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A tendência ficou démodé? Os 10 grandes temas do SXSW 2026

27 de março de 20262h4min
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Como todos os anos, o Braincast volta do SXSW pra fazer o que a gente já faz há mais de uma década no B9: olhar pro festival com calma, organizar as ideias e entender o que realmente importa. Este episódio é pra quem foi, pra quem vai, pra quem quer ir um dia — ou simplesmente pra quem quer entender que bicho é esse SXSW. A gente começa com as primeiras impressões da edição de 2026 — o clima, as mudanças e a presença brasileira. Com um festival cada vez mais questionado: ele ainda mantém relevância? Ainda traz novidades? Ou virou um grande repositório das mesmas ideias de sempre? E depois a gente entra nos 10 grandes temas que apareceram ao longo do SXSW 2026. Sem oba-oba, sem hype pelo hype. Sempre tentando separar o que é sinal do que é só barulho, como você tá acostumado por aqui. Se você quiser acompanhar no detalhe, acesse nosso hub especial, b9.com.br/sxsw. LINKS MENCIONADOS: Faria Limers ostentam, enquanto classe média criativa busca status na xepa do SXSW - https://valor.globo.com/opiniao/guilherme-ravache/coluna/faria-limers-ostentam-enquanto-classe-media-criativa-busca-status-na-xepa-do-sxsw.ghtml A era de ouro dos eventos chegou https://www.b9.com.br/177590/a-era-de-ouro-dos-eventos-chegou/ A era da mesmice: a criatividade sitiada https://www.b9.com.br/177554/a-era-da-mesmice-a-criatividade-sitiada/?highlight=SAMENESS A guerra do varejo agora é para convencer agentes, não consumidores https://www.b9.com.br/177569/a-guerra-do-varejo-agora-e-para-convencer-agentes-nao-consumidores/ The Present and Future of Live Experiences https://schedule.sxsw.com/2026/events/PP1162961 The Guardian in Conversation with Mahmoud Khalil on the Cost of Dissent https://schedule.sxsw.com/events/PP1149185 The Internet After Search https://schedule.sxsw.com/2026/events/PP1149051 From Pilot to Payoff: 7 Pattern-Matched Traits of AI Systems That Actually Work https://schedule.sxsw.com/events/PP1148486 Come to Your Senses: Designing Analog Tools for a Digital World https://schedule.sxsw.com/2026/events/PP1150037 Love, Loneliness and AI with Esther Perel and Spike Jonze https://schedule.sxsw.com/2026/events/PP1163016 SWIFTYNOMICS: How Women Mastermind and Redefine Our Economy https://schedule.sxsw.com/2026/events/PP1150056 Shortchanged: Gen Z, the Economy, and Brands https://schedule.sxsw.com/2026/events/PP1162804 Amy Webb Launches 2026 Emerging Tech Trend Report https://schedule.sxsw.com/2026/events/PP1148484 Why You're Culturally Irrelevant (...And How to Change That) https://schedule.sxsw.com/events/PP1162216 META Trends - Matt Klein https://zine.kleinkleinklein.com/t/meta-trends We’re on the Cusp of Communicating with Whales https://schedule.sxsw.com/events/PP1162468 -- HOSTINGER, TRANSFORME O QUEM SABE UM DIA EM HOJE É O DIA https://hostinger.com/br/braincast use cupom BRAINCAST pra ter 10% de desconto na assinatura. -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios! https://www.youtube.com/channel/UCGNdGepMFVqPNgaCkNBdiLw/join -- 🏃 SIGA O BRAINCAST Seu podcast com conversas curiosas para mentes criativas está em todas as plataformas e redes. Inclusive, na mais próxima de você. Encontre o @braincastpod: No Instagram; no BlueSky no TikTok -- Entre em contato através do braincast@b9.com.br. Perdeu o Qual É A Boa? Encontre todas as dicas da bancada nos destaques do nosso Instagram. @braincastpod -- O Braincast é uma produção B9 B9 Criação e Apresentação: Carlos Merigo Edição: Gabriel Pimentel Identidade Sonora: Nave, com Direção Artística de Oga Mendonça Identidade Visual: Johnny Britto Atendimento e Comercialização: Camila Mazza e Telma Zennaro
Participantes neste episódio4
B

Bia Fiorotto

HostJornalista
D

Dani Sardenberg

Convidado
J

Júbal Laury

Convidado
J

Ju Nascimento

Convidado
Assuntos9
  • Crise do trabalho criativo
  • Relevância do SXSW 2026
  • Inteligência ArtificialIA como infraestrutura · Impacto da IA no trabalho
  • Projetos culturais comunitários
  • Reflexões sobre o Futuro
  • Consumidor pragmático e desconfiado
  • Privacidade de dados e monetização
  • Mudanças no SXSW
  • Era da mesmice
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Este podcast é apresentado por

Olá, eu sou o Carlos Merigo, esse é o Braincast 626. Estou aqui do meu lado, Bia Guaresi. E aí, Bia, tudo bem? De volta aqui? Tudo ótimo, esse é o meu terceiro Braincast. Eu posso pedir música, essa piada muito brega. Dessa vez, sem falar de Taylor Swift, né? É, hoje eu vim falar de… Foi Swift também, não foi falar de Taylor Swift. Era o meu sonho.

Eu nunca achei. Eu nunca achei que eu ia realizar o meu sonho. O sonho de falar e ter receio. O sonho de vir pro Braincast. Não, meu sonho era vir pro Braincast. Eu nunca achei que a Taylor Swift fosse ser a maneira que eu realizei esse sonho. Eu tô aqui hoje. Beijo, mãe.

Muito bem. Eu não sei fingir costume, tá? Só vocês saberem. Ó, fazendo sua estreia aqui, Dani Sardenberg. E aí, Dani, tudo bem? E aí, tudo bem? Você apresenta pra nossa audiência. Olá, pessoal. Primeira vez por aqui. Vamos ver no que vai dar, né? Tudo certo. Não dá pra dizer ainda. Ninguém morde. Vai ficar viciada, Dani. Isso. Ju Nascimento. E aí, Ju? Vixe, Maria, não vou falar quantas vezes eu já vim aqui. Não, já várias. Não, muitas. A gente não pode sair pra fora do Brasil, que a gente chama você.

É isso, né? A gente gosta de correr atrás dessas novidades, assim. Correspondente internacional. Ai, achei fina agora. Correspondente internacional. Eu tava fazendo conta, eu acho que tem 11 anos que a gente colabora. Foi, desde 2014, um pouco mais. É, isso aí. 11 só porque pulou um, né? Porque teve um que não teve. Então é isso, assim. Adicta.

veterana da SXSW a primeira brasileira no SXSW não, não, minha chefe veio antes de mim ela que me levou Patrícia Marinho que me levou, Dani, sabe quem é? sei, conheço mas assim, adicta não só no SXSW mas a fazer Braincast que é muito gostoso muito bem e aqui, completando nossa cota de julianas, né

Estreando no Brancast. E aí, Júbal Laury, tudo bem? Tudo bem? Prazer. É, prazer. Gente, primeira vez aqui, seja um gentil comigo. Eu sou inexperiente em podcast. Nunca vi um microfone, né? Nunca vi, tô tímida.

