Episódios de Câmara dos Representantes

Reino Unido:portugueses eleitos e vencidos nas eleições locais

09 de maio de 202643min
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A análise da participação portuguesas com João Noronha, diretor do jornal "As Noticías". Tomás Pereira ,analista da seleção sueca de futebol apresenta livro "Isto não é sobre futebol". Edição Paula Machado

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Participantes neste episódio9
P

Paula Machado

HostApresentadora
C

Carla Barreto

ConvidadoMayor
D

Diogo Costa

ConvidadoVereador
I

Isabel Araújo

ConvidadoVereadora
J

João Noronha

ConvidadoDiretor de jornal
P

Pedro Xavier

ConvidadoEmpresário
S

Sandra Mano

ConvidadoEmpresária
T

Tiago Coraz

ConvidadoEngenheiro automóvel
T

Tomás

Participante
Assuntos4
  • Eleições no Reino UnidoResultados históricos trabalhistas · Candidatos portugueses eleitos · Sandra Mano eleita em Watford · Tiago Coraz reeleito em Littlemore · Diogo Costa reeleito em Lambeth · Isabel Araújo reeleita em Sutton · Pedro Xavier não eleito em Lambeth · Carla Barreto não eleita em Norfolk · Participação cívica de portugueses · Análise de João Noronha
  • Filosofia e FutebolTomás Pereira, analista da Federação Sueca de Futebol · Impacto emocional no desporto · Adaptação a diferentes contextos culturais · Cidadania portuguesa no mundo globalizado
  • Copa do Mundo 2026Preparação de Portugal · Análise de José Cosseiro · Impacto de fatores externos (fuso horário, clima) · Mensagem de apoio à seleção
  • Diáspora Portuguesa e MoçambicanaIniciativa do Jornal As Notícias · Valorização da criação literária em língua portuguesa · Requisitos para candidatura · Prémio para prosa e poesia
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Câmara dos Representantes. Debates, entrevistas e reportagens com os portugueses no mundo. Câmara dos Representantes com Paula Machado.

Olá, bem-vindos ao Câmara dos Representantes. No Reino Unido, derrota histórica dos trabalhistas nas eleições locais e regionais. Em contracorrente, Tiago Coraz e Diogo Costa. Ambos foram reeleitos. Tiago Coraz foi em Little More e Diogo Costa em Lambeth. Pelos liberais-democratas, Isabel Arous garante segundo mandato em Satan.

E em What4, Sandra Mano estreia-se como a primeira portuguesa a ser eleita vereadora. Em foco nesta edição, os candidatos portugueses e de origem portuguesa nas eleições locais e regionais do Reino Unido, de quinta-feira a 7 de maio. A análise com João Noronha, do jornal As Notícias.

À hora em que estamos a gravar este programa, ainda se contam votos. Em contagem decrescente para o pontapé de saída do Mundial de Futebol, fomos à apresentação do livro Isto não é sobre Futebol, de Tomás Pereira, analista da Federação Sueca de Futebol. Cada jogo é um jogo e a meta é 18 de julho, diz José Cosseiro, treinador e diretor técnico da Federação Portuguesa de Futebol.

Conversas para ouvir já a seguir

Festa a dobrar para Sandra Mano, a primeira portuguesa eleita vereadora em Watford em dia de aniversário. Uma estreia na política pelos liberais democratas. Empresária e conselheira das comunidades portuguesas.

Sandra Mano, natural de Barcelos, diz que hoje é um dia feliz. Vai festejar com a família e na hora de superar as velas, vai agradecer a vitória em Watford. Afinal, é a primeira portuguesa a ser eleita vereadora.

É uma boa prenda. Valeu a pena todo o trabalho duro das últimas semanas. Foram semanas muito intensas, muitos quilómetros percorridos, muitas conversas à porta dos residentes. Eu estava na expectativa, mas correu bem melhor do que aquilo que eu pensava. A minha oponente já era uma vereadora eleita.

já com 10 anos de mandato, recandidatou-se e pela primeira vez conseguimos. E é a primeira vez que temos uma portuguesa em Watford Eleita, o que eu estou muito orgulhosa do trabalho que conseguimos fazer. E agora o desafio é concretizar as propostas que fez durante a campanha eleitoral. Claro que sim. O compromisso começou no início desta jornada, mas o compromisso maior assume-se a partir deste momento.

Até agora era o desafio de tentarmos conseguir ser eleitos. É agora que nós temos que demonstrar aos nossos eleitores que merecemos o voto que eles nos deram. E, nesse sentido, quais são as prioridades?

As prioridades passará pela uma habitação mais justa, porque aqui os preços da habitação aumentaram muito. O maior cuidado da área em que vivemos, maior limpeza, tratar da beleza do espaço onde nós vivemos para ajudar, também em certa parte na saúde mental, não ser uma coisa tão deprimente.

E muitas mais coisas. Há imensos problemas que precisam de ser vistos com olhos de ver. Eu assumi esse compromisso e prometo dar o meu melhor. Eu prometi aos meus residentes e é isso que estou comprometida a fazer. Sandra Mano, como é que analisa estes resultados em termos políticos destas eleições?

