Episódios de Braincast

Tá liberado acreditar? A Copa 2026 entre o ceticismo e a publicidade

06 de junho de 20261h27min
0:00 / 1:27:03
No Braincast 636, Carlos Merigo, Hiago Vinícius, Luiz Yassuda e Rafael Alberico discutem se o Brasil está mesmo em clima de Copa ou se estamos sendo convocados à força a acreditar de novo na seleção. O papo passa pela falta de aura da seleção brasileira, pela chegada de Ancelotti, pelo Neymar como pauta permanente, pela dificuldade de criar conexão com os jogadores atuais e pela diferença entre torcer pelo Brasil e apenas consumir a Copa como entretenimento. Também entram na conversa a blitz das marcas, a campanha “Tá liberado acreditar”, a torcida profissional Movimento Verde e Amarelo, a disputa de transmissão entre Globo e CazéTV, o domínio das bets no futebol e as previsões para a Copa 2026. No Qual é a Boa, ainda tem Tela Brasil, MEC Livros, Cinemático sobre Backrooms e Pela Metade, o jogo 007 First Light, Alambrado Futebol e Cultura, vídeos de Theodoro Cochrane e Momento Faustão. 02:43 PAUTA 01:07:48 QUAL É A BOA -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios! 👉 / @canalb9 🏃 SIGA O BRAINCAST Seu podcast com conversas curiosas para mentes criativas está em todas as plataformas e redes. Inclusive, na mais próxima de você. Encontre o @braincastpod: Instagram BlueSky TikTok Twitch YouTube 📩 Contato: braincast@b9.com.br Perdeu o Qual É A Boa? Encontre todas as dicas da bancada nos destaques do Instagram: @braincastpod O Braincast é uma produção B9 B9 Criação e Apresentação: Carlos Merigo Edição: Gabriel Pimentel Identidade Sonora: Nave, com Direção Artística de Oga Mendonça Identidade Visual: Johnny Britto Atendimento e Comercialização: Camila Mazza e Telma Zennaro O2 Filmes Direção de Fotografia: Lais Lima (Tangerina) Direção de Arte: Carolina Lage Coordenação de Produção: Gabriel Paim Assistente de Produção: Bernardo Barcellos Copeira: Vania Hiana Cenotécnico: Pele Equipe Cenotécnica: Anderson Leonarchik Henrique Leonarchik Denir Luiz Guilherme Tavares Andre Grandeso Pintor: Bruno Acervo O2: Sr. Figueroa Odecio Anderson
Participantes neste episódio4
C

Carlos Merigo

HostJornalista
H

Hiago Vinícius

Co-host
L

Luiz Yassuda

Co-host
R

Rafael Alberico

Convidado
Assuntos8
  • Previsao Climatica BrasilFalta de euforia e conexão com jogadores · Blitz das marcas e campanhas publicitárias · Comparação com Copas passadas e ufanismo · Pesquisas de interesse e intenção de assistir · Calendário apertado de grandes eventos
  • Neymar e Seleção BrasileiraAura da seleção e falta de entrosamento · Ciclo conturbado e interinos (Diniz, Ramon Menezes) · Chegada de Ancelotti e expectativas · Neymar como pauta permanente · Jogadores atuais e conexão com o público · Vini Jr. e Endrick como esperanças · Medalhões como Casemiro
  • Torcer vs. Consumir a CopaDiferença entre torcer pelo Brasil e consumir a Copa · Fã vs. Torcedor · Copa como entretenimento e mega evento · Arenização dos estádios e modelo europeu · Identidade cultural futebolística latino-americana
  • Ativação de MarcasMovimento Verde e Amarelo (MVA) · Campanha 'Tá liberado acreditar' da Brahma · Patrocínio de marcas e torcida encomendada · Diferença entre torcida organizada e torcida profissional · Identidade e pertencimento na torcida
  • Controvérsias nas CopasDisputa entre Globo e CazéTV · Acesso e conveniência (TV aberta vs. streaming) · Publicidade e interrupções em transmissões · Experiências de consumo da Copa (festa, bar, casa) · VAR e a comemoração dupla
  • Opinião sobre apostas esportivasCrescimento das apostas no futebol · Impacto das bets no bolão tradicional · Apostas como porta de entrada para outros vícios · Linguagem das bets e a mistura com religião · Apostas e a Copa do Mundo
  • Perspectivas eleições 2026Previsões de supercomputadores e economistas · Favoritismo da Espanha e França · Brasil como 6ª favorita · Portugal como candidato (vidente das copas) · Holanda e a 'falácia futebolística' · Seleções africanas e surpresas · Marrocos como melhor seleção africana · Brasil x Marrocos e Japão
  • Dicas culturaisTela Brasil (plataforma de streaming do Ministério da Cultura) · MEC Livros (aplicativo de empréstimo de livros) · Cinemático: Backrooms (filme de YouTuber) · Cinemático: Pela Metade (minissérie HBO) · 007 First Light (jogo de PlayStation 5) · Alambrado Futebol e Cultura (plataforma sobre história do futebol) · Vídeos de Theodoro Cochrane sobre transformação pessoal · Momento Faustão (Martim Casilli e feira Sabor Nacional)
Transcrição499 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

Carlos Merigo:Olá, sou Carlos Merigo, SuperCast 636.

Hiago Vinícius:Iago Vinícius, boa noite, minhas uvozelas, minhas caravelas e minhas verde-amarelas.

Luiz Yassuda:Luiz de Assuda, opa, tá chegando a Copa, hein? Agora você tá chegando.

Carlos Merigo:De volta ao Braincast, Rafa Oberico. E aí, Rafa, tudo bem?

Rafael Alberico:Tudo bem, gente, prazerzão estar aqui.

Carlos Merigo:Você esteve aqui há muito tempo.

Hiago Vinícius:Há 10 anos, né?

Rafael Alberico:Faz um tema complexo, doloroso, né?

Carlos Merigo:Doloroso. 7x1. Você lembra? Não lembro.

Hiago Vinícius:Não sei fazer, que foi 10 anos, 7x1.

Carlos Merigo:Procura 10 anos do 7x1, a verdade, o futebol brasileiro. E é isso, quando a gente junta essa galera aqui para falar do que? Futebol. Então, Copa do Mundo chegando, vamos nos perguntar Olhando para a câmera 1 ali, se a gente tá no clima da Copa ou brasileiro tá sendo convocado à força para gostar de Copa do Mundo, né? Aquele assim, acordar com a Copa. Porque assim, todo ano, toda vez que tem Copa, a gente sabe que a sociedade, né, o mercado abraça, né? E tem muita coisa para acontecer. Mas esse ano eu tô sentindo que tá uma blitz, todo mundo é show de drone, é bandeira na torcida, mil campanhas, só se fala, não tem outra coisa para acontecer. Então vamos discutir se isso é a Copa ou se é o Brasil, né? Pode ser uma boa pergunta. Então é isso, estamos em clima de Copa? Ponto de interrogação. Mas antes, rapidinho, tá? Só seguir a Vovô Brincaste Pode nas redes sociais. Você pode tornar-se membro lá no nosso canal no YouTube, youtube.com.br, você tem acesso a brincadeira secreta. Faz parte da brincadeira gourmet.

Hiago Vinícius:Não me tornei membro, o que que eu faço? Clica no botão, clica no botão.

Carlos Merigo:Seja membro, perfeito. E assina. E também meta de likes, né, Thiago?

Hiago Vinícius:A galera não tá cumprindo aqui, mas eu tô adorando quem eu mando sair do Spotify e lá no YouTube dar o like e comentar. A galera tá indo lá e comentar. Isso, vamos fazer agora palavra secreta agora. Tem podcast, tem palavra secreta. A palavra secreta desse programa é contigo, porque futebol contigo não tem nada a ver.

Luiz Yassuda:Meu Deus do céu, deixa isso na Copa de Futebol, cara. Acabou, já passou.

Carlos Merigo:Então é isso, tá? Vamos pra pauta?

Hiago Vinícius:Pauta!

Carlos Merigo:Ó, o nosso ponto de partida é esse, o clima de euforia, né? Se ele existe ou não, se esse— eu lembro, né, quando era jovem lá em Barbacena, certo, que a Copa tinha esse negócio que a gente vê nos comerciais de hoje, que é galera pintando as ruas, bandeiras, todo mundo de verde e amarelo, feliz. E hoje em dia isso parece cada vez mais encenado, calculado, né? Toda essa essa euforia ou esse ufanismo que rola. Às vezes você vê as pessoas por aí, não sei se elas estão nesse clima.

Hiago Vinícius:Seu comentário me soou que nem quando você falou assim: ah não, na minha infância eu lembro que era que nem o comercial de hoje. É que nem você fala assim: nossa, essa planta é tão bonita que parece de plástico, né? Parece que é uma emoção que a gente é obrigado a sentir. E aí a gente tá artificializando ela sentir essa parada. Porque tem vocês que não estão no YouTube, vão para lá agora para me ver de camisa da seleção.

Rafael Alberico:Isso.

Hiago Vinícius:E sei lá, eu passei, vi a camisa, comprei, não sei o quê, mas não aquela coisa de pintar rua, né, que é o famoso pintar rua, que eu cheguei a pegar o pintar rua, ainda vi o Brasil ser campeão, né. Mas eu já boto logo minha queimação de pauta, que é: antes a gente torcia o Brasil, mano, ganhar de qualquer forma, de qualquer jeito, desacreditado, acreditado, e agora isso não tá meio que uma possibilidade assim.

Luiz Yassuda:Então tô torcendo pela Copa.

Carlos Merigo:A galera era assim, Não precisa uma seleção ser acreditada para...

Hiago Vinícius:Mas a seleção tinha aura, né? Agora nem tem seleção, é um bando de jogadores.

Luiz Yassuda:Ou você acha que não?

Hiago Vinícius:Porque pra mim é um bando de jogadores que nem se gosta, assim.

Luiz Yassuda:É, exato, é um catado, né?

Hiago Vinícius:É um catado. É que nem você tá no Brasfoot e botar o Omatic lá, aí você tem muito dinheiro, você põe Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar e eles não se conversam.

Carlos Merigo:Tem que ter o... como que é? Entrosamento.

Luiz Yassuda:Entrosamento.

Hiago Vinícius:O que vocês acham?

Carlos Merigo:Fala aí, Rafa, você tá no clima da Copa?

Rafael Alberico:Eu acho que assim... Eu tô no clima porque eu sou esse cara que tá no clima das coisas de futebol costumeiramente. Mas eu acho que tem uma coisa assim que pega cada vez mais a nossa vida, que é a gente tem um calendário muito apertado de grandes eventos no mundo, de tudo, né? Então, mesmo a Copa, que é o evento que para as nossas vidas no Brasil, ela tá dentro desse calendário super apertado. Então... Esse ano aqui, a gente ainda teve uma outra questão esportiva, né, que é o João Fonseca. Então, o João Fonseca também roubou... Um beijo pra ele. Esse espaço também de atenção, né, durante esse tempo. Então, acho que as pessoas... Eu acho que assim, nos próximos dias as pessoas vão entrar um pouco mais no clima. Eu tenho visto, não sei se de maneira um pouco forçada também, mas eu tenho visto algumas ruas pintadas. Ontem eu tava chegando na minha casa, eu tive que fazer a volta.

Hiago Vinícius:Eu cheguei a ver também.

Rafael Alberico:Tavam pintando uma rua e tal. Mas eu acho que não, objetivamente eu acho que o clima ainda não é um clima de Copa. A gente assim, há 12 dias eu acho que da estreia do Brasil. Isso, acho que não, acho que o clima ainda não é de Copa.

Carlos Merigo:Antes de você falar, Luiz Assura, tenho aqui dados.

Luiz Yassuda:Dados?

Rafael Alberico:Dados?

Luiz Yassuda:Então traga dados.

Carlos Merigo:O Datafolha apontou que 54% dos brasileiros diziam não ter interesse em assistir aos Jogos da Copa.

Hiago Vinícius:Mentirosos também. É o recorde nacional.

Carlos Merigo:O mesmo tempo, o Ipsos Pack mostrou uma nuance importante, só 16% dizem estar muito animados contra 33% em 2022, porém 63% ainda pretendem assistir aos jogos da seleção brasileira. Esse é você, Luiz?

Luiz Yassuda:Eu assisto jogos da Copa, né? Todos os jogos. Eu sou aquela pessoa que não posso, vai ter Jordânia e Irã, então agora não, amor. Agora não, amor. Exato, agora não, amor. Vai ter Nova Zelândia e Áustria. Eu sou essa pessoa, tá? A Copa do Mundo é o meu evento, assim, paro o que eu tô fazendo, eu vou assistir todos os jogos, incluindo os jogos do Brasil, né? Porque eles falam, acontece durante a Copa do Mundo sempre esse momento muito bacana. Mas esses dados, eu acho que tem uma coisa interessante nesses dados, que é este, esta bagunça, né, que foi a seleção brasileira nos últimos 4 anos, né? Esse ciclo foi Demasiadamente conturbado, assim, foi muito, muito acima do de 2014 que gerou o 7x1, que foi conturbado, foi conturbado, mas nada perto desse... Foi conturbado em 2014? Foi, o Mano Menezes caiu para Felipão assumir a seleção, não sei se você lembra.

Carlos Merigo:Ah, não lembro, lembrava. Achei que ele já tava lá como...

Luiz Yassuda:Não, não, primeiro cai Dunga em 2010, né, pós-Copa.

Hiago Vinícius:Vem Mano Mendes. Porque não convocou a desgraça do Neymar, o Neymar Ganso.

Luiz Yassuda:Neymar Ganso, exato. Aí entra Mano Mendes, que tava fazendo campanha boa ali pelo Corinthians.

Rafael Alberico:Mano 3 mesmo, né, a galera achando.

Luiz Yassuda:Ele tava enganando no Corinthians, aí foi lá tentar enganar na Seleção Brasileira. Obviamente deu muito errado. Aí quando ele perdeu, não lembro se era o Olimpíada ou se era a Copa América, mas foi assim, foi só o estopim. Perdeu, tiraram.

Carlos Merigo:Passaram o Felipão em cima da hora.

Luiz Yassuda:Passaram o Felipão.

Carlos Merigo:Mas agora tem o Ancelotti, que é o garoto propaganda.

Luiz Yassuda:Que assumiu agora, né? Acabou de pegar o comando. O que você faz assim?

Hiago Vinícius:Desculpa. Mas eu esperava um pouquinho mais também. Assim, acabou de assumir, eu chego num trampo, eu tenho que corresponder na hora. Vai esperar 3 meses, né?

Rafael Alberico:Vamos ver se aprende a fazer seus relatórios aí.

Hiago Vinícius:Então vamos dar uns 3 meses pra ele. Eu não tenho dó não.

Luiz Yassuda:Não tô com dó dele não, mas veja bem, né? É só esse ponto. A bagunça foi muito grande. E em bagunça foi muito grande, Leia-se, uma campanha pífia nas eliminatórias, muito mal em amistosos, tirando, né, os jogos eliminatórios. Então assim, umas derrotas tipo para Marrocos, Japão, você fala, cara, né, isso não existia.

Hiago Vinícius:E nós vamos enfrentar Marrocos, viu?

Luiz Yassuda:Nem ver a cor da bola nos confrontos contra Argentina. Então isso tudo pesou.

Carlos Merigo:Teve momento de Dinizismo, né, que não é nem técnico, né?

Hiago Vinícius:Seleção de meme, né?

Luiz Yassuda:Também dá bagunça porque começa com um interino, de fato começa com interino. Então Ramon Menezes assume a seleção falando: "Então vou contratar um brother aí." Então Ramon, o técnico do foda-se qual é a categoria de base lá dele, né? Então ele vai assumir aí por um jogo, só toma piau. Beleza. "Então vamos ter que trazer aqui alguém, um técnico, né?" Aí assume Fernando Diniz naquele esquema de "ele tá aqui, então vem aí, Carlos Sebastião".

Carlos Merigo:Porque já tinha acordado, continuava no Fluminense.

Luiz Yassuda:Continuava no Fluminense.

Carlos Merigo:Nunca vi isso.

Luiz Yassuda:Um monte de derrotas ali na sequência, porque o dinizismo é difícil de pegar, é difícil de fazer acontecer. A gente tá vendo lá o Hugo Souza fazendo aquelas maravilhas de entrar na metade do jogo, sair no jogo seguinte.

Carlos Merigo:O aproveitamento dele é 66%, hein?

Rafael Alberico:Mas lembra, já era uma data FIFA, né? Você tem data FIFA para treinar o dinizismo, são 12 dias a data FIFA, cada encontro, né?

Luiz Yassuda:É nem isso, né? Às vezes é mais, às vezes ele tem 4 treinos para botar o dinizismo em prática para jogar o primeiro, primeiro dos jogos das eliminatórias. Quer dizer, não ia dar, aquilo ia dar redondamente errado, tal. Não sei que ele fizesse umas coisas muito loucas, porque no passado você tinha uns técnicos desses que assumia a seleção só tendo trabalhado no Brasil, falava: já sei, vou convocar só gente que joga no Brasil. Leão fez isso, Mano Menezes no começo fez isso um pouco também. Então assim, você tem esses cambalaches que, sei lá, entendeu? Bota na cabeça que, ó, vou botar o Diniz pra girar, vou convocar o Fluminense, mais uns 10, e aí fecha um time.

Rafael Alberico:Quem que tá jogando bem aí, né?

Luiz Yassuda:Vou convocar, fechou. Fecha um time, um arrumeno e tal. Mas não foi o caso, então foi todo mundo tentando fazer suco com rigorosamente quase os mesmos jogadores. Assim, você vê, você vai vendo, né, assim, Vini Jr., Rodrigo, todos eles estavam sempre nas listas.

Carlos Merigo:Eu tenho uma questão que é: você odeia Vini Jr.? Não, pelo contrário. É se a gente, né, torcedores interessados, nós cada vez mais adultos, né, conforme o tempo passa, mais adulto a gente vai ficando, não totalmente ainda, mas Vai ficando, porque o que eu vejo na inocência das crianças, né, lá em casa inclusive, é uma festa, uma expectativa. Cara, convocação, meu Deus, fala o nome do Neymar como se tivesse ganhado o título.

Hiago Vinícius:É, a gente tá ficando velho, eu acho que esse é o único podcast do Brasil que a gente tá aqui gravando, o quê, o painhão, uns 15 minutos, que não tinha falado do Neymar até agora.

Carlos Merigo:Porque falou de seleção é falar do Neymar, só tem isso assim, porque não tem como.

Hiago Vinícius:O PVC tá falando disso, fala, gente, vamos falar de futebol.

Luiz Yassuda:Mas novamente, a gente tá falando, a gente tá falando de Neymar porque pega de novo esses últimos 4 anos, gente, e aí não surge nenhum jogador, nenhum jogador.

Hiago Vinícius:Eu lembro que antes do Vini Jr., quando Vini Jr. tava para ser indicado a melhor do mundo, teve um jogo, uma data FIFA, que entra ele e o Hendrick. E aí eu vi, para baixo, nossa, eu quero ver esses meninos jogar. E aí foi, e aí pulou o Dorival.

Rafael Alberico:Chegou no Maracanã.

Hiago Vinícius:No São Paulo, a gente não esquece.

Luiz Yassuda:No São Paulo, a gente não esquece.

Hiago Vinícius:Mas assim, Dorival é aquilo ali, arroz com feijão.

Rafael Alberico:Mas foi aquela Copa FIFA com Dorival que o Hendrik fez os gols que a gente falou: "Agora vai!" Encontramos nosso 9 e tudo mais e tal. E eu acho também que o Ancelotti, ele obviamente com pouco tempo e tudo mais, ele foi meio que na certeza daqueles atletas que ele já trabalhava na Europa. E apostou assim nos medalhões, né? Tipo Casemiro, essa galera que a gente já não sabe como rende hoje em dia, né? Então eu não sei, pra mim é uma caixinha de surpresa assim.

Luiz Yassuda:Casemiro tava jogando, vai. Não, não, tava jogando mesmo, né? Ele tava, ele atuou, teve uma, ele apostou.

Carlos Merigo:Seu filho tá na expectativa porque essa, o negócio da geração de jogadores, né? Eu não tenho conexão mais com ninguém, não conheço quase ninguém da seleção, mas meu filho conhece todo mundo, sabe o nome de cor. Que eu acho que é o caso, talvez não seja mais pra gente esses caras.

Hiago Vinícius:Falei. E antes de você entrar, foi uma coisa que você trouxe no último programa, então ouçam lá.

Rafael Alberico:7 ao Vento. 7 ao Vento, 5 eu acho o programa. Nossa, eu acho que é agora.

Hiago Vinícius:Acadêmico, né? Que é essa questão de como os clubes europeus estão investindo nos jovens brasileiros.

Carlos Merigo:Isso.

Hiago Vinícius:Em ter conexão com essa galera, porque de fato, sim.

Rafael Alberico:Meu irmão também é.

Carlos Merigo:Ele já me foi ver o final da UEFA no cinema.

Hiago Vinícius:Pergunta pra ele qual que é meu time da Europa, que eu precisava muito saber.

Carlos Merigo:Você escolheu um? Ele te indica.

Hiago Vinícius:Perfeito.

Rafael Alberico:Mas diga aí. Então, vocês sabem que assim, existe obviamente esse interesse dos clubes europeus mercadológico no Brasil por motivos óbvios. Mas ao longo dos últimos anos, assim, as minhas pesquisas foram caminhando para uma discussão mais crítica.

Hiago Vinícius:Para onde foram caminhando suas pesquisas, Carlos? Só para entender.

Rafael Alberico:E aí eu fui entrando numa discussão de plataformização, assim. Então, nossa vida plataformizada e tudo mais. E seguindo o que vários grandes pesquisadores falam sobre como a plataforma age na nossa vida, né? E aí Por mais que eu coloque limites no meu filho pra que ele mexa o mínimo possível em plataformas, ele mexe. E aí, a gente vai criando, né, um envolvimento com a plataforma. E a plataforma, numa lógica de algoritmo, ela vai trazendo pra gente desde temas polarizadores até aquilo que é a famosa espetacularização, né. E aí, pô, o que meu filho quer ver? Meu filho quer ver o Yuri Alberto tropeçar? Com todo respeito ao Yuri Alberto, gosto de você, Yuri Alberto.

Hiago Vinícius:Você não gosta mais do Gui, viu? Você com certeza não gosta mais dele.

Rafael Alberico:Ele quer ver um puta de um golaço na Premier League que passa por 20 câmeras diferentes no YouTube, assim, meio que pela base, né, e tudo mais. E aí, obviamente, ele vai criando uma relação. Aí tem o FIFA, né, essa jogada aí, né. Ele vai criando. Hoje, antes de vir pra cá, o meu filho falou: "Pai, dá pra jogar a Copa do Mundo agora no FIFA Abril." Então ele tá muito empolgado com tudo que tá acontecendo. Aí tem um pacote do Capital, que é impossível a gente não se envolver com uma criança, que é o álbum.

Hiago Vinícius:Isso, isso. Mas você não tem medo de o Brasil ser uma desgraça e decepcionar a criança? É, eu acho que sim.

Rafael Alberico:Porque não é o FIFA. Então, mas eu acho que tem uma questão super interessante, que é o meu filho quer ver o Brasil, ele quer que o Brasil seja o campeão, mas meu filho nunca viu o Brasil performar bem. Perfeito. Ele nunca viu. Então, eu acho que ele tem muito mais esperanças de que o Mbappé e a França, ou a Espanha, o Jamal, que esse é o natural, que eles vão provavelmente—

Carlos Merigo:Cara, mas essa decepção a gente viveu, tipo, 98, por exemplo.

Rafael Alberico:Eu não vivi, né?

Carlos Merigo:A primeira Copa que eu vi, que foi a de 90, já foi traumática.

Hiago Vinícius:Já aprendi ali como é que é. Então, a questão é essa, gente, é jogador e atitude de jogador. Você tinha, sabe, Romário, você tinha Ronaldo.

Luiz Yassuda:Mas aí eu tenho que lançar a carta do 'tão ficando velho aqui', porque novamente eu lembrei isso já, em algum momento a gente teve essa mesma discussão, que é, cara, nos anos 90 falavam a mesma merda sobre os caras que jogaram. Ah, no tempo do Pelé, aquilo que era Pelé, Rivellino, não, mas eu tô falando de futebol, sempre era assim.

Hiago Vinícius:Eu tô falando de atitude mesmo da pessoa chegar. Tudo bem, tem uma questão que é o Neymar, a gente não vai falar tanto assim ainda, mas é um negócio que é no Pós de Bola, que é um podcast de velho, por isso eu ouço, eu também, é, se fala muito disso, que o Neymar virou a muleta da seleção inteira, que é ninguém se responsabiliza porque tudo sobre, ah, tem que chamar o Neymar. E aí ninguém chega e fala assim: "Eu vou pegar essa seleção e eu vou assumir." "Quero que o Romário fazia." Quero que o Romário, mais do que ninguém fazia, Garrincha fazia, Pelé fazia.

Rafael Alberico:De falar: "Tá comigo agora." Mas eu acho que ele tem que ter, o cara tem que entregar também, né? Uma performance. Não, quem for assumir esse papel, que é muito importante. A gente não tem, né?

Luiz Yassuda:Esse é o ponto. Ninguém, assim, o Vini Jr. tava lá concorrendo pra melhor do mundo, aquela coisa, mas jogando pela seleção, não sei se mal escalado. Não sei se mal treinado, não sei se simplesmente, pô, cansado. O cara joga como um pontinho, ele não faz mais do que um, vai, cite um ponta do Campeonato Brasileiro, cara.

