Nerdebate 556 - Os Cavaleiros do Zodíaco: Next Dimension (Vols. 1 ao 8)
🏛️ A GUERRA SANTA DO SÉCULO XVIII! | Os Cavaleiros do Zodíaco: Next Dimension (Vols. 1 ao 8) | Nerdebate
A continuação oficial da obra de Masami Kurumada entra em pauta no Nerdebate! No episódio de hoje, Luiz Felipe Santos se junta aos especialistas Allan Nicol (do portal Taizen Saint Seiya) e Damien Tempest para analisar detalhadamente os 8 primeiros volumes do mangá Saint Seiya: Next Dimension.
Com Seiya à beira da morte após a batalha nos Elísios devido à maldição da Espada de Hades, Saori Kido e Shun de Cândida tomam uma decisão extrema: viajar no tempo até a Guerra Santa do século XVIII para destruir a espada do Deus do Submundo antes mesmo que ela atinja Pégaso. O time passa a limpo a chegada dos heróis ao passado, as novas versões dos Cavaleiros de Ouro, a revelação de Tenma de Pégaso e Alone, e o início da corrida pelas Doze Casas do passado.
🌌 Tópicos debatidos neste episódio:
A Premissa e a Viagem no Tempo: O desespero de Atena para salvar Seiya e as regras do Chronos, o Deus do Tempo.
O Século XVIII de Kurumada: A comparação do início de Next Dimension com Lost Canvas e o impacto da arte totalmente colorida.
Os Novos Cavaleiros de Ouro: Primeiras impressões sobre os guardiões do passado, como Ox de Touro, Shijima de Virgem, Izo de Capricórnio e o misterioso Suikyo de Taça/Garuda.
Mitos e Revelações: A introdução do 13º Cavaleiro de Ouro (Serpenteário) e os ganchos deixados nos primeiros volumes.
Avaliação Geral: Como estes 8 volumes estabelecem a base para o clímax da obra e o ritmo do mestre Kurumada.
👥 Participam deste episódio:
Luiz Felipe Santos
Allan Nicol (Taizen Saint Seiya)
Damien Tempest
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Qual o seu Cavaleiro de Ouro favorito do século XVIII até o volume 8? Acha que a viagem no tempo da Saori foi a decisão certa? Deixe seu comentário!
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- Personagens de One Piece· EntretenimentoCavaleiros de Ouro · Ox de Touro · Lucas Verissimo · Izo de Capricórnio · Suikyo de Taça/Garuda · Odysseus de Ofiuco
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- Qualidade Gráfica e Edição BrasileiraJBC · Qualidade de impressão · Caracteres japoneses na tradução · Relançamento de Next Dimension
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- O Legado dos Cavaleiros de Bronze e OuroPassagem de bastão · Cavaleiros de Ouro · Armaduras divinas · Evolução de armaduras
- Atena· CulturaSaori Kido · Atitude da personagem · Atena
Alô você que está ouvindo mais um podcast Nerd Debate e cumprindo uma promessa que a gente tinha feito aqui alguns podcasts atrás, né, quando a gente tava comentando sobre Os Cavaleiros do Zodíaco Time Odyssey, né. A gente prometeu que iríamos comentar Next Dimension, né, o mangá que foi lançado há muito tempo atrás e finalmente acabou mais recentemente. Então juntei aqui a equipe de especialistas de Cavaleiros Zodíaco para a gente comentar metade apenas.
Vamos comentar os 8 primeiros volumes do Next Dimension lançado aqui no Brasil. Eu sou Luiz Felipe, apresentador do Nerd Debate. Estamos aqui com Damien Tempest, que também tem canal no YouTube, né?
Damien, salve, galera, tudo certo? Para quem não me conhece, sou Damien do canal Damien Tempest, falo de Cavaleiros Zodíaco todos os dias da minha vida. E espero vê-los em outros lugares.
E hoje é dia de falar de Next Dimension, e não podia faltar ele, Alan Nicole, do Tizen 106. Por favor, Alan, faça seu jabá como se fosse a primeira vez que você estivesse gravando aqui, como se você não gravasse há mais de 10 anos.
Eu nem sei se dá para dizer que eu sou só da Tizen, porque eu também tô aqui, né, há tanto tempo que também já sou daqui mesmo. Então, mas enfim, sou Alan Nicole da Tizen 106, né. Também falo de Cavaleiros há muito tempo, né, no meu canal do YouTube, canal Axiom no momento, mas ele não é especialmente focado só em Saint Seiya, apesar de ter mais coisas de Saint Seiya no momento. Mas é isso aí, sou um fã mais das antigas, desde os tempos da Manchete, acompanho tudo que eu posso. E vamos lá, né, falar dessa saga que não é minha favorita, mas faz parte.
Pois é, eu acho que uma forma de começar esse episódio é o seguinte: quando começa a lançar Next Dimension, né, a data ali, o ano tal, e é inevitável o famoso paralelo com Lost Canvas. Então assim, explicar qual essa questão aí do dos dois projetos, né? Quem começou antes, quem começou depois, até onde a gente pode dizer que os dois estavam ali em paralelo com a gente, com essa ilusão de que um seria uma visão da mesma história do outro, né? E aonde eles se separam em definitivo. Acho que seria um bom, um bom começo.
É, a gente, né, eu e o Damien, por exemplo, a gente, no caso, a gente faz A gente tem um projeto, né, inclusive, que tá lá no canal do Emílio, né, que é sobre juntar um dossiê sobre a relação do fandom, né, com o Saint Seiya ao longo dos anos e tal, desde o começo lá da época da manchete até o presente, né. E a gente abordou num dos episódios justamente essa questão, né, do Lost Canvas, do Next Dimension, porque é uma questão que meio que virou um divisor, né, entre os fãs.
A gente pode concluir assim, né. E enfim, o Next Dimension, ele surgiu como uma— acho que Demi pode concordar comigo nesse sentido, talvez— que ele vem como uma consequência de uma série de outras, de outros fatores, né, anteriores a ele, né. O Kurumada, né, o Kurumada que já tava estabelecendo uma relação com Akita Shoten, né, que é uma outra editora além da Shueisha, onde o Saint Seiya clássico tava sendo publicado, né. O Saint Seiya tava passando por um revival no anime, né, com a Saga de Hades sendo finalmente animada naquele comecinho dos anos 2000.
Então assim, tava muita coisa vindo, né, de Cavaleiros, muita coisa vindo à tona. E o Kurumada começou a publicar um spin-off, e o primeiro deles, o Episódio G, né, lá pela Champion Red. E ele meio que continua hoje com derivados do próprio Episódio G. E enfim, determinado momento, quando a Saga de Hades terminou, a Saga de Hades Santuário, e foi feito o filme Prólogo do Céu, né, houve uma grande turbulência no caminho aí com o resultado do filme, e acabou aparecendo essa nova obra.
Surpreendentemente, né, na época, que era o Next Dimension, né. E mais surpreendente, ela veio primeiro, né, na primeira pergunta que você fez, veio primeiro e tal. E aí veio de uma forma irregular, com capítulos curtinhos, todos coloridos e tal. A proposta inicial era de contar essa Guerra Santa do passado, né, onde o Hades lembra a história do passado onde o Pégaso era o amigo dele de infância, né, amigo dele do passado. Então Então no começo era essa proposta, né, nos primeiros capítulos.
Depois a coisa foi desenhando de forma diferente, ainda mais depois que Lost Canvas estreou poucos capítulos depois, né, Next Dimension, pouquíssimos mesmo. Veio Lost Canvas com um volume muito grande de capítulos, sim, cada capítulo era muito maior do que o Next Dimension. Então a história foi correndo, correndo. Justamente Next Dimension e Lost Canvas pareciam contar a mesma história. No começo, né? Só que aí depois a proposta foi se desenhando como o que eles chamam de dual multi-angle, né, que eles chamavam na época, que era a mesma história contada por dois pontos de vista diferentes, né?
Então assim, no começo a gente não sabia muito bem o que que esperar disso, a gente não sabia, né, se era simplesmente um, a história, Los Campos ia contar o grosso da história e o Next Dimension de repente ia ser os os guiders, né, por assim dizer, assim, os capítulos extras coloridos e tal. Depois a história foi cada vez se distanciando mais, né, conforme o Kurumada foi avançando, até que os dois tomaram rumos completamente diferentes, né.
Lost Canvas continuou focando no passado, né, e o Next Dimension mostrou um passado, foi mostrando um passado cada vez mais diferente e também com saltos para o futuro de Saint Seiya, né? O futuro do que era o anime, o futuro do que era o mangá clássico que a gente conhecia até então, né, nas páginas da Shueisha. E aí foi se desenrolando ao longo dos anos e chegamos a 18 anos depois quando ele acabou, né? Mas a gente não vai dar esse salto tão grande agora, né? A gente tá falando comecinho primeiro, né?
Caramba, 18 anos!
Queria, em cima dessa fala do Alan, acho que tem algumas coisas interessantes comentar. Ele, só para exemplificar uma coisa que o Alan disse, pessoal, para quem tiver nos ouvindo, e até para o Luiz também. O primeiro capítulo de Next Dimension, se eu não me engano, ele tem de 8 ou 12 páginas. O primeiro capítulo de The Lost Canvas são 51 páginas. Só para você, só para exemplificar a grande diferença realmente de conteúdo, de material que se tinha saindo naquele momento.
E acho que isso exemplifica muito porque também de uma obra ter caído no gosto das pessoas e outra não. O ritmo de lançamento do Kurumada também prejudicou muito o que se pensa a respeito da obra. Enquanto nós ficamos numa obra semanal, o Alan muito bem falou, NDE veio com a promessa de ser uma obra irregular. É até curioso isso, no anúncio já é dito isso, que é uma obra não periódica, não tem regularidade, não espere muita coisa.
Até porque existia uma coisa, uma questão na época de trabalho do Kurumada que é ele estava envolvido em um outro projeto de mangá. No começo dos anos 2000, literalmente no ano 2000, ele retorna com a principal obra dele, com a primeira obra dele na verdade, que era Ringu ni Kakero. Ringu ni Kakero foi o primeiro mangá de sucesso do Kurumada ali dos anos 70. Então ele começa em 77, termina em 81, se eu não estou enganado. E logo em 2000 ele faz um Ringu ni Kakero 2.
Que é contando os filhos dos personagens e ainda tendo eles no meio da história e tal. Ele decide retornar tendo a Shueisha como casa, inclusive ele publica na Super Jump, que era uma revista quinzenal. Então justamente por conta do ritmo de trabalho quinzenal, eu imagino que ele prometeu o NED de forma não periódica. E aí é curioso pensar, porque o Luiz pergunta em que momento eles começam a se distanciar, eu acho que eu tenho uma visão um pouco diferente do Allan.
Para mim, eles nunca foram próximos no sentido de eventos da história de fato. Eu acho que o multi do UOL Angle, ele me serve mais na visão de The Lost Canvas se foca inicialmente muito no Alone. Você tem muito Alone sendo apresentado. Hades é muito melhor apresentado dentro do The Lost Canvas do que dentro do Next Dimension, tanto que quando os caminhos se separam é muito mais claro isso. A gente acompanha, eu acho que na minha visão, um pouco mais do alone no começo do Las Canoas e menos do tema, enquanto no Next Dimension é o oposto.
Você acompanha muito mais do tema do que do alone. A interação dos personagens inclusive diz muito a respeito disso. Então, para mim, eles sempre foram muito diferentes nesse sentido de acontecimentos, mas de alguma forma o Kurumada pretendia complementar isso. Não sei, eu nunca achei que essa ideia ela funcionava de fato, porque para mim não havia uma concordância de ideias, por mais que as ideias iniciais de The Lost Canvas, isso palavras da própria Shiori Teshirogi, foram dadas pelo Kurumada.