Essas coisas estão a mudar. Aqui em Watford havia apenas dois bairros que não tinham variadores liberais-democratas na totalidade. Por isso foi uma grande reviravolta. Tiramos dos trabalhistas, mas perante os resultados gerais, também nos dá uma visão.

de que as políticas estão a mudar. Os Greens aumentaram os seus números de votos. O Reforma, que é a extrema-direita, está a avançar com muita força. E isto faz-nos pensar, diria, se calhar até termos mais força de vontade de assumirmos o compromisso que nos submetemos.

porque as coisas estão mesmo a mudar. No meu caso, virou a meu favor, mas eu consigo ver que, por exemplo, no caso dos trabalhistas, baixaram o número de votos deles, mas os votos foram canalizados principalmente para esses dois partidos. Estamos em tempo de viragem, eu acredito, e por isso temos que trabalhar mais e analisarmos melhor os problemas que persistem, porque eu acho que estamos a entrar em tempos controversos.

A Sandra Mano é conselheira das comunidades portuguesas. De que forma é que avalia a participação dos portugueses nestas eleições? E também a participação de cerca de duas dezenas de candidatos portugueses e de origem portuguesa.

A participação dos candidatos eu acho que é de louvar, porque significa que estamos a ter uma melhor integração na comunidade que nos acolheu e que conseguimos sobressair. Em relação à participação cívica dos nossos eleitores de nacionalidade portuguesa, eu acho que continua a ser relativamente baixa. Eu aqui na nossa área sei que mais portugueses votaram, pelo facto de ter uma portuguesa candidata.

uma candidata portuguesa, mas acho que ainda há mais. E acho que não podem só se ingirem à participação cívica quando há candidatos portugueses. E eu acredito e apoio desde ainda antes de me...

a envolver nas políticas locais, mesmo ainda quanto conselheira, sempre apelei à participação cívica nas políticas locais dos nossos portugueses, porque é onde nós residimos, é onde nós contribuímos para a economia e eu acho que, acima de tudo, temos que ser mais ativos e mais proativos, porque temos que ter a nossa voz ouvida, porque é onde nós vivemos e é onde nós contribuímos.

Sandra Mano, a primeira portuguesa eleita vereadora em Watford, candidatou-se pelos liberais democratas. Da estreia para as reeleições, Tiago Coraz foi reeleito em Little More, Oxford, pelo Partido Trabalhista. Com 43% dos votos, o engenheiro na área automóvel nascido em Braga, Tiago Coraz, exceção aos maus resultados do Partido Trabalhista.

nas eleições locais e regionais britânicas. Um resultado fabuloso, considera Tiago Coraz, que atribui a vitória em Littlemore à campanha Porta a Porta. Este resultado foi um resultado fabuloso. É um resultado que demonstra que o contacto Porta a Porta funciona, porque havia o risco, devido ao panorama nacional, mas não só, de perder estas eleições.

e o resultado não demonstra isso, mas também não demonstra aquilo que foi o trabalho porta-a-porta e eu sempre senti que tinha algumas hipóteses de vencer nesse contacto porque a recepção era sempre muito boa porta-a-porta e até cheguei a ver miúdos com 4 anos a chamarem pelo meu próprio nome. No entanto, eu estava sempre preparado para a derrota porque é sempre importante.

Estamos preparados para os dois cenários, porque ganhar é fácil, perder é sempre muito mais difícil e é assim que funciona a democracia e ainda bem que é assim. Claro, sinto muito satisfeito porque isso demonstra que a população e a comunidade em Little More apreciam o meu trabalho, valorizam o meu trabalho e, claro, quero continuar a servir a comunidade de Little More e a representá-la na Câmara de Oxford.

Candidato de todas e para todas as comunidades, Tiago Coraz não tem perceção se contou com os votos de portugueses na Vitória. A minha candidatura, mesmo em Little More e mesmo aqui em Oxford, nunca foi apresentar a comunidade portuguesa. Ou seja, eu represento todas as comunidades britânicas, portuguesas. 40% da população em Oxford, na sua maioria, não nasceu no Reino Unido. Eu acho que represento todas as comunidades, quer sejam britânicas, quer outras.

A verdade é que a comunidade em Little More tem alguma representação portuguesa. Não sei se também se votaram, vou ser muito sincero. Alguns sentem muito entusiasmo, mas outros sentem a indiferença. Porque muita gente portuguesa que vem emigrar acha que não tem uma palavra a dar nas eleições locais. Que é errado, na minha opinião, porque a palavra dele e a voz dele nestas eleições são importantes. Mas o sucesso tem a ver com eu ser capaz de ser abrangente e de representar todas as comunidades.

Tiago Coraz, eleito pelo Partido Trabalhista em Littlemore, Oxford. Em Lambeth, Diogo Costa, luso-descendente, vence pela segunda vez. E é o primeiro vereador português e de origem portuguesa a ser eleito para um segundo mandato pelos trabalhistas. Atingiu o objetivo, como nos disse em meados de abril, voltar a fazer história.

Se eu conseguir o segundo mandato, ia ser a primeira vez que um português consegue um segundo mandato na Câmara de Lambeth. Historicamente, só desejamos por um mandato os planos de língua portuguesa. Então, também, por essa razão que também estou recantado.

Seria uma vitória dupla? Seria uma vitória para os residentes e para os residentes mais vulneráveis na nossa comunidade, não só na comunidade portuguesa, mas na comunidade aqui na área, que eu, como vereador do Partido Tribulista, nós apoiamos aquele que é mais vulnerável na nossa sociedade e nós precisamos de uma quema trabalhista, que só com uma quema trabalhista conseguimos apoiar os nossos residentes.

