Fim da 6x1, câmeras da Netflix e Virgínia na Copa
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Olá, eu sou Carlos Merigo, esse é o Braincast 635. Bia, tudo bem?
Olá, Braincasters! Qual que é a minha câmera? Aquela, né?
Yes!
Thiago Vinícius.
Olá, você é o Carlos Merigo e esse é o Braincast.
Isso aí! Gabriel Paim de volta!
Oi, gente, tudo bem? Foi por aclamação, né?
Jamais, jamais. Vamos falar de 3 disputas pelo nosso tempo, pela nossa atenção. Algumas não merecem, tá? Mas a gente vai falar, falar do fim da escala 6 por 1 que avançou no Congresso, que que mudou, se agora vai. Netflix colocando câmeras em casas no Brasil para medir de verdade se alguém de fato olha para os anúncios.
Não, cara, isso é uma invasão.
Presta atenção, isso aqui não é na sua casa, viu?
Isso é, mas eles vão avisar, né, em que casa, por exemplo. Calma, e vamos falar da Virgínia, que segue transformando vida pessoal, internet, TV, copo e fofoca, tudo junto, em um fenômeno de mídia. E Betinha, né, a piada, o clichê que é tudo que eu sei sobre a Virgínia contra minha vontade. Quanto mais eu sei, menos eu quero saber. Vocês continuam querendo falar.
É o paradoxo do queijo suíço, da Virgínia Suíça.
Quanto menos queijo, mais queijo.
Quanto mais queijo, mais furo. Mas quanto mais furo, menos queijo. Portanto, quanto mais queijo, menos furo. Léo Dias, que também, ó, tiquitaque, hein?
Perfeito.
Eita, ó, fazer uma propaganda.
Você que não é assinante perdeu a gente falando da Virgínia pra gente se atualizar, né, amiga?
Virgínia, deu.
Anny, Julia Kennedy.
Então você perdeu mais gente do que eu tô falando.
É, a Guanafarim.
Isso, assim também.
Mas antes, é isso, assine o Braincast aí, tem botãozinho Torne-se Membro no YouTube.
Por favor, sim.
Você tem acesso ao Braincast Secreto. Também siga a gente nas redes sociais, @braincastpod. E se inscreva no canal. Gil, dá like, gente, dá like, não custa nada. Não atingimos a meta de likes que foi dada há 3 episódios atrás. Por isso que eu tô aqui, inclusive.
Estão mandando os participantes embora e aí vai sobrar ninguém.
É isso, é isso, avisando. Se não chegar a 1000 likes, não vai ter episódio não.
Não vem mais, daqui a pouco me ligam, não tá aí.
Então é isso, chame parentes, amigos.
Deve ficar cantando a música da Julia Kendrick.
Fim da escala 6 por 1, vai rolar mesmo? Ponto de interrogação. Eu botei essa pergunta aqui para saber porque a gente já gravou aqui, né, falamos ligeiramente, né, sobre escala 6 por 1. Tivemos um programa de Que era menos ainda de 6 pontos, era 4%. É o que a gente queria, né?
Que dá certo.
E foi muito louco, porque foi meses antes. Eu até procurei depois pra ver se era isso mesmo. Meses antes do viral do Rick Azevedo, que dá todo início a isso.
A resposta 6 por 1. Exato. Então... Então, e nessa época aí, eu mesmo tinha essa sensação. Eu cheguei a comentar no nosso grupo de ser... Parecia uma discussão meio nichada, coisinha de internet. A galera da militância, isso não vai para frente, né? Porque, pô, estamos afinal no Brasil, os grandes jornais estão perguntando para associação de, do comércio, né, do comércio, o que que eles acham, né? É assim, associação do trabalho explorado, trabalhador, o que que vocês acham? Então eu achava que isso não ia rolar, mas parece que tá acontecendo, né?
É uma pauta sexy pro ano de eleição, que ninguém quer ficar, tipo assim, muito contra o trabalhador. Ficar contra o trabalhador, normal, mas assim, muito numa coisa muito séria. E o governo federal tem feito umas propagandas, eu vi no cinema essa propaganda, muito legal, que é uma propaganda que eu fui lá sobre o Dark Horse. É uma propaganda que mostrando assim várias situações de famílias com pessoas que Trabalham em escala 6 por 1 de forma didática, mastigada.
Que é: quando você trabalha 6 por 1, você tem um dia. Mas esse um dia é de descanso? Gente, quem não é rico tem que fazer as coisas com as próprias mãos. Você sabia? E aí mostrando famílias que não conseguem ficar juntas, pessoas que não conseguem descansar e por aí vai. Então eu acho que tem uma campanha boa. E o, o, a, o, o, é, é, eu fiz esse, eu fiz essa referência, narrativa tem sido relativamente controlada por pessoas mais progressistas, o que é um bosta, né?
Porque é um assunto progressista, né? Os bolsonaristas nunca falaram disso.
Mas eles conseguem cooptar quando eles conseguem, eles conseguem. Essa não rolou muito.
A minha pergunta é, vai rolar mesmo? O negócio tá mais perto do que nunca, certo? Não tá resolvido, mas Nunca antes na história desse país esteve tão perto.
O que acontece, eu vou ser muito nojento agora, tá? Por favor. Mas tem um livro do Pirandello.
Não, agora... Caramba!
Peça, peça. Vambora.
Acho que não tem aqui.
6 personagens à procura de um autor. E no Brasil tá virando uma moda projetos de lei, não sei, mas vários projetos de lei à procura de uma pauta. Então, o que aconteceu com a Lei Felca, a gente falou sobre isso, é que a lei tava pronta, já tava tramitada no Congresso. E aí veio o viral do Felca. A coisa foi lá e andou.
Colou, né?
Colou. No caso das calças por um, como eu falei, a gente gravou sobre esse tema antes do viral do Rick Azevedo colocar. E aí, trazendo o contexto. Rick Azevedo era um balconista de farmácia que gravou um vídeo muito puto falando: "Gente, eu quero saber quem foi que inventou esses calças por um, que é desumano, não consigo descansar, blá-blá-blá". Deu milhões de views. E a partir de dar milhões de views, ele começou organizar grupos de WhatsApp setoriais e territoriais e criar um movimento chamado Vida Além do Trabalho, o que pra mim é a chave de toda essa discussão.
Esse nome?
Esse nome. E enfim, toda a ideia do movimento e tal. A coisa começou a pegar atração, o Rick Azevedo se filia a um partido político, ao PSOL, e ele consegue se eleger vereador a partir da periferia, da Zona Oeste do Rio de Janeiro, que é uma área difícil ali para esquerda penetrar.
Então estamos falando aí, se ele foi eleito na eleição passada de 2024, então já 3 anos, no mínimo 4 anos ele tá—
não, 2, né?
25, 23. Em setembro de 2023 ele se elege em 24. E aí já tinha um projeto de lei mais ou menos de redução da escala de trabalho pelo Reginaldo Lopes. Cria-se o projeto de lei, a Erika Hilton propõe na Câmara dos Deputados um projeto de lei atualizado a partir do que tava sendo discutido. A mami. A minha verdadeira mãe. E aí o que acontece é que isso aí tá rodando, é um movimento grande, já teve jornadas na rua, já teve uma série de pesquisas, teve uma série de situações.
E aí a gente fala assim: "Ah, é ano eleitoral." Mas não é, como diz a Flávia Oliveira, não é trivial que seja essa pauta do ano eleitoral. Porque quando você fala de fim das classes por um, essa lei ela vai afetar trabalhadores que trabalham em escala por um em CLT, a lei, o projeto de lei, o que é uma parcela muito pequena da população. E se você for ver massa salarial e de trabalho, não sei o que lá, CLT Tá cada vez menor no sentido de impacto na sociedade.
O trabalho do precarizado tá cada vez maior. Mas quando você fala de vida além do trabalho, quando você fala do direito ao descanso, do direito a ficar com a família e você disputa o valor da coisa, você vai falar das pessoas, pras pessoas, que talvez não seja razoável você estar atrelado 6 dias por semana ou 7 dias por semana a um emprego. Tipo, tem muita gente que fala assim: "Ah, vai tirar minha autonomia porque eu quero trabalhar de Uber." Tudo bem, vai lá e faça seu Uber no final de semana.
Mas assim, o seu trabalho, você tem que ficar com um dia pra descansar e pra você fazer o que você quiser na sua vida, mesmo que seja trabalhar. Então, vida nem trabalho é uma mensagem muito importante. Tanto que antes do projeto de lei andar, o McDonald's começou a fazer propaganda de recrutamento de funcionários falando: "Aqui vai ter 5 por 2 e não vai ter 6 por 1." Sim. Então rolou uma disputa de que é. Ou a política pega essa pauta ou as marcas vão pegar. Porque é isso, tipo, cara, não é sobre CLT.
E tem uma outra, não é? Chili Beans também, que o cara lá falou que é um— para manter gente é o ideal, que é o que ele—
que as pessoas descansam.
E não é uma junção de planetas assim, no sentido de a gente tá com uma taxa de desemprego baixíssima, e aí tem os auxílios do governo que é Depois da fala do nosso querido apresentador de TV lá, todo mundo tá falando isso, né?
Tipo, amigo de quem, filha da puta?
O Bolsa Família, ele te permite não aceitar qualquer trabalho, qualquer coisa. E aí, o que eu tô pensando é, a pauta surgir e crescer no ano eleitoral, por causa do ano eleitoral e tudo, mas esse crescimento dela não tem a ver com os trabalhadores estão tendo mais opção, estão podendo escolher mais? E aí, não, eu não vou trabalhar 6 por 1. O McDonald's, eu não ouvi isso que você falou, mas eu tinha ouvido, eles estão com dificuldade para achar gente.
McDonald's aqui tá cada vez com menos gente. E é isso, é gente que não aceita trabalhar nesses por um não, não vou. Então vão ter que mudar.
E o que que tá rolando, né? Hoje é dia 26, a gente tá gravando 26 de maio, terça-feira, vai rolar a votação na Comissão Especial da Câmara na quarta-feira, dia 27 de maio, né? E a expectativa é levar para o plenário nessa mesma semana. Tá assim, redução da jornada de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação e chegar a 40 horas semanais depois de 12 meses, né?
Então depois de 1 ano. E a 6 por 1, fim das 6 por 1 imediato. Então vira 5 por 2 imediatamente.
Sim.
Então tem isso do tempo.
É, eu vi que era 1 ano.
O que que é 1 ano? Que eles queriam muito tempo depois, tem a ideia de que sejam 14 meses para que se faça, que é o cenário positivo. Isso. 14 meses de transição completa. É o que vai acontecer?
Vai ter um lobby muito grande, porque depois da aprovação na Câmara, vai pro Senado. E aí lá o negócio, o pau vai comer.
Ô, gente, é ano de eleição, hein?
Então, tem isso assim, eu acho que... Eu, sinceramente, não tenho muita expectativa. Se você é uma pessoa do mercado, sinto muito, não tenho expectativa pra você. Porque a galera tá de olho nisso. É uma pauta que ela é popular, no sentido de que... As pessoas conseguem identificar o valor dela. Então, a ideia disso desidratar no Senado e virar uma outra coisa é muito difícil, porque tentaram fazer na Câmara, não rolou também. Mas o que tá na mesa agora é isso, uma transição de 14 meses.