Ele dava pontos-chaves da história para serem desenhados por ela, e a partir do momento em que isso acabou, ela teve uma maior liberdade. Então, se a gente for estabelecer um ponto máximo de ruptura, na minha opinião, seria o momento que o Albafica é apresentado em The Lost Canvas e o momento em que Isohiox são apresentados em Next Dimension. Ali é o momento de ruptura total, e que aí a gente tá vendo realmente um Santuário caminhando para outra parada, uma Guerra Santa se desenhando de uma outra maneira, e a opinião dos fãs justamente se deteriorando cada vez mais com relação a Next Dimension.
Eu comprei Next Dimension desde o começo, né, pela JBC e tal. E a gente sabe que, pô, durante 18 anos vai ser bem espaçado os lançamentos, em algum momento vai ficar ali um um hiato, né, no Brasil. Então eu fui lendo de pouco a pouco conforme ia lançando. Muita coisa eu fui relembrando aqui, eu disse, caramba, era assim Next Dimension. Inclusive eu achei um pouco melhor nessa segunda leitura agora do que as leituras que eu fazia na época, tá?
Achei um pouquinho melhor. Agora me tirem uma dúvida, é impressão minha ou o projeto gráfico do mangá melhorou ali do 5, 6 em diante, teve uma melhora, começou meio ruinzinho e foi melhorando. É impressão minha?
Olha, eu não sei, eu não tenho essa impressão de que melhorou não. Para mim só vai melhorar mais agora, bem recentemente mesmo assim, nos últimos capítulos, aliás, nos últimos volumes mesmo, talvez nos, acho que a partir do 13, não, melhora bastante.
Eu tô falando da qualidade gráfica da JBC mesmo assim, era como se o início tivesse muito, muito erro de impressão, sei lá, tava meio estranho a coloração, e deu uma limpada depois assim, deu uma melhorada absurda. Não sei se foi erro de impressão das minhas primeiras edições aqui, que eu sei lá, peguei primeiro lote, não sei.
Eu acho que é a mesma coisa, sinceramente eu não vejo muita diferença não. Talvez a qualidade do papel impacte um pouquinho nisso, acho que o papel mudou um pouquinho, pode ser, né, talvez do do 5 em diante, eu não sei, mas não mudou muito a proposta gráfica em si, sabe? Talvez tenha sido o impacto do papel, de repente foi isso. Inclusive, o que pegou muito os fãs quando a obra começou a ser publicada aqui foi porque o mangá ele era traduzido.
Se você pegar, né, o volume 1, por exemplo, você vê que tem muitas palavras, muitos muitos, muitos caracteres japoneses, né, que aparecem, né. Eles não fizeram um trabalho de limpar, não gostei, não gostei, colocar a tradução, né, sobreposta. Não, você vê muitas vezes os caracteres japoneses e os, né, as frases, os balões em português lá juntinho, coladinho, pequenininho, apertado. Então Isso foi o maior problema dessa publicação, né?
E o que eu, o que sempre me levou desde o começo a pensar, um dia JBC ainda vai republicar isso só para corrigir isso aí.
E eu acho que definitivamente me incomodou muito, muito mesmo.
Existe uma promessa da JBC de que eles estão reavaliando o projeto do Next Dimension atualmente, né, para poder decidir a forma como vão fazer com a obra aqui atualmente. Eu acredito que vamos ter algum relançamento.
Se você pegar até para ver o valor de capa dos primeiros volumes, né, você vê que era um mangá completamente colorido, que era uma coisa assim bem rara até mesmo para o Japão.
É R$12,90 a edição minha aqui.
Foi um negócio assim que impactou muito lá no Japão. E quando chegou no Brasil, eles não publicaram no mesmo papel, mesmo tipo de papel que o Japão publica. O papel lá é bem melhor e o mangá evoluiu, né, aqui no Brasil, aumentou de preço inclusive, né. O Kanzenban de Cavaleiros mesmo inclusive foi um grande salto, tanto de qualidade quanto também da forma como se cobrava preço de mangás e tal. Então assim, o mercado brasileiro mudou bastante, e eu acho que a JBC talvez quisesse, para fazer um trabalho de maior qualidade, talvez ele teria que cobrar o tanto de valor né, que hoje em dia se cobra para um mangá.
Então assim, eu acho que naquela época eles não estavam muito confortáveis para cobrar, dar a facada que acabou se dando, né, nos outros mangás. Assim, era depois. Hoje em dia você encontra mangá até de mais de R$100 aí, né? A gente sabe muito bem. Então assim, eu acho que ainda vai chegar o dia que eles vão republicar no formato que eles chamem Eles não vão poder chamar de Kanzenman porque oficialmente não existe Kanzenman lá no Japão.
Eles vão dizer edição especial, né, como foi Netshoes, como foi Lost Canvas, né, que também fizeram uma reedição e chamaram de edição especial. Talvez eles façam isso para melhorar a qualidade da impressão, para melhorar essa parte da edição e tal. Enfim, eu imagino que ainda vai vir aí uma edição bem salgadinha.
A nível de informação só, Alan, para complementar, mas teve um, antes do Anime Friends, a JBC fez uma live e uma das pessoas que estava na live disse que eles haviam recebido arquivos novos de ND. Então imagino que realmente a gente vai ter alguma mudança aí em breve, aposto mais para o final do ano. Agora só uma coisa interessante também, Luiz falou de coloração e tal, é uma coisa a ser dita entre muitos parênteses aqui, que não é o foco do nosso bate-papo, mas a coloração inicialmente do NID era bem melhor do que ficou posteriormente.
Inclusive, eu tive a sorte de— é assim, na minha opinião, sim. Eu tive a sorte inclusive de uma postagem que fiz no Twitter ser respondido pelo dono da empresa que fazia a coloração do NID na época, e ele falou um pouquinho das produções, como é que funcionava e tal, e era bem melhor. Realmente achei bem melhor o tom das armaduras, dos personagens de modo geral. Eu sou daltônico, né, então corna muito comigo, mas o que eu conseguia ver era muito bonito e depois ficou muito inconsistente. A gente tem umas trocas meio bizarras e tal, mas enfim.
Interessante esse ponto de vista, porque eu tô lendo para gravar, né, então eu parei no 8 e muita coisa eu não lembrava. Ou não, assim, eu achei que melhorou. Você tá achando que a coloração piorou? Eu achei que melhorou a contraste das cores, das imagens, que eu ainda acho que era algum erro de, sei lá, não sei. Eu acho que melhorou, mas assim, quando chegar na última edição a gente vai ver, né, essa mudança. É outra coisa que me incomodou muito, Alan, que você falou dos negócios japonês, né, mas o tempo todo tem assim, é full não sei o quê, entendeu, sabe.
Umas coisas como se fosse assim barulhos vindo da boca, algo assim, sabe? Umas onomatopeias. Fu, tisque, TSC. Mas esse fu, acho que é F-U-H, sei lá como é que eles botam assim, tem demais e vai aumentando, vai aumentando, aumentando, aumentando. Aqui, ó, bom, na página 90, vou dar um exemplo aqui, na página 90 da primeira edição metem logo um fu, exclamação. Bicho, isso aqui se repete demais durante o mangá todo.
Não dá para dizer que é um defeito da nossa edição, né, porque de fato é um negócio do Kurumada, né.
Então isso é uma reclamação não da tradução, mas tô dizendo assim, do É meio chato. E eu não lembro disso no mangá antigo, no clássico.
Acho que é porque o Kurumada gosta muito de fazer os personagens assim, como é que eu posso dizer, eles reagindo, né? Eles reagindo de forma só emitindo algum som, né? Então quando qualquer coisa, o personagem fala.
O Ikki é muito assim, por exemplo, né?
Eles gostam muito de— Kurumada gosta muito de fazer assim, acho que para passar aquela imagem de personagem meio marrento, sei lá, enfim. Então tem muito disso aí.
Uma coisa que me incomodou e uma coisa que me surpreendeu, certo? Duas que me incomodaram. Vamos lá, a primeira que me incomodou, mas eu ainda, como eu tô na metade, eu espero que tenha mais coisas. Mas Alon, não gostei que tem quase nada assim. Ele aparece no começo e desaparece, né? Não tem mais nada depois. Quero ver mais do Alon. Depois, né? Estou na curiosidade. Uma coisa que me surpreendeu: no início a gente fica muito tempo no passado, né?
Demora muito para a gente vir para o presente, né? Digamos assim, o futuro, não sei como me referir aqui, mas a gente fica muito tempo no passado. E eu gostei disso, ambienta muito bem, é focado ali no Doco e no Xion, né? Depois que aparece o tema, mas de início é no Doco e no Xion, né, como protagonista da história. Engraçado, o protagonismo vai migrando, né? Chega um momento que para mim o protagonista é o Shun mais na frente.
É porque assim, a gente tem que lembrar que o título dessa obra completa, e você pode ver até pela capa de todas as edições brasileiras inclusive, é Saint Seiya Next Dimension: A Saga de Hades, né? Então assim, esse título ele não foi abandonado até o final do mangá, né? Então assim, a proposta original de fato era contar a saga de Hades do passado. Inicial era essa, né? Só que, como você bem disse, né, conforme o tempo vai passando, né, os volumes vão saindo.
E a gente tem uma coisa que eu e Demi, a gente conversou várias vezes nos podcasts que a gente vê e tal. Existe uma grande diferença da forma como o leitor recebe a obra, né? Por exemplo, eu, o leitor mais antigo, eu que acompanhei todo o calvário ano após ano, mês após mês, de como é que ia saindo, eu tenho uma percepção diferente de quem eventualmente pegou a obra depois, já toda compilada bonitinha, e pôde ler tranquilamente, sem percalços, sabe?
É outra percepção, né? Então assim, na época era bem visível para gente o quanto o Coromada mudava o foco da história, da atenção dele, né? Então assim, No começo ele tava mesmo preso a essa premissa de que seria a história contada do passado e tal, só que ao mesmo tempo a gente vê essas inserções do futuro, né? E aí quando o Odysseus entra na história, né, o Cavaleiro, 13º Cavaleiro de Ouro, Ofiuco e tal, aí é que a história muda muito mais ainda o foco, né?
Então assim, você vê que uma hora vai para um lado, outra vai para o outro, outra hora, então assim, no passado acompanhar isso capítulo a capítulo era muito mais visível assim, era muito mais incômodo, eu diria, sabe?
A gente parou aqui mais ou menos antes do Odysseus realmente entrar na história, né, na revelação.
Sim, então assim, até essa divisão que a gente fez aqui de 8 volumes, né, iniciar essa metade da história, fica bem mais claro, né, assim, que você vê que o foco maior ainda é no passado, mas a partir daí a coisa começa a E para lá e para cá, para lá e para cá. Quando você vê tudo junto, você não sente tanto, né? Porque passou algumas páginas, ah, beleza, já tá, voltou aqui para história do passado e tal. Então dá a impressão de que o passado realmente era mais volumoso e tal.
Mas quando a gente parar para pensar que naquela época a gente passava semanas de poucos meses e tal acompanhando um determinado arco específico, para depois meses e meses depois mudar para um outro arco, Aí era mais complicado, sabe, para a gente assimilar naquela época. Então assim, a percepção do Next Dimension muda bastante do jeito que você lê ou relê a obra, né, no caso.
Edição 1 foi de 2011, eu tô vendo aqui no Brasil.
Ela lança a primeira 2009 lá no Japão. Ela começa a ser lançada em 2006, primeiro volume só compila em 2009, sabe. É, isso é uma loucura. Mas é assim, como o Allan falou, justamente, muitas vezes nas nossas conversas a gente fala sobre isso e a minha percepção é um pouco diferente porque eu começo a ler Next Dimension em 2014, é quando eu pego a obra. Então eu acompanho ela por 10 anos em lançamento, eu não acompanho pelos 18.
Mas já comentei com ele que a minha impressão sobre a ND foi ser muito mais positiva do que anteriormente quando eu fui pegar para ler tudo de uma vez mesmo. Porque eu consigo falar para você ter noção, você falou 2014.