Conquistado o segundo mandato, Iogo Costa vai continuar o trabalho que começou há quatro anos. Eu quero continuar o trabalho que já estou a fazer desde 2022. O trabalho de apoiar os residentes na área local, mas também para promover a contribuição da comunidade portuguesa e a filante de língua portuguesa cá na área. Por exemplo, foi durante o meu mandato que eu consegui o primeiro mural do pequeno Portugal no Reino Unido, aqui em Lambaf, aqui na minha...

ciclo eleitoral do Oval, que é chamado o Pequeno Portugal. Eu quero continuar este trabalho e eu tenho muita energia para continuar a apoiar os meus residentes aqui. Então, isso é porque eu estou a recantar-me por a segunda vez. Ainda há muita coisa que eu quero dizer na área do Pequeno Portugal, aqui no meu ciclo eleitoral.

que nós não conseguimos, mas vamos continuar a puxar por isso. E eu ainda não posso rever os planos, mas se for reeleito e nós conseguimos os fundos, vai haver grandes mudanças feitas no pequeno Portugal, para ser uma área mais atrativa.

Declarações de Diogo Costa em abril que, por motivos profissionais, ficou impedido de participar nesta edição do Câmara dos Representantes. Também em Lambeth, na corrida às urnas, esteve Pedro Xavier pelos liberais democratas. Pedro Xavier não foi eleito. O empresário, nascido em Bragança, diz que valeu pela experiência e pondera voltar a candidatar-se.

Uma experiência enriquecedora, eu acho que será para repetir nas próximas eleições. Aliás, concorri por Lambeth porque é a zona que eu conheço desde sempre, onde cresci, apesar de não viver em Lambeth, mas não onde é que trabalho. Aliás, já foi lançado um desafio por um dos candidatos que foi vencedor nas eleições para concorrer na próxima vez na Câmara, onde é que eu vivo, o Merton, ou possivelmente Satan, que é predominantemente...

a Lippdamm, tanto uma Câmara como a outra, talvez, mas eu gostei pela camaradagem, pelo trabalho posto. Fiquei contente também com o número de votos que tive, não posso dizer o contrário. Fiquei surpreso porque a Câmara está dividida, a Câmara tinha elegido nas últimas...

Eleições de 58 variadores do Labour e, neste momento, está cometado. Os verdes vão à frente e, possivelmente, irão liderar a Câmara de Lambeth, o que é uma surpresa muito grande. Mas, para mim, foi uma experiência enriquecedora. Não estou triste, aliás, pelo contrário, estou contente. Dá mais força para trabalhar e para continuar. Por vezes ganhamos, por vezes perdemos. Eu acho que nunca perdemos, porque, se aprendermos mais, torna-se uma experiência que queremos voltar. Repetiria, com certeza, que nas próximas...

eleições lá estarem outra vez e se calhar talvez com outro tipo de sorte e com mais experiência também. O Pedro Xavier estava a correr também com outro português pelo Partido Trabalhista, o Diogo Costa, que foi eleito. Sim, sim. Aliás, a zona onde é que eu estava a concorrer é predominantemente Labour. É a zona da atual Presidente da Câmara de Lambeth. Era uma zona muito difícil mas mesmo...

difícil como era, conseguimos ter uma boa votação, poderíamos ter eleito um variador, não o conseguimos, mas iremos continuar neste trabalho, porque é um trabalho diário que tem que se fazer com as pessoas e com certeza a Câmara já foi lida e será outra vez num futuro próximo.

Entretanto, Diogo Costa, o primeiro luso-descendente que é reeleito, também ficou feliz. Pedro Xavier. Eu também tive a oportunidade de falar um pouquinho com ele e lhe desejava a sorte. Idealmente sejamos eleitos os dois. Ele concordou comigo. Nós estávamos a observar a contagem e desejo-lhe toda a sorte muito. Ele irá continuar a trabalhar na zona, no local onde é que eu tenho presa. Aí, obviamente...

irei apoiar naquilo que eu puder para continuarmos a fazer um trabalho e principalmente para a nossa comunidade portuguesa. Pedro Xavier, candidato pelos Liberais Democratas, não foi eleito em Lambeth. A Sétan, Isabel Arujo vence pela segunda vez a corrida às urnas pelos Liberais Democratas.

transmontana de Vila Real e com duas décadas de vida em Inglaterra, onde é empresária na área têxtil, Isabel Arrujo, acabadinha de ser eleita, destaca que na origem da reeleição está um trabalho diário de contato com a população, diz-nos antes de festejar a vitória com o sabor português.

Trabalhamos durante muito, muito tempo para chegarmos aqui. Comparando com a primeira eleição, o que é que foi diferente? Com a experiência de outra tranquilidade. E nós trabalhamos, como eu lhe digo, o meu partido não trabalha para a eleição. Portanto, nós trabalhamos...

Durante quatro anos, todos os dias, falamos com os nossos residentes, percebemos o que é que eles querem e pensávamos ter entregue, ou pensávamos ter entregue, aquilo que as pessoas realmente queriam ver em Satan. Mas é uma eleição muito especial porque nós somos a administração, portanto somos a administração da Câmara há 40 anos, ganhamos o mandato para outros quatro e aumentamos a nossa maioria em 23 vereadores.

