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“Quem me conhece sabe” (ou como pedir desculpas na internet)

06 de março de 20261h39min
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Influenciadores, celebridades e empresas descobriram que errar é quase inevitável — mas saber pedir desculpas virou habilidade de sobrevivência pública. Na era da internet, pronunciamentos são dissecados em tempo real: tom de voz, escolha de palavras, cenário, emoção e até figurino entram no julgamento coletivo. Neste episódio, o Braincast analisa como os pedidos de desculpa se transformaram em um verdadeiro gênero da comunicação digital, os limites entre sinceridade e performance e por que algumas falas acalmam crises enquanto outras inflamam ainda mais. Para entender esse cenário, Carlos Merigo, Bia Fiorotto e Hiago Vinícius conversam com Ana Paula Passarelli, a Passa, cofundadora da Brunch e uma das principais especialistas em creator economy e reputação digital no Brasil. 04:54 - Pauta 01:21:00 - QEAB -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios! https://www.youtube.com/channel/UCGNdGepMFVqPNgaCkNBdiLw/join -- 🏃 SIGA O BRAINCAST Seu podcast com conversas curiosas para mentes criativas está em todas as plataformas e redes. Inclusive, na mais próxima de você. Encontre o @braincastpod: No Instagram; no BlueSky no TikTok na Twitch no YouTube. -- Entre em contato através do braincast@b9.com.br. Perdeu o Qual É A Boa? Encontre todas as dicas da bancada nos destaques do nosso Instagram. @braincastpod -- O Braincast é uma produção B9 B9 Criação e Apresentação: Carlos Merigo Edição: Gabriel Pimentel Identidade Sonora: Nave, com Direção Artística de Oga Mendonça Identidade Visual: Johnny Britto Atendimento e Comercialização: Camila Mazza e Telma Zennaro O2 Filmes Direção de Fotografia: Lais Lima (Tangerina) Direção de Arte: Carolina Lage Coordenação de Produção: Gabriel Paim Assistente de Produção: Bernardo Barcellos Copeira: Vania Hiana Cenotécnico: Pele Equipe Cenotécnica: Anderson Leonarchik Henrique Leonarchik Denir Luiz Guilherme Tavares Andre Grandeso Pintor: Bruno Acervo O2: Sr. Figueroa Odecio Anderson
Assuntos12
  • Cancelamento e Reação PúblicaCiclo de erro, backlash e desculpa · Impacto financeiro do cancelamento · Invisibilidade vs exposição · Estratégia de comunicação em crises · Diferença entre pessoas públicas e corporações
  • Arte do pronunciamento digitalEstética e semiótica da desculpa · Tone of voice e escolha de palavras · Cenário, iluminação e figurino · Análise coletiva de vídeos de desculpa · Performance vs sinceridade
  • Culpa e Peso EmocionalVerdadeira culpa vs performance de desculpa · Aceitação de falhas pessoais · Humilhação do mea culpa · Falta de verdade nos pronunciamentos · Ciclo repetitivo de erros
  • Comunicacao PoliticaAnálise da magnitude da controvérsia · Silêncio vs pronunciamento · Contexto jurídico e processos · Impacto da exposição em pequenos grupos · Treta apenas na internet
  • Influenciadores Digitais20 milhões de influenciadores no Brasil · Falta de literamento em comunicação · Diferença entre privacidade e intimidade · Exposição de crianças na internet · Responsabilidade de figuras públicas
  • Relacionamentos FamiliaresDiferença entre intimidade e privacidade · Arcos narrativos da vida compartilhada · Separações e silêncios estratégicos · Produto vs vida pessoal · Impacto em crianças adotadas ou dependentes
  • Geração Z e comportamento digitalMedo de exposição · Conteúdo que desaparece · Perfis privados e grupos fechados · Trauma da geração anterior · Comunicação controlada
  • Casos emblemáticos de pronunciamentoCaso Solândia Conto no BBB · Pronunciamento de Caralho · BBB e múltiplas personalidades · Retratação via ADMs · Impacto de contexto (pandemia, isolamento)
  • Posicionamento CorporativoErro corporativo vs erro pessoal · Comunicados para acionistas vs público · Gestão de risco em empresas · Tragédias e responsabilidade · Equipes de relações públicas
  • Plataformas comerciais e IASensibilidade de timing · Reação do algoritmo a notícias · Custo de conteúdo não alinhado · Morte de celebridades e pausa de conteúdo · Termômetro social das redes
  • Literamento jurídicoPublicidade regulamentada · Cartilha do Conaev · Processo de onboarding para influenciadores · Diferença entre pronunciamento pessoal e jurídico · Multiplicidade de públicos
  • Psicanálise lacaniana e aceitaçãoFin da análise · Bancada de posição · Terapia psicanalítica vs cura · Análise de velha a conenha · Aceitação de si mesmo
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Esse podcast é apresentado por p9.com.br. Carlos Merigo, esse é o Braincast 624. E é Fiorotto, tudo bem? Gente, eu vim aqui conversar sobre... Bom, tudo que tá acontecendo, né? Eu acho que vocês podem ser acompanhados. Fez suspiro, fez suspiro. Eu olhei de camiseta branca. É, camiseta branca. Bom... Maquiagem, né, leve. Quem me acompanha, quem me conhece, sabe. Sabe, Carlos Merigo. Muito bem.

Volta. Eu, na qualidade de incancelável, não sei o que eu tô fazendo nessa mesa. É verdade. Continua sendo seu lembro. Explica a rapaz. Por que você se considera incancelável? Explica. Porque olha tanta cota que me acompanha. Olha quanta minoria que eu sou, junto, uma vez só. Vai no placar. Vamos lá, você vai cancelar um homem negro, homossexual, solteiro, à procura. Inclusive, periférico, macumbeiro. Tem mais alguma opressão aí? Tô com problema no pé agora que eu tô mancando.

Você não faria isso com alguém? De vez em quando eu sou uma mina careca, você não pode. Muito bem. E para não deixar de falar bobagem, temos aqui nossa super convidada, Ana Paula Passarelli, que ela é fundadora da Brunch. Mas, mais do que isso, ela ajudou a construir o marketing de influência no Brasil. Trouxe na mala... A pedra angular. O Cris Dias, a gente sempre fala que ele trouxe a internet para o Brasil. Ele trouxe mesmo.

Influência, certo? Na mala, teve que passar pela alfândega, pela receita, eles deram uma olhada. E deram uma olhada. Certo? E olharam e falaram assim, será que a gente deixa entrar? Melhor, será que vai dar certo isso aí? O programa não é deixar entrar, é igual banda, que o programa não é a banda, são os fãs. Ah, sim, entendi. Então assim, o programa não é o marketing de influência, não é a estrutura, é o que se faz com isso no final da coisa.

Tá certo, muito bem. Ó, e nesse Braincast, a gente vai falar sobre a arte do pronunciamento, né?

Que pedir desculpa na internet virou um grande lance nos últimos anos. Tem até a estética, toda a semiótica da desculpa. E a gente vai falar como que é essa semiótica. Quando se deve se pronunciar numa situação de crise. Porque tem gente que diz que não, tem que ficar em silêncio. Lamentamos profundamente, quem me conhece sabe. Peço desculpas a quem se sentiu ofendido. Não era a minha intenção. Vocês que não entenderam.

A criatura gay. Trato como se fosse normal. Tem até isso já. É parte da minha família. Eu tenho vários amigos assim. Teve isso. Na hora de pedir desculpa se rebela gay. Como se fosse uma coisa que... Ah, é. Verdade. Inclusive. Pera, mas o que tem a ver uma coisa com a outra, né? Então, vamos falar sobre essa estética. Vamos falar quando se deve fazer. E quando ajuda ou piora, né? Porque a maioria das vezes tem piorado a situação da pessoa. Tá bom? Tá bom.

Mais um X. Rápido. Momentinho clássico. As pessoas estão elogiando, tá? Que é rápido. Então eu vou tirar essa parte pra ficar ainda mais rápido. Quando eu falo que vai ser rápido, eu tô ocupando segundos. É verdade. E aí na promessa da rapidez... E aí fica lento. E nesse tempo aqui, você já podia ter apertado o like, compartilhar, seguir, mandar pra sua mãe. Hype, hype, hype, hype. Gente, aperte o hypezinho, que é um botão que eu acabei de descobrir que eu assisti.

É o nosso novo Interfoco agora. E siga o arroba Brincast Pod nas redes sociais, tá bom? Isso.

Antes disso, gostaria de convidar a todos e todas e todos para a festa do Oscar do Cinemático a ser realizada. A ser realizada. No Sky Hall Bar aqui em São Paulo. Quem conhece sabe. Dia 15 de março. Na Avenida Juscelino Kubitschek. Que a gente tá falando, né? Que é engraçado que a gente marcou. Justinha caiu no dia do Oscar. Você viu só? Você viu que loucura? O link pra você participar tá lá nos vídeos do Cinemático. Vou botar aqui também no Braincast. Mas vai lá no Cinemático assistir o episódio, né? Exato.

A gente tá na bio do Instagram do Cinematico. Arroba Cinematico Pode. Arroba Cinematico Pode. Essa festa vai ter eu, um monte de outras pessoas do B9 pra você conhecer. Incluindo, mas não se limitando a eu. Outras pessoas também a serem reveladas em breve. Pra gente curtir o Oscar do Brasil juntos mais uma vez. Ano passado a gente lotou o bar de ouvinte pra ver. Ainda estou aqui levar o Oscar. Foi emocionante. Não, foi foda. Foi bem foda. Esse ano vai ser maior.

dos ingressos, que eu recebi a parcial ontem. Então se você tiver vontade de vir com a gente, corre lá pra comprar o ingresso, não fique de fora dessa, vai ser muito bom conhecer vocês. Perfeito. Bora pra pauta? Bora! Os vídeos de desculpa, eles passaram a ser um evento cultural, por si só. Porque sempre que alguém faz merda, faz uma cagada popular, se espera e lá vai vir, a pessoa vai ter um gerenciamento de crise. E aí,

Esses pronunciamentos geralmente são dissecados pela audiência. Porque tem tom de voz, tem escolha de palavra, iluminação, duração de vídeo. Figurino. Figurino. Já vimos vários influenciadores passarem por isso. E não só influenciadores, mas também grandes corporações. E aí, essa narrativa coletiva, que é você comentar o vídeo de desculpa. Ou você vai até dar entrevista no Fantástico, né? Não tem isso, a Patrícia Poeta? Tem isso, que aí você depois tem um texto andando na praia. Que aí é a própria Patrícia Poeta.

Mas esse daí é o ápice do pedido de desculpa, né? Ir pro Fantástico. É que aí não sei se é um pedido de desculpa tanto quanto é um esclarecimento. Vou dar a minha versão dos fatos. Ah, entendi. Acho que tem um… Numa terceira via, porque se você faz isso ali no seu Instagram, é você com a sua comunidade. Mas quando tem a validação de um veículo, parece que tem uma pompa diferente. Então eu vou fazer isso lá no Fantástico.

E não é o número um, né? Que não pode ir lá no Fantástico fazer. São quase castas, né? Quem que consegue chegar? Isso, não é qualquer um que vai conseguir esse espaço. É, mas tem que alguém, se não vai lá, o sistema safadeza lá com as 40 personalidades, então é melhor que alguém peça desculpa mesmo. Hoje eu tô pra ser cancelado, porque eu quero gravar o meu próprio vídeo de coisa branca. Eu acho que é legal a gente trazer o contexto de como nasce essa pauta, especificamente nessa semana.

Ah, é? Boa! Que é o caso, a gente tá falando, vai falar bastante de vídeo, de pronunciamento, de estética e tal, tal, tal. Mas essa pauta nasce.

Dessa cabeça genial de Beatriz Soroto. Ah, parou. Do pronunciamento mais bizarro dos últimos 48 horas que a gente nunca sabe dia de amanhã. É, isso. Que é o fenômeno que só tem no Brasil, né? Que é a equipe de ADMs da Solange Couto fazendo uma nota de retratação por uma coisa que ela falou. E a gente nem sabe se ela se arrepende ou não. Pois, justamente. E eu tava vendo um vídeo da Carol Jasper analisando o discurso. Beijo, Carol Jasper. Eu gosto muito. Vocês podem contar o...

o que aconteceu, assim, na linha timeline? Ela vem agora. É, então. Ah, Solange Couto, In... Solange Couto é a casa do real. Não é brinquedo, não. Ela não falou ainda no programa e as pessoas estão bravas, né? Ela não falou? Não falou. Ela tá aguardando o momento especial. Paredão foda. Com certeza, né? Uma vez ela falou, que ela reclamou, que ela esqueceu de falar. Tá bom. In... Ela, muito injuriada com certas coisas da casa, a participante, Samira, foi chamá-la pra almoçar, ela e o Babu,

Aí ela falou assim, aí não vou. Ah, beleza. Então a gente guardou comida pra vocês. E assim, numa reação super dentro do tom, ela falou assim... É, ninguém vai mandar em mim, não. Eu sou filha do prazer. Eu não sou filha de abuso sexual, não. Que isso? Gente, assim... Foi exatamente isso. É que ela usou outra palavra que eu não quero usar. Gente, assim, é resultado de uma trepada maldada. Caraca! Ela chamou pra almoçar. Foi ligado. Meu Deus.