Hiago Vinícius:Isso é uma coisa também que mudou bastante, porque antigamente... Aí pegou pesado. Foi um engraçadão, o Samuel Lima. Isso, isso. Você ser convocado pra seleção antigamente era um negócio de alegria, de motivo de orgulho. Agora é motivo de preocupação, porque você tem vários contratos com o seu clube, "Você ganha muito mais dinheiro lá no clube, tal, não sei o quê lá." Eu nunca vou esquecer da data FIFA.

Rafael Alberico:Assim, quando tem data FIFA...

Luiz Yassuda:Nossa, data FIFA é um saco.

Hiago Vinícius:Cara, primeiro, é um saco.

Luiz Yassuda:Interrompe seu flow aí de campeonato. Isso, é.

Hiago Vinícius:Terceiro, se convoca... Quando convocava o Lucas Moura, eu sou São Paulino, né, pra seleção, eu ficava em pânico, porque o cara já tem uma certa idade. Vai baixar, vai baixar. Eu lembro do Pedro, que ele foi pra uma data FIFA, era mó alegria. "Nossa, o Pedro foi convocado." E ele voltou todo... ficou um ano fora.

Rafael Alberico:Estourou o joelho.

Hiago Vinícius:Tipo, gente, assim, virou um terror. Para quem é torcedor brasileiro que nem nós, a data FIFA, eu costumo, ela é chata também. E para o jogador que joga na Europa, que é 90%, virou entojo, tipo, cara, que burocracia tem que ir lá cumprir porque eu tenho isso no Brasil, é, porque eles preferiram não ir.

Carlos Merigo:Mas assim, vocês estão falando que não tem jogador, mas pelo que eu entendi, o Ancelotti virou o cara que vai ser o— ele não tem, não dá entusiasmo.

Hiago Vinícius:Eu tô adorando a disputa política aqui que está falando Ancelotti, ele tá certo, mas você tá brasileiro.

Carlos Merigo:O Ancelotti, ele virou protagonista de comercial na foto de um jogador, né?

Hiago Vinícius:Aquele carro horroroso.

Luiz Yassuda:Isso aí já tá vendo o contrato do carro.

Carlos Merigo:Lógico, mas aqui quando que um técnico ia virar o grande protagonista das campanhas?

Rafael Alberico:E o Tite foi.

Luiz Yassuda:É mesmo?

Hiago Vinícius:Não, e assim, você fazer campanha com o Tite, rolou. Aliás, eu não quero expor o Luiz Iaçu daqui, mas já expôs. Então se o Luiz Iaçu não quiser ser exposto, corta essa parte. Mas tenho insights, fontes e dados. Dados não, hoje não. As marcas, no geral, as grandes marcas, estão falando o seguinte: primeiro, fazer campanha é, gente, é espírito de Copa, tá? Não é, ah, é Brasil, é, ninguém tá falando de nada, é espírito de Copa. Segundo, é primeira semana de Copa só que a gente tá investindo o capital aqui, porque depois disso, exato, aí a gente vê cenário.

Carlos Merigo:Falando já de marcas, já que você tá falando, acho que adoro. Teve a campanha, acho que até inclusive talvez seja o título desse Braincast, a gente vai copiar.

Hiago Vinícius:Depende de quem patrocinar.

Carlos Merigo:O slogan da Brahma, que é o "Tá liberado acreditar".

Hiago Vinícius:Certo. Que eu acho uma humilhação isso.

Carlos Merigo:Você achou humilhação?

Hiago Vinícius:Puta que pariu, sério assim. Não, na boa, tipo, tá liberado acreditar, gente.

Carlos Merigo:Mas não foi legal reconhecer que, cara, ninguém tava ali? Ô, Merigo, você não achou?

Hiago Vinícius:Não, 2002, primeira Copa que eu lembro, não tinha "tá liberado", então não dava pra acreditar.

Rafael Alberico:Agora é triste, né? É triste, é uma frustração. É triste, é triste.

Luiz Yassuda:Pô, que isso, cara? Acreditação. Olha, vamos lá. Também, também.

Hiago Vinícius:E era uma seleção desacreditada pra caramba, mas não tinha isso, cara, em casa.

Luiz Yassuda:Em casa era tipo, não, você já viu o Brasil jogar. Jogando no 3-5-2, que era um negócio que a galera achava feio.

Hiago Vinícius:Então, mas é isso, tipo, eu tinha 5 anos, minha família é grande fã de futebol, falava, ó, você vai ver seu país jogar e seu país é foda, é o melhor do mundo, presta atenção aí na TV porque vai ser legal, entendeu?

Rafael Alberico:Então tinha isso aí.

Hiago Vinícius:Mas hoje não dá, né?

Rafael Alberico:Não dá, isso aí sumiu, mano. E o que o Merigo falou, que eu acho que é aquilo que você tava comentando, né, muito louco, a nossa grande estrela hoje é O Ancelotti.

Carlos Merigo:Isso, o Ancelotti.

Rafael Alberico:Ele é o cara que tinha que ter pego, eu acho, e ter colocado nas costas dele.

Luiz Yassuda:Ele é aquele rapaz manquitola que tava ali.

Hiago Vinícius:E aí nisso eu vou ter que defender o menino Ney, porque a única pessoa que faz isso é o Neymar. Fala, gente, vamos falar disso.

Carlos Merigo:Eu nem botei na pauta, mas acho que é.

Hiago Vinícius:Você não botou na pauta?

Carlos Merigo:Não botei na pauta. Que legal, americano. Que é o lance do Neymar, né? Porque ficou todo esse lance, vai ser convocado, não vai? E depois de tudo eu falei, cara, ele já sempre esteve convocado. Sempre esteve.

Hiago Vinícius:E ele tem um negócio É o negócio do Bozo, que não é o palhaço, o outro. Vocês sabem qual que eu tô falando, de sempre tá na pauta. Que é isso, tipo, ele tava machucadinho, aí ficou machucadão, aí deu outro problema lá no jogo do Santos, aí foi convocado, aí ele ficou machucado de novo. Tipo, cara, toda hora ele inventa uma novidade. Fala logo que você tá machucado, não vai falar, né? Mas a questão era ser convocado. E aí você vê que a questão não é só essa, a questão é ele estar na pauta para ele dominar a pauta, para gerar muito propaganda de marketing, muito bet, muito tudo, e não se falar do futebol brasileiro, porque não tem que falar.

Luiz Yassuda:Não tem, o ponto é esse, não tem.

Hiago Vinícius:O coitado do PVC não tem que falar.

Rafael Alberico:Essa gramática neymariana, que é governar pelo caos. O Neymar, para estar sempre em evidência, porque o futebol não é mais o grande tema da vida dele, ele tá sempre fazendo de coisas toscas a coisas, né, as coisas estão acontecendo assim em torno dele, ele vende tudo isso, né. Eu acho Eu acho que essa é a tônica da vida do Neymar dos últimos 3 anos, depois que o Neymar saiu do PSG. Fim do PSG já foi assim, mas ao hilau é trágico, né, pro Neymar. E ele se machuca naquele jogo contra o Uruguai, que foi uma lesão já bastante específica de quem, assim, como ele se lesionou, né, de quem tava um pouco fora de forma, talvez, ali do jeito que ele se machucou. E o que a gente tem falado dele é isso, né. O que me preocupa é: eu fui enganado. Eu tinha certeza que ele não seria convocado. Ah, é?

Carlos Merigo:Eu também tava nessa. Eu também achei, pô, do jeito que tá, trouxeram o cara de técnico aí, é um apelo.

Luiz Yassuda:Foi aquela papagaiada que fizeram lá no Museu da Manhã.

Rafael Alberico:Nossa Senhora, teve isso, né?

Carlos Merigo:Imagina, não convoca ele, todo mundo...

Rafael Alberico:Você não volta, ia voltar a rodar. Se vocês soubessem, vocês ficariam enraixados.

Luiz Yassuda:Eu tava bem nessa de que era muito, a probabilidade dele ir era alta.

Carlos Merigo:É mesmo?

Hiago Vinícius:Mas é por isso que você vai, antes de fazer esse comentário, você vai entrar no YouTube, vai deixar seu like, porque depois que eu falar isso você não vai querer deixar o like.

Luiz Yassuda:Eu quero que você fale até um bastidor de trabalho assim, de trabalho de comunicação, né, que assim, fala uma coisa zoando assim, mas desde, desde os briefings do final do ano passado eu já tava, cara, o grande assunto do futebol no ano que vem é se esse puto vai ou não vai. Não tem outro, porque, cara, e as marcas pedindo, a seleção não Não fornece mais material, não tem brilho, não tem mais do que isso. Então assim, se você quer beber de algum hype de seleção, de Copa, do que seja, porque é um ano de Copa do Mundo, cara, vai. É esse o debate, não vai ter outro.

Carlos Merigo:Tão trazendo o Ronaldo e o Ronaldinho, os dois estão surfando um monte de coisa aí.

Hiago Vinícius:Não, mas eu vou falar uma coisa muito cancelável, mas é nesse ponto que eu defendo o Neymar. Só nesse, que é: o Neymar é o único jogador da seleção que a performance dele na Copa importa. Porque se o Vini Jr., como sempre tem feito, vai lá, faz qualquer coisinha e volta pro Real Madrid, faz um golaço no Real Madrid, pros fãs do Vini Jr. tá ótimo. Inclusive foi ótimo que ele não tenha se machucado e voltou pro Real Madrid, não sei o quê lá. O Neymar teve aquela palhaçada da propaganda da Gillette 2018, foi trágico, foi, foi.

Carlos Merigo:Que que era mesmo?

Hiago Vinícius:Que era: ai, eu caí, mas eu levanto, me ajuda, não sei o quê. Porque importa pro povo brasileiro como o Neymar vai performar na seleção. Não importa mais nenhum jogador, importa como vai performar na seleção. Nenhum, tipo, ninguém.

Carlos Merigo:Se for mal, se for bem, ninguém tá acompanhando.

Hiago Vinícius:A pessoa que eu mais boto fé na seleção hoje, eu entro.

Rafael Alberico:Eu também achei que você usou uma expressão boa, Iago. Você falou fã. O fã, aí a gente já muda de assunto, né? Eu passei a vida discutindo torcedor versus fã. O fã, realmente, eu acho que ele não se importa. O fã é o cara, né, o acadêmico.

Carlos Merigo:Qual a diferença do torcedor e do fã?

Rafael Alberico:Quero saber. Assim, quando a gente tá pesquisando essa linha, né, a escola dos norte-americanos chamam torcedores de fãs.

Carlos Merigo:Certeza.

Rafael Alberico:E a lógica é: esse cara gosta da Taylor Swift, ele é um fã da Taylor Swift. Ele gosta do Los Angeles Lakers, ele é um fã do Los Angeles Lakers. Tudo é entretenimento, tô queimando a pauta, né? Mas tudo é entretenimento pra esses caras. Você vai pra Inglaterra, inclusive não é fã, né? O cara é um supporter do time dele lá e tudo mais, porque aqui também, o livro tem que ser no local do jogador, né? É um outro modelo de torcer. E aí eu concordo com você, o fã não tá nem aí. O fã, ele torce, se é que torce, se dá pra dizer, ele acompanha, acho que é segue. É de uma maneira muito diferente.

Carlos Merigo:Como dá pra ser fã sem torcer?

Hiago Vinícius:Mas acho que o fã vê a seleção como uma atrapalhação.

Rafael Alberico:É, ou não. O fã, ele gosta da Copa. O fã, ele acha que a Copa é um evento, né? O entretenimento, eu acho que é isso.

Carlos Merigo:É um evento social.

Rafael Alberico:Exato. E eu acho que a Copa é o suprassumo do entretenimento. Como é o que a galera chama dos mega eventos esportivos, né? É Copa do Mundo, é Super Bowl, é final de Champions e Olimpíadas. São os 4 mega eventos esportivos que param o mundo, que tem bilhões de espectadores. E eles são todos, né, puro entretenimento. Tem um dado que o professor Eli Rocco sempre traz, que é: qual é o ingresso mais caro das Olimpíadas?

Carlos Merigo:É a abertura, que não tem jogo, não tem esporte, não tem nada, é a festa.

Rafael Alberico:As pessoas vão se entreter. Tipo, é sobre isso. E aí eu acho que essa é a discussão, né? Por isso que existe tanta crítica sobre a arenização dos Estados. Tipo, o Brasil chegou aqui por causa de tudo isso, né? Porque a gente foi indo por esses caminhos de transformar uma coisa que, para o Brasil— e aí eu acho que é isso, essa é a minha grande crítica, de que a Libertadores com final de um jogo só, a Copa do Brasil agora também copiando esses modelos europeus para um lugar, pô, América Latina tem uma identidade cultural futebolística que a gente não precisa seguir nada europeu.

Luiz Yassuda:A gente tem, a gente pode fazer o nosso jeito.

Rafael Alberico:Então eu sou bem crítico quanto a isso. E aí eu acho que é isso, você falou o fã, já ficou na minha cabeça.

Hiago Vinícius:Mas eu tenho uma pergunta, você não acha que, e aí pensando uma pessoa que gosta de futebol de vez em quando, você não acha que tem que ter um nivelamento mesmo? E eu sou contra, mas eu fico pensando nessa parte técnica, não tem que ter um nivelamento, todo mundo tá fazendo a mesma a mesma coisa, pra na hora que se encontrar, como na Copa do Mundo, como nas Olimpíadas, como enfim, campeonatos internacionais, a gente tá jogando o mesmo jogo. Porque o que tá acontecendo hoje em dia é que tem dois jogos diferentes acontecendo, né? Tem o futebol europeu, que é de elite e gramados eletrônicos de ar feitos no cloud, e uma galera jogando em Barbacena.

Luiz Yassuda:Mas aí eu trago aqui uma coisa que é, né, e aí a gente tem que olhar também esse fenômeno que acontece, esses descolamentos em relação ao Brasil, porque não é um fenômeno apenas brasileiro exportarmos jogadores cada vez mais cedo para a Europa. A Uruguai e Argentina passam exatamente a mesma coisa. Mas vai tentar olhar a relação deles para com as seleções deles, muito bom, porque em algum grau as seleções, os jogadores, mesmo jogando na Europa, quando se reúnem, preservam isso, um pouco dessa coisa da identidade, sabe? Seja catimba, seja aqueles Você vê a Argentina jogando um jogo de eliminatórias, você sente assistindo um jogo de Libertadores. Você vê um Uruguai jogando um jogo de Copa do Mundo, você vê aquele cara, cenas lamentáveis estão para acontecer.

Rafael Alberico:Isso não acontece. O Suárez pular com a mão na bola. Eu não vejo um jogador brasileiro fazendo isso.

Luiz Yassuda:Então, esse é o lance, porque o produto futebol brasileiro que a gente tem para consumir 360 dias no ano é um, esse da seleção brasileira é outro. E o futebol que eles jogam na Europa é um terceiro negócio.

Hiago Vinícius:Você que vai botar isso no PowerPoint, deixa o like no YouTube.

Carlos Merigo:Isso, e dá os créditos.

Hiago Vinícius:E dá os créditos. Muito bem.

Carlos Merigo:Gente, vamos falar um pouco da torcida, né? A seleção.

Luiz Yassuda:A vírgula, a torcida.

Hiago Vinícius:A torcida, porque tem, eu não sei. Se é a torcida, eu não sei.

Carlos Merigo:Se todo mundo que consome aqui o Braincast está familiarizado com o conceito da torcida profissional chamada Movimento Verde e Amarelo. Torcida profissional, entendeu? Não é?

Hiago Vinícius:Não, eu tenho certeza que alguém botou isso no Tinder assim. Eu sou torcedor profissional.

Carlos Merigo:Aqui ficou mais claro agora. O Yasua que me falou isso lá anos atrás, ele tinha, eu não sabia que era um negócio de marca e tudo.

Luiz Yassuda:Não, foi, fiz uma reportagem na época assim. Conta aí. Isso foi quando? Na Copa de 2018? 2018, é.

Hiago Vinícius:A pior Copa de todos os tempos, vocês concordam? Foi a pior Copa de todos os tempos.

Luiz Yassuda:É, foi muito ruim.

Hiago Vinícius:Foi muito ruim. Teve greve dos caminhoneiros, a gente só ouviu isso.

Rafael Alberico:Foi muito ruim, mas eu tô com medo porque a de 2022 pra mim também foi bem ruim. Então eu tô com medo da gente tá só piorando.

Luiz Yassuda:Não, é, e assim, cara, e faz uma projeção que vai ter Copa do Mundo na Arábia Saudita. Então assim, as coisas podem piorar muito mais. Mas enfim, então a gente sai do 7x1, sai daquele momento, né, de desgraçamento e tal. Para com a seleção brasileira. E aquela foi pós 7x1, então foi pós 7x1 e foi pós também sacada. Que, cara, como o Brasil, que que o Brasil brasileiro sabe fazer? Eu sou Brasil, só sabe fazer isso, não é nada. Fala, cara, a gente precisa de alguma. Aí alguém teve uma sacada, só que provavelmente dentro de uma mesa de um brainstorm. É, exato.

Rafael Alberico:Aí, né, uma galera de mercado mesmo se juntou e fundou, né, fundou o MVA, né. Mas é isso, né. Aí a gente volta, né, me parecem fãs assim, muito assim torcedores. Mas assim, com todo respeito ao MVA e o pessoal com certeza tá assistindo a gente, mas eu acho que é isso, eu acho que é uma torcida encomendada, eu acho que é um pouco complexa, né. Aí é uma questão de visão, a minha visão é até social, cultural, antropológica de torcida, é uma outra coisa. Pra mim é um assunto muito sério e eu acredito que eu sou um corintiano e aí a minha identidade ou as minhas subjetividades, né, elas se misturam com as do meu time.

Hiago Vinícius:O Meirelles mandou hoje, falou: "Gente, falta 50 dias pro jogo principal, que é Corinthians e Remo." Exatamente.

Luiz Yassuda:É isso, né, minha gente. E assim, e aí tem um lance, vamos falar algumas frases que a gente tava falando aqui fora do ar.

Hiago Vinícius:Ih, bastidores!

Luiz Yassuda:Que é isso, vamos lá. Aí você pega, tu tem essa torcida tal lá, beleza, estão, né, promovendo tal nova camiseta.

Carlos Merigo:E eles se juntam com grana própria para viajar para os Estados Unidos agora?

Luiz Yassuda:Tem patrocínio.

Carlos Merigo:Agora nesse jogo contra o Panamá quiseram subir a bandeira lá do iFood, não deixaram, né. Então o iFood tá dando dinheiro para os produtores.

Luiz Yassuda:Todos os patrocinadores, né, porque é meio isso, é, tem um fundo, um fundo. Aqui uma parada do pool de marcas que já botam dinheiro em seleção brasileira, falar: bom, vamos dar uma animada, só dar um up aqui.

Hiago Vinícius:É isso que eu vou dar um puxão de orelha da desgraça, marcas do mundo, assim, todo respeito, beijo para eles, mas vocês têm dinheiro para vocês fazerem sua própria torcida. As marcas têm que ir lá na Brasilândia, tem que ir lá nas comunidades do Rio de Janeiro pegar a galera que sabe tocar um tambor e falar: a gente vai formar vocês, vamos fazer uma bateria. E aí sim vai ter uma torcida organizada. Aí beleza, aí eu topo.

Luiz Yassuda:E tem muitas aspas, foram o que eles fizeram. Vocês não viram os vídeos da torcida? Eu preferia, cara, aquele clima de que a gente tava falando. Videocase.

Carlos Merigo:Videocase.

Hiago Vinícius:Ah, desculpa, é um clima de esperança misturado com canislae.

Luiz Yassuda:É um clima de jogos universitários do mais pachorrento. É isso. Porque assim, jogos universitários você tem a faculdade que a galera se junta e torce e você tem a faculdade que contrata uma escola de samba.

Carlos Merigo:Sim.

Luiz Yassuda:Aí vai a escola de samba, cara, imagina, né? Então os membros de uma escola de samba claramente olhando para aqueles jovens endinheirados, que, cara, que que a gente não precisa fazer para ganhar essa porra desse dinheiro? Então tocando com aquela vontade mesmo, para lá uma meia dúzia ficar, né, jogando bebida para o alto, jogando bebida para o alto. E, cara, esse velho viu o vídeo do, né, a torcida, manchete, né, o vídeo oficial: torcida ecoa Copa do Mundo é guerra. E aí você dá play nesse vídeo e vacinaram Neymar também, né.

Hiago Vinícius:Mas, cara, é isso, Copa do Mundo é guerra, não é uma Copa que é nos Estados Unidos? Vamos pensar nisso.

Carlos Merigo:Mas assim, eles estão tentando fabricar uma espontaneidade, né, como vocês falaram, você não tem uma torcida torcida que é organizada, como até nem de clube.

Hiago Vinícius:Não é possível.

Carlos Merigo:Por que não tem, né? Essa que é a grande pergunta. Porque quem vai ter grana para viajar para os Estados Unidos ver Copa? Eles precisam pegar uma galera que não é.

Rafael Alberico:Obviamente tudo se explica com a história, né? A Argentina construiu, acho que, um jeito de torcer que fez com que as torcidas torcidas que são rivais ao longo do ano se juntem, né, por um sentimento que acho que é maior, que é diferente, que é mais patriótico. Apesar de terem sequestrado o sentido dessa palavra, mas dentro desse contexto, acho que ela soa melhor. E aqui no Brasil, não. Então aqui no Brasil, a gente tem vários livros que falam sobre isso, de como as torcidas organizadas, por que elas não se envolveram exatamente com a seleção.

Hiago Vinícius:Será que também tem a função de que a Argentina é do tamanho de Guarulhos e o Brasil do tamanho de São Paulo?

Rafael Alberico:Tem uma diversidade no Brasil também bastante complexa de lugares, de estilos, de pessoas, de identidades.

Luiz Yassuda:O fato de metade da população de um país morar numa única cidade ajuda bastante, né?

Rafael Alberico:Exatamente, ajuda a juntar a galera, né? E aí, enfim, eu acho só que é muito difícil construir essa relação agora genuinamente. É muito difícil. Cara, além de tudo, né, eu sempre brinco que quando eu tô conversando com a galera e o pessoal fala, não, clubes, os clubes precisam ser geridos como empresas, tal, falam, mano, que papo mais furado, empresa não precisa ganhar campeonato, meu amigo. O clube precisa, o clube é uma variável que é competitiva, esportiva, ele precisa ganhar. E aí, por quê? Porque a vitória nos aproxima, a vitória cria envolvimento, a vitória cria identificação, porque ela cria histórias, cria memória. Cria imaginário. A gente não tem imaginário, essa geração não tem o imaginário.

Carlos Merigo:Escuta, o Maracanã lotado lá, não é todo mundo movimento verde e amarelo, né? Não, mas é o torcedor literalmente de domingo também, turístico, né, que ele vai ali, não tem um. E aí onde fala esse lance de ter um canto, né, de ter algo que seja em comum para todo mundo.

Hiago Vinícius:Minha mãe geminiana, o que explica muito da minha questão mental, ela vai fazer aniversário agora. E aí a festa de aniversário dela vai ser a estreia do Brasil na Copa, e vai ser uma festa de Copa. Ela nem sabe o que é futebol assim.

Carlos Merigo:Sim, sim. Mas na Copa, como muita gente, a maioria das pessoas, né?

Hiago Vinícius:Mas o que eu tô percebendo também é isso: a gente sempre se reuniu para ver o jogo da Copa e fazer uma festinha de ver o jogo da Copa, pelo menos na minha realidade. A gente tá inventando desculpas, tá pegando alguém que faz aniversário meio próximo próximo para fazer o aniversário da pessoa, como? Porque só Copa a gente não tá mais sustentando. Tipo, também um pouquinho dessa perda de identificação, que é isso também, é, cara, é isso. Eu tô sentindo que a gente tá se sentindo obrigado a gostar da Copa, cara.

Carlos Merigo:Eu não é o meu sentimento, tá? Porque o que você falou, eu gosto de, eu vou estar lá assistindo o jogo de abertura lá, que é o quê?

Rafael Alberico:México e quem? México e Coreia?

Luiz Yassuda:Não, México e África do Sul.

Carlos Merigo:Todos os jogos, mas assim assim, não é aí, você parou em seleção brasileira, não é o que me traz mais frio na barriga como já foi, que não passa, tipo, de jovem, jogo de seleção, ficava mal.

Hiago Vinícius:Mas tanto que a nossa maior expectativa é jogo contra o Haiti, todo mundo fala, não, a gente vai amassar na hora do Haiti. E tipo, olha, é amassar o Panamá.

Luiz Yassuda:Eu me lembro da Copa, qual foi a Copa que a gente deixou, deixa eu tentar recordar Eu não lembro se foi 2006 ou 2010.

Carlos Merigo:2006, Alemanha. 2010, da África do Sul.

Luiz Yassuda:É, aqui a gente estreou contra a Coreia do Norte.

Rafael Alberico:Foi 2010, né? Foi 2010.

Luiz Yassuda:A gente ia amassar a Coreia do Norte.

Rafael Alberico:2x1, suave.

Luiz Yassuda:Sofrido, sofrido.

Rafael Alberico:Em 2006 também, que foi contra a Croácia, aquele gol do Kaká. Foi super sofrido com a seleção do Suárez.

Carlos Merigo:Toda estreia é dura, né?

Rafael Alberico:É difícil, cara.

Carlos Merigo:Ó, o cara falou também de transmissão, né, que é outra coisa que a gente vai ver, tá vendo acontecer.

Hiago Vinícius:E sim, gente, a gente sabe que vocês têm um incômodo com aquela emissora que é mais engraçadinha, mas vocês também não querem ver a outra que é mais quadradinha. Então vocês não querem nada, né? Então assim, não comenta isso, comenta outra coisa, comenta contigo.

Carlos Merigo:Que teremos 104 jogos exibidos na Casetv no YouTube, né? As outras não têm direito a todos os jogos, eles têm parte dos jogos. E a Globo entrou com uma campanha inclusive que é Fique Antenado, que é para você comprar uma anteninha digital, porque eles estão querendo chamar a galera. Até tem uma outra campanha que é a Copa é Aqui, tudo aconteceu aqui, não tem delay, né? Então esse é o argumento.

Hiago Vinícius:Esse é um bom argumento.

Rafael Alberico:Eu assim, fazia muito tempo que a Globo não me surpreendia. Eu achei isso muito bom. Esse é um grande problema assim para vocês, para mim assim, dramático.

Carlos Merigo:Eu tenho que, por exemplo, eu vou assistir jogo, eu tenho, eu desligo as notificações porque senão o vizinho, Copa do Mundo, você Fica assim flagrante, né? A galera gritando na rua, vai sair gol, não vai.

Hiago Vinícius:Quando eu morava no Brasil, morava num condomínio de 900 apartamentos, não, 900 pessoas, não sei quantos apartamentos. E aí é isso, tipo, cara, o vizinho de 2 segundos antes, ele acabou com o condomínio inteiro, tipo, não deu.

Carlos Merigo:Essa é a primeira Copa para você que assim, acho que a outra já teve um pouco, mas talvez essa mais, que a Globo não vai ser automaticamente a Copa, né? Antes era isso, vai, você vai ver onde você vai ver, vai na Globo, acabou.

Hiago Vinícius:Então, mas eu não sei, mas assim, a Globo não é mais, mas eu não sei Não sei se tem alguém que seja Copa, tipo, vai ser deixando, né? Então não sei se é, como não, tipo, todos os jogos vão estar lá, porque no YouTube, porque quando você tava vendo alguma coisa, você tava vendo a Copa, quando você tá vendo a Copa na Casa e TV, você tá vendo a Copa na Casa e TV, tipo, a Globo ela tem essa, tinha essa coisa e tá perdendo agora pela própria configuração do mercado de ser de fato onde as coisas estão Então está todo mundo sintonizado, está todo mundo vendo. Sim, a Kazé tem tanta coisa. É o narrador da Copa, sabe? A transmissão da Globo é a transmissão da Copa. Botar na Band já era uma coisa, já. Tipo, agora botar na Kazé que a galera fala palavrão e ah, resenha, virou mais um lance de com quem você quer ver a Copa, né?

Carlos Merigo:Do que onde, né? É, então, né, sei lá, não tem uma opinião além do acesso. Eu acho que o acesso é muito fácil, né, de você pôr no YouTube, todos os jogos estão passando lá.

Rafael Alberico:Não tem como não ser caprichoso. Tem uma discussão geracional também aí no meio.

Carlos Merigo:Ah, é, meu filho já falou, é casa e TV, né?

Rafael Alberico:Casa e TV, porque é o natural, né? Tipo, imagina, meu filho também, ele não, por mais que existam as interrupções de propagandas no YouTube e tudo mais, mas para quem paga Nossa, é muito, cara. Então é, mas é muito estranho para o meu filho entender a lógica do comercial da TV aberta. Então para ele, obviamente, ele vai ver na Casa TV.

Carlos Merigo:Não, e assim, eu não tô nem falando de quem não, de quem não paga. Mesmo você tendo plano premium lá do YouTube, você paga, você não tem comercial, mas a transmissão da Casa TV vai ser lotada de propaganda. Cara, é irritante o quanto eles fazem. E assim, e não é que nem que você vê numa transmissão do Sport TV ou da própria Globo que o cara fala uma 10 segundinhos, né? Não, ele fica lá, o narrador, 2 minutos falando da bet, não sei o quê. Fala, cara, 80 anúncios em L no jogo, no canto aqui, o cara falando e fala e fala e fala e fala e fala. Pô, assim, tudo bem, patrocinador, alguém tem que pagar as contas, mas passa um pouco do ponto. Agora que eles estão dominando o cenário, vão transmitir todos os jogos, tem uma casa gigantesca no Parque Vila Lobos aqui em São Paulo, Como que eles vão dar conta de atender tanto patrocinador e anunciante? Vai ser uma coisa maluca. É, vão ter que criar, sei lá quantas dinâmicas durante o jogo, porque eles prometeram que não é só mostrar o anúncio e falar 10 segundos o slogan.

Hiago Vinícius:Não, o narrador, viu, deixa o like no YouTube.

Carlos Merigo:Não sei se é, eu tô pelo estilo, né? Não, vamos criar resenha para você aqui. Vai ser resenhudo.

Rafael Alberico:E é exatamente isso mesmo, bastidores. E a maneira como, enfim, parece que ou eles tentam fazer com que pareça isso uma coisa mais orgânica, né? O que de vez em quando traz essa impressão pra gente de que não vai acabar essa propaganda de Beth nunca mais. Cara, você tá vendo? Ele vai jogar na nossa frente, vai parar a narração e jogar. Então eu acho que tem isso, eu acho que tem uma... Eu tenho amigos que não vão assistir na casa da TV porque eles não têm paciência, eles criaram quebraram esse estereótipo da transmissão boba, que eu acho que a Casa da TV tem se policiado um pouco mais nesse sentido e melhorado um pouco.

Carlos Merigo:Quem pegou o lado ruim foi a GFTV, né?

Rafael Alberico:E aí eles tentaram e contrataram gente, né? Contrataram pessoas que estão acostumadas. Mas eu acho que isso, gente, é— será que estamos velhos? E aí esse é o novo normal? E acabou, esquece. O Galvão Bueno foi para o SBT para a pá de cal e acabou.

Carlos Merigo:Você só gosta de quando é o Galvão Bueno, você não gosta de nenhum outro narrador.

Hiago Vinícius:Pô, mas já passou, né?

Carlos Merigo:Não, sim, lógico.

Luiz Yassuda:Mas onde que é que vocês estão? Estou lá para prestigiar o EV, por exemplo.

Carlos Merigo:Você vai ver aonde aliás?

Luiz Yassuda:Você tá, eu não sei como é, eu não sei, eu não peguei realmente ainda agenda de jogos para que tem sido um lance, para com o Campeonato Brasileiro, onde é que tá o jogo, né?

Carlos Merigo:Você tem que ir atrás.

Luiz Yassuda:Tem um podcast sobre isso, inclusive. Então, tô entendendo que a Copa do Mundo vai ser parecida, né? Então, se você assistir na KZTB, que aí vai ser todos, mas é, até tem os dias de jogos simultâneos, então pode ser. Óbvio que não é só lá na última rodada, a gente sabe, mas vai acabar tendo que fazer alguma escolha. Mas, né, eu tô entendendo que por mais que todos os jogos sejam na, né, em um determinado canal digital, vão ter muitos jogos cujo esforço é ligar a TV. É isso, ligar a TV já está na antena, automaticamente no YouTube. Então tem uma fricção aí.

Carlos Merigo:É, para mim é o contrário, lá em casa é o contrário. É mesmo?

Hiago Vinícius:É automaticamente no YouTube. Nem tem essa anteninha digital.

Carlos Merigo:O Globo, eu vejo na Globoplay.

Hiago Vinícius:Pede para eles te mandarem.

Carlos Merigo:Eu já botei, eu já testei lá em casa. É isso, na Copa passada.

Hiago Vinícius:É esse momento, foi na Copa passada. Eu assisti, é muita Copa.

Luiz Yassuda:Vou falar que a minha primeira antena era um carregador velho de celular com 2 araminhos assim.

Hiago Vinícius:Funcionou?

Carlos Merigo:Porque era assim, ó, o primeiro jogo do Brasil na Copa de 2022, eu botei Globo Aí, e aí, cara, é isso, vizinhança gritando. E aí não dá. Aí eu fui atrás de anteninha, botei, puxei o quintal assim, botei em cima do negócio para assistir. Não tem muito problema não, mas os outros jogos, esse problema, tipo Marrocos e Jordânia, mas aí você bota no YouTube YouTube.

Hiago Vinícius:E outra, a Casé TV, vocês gritam, choram, esperneiam, tal, não sei o quê, mas quem é fixado no futebol vai assistir futebol. A Casé TV, talvez assim, não é que ela não é para você, mas ela não tá sendo feita pensando em você, porque ela é uma companhia, né, para você assistir o jogo. Tipo, alguém tá assistindo com você, não é alguém que está te contando qual que é o jogo. Até porque já é YouTube, né, você já passou do rádio faz tempo. Então tá na hora já de você mesmo ver o jogo.

Luiz Yassuda:Muito mais fácil. Aí também tem aquela coisa de, sabe, Copa do Mundo, você pode criar suas próprias experiências.

Hiago Vinícius:Exato, tem aquela rádio.

Luiz Yassuda:Exato, então tem a galera que bota a imagem, liga no rádio, entendeu, e brinca de outra coisa. Tem a galera que só vai deixar a imagem porque o que importa é a festa, entendeu? Tipo, a galera tá trocando ideia, vendo o jogo, fazendo algazarra. Quem vem em bar, por exemplo, tá nem aí da ração.

Hiago Vinícius:Essa semana que que teve uma festa de aniversário para ver o jogo do Panamá, eu tava do lado da TV assim, minha família tava me esperando. Agora que eu tô de óculos, né, tô enxergando. Tava me esperando ver se tinha sido gol, que foram vários. E aí eu validava o gol, aí todo mundo gritava.

Rafael Alberico:Isso a gente tem que aceitar, que eu sou novo normal.

Hiago Vinícius:Me chamei para ver o jogo com vocês.

Rafael Alberico:Não, o novo normal do VAR. O VAR é isso, gente. É, mas é o novo normal, né?

Carlos Merigo:Comemora duas vezes.

Rafael Alberico:Exato, comemora duas vezes.

Carlos Merigo:Mas assim, ou não, né?

Rafael Alberico:Vocês, o Iago, eu já sei que sabe, mas vocês já sabem onde vocês vão assistir o primeiro jogo? Já tá combinado?

Hiago Vinícius:Quem quiser ir na minha mãe, vai ser um festão, viu?

Rafael Alberico:13 de junho.

Luiz Yassuda:Não tem, não fiz ainda uma programação disso.

Rafael Alberico:Eu tô falando, eu tô, não, já tá combinado desde janeiro, meus amigos. Tipo, eu fico bastante ansioso com a Copa. Mateus estaria na sua fase, porque é isso, pô, primeiro jogo. E eu tenho uma, eu criei uma tese na minha cabeça de que esse é o jogo da Copa para o Brasil, é o melhor jogo da primeira fase, né? E eu tenho uma tese que assim, se o Brasil jogar muito bem contra Marrocos e ganhar muito bem, eu acho que pode virar uma chave. Não sei se ganha o hexa, mas eu acho que vira uma chave.

Carlos Merigo:Você falou disso, uma galera Tem uma coisa meio chata assim que é— Seu caso, né? Não, que sei lá, em jogo eu fico—

Hiago Vinícius:Então, eu ia falar isso. Tipo, as primeiras rodadas, legal, coisa da minha mãe, não sei o quê. O Brasil vai avançando, eu vou ficar meio irritado de ver com gente que não—

Carlos Merigo:Isso, eu vou ficando cada vez mais tipo, quero ficar quieto em casa.

Rafael Alberico:Não, e toma um gol, puta merda.

Hiago Vinícius:Meu amigo vê apuração de eleição dentro do carro.

Carlos Merigo:É nesse nível. Exato.

Hiago Vinícius:Realmente ele não—

Rafael Alberico:Eu vejo isso com Corinthians. Com a seleção, eu gosto de ver com mais gente, mas eu também me irrito. E por mais que eu acho que eu torço mais— eu acho não, eu torço mais pro Corinthians do que pra seleção. Não tenho dúvida. Em intensidade, né? Mas eu não deixo de ficar mal. E aí eu acho que vem o lance de que: "Pô, o Brasil não ganha mais, a gente não é mesmo mais a melhor seleção", sabe? Vem uma revolta, assim.

Carlos Merigo:Tem um lance que eu quero botar aqui também na mesa, que é o lance das bets. Né, a gente nunca vai ganhar dinheiro com bet, tá? Então a gente pode falar a maior vontade das bets, a gente nunca, a não ser, a não ser que, a não ser, eu já vi, eu já vi, eu já vi, eu já vi uma peça, vi você aposentar todo mundo aqui.

Hiago Vinícius:Você que é uma bet, quiser aposentar essa mesa, nós estamos muito bem de você, hein?

Luiz Yassuda:Vambora!

Carlos Merigo:Não é falta de procura, hein?

Hiago Vinícius:Mas, ó, vai segurar.

Carlos Merigo:Aposentar, eu não quero, não quero me preocupar com isso, não quero tomar xingo de audiência do Braincast depois.

Luiz Yassuda:Pensar em trabalhar.

Carlos Merigo:Exato, ó, que é a Cantar apontou que 37% dos brasileiros pretendem fazer apostas durante a Copa, principalmente resultado de partidas e número de gols.

Hiago Vinícius:Volta no número de brasileiros que estão empolgados com a Copa.

Carlos Merigo:Era pouco, né?

Hiago Vinícius:Era 16%, aí 37% quer apostar. O povo brasileiro tem que abrir a boca na cara, né? Vamos falar a verdade.

Carlos Merigo:Então é isso, né? Todo, a gente já sabe, casa de aposta dominou o ecossistema do esporte, do futebol. Mas tem um lance até que o Cris perguntou hoje O Cris Dias perguntou no nosso grupo lá que, cara, sempre teve bolão na Copa do Mundo, né? Era um lance social, né, de você juntar, vamos fazer um bolão e tal. E aí, a bet matou o bolão?

Hiago Vinícius:Não tô defendendo bet, tá, gente, mas eu vejo isso acontecer com bet, de tipo, a galera aposta em brotherados, tipo, ah, nossa, vamos nesse jogo aqui botar tanto, e você vai botar em qual lance? Vou botar em cartão amarelo, vou botar no cartão, tipo, abre uma Brinca de, como as bets dizem, né, diversão, né? Pela diversão. Tipo assim, o grande problema que a gente vê com bet e tal, não sei o que lá, não é apostar em jogo. O problema é que essa é a porta de entrada para drogas muito mais pesadas.

Carlos Merigo:Se o jogador vai pegar no pacote da droga, vai pegar um bravo.

Luiz Yassuda:Lembro do primo dele perguntando assim, cara, liga russa de tênis de mesa, o que você manja sobre isso?

Rafael Alberico:Nesse nível, cara, esperando assim, puta que pariu, o que que foi, que que foi?

Hiago Vinícius:Gol do Lille, gol do Lille, chegamos nesse dia. Mas nesse ano a gente não vai ter que fazer com o Bet no Brasil, tipo Tipo, já foi, já.

Carlos Merigo:Mas talvez você não acha que pode pegar um público mais casual ainda?

Luiz Yassuda:Vai pegar, vai.

Hiago Vinícius:Tá todo mundo mirando claramente em público amplo, do tipo faço a primeira aposta, brinco um pouquinho aqui.

Rafael Alberico:Eu me surpreendi nos últimos tempos com alguns amigos que estão fazendo joguinhos de bet e tal. Eu abomino assim fortemente, nunca, nunca me cadastrei, né? Eu também sou muito radical assim com bet.

Luiz Yassuda:Quer dizer, tem, porque obviamente Tem um vazamento, aquelas coisas. Se você comprar uma base de dados, obviamente tem, mas é aquela coisa, é isso.

Hiago Vinícius:Agora, Brasil eliminado é uma ressaca coletiva. Acho que a esperança é essa. Acho que é, tipo, dar aposta, Brasil tá indo, tá não sei o que lá, e lá nas quartas de final nós toma na rabeta. Você perdeu sua grana. Aí você é, putz. Você acha?

Rafael Alberico:Você acha que o sentimento do apostador real, desse cara que tá virando um profissional, apurei emoção de dar uma mistura de adrenalina.

Carlos Merigo:O próximo jogo, né?

Hiago Vinícius:O próximo jogo. É, o que eu recomendo é para todo mundo que vai ter festinha coletiva, não sei o que lá, ficar meio de olho no celular, quem tá ao redor, ficar olhando para ver se não tem ninguém aqui com o celular aqui meio desesperado, que essa pessoa provavelmente tá postando. E aí às vezes no offline você consegue impedir a pessoa de—

Carlos Merigo:o Altair falou aqui, ó, tem alguém, você é amigo, parente bem próximo, que tá viciado em bet. Só você, né?

Luiz Yassuda:Sobre pessoas que assim perderam bastante coisa.

Hiago Vinícius:Envergonhado. Agora não sei o que fazer porque é muito estilo. Hoje eu tive uma reunião com o Luiz, o Luiz falou isso e eu achei muito legal, que é as pessoas comparam o Bet com vício em drogas e não tá certo essa comparação, porque é como se o traficante fosse na TV o dia inteiro ficar fazendo comentário e aí você vê pop-up da droga no YouTube prometendo coisas absurdas. É isso aí, a droga paga programas de domingo, tipo.

Rafael Alberico:Tem pesquisadores muito legais que falam sobre isso, sobre a linguagem utilizada pelas bets, né, que quase sempre se mistura com a religião, né, o profetismo, faça uma fézinha, né, e traz uma, tipo, vai lá, faz uma fézinha e tudo mais, que as coisas vão melhorar para você.

Hiago Vinícius:Num país com imaginário tão Eu espero que a Cantar e outras empresas aí de medição fiquem de olho no nível de aposta nesse tempo, pra gente ter dados, pra gente ver o tamanho do buraco. E aí depois a gente fazer uma coisa, porque pra agora, pra Copa, já perdemos. Quem tá pagando a Copa no Brasil são bestas. Tipo, quem tá bancando isso.

Carlos Merigo:Ó, antes da gente ver qual é a boa, vamos parar de falar de coisa séria, chata e trágica?

Rafael Alberico:Certo, virgínia.

Hiago Vinícius:Mentira, mas é isso.

Carlos Merigo:Vamos falar de futebol e de previsões.

Hiago Vinícius:Agora, né?

Rafael Alberico:De futebol.

Carlos Merigo:Exatamente. Que é assim, quero saber Quero saber se vocês têm palpites, né? Não apostem no que a gente fala aqui. Por exemplo, eu peguei aqui a previsão do— eu não sei se os banqueiros do Goldman Sachs têm que dar pitaco.

Hiago Vinícius:Inacreditável!

Carlos Merigo:Mas eles fizeram uma previsão.

Hiago Vinícius:Tem muita previsão na internet. Você pegou essa?

Carlos Merigo:Não, vou pegar outras. Ó, eles fizeram o seguinte: a Espanha, grande favorita, com 26% de chance de título. Título. França 19%, Argentina 14%, Brasil 8%, tá? Por cento de chance de título.

Hiago Vinícius:Eu acho que vale dizer porque a Espanha, Espanha, porque antes da gente palpitar, porque acho que eu tenho ouvido nas ruas, nas ruas, é, tipo, a galera falando: nossa, mas são de Espanha, que que é a Espanha? Que que é a Espanha?

Carlos Merigo:Conta aí pra gente. Eles fizeram uma simulação, disse que a Espanha vai ganhar da Argentina na final.

Rafael Alberico:Mas eu acho que ele, o Lamínia, é a cereja do bolo, né? Eu acho que a Espanha tem esse hype Eu acompanho a Copa desde 2010, com aquele time campeão do Tic Tac e tudo mais. E eu acho que isso se mantém, é um time sempre competitivo. Mas eu, como sou um fiel credor da instituição, da camisa pesada, eu nunca tenho medo da Espanha. Eu nunca acredito na Espanha. Eu acho que a Espanha... Eu não acho que... Apesar de ser um bom time, é óbvio que é um bom time e tudo mais, eu não acredito na Espanha, minha primeira previsão é essa. Mas se você falar França, você pode falar Aí eu ia falar que eu acho que a França não tem mais a camisa.

Hiago Vinícius:Eu acho que o Brasil não tem competitivo.

Rafael Alberico:Eu acho que não, mas eu acho que assim, é um time competitivo. Não acho que, puta, a França é campeã e tudo mais. Mas eu acho que é um time mais ou menos. Entre França e Espanha, eu iria na França.

Luiz Yassuda:É, acho que é Copa do Mundo, é isso, qualquer coisa pode acontecer mesmo. Tipo, a Holanda pode surpreender, mas vai Sabe, tá de volta, né? Sei lá, para dar um exemplo, né? Assim, porque Copa do Mundo tem dessas, entendeu?

Hiago Vinícius:Você fazer uma, 48 seleções, você fazer uma partida brilhante, sabe?

Luiz Yassuda:Aquela coisa de, e novamente, tem, tem jogador, tem time que encarna quando joga em seleção, que é tipo, que é o contrário da Seleção Brasileira, que os caras não jogam nada na seleção, só jogam Rames Rodrigues é incrível, Cris. Joga muito.

Rafael Alberico:Incrível.

Hiago Vinícius:Eu vou bater em você já já.

Luiz Yassuda:Não, mas você que viu jogando no teu time.

Hiago Vinícius:Jogando eu não vi. Não viu?

Carlos Merigo:Não viu.

Rafael Alberico:E na seleção?

Luiz Yassuda:E na seleção tá voando.

Hiago Vinícius:É isso, ele aluga os times para jogar na seleção. O Mendes é a mesma coisa, desculpa falar.

Carlos Merigo:Que isso, mojinho? Ele já ganhou o Campeonato do Brasil, tudo que era o Brasil ele ganhou. O protagonista que o time do povo precisa. Ó, o supercomputador Opta realizou 10 mil simulações e previu uma final entre Espanha e França, apontando a seleção brasileira apenas na 6ª posição de favoritas.

Hiago Vinícius:Tá muito melhor do que eu tô.

Luiz Yassuda:Nossa, eu tô—

Rafael Alberico:pegou a mediana, né, das últimas copas.

Carlos Merigo:Eu odeio você. Estudos da FGV falando sobre o movimento verde e amarelo apontam favoritismo espanhol com 15,57%.

Hiago Vinícius:Um beijo, FGV, que é muito uma bosta da FGV, sabia?

Carlos Merigo:Mas assim, procura, abre aspas: o vidente das copas diverge, coloca Portugal como principal candidato.

Hiago Vinícius:O vidente das copas é muito ruim.

Carlos Merigo:Você vai duvidar duvidar?

Hiago Vinícius:Não, claro que eu vou duvidar.

Rafael Alberico:Portugal, Portugal, que tem um bom time, mas a instituição da camisa pesada não permite que a gente—

Luiz Yassuda:portuguesa é pesada, afunda mesmo.

Rafael Alberico:Meu Deus, a gente põe Portugal nessa discussão.

Carlos Merigo:Como é que é o animal que vai fazer as previsões nessa Copa?

Luiz Yassuda:Foi, já foi. Agora desde o começo, é competição de bicho. É isso, toda Copa vai ter 10 bichos fazendo previsão. E é quem começar a acertar sistematicamente vai ser o bicho, tá?

Carlos Merigo:Muito bem. Que mais? Vocês têm previsões aí de—

Hiago Vinícius:vocês acham? Eu acho que assim, é uma Copa, então, que para mim o Brasil tá fadado para sair nas quartas.

Luiz Yassuda:Veja bem, é uma Copa nova, é uma Copa com 48 seleções. Então assim, você tem— eu quis começar a fazer essa brincadeira, mas assim, você tem mais tropeços improváveis para acontecer, sabe? Você "Você tem mais senegais pra aparecer na vida da França, entendeu?" Porque é isso, porque é Copa do Mundo, é esse momento meio... Cara, o cara tá lá jogando uma vez a cada 4 anos, vai ser a única vez da vida dele, ele vai fazer uma parada.

Carlos Merigo:Eu quero trazer outra previsão. Eu achei ótimo que tem aqui o Polvo Polvo. É uma matéria da BBC. Aí tem o Polvo Polvo, eles põem o ano de nascimento e de morte do polvo, 2008, 2010. Acertou todos os resultados da seleção alemã. Mas aí teve um economista alemão que é o Joachim Clement, ele superou o Paul, tá, com modelo de previsão que mantém 100% de acerto nas suas previsões de campeão mundial desde a Copa de 2014.

Hiago Vinícius:Certo, tá, ele tem 3 previsões, é quase nada, né, deu 3 chutes.

Carlos Merigo:É bastante, pô, ele acertou todos e dessa vez Ele tá prevendo que a Holanda vai entrar no estádio MetLife. Esse é mais um corintiano, Merim.

Luiz Yassuda:Eu tinha lido sobre essa previsão desse cara.

Rafael Alberico:Eu vi também, eu tinha visto. Mas assim, não, assim, printa aqui, printa, pode printar.

Hiago Vinícius:Pode anotar e cobrar.

Rafael Alberico:A Holanda não será campeã.

Hiago Vinícius:Vai me perdoar, mas assim é—

Luiz Yassuda:cara, a Holanda tem essa coisa com Copa do Mundo tal qual a Espanha já teve, tal qual a Bélgica e já foi finalista da Holanda! Sim, sim, em algum momento ela vai ganhar uma copa mundial! Ela vai ganhar, em algum momento ela vai ganhar.

Rafael Alberico:Eu acho que a Holanda e o Sverev no tênis nunca, o Sverev nunca vai ganhar um Grand Slam e a Holanda nunca vai ganhar uma Copa.

Carlos Merigo:100%, 100%.

Luiz Yassuda:Em algum momento, e Copa, Copa ela contraria, né, uma, contraria lógicas mesmo, gente. É uma coisa bonita, você vê assim, você pegar aí, vai trazendo aqui para América do Sul, você pega o Uruguai, um país de 5 milhões de habitantes, 3 milhões deles jogadores de futebol, né? Porque é incrível, né?

Hiago Vinícius:Sempre estar então com quantidade de talentos num país tão pequeno, né?

Rafael Alberico:Tipo, Uruguai sempre tem muitos.

Luiz Yassuda:Se você for pegar alguns países europeus, é quase que a mesma coisa assim, porque não são países extremamente populosos e estão sempre com uma seleção mais ou menos arrumada. A Holanda é uma delas.

Rafael Alberico:Mas eu acho que embora a gente caia em algumas falácias futebolísticas que são, né, que o Campeonato Brasileiro sempre tem 10, 12 times que vão disputar o título. Mentira. E que a Copa tem um monte de seleção sempre, que a Copa está— historicamente não, né?

Luiz Yassuda:A gente tem—

Hiago Vinícius:então quem vai ganhar a Copa?

Rafael Alberico:Palmeiras, campeão.

Carlos Merigo:Espanholização.

Rafael Alberico:Eu acho que assim, de verdade, eu sou uma pessoa mais pragmática nesse sentido, de que me perguntar hoje, meu amigo, meu modelo assim, matemática França, Espanha e Argentina. Argentina eu não acredito, eu acho que o time da Argentina tá velho e tal. Isso é brasileiro, viu? Mas assim, a França e a Espanha saltam, mas eu também não sou um maluco de falar que o Portugal vai ganhar.

Carlos Merigo:Ó, Brasil, o nosso amigo Clemente disse o seguinte.

Hiago Vinícius:Quem é nosso amigo Clemente mesmo?

Carlos Merigo:Esse cara que eu acabei de falar?

Luiz Yassuda:100%.

Carlos Merigo:100%, tá bom. O Brasil irá se classificar em primeiro lugar no seu grupo, perdendo logo na segunda fase para quem?

Hiago Vinícius:Qual ficou o nome da segunda fase?

Rafael Alberico:Japão. É um dos nossos possíveis cruzamentos. E o ciclo, ao contrário do nosso, né? O nosso ciclo foi um ciclo, mano, muito complicado. Mas e o ciclo do Japão é muito bom, né?

Luiz Yassuda:Desculpa, Brasil e Japão numa Copa do Mundo, desculpa, não dá. Não, não dá. Acabou, acabou. Desculpa, o Brasil vai passar o carro. Parafraseando o Zueyaza aqui, vai. Vai passar o carro, tá anotado, hein, tá gravado. Gente, como é que ficou o nome dessa segunda fase aí?

Rafael Alberico:16 Avos.

Luiz Yassuda:É 16 Avos Final.

Hiago Vinícius:Nossa, que nome horroroso.

Carlos Merigo:É assim que vai chamar? Não pode ser pré?

Hiago Vinícius:Ó, parafraseando Carlos Merigo, para prestar atenção, botar um, um, um pin aqui. Temos duas seleções em guerra esse ano. As pessoas falam em uma, mas são duas, né? Porque guerra é com dois, né? Então Estados Unidos e Irã. Irã já tá chegando.

Luiz Yassuda:Estados Unidos é um dos anfitriões, né?

Hiago Vinícius:Exato. Irã não tá chegando nada no sapatinho. Então, para ficar de olho no que o Irã pode promover em termos de disputa mesmo ali, política, né?

Carlos Merigo:Não é futebolística?

Rafael Alberico:Eles vão ficar no México.

Hiago Vinícius:De repente, né? Que eu não sei se eles vão muito longe, né? Assim, e se for, não quero desacreditar do futebol do Irã, mas a FIFA não me culpou de nada, né?

Rafael Alberico:Eles vão ficar em Tijuana, eu acho.

Hiago Vinícius:É, o produtor falou que eles vão ficar no México lá, porque é perto dos Estados Unidos, tipo, para eles ficou melhor assim. Mas já começou, já tem jogo lá, já começou com uma tensão, que é tipo, ah, vocês podem vir jogar, só não podem vir se hospedar aqui nos Estados Unidos. Como é que faz? Deu um jeito. Então isso é importante da gente ter no radar. E acho que é muito legal, queria convidar vocês, vocês que são que nem a Suda, que vão ver Togos, Nova Caledônia e Macedônia e Português, e a mironga do Cabo Letê. Cara, é muito legal pensar que essa galera, tipo, muitas vezes tá indo para Copa pela primeira vez, já são seleções jamais sonharam em ir para Copa. Tipo, o movimento que vai ter, não vejo amarelo, é ver como é que vai ser a seleção, aquela coisa da Globo de botar a câmera no país assim. Tipo, cara, é muito legal, os torcedores lá que tem, que a gente sempre vê na primeira Copa de Cabo Verde.

Carlos Merigo:A gente, a gente é muito torcedor lá, que a gente viu na Copa, nas eliminatórias ou na Copa Africana de Nações lá, que o cara ficava parado assim no—

Hiago Vinícius:ai, qual país que foi?

Carlos Merigo:Foi, foi, foi foda aquele cara, é muito legal.

Hiago Vinícius:É isso, tipo, cara, acontece coisa muito legal nessas seleções pequenas, porque é uma galera que não tá na brisa de ganhar, porque eles já ganharam. Tipo, chegar lá para eles é uma vitória, eles estão curtindo para caralho.

Luiz Yassuda:E o grande lance é o Vini Jr.

Hiago Vinícius:para Para eles é um negócio, uma honra.

Luiz Yassuda:Só que é isso, eles jogam o lance todo, é, eles jogam uma Copa do Mundo como se fosse, cara, a última coisa que eles vão fazer de mais legal. Então às vezes sai uma surpresa, cara. Toda Copa tem um europeu tomando uma piaba de time desclassificado, toda Copa.

Rafael Alberico:É isso, boas surpresas. E as seleções africanas, é isso, né? O Brasil encara Marrocos, né, que é a melhor seleção africana dos últimos tempos, embora tenha acontecido aquela final maluca, né, da Copa Aquela final doideira, mas é um bom time, é um time, tirou um monte de gente, tem um monte de cara nos melhores times da Europa e tal. Então, e eu gosto de, do Jardim do Haja Coração, para mim Haja Coração já Brasil.

Carlos Merigo:Depois é o segundo jogo, Escócia.

Rafael Alberico:Escocês se machucou, número 7, acho que da Escócia.

Hiago Vinícius:Paraíso fiscal, não podia ter seleção na Copa não.

Rafael Alberico:Ele fez o vídeo lá, vai jogar como sempre, vai empatar 90% dos jogos, é isso, seguir a vida, jogar como nunca, empatar como sempre.

Hiago Vinícius:Muito bem, então é isso, gente, vai ser lindo, vai ser lindo, vai ser legal, pô. Copa é demais, tipo isso, cara. É sábado o primeiro jogo, entendeu? Não, chama.

Rafael Alberico:Estou no clima agora, agora é oficial, clima de Copa. Ele tá no clima, eu estou no clima.

Hiago Vinícius:Não, cara, e você que tá aí em casa, é sábado o primeiro jogo, liga pro seu tio que vota no outro candidato. E aí você tava sem falar com ele, fala, vamos ver jogo junto, é muito legal.

Carlos Merigo:Você quer reunir as famílias divididas por meio da seleção brasileira?

Hiago Vinícius:Eu quero, porque depois tem eleição, né? Então eu tô pensando já no voto desse tio, na verdade. É verdade, mas vamos, vamos ser feliz, vamos devagar, vamos aproveitar, é legal, é uma coisa bacana, é de graça.

Carlos Merigo:Muito bem, coé boa! Quem quer começar? Você quer começar dessa vez ou não? Eu quero, eu acho, nunca começa mesmo porque sempre eu falo de livro, né?

Hiago Vinícius:Então a gente se interessa muito, mas hoje eu não vou falar de livro não, um pouquinho. Não, eu venho aqui com a missão de dizer para vocês que não acompanha Cinemático, o Merigo vai cantar a bola aí do Cinemático da semana, mas saiu essa semana o Tela Brasil, que é uma coisa muito aguardada. Eu tava mexendo aqui vai estar aqui. É muito— o Tela Brasil é uma iniciativa do Ministério da Cultura, é uma plataforma de streaming do Ministério da Cultura, é de graça. Vocês vão rir quando eu falar, mas você faz login com seu gov.br, mas é super fácil, gente, é só botar lá o login e a senha. Não tem que ser nível ouro não.

Carlos Merigo:Não tem que fazer aquele negócio lá, escolha 4 animais que comem com o bico e—

Hiago Vinícius:inclusive parem de falar mal do gov.br na internet, é um negócio muito legal, sabe?

Carlos Merigo:É muito legal, pois é, a gente quer resolver nossa Pelo amor de Deus.

Hiago Vinícius:Mas tá começando o catálogo, que é de 55 filmes. O que eu achei muito legal, e é uma coisa que tem coisa boa lá, hein, tem coisa boa lá para caramba. É que eu achei muito legal é que você começa e você começa já setando as suas preferências de plataforma. Então tem a coisa de chegar, a gente tem uma timeline cheia de títulos, tipo, não, cara, você quer que tipo de filme? Você gosta de quê? Você quer alguma restrição? "Você tem algum problema?" Você sabe, e aí você configura primeiro, que é uma coisa que na rede social é o contrário, né? A gente nunca configura, eles configuram pra gente.

Carlos Merigo:É isso, é.

Hiago Vinícius:Então é muito legal, o catálogo tá bacana, e tem curadorias como tem na Netflix e tal. Então assim, hoje tem lá, tinha uma curadoria Ministério da Cultura, então obras apoiadas pelo Ministério da Cultura, uma curadoria Oscar, uma curadoria jovens. Então tem bastante coisa lá, bastante coisa de música brasileira.

Carlos Merigo:O Netflix faz isso também, de maneira Legal.

Hiago Vinícius:É, é. E aí nisso eu falei, aproveitando que eu tô aqui no Tela Brasil, então é Tela Brasil, putz, agora tô sem celular, mas você põe no Google e vai achar. Eu entrei numa que já tinha saído há um tempo, eu não tinha entrado, que é o MacLívios, que tava todo mundo falando muito bem. Eu falei, gente, mas que vocês estão falando tão bem assim? O MacLívios, ele é por meio de um aplicativo que você empresta livros autorizados pelo Ministério da Cultura. E o que Legal, por ser empréstimo, as editoras são mais generosas. Então livros são best-sellers, estão na ponta de lança aí do negócio, vocês conseguem pegar, alugar por um tempo e tal, não sei o quê, porque não vai ficar no seu celular o arquivo. Então você consegue ler livros que estão—

Carlos Merigo:pô, é bom, hein, porque eu fui numa livraria física essa fim de semana, aí peguei um livro lá que eu me interessei, que é, acho que é a história do Congo. Falei, pô, animal, eu tipo de livro que eu leio. Botei lá no bagulhinho para ver o preço, R$200.

Hiago Vinícius:Dizem que é culpa da guerra da Rússia e da Ucrânia que mexe o preço do papel.

Carlos Merigo:Ah, entendi.

Hiago Vinícius:O Yasudo olhou com uma cara tipo, eu só tô ouvindo. Então tá caro, tá caro o livro. Então assim, é bom o que a gente faz, nós somos leitores viciados, a gente lê o livro, quando a gente gosta muito a gente compra. Então obviamente mais lido, eu faço o contrário, eu quero, né? Eu compro primeiro, você compra sem saber, né?

Carlos Merigo:Não, é que assim, eu tenho uma— isso é um outro episódio, aliás, mas eu tenho os livros que eu compro digitalmente, né? E os livros que eu quero ter, o livro físico. Aí tem uma escala aí, uma classificação que eu faço.

Hiago Vinícius:Tem os livros que eu tenho digitalmente, então posso dizer que tá bom, tá bom.

Carlos Merigo:Mas alguns eu vou dar seus pulos.

Hiago Vinícius:É, então é isso. Tela Brasil, Mac Livros, tem bastante coisa lá. Tipo, cara, faz o que a Suda que fala. Entra lá, dá um play, tem lá um vídeo, tem um, eu vi uma thumb que era o Tom Jobim novinho em um filme sobre Bossa Nova. Aquilo vai ser bom, tipo, vai ser legal. Não tem Os Três Lobatos de Xangô ainda, então fica a crítica a Margareth Menezes da cultura, que é o melhor filme depois de Dois Papas. Eu só gosto de filme numérico, mas tirando isso, não tem também Ainda Estou Aqui nem O Agente Secreto, antes que vocês perguntem. Mas o que é isso, companheiro? Aquele de São Paulo, Sociedade Anônima, Olga, tá tudo lá. Boa, vai lá e veja.

Carlos Merigo:Muito bem. Ó, eu quero falar dos dois Cinemáticos da semana. Teve um sobre Backrooms, que é o filme feito pelo YouTuber Kenny Parsons da 24, e que a galera achando que os blockbusters, Star Wars, ia salvar o cinema. E pelo jeito são os YouTubers, o cara não tem idade nem para beber ainda lá nos Estados Estados Unidos e tá criando os maiores sucessos aí, que é baseado numa, no creepypasta, né, uma lenda de internet, de fórum. Então a gente gravou sobre Backrooms e gravamos também sobre a minissérie da HBO, é Pela Metade, Half Men, que é do mesmo, do Richard Gadd, que é o mesmo criador de Bebê Rena. Então tem essa minissérie, 6 episódios, na HBO, que trata de masculinidade tóxica. Ele gosta, né? Ele precisa fazer uma— o Richard Gadd, coitado, talvez tem que sair para terapia depois de tanto tragédia.

Hiago Vinícius:Ou trazer para o Brasil, que as nossas, uma quantidade tóxica, são diferentes.

Carlos Merigo:Então é isso, Backrooms. E pela metade, nossos episódios cinemáticos tá aí no nosso canal no YouTube. Procure, dê like, assista os filmes e venha com a gente.

Hiago Vinícius:E dê like aqui também, agora, agora.

Carlos Merigo:E o meu, qual é? Boa, que eu falei aqui na semana passada que eu cliquei sem querer e comprei um joguinho.

Hiago Vinícius:Eu jurava para você, eu tô falando sério, o empresário, o self-made man, eu achei que ia ter uma tela de confirmação antes e não teve.

Carlos Merigo:Eu cliquei, parabéns pela sua compra, você comprou. E aí que eu comprei o joguinho lá de PlayStation 5, que é o 007 First Light. E cara, que assim, tá sendo super elogiado o jogo que é da mesma produtora do Hitman, que você tá no papel do 007, do James Bond. E eu não tô encantado como as pessoas estão, né, melhor jogo do ano, o GOTY, mas realmente é legal assim, eles criaram uma lore bastante fiel ao James Bond, que você vai virar ainda o James Bond, o nome da missão do lance de quando você começa o jogo é "conquiste o número". Então vai mostrar como você conquistou, uma história de origem. E tem bem cinematográfico assim, criar todas aquelas coisas que a gente sabe de James Bond com carros, o espião que não pode matar, ele não tem licença para matar, ele precisa... "Até o seu turno." Exatamente. Então não usa armas o tempo todo, tem que entrar nos lugares de fininho para conseguir cumprir as missões. Então quem puder, obviamente pode esperar, não faça como eu, comprei na pré-venda. Você pode esperar entrar numa promoção, mas acho que para quem é dos games é um dos títulos imperdíveis do ano aí, 007: First Light, tá bom?

Hiago Vinícius:E para quem é dos gays, Call Me.

Carlos Merigo:É meu humor aqui para hoje, tá bom? Fala aí, qual a sua boa?

Rafael Alberico:Ó, eu vou falar de um, tem um amigo um amigo meu que ele é um cara que deu uma viralizada aí nos últimos tempos, que ele é o maior colecionador de camisas de futebol do mundo, Cássio Brandão.

Luiz Yassuda:Ah, sim, eu já vi vários vídeos dele.

Rafael Alberico:Exato, e aí eu ia falar sobre isso, meu amigo. O Cássio, ele criou um negócio chamado Alambrado Futebol e Cultura, né, é uma plataforma assim de, que começou com colecionadores de camisas de futebol e é muito legal porque conecta a gente do Brasil inteiro mesmo. Só que o Cássio é um cara que entende muito de história do futebol, inclusive ele foi consultado para essa série agora do, do, tem campeonato mundial e tal. Exato.

Carlos Merigo:Ó, dois filmes em produção aqui, galera. Todo o pessoal tava aqui, todas as camisas aqui do lado de fora, pessoal veio aqui pedir consultoria, deu opinião e tal.

Rafael Alberico:E aí o Cássio, ele tá lá nos Estados Unidos, ele começou uma série de vídeos sobre história das Copas do Brasil e tudo mas muito interessante assim, bem profunda, com bastante conhecimento mesmo, sabe? Que a gente vê a galera falando muita abobrinha. E aí ele é o cara, pô, de fato ele tem a maior coleção de camisas do mundo. Então o cara conta a história com a camisa do Pelé da Copa de 70 na mão. E enfim, tem bastante conteúdo assim. Aí é um cara que eu tô sempre de olho, obviamente ele é meu amigo, mas a gente tá sempre de olho. Nas redes sociais, do Alambrado Futebol e Cultura. Bem legal assim, tem bastante conteúdo interessante para esse momento de Copa.

Carlos Merigo:Vou procurar. Muito bem. Você, Luiz, tem a boa?

Luiz Yassuda:Tem, tem a boa, lógico, né? Inclusive, assim, é uma boa que precisa de um preâmbulo aqui, né? A gente precisa falar que com storytelling, storytelling, que que tá acontecendo na sociedade, né? Da sociedade comum todo, planetária, mas vamos começar a observar isso com muito mais afinco aqui no Brasil por conta de algumas coisas que estão acontecendo, né? Todo mundo sabe, né, que uma das questões transformadoras de comportamento que estão acontecendo nos últimos tempos são as diabas das canetinhas emagrecedoras. Perfeito. Isso tá acontecendo, quem tá acompanhando o Luciano sabe que tá vindo aí aí coisa mais barata inclusive e tal. Então a tendência é que essa transformação só vá se acentuar. E tem várias coisas que estão vindo junto com essa transformação, são mudanças no consumo mesmo. Então tem certos produtos, certos segmentos de produtos extremamente preocupados, certos segmentos de produtos extremamente vibrantes porque passam a ser mais queridos, mais consumidos, estilos de vida que estão tá aumentando mesmo, e é uma questão, né? E isso tem a ver, né, com como esses medicamentos funcionam. Então, mais pessoas tomando esse tipo de medicamento, você tende a ter um menor consumo de ultraprocessados, você tende a ter um menor consumo de álcool, você tende a ter um menor consumo de drogas também, de uma maneira uma coisa mais ampla aqui, né, para as coisinhas ali, só coisinha ali, só o que for, né. E isso tem, tende a ter um, como se fala, um papel transformador na sociedade, é claro. Mas pegando, pegando a coisa um pouco mais micro, né, na sua roda de amigos, tal qual a gente tava falando aqui da questão da Beth, você com certeza tem algum amigo, algum conhecido que tá passando por um processo de transformação como esse, em que ele tá revendo toda uma questão de consumos da vida dele, de abusos eventualmente feitos, né? E isso tá acontecendo. E vamos lá, né? Me pegando aqui um pouquinho como exemplo, né? Isso aconteceu comigo, né? Isso tem acontecido comigo nos últimos anos. E existe a questão de que tem muita gente que me conhece há 10, 15, 20 anos e que eventualmente pode se chocar, né? Se ficou um tempo sem falar comigo, me encontra agora e fala: "Caramba, cadê aquele, aquela pessoa festeira, aquela pessoa motiva, aquela pessoa, né?" E coloque adjetivos aqui, que fica, quando ficava calibrada, "Qual é o tipo de... Cadê essa pessoa?" Então existe um choque, existe um estranhamento, existe uma questão que às vezes é difícil de comunicar, às vezes é difícil de até falar, né? E aí, colocando mais um ingrediente aqui, o homem hétero é uma desgraça, né? O homem hétero é uma desgraça. Os amigos do homem hétero... Nem todo homem. Nem todo homem.

Hiago Vinícius:Você que tá ouvindo e deixou o like e comentou, você é um homem hétero.

Luiz Yassuda:Mas o homem hétero fala muito pouco sobre seus sentimentos. Uma roda de amigos, raramente eles vão falar sobre coisas que estão pegando, a não ser que esteja todo mundo bebendo, mas aí vira aquela coisa over e tal. Então meio que, sabe, quando parece que você precisa ter essa mediação e não vai acontecer mais, porque esse é o ponto, essa mudança vai mudar para muita gente, não é só eu no caso, vai mudar para muita gente. E aí você não vai mais falar sobre isso, não vai mais ter nenhum tipo de mediação, você não vai falar sobre esse processo de transformação que tá acontecendo agora na tua roda de amigos, né? Uma coisa complexa. Eu já vinha matutando como é que eu podia abordar isso com os meus chegas, meus amigos mais próximos.

Hiago Vinícius:Eu tô achando que ele vai recomendar terapia.

Carlos Merigo:É, tô também.

Luiz Yassuda:E aí foi uma uma feliz coincidência, que essa coisa de algoritmo ficar jogando conteúdo na tua timeline, me jogou conteúdo do filho da Marília Gabriela, o Theodoro Cochrane, enfim, não sei como fala o sobrenome dele aqui, que é ator e tal. E ele tá com uma série de vídeos mais recente, então são 7 vídeos que ele publicou falando desse processo processo dele, dele ter parado de usar as coisinhas dele, dele ter parado de beber, e como é que tá sendo este processo para com ele, com as pessoas que o rodeiam, para como é que tá a cabeça dele. Porque também é uma questão, então, né, você se vê encarando as coisas de uma maneira diferente. E ele fala um pouco dessa coisa de como é que, como é que se dá, como como é que vão ser as relações se você tinha uma boa parte das suas relações mediadas por esse tipo de substância? E aí eu tô jogando aqui essa questão do amigo hétero, porque essa é a porra, assim, o homem hétero tem um sério problema que é assim, quando numa roda com outros homens héteros, ele só sabe falar de uma maneira mais aberta sobre sentimental se ele tiver com um amigo de bar.

Rafael Alberico:Sim.

Hiago Vinícius:E todo mundo bebendo.

Luiz Yassuda:E todo mundo bebendo.

Hiago Vinícius:Não pode só eu beber e você não beber.

Luiz Yassuda:Isso, é aquela coisa, né? Pô, você tá indo à Coca Zero, então não vou nem me abrir muito.

Hiago Vinícius:Ele não é da CIA. Eu garanto que ele não é.

Luiz Yassuda:E é uma questão mesmo, então assim, foi um conteúdo muito interessante e foi um conteúdo que eu peguei assim 1, 2 vídeos e mandei para alguns amigos.

Hiago Vinícius:Ah, que legal.

Luiz Yassuda:E falei, olha, meio assim, joguei Cheguei e falei: se você quiser falar sobre isso, estamos aqui. Tipo, vamos sentar, vamos conversar. Tipo, existe uma— não tem, eu sempre falo assim, não tem problema. Você tá frustrado, por exemplo, você pode estar frustrado com a minha mudança de comportamento. Vamos falar disso, vamos falar disso, tá tudo certo, né? E tem sido, e tem sido conversas muito interessantes. Antes. Então eu deixo aqui como dica, porque eu sei que tem mais gente passando por isso, porque novamente essas canetinhas só vai crescer, igual o Bé, só vai crescer, né? Só vai crescer, só vai ter um maior acesso. E de coração assim, de quem tá fazendo tratamento, assim, se mais gente puder ter o tratamento, no caso assim, acompanhando com o médico bonitinho, sabe? Assim, bem, não assim só, ah, vou tomar um choppinho, Mas assim, se mais gente puder ter acesso a isso, porque sim, né, existe toda uma questão de saúde que precisa ser examinada, encaminhada, porque temos um problema no Brasil, sim, seríssimo com as questões de obesidade, tudo que vem junto, hipertensão, diabetes, então assim, que bom que vai, o acesso a isso vai aumentar, mas isso vai trazer uma mudança grande na sociedade. E aí a ideia não é que a gente se tranque, se feche, se isole, Olha, acho que a gente tem que continuar conversando, continuar se socializando. E de repente precisa rolar uma lavagem de roupa suja, uma lavagem, um mínimo de vamos, vamos resetar, né, e vamos resetar, né, a nossa amizade, os nossos relacionamentos. Então me ajudou a abrir esse papo com alguns amigos.

Carlos Merigo:Está onde, YouTube?

Luiz Yassuda:No Instagram. Instagram, Teodoro Cockrain. O pessoal vai colocar aqui o link, você acessa e tal, dá uma olhada ali nos vídeos. São vídeos que ele identifica como com parede, né? Então tem, são acho que por enquanto 7 partes, não sei se ele vai produzir mais, mas fica aí a dica. Foi rico para justamente abrir papos. Espero que ele possibilite isso para você, até espero que, sei lá, de repente isso aqui possibilite este papo para você ter com seu amigo aí, com as pessoas que te cercam, que com certeza estão vendo uma mudança. E mudanças causam também medo. Mudanças podem ser muito positivas, mas também causam medo, apreensão e resistência. Numa boa, tá tudo certo. Relações, né, sentimento não tem certo ou errado, né? Sentimento é que a pessoa tá sentindo.

Hiago Vinícius:É pretty logic essa dica.

Carlos Merigo:Muito bem, então é isso.

Hiago Vinícius:Ficamos Ficamos por aqui. Perfeito. Agora tem mais direto, no Brasil, live pra tudo.

Luiz Yassuda:Tem o momento Faustão.

Hiago Vinícius:Momento Faustão.

Luiz Yassuda:Tem o momento Faustão. A mesma pessoa que eu dei na última vez que eu vim aqui, que é o Martim Casilli, mas encontrei de novo o rapaz ali na feira Sabor Nacional. Ele estava lá com o pessoal dos cachorros.

Hiago Vinícius:Onde tem comida tem Martim.

Luiz Yassuda:Então, ele estava lá com o stand dele e tal. Estava lá eu comprando queijos, comprando, né, Itens da charcutaria. E aí ele passou, ah, meu momento da sorte! Aqui, Martim, de novo, grande abraço.

Carlos Merigo:Muito bem, então é isso, gente.

Hiago Vinícius:Beijo, tchau, bora, Jackson!