Desaprendendo: as habilidades que estamos perdendo na era digital
- Dependencia TecnologicaTerceirização da autonomia · Conveniência versus competência · Trade-off entre eficiência e habilidades · Mudanças na forma de pensar · Atrofia cognitiva seletiva · Evolução versus desaprendizado
- Gastronomia RegionalConsumo de alimentos ultraprocessados · Desertos alimentares nas grandes cidades · Confiança e criatividade na cozinha · Cultura familiar e refeições compartilhadas · Performance de receitas em redes sociais · Tempo como barreira para cozinhar
- Comunicação e organização pessoalDeclínio da caligrafia nas escolas · Retenção de memória através da escrita manual · Encode motor e consolidação de memória · Comparação entre anotações digitais e manuscritas · Aplicativos de transcrição de áudio
- Reparação e manutenção de objetosObsolescência programada de produtos · Right to repair (direito ao reparo) · Complexidade crescente de dispositivos eletrônicos · Custos de reparo versus substituição · Legislação europeia sobre direito ao reparo · Cultura da gambiarra brasileira
- Resolucao de ConflitosComunicação digital versus presencial · Mal-entendidos em mensagens de texto · Linguagem corporal e pistas não-verbais · Desenvolvimento de habilidades sociais · Medo de confronto presencial · Vulnerabilidade e exposição social
- Matemática e cálculoDivisão de contas em grupo · Estimativa rápida de valores · Decline de proficiência em operações básicas · Dados da OCDE sobre letramento numérico · Dependência de calculadoras · Importância contextual para aprender matemática
- Memória e NarrativasEfeito Google e dependência de busca online · Mudança de padrão cognitivo na memória · Memorização de números de telefone · Técnicas de memorização eficazes · Retenção diferenciada por tipo de conteúdo · Memória contextual e associativa
- Primeiros socorrosTreinamento de RCP (ressuscitação cardiopulmonar) · Manobra de Heimlich · Curativos e pontos de sutura · Triagem em emergências · Imobilização de fraturas · Conhecimento transmitido por experiência pessoal
- Leitura de mapas e navegação espacialDependência de GPS e aplicativos de navegação · Hipocampo e cognição espacial · Ensino de orientação em escolas · Mapeamento mental da cidade · Orientação por referências visuais · Preguiça na exploração presencial
- Preservação e fermentação de alimentosSubstituição por refrigeração industrial · Tradições culinárias em risco · Fermentação como técnica de conservação · Uso do olfato para avaliar fermentação · Processos como carne de sol e dry-aged · Conhecimento sensorial e experiencial
- Comportamento GeracionalPlantas como bem-estar mental · Aumento de interesse durante pandemia · Conhecimento de necessidades específicas das plantas · Pets e compatibilidade com plantas · Solo compactado e drenagem · Transição de hobby para responsabilidade
Esse podcast é apresentado por p9.com.br Esmerigo, seu Braincast 625. Estou aqui com Luiz Iaçuda. E aí, Luiz? E aí? Bia Fiorotto. Olá! Presença especialíssima aqui. Oi, gente. Gabriel Paim. Vocês já ouviram, né? Sejam simpáticos comigo. Eu sou... É, novo nesse negócio, né? Exato. Estou começando agora. Isso bem. Só fico ali atrás. Isso. Já Gabriel fica nos bastidores, nos dirigindo, controlando.
as máquinas, mas já deu opiniões importantes nesse programa, como decidindo o rumo do Tem Que Acabar. Polêmicas. Gabi, quem é você e o que você faz além de sucesso pra quem faz a menor ideia? Meu nome é esse, eu sou o Gabriel Paim. Pode me chamar de Paim, quero emplacar esse nome aí. Paim, Paim, Paim. Trabalho aqui no O2, faz 10 anos, produção, audiovisual. Tá com a gente há quase dois. E trouxe o Braincast pra cá. Esse aqui é o terceiro ano.
Conheci o Merigo no O2Cast durante a pandemia, que a gente gravava remoto. No Discord. E aí, quando voltou daqui, o Paulo aqui, que você já participou aqui do Brancast, o Marcelo falou, pô, vocês não têm ninguém que quer fazer um podcast? Eu falei, eu tenho, eu conheço. Aí falei com o Merigo, cá estamos, terceiro ano. É o culpado, é o culpado. E aí, quem já quer seguir você no Instagram, você quer abrir essa... Ah, pode ir, pode ir, não posto absolutamente nada, mas é Gepaim, pode seguir lá. Quem sabe em algum momento eu não posto alguma coisa. E o rapaz está solteiro,
Ou apreciar com mulheres? Não, casado já. Mais de 10 anos, não sei quantos anos eram as atos. A gente tava conversando isso esses dias. Os dois sabem, graças a Deus. É, que bom. Mas é isso, já bem casado há muitos anos já. Então aí, BDSM, né? Bom demais ser monogâmico? Bom demais, bom demais. Três gatos, a gente é super feliz. Perfil feito. Muito bem. Ó, o Berncast de hoje, a gente vai falar... Como que você escreveu ali? Vivendo e desaprendendo?
Será? Muito bem, é isso aí. A gente vai falar o que a gente tá perdendo na era digital, né? Porque...
A gente ganhou velocidade, conveniência, acesso infinito, mas… Nossa, as piores maldições que a gente achou que seriam duas, né? Isso, exatamente. Parecia sempre só coisas mágicas. Mas, em troca, estamos terceirizando coisas, principalmente nosso pensamento, nossas habilidades manuais. Então… Estamos e muita gente. É? É. Você é contra? Você tem opiniões contrárias? A gente vai… Vamos viver esse programa hoje. Por exemplo, fazer cálculo de cabeça.
Tá, olhar mapa. Eu, por exemplo... Eu nasci completamente desorientada já, pessoal. Dirigi sem Waze. Você consegue hoje, em 2026? Claro. Com certeza. Sim. Pra qualquer lugar? Pergunte. Eu consegui pra casa e vim pra casa. Você pode um mapa? Não, não, não. Guia quatro rodas? Minha testemunha, minha testemunha é Juliana Valauer. É mesmo? Eu pergunte depois pra ela sobre... Você se recusa a abrir Waze. Você fala que você é nem taxista.
Eu sou taxista do Rio. Deixa comigo, é taxista do Rio. Bom, você sabe que aquela questão privacidade e tal, que eu sempre...
Não quer compartilhar seus dados, tá bom. Enfim, então vamos falar de várias ideias dessas habilidades que talvez, quiçá, a gente esteja perdendo por conta da tecnologia. E acho que é mais um debate, não se a tecnologia é boa ou ruim, mas quais habilidades humanas a gente precisa ou deveria preservar para caso, né? Por exemplo, o mundo aí a gente não sabe, né? Para onde está caminhando. Olha essa frase. O mundo aí a gente não sabe, velho. Pode estar isso aí.
O noticiário vai sempre se superando. De repente, em dias de um Mad Max aí, algumas habilidades podem ser necessárias. Ou como falávamos agora no secreto, você vai parar no meio do mato. Exato. Você pode passar. Eu evito. Evite. Muito bem. Mas antes... Mas antes... Siga o meu podcast pod nas redes sociais. Se inscreva no nosso canal no YouTube. Só uma pequena porcentagem de quem assiste a gente é inscrito. Deixa um botão. Isso aí. Clica no botão. Degraçar. Tá bom? E é isso.
E também torne-se assinante. Tem o botãozinho de assinar pra fazer parte da Brinquesteria Gourmet e ter acesso ao Brinqueste Secreto. Seja membro, né? Seja um braço, seja uma perna. Clica. E clica no hype, no botão do hype. Onde que fica isso que eu não achei? Embaixo. Mas aí tem toda uma regra que não pode ser um canal com mais de X inscritos. Se aparecer, clica. Gente, hoje estou com tosse já avisando. Somos dois. Vamos embora. Olha só, sabe aquela sensação de que o marketing
virou um eterno apagar incêndio. Pois é, você passa o dia analisando métrica, olhando cases, tentando entender concorrente, mas quase nunca sobra tempo para pensar estratégia de verdade. A Alura está fazendo uma masterclass gratuita sobre Martec justamente para resolver isso. O Leonardo II, que é diretor de marketing da Alura, e o Fabrício Carraro, que é especialista em A, vão mostrar como usar inteligência artificial para acelerar benchmark, conectar métricas de verdade
e criar pequenos sistemas que vão ajudar você a monitorar resultados e antecipar problemas. Ou seja, é tudo o que você tem que saber para sair do marketing reativo e começar a tomar decisões estratégicas com tecnologia. E sabe o melhor? Essa Masterclass é gratuita. O link para se inscrever está aqui na descrição desse episódio ou então acesse o QR Code que está aí na tela. Vamos para a volta? Vamos!
e tentei colocar uma indicação de que essa ideia de que estamos perdendo essa habilidade pode ser sustentada por alguns dados. Ou não. Ou não. Ou é um sentimento. Você tá querendo me dizer que é data-driven? Data-driven. É um sentimento que de repente só vimos em Williamsburg. Pode ser. A primeira, e que é fortemente
sustentada por dados, é escrita manual. Ah, isso sim. Com certeza. Porque assim, primeiro que vários estudos demonstram, estudos apontam, que a escrita manual ativa mais áreas cerebrais ligadas à memória. Teve escolas que removeram a escrita cursiva tão voltando atrás, pra ter essa habilidade de escrever. Exato. E pesquisas também indicam melhor retenção de conteúdo quando a gente escreve à mão. Exatamente.
Qual o sentimento de vocês? Tem um negócio pra anotar, é sempre bem-vindo. Você é um cara que... Eu sou um cara que anota. A mão? Escreve? Escrevo, caderninho e caneta. Caderninho e caneta. Pra trabalho, principalmente, que são essas coisas que eu preciso reter, de fato, informação, caderninho e caneta. No bloco de notas de celular. Bloco de notas de celular só pra quando eu estou sem meu caderninho e caneta. Eu sou... Assim como a gente falou,
no secreto sobre a fantasia do bucolismo, de viver no interior. Eu também fantasio sobre ser esse cara organizado do papel e da caneta. E aí, ah, vou escrever. Agora sim, eu tenho tudo aqui organizado, mas nunca funcionou. Mas que fantasias são essas também, né? Ah, de ser assim... Ah, eu entendo. Quando a Mendonça chega aqui... Ué, fala aí. Eu concordo plenamente, que eu sempre quis ser o cara do caderninho. Quando eu era moleque, eu falava, eu vou escrever letra de música, eu vou ter ideias e vou anotar do meu caderninho no bar.
A qualquer momento eu vou ter ideias e vou anotar. Exato, nunca aconteceu. Eu tenho as ideias, elas somem.
Você não canta com caderninho. Exato. E minha letra sempre foi horrível. Agora, quando menos eu digito, menos eu escrevo, mais eu digito, pior ela fica. Então, nem eu tô entendendo. Eu uso o bloco de notas no celular. É o que acabou pra não anotar nada. Ou é isso ou não anota nada. Então, eu uso. E eu já indiquei aqui no Coyabô, um app que chama Granola, que é pior ainda. Que é um que você grava você falando, ou grava a reunião, e ele faz a anotação por você. Então, assim,
Mas acontece o que você falou. No momento que você digita ou grava, aquela informação vai pro gravador, vai pro bloco de notas do computador e desaparece da sua cabeça. Ela não retém nem um arco do que você escreveu. Exatamente. Se você pegar minhas blocos de notas, tem milhares de anotações. E é isso, né? Anotação à mão. Eu sei que você pode fazer isso no bloco de notas e tudo mais. Mas tem aquela coisa, quando você tá anotando à mão, que você ouviu uma parte
que a pessoa falou na entrelinha na reunião, você anota e dá aquela duas grifada. Não se esqueça disso. Mas é muito ruim estar do outro lado das duas grifadas. O que será que eu falei? O que a pessoa tá falando, né? Tem o... Se chama encoding effect, que é o esforço motor de formar letras ajuda a consolidar memória. Encoding? Encoding effect. É, por isso que eu tava pensando. Quando você escreve, você tá ao mesmo... Você está lendo o que você vai escrever. Eu esqueci o A, eu tô pensando na forma do A e tal.
Tá codificando tudo que você tá ouvindo. Digitando nem tô olhando, às vezes, né? Digita errado, o Word corrige, você nem viu que digitou errado. Nossa, corrige tudo errado. Corrige errado. Eu não tinha a base científica pra dizer que eu sempre achei que ao escrever a mão eu estava absorvendo mais. Isso era notável, né? Em comparação a, sei lá, fazer trabalhos direto digitando no computador, enfim, né? No mundo de faculdade, depois, obviamente, vida profissional e tudo mais. O que eu tinha escrito mesmo?
Aí você vai lá e recorda o que você escreveu. Enquanto que no caderno, enfim, sempre que eu bato o olho nas anotações, é tipo, lembrei a reunião inteira, peraí, pum. Ela vem como uma fotografia, assim. Ou filme, no caso. Na parte de memória, eu vou falar mais sobre isso. E você, Bia? Conta aí, sua relação com as... Tem babado de 15 anos que eu não escrevo. Tem babado de 15 anos. Eu já era uma pessoa, eu não anoto muito, mas no colégio já era assim.
no que a pessoa tá falando mais do que escrever. Sim. Mas, ao longo do tempo, eu descobri que tem algumas coisas que eu preciso anotar pra lembrar, mas é tipo... Isso piorou depois que eu virei repórter, porque eu ainda peguei um pedacinho de precisar fazer entrevista só com o gravador. E como consegue essa velocidade de anotar? Porque eu vejo... Então, a pessoa vai falando, e aí você vai me contando... Teve uma... Gente, olha, pro Jornal da Escola, eu fiz uma vez uma matéria sobre imigrantes japoneses, e aí eu...
Eu entrevistei um massagista. E aí... Que tinha vindo criança e tal. Do Japão pra cá. E aí eu lembro que ele falava que ele... Foi a primeira vez que ele viu banana. A dar com pau, assim, né? Porque fruta no Japão é uma coisa muito diferente. Muito rara e muito cara. E aí eu lembro que eu só escrevi assim. História da banana. E eu já sei. História da banana. Eu já sei o que é. Eu ia ficar ansioso que eu ia esquecer. E aí você vai fazendo por tópicos. E é assim que eu faço até hoje. Reunião.
Prestar atenção na reunião. E as coisas que eu realmente não posso esquecer, eu não escrevo a mão. Não é anotar tudo. Eu tenho um... Fica a dica, qual é a boa. Que é, no meu drive, eu tenho um documento chamado Rascunho. E eu acesso tanto que eu só ponho ali na barra da URL, só RAS. E aí, já completa Rascunho e vai. É um documento, gente. Deve ter umas 500 páginas. Mas isso é só anotações. Tipo, salvar uma aba, salvar um site. Salva lá e acabou. É assim. Nunca mais eu vou entrar no site.
conversando com você, você me conta o negócio da banana, escreve a história da banana. Aí alguém vai falar, escuta, o que você conversou com o pai em aquele dia? E aí eu vou dar um Ctrl F nesse documento gigantesco, escrever banana e vai estar ali, eu lembro. Então é isso, eu não anoto quase nada na mão, a não ser recadinho. Isso. E teve uma vez que eu precisei, e aí é 100% isso que a gente tá falando. Eu queria, eu quis fazer uma cartinha a mão pra minha mãe, que eu fui dar um presente pra ela, e quis escrever a mão, porque pra minha mãe, fofo e tal. Eu gastei quatro páginas, porque eu escrevia,
Aí eu escrevo que é uma idiota. E escrevo tudo errado. Aí pra não entregar riscado, eu fiz quatro até. Eu também já passei por isso. Escrever um cartão e ter que fazer um... Algumas vezes. 45 minutos pra escrever. A gente não tem linha ainda? Escrever. Exato, tudo assim. Aqui ó, gente. Nessa placa do YouTube, fui eu que escrevi. Olha o nível. Tá tudo torto. As crianças na escola, tudo trabalho tem que escrever à mão. Às vezes duas, quatro páginas.