Mais tarde, Ana Paula Renault, dona do teatro Renault. Isso, isso. Ela... Não é, tá, gente? Ela não é dona da fábrica? Da fábrica da Renault também. Ela... Não sei o que ela fez, que a Solange Couto e o Babu estavam conversando, que é a dupla Cinzeira e Cigarro. Isso. E aí, ela falou assim, Deus... Sente o peso, tá? Deus não deu um filho pra ela, Babu, porque sabia que ela não era capaz de amar gente. Porque ela fala que ela não gosta de gente e um filho é gente.

É isso. E aí o Babu ouviu essa história e falou assim, peraí, calma. Aí ela falou, não, tô contando só pra você aqui, entre eu e você e o Brasil. E aí a galera DM lá, com o cabelo em pé, teve que soltar a nota de... Uma linda aula de semântica, precisou ser 40 formados em letras. Ela não acusou a menina de ser filha de um abuso sexual. Ela acusou, ela falou que ela não é filha de homossexual.

É, falou que ela tem uma origem do prazer. Isso não tem nada a ver com o outro. Ela estava reafirmando as próprias origens. Porque quem conhece a Solange sabe que ela é uma mulher sincera. Ela fala o que vem pela frente. Desculpa que se sentiu ofendido. Mas estamos, então, numa nova modalidade de pedido de desculpa, que é o pedido de desculpa sem intenção de querer pedir. É isso. É porque ela tá lá na casa. Ela, em nenhum momento...

Então, e aí o que eu fiquei pensando dessa pauta? Porque a Carol justamente falou

que... Um pedido de desculpa de uma pessoa que não tá no mundo, né? Tá isolada no reality show. Não pode conter a ideia de que ela se arrepende e não foi isso. E ela não acredita nisso. Por quê? Ninguém falou com ela. Em cinco segundos ela vai fazer pior. Também tem essa parte. Aí você fica com que cara? Como é que você vai falar de novo? Diabético de prevenção, né? Exato. Desculpa pelo que ela fez e pelo que ela vai fazer ainda. É que ela não tá bem. Então tem todo esse bololô que é

Pedir desculpa já é difícil sendo um influenciador. Pedir desculpa por outra pessoa que está aí confinada em um reality show, que isso também acontece na Fazenda, acontece... Não sei qual é o outro que tem. Mas é no rancho do mar. Mas aí existe essa modalidade extra que é tentar proteger a imagem da pessoa pra que se ela fizer uma merda, ela não saia com tudo muito pior do que quando ela entrou. E já aconteceu muito, né? Esse é o medo, né? Muito bem. Eu queria perguntar pra Passa, que vai nos abrir aqui.

que toda a caixa preta da cara de influência no Brasil. Ela veio revelar segredos hoje. Isso. Todo criador hoje precisa aprender a fazer tipo de pronunciamento público. Tem que fazer parte do job description. Porque, assim, as pessoas, por melhores que elas queiram ser, em algum momento, elas podem falar alguma bobagem que nem imaginava, né? Se você for pegar a Braincast, a gente já falou isso diversas vezes aqui. A Braincast está entre 624. Não pega, não. Não pega. Mas os Braincasts antigos, lá de 2000,

1012, 14. Deve ter tanta bobagem lá. E a gente não sabe pedir desculpas. Vamos lá. Eu vou dar um passo atrás. Porque você questiona se todo influenciador precisa aprender a se pronunciar em caso de crise. Na verdade, ele tem que saber não entrar numa crise. Nossa, não faça a merda. Vamos andar um pouquinho pra trás. Que é entender assim. Enquanto comunicador, ele tem que saber se comportar nesse ambiente público. Porque ele deixa de ser um civil comum. Ele se torna uma figura pública.

Vocês são figuras públicas. Então, qualquer coisa que vocês falam aqui, vai potencialmente se tornar uma coisa imensa, dada a interpretação de quem está vendo lá. Então, acho que a primeira é, tem que saber se comunicar. E acho que o que a gente viveu, Merigo, nos últimos anos, em especial pós-pandemia, foi que muita gente se tornou influenciador. Por N motivos, tá? Durante a pandemia, a gente teve uma das taxas de desemprego mais altas da história do país. E isso levou muita gente a criar conteúdo como uma forma de ganhar dinheiro.

dinheiro, gente, pra, tipo, pagar o aluguel ou comprar comida. O que a gente vai falar? A gente vai criticar? Não, mas entendendo que a internet, o celular é uma porta de entrada pra esse negócio que é muito acessível, basta ter um perfil no Instagram, ou no TikTok, ou um canal no YouTube, ou eventualmente uma lista de transmissão no WhatsApp, que você já consegue influenciar as pessoas, não tem muito uma construção inicial de decoro, tipo, tá, como que eu faço isso? Como que eu me comunico? Quem passou por uma faculdade,

Por exemplo, teve algum literamento ali sobre o que eu posso, como eu faço, como comunicar determinada informação. Logo a gente passa aí esses seis últimos anos, chega agora, a gente está com um número aí, batendo a casa de 20 milhões de influenciadores, uma estimativa no Brasil. Estimativa, tá? Porque esse número tende a crescer a partir do momento que criar conteúdo, ajuda e potencializa o negócio de um profissional autônomo, tipo um dentista. Sim.

ainda por baixo aqui, pensando 20 milhões. Então se todo mundo tem o potencial de se tornar influenciador, voltando um pouquinho atrás, todo mundo deveria ter letramento de comunicação do que falar e do que pode e como fazer essa comunicação para evitar os casos de cancelamento, ou que você tenha que vir a público dizer o que você realmente queria ter dito naquele momento. Enfim, acho que tem uma questão aí. Mas sim, dado a situação, aconteceu um cancelamento,

Tem que saber vir a público e explicar o que aconteceu. Porque isso pode acontecer, gente? Pode. O público pode eventualmente não entender a dinâmica do que estava acontecendo naquela conversa? Pode. Pode ter sido intencional, pode não. Saber voltar a público e explicar. Eu errei. Parece que você está saindo de um buraco. Ninguém consegue fazer isso. Precisa da roupa branca, da maquiagem clara, o cabelo preso.

ficou ali pronto pra mostrar que se não, gente, eu não sou assim. É quase como se aquela pessoa que vocês viram não existe. E aí eu volto pro caso da Solange, gente. Pra mim, esse é um exemplo clássico do que a gente tá lidando de muitos eus aqui. O eu da Solange no programa não é o mesmo eu que tá no Instagram. A gente ainda assimila, emula essa ideia na nossa cabeça porque a gente assiste o programa e segue ela no Instagram. Mas não são iguais. Um tá sendo administrado por alguém que tenta emular

o que ela é, construindo aquilo como uma estratégia de comunicação. E a outra é que tá na casa, sendo vigiado. Acho que esse jogo que a gente acompanhou e que foi muito do Big Brother 20, né, que teve a Manu ali, que trouxe essa questão de estratégia de fora e dentro da casa. E amaldiçoou todos nós. E aí todo mundo agora meio bem preparado, né. Você vai pro Big Brother preparado com o que você pode, inclusive os pedidos de desculpa que você pode fazer. Mas quem tá pedindo desculpa não é a Solange. É o eu daqui de fora,

tentando cuidar dessa imagem que é uma extensão aqui fora da pessoa que é lá dentro. Enfim, tá vendo o tamanho da confusão que eu trouxe nessa mala? Não é fácil não. Eu adoro a palavra que você usou, que é você tem que vir a público se explicar, porque a gente entende o pronunciamento automaticamente como pedido de desculpas. Chegar e falar, galera, olha, não sei o que lá, eu errei e é o que acontece aqui. Foi mal. 90% das vezes, o influenciador tá lá se desculpando por algo que ele não acredita que ele se desculpou, que eu já vou puxar pra minha vida pessoal já. Muita discussão, eu tô lá com a pessoa, o pessoal fala assim,

ah, desculpa. Eu falo, desculpa pelo quê? Não, porque você tá bravo. É, porque você tá bravo. É, mas tipo, cara, qual é o objeto aqui? Então, se você não tá se desculpando, me conta porque você acha que eu não devia estar bravo. Tipo, porque aí rola uma coisa que fica completamente fake, aí vira uma piada. Você fala, meu, você tá falando, porque aí, ao mesmo tempo, você não pode... Geralmente, quando um oficiador faz uma piadinha que tá acima do tom, não sei o que lá, é que o público fielzão dele achou aquilo o máximo. Então, quando ele vai chegar na retratação,

dizer, galera, eu falei bosta, porque senão vai perder o público fiel dele ali. Então tem que ser um pedido de retratação meio que assim, ó, vocês aí que se doeram, parem de se doer. Eu já vi bastante. Minha galerinha aqui adorou. O povo lá em casa, o pessoal lá em casa, todo mundo gostou. Então, assim, segue sua vida, assim. E aí não fica inócuo, né? Tipo, tem todo um momento, você prepara todo um cenário pra você falar uma coisa que é nada, na verdade.

Então, eu acho que vocês trouxeram um ponto que pra mim, eu vejo isso, acho que tem um... É difícil acreditar muitas vezes nesses pedidos, porque

talvez seja paranoia, né? Seja uma... Porque falta a verdade, gente. É, esse ciclo, sabe? Que fala alguma besteira, tem um backlash, pede desculpa, e aí vai. Porque parece que o influenciador tem uma estratégia disso. Você acha que isso existe ou é uma bobagem? Ninguém quer ser cancelado. Porque a gente se identifica nisso, né? Não, ele quer ser cancelado porque ele quer aparecer. Virginia, né? É, isso.

Ninguém quer ser cancelado, é muito forte. Porque isso também já virou um modelo de negócio. É isso, exato. E não precisa ir longe. Tem muita gente que estressa a possibilidade de um cancelamento. Porque isso sim, gera visibilidade. Fica todo mundo assistindo os stories. Pra ver quando vai vir o pronunciamento. Mas antes do pronunciamento, vem o público. Você já bombou o engajamento ali. Fazer uma entrega ali, consegue bombar o engajamento. Já é um tigrinho. É um tigrinho e uma desculpa.

Entendeu? Então assim, quantas vezes eu já vi isso acontecer pré-nascimento de bebê? Porque a criança vai nascer, tá todo mundo acompanhando os stories, a audiência tá lá no pico. Lá em cima. Então ela já aproveita pra fazer uma entrega de stories ali, de publicidade, porque vai gerar um engajamento. E isso, acho que é um reflexo, Merigudu, da maneira como o mercado se forjou, baseado nesse número mágico que é a audiência. Sim. Quando não olha pra comunidade.

falou um pouco disso aqui, não olha pra comunidade que tá sendo construída, o pessoal lá em casa, né. Esse pessoal lá em casa, muitas vezes ele é mais expressivo e importante pra desenvolver qualquer tipo de caminho estratégico dentro desse mercado do que necessariamente audiência. Vocês têm uma audiência aqui no Braincast, mas possivelmente tem podcasts maiores, mas que não tem audiência relevante como o de vocês. Um ou outro, um ou outro, não tem melhores. Acho que tem esse cuidado, mas acho que tem gente que provoca

Então falar que ninguém é muito grande. Mas acho que a gente tá entrando agora num cenário de uma geração diferente. Genzy tá com muito medo da exposição. Tá com muito medo do que viu a nossa geração passar. Porque a nossa geração foi a que mais se ferrou. A gente se passou. A gente deu motivo. A gente não ajudou. Então a gente deu uma exagerada. Mas por que a gente exagerou tanto, gente? A gente também tava experimentando. Sim, sim. Jovem, experimentando um negócio que não tinha…

Regra, vamos lá, entre aspas. Então, a gente foi se passando e foi também tentando meio que se autorregular. E o jovem agora, ele já tá um pouco mais receoso do que ele possa. Tanto que é muito comum pra perfis de jovens, eles não terem mais feed. Não tem mais conteúdo no feed dessas pessoas. Eles não são como a gente que faz outra. Tem todo um outro código de comunicação pra evitar mesmo esse nível de exposição que a nossa geração passou. Por quê?

Porque é trauma. A gente traumatizou essa geração que agora tá com medo de tudo que pode vir. Eles estão publicando coisas que desaparecem, é isso? Tanto nos stories que somem, mas principalmente esses perfis de daily, né? Que são os perfis fechados. As dicks. Que ali eles vão conseguir ter só os amigos, inclusive sem a família, pra conseguir falar das coisas que eles gostariam de falar com os amigos, né? Bom, mas aí a gente, se a gente quiser, a gente pode puxar o ECA digital, mas aí é um outro programa. Se você não tiver, tudo bem, a gente corta.

Você tem uma percepção de como esse comportamento se reflete nos influenciadores de Gen Z? Tipo, eles também se protegem mais? Eles tentam expor menos a vida pessoal? Como é que é isso? Você vai notar a diferença, assim, bem drástica. O perfil de influenciador da nossa geração, ele ainda é muito apegado ao feed estético. Ele ainda tem um cuidado estético com a maneira como aquilo é apresentado. Um pouco mais lapidado hoje. E eu acho que lapidado não é a palavra, mas podado. A gente tá se podando muito.