Muito bem, ó. Como todos os anos, você, que é a nossa audiência fiel, sabe que a gente vai pro SGSW em Austin. Pra quem não conhece, né, que bicho é esse? Festival de Inovação, né, Criatividade, Tendências, certo? Assim, resumindo em sempre, características e cultura, que acontece todo ano.

E a gente vem cobrindo, como o Ju Nascimento falou, desde 2014 a gente cobre no site, você pode acompanhar a nossa cobertura lá no nosso canal b9.com.br barra SXSW ou nas nossas redes sociais arroba b9.com.br no Instagram.

E aqui no Braincast, a gente gosta de fazer aquilo que a gente faz no B9, né? Olhar pro festival com mais calma, organizar as ideias, né? Entender o que realmente importa, pra além do Oba-Oba, que eu sei que muita gente é impactada por isso, né?

Isso é uma outra. Isso dá um braincast inteiro sobre as orgias do SXSW. Esse é o do Proibidão, né? Esse é o Proibidão, vai ser o secreto. Proibidão, Proibidão. Muito bem. Então é um episódio pra quem vai, pra quem já foi, pra quem pretende um dia, né? Quem sabe entender o que é o SXSW. A gente vai começar aqui com as nossas impressões iniciais dessa edição de 2026.

Vamos falar também do festival cada vez mais questionado. Acho que muita gente viu críticas. Grandes jornais, inclusive, estão cobrindo e criticando. E no LinkedIn, inclusive, as pessoas estão lá também se engalfinhando. E vamos entrar depois nos 10 grandes temas que apareceram ao longo do SXSW, segundo a gente mesmo, tá? Aqui a coragem.

Isso aí, qual é a fonte? Nossa. Arial 12. Então é isso. Simples assim. Tá bom? Obrigada. Tá boa, mas antes... Mas antes... Boa, obrigado, Ju. É isso aí. A Dani não conhece, ó. Temos que seguir aqui, ó. Essa aqui é a Bíblia do...

vou lá, mas antes pauta se você quiser fazer vozinha você pode fazer pode fazer muito bem, ó lembrando que o Braincast só existe graças a você então siga a gente nas redes arroba Braincast pode e se inscreva no nosso canal no Youtube

Pode deixar o likezinho. E tem um botãozinho de hypar. Vocês conhecem o botão de hypar? Ué, esse é o botão novo? O botão novo. O YouTube inventa botão essa dora. Que coisa jovem, né? Que coisa jovem. Que é assim, eles… Para os canais com menos de 500 mil seguidores. Ainda faltou um pouquinho para a gente chegar lá. Mas depois que a gente chegar, não precisa mais. Eles têm um botãozinho hypar para você fazer com que os vídeos dos seus creators preferidos subam no ranking.

Olha só. Não, é um raipa. Raipa, raipa. Raipa nós. E já temos um qual é a boa, então. Raipa. Raipa, sempre raipa.

Olha só, tem um momento mágico acontecendo agora na internet para quem quer criar. É que ficou muito mais fácil tirar uma ideia do papel. Antes, para lançar um site, por exemplo, você tinha que entender do design, do conteúdo, de estrutura, de programação, ou então ficar testando um monte de coisa até dar certo.

Eu mesmo, quando comecei, perdi muito tempo na base da tentativa e erro. Hoje você consegue começar muito mais rápido, inclusive com a ajuda de A. E a Hostinger tem ferramentas que fazem exatamente isso. Você descreve a sua ideia. Isso mesmo, descreve, escrevendo.

e a plataforma já monta um site inteirinho para você, com o design e o conteúdo inicial. A partir daí, claro, você personaliza, muda texto, ajusta, muda imagem, deixa tudo com a sua cara. Resumindo, as ferramentas de ADA Hostinger aceleram aquele pontapé inicial do seu projeto, que normalmente seria a parte mais difícil, né? E agora, no mês do consumidor, é justamente o melhor momento para começar pagando menos.

Se você tem um projeto parado, seja um site, um portfólio, uma loja, qualquer coisa, talvez esse seja o empurrão que faltava. Então acesse hostinger.com.br barra Braincast ou então leia o QR Code que está aí na tela ou você pode clicar no link aqui que está na descrição desse episódio. Use o cupom Braincast para ter 10% de desconto na assinatura, tá? Hostinger, transforme quem sabe um dia em hoje é o dia.

Então é isso. Vamos para a pauta?

Olha só, aqui, como fizemos no ano passado, a gente gosta de discutir um pouquinho se o espírito do SXSW, que é um festival que a gente ama e adora e vai todos os anos e quer que continue existindo, um pouquinho mais barato talvez, né? Pra gente poder... Não era ruim, né? É isso, não seria bom. Se esse espírito continua existindo. Eu peguei aqui, saiu entre várias matérias, saiu uma na Folha, também questionando.

esse print aqui, acho que é do Valor Econômico e a manchete assim Faria Limers, ostentam enquanto classe média criativa acho que nós

No caso, é o nosso Nerd Criativo. No caso, nossos ouvintes, nossos amados ouvintes. Nossa audiência busca status na xepa do SXSW. Já veio, na xepa. Na xepa. Quer dizer que a gente tá na xepa? Na xepa, isso aí. Aí no subtítulo. Festival atrai elite brasileira disposta a desembolsar dezenas de milhares de reais por experiências. Participantes veteranos, como nós, temem que evento perca a essência e se torne novo destino para turismo de luxo.

Então é isso que a gente começa. O que vocês acham dessa manchete? Eu vou ficar por último nessa, tá? É clickbait? Eu fico no penúltimo. Pronto, ó vocês. Ó vocês. Vamos lá. Vai, é isso aí. Assuma. Fala tudo, fala tudo. Isso, assume os microfones. Cara, esse foi o meu quarto SXSW. Boa.

Eu fui antes da pandemia, fiquei um tempão sem ir e tô aí agora. Isso é uma coisa importante, porque colocam essa quebra como uma… Antes de Cristo, depois de Cristo. Antes de Cristo, depois de Cristo. O festival foi vendido, né, teve uma… Eles tiveram um prejuízo milionário, né, não tinha um seguro, né. Imagina, não tinha um seguro. Patrocinador, seguradora podia patrocinar esse braincast, hein. Não tinha seguro, perderam dinheiro, tiveram que vender pra Penske Media, que é a dona da Rolling Stone. E aí, diz que aí tem essa separação. Então, é importante essa…

Eu achei que foi bem diferente. Talvez até por não ter o centro de convenções, né? Ficou tudo mais espalhado e as experiências ficaram mais perdidas um pouco. Cara, tem hype? Tem hype? Tem gente que vai lá só pra aparecer e que não vai falar assim, nenhuma nossa, tem uma lista.

De gente que eu só via na balada, que eu sabia que… Sem crachá, sem o credencial. Isso aí no secreto, a gente vai dar nomes. Mas tava publicando artigo com seus principais ensaios. Mas a inteligência artificial existe pra quê? Pra isso, tá bom. O Claudio trabalhou muito. Claudinho, Claudinho. Eu acho que tem o hype, tem o hype. É legal, é legal. Tem bullshit, tem bullshit.

Como todo lugar e evento, né? Como tudo. É isso. Eu acho que se você quiser provar por A mais B uma tese de que o SXSW é o maior festival de criatividade, inovação, é incrível. Você tem que ir, você consegue. E se você quiser provar por A mais B a tese de que o SXSW é um hype, é um ver e ser visto, é um vipão, vipinho. Sim, que a gente, enfim, a gente sabe que é. É uma bobageada de às vezes um monte de gente que fica a semana inteira só falando português, não absorve nada. Mas volta pra cá.