Como faziam? Na folha ao máximo. Não tem ao máximo, mas que na época eu fazia. Era o máximo. A capa do trabalho, que tava mais trabalho que o trabalho. Trabalho, geografia. Com letras lindas. Assim, eu acho que... Primeiro, não é uma questão de nostalgia. Eu acho que tem essa questão de lembrar. Mas, talvez, vai variar de pessoa pra pessoa. Porque quem anota, legal. Tem gente que anota tudo, é organizado e tal. Eu nunca anotei, assim como a Bia falou. Também deixo rolar.
A partir do momento que eu passei a usar esses apps que escutam a sua reunião, anotam tudo pra você e depois ainda te dá aquelas itens acionáveis. O que cada um tem que fazer? Então a gente fez uma reunião de duas horas. Cara, ninguém anotou nada. Não serviu pra nada. Você perdeu seu tempo. Fica, às vezes, e ir embora. Com esse tipo de ferramenta, que eu ninguém anotou nada. Cara, além de vir tudo resumido, tem o que o Paim tem que fazer, o que eu tenho que fazer, o que a Bia tem que fazer. E você organiza. Então, assim...
Você podia me mandar esse aí no final, eu já sei o que eu tenho que fazer. Você tem que fazer a reunião pra vocês discutirem. Pra chegar nessa conclusão. E assim, aquela bagunça que vi que é a sua reunião, que pra mim é sempre isso, né? Que vida horrível. Reuniões bagunçadas. Mas não é assim. As pessoas vêm, uma vão pra lá, outra volta, o assunto vem, então vai fazer. Termina a reunião, o que cada um tem que fazer? Não sabe. Esses apps têm me ajudado a isso.
O que que cada um tem que fazer no fim da reunião? Assim, entendo que cognitivamente,
pode ser horrível. Tem até uma comparação que é tipo delivery, né? Que é mais rápido e fácil pedir delivery do que cozinhar. É, só que cognitivamente cozinhar é mais valioso, né? Você aprende mais coisas, tem mais... Você vai falar sobre essa habilidade, mas de qualquer maneira, assim... Vai lá. Temos que avisar a nossa audiência? Não, avisa, avisa que o Paim, de vez em quando, talvez vocês vejam ele levantando. Não é porque ele tá desgostoso com a gente, não.
Talvez seja um pouco. Talvez seja. Mas porque ele precisa também mexer nas câmeras e... É um homem em multifunções. Isso aí. Alguém tem que trabalhar aqui nesse podcast. Alguém tem que trabalhar. Nesse podcast. Tadinho. Então, já que eu falei, vocês querem falar mais alguma coisa sobre escrita? Bom, aquela coisa, né? Os dados que corroboram para essa afirmação, dizendo que a gente está perdendo alguma coisa, talvez queiram falar alguma coisa, né?
A gente não tem... É que várias escolas não tinham mais, né? Estavam fazendo... Dar computador pra criança,
da tablet, e ela faz tudo no tablet. Cara, você desbloqueou uma memória terrível. E é, eu era do jornalzinho da escola, como previamente colocado. E a gente recebeu um negócio que chamava... Nossa, isso é dois mil e... Ah, a gente era do... É dois mil e sete. Por aí. Eles tinham inventado... Eles, quem? Não sei. Pessoas, em geral, tinham inventado um negócio chamado Classmate.
que era um notebook específico pra uso em colégios, que ele tinha um acesso limitado, pra você não ficar entrando no Orkut, né? E tudo mais. E aí a ideia era que ele substituísse o caderno no futuro dos carros voadores e tudo mais. E a gente testou no jornalzinho da escola por uma semana. E foi muito ruim. Primeiro porque o design dele era meio tronco, assim, era meio... Mas tinha uma coisa de... A professora começava a falar,
E aí... Todo mundo digitando. O barulho... Não, não. Não era todo mundo. Era a gente do jornalzinho que testou. Ah, jornalzinho. É, então. Só imprensa. Com licença. Só imprensa. E a tela dele era tipo um Kindle. Então ele tinha uma luminosidade bem mais baixa. E aí, no colégio, 11 horas da manhã... Não dava pra ver nada. Não dava pra ver porra nenhuma. E aí... E digitava com teclado? É, um tecladinho... Imagina o... Sabe um netbook? Sim, sim. Menorzinho.
Era tipo um notebook. Joguem aí, gente. Classmate, notebook, escola. Que aí vocês vão achar. Ele era azulzinho, assim. Uma bosta. Eu fiquei pensando aqui. Será que aqueles Palm Top, lembra do Palm Top? Tinha uma canetinha? Pra escrever. Então, será que isso é menos ruim do que... Porque era horrível de escrever, né? Você tem que escrever, né? Tava menos vontade de escrever ainda. Você tinha que escrever a letra, né? Mas era letra a letra.
O que era meio inconveniente. Ah, não era possível. Era mais chato do que nunca mais. Você não ia fazendo como você faz no papel.
A gente escreve na palavra cursiva. Isso aí também, quando eu vou escrever à mão, eu escrevo um pouco cursiva, um pouco letra básica. Tem que voltar. Ninguém mais aqui escreve como nos cadernos de caligrafia da infância. Nem na infância. A minha letra na infância era bonitinha. Eu reprovei nessa hora. Tadinho. A minha letra era bem bonitinha, toda redondinha.
assim, né, você tem pressa e tudo mais, é um garrancho, né, mas é um garrancho que te obrigou a escrever. Eu acho que, assim, tem coisas, sabe aquela coisa de, se você passa pelo processo analógico, você entende com melhor, né, com melhor exatidão algumas coisas do processo digital. Então, tem muita coisa que vem do papel que virou a coisa digital. Por exemplo, sei lá, galera que se organiza nesses processos de metodologias ágeis aí com
Kanban. Kanban é papel, kanban é positivo. É isso. Mas a escrita, se você não estimula na escola, vai acabar, certo? Certo. Não tem nada no mundo moderno adulto hoje que exija que eu escreva alguma coisa. Nem assinatura. Quando você vai no hospital, você tem que ir lá. Eu ia falar isso. Os médicos devem ter aula de caligrafia na faculdade. Porque não só eles escrevem no papel, como eles escrevem com uma letra muito específica. Mas nem isso tá dando mais com as receitas digitais.
É, nem isso mais. Se não quiser, não escreve. Agora, receita o resíduo digital. De fato, assim, a gente não precisa mais dessa habilidade? Não, mas acho que pra alfabetizar uma criança, você precisa do papel e caneta. A gente não precisa, no sentido de eu não tenho mais a única opção de escrever num papel. Mas a gente precisa pra manter o cérebro funcionando. Eu posso escrever no celular? Posso, mas vou ficar mais burro.
Mas já estamos. Vai ter que ser uma escolha sua, né? Ah, eu vou fazer. Eu vou ser essa pessoa. Você vai ficar com um bloco de anotação. Muito bem, ó. Eu falei de cozinhar, vou pular aqui pra nona. Pra nona! Cozinhar do zero. Que a força dos dados é média alta. Então, isso aí é bobagem estadunidense. Isso é coisa deles, eu acho. É mesmo? Estudos associam a cozinhar em casa.
de alimentação, a gente já sabe. Pesquisas mostram alto consumo de alimentos ultraprocessados de conveniência, né? Pra quem não cozinha. E uso frequente de atalhos culinários correlaciona com menor confiança na cozinha. E o que é um atalho culinário? Boa pergunta. Preparar um miojo. Isso que eu ia falar. Em vez de fazer um macarrão na água, você faz um miojo. É, você não tem... Porque eu... Tem duas coisas que eu dividiria essa habilidade aqui, tá? Primeiro é cozinhar versus pedir alguma coisa ou fazer algo ultraprocessado.
E essa parte do... Eu acabei de dar um exemplo. E o cozinheiro do zero, que é assim, que eu admiro, por exemplo, quem faz Levan. Quem vai no Masterchef, por exemplo, e precisa imaginar, vou juntar esses ingredientes e vai dar algo. Ratatouille, total. Isso, e outra coisa, tipo, eu cozinho, mas eu preciso fazer uma receita. Faz o que tiver. Aí que tá. Uma coisa, uma coisa, outra coisa.
leva a outra. Se você tem o costume de cozinhar, você já fez algumas combinações ao ver receitas que vão te levar a esse recurso de, ok, tô vendo duas cebolas, alho e... E vou inventar um negócio aqui. Você já sabe o que combina com o quê? A prática, é a prática. Tipo, tomate, manjericão e queijo. Isso aqui combina sempre. Aí pode combinar num sanduíche, num macarrão, num risoto. E vai experimentando, né? Vai se... Prendo confiança pra usar. Então, mas eu acho que...
Apesar da gente viver essa escalada de pedir, acho que ainda mais em... Quem trabalha muito, que é todo mundo, porque todo mundo agora tem que ter dois empregos para cima, né? A gente ou pede bastante, quem tem um pouquinho mais de dinheiro, ou tem mais ultraprocessado na dieta. Mas eu acho que... Caritas prontas, né? Essas coisas. É, a sensação dos congelados, né? Ou qualquer coisa de pacote que não estraga em dois meses na segunda. Mas eu acho que mais gente,
Eu acho que isso de não saber cozinhar nada do zero... Aqui no Brasil, a gente tem mais cultura de saber cozinhar as coisas do que fora. Ah, sim. Sabe? Então, eu acho que isso tem mais... Historicamente, a gente teve... Vamos dizer assim, o ultraprocessado aqui, quando começou a entrar, era um item de classe média alta, né? Por assim dizer. Então, durante muito tempo, realmente, manteve-se uma tradição de se saber cozinhar nas casas mais...
O que é mais barato. O que está mudando. Ah, tá ficando mais caro. Porque comida in natura tá sumindo numa velocidade muito rápida. Então você tem uns lugares nas grandes cidades que eles chamam de desertos verdes, né? Que não tem comida in natura. Você vai ter no mercado só comida empacotada, só ultraprocessada. Cara, e você vai em qualquer mercado, esses americanos aí, tem prato de 99 centavos, sabe? Você compra um... É, preparado alimentício. O cara olha e botou.
Vai comer esse negócio, né? Nossa, a gente tava lembrando hoje, né? Da história do João Dória. Vai tomar no cu, João Dória. Vai. Então. Então. Então, é uma bebida. Cozinhar, gente. Cozinhar, comer, faz parte da nossa... Faz parte da coisa mais básica que precisamos fazer. Ainda não substituíram comer, né? Isso. Então, assim, bem ou mal, é uma ferramental que você vai precisar. Ah, eu vou terceirizar isso pra sempre. Tudo bem, boa sorte, sabe? Você vai pagar mais por isso. Você vai pagar mais em saúde por isso.
Não, você vai pagar mais por isso. É mais caro viver de iFood do que... Não, de iFood mais ultraprocessado e coisas prontas. A saúde vai... Mas mesmo coisa pronta, se você comparar com ir fazer uma feira, por exemplo. Não tô falando de comida orgânica. Tô falando de ir à feira, comprar coisas in natura, cozinhar em casa. Este custo é menor do que o custo de muitos ultraprocessados e baixados. O grande problema de cozinhar, principalmente, é o que a Bia falou, que é o tempo.
Porque quando você... A comida in natura, o na feira, pegar o peixe na feira, o bife no açougue, a salada no hortifruti... É um trampo por si só. É muito mais gostoso, muito mais saudável e muito, muito mais barato. Óbvio, porque não tem ninguém fazendo as coisas pra mim. Mas é isso, eu não tenho o tempo nem de ir na feira, nem de ir no açougue, nem de ficar em casa fazendo. Em casa a gente compra, tenta fazer comida sempre, pedir é...
Uma vez na semana, o dia que a faxideira vai em casa, a gente fala, hoje é o dia de pedir, que a gente chega cansado e tal. Sabadão.
Domingo é os dois fazendo comida e montando marmitas pra congelar. E é isso. É o meio termo. Eu fiz a comida em natura, cozinhei em casa, mas tá congelada pra comer durante a semana. Eu vou tirando da geladeira e comendo. É pro repoujo não morrer na gaveta, né? Acontece. Sobrou um pouquinho de arroz. Três semanas depois você fala, nossa, esse arroz tá aqui... É, o arroz tá te dando oi, né? Oi, me esqueceu aqui. Você falou de ser mais americano, essa ideia de que pra muita gente vira uma performance de rede social, né? De você cozinhar e mostrar
se faz. Por uma musiquinha. Você vê um americano... Você já viu aqueles vídeos de americano cozinhando? Ah, mas isso é... É resgate. É resgate. É resgate demais, né? Tem que ser. Que é tudo de lata, isso? Não, a mina que pega o macarrão... Esse é genial. A mina que pega o macarrão... Tudo de lata. Bate no liquidificador pra fazer o macarrão. Macarrão fresco a partir de macarrão. Eu amo o vídeo que é uns comediantes australianos reagindo a isso.
com o velhinho italiano. É maravilhoso esse vídeo. Ele fica acabado. Mas enfim, mesmo quando a gente come um ultraprocessado, o famoso miojo das duas da manhã, eu sinto que o brasileiro sempre tem o talento da colherada de requeijão. O mexido, que eu achei que era comida de família e é de Minas. Mexido é o quê? Tudo que você tiver na geladeira sobrando, mistura na panela e esquenta. E o ovo em cima. O ovo em cima, exato. Eu meto os queijos, sobrou duas fatias de queijo, uma de presunto, joga. Você falou em australiano,
tem um dado que é... Australiano? É, um dado australiano. Conveniência corrói a confiança culinária. Uma pesquisa com adultos australianos... Tudo com você. Conveniência corrói a confiança culinária. Ó, que legal. Pesquisa com adultos australianos revelaram que 63% relataram usar produtos de conveniência, né? Pra pressar o processo de cozinhar. E que esse uso aparece associado a menor confiança e criatividade na cozinha. É, é o que o Azula falou. Quanto menos eu cozinho, menos
que eu tenho, mesmo que eu fiz, eu sei se o arroz vai ficar bom ou não, porque eu não faço arroz. E aí você não quer fazer. É, exato. Tem medo. É o lance de entender o que tá por trás da coisa. Então, assim, você pode, supondo, você pode usar um caldo pronto. Sei lá, um caldo que você compra no mercado, ou líquido, ou aquele em pó, e tá lá o caldo pronto. E você pode usar isso pra sempre na tua vida, e você nunca vai saber o que é um caldo.
Fazer um caldo, né? Não, o que é um caldo, sabe? Que diabos é um caldo, entendeu? Agora, se você tem um costume de fazer... Caldo de legumes. Caldo de legumes.
Um caldo de galinha, um caldo de galinha, o que for, né? Você vai entender como é que aqueles sabores funcionam ali. O que acrescenta na tua receita colocar aquele caldo ou não colocar e tudo mais. Então você sabe, por exemplo, que, peraí, mas, bom, não preciso ter o caldo, mas e se eu pegar exatamente isso aí e refogar? Ah, a receita vai aqui pra um determinado lado. Você começa a ter esse tipo de recurso, né? E essa habilidade é mais importante do que escrever a mão, né?
Não sei se é comparável. Se a gente for escolher, né? Quais a gente vai... Por exemplo, descrever a mão vem depois de comer, porque primeiro eu tenho que ter a receita pra depois escrever ela. Se eu não tiver a receita, eu não vou ter o que escrever. Ah, não sei. Eu acho que são habilidades... Antigamente, na Idade Média, a galera sabia comer, sabia cozinhar, mas ninguém sabia escrever nem ler. Se a gente for escolher, a gente chegou aqui, né?
Exato. Se a gente tivesse que ranquear as habilidades que vão ter que continuar na Era Digital...