E a gente pode pegar desde as pessoas que estão mais letradas no ambiente digital, até as que não estão tanto, mas que precisam. Então ela vai lá, baixa um template no Canva, sabe? E já começa a fazer, porque ela entende que isso dá uma podada na forma como ela pode se expor. Mas muito porque isso também está associado à criação de conteúdo como estratégia de autopromoção. Não necessariamente porque ela está construindo uma comunidade ou se expressando, expressando a identidade dela. Mas a gente vai ver que nessa geração,

que inaugurou a internet, é uma geração que agora está podada. Ela olha para a criação de conteúdo com mais cuidado, é quase estéreo. Então aquele negócio que a gente falou que a geração Z vai ser mais aberta, não vai ter tanta essa preocupação, vai fazer um vídeo lá aqui. Está todo mundo se controlando para produzir uma coisa... É isso. O ponto que a nossa geração,

ela está se tolindo, essa geração mais jovem, ela está evitando ao máximo a exposição e fazendo isso em ambientes mais controlados. Por isso que a gente vê o crescimento de chats dentro de Roblox, dentro de qualquer tipo de... Exatamente, a gente começa a ver. E daí, a discussão toda, quando o chat foi fechado para crianças e adolescentes, por quê? Porque aquele era o canal de comunicação, era ali que ela se expressava. Queremos injustiça. Injustiça para o povo. Isso. Injustiça para o povo. Felca, pior que Hitler.

Isso. Mas aí tem essa... Eu queria muito saber uma coisa que é... A internet é um lugar em que a pauta hoje é essa. Dependendo, inclusive, daqui quatro horas é outra. Já esquecemos. Perfeito. E por aí vai. Existe uma coisa assim de... Putz, seria melhor deixar baixo. Pra passar? É, eu não tô falando nem de quando as pessoas estão sendo objetivamente criminosas. Tipo, racismo, homofobia e outros crimes contra...

direitos humanos, não estou falando disso. Mas de quando rola um desencontro, uma coisa assim, que talvez a pessoa tenha vontade de pedir desculpa, venha o famoso chapisco, né? Vem o chapisco e fica, meu Deus do céu, talvez eu tenho que falar. É melhor não falar nada às vezes? É, porque tem esse grande dilema, né? Melhor ficar quieto e deixar baixar a poeira. E falar prolonga. Pra todo caminho e todo tipo de situação vai ter uma estratégia diferente. E um caminho, uma resposta melhor pra se fazer. Então,

Eventualmente, sim. Não falar nada é melhor. Por quê? Porque você também tem que entender o tamanho daquilo, gente. Vocês lembram do desfile da Sapucaí, que o Paulo Beira falou assim, gente, às vezes a treta só tá na internet. Isso, a polêmica tá na internet. Às vezes aquilo só tá num grupo muito pequeno, que dali não sai. E às vezes você ir lá, roupa branca, maquiagem, e se pronunciar, você pode acabar tirando aquilo daquele universo e projetando pra frente, onde não precisa.

Então primeiro você tem que entender. Analisar. Ter gente que te ajude a entender. O tamanho disso. E o quanto aquilo de fato. Impacta negativamente a sua imagem. Se vai impactar negativamente. E aquilo vai se expandir. Tem capacidade de crescer. Porque às vezes o silêncio aumenta. Eu vejo que tem. Todo mundo esperando se pronunciar. A pessoa não fala nada. O negócio vai sumir. As pessoas começam a cobrar. Especular. Interpretar. E fica pior.

Que aí, às vezes, a pessoa não pode falar. Porque lida com… Tá lidando com o processo. Então, as informações são privadas. Ela não pode virar público. Porque aquilo pode ser usado contra ela. Então, tem… Por isso que tem que pensar. Situação por situação, a gente tem que olhar o que pode ser feito. Mas assim, não falar nada. Até fazer um vídeo chorando. Tem o vídeo chorando, né? Tem o vídeo… Se puder evitar chorar, evite. É, evite chorar. Esse, com certeza, evite chorar.

Uma boa regra pra internet. Tem vídeo de chorar na internet. A gente tá falando de pronunciamento quando se faz uma merda, em maior ou menor grau. Mas sabe o que eu lembrei enquanto vocês estavam falando? Eu tava ontem vendo o perfil de uma influenciadora. E aí, tava fazendo uma pesquisa sobre ela pra fazer uma pauta. E aí, dando uns pulinhos ali nas fotos dela, ela era casada até o final do ano passado. E ela se separou no período de Natal e Ano Novo.

filha, sem o marido, sem falar nada. Ah, não falou nada. Cara, os comentários, eu lembrei disso, porque você, porque é isso, você abre os comentários e era, você não vai falar se você se separou ou não? Caramba. Mas aí, gente, não acredito, eles eram perfeitos um pro outro. Ai, eu tenho dó da fulaninha, que é a filha dela. Nossa, fica assim, pai. E aí, só pra finalizar, eu vi um comentário, Instituto Banana Preta Comentários, que é

A menina escreveu assim, seus fãs fiéis estão aguardando o seu pronunciamento sobre sua separação. Aí uma menina escreveu embaixo assim, nossa, bom senso passou longe. Aí ela respondeu, quem acompanha quer saber. Uma coisa assim, responsabilidade social. Direito à intimidade já era, né? Eu quero ser cuzão antes da passa entrar, porque aí ela desfaz. Mas assim, quem tá com a bunda na janela vai mostrar pelo, gente.

da sua vida, seu cotidiano, seu negócio, seu casamento. Meu casamento é lindo, perfeito, maravilhoso. Olha como eu tenho o melhor marido do mundo. Não tô dizendo que é o caso. Eu acho que era um pouco o caso. Sabe? Ah, não sei o que lá. De repente some? Você tem que dar uma satisfação. Desculpa. Acho que é onde a gente transformou a vida privada e íntima em produto. Porque tem diferença do privado e do íntimo, tá? Da intimidade e da privacidade.

A privacidade é o que a gente vê no Big Brother. Então, a partir do momento que se liga a câmeras,

a privacidade, o que acontece dentro de um ambiente fechado. Mas a intimidade tem muito mais a ver com as relações e como elas acontecem. Então, se na privacidade a gente consegue ver 24 horas da vida de alguém, possivelmente na internet, quando a gente fala de intimidade, a gente vê recortes dessas intimidades que foram escolhidas para serem postadas. Editadas. Muito bem recortadas, editadas para compor uma história que ela quer contar. Então, tem a história da família perfeita,

Tem a história do herói que vence tudo. A gente tem arcos, né? Se a gente olhar pela mesma perspectiva do audiovisual, a gente tem arcos acontecendo hoje na internet, que não diferem muito do que é do audiovisual, tá, gente? Porque bebe da mesma fonte. A diferença é que a gente tem isso em primeira pessoa. E muitas vezes é uma primeira pessoa no plural, é uma família, né? É um casal. E aí, quando esse casal se desfaz, ou já teve criança adotada que foi devolvida,

Vocês já viram essas situações horrorosas também. Teve essa aí do TikTok que foi... Horrorosa. Então assim, você tem... Quem sabe, sabe. Essa é pesada. São situações que assim, a escolha de expor isso como produto da internet, porque vira um produto, né? É uma escolha que é tomada de maneira consciente. Mas volto lá no começo da fala, se faltou letramento sobre comunicação básica, talvez se ela soubesse o quanto isso impactaria no futuro,

ela teria um pouquinho mais de controle dessa privacidade, daquilo que ela realmente ia colocar disponível na internet. Ter um pouco mais, e a palavra bom senso, eu não acho que é exatamente a palavra, mas ela dá cabo de dar um pouco pra gente o caminho do que é possível equilibrar, que é nem tanto lá, nem tanto cá. Porque, gente, vamos combinar, uma das maiores revoluções que a gente tem com redes sociais é a capacidade de encontrar alguém parecido com você. E isso foi transformador,

as pessoas. Foi muito transformador. Você conseguir... A gente não via isso na TV, a gente não via isso no rádio, a gente não via... No rádio é difícil, né, gente? Mas a gente não via isso nas revistas, a gente não via isso em lugar nenhum. Então você passa a partir de uma blogueira, de um youtuber, de uma influenciadora, você vê alguém parecido com você, que vem do mesmo lugar que você. E isso é muito transformador na maneira como a gente criou a comunicação. Ao mesmo tempo, sim, a gente tá agora catando os cacos do chão.

É, o separação é um dos momentos que mais tem notinha, né? Notinha, vídeo, no Instagram. Foto em preto e branco em collab. É, isso. Tem o textinho básico, né? Tipo você saindo de empresa, né? Você encerrando mais um ciclo. Encerrando mais um ciclo. Não tem isso? Tem. E aí tem essa dança, né? Que aí às vezes a pessoa também tá se pronunciando pra coisas. Aí pode ficar ridículo. Tipo, às vezes ela é uma influenciadora não tão grande.

Ela achava, pô, a minha base de fã nem liga tanto. Aí você vai lá pra fazer o pronunciamento.

Boto preto e branco, colado e tal. Não é, mano. Porque parece que a pessoa morreu, né? Ah, você parou, tá bom. Eu vou mandar um foguinho lá pro seu ex-marido agora. Tipo... Já estava mandando antes mesmo. É, fica esse jogo de tipo... Cara, será que eu me pronuncio agora porque é importante? Ou será que eu não me pronuncio porque senão vai ser ridículo falar e tal? Opa, se eu queria saber... Eu ia abrir a caixa preta. Se você já aconselhou algum influencer a pedir desculpa.

E se tem um jeito certo, né? Assim... E a gente vê muito sendo feito errado. Você já mandou aquele zap. Você tem uma camisa branca aí na roupa?

Estão enviando para o seu endereço. Eu nunca pedi para vestir a camisa branca, mas acho que já fiz, já escrevi pronunciamentos. Já reescrevi pronunciamentos escritos e falei assim, não se diz isso, não se diz isso, não se diz isso. E revisando, explicando, o papel inclusive do agente, do profissional que está no bastidor, é também ajudar e dizer assim, olha, vou te explicar por que você não pode falar dessa forma. Por que você não pode dizer, quem me conhece sabe.

Querida, são três pessoas que te conhecem. Não as três milhões de pessoas que te seguem. E a sua mãe nem viu o que você fez. Então, tenha um cuidado ali nas palavras que vão ser usadas. E sempre lembrar, gente, em 90% dos casos, ela errou. De alguma forma, com alguém. Ela errou. E assim, como profissional de comunicação, antes de qualquer coisa, se você não soube se comunicar adequadamente, você errou. Ponto. Então, peça desculpas.

essa frase. Explique novamente. Não diga que desculpa quem se sentiu ofendido, porque você ofendeu as pessoas com o que você disse. Não é se sentiram. Mas geralmente a pessoa se sente meio que assumindo uma culpa que ela não deveria, certo? É, mas não fica difícil. Fica uma coisa engasgada na garganta, mas a melhor solução, gente, é como comunicador você errou e não se expressar adequadamente. Peça desculpas, explique da maneira correta como

faz desde sempre, fazendo errada. Não fizemos da maneira, explicando assim, erramos quando dissemos tal coisa. Tá aqui a resposta correta. Só que eu acho que a gente recheia, enverniza isso demais de emoção. Por quê? Porque vira, fica entalado aqui. Não, ai eu não vou pedir desculpa. Tem coisa mais bonita do que ver alguém pedir desculpa hoje em dia, pelo que fez.

Vamos combinar? As pessoas não pedem mais desculpas. Coisa simples. Não tem essa palavra no vídeo. Não existe mais. E acho que isso não é só para influenciadores ou pessoas públicas. A gente está falando em uma sociedade. A palavra desculpa sumiu. Sinto muito. Eu não queria ter me comunicado com você dessa forma. Falta um pouco de traquejo. Lembra que a gente está falando de uma sociedade que passa mais tempo no celular do que dormindo.

horas online brasileiro e a gente não dorme oito horas por dia. Nossa, eu acho que eu nunca tinha pensado nessa frase. O que a gente pode esperar de uma geração e aí eu não vou falar de idade, eu tô falando de um espaço-tempo. O que a gente pode esperar de uma geração que dorme menos do que passa tempo online? Então, criativamente, do ponto de vista de relações, a gente tá cada vez mais isolado, mais sozinho, mais cansado, mais ansioso. Assim, é uma bomba perfeita

que as relações vão se fragilizando. E pedir desculpa seja uma coisa tão difícil. Você falou do trabalho da gente. E eu me lembrei de uma coisa. Eu fui, gente, por três anos, as pessoas sabem, produtora da Mikannn, do canal Mikannn, que é da Bridge. E aí, eu lembro de uma vez que vocês todos dispararam um e-mail pra todos os criadores, quando a rainha da Inglaterra morreu. Saudade dela, hein? Gostava daquela coisa em casa e grandes acontecimentos. Lembra que a rainha da Inglaterra morreu. Então,

Dá uma repassada aí no que você vai postar. Pra ver se não tem nenhum agafe sem querer. E aí já é o trabalho da prevenção agafe. Pra não precisar botar... Não, e se vocês lembram um lance, eu não vou lembrar... Se vocês lembram, porque eu não lembro. É que assim, a gente, sei lá, ia publicar algum episódio. Mas aconteceu um... Sei lá, acho que Marília Mendonça morreu no dia. A gente ia gravar um negócio super engraçado. E tava todo mundo, não sei o que. Aí falava, puta, não dá pra...

pra semana que vem. A dia, né? Deixa pra depois, porque... Primeiro que não interessa, porque ninguém tem um clima pra isso, né? Fica insensível, né? E a palavra é essa, não tem clima, porque a internet, principalmente redes sociais, ele é um termômetro da nossa sociedade. E por isso que muda. De manhã é um termômetro, à tarde é outro, à noite é outro. Então, se algo acontece nesse nível de proporção, como foi o caso da morte da Marília, que foi muito triste.

