe? Tipo, pra defender bandido, pra defender o Bolsonaro, que vem com essas coisas, ah, ele sabe o que tá fazendo, mas ah, ninguém não dá pra explicar, ele não explicava. Não, velho, caralho, por favor, né? Pedro Digo, você sabe que eu já acendi minha vela aqui e já estourei ela. Diante disso...

E o seu áudio suscitou tantas questões relevantes de uma metafísica tão transcendental e única de cada ser humano. Diante das circunstâncias que é comido pela existência humana e pela atual conjuntura do aquecimento global, eu não consigo dissertar a cerca de nada no certo momento. Porra, velho, nessas horas que eu precisava ter um vício, tá ligado? Nessas horas que eu sinto falta de ter um vício. Eu nem um vício, porra, que merda. Como diria aquele meme com a foto da nossa lendária cantora Marrom.

Qualquer coisa, me alcione. A gente entrou, Fred, aqui numa zona embaçada do nosso relacionamento. Eu não falo sobre religião com você. Então vamos para a próxima pauta. Boa tarde, doutor Paulo. Que Deus abençoe o senhor e toda a sua família. E ontem finalmente eu assisti a Project Hail Mary ou Devoradores de Estrelas.

em português, aquele filme com o Ryan Gosling, que estava todo mundo aclamando, que era maravilhoso, que era realmente, talvez, o melhor filme do ano. Vi isso em vários lugares. E muita gente dizendo, por favor, veja este filme numa sala de cinema, em Max, maravilhoso. Até cogitei ir, cogitei contratar babá para ficar em casa para fazer tudo isso. Ainda bem que não o fiz.

O filme é uma lezeira, velho. Puta que pariu. Que filme besta da porra. É um filme infantil. Basicamente é um filme que terminou, eu disse pra Larissa, porra, a gente tinha que ter visto de dia com lixo. Porque a experiência teria sido mais completa se tivesse uma criança assistindo e comentando. Porque o filme é realmente... Não tenho nem o que contar da história.

O filme é besta, é isso, é leso. Não sei como é que estão dizendo que é o melhor filme do ano. Se for isso mesmo, é melhor fechar a sétima arte até 2027. Se nenhum filme vai superar esse aí, porque puta que pariu. Assistam por sua própria conta e risco.

Enfim, e porra, duas horas e meia de lezeira, sinceramente, no espaço. Que desperdício de ficção científica, viu? Rapaz, eu assisti quinta-feira esse filme, mas eu errei de cinema. Ainda bem que eu não saí de casa, que quando eu liguei pra Juliana dizendo que eu tava indo, ela falou, não vai dar tempo mais não. Eu digo, vai, como é que tu vai chegar no Rio Mar? Eu digo, no Rio Mar não era no ETC. Ela, não, tô no Rio Mar, que eles... Fudeu, tá ligado? Eu não fui, não dá mais tempo de chegar. E...

Então não assistiu o filme, mas é engraçado, porque é isso que eu tô ouvindo da crítica, exatamente isso, que é um filme do caralho, foda, não sei o quê, não sei o quê, maravilhoso, incrível, não sei o quê, mas todo mundo que assistiu, inclusive nossos maravilhosos ouvintes que assistiram e comentaram aqui, todos dizendo que é Sessão da Tarde, tá ligado? Que é lezeira mesmo.

E aí é isso, eu vou ver, mas ainda bem que eu queria ver no IMAX. Tanto que eu queria ver também no IMAX logo no começo e rapidamente eu mudei de ideia depois dos... Tanto que eu ia ver no ETC. Tá ligado? E agora eu vou ver em casa, porque pra essa altura já deve ter saído.

Tu assistiu onde o William Paiva? Porque se tu assistiu ontem, então ainda tem mais uma semana, né? Rapaz, e o filme parece uma sobra de ideias do Perdido em Marte. Parece que o cara quando estava escrevendo Perdido em Marte, que é do mesmo autor, né? Parece que ele teve umas ideias que ela notou de lado assim, aí disse, porra, vou emendar essas coisas aqui e vender para algum estúdio besta aí para ver se faz um filme.

Porque meu irmão é muito, muito parecido em várias coisas. Então tá, vê no conforto e no prescindo lá, né? Essa é a dica. Boa, boa, boa. Raul Zito foi ver esse filme com a namorada dele e os amigos. Foi no Rio Mar. E adorou. Eles adoraram. Todos chegaram falando bem do filme. Mas são adolescentes, né? Então isso explica muita coisa. Eu tenho dica. Ontem...