Já vai virar uma papinha. Vai virar uma papinha. Mas é que comer, novamente, comida é... Insubstituível. É, exato. Você precisa fazer. É água. E o exemplo que o Yasuda deu, eu fiquei pensando, a minha esposa gosta muito de cozinhar, graças a Deus. E cada vez melhor ela cozinha. É impressionante. Amém, muito obrigado. Amém, muito obrigado. E aí eu sempre, quando fui fazer macarrão, era molho pronto, né? Ah, sim. Ela começou a fazer...
O bolinho em casa. Comprar tomate pelado. Que não é... Ainda assim não é o tomate... Não, mas beleza.
E aí fazer o molho de tomate com o tomate... Meu, o cheiro dela fazendo o molho é outra coisa. Dá uma vontade de mergulhar na panela. E digo mais, fazer o molho de tomate italiano assado é cinco segundos. E é o que você falou. A galera que nunca fez, está acostumada a comer... Você fica acostumada a comer o molho pronto? Faça com o tomate pelado. Você nunca mais vai querer comer o molho pronto.
pra vida. Primeira vez que você vai fazer, sei lá, um molho, tipo, já que estamos falando, um bolonhas e larga lá realmente três horas cozinhando. Pô, o molho que você vai comer é maravilhoso, é fantástico. Ele abre o apetite e o cheiro. O cheiro dele fazendo na cozinha. O refogado, que é um cheiro brasileiro, né? Refogar cebola, alho e fazer arroz. É um cheiro. Onde que eu ouvi? Vem dos ibéricos já. Gente, de uma olhada, eu ouvi em algum lugar, não sei se
Você sabe onde eu ouvi isso? Deixa nos comentários. Que é alguém descobrindo quando um gringo chega no Brasil e fala, cara, o Brasil... Ah, foi no... Não importa. O Gregório do Vivê tava falando. E algum gringo chega no Brasil e fala, nossa, mas gente, todo lugar no Brasil tem cheiro de cebola. Qualquer lugar tem cheiro de cebola. E aí, a pessoa que ouviu isso falou assim, caralho, pra gente é cheiro de comida, né? O cheiro do refogadinho.
Nossa, bom demais. Mas assim, sem dados, né? De novo, usando de orelhada. Vocês acham que isso tá...
diminuindo ou aumentando? Não, diminuindo. É. Eu, quando era jovem, cozinhava mais. Fiz jantares pra meu esposo e tudo. Engraçado. Agora nem lembro mais os pratos. Engraçado que, pelo menos assim, existe uma... Existe um... Como fala? Já há um bom tempo um movimento de pessoas alertando sobre isso, né? Isso, isso. Então... Então ele é do slow food, né? De cozinhar. O próprio Polan, que fez o Cooked, por exemplo, escreveu todos os livros dele sobre alimentação. Ele falava,
Ele fala muito sobre isso. Numa era que você tem muito reality show de comida, muito programa sobre comida feita. Mas pouca gente fazendo. Você falou isso e eu fiquei pensando. Existe um interesse meio elitizado de fazer pão na pandemia? Lembra disso? Lembro. Tem a ver com consumo. Vou comprar a parada pra fazer o pão foda. Existe. Quem não tem escolha e cozinhar
ou cozinhar o que nunca vai mudar. Ainda que esse hábito seja infiltrado por esses ultraprocessados. Cara, teve uma marca de macarrão instantâneo que teve a pachorra de fazer o miojo de café da manhã. Ah, é verdade. Inclusive sumiu, porque acho que pegou tão mal. Eu nunca vi, graças a Deus. Cara, isso é... A cachorra. O mercado vai tentar vender. É isso, mas eu acho que tá mudando. E os temperinhos, né? Que é o amor, né?
negocinho. Temperinho chamado amor? Não, que é você sabe? O tempero pronto que fala que é amor na comida. Que você acha que é o segredinho de casa. Eu tô na cabeça com o que você falou. Isso aí não é tudo cultura americana. Tipo assim, veio de lá a propaganda do pozinho artificial. Mesmo porque a gente refoga. A gente fazia o temperinho. E mesmo quem cozinha no dia a dia vai sendo ah, isso aqui é o temperinho especial.
Isso aqui é um negócio... E é um bagulho ultraprocessado e mentiroso. E mesmo pra dona de casa, vamos... Dona maripotética. Dona maripotética. Que tá lá cozinhando todo dia pra família, blá, blá, blá. Quando tem o caldinho pronto, quando tem o temperinho pronto, pra ela, uma mão na roda. Tipo, o tal da tarde. Eu não fiz o tempo. Claro. Que no fim é isso que a gente tá falando. A gente não cozinha porque não tem tempo. Na pandemia, todo mundo tinha o quê?
Tempo. É. Não vou usar meu tempo pra fazer o quê? Pra fazer pão, pra fazer pizza, pra fazer cerveja. Aquele café. Vou começar? Inventa coisa. Batido lá. É. O coreano lá, né?
É esse café? Não, é aquele café que era com uma espuma. Era isso? É coreano? É uma tampa. Tem isso, então. Tem várias dessas coisas que, enfim, elas... Tem que acabar o capitalismo. A gente chegou nessa conclusão. Para além dos modismos e tudo mais, que são esses exemplos que vocês deram. Ah, do pão, do café, do não sei o que lá. Acho que tem a parte da cozinha, da comida, que é cultura para um cacete. Fala sobre de onde viemos, para onde vamos e tudo mais.
que se você não tem um contato mais vívido com a comida, essa é uma morte que é triste, assim. Tipo, tem que gostar de comer, né? É, porque é isso. Como é que você vai dizer assim, ah, tudo bem, o sabor, ah, você vai sempre lembrar de alguma coisa muito incrível que você comeu em determinado lugar que você estava viajando, mas as pessoas vão se acostumando a fazer essa refeição de supermercado, assim, de pegar a coisa pronta, pegar a coisa que tem um sabor bem padronizado. Daqui a um tempo, estes sabores não vão,
esses sabores bacanas, diferentes, eles não vão sobreviver se você não vai incentivando. E eu acho que eles, são eles que nos trouxeram até aqui, não a comida que existe há menos de 100 anos no mercado, né? É. Vamos pro próximo. Uma última coisa que é o almoço na casa da avó, de domingo. Isso é uma cultura importantíssima pra ter a culinária viva. A gente ainda tem. A minha família tem pouco. Minha mãe, o pessoal, meus avós eram fora
São Paulo, então era pouco. Mas a família da minha esposa tem bastante de se juntar. Mas eu acho que tá diminuindo. E que você só vai almoçar duas e meia, três, né? Isso, porque chega e fica com a sua fazenda, aquele cheiro do dia inteiro, que dá fome e tal. É verdade, é verdade. E tem outras, assim, acho que a gente ainda tem aqui no Brasil, pelo menos, todo gringo que vem sempre ficar maravilhado com... Vocês param para almoçar no trabalho.
Todo gringo. Você não come isso? Um sanduíche de amendoim na minha mesa. Vocês escovam o dente e tomam banho, pai.
Vocês param, vocês vão a um lugar, vocês comem comida preparada por alguém, tipo, num restaurante e tal. Não é a comida pronta, embalada e tal. Geralmente, você sentou no lugar. No banco da praça, triste. É uma refeição que tem arroz, feijão, bife, ovo. É uma, né? A pessoa fica meio, uau, né? Vocês vivem. Vocês almoçam. Cultura do concerto. Essa aqui é evidências indiretas, tá? Porque não tem dados pra medir a habilidade.
individual de cada um, de conserto, mas a gente tem a evidência sobre o crescimento de lixo eletrônico no mundo e a cultura do descarte. Roupa também. Exatamente. Então, assim, ninguém conserta nada, tudo joga fora, porque tem uma questão de não saber e também de custo, né? Quantas vezes a gente já, vamos consertar isso aqui, mas custa mais caro do que trocar. Aí você joga fora, o negócio vira descartável. Já aconteceu
quebrar alguma coisa que tava na garantia, eu reclamar na loja, eles mandarem outro e não precisar devolver. Tipo, joga fora o seu quebrado. É mais caro mandar pra eles, pra eles darem um fim praquilo do que falar pra você. Eu levo no lixo eletrônico lá. Vocês sabem consertar? Cara, eu, desde moleque, meu avô era fuceiro de mexer nas coisas, então ele tinha um quartinho de eletrônica. Então, eletrônica dos anos 80. Então, tinha meia dúzia de coisa.
desmontar os carrinhos pra ver como é que era o motorzinho que fazia o carrinho de fricção andar e essas coisas. Então eu gosto de entender como funciona. Não sou tanto de arrumar. Tipo, vamos pendurar uma estante? Se puder chamar alguém pra pendurar, eu chamo. Eu prefiro. Mas eu gosto de saber como que é, como que funciona isso aqui. Pra se eu precisar mexer, eu sei o que fazer. Eu sei, ah, é só fazer desse jeito aqui que talvez funcione e tal.
Tem a porta do armário lá do meu quarto, que é isso. Eu tô investigando pra descobrir como funciona. Pra descobrir o que tá errado pra arrumar. Parando na frente da porta do armário com a mão aqui nas costas. É isso.
Nem pai, costando a barriga. Cara, eu sou péssimo nisso. Não sei consertar nada. Não sei. É mesmo? É, você consertar nada, tudo. Ou joga fora, precisa chamar alguém. Não tem um... Depende da coisa que, por exemplo, ninguém vai consertar um celular porque é impossível consertar um celular. É, isso é um... Sim, sim, sim. Sem peças de ferramentas. Não, mas as coisinhas do ar, a porta do armário... Coisa simples, sim. Eu tenho...
Essa skill. Uma boa. Eu não sei bordar lindas flores. Mas lá furou um negócio, você consegue... Furou um negócio, eu sei consertar. Teve um descosturo lá no sofá. Descosturo, sim. Na minha casa que eu sei fazer. Mas aí é você praticando, uma hora você tá bordando. Pintando e bordando. Pintando e bordando. Mas é que é gostoso, porque ainda mais quando você aprende a fazer... Porque eu só sei fazer isso. Eu sei grudar um tecido no outro.
E já é um baita lance. Se vai ficar escondidinho... Eu acho até meio charmosinho a linha ali. Se você estiver na selva, tiver que dar pontos em alguém,
Se cortou, você consegue. Eu consigo. Eu jamais conseguiria. Tá vendo? Eu acho que conseguiria. Vai infeccionar, talvez. A gente não tem álcool, mas vai tá fechado. Mas é um jeito. Whisky, você joga um whisky, uma vodka. Que lugar? Onde a gente foi, né? Você tá na selva. Você tá na selva com whisky, é. Não, mas tem aquelas habilidades, por exemplo, de, ah, vou... Como o Gabriel falou, vou pendurar uma estante. Vou colocar uma estante na casa.
Você tem que furar a parede. Ah, é uma habilidade bem linda. Sim, isso. Trocar a resistência de chuveiro elétrico.
Insuportável. Não aprendi até hoje. Me ensina, por favor. Já assisti todos os vídeos do YouTube. Como trocar. Vem um desenho. Você vai tirar aqui. Esse aqui chama A, B e C. Você vai colocar no A, no B e no C. Obviamente, com a chave desligada. Pelo amor de Deus. Por favor, por favor. Vivo tem um problema lá com a bomba d'água. É que morar em casa, casa é foda. Casa é um inferno. Porque você é como você.
O bom do apartamento é... Tem o zelador, você contrata lá um seguro... Os dados da cultura do descarte, que é um dos dados da Comissão Europeia, que dizem que o descarte prematuro de bens ainda utilizáveis gera 35 milhões de toneladas de resíduos e 260 milhões de toneladas de emissões de gases de efeito estufa. E lá, por conta desses dados, eles criaram a legislação de Right to Repair,
de você poder consertar, que muitas marcas de eletroeletrônicos desencanam. Explica aí como que é. O Right Repair é uma boa analogia, né? A marca fabricou um negócio e joga ainda esse argumento do é mais caro consertar essa tela aí, é mais caro. Então o que visa isso aí? Existir uma espécie de política? Não. Você tem que ter uma...
Tem que ter um preço coerente tanto para as peças quanto para o serviço de reparo. Tem que ser possível reparar. Tem aquele site lá, o iFix, né? Alguma coisa assim? Repair, iFix. Que eles abrem todos os celulares, computadores e dão uma nota de repair. De repair. O quanto é possível reparar. Interessante. Como é a Europa, é muito... A Europa, né? Nessa pegada de direção, bum, preocupados com isso. A lei lá já está andando há um tempo e tal. Então, isso mais vir para o mercado,
uns produtos com essa promessa. Então, por exemplo, tem uma marca de smartphones europeia que é baseada... O lance todo deles é você pode trocar cada peça desse celular, vai ter peça de reposição, o preço tá no site, tipo, você pega e você mesmo consegue, com um tutorial muito básico. Você abre ali a tampa, troca a câmera, troca a bateria, troca o que você quiser, a memória, e aí justamente pra que você
Não troca o celular inteiro. Quebrou um negocinho. É, ficou meio ruim aqui tal coisa. Nossa, tu troca aquela peça. Mas assim, mesmo a gente não tendo os dados do quanto... Ninguém mede o quanto cada um sabe reparar, consertar. Mas também dá pra dizer que na era digital diminuiu. Ah, sim, já aumentou. Já aumentou. E assim, ainda mais... Olha... É que é pior, sabe por quê? Porque a gente tem uma... Na era digital, você tem essa questão da obsolescência programada pelo software.
O hardware está bom. Mas para de atualizar. O hardware está bom. Quer dizer, dá para você usar, mas aí para de atualizar porque, ah, não, porque para a tecnologia atual, não chega mais. O que, meus amigos? No caso de smartphone, a tecnologia está batendo uma parede faz 10 anos, que eles não conseguem passar essa parede. Não tem a desculpa de não ter atualização, é simplesmente não querer fazer atualização. Sim, sim. A complexidade aumentou, que é isso. Antes eu abri o carrinho lá para ver o motorzinho,
motorzinho do carrinho da ficção, mas eu conseguia... Ah, com ele eu consigo fazer girar coisas. Aí você vai experimentando com aquela peça. No celular, no computador, são circuitos. E aí, é isso. Se a peça não funciona, se a placa-mãe não tá funcionando, eu não sei arrumar a placa-mãe. Vou ter que comprar outra placa-mãe. Tem a famosa... Ou vai ter que ligar pra aquele amigo que sabe como é que funciona o negócio. E aí, contra isso, você não tem defesa.
O caso, o exemplo mais bem acabado disso era o caso das impressoras que eram programadas
horas pra parar de funcionar depois de um certo número de impressões. Como se ela precisasse de... Como se já não fosse da natureza da impressora. É, mas não, mas é isso, ela era programada pra fazer isso. Ela imprime quando quer. Depois que ela quiser imprimir 20 mil vezes, ela vai parar. Mesmo que você troque a tinta e tal, mesmo que você... Eu vi um vídeo ótimo do Cory Doctoral, né? Dando uma entrevista, às vezes passa na minha timeline, que lá nos Estados Unidos, essa coisa de você ser obrigado, porque é meio até contra a lei você comprar a tinta de...
sei lá, de recarregado, né? Você tem que comprar da marca e tal. E isso faz com que imprimir um papel com o sêmen de um cavalo premiado seja mais barato do que a tinta de impressor pelo litro, sabe? Uma coisa, uma parada dessas. Ele fez essa comparação. E é maravilhoso. A galera rindo dessa frase dele é maravilhoso. Você ia falar, Bia? Eu ia falar que eu acabei de passar por uma situação ridícula que foi os meus gatos têm fontes de água pra eles beber.
em água corrente. Aí, uma das fontes tava fazendo o seguinte barulho. E aí, tava assustando a gata. Ela não bebe água. Que bicho é esse aqui? Aí eu falei, beleza, vou trocar o motorzinho da bomba ali só. Não precisa trocar o negócio inteiro. O Mercado Livre é um buraco do cacete, né? Porque você acha tudo e aí custou 35 reais.
o motorzinho. Chegou o motorzinho. O motorzinho tinha um LED que eu não sabia. Um LED azul. Que existem algumas fontes que piscam a luz azul. Cara, se a gata tinha medo do barulho... Na hora que ligou, eu falei tá, por mim tudo bem. Deixa eu ver se ela vai... Cara, ela ficou do outro lado da sala, faltou cruzar a pata assim. Eu não bebo dessa porcaria. Comprei um segundo motor. Sem LED? Sem LED. Quando chegou,
O motor era 220. Eu comprei 110. Veio errado. Vai trocar? Puta, até trocar. Levar lá na agência do não sei o quê. Tem que esperar pra receber reembolso. Comprei mais um motorzinho. Que é o que está funcionando agora. Então tem, tipo, três motorzinhos dentro da gaveta da minha casa para um caso de um dia, sei lá, eu precisar. E uma grana e um negócio que... Mas quando você conserta o negócio, dá uma... O quê? O sofá costurado? Isso. Chamei o Caio onde ele estava.