Assim, a internet ficou parada durante dois dias. Não sei se vocês se lembram disso.

Ninguém subia nada que não fosse relacionado. E aí, de maneira bastante pragmática, por que que não vai subir? Por que que não é bom subir nenhum tipo de conteúdo nesse momento? Porque o algoritmo não vai entender. Nem sua comunidade. Os algoritmos que hoje regem a nossa vida não vão entender aquilo. Porque tá todo mundo tão vidrado na notícia que tá acontecendo. Tipo, tá acontecendo essa semana no caso do estupro coletivo no Rio. Então, tá todo mundo tão vidrado que o algoritmo fica todo...

bagunçado. Então, você acaba perdendo um conteúdo que custa caro. Vocês sabem o quanto custa criar conteúdo. Você pega aquele conteúdo, você joga ele na timeline e você se perde quando você não tem controle da audiência. E ainda sai de sensível. E você estava falando dessa questão do agente e tal. Tem uma importância também que eu estava pensando na pauta. E antes de sair de casa, eu vi uma notícia. Agora botando supostamente ligado assim, afundado, tá? Que a gente vai mexer com leis agora. Sirene do supostamente.

Um... Com as pessoas que forem do meio, elas vão reconhecer. Um influenciador advogado, que é essa coisa que o Brasil tem agora, né? Esse produto da Terra Brasilis. Nossa, enfim. Tem uma série de questões que eu já trabalhei com um influenciador advogado. Tem uma série de complicações. Ele tem um conteúdo não voltado para a área jurídica e seus clientes. Ele tem um conteúdo de humor para um público, para um nicho muito específico.

É um humor escrachado e tal, não sei o que lá. Só que ele se coloca como advogado.

E não sei o quê, tal, tal, tal. Não, não, não é. Adoro ele. Mas não, então. Esse cara, ele é realmente advogado, assumidamente advogado. Ele veste roupa de advogado, ele vai nos stories. Só que ao invés de ele responder perguntas sobre advocacia, ele se faz de Regina Volpato. Para gays. Sabe esse? Que é meio gostosão e fica fazendo o que vai pegar os clientes, essas coisas. Amigo, não sei. Pô, bem específico de nicho gays. Só que aí o que acontece?

Esse cara é hétero. E aí ele, inclusive, acabou de se batizar na igreja católica. Um fofinho.

Só que agora abriram... Nossa, eu tô muito confuso com esse tema. Calma, vou chegar num lugar específico. Tá bom, tá bom. Abriram uma notificação na UAB de que, pô, ele tá fazendo uma prática que é antiética, ele vai ser investigado. Provavelmente ele vai soltar um pronunciamento que não é pro público. É pros stakeholders, né? Então também tem uma parada aqui do agente que é importante, que é, cara, você tem que falar pro seu público, você tem que falar pro público amplo, você tem que falar pras pessoas que estão falando de você, você tem que falar com possíveis patrocinadores e outros agentes que às vezes são a lei, né? Às vezes tem que falar pra Polícia Federal.

no seu pronunciamento. Então, tem que ser pensado nisso. E você sozinho, criador na sua casa, você não tem essa expertise. Ou a gente vai ter mais. Ou ele vai saber quem que vai ter e tal. Porque tem essa coisa, tipo, às vezes as pessoas não entendem. Principalmente pela falta de certas informações em pronunciamentos. Que é o que você falou. Às vezes tem um processo correndo. Às vezes tem alguma coisa, tipo, é muito mais delicada de se falar.

Então, eu preciso colocar um supostamente não falar as coisas claramente. E isso irrita muito. E isso irrita muito o público. Ele falou, eu quero saber a parada. Você não vai saber. A gente gosta de uma fofoca, né, gente?

Exato. Não tem como. Mas esse tópico que você falou de se pronunciar e de todos os tipos de públicos com quem a gente tem que se pronunciar em caso de possível necessidade, pode acontecer, por exemplo, de você não precisar construir um posicionamento público, mas vai precisar fazer um com os seus patrocinadores, um com essas pessoas que já… os seus funcionários, quem tá no bastidor vai precisar disso. Então, por isso que vai depender sempre

situação para situação. Essa questão de influenciador, mas nesse caso de corporações, o que muda em relação a esses pedidos de pronunciamento, pedido de desculpa, que a gente já viu vários darem errado. Eu lembro de um que eu fiquei chocado vendo o vídeo, que é aquele da United, a companhia aérea, e arrancou um cara de dentro do avião, de forma violenta, e aí ficou, rolou toda uma polêmica e tal, e o comunicado da empresa,

depois, era, em vez de pedir desculpa, dizendo que era uma reacomodação do passageiro. Delicada e sensível do passageiro. E aí, isso piorou, né? Ficou, principalmente a imprensa americana, ficou semanas discutindo o caso, caiações e tal. E tem muito esses casos também de empresas, o Iago falou, que lança o comunicado para os acionistas, e não para o público. Como que é? Comunicado relevante. Isso.

Como que faz pra uma empresa, por causa da Vale, com o Brumadinho e Mariana, também tem que se pronunciar, americana, sei lá, tantas... Como é que se pronunciar? Não, mas é foda, né? É foda, é isso. O que você vai falar, né? Não tô pensando no dono lá na B3, eu tô pensando no gerente de marketing que vai chegar na Vale do seguinte. E até coisas incontroláveis, sei lá, acidente aéreo, a empresa tem que se pronunciar. No caso de Brumadinho, depois toda uma campanha

uma campanha milionária pra limpar a imagem da empresa, mas não rolou uma campanha, um investimento pra pedir desculpa, sabe? Investimento pra desfazer o que provavelmente faria com que um outro acidente acontecesse e eles tivessem pedido desculpa de novo. Acho que a Bia tocou no ponto de partida aqui, que é numa situação drástica como essa, a gente tá falando de uma tragédia. Sim. E numa tragédia, gente, a empresa, ela tem que estar de pronto

para conseguir reverter o máximo que ela puder. Antes de qualquer comunicado, antes de qualquer coisa, é o quanto eu consigo reverter. E aí depende do tamanho da empresa, depende do tamanho do orçamento dessa empresa. Tem várias questões ali. Ao mesmo tempo, a depender do tamanho dessa tragédia, como foi o caso de Brumadinho, como é um acidente aéreo, a gente está falando de muitas pessoas impactadas, muitas famílias impactadas. E por mais que a gente tente dar qualquer tipo de suporte,

visíveis desse setor, que são os profissionais de relações públicas, que seguram um rojão quando estão lidando com situações como essa. É super complexo controlar, inclusive, como essas mensagens vão para fora, porque é uma tragédia, você tem muitos pontos de contar, todo mundo está buscando informação em algum lugar. É a imprensa te buscando para tentar saber como você vai se posicionar. É a família da pessoa atingida que está buscando informação para saber o que está acontecendo.

São tantos pontos. Aí vem o investidor, vem os sócios, vem as ações caindo na bolsa. É muito mais grave do que alguém falar alguma bobagem na internet. É muito grande, gente. Por isso que quando a gente tá falando de empresas desse tamanho, as equipes de relações públicas são muito grandes pra conseguir lidar. E geralmente, nesses casos desse tamanho de empresa, e que tem risco, tem empresas que geralmente já tem um controle de risco. Bom, minha empresa tem chance de dar merda

longo do ano. Por quê? Às vezes, na natureza do negócio, na natureza da liderança da empresa, porque também não sabe ficar quieto. A gente vê isso acontecer. Então, a pessoa já tem um pack dentro da área de comunicação pra gestão de crise. Então, ela sabe. Se acontecer isso, a gente já tem o pack do que fazer. Nesse pack tem vídeo do CEO de camiseta branca e sem maquiagem. Pedindo desculpa. É o Jeffrey Bezos apenas culpando blush leve.

vai estar a diferença de quando um cancelamento acontece numa corporação e quando acontece com uma pessoa pessoa física a gente tem uma pessoalidade ali então você não tem como não personificar a ideia de que foi aquela pessoa que falhou uma empresa quando falha falham muitas pessoas então não é uma quando a gente vê casos mesmo que a gente viu no ano passado sobre o uso de inteligência artificial quem que foi o culpado bom gente quantas por quantas mãos passam

uma decisão hoje dentro de uma empresa. E digo mais, a gente fica, pô, mas não teve um pra avisar? Tem, sempre. Tem sim, tem gente avisando. Tem gente avisando. Sempre tem gente. É, sempre tem. Eu avisei. E acho que a gente, do ponto de vista corporativo, as empresas ouvem pouco essas pessoas, tá? Que estão dando um toque. Às vezes elas são também coibidas dentro das empresas, são, né? Mas acho que a gente deveria ouvir mais quando tem alguém

que é o comitê do Vai da Merda, né? Mas, hum, será que eu realmente vou fazer isso aqui? A gente já faz isso, inclusive, pensa, a Brunch nem é uma grande empresa, mas a gente às vezes tem coisas que a gente quer comunicar, a gente antes vai lidar entre a gente. Vamos ver aqui se funciona. Soa bem? Se uma pessoa já disse assim, hum, talvez não, a gente segura. Não, então segura, vamos refazer, vamos trabalhar de novo, não tem problema. Então, quando é uma empresa, é um logo, né?

que é um logo que errou. Você evita pessoalizar isso, do ponto de vista, inclusive, de estratégia de PA, tá? Agora, no influenciador, numa figura pública, o que ele vai te fazer? Vai cortar a cabeça? Tem, né, como fazer isso. Quando vocês lidam com, sei lá, entrou um novo influenciador que vocês vão trabalhar, tem um cursinho básico de boas práticas, porque é isso, né? A gente que trabalha com comunicação, marketing de alguma maneira, tem mais ou menos

os pontos na cabeça do que dá ou não dá. Mas você falando no começo, eu fiquei pensando muito isso. Tem gente até que vira influenciador sem querer, né? De repente fez, tava fazendo uma brincadeira lá e bombou, virou um negócio gigantesco. E depois se torna chefe por acidente. É, isso. Chefe de uma equipe por acidente. Chefe de uma equipe. O velhinho do slime, né? Que um dia ele era, no outro dia ele era pedólogo, no outro dia ele não era mais.

Não sei se essa história... Tipo, cara, é isso. Um homem de 80 anos, só vai falar, meu Deus. Como é que é isso? Tem uma...

É um kit, também básico. Kit de boas-vindas. Isso, kit de boas-vindas. Essa coxila e uma listinha de boas-vindas. Isso, e uma constituição do influenciador. É uma boa ideia. A gente tem um processo na branch de onboard. Então, quando esse influenciador chega, ele passa por um onboard em todas as áreas. Cada área vai explicar dinâmicas do que acontece naquela área. Tem áreas que vão ser mais técnicas e operacionais e outras que vão explicar um pouco mais de processo. Mas um deles é com o jurídico. Então, acho que para além de falar

de um workbook de como fazer, a gente explica perante o discurso da lei. Então, o que a gente tem que olhar quando a gente é um comunicador? Ótimo começo. Código de defesa do consumidor. Então, o código de defesa do consumidor, a gente, todo mundo tem que saber o que tem ali. Uma, para a gente se proteger e para a gente também não dizer coisas que podem virar propaganda enganosa. Sim. Porque isso pode virar um crime, você pode ser multado. Mas aí a gente entra,

de constituição, do que é possível fazer, a nível de organização de regulamentação da publicidade. Então, a publicidade é uma atividade regulamentada. Então, a gente tem hoje documentações, tipo o Pacto Sempre, que trazem informações de como isso funciona, o que você pode fazer. A própria cartilha do CONAR, que diz como que você sinaliza a publicidade de maneira adequada. Assim, garantir que a atividade do influenciador seja transparente. Agora, numa situação de gestão de crise,

Essa a gente tem que ir analisando uma por uma mesmo. E acho que é um processo que eu acho que funciona melhor que é ongoing. Você vai fazendo isso ao longo do tempo, ao invés de dar a sacolinha de coisas pra ela, vai lá estudar, fazer um EAD, sabe? Não, a gente vai fazendo isso num processo quase que diário mesmo, nas trocas de aceita isso, não aceita, isso funciona, isso não funciona. E aos poucos a gente vai conduzindo o cliente a entender um pouco mais essa dinâmica do dia a dia. Sim.

Agora, tem dois casos aqui que vai mexer, voltando até pra questão dos influenciadores e tal. Primeiro caso é Vanessa Camargo no BBB. Foi expulsa porque tocou no pé de Davi. Pensou. Momento bíblico, né? Tocaram aos pés de Davi. E aí ela saiu, gravou um vídeo. Galera, quem me conhece sabe. É isso, eu não conheço antirracismo. Nossa, eu tô maluquinha, vou estudar. Acabou o BBB. Peraí, desculpa. Tá rolando muito isso também. É o cara que foi expulso do BBB lá porque assediou a moça.

A família falou, ele chegou aqui sem nem saber quem ele era. Virou um... Ele tá desnorteado. Eu vou estudar e nunca estuda. Que é o caso de uma certa grande rede aí que teve um caso de racismo, de assassinato de pessoa na porta. De supermercado? De seu estabelecimento. Eu falo assim, não, vou fazer um conselho aqui de notáveis que vai me ensinar. E é o livro da Agatha Christie, que não sobrou nenhum. Todo mundo dá aquele conselho.

E aí se empurrou o problema pra frente. E aí realmente não trouxe resultado nenhum. Mas aí o que aconteceu? Vanessa Camargo fez esse vídeo. Todo mundo lembra. Tinha até os stickers dela falando que ela vai ser antirracista. Teu dois meses. Acabou o BBB. Davi Britz provou um piroca das ideias. Ela falou, gente, eu não tava errada nada. Racista nem pra uma pinóia. Eu já fiz uma... Ela fez a música. Ela cancelou o próprio pedido. Ela fez a música Caça Like, Caça Hype.

esqueci o resto da música. E acho que hoje ela deu uma entrevista falando, gente, eu saí quando eu saí do BBB e voltei pra vida normal as pessoas estavam na rua me abraçando, me achando ótima porque metade do Brasil do Davi, metade odiava. Assim, o racismo foda-se, né? Ninguém mais liga pra essas coisas. Ela achou que foi uma coisa ultrapassada. Mas aí tem isso, que tipo a equipe de PR dela falou assim, meu, para as máquinas, vai lá e grava o seu arrependimento depois ela viu que ela precisava ter se arrependido.

E aí o segundo caso que eu queria falar é tem um podcast que a internet agora ama odiar

seu primeiro episódio, o senhor Pedro Paulo, também conhecido como Mano Brown, vira pra Carol Conká e fala, você já não acha que você pediu desculpa demais? Você não acha que já chega? E aí tem uma parada que é esse grande case de cancelamento do Brasil, é a Carol Conká. Que é um trabalho de anos. De primeiro ela ser muito boazinha, depois ser um pouquinho de piada, aí agora ela faz quadro sobre isso. Assim, custou muito caro fazer tudo que foi feito.

E aí a minha pergunta é, pra um pedido de desculpa ser efetivo, ele tem que doer? Tipo, eu preciso tirar algo de mim? Tipo, eu preciso

Fazer um sacrifício para as pessoas em público. Para ser efetivo. Segundo. Porque aí a pessoa vai lá. Posso pedir desculpa. E às vezes não pedir desculpa. Ok. Tipo galera. Fiz um negócio. Falei cagada. Puta. Sinto muito. Aí vai lá a pessoa comentar. Mas agora é fácil pedir desculpa. Você quer que a pessoa faça ok. É. A pessoa quer uma manipulação. E aí a hora que. Inclusive. Trabalhando com discurso. Trabalho com discurso político.

Mas cabe né. Porque tudo é política na vida. É. De que cara. Uma forma de você terminar o problema. É você trocar de assunto. Porque se você ficar avançando nesse problema toda hora. Ele vai voltar.

Então, assim, não é que eu tô pedindo qualquer desculpa perfeita. Mas é que parece que, cara, sempre tem que ser mais, né? Por isso que também, muita gente enche o saco e fala, garoto, todo mundo se fuder também. Não vou pedir desculpa a ninguém, porque não adianta, né? Não fiz uma pergunta, mas... Em nome de todos os reaços do Brasil, Nego Di... Mas você falou uma coisa importante, que é o motivador... Talvez o que a gente tá esquecendo do motivador do pedir desculpa, que é a doação de algo.

Quando você pede desculpa, você tá aceitando que algo de você tá errado. Que você tá tirando. Isso aqui realmente não sou eu, gente. E não sei o quanto a gente tá preparado pra tirar esse pedaço da gente. Porque ele é parte da nossa identidade. Todas as nossas falhas, gente, a gente é ser humano. Você já falhou, você via também já falhou. Todo mundo falha na vida e comete seus deslizes, suas hipocrisias. Você viu que ela não falou que eu falhei porque eu sou incancelado. A gente tem…

E a gente não tá sabendo conviver com isso. E o fato de a gente não saber conviver com as falhas que a gente tem dentro da gente, faz com que a gente procure sempre a beleza e a perfeição. Não, não fui eu. A culpa tá sempre no outro. O motivo de algo dar errado tá sempre no outro. Nunca tá dentro da gente. Criança, né? Foi ela que começou. Eu acho que a gente não abandonou essas crianças interiores ainda. Acho que tem muito dela dentro da gente. E a gente não tá deixando sair.

pera, isso aqui realmente eu errei. E pedir desculpa é tirar algo de dentro da gente que é sobre nós e a gente não tá preparado para isso. É, e sempre vai ter parte do público que vai questionar e não vai querer mais, quer humilhação, quer walk of shame, né? O caso da Carol, acho que foi com certeza o mais emblemático, porque naquele momento a gente tava falando de um país ainda muito conectado, porque era a segunda onda da Covid, né? Que foi ainda mais violenta do que a primeira.

a gente tava todo mundo dentro de casa de novo. E eu lembro de ter falado com a Forbes naquela época, que eles vieram me perguntar… Gente, Forbes, agora eu já passei dos 30, mas ainda quero que esse capa, né? Eles pediram pra gente usar a metodologia da Brunch pra tentar estimar quanto que Carol poderia perder diante dos cancelamentos, em termos de contrato, né? A gente fez uma estimativa de 5 milhões de reais. E aí, quando eu falo isso, não é só de perda de contrato, é também de reinvestimento pra conseguir retornar e voltar. E que é isso, a gente tá falando de 5 milhões de reais.

Cinco anos. Foram cinco anos pra que hoje ela esteja de volta? Porque sim, gente, um cancelamento pode custar muito caro. Uma situação em que você erra e você não consegue contornar, é muito mais caro de resolver isso do que investir em qualquer outra coisa. Às vezes a gente vê as marcas fechando e criando uma nova marca. Não! Porque não tem como recuperar. Você se lembra do caso de uma marca de produtos pra... Era uma medicação pra cólica. Eu nem lembro o nome da marca, gente.

chamava a cólica de mimimi. Lembra disso, né? Não existe mais essa marca. Essa marca não existe mais. Então assim, acho que a gente começar a perceber que às vezes não tem como voltar. Dependendo do nível de erro que você comete, fica muito mais caro você tentar contornar. A base da Virgínia tá aí, né? Continua. Virou, é o que a Passa falou do modelo de negócio. Ela sacou bem rápido, que ela é bem desperta. E esse ciclo

Que é o... A base dá errado lá com a Karen Bachini. A vergonha, a base dá errado. Mas na semana seguinte, todo mundo quer fazer o vídeo com a base dando errado pra ter tantos views quanto a Karen Bachini teve. E aí tá a Virginia lá. E aí fala, nossa, a base! Que cuidar da sua pele. A mesma coisa o Body Splash. Que a menina fez um vídeo, que é uma cientista, que eu adoro seguir no TikTok, que ela vê as coisas no microscópio. Ela compra o Body Splash, ela espirra, ela tem uma ânsia de vômito.

Que ela também postou, porque ela sabe que esse vídeo vai bombar, dela tendo uma reação super visceral ali. Literalmente. E aí tome pessoas comprando o body splash da Virginia pra sentir e falar, menina, e não é que é fedido, né? E fala dela o tempo inteiro, né? A Virginia tá o tempo inteiro na... Ué, tamo aqui, né? Na mídia de alguma... Ela lá na CPI, a gente aqui, conversou várias vezes. E é isso, tem 20% que acha errado, mas 80% da audiência acha ótimo. É. Então assim, pra que que eu vou olhar pra esse 20%? Exatamente.

coisa que a Isafi Caral, que é uma pesquisadora, professora da USP, e ela pesquisa influência. Ela sempre fala, quando a gente tá olhando em termos de comunidade, que você materializa muito bem nesse exemplo da Virgínia, que é a comunidade dela não se importa. Quem se importa é quem tá fora. E ela, estrategista que é, focou na comunidade dela. Então, se fora da bolha ela tá sendo questionada, mas dentro da bolha, que paga as contas dela,

tá funcionando? A gente acha que ela tá fazendo um papel de ridículo. Mas na bolha dela, ela tá... Tá tudo certo. Tá com a conta dela bem ridícula. É, exatamente. Tá tudo certo. O negócio no Senado, né, que ela foi... Foi na CPI. Na CPI, é. Tem a gente pedindo foto e abraço pra ela lá no meio do... A gente, como pode isso, né? E até uma coisa que a Ana falou num programa que a gente fez sobre o Casimiro, que o Casimiro também fez uma fala e, nossa, isso virou o problema.

Foi. A Ana falou, cara, você não vai cancelar o Casimiro. Tipo, isso não vai acontecer. Porque tem uma coisa...

de como a pessoa se coloca, e do que ela já parte do princípio e falando, galera, eu sou isso aqui. Acho que também tem uma coisa também de... Eu vou dar um exemplo, que é o Chico Barney. O Chico Barney, ele é um comentarista de TV, e o conteúdo dele tem que ser engraçadinho, ele vai fazer coisas ed. Ele tá falando, gente, desde sempre, desde sempre, tá na bio dele. Gente, nada aqui é sério. Eu não falo coisa de sério. É, ele só abre a boca pra ser irônico.

É, então assim, não adianta você vir reclamar comigo, falar que eu falei um negócio que você não gostou. Essa semana, semana passada, ele falou alguma coisa, alguém comentou assim, Chico, isso não é engraçado.

Mas aí eu acho que tem uma parada também de você entender que é isso. Você é língua solta, não sei o que lá. Já chegar falando pro seu público. Gente, ó, eu sou assim mesmo. É isso aqui que vai ter. E se projetar e fazer uma estratégia a partir disso. Porque o que a Carol brinca sempre é isso, né? A língua dela escapa. Tipo, eu vou falar uma coisa meio... É, uma chicotada. Porque eu sou essa pessoa. Então, não tô defendendo que pessoas horríveis chegam nas pessoas falando, gente, eu sou horrível.

Vocês vão ter que me engolir! Numa dessa, você vira pra sair da República. Mas...

também de você... Não adianta você... Isso acontece bastante, acho que no nicho de beleza e tal. Que é você tentar muito performar a vidinha perfeita, a família margarina. Cara, você não é nada disso. Vai escapar. Vai dar ruim. Mas por uma hora você não vai conseguir sustentar esse personagem. Ninguém consegue sustentar, gente. Aí você vai fingir na praia que seu homem é Kátia. Né? Cantora bem específica. Eu queria perguntar sobre...

A gente falou de marcas, né? Como que as marcas avaliam o risco de se associar a algum influencer que pode...

em algum momento, isso já aconteceu inúmeras vezes. Então a gente pode melhorar o Greencast. Para que mais marcas... Se você é uma marca e quiser me dar um e-mail e falar gente, para eu patrocinar vocês, é isso, é isso. Nós somos um ambiente seguro, tá? Mas é isso, como que as marcas avaliam que é um ambiente seguro? Porque a gente já viu, principalmente quando o mercado de influência, muita gente querendo entrar, não se avaliava muito o risco, as marcas se jogavam e muitas se viram em situações, você deve ter presenciado muito isso, né?

a marca patrocinava lá o influenciador foi cancelado, a marca vai junto como é que existe esse entendimento da marca e depois o que a marca faz caso ela esteja no olho do furacão uma coisa que a gente tem, sim, já vivi essas situações algumas vezes, mas o que a gente tem discutido muito nos últimos desde o ano passado com mais ênfase é o espaço seguro para a marca, que é o brand safety e olhar para o que está sendo construído

e isso envolve plataformas, não envolve só o influenciador. Porque o influenciador, gente, ele aluga espaço. Ele não é dono desse espaço digital. Então, ele aluga um espaço dentro de uma plataforma digital, seja a plataforma que for. Então, tem uma corresponsabilidade de todo mundo que faz parte desse conteúdo. Especial se for um conteúdo publicitário, porque é um conteúdo criado sob demanda de um briefing. Então, teve um briefing que pediu para ele falar aquilo dentro daquela plataforma. Está vendo como tem uma série de impactos?

que vai virando uma bola de neve. Então, se você olhar para essa cascata toda de informação, tem cuidados que você tem que tomar para garantir que ele seja um espaço seguro. Começa na plataforma, então garantir que as plataformas mantenham ou consigam ter agilidade para retirar conteúdo que infringe a qualquer tipo de lei brasileira. É super importante, é um debate que a gente tem hoje na mesa e que a gente tem que reforçar que ele é importante. Influenciadores cada vez mais preparados do ponto de vista de

de contexto, roteiro, do que ele vai falar, da responsabilidade do que ele vai falar. Garante que esse espaço seja cada vez mais seguro. E acho que tem uma questão do ponto de vista do anunciante também, que é o que ele pede pro influenciador fazer. E o cuidado, imagina se uma marca vem aqui e pede pro Merigo aparecer aqui careca. Tá demorando muito pra isso acontecer. Esse tópico é sensível. Minutos e dias, padrocina o podcast.

camadas, assim, ele vai pedir pra você ser alguém que você não é. Então, geralmente e aí tem uma coisa de uma esteira, assim, tá vendo? Você não é. Você falou, pedi pra você ser alguém que você não é, ele só olhou. Conversas inquietas realmente desinstigantes mesmo. Tem essa jornada toda, é garantir que do anunciante à plataforma tá todo mundo corresponsável pelo que tá sendo construído e aí a gente garante um espaço seguro. Qual é a questão que a gente tem hoje? É imenso, né, gente? As plataformas são imensas, o número

O número de influenciadores é imenso. O número de marcas que anunciam com influenciadores idem. A gente tem uma questão de autorregulamentação que o Conar traz das boas práticas. Ao mesmo tempo, às vezes, volto lá no Código de Defesa do Consumidor, básico não é respeitado. Que é você explicar, falar de um produto, dar uma informação que leva as pessoas a uma decisão de compra de uma propaganda enganosa. Então, se a gente tem o cuidado,

a cadeia, não vai ter problema. O ponto, acho que é como que cada um também faz sua parte. Então, enquanto veículos e criadores, comunicadores, plataformas e anunciantes cuidarem do discurso. Você acha que a marca, quando acontece alguma coisa assim, alguma crise com influenciador cancelado, a primeira atitude é pular fora? Porque a gente já viu isso acontecer. Marcas que não caem fora são cobradas. E depois elas têm que... Tem uma galera que já pipoca. E tem gente

Que na hora já, ó, estamos fora. Isso, sei lá. Podemos usar grandes marcas, né? De jogador de futebol falou besteira. A Nike vai lá, tô fora. Que é uma esperteza, né? Tipo, eu contrato o influenciador porque ele é autêntico. Ele bombou, teve milhões de views. Aí ele vai lá, faz pro meu produto, vende pra caralho. Aí a pessoa que é autêntica vai lá, faz um negócio que é autêntico. E aí, é cancelado. Aí, nossa, gente, eu? Imagina, é eu.

Jamais. Eu associado com essa pessoa. Não. Jamais. Tava louca, imagina. De forma nenhuma. Agora é fácil, né? É autêntico.

é uma palavra muito subjetiva. Autenticidade e autenticidade. Tem muita subjetividade em dizer que alguém é autêntico. Uma pessoa pode ser muito escrota e ela tá sendo autêntica. Ao mesmo tempo que ela pode ser uma pessoa muito querida e ela também tá sendo autêntica. Acho que não tá muito nesse lugar. Agora, quando a gente olha pra como essa relação é construída e quando tem uma situação que vou pular fora, primeiro, tem contratos de trabalho com regras e cláusulas que precisam ser cumpridas.

Então, se você está trabalhando sobre um contrato, tem cláusulas ali, geralmente, cláusulas simples que geralmente estão nesses contratos. Durante a vigência do contrato, você tem que tomar cuidado com o que você vai dizer. Eventualmente, em ano eleitoral, se pede para não falar de política. E não é só, desculpa, não é falar de política, não fala de partido. Porque como você mesmo falou, política está em tudo. E eu acho que política é um dever de todo mundo exercer.

trazer o discurso partidário no ano político, fica um pouco mais complexo. A gente sabe que fica difícil mesmo. Tem marca que consegue e tem marca que não. E aí, gente, mas por que tem marca que consegue e outras não? Depende do consumidor. Se o consumidor dela é mais conservador, dificilmente ela vai topar. Se ela é uma marca, ainda que seja uma marca mais progressista, ela também vai ter dificuldade. Porque dependendo do que ela quer comunicar, ela pode também perder cliente. Porque o campo progressista, vamos combinar, não está fácil também.

Então, tem cláusulas que protegem, tá? As duas partes, tá? Então, se a marca também teve um caso de racismo na loja e eu tenho um contrato com essa loja, eu não quero mais estar associada. Eu posso acionar essa cláusula e pedir a multa e rescindir o contrato. Ela é válida para os dois. Acho que a importância do criador e da marca, quando estão escrevendo ali as dinâmicas de contrato, é que elas sejam válidas para os dois lados. Porque a gente costuma olhar só o criador da BO, né? Isso.

Gente, o que tem de anunciante também, que tem problema e que tem situações que vão gerar questões de reputação. Imagina, você tá com um patrocinador fechado aqui ao longo do ano todo. Aí ele vem e dá uma cagada dessa, de uma situação que, assim, incontornável. Não tem mais como vocês associarem o nome de vocês. Vocês vão acionar a cláusula, esse tipo de cláusula, pra poder recidir um contrato, sabe? Porque senão você vai ficar o ano inteiro apanhando por tabela, né? Por isso que eu falo que a autenticidade é uma coisa muito subjetiva.

é definido em contrato que pode vir a ser um motivo de rompimento para ambos os lados, diz respeito a cometer um crime e impactar a reputação da empresa ou a reputação do influenciador. Salvo esses casos, aí é uma decisão em conjunto de vamos manter o contrato ou não. Agora, se realmente vir uma situação que é incontornável, a cláusula tem que ser válida para os dois lados. E nesse, falando de política, polarização, né gente?

o Brent Cash quando não era. Foi o caso do Felipe Neto, que o Bis foi cancelado, né? O chocolate Bis. O Felipe Neto viveu uma virada do posicionamento político dele. E aí... Desculpa. Bastilha, por favor. Vampira chegou. Aí o pronunciamento foda. Isso é inesquecível. E aí ele viveu e depois se tornou comunista. E aí a Bis apoiou ele. Alguma coisa aconteceu que a Bis

não saiu, é isso? Eu não lembro direito. Ah, eu também não sei, gente. Eu sei que isso foi cancelado. Aqui tem informação, né? Não podia mais comer o chocolate, porque... Teve boicote. Teve boicote. As pessoas pegam em boicote a marca. Exatamente. E a marca bancou, tipo, boicota ainda. Bancou, é? Bancou? É. Não saiu, não teve o pedido do boicote ao chocolate. Eles falaram, poxa, seu Felipe, então a gente vai indo lá. Não, bancou.

A gente vai indo lá. É, porque eu acho que existe também um julgamento da situação, que é você olhar e falar, tá, isso

não é sério. É isso. Isso é um burburinho, mas isso não é sério de verdade. Isso não é um problema real. Se você fechar o laptop, as pessoas continuam comprando muito chocolate. É, tipo a Bahianas com... Ah, mas isso é engraçado. Inclusive, pelo contrário, nesse caso subiu. Mas é que é a mesma forma que você não vai cancelar o Casimira, você não vai deixar de comprar bicho, porque o bicho cai na porta do caixa. Você vai passar lá fora.

Lá fora não é assunto, né? Fora da internet, isso não é um tema. Antes da gente ir pro...

para o qual é boa, eu queria... A gente falou aqui do que não falar, né? Que é o caso do... Como é que é? Quem me conhece sabe. Vocês não entenderam. A quem se sentiu ofendido. Exatamente. Tem o template que a gente pode colocar como boas práticas. Aí você me disse se está certo ou não. Primeiro, você reconhecer a crise, né? Você assumir, dizer, ó, sei que muita gente está chateada. Vocês devem ter

Isso, gente, ao longo da semana. Preciso falar sobre, então, reconhecer o problema. Tudo na vida começa com reconhecer o problema. Acho que antes disso ainda é reconhecer se é uma crise. Ixi, essa é a parte difícil. Porque essa é a dificuldade. Porque se não é, será que isso é realmente uma crise ou é só um burburinho na internet? Isso, isso. Então, é primeiro reconhecer a crise. Identificar da crise, aí a gente vai. Aí você chega nesse ponto.

Aí tem um pedido de desculpa explícito, né? Que é, eu errei e peço desculpa e não usar.

como a gente falou, se alguém se sentiu ofendido. Isso aí. Né? Esse é um jeito. Aí você contextualizar, né? Explicar como aquilo aconteceu, qual que era a intenção, qual que era o contexto. É... Não é... Não pode parecer uma justificativa. Né? Ah, estou me justificando pelo... Mas aqui sabe o que que é também, gente? É isso. Perfeito. Tá bom. Sabe o que que é? Aqui também, né? Ninguém tem cego de barata, né? É isso aí. Com financiamentos extremamente donativos. Isso. Exato. Aqui é difícil. É complicado.

E também terminar com uma espécie de reposicionamento que é uma promessa de mudança. Aprendi muito com isso, vou fazer melhor, isso não vai acontecer de novo. Precisa ter essa intenção de isso não vai se repetir. Em alguns casos, esse fechamento pode virar até uma ação mais propositiva. Então, dependendo da situação que aconteceu, esse final seja,

não, agora eu vou aproveitar esse momento também, porque falta letramento muitas vezes de determinados assuntos. Não, eu estou aqui mostrando que eu vou me dedicar a aprender. Mas quais são as ações concretas que você vai realmente fazer? Vou fazer uma campanha, vou investir em alguma coisa que… Dá visibilidade para aquela pauta que você acabou prejudicando a partir desse posicionamento ruim. De novo, a gente está falando de pessoas.

gente, assim, pessoas mudam vocês possivelmente já viram na vida de vocês pessoas que vocês conheceram no passado que hoje você não passa nem perto ou outras que antes eram assim, as pessoas assim, nossa, não gosto dessa pessoa mas você deu uma chance depois de um tempo, você viu que a pessoa porra, ela mudou, então pessoas mudam, acho que a gente enquanto sociedade lembra da questão do pedido de desculpa que é uma coisa que está em falta a segunda é, a gente não está dando segundas chances para as pessoas e se a gente não souber dar segunda chance

Por mais escrota que ela possa ter sido, por mais, enfim, incontornável muitas vezes, a gente tá falhando enquanto sociedade no final do dia. Porque a gente tá isolando essas pessoas. E aí, a gente percebe que os redpill estão crescendo e não sabe por quê. Então, tem uma série de situações que a gente tem… A gente vai cancelar a galera do nosso lado, é rapidinho, né? Exato. A gente tem uma atitude um pouco mais compassiva em relação a isso.

Assim, melhoraria muito o termômetro das coisas. É, isso é uma boa bronca pra mim.

É, eu tenho uma dificuldade com esses casos. Porque eu sempre imagino... Ah, influenciador. Milhões de seguidores. É difícil enxergar uma pessoa. Eu começo a falar... As engrenagens... A gente desumaniza. E é uma coisa da internet. Eu falo, isso é tudo combinado. Tem milhões em jogo. Um monte de gente, de empresa envolvida. Isso não vem. Eu nunca consigo... Nunca não. Mas na maioria dos casos, principalmente esses gigantes, assim,

achar que isso vem da pessoa de verdade, sabe? Não precisa ir longe, tá? Pra gente colocar em perspectiva, quando a gente fala do sistema penitenciário do país, quando uma pessoa sai, ela não consegue emprego, ela não consegue se relocar na sociedade. E a gente tá fazendo a mesma coisa com as pessoas na internet. A mesma coisa. Então assim, se a gente recrimina inclusive essa situação que uma pessoa que sai do sistema penitenciário não consegue ser reintegrada à sociedade, o que a gente não tá conseguindo?

rever, ressignificar, inclusive, essas relações. Isso causa, muitas vezes, de um post. Sim. No caso, quando a gente tá falando do sistema penitenciário, a gente tá falando de pessoas que mataram, pessoas que cometeram crimes muito violentos, do ponto de vista visceral. E eu não quero dizer que crimes cometidos na internet não são menores, tá? Mas é que a gente tá falando, não tão necessariamente falando de crimes. Sim, a gente não perdeu uma frase.

Ah, eu falei errado. Várias vezes é crime. Mas tem vezes que não é, às vezes não é.

Às vezes não é. E acho que mesmo que a pessoa cometa crime, tem como pagar por esse crime, né? E eu acho que a gente tá falhando. Aí eu volto na coisa um pouco até mais filosófica do entendimento da malinha da influência, que é pra gente garantir que enquanto sociedade a gente seja, sei lá, minimamente saudável, a gente tem que aprender a conviver com a diferença. E a gente, nos últimos anos, desaprendeu. Sim. Boa. Eu jogo isso um pouco pras DRs também, de novo. Eu acho que tem muito a ver, tá? Porque a gente se acha muito amigo

os influenciadores, então é igual. Que é, na hora que tá, tamo ali discutindo, alguém pediu desculpa. Primeiro tem que saber o objeto da desculpa. Segundo, ah, eu vou melhorar, vou prestar mais atenção. A gente vai melhorar como? E aí a gente, não é você ou eu, a gente vai melhorar como? O que a gente faz? Como é que a gente combina alguma coisa? Tipo, ah, eu vou estudar prática, mas o que que isso quer dizer? Você vai falar com alguém, você vai seguir pessoas, você vai...

Você vai ler um livro, né? Você vai financiar instituições, sabe? E aí acho que tem uma parada que é... A gente pensa muito, tipo, como é

contornam, né? Ou então a gente tá aqui no... Como é que esse cara vai contornar a situação que ele criou? Mas, cara, como é que vamos enfrentar, então, talvez isso? Porque, muitas vezes, o cancelamento, ele expõe problemas que são da sociedade. Então, é uma oportunidade de você, inclusive, tocar numa pauta da sociedade, assim. Então, como é que você chega e fala, gente, eu vou propor algo pro meu público, e aí, como é que eu faço de uma forma que o público seja receptivo?

Pra não ficar honesto se você aceita minha desculpa ou não. Porque, enfim, foda-se, né? É, aí vai ficar no velho vai de cada um. É, vai de cada um. Aproveite pra fazer alguma coisa.

Mas e o Kanye West? Não. Alguns já passaram da linha da... O que a Luísa Sonza fez foi meio cagável. Ela financia várias instituições e iniciativas de culinária negra. Só que ela não sentou e falou, galera, a partir de agora eu vou tomar essa atitude por conta disso que eu fiz. Até porque o processo estava em curso, então ela não podia falar que ela foi racista. Foi tudo embolado. Então agora só ficou parecendo que ela gosta de acarajé.

Eu tava já partindo pro qual é a boa, mas é uma pergunta que eu fiquei de fazer pra vocês. Luísa Sunza, contra o favor. De outros causos que aconteceram de... Isso é uma lista de cancelamentos? É, isso. Não, assim, algum caso, você lembra de algum caso emblemático de desculpa que foi... Pugliese, na pandemia. Porque esse aí acho que é um prototípico. É o template ali, brasileiro. Que é o cabelo escorrido. E também acho que foi isso, né? Tipo, cara, isso faz 15 dias, assim,

Não tô falando que a gente não... Não tô passando pano pro Gieze mais um pouco. Que era, mano, sei lá, primeiro mês de pandemia. Ninguém sabia mais do Gieze. Não, pelo amor de Deus. Não, eu não tô passando pano, mas eu tô falando que era isso. Tipo, cara, assim, ela realmente não achou que seria um problema. Aí depois falou, caralho, foi um grande problema. E ela fez esse feed falando, gente, nossa, caguei e tal, não sei o que lá.

Tipo, podia ter feito outras coisas. Mas é uma parada que é isso. Também não vamos matar a menina pro resto da vida. Tipo, cara, você quer voltar pra internet? Volta pra internet. É, mas aí também tem que ver o que ela vai fazer depois, né? É, mudou de novo. Pra mim...

Contou a marca, tá vendo? Contou a marca, exato. Porque, tipo, isso aqui acabou. A marca não tinha como recuperar. Exato. Todas as vezes em que blogueiras lançam linhas de maquiagem que não tem tons pra tons de peles negras. Passa um... E aí, sofre o que... E assim, teve uma marca que eu não me lembro qual foi. Não é porque eu não quero falar, eu realmente não me lembro. Mas você sabe. Que mandou o press kit pra uma influenciadora de pele negra retinta.

Sem nada. Que não tinha a cor dela. Ah, foi o Boticário, lembrei. Que eles lançaram uma base...

acho que era até com retinol, enfim inclusive é ótimo cara, e ela passou toda a cartela de cores da pele da FO mandou para quê? eu sou só um nome num Excel, muito claramente e aí vira e assim, puxa, isso aconteceu que ruim, todo mundo vai aprender com isso e não repetir, aconteceu semana passada, sabe isso? é, mas é o cancelamento especificado, né? vale mais a pena ir lá fazer um vídeo, pô galera, eu não fiz

base do que eu gastar o dinheiro e fazer base pra todo mundo. É, então, porque é isso que falam, né? É muito caro fazer uma cartela grande pra você lançar a sua marca, você tem que começar com alguma coisa. Enfim, e teve outro que nem foi base, né? A Mariana Saad foram produtos de contorno e blush que não tinham de tons escuros pra todo mundo. Mesma coisa. E aí ela, não sei, pôs uma regata. O da Mari, eu achei que ela depois conseguiu dar uma boa saída, porque ela explicou que o processo no início não dá pra lançar todas as

cores, porque o produto não é feito no Brasil, então tem um processo. Gente, acho que quem senta na cadeira do empreendedor, quando você saca o que é processo industrial, na verdade, se você for olhar pra isso, você desiste. Tem um livro que é ótimo, que é de um amigo, chama Fábio, o livro é assim, na dúvida, não empreenda. Melhor não. Melhor não. É porque chores, lágrimas o dia inteiro. Porque você tem que administrar

pessoas, você tem que administrar processo. Quando envolve indústria, você tem que administrar. Enfim, é um caos mesmo. Ela depois explicou que assim, pro primeiro lançamento ela não tinha, mas ela veio agora com todas as coisas. Eu achei que ela deu uma boa saída. Ainda que levou um pouco mais de tempo. Que aí eu acho que evita a reincidência. Excelente. Não teve a reincidência. Ela foi lá, assim, realmente não tinha. Explicou por quê.

Isso é importante. E meses depois, veio com toda a linha. Então assim, tá sanado. Tá resolvido.

Mas acho que assim, eu vou trazer um outro ponto que acho que não é sobre cancelamento, mas é sobre... Não é sobre tanto as pessoas do mundo pra si. Mas é sobre a coisa do pronunciamento, da capacidade de se pronunciar em nome dessa categoria influenciadores. Que gente, é tão castigada, né? Todo mundo adora malhar um influenciador. E ao mesmo tempo, os representantes dessa categoria não ajudam. Eu acho que um dos casos mais emblemáticos

que a gente viu no cenário, inclusive político, foi o caso da Virginia na CPI, onde ela, enquanto ela assinava lá como influenciadora, pensa você assistindo TV aberta, que não é uma pessoa que está super enturmada com a internet. Então você está ali assistindo, você vê assim, influenciadora, e você percebe como ela se comporta, como ela conversa, como ela está trazendo a coisa do canudinho no microfone. Você começa a ver aqui,

ela constrói uma imagem pública do que é o influenciador que é bastante complexa de se garantir e de se confiar. Então prejudica um coletivo de profissionais. Prejudica vocês que estão aqui. Me prejudica. Prejudica toda a indústria. Virgínia, pense em nós. Isso que é influenciador. E é ter uma pessoa que represente. Acho que essa maneira de, enquanto profissional dessa área, saber também representar a sua categoria.

Sabe? Pra garantir que você também não tá prejudicando o coleguinha. E não o coleguinha que é teu concorrente. Não, o coleguinha no sentido amplo da coisa. Requer pensar no coleguinha. Porque senão a gente não evolui, gente. A gente vai continuar brigando, se comparando, não sabendo pedir desculpas. E o influenciador cada vez mais malhado em todos os lugares. Por quê? Porque a gente não tem uma representação coletiva de qualidade, né? E que mostra assim, não, pera, não é bagunça. E vamos combinar.

Tem muitas pessoas boas que podem começar a estar nesses lugares e começar a representar um pouco mais esses espaços. Especialmente política pública, que a gente precisa tanto de política pública pra esse setor. Sim. Tem um termo que eu também aprendi na comunicação política, mas que eu gosto muito e eu uso muito pra minha vida pessoal, então fica como dica pra vocês e pra qualquer setor da vida, que é o prebanking. Que é, cara, antes de... Uma coisa que você sabe que vai dar merda, antes da merda você já avisa.

Que é, cara, você já sabe que se você não lançar uma linha completa de base, a galera vai reclamar. Se você tem um relacionamento com a sua comunidade, você confia no seu relacionamento com a sua comunidade, você chega e fala assim, galera, não deu dinheiro, eu quero muito. Se vocês comprarem tantos por cento, você vai conseguir... Estratégia de lançamento. Quem faz isso muito bem, mas usando para o mal, é a Virginia, que é isso.

Eu vou entrar como raia de bateria, eu não vou dar conta. Eu não sei sambar. Eu não sei como funciona o desfile. Então eu vou.

Eu não vou vencer. Eu não vou ser uma puta raia de bateria. Eu vou só dar o melhor de mim. E é isso. A fantasia deu tudo cagado. Ela acabou. Ela botou lá o story. Gente, agora é descansar porque eu venci. Porque ela já tinha falado que ela ia fazer cagado. Ela faz um pre-banking bom. Mas dá pra você fazer na sua vida. Gente, isso aqui eu não consigo. A miserável imagina. Eu falo sempre pra todo mundo. Gente, eu tenho depressão.

Eu dou defeito em algum momento. Já espere que vai ter uma hora que eu vou precisar de um tempinho. Beleza. Na hora que chega eu falo. Ah, é verdade. Você tinha falado mesmo, né? Você desarma as pessoas. E está confiando no relacionamento.

Aí é realmente quem me conhece sabe. Tipo, galera, você sabe que eu não tô de sacanagem. Isso aí. Não deixa de sacanagem acontecer. Muito bem. Vamos com a boa? Vamos! Ó, eu vou começar. Por que a minha boa? Acho que eu não falei aqui. A Bia sempre me dá bronca que eu repito os meus... Que acho que tem a ver um pouco com a pauta de hoje, que é uma série documental. São três ou quatro episódios, tá no Disney+. Chama em português Os Segredos da Igreja Hillsongue.

A Hillsong é uma mega church de parede preta australiana, que virou um império de música gospel, celebridade, branding religioso, se espalhou pelo mundo e pelos Estados Unidos. A série vai mostrar como a máquina cultural gigantesca que a igreja criou e vários escândalos que ajudaram a desmontar essa imagem. E no centro da história tem o tal fundador, o Brian Houston, mas tem principalmente um pastor que virou celebridade.

tatuado, cabelo moicano. Coladão da Vila Madalena aqui, se a gente encontrar o cara. Que ele virou esse pastor das estrelas em Nova York. Levou Justin Bieber pra igreja e tudo mais. E aí, cara, você assistindo o documentário, ele vai... Mostra a ascensão dele como essa estrela pop da igreja. E depois, como que ele vai ser... Ele vai ser demitido da igreja por causa de caso extraconjugal. Por causa disso. Pastor não pode.

Foi pelo Elba. A igreja não pode, né? O pastor tem que ser casado e muito bem casado. Não pode se separar. E aí tem... Como ele passava pano, digamos assim, pra... Criou uma imagem de igreja, assim, todo mundo pode vir. Então, é gay. O que você quiser. Você vem pra cá. Inclusiva. Só que, assim, a igreja não gostava muito. Mas ele fazia isso. Ele é demitido. Inclusive, acham que tinha mais do que... Enfim, ele se envolve nesse escândalo.

Cara, eu assistindo a série, eu falei, ou isso, ou ele é genial, ou ele é esse cara realmente incrível, ou é um caso de gestão de crise, de PR maravilhoso. Porque as palavras que ele usa pra falar, porque ele tem todo o lance dele cair, dele pedir desculpa e dele tentar se reerguer. Inclusive, ele trabalha numa gesta de publicidade hoje. É um abraço. Eu hoje trabalho no posto. Trabalho no posto de gasolina lá em Barbacena.

constrói essa, tanto que muitas críticas a gente fala, pá, isso é um documentário pra passar, pra reabilitar a imagem do cara, porque realmente parece, mas ele fala muito bem, ele usa as palavras certas pra tudo que ele vai fazer, pra pedir desculpa, pra tal, achei a história fascinante, tanto da igreja, né, pra quem quer conhecer os fenômenos das megachurch, mas principalmente focado nele, né, como pastor influencer, como que ele fez pra, não sei se a comunidade da igreja,

vai topor perdoar. Cara, mas pro mercado, né? Digamos assim, tanto que ele tá trabalhando numa agência de publicidade, me pareceu uma boa estratégia. E aí, só que cai no que eu acabei de falar. Será que é do coração? Aí se caiu lá, não. Estão investindo milhões pra real. Não parece o seu caso. Parece que o cara realmente ou tá bem assessorado ou vendo.

Bem do coração. Bem do coração. Muito bem, então é isso. Segredos da Igreja Hillsong está disponível no Disney+. Tá bom? Tá bom. Quem quer ir? Quem quer ir você, Bia Fiorotto? Eu vou dar um cole a boa de Moins Dadas com meu amigo Iago Vinícius. Qual é a duas? Posting Collab. Posting Collab. Só que não é só frente branco. E aí você não vai fazer, é isso? Não, vou, lógico. Ah, tá bom. Lógico que vai. Não, mas esse é da nossa dupla.

Porque o que que acontece? Quem ouve o Cinemático já me ouviu dar esse cole... É que no Cinemático não tem cole a boa. Então foram, tipo,

Mas no começo da temporada, que é o musical Ópera do Malandro, que está em cartaz no Teatro Renault, com minha amiga pessoal, professora de canto e participante eventual do cinemático, Ana Luíza Ferreira. Ela faz a fichinha. Então, gente, Ópera do Malandro é um musical... 77, amigo? 77. Que conta a história da malandragem e contravenção do Rio de Janeiro.

por meio do personagem Max Overseas. É, a história do Banco Master, na verdade. Tipo, cara, a gente tá falando ali do contraventorzinho da esquina, só que você vai puxando o fio, você vai parar lá em Brasília, entendeu? Isso. E ninguém quer se responsabilizar. E é no cu de quem no Brasil, de qualquer um menos o meu. Então, essa é uma história, é um musical, um álbum criado pelo Chico Buarque. E fazia muito tempo que não tinha uma montagem no Brasil.

E aí o diretor Jorge Farjala, na visão de Jorge Farjala, que é como eles colocam,

Fez uma nova adaptação, aglutinando algumas coisas, porque é um musical bem comprido, tá? Se você for ver ele inteiro e ouvir o álbum inteiro, você vai passar um tempão lá. 400 mil personagens. E aí a gente tem uma versão nova, cara, que é um desbonde visual. Tá no teatro da Ana Paula Renault. Teatro Ana Paula Renault, exatamente. Na casa de vidro dela. É o paredão falso dela. Com um elenco, pra além da Ana Luísa que faz a fichinha, nós temos...

Muitas músicas famosas do Chico Buarque são dessa obra. E aí tem o grande destaque, que é...

a Valéria Barcelos, que faz a Geni, e que é, assim, rouba a cena toda vez que pisa. E a própria cena da canção Geni e o Zeppelin, Ana me contou que é, desde a estreia em janeiro, é aplaudida de pé em todas as sociais. É um momento catártico. É um momento catártico muito sério. E você gostou, amigo? Cara, primeiro que eu, assim, eu amo a Operadora do Malandro, amo Chico Buarque, amo o Brasil, amo a Amazônia, tudo bem de bom. Já li o texto e tal.

Eu gostei muito e gostei muito dessa coisa na visão de Jorge Farjala, que, cara, a gente tá, no mundo que a gente tá posto hoje, a gente tá perdendo a capacidade, realmente, de ver mundos impossíveis, de ter coisas que não existem, de ver coisas, sabe, de distender um pouco o cenário. Então, ali é uma coisa que é cenário de encantamento mesmo. Então, assim, não é pra ser... É um texto bastante fiel, inclusive, ao texto original, mas a partir dali ele conseguiu colocar vários elementos que distendem um pouco. Você fala, nossa, isso aqui não é só isso, isso aqui pode ser muito mais e tal.

meio sonhando, meio flutuando, e meio dentro daquele universo, que é um universo completamente sobre sedução o tempo inteiro, sobre um seduzir o outro, o feio seduz o bonito, e o bonito é a vítima, então tem, sabe, coisa que só o Chico Buarque pode fazer, e aí, enfim, são canções muito angulares dele, parece que ele fez um puta álbum, e ele falou, cara, esse álbum é tão bom, que eu preciso fazer um livro inteiro pra justificar essa parada, assim.

É isso. Então foi realmente um momento de catar, daquele teatro, Renan, que a gente tá discutindo muito isso, né, que ele é um teatro de verdade, né, não é uma sala. É.

Um auditório num shopping. Ou de uma mega church aluga. Porque é mega church aluga teatro aqui também no Brasil. Então, cara. Lindo. Tem mais a que ver. E fazer mais temporadas. Porque tá acabando. Tá acabando. Então, gente. Vai até o dia 15 de março. Jajazinho. Vai acabar. Só que nesse dia você não pode ir. Porque você vai na festa do Oscar. Então vai no dia 14. Isso. É verdade. É verdade. Vai assistir antes. Pra você comprar os ingressos.

Vai no arroba. Ópera do malandro musical. Sem acento. Como diria o Jô Soares. Ópera do malandro musical.

pra você garantir os seus ingressos, ir lá e tal, e também cobrar. Cadê mais temporada? Vai ter temporada no Rio? Vai ter temporada não sei o quê? Eu, pessoalmente, gostaria de pedir aos patrocinadores da peça que financiassem uma gravação do álbum das versões da peça, porque são arranjos completamente diferentes, com tambores diferentes, com aspirações diferentes, e é de fuder. Acaba a peça. Quem gosta de musical sabe. Quem me conhece sabe.

Quem gosta de musical sabe que é. Se sai do musical, você quer ouvir de novo, né?

Se você gostou, claro. E aí, de manhã, eu vou ouvir. Eu adoro as versões originais, mas eu queria ouvir aquela. Então, se puder gravar, eu vou agradecer. Ópera do Malandro, no Teatro Renaud, em São Paulo. Espero que estenda a temporada pra outros momentos, pra outros lugares. Porque essa peça merece ser vista, revista. É maravilhosa. Muito bem. Passa, e você? Tem cor boa? Eu vou aproveitar o tema que a gente conversou aqui. Eu puxei o ECA digital aqui, mas eu aguardei. Porque realmente, esse precisa de um episódio.

E aí, você promete que volta? Volta. Excelente. Que é um filme que entrou agora no catálogo da Netflix brasileiro, com Clara Castanho, chamado Salve Rosa. Esse filme, ele relata a história de uma influenciadora mirim, com a sua mãe, e todo desenrolar psicótico em torno disso. Não é um filme pra criança, gente. É um thriller bem complexo de assistir com o queixo, assim, duro.

eu sou mãe de uma menina de 8 anos, assim, não tem como assistir aquilo ali sem pensar em todas as consequências da exposição de uma criança na internet. E claro, está ótima no filme, vale super a pena estar no catálogo da Netflix. Boa. Bem, finaliza aí, Iago Vinícius. Cara, tem bastante tempo que eu tô pra dar esse qual é boa, final de ano, não sei o quê. Lançou-se o livro, já me criticam porque eu gosto de ler Maratona Autores, aí dizem que isso é um alto performático da minha parte.

A culpa é sua que você é um homem para lá de alfabetizar. Então, eu não posso ver uma letra que eu já vou atrás. Essa escritora lançou um livro e aí eu tenho toda uma fila de leitura complexa. Então, ela tinha um livro de crônicas. Livro de crônicas ganha mais lugar na fila, como se eu consigo ler antes. O livro de crônicas foi ótimo, que são as crônicas dela reunidas na Folha. E o segundo livro, talvez você já tenha ouvido falar, que é o livro Análise de Velha Connelly.

Chama-se Análise. Você falou, Pedro. De Velha Connelly. Certo? Na visão de Velha Connelly. Como que chama? Na visão. Análise. De Velha Connelly.

O outro livro que é dela de crônicas é Felicidade Ordinária, que é as crônicas de Alan Folha de São Paulo, fez uma reunião. É muito legal. Eu gostei de ter lido antes, porque tem uma parada da Vera, que ela é lacaniana, eu vou explicar agora quando eu vou para a audioanálise, que é, cara, é sobre bancar. E bancar não é determinismo de tipo, nossa, Deus te fez assim, você tem que aceitar que o mundo é esse. Não, você tem que aceitar a posição que você assume no mundo a partir do dado que o mundo é esse.

Então é sempre sobre, cara, quem você é nas questões. Ela fala sobre maternidade, ela fala sobre pandemia, bolsonarismo,

mas sempre convocando as pessoas e falando assim, tá, mas que posição você tá tomando e por que você tá chegando nesse lugar? E aí o livro Análise, pelo que eu entendi, a terapia lacaniana, ela funciona meio que num esquema de maçonaria, então coisa de níveis. Você estuda, você se prepara, só que aí você vai galgando níveis lá dentro conforme você vai sendo analista lacaniano e tal. E tem um momento para analistas que é chamado de fim da análise. Então quando você se torna analista lacaniano, você tem que apresentar

a sua análise para um grupo de lacanianas. Meio que um TCC do que foi a sua análise. E cada um faz da sua maneira e eles vão avaliar exatamente isso, como é que você lidou com isso. E aí você vai subindo nesses ciclos e aí você chega no fim da análise. A Vera, parece que ela tem três pessoas no Brasil que conseguiram e a Vera é uma dessas três e a partir dela começa a se projetar. E todo mundo acha o máximo, né? Caralho, você chegou no fim da análise, né?

Você terminou, foda, você tá sem questões. Ela fala, cara, fim da análise me deu depressão. Tipo, é um negócio que agora tá me faltando, é um pedaço meu e tal.

Então, essa pessoa que já se contou muito e que tem essa perspectiva lacaniana, que eu gosto muito, apesar de eu não fazer terapia, estar disposto a fazer uma terapia lacaniana conforme o meu orçamento permitir, de que escrever não cura, ler sobre as coisas também não cura, mas faz parte. O processo é muito grande. Fazer análise não cura. Porque a situação é essa, né? Tudo que eu tenho problema, não, é fazer análise. Meu filho, não vai resolver.

Calma. Não é pra resolver. Cuidado. Não, mas não é pra resolver mesmo. É pra você se...

É elaborar. É pra você elaborar. É pra você olhar no seu espelho e tal. Tudo faz parte. Entendi. Não é uma cura, tipo, tomar um... É, porque as pessoas vão, elas saem, tipo, ah, não, eles estavam com esse problema, mas eu só na análise, agora resolvi. Não, é isso, tá bom, entendi. Tipo, não, na verdade, você ignorou, então, o problema. Se você achou que resolveu... Você enterrou, é. E aí, o livro Análise, ela é... Ela não conta exatamente a análise dela, mas é a perspectiva de vida e de infância de uma pessoa que chegou ao fim da análise.

Então, ela volta, e aí, o tempo inteiro, é isso. Realmente, ninguém é vilão, ninguém é vilão,

herói. Tipo, tem uma coisa que ela fala muito... As entrevistas também são muito legais. Ela fala que conforme ela foi escrevendo, ela tem um pai muito problemático, conforme o Brasil inteiro. Como é? Como acontece? E esse pai tem essa amante que tá parando na vida dela ter todo mundo sabendo dessa mãe. Conforme ela vai escrevendo, ela fala, caralho, não é que meu pai tinha uma amante, meu pai tinha duas famílias. Se meu pai tinha duas famílias, isso muda a posição da minha mãe.

Porque não é que minha mãe aceitou que o marido dela tinha uma amante. Ela aceitou o marido dela ser bígamo. Então, quem é essa mãe? Tudo bem, tem as questões,

Mas ela bancou esse casamento acima de tudo. Dá pra divorciar. Não divorciou. Então, cara, é uma viagem. Ajuda muito a você... Enfim. Elaborar também. É, você... Não, você... Entender que você não elaborou. E que... É isso. Me senti agora... Esse negócio já não. Porque todo mundo fez o que pôde com o que tinha. É muito legal. Ótimo. Só que você não aceita, né? Você só aceita da boca pra fora. Pra dentro, não. Então é você falar, cara, eu não aceito.

Puta que... Assim, como pedir desculpas. Exatamente. Não aceito. Então eu tô muito empolgado com esse livro.

Tiki, que tem um amigo que me visita muito. Toda vez que eu falo desse livro, eu falo, não, aquele... O livro da Maria Conelli, eu faço assim. No vídeo eu tô apontando pra trás. É, que é onde ficam meus livros. Só que eu não tenho esse livro físico. Eu só li no Kindle. Mas eu falo, caralho, me empresta. Porque eu achei que tava tindo. É, que ele virou uma eminência, assim. Então eu tô evangelizando. Os dois estão na editora Zaha.

Ouçam as entrevistas dela, se você não se convenceu do que eu falei. E muito foda, tá? Muito bem. Então é isso, gente. Ficamos por aqui. Momento Falsão!

Um beijo pro Pedro Abacaxi. Ele deu pizza de abacaxi. Ah, o Pedro Porto! Mais abacaxi. É que ele chegou pra mim, ele olhou, boa noite. O que você acha de pizza de abacaxi? Aí eu falei, eu não acho nada. Ele falou, cara, eu vou te mostrar que é o que tem de bom a pizza de abacaxi. E realmente, ele me deu uma pizza de abacaxi. Que era muito bom. Eu não precisava nem mais nada dele. É o seguinte, é o Pedro Porto.

Porto, é o namorado da Ana Luísa, que é nosso ouvinte. Ele já ganhou o Momento Faustão meu, ele não conhecia o Iago. Ele falou, muito prazer, eu sou o Pedro, sou muito fã. Você gosta de abacaxi na pizza? Essa foi a frase. Então... E eu fiquei, vamos embora. Foi incrível. Um beijo pro Pedro. E ontem eu fui jantar com uma amiga minha, que é minha amiga de adolescência, de colégio, a Roberta. E aí, na saída do restaurante, estava um rapaz, e aí ele fala assim, não, gente,

Só pera aí, só pera aí um minutinho. O momento Faustão! E aí é sempre... Aí desce o cartaz, é incrível. É, aí desce. É isso, duas pessoas dançando atrás. Elias Nasser estava lá comendo comida grega, onde eu estava também. Puta, que delícia. Não, os giros. Tá? É isso aí. Passa essa vontade. E aí o Elias, inclusive, lembrou que a gente já tinha se falado antes no Instagram, mas agora, pessoalmente, está lá no momento Faustão. E aí, nisso, a minha amiga Roberta,

O Braincast falou, porra, nunca pedi um momento Faustão. Aí você, opa. Falei, é o quê? Eu vou negar um momento Faustão pra ela? Roberta Filholino, minha amiga de muitos anos. Filholino? Filholino. Filholino. É, que a gente era emo antes de ser legal. Quando era só deprê e as pessoas não gostavam disso, tá? Antes de ser cool. Uma pessoa que me conhece muito profundamente. Como é bom, né, menina? A gente tem essas pessoas na nossa vida que você não precisa se justificar. Ela já sabe, tá tudo bem. Um beijo, Ro. E um abraço.

A todo mundo que me encontrou... A Bim me conhece e ela sabe. A todo mundo que me encontrou no carnaval, estava um pouquinho... Não interessa pra ninguém que a gente faz no carnaval. E não esquecer de pedir um momento, Faustão, mas abraço pra todos. Inclusive, quando eu estava com o meu irmão no bloco do Baiana System, eu dei uma projetada na família, assim. Meu irmão ficou tipo, nossa, as pessoas param ele na rua pra falar com ele.

Então, muito obrigado aí quem fez a presa pro meu irmão. Agora sim. Valeu, gente. Vamos embora pra casa. Beijo. Tchau, tchau.

E aí