O fim das classes por um imediato vai pra sessão do Senado. Pode ser modificado, ter destaque lá. E pode ser que a transição seja um pouquinho maior.
É, então tem que fazer, né, esticar. Os empresários são contra, tudo bem, mas vai demorar 15 anos.
Eu pensei que essa aí é uma jogada dessa galera para, se for ter 5 anos de transição, eu tenho 5 anos para mudar, fazer uma outra lei, por alguma coisa no meio aí nesses 5 anos, para quando chegar lá já mudamos tudo, já não é a mesma coisa.
Mas tem uma coisa que o Merigo fala, o Merigo falou muito quando a gente fala de futebol, que, ah, se tirar a bet, acaba o futebol. Tipo, você fala, tudo vai acabar. Então, tipo, o mercado fica lá falando tudo, nada pode, nada pode, nada pode. E ele já precificaram, ele já sabem qual que vai ser o impacto. Impacto é muito baixo, quase nulo.
Existe, né, tipo, um consenso econômico, ele tá sendo discutido. Então tem economistas com leituras diferentes. Então, escolher É a função de economista, né?
Não é? Que a função de economista é ter leitura diferente.
Isso, exatamente.
Quem vai sofrer mais é negócios pequenos, o dono do mercadinho que tem um funcionário, vai ter que ter um remanejamento.
Porque fica essa campanha terrorista, né? Não, vai quebrar o país e não sei o quê.
Gente, décimo terceiro vai quebrar o Brasil, fim do trabalho infantil vai quebrar o Brasil.
Exatamente. Só que assim, ao mesmo tempo a gente não quebrou o país, mas tudo tem um custo, né? Tudo tem um preço. Normal, a vida. Liberdade, a gente tem que estar disposto a pagar certas coisas, né, para poder ter.
E vocês acham que esse custo, porque é isso, vai ter que contratar mais gente, eu vou ter mais custo, esse custo vai ser repassado para nós?
As coisas vão ficar, porque por exemplo, subiu o dólar, moro nos Estados Unidos, tá?
Subiu o dólar aí ano passado, ano retrasado, tava subindo, aumentou tudo, gasolina, escambau. Aí agora caiu o dólar, sim, e nada caiu, porque né, É o livre mercado. Então eu subi aqui porque ele tava subindo lá, mas agora que caiu eu escolhi não baixar. E aí será que eles vão fazer isso? Tipo, vou dizer que o meu custo é maior agora, Coca-Cola tá custando R$15 em vez de R$10 porque eu tô pagando um funcionário a mais, dois funcionários a mais.
Não é impossível ter o terrorismo da coisa, mas é que aí vai vender menos Coca-Cola também, né?
É isso.
Tem uma parada que assim, como eu falei, né, a CLT tá cada vez menos influente na massa salarial brasileira. Você tem, tô pensando no exemplo aqui que eu pensei para trazer, que é a mulher que é vendedora de loja e ela trabalhava 6 por 1, vai começar a trabalhar 5 por 2. O marido dela é Uber, e aí ela começou a trabalhar 5 por 2, ela falou: "Ô, bem, não vai fazer corrida hoje não? Vamos na praia hoje." E ela vai comer no quiosque, ela vai comprar um negocinho e tal, não sei o quê.
Exato. Então tem também uma expectativa de injeção na economia de serviço, porque o Brasil é uma economia voltada a serviço cada vez mais. Então tem essa Essa ideia de ganha-ganha. Lógico que vai ter muito velho da van fazendo terrorismo e subindo o preço abusivamente.
E essa historinha que você contou, na mão de gente errada já vira: "Ah, então quer dizer que agora ele também não vai trabalhar? Dois vagabundos, vão pra praia..." É bem fácil de dobrar essa... E aí tem isso, cara.
Você tem que ter tempo pra ficar com a sua família. Tipo, assim, a pesquisa que a gente fez no briefing tem essa...
Opa! Você vai conviver com você?
Sim, sim. Essa é a pergunta que eu queria fazer. Sobre família, só um favor. Da tecnicalidade da coisa, é por que que essa pauta pegou tanto.
Eu acho que é isso, porque deu certo, cara. Acho que a pergunta é essa.
E todo mundo tá revoltado, que nem o cara que fez o vídeo lá, todo mundo cansado, disse: mano, não aguento mais. E aí fala: agora você vai trabalhar menos.
Porra, você vai discutir com esse argumento, né, de que você vai ter mais qualidade de vida, tempo com a família, sem redução salarial. É assim, é difícil você: ah não, não quero lazer. Não, tem uns louquinhos, né, "Ah, não, eu quero tocar porque vira assim, policial, eu não sou vagabundo." Que eu já vi esses argumentos, né. "Eu sou trabalhador, eu trabalho, não tô nem aí." Você quer trabalhar?
Vai trabalhar, você tem que ir lá, vai trabalhar lá, se você quiser.
É uma coisa muito bem engenhada. Eu conheço uma pessoa, não vou dizer quem é. Mas eu acho que Iago e Merigo já ouviram essa história, sabe de quem eu tô falando. Que é uma pessoa que trabalha bastantão, há muitos anos. Uma pessoa que está no mercado de trabalho há muito tempo. Trabalha na área da saúde. E aí, em certo momento, depois eu falo. CLT? Não, não é CLT.
Então já tá, não tem que opinar.
Aí ela trabalha nessa área da saúde, e aí trabalhadores de uma fábrica começaram, tem essa coisa da greve ser punida, né? E aí eles, o jeito de fazer a greve sem fazer a greve era pegar um atestado, todo mundo junto, E essa é uma das maneiras de você burlar uma coisa que já tá burlando uma coisa que já chega na quinta camada. Essa pessoa ficou muito brava e falou para mim: eu não vou dar atestado para vagabundo porque eu acordo 4 horas da manhã para estar aqui e eles não querem trabalhar.
Eu mandei você acordar 4 horas da manhã?
E aí, qual que é a coisa? É tamanho ressentimento que essa pessoa perde de vista Que ela está do lado dessas pessoas que estão fazendo a greve, porque ela também não deveria acordar às 4 horas da manhã para caber 30 coisas no dia dela, porque é isso que faz a conta fechar. Mas em algum momento do caminho, a ideia de que o trabalho dignifica, que você tem que ralar bastante porque só quem trabalha muito e não é vagabundo, descanso é coisa de vagabundo, você chega na outra ponta parecendo um bicho que nasceu com essa ideia, achando que o trabalho é uma coisa que brota do pé na natureza, né?
Eu queria Queria trazer os dados aqui do estudo da Unicamp. Dados da Unicamp, que é, diz que a redução de 44 para 36 horas poderia gerar até 4,5 milhões de empregos e elevar produtividade em cerca de 4%. O mesmo levantamento diz que 76,3% dos ocupados no Brasil trabalham mais de 40 horas semanais e que 50 e quase 59% ficam entre 40 e 44 entre 40 e 44 horas. Isso é um papo que eu acho que é muito bom assim de— tudo bem, vamos tirar os extremos, né, de— a gente tem o argumento da qualidade de vida, a gente tem o argumento da saúde pública, mas para empresa é o que a gente falou quando a gente teve o papo da diversidade, que hoje caiu em desuso, né, virou tendência.
Hoje em dia o gay nem existe mais. Inclusive vai virar junho aí, a parada LGBT correndo Risco de não acontecer.
Mas é que a gente falava que assim, se você não faz pela ética da coisa, pela moral, né, faça pela, pelo dinheiro. Porque isso traz tipo um ambiente de trabalho que é mais diverso, traz mais inovação.
Você não é uma pessoa decente? Tudo bem, tudo bem.
E a mesma coisa aqui, eu acho que vale, porque é isso, você As pessoas trabalharem menos horas, elas ficam mais produtivas, elas ficam mais felizes, elas continuam na sua empresa num cenário em que as pessoas, como que é o turnover, é cada vez maior, elas estão querendo sair dos lugares. Então, pra você manter talentos...
Rotatividade.
É, obrigado. E a produtividade na economia é um conceito que não é assim: "Ai, você produz 10 peças e aí você consegue produzir 15." Isso não é produtividade. Produtividade é: você produz 10 peças e aí eu vou botar uma maquininha que vai fazer você produzir 100 ao mesmo tempo.
Sim.
No mesmo tempo, não é que você vai trabalhar o dobro.
Exato, tipo, produtividade não é sobre o quanto você trabalha, é sobre o quanto você consegue, o quanto a empresa consegue entregar de resultados. Então, tem também uma expectativa e a Financial Times soltou um artigo dizendo: "Cara, o Brasil tá meio que atrasado nessas conversas." Ah, é? Que já era pro Brasil, um país como o Brasil, ter feito isso por bastante tempo.
Porque foi a Nation Time, chamou a gente atrasado. Nossa, aí é porque é, né?
Nunca aconteceu.
Não, é que geralmente eles discordam, né? Não, que isso, fica dando direitos para a galera.
É que, ah, o Brasil é o país, ou sei lá, 78º país mais produtivo do mundo.
Nossa, a produtividade tá baixa porque a gente tá trabalhando muito, a gente tá exausto.
Exato, se tivesse feito isso antes, tava produzindo mais já.
A epidemia de burnout aqui é muito grande. Agora, porque deu certo é essa questão do ambiente que foi criado, que não é só do conchavo político, mas do ambiente de que a gente, desde que esse viral, quer dizer, surgiu, está sendo mantido na rede o tempo inteiro. Então tá todo mundo batendo nisso o tempo inteiro. O governo ensaiou, o governo quando eu digo, o presidente Lucas tá ensaiando entrar nessa há muitos anos, tem várias questões, já deu umas para trás, né, falando não, acho que não é Mas tem uma questão de que essa pauta nunca parou de estar na frente.
Então, como eu falei, né, pauta, legislações à procura de um termômetro político favorável. No caso da Lei Felca, teve lá o viral e aí foi muito rápido, já tinha tramitado na Câmara, então era só aprovar— não, contrário, é isso mesmo, tinha tramitado na Câmara, era só aprovar no Senado, tava tudo muito engatilhado. Nesse caso, esse projeto de lei foi sendo aprimorado esse tempo todo, com bastante movimentação o tempo inteiro e bastante provocação o tempo inteiro da coisa, até o ponto de que— e aí que eu até vou no momento político— o governo, e quando eu digo governo é todos os entes do governo, Legislativo, Executivo, o Judiciário tá complicado no momento, vamos deixar eles lá quietinhos, mas precisa dar uma resposta pra classe trabalhadora brasileira.
E aí, de repente, tava ficando isso muito grande, muito forte, essa pauta, porque isso tava sendo mantido o tempo inteiro. Então, o que eu quero dizer é só que não é uma coincidência. Não é que precisava tirar uma pauta da cartola e tirou essa. Foi, de fato, do esforço de manter isso aí ativo o tempo inteiro. A gente tá ouvindo falar desse fim das casas por um. Quem lembra do vídeo da Blogueirinha batendo na mesa com o Caio Hilton?