Eu outro dia tava tendo um vazamento lá no... E hidráulica é horrível, odeio mexer com isso. Tava tendo um vazamento lá em casa, no banheiro. Você mesmo foi lá, consertou. Aí eu fui lá. A Ju, assim, sentada no sofá, eu passo com a chave inglesa, sei lá, e vou consertar. De capacete, né? Vou consertar. Mulher! Isso, estou consertando, hein? Certo que nesse dia deu tudo certo, porque às vezes vai dar errado, piora.
Hidráulica é uma grande chance. Eu já confio. Nossa. Deu ruim, piorou. Hidráulica é uma grande chance de dar ruim. Mas era só um apertinho. De novo, vou falar a gente brasileiro, mas não sei se é só que a gente tem a coisa da gambiarra. Sim. E a gambiarra nada mais do que isso, né? Eu não tenho um negócio aqui, preciso fazer acontecer desse jeito. Essa peça com essa peça junto aqui vai dar um jeito de fazer o que eu preciso aqui.
Tem uma história do César Charlone, o fotógrafo da Idadeus, que ele tava fazendo dois papas.
E ele mandou uma foto pra minha ex-chefe. E ele precisava de um equipamento pra segurar. Era um estabilizador de câmera. Pra pendurar a câmera na frente dele pra ele fazer os movimentos com ela estabilizada. Não tinha o equipamento lá onde ele tava filmando. Ele pegou um capacete de bicicleta. Caramba. Parafusou uma rodinha assim, ao contrário. Admito. Passou uma corda. Uma rodinha tipo um rodízio assim. É, só que aquela rodinha de correr em cima de alguma coisa, né?
Então ela não é a roda redonda. Ela tem um vinco no meio da roda. Aqui na cabeça dele. Amarrou uma corda na cintura.
a corda por cima, amarrou na câmera. Acabou. É isso. E filmou a parada. Quem tem essa capacidade de criar, de solucionar, que eu não tenho aqui. Mas é isso. É um recurso interessante. Quando você conhece muito sobre, no caso, ele conhece muito sobre cinema. Já viu o equipamento, sabe como ele funciona. E no pós-apocalipse vai ser importante. Exato.
Contar um carro, tipo o Mad Max, com as peças que estão exploradas, você vai ter que saber um mínimo de... Tá, pessoal, novo jogo de bebida. Toda vez que o Mad Max for citado nesse episódio, você viu uma dose. Eu sempre fico pensando, porque assim, ó, eu reassisti esses dias. Eu reassisti esses dias com as crianças e a gente depois ficou conversando, né? Sobre a sobrevivência. Você vive fazendo café filosófico com as crianças? Eu vivo, é. Foi o Mad Max, então. Mad Max, Estrada da Fúria. Ah, tá mais bom.
E aí assim, cara, como que você vai sobreviver nesse mundo, né? Alguém teve que, pra criar lá o carro com a guitarra, assim, alguém teve que fazer e montou com... A tinta prateada. Isso, exato. E não foi com módulos eletrônicos. Foi graxa. Graxa, solda. A tinta prateada tem um chumbo, claramente. Eles ficam tudo isso. E uma coisa que eu me empresto... Ah, e outro episódio, né? A gente vai fazer. Mas uma coisa que eu fico...
Uma coisa que eu fico impressionado é como ter as ferramentas certas faz diferença. Ah, isso é maravilhoso. Não é parafusar um parafuso com a chave errada? É impossível. Isso, exatamente. Você fica três horas e não sai. Cara, não dá certo, isso não funciona. Como que se faz? E aí o prazer da parafusadeira, por exemplo. Isso. Nossa. Aí você chama alguém que manja. Não, você tem que usar aqui a chave XYZ. E aí a pessoa vai, cara, mágica.
É verdade, funcionou. Não, e é isso. E existe um prazer, assim, consertar as coisas e ver a coisa, né? É, totalmente.
costurado. Eu já tentei consertar a TV, sabe? Fui lá, vi uns tutoriais, falei, vou tentar consertar essa TV. Abri a TV, tipo, troquei lá uma plaquinha que eu paguei 20 reais na Santa Efigênia. E funcionou. Meu, voltou a funcionar ali por uns dias. Cara, gente, vocês... Sabe? Por uns dias. Mas isso é... As pessoas estão perdendo, mas eu, pessoalmente, tenho muita vontade de aprender cada vez mais, assim, fazer, sei lá, curso de mecânica na grande loja de material de construção de bricolagem. Bricolagem. Bricolagem é divertido.
disso. Eles ensinam. Aquela que é verdinha. Eles têm lá uma relação de cursos que eles dão pra você aprender a instalar coisas. Porque a essência deles é isso. Você vai lá e você pega um monte de coisa pra você fazer. Nesses home centers você fica olhando e fala não, eu conseguiria subir uma coluna, eu acho. Meu, eu já lembrei agora. Eu construí uma escrivaninha pro meu quarto com a antiga cama da Anelisa. Era uma cama de solteiro.
Eu peguei a lateral, fiz a mesa, cortei as coisas do coxinho. Mano, com serrinha tico-tico. Caramba!
Ficou totalmente em fama. Mas fica no computador e a TV em cima da conta da câmera. Impressionante. Mas, Bia, a gente que reclama de americanos aqui, estadunidenses… Eles são reis da bricolagem. Nisso aí, eles estão à frente. Sei lá, que a casa com uma parede feita de papel sulfite, alguma coisa eles querem fazer. Mas assim, eles se querem fazer toda hora. Eles alugam um caminhãozinho, vão no home center e compram tudo lá. E fazem em casa.
E fazem em casa. Assim, não acho que é todo mundo, mas tem uma cultura maior, né? Sim, tem, tem.
Esse tipo de... Esse tipo de serviço também é muito caro, né? Eles também precisam saber fazer eles mesmos, porque... Aluga a máquina de tudo, né? Enfim, vamos pro próximo? Claro. Vamos, peraí, uma tossida. Ó, próxima. Jardinagem e cultivo de alimentos. Também sustentadas mais por tendência cultural do que por dados, né? Tem uma... Tem mais dados pro benefício, né, de fazer isso do que... Do que, de fato, as pessoas estão perdendo.
Vamos lá, as pessoas estão As pessoas já perderam As poucas que tinham, perdendo Ninguém planta que come, esse é o ponto Ninguém planta que come, ninguém cria o que come Não, mas assim, tem jardinzinho em casa Tem o manjericão Exatamente Você é pai de planta Nossa, coitada das plantas, eu queria muito Eu sou a menina do dedo pod Tudo que aparece na minha mão Eu mato Por causa da planta eu misturei tudo lá em casa Eu escrevi num papel com o lápis
o pH de cada uma das plantas e colei nas plantas pra elas não morrerem, porque eu sou péssimo. Posso falar uma coisa que eu tentei digitalizar? Que foi isso, e deu errado. Que era um bagulhinho que eu comprei no AliExpress, que você bota na terra um sensor, e pelo app ele fica te mandando quando tá seco, quando tem que regar, e mesmo assim morreu. Você acompanhou milimetricamente a morte. Com dados. Recebi a notificação, hora de regar.
tem que fazer. Tem um... Teve o dado que na pandemia, né? As pessoas passaram a querer cultivar mais plantas em casa, né? Não precisava nem do dado, né? A gente percebeu isso no sentimento, no ar, que as pessoas queriam ter plantas em casa. Mas agora, depois de... Teve a ver com a questão de você ficar mais em casa. Ficar em casa, ter mais tempo e não sair daqui. Quando a tua casa é só um dormitório e tudo que você vê tá fora, que era a vida que se levava, né? De escritório, ficar, né? Segunda a sexta, durante
horas do seu dia você tá fora de casa. É. Então você realmente tinha menos apreço, talvez, das coisas que você tá vendo em casa. Mas do momento que você fala, pô, tô aqui o tempo todo, né? A bricolagem dispara. Uma samambá e começa, né? Falta um quadro ali. Aí começa a bricolagem, começa a jardinagem. Eu matei plantas na pandemia, nessa tentativa aí. Mas agora tô conseguindo mais. Só que em casa tem um jardinzinho lá, ele é meio abandonado, assim, porque ninguém...
A gente queria muito cuidar e tal, mas é uma questão não, acho que de vontade, mas de tempo, né? Você precisa... Demanda. Demanda. Demanda pra pesquisar. Porque tem isso. Quem tem gato também sabe que não é toda planta. Porque o gato vai comer, vai morrer e vai ser horrível. Cachorro também. Ninguém vai gostar, todo mundo vai ficar chachado. Vai ser um trauma. Vai ser um trauma. É, as crianças chorando. Muito ruim. Então, você já tem que fazer a pesquisa plantas seguras para gatos. Isso quando você não vai na veterinária. Pra animais em geral, né? Cães também.
E aí você vira veterinário, escuta, eu pesquisei no Google o que tal planta é. Pode mesmo? Beleza. Aí depois você vai achar essa planta, porque não é assim, samambaia, né? Acha em que é pouca luz, é muita luz. Eu tenho que regar muito e regar pouco. Então, e aí o lugar que eu queria é a planta versus o lugar que ela precisa ficar, porque meu apartamento não bate muito sol. Tem isso. E aí você tem que... Porra, cara. E casar essas duas coisas, que é a que precisa de pouca luz, que é o que eu tenho no apartamento, e que não faz mal pro gato, custa 4 reais.
Eu comprei uma pronta. Quando eu gravo os vídeos lá, tem a planta. Ela veio linda, maravilhosa e tal. E aí eu, com medo de matar a planta, ficava naquela... Vou regar num voo e não sei o que. E ela começou a ficar... Tenso, olhando pra planta. Ela começou a ficar tristinha, tristinha. Você fala, vou matar a planta. E aí eu descobri que a água não tava penetrando na terra. Eu tive que pegar um garfo, alguma coisa e...
E aí, cara, ela reviveu. Isso aí, acho que tudo que a gente vai falar tem esse teor, essa coisa. Pra você fazer, cuidar da planta, pra eu fazer a comida, pra eu arrumar as coisas, você vai adquirir um conhecimento que você não tinha antes. Eu aprendi isso aí, você rega, rega. Uma hora, terra compacta, e não vai entrar mais água, você tem que mexer na terra. Eu nunca sabia disso, cara. Eu queria viver no mato, plantando, cuidando de planta, de bicho, escrevendo poema.
Mas não tô. Uma vez, por antes, vai ter que ir lá, rodar as raízes, se você quer manter o vazinho. Isso, aí tem que trocar. Eu não fazia ideia desse bagulho de compactar, porque eu morria de medo de regar demais, né? Porque se dizem isso, que é mais fácil você matar fogado do que matar sem água. Então eu ficava sempre, ai, pouquinho, não sei o que, espirra, que nem você vê na propaganda, tô cuidando da planta. Aí quando eu descobri esse bagulho do compactado, eu falei, caraca, a água não chega, porque tava terra,
Eu tava assim, aí quando eu mexi com... Eu joguei água. Aí eu mexi com o palito lá, seco, esturricado. Falei, caramba, essa planta tá aqui. Coitada, meu Deus. Coitada, morrendo. Mas hoje ela passa bem. Hoje ela passa bem. Ela não tá mais com aquela vida, né? Que profissionais deixaram na loja. Que profissionais deixaram. Isso aí, mas ela tá bem. E dá uma alegria, não dá? Dá uma alegria. Consegui. Consegui. É outro orgulho. Além de consertar coisas, elas voltarem a funcionar.
por algum tempo. É, e assim, essa parte do jardinagem é legal, precisa aprender, né, coisas. E na parte do que diz respeito ao que você come, então, sei lá, a hortinha. A hortinha. A hortinha é pra quem tem apartamento, mas às vezes quem mora em casa planta outras coisas, assim. É muito legal pela, sabe, você saber o que você come mesmo. É uma... Vamos lá. É uma coisa bacana. É um prazer, imagina, fazer um molho de tomate com o seu tomate.
É outra coisa. Assim como tudo que a gente falou até agora, é um negócio em declínio.
Certo? Cada vez menos pessoas estão fazendo. Vai virar um... Desde que passamos a viver em sociedade... Tudo isso está em declínio. Tudo isso está em declínio. Porque a gente passou a terceirizar coisas e especializar em outras. Porque, ah, agora há mais produção de comida do que precisa. Beleza, então você pode ir lá escrever poema, você pode gravar podcast, entendeu? Tá bom. É isso. Você não tem que ficar em casa agora, nesse momento, plantando meu alimento.
Consigo fazer a salada com beterraba palmito e com flor, porque eu não preciso plantar as três. Tá bom.
Entendeu? Mas, ok. Ela vem diminuindo. Mas é uma habilidade que a gente deveria, como um todo, manter? Porque, assim, existem estudos que fazem bem pra sua saúde mental, você plantar e cuidar, mas... Mas é o famoso conhecimento. Conhecimento nunca faz mal. Você tem um conhecimento de como a coisa funciona, de onde vem, como é que faz, pra, eventualmente, se um dia você precisar plantar alguma coisa. Inclusive, conhecimento sobre coisas ruins pra você aprender como funciona e não... Desarar que não tem rolado, né? Boa. Tá bom.
Você vai no mecânico sem saber nada de cá, você vai se enrolar. E suposto apenas plantas permanentes na minha casa. Matemática mental. Ou fazer conta de cabeça, né? Esse aqui é fortemente sustentado por dados. Porque tem avaliações internacionais mostrando queda ou estagnação. Essa parte é grave. Em diversos países desenvolvidos, parte significativa da população tem dificuldade com operações básicas e interpretação de números.
Usalidade direta com tecnologia, mas sustenta o debate sobre terceirização do raciocínio numérico. Essa parte é assim, já não é fácil, já não é tranquilo. Por exemplo, vivemos num país em que o ferramental básico matemático não é disseminado em grande parte da população. As pessoas têm dificuldades em lidar com números muito grandes, porcentagens e coisas que são operações do dia a dia.
Não é grandes cálculos. Por exemplo, que está no teu dinheiro o tempo todo. Não são fórmulas. Não são fórmulas. Estou falando de operações básicas, mas com certas representações numéricas que não é um, dois, três, quatro apenas. E isso já é uma questão. Aí, a tendência a isso ir piorando, porque é só pegar calculador e calcular e tal, é complicado.
de fato precisa ter habilidades numéricas que você não vai ficar pegando a calculadora para fazer. Tem os dados que sustentam o dado macro da OCDE, que é de 2023, que em média 18% dos adultos nos países da OCDE não atingem sequer os níveis mais básicos de proficiência em pelo menos um dos domínios medidos. E é isso, né?
Adição, subtração, função e... E o de vezes? Como é que é? E o de vezes. Essa é a minha resposta, pessoal. Diz que você não tem como provar a culpa direto da calculadora do celular, mas mostra um pano de fundo de que a gente tá terceirizando esse raciocínio cotidiano. Eu ponho a culpa na método de ensino de matemática. Que desde o colégio você fica sonhando com o dia que você nunca mais vai precisar fazer a conta de cabeça. É verdade. Mas é bom fazer. Isso eu já ouvi do Altair, por exemplo.
porque não conhece, Altair, Naruhodô, aquela coisa toda. Ah, se não conhece, tá errado. E justamente é um desafio pro professor colocar ali pra criança que ainda não tem repertório, pra que ele vai precisar usar aquilo. E a grande graça, de fato, é quando você já tá na fase adulta e aí te dá o clique de é pra isso que eu aprendi aquilo. Isso é muito bom. Eu sei que eu devia saber,
mas eu não sei. Estudando o audiovisual, na hora que chega na parte de iluminação, de cálculo de frequência de cor, que aí você vai entendendo porque você precisava, mas dependendo de quem você for... Tudo. Eu fiz um curso de áudio que eu aprendi no curso de áudio. A prática é muito importante, inclusive. Aprendi no curso de áudio a fazer log de cabeça. Eu conseguia fazer log de cabeça porque tinha a ver com a potência da caixa, a frequência da potência. Hoje eu não sei mais porque eu não pratiquei. Mas é isso. Quando você tem...
Paulo Freire, né? Quando você tem uso do ensinamento no seu cotidiano, fica muito mais legal fazer as coisas. Sim, sim. Tipo, pra que serve calcular a área do círculo? Pô, não sei. Aí eu quero fazer uma piscina redonda de qual tamanho. É isso agora. E o volume, é. Eu sei fazer a profundidade. A Ju tá fazendo o Duolingo de matemática, que é só ficar treinando, tipo o Kumon, né? Que é você ficar treinando o... É no próprio Duolingo?
É, no próprio aplicativo ficar... É de gás? É. Tem xadrez agora também. Tem, vai ter propaganda.
Que é isso. É você ficar... Deixar sua mente mais rápida e afiada. Eu sou péssimo nisso. E é lógica. É uma linguagem. É tipo programação. Eu vou falar que... Escrito é mais gostoso. Eu compro revistas Coquetel. Olha lá. Isso é muito... Ah, eu gosto de... É, diga essa palavra. Mas pra matemática... Aliás, tem esse... Tem Sudoku. Tem essa pergunta aqui.
Sei lá, 250 menos 57. Como é que você começa a fazer essa conta? Você desce a dezena primeiro? Ou você desce? Cada um faz de um jeito diferente. Cada um faz de um jeito diferente. Mas você faz, né? Você tem a... Ah, beleza. Você responde. Cara, adição e subtração, talvez eu demore um pouquinho, mas eu vou bem. Vai chegar. Talvez eu uso o dedo, às vezes, um pouquinho. Mas chega. Divisão e multiplicação, se não for um número par... É.
não pode ser eles são mais meus amigos e aí fica difícil e eu me perco mas eu também uso pouco essa sensação de meu Deus, é pra isso, pro que eu faço hoje só regra de três no mercado uma habilidade que eu mantinha e vou dizer pra vocês mesmo em dias posso dizer que eu levava uma vida ébria, eu levava uma vida desregrada mesmo que eu tivesse chumbado
Idade que as pessoas que foram ao bar comigo podem testemunhar. Que chegava a conta, eu olhava pra quantos estávamos. Deu tanto. Pra cada um. E vinha. E vinha. Olha lá. Geralmente eu já fazia assim, ah, é tanto pra cada um. Evidência e matemática. Não é evidência, é fazer a conta, sabe? Como que você fazia? Você pegava o tanto de pessoas que tinha, começava pela sentença. Você pegava o valor. Você pega o valor, né? O que cada um pediu? Não, não, não.
Divisão igualitária. Sentou, sorriu, dividiu. É, exatamente. Divisão igualitária e tal. E aí fazia, pegava, sei lá, a conta deu 140 reais e estamos em 4. 4 pessoas. Eu falava, bom, então, tipo, qual que é o número redondo que tá mais perto disso, sabe? Então, tipo, olha, nós estamos em 4, né? Perto ali vai ter 12, então eu sei que essa conta tá dando 30 e alguma coisa. Aí você faz o resto. Você já me perdeu faz tempo.
Se o contrário, divisão, subtração e adição, eu geralmente desço as unidades primeiro. Aí vai ficar 4. Beleza, eu já sei que é 4. Aí eu venho descendo o desenho e centena que é mais fácil. E chego. Eu começo do pequeno pro maior. A conta do Yasuo deve fazer 140 e alguns quebrados. Dividido por 4. 100 dividido por 4. Mais 40 dividido por 4. Mais 8. Passa no meu aí.
Esse quebradinho aí. Mas era isso. Mas é um bom treino, sei lá, sabe? Não se permitia ser enrolado. Chegamos, talvez, numa habilidade mais essencial de ser mantido aqui, hein? O Yasuda já deu... Tem uma piada que é uma brincadeira matemática que você tem que fazer escrevendo, né? Que é três pessoas estão no bar, aí chega o garçom falando, olha, eles a conta. Eles pegam a conta. Ah, quanto deu? Vinte e quatro reais.
Ah, tá. Pô, divide aí por três. Dezessete reais pra cada um. Aí todo mundo começa a olhar desconfiado. Não, peraí. Essa conta tá errada. Aí a brincadeira é você fazer de maneira errada, assim. Tipo, deixa eu somar dezessete mais dezessete mais dezessete, né? Aí você faz, ah, sete mais sete mais sete. Vinte e um, de fato, com um, dois, três. Ah, vinte e quatro, tá certo. Ah, creio! Pode passar. Pode passar. Aí o outro, ah, não, peraí. É dezessete vezes três.
A brincadeira é fazer a conta de uma maneira errônea e tal. Mas é isso, é uma habilidade que você precisa ter, senão você vai se enrolar. Essa brincadeira é o que acontece em todo bar, em todo final de bar, que não tem o Iaçuda, que vai dividir a conta. Alguém faz errado, não, está errado. Aí faz outro, aí eu morro, pega o calculador, eu vou fazer direito. É outro calculador. Bom, vamos para o próximo. Preservação de alimentos, também sustentado mais por tendência cultural do que dados, que tem pesquisas mostrando lacunas nesse conhecimento das pessoas e de preservar,
alimentos, né? Técnicas tradicionais são menos transmitidas entre gerações. E freezers em industrialização substituíram saberes caseiros. Então... É até uma questão de segurança, evitar desperdício, né? Existe essa questão de que nem em toda casa você vai ter um controle, né? E que de fato é mais seguro que usar refrigeração, congelamento, né? Pra se manter com
Mas algumas tradições são, obviamente, muito legais de se manterem, né? Se não pela necessidade e pelo gosto. Tipo, agora a gente faz mais picles porque é gostoso demais do que pela necessidade de... Pela necessidade de manter o leite que você pode comprar em natura. O kichi também. Gente, queijos, que é uma forma de se manter o leite sem estragar. Fermentação que nos levou aos alcoólicos, que era basicamente pra também fazer, manter...
seca, o bacalhau. Mas tem que ter... Tem jeitos certos de você guardar, botar data nas coisas, não sei, tipo um melo, né, que pega um negócio de 2014 e come. As pessoas sabem essa história? A gente vai contar um dia desse. Mas assim, justamente, com conhecimento você teria, você sabe se aquilo de bater o olho dá para saber se fermentou mal, se fermentou bem. E eu acho que a maior dica de todos é,
usar o nariz, né? Acho que o nariz é a maior ferramenta do... Essas pessoas não estão acostumadas, entendeu? Porque, por exemplo, quinte fede. Quinte fede. Que é um troço fermentado, assim, que você abre e cheira a quilômetros. É realmente um cheiro pungente, pra não falar de fedida, porque, assim, é um cheiro característico. Bem pungente. Então, quem não tá acostumado, abre aquilo e fala, ah, isso aqui tá estragado. Joga fora.
E não. Tá delicioso. O repertório, né? Isso. Quanto mais você conhece comida e cozinha e vai aprendendo,
comendo em outros lugares, mas você vai descobrindo qual é o cheiro do fermentado que deu certo e qual é o cheiro do fermentado que a gente faz lá fora. E aí vai criando, né? Inclusive, agora tem os métodos de resgate de uma série de mecanismos de manutenção que viraram, como posso dizer, grife na comida, né? Então, você vai manter, ao invés de fazer uma carne de sol ou uma carne seca, você vai fazer um dry aged. Ah, dry aged.
de manutenção da carne, beleza que você maturoa, ela vai ficar mais macia as coisas curadas também, gema curada o que era feito só pra durar mais tempo agora custa mais caro porque você não faz, entendeu porque você não tem esse conhecimento você não sabe não dá pra fazer muita coisa em casa porque por exemplo, tem processos, fermentação não dá pra você fazer num apartamento porque ele cheira, ele demanda sim, sim
Um lugar específico. Sabe, eu não esqueço, a gente assistiu, qual é aquela série dos samurais lá no Disney Plus? Shogun? Shogun. Não tem um episódio? Isso, porque eles matam e penduram lá o pato, o negócio. Ah, não é, esse é o fazão. É, e tem que ficar pendurado lá, e eles falam, isso aqui tá cheirando mal, não sei o quê, mas é assim mesmo, tem que ficar aí. Tem um episódio que ele come o natô, que é aquela soja fermentada, que fica com uma liga. Tem que deixar passar o tempo de ficar, de apodrecer,
depois se cai. É um conhecimento isso, né? Porque senão... Eu sempre me pergunto como é que a galera que nem tem uma comida lá que você tem que cozinhar por não sei quantas horas aqui no Brasil, que senão é... Maniçoba. Gostoso demais, inclusive. Eu acho que esse problema é um problema subsequente do cozinhar. A galera que não cozinha não tem esse conhecimento. Não sabe o que tem que armazenar, o que estragou, o que não. E assim, Maniçoba é, no mínimo, X dias.
Quantos foram morrendo? Exato. Quantos foram morrendo? Beleza. Insistindo, né? Mais um dia. Vamos tentar mais uma vez.
Cara, chega! Massacre! Eu não aguento mais! Mas a parte boa, né? A parte bonita da coisa é que aí, uma vez que chegaram que é sete, inventaram provavelmente alguma história sagrada de que não é um, nem dois, nem três, é sete. Entendeu? Então criaram uma história disso e passaram de geração em geração e ninguém mais morreu comendo maniçoba. Gente, é muito gostoso. Muito bem. Próximo. Resolução de conflitos cara a cara.
Força média aqui das evidências. Falar com gente. Gente, mas é eu filho do mundo. Porque assim, a comunicação presencial é considerada o padrão ouro na psicologia social. Então, falar com alguém, tem o falar no telefone, mandar mensagem. Superestimado mesmo? Reunião remota. Superestimado, falar com gente? Essa é a pergunta. E a comunicação digital vai reduzindo, né? Conforme a gente vai... Vai dando cada problema,
Vai, vai. Mesmo a gente, a gente até gravou, acho que uma reencast sobre isso, né? A diferença é que dá uma reunião online, que é melhor do que, obviamente, ficar mandando mensagem, mas nunca substitui as pistas que você tem de uma pessoa quando você tá falando com ela. Que tem vários estudos mostrando como as interações digitais podem gerar mais mal entendidos, né? A gente sabe o básico, não tem entonação numa mensagem. E a gente cada vez mais foge pro digital pra tentar resolver
conflito, né? Então, em vez de eu, pô, não vou encontrar com a pessoa, vou mandar uma mensagem que é mais fácil, né? Que é mais... Cara, mas é horrível. É horrível. Não é mais fácil. É, eu nunca tinha pensado nisso, porque eu prefiro não falar com pessoas. Eu vou marcar consulta. Eu prefiro pro WhatsApp. Sim, mas... Mas não, é muito... Não, mas pra resolver um conflito, que o lance é esse. É. Só quem já viveu uma discussão de testão...
É mesmo. E a pessoa fica quatro minutos, fulano está digitando, você fica a ponto de vomitar.
de nervoso. Eu, recentemente... Faz uns... Vai fazer um ano, já fez um ano. Eu precisei ter uma discussão com uma pessoa, uma discussão séria. Envolvia fortes sensações. Sentimentos. E sentimentos e questões. E aí, foi no textão, textão, textão. Assim, cara, e eu... Porra, Shakespeare. Desgasta muito mais, ó. Cara, na hora que me deu a bença de pensar, porra, eu vou mandar um link do Meet. Não é nem que a gente...
de se encontrar pra tomar um café. Só pus a bola no chão e falei assim, vamos falar? Pra você entender o que é que eu estou falando saindo da minha boca. Deu certo? Claro que não. Porque continuamos discutindo. Mas foi bem melhor do que essa coisa de... A pessoa não tá lendo do jeito que você tá pensando e escrevendo. Se foi pra você se desentender, que seja na intenção que você queria de fato e não nessa intenção imaginada que a outra pessoa faz com você também, né? Você lê com a emoção que você tá.
Se você tá no trânsito puto, você vai ler como se o cara estivesse te xingando. Às vezes não. Ele tá super feliz. Isso eu acho que é um dos grandes problemas de todas as habilidades que a gente tá falando aqui. Obviamente, a gente falou de coisas básicas de sobrevivência. Mas acho que é isso que a gente mais vivencia no dia a dia, né? Você perder essa capacidade de resolver, de encontrar com alguém, resolver um conflito, chegar no meio termo, se entender. Aconteceu uma coisa no trabalho e existe um consenso que eu aprendi que é
aconteceu o mais perto possível de quando aconteceu. Pra que esteja fresco na mente da pessoa que você quer conversar. E aí, enfim, né? Seja amigável, nananã. Mas aí, pra além dessa prática, a gente fica com muito medo, né? De falar e ser mal interpretado. Que talvez o texto você controle melhor. Você consegue apagar. Você consegue jogar na IA e pedir pra ela... Humaniza a minha... Não me deixa... Reescreve agora, mas parecendo que eu não sou tão grosso.
É, é. E aí a gente não... Mas dá medo mesmo. Mas aí eu acho que é a soma das coisas, que é a galera que não pratica resolver conflitos presencialmente, tem mais esses problemas. Você resolve conflitos pessoalmente? Eu gosto, prefiro muito. Com a minha esposa, é isso aí. Dá algum problema, vamos conversar. Ah, mas no casal, imprescindível. Mas aqui, o Paulo Barcelos falou pra gente voltar ao presencial, e no começo eu falei, putz, mas faz toda a diferença, que é isso. Tem um problema, o cara pediu pra fazer um negócio, é muito mais rápido, fácil,
Prático eu ir na mesa do cara, do designer. Falar, meu, preciso que você faça isso. Explicar uma imagem que o cara tem que desenhar no texto é impossível. É sentar do lado do cara e falar, põe aqui em cima isso aqui, apontando. Desse jeito. Em 10 minutos o cara fez o negócio que em meia hora eu não ia explicar pra ele o áudio. E tudo assim, a sua presença física, o jeito que você fala. Facilita muito. E é uma propaganda sua. Você está lá. Não é a pessoa interpretando o que você está falando.
falando com ela. Eu acho que, assim, existe o aprendizado, o aprendizado de traquejo social mesmo, assim, que é necessário. Está indo embora, inclusive. Exato. Que é isso, assim, o quanto você de fato se expõe, o quanto você não se expõe, o quanto você se vulnerabiliza ou não, porque, né, aquela coisa de falando com alguém, você vai percebendo, você vai, inclusive, assim, tendo relações em que você vai se fuder por conta disso,
relações em que aquilo vai fazer diferença positivamente. Então, isso vai te dando um arsenal de como é que eu me relaciono com pessoas que querem me fazer mal, que querem me fazer bem, que eu sou indiferente, que eu quero muito bem, que eu quero por perto, que eu quero manter uma distância segura, que eu quero muito longe. A enciclopédia das coisas que você vai criando na sua vida. Agora, se você não tem esses recursos,
Então você, basicamente, vai... Você tá mais limitado. Você fica mais binário, de repente, né? Sim, manter ou não, sabe? No Mad Max. É isso, é isso. Saber o traquejo social pra você ir conseguindo as coisas. É essencial. Pra você conseguir água lá do... É de sobrevivência. A gente precisa... Precisamos manter contato contra os seres humanos. Ponto. Porque você não é autossuficiente. Você não produz sua comida. Você não produz... É, não é da nossa natureza também.