Como se fosse nossa, tentando rypar a palavra do episódio. Isso, boa. Seja pra vender download, seja pra convencer a firma, mandar pro Bobo no ano seguinte, também podemos defender essa tese. Eu acho que o que você procura, você encontra. Eu não sei vocês assim, mas eu sempre procuro gente legal, encontro, boas palestras, graças a Deus, encontro. Verdade. E aí aquela dose de aleatoriedade que é do Rodrigo Santoro.

Ela aponta pra mim porque ele tá sempre comigo. O nosso amigo, entendeu? O nosso best. É que é isso, que é de um filme que uma estreia brasileira lá que você não sabia na hora de você embarcar e as pessoas que você vai encontrando, enfim. Enfim, encontro isso também. Então acho que cada um consegue. Esse artigo, tenho certeza, ele tá provando por A mais B o ponto dele. A gente pode provar vários outros pontos aqui também, com nossa própria experiência.

O festival é muito individual, né? Depende do que você faz. É isso, cada um. Porque ele é gigante, então vai dar uma trilha. Eu adorei o que a Bia falou, assim. Você procura… Como é que é? Você acha o que você procura. É, o seu encontro, o que você procura. É brinisso, gente. Se você quiser procurar, assim, o pior da publicidade disso que a gente não gosta, assim…

Você vai encontrar. Isso se cabe exatamente onde, inclusive. Aí também não adianta você ficar indo até lá e dizendo, nossa, tem gente chata aqui. Aí você não tenta ir pra outro lugar. Mas parte do ranço, não vem um pouco de que esse ver e ser visto lá em 2014, isso meio que não existia. Não, não existia. Eu falei que eu ia ficar por último. Você quer falar alguma coisa? Você é penúltima, é mesmo. O meu preâmbulo é, uma coisa é o que é o festival outra coisa é o que as pessoas fazem do festival. É um belíssimo ponto.

Então, assim, você perguntou do festival Como são os brasileiros no festival? Porque essa é uma pergunta Bastante, traz resposta bastante diferente A gente faz, Faro Assim, você quer pegar o livro do Michel Ocoforado E fazer uma tese ali, fica à vontade Inclusive ele fala sobre isso bem crítico Porque isso daí é mais sobre os brasileiros Do que sobre o S&SW, aí são coisas diferentes, né?

Agora, falando do festival, eu acho que essa pergunta em si já tem muito do Banda Índia, sabe? Ela não é mais a mesma quando ela vira mainstream? É, só tocando na Júlia, né, toda hora. Dessa vez, cada ano a gente é diferente, né? A gente nunca entra no mesmo rio.

Eu tenho estudado um pouco mais de budismo e tal. E esse nosso desejo de que as coisas permaneçam é uma estupidez de um tamanho, porque tudo muda. Então assim, a pergunta se o festival é mesmo, não. Ele não é, obviamente que ele não é. E o mundo não é o mesmo. Então, eu tomei essa traulitada na fila, que é uma das coisas legais do SGSW, são as conversas que você tem na fila, de um cara de TI daqui, que eu falei cara, a gente vinha aqui pra ver a fronteira de tecnologia.

E não tem mais. Aquela coisa que eu nunca nem ouvi falar, eu chego aqui e não tem isso. Ele falou, amiga, antes, pra você saber de uma coisa, você precisava vir até aqui. A velocidade da informação… Então o tempo é outro, entendeu, Bonita? Então assim…

Mudou o festival ou mudou o tempo e o festival representa esse tempo? E as empresas, uma das grandes críticas… Não críticas não, mas um dos apontamentos é que as grandes empresas, as big techs, não estão indo mais lá. Elas não estão indo mesmo, porque como mudou, elas têm os seus próprios eventos. Elas não anunciam mais coisas lá. Mas elas vão em outras coisas. Vão em outras coisas. Mas não, não sei se vão em outras coisas, estão fazendo os próprios eventos. Inclusive, quero falar sem citar nomes.

E depois, inclusive encontrei a passa lá, que gravou o Braincast aqui pra gente. Ah, você tava também nesse evento?

É, qual deles? Não sei. Não vou citar nada. Que é um evento de uma grande big tech que fez aqui em São Paulo, pra falar das suas novidades de ar, de tendências, e logo depois agora do SX. E aí, tudo aquilo que eu ficava reclamando do SX, eu falei cara, não dá pra reclamar, porque aqui é um grande evento de propaganda de venda, e lá no SX, tudo bem, você tem isso, mas você tem mil outras coisas que não, que tem gente falando coisas reais, né, então então

É, então assim, de coisas que o mundo mudou. Então assim, assistir uma palestra de tendência acho que depois vai entrar aqui essa conversa sobre tendência de evento. Então algumas coisas que a gente fala que o Assistidos mudou tipo não ter o Convention Center, tá lá na planilha de tendência tem um monte de evento, a tendência é essa. Então uma coisa é o festival mudar, que a gente espera que ele mude. Eu tenho pavor de quem fala mas o Mamilos não é mais o mesmo, graças a Deus. 11 anos sendo exatamente igual, mas crescência, entendeu? Claro. Então...

Dito isso, agora vai, vete o palo. Mas aí a gente vai pro festival de inovação e quer que ele seja sempre igual? Exato, esse é o ponto. Então assim, não é sobre ele é o mesmo.

Dito isso… Mas é uma falta de grandes novidades, né. Eu acho que a gente tem um lance do SX, que é uma sacada inteligente que é a inovação, principalmente pra gente de comunicação ela vai vir da conexão entre diferentes áreas. Então o fato de que de manhã eu ia numa palestra de cogumelo depois eu ia numa palestra de fusão nuclear depois eu ia numa palestra de varejo depois eu ia numa palestra de moda depois eu ia numa palestra de…

E o fato de que tudo isso eram conversas, que eu não tinha o tempo, a concentração para acompanhar no meu dia a dia que é corrido aqui, fazia os insights que o STSW me proporcionava serem muito únicos, muito sem paralelo em qualquer outro evento que a gente conheça.

Eu acho que esse ano a curadoria, ela tava muito focada em IA. Que eu entendo que é uma coisa gigante. Eu entendo que muita coisa ficou escondida embaixo de IA. Então, por exemplo, eu falei, blockchain não existe mais? Ninguém mais quer falar disso? Existe. Eu vi uma palestra que era só blockchain, mas o nome era IA. Então, quanto que… Depois eu fui olhar pras coisas que eu assisti.

Os outros temas estavam ali. Mas o título de tudo era IA, porque as pessoas estão desesperadas atrás de IA. Mesmo assim, a gente teve muito menos diversidade de trilhas do que nos outros anos. Algumas sumiram. Fala aí, Juna. Mas eu achei esse ano…

Ano passado, eu voltei do SX. Eu não lembro se eu falei disso aqui. Eu achei, mas para, para, para, para. É, não, eu vou contar uma anedota. Ano passado eu voltei do SX e eu voltei meio desiludida. Não lembro se eu falei muito disso aqui, mas falamos. Falamos, falamos.