2014 foi quando saiu aqui no Brasil volume 7, volume 7, volume 8, né?
Isso lá. E lá no Japão a gente já tava no 10, não é isso? Acho que sim, acho que é 10 ou 11, não me lembro mais, não me lembro. Eu não me lembro se eu cheguei, acho que eu cheguei um pouco antes da revelação do Edisseu. Agora não me recordo mais, faz muito tempo, não me lembro mais. Mas assim, a minha percepção é um pouco diferente. Isso que o Alan fala de muita coisa acontecendo, foco para lá e para cá, dá para ver que ele tava mudando o foco da história.
Quando eu olho para isso lendo de uma vez só, e acho que é importante que se faça também a análise da coisa quando ela tá completa, porque a obra é feita para ser lida de mais de um jeito, para mim é muito claro que o Kurumada foi espalhando muitas coisas ao longo da história, mas esse espalhamento, por assim dizer, por parte dele, muitos casos era intencional. A gente tem, por exemplo, tudo envolvendo o Suikyo. Tudo envolvendo o Suikyo é muito misterioso.
A gente tá no volume 8, eu pararei por aqui, mas tudo envolvendo o Suikyo é muito misterioso. Mas tudo que o envolve é muito misterioso desde a sua primeira aparição. Existe um contraste muito grande. Por exemplo, lá na frente teremos coisas envolvendo isso. Você tem a questão do Grande Mestre, você tem a questão de alguns outros cavaleiros de ouro. Ele foi espalhando coisas para futuramente serem melhor amarradas. O quanto isso vai ser bem amarrado no futuro, quanto não vai ser, nosso segundo programa muito provavelmente a gente vai conversar a respeito disso.
Mas para mim ele foi preparando situações para resolvê-las, porque como eu digo, e esse é um argumento que eu defendo acho que de forma muito solitária, não sei se o Allan vai concordar comigo ou não, mas a escrita de Next Dimension é muito diferente da escrita do mangá clássico, muito. Primeiro porque o clássico é um mangá muito mais linear. Não que ele não tenha momentos que vai para um lado, vai para um outro, porque a gente vê isso em determinado ponto da história.
Acho que principalmente quando a gente está em Hades Santuário, Hades Inferno, a gente vê muito isso. Poseidon um pouco, mas Next Dimension não. Next Dimension não se propõe a ser linear. Então ele tá fugindo da estrutura que o Kurumada usava nos anos 80 Porque o Kurumada virou um autor diferente pós-Saint Seiya. Isso é muito claro quando a gente olha outras obras dele, mas que não entram também muito na contagem aqui. Mas ele é um autor diferente, ele faz Next Dimension de uma forma diferente.
E acho que essa forma diferente pode não ter agradado muito, porque ele foge de muita coisa que se estava acostumado. Por exemplo, uma coisa que acho que é bem nítido nesses 8 primeiros volumes é: Você pode ter uma história, ela pode ser envolvente, acho que é, mas sempre vai faltar algo a ela. E para mim, o que vai faltar a ela é o impacto. Impacto esse que o Cromado conseguia trazer em suas lutas no mangá clássico. Nesses 8 primeiros volumes, eu faço a pergunta tanto para o Alan quanto para o Luiz: qual luta brilhou aos olhos de vocês? Acho difícil que vocês lembrem de alguma, mas faço a pergunta.
Eu me lembro mais pelos pontos negativos do que pelos pontos positivos, vou ter que dizer assim.
Eu tenho um favorito, não a luta, um personagem que as lutas que ele está eu gosto, que para mim o melhor personagem aqui é o Suikyo. Eu chamo Suikyo, é Suikyo que fala?
É Suikyo.
Pronto, Suikyo para mim ele é o melhor personagem até então que eu acompanhei, né? Gosto muito dele e as lutas que ele participa eu acho interessante. Só que aí vem a questão: você diz que o Kurumada é um, ah, se reinventou, tá diferente. Qual o motivo deste homem repetir praticamente todos os tropos das 12 casas da saga clássica e algumas coisas do Hades, né, que aparece? Por exemplo, o de Touro morre do mesmo jeito, Casa de Gêmeos, mesma armadilha.
Talvez tem alguma diferença até no Xiong, mesma coisa, parede de cristal. Conforme tem uma coisa diferente ali em Virgem, em Leão, porque tem a presença do leão gigante lá, etc.
Mas diferente porque tem os caixões, isso.
Mas vai de novo lá para o Yomocho, né?
Então assim, tá ligado à constelação de Câncer. Tem coisas que não serão abandonadas porque são prefixos do universo.
É, mas tem muita coisa que se repete que no início eu fiquei: Shun, como é que você está caindo no mesmo truque novamente? Aí lá na frente ele primeiro cai no truque e depois ele fala: não, eu já passei por isso e eu sei como escapar. E ele consegue. Então assim, No início ele caiu muito naquela questão da parede de cristal, etc. Lá na frente ele começa a ser um pouco mais safo. Isso eu gostei do Xum. Mas assim, esse negócio do Kurumada ficar repetindo as mesmas coisas me incomodou demais, porque assim, qual a intenção dele?
É tipo Jorge Lucas que mostra que a história rima e por isso que tem repetições, ou é porque ele simplesmente só sabe fazer isso? Eu não sei o que é que ele quer, o que é que ele quer demonstrar.
Eu acho que a resposta não existe, a resposta certa para isso. Nós podemos dar interpretações diferentes. Por exemplo, o tem a dele, né, e eu tenho a minha. Por exemplo, você pode ter a sua, a gente pode, né, discordar, enfim, mas não tem a resposta certa, né.
Não sei qual a resposta, mas eu não gosto do que ele fez aqui. Isso aí me deixa totalmente— parece falta de criatividade.
Uma coisa com relação ao Nec Dimension que o Demi falou, a questão da forma como o Kurumada fazia antes e depois de Saint Seiya, tem essa questão também, né, porque na época que o Kurumada fez o clássico de Saint Seiya ele era obrigado a ser mais focado porque o ritmo de trabalho era diferente. Ele tinha que publicar semanalmente, né? Então assim, ele não tinha como dispersar muito a história e de um caminho não linear, porque o ritmo de publicação na Jump exigia, né, que houvesse uma frequência constante, né?
Do qual ele, Kurumada, reclamou bastante durante muito tempo. Ele não gostava, né, da forma de trabalhar na Jump. Ele não gostava desse ritmo.
Né?
Então, assim como outros mangakás também, né, uma reclamação constante. Mas ao mesmo tempo a gente sabe que também uma coisa que perdura até os dias de hoje, e existe talvez até um certo, um certo, um certo, como eu posso dizer, apego, né, dos mangakás a essa loucura que é a forma de publicar da Jump, né? Então assim, é um negócio que força o mangaká a estar sempre dando o seu melhor a mostrar que é bom, sabe? É uma loucura, é uma competição eterna entre eles lá, né? É um negócio que perdura até hoje.
Sobre essa questão de repetições, Luiz, discordo de que são repetições, só que eu não posso falar o porquê. Essa é a grande questão, tá bom? Discordo de muitas delas agora, mas tem coisas aí, por exemplo, que não são repetições. O Shun, por exemplo, nunca viu A Muralha de Cristal. Ele não, ele nunca lidou com esse golpe. Tudo que o Shun lidou, nós vimos ele lidando de uma forma melhor no clássico. O que que foi que o Shun de fato lidou nas 12 casas?
Foi com o labirinto.
Isso só, ele nem passou pelo labirinto das rosas, por exemplo. O único obstáculo físico que existiu, ele foi lá e superou. Ele aprendeu com o erro que na verdade nem foi dele, né, foi do Hyoga. O Hyoga que fez a besteira na casa de gêmeos. Então ele passou. Não, nesse aspecto não há repetição.
Acho que tem que levar em consideração que eles não se conversavam. Então assim, ele só vai passar melhor de coisas que ele vivenciou, mas ele não tem conhecimento.
A Muralha de Cristal, o Shiryu não vivenciou, o Ikki não vivenciou, o Hyoga não vivenciou, nenhum deles lutou contra o Mu.
Voltando ao que eu tava falando antes, a história do Kurumada fazer e tal, eu acho que eu concordo com o Luiz, e eu acho que é um pensamento que é normal de todo mundo. Assim, você pode tentar procurar esmiuçar e ver alguns detalhes de diferença dos acontecimentos do Next Dimension, mas não dá para negar que de forma geral ampla você vê que realmente há uma repetição de muitos tropos e muitas situações ali. Acontece alguma outra roupagem diferente, alguma forma que, mas no geral é muito parecido realmente, né?
O próprio fato de ter uma subida das 12 casas e tal de novo, de ter inimigos invadindo como na Saga de Hades, né, de situações ali que acontecem. Mas eu não sei até que ponto o Kurumada realmente é uma resposta que, como eu falei, não tem uma resposta certa, né? Você pode ter diferentes interpretações. Você pode pensar que Kurumada faz isso intencionalmente porque ele, não que ele não saiba fazer diferente, mas é porque ele acha que é isso que o povo quer, que os fãs querem ver, né, querem se remeter àqueles grandes momentos do mangá clássico, né.
Ou porque de repente ele tem em mente uma ideia de que o tempo é cíclico e ele se repete. Porque era uma coisa muito presente no mangá clássico. Aí eu acho que tinha muito essa ideia de que aquela coisa de o destino, né, rege os acontecimentos, as pessoas vão sempre seguir o destino, e você pode estar lá contra ele, mas de jeito ou de outro ele sempre dá o seu jeito. Então assim, até tinha essa ideia, né, que era uma coisa que a gente até teorizava muito no passado e tal, a questão de que os Cavaleiros de Ouro eles reencarnavam sempre como as mesmas pessoas, né.
As mesmas figuras. E essa era uma questão que inclusive foi muito impactante e que diferenciou muito, como o Demi falou lá no começo, de Lost Canvas versus Next Dimension, né? Porque o Lost Canvas, ele seguiu essa, essa linha de pensamento que era meio que todo mundo tinha na época, inclusive pela própria figura do Pégaso que era apresentado no clássico, que ele era a mesma cara que ele tinha no passado e tal. Então assim, todos os cavaleiros de JoJo's Bizarre Adventure, eles meio que estão repetindo ciclos de coisas que já viveram antes, de um jeito ou de outro, sabe?
Não sei se Kurumada tinha isso em mente e foi esse espírito que ele trouxe quando ele repete os tropos em Next Dimension, né? Ou se é outra explicação, como eu falei, né? Mas enfim, o Kurumada teve essa questão de como na Jump era semanal e Next Dimension era disperso, era irregular. Ele não só teve tempo para pensar em novas ideias a cada ciclo, a cada arco, né, cada mini arco de capítulos que eram publicados. Mas também dava para ver que havia uma reação das pessoas, e eles, o Kurumada, através do estúdio dele, Kurumada Pro, ele monitorava muito também a reação dos fãs naquela época.
Então assim, houve muita gente que reclamou na época, porque Os Cavaleiros de Ouro, quando o Albafica apareceu e tal, que eles tinham as mesmas caras. Né, as mesmas caras do mangá clássico. Isso na época foi um revés na comunidade, né. Então acho que isso levou ao cromado, mais do que nunca tentar mudar, sabe, fazer algumas coisas diferentes, inclusive pelo visual dos personagens, mesmo que isso nem sempre impacte em golpes diferentes, né, em atitudes diferentes.
Enfim, tem muitas coisas aí que acabam se repetindo mesmo assim, apesar do visual ser diferente. Nem tão diferente para uns, né, comprar outro. Por exemplo, óculos, por exemplo, também não muda quase nada do Obi-Wan, né, morre do mesmo jeito nesse começo aqui, né, com relação ao visual e tal. Enfim, o Iso muda do nada para ser uma katana em vez da espada clássica da Excalibur, como ela deveria ser, né, uma coisa europeia e tal.