Não falar com ninguém nunca é muito triste. Você... Esse bagulho de usar IA, né? Até no WhatsApp tem, né? Você escreve a mensagem e pede pra IA melhorar a sua mensagem antes de você mandar. Ah, legal. Parece bom, né? Porque eu tô tentando não ser grosseiro aqui. Só que você vai perdendo a habilidade de você mesmo falar com alguém do jeito que você deveria. Se manifestar. Mas tem isso. Eu não uso. Tem uma coisa nativa no WhatsApp? Você pode selecionar a mensagem e pedir pro meta IA.
reescrever pra você. Que é a empresa que eu mais quero. Isso. Com certeza. Vai dar certo com certeza. Humanismo. Não, inacreditável. Muito bem. É isso. Próxima. Vai. Memorização. O quê? Memorização. Memorizar informações. Essa é fortemente sustentada por dados. É porque a gente vê uma mudança de padrão cognitivo. Estudos sobre o efeito Google mostram que pessoas lembram menos conteúdos e mais onde buscaram
Pesquisas indicam forte dependência de smartphones para informações básicas e dados comportamentais sustentam mudança real na forma de memorizar. O chamado Google Effect, né? Que você... Não fixa informações, não memoriza. Isso, você tudo, você acha que tá... Como o Google de distância. Exatamente. Eu, claramente, tenho um problema de memória. Porque eu não... Eu penso isso principalmente com filme. Que a gente... É, que a gente...
Eu esqueço, cara. Eu assisti esse fim de semana de novo com as crianças. Reassisti o Corpo Fechado, né? Do Shyamalan. Aí eu assisti o Caramba, não lembrava nada disso. Eu queria assistir o Corpo Fechado. Caramba, pô. Mas é suave o Corpo Fechado, né? É? É. Eu não lembro. Eu assisti o Corpo Fechado. Caramba, olha só. Não lembrava. Corpo Fechado é mais de boa. Não lembrava. É Jornada do Herói. O último filme é que é mais pesado. Ah, não lembrava.
Fragmentado também, é bem pesado. Fui assistindo e tal, olha só. Aí eu fui lá logar no Letterboxd, né? Falei, pô, muito tempo que eu não vejo, né? Não lembro o filme. Eu fui ver, a última vez que eu vi foi em 2019. Não faz tanto tempo. Não é que eu vi a primeira vez lá em… Faz sete anos também. Não, tudo bem, cara, mas você não lembrar quase nada. E livro? Também, eu preciso… Terminei o livro e fechei. Não sei que livro foi. Sabe uma coisa que eu comecei a fazer?
Porque assim, eu gosto muito de ler, pra aprender e tal, livros de não ficção. E é isso.
o livro, não sei te contar o que eu acabei de ler. Não sei te contar. Aí eu comecei a fazer assim, eu anoto no bloco de notas as informações. Ah, aprendi isso. O básico. Fale com o seu médico, tá? Porque... Não, é, porque assim, a gente precisa... A gente tá na minha idade. A gente precisa começar a se preocupar com questões futuras aí. Como você vê aquela conta do doutor que eu recomendo qual é a boa aí. Tô desenvolvendo demência, de repente. Quero começar a prevenir.
acho que isso é uma coisa de agora. Eu sempre meio que fui assim. Mas você não fica... Tem uma coisa que é. Eu também. Às vezes eu... Depende do livro. Tem livro que é mais marcante. Eu vou lembrar pra sempre. Filme também. Mas tem umas coisas que é... Você lê o livro. Passou um tempo. Você não consegue dizer qual história que é. Mas acontece uma coisa que te faz lembrar. Ficção. E tava no seu repositório. Você só não tava usando.
Ficção de boa. É isso sim. Mas eu tô falando livros de não ficção. Sei lá. Vou contar um qual é a boa aqui.
de um livro de história que eu li. Cara, eu fico aqui tentando encontrar as palavras. Já aconteceu. Porque eu não lembro. Legal pra caramba. Só fica muito legal, tá? Muito legal. A ficção tem a emoção. Que é isso que eu lembro. A história tem alguma cena, alguma coisa. Isso, isso, isso. O livro didático, não. É um conhecimento. A minha esposa é fissurada em cursos. E aí eu achei que o... É muito fissurado. Eu achei que ela tava tendo um problema quando ela virou pra mim.
nem um curso de como estudar. Eu falei, de como fazer curso. É isso. Você comprou um curso de como fazer curso. E aí, o que ela fez, o que o cara ensinou, era um curso de como estudar e absorver o conhecimento e blá blá blá. E é isso aí que você tava fazendo, Mirigo. Que passa por tudo que a gente tá falando aqui. Ouviu a aula? Ouviu a aula? Escreve tudo que você ouviu. Leia tudo que você escreveu. Depois, tipo assim, agora eu vou comer.
Volta, lê tudo que você escreveu. E com filme, com essas coisas, o ideal é, conta logo em seguida.
Nossa, eu tava vendo. Aconteceu isso. Eu ajudo bastante com isso. A gente assistir e depois conversar. Mas mesmo assim, esquece. Você gostou de não sei o que? Eu falo assim, cara, eu não gostei. Eu não me lembro porque tem que ouvir o episódio. Mas sempre falo assim. Eu também tenho que voltar lá pra saber se eu gostei ou não daquele filme. Eu acho que eu não gostei. Eu pensei numa coisa bem legal. E outra coisa também, não só isso, mas tarefas que necessitam
você memorizar. Tipo, um número de telefone. Nossa, caramba. Você não precisa mais fazer isso. A gente encana de onde é que tem um papel e uma caneta e fica repetindo o número. E aí fica fazendo, estalando junto assim pro cara. Babel! Babel! Eu lembro de decorar o número de uma pizzaria do Guarujá. A única vez na vida. Porque eu tinha ido na Bienal do livro e um dos livros que eu peguei na Bienal com o colégio era de como memorizar coisas.
Aí eu li o primeiro parágrafo correndo assim e apliquei e consegui decorar. Agora não sei mais. Você lembra?
qual é a técnica de lembrar? Perfeitamente. E falando de crianças, né? Que eu tenho falado aqui, é uma coisa que eu tenho que fazer com os meus filhos. Tipo, vocês sabem o meu telefone de cor? Se precisar, tipo... Exato! Você perdeu o seu telefone e não conseguiu ligar. A minha irmã fez isso. Ela não tem mais o orelhão na rua. Mas você vai lá na SFO do metrô e fala, liga pro meu pai. Como que você vai ligar pro seu pai se você não sabe o seu número dele?
A minha irmã, quando eu tinha uma certa idade, acho que dos 8 aos 10 anos, ela tomava de mim
O telefone da nossa mãe. O endereço da nossa casa. E que mais? Porque assim, você não sabe o endereço. Você não consegue entrar num táxi e falar, me leva até a rua. Aí ela falava assim, pronto, agora você já pode se perder. É isso. Cara, é verdade, é verdade. Porque a gente não tinha celular antigamente. A gente tinha que decorar. Tinha, tinha. Tinha que decorar o celular, tinha que decorar o endereço. O endereço. E o caminho.
Esse tipo de coisa, sim. Esse do conseguir dirigir sem Waze, tá bem ligado na aula.
próximo. Bora? Oi, bora. Bora. Próximo. Que é leitura de mapas e navegação especial. Esse é complexo. Não há grandes levantamentos mostrando que x% das pessoas não sabem ler mapas, né? Mas a gente sabe que navegação espacial é uma habilidade cognitiva relevante ligada ao hipocampo. E usar GPS reduz essa necessidade de planejamento espacial. E é impressionante, assim, porque como posso dizer? Eu me lembro criança como
como que, sei lá, a escola organizou pra gente começar a se localizar, assim, como é que funcionava, tipo, mapa, guia, sabe, e os quarteirões ali em volta da escola. Mas legal. Olha só. E aí... Real, né? Muito bom isso. É, então, e é um recurso, assim, que, bem ou mal, então, sei lá, tive aquela experiência, tal, de ter que andar e depois meio que desenhar, né, o mapa de onde você tinha andado, comparar, de repente, com... Eu não lembro como é que tinha sido exatamente o exercício.
Mas eu lembro do ferramental que isso deu. Então, assim, é aquela coisa de, pô, eu sei andar na cidade sem mapas, assim, porque... Ah, beleza. É aquela coisa de saber o ferramental do guia antes de existir o GPS. Cara, a tal rua que eu preciso ir, que eu não conheço, é perto de tal avenida. Ah, até essa avenida eu sei chegar. Então, ah, beleza. O que eu preciso decorar da informação que eu não tenho, sabe?
Desenhar no guardanapo é aniversário da sua amiga num sítio. Isso, isso é como chegar a passo a passo. Você vai pegar essa saída aqui, se errar, essa vai ter que fazer o retorno. Você vai passar por uma pedra amarela. Não tem erro. Passou da pedra amarela, você vai ver um portão azul. Não é esse, é o próximo. E aí você tem um guardanapo e aí você vai brigar no carro. E hoje, se você desenhou a linha desse tamanho assim, é 40 minutos de estrada de terra. E hoje, se a pessoa não te dá a localização,
no GPS, como assim? Eu não vou, então eu vou conseguir. Não me faça aproximado. É, não. E eu começo a colocar, mesmo sabendo o caminho, é o vício de botar. Não, eu vou usar. Vou usar pra ver como é que é o trânsito. Primeiro tem uma questão do trânsito, mas você fica viciado em usar o GPS. Não vou saber aonde, a memória é ótima. Em algum lugar, o cara falou, começa você em casa a testar o caminho. Eu faço isso todo dia e não testei ainda. O caminho de casa pro trabalho, do trabalho
de casa, que é o mesmo caminho todos os dias. Isso, isso. Começa a fazer sem o GPS. Desliga, esquece o... Eu faço isso. É muito esquisito. É muito estranho. Você fala, mas será que eu tô... Tá em lugar certo? Você olha pro celular e... Gente. Eu também. É que eu não sou acostumado a fazer isso. Eu não navego no carro usando um GPS. Você faz como os fenícios, né? Eu faço como os fenícios. Abre o mapa. Os fenícios, então, eu vou...
Eu vou até alugar... O máximo que eu faço em relação à questão de mapas é antes de eu sair e falar,
Deixa eu ver qual rota tá com menos trânsito. Ah, tal rota. E vou... Mas você acha que isso não é uma romantização do... Ah, eu não vou usar porque... Não é isso. Eu quero me perder por aí. Não é, irmão. Não, mas aí é isso. Tem o caminho. Eu vou pra casa do Merigo, que eu nunca fui. Eu vou olhar o mapa. Mesmo que eu vá de Waze, eu vou olhar o mapa antes. Porque se o Waze errar... O Waze deixar que eu tô na outra avenida. Eu tô indo pra um lugar que eu nunca fui. É claro que eu vou ligar.
Falar, pô, tô indo, sei lá. Ah, vou numa chácara numa cidadezinha. Vou numa casa em Santana. Não sei, cara. Querido o Brasil inteiro no Waze. Ah, mas aqui. Que lindo esse Ed. Gostou? Porra, Waze. Contata, contata nós. Na cidade onde você mora, você fala, cara, você precisar desse recurso, às vezes, pra andar no teu bairro, pra cruzar e até o bairro vizinho. Gente, eu uso. Eu sou completamente perdida. Eu não sei as coisas. Deu saber direito e esquerda tá ótimo. Se eu aprendo um caminho,
Eu não dirijo, né? Eu ando muito a pé. Se eu aprendo um caminho, eu faço sempre esse caminho. Por exemplo, eu vou no mercado, pra mim é uma reta. E aí, quando o Caio vai comigo, às vezes ele gosta de ir por uma rua paralela, porque tem mais árvore, porque tem mais não sei o quê. Eu estou perdida. Ele ri e fala assim que ele está fazendo o mesmo caminho. Você sabe onde você está? Não sei onde eu estou. Eu sei o meu caminho. Se você vai me levar por um caminho alternativo, você é o capitão. E eu sou apenas...
Mas assim, é um conhecimento que você acha que você... Ah, é um conhecimento inútil. Vou dar um exemplo do mais imbecil possível, que é... Passa em bateria no celular. Não, mas assim... Pior. Mas assim, você desceu numa estação, numa determinada estação de metrô. Qual saída você tem que sair pra ir mais perto de tal lugar? Se você não tem um mínimo de senso de localização... Você não vai saber. Não, sorteio. Sorteio na minha mente qual é a saída. Ah, também fala a saída. Fala, cara.
Eu viajei no ano passado, que eu fiz escala antes de ir pra Cannes. Cara, eu usava todo o Google Maps pra tudo. Dentro de shopping. Você usa, ele te manda. Te manda na loja. E você fica viciado no negócio. Não, eu não vou tentar descobrir ou perguntar pra alguém, né? Eu vou botar aqui no Google Maps. Você usa a pé, é isso que você tá falando aí? E aí você fica com o celular na mão, andando? Não, é nessa sopa, cara. É nessa sopa, porque mesmo não gringa, eu e minha esposa, a gente vai viajar, sei lá, pra qualquer lugar.
que não é aqui em São Paulo. Ela abre o caminho e fala, ó, a gente tem que chegar lá. E a gente para os dois em algum lugar e fala, ó...
guarda. É, tá na segunda direita. Guarda o celular e vai. Foninho aqui, ó, e ele vai te navegando. Agora, vire à direita. Aí eu não confio, porque eu não sei se ele sabe mesmo onde eu tô. Eventualmente, ele te manda pra lugares errados. Porque você não tem a mínima noção de... Você tem que ter noção. Essa rua que você digitou não é aqui, é em Cotia, sei lá. Mas assim... Nossa! Eu tô falando que sim, porque tem ruas com o mesmo nome.
Isso, a bola é tudo 40 minutos. Então é 40 minutos pro outro lado, você acha que beleza, tá certo? Agora, eu sou menos, pra mim, o problema maior, não é o vício em usar o mapa. Eu vou continuar usando o mapa. Mas eu acho que isso afeta cognitivamente mesmo a sua capacidade. A sua capacidade espacial. Você vai afiando. E assim, aí temos um problema, porque você precisa da tua habilidade espacial para dirigir, por exemplo. Porque assim, você precisa ter noção de distância. Quanto tempo você leva pra virar a direita como ele tá hoje?
Quanto tempo leva pra andar 100 metros? Não vai esperar ela falar, né? Aí você vê as pessoas fazendo isso. Você tá na 23 de maio, por exemplo, uma avenida grande, uma avenida expressa. Insuportável. 4, 5 pistas, assim. Galera andando. Aí a pessoa viu no mapa, sai à direita, e ela tá na pista da esquerda, ela cruza 5 pistas. Passa uma zebra e vai.
Isso causa acidentes, gente. Isso é sério, assim. Isso causa acidentes. Quando você vê a pessoa, ah, olha só, que ridículo. Mas assim, isso causa muitos acidentes. E a galera tem vários amigos, minha esposa também, que tá no mapa no Waze. E aí o mapa, às vezes, é um monte de rua. Aqui em São Paulo não é tudo quadradinho, lindo, maravilhoso. Tem a esquina que vira assim, tem outra roxada. E aí você não sabe. Você fala, meu Deus, qual que é a rua que eu tenho que entrar?
Já errei muito assim. De olhar o mapa antes, você já vai falar, ah, não é a primeira.