E aí, minha mãe, né, virou pra mim e falou Filha, aquele congresso que você vai todo ano, que ela chamava assim Aquele congresso que você vai todo ano, você gostou? Aí eu fiz, putz, mãe, eu não sei se eu vou voltar ano que vem. Aí, esse ano, corta, né, vida segue, Juliana volta para ver. Ué, filha, mas você falou que você não ia voltar. Eu falei, é, mas eu vou dar mais uma chance. Aí, voltei pra casa, a mãe pergunta Filha, e esse ano, você gostou mais? Agora eu vou responder a minha pergunta. Esse ano eu gostei bem mais do que o ano passado. Olha!

E aí, vem um pouco do que a Bia falou, do que a Ju falou, que é assim… O festival… A Dani também falou isso. O festival é teu. Depende da sala que você vai escolher entrar. Depende da curadoria de line-up que você vai fazer.

E eu, desde o ano passado, muito por influência desta que está aqui sentada do meu lado esquerdo, parei de frequentar as salas grandalhonas. E comecei a me aventurar muito mais pelas salas pequenininhas, né. E tem preciosidades nas salas pequenininhas. Eu vi duas que me fizeram voltar pro SX de 2014. Eu parei e falei, caceta, esse homem tá falando um negócio que eu achava que eu sabia.

Mas descobri que eu não sei nada. E isso, pra mim, é o grande mérito do SX. É te tirar do lugar. Todo mundo que me pergunta, por que você volta? Eu falo, porque eu nunca volto a mesma.

Porque ele sempre me dá uma chacoalhadinha. Em algum espectro, em algum pedaço, né. Mas pra mim, esse ano… E eu sou da turma dos CDFs. Eu sento na sala, eu vejo palestra. E eu também vou pro Pits. Mas gente, né, eu acho que é o equilíbrio. Isso. Não vou para o Pits todo dia, à noite. Não, crucifiquem-me, né. Mas assim, as salas esse ano eu achei bem mais ricas, né.

Agora, vamos falar aqui sobre a descentralização do evento e um efeito importante. Eu só ouvi português em Austin. Eu também. É, eu achei… E isso me deixou profundamente incomodada. Eu não… Antigamente, a gente entrava nas salas e você sentava. Você ouvia português, claro. Sim. Mas você ouvia espanhol, alemão, francês. É. Esse ano, eu fui ouvir alguém falar francês atrás de mim, no último dia.

Aí eu parei e falei, gente, mas cadê o internacional do SX? Acho que eu vi dois chineses na semana inteira. Porém…

Não sei se foi a curadoria, tá? Porque você tem razão. Mas eu vi muito gringo dando palestra. Então, a palestra de live marketing, que eu achei incrível, era um italiano. A palestra de criação, que é um dos posts que tá bombados lá no B9, do Sameness. O lançamento do livro Sameness. É uma turca.

O de varejo em tempos de agentes, de inteligência agêntica, era um holandês. E por aí vai, eu vi acho que uns seis nacionalidades diferentes. Eu não me lembro de outros SXSW que tenha tido isso, primeiro. A segunda coisa, que é uma coisa que a gente se acostumou, porque o mundo mudou. Mas o SXSW não era assim. Muito palco com mulher.

Tá pau a pau, mulher, em cima do palco da CSW. Não era assim. Mas só tem um tempo, Juju. Tudo bem, mas esse ano tá muito… Na hora que eu comecei a olhar, porque é pra fazer os posts eu coloco o resumo e vou colocando a mini-bill dos convidados. E eu fui percebendo, eu não tinha percebido o quanto isso tá muito… Não sei se é a minha curadoria, que claro, pode ser. Não me interessa tanto que o homem… Não, não, mas tem…

O que tem a ver? Aparentemente o Braincast também tá nessa. Não, mas fato assim, já tem, né, eles têm tentado melhorar. E já houve muita crítica sobre isso também, né, sobre presença de palco. Não só de gênero, mas de raça, como você falou, de culturas diferentes, né. Teve um ano que isso tava fervilhando essa discussão lá. E tava todo mundo… Aqui…

A diversidade meio que agora não importa mais. Então, as pessoas não estão contando tanto, né. E eu vi algumas críticas esse ano mais públicas, assim. Seja no LinkedIn, seja em sites de notícia também. Sobre uma visão muito… Oba, oba de tech. Americana. Americana. É, muito, né, muito American-centric, assim. Não teve nenhuma… A China não tava falando nada lá. Mas é feito lá, tá tudo bem. Mas eu acho uma certa miopia. E isso me pegou, porque quando eu cheguei no… Tava no aeroporto…

Não sei qual esperando a minha conexão pra Austin. A pessoa já não sabe nem mais onde pousou. Desculpem, mas eu tô assim, da cabeça. E eu fiz a primeira coisa que eu gosto de fazer quando eu chego num lugar, é eu vou na banca de revista. Estados Unidos eu gosto também. Eu vou na banca do aeroporto. E aí, olho pra uma, olho pra outra. Atlantic, etc. E a capa da Wired era sobre a China. Era a Revolução Chinesa. Alguma coisa assim. A capa bem forte, inclusive, sobre como a China estava engolindo os Estados Unidos. A capa da Wired.

Olha que interessante. Eu peguei aquela revistinha na mão e pensei. Eu tô indo pra sete dias de evento. E eu joguei, sentei, peguei a agenda do evento. E não tinha nada. Joguei. China, Chinese… Mas eu falei com o Meri. Nada. Eu acho uma miopia absurda. Eles não pararem naquele lugar.

Pra falar sobre isso, Zé. E fora o momento geopolítico atual. Que eu também vi muito pouco sendo falado. Quase nada. A política acabou da CCW. E era muito. Mas tem, de novo, o mundo mudou.

Antes, a tecnologia era desafiante. A gente falou isso no ano passado. Esse ano, eles são o poder. Assim, ficou mais claro na posse do Trump. A gente já tinha falado isso, mas ficou mais claro ainda. Então, assim, não tem como. Não é a tecnologia a serviço de mudar o status quo. A tecnologia é o status quo hoje. Então, um festival… Eles vão lá questionar o quê, né? É, um festival muito menos crítico.

A capa da Wired Trago evidências A capa da Wired Make America China Again Maravilhoso E a mais barata, robôs mais espertos Trens mais rápidos, aplicativos mais estranhos Drones mais assustadores Bem-vindos ao século chinês

Cara, olha isso pra um SXSW, sabe? Uma trilha inteira de… Lógico, no mínimo eu esperava isso. Como é que a nossa mobilidade urbana se compara? No mínimo é o que eu esperava. Eu não vou lembrar qual é o ano, porque eu tenho uma memória péssima também. Mas teve uma das últimas vezes que eu tive, pode ter sido, sei lá, 17, 18. Tinha mais China, um pouco. Tinha, tinha. Tinha mais China, falei, opa, deixa eu entender. Tinha um pouco mais de…

de Ásia, dos orientais. E nesse sentido, tinha mais diversidade de pensamento. Em fato, eles partem de um lugar completamente diferente do lado. Mas isso você acha que é a curadoria do festival? Ou sei lá, o desinteresse de outras pessoas?

de tudo? Talvez um pouco de tudo. Mas é uma coisa que eu acho que o festival poderia se propor a também buscar mais diversidade, porque a conversa vai ficar... Eu acho que é isso, é miopia. Eu voltei de lá, ao contrário da Ju.