Portanto, neste momento temos apenas quatro elementos de oposição, dois do Partido Reform, um do Partido Labour e um Independente. Portanto, foi uma vitória muito, muito, muito boa. Candidata pelos Liberais Democratas, qual é o compromisso que a Isabel Araújo apresentou aos seus eleitores?

O único compromisso que eu tenho com eles é representar a voz deles. Portanto, eu não estou lá para apresentar a minha voz, mas para representar a voz daquelas pessoas que me levem. E isso que nós fazemos todas as semanas, todos os dias, nós temos um contato muito direto com os residentes de Cacholton Central, que é a minha ward. Para lhe dar uma ideia, todas as sextas-feiras nós saímos e batemos à parte das pessoas e apresento-me e digo-me, sou a sua diretor, o que é que gostava de ver em Satan, o que é que eu posso fazer por si.

Portanto, nós temos essa conversa todas, todas, todas as semanas. E eu acho que é por isso que as pessoas nos...

deram mais 4 anos para que podermos continuar a trabalhar para elas e a continuar a fazer este serviço para a comunidade no geral. Qual é o projeto que neste momento a Isabel Arouge lês com prioridade? Nós temos várias. Um deles, que foi uma vitória muito grande para a Câmara, nós conseguimos atrair um investimento de, penso que, é cerca de 1 bilhão, mil milhões de libras para Satan, porque vai ser o maior centro de investigação de câncer.

da Europa, em termos de benefício para a economia local, vai ser fantástico. Portanto, nós estamos muito, muito, muito entusiasmados com esse projeto. Eu sou a vice-presidente do Pelouro do Ambiente e Transporte Sustentável e, portanto, dentro do meu Pelouro estamos a trabalhar.

em projetos mesmo muito interessantes, em termos de transporte sustentável. Portanto, temos uma ambição enorme de fazer o Sota num lugar ainda muito melhor para viver. Isabel Arujo, e de que forma é que a comunidade portuguesa contribuiu para a sua reeleição?

Portanto, Satan não é um sítio onde existem muitos portugueses. A comunidade portuguesa não é representativa. A última vez que eu vi os censos era menos de 4%. Mas o fato de eu ser portuguesa, acho que nós fazemos as coisas um bocadinho diferentes. E eu tento trazer o que eu vejo de melhor aí.

para o meu dia-a-dia aqui na Câmara de Sutton. Isabela Araújo reeleita vereadora em Sutton pelos liberais democratas. Nas regionais do Condato de Norfolk, Carla Barreto, nascida em Oteiro e atual mayor de Tetefort, não venceu a corrida eleitoral. Carla Barreto foi a primeira imigrante a candidatar-se ao cargo de vereadora regional, o lugar mais alto na política ativa que um imigrante pode alcançar no Reino Unido.

Valeu a experiência, diz-nos Carlos Labarrito, que deixa a porta aberta para daqui a dois anos voltar a candidatar-se às regionais britânicas. Foi a primeira vez que me candidatei para o condado a este nível de eleições. Como independente, eu já sabia que era difícil ir contra os partidos estabelecidos.

e que havia uma grande mudança, que a maior parte das áreas, das zonas aqui, a votar que iam mudar rapidamente para o reforme, que o reforme ia ganhar muito terreno. E é o que se tem visto, ao longo do dia, à medida que os resultados vão saindo, vê-se que o reforme vai ficar com a maioria dos assentos aqui de Norfolk, neste condado.

Eu não fiquei em último lugar. Para mim isso já é uma vitória. É uma experiência porque, como independente, eu sabia que era um desafio. Sou a única estrangeira aqui a concorrer. A única dependente dentro deste distrito, nesta zona do condado. Eu acho que a experiência foi boa. Como é a primeira vez, serve de uma aprendizagem. Quem sabe? Vamos ver se depois para a próxima tentaremos outra vez. Não caso decidir. Cheia de força. A próxima será daqui a dois anos. A próxima eleição.

Há volta de dois anos. Geralmente isto é eleições de quatro em quatro anos, mas como vai haver uma devolução, uma estruturação do governo, eles vão ter que fazer novas eleições para esta nova estruturação, que possivelmente será daqui a um ano e meio ou dois. Sim, vamos tentar outra vez. Por que não? Até lá, o trabalho continua. Continuo na comunidade, eu continuo na Câmara de Tessar na mesma, a fazer o meu trabalho como vereadora até maio de 27, e portanto isso não vai parar, continua na mesma.

Carla Barreto, maior de Tetevor, não venceu as eleições regionais de Norfolk. Daqui a dois anos, talvez volte a candidatar-se ao lugar mais alto na política ativa que um imigrante pode alcançar no Reino Unido. Para nos ajudar na análise da participação dos candidatos portugueses e de origem portuguesa nas eleições locais e regionais do Reino Unido, convidamos João Noronha.

fundador e diretor do Jornal das Notícias. E vamos começar por Lambeth, zona conhecida por Little Portugal, em que dois portugueses estiveram na corrida aos três lugares disponíveis. Pedro Xavier, uma estreia pelos liberais democratas, e Diogo Costa, que pelos trabalhistas, foi reeleito para um segundo mandato. João Noronha.