Lá na hora eu vou com certeza achar esquisito isso aqui, eu vou ter que virar ali, ó. Isso, isso, isso. Pra não errar. E outra coisa que é muito legal, então, por exemplo, você foi a um determinado barco, você não tá muito acostumado, né? Então, sei lá, quando eu passei a frequentar mais um lado ali da Pompeia, que eu ia pouco, que eu comecei a namorar e tal, e tinha que ir mais pra aquele lado. E aí você vai, uma primeira vez você vai, ok, vou colocar aqui num mapa e tal, pra dar uma olhada como é que faz pra chegar, umas coisas ali perto. Aí a segunda vez você faz isso de novo. Na terceira,
Não, peraí, eu sei chegar lá, eu sei andar lá, eu sei mais ou menos, a rua é tal, tal. Você para de usar, assim. Mas isso também é treino, né? Mas você já sofreu a vingança do aplicativo? Que aí você fala assim, ele tá mandando um caminho totalmente diferente. Você fala, não, tipo, do trabalho. Ele manda outro caminho. Você fala, não, vou fazer o meu caminho. E aí o seu caminho é duas horas a mais, porque quem mandou você desobedecer ele?
Porque caiu a árvore, porque tem alguma coisa que você não sabia. Eu tenho um romantismo em relação a isso, que não é no carro,
de você usar turistando, que é quando você fica no caminho, você fica no celular olhando, só seguindo ord, né? E você não se dá o prazer de, pô, vou caminhar e vou ficar olhando. Eu vou tirar um pouco da sua, como fala, do peso de você fazer isso turistando, porque você como turista antigamente ia estar com um mapa também. É verdade, é verdade. Tem fotos da Juvalauri com mapas. Exatamente. Do guia. Do guia, é. Com mapa, do guia, sei lá,
aqueles mapas que são só, não estão nem em escala, né? Mas tem ali os desenhos turísticos. Você apoia na mesa e fica, tá, tem que andar aqui, ali. Então assim, ok, sabe? Beleza, sabe? Agora, quando se trata de um lugar que ele é familiar, ou seja, com as distâncias, sabe? Tem que ele ser um pouquinho mais, sabe? Ficar tantos quarteirões de distância daqui, então eu vou levar tanto tempo.
fazer assim ou fazer assim, sabe? Tipo, umas coisas assim de... São escritos de sobrevivência mesmo, gente. É, eu tenho um mapa das... Eu falo de São Paulo, mas não é de São Paulo na minha cabeça, que são as avenidas que me interessam. Então tem a 23, a Ibirapuera, a Santa Amaro, a Perrine e a Marginal. E aí assim tem a Espraiada, a Bandeirantes, a Paulista, sabe? É um xadrez. É um xadrez? Não é um xadrez. Sabe que isso é bom pra você pelo menos saber o caminho que você toma
Assim, porque... Ah, é entre essa e essa aqui. Quando você vai botar no mapa, assim, às vezes, se você não sabe nada, você tem que botar antes de sair da garagem, você já tem que botar. Se você já sabe mais ou menos, você já vai seguindo e vai no caminho. Exato. Eu já passo vergonha. O Uber fala, é do lado que sobe ou do lado que desce. Eu falo, deixa onde você puder. Eu geralmente quando falo isso. E aí é enganado no Rio de Janeiro, porque ele te dava pra dar um passeio.
Eu geralmente peço algum apoio do mapa quando, sei lá, tô indo pra um lugar que eu não conheço, quando eu já tô chegando, olha,
Quero saber se é, sei lá, a terceira rua e qual casa, porque eu sei chegar aqui. Quero saber se tem vaga, tem onde parar o carro. Mas se não é isso, se for um lugar muito conhecido, andar na cidade e tudo mais, ah, gente... Cara, eu gosto. É isso que você falou que eu ia perguntar. Andar a pé, eu acho que te obriga a prestar mais atenção no caminho. E aí é mais gostoso. Porque no carro, eu quero chegar logo no lugar. Não quero ficar olhando o caminho. Ah, mas às vezes a pé eu também só quero chegar logo no lugar.
Mas é isso. Você tá passeando. Você tá... Eu tenho que virar na corda. Até lá eu vou... Essas coisas utilitárias eu tenho forte rigidez cognitiva. É o caminho que eu sei é o caminho que eu sei. Não tumultui. Muito bem. Vamos pra última. Primeiros socorros básicos. Isso é... Isso é... Força da evidência muito alta. Pesquisas mostram que grande parte da população não sabe
realizar o... como que é? O PCR lá, o... CPR. É o... É isso, isso. Só uma minoria se sente... É o protocolo de... Não, gente, peraí. Ressuscitação, ressuscitamento... É alguma coisa assim. Peraí, peraí. E isso, eu não sei. Devia saber pra caramba. Só uma minoria se sente preparada pra agir em emergências. Ressuscitação cardiopulmonar. Pulmonar. Agir em emergências.
com que você fazer isso imediatamente pode dobrar ou triplicar as chances de sobrevivência. E mesmo assim, a maioria não sabe agir, tá? Eu passei por isso esse ano e foi meio traumatizante, assim. Porque a minha vizinha precisou. A filha dela tocou lá em casa, porque a mãe tava passando mal. E aí eu fui lá, ninguém sabia fazer nada. E aí, assim, teve que ligar pro SAMU. Aí a moça do SAMU orientou.
fazer, mas mesmo assim, tipo, a pessoa não tá lá na hora, né? E, cara, ficou muito na minha cabeça, putz, será que eu tô fazendo direito? Será que é isso mesmo? E assim... E eu ia quebrar a costela, porque... Então, é isso. E eu já fiz, quando eu trabalhei lá em Barbacena, né? Eu trabalhava numa clínica, eles deram curso de primeiros socorros. E cara, isso aqui, ó, como eu acabei de falar, não tenho memória, não lembro nada. Então...
você tem desfibrilador? Não. Quase ninguém tem isso em casa, né? Mas perguntam pra saber. Não custa perguntar. E é isso. Ninguém sabia lidar com a situação e ficou isso até essa... O Samu chegou rápido e tal, mas, sei lá, 10, 15 minutos poderiam ter feito a diferença. Cara, e é muito... É que nem comer, é tipo... Questão de vida ou morte. E aí tem várias coisas que a gente falou. Você no meio do mato torceu o pé na pele.
Atravessando o rio. A gente tem que saber imobilizar a sua pedra. Existem coisas e coisas. E existe até quando... Saber quando você não é pra fazer nada. Exato, quando não é pra fazer nada. Existem coisas tipo... Eu sei primeiros socorros de fazer um curativo. Limpar um, machucar. Você já sabe fazer ponto, né? Eu sei fazer ponto. De forma completamente maluca, né? Mas enfim... Mas eu sei também... Por conta da cirurgia que eu fiz... Faz mais de 10 anos eu quebrei meu úmido.
aqui direito, e eu tive que fazer a famosa cirurgia da placa. E eu e o Caio temos a mesma cirurgia de placa. É verdade. Foi uma das coisas que eu falei, essa cirurgia eu também tenho. Quer me ver pelada? E aí também é hoje. Que interação, não é? Você vem sempre aqui, né? Quer tomar alguma coisa? Um banho? Eu também aprendi sobre o falso ponto que é feito com aquele
negócio adesivo, né? Então a ideia de que você vai juntando. Então eu sei fazer curativos. Eu sei algumas vezes quando é bom não mexer ou não levantar a pessoa ou não deixá-la dormir ou não tirar alguma coisa que perfurou ela que se tirar vai ser pior. Você toma uma flechada, né? Você não arranca a flecha, né? Ou quando... Na verdade, né? Qualquer cortante... Não, eu sei. Várias vezes essas coisas... Minha mãe é médica, né?
Então, boa parte do negócio foi ela que me ensinou. Eu também sou uma grande torcedora de tornozelos. Uma das mais, uma das grandes profissionais. Isso, torcedora de tornozelos. Puta que pariu. Então, também sei bastante sobre imobilização, sobre usar um tensor e tomar cuidado e tudo mais. Então, eu sei essas coisas porque eu já me fudi muito. Mas ressuscitação... Você é criança engasgando. Manobra de Heinrich. Isso, exatamente.
assim, bate nas costas, né? Eu sei como é que é pra você se desengasgar sozinho. Você tem que se jogar na mesa ou máquina de lavar também. Máquina de lavar. Máquina de lavar, que ela tem altura. Pra você empurrar aqui. Pra você não morrer sozinho em casa. É isso. Caramba. Mas aí, veja, né? Cara, é. Eu aprendi tudo no TikTok. TikTok? Ela acabou com a minha memória, mas tem coisas que... Mas você já fez? Porque tem isso. Tem coisa que eu acho que eu sei no TikTok.
Não tem coragem de fazer, não. Eu, por exemplo, aprendi com o Bikman. Mas a questão não é nem a técnica, eu acho. Pra mim, é você manter a calma e lembrar e fazer a decisão certa. E não se desesperar, sabe? Um sublingual toda manhã e a calma é completa. Mas assim, essas coisas que eu já usei de curativo, minha mãe que me ensinou e eu já fiz. Automanobra de desengasgar, eu vi no TikTok duas vezes. Não sei se eu sei fazer.
Eu sei a teoria. É. Mas também que não precisou, é isso. É, isso, isso. Mas assim, qualquer situação ali, inclusive eu sou meio treinada no se eu precisar de um atendimento médico rápido, e a pessoa precisa fazer a triagem, eu já sei, ó, tanto a tanto de dor tal, não sei o quê, fiz tal coisa. Eu acho. Olha só. Que a gente, assim, tem uma sensação de segurança, né? Porque ainda mais é quem vive em cidade grande. Ah, não, tem sempre alguém pra resolver e pra ajudar. Eu ligo qualquer número, né?
Alguém ajudar em São Paulo? Pô, você ligar no SAMU, elas chegam rapidinho. Sim, sim, tudo bem. Ou alguém pra ligar no SAMU. Mas a questão é... Depende do bar. Depende do bar. Eu, como pessoa que se estabaca bastante, mais de uma vez, já caí bastante na rua. E ninguém, a pessoa olha e... E as pessoas olham e... Mas é que eu acho também... E chuta. Dá licença aqui. Fodida. Tem que cair direitos. Olha o indiferente. Mas a questão também é... Também tem medo de ser golpe? Ah, sim.
aí tinha salto. Se tem gente pedindo ajuda na rua, pedindo. Eu nunca paro. Seja como for, já aconteceu comigo de eu cair. Cara, uma vez eu caí na Faria Lima. Eu caí porque eu caí, não aconteceu nada. Minha perna só desistiu. E aí, cara, eu ralei a minha perna a níveis estratosféricos. E eu andando meio mancandinho, assim. E aí, tá, vou chamar um carro porque eu não vou conseguir pegar ônibus e tudo mais. Jogando água na minha perna, porque eu tava com garrafa d'água. Jogando água pra dar uma aliviada.
também que, porra, você ralou no chão sujo da avenida, tal. Cara, as pessoas passando do lado, tipo, esconde isso! Ridículo! É isso, é isso. Acontece. Eu vou contar um caso pessoal, que tem muitos tipos de primeiros socorros. Eu sou diabético, e aí pra todo mundo com quem eu convivo, eu tenho que dar o... Tipo, se acontecer, se eu começar a passar mal, se eu for glicemia,
Hiperglicemia. O que tem que fazer? Se dá insulina. E aí tem isso. Tipo, minha esposa já ficou sem saber o que fazer. Porque tem que furar o dedo pra saber se o açúcar tá alto ou se tá baixo. E aí, se tiver alto, tem que dar insulina. Eu vou te dar uma injeção. Como é que, sabe? Sim, sim. Já aconteceu de cair o açúcar na casa do amiguinho e chamar o Samu. Você não quer só me dar uma colher de açúcar. É que ninguém sabia. Tem o que fazer.
Tem várias coisas que a gente não sabe, né? Tem uma galera que tatua, né? Eu tenho. Ah, olha aí, então. Diabetes tipo 1. Que é isso. Se eu cair desmaiado no chão, o Samu tem que saber que...
Tem diabetes. Isso aí já... Isso eu? Não, é o que eu falei pra eu fazer aqui, porque é perto de onde vai qualquer coisa na vez. Aí ele já, ó, tem diabetes. Porque eu descobri, depois da cirurgia, eu fiz a recuperação, o médico fez com soroglicosado. Que era pra recuperar mais rápido. Aí eu descobri a diabetes. Caramba. Nessa recuperação, porque eu nem sabia que tinha. Então é isso, pra não dar soroglicosado se eu sofrer um acidente, tá escrito.
Tá notado. Você não pode desmaiar assim, né? E vocês acham que as pessoas têm interesse nesse tipo de...
aprendizado, porque eu... Ah, eu tenho. Sempre que você precisar. É a famosa história do... Você tem que passar por isso, né? Pra poder... Mas é que o foda é ir na aulinha, entendeu? Na aulinha. E praticar, né? Todo mundo quer. Eu acho que tinha que ser básico no... E com frequência, sei lá. Todas seis meses você faz lá, treina no boneco e tal. É, porque você não esquece. Tem... Bom, existe treinamentos, né, que se dão, por exemplo, nas empresas. Nas empresas. Se você fizer parte lá da... No The Office lá, que...
Por exemplo, se você está na tua empresa, você faz parte da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, a CIPA. Inclusive, se você é CLT, te dá estabilidade. Se você é da CIPA, você não pode ser mandado embora. Olha só! A dica aí. Mas aí é isso. Você é o cara que vai coordenar todo mundo. Se começar a pegar fogo, você vai levar. Você é a pessoa que tem lá um treino. Quando trabalhamos juntos na mesma agência... Tinha treinamento de ensino. E tinha quem era da CIPA.
era da CIPA, porque obviamente o publicitário médio não pode se dignar a prender, sabe? Era o pessoal da Copa. Você lembra daqueles caras que trabalhavam lá na Copa? Eram eles. O Carlão. O Carlão. O Carlão que apareceu na sala numa dessas simulações falando, galera, deixa tudo aí. Por favor, vamos descer. Que saco. Que saco. Deixa equipamento isso daqui. Mas é isso.
de alguma coisa, você vai ter. Sempre você precisar, né? Você vai falar, pô, gostaria de aprender. Você pode aprender, né? Só que tem que querer mesmo. Procure saber. Procure saber. Antes da gente encerrar e por qual é boa, eu quero só dizer o seguinte. O propósito desse episódio não é a gente trazer uma tese simples, antigamente que era melhor. Viramos conservadores. Isso, né? Porque assim, a era digital não apaga automaticamente
essas habilidades, mas a gente já percebeu e reduz a necessidade da gente praticar, de usar, de transmitir pros outros. Sim, sim. E eu fiz aqui até uma listinha. Quais habilidades continuam sendo essenciais mesmo quando a tecnologia faz por nós? E por que que é importante, né? São três pontos. Nos ajudam a pensar melhor, como a gente já discutiu aqui esse tempo todo. Nos permitem agir quando a tecnologia falha, né? Não tem. Padmex. Exatamente. E nos tornam capazes de conviver e decidir em sociedade, né?
o que a gente... Ser gente! Exatamente. Não, e é isso. Esse é um ponto que preocupa. Quando você não tem uma mínima noção do funcionamento básico das coisas... Isso! Da vida! É, você não tem... Você não tem repertório pra entender como a sociedade pode ser. Foi o pai que falou a coisa pra mim. Do avião? Não, do mecânico. Você vai no mecânico. Você não sabe nada. Você vai pra trás. Você tem que saber o básico. Mesmo que você não vá fazer. Mesmo que a tecnologia substitui.
mesmo que você ligue e alguém faz por você, você tem que ter um conhecimento básico pra poder... Pra não ser enrolado. Pra não ser enrolado. Tem um livro que eu não vou saber o nome que fala de o futuro sem a tecnologia. E aí uma das ceninhas que ele descreve é um avião que tá pra decolar e não tem internet, não tem mais nada, é tudo manual. E aí atrasa oito horas o voo. Por quê? Porque a galera do aeroporto não sabe distribuir a bagagem no avião.
Porque hoje quem distribui a bagagem no avião é o computador. É um robô. Por causa do peso que tem que distribuir certinho. E é isso.