Com a certeza de que ano que vem a gente não quer voltar a gente quer fazer uma expedição pra China. Por quê? Chamem. Não, nós vamos chamar do mundo. Eu estou chamando você. Eu estou contando aqui porque é pra acontecer. O que que acontece?

Não adianta a gente falar que o SX não é mais o mesmo. E ano que vem ou não venho. Porque a gente procura outro evento similar. Ou que possa substituir. E não tem. E aí a gente volta pra lá. Então, qual é a lógica?

Pra falar de criatividade e de publicidade Cannes já tá cobrindo muito bem Melhor do que a SX Antes não era, tá? Antes a SX era melhor pra falar de criatividade do que Cannes Beleza, Cannes fez a lição bonitinha O outro virou repetendo Não, peraí, deixa eu fazer um ponto

A gente até, o B9 publicou um texto sobre isso uma vez, foi de Cris Dias, acho. E alguém de Cannes lá, de publicitário, mandou um e-mail pra ele, pé da vida, como pode, porque ele tava falando isso. O SX é onde a criatividade estava e não em Cannes. Justo, fez essa volta. Porém, eu faço um ponto aqui, não sei se a Ju concorda ou não.

É bem mais… Você falou de status quo. Lá é o soldado do status quo. O suípo do status quo. Esse jornalista, não sei se ele já foi pra Cannes. Eu fico muito curioso qual seria a manchete dele. Isso, exato. Porque são as grandes Big Unilever, Procter & Gamble indo falar o que elas acham.

E a gente é o quê? Como é que é? Creator… É classe média criativa. A gente continua sendo o creator classe média. A gente tem cadência pra onde o mercado tá indo. Tudo bem, tá ali. O trade tá ali, de publicidade. Agora, inovação, que é um dos pilares do B9 e tecnologia, não tá mais no SXSW. Porque se não tem China, já não tá. Não tá, entendeu?

E aí, eu falei pro meu amigo, cara, botou o pé no Brasil começa a fazer o projeto Shenzhen em 2027. Eu já fiz a minha parte. SX, Shenzhen, SZ. Não é SX, é SH, entendeu? Isso, SZ, SH. Shenzhen, é isso aí.

O que eu acho é, só da gente colocar o pé lá, vai numa feira lá, vai em indústria lá, vai em universidade lá, você já pega um outro jeito de pensar, um outro jeito de fazer, outras perspectivas que já nos entregam esse frescor, esse deslocamento que o SX não vai ter.

todas as indústrias diferentes no mesmo lugar. Mas eu já achei uma feira muito ótima em Shenzhen que cobre bem o que a gente precisava. O nosso rolê é sobre repertório, né. E eu acho que falta esse outro olhar. E que tudo bem, um lugar só não dá, gente. A gente tem que correr atrás também. Antes da gente seguir, eu quero só falar da questão das ativações, né. Que foi um outro ponto muito colocado, que diminuiu muito, né. Mais um pouco.

Muitas que foram antigamente, não foram mais. E as que repetiram, muito menor. Tipo, a Amazon ocupava um quarteirão inteiro. Esse ano era uma caixa na frente do cinema. Literalmente, né? Uma caixa, a gente foi lá. Por outro lado, a Casa São Paulo triplicou de tamanho. Mas de novo, brasileiros? Exato. Se brasileiros, Brasil paradigma… Aí já apareceu a Casa Minas. É isso, a Casa Minas. Então assim… Gente, aquele pão de queijo com doce de leite. Uma loucura, né? Uma loucura, uma loucura. Uma loucura doía. Nossa!

Foi maravilhoso. Agora, é isso, gente. É pra pensar. É que o Merigo colocou na pauta que isso é uma tendência de ativações de menor... Eu truco, tá? Eu não sei se é uma tendência de diminuir a ativação ou se é uma resposta das marcas à perda de influência do evento.

Porque quando compara com o Kanye… Não é verdade. Eu só fui uma vez. Eu só fui uma vez ao festival de Kanye. Então quer dizer, quer dizer… Gente, as ativações de marca em Kanye são um surto, é muito legal. Mas a XSW era muito legal. Era muito legal.

Tipo a HBO, o negócio de Westworld que eu fui, que eles reconstruíram. A casa do Google. A casa do Google. Imagina. A casa da IBM. É, gente, assim, pode ser… Eu acho que ainda é cedo pra dizer. Pode ser que a diminuição de ativações seja uma reação à descentralização do evento também. Sim. Porque antigamente, você tinha ali o Convention Center e elas todas aconteciam ali em volta. Em volta. Quando o Convention Center morre e as pessoas começam a andar mais, fica…

Mas não é muito mais, Ju. É Hilton, JW Marriott… Mas aquelas casas do lado do Convention Center vazias, né. Por exemplo, a gente saía do Convention Center e ia lá pra Rainy Street. Todas as casinhas das marcas estavam ali na Rainy Street. Esse ano, ali só tinha casalinas. Não tinha nada, né, Rainy. Eu fui uma vez lá, a gente foi um dia lá. E a Rainy Street fica longe do JW, do Hilton. Então, pra mim, é um pouco isso. Talvez seja apenas uma coisa meio circunstancial. Talvez…

As pessoas tivessem a impressão de que o evento ia reduzir em público. Aliás, se chegaram a ver, se publicaram o número de público eu acho que era uma coisa legal pra gente investigar depois. Sim, sim. Porque eu também ouvi algumas pessoas dizerem que apesar da gente ter a sensação de que havia muitos brasileiros a quantidade de brasileiros que foi, foi a metade do ano passado. Ah, é?

Mas é que o público geral deve ter diminuído muito. Eu vi um artigo na Exame, que era uma entrevista com a Tracey… Mann. Mann, obrigada. Ela falou que reduziu a quantidade de brasileiros mais uma coisa de 2,6 mil pra 2,4 mil. Não foi uma redução tão brusca. Eu vi alguma coisa de 2,4 mil. Mas o percentual de 300. Deve ter sido maior, porque o público geral do evento deve ter diminuído, como brasileiro. Isso teve. O que eu entendo é o seguinte…

tem a ver com a gente falou aqui de tirar o Convention Center gente eu apostaria esse dedo que é mais relevante ter saído o cara que fez a curadoria por 40 fucking anos é mais relevante bem mais do que o Convention Center é mais relevante o Trump tá barbarizando geral e aí assim pra ir pros Estados Unidos com o que o Trump tá fazendo

Só brasileiro quer dizer um brado mesmo. Porque é pra falar assim, eu vou gastar o meu dinheiro pra ir nos Estados Unidos. Nesse momento, no ano da Grécia de 2026, eu não, né? É, o que eu senti no contraponto é que no ano passado as pessoas tinham muito medo de falar de política. Este ano, os palestrantes estavam bastante vocais nas críticas. Bastante vocais. Eu não vi muito. Não vi não. Mas bastante, inclusive nas salas grandes.

Assim, essa pra mim foi uma mudança sentida, assim. Ano passado, você via as pessoas nervosas de fazer qualquer comentário, né? Também não vou falar nome aqui, mas uma palestrante importante chamou a gente pra uma coletiva ali, alguém fez uma pergunta política pra ela, ela ficou muito nervosa.