O Diogo Costa tem feito um bom trabalho, até junto à comunidade portuguesa. É um homem, de certa maneira, pouco comunicativo, mas trabalha bem. E tem feito um bom trabalho para os portugueses em Lâmbado. Pedro Xavier, todos nós conhecemos, sabemos quem é, o homem da Rádio TV Lusa.

O homem que tem uma empresa que trata de assuntos ligados à comunidade, exclusivamente ligados à comunidade, não só na área da imigração, mas também de empresas. Tem até um setor legal, tem um setor de contabilidade. Portanto, é um homem que seria, como é que se diz, uma boa contratação. Até porque é conselheiro das comunidades portuguesas eleito pelo Reino Unido.

Exatamente, mas estaria já no topo do bolo, não é? João Noronha, o Diogo Costa foi o primeiro luso-descendente a ser eleito vereador em Lambete. Agora é reeleito, portanto, uma boa notícia, o Diogo Costa está de parabéns, tal como todos os candidatos.

Mesmo os que não avançaram. Mesmo os que não avançaram, exatamente. A verdade é que estas eleições revelaram uma derrota histórica dos trabalhistas, mas vamos centrar-nos na comunidade portuguesa. Guia-nos então pelas candidaturas que foram apresentadas e por aquelas que ainda não sabemos os resultados.

Sim, há aqui três que não sabemos ainda, que são de origem maderense, que são a Nica Xenção, a Carolina Braga e a Laura Menezes. Todas concorrem por Crowley, em bairros diferentes, é verdade, mas todos pela cidade de Crowley. Eu penso que a Nica Xenção já concorreu no passado, mas tanto a Carolina Braga como a Laura Menezes, que concorrem pelos Verdes, é pela primeira vez.

A esta hora em que estamos a gravar este Câmara dos Representantes ainda se contam votos. Para já, uma estreia em Watford. Sandra Mano, conselheira das Comunidades Portuguesas, foi eleita vereadora pelos Liberais Democratas. Exatamente, com 38,5% dos votos e 892 votantes. Foi realmente uma surpresa, mas uma boa surpresa.

É também conselheira das comunidades portuguesas e tem o ploro da educação na Europa. Junto a isso, a ser também vereadora e vamos ver o que é que o futuro nos trairá daquela parte. Penso que boas coisas. Olhando as reeleições, temos pelo menos duas reeleições, já falamos a do Diogo Costa, mas temos duas reeleições, a do Tiago Corais e a da Isabel Arrouros.

Essa do Tiago Corais nós temos, é pela quarta vez que é eleito, ganhou com 43% e foi o vereador mais votado. Depois de quatro vereações, o Tiago Corais ainda está ali pronto para as manobras políticas e para o apoio tanto à comunidade local como aos portugueses e, portanto, é dar palmas.

Quanto à outra, Isabela Araújo foi reeleita a segunda vez. É uma mulher com muita fibra e muita capacidade. Tem também ajudado muito os portugueses na área. Muitas vezes até pela mão do António Cunha, outro conselheiro das comunidades portuguesas. E temos também de dizer que é, sem dúvida, uma...

uma mulher de fibra, uma mulher portuguesa, se bem que seja luso-descendente, e não propriamente, mas estrada, outra luso-descendente, que fala bem português, que gosta de Portugal e que mantém aquela força e aquela dinâmica que só as mulheres portuguesas têm. Lamentamos é que a primeira imigrante portuguesa, candidata à Norfolk, não tenha sido eleita. Estamos a falar de Carla Barreto, atual maior de TEDxFOR.

Isto é uma zona de Brexit, onde o Brexit teve quase 90% de apoiante. É uma área muito difícil. Ainda por cima, ela não vem com a máquina de qualquer partido e, por isso, teve de resolver por si só e não conseguiu. O não ter conseguido, para nós, é um setback, se é que se pode utilizar esta tecnologia inglesa.

Mas mantém-se em Tétuara, mantém-se ainda como presidente da Câmara e é uma pessoa que, mais cedo ou mais tarde, vai vingar na política. É uma pessoa carismática, com muita capacidade e que estamos contentes em ter lá aqui tão perto. De outra maneira, iria para 30 milhas daqui. Portanto, Carla Barreto fica junto de nós, junto de Tétuara, ainda tem mais um ano e, portanto, vamos esperar o que é que este ano nos reserva.

Até porque Carla Barreto não fecha as portas daqui a dois anos para voltar a candidatar-se ao mesmo cargo. Esta é uma minhota. Esta é uma minhota. Até porque esta candidatura de Carla Barreto a Norfolk às eleições regionais é o lugar mais alto.

da política a que um imigrante se pode candidatar. Exato, exato. Depois só se pode candidatar a membro do Parlamento, mas terá de se nacionalizar. Portanto, aqui também temos estas balizas. João Noronha, estamos a analisar também a participação portuguesa e de origem portuguesa nas eleições locais e regionais.

do Reino Unido, todos são unânimes, os candidatos com quem conversamos, que estamos a assistir a uma viragem. O que é que podemos esperar deste mapa para as comunidades estrangeiras num país que é europeu, mas que não integra a União Europeia?

Bem, aqui temos de olhar para duas esferas. O lado que ainda é controlado pelo Partido Trabalhista e por Keith Tammer, que teve uma derrota estrondosa nestas eleições locais, mas é um homem que defende a aproximação à Comunidade Europeia, neste caso à União Europeia. Portanto, cabe que se não for penalizado por estes resultados, se mantiver à frente do Governo,

poderá, de certa maneira, garantir que nós, europeus, possamos cada vez estar mais perto do nosso continente europeu, isto dos 27 países que fazem parte da União Europeia. O que é que ele quer fazer exatamente? Ele quer aproximar, quer que o fluxo...

e o comércio de produtos seja livre, novamente, e que alguns, especialmente os jovens, até aos 23 anos, possam também ter livre circulação. Isto é, poderem entrar sem documentação na União Europeia e vice-versa. Estes são os dois grandes...

as duas grandes mudanças que podemos esperar. No entanto, Keith Tamer disse na semana passada que o partido está a pensar em manter o estatuto do Brexit para não, de certa maneira, para não mexer com os problemas que poderiam acarretar.

os que votaram no Brexit, porque este país ainda continua muito dividido, se bem que as sondagens apontem agora para 52% dos ingleses quererem voltar à Europa, ainda há 48% que não querem. E, portanto...

É uma divisão ainda muito grande e, portanto, que o Sâmara está com cuidado naquilo que faz. E desse retrato, João Noronha, a iniciativa lançada pelo jornal As Notícias no Dia Mundial da Língua Portuguesa, o grande prémio de literatura portuguesa na diáspora. Apresenta-nos então esta iniciativa. O que é que ela visa? O que é que é este prémio?

O grande prémio é no âmbito das comemorações dos 20 anos. Nós vamos também fazer 20 anos este ano. E, portanto, na festa dos 20 anos, queríamos trazer alguma coisa de diferente. Então pensámos que faltava, na diáspora portuguesa, um grande prémio da literatura.

com o objetivo de valorizar, divulgar, preservar a criação literária da língua portuguesa produzida por autores da nossa imigração e por descendentes diretos de imigrantes, porque obviamente que nós não vamos deixar os nosos descendentes fora desta competição. Queríamos que ela atingisse todo o universo da imigração portuguesa espalhada pelo mundo.

Não esquecer que a experiência da imigração portuguesa constitui um património humano, cultural, histórico, onde transitam uma quantidade de histórias e de vida. Este prémio, portanto, que pretende dar visibilidade a todas essas narrativas, a todas essas memórias, mesmo aos afetos, por exemplo, para o Portugal.

entre estas famílias que existem, os conflitos, que há muitos conflitos nas comunidades, como em qualquer comunidade há sempre conflitos, e a identidade construída fora do território nacional. E quais são os requisitos para quem estiver interessado em candidatar-se a este grande prêmio da literatura portuguesa na diáspora do jornal As Notícias?

Para serem cidadãos portugueses, necessário de ter a necessidade portuguesa, residir atualmente no estrangeiro, independentemente do país, para que será necessário a respectiva prova de residência, ter idade mínima de 18 anos, apresentar obras originais escritas em língua portuguesa, obras que podem já ter sido publicadas nos últimos dois anos, é uma linha vermelha que nós instituímos.

Depois, a partir do passado de maio, de 5 de maio até 6 de agosto, enviem-nos todas as obras que tiveram na área da prosa e da poesia. Nós vamos dar dois prémios, um prémio para prosa e um prémio para poesia. Só podemos, neste momento, acomodar as primeiras 40 obras de cada. Deve ser escrita em língua portuguesa. Cada autor pode concorrer apenas com uma obra por cada categoria.

E para enviarem os trabalhos devem consultar o Jornal das Notícias online? Sim, nós temos um website próprio, mas contactando-nos nós passamos-lhe todas as indicações necessárias.

Basta ir ao nosso website, que é o www.asnoticias.co.uk e telefonar, instalar os telefones, instalar os contactos. Os primeiros 40 é garantido. Os prémios, que é uma coisa boa, nós os prémios temos vários, entre eles um pequenoário, portanto as pessoas vão receber uma verba.

Os que ganharam vão receber uma verba. Ainda não podemos anunciar, porque ainda estamos em negociação com os patrocinadores, para sabermos exatamente qual é o valor que estará em jogo. E, João Noronha, as obras vencedoras serão depois publicadas? Sim, sim, sim. Portanto, nós depois publicamos.

Portanto, damos um troféu e um diploma. O destaque editorial no Jornal das Notícias, vamos provavelmente contar as histórias desses autores premiados. A publicação integral ou parcial da obra, isso depois nós vamos ceder, se publicaremos a obra toda, até por episódios, e depois a entrevista do autor premiado no Céu da Diáspora. Basicamente é isso, podem usar basicamente toda.

a nossa capacidade de intrusão dentro das comunidades para poderem utilizá-la em benefício próprio para promover a sua obra. Muito obrigada, João Noronha, pela tua participação aqui nesta edição do Câmara dos Representantes, a guiar-nos nestas eleições regionais e locais no Reino Unido e também a dar-nos aqui um cheirinho do Grande Prémio de Literatura Portuguesa.

na diáspora que vai ser lançado, que já está ali, à distância de um clique, já está lançado pelo Jornal das Notícias. Já recebemos, nesses poucos dias, quatro obras. De onde? Duas do Reino Unido, uma de França e uma do Brasil.