Acabou, não tem internet, ninguém vai saber arrumar bagagem no avião. E aí o avião não decola. O avião não decola porque está distribuindo errado. Está tudo muito parado. Ah, o computador faz. O computador que fazia. Então a gente tem que saber exatamente para todas as coisas. É isso. Tem uma coisa curiosa que acontece com muita gente. Todo mundo tem ou já teve uma ideia de projeto online, certo? É um site, uma newsletter, um portfólio, uma loja, um canal. Alguma coisa a gente já pensou em ter. Só que na maior parte das vezes,
naquela gaveta mental chamada quem sabe um dia. Eu mesmo estou com essa gaveta cheia, tá? Muito porque parece complicado, caro ou técnico demais. Vai tomar nosso tempo, então é melhor deixar para depois. Mas olha só, essa complicação é coisa do passado. E a Hostinger está com uma campanha do mês do consumidor justamente para quem quer finalmente tirar uma ideia do papel em 2026. Com as ferramentas Hostinger, que inclusive tem IA para ajudar a montar o seu site,
página, loja ou portfólio em poucos passos e sem precisar saber programar nada. É a oportunidade ideal para parar de adiar os seus planos. E essa promoção do mês do consumidor é um dos momentos mais baratos do ano para você começar. Ou seja, se você está com algum projeto parado na cabeça ou na gaveta, talvez esse seja o empurrão que faltava. Acesse Hostinger.com ou melhor ainda, acesse o QR Code que está aí na tela ou clique no link que está aqui na descrição do episódio e use o cupom BRAINCAST
10% de desconto na assinatura, tá? Não esquece de usar o cupom, cupom Braincast. Hostinger, transforme o quem sabe um dia em hoje é o dia. Qual é a boa? Vamos! Qual é a boa? Qual é a boa? Você tem aí, Paim, você que tá estreando? Cara, eu tenho, ele não é novo, mas eu fiquei pensando, acho que ele tem tudo a ver com o nosso assunto. Esses assuntos todos de hoje. É um joguinho de videogame, chama de computador, chama Outworld. Tá pra sair o número 2 aí, esse ano em algum momento,
o primeiro já é excelente. E aí ele tem a ver com o que a gente tá falando porque ele... É Outward? Outward. Ele é um RPG em que você não é ninguém especial e que você não tem auxílio nenhum pra nada. Então você tem que saber fazer tudo. Você tem que saber cozinhar as comidas, você tem que saber construir os equipamentos, você abre o mapa, ele não mostra onde você tá. Mas você cai numa ilha deserta, é isso? Não, o jogo começa com você, mora numa vila, foi fazer uma expedição pra ganhar dinheiro com uma galera, seus amigos,
o navio afundou. Quando você volta, a galera da vila fala, bom, como vocês saíram, gastaram uma grana da vila e não trouxeram nada, você tá devendo não sei quantos mil dinheiros. E aí o jogo começa assim, ó. Você tem que arrumar esse dinheiro em cinco dias, senão você vai ser chutado da vila. E aí você pode arrumar o dinheiro ou não. Se você arrumar, você continua na vila, tem uma casa, você vai ser chutado e se vira na rua. E aí é isso.
Você não tem auxílio nenhum pra nada. O mapa você abre, não mostra onde você tá, então você tem que se guiar pelos pontos. Tipo, né, jogos com tutorial que faz tudo certo.
Não tem nenhum tutorial. O tutorial que tem é pra ensinar. Esse botão chuta, esse pula, esse corre, acabou. Agora vale aí, ó, você. Tipo, você quer magia? Você não tem magia. Você tem vida e estâmina. Você quer magia? Você tem que ir até o lugar, fazer o ritual da magia. Caramba! Pra escolher quanto você vai ceder de vida e de estâmina pra conseguir de magia. E aí tem a ver com a sua build. É sensacional. Que da hora. Os equipamentos mudam.
Tem resfriado, tem enjoo. Aí você tem a poção que cura o resfriado, a poção que cura o enjoo. A poção que melhora a comida.
O jeito de armazenar com tudo. Sobrevivência básica ao jogo. Construção dos equipamentos, manutenção dos equipamentos. Você precisa pegar o pedaço certo, que é a cauda do bicho, não sei das coisas. É sensacional pra quem tem tempo pra jogar. É, isso que eu ia falar. E ele não tem missão. Eu tenho uma historinha que você vai seguindo, mas uma missão que eu fiz é isso. Quero magia. Como que eu chego? O que eu vou precisar levar?
Quanto tempo vai levar? Vai passar uma noite? Vai passar duas noites? Eu vou ter que levar comida? Eu vou ter que... A minha barraca é pro inverno? É pro verão? Muito bom. Muito bom. Vale muito a pena. E vai sair o dois aí.
E ele é tipo o Souls-like. É pra PC? É pra PC. Porque a batalha é difícil também, não é simples. Não é sair apertando o botão enlouquecidamente. Você tem que treinar, você ganha as habilidades. É muito bom. Pra isso que a gente tá falando aqui é isso. É a simulação do que era a vida sem a internet. Boa, perfeito. Outward. Ó, quero indicar um documentário. Ah, não. Será que você vai fazer mais do que eu? Acho que não. Acho que é improvável que seja. Um documentário que eu assisti na HBO. Ah, tá noido.
Se chama The Mortician, em inglês, ou em português, A Funerária, Dinheiro e Cinzas. São três episódios que contam uma história de fraude no submundo dos negócios funerários. Tem que se divertir pra caralho, só assim. Tem que se divertir pra caralho, só assim. Tem que se divertir pra caralho, só assim. Tem que se divertir pra caralho, só assim. Tem que se divertir pra caralho, só assim. Tem que se divertir pra caralho, só assim.
Tem que se divertir pra caralho, só assim. Tem que se divertir pra caralho, só assim. Tem que se divertir pra caralho.
consumiu uma casa funerária, né? Da família. Um crematório. Crematório. Isso. Ele decidiu que ele ia ganhar mais dinheiro. Pra ele ganhar dinheiro, ele precisa cremar os corpos. Pra ganhar mais dinheiro, precisa cremar mais corpos. Como faz pra cremar mais corpos, eu tenho só três fornos de cremar. Coloque mais corpos pro forno. Exatamente. Junta um monte de corpo no mesmo forno e queima. Meio que dane-se o potinho que você entra na família.
a entregar qualquer pote. Ele pesava bebê. Eu já ouvi essa história aí. Bebê tem esse peso, adulto tem esse peso e tal. E ele dava qualquer cinza. E assim, começa de um jeito que é... Até aí tudo bem. Até aí tudo bem aí. Porque ele fala assim, gente, é um dilema ético, mas ele vai falar, gente, depois que morreu, tanto faz. É só potássio e sal, sei lá o que, sódio. Tranquilo. Normal. Não tem diferença. E aí, você começa
Tá, tudo bem. É um ritual humano, né? Você quer ter o seu ente querido lá no pote. Mas é só simbólico. É só simbólico. Então você começa a pensar. Só que assim, a história vai mais a fundo. Eu não vou contar pra dar spoilers. Tem muito mais por baixo desse negócio. Porque ele vai obtendo novas formas de ganhar mais dinheiro. Novas formas de ganhar mais dinheiro. Exatamente. Vai conseguindo mais corpos. Aí tem um lance que é... Eles vão contabilizando a quantidade de corpos
vai queimando por ano, né? Então, sei lá, o normal era ele queimar 80 corpos. Aí vai passando, no ano seguinte ele queimou 2 mil. No ano seguinte, 4 mil. Não, não é possível. Três fornos. Exatamente. E aí, enfim, vocês assistam pra descobrir o que mais... Que corpos são esses? O que esse cara mais aprontou pra poder... Uma hora ele começou a bater os corpos no liquidificador e colocaram no forno. Não é possível. Então, enfim, tá na HBO a funerária,
Dinheiro e Cinzas ou The Mortician. São três episódios rapidinho. Morticia me lembrou Adams na hora. É, Morticia. Perfeito. E você, Luiz Assuda? Bom, eu, pra me preparar pra festa do cinema... Que já vai ter acontecido. Que já aconteceu, que já aconteceu. A gente não sabe que... A gente não sabe que ganhou porque eu não lembro, na verdade. Acabou de falar e não lembro. Eu só sei que a festa foi foda. Mas a festa foi maravilhosa.
Festa do cinema, né? Então eu, pra me preparar pra este grande momento, passei lá, assisti alguns Oscars.
Está acontecendo, né? Então, quero destacar aqui os recém-assistidos que me... Top filmes do Luiz Iaçuda. Que me tocaram. Achei muito bacana. Que foi o March Supreme, do SAC. Chalamet. Chalamet. Chalamet. Que implodiu a própria possibilidade de ganhar um Oscar. É mesmo? É mesmo. Estou sabendo. Amigo, falou. Estava dando entrevista. Estava falando merdinha. Aí falou.
Eu jamais gostaria de trabalhar num balé ou numa ópera. Sabe essas coisas que ninguém liga mais? Balé e ópera. E assim que ele fala, se você assistir o vídeo, assim que o que ele fala bate no ouvido dele, ele faz uma cara de... Falei mesmo. Aí ele, não, não, mas aí... Todo respeito, máximo respeito. Mas escuta, não tinha edição depois pra ele pedir pra cortar? Se tinha... Não cortaram, né? Depende de onde que ele tava gravando.
Porque se ele não percebeu na hora... As casas de ópera do mundo inteiro falando dele. Não, se ele tava no Hollywood Recorder já é... Isso é a notícia.
atores da Broadway e a galera que vota os artistas que votam mas o filme é legal porque o Vagnão está concorrendo mas o filme é muito legal a atuação dele realmente está muito boa é aquele ritmo que fiquei rápido lembrei do filme favorito de Pedro Estraza é maravilhoso esse filme e é na mesma pegada no mesmo ritmo não vai dar
certo. Nada vai dar certo. E é isso. Mas ótimo filme. E o outro filme que vi, que gostei bastante e, pô, também merecidíssimo ela estar concorrendo ao Oscar, é o Se Eu Tivesse Penas, o Te Chutaria. Que é estrelado pela Rosie Byrne. Fazendo ali o papel de uma mãe tendo passado por um trauma, mas derretendo ali. Tem o Conan Bryan, né? Sem nenhuma... A gente chegou o fã do Conan
Eu sei desse filme por causa dele. Porque ele foi fazer um papel... Mas a Rosie Burnett tá... Ela que tá indicada, né? Tá indicada. Eu acho ela uma atriz boa. Eu acho ela muito versátil. Pra comédia, ela já... Ela era bem conhecida em comédios, em dramas. Já tinha alguns filmes também. E eu me lembro de um papel que eu gostei muito numa série dela. Que é Platonic, né? Ela com o Seth Rogen. Fazendo um... Um casalzinho.
É uma dupla de amigos, na verdade, que tem... Fomos amigos que nunca se pegaram, mas que... Sempre ficou alguma coisa ali. Uma tensão que, tipo, assim, as pessoas em volta acham e tal, mas enfim. E é isso. E a série vai passando e... Enfim, mas ela tá muito bem nessa série. Eu já tinha gostado do papel dela nessa série. Então tem algumas coisas desse tipo de papel que ela faz nessa série, que ela traz, mas aí nesse filme ela vai muito além, né?
está realmente passando, sofrimento está estampado na cara dela e ela está muito bem. Filme muito bom que merece ser assistido. Por curiosidade, assisti no Dia Internacional da Mulher. Temático. Temático. Filme para debate rapidamente com a esposa após o filme. Belo filme. Das coisas recém assistidas, os dois que trouxeram.
O primeiro confesso que fui ver, menos porque falaram do Chalamet, que ele tá não sei o que lá, mas porque era sobre o tênis de mesa, né? Ah, é verdade! E a história do atleta que inspirou os movimentos e o lance lá dele ser meio malandro de Nova York, que era um jogador que existiu, mas que aquilo não é biográfico, não é a vida dele, né? Mas que...
mas que tinha esse fator, assim, de ser um cara performático e tal, que é um pouco do que ele trouxe ali no filme, né, jogando e tudo mais. Muito bem. É isso aí. Via Firoto. Inclusive, Luiz Yassuda e Kim Fujioka foram consultados para a falta de cinemática. Foram consultados, consultoria. É, consultoria. Pra falar de tênis de mesa. Ó, rapidamente aqui, eu tenho muito orgulho de ser a pessoa que vai trazer, para o Qual é a Boa, o Testamento, o Segredo, de Anitta Harley.
O documentário da Globoplay de cinco episódios, que conta... Ah, que você falou.
A história da... Gente, uma briga de sapatão de primeira qualidade. Vocês não estão entendendo. A herdeira das lojas pernambucanas, a Anitta Harley, é uma mulher que está em coma há 10 anos. Uma senhora, já, né? E aí, porra, lojas pernambucanas. Muita grana, império, dinheiro. Por que não tem esse nome no título, né? Porque quando eu abri... Lojas pernambucanas? Mas tá na descrição. Porque quando eu abri, eu vi esse nome e falei,
Será que é esse que a Bia recomendou? Não sei porque não tem o nome da loja, né? Acho que talvez assim no nome não possa, mas aí é isso. Cara, ela está em coma e nós temos duas mulheres que estão falando que são as... Eu sou a verdadeira esposa de Anitta Harley. Meu Deus! Uma delas é... As duas são pessoas que... Eu estou grávida de Luiz Carlos Prestes. E vou ter o meu filho dentro de uma loja pernambucana. As duas trabalharam com ela, mas uma...
fala que a outra era apenas uma funcionária e que eu sim fui companheira de vida. As duas têm evidências. Tem uma que a família gosta mais, tem uma que a família gosta menos. Tem, gente, duas primas da Anita Harley que são, elas roubam a cena no documentário. Elas falam uma coisa meio Chana Garcia de chamar atenção pela... Porque é irreverente, sabe? É uma história muito boa. Tem um personagem que é o advogado
de uma das esposas, que é... Será que eu vou ser processada? Supostamente. Ele é supostamente um charlatone de primeira linha. Cara, são cinco episódios. Passa voando. Porque é muito gostoso de assistir. Os personagens são escritos, inventados. Juro por Deus. Parece que são escritos e inventados, mas é um drama que essa família está vivendo há muito tempo. E aí, ter o controle sobre
essa herança não tem só a ver com ter a grana, mas também é decidir o que é que vai acontecer com a Anitta Harley. Porque desliga aparelho, não desliga aparelho, tenta terapia alternativa, não tenta. Quem vai ter que decidir é uma pessoa, e aí essa pessoa pode ser a esposa que for colocada ali como companheira ou não. E esse caso não está fechado. Então... Mais uma temporada. Talvez tenha mais uma temporada, talvez a gente continue só acompanhando pelo noticiário. Mas essa história é muito boa,
dá dozinho em vários momentos, né? Em outros, você fica bastante impressionado como tem gente que vive uma vida muito engenheirada, muito diferente da gente, né, menina? A vida do rico é diferente. É muito diferente. A vida do rico é bem diferente. Mas, no geral, muito bem pensada. É uma série documental com excelente roteiro, muito bem feito. É da Camila Appel, que inclusive já teve entrevista dela no cinemático... No João de Deus.
Que o Pedro fez, da época da série do João de Deus. Gente, é uma delícia cremosa.
de você ou chamar todo mundo pra assistir em casa, ou combinar de todo mundo assistir e aí no bar do final de semana diz que a gente vai falar. Onde que é? Onde que passa? Globoplay. Globoplay. Muito bem. Tá aí, hein? Cinco episódios de... Gente, é uma delícia. Vou dar um play, vou dar um play. É, e um pouco mórbido também, mas... Mas não é mais mórbido do que o Ente de Pote, que o Benick falou. Cara, esse realmente foi bom. Esse foi bom. Pode ser o fim da série. Você pode fazer uma maratona.
Eu vou ter alguma crença na humanidade depois desse seu documentário? Não. Acho que não. Tá, beleza. Só pra saber. Diâmetro dos documentários que eu recomendo é da pouca crença, né? É. Diminui bastante. Ah, mas é o que dá o tempero, né? Isso. Muito bem. Então é isso? É isso. Obrigado, gente. Valeu. Beijo. Tchau. Beijo. Tchau.