Era de Diddy, mas foi feriado, muita chuva, dilúvio universal e discussões teológicas aqui no podcast. E aí esqueci, mas eu vi um filme legal, cara, no Netflix. O filme é uma animação, uma animação de aquele estilo stop motion.

com um bonequinho assim se mexendo, tem aquelas texturas diferentes de pelo. Eu gosto desse tipo de animação. Desde a época que eu vi o Fantástico Senhor Raposo, lá de nosso querido Wes Anderson. Pois bem, eu vi esse filme chamado The House, essa animação. E ela é bem legal. É um compilado de três histórias, que giram sempre em torno de uma casa, uma casa meio misteriosa. Tem sempre uma temática em torno dessa casa. Uma coisa meio louca, uns enredos meus.

Tem uma primeira história bem sombria Bem legal Gostei a valer do filme

The House, no Netflix. Não, Paulinho, mas até o que eu vi a galera falando, os amigos, é que não é que filme seja ruim não, tá ligado? Mas não é um filme que você vai ver de... Sabe? Ah, espaço, opção científica e revelação, filosofia. Caralho, é um bom filme de sessão da tarde. Sabe como é um bom filme da Disney? Sabe? Como é? Você vai dar umas gargalhadas, Rocky!

Foi isso que eu vi, pelo menos não vi ainda o filme. Então, aguardo o meu julgamento. Rapaz, eu vi The House, Paulinho. É meio antigo, né? É meio antiguinho, né? Faz tempo que eu vi o A. Acho que é muito bom esse filme. Eu tinha esquecido completamente, porra. Eu gostei agora que tu falou. Eu lembrei do filme. Não necessariamente das histórias, mas eu lembrei. Que são algumas histórias das animações. É uma parada meio terror, assim, né? Meio sombrio mesmo.

Muito bom, velho, muito bom. É, Fred, é de 22, 2022, até um tempinho. Eu não conhecia, tava azapeando aqui, procurando o que ver, trombei com ele e achei massa demais. Rapaz, Paulinho, nunca mais, nunca mais eu peguei uma coisa assim, sem querer, pra me surpreender, sabe como é? Passei, porra, que negócio foda que eu não sabia o que era, saca?

só decepção, velho, faz anos e anos e anos, eu acho que a última vez que eu lembre, assim, que eu lembre que o negócio foi foda mesmo, que eu assisti, peguei sem querer, eu acho que foi Moon, velho, tá ligado? Que é com Sam Rockwell e Kevin Spacey, que faz a voz do robô lá do computador, tá ligado? Eu acho que é da filha, é de uma diretora, que é filha de alguém, velho Moon, não é esse, posso estar enganado

Mas foi isso, porra, meu irmão, faz tempo isso, velho, faz tempo. Semana eu peguei pra assistir, não foi sem querer não, mas um negócio que eu tava relutando, mas aí tava nessa chuva, assim, negócio. Peguei pra assistir, foi aquele Pinóquio de Del Toro, tá ligado? Que também é stop motion, eu lembrei porque tu falou aí, stop motion. E é bom, velho, mas sabe? Porra, Del Toro podia ter feito alguma coisa melhor, eu acho. Mas é isso, o negócio agora é...

E atrás da minha lista que cada vez só cresce e nunca diminui. Minha lista de vim pra esteja. Foda, velho. Obrigações da vida. Mas, Fred, o grande normal dessas buscas, dessas tentativas aleatórias de achar uma coisa interessante na TV ou não, nesses streamers, o grande normal é a decepção. O natural é a decepção. E eu sempre faço isso. Eu vou dar uma olhada aqui pela capa e tal, vejo o resumo. Será que vale a pena isso aqui? Vou... Me decepciono.

Desta vez, eu consegui. Mas o normal é a decepção. E tu falar essa edição, eu sou fã desse cara, pô. Acho um ator foda, acho todo filme dele legal, aquele filme em três anúncios para um crime, que ele tá foda. Tem outro que ele faz com o George Clooney. Ele é foda, eu acho ele um ator fenomenal.

mesmo, né? Mas ele é aquele cara que você nunca vai... Porra, o filme de Sam Rocker, sabe como é? Você nunca tem essa coisa, eu vou ver, porque... Mas quando ele tá no filme, realmente o cara é bom, ele tá bom nesse filme, ele é sozinho, né, velho? Porque tem lá o Kevin Spacey, mas é um... alguém com quem ele interessa, senão ia ser um filme mudo, né? Não sei que ele fosse psicopata, sei lá, falar sozinho, mas... É, ele... É só ele, porra, no filme, o filme é fuderoso, ou seja, o cara tem que ser bom mesmo aí.

Eu me lembro, Fred, desse filme, acho que o título aqui no Brasil é Lunar, né? Me recordo, me recordo o plot twist do final, né? Aquele finalzinho, acho genial também. E eu acabei de me lembrar o filme que eu queria lembrar dele, fui pesquisar aqui e achei, Confissões de uma Mente Perigosa. Um filme de 2002, que ele faz com o George Clooney, inclusive dirigido pelo próprio George Clooney.

E é bem legal de fazer um produtor de um programa de TV popular e acaba se envolvendo com a CIA e acaba montando na cabeça dele umas fantasias que ele é matador e ninguém sabe o que é verdade e o que é mentira. É bem legal esse filme. Faz tempo que eu vivo, vontade de ver de novo. Tá outra dica aí, confissões de um momento perigoso. Opa, boa, boa, boa pra um sábado de chuva, inclusive. Cheguida, quero, quero, quero, cheguida.

Rapaz, foi um tremendo sucesso o show de Shakira ontem em Copacabana. Eu não vi. Confesso que eu não vi. Mas eu já fiquei sabendo aqui em outros grupos de músicos que é o playback sem vergonha agora. Aquele playback que a cantora sequer mexe a boca. Ela fica só se balançando no palco, dançando. E sequer faz o movimento labial para parecer que está cantando. Ou seja, é a avacalhação do playback. Foi o que eu ouvi falar, não sei se é verdade, viu?

Estou vendendo aqui o que me venderam. Mas é isso, né? Postura lamentável da nossa querida Latina. Mas espero que a galera tenha feito aquele movimento de leque gostoso, né? Que dá pra abastecer de energia elétrica em uma pequena cidade, do tamanho de Nimoe.

E é bom pra galera se divertir, né? O que vale a isso? Mas Paulinho, como disseram também lá no outro grupo, não é mais sobre música, sabe? É sobre entretenimento, como disseram lá. Agora, eu vou além. Vou dizer que não é sobre entretenimento. É sobre idolatria. Aquela coisa terrível que o ser humano adora fazer, entendeu? É, galera, dá lá pra ver, ouvir música, sabe? A música tá lá pra estabelecer um contexto, sabe? A música tá lá só pra criar um ambiente.

para ver a bonequinha lá no palco, ver três milímetros de bonequinha no palco, porque você já está um quilômetro de distância.

corver no telão, mas por estar no mesmo ambiente, eu quero estar num ambiente em que eu sei que daqui a um quilômetro e volta ela tá em algum lugar, sabe? E aí, sobre isso, porra, é pura idolatria, ninguém quer saber de música, música não é nada, a música era no começo, uma época de 20 anos atrás, quando as pessoas queriam ouvir, mas hoje em dia é só agonia, sabe? Só terror, velho. É isso, Frederico, é isso mesmo, idolatria e a catarse coletiva, né?

Já dizia nosso querido Nelson Rodrigues, a multidão tem algo de fluvial no seu lerdo escoamento. Nada a ver com o assunto, eu achei bonita a frase. Isso, isso, Paulinho. Só que não é a idolatria e a catarse, é a catarse motivada pela idolatria. Só que existe uma relação aí de causa e efeito.

Mas é isso. Eu acho aqui pra nós que Madonna foi muito sincera quando decidiu que não cantaria mais música nenhuma no show, porque ela já não cantava. Era tudo fingimento, só dança e dublagem.

Mas ela foi mais além e, porra, ela pensou, não adianta também levar músico. É o maior trabalho do caralho, super caro pra estar levando músico, banda, instrumento, não sei o quê. Aí ela disse, eu vou reverter isso tudo pra cenografia, pra projeção, pra figurino, pra mais bailarinos e bailarinas e tal. Porque ela entendeu esse caminho aí do show de dança e dublagem.

Por quê? Porque é aquele negócio de sempre. O músico, mesmo que esteja todo mundo... O músico, o público, mesmo que estejam todos os músicos no palco tocando, o público olha e não sabe o que cada um está fazendo. É falta de educação musical. O público só tolera show de dança e dublagem por burrice musical. Basicamente, eu acho que é isso. Acho que... Porra, eu tenho a máquina na pista.

com Leonardo e Cecília, só tem dois tecladistas e a cantora. Muitas vezes as pessoas dizem que gostam do que você toca na canapista, aquela guitarra, não sei o que. Você toca bateria, não sei o que. Vocês já viram a diferença do formato e da sonoridade de uma bateria para um teclado? Pois na cabeça da galera é tudo a mesma coisa. Se divide assim, em quem canta e o resto.

Quem canta é o resto. E aí, porra, a Madonna se aproveitou disso pra fazer um show mais grandioso. Agora, eu não pertenço a Shakira O'Sfera, então fiquei com a impressão de que foi mal divulgado, pois eu nem sabia que ia ter, eu soube que ia ter ontem à noite.

Já estava para acontecer, mas a praia estava lotada lá, dois milhões de pessoas, sei lá quantas. E naquele cenário é que importa muito, muito menos se a pessoa está ali cantando de verdade ou se a banda está tocando de verdade. Esqueça isso, isso é um passado que não volta mais. Eu que acompanho os grandes festivais de música do mundo, os que ainda existem, eu venho observando que...

Tem várias e várias atrações. Não são pessoas que saíram mudando de posicionamento com o tempo. Tem atrações novas, inclusive. Gente que estourou há dois anos, três anos. Que sobe num palco gigantesco do Coachella só com playback. E sozinho, sem dar saída e sem música. Teve um rapper aí, esqueci quem foi. Tyler, The Creator, não sei quem foi. Que fez isso. Teve aquela Charlie X, X, X.

também não sei como é que pronuncia esse nome, que era isso. Essa menina não tinha nem luz, nem projeção, nem nada. Ela estava sozinha em cima do palco dublando. E aí, mais uma vez, tem gente que usa isso como bengala, se acomoda, porque sabe que não importa o que vai fazer no palco, vai lotar e vai vender ingresso e vai ser contratado e o público vai pirar. E tem Justin Bieber.

que botou uma cadeira, um computador e ficou botando vídeo do YouTube e cantando por cima. E aí ele até cantou de verdade. E aí acho que ele, mais uma vez, se apropriou dessa permissividade, dessa folga, dessa bengala de preguiça pra levar um negócio legal, sabe, pra o público. Rapaz, isso aí me faz lembrar a história de Neidinha, que é a irmã de Luz do Ouro, a irmã de Moeiro. Ela tava saindo pra trabalhar e o pai dela tava no terraço de casa se balançando numa rede.

Aí o pai dele olhou para o pai e falou, se minha filha tivesse o que eu tenho, não pensava em trabalhar. Aí ele olhou para o pai e falou, e papai tem o que? Ele falou, preguiça. Rapaz, foi muito mal divulgado mesmo. Eu só soube dois dias antes, porque o grupo das gays ficou, tá tudo louco assim, tá ligado? Tão louco.

E, na verdade, eu não sou público-alvo, né? Então também tem isso. Mas mesmo assim, um negócio dessa magnitude, como dizem, dá pra ter pelo menos escapado um pouco pra o público em geral. Eu soube por causa disso, velho. Então, eu acho que é isso mesmo assim. Eu gosto, como tu falou aí de Madonna, da honestidade. O pior é a hipocrisia, o pior é a falsidade, tá ligado? Fingir que tá cantando é muito nojento, velho.

Chegar num palco e ficar fazendo lip sync, porra, tá ligado? Pode fuder, velho. Vai lá, porra, se o povo quer te ver, vai lá pro palco e é como tu falou, em vez de gastar dinheiro com um negócio que não tá fazendo nada lá, realmente tá fazendo nada, gaste dinheiro com outra coisa, né? Com o espetáculo, que é o que o pessoal quer ver, porra. Vê Madonna como foi foda. Tá ligado? E aí, velho, eu concordo. Agora eu discordo do fato de que acho que é a ignorância musical, quer dizer...

É ignorância musical, o pessoal é ignorante musicalmente. Eu sou largamente, vastamente ignorante musical em termos de técnica. Mas eu não acho que é ignorância musical que faz o povo tolerar, não. Acho que o povo tolera porque o povo gosta e o povo não quer saber da tecnicidade. O povo quer saber do espetáculo, inclusive da música, tá ligado? Então, porra, é o que a gente vê aí, meu irmão. A música, a galera gosta de cada música horrível do caralho, velho. Sabe?

E aí eu acho que é ignorância musical, claro, e de repente, quando você tem a técnica, você não consegue... E eu sei disso, por exemplo, na minha campo de expertise, que é computação gráfica, por exemplo, eu passei anos sem conseguir aproveitar os filmes, porque eu ficava analisando a merda do filme. E quando eu via, eu tava 15 minutos sem saber o que é que tava acontecendo na história, porque eu tava analisando a técnica, tava achando tudo uma merda, porque tava tudo mal feito.

Então era horrível. Então tem isso, assim, da tecnicidade, mas eu acho que não é...

Galera tolera. Não, a galera vai e quer ver. Não é tolerância. A pessoa simplesmente não se importa com o que está ali, tá ligado? Com a técnica em si. Turma que é o espetáculo, inclusive musical. A música em si como espetáculo, não como técnica bem realizada. Foda-se, sabe? É o que a gente vê aí cada vez mais em tudo, na verdade. Apotando o assunto aí, vocês viram que o Capibá se acabou com a chuva.

Eu até fiquei impressionado de não ter acontecido isso antes, ou deve ter acontecido já. E eles se reergueram, mas nessa última chuva do cacete aí caiu em Recife, o nosso querido Rio Capibaribe transbordou e invadiu o Capibá. Não sei se vocês lembram, mas quando chega no Capibá pela rua...

Você entra pela casa da galera e aí tem uma escadaria para você descer para onde é o bar, que é na beira do rio. Pois bem, essa escadaria aí, você descia e ela mergulhava assim, sabe? Ela entrava na água barrenta, inclusive. Tem um vidro lá da senhorinha do Capobás, esqueci o nome dela, pedindo ajuda para a reconstrução.

Mas é aquela coisa, assim, a situação do Capibacho que é reconstrói e espera o rio destruir de novo. Quando tiver uma chuva grande, porque não vai fazer uma barreira, não vai conseguir proteger, não vai conseguir mudar dali, não vai se elevar o nível também. Ficou provado aí que tem que elevar.

ao nível da rua, enfim, é um cu de boi ali, um cu de boi mesmo. E aí é isso, eu não tenho nem grandes afinidades com o Capibá, mas o vídeo é foda, se você puder aí entrar no Instagram deles e colaborar de alguma forma, vocês entrem aí, porque meu irmão, a água levou tudo ali, tudo, tudo, tudo, até aquelas bonequinhas engraçadinhas que tem na parede. É, dona Socorro, grande dona Socorro, parceira nossa, maravilhosa, faz um trabalho massa ali na comunidade dela, tem a colher lixo por mim e tá há muitos anos.

Eu acho que já teve ali alguns encheços que realmente afetaram aquele pia que ela tinha, aquele pia que botaria para o lado da construção.

Aquele pedido madrinha foi feito umas duas ou três vezes. Mas foi triste. Então, como vocês sabem, eu, pra mim, se a pessoa rebola e canta ao mesmo tempo, já tá errado. Porque não dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Ninguém consegue dar aquela quantidade de pinote e cantar. E tá tudo certo. Eu não gosto de nenhuma música rebolativa por esse motivo. Quer dizer, eu também não sei nem cantar, nem rebol...

Então as coisas estão se complicando para o meu lado. Mas, gente, as pessoas estão ali por uma experiência coletiva. Elas estão ali para cantarem juntas milhões de pessoas. Reza a lenda, dois milhões ou milhares de pessoas. Centenas de milhares de pessoas. Cantando juntas a mesma coisa, no mesmo ritmo ou não. É uma experiência coletiva. As pessoas querem usufruir desse momento. E se fosse pela música, o nome era concerto ainda. Não tinha virado show.

Rapaz, a parada do Capibá teve outras vezes, mas não chegou realmente a essa magnitude não. Pelo que eu soube, chegou a pegar até a parte lá de cima, realmente onde fica a parte mais alta mesmo, onde fica o baú e uma parte de mesas cobertas na parte da alvenaria, porque tem toda aquela estrutura de madeira e tal, mas subiu muito mesmo.

Leva Pia, o pós-pia, que é onde tinha até uma situação de palco, que a banda se apresentava e tal. Foi meio desesperador lá a parada. Mas realmente não é a primeira vez. E eu acredito pela situação que a coisa vem, com essas chuvas torrenciais. E cada vez maior não vai ser a última, não. Alô, alô, vinte do Convera, Sando Ar.

No episódio dessa semana nós vimos que, quando a gente não quer, qualquer desculpa serve. Vimos também que toda ausência é atrevida, mas a presença também não garanta nada. Então, Fih, faz sabe as palavras do nosso querido e contemporâneo filósofo Michael Jackson, que dizia assim...

Estamos encerrando. Logo nos veremos de novo. Obrigado pela presença de todos. Nós gostamos de vocês. No próximo tem mais. Mais. O podcast Conversando Água reserva-se ao direito de não concordar e também de não discordar de qualquer conteúdo verbalizado pelo ouvinte no quadro Participação da Pessoa Ouvinte. A responsabilidade pelos referidos conteúdos é atribuída exclusivamente ao ouvinte que teve a coragem de vir aqui falar qualquer tipo de merda.