Enfim, então o Kurumada meio que vai se dobrando conforme os capítulos vão avançando ao longo dos meses, dos anos. Eu acho que ele vai se dobrando para dizer, não, eu vou tentar dar uma incrementada aqui. Mesmo que eu tenha pensado originalmente em repetir os mesmos tropos ou acontecimentos, eu vou fazer alguma coisinha aqui para dar um gostinho diferente, né? Talvez seja isso. Agora, a intenção dele de fato, o que que ele pensava ou não, aí a gente não tem como saber, né?
É outra coisa que eu gostei muito: a Tena é uma personagem de mais atitude. Inclusive tem o clássico da personagem cortar o cabelo, né, que você no anime, mangá antiquíssimo que tá aqui novamente. E gostei, eu gostei da atitude da Atena de atrás, achei legal. Ela que é a ponta da lança, né, nessa história praticamente aqui. Gostei de verdade.
Eu acho que a Saori, existe uma outra questão também, né. A gente tava falando sobre o que que era o objetivo da história inicialmente. No começo, o Allan fala sobre ser uma história que deveria contar a Guerra Santa, e eu concordo absolutamente com isso. E acho que o Kurumada concorda, porque na orelha do volume 16 ele chega a citar que, né, que X-Men era para ser um projeto curto, né. Então ele acaba tendo que ser remodelado.
O porquê exatamente nós nunca vamos saber. Eu tenho a minha teoria do porquê isso aconteceu, mas o projeto teve que ser remodelado para transformar-se na continuação de Cavaleiros. A partir do momento que se transforma na continuação de Cavaleiros, tem que se pensar qual é o objetivo de Next Dimension, o que que ele quer contar para você de fato. Para mim, Next Dimension é uma história sobre salvar o Seiya, óbvio, mas é uma história muito sobre a Saori, muito.
Isso, isso é principalmente quando a gente chegar no final, vai ficar 200 vezes mais evidente do que é nesse, nesse começo, porque ela tem muita participação de fato. Eu gosto muito da Saori dentro do Next Dimension, do que ela fala.
Você está criando muita expectativa em mim para Next Dimension.
Não, não, não, não. Ó, como é o ditado, expectativa é a mãe da merda. Não confie em mim.
Luiz, qual é a sua percepção que você tem da Saori ao longo desse 8 volumes? O que é que você pensa dela?
A percepção que eu tenho é: Saori passou até a saga clássica toda, do início ao fim, sendo bastante protegida pelos cavaleiros. Quando ela percebeu agora que o amor dela, ou seja lá o que for, está naquela situação, ela tomou uma atitude que aparentemente ela não tinha tanto antes de tomar a frente e em busca de resolver isso, né, indo atrás dos deuses, seja lá o que for, para tentar resolver. E os cavaleiros que estavam ali disponíveis começaram a seguir ela.
Shun foi o que eu mais gostei nessa história, acompanhando ela, né, de atitude, de ir junto. Ele tá bem diferente, na minha opinião, ele tá muito mais independente, não tá aquele negócio do Iki, não tem. Para mim não tem isso, ele tá muito legal, muito bacana. Eu tô gostando muito do Shun, né. E só que a Saori, né, desaparece, ela volta para o tempo, Cronos dá aquela zoada. E ela volta bebê. Então ela vai passar muito, ela começa a crescer um pouco depois, né, que ela começa a crescer mais rápido.
Então eu só vi ela, se eu não me engano, crescer até a infância, não vi ela passar disso. Então não sei o que é que vai ser ainda da Saori, mas enquanto ela tava ali no passado, eu estava gostando bastante do— ela ainda consegue se comunicar com bebê, né, tem isso também, também tem essa questão com a telepatia ali. Mas eu tava gostando bastante dessa Saori mais de atitude, mais moderna, né, mais diferenciada, que é uma Saori que eu só vou ver, digamos assim, sem ti achou, talvez uma Saori um pouco diferente, né, diferente do que a gente tá acostumado.
Não que seja igual da Nex mesmo, mas tô dizendo diferente, que a da sem ti achou ela tá mais ciente de tudo que estava acontecendo, que ela não, a gente não tinha essa visão dela no clássico, né. E o daqui ela está um pouco mais ciente de muita coisa, entendeu? Muito mais.
Mas a Saori no clássico, ela sempre esteve ciente das coisas no mangá, tanto que ela que toma atitude para as coisas, para Guerra Galáctica. Ela toma atitude para, mesmo que os Cavaleiros de Bronze não fossem junto a ela ao Santuário, ela iria. Ela que se, que fala para o Sorian também, ela que fala para ir até o Poseidon, ela toma essa atitude. É assim como ela que toma atitude de ir ao submundo junto ao Shaka para confrontar o Hades. Depois o persegue até os Campos Elíseos e arruma um plano.
É bem pensado, realmente.
A Saori sempre foi uma personagem de muita atitude. Acho que a diferença aqui no ND, não sei se talvez vocês vão concordar comigo, é que como o Kurumada afasta os Cavaleiros de Bronze no início, o foco da ação segue sendo a Saori por mais tempo. Ela deixa de ser apenas o pivô inicial das coisas para se tornar o centro por mais capítulos do que o normal. E aí, por isso, isso dá também uma maior impressão de que ela tem agora sim uma atitude e tal.
Eu tava até assim, eu não sei se concordo tanto com essa visão de que a Sauria é o foco da história.
Eu digo, no início, né? É.
Talvez só pelo início mesmo, porque conforme o tempo passa e os acontecimentos, né, vão passando, vão rolando, você— nossa, acabei de ver aqui, desculpa, tava folheando aqui o meu mangá e caiu um pedaço de uma página aqui. Mas eu não tô vendo a página rasgada, eu tô achando que ela veio já assim. Eu nunca tinha notado isso. Nossa Senhora, assim, como se tivesse de outra página, de outro volume que rasgou e ficou um pedaço aqui bolando dentro do mangá.
Mas não é de fábrica, já ouviu assim, sabe? Enfim, mas o que eu tava dizendo é qual é o volume exatamente em que a— eu tava vendo aqui, a Saori ela é bem presente, né, como vocês falaram, nos 2 primeiros volumes da história, né? E isso quando você vê de fato os capítulos, né, ao longo do tempo publicados semanalmente, espaçamente e tal, Dá a impressão de que a Sarah fez muita coisa, mas aí depois você vê que ela fica inutilizada boa parte do tempo, né?
Ela volta, ela é um bebê, e aí ela não faz muita coisa dos volumes que se seguem, né? Até acabei de achar, achei uma página rasgada do meu volume, acabei de achar.
É o tempo, o tempo faz isso.
Não, e pior, tava guardadinho esse volume assim, eu mal abria ele.
É JBC mesmo a parada.
É volume 7, inclusive. Boa sorte para eu conseguir de novo esse volume. Enfim, lançamento, é, né? Então qual é o volume exatamente em que a Saori volta a ter algum tipo de atitude? Vocês lembram?
Acho que a partir do volume 9 ou 10.
Pois é. Então assim, é um longo período da Saori inativa, né? Então assim, eu não sei se eu concordo tanto que a Saori é tão assim destaque nessa história. Assim, ela tem, se você olhar para os momentos das sagas clássicas, como o Demi bem lembrou, ela tem momentos de atitude, né, mas ela passa boa parte do tempo inutilizada de alguma forma, né. Ela passa um bom tempo parada e tal, enfim. E aí quando chega no finalmente da história que ela vai tomar mais alguma atitude e tal, enfim.
Mas eu acho que ainda não é a história em que ela em que ela é o foco ainda. Para mim, Next Dimension ainda não é essa história dela, sabe? A minha visão é essa com relação a ela.
Eu posso fazer uma pergunta para o Luiz, inclusive para a gente inclusive seguir o debate? O que que você achou dos Cavaleiros de Ouro de Next Dimension até o momento, Luiz?
Eu estou gostando da curiosidade de quem será o próximo. Entendeu? Quem é o próximo cavaleiro, tal, porque tem alguns mistérios rondando ali, né? Essa questão da traição do Grande Mestre. Quem é o Grande Mestre, entendeu? Quem é o Grande Mestre? Quem são os Cavaleiros de Ouro traidores? É a treta lá do Caim e Abel. São coisas que eu tô gostando. Por exemplo, a dinâmica do Cavaleiro de Gêmeos é diferente. Tem a mesma armadilha lá, né?
Mas a dinâmica dele é diferente. É algo a se entender o que é que vai acontecer ali, né?
Né?
Tem a mistéria agora do 13º Cavaleiro, qual a ligação dele com a China no futuro. Eu estou gostando dessa. Não é a primeira vez que eu tô lendo X-Dimension, tá? Eu lia quando recebia a edição, desde 2011 eu recebi edição, eu lia, aí passava o tempo, né, vinha outra edição. Eu acho que essa leitura esparsa, eu não me fez gostar menos do que agora nessa segunda leitura direto. Eu tô gostando mais um pouco porque acho que eu tô vendo a história andar com mais, com mais uma frequência, né?
Mas eu tô achando eles com as personalidades legais, né, meu? Eu tô gostando do que eu tô vendo. Eles conversam mais, eles interagem mais. Acho isso interessante entre eles, né?
Os Cavaleiros de Ouro do DND são um ponto polêmico dentro da comunidade, né? Eu acho que eu e o Alan, a gente vê bastante isso do pessoal ou não gostando muito ou vendo ele muito como cópias do clássico também. Não sei se o Alan tem essa mesma opinião, porque isso acho que eu nunca perguntei para ele. Mas eu particularmente gosto muito dos Cavaleiros de Ouro do Next Dimension, assim, muitos têm personalidades interessantes, outros não são tão bem trabalhados, isso é bem verdade. Mas acho que de um modo geral é uma boa geração de Cavaleiros de Ouro.
A interação do Shaka também com o Odi Vision, muito legal, gostei bastante.
Tu gostou dessa parte, foi?
Gostei, eu gosto dessa parte também.
É o mais maneiro que eu achei.
Vamos por partes. Cavaleiros de Ouro do Next Dimension, eu acho que é aquele, aquela coisa, né? Quando eu sempre penso na forma como o Kurumada fez essa obra, eu consigo ver claramente ele querendo assim, não, vou começar a pirar aqui, vou começar a fazer umas coisas diferentonas assim para fazer. A partir de Gêmeos, né, ele começa a fazer as coisas muito muito doidas, né? Cada um começa a manifestar um problema que a gente vai ver mais adiante, o nível de loucura de cada Cavaleiro de Ouro quando o Odysseus começar a subir as 12 casas também, né?
Ah, tem isso? Ah, tô curiosa agora.
É, enfim, eu não vou dizer que é spoiler porque ela tem 18 anos, né, Luiz?
Então assim, você vai lembrar.
Mas enfim, ainda tô curioso dessa, o que é que vai acontecer.
Mas enfim, aí o que acontece é você vê os Cavaleiros de Ouro com, até então você nessa primeira leitura até o volume 8, você pensa assim, ah, Tem algumas poucas diferenças aí, né? Ah, beleza, o Câncer, Death Toll, né, o Contador da Morte, né, como ficou a tradução, ele é o cara que faz caixão, né? Já o Máscara da Morte, Death Mask, não tinha isso, né? Aí você para para pensar, e também ele é mais galhofa, né, o Death Toll.
Totalmente. Você vê o momento que ele virou a bola de futebol, né?
É maravilhoso.
Você vê o Gêmeos com aquela coisa do irmão dele que aparece, desaparece, aparece, né? E depois tem uma explicação para isso, né? Você vê o Kaiser, a diferencial dele é porque ele tem leão gigante, não tem muito, né?
Ele é muito mais legal que a Iori, nem vem, ele é mais legal. Não sei, não sei, é mais legal. Acho que ele vai ficar do lado de Iori. Não sei, se fosse do anime, eu preferiria do anime.
Aí a gente vê o Shijima, né, que é engraçado porque o Shaka é o cara que não abre os olhos e o Shijima é o cara que não fala. Silencioso, né? Pois é. Então assim, tem isso aí.
Enfim, aí resgatar a tenda, né?
É. E você vai vendo que antes disso não tinha muita diferença. Os primeiros que aparece bem no começo do volume, você vê o Iso, o Ox, o Cardinale. Eles, quando aparecem, você não vê muita diferença assim. Ah, tá, tem um cabelo aqui diferente, o estilo do cabelo, mas eles usam os mesmos golpes, né? Ele não tem muita diferença. O Kurumada realmente que teve essa pegada de, não, vou começar a aloprar, vou começar a fazer mais louco, eles mais diferentões.
Depois, né, conforme os volumes, os capítulos vão rolando, é uma ideia. Então assim, o Kurumada começa a criar coisas loucas em decorrência até do que ele quer fazer com Odisseus, né, que Odisseus é o cara que é curandeiro e tal. Então ele quer dar trabalho para ele fazer.
Né?
Então a impressão que dá era isso. E por nada inventa coisas loucas para o Odisseu resolver, né? Mas enfim, tirando isso, eu não gosto tanto dos Cavaleiros do Next Dimension quanto eu gosto dos clássicos, por exemplo, né, do original. Até porque era outra dinâmica também, né? Era outra pegada, a história era diferente, enfim. Eu não sei, eu não me importo tanto com os Cavaleiros do Next Dimension quanto eu me importo com os do clássico, né.
Enfim, talvez tenha o fato de que eu consumi muito mais conteúdo, muito mais material ao longo dos anos, né, dos Cavaleiros do clássico. Então não tem como comparar muito assim. Eles me ofereceram só o que tem no Next Dimension e nada mais, né. Não tem muita, né, não tem nenhum anime que foi feito para acrescentar algo a mais, não tem nada, né, extraordinário. Então só posso julgar pelo que tem no Next Dimension publicado em papel mesmo, né?
Então é muito difícil eu dizer que gosto mais. Eu não sei como é que as pessoas podem pensar assim, ai, gosto muito mais do Next Dimension, dos personagens do Next Dimension, do que os do clássico, quando eles aparecem tão pouco, sabe? Você não tem muito o que mostrar, né?
Não, claro. Aí eu não tô comparando com os dois, só tô dizendo assim, os que eu gostei aqui, mas não dizendo que é mais legal, como o Damian aí disse que eu acho que eu tenho, eu tenho uma paixão não explicável pelo Kaiser.
Isso aí também tem essa questão.
A cerveja ou o Cavaleiro?
Não, é o Cavaleiro. A cerveja dispensa.
É porque tem personagens que realmente eles aparecem uma vez só por pouco tempo, até desde o clássico, né? E fica marcado, né? Você fica, não tem como, né? Não sei o caso, mas no geral, no geral, não me impacta muito o elenco do Next Dimension não.
É curioso, uma mulher para os Cavaleiros não, né?
Não, não, do Jouro não, do Next Dimension não.
Curioso você ter citado isso, o Alan, de personagem que marca, porque um que eu vejo muito esse efeito na comunidade é o Izu. O Izu tem 3 falas faz duas poses e a galera ama ele e coloca ele como melhor personagem que o Kushura. Não que seja muita coisa para defender, mas assim, é inacreditável, né?
Aí que tá, de repente assim, o pessoal também julga, é o faca de dois gumes, né? Ao mesmo tempo que você tem pouco material para julgar pelo Next Dimension, os personagens, o clássico você vê que tem tanta mais coisa desenvolvida que às vezes você bota o Izou e o Shura, o Shura fez tanta coisa errada no mangá que você fica, é meio difícil você ter um apego pelo Shura. Acho que eu na minha cabeça eu lembro de poucas pessoas que eu conheci que gostam genuinamente do Shura, né?
Mas gosta por causa do episódio G, sabe, que o Shura aparece mais desenvolvido no episódio G, assassino e tal, enfim. Tem gente que gosta mais dele por causa de outras aparições do que simplesmente pelo clássico, né? Por exemplo, pois é. Então variou muito, variou muito aí. Então assim, às vezes esse personagem fez muita besteira no clássico, fica mais fácil de você gostar do personagem, né, do Next Dimension, né? Por exemplo, aí olha, ele era muito mais presente, ele fez muito mais coisa, ele dá muito mais raiva dele no começo.
Na história do que o Kaiser, por exemplo, que apareceu já, né, do jeito que ele apareceu. Então acho que também tem isso aí.
Eles, o que mais chamou atenção também no Next Dimension em termos de— você falou, gostou muito do Suikyo, por exemplo. Gostaria de falar um pouco sobre ele?
Gostei, gostaria, gostaria. Para mim ele foi uma adição interessante porque é o mestre misterioso, né, que retorna pelo lado de Hades. Claramente você percebe que ele tem segundas e terceiras intenções ali, que ele esconde de ambos os lados, né? E tô curioso para ver para onde vai, porque é como eu disse, dos personagens novos foi o que eu mais gostei. Eu gostei muito de ver o Dohko e o Shion também novinhos, né, assim inexperientes.
Achei muito interessante isso, muito legal mesmo. E toda aquela questão da armadura de taça, ver o futuro Tava gostando dessa dinâmica, sabe, da interação deles ali.
Quando você fala gostou do Doco e do Xiong, que eu acho análise para os dois muito diferentes. Eu acho que o ND fez muito melhor ao Doco do que fez o Xiong. Eu acho decepcionante no ND. Não, a gente pode julgar ele até agora, por exemplo. Não, agora é realmente, ele é bem secundário, ele é bem decepcionante na minha opinião. Eu já cheguei a escrever um texto que não foi publicado porque eu tenho bom senso de me preservar de críticas, mas que eu já cheguei a escrever que eu não entendo muito como é que esse Xion virou grande mestre.
Parece que pegaram o resto e falaram, é isso aí, meu amigo, é você mesmo, e bota na conta dele. Eu acho Xion da Didi bem ruim.
Até porque só sobrou os dois mesmo, né, teoricamente.
Então é, tinha muita teoria assim, podia ser o doku, né.
O Lost Canvas, ele trabalha melhor, né, o Shiori é bem melhor. A Shiori é assim, tem muito mais em vista o final da saga clássica, né. Então assim, ela tenta convergir as coisas de uma forma que você entende porque que os personagens chegaram onde chegaram, né. O Next Dimension Não dá para não dizer, né, porque enfim, já acabou. Mas a gente vê que o Kurumada termina a história largando os personagens, né. Então assim, toda a guerra santa que deveria ser contada e a gente entender muita coisa e tal, o Next Dimension ele não entrega.
Os personagens estão lá prontos para entrar na luta contra o Hades de novo, para retomar a luta contra o Hades e o exército dele. E aí a gente não vê todo o potencial tal qual a gente vê desenvolvido no Lost Canvas, por Né? Então os personagens, eles ficam meio de lado assim na história, no decorrer da história do próprio Next Dimension, né?
Tem uma conclusão, por assim dizer, né?
Não tem a conclusão. A gente sabe que eles morrem, né? Mas, ou quase todos, né? Mas nem, não sabe o que mais eles fizeram de diferente assim, sabe? Em relação aos canvas e tal e etc.
Agora, o Suikyo, eu concordo muito com você, Luiz. Para mim, eu digo muito isso, Que você pode olhar netamente, tranquilamente, como uma história trágica sobre Suikyo e Odisseus. Para mim, o Suikyo está, eu diria, no meu top 10 de personagens que o Kurumada fez na carreira dele.
E agora que a gente tá com a Odisseia em alta aí, Odisseus é um nome escolhido à toa ou tem alguma importância?
Não, bem à toa, né?
Olha, boa pergunta. Pensou muito? Eu também não, na figura do Odysseu mitológico, na hora de escolher esse nome para o personagem, o 13º Cavaleiro de Ouro, né? Pela forma como ele age e a história dele é contada, eu não vejo muita semelhança.
Mas as relações mitológicas também do personagem são diferentes.
Pois é, porque o Odisseus ele não tá bem, ele não tá bem, dizer, voltando para casa, né? Assim, no Incêndio C não tem a mesma jornada, não tem. Acho que foi muito porque a Coromanda gostou talvez do nome mesmo, não sei, não sei explicar.
Nome legal, realmente.
Dizem que ele queria, que ele reaproveitou o nome dos anjos do Prólogo do Céu, inclusive, né? Ele queria reaproveitar. Aí tem a teoria de que o nome do grande mestre seria Teseu, que seria o único que faltaria e tal. É, pode até ser, pode até ser. Eu não acredito muito nisso não, particularmente.
Pode até ser assim, pela— porque tipo, a gente vê, por exemplo, o Gêmeos, por exemplo, tem o Caim e o Abel. O Abel é um personagem, é um nome que o Saint Seiya adora, né? Desde o Abel do filme do Abel, né, do anime. Como o Éden de Órion da Saint Seiya Ômega chegou a ser batizado de Abel nas ideias iniciais e abandonaram o nome. Então é um nome que o pessoal acho que vai muito mais por isso, sabe? Infelizmente, eu diria, Saint Seiya no geral não é muito pensado assim.
Os nomes, eles combinam determinado contexto, muitas, algumas vezes, mas na maioria das vezes É só porque o nome soa bonito também, tá?
É por conta da história dos irmãos.
Sim, nem sempre eles escolhem o nome para ter um grande significado pelo nome em si impactar na história, né? Então, do personagem em si, às vezes calha de acontecer, como você mencionou, Caim e Abel. Mas muitas vezes não, acho que é só porque é um nome bonito e tal, não que isso vai impactar na história do personagem.
Né?
Às vezes é um elemento só da personalidade dele que pode influenciar e tal.
É, o Seiya, por exemplo, vai nessa ideia também, né? O nome do Seiya foi bem pensado, pelo menos.
Eu gostei, os de bronze, né?
É, sim, sim, sim.
Eu gostei muito também da interação do resto da galera no futuro ali, né? Tô achando interessante.
É verdade, tivemos o Olimpo apresentado para você. A gente viu um pouco de Artêmis, viu a Calixto, o exército dela, o irmão da Marim, o irmão da Marim, o Toma.
Sim, é verdade, que vem direto do clássico filme aí que a gente nunca comentou aqui no podcast, né?
Aquele filme nunca, por favor, façam, façam e me chamem.
Nunca comentamos o Prólogo do Céu.
Olha só, por favor.
Aí agora a gente tem oportunidade de comentar o filme e o Prólogo do Céu true, né? O verdadeiro Prólogo do Céu aí que tá para Saga do Olimpo, né, algo assim do tipo, que vem a vir por aí.
É tipo assim, o Next Dimension e o prólogo do céu tem uma, tem uma relação também complicada, né, como a gente falou pelas origens, né, de que um filme veio primeiro e aí aconteceu muita coisa, e o Next Dimension veio depois e Enfim, ao longo do tempo a gente viu que muitas ideias do que a gente viu no Prolog acabaram sendo trabalhadas na Next Dimension de um jeito ou de outro, né? Até que agora a gente tá nessa saga do céu mesmo, né?
O Tenkai, que é algo que de fato é inédito, né? Assim, mas é muito, muito complicado comparar os dois, né? Muito complicado comparar os dois. Não sei, eu acho que a forma de contar, a proposta de cada um, enfim, é muito complicado comparar os dois. É uma discussão que às vezes eu sinto que gera mais estresse do que—
É, mas aí o que, né, a nossa comunidade muitas vezes não gera estresse, né, meu amigo? Mas eu concordo, são obras muito diferentes. Mas acho que elas tentam contar um pouco da mesma coisa, no seguinte sentido: as obras, as obras têm um intuito justamente para os Cavaleiros de Bronze e para Saori. Eles têm um intuito muito parecido do que eles vão gerar de consequência aos personagens. Essa é a função. E acho que para estabelecer um pouco também da relação com o próprio Olimpo, né?
É claro que o Kurumada alongou muito as coisas, fez de uma forma diferente, tem todo um outro aspecto. Mas acho que nesse sentido as obras são parecidas, e acho que algumas coisas do Next Dimension serão reaproveitadas também na Saga do Céu. Algumas coisas foram feitas de pontes para o futuro, né, na minha leitura pelo menos, como o próprio prólogo também se propunha a ser, né.
Eu acho que o prólogo ele tinha algumas, algumas coisas que ele, o próprio diretor, comentava muito nos materiais paralelos, né, dos materiais extras do filme, o quanto eles tinham de ideias que não puderam utilizar por questões de tempo da produção, né, e o quanto foi deixado de lado para que eventualmente, né, fosse utilizado depois mesmo. Mas o Next Dimension, como tem essa coisa do Kurumada tá fazendo, dá um tempo pensa, vê o feedback de repente e muda e faz alguma coisa para dar mais impacto, para causar mais, né, comoção nos fãs e tal, para te dar mais o burburinho, aquela coisa, o buzz, né.
E aí as coisas vão tomando outras proporções, né, vão se acrescentando outros elementos, vão se ressignificando outras coisas, né. Então O próprio Toman, por exemplo, Toman que você vê no começo, ele também tá preso lá no céu, como a gente vê no mangá, que acho, eixa, complicar, antes do filme, né, do filme do Prólogo do Céu, mostrava o Toman também aprisionado e tal, sendo libertado por uma figura, né. Aí aqui no Next Dimension você vê ele sendo libertado pela Calixto com a missão de eliminar o Seiya e tal.
Enfim, a máscara tem uma função, né, no Next Dimension, que é É a forma de tortura que a Calixto tem para controlar o Toma, né? E que isso não tem no filme. No filme, a máscara é só um enfeite mesmo, só um, né? Não tem uma função específica, aparentemente, né?
Propósito do personagem são diferentes também.
É, então é um pouco mais assim. O Toma, ele tem uma coisa mais no filme, ele tem uma coisa mais filosófica, uma coisa mais de questão de querer alcançar um deus, sabe? E abandonar sua própria humanidade nesse processo. Enfim, tem aquela coisa de se contrapor ao Seiya como uma parte desse desenvolvimento. Já não é que te mencionei, o Touma, ele é basicamente, ele é um capanga, né, que tem um visual diferentão e tem uma ligação com a Marin, que a gente sabe, né.
Enfim, mas ele não tem, a gente não vejo ele tão bem aprofundado quanto, né. Talvez ele venha até ser, né, porque a gente não sabe ainda como é que vai ser no Tenkai, na Saga do Céu. Mas até então, o toma do Next Dimension, para mim, ele é bem inferior ao toma do filme no sentido de desenvolvimento de personagem, sabe? Concordo, sim, não me agrada tanto assim, sabe? Apesar do Cromado ter tentado fazer coisas diferentes para ele, né, mudou a glória dele, a vestimenta dele, a armadura dele, né, deu um outro significado que eu acho ridículo, que é o anjo dormindo, né.
O anjinho dormindo. Mas eu não sei, não me agrada tanto ele no Next Dimension não, sabe? Essa coisa dele ir e voltar, ele vai e volta, né, o tempo todo. Ele começa enfrentando o Hyoga, depois vai embora e depois volta.
Enfim, é o tema, tema achei fraquinho, bem jogado na história, sabe? Assim, precisa de um Pégaso, sabe? Joga ela aí.
O tema Para mim, assim, o tema, acho que ele é o ponto mais fraco do Next Dimension, particularmente falando assim, porque eu não consigo achá-lo um protagonista. Eu acho que o Kurumada tentou, certo? Eu acho que o Kurumada realmente queria, ele tentou fazer com que esse personagem, através do Shun principalmente, se conectasse aos Cavaleiros de Bronze e fosse o Seiya realmente, porque logo no início estabelece essa ligação, né?
Eu sei, é o tema do futuro, é o tema do futuro e tal. Só que ele não consegue fazer isso porque o personagem do tema precisaria de um tempo de desenvolvimento muito maior para estar ao lado do Shun, para estar ao lado dos grandes temas e coisas que estão acontecendo dentro do Next Dimension. Porque se você coloca, por exemplo, e vou aproveitar o que o Luiz falou sobre gostar do Suikyu, o mestre, aquela coisa toda, Se você coloca o tema do lado do Suikyo, é um abismo de diferença de qualidade de personagem, é muito distante na minha opinião.
O tema não é interessante. O que o tema tem, sabe? Eu acho que o Kurumada consegue diferenciá-lo do Seiya. Eu não acho os personagens iguais, eu acho que eles têm coisas diferentes. O tema inclusive é um personagem apresentado inicialmente, né, é muito mais detestável em comparação ao Seiya, que sempre foi muito virtuoso. O tema não era. Muito pelo contrário, ele roubou o Alone, ia deixar ele passando frio. E a gente vê um pouco dessa coisa de malandragem nele e tal, que o C não tem tanto, na minha opinião, dentro tanto do mangá quanto do anime clássico.
Ele é muito debochado, mas ele não é malandro, são coisas diferentes. Então ele consegue diferenciar bem, mas o tema não tem carisma, não, ele não consegue impactar e evoluir quanto personagem. Tanto que em dado momento ele é simplesmente abandonado dentro da obra. E aí ele retorna depois, mas ele não faz muita coisa. O Tema não luta contra ninguém, o Tema não ganha de ninguém, o Tema não cria golpes, o Tema não faz nada, sabe?
O Tema inclusive lá no futuro tem um feito negativo que só ele e outro cavaleiro possuem, que eu não vou falar aqui. Então assim, realmente é um personagem muito fraco, e para mim é um mal do nome, porque o Tema de Orlas de Câmaras ele vai no mesmo aspecto, por exemplo. São personagens muito fracos.
É o Pégaso, entendeu? Então ele já tem uma responsabilidade ali nas costas, que a gente cria uma expectativa, né?
Então é, mas eu acho que o tema do Lost Canvas ainda consegue ser melhor que o tema do Next Dimension, ainda com larga vantagem para mim. Mas assim, tem que ver também que o tema ele só enfrenta um só grupo de adversários, né? O Seiya, ele passou por várias e várias batalhas, né? Assim, ele passou pelo próprio enfrentar os próprios cavaleiros, depois ele passa pela coisa de enfrentar o Exército de Poseidon, depois ele passa pela Saga de Hades. Assim, o Seiya tem muito mais espaço para desenvolver, né, as coisas também.
Mas se o Kurumada tivesse feito um primeiro volume melhor, um primeiro volume, o primeiro, segundo volume no passado, e já ajeitaria alguma coisa.
Talvez, talvez não, mas justamente ela, ele é o Pégaso, pô, ele não deveria ter uma participação melhor, né? Uma importância, entendeu?
Agora assim, o tema para mim é o que menos me incomoda. O tema, ele simplesmente, ele não é tão relevante para mim, infelizmente. Mas assim, eu acho que ele me incomoda menos, por exemplo, do que aquela coisa que você fala, Luiz, que você gosta. Da conversa do Chaka com o Shijima, por exemplo. Tem coisas do Next Dimension que me incomodam muito mais do que isso, né? E assim, e quando eu releio Next Dimension, como eu tive essa experiência agora, eu vejo muitas questõezinhas assim que me incomodam, tanto da forma como Kurumada escreve a ação, né, quanto a detalhes que ficam soltos assim e que são pura conveniência mesmo assim de roteiro, que não tem não tem sentido nenhum acontecer e acontece, sabe?
E aí no começo tem muitas coisinhas, muitas coisinhas, tipo assim, aquela coisa de às vezes sempre aparece soldadinho correndo, o soldadinho Hades, para dizer para Pandora ou para os outros o que que tá acontecendo, né? Ah, o Santora tá a tal ponto. Como é que ele sabe disso, né? Como é que tá acontecendo assim, esse forme? Aí depois tem vários detalhes, vários detalhezinhos assim que acontece, vários questõezinhas que eu até anotei num papel para um dia fazer um vídeo vendo essas questões, né, esses detalhes todinhos.
Tipo, do nada acontece, por exemplo, quando a primeira aparição dos juízes, né, dos espectros lá, que eles vão lá enfrentar os cavaleiros e tal, o Doh Kushi e o Tema, né. Você vê que o Minos tá dominando tudo, ele podia ter acabado tudo ali Aí aparece o Garuda, e aí só porque o Kurumada quer que haja toda aquela pausa dramática, aquela coisa de, ó, Suikyo, você, meu mestre, não sei o quê, aquela coisa toda. Aí o Suikyo pega e diz, olha, volta lá, volta lá, Griffon, porque a Pandora tá chamando.
Aí, ah não, vou voltar não, vou esperar aqui ver você matar o cara. Ah não, volte, senão você vai ser punido, não sei o quê. Aí tem que vir um soldadinho esqueleto para vir lá e chamar, olha, Pandora tá chamando vocês, viu? E aí eles vão embora e fica escrito lá para acabar com o tema, e ele pede para o cavalo. E aí quando eles, você vê os personagens falando com a Pandora, ela não tava querendo dizer nada para eles, ela não disse nada para eles, ela tava lá.
Eles chegam e aí Atena aparece, né, a Saori vem para o passado, né, e aí ela vai contar para ele sobre isso. Mas não era esse que era o motivo da vinda deles para conversar com ela, né. Então assim, tem muitas coisinhas assim, sabe, da forma de escrever do Kurumada que me incomoda, essas Essas um monte de brechinhas abertas, um monte de coisinhas que ficam abertas sem sentido, sabe, que acontecem, e você fica: nossa, mas para que que ele fez isso se ele não vai dar um destino?
Então até hoje, por exemplo, eu não lembro se foi explicado de onde é que vinha a estrelinha do Hades, por exemplo, do Shun Hades. Eu não lembro agora se tinha uma explicação para isso do Alone.
Não, assim como no Shun também não tem. Não, perdão, do Shun tem, do Alone não tem.
É, no Shun tem, no Lost Canvas também tem, mas no Next Dimension não tem. Aí tem a Pandora, dá para ele, a Pandora dá. É verdade, é verdade, a Pandora beija ele, aí passa o espírito do Hades para dentro dele e dá o cordãozinho para ele. Então assim, tem muitas questõezinhas assim, sabe? Muitas, muitas, muitas assim, muitas coisas que eu fiquei parando para pensar, disse, olha, isso aqui não foi resolvido, isso aqui não tinha por que estar assim.
Ah, por que que é assim, não assado? Ah, sei lá, tipo muitas, muitas coisinhas assim que me incomodam. Mas essa, por exemplo, que o Luiz falou do Shijima e do Shaka, é a que mais me incomoda, porque ela inclusive gera reflexos que a gente vem, sente marear de repente agora, que é essa questão do, de um personagem que já tinha morrido, que já tinha acontecido trocentas coisas, do nada o espírito dele aparece, se manifesta, e ele atua como se tivesse vivo, sabe? Isso me incomoda de um jeito.
Na época me incomodou por causa do sangue que ele doou para restaurar armadura de Andrômeda lá no começo, nas 12 casas, para Poseidon.
Então assim, a armadura foi destruída, foi revivida com sangue de Atena, né? Virou divina, passou um monte de coisa. E assim, isso implica, e se implicaria a gente pensar, que todas as outras armaduras também têm o seu o Daimon, o seu Cavaleiro de Ouro ali, que poderia se manifestar e tá lá lutando junto com eles ali.
E se não fosse Shaka sendo Shaka, né?
Pois é, é o poder dele.
Mas eu acho que tem a questão do oitavo sentido também.
Pois é, porque assim, porque também nessa função do oitavo sentido, não é porque eu penso assim, Shaka é uma entidade, eu penso muito assim, sabe? Então assim, para ele eu olho, eu digo beleza, outro que fizer isso não.
É pura conveniência, é só porque assim, porque é o Shaka.
Mas é a mesma coisa do Aiolos lá no clássico com o próprio Seiya também.
Sim, também tem isso, também tem isso.
Mas você acha do Aiolos conveniência de roteiro, por exemplo?
É uma pergunta, pelo menos é aura, é alma, né? Não dá a impressão de que os outros cavaleiros também estariam da mesma forma atuando, estariam mesmo ali com essa possibilidade de atuarem como o Shaka atuou. Que é muito estranho para mim, ainda mais depois de ter sido destruída e reconstruída armadura e acontecer tanta coisa, sabe? Não sei, acho que foi só uma coisa que o Kurumada queria colocar para estabelecer esse elo entre o Shun e o destino de ser armadura de Virgem ser para ele, né?
Um dia eventualmente, né, de Shaka dizer que ele vai ser o próximo Cavaleiro de Virgem, né? Tem isso também.
Isso acontece ao longo do Next Dimension todo, assim, para basicamente todos os Cavaleiros de Bronze. O próprio Dohko também fala que o Shiryu será o próximo Cavaleiro de Libra, e assim por diante. Next Dimension também deixa mais claro algo que eu sinto que o Kurumada, entre muitíssimas aspas, abandona quando a gente vai para Elísios. Que é sobre essa passagem para eles se tornarem Cavaleiros de Ouro. E aí vamos para outra coisa. E agora no Next Dimension ele restabelece isso.
Pois é, é porque é uma coisa que assim também nunca foi explicado, porque que o Dohko e o Shion do nada evoluem de bronze para ouro ali, porque que eles são escolhidos, porque que acontece isso também nunca foi explicado.
Eles eram antes também, né?
Até onde eu vi, nunca foi dito. Mas assim, por exemplo, o Ômega, ele coloca a posição dos Cavaleiros de Ouro bem delimitado, que os Cavaleiros de Ouro têm uma função não só de serem os guardiões das 12 casas, como eles também têm uma função de liderança, né? Então assim, a partir do momento em que o Ômega, ele estabelece que existe uma nova geração de cavaleiros, então vai ter um novo Pégaso, né? Vai ter aí naturalmente o Seiya e os outros assim, eles teriam essa função de serem os Cavaleiros de Ouro que guiariam essa nova geração, né?
E eu não sei se o Next Dimension, o Next Dimension não, se o Tenkai, né, o prólogo, a Saga do Céu que vai ser desenvolvida, vai ter muito espaço para isso, vai ter essa função assim, porque as armaduras de bronze que eles têm no clássico, né, e Next Dimension, apesar de não aparecer muito, elas já tiveram o papel de evoluírem ao ponto de terem a capacidade de evoluir para um nível divino, né? Apesar de o Kurumada optou não utilizar elas nessa saga todinha, quase toda, né?
O tema lá na frente ele muda isso aí, mas assim, as armaduras, conceito da armadura divina, né? É assim, ele abandona esse conceito, mas armadura, as armaduras de bronze, elas já tinham uma própria simbologia, elas já passaram por todo um ciclo de evolução, e os Cavaleiros de Bronze não precisavam se tornar Cavaleiros de Ouro para enfrentar um novo inimigo, entende o que eu quero dizer? Eles só precisariam virar Cavaleiros de Ouro se fosse além disso, se fossem exercer uma função maior do que a função que eles estavam exercendo. Como Cavaleiros de Ouro na frente da batalha. Entende o que eu quero dizer?
Entendo, mas eu discordo.
Para mim, a diferença é essa assim. O que eu não entendo, não faz muito sentido todo esse esforço do Kurumada para fazer, é colocar, plantar essa sementinha de que eles vão ser futuros Cavaleiros de Ouro, quando a batalha que vai vir a seguir eles já estão preparados muito melhor com as armaduras de bronze do jeito que eles têm do que eles se tornarem Cavaleiros de Ouro.
É, numa mentalidade de RPG, sim.
Agora, para uma geração seguinte, onde tudo já se estabeleceu, né, já, já, já, já muita coisa aconteceu e muito tempo se passou, e tá na hora de formar uma nova geração, aí eu entendo completamente. Eles assumiram o manto dourado, entendeu? Mas para o que vai acontecer na Saga do Céu, eu não tô vendo sentido nisso aí.
É, não faz sentido. E eu não sinto Kurumada com a capacidade de fazer uma história de passagem de bastão. Eu acho que ele só tem capacidade de contar a história dessa galera aí, entendeu? Eu não vejo ele com uma nova geração.
Eu acho que ele pode. Peço desculpas, mas ele fez uma história de passagem de bastão completa, que é Rengoku Kakero 2.
Peço desculpas, ele fez isso, mas não é Cavaleiros, é outra coisa.
Mas não deixa de ser uma história. Capacidade de escrita de autônomo, se mete só por uma história.
Pois é, eu acho que ele até pode fazer, eu só não sei se ele vai ter tempo de fazer para essa Saga do Céu.
Não, eu acho que ele pode fazer, eu não sei se ele tem como. Quando eu disse capacidade, é de ser algo legal, de ser algo bom, entendeu? Não, não, é uma passagem de bastão muito legal, sabe, que foi feito.
Para mim, total, porque a construção deles enquanto Cavaleiros de Ouro, ela não surge no Next Dimension, ela surge no clássico. No clássico ela começa e ela se inicia, a Bem da Verdade, com o próprio Aldebaran, inclusive. É a partir do momento que a gente tem a luta do Aldebaran contra o Sorento, sai da boca do Aldebaran as palavras: eu percebi enquanto estava lutando contra eles nas 12 casas que eles seriam os herdeiros dos Cavaleiros de Ouro.
E não é um herdeiro apenas de vontade, você pode até interpretar como, e acho que funciona.
Eu não tô falando deles virarem Cavaleiro de Ouro, eu tô falando de vir novos personagens mais novos que eles, para serem novos Cavaleiros de Bronze, e eles viraram Cavaleiro de Ouro, entendeu?
Mas isso jamais será intenção dele, isso realmente não.
Eu acho que naquele contexto que você tá falando, Demi, ainda do Daldebaran, naquela época, eu acho que faria até sentido, bastante sentido isso, sabe? Mas depois de tudo que aconteceu, tudo que o Curumada desenvolveu desde das 12 Casas para frente, né, Para mim, eu não, eu não vejo muita graça. Eu não tô nem um pouco ansioso para ver os de bronze usando os armadouros de ouro de novo. Para mim não faz muito sentido.
Eu acho, eu acho que faz sentido. É porque eu teria que passar muito tempo de palestrinha aqui para poder falar porque eu acho que faz sentido.
E sabe qual é a questão que acho que vai rolar aí também? Perceba que vai ter que ter alguma evolução de armadura, alguma coisa vai ter que acontecer aí, pô. Eles não vão ficar com essa armadura também do jeito que tá, vai ter que ter alguma modificação, alguma evolução, alguma coisa vai acontecer, entendeu?
Para que existe a possibilidade da gente ter V2 das armaduras de ouro, por exemplo.
Pois é, existe a possibilidade inclusive do cromado fundir as duas coisas assim, sabe?
Sim, até porque essa é uma ideia que existe na franquia, né, que é do episódio G, é assim. O Okada, como assim? O Okada, ele faz no episódio de Assassin, a gente tem no episódio de Assassin todos eles como cavaleiros de ouro. O Seiya vira no finalzinho só, mas a gente tem o Hyoga e tal. O Ikki, a armadura deles é o conceito de, não lembro mais agora o nome, mas acho que é armadura quimera. O Alan pode me ajudar.
Acho que sim.
E a grande questão é que fusionaram a armadura de fênix com a armadura de leão. Então agora a gente vê a própria armadura de leão com algumas características físicas da armadura de fênix, e é diferente e tal. É um conceito muito interessante que o Kurumada poderia reutilizar do modo dele, né? Seria muito interessante ao meu ver.
Eu acho bizarro. É um conceito já existente.
Eu acho interessante. Eu entendo porque do amigo achar bizarro.
Eu entendo. Assim, quando os cavaleiros usam as armaduras de ouro, eles usam os golpes deles, né? Assim, eles ainda não abandonam as suas tirando o C no Ômega, né, que, que o próprio Hyoga na verdade ele usa a execução Aurora, que é um golpe do Camus, né. Enfim, mas o Shiryu usa todos os golpes de Libra também, porque o Dohko, é porque o Dohko ele meio que não usa nenhum golpe próprio dele, né. Assim, não tem o golpe do tigre, não tem um golpe de Libra, ele já usa o dragão, né.
Então, aí eu não sei, a simbologia deles ainda é muito atrelada às figuras originais de Pégaso, Andrômeda, né, Fênix. Tipo assim, o Ikki é muito mais legal sendo Fênix do que sendo um leão, né. Então assim, a Quimera é mais o Okada tentando dar um jeitinho, né, tipo, ah, vamos juntar os dois para ver o que que dá, né. Mas eu não gosto muito não dessa, desse conceito não, dessa mistura louca. Mas enfim, né, quem sou eu, rapaz.
Então assim, acho que A gente comentou bastante coisa aqui desses 8 primeiros capítulos. Não sei se o cara—
acho que o Demi pode falar da parte que ele acha mais legal, que é o final do Suikyo, né, que é o que encerra esse volume 8, inclusive, né.
Pô, excelente, excelente lembração. O Suikyo, de modo geral, ele é um personagem, ele é o tipo de personagem que eu mais gosto, que é um personagem muito trágico. E acho que a gente vê muito dessa tragédia e deterioração dele ao longo da subida da Batalha das Suikyos. Para mim, o que vai diferenciá-lo, por exemplo, dos Renegados, que é a grande comparação, não é meramente o fato dele ser um juiz do inferno aqui, mas muito do que tá nas costas dele.
As motivações são diferentes. É, o Luiz ainda vai entender melhor o que que é, mas rende momentos muito bonitos. Eu destaco dois. O primeiro é quando ele consegue escapar da das 4 portas de Buda, que é o conceito novo da Casa de Virgem com a projeção astral do Shijima. E ele cai no jardim das árvores salagêmeas. E aí ele recebe ajuda da própria Saori, da Atena, para se recuperar. E ele olha para a água da Armadura de Taça e vê o futuro e não vê nada.
Quando não vê nada, né, só para relembrar para todo mundo, quando não existe nada no reflexo da água, é que aquela pessoa não possui mais futuro. Futuro dela é a morte. Então, mesmo sabendo que ele ia morrer, e mesmo completamente destruído, como o próprio Dohko diz, né, ele gastou toda a vida dele. O Suikyo gasta a vida inteira dele para nada, para chegar na sétima casa. E existe a simbologia do porquê ele chega na sétima casa, que é a casa de Libra, a casa da justiça.
Da mesma forma que você pode interpretar isso também dentro da própria saga clássica com o Hyoga por lá, mas isso é outro papo. Então tem a simbologia muito legal dele chegando justamente na 7ª casa, a casa de Libra. Eu gosto da conexão dele com o Dohko e com o Shion, mesmo que seja menos desenvolvido do que poderia, mas acho que funciona bem. E a cena final é um dos meus grandes sonhos de ver animado, que é o poema do Dohko para ele, que até tem uma marrinha, né, que o Kurumada faz espertamente, que o Shiryu diz assim, ah, Esse é um poema que o mestre ancião cantava vez ou outra, de quando o amigo dele morreu, né, que era o poema em despedida do Suikyo.
Ele fala que a vida é somente despedidas, e é um momento muito bonito. É a última página do volume 8, inclusive, é o Suikyo morto e o Doku abraçado nele, né, e os olhos sombreados, que é uma característica do Kurumada também, de ou mostrar ou não entregar emoções dos personagens ao mesmo tempo. Então, Suikyo é um personagem que ele morre aqui, mas que ainda reverberará no futuro. E por isso, para mim, ele é, se não o melhor, o segundo melhor dentro de Next Dimension. Personagem fantástico, muito, muito boa poesia.
Até vou até ler aqui, que as frases que tem aqui na versão traduzida da JVC, né? Aqui: eu lhe ofereço uma taça de ouro, não se deve recusar o vinho servido até a borda. Quando a flor desabrocha, a chuva cai e o vento sopra. A separação é algo natural na vida. Quando a flor desabrocha, a chuva cai e o vento sopra. A separação é algo natural na vida. Quando uma flor desabrocha, logo se despedaça com uma tempestade. Seja qual caminho seguir na vida, sempre há a separação.
Assim como as flores e despedaçam na tempestade. A vida é feita somente de despedidas. A vida é feita somente de despedidas.
Enfim, do poema. E tem uma coisa muito legal nisso, né, porque ele fala muito sobre flor, e a flor é algo que tá ligado à simbologia dos golpes do sukiyo. Isso é fantástico, muito, muito bonito, muito bonito.
Eu até acho que o Kurumada talvez tivesse em mente esse poema quando criou o Suikyo desde o começo. Eu acho que de repente esse poema assim já tinha em mente e foi criando toda a trajetória, toda essa desenrolada, os golpes dele e tal. Então assim, eu concordo com vocês que dentro do Next Dimension talvez ele e o Odisseu sejam os personagens mais que tenha mais assim peso na história, que mais assim interessantes de de desenvolvimento e tem cenas marcantes, né?
Porque isso é uma coisa que não dá para negar. Apesar dos defeitos que eu vejo do Next Dimension, tem aquela coisa do Kurumada. Ele gosta, não interessa como ele vai desenvolver a história, como é que, o que que ele vai fazer para chegar lá, mas às vezes ele tem uma cena em mente, ele tem um momento dramático em mente e ele vai fazer o que for para chegar lá naquele momento. Então você vê claramente principalmente quando tem cenas assim chave, né, de emoção, em que você vê que aquilo é o Kurumada, é o ápice que o Kurumada queria chegar da cena, né, do desenvolvimento de um capítulo ou de um arco, enfim.
Então acho que tem muito disso, a gente vê muito disso no Next Dimension também. Eu acho que isso é o próprio Kurumada, né, assim, a própria essência do Kurumada, né, fazer isso.
Concordo plenamente. A gente vê isso não só com Suikyo, né? A gente vê em outros momentos também da própria história e tal, mas com Suikyo é um muito interessante. Eu sei que tá encerrando o programa, peço desculpa por alongar, mas eu acabei lembrando de uma cena também que eu acho muito bonita e que eu acho que é muito interessante para aprofundar até os ideais dos Cavaleiros de Atena de um modo geral. Queria recordá-la rapidamente, que é quando a gente sai da casa de Gêmeos da casa de câncer, desculpe.
Quando a gente sai da casa de câncer com o Shun e com o Tema, os dois param em determinado momento e o Tema questiona sobre como é a vida no futuro. Como é o futuro? O que existe lá? As Guerras Santas acabaram? O mundo virou um lugar pacífico, né? E o Shun diz que não, que o mundo continua o mesmo, que o mundo continua com guerras, que as Guerras Santas continuam acontecendo, que a batalha contra a Hades voltará a acontecer. E aquilo dá uma desanimada no tema, né?
Então, porra, tudo que a gente faz é para nada, tudo que, tudo que tá acontecendo aqui não vai levar a lugar nenhum. E aí o Shun toca no sentido de que não, né? Nenhum esforço ele é por nada. O que a gente faz agora em algum momento vai dar em alguma coisa. O mundo um dia se tornará um lugar de paz, os humanos um dia se tornarão melhores uns com os outros, e um dia os deuses vão se acalmar também. E a terra vai poder desabrochar e crescer por si só.
Isso sempre foi muito bonito para mim, vindo da própria Atena. Ver isso vindo da boca de um cavaleiro significa ainda mais. Então é um momento muito bonito para mim, que expande mais ainda o que é ser um cavaleiro, que também personifica o Suikyo para mim futuramente. Então é um momento que eu queria relembrar.
É isso aí.
É por isso que dois dos personagens que eu mais gostei foi justamente isso. Shun e Suikyo para mim são os melhores de longe assim. Não sei depois, agora na segunda parte, né, mas na primeira parte são eles que chamam atenção para mim, roubam a cena.
A segunda parte acontece muita coisa ainda, tô bem curioso inclusive para ver o que que ele vai achar.
Pois é, que aqui eu tenho até o 11, né, físico, que eu comprei. Só que eu acho que eu não li o 10 e 11, acho que eu só li até o 9, que é o que tem aqui na capa. Então tem, a partir de agora entra praticamente numa zona cinzenta para mim, né, até que eu gosto, gosto muito. Quanto menos eu sei, mais eu me divirto, né, teoricamente, que eu tô gostando, tô gostando da história. Tô gostando mais do que quando eu li, como eu disse, tô gostando mais agora relendo do que quando eu li na época. Edição é edição, né? E tempo espaçado.
O Next Dimension tem uma coisa assim, eu não gosto do Next Dimension no geral, tanto pela minha experiência com ela, como foi, quanto por essas miúdas, essas coisas que eu falei para vocês, que eu percebo no decorrer do Next Dimension e tal, e que me incomodam. Mas também no geral eu não gosto muito de histórias que envolvem viagem no tempo, não é uma coisa assim que eu acho interessante não, sabe? Por si só é uma premissa que não me agrada tanto.
Então eu gosto de viagem no tempo, gosto de história de viagem no tempo, mas desde o início eu acho que eu já tô meio que assim, não vou tentar encontrar lógica nessa viagem no tempo. Entendeu? Assim, ah, isso aqui deveria acontecer ou não? Isso aqui fazia sempre parte do ciclo aqui dessa Guerra Santa ou não? Entendeu? Então assim, eu tô meio relaxando com ela, pensando que é uma história com viagem no tempo, mas que não é de viagem no tempo.
Deu para me entender essa questão assim? Tem a viagem no tempo ali, mas eu consegui entender, eu consegui entender. Tem a viagem no tempo, mas ela não é importante para você ficar, tem que explicar o ciclo da viagem no tempo. Não, não, não, tem viagem no tempo somente, mas a história é outra. A viagem no tempo é só uma motivação para a história rolar, entendeu? É mais ou menos isso que eu tô desde o início, eu já tô relaxado quanto a isso, eu não tô buscando lógica porque eu acho que Kurumada nem Acho que eu tô, né, botando muito Curvada para baixo também nesse podcast aqui, né?
Eu tô quase dizendo, não, Curvada não teria essa capacidade de fazer uma história de viagem no tempo boa. Mas sei lá, não sei, vai que me surpreende.
É porque existem diferentes abordagens de viagem no tempo, né? Então a mais comum que o pessoal gosta de fazer, que talvez é a proposta inicial do Cromada, fosse essa de Você volta no tempo, o futuro é uma, é uma linha, o tempo é uma coisa só, e quando a pessoa volta no tempo ela pode alterar fatos que vão impactar, né, no presente de onde ela veio, né, e vão impactar no seu futuro. Esse era o conceito meio que que eu matei. Só que existem outras formas de você encarar essa questão, até levar em conta física quântica e etc. e tudo mais, enfim, que a gente vê, por exemplo, sei lá, até os Vingadores, né, os filmes dos Vingadores, a gente vê que não é tão simples assim, né.
E aí entra o conceito de multiverso e dimensões paralelas, e aí que a coisa começa a se complicar, porque aí você acaba pensando também pelo lado do contexto da própria obra, de ser, sei lá, franquia em si, de ser o quanto ela se expandiu e o quanto ela é diversa. E o quanto isso é confuso para os fãs, e quanto entra em discussão de canônico. E aí começa, aí é tanta treta junto que para mim ainda piora, sabe, a experiência. Então não sei, vamos chegar no final, a gente vai fazer um, né, um balanço geral. Mas enfim, de antemão, é complicado para mim processar o Next Dimension.
É, no meu saldo final aqui, estou curioso, estou bastante animado para continuar esse podcast Next Dimension, porque logo depois acho que a gente vai para Los Canvas. Então a gente vai ver o outro lado da moeda, né? A gente vai ver o outro lado da questão. Mas assim, eu achei que tem muita pergunta em aberta e tô achando que metade deles não deve nem ser respondida. Eu acho que muita coisa vai ficar pendente de resposta para mim, ou pendente de resposta, ou com a resposta que não vai me agradar, entendeu? Não vai ser muito legal.
E tem algumas coisas que já acho que já tem resposta, mas talvez o amigo não tenha percebido. Mas podemos falar isso no próximo episódio.
Ó, tô curioso.
Na próxima, talvez, Luiz, seja bom tu anotar as dúvidas que tu tem para a gente de repente debater em cima das dúvidas, né?
É uma boa.
Então é isso, agradecer a presença de Alan e Demi. Aí, Demi e Alan vão fazer o apanhado deles aí desses primeiros 8 edições.
Não, eu já falei assim, basicamente eu não tenho muito o que acrescentar mais do que eu falei. Para mim, apesar de ler, reler novamente dessa forma, eu já consigo encontrar mais coisinhas que eu, que me incomodam, sabe? Mais minúcias assim, sabe? Então assim, eu não tenho, eu não consigo encarar de outra forma que não seja que eu já, né, que eu já tinha dentro de mim. Eu não consigo, eu não consegui dar uma nova visão, né, lendo novamente a história.
Para mim ainda eu acabo encontrando mais pelo em ovo, sabe? Isso me incomoda um pouco mais, mas Mas vamos deixar chegar no final para a gente debater um pouco mais. Fala lá, Demian.
Desses 8 primeiros volumes, eu sou bem positivo com relação a ND. Eu gosto do Next Dimension, eu acho um bom arco de Cavaleiros, uma boa obra de Cavaleiros. Esses 8 primeiros volumes para mim são muito interessantes porque a gente tem o estabelecimento de muita coisa legal para ser utilizada ao longo da, imagino eu, que do Tenkai, mas não só dele, mas acho que expande base para a própria franquia. Então temos o Olimpo, temos Artemis, o Cronos também foi um ponto que não comentamos aqui, mas podemos comentar futuramente, sendo apresentado lá.
Ele fala inclusive sobre diferentes passados. Temos a Hecate, temos já algo que nos conecta ao Apolo, que vai ser o Toma. Enfim, muita coisa legal, muita coisa interessante. É o mistério do Ofiuco tá nascendo. Eu gosto muito de ver como o passado se desenrolou em algumas questões. Eu gosto de alguns dos Cavaleiros de Ouro de lá, como já havia dito. Acho que o Death Tool rouba muito a cena, por exemplo. Eu gosto do Kaiser, gosto do Shijima, gosto muito do Dooku também, do Next Dimension.
Acho que ele completa bem o personagem do clássico, de um modo geral. E é isso, né? ND, essa primeira metade, ela é realmente para te fazer ter muitas perguntas e acho que para te deixar muito confuso e às vezes com raiva do que tá acontecendo. Mas eu garanto que não é, não é um sprint, é uma maratona, e futuramente tudo será pago em breve. Então meu saldo é bem positivo para a ND, relendo pela terceira vez, encontrando muitas coisas bem legais no meio do caminho.
Muito bem, então voltamos em breve, não muito, não vamos demorar para fazer a segunda parte aí, né, das outras 8 edições. De Saint Seiya e os Cavaleiros do Zodíaco Next Dimension, a Saga de Hades. É muito, muito nome nesse título. Não sei nem como é que eu vou botar no podcast, né? Aqui na—
deixa só Next Dimension que é melhor.
Saint Seiya Next Dimension, Cavaleiros do Zodíaco Next Dimension. Acho que vou dar uma simplificada. Mas é isso, obrigado a todo mundo que ouviu até o final e até a próxima. Tchau, tchau, valeu, tchau, valeu!