João Noronha, fundador e diretor do Jornal das Notícias, a analisar as eleições locais e regionais britânicas, a apresentar-nos também o Grande Prémio de Literatura da Diáspora, apresentado no Dia Mundial da Língua Portuguesa, a 5 de maio. E com este prémio está dado o modo para a conversa que se segue.

com Tomás Pereira, analista da Federação Sueca de Futebol, que apresentou em Palmela o seu segundo livro, Isto não é sobre futebol, o impacto emocional e o passo a passo no ciclo da aprendizagem.

uma sensibilização para algumas questões de contexto, porque muitas vezes, e lá está como apresentei, falando muito também da minha situação, que muitas vezes achávamos que o problema estava do outro lado e não olhávamos para a nossa parte, portanto nós que temos uma intervenção tão forte ao nível da formação, seja dos jogadores, seja de alunos, seja dos nossos filhos, eu acho que muitas vezes é importante também olharmos para nós e percebermos o que é que nós estamos a dar à outra pessoa para que a outra pessoa realmente consiga aprender e reter o que nós queremos passar.

O emocional afeta todos os momentos? Eu acho que sim. Dentro e fora das quatro. Sem dúvida. Eu acho que um bocadinho, como falámos, o emocional tem um impacto bastante grande. Porque, dando um exemplo concreto, continuo sem acreditar que existe um jogador que não consegue marcar um golo da marca de penalti. Muitas vezes o que acontece é que o contexto emocional...

que está ao redor daquela situação, faz com que o jogador muitas vezes acabe por falhar. Portanto, o contexto emocional é muito importante para que depois todas as outras ferramentas que nós temos no nosso corpo e a nossa capacidade consiga atingir todo o potencial.

um português no mundo, atualmente está na Suécia, já passou pela Noruega, esteve noutros países. Como é que define este ser cidadão português num mundo cada vez mais global e, sobretudo, num mundo que é o mundo do futebol? Acho que, mais uma vez, a palavra certa é que é contexto. Portanto, nós, primeiro que tudo, eu acho que o importante para nós é exatamente percebermos em que contexto é que estamos.

porque eu vivi essa situação in loco na Polónia, por exemplo, que achava que se calhar com uma abordagem portuguesa, muito latina, conseguiria chegar às pessoas. No entanto, as pessoas não recebem informação da mesma forma como nós recebemos. As pessoas lá são, na forma como recebem informação, são, podemos dizer, se calhar agressivas, se calhar na forma de falar, não no intuito de ser agressivo, mas agressivo na forma de falar.

e então conseguem respeitar mais as informações que recebem dessa forma do que de uma forma mais suave como nós portugueses gostamos. Portanto, eu acho que a palavra certa é muito contexto, é percebermos que contexto é que estamos, o que é que esse contexto requer da nossa parte para nos adaptarmos para que depois consigamos chegar às pessoas, porque no fim de contas o que é importante que nós façamos é chegar às pessoas para que depois consigamos atingir os resultados que nos propomos. O Tomás já passou por vários países, quantos?

E deixe-me pensar, portanto, não contando com Portugal, portanto, a Polónia, Noruega e Suécia. E, entretanto, também já foi com equipas para outros países. Neste mundo cada vez mais global, o futebol tem uma palavra a dizer na união dos povos, na mudança de mentalidades.

Sem dúvida, eu acho que estamos a falar do desporto mais praticado do mundo e mais seguido por tantos. Portanto, eu acho que todos os agentes que estão envolvidos no futebol têm sempre uma palavra a dizer para que consigamos unir as pessoas em torno deste desporto fantástico de pessoas que andam à volta de uma bola, mas que até aí é a bola que faz com que as pessoas se aproximem dela porque para terem sucesso isso tem que acontecer. Faz todo o sentido que os agentes contribuam para que isso aconteça.

É o segundo livro onde vai buscar a inspiração? Eu acho que a inspiração vai surgindo do dia-a-dia, de problemas do dia-a-dia, de discussões, de reflexões. Não tem assim uma resposta pronta. Portanto, acho que vem do dia-a-dia, de reflexões que vamos tendo, de vivências que vamos tendo. Por exemplo, eu lembro perfeitamente que a inspiração deste livro partiu de uma reunião que tive do meu filho na escola.

Na escola na Suécia, exatamente. Portanto, não tenho assim um foco que me debruço para depois começar a escrever. Vai acontecendo naturalmente e depois as coisas vão nascendo. Já é o segundo, exatamente. O terceiro poderá estar para breve.

Não sei, eu não teria estado a falar com a minha mãe sobre isso. Nunca na vida pensei em escrever, nunca na vida pensei em ir para fora. Portanto, as coisas aconteceram, foram acontecendo, não aconteceram, mas foram acontecendo. Portanto, não consigo dizer nunca. Se acontecer, ficarei muito feliz. Se não acontecer, estou bastante feliz também com estes dois livros.

E agora, qual é o seu próximo desafio? Provavelmente será o próximo jogo. Sim, é sempre o próximo jogo. Agora a questão é que jogo é que estamos a falar. No futebol é o próximo jogo, sem dúvida, mas o meu próximo jogo é no próximo contacto com o meu filho, é o próximo contacto com outras pessoas ao nível de reflexões, de discussões. Portanto, na minha visão, esse será sempre o próximo jogo. É o contacto com uma próxima pessoa a tentar partilhar ideias e a tentar discutir sobre diversas questões.

E agora, olhando as quatro linhas, próximo jogo é quando? Portanto, o próximo jogo nós qualificamos para o Mundial, portanto o próximo jogo será exatamente nos Estados Unidos, para esse tão desejado Mundial que a Suécia já não estava há alguns anos.

E um Suécia-Portugal na final? É complicado, é sempre aquela pergunta difícil. Eu lembro-me perfeitamente do primeiro jogo que tivemos, Suécia-Portugal, que eu senti que tinha que cantar o hino português também. Portanto, um bocadinho à imagem de termos vindo a Palmela apresentar o livro, eu não me esqueço das minhas raízes. Portanto, será sempre um jogo em que estarei sempre dividido, por um lado o meu país, mas por outro lado o meu empregador. Portanto, acima de tudo, que seja um bom jogo e que ganhe quem merecer.

Tomás Pereira, autor do livro Isto não é sobre futebol, o analista da Federação Sueca de Futebol garante que no Mundial vai cantar os dois hinos, o do país onde nasceu Portugal e o do país onde vive e trabalha a Suécia.

A apresentação do livro de Tomás Pereira contou com a presença de José Cosseiro, o treinador e diretor técnico da Federação Portuguesa de Futebol. Cada jogo é um jogo e depois, da fase de grupos, cada jogo sublinha José Cosseiro em uma final. Primeiro é enaltecer o Tomás pelo lançamento do livro e pelo tema, pela discussão que nós aqui tivemos hoje.

Em relação ao Mundial, o Mundial é uma prova longa, difícil, que eu vejo em alguns responsáveis, algumas pessoas, comentadores também, uma certa euforia. Portugal tem as suas possibilidades, e nós acreditamos, obviamente que sim. Portugal tem possibilidades.

Portugal tem feito ao longo destes 20 anos, 30 anos, não sei, durante já muito tempo, tem sido feito um excelente trabalho, que se reflete hoje em termos de jogadores a jogarem ao mais alto nível em outros países, e portanto isso também é protagonidade, é podermos demonstrar que temos capacidade de jogar a um nível muito alto em países diferenciados, e isso vai ser refletido na seleção nacional.

claramente, portanto isso vai se refletir pelo bem em nós termos essa qualidade e podemos demonstrar essa qualidade agora como eu disse aqui o bola é um jogo, o bola é um jogo com componentes aleatórias muito grandes e portanto estar aqui a não ser verdadeiro não é nada que eu faça, portanto primeiro passar a primeira fase

E depois na primeira fase, cada jogo vai ser uma final, porque é a fase a eliminar, e tentarmos evidentemente chegarmos ao 19 de julho. É o nosso objetivo? É. É se chegarmos ao 19 de julho. Mas sem falar muito nisso. Não adianta falar muito nisso. É um Mundial que vai ser disputado com diferenças horárias, tanto a América do Norte e também México. O que é que mais temos? Até que ponto é que estes fatores horários? Estamos a falar de jogadores de alta competição.

Tudo tem importância. Algumas vezes fatores que nós não dominamos tanto num último momento podem ter, porque há questões emocionais que podem ter influência. Eu penso que o ser com uma diferença horária de 8 horas, mais ou menos, de fuso horário, para a costa oeste americana...

Não vai ser problema, porque nós vamos nos conseguir adaptar, vamos com o tempo, conseguimos vencer esse fuso horário. Nós e as outras equipas não vai ser essa a questão. Agora, evidentemente, depois há muitos outros fatores que vão ter importância, desde o campo, desde o calor, desde a umidade, tanta coisa que vai ter importância.

que tem que ser controlada no momento. Não adianta com esta distância estarmos a fazer futurologia. Agora, evidentemente que eu sou sempre um positivo e acredito que vamos fazer uma excelente prestação. Para todos aqueles que nos escutam, a quem é além fronteiras, que mensagem deixa o José Cosseiro?

Eu deixo uma mensagem que acreditem sempre. Isto é um jogo, e é apenas um jogo, não mais do que um jogo, que tem componentes, algumas delas que são aleatórias, que nós não conseguimos controlar completamente, mas isso também é para nós como para o nosso adversário. Portanto, o mais importante é nós acreditarmos e termos orgulho na nossa equipa, termos orgulho em Portugal.

Eles farão tudo, tudo, para conseguirem atingir o 19 de julho. Eles garantidamente farão tudo para o 19 de julho jogarem a final. Não há ninguém mais do que os jogadores que queiram fazer isso. E, portanto, nós temos que acreditar e temos que, seja atrás da televisão, seja quem puder estar presente, como é evidente, como a nossa comunidade toda, quer nos Estados Unidos, quer no Canadá ou no México, possam, de facto, apoiar a equipa portuguesa, porque ela merece.

José Cosseiro, rumo ao Mundial, que se realiza nos Estados Unidos, Canadá e México entre 11 de junho e 19 de julho. A seleção nacional tem agendado os dois jogos de preparação. O primeiro contra o Chile.

A 6 de junho, no Estádio Nacional, em Oeiras, o segundo com a Nigéria, no dia 10 de junho, em Leiria. Na fase de grupos do Mundial, integrada no grupo K, a equipa das Quinas vai defrontar a República Democrática do Congo, o Uzbequistão e a Colômbia. O primeiro jogo será contra a República Democrática do Congo, no dia 17 de junho. E por hoje ficamos por aqui. Até o próximo encontro. Seja feliz.

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