"Eu quero saber das casas por um, me faz casas por um, não sei o quê, blá-blá-blá." E tem uma questão muito importante do Rick Azevedo, que é um homem preto, gay, da periferia do Rio de Janeiro. Que se elegeu vereador. A Erika Hilton, que é uma deputada trans, que o pessoal falou: "Ah, vai ter só pauta trans." E ela traz muito pauta de economia. Então, essas clivagens no debate político...
Hoje tá, é... Hoje tem chantagem, sei lá como é que chama.
Põe clivagem assim, ó. Pliim!
Isso ajuda muito a sofisticar o negócio, mostrar que é uma coisa sobre a vida das pessoas, assim. E aí, é importante a gente continuar essa pauta de trabalho. Porque o trabalho vai fazer cada vez menos sentido. Como diz o Cris Dias: "Esquece emprego". Porque o modelo de emprego faliu. De que a gente prioriza. Porque tem um lado que diz que é você trabalhar cada vez mais até você estrepar. E a gente tem que dizer, tipo: "Veja sua esposa, saia com seu filho".
Você que nem, rapaz...
Você já não tá pagando a pensão em dia. Leva sua criança pra tomar um sorvete. Para de trabalhar um minutinho.
Isso, muito bem.
Então é isso, vamos retomar aqui depois, né, porque como falei, a votação vai acontecer, depois vai para o Senado.
Eu vi uma, vou encerrar, eu vi hoje uma notícia, não sei o nome do político, não sou péssimo de nome, mas um cara do PL muito importante. Se a gente não aprovar 6 por 1 O Lucas ganha. Perfeito. Então a estratégia do governo está maravilhosa, que é inclusive acho que eles seguraram desde essa história da Erika Hilton para soltar isso agora, porque agora é ou vai ou vai, não tem outra opção. A galera que é totalmente contra não vai poder dizer não.
A galera vai querer, né, cada um, como que é, é quando filho feio não tem pai, agora é o contrário, né?
Exato.
Desse começo e tal.
Sempre acreditei. A pessoa que faz bullying com você no colégio: "Ai, a gente era tão próximo." Com certeza.
Muito bem, vamos lá, vamos dar um rec. Próxima pauta aqui que eu trouxe, que nós trouxemos, escolhemos de forma democrática, foi a Netflix. Inclusive eu fui lá, eles apresentaram essa proposta. Eles têm um estudo que eles começaram a fazer no México e agora eles trouxeram para o Brasil, que eles vão colocar, colocaram 250 em 250 domicílios câmeras para medir se as pessoas realmente olham para os anúncios.
É uma forma consentida, é isso, uma pesquisa de mídia oficial. É que nem o aparelhinho do iBOP que botava na casa das pessoas.
As pessoas são convidadas, elas são pagas para isso, elas sabem que elas estão sendo filmados. Inclusive tem todo um lance de privacidade, que é só filma quando liga a TV, o negócio só manda os dados, não manda as imagens, né?
Então é que nem a câmera no banheiro que tem a privada do BBB, né? Ai, gente, só se tiver alguma coisa muito séria, viu? Ninguém tá vendo, tô sabendo.
Então qual é o ponto todo? Que eles querem medir. O mercado sempre acreditou, a gente tem Vivido já há anos na questão do viewability, né? Que apareceu na tela, contou como impressão, manda isso para anunciante, acredita. Só que tem uma pesquisa que foi feita lá na Austrália por uma Amplified Intelligence, que é o estúdio é Cost of Doom Media. Quer dizer que você tá achando que as empresas, os anunciantes, perdem cerca de 200 bilhões de dólares por ano.
Meu truco com anúncio, truca, truco com anúncios que não entregam resultados porque as pessoas não estão prestando atenção.
Nossa Senhora, cara!
Mas tem que ser uma pessoa para saber isso, né?
Não é? Viver no capitalismo tardio tem cada surpresa.
Então, a Juliana Schermin disse, as pessoas estão olhando, que assim, eles têm 3 graus de— Graus? Degrais.
Degrais, chapéus.
De medição. Um que é atenção plena, a pessoa está olhando para o anúncio e prestando atenção, né? Depois ela tem uma atenção que eu esqueci o nome, tá aqui na pauta, mas eu A tensão média, que é ela desviou, ela tá no ambiente, desviou. E outro sem atenção nenhuma.
Que tem essa câmera, não é uma câmera só que filma, ela é uma câmera de movimento, né?
Isso, é uma câmera que tem traqueamento.
Exatamente.
Quem inventou esse negócio, sério?
Que next? Você sabe que quando eu vi essa notícia, primeiro eu fui tomada por forte raiva. Quando passou, eu fiquei pensando muito. Eu sei que não é a mesma coisa, que a gente não consome mais as coisas do mesmo jeito, blá blá blá.
Mas sabe o que é forte raiva?
Porra, porque vai se fuder, né? Perfeito. Não basta. Pronto, é isso, a frase é essa.
E fizemos isso porque na série, se a gente vê o comercial, a série mesmo, eles estão casados. O filme, se eu tô vendo o filme, se eu tô vendo a série.
É uma outra divisão, mas qual que é a forte raiva? A gente tem um problema, a gente tem um broadcast inteiro sobre Netflix e atenção e publicidade, que todo mundo achou que foi pago, mas não foi. A gente só quis fazer mesmo. E aí, eles falam sobre...
Queria, inclusive.
Isso aqui não é de free.
A hora de pagar é essa.
E aí, já corta que eu vou falar agora. Tem essa coisa da propaganda mais perfeita, de mais nicho, pra pegar você em cheio, na veia, pra você prestar atenção, que tem a ver com o conteúdo que você tá assistindo. Você tá assistindo a Wandinha, vai chegar o nugget da Wandinha com o negócio, e aí vai ter tudo a ver. Hiperpersonalização, pra já tentar de alguma forma mitigar uma coisa que é muito comum, que é: começa a propaganda, a gente levanta pra fazer xixi, a gente levanta pra pegar uma água, uma coisa normal.
Ou simplesmente isso, que eu não sei como é o plano de anúncios da Netflix, mas tem skip.
Rico, deu uma de rico agora, gostou. Gente, eu não sei, eu não tenho acesso.
Não tenho acesso, eu só lembro de gravar live.
Mas o pessoal da 6x1 aqui me falou...
Eu já falei aqui, eu sou publicitário, adoro publicidade, acompanho todo dia. Mas eu, se puder pagar pra não ter anúncios... Vou pagar. Eu, por exemplo, já falei, o melhor dinheiro que eu gasto com assinatura é o YouTube. Porque, cara, quando você— e quando eu acesso o YouTube que não é pago, falo: cara, como vocês conseguem? Porque é horroroso. E eles conseguem fazer, ganham da gente no cansaço, né? Quando você, por exemplo, a Amazon, o Prime Video não tinha anúncio. Aí de repente você tá lá assistindo um bagulho, pá, anúncio.
E fica ali 1 minuto, você vai ver 4 anúncios.
Isso, exatamente.
Por isso que eles vão assim. 'Pague R$10 e tire o anúncio.' Eu falei: 'Cara, filhos da p...!' Eu juro pra você, eu falei: 'Filhos da p...!
Cara, eu vou pagar R$10 porque a gente passou por isso pelo TV a cabo.' Era a mesmíssima coisa. Você assina TV a cabo que não tem comercial. Passou 10 anos, TV a cabo tem comercial igualzinho, do mesmo jeito.
Então fala aí, o Iago quer falar. Ou quer dizer, a Bia tava falando, encerrou.
Pra falar em cinema, desculpa, mas foi.
Pega a senha.
Então tem isso. Então a gente já caminha pra um negócio de hiperpersonalização.
Boa.
Pra quebrar esse outro padrão de consumo que a gente sempre teve da propaganda. Que eu entendo que a segunda tela seja mais porque você ia na cozinha pegar água, mas você tá ouvindo pipoca na panela, né? Beleza. Você tá imerso no Twitter enquanto faz um negócio, enquanto toca podcast ou novela na TV, fica mais disperso mesmo. Mas existe alguma coisa muito invasiva na ideia de que eu quero ver se mesmo com a hiperpersonalização você tá olhando mesmo.
Porque tem uma coisa, eu falei no nosso grupo da comunidade do B9, para você que não sabe, o site B9 agora tem também uma assinatura para você ler de forma—
Como é que é? Tá aí reclamando, mas tá cobrando assinatura.
Aí, aí tem uma comunidade, nós estamos lá, eu e todos os assinantes, e aí tem vários, várias conversas.
Perfeito.
Eu coloquei lá que o Caio, meu respectivo, ele tem uma coisa que ele fala, é o meu protesto pessoal, eu não vou pagar mais para Amazon, que deveria, né? Se assim, não vou pagar porque vai se foder, mas eu quero assistir o negócio que está na Amazon. Beleza, olha aí, eu nem vou piratear, vou assistir com vocês, mas quando entra a propaganda ele, ele bota no modo, e ele olha na parede. Essa é a minha vida com o Rudá.
A gente criou a câmera para ele.
Isso, exatamente.
E aí ele fica olhando para cima, olhando para mim, olhando para o gato. E aí essa semana apareceu uma propaganda de uma panela elétrica lá que eu fiquei interessada. Eu falei: bota o som aí, deixa eu ver o que que é. É, cara, ele fez assim: "Eu nunca evaporo o som." Você, se quiser, você procura. Eu acho que tem alguma coisa nessa ideia de assim, eu quero chegar num nível de sofisticação dessa propaganda que ela seja hipnótica.
Que eu entendo que faça sentido pro mercado, porque todo mundo quer que a sua propaganda seja hipnótica. Mas eu acho meio plano de vilão de desenho animado, entendeu? Eu quero ficar vendo para onde você tá. E olha que loucura isso que você falou.
Isso eu acho assim, eu tenho inveja do cigarro que você fuma tão distraídamente, né?
Descabelante, amigo! Que é atenção plena, atenção média, que assim, caralho, eu não posso levantar, matar um pernilongo, que aí já é médio.
Mas assim, eu acho que é uma coisa, eu entendo a sua revolta, porém assim, é um estudo, né, uma pesquisa limitada dos 50, 55 milhões.
Graças a Deus.
Então é que a publicidade ela vai continuar aí no mundo, ela existe, tá? Ela tá intermediando.
Você começou o blog Brainstorming, ela está aí.
Assim, eu acho que é legítimo você tentar entender se as pessoas, se o seu criativo, porque o que eles dizem é: por mais criativo que seja, não adianta isso se tá veiculado no meio errado, porque as pessoas não prestam atenção. Eles têm um argumento que eu acho que é bom Porque, porque que eles estão divulgando essa pesquisa? Porque eles fizeram um estudo no México e lá a Netflix ficou acima de todos os outros concorrentes, que eles disseram que a atenção média é maior do que os outros.
Mas lá não tem Globo, né?
65%, e quando tem um que cai assim, eles mostraram um gráfico sem mostrar nome, que deu 2 segundos, derruba. Que eles só falam o seguinte: com isso a gente consegue vai cobrar mais dos anunciantes porque o nosso espaço é mais valioso, vai exibir menos anúncios, que eu acho que é um negócio, e vai ter menos, porque em vez de você jogar o jogo da impressão, da repetição, que sempre foi o negócio do mercado publicitário, né, frequência, alcance, então você repete até encher o saco, a gente vai, não vai ficar repetindo o tempo inteiro, vai exibir.