E ela virou e falou assim, gente, eu já vou ter problemas suficientes por um slide que eu fiz. Vocês lembram que ano passado, o material da palestra de Scott Galloway sumiu da plataforma? Sumiu. Então assim… Quem viu, viu. E foi transmitido ao vivo e depois eles tiraram. Quem viu, viu. Quem não viu, viu. Então esse ano, eu vi bastante palestrante fazer ironia bastante palestrante fazer crítica vi mesmo, gente, assim, frequente.

Então eu acho que essa tensão, esse medo, vou chamar assim, dos palestrantes. Eu entendo a história do viajar e tal, concordo contigo. Mas isso eu vi diminuir um pouco. E isso me deixou um pouquinho esperançosa. Ah sim, com certeza. Ó, passando pro próximo bloco, eu quero perguntar pra cada uma de vocês. Uma coisa que deu esperança e uma outra coisa que deu preguiça ou barra preocupação. Nessa edição. É começar, Bia?

Posso começar? Eu acho que a preguiça que eu tive foi essa de… Pô, não dá pra ter as conversas que deveriam estar sendo tidas quando o assunto é inovação? Que é isso. Desde China, assim, vi pouquíssimas coisas sobre K-pop, sobre Coreia. A gente aqui tá celebrando tanto o nosso soft power e o soft power coreano e etc.

E aí, parece que a gente chega lá e eles estão tipo assim… Nunca nem vi vocês. É verdade. Ah, vocês indicados ao Oscar? Vocês? Nunca nem vi. Parece que dá uma coisa assim de… Ué, a gente não tá Brasil core? Aí chega aqui… Não, é o sonho americano. Isso me frustrou um pouco, assim. Eu esperava um pouco mais de diversidade de discussão e de pensamento. O que me deu esperança é…

assim, talvez contextualizando fica mais fácil. Eu tive o privilégio de mediar um painel na Casa São Paulo. E a Casa São Paulo esse ano fez uma coisa muito legal de, de fato, trazer os grandes speakers lá pra dentro. Não ficar somente painéis entre brasileiros.

Aí eu fui convidada pra entrevistar a Faith Popcorn. Que é quando eu recebi o briefing. E vocês vão me desculpar também. Eu já pedi as desculpas, eu não a conhecia. Eu não tinha familiaridade com o trabalho dela. Mas aí, a primeira informação que eu tive foi ela é uma futurista de 79 anos.

Aí, o que que eu vou perguntar? Tive que roteirizar essa entrevista. E a primeira coisa que eu pensei foi de perguntar pra pessoa, né? Eu fui ouvindo os podcasts, ela é amiga da Martha Stewart. Tipo, umas coisas assim. Eu olhei pra pessoa e perguntava, o que você tá fazendo aqui, sabe? 79 anos, previu o que tinha que prever. Isso!

É um mundo com buraco. Mas, cara, 79 anos e ali, falando dos próximos cinco, falando dos próximos dez, falando desse período como eu não tinha visto em nenhuma outra sala. Falando assim, uma mulher realmente parecia vinda do futuro. A estética dela. Não, gente, maravilhosa!

E aí, ela falando sobre como ela chegava nas salas de reunião e falava as coisas impopulares, de repente ela olha, juro, fundo dos meus olhos. Truth to power, baby. Falei, nossa, eu nunca mais vou ser a mesma. Cara, 79 anos. E aí, eu vi, eu tive numa outra sala, dias antes, com o Ben Cohen, da Ben & Jerry's.

mesmo a sensação você me mandou o vídeo lá que ele ele fez um protesto político real dentro da X-Estada tá vendo? olha aí eu vou mandar o vídeo pro Gabu, ele vai botar enquanto aconteceu, né, tinha um monte de gente lá, só todo mundo filmou, mas é isso também, acho que ele tá já beirando seus 80, se não mais de 80

E essa sensação de o que você ainda tá fazendo aqui. E ele tava lá. Eu fico arrepiada só de lembrar, gente. Eu chorei na sala. Porque a causa dele hoje, uma marca que já teve infinitas causas. A causa dele é o próprio negócio. Porque agora eles querem que a Magnum permita que eles comprem de volta a empresa. Pra que a empresa volte a ser o que era.

E ele falava aquilo pra sala, e ele se emocionava. E ele distribuía adesivo. E ele dizia, colem esses adesivos. Eu vim pra cá colando adesivos. Eu vi uns adesivos lá no Devolvam. Voltei pensando, cara, se essas pessoas ainda estão nessa... É porque tem um mundo pra gente ainda estar, né? Porque, sei lá, eu tenho 33. E às vezes dá um cansaço.

E aí, gata! É muito tempo a tela. Acho que tá meio cedo pra você estar aqui. Então, isso me deu esperança mesmo, assim. Diver essas pessoas e interagir como eu pude, né? Interagir com elas, estar presente na sala, prestar atenção nelas. Pensar, cara, isso tem mundo ainda pra gente falar sobre, discutir, enfim. Legal. E você, Dani?

Então, eu fui com uma preguiça prévia que vai aparecer e não esquecer. Prévia, já fui com uma preguiça. Eu já fui com uma preguiça. Já lembrei na mala. Ela já levou, ela foi comigo enquanto eu tava pensando. É maravilhosa. Eu vou, eu não vou, será que vou, será que fico? Que é falar assim, beleza, eu vou nesse lugar e vai ser...

Inteligência artificial, inteligência artificial, inteligência artificial. E eu não aguento mais nada que fale só de inteligência artificial. Não me convidem para nenhum curso Joy of Missing Out.

Eu não aguento mais falar só disso. Então eu já tinha essa preguiça prévia, que é bastante esquisita. Quando você tá falando que você vai pro SX, é Cidá, não é? Eu não preciso ser congruente o tempo todo, tá? Eu acho que eu posso ser assim mesmo. Não nos cobrem coerência. Pra que coerência? Quem faz sentido é soldado, não é mesmo? Eu não faço nenhum sentido. Então, eu falei, essa é a minha preguiça prévia. Eu olhava a pauta e falava, ia, ia, ia, ia, ia. Eu falava, c...

Ok, vamos mesmo? Vamos. E aí, o que me deu esperança? Que eu achei, eu consegui achar muita emoção e muita humanidade. Mesmo onde tinha IA. Então, fui fazendo curadoria das salas menores. Sim, eu gosto de salas menores. Dos lugares que ninguém vai. Porque todos os outros eu vejo na internet depois. E alguém vai publicar isso no blog. Exatamente, é isso aí. É isso.

Então, essa coisa de você olhar muito o humano que tava por trás ali e das conversas de beleza, como é que é esse rolê para nós humanos. Será que a gente vai ficar menos inteligente? É um pouco desesperador? Mas dá a esperança ver que isso tá sendo pensado. Isso tá sendo discutido. E que a gente não tá tirando a nossa camada de humanidade.

Da coisa. E aí, eu fui na palestra grande do Steven Spielberg. Porque eu precisava ir, né? Não dava pra não estar indo. Não, e foi boa. Foi muito legal. Adorei. E aí, ele fala, cara. Ele fala que não abandone a sua intuição. Nunca usei inteligência artificial. E não abandone a sua intuição. Aí eu falei, abraçou meu coração. E eu fiquei mais tranquila.

Muito boa você, Ju. O que me deu esperança combina um pouco com o que a Bia falou. E tá relacionado à mesma pessoa. Eu fui, no segundo dia, né, que a Faith falou. Eu fui ver a palestra da Faith Popcorn. Porque eu queria ver a Faith Popcorn, né. O contrário de você. E eu fiquei pensando assim, eu falei, o que ela vai vir falar aqui? Exatamente um pouco isso, né. O que ela vai trazer?

E aí, assim, eu vou falar da palestra, mas o que me deixou o meu carinho no coração foi um momento, eu e ela mesmo ali, eu fui tietá-la, né, no começo da palestra e tal. E ela tava com uma roupa incrível, assim, cheia de camada e um monte de colar, uma mulher estilosa, assim. E aí, uma das minhas ali, né, uma brasileira que tava ali perto, colega de sala e tal, foi lá pedir uma foto pra ela, eu fiz a foto.

E ela tinha uma co-host que era um pouquinho menos simpática. E que ficou um pouco incomodada, assim. E aí, eu cheguei pra ela e falei, Faith, me desculpa. Mas eu queria muito ter uma foto com você. Aí ela olhou pra mim e falou, girl… Why are you saying you're sorry? Aí eu olhei pra ela e ela me perguntou… Porque a mulher tá de desculpa por tudo, pode insistir. Mas você fica fazendo spoiler da minha foto.

Peste! E aí, ela virou e falou isso pra mim. Ela falou, nós mulheres pedimos desculpa por tudo. Você vai me prometer que você nunca mais vai pedir desculpa. Uau! Aí, assim, sabe? O olho… 79 anos, né? E, gente, ela foi pra sala apresentar um modelo, né? Ela foi apresentar uma futurologista sintética.

Que ela ajudou a empresa de piara, agora foi a Porter Novelli, a construir. E essa futurologista sintética foi alimentada com conhecimento de 500 futurologistas mulheres. Então isso me deu muita esperança. Legal. O que me dá preguiça, já dá preguiça há um tempo. E tem um pouco a ver com o que a gente estava discutindo aqui antes. E aí, acho que a Ju falou de Cannes, né?

Eu já passei dos 33 há um tempo. Não parece passar cut. É verdade.

Mas quando eu comecei a ir a Cannes, Cannes era muito assim, um lugar de celebração. A celebração da criatividade, mas também a celebração, né, das relações entre aquela comunidade criativa e tal. Com o tempo, Cannes foi virando um evento de networking. Então quando a gente fala das praias, eu não vejo as praias de Cannes como ativações. Eu as vejo como espaço de networking, né. E aquilo não existia anos atrás, só tinha o Paraná.

Então assim, o festival também descentralizou, né. E Cannes foi construindo a coisa do Vipão, Vipinho, né. Muito rapidamente, muito… O que me dá preguiça? O SXSW tá indo pelo mesmo caminho. E eu acredito, e isso me deixa mais do que com preguiça, triste…

que a gente do Brasil tem uma parcela importante nessa construção. Desculpa. Então assim… O modelo… Desculpa aí. Desculpa, gente. O modelo mudou, o festival precisa mudar. Eu concordo super com tudo que vocês falaram. Mas ele podia continuar sendo aquele espaço democrático de conversa e discussão. E ele tá deixando de ser.

Não mais do que preguiça, isso me dá um pouco de tristeza. Sim, sim. Muito bem, de valor. A minha preguiça é…

Um dos fundadores do SXSW, Bruce Sterling, fez uma das palestras… Ele sempre encerrava o SXSW. E ele fez uma das palestras que mais me influenciou na vida, assim. Eu já falei nos outros programas, escutem os outros programas sobre o SXSW. Ano passado, eu fui, como sempre, e tava horrorosa. Ele não tava falando lá com o Cré, parecia que tinha tido um derrame.

E esse ano ele nem falou. E eu acho que isso tem a ver com o fato, na minha leitura, de ter menos posições críticas. Então ano passado, por exemplo, eu fui num painel que era o whistleblower da OpenAI. Não tinha nada parecido com isso no line-up desse ano. É verdade, não tinha um whistleblower esse ano, né. Um whistleblower, sim. Era ele e o advogado que tá defendendo ele, pra que ele possa falar as coisas que ele falou. Assim, foi incrível o painel.

Eu não… Pode ser que eu não tenha… O Snowden já falou, né? Exato, foi de 2014. Pode ser que eu não tenha feito a curadoria pras palestras mais críticas. Isso é possível. Mas assim, pra mim, é o meu bode, tá? Eu já vi… Assim, é isso. A comida de rabo que o Sterling deu um ano lá. São vocês que fazem o mundo como ele vai estar. Vocês estão aqui reclamando que o mundo tá… Como assim? Aqui tá nata. Decidam que vai pra outro lugar, entendeu?

Eu não vi isso esse ano. O que me deixou feliz? Enquanto tudo era, meu Deus, o mundo vai acabar, né? Eu tenho uma amiga que fala, é correndo de um lado pro outro, com a calcinha na cabeça, grudando, será? Todos os finais aí que tinham essa vibe, ou eram palestras.

completamente dissociadas da realidade que é, eu vou te provar que vai ficar tudo bem quando ninguém sabe como vai ficar e claramente não vai ficar tudo bem ou era o calcinha na cabeça, ou era o meme do It's Fine ou era aí, aquela coisa meio louca teve uma palestra essa que eu já falei que é do cara de evento esse italiano maravilhosa

Porque era com o pé na realidade, falando, cara, o futuro não é isso. Eu achei maravilhosa essa palestra. Então isso me deixou com esperança. Alguém dizendo, é o melhor momento para evento. O futuro é evento.

É que você não assistiu em estúdio, né? Que fica no final, movies! Eu não sei o que é sobre cinema. E aí, eles estão tudo indo pro buraco. E no final, ele tem uma cena dessa. Movies! Movies! Aí todo mundo fica, movies! É você lá. Hoje, você sabe que não teve um insoblouro. Mas eu tava falando aqui, eu lembrei de uma que eu fui ver. Teve uma…

De um protestante palestino. Ah, é verdade. Que tava lá com o advogado dele e com o The Guardian. Essas são as melhores. Falando sobre o custo de se opor. O título da palestra era esse, o custo da oposição. A palavra em inglês é mais bonita sempre, né? Mas era isso. E ele foi falar sobre… Ele é um protestante que fez, organizou aquela ocupação pró-palestina.

Eu sempre confundo, não sei se foi em Columbia ou NYU, desculpa gente, em Nova York. E ele foi preso e ameaçado de ser deportado. E sem entrar no mérito de quem tem razão ou quem deixa de ter razão, ele tava ali…

Meio que se expressando, é a liberdade de expressão dele. Então, a conversa, ela passou muito por isso. E eu achei interessante, sabe? Sim, sim. Isso é interessante. Vamos agora aqui nos 10 grandes temas, tá? Vou começar do primeiro mesmo. Já que a Dani tá adorando o Iá, né?

quem quer começar a falar de IA? eu coloquei aqui um papo de que IA o ano passado era ainda no termo da novidade esse ano mais que virou infraestrutura mas não necessariamente funciona direito eu vi bastante esse tipo de coisa que vai virando uma deixando de ser uma uma nova ferramenta né

tá entrando, virando uma camada base, né, na sociedade. O que vocês viram de legal de A ou de não legal, assim? Eu vi muito um papo de... O ano passado, eu acho que tava nesse... Ainda... Ah, não digo negação, mas eu acho que meio que é.