Aí é os dados que eles dão, tá? Eu tô trazendo, como que a minha avó falava, Estou vendendo pelo mesmo preço que eu comprei. Eles falaram isso, que é, em vez de ficar exibindo o mesmo anúncio 10 vezes enquanto você tá assistindo a série da bandinha, a gente vai exibir uma vez cada marca e é isso, porque a gente vai garantir para o anunciante que funciona.
Então, mas aí que é o truco, gente. Repetição e alcance funciona. Qual que é a crise?
Tipo, o que vocês estão— custa mais, né?
Não custa mais. Custa mais você fazer um anúncio de R$40 milhões, porque a questão que eles estão querendo fazer é que a Netflix tá querendo fazer anúncios de A dentro dentro das séries.
Então, para, sério, você nunca ouviu isso?
Não.
Eles estão trabalhando nisso, que é você pegar uma garrafa, uma latinha assim, trocar, e vai trocar uma Coca-Cola, Pepsi.
Eu acho que eles estão testando isso, mas também não é novidade, porque quando você vê até a placa do futebol é trocada, né?
Mas o que eu acho que assim, esse negócio de atenção plena, essa angústia da publicidade, proteção plena, eu acho que ele é Tipo, cara, publicidade é ruim, ela não é para agradar as pessoas.
A gente não quer ver, né?
Se pudesse escolher, a gente vai tentar agradar, mas a gente não vai agradar.
Eu tenho medo de— eu quero muito que funcione, porque o meu medo é que essa galera um dia sente e fala assim: para de oferecer plano sem anúncio, agora é só com anúncio, vamos cobrar caro do jeito que é o plano premium lá com sem anúncio, só que agora vai ser com anúncio.
Isso eu acho que não, porque pensando em streaming, porque o que o Pai falou é, a gente viveu essa agrura com a TV a cabo, e é verdade, mas a TV a cabo sem anúncio, né? Não tem como você comprar a TV a cabo Plus. No streaming eu acho que tem como você sempre criar diferenciação, que é É, eu acho que vão existir novos planos, mas talvez o sem anúncio fique cada vez mais caro.
Porque vai ficando inviável você ter—
Mas eu acho que é, tem uma música do Muse que eu não lembro tudo, mas ele fala que viver numa economia, viver num sistema econômico que busca o crescimento infinito é insustentável. E aí o que vai acontecer é isso, né? Tem o plano mais caro sem anúncio, esse plano ficou mais caro. "Esse plano ficou mais caro, esse plano ficou mais caro, ninguém tá assinando, então vou voltar pro valor anterior e agora todo anúncio, todo plano tem anúncio." Por quê?
Porque eles querem ganhar cada vez mais. Uma hora, o único jeito de ganhar dinheiro vai ser cobrar pelos anúncios.
Porque assim, acho que eu não pagaria pra isso porque, né, não vou pagar pra brain rot e ficar na rede social. Mas o TikTok e o Instagram, eles estão num nível de virou mercado, de 011-1406, que, cara, se eles lançassem amanhã fizer um plano para tirar anúncios, acho que muita gente ia pagar, porque é muito caro. É, exatamente.
Assinar o YouTube, e aí não é qualidade de vida.
E no YouTube eu resisti, tá? Falei, cara, não vou pagar um anúncio, cara. Aí vai, chega uma hora que fica tão irritante, que anúncio no meio, anúncio antes, anúncio depois, e repete.
Eu só assisto YouTube praticamente, porque é isso, é o lugar onde eu vejo as coisas que eu quero ver.
Não vou assistir, eu só vou assistir as produções da HBO 2 em todos os streams.
Social agora, né?
Esqueci o que eu ia falar agora, desculpa.
O que eu ia falar é que eu acho muito engraçado que eles inventaram o iBOP de novo, né? Que é de novo você botar um editorzinho na casa das pessoas, porque não tinha tecnologia para isso, mas é uma amostragem na casa das pessoas, entender como é que tá rolando a situação. Tipo, que coisa, né? No fim das contas é tudo televisão, né?
É, é, é.
O Thaís tava falando, só porque eu lembrei o gancho, que é você praticamente só assiste YouTube.
Perfeito.
Isso.
Não, o que eu queria falar era, tem uma fala do Fabinho Mendonça, que é o diretor do Cangaço Novo, quando saiu a primeira temporada, numa entrevista qualquer, o cara falou: pô, o Aldois fez o Cidade de Deus, que foi um sucesso, e 20 anos depois lançaram o Cangaço Novo, que é incrível. Qual que é o segredo? Qual que é a fórmula? Aí o Velho falou: não tem fórmula. Se tivesse fórmula, a gente não tinha esperado 20 anos para fazer de novo.
E eu acho que a Netflix e todo mundo do mercado audiovisual, de comercial e de não comercial, tudo está no modo capitalista de eu preciso de uma fórmula que me garante que eu ganho dinheiro. Não existe fórmula. Então eles podem fazer a pesquisa que quiser, enquanto o comercial não for bom.
Perfeito.
Aí um executivo que não sei, eu tenho que fazer, testa aí, mano.
E eu acho que isso é um dilema da publicidade há décadas, e como você falou, talvez não seja resolvido, que é sempre o debate de: "Ah, eu tenho que criar campanha de varejo pra vender produto, eu tenho que investir em emoção, em humor, o que pega?" O que vira algo. Exatamente. E o que fica na cabeça das pessoas? Um dos comerciais mais clássicos, premiados e tal, e que é considerado ter entrado na cultura, não sei se no mundo inteiro, talvez não no Brasil, Principalmente no Reino Unido, da onde é o mercado de Cadbury, que é o chocolate, que é o gorila lá tocando Phil Collins.
É só isso, cara, não tem nada. É um gorila, o cara fantasiado de gorila tocando bateria.
I can feel it!
É isso. E o negócio virou um lance, entrou pra cultura, é referenciado, memético, a marca super lembrada e tal. E é isso, tem fórmula pra repetir isso? Não tinha um toda hora.
Exato, exato. O caramelo e biscoito de chocolate mesmo.
É, só que aí testa. Ah, esse aqui deu errado, então não, vamos comunicar de outra forma.
Eu adoro ver vídeo no YouTube, eu tô vendo vídeo no YouTube que tem uns que são, eles são franceses.
YouTube coloca câmeras na nossa frente.
Mas cara, eu uso o webcam que mede tudo, né, também. Eles sabem tudo que você faz, o pause, para onde você vai. Ainda mais se é do Google, né, que é uma empresa de marketing, de propaganda.
Eu vejo vídeos no YouTube de propagandas antigas que você não se lembra. E aí a gente assiste umas coisas e fica: "Nossa, tinha isso?" E é uns produtos que também tem isso, produtos que duraram 6 meses. Tipo, nossa, propaganda do Traquinas Limão.
Nossa!
Aí você vê e fala: "Caramba!" Você tava vendo o curso do Wilson agora.
E o Fotoacervelhos.
Tava vendo intervalos comerciais da tela quente dos anos 90.
Não, gravação. Isso!
É alguma coisa de figuração, propaganda de cigarro, propaganda de tudo.
E aí tem isso também. Eu era criança, mas quando, até, acho que até o cigarro foi até o quê, 2000? Sei lá, eu já era nascida e com idade em que eu lembro de outras coisas, mas propaganda de cigarro não. E aí assistindo essas coisas eu fiz: ah, é óbvio que eu não lembro, porque não passava na hora que eu tava acordada, passava depois à noite. Então assistir essas coisas, gente, é uma—
nossa, tem um filme do—
nossa, como é que ele chama? Do cara do rock lá, com Wesley Snipes, O Demolidor, que no futuro que ele vive, que não tem na rádio, não tem papel higiênico, não tem papel higiênico, não tem voo, não tem nada.
2, não é?
Que ele era um policial.
São descongelados no futuro.
E aí o rádio deles, do futuro, só toca jingles do passado, não toca música.
Olha aí, só jingles do passado.
Eram bem feitos, eram coisas pensadas para me convencer e não buscando uma fórmula que vai atingir todo mundo.
É que a galera tá na era da métrica. Eles tá todo mundo doido para oferecer o número, a métrica exata. Então o dólar que você coloca aqui, a gente vai entregar de valor esse dólar, porque eles estão desesperados que eles investem um dólar e sei lá, 70 centavos é jogado fora.
Porque não chegou. Isso, já falei que é o truco. Truco? Não, é porque é isso, cara, você não tá jogando fora.
Repetição de fato funciona.
Você vai ver aqui, você vai ver mais antes aqui, aí você vai pode ser um podcast aqui, daí no quinto podcast você vai falar: nossa, podcast existe! De fato, você ter consciência na publicidade funciona. Por isso que a gente migrou para esse modelo.
Pergunta para o Michel Alcoforado se repetição funciona. Ele foi em todos os programas, todos os programas. Estratégia de divulgação.
O único que ele falou coisa diferente foi aqui. Foi, guardou para cá.
O que a pessoa pode não saber é o nome dele, mas não: ah, é o cara dos Milionários.
Tá ligado? É isso. Muito bem.
Eu queria, você falou Ah, e coisa, eu queria dar uns claims. Alguém comentou no YouTube que eu sou ótimo, principalmente quando eu entro no modo Deadpool. Eu não entendi, mas eu achei que é um elogio, então muito obrigado. Se você puder explicar aí no comentário de novo, que aí já eu faço um comentário.
Eu só esqueci de dizer que eles estão fazendo a pesquisa agora, os resultados só no segundo semestre, então fiquem de olho no b9.com.br, provavelmente publicarei para saber. Muito bom!
Netflix, vende exclusiva para o B9.
Se as pessoas olham E se você tem que comentar, dá um like!
Isso agora?
Agora aqui o like, like, like... Senão eles enviam anúncio agora para você e a gente tá vendo sua cara.
Mas dá um likezinho aí, Boca, não tá fazendo nada. Troca de aba, você vai no Excel, troca aquela aba lá embaixo.
Vem aqui só porque vocês mandaram dar um like.
Eu tô gostando disso, tem gente fazendo isso. Só pra likes, tava no ônibus ouvindo Spotify mais 15 segundos.
Cadê aquela mania antiga da internet do seu primeiro comentário? É muito bom! First comment é top!
Pau no cu do first.
Quer o segundo?
Quer o segundo negócio?
É muito bom que a gente fez isso agora, porque a gente vai para a pior pauta de todos os tempos do Braincast. Vocês estão prontos? Vai ser a pior pauta.
É, galera, que agora então. Vamos lá, ô Iago Vinícius, você tem que me ajudar aqui, tá? Ninguém segura essa Virginia? Ponto de interrogação. Eu vou ler o que tá aqui, tá? Porque eu não consigo, quando você faz isso eu vou bailear.
Diga coisas, câmera, conta aí para mim.
Tem uma pergunta que talvez diga mais sobre a mídia brasileira do que sobre a própria Virginia. Ela é um nicho gigantesco, o maior, 56 milhões de pessoas, de 56 milhões de seguidores, né? Ou o maior fenômeno popular do Brasil neste momento?
Perfeito.
Porque nos últimos dias ela terminou com Vini Júnior, foi acolhida por Luciano Huck, Angélica fofoca, confirmou presença na cobertura da Copa pela Globo e ainda parou a internet, abre aspas, fecha aspas, numa possível reaproximação com Zé Felipe.
Ah, esse foi, foi.
Gente, ela terminou, no dia seguinte tinha um comentário na foto do Zé Felipe: acorda, Zé, você tem uma família para reconquistar.
Isso não é só fofoca, é uma aula meio caótica sobre atenção televisão, creator economy e a dificuldade da mídia tradicional de lidar com quem já chega maior que a grade. Enfim, o que aconteceu agora com a Virgínia? Ela é, explica pra gente, ela além da Beth lá dos tigrinhos que ela é da base, que dá alergia na galera, cara, minha questão é essa, acho que é isso que a gente tem que discutir aqui hoje. Supostamente dá alergia, não quero te passar.
Isso é uma afirmação. A maior influenciadora do Brasil, quiçá da América Latina, Virginia, porque não de todas as Américas. Não, das Américas não, né?
Mas ela é de lá, né?
Ela é nascida nos Estados Unidos. É, por isso que ela chama Virginia. E aí a questão é: ela é uma influencer gigante, é isso, é um nicho de coisas das pessoas, quer dizer, ela é só das seguidoras dela, ou ela é de fato a maior celebridade que nós temos no Brasil?
Ela vai comentar a Copa na Globo? Que eu não sei por quê.
Eu entendi o que você falou. Ela é o maior nicho que vai se tornar uma das maiores celebridades. Por que que ela é o maior nicho? Você sabe as coisas da Virginia, amigo? Se eu te falar agora, flow, flow, biuta, que que você acha que é? Agora já acordei, já fiz um monte de coisa hoje, já comi mingau de aveia, já levei a Maria Alice no hipismo, já comeu uma maçã, já postei um monte de stories. Você sabe o que que é isso? Excelente. Ela tem Quanto seguidores, amigo?
56 milhões.
Por algum motivo você não tá nesses 56 milhões. Eu acho que a fragmentação explica bastante dessas coisas, que são pessoas gigantescas que as pessoas gostam muito, mas várias pessoas que a gente conhece, convive, de outros círculos, não, não, não estão a par. E aí é um nicho forte, apesar de ser amplo o suficiente para existir uma discussão sobre a palavra nicho.
Eu frequento muito Eu vejo duas mulheres sentadas no bar discutindo várias vezes isso e elas escutam de fato histórias da vida. Você viu o que a Virginia postou hoje?
Mas ela— peraí!
Deixa eu continuar...
Ela é isso, mas ela ficou famosa fazendo isso?
É, ela era namorada do Rezende.
Do Rezende Santana.
Tem uma explicação também não tem essa legalidade?
Toda pessoa que é famosa a gente não sabe por quê.
Não sabe porque ela fez alguma coisa errada.
Ela é uma famosa, ela não era cantora, nada.
Ela começou a publicar stories e de repente isso, ela era namorada do Rezenha, começou a exibir sua vida e aí cresceu e ganhou bastante dinheiro e tal.
Essa coisa do Vini Júnior, muita gente que acompanha fofoca começou a pensar que, bom, ela está com Vini Júnior, está chegando a Copa, ela vai colar na dele na Copa porque aí ela vai viajar Talvez ela vire uma influenciadora de esposa de jogador, que é uma parada que acontece. E aí ela vai dominar.
Talvez ela faça uma publi para Balenciaga, o que ela fez.
É, e aí beleza. Quando ela termina com Vini Jr., de uma forma que a gente percebe assim, cara, para ela terminar antes da Copa é porque realmente foi insustentável. Porque ela é o tipo da pessoa que provavelmente— eu acho que não é nem interesse. Eu acho que o pessoal do Me Conte Uma Fofoca falou, cara, será que já não tinha até publi de Dia dos Namorados fechada com eles? Que ela, sabe, desistiu porque enfim, a situação ali também parece que ela arrastou, né?
E as meninas foram, elas querem muito ir para fazenda, né?
As meninas supostamente, as meninas que foram pivô da separação. Seja como for, a história não é essa. Quando ela foi chamada pela Globo para ser uma, ela vai fazer cobertura do que está rolando no, nos arredores da Copa, não vai cobrir jogo.
Vai ser aquela repórter da Mais Amigo, né?
Se você encontrar ela, vai ser maravilhoso.
E aí o que que aconteceu? Ela se separou do Vini Júnior. A primeira pergunta foi: moio esse job da Globo, né?
E a primeira, já tava antes. Ah, eu achei que era, que tinha fechado agora.
Quem tinha fechado?
Já tava fechado.
A Virgínia tinha todo um tema porque ela é a mina do Vini Jr. E aí ela é a Virgínia, não é que ela é a mina do Vini Jr., ela estava associada ao Vini Jr.
E ela é a Virgínia e tal. E ela vai acompanhar o namorado na Copa.
Bastidores incríveis.
Niki terminou, foram pro Luciano Huck, porque foi ele que fez o anúncio e acho que vai estar associado a ele.
Eu adoro que no Carecas de Saber tem uma teoria de que o Luciano Huck pegou o ingresso da Virgínia e foi na convocação da Copa.
Você não vai, amiga? Deixa que eu vou. E aí, quando perguntado se ela ia continuar, ele falou: é lógico. Porque eu acho que existe uma visão estratégica do Luciano Huck de pegar o maior nicho do Brasil e transformar em maior celebridade do Brasil. Se o carisma dela pega as pessoas pelo Instagram, que já são muitas, com esse canhão gigantesco da Globo e ela fazendo as coisas dela. Ai, Maria Alice, pega essas coisas, não sei o quê, aqui, ó, essa bola, vou levar para ela. Maria Alice é a filha dela, é Maria Alice, Maria Flor e o José Leonardo.
E eu vou falar uma coisa, como analista de mídia que eu sou especialista, esse é o interesse dessa pauta aqui, né, explicando para a galera. Ela mandou muito no programa Sabadou com Virgínia no SBT. Ela era muito boa de conduzir bagulho.
Foi uma grande experiência que deu muito certo.
Que o SBT chorou de perder ela de uma maneira absurda.
E por que perdeu?
Porque ela foi pra Globo, né?
Ah, ela vazou pra Globo.
É a primeira vez, né, que o SBT perde alguém pra Globo.
É isso, mas mano, será que ela ia ficar mesmo? Se não fosse pra Globo, você contratava ela.
Mas qual que é o molho da pessoa?
O molho da Virginia?
Dinheiro.
Não, eu sei, mas o que que sossega em ela?
Exato, sim.
Ela tem um carisma, ela é só uma menina sotaque goiano, essa coisa que ela mostra a família. É uma mistura de ostentação, porque ela vai mostrar as filhas, mas as filhas estão comendo a pipoca da Chocolat do Ju, que custa R$150 a lata. "Ah, essa é a pipoca favorita da Flo Flo". E aí é um negócio que não funciona.
E ela não tem aí, ela fala com maior naturalidade.
Nossa, mas talvez a graça seja essa. Ela não tem o menor pudor de se ostentar. Você sabe aquilo que você viu na CPI? A foto da filha na camiseta fingindo não sei o quê.
Tem pudor naquilo?
Ai não, ela é tão natural.
Bem, ela tem essa coisa de viver a vida como uma novela nos stories, que para mim quem inventou foi a Tainara OG.
Puta, é bem verdade.
Que é uma pessoa que eu adoro.
Que é, como explica melhor isso aí?
A Tainara OG, ela foi a pessoa na época do Snapchat que bombou porque ela ficava o dia inteiro postando coisa e ela estudava para concurso, lembra? E a vida dela era, começou esse negócio de vida, não é, começou com para ela, mas ela notabilizou por isso, que é ficar tipo, você passa o dia publicando coisa, falando as coisas.
Aí ela dava o zoomzinho que ela tinha lágrima chorando porque aconteceu alguma coisa.
Produção em massa.
É uma coisa meio do cronista, de poder colocar a lupa naquilo que é do cotidiano e mostrar, olha como isso é engraçado, estranho e tal.
Existe uma coisa de editoria também, de tipo, lembra que gosta de fofoca, que hoje em dia a parte de fofoca, vai uma fofoca, aí vai uma coisa religiosa, aí vai uma coisa de política. Ela tá meio nessa vibe. Então ela vai lá, posta uma oração, aí ela vai lá e posta uma publi, aí ela vai lá e posta a vida dela, ela vai lá e posta outra publi.
Aí a publi das próprias coisas dela, que ela dando Whey para criança. Tem uma exploração da imagem da criança inacreditável. Ela comendo banana com Whey Aí ela falou assim, ó, banana com E, Maria Alice, não sei o quê. Cara, ela dá a criança, a criança faz uma cara de— Aí ela adora. Olha isso.
Tanto que teve uma coisa, não tem que ser o Conselho Tutelar, não.
Cadê o Felca agora?
Então, teve essa história que foi um dos caldos em torno do negócio do Vini Jr., que foi o Léo Dias, Tic Tac.
Nossa, muito boa essa história, desculpa.
Boa não, imagina.
É, não, é muito interessante o que aconteceu. Antropologicamente falando. Ah, Virginia. Viviane, namorando com o Vini Jr., viajava muito porque ele não mora no Brasil. Então ela leva as filhas dela, os filhos. Eu não sei se o José Leonardo vai junto, que ela não mostra muito o bebê, né?
É que nem a Beyoncé. Não vou falar sobre isso.
Enfim, leva as crianças. E aí essas crianças estão em idade escolar, as duas maiores. E aí a pessoa começou a falar isso, puta, mas isso aí vai dar aula que hora?
Porque tá nesses pais, aí quando tá na fase Fazendo esmeralda, que eu adoro, com a Ana Castella fazendo quem é o bebê da tia.
Que horas ela vai para escola? E aí o Léo Dias puxa, ela volta uma capivara de quando essas meninas frequentaram a escola. Semana tal foram na segunda e na terça-feira, na quarta viajaram com a Virginia, perderam o resto da semana. Semana seguinte, semana de aniversário do Zé Felipe, foram viajar para festa de aniversário do Zé Felipe, faltaram a semana inteira. Na outra semana foram 3 dias, mas na quinta-feira saiu mais cedo.
E aí ele fez todo um negócio no programa dele ao vivo, no— não é mais na SBT, no—
não é TV Laudia já?
O SBT tá sempre envolvido.
Não é a Band? Era a Band? Bom, enfim, no lugar que não é o SBT, que tem um programa dele. E aí quando ele terminou de bater o crono, ele falou: Virginia, Por aquelas coisas tantas que eu já te safei. Vamos ter que olhar isso aí, né, dessas crianças, em nome de várias coisas que você sabe que a gente não fala.
Olha só, caramba!
E aí já acabou a graça de levar as meninas para ir para Espanha, entendeu? Então vai, vai minguando. Mas, mas é impressionante, ela tem coisas muito sérias na capivara dela e tá lá, e vagabundo lá, e só cai para cima. E aí agora vai ter esse negócio da Tá ocupando o lugar do jornalista.
Perfeito. O que que a Globo quer com isso na Copa? Quero que vocês me expliquem.
A mesma coisa que a Dia TV quer. A Copa do Mundo, que a Dia TV quer gays, a Globo quer mulheres na Copa.
Gays e mulheres. Nossa, gays são demais.
E fora que a Globo tá numa disputa aí com o Casetv, né, que vai— a Globo tá com uma campanha, né, trazendo todo o histórico, falando Copa é aqui, aqui que se vê a Copa, porque eles esse Tem uma concorrência gigante da Casé TV, a Globo.
Nem todos os jogos estão explodindo.
O negócio das Olimpíadas, né, que ela reclamou da Casé TV, o jeito que transmitia, comentava as coisas, não cortava e blá blá blá.
É o jeito de combater com a Virginia.
Vocês contando, eu sei que nem eu digo, eu sei quase nada de Virginia, não sei quem é assim de— é isso, tava namorando o Vini Jr.
Cara, mas isso é um lance, porque assim, se você tem a grande disputa, né, Casé TV, a galera da resenha, da zoeira, da naná, o negócio de creator economy me, né? Como que a Globo faz para conseguir? A Virgínia não vai lá explicar a linha de impedimento. Eles querem botar Globo no feed, é o jeito que eles vão conseguir, né? Isso, isso.
Até porque tem muita gente na Globo para fazer linha de impedimento já.
É, sobrando.
É, não, é o que vocês falaram, é trazer um público que não assiste Copa, que não é o público da KZTV, que não é esse público, que são 56 milhões de seguidores delas. Eles na Copa, se eu só transmitir jogo de futebol, eles não vão ver Globo em momento nenhum. Então eu vou pôr a Virgínia aqui no meio, que Isso, Estados Unidos.
A gente tava vendo lá, passou uma propaganda assim da Globo, Copa é aqui e tal. É nada, vou ver tudo na casa da TV.
Copa é aqui, lembra do que ganhou? Não, eu tenho 12 anos, eu não lembro de nada.
Os jornalistas estão tão pé da vida, né? Teve o Juca Kfouri reclamou, o Felipe Neto.
É porque mesmo para você cobrir, contar vou falar uma coisa para vocês: comunicação é uma faculdade. Você pode nascer com uma melhor disposição a se comunicar, você já nasce mais desinibido, você pode nascer com uma vontade de fazer isso de forma profissional, tudo isso. Mas para você aprender a fazer direito, você tem que estudar.
É isso que eu ia falar, você tem que fazer direito, né?
Para você aprender a fazer de uma forma que seja interessante perceba, não é a forma que deve ser feita, porque isso não existe, mas de uma forma que seja responsável, que você saiba o que está fazendo, que você possa até ser estratégico para fazer as coisas de um, para passar uma mensagem que seja de um jeito interessante, para ter noção de pauta e tal. É interessante que se estude. A Virginia não é porque ela tem um story bombado que ela é comunicadora, entende?
Não é que que você comunica, que você é comunicador. E a gente tem um problema em várias esferas, tipo vários podcasts de marca, que a marca vira uma coisa: a gente tem que tampar, a gente tem que fazer parte da conversa. Aí a marca vai lá, faz um podcast com uma pessoa que não sabe fazer porque é famosa, o negócio não dá certo ou passa vergonha e ninguém sabe por quê. Oh meu Deus, quem diria que isso é uma profissão que você precisa estudar para isso.
Então sempre vai dar raiva quando uma pessoa que Pô, ela fala bem da vida dela, das filhas dela, e faz bem a publi da We Pink. Significa que ela vai saber fazer render, cara.
Se ela teve essa experiência que vocês falaram que foi boa, eles devem ter um mínimo de—
Então, de novo, é um formato diferente. Ela era apresentadora e ficava a gay pet dela lá, Lucas. Ela ficava chicoteando: vai, gay, dança, gay! E ele ficava sapateando ali e tudo mais, com vários famosos, que ela fazia perguntas. E aí o famoso rendia. É diferente. A gente não sabe qual vai ser o modelo dessa cobertura, se vai ser um fala-povo. Duvido que ela faria um fala-povo, mas enfim, tudo isso para dizer que isso, Marisa Maiô lá, ei, você está aí nas ruas, vamos para as ruas.
Ela se meteu a fazer o samba e deu o vexame que deu. O samba ou desfile da Grande Rio?
Foi incrível porque Ela tirou o costeiro, que quebrou assim, entendeu?
Mas a Globo é uma grande empresa de comunicação e sabe tudo isso aí que você falou. Então acho que pegaram ela e: você faz bem isso, vai sentar aqui, treina que você vai fazer isso aqui, isso aqui.
A gente já falou isso, novelinha vertical, Globo não tem medo Se a Virgínia for lá e for um fracasso, para eles tudo bem, porque eles estão com a cobertura inteira, entendeu?
Na faculdade ensinaram do Luciano Huck, que era da Band, O Positivo, compraram, trouxeram o Luciano Huck, aí fizeram um programa com ele que tinha um nome X. Ah, não tá dando certo, muda o nome. Ah, não tá dando certo, muda o tipo de programa. Agora deu certo, aí vai. É isso, testam, testam, testam, testam, deu certo, agora vai.
Se não rolar a Virgínia Ela vai para Globo Dance.
Aí você falou, o Instagram do Instagram, ó, bom, só que eu também, mas o TikTok da Globo mostrar, olha que louquinha ela nas ruas, já é o suficiente para bombar. E depois a gente vê. Mas essa associação dela com a família Hulk também é uma promessa de, é um anel de noivado, né, para algo maior também.
Cara, a gente aguentou o Defante, vai ser fichinha.
A gente não gosta do Defante.
Nada de mal, mas ele lá e o cara muito louquinho, ai, ai, ai, ai, ai, ai, tropeça nas coisas e cai, sabe? É isso que o Iago falou, eu não gosto de xixi e cocô, meleca pura.
Não, imagina, queria a vida longa.
A minha pergunta final pra gente, qual é boa, é que acho que isso pode até ser um braincast depois maior.
Tá solteira? Não sabemos.
É porque tem sempre essa discussão quando você coloca essas pessoas para fazer, a Virginia aí, ou quem quer que seja, que é quem tem legitimidade para ocupar esses espaços, essa mídia hoje, que os atravessamentos que são muito potentes, sem que ter um mínimo.
Eu entendo que nem sempre a faculdade, o que vai fazer, a pessoa tem experiência. O jornalista lá que também não é todo travadão e não consegue fazer, a gente tem que ter um mínimo, um jeito, uma, uma, como é que é, uma, um teste psicotécnico. Não, é um critério, tem que ter algum critério, porque não dá nessa ideia de, mas também a experiência conta. É óbvio que a experiência conta. A pessoa não fez faculdade, mas ela é, porra, correspondente de guerra, viu a queda do Muro de Berlim, isso aqui é ótimo, beleza, ela é jornalista.
Não precisa nem precisar, né, de prova para ser jornalista e tudo mais. Mas se a gente não tiver algum critério e achar que todo mundo que fala alguma coisa é comunicador, é o lixo do lixo da esmerdificação do negócio. E ninguém mais sabe o que é falar bem, sabe?
É muito ruim, é muito ruim. Você vai pelo número de seguidores, botar lá achando que vai, aquele de Não foi uma questão, não é comunicação, mas foi uma questão.
Luva de goleiro lá, luva de goleiro.
Luva de goleiro. Receba.
Gola de luveiro.
Então, juntando todas as três pautas, em cima disso que você falou, é: a gente precisa acabar com a escala 6x1, pras pessoas estudarem comunicação.
E não dá tanto espaço.
Pra Netflix saber que não tem fórmula e as Virginias saberem o que estão fazendo na internet.
É isso, cara.
Não tem mais nada a adicionar.
Todo mundo tá rindo de nós, né? Mudem.
O que o Iago falou, o que a Netflix tá fazendo é o que o Bob fazia. E aí a internet vê, a galera falou: nossa, agora é um espaço que ninguém sabe. Não, gente, a TV vai lá.
A Virgínia é a Brigitte Bardot do século 21.
Mentira! Nossa Senhora, meu Deus! Com essa, qual é a boa?
Qual é a boa?
Ó, eu vou começar aqui fazendo o nosso jabazinho de sempre, certo? Cinemático.com.br ou no youtube.com.br.
Gravamos dois episódios essa semana e eu não tô em nenhum dos dois, pode ouvir.
Mandaloriano e Grogu.
Não é Star Wars: O Mandaloriano e Grogu.
Então o episódio está já publicado, e também eu já aproveito cito aqui, pego para mim como um coiaboa, que é uma das coisas mais legais que eu vi esse ano. Já falei, eu gostei, mas como filme, Obsessão, gostei muito. Como série, eu quero indicar Margot está em Apuros, ou Margot Got Money Troubles, que é a série com a Elle Fanning, dirigido, eu quero, pelo David Kylie, que é o cara do Big Little Lies, Undoing, e acima de qualquer suspeita, Põe a Mão no Lago.
Que é, ela tem um caso com o professor na escola, engravida, na faculdade, na faculdade, engravida. O cara se pirulita, né, pra variar, e ela precisa resolver a vida dela, comprar fralda, né, criar essa criança, resolve ter a criança. Liza Túlio e sinopse, tá? Aí o pai dela conta uma história de que alguém ganha dinheiro com OnlyFans. E aí ela decide criar uma conta no OnlyFans para viver e ganhar dinheiro. E aí, daí várias emoções e peripécias acontecem.
Uma conversa legal sobre maternidade, como as mães são tratadas na sociedade, como as mães mais novas são tratadas.
Não trata OnlyFans com moralismo, né? Tem toda uma coisa legal visual, de mostrar como é feito. Enfim, assim, chorei muito nos últimos episódios, que é emocionante. Tem que é demais, cara. O elenco é o principal para você assistir. E série gostosinha, porque eu achava que ia ser sofrimento, né? Puta, vai estar essa menina.
Você falou no cinemático?
E eu quero também dar de qual é boa. Eu assisti só 2 episódios lá do É o programa da E.T., é, que assim, loucura total, loucura do mundo, não sei se a Bia lembrou bem que fazia as propagandas lá, os comerciais do Eduardo Seblitz, que a gente, que é do Edu e Seblitz, não tem um talk show que era o programa dele da pandemia, já tinha esse humor lá.
Então se você gostou desse, quem queria mais disso, tem mais na série.
Só que assim, tem umas questões. Eu acho que tudo funciona, não é tudo engraçado. Acho que eles atiram para todo lado para ver o que cola, e muitas vezes várias coisas funcionam. E tem uma coisa que a Bia falou que também dá uma incomodada, que assim, às vezes eu fico, ai, será que pela criatividade, né?
Ou pela boa, que eles escolhem ambar o programa.
Tem muita, né? Eles fazem muita coisa com, e perde a graça na hora. É, para quem super anti-ácomo a Bia, perde a graça na hora. Quem não é tanto, que tem, eu não sou tanto, tá? Eu acho que tem coisas que assim, por exemplo, tem uma cena lá que a Tatá vai voar de bicicleta. Cara, é muito mais barato e rápido para eles, que não devem ter verba nenhuma. A Globo deve ter falado, ó, duas mariola aqui, um cachorro.
Era muito mais engraçado fazer igual Chapolin Colorado do que fazer com uma atriz que depois daí Ela não fica parecendo a Tata Werneck.
Tá bom, então é isso, tá? Assistiram os episódios, os caras continuam vendo. Achei muito engraçado, principalmente ela imitando a Sandra Lindbergh.
A Sandra Lindbergh!
Cara, muito bom, cara. A melhor coisa do programa até agora é essa parte.
Não sei. É isso. O dia, cara, é um whiplash, né? O verdadeiro whiplash do The Noite. Gente, eu ia fazer um Qual é a Boa, mas ele foi cooptado porque eu estava— gente, olha que história deliciosa de se viver! Eu estava na minha casa sábado assistindo TV.
Ou seja, você é como que a polícia lá do—
se você ficou em casa sábado, sabe que a polícia acha você um winner.
Isso, você não usa. Eu tava sendo winners em casa, zapeando TV aberta, coisa que eu mais amo fazer na minha vida. E aí eu parei, gente, na TV câmera.
Nossa, amiga, pelo amor de Deus, agora que qual vai ser o programa da noite? Não, parei para ver o quem?
Hugo Motta falando escala 6x1. Então eu tava lá assistindo a TV câmera e aí apareceu uma pessoa falando assim, porque esse jornal não é ditadura, foi Isso, eu parei, falei jornal de estado do quê? E aí eu descobri a história do jornal Lampião da Esquina.
Puta que pariu, de roda na porta da igreja, gente!
Merigo e Pai não conhecem essa história. Lampião da Esquina foi uma publicação, um jornal gay feito durante a ditadura militar, feito por— atenção à lista, vamos lá— Adão Costa, Antônio Crisóstomo, Clóvis Marques, Francisco Bittencourt, Gasparino da Mata, Jean-Claude Bernardet, João Antônio Mascarenhas, João Silvério Trevisan, Peter Fry e Agnaldo Silva. Antes de trabalhar na Globo, antes de tudo. Porque o que que acontece, a gente fala muito sobre o Pasquim, né, que foi essa publicação subversiva.
E aí a Laerte está nesse documentário, tem várias pessoas, todo mundo que tá vivo, que foi envolvido nessa publicação, jornalistas que cobriam a época. Enfim, a Laerte também tá nesse documentário e ela fala, fala-se muito sobre o Pasquim. De fato era subversivo, mas o Pasquim tinha, como a época era comum, muita homofobia, muita transfobia, era baseado nisso, várias coisas. Ela mesma fazia coisas que tinham a ver com isso, aí mostra ela mesma falando assim: putz, galera, sei lá, nada a ver, né?
Mas era o que a gente fazia. É, e aí existe a ideia de que tinha uma outra publicação, que uma das pessoas que tava envolvida, é uma publicação nos Estados Unidos, tinha um jornal que era gay. E aí existia essa comunicação de, porra, vamos fazer isso no Brasil. E assim foi criado Lampião da Esquina, que existiu falando sobre pautas LGBT, principalmente no começo sobre homens gays, né? Esse Era o maravilhoso, esses maravilhosos, mande mensagem aqui.
E aí esse jornal foi fundado em 1978, calcule. E aí ele existiu por um tempo, gente. O Agnaldo Silva é uma pessoa muito engraçada, né, e às vezes um pouco maldoso. Então, para além de você conhecer a história do que aconteceu, você começa a Avenida Brasil, é Avenida Brasil dele, 3 Graças. Três Graças. É, Três Graças agora foi dele. Enfim, um desses autores abertamente gays que a gente tem, e abertamente gay há muito tempo, né?
Inclusive desde uma época em que isso era, quer dizer, ainda é perigoso, né, ser abertamente gay.
Isso, pode tomar lampadada.
Mas era—
É perigoso porque pode me seduzir.
É perigoso de um jeito bem gostoso.
Não é, né? Aqui no Brasil é do João Emanuel Carneiro.
Agnaldo Silva, pessoal, novelas. E aí ele, inclusive, ele fez— Não, ele trabalhou também no texto do Vale Tudo original, tem várias coisas. Enfim, gente, é um documentário excelente, muito interessante para conhecer.
Mas ele não está na TV Câmara?
Não, ele passou na TV Câmara. Ele está, sabe quando você entra no Prime Video?
Ah, o Prime Video diz que tem e você entra e não tem.
Diz que tem, 7 Saias de Filó. Aí você chega lá e ele tá num streaming chamado Doc Canal Canal Brasil.
Então eu acho que você pode assinar o Canal Brasil, que ele quer da Globo, que é do—
então é doc, olha aqui o loginho. Não sei se é, mas tem cara, não sei. Aí você entra lá na Prime Video, escreve Lampião da Esquina, Lampião com i, porque se for estaria na Globoplay, né? Enfim, Lampião da Esquina, você vai jogar lá e aí você vai assinar o período de 30 dias grátis para você assistir isso, outras coisas que achar Também, que é coisa de documentário. Melinho vai gostar, agradar, né? E assim, aprender mais. É muito louco como, mesmo a gente sendo, imagino que você do outro lado também seja, cara, uma pessoa interessada em história, em política, e vai atrás e vai nos museus, fica sabendo dos assuntos, sempre tem alguma coisa que eu não tava sabendo.
E é uma coisa muito foda, porque como pode um período Tanta coisa abafada, e é difícil, o tempo passa, enfim. Eu fico com essa pira. Mas Lampião da Esquina, documentário, está disponível. Vai lá no Prime Video pra você ver, no Doc Canal Brasil. Gente, é muito rápido. Eu fiquei hipnotizada, eu não consegui mudar de canal. O Caio ficou assim: "A gente vai ficar assistindo?" Eu falei: "Cara, a gente vai ficar assistindo". E aí, a gente ficou assistindo até o final.
E a gente falou assim: "Caralho, muito foda". Porque é isso, a gente tava falando da parada LGBT, perder... Anunciantes, patrocinadores. E aí eu ouvi, olha os telefones, eu ouvi hoje no Me Conte Uma Fofoca o Thiago Teodoro, que eu amo de paixão, ele é do Oliveira, um grande beijo, falando, repercutindo uma fala do filho do Diva Depressão, dizendo: bom, vai ter patrocinador, não vai ter patrocinador, é mais perigoso ser gay abertamente, é menos perigoso ser abertamente, a gente vai estar lá.
Ah, porque não vai ter não sei o quê, a gente vai estar na Então essas pessoas também estavam na rua. E aí nesse documentário tem inclusive as imagens da primeira parada LGBT, que é isso, a polícia não queria deixar passar. E aí tem uma drag que é a Cacá de Poli, que faz homenagem à drag Divine com as sobrancelhas arqueadíssimas e tudo mais. Ela deita no meio da rua para fazer a parada com você. E aí a gente assiste essas imagens Sim, 78.
E tem gente que chegou antes também, que ajuda o Lampião da Esquina poder acontecer. E assim a gente vai com a nossa história, né? Falar desse assunto da Parada hoje, acho que faz total sentido conhecer a história do Lampião da Esquina e descobrir que ninguém quer, ninguém quer apoiar LGBT, porque tem uma— entra moda, sai de moda. Na hora de fazer disputa política, é o nosso direito que é leiloado toda vez. A gente continua aqui.
É isso, muito bem.
Lá no Lampião da Esquina tem entrevista da Alice Brandão se assumindo lésbica, entendeu? E um tal de Luiz, um sindicalista, que foi lá e falou: cara, eu vou lá dar entrevista para essa galera, porque tinha foto dele de calção, a foto dele que tava com a mão enfiada.
Tem foto, tem entrevista e foto Clodovil, Clodovil novíssimo, fazendo um ensaio belíssimo, gente.
Lucas da Silva, Lucas da Silva, a galera tinha muito mais, mais masculino do que nós temos.
Muito bem. Iago Vinícius, qual é a boa?
Eu ia trazer, eu ia trazer, não, estou trazendo, né, Tatiana Bernardi Teixeira Pinto. Tem o seu 448 mil podcast, que é o Reparação Histérica. Que tinha lá uma formação original que era ela, a Mili Lacombe e a Manuela Cantuária. As duas saíram e aí ela resolveu reunir a Elisama Santos, Cris Guterres e Zélia Duncan para fazer discussões sobre a sociedade, a mulher, não sei o que lá. Muito legal essa temporada nova. E aí a Zélia Duncan lançou seu disco Agudo Grave, é isso, o Coisa Que Eu Quero Fazer.
Era meu, meu, meu collab de hoje. Porque é um disco muito gostosinho. Tem um negócio que eu sonhei que você sonhava comigo, sabe? Tem uma coisinha de um lovezinho gostoso, assim. Um desejo que tá pra se realizar. Que é uma delícia esse disco, a Good Gravy. E era pra ser meu coiaboa. Só que o que acontece? Porém? Droparam um novo disco de Maria da Graça Costa Pernamburgo, conhecida como Gal Costa.
Ah, é! A Biscoito Fino, né?
Isso, ao vivo no Teatro Castelóvis. Eu sou meio esse negócio. Gosto de disco pós, mais complicado. Mas quando é ao vivo, é uma gravação de um, de um, no Primavera Sound com a Fatal. Agora saiu esse ao vivo no Teatro Castro Alves, que assim, músicas que ela gosta. Ela fala o tempo inteiro, tipo, gente, eu trouxe aqui coisas que eu gosto, que eu queria cantar. É um disco enorme, tem assim 25 músicas. Caralho! É assim, de fato, eu não é que eu conheci a Gal Costa, mas eu fui muito aos shows dela.
Realmente as coisas que ela gostava de Tá, e aí tem uma parada que é isso assim, eu tô, como sempre falo, tô ouvindo pouca música, né, e eu sou muito fã da Gal Costa. E aí quando começa a primeira nota, tem uma coisa que o Mauro Ferreira sempre fala, que ela teve problema de voz e tal, não sei o quê, mas ele falava toda vez que ela dava um show novo que é o cristal da voz dela tá lá, tipo, ela pode ter todos os problemas. E aí você ouve a primeira nota, aquela quando até coraçãozinho, e aí você fala, meu Deus, essa, né, é a Gal Costa, lógico que é, ô, que maluquice.
Eu ouvi hoje, cara, vai lá, sabe aquela coisa que a Suda fala, tipo, vai lá e entra na música brasileira.
Entra, nossa, e é cristalino, e é uma versão linda, excelente. Ouvi ontem também, ficou muito bem feita. Biscoito Fino de fato é biscoito fino.
É isso, e pelo amor de Deus, lancem o disco dela cantando Lupicínio Rodrigues. Eu sou uma pessoa que sofre de amor, eu preciso disso. Se puder. Então chama assim, ao vivo no Teatro Castelo Alves, que é onde que ela é da Bahia. Saiu agora na sexta-feira, tá lá no perfil dela no Spotify, todas as plataformas. E, cara, tem tudo lá, tem tudo lá, tem tudo lá. Assim, se você não conhece, se você conhece, se você tá com saudade, se você não tá com saudade, se você acha que você não gosta de Gal Costa, ouve isso aí e depois você me fala.
Vou te falar por que que isso é bom.
Por quê?
Quando você tem uma criança na sua vida, na sua casa, você quer apresentar coisas legais pra ela, mas se você fizer, fizer... Ouve isso aqui! Fizer, fizer... Você viu o que eu falei agora? Se você fizer... Ouve isso aqui, ela vai fazer: 'Yeah!' É, já sei como é. Então, se você colocar de manhã esse ao vivo num domingo para você fazer o cacá da manhã, deixar tocando, eu acho que esse é um excelente disco para isso. E aí vai ouvindo assim: quem é isso aí?' 'Qual foi aquela?' Aí vem com o cacá de amor.
Correu.
Falou isso para mim, que é por algum buraco entra.
Com 15 anos escuta, fala: conheço, isso aí é meu pai.
Põe aí, aí vai dar entrevista, depois: não, meu pai, eu amo muito aquela música.
Se eu vou dar uma coisa assim, sei lá, vou pro Benjamim dar uma revista, um livro, alguma coisa, é como se fosse ter até nojo. Que isso, né? Pega, só pega.
Você tem que fazer que nem o cachorro tomar remédio.
Você joga assim no chão, não, não pega não, não encosta nisso aí, não pode, hein.
Muito bem, agora eu vou sair do quarto.
Pô, eu vou fazer um jabá de algo futuro, mas impressionante. Pelo pouco que vi, merece ser indicado. Hoje é dia 26, dia 28, quinta-feira, já vou já ter lá passado para você. Legal, estreou então no seu caso na Netflix. Brasil, você tem?
Como assim? Isso aí eu quero muito ver.
É assim, eu sou São Paulino que nem você, mas eu sou um São Paulino não praticante há muitos anos já.
Mas ganhamos hoje, é bom ser praticante.
Então eu tô fã de futebol, mas assim, muito, muito. Eu conheço 3 pessoas da seleção, é muita coisa. Tô totalmente com o João. Vini Jr. Vini Jr. E essa série, eu falo pra todo mundo aqui, eu tô mais na expectativa da série do que da Copa do Mundo de verdade. Eu assisti, não vou contar spoilers, mas assisti algumas cenas, está maravilhoso, maravilhoso. O cara que faz o Pelé não é parecido com Pelé, ele é igual.
Qual que é a sinopse?
Sinopse, como que é o nome dele mesmo? Ele tem um nome, é Lucas, isso, tem um nome, tipo gaivota, né?
É uma palavra que não lembro sobre nós, uma palavra. A sinopse é: a série vai acompanhar a construção e a Copa de 70. Então é a construção da seleção que teve aquela, o imbróglio dos treinadores, né?
Agrícola, agrícola.
Ele é idêntico ao Pelé, igual. Todos os outros caras estão muito parecidos, ele é igual, igual. Não tem, você vai olhar e falar: caramba, meu Deus do céu, é um Pelé agrícola. E aí a série acompanha a treta dos técnicos Tô louco que no começo era um que eu não vou lembrar o nome, sempre vem Saldanha na minha cabeça, mas não é Saldanha.
É Saldanha?
Olha, acertei! Tem o Saldanha que monta a seleção, e aí eu vi a cena dele convocando Pelé. Maravilhoso!
Meu Deus, gente, é muito parecido!
Olha isso aqui, ele é igual, cara, ele é igual! Ele de uniforme andando aqui pela cidade.
Impressionante, impressionante!
Eles recriaram cenas, recriaram jogadas gols que não foram filmados, que não tem vídeo mais. Então na série você vai ver coisas que não tem vídeo. Eles criaram várias jogadas com close, com câmera corporal, drone, os cambau, muita coisa foda. E tem uma, não vou contar a cena, vou contar um negócio que me deixou, falei, cara, essa sim, essa Copa do Mundo mesmo, conflito, é usar galo com o time, uma mesa de pebolim, de futebol de botão, e ele contando para galera, ó, vai ser assim contra o time tal, você fulano vai para cá, vai jogar ali, não sei o quê, vai tirar daqui, aí o 'Esse cara vai vir para cá, o outro vai te seguir, aí o Ciclano vai largar o Pelé e o Pelé vai ficar só com tal.' E sozinho, ninguém marca o Pelé.
E aí essa cena corta para a jogada acontecendo do jeitinho que eles combinaram e sai o gol. Foda, meu! Vai ser demais, assim, vai ser para mim que não sei, para você está sendo demais.
Eu quero muito ver, quero botar na nossa lista do Cinemático.
Isso é futebol.
Dia 28 de maio estreia, agora quinta-feira.
Pô, já então já?
Sai tudo de uma vez?
Não, Netflix eu acho que não. Ah não, pode ser, né?
Netflix eu acho que foi tudo de uma vez.
Eu acho que são 6 episódios, não tenho certeza. Mas você já vai saber aí. E a minha única, não é nenhuma crítica, a minha única aposta, né?
Nossa, mas nem saiu ainda.
Não, não é contra a série, é: a série vai estragar a Copa do Mundo. Porque a gente vai ver a galera de 70 jogando, fazendo aquelas coisas incríveis, aí depois vai ver o de hoje.
Aí, putz grila, tá, tá, tem o final de Rex, tem esse também.
Pessoal ouvinte do Cinemático, calma que a gente vai conseguir. Quem perdeu, mas a semana que vem, não, é, não, não vai ter, a gente vai fazer o possível.
A gente é criação, direção de Paulo Morelli com Pedro Morelli, que é o filho dele. Mandou bem para caramba. Pedro fez Irmandade, o filme também não é o qual é boa, eu adoro, é bom de gostei demais. Planos, sequências incríveis. São 5 episódios, vai, para vocês já está valendo. 5 episódios, vai ser rápido, só ator conhecido. Rodrigo Santoro, Bruno Mazeu, Rafael, todo mundo.
Eu já fui, mas eu tenho o Momento Faustão.
Eu também. Momento Faustão, Daniel Sobata, que eu encontrei lá na Netflix, tá? Ouvinte nosso estava adentrando frequento, né, as grandes big techs do Word. Estou aí. Então, Daniel, seu bata, um beijo e um abraço. E estava lá no tempo do futebol. Não fale mal, tá?
Não vou falar mal. As coisas podem parecer outras coisas, tipo um estádio pode parecer uma impressora, e tudo bem.
Neoquímica Arena. Tem que falar que não sou processado, né, quando não fala o nome. Não tem que falar o nome. Tirarena Corinthians. Corinthians, tava lá assistindo na Leste, assistindo Corinthians e Atlético Mineiro. Jogo horrível, mas ganhamos com gol feio. É gol do Zacaria Labiar no último minuto.
Quer o nome?
Zacaria Labiar.
O nome dele é Zacaria Labiar.
Quero que ele seja convocado para seleção brasileira.
Memphis Depay.
O Corinthians virou a ONU do futebol. Tá perdido aí, tá sobrando, vem todo mundo.
Exatamente, que é bom nada.
Estava lá assistindo, de repente vem a Ana, ela fala: Carlos Merigo, não sabia que você é corintiano. Como assim?
Sou muito, cara. É uma das poucas coisas todo mundo sabe sobre Merigo, que ele é corinthiano.
E aí foi tudo bem, Ana. E então, Ana, muito Faustão, abraço para você. Adorei porque o Benjamin ficou olhando Aí tinha um fotógrafo lá que eles ficam tirando foto, né, da torcida, para depois vender online. E aí o cara ficou: quem é esse cara? Aí ela falou: ele é famoso na internet. Aí eu falei: podcast!
Você tá na galeria da fama do Corinthians.
Não, é, você tem que entrar lá no site, aí você procura, aí tem uma marca d'água. Ana e Daniel Sobata.
Muito bem, gente, eu tenho um momento Faustão mais especial da história. Quem já ouviu Cinemático essa semana já sabe qual é. Eu tive o prazer de tomar um brunch com o Gabu. Gabu, Gabu, nosso editor. Ele é Gabriel Pimentel, ele mora em Brasília. E a gente nunca tinha se visto pessoalmente, ainda que a gente fale muito, né, que eu peço para ele cortar vários crimes de guerra que eu cometo enquanto eu gravo. Eu, a gente trabalha juntos em outros projetos também, e ele esteve em São Paulo para o CCYS Festival.
É verdade que ele é indie, ele é sofisticado, ele é sofisticado, artístico, fino, com uma sensibilidade artística ímpar. Ele é uma pessoa, e eu não tô falando isso só de puxar saco não, gente, mas é que o que tem de bom. Ele é exatamente o Gabu, é o que tem de bom. A gente passou um pedaço daquela manhã muito gostoso. Vocês, cara, eu juro por Deus, tem umas coisas do B9 que são como em nenhum outro lugar. O que o B9 investe em editores incríveis é boa parte da magia.
Atrair gente legal é uma coisa que a gente faz bem.
Não, mas é uma coisa, né, porque os amigos da da minha vida são as pessoas que eu conheci no B9, uma galera do passado que ficou. E meio que é isso assim, a gente tem um— vocês têm uma sensibilidade forte. Gabu é uma dessas pessoas. O que foi? É um espelhinho. Então, Gabu, encontramos pessoalmente. Aí ele olhou para mim, conversamos, conversamos. Ai, amigo, vamos embora, vamos! Mas escuta, Bia, momento Faustão, né?
É isso aí!
Então, gringa, a regra Pra você que não sabe, você só pode pedir Momento Faustão e ter o seu nome dito, ou Momentos Scorsese, ter o seu nome dito lá no Cinemático se você nos encontra pessoalmente.
It's the law.
Então assim, já me pediram Momento Faustão em comentário do TikTok, você acredita?
Que absurdo!
Que é, eu comentei no TikTok de alguém, não sei, comentei no TikTok da Francesca Scorsese, amiga, eu amo, que é o que eu faço. E aí alguém escreveu assim: Bia, vamos expor, então não vale, tem que ser pessoalmente. E Gabu trabalha conosco há muitos anos e não tinha pedido, nunca pediu para burlar a regra, nunca editou botando o nome dele. Poderia ter feito tudo isso. Agora, imagina, amigo, coloca aqui a nossa foto gloriosa juntos.
E falando em cinemático, vou falar que também no nosso brunch nós conhecemos dois jabis do restaurante que a gente foi. A gente foi no restaurante chamado Café Quintal, café com quintal, café com café com K, é café com quintal. E aí a gente lá é o lar também de dois jabutis, um jabuti chamado Romeu e Julieta, 52 anos, e a jabuti Rafa, perfeito, que é um pouco mais nova.
E aí a gente também ficou encantado, você Jabuti, eu achei que você tinha conhecido escritores premiados.
Não, eu não sei qual é a questão do trabalho do Jabuti Romeu, pode ser que ele também seja um escritor premiado no mundo dos jabutas, entendeu?
É isso.
Muito bem, fechou. Então é isso, gente, Brasil, aqui, beijo, faça a Virginia, não faça a guerra. Tchau!