Ah, ainda tem um valor humano, né? Ainda vai... Não é? Não, é só uma ferramenta. Cada um vai fazer o uso que quiser. Os publicitários ainda falam isso lá. Eu vi algumas apresentações. Mas na galera adulta, meu, o negócio já tá aí. Ainda não funciona direito, dá muito problema, mas...

O que eu gostei, e é o comentário rápido, mas que eu tô levando pra esses downloads, etc. Porque eu falo muito do ponto de vista de marca mesmo. E eu acho que a gente passou os últimos anos com... Olha esse brinquedo novo, olha esse brinquedo novo. Olha o que você pode fazer com ele. E aí fica um faz texto, um faz vídeo, um faz imagem. E aí, de repente, a gente já não aguenta mais.

Eu achei que deu uma amadurecida, ou pelo menos precisa dar é pelo menos o que eu tô levando adiante de não é mais sobre o que a sua agência ou o que você pode fazer com isso aqui. É o que o seu consumidor está fazendo com isso aqui e aí é que mora, eu acho, a conversa de gente grande. Que não é, ah, o seu time vai fazer post do LinkedIn com o chat de PT ou vai um por um escrever post? A parada é...

As pessoas têm um personal shopper no bolso. E tem mesmo, e ele é gratuito, acessível pra todo mundo. Eu… Assim, tá todo mundo usando a sua maneira. Eu quero comprar isso aqui, eu quero comprar aquilo ali, eu quero não sei o quê. Onde fica a sua marca nessa história? Onde fica o seu site nessa história? Onde fica o seu funil de marketing nessa história? E acho que eu senti esse amadurecimento lá, em uma ou outra conversa. O CEO da Cloudflare falou muito sobre isso. Maravilhosa essa palestra.

Disponível no YouTube, inclusive fica a dica Eu assisti agora online e assim, minha cabeça explodindo Que é isso Essa é a conversa que a gente precisa estar tendo Sobre criatividade Ah, beleza, é isso, mas temos falado tanto, etc E você não vai virar o Steven Spielberg Com uma Iago bolso agora Graças a Deus, né

A pessoa pra quem você quer vender, talvez não entre mais no seu site, não jogue mais no Google, ela use um agente e essa conversa que você precisa ter. Porque é isso, né? O resultado. Pegando um gancho no que você falou, é estrutural. Se você não entender que é uma mudança que vai reestruturar o seu negócio, reestruturar a sua forma de trabalhar, você pode errar.

É isso. Meu pai tem 81 anos. Ele aprendeu a usar. E ele usa pra tudo. E influencia. O jeito que ele compra. Ele vai lá. Ele faz meia dúzia de perguntas. Ele aprendeu que é só conversar. Ele não precisa aprender nada além do que ele já sabe. Que é fazer perguntas. É escrever.

Então, muda estruturalmente o nosso trabalho de marketing, de marca. E se a maioria das marcas for olhar e fazer uma análise rápida de como que você tá em G.O., você vai ficar bem assustado. Eu acho que tem uma coisa estrutural de beleza, existe esse brinquedo novo. Vamos parar de fazer post bobo? É. E fazer imagem boba e entender como que eu melhoro o meu dia, como muda o meu dia de trabalho, como muda o dia de trabalho da minha equipe.

E isso foi… Eu vi algumas palestras falando sobre novos modelos de trabalho que foram muito legais, porque elas estavam… Assim, para de olhar o hype e olha a estrutura. De como que você aprende com isso e como que você faz diferente.

E é muito louco, eu não sei se vocês já viram esse gráfico. É um gráfico de quadradinhos que mostra quem não usa AI ainda. Depois eu mando esse gráfico pra você colocar na tela. Ela colocou? É um gráfico mesmo de quadradinhos, assim. Então imaginem uma tela com 100 quadradinhos.

Sei lá, 93 dos quadradinhos são cinza e são pessoas que ainda usam muito pouco ou não usam. E essa é uma estatística global, né? Aí tem, sei lá, 5 quadradinhos, 96, não, 6 quadradinhos, que são pessoas que já pagam seus 100 reais por mês, 20 dólares por mês lá na estatística, para usar alguma plataforma. E tem um quadradinho, apenas um, vermelho.

que são pessoas que estão usando AI de forma mais de como infraestrutura.

Então, primeiro assim, estamos falando, falando, falando, falando, mas galera, ainda tem uma rampa de adoção aí, monstra pra acontecer, né? A nossa bolha, que é uma bolha privilegiada e tal, tá lá brincando com isso, usando isso como usava o Google lá atrás, tudo certo, né? Mas o que eu achei particularmente interessante, e eu escrevi sobre isso lá no B9, é que usar AI direito pressupõe uma habilidade é...

Que anda um pouco esquecida. Que é você saber se comunicar com clareza. Escrever direito, né? Porque o que é um prompt? Um prompt é um briefing. Pra gente que trabalhou com comunicação a vida toda. Você não fica feliz? É a primeira vez na vida que nós, publicitários, gostamos de escrever. Que gostamos de estudar português. Temos uma fantasia em cima dos engenheiros. Eu fico felicíssima. E aí eu vi um professor.

De Stanford, que é ganhador de 10 Pulitzers no New York Times, que arrumou um emprego de ensinar. E cheguei a escrever, né? Vitória do povo criativo. Eu se vinguei.

muito bem cara, pra mim a galera do povo correndo com a calcinha na cabeça é a galera que realizou a diferença de IA LLM pra Agêntica então tanto na palestra que eu citei de como que fica o varejo nessa Agêntica que é bem o que você falou você fez tudo o que você fez até hoje, o seu site foi pensando em um ano não vai ter mais sim

Entendeu? E aí, o que você tem que mudar? O que tem que acontecer? Tanto quanto o cara que vai falar Então, não é mais sobre uma ferramenta de trabalho É sobre um co-worker Você tem uma pessoa que trabalha com você Que é o seu agente Quanto a Sandy É a última palestra que eu fui antes de pegar o avião mesmo

Mostrando que a empresa dela cresceu e aí ela, ao invés de contratar mais gente, colocou como par ou como equipe das pessoas que ela tinha, agentes. Você fica...

Você tem um time inteiro Só que zero seres humanos Gente, Cláudio Vocês não tem funcionário Cláudio? Tem vários nomes Pra cada gente é um nome Então assim O que eu acho Inclusive tinha um slide, acho que não é dela

que era a velha IA a IA agente, que eu falei, gente do ano passado pra agora virou a velha IA assim, então pra mim a leitura de IA desse ano é sobre qual é o impacto dos agentes e um

O impacto estarrecido, assim. Antes de ir, acho que umas duas semanas antes eu tinha gravado com a Ana Freitas sobre IA. E ela já tinha vindo no Mamilos no ano passado falar de IA. E ela tava visivelmente chocada, assim. Ela não conseguia colocar em palavras. Ela falou, gente, eu tô surtada. Porque é tanta possibilidade que tem essa nova que eu ainda não, sabe, não tá cabendo ainda em mim. Eu tô ficando meio…

E aí, eu não consegui entender muito bem o que ela tava falando ali. Eu entendi que era sério, mas eu não sabia o que que era. Pra mim, a trilha do SX de IA, o que me entregou foi isso. Entendi onde que tá pegando. Eles desenharam muito bem 300 palestras. Qual é a diferença dessa velha IA pra agêntica? Então, eu concordo. Tem uma curva, uma rampa de implementação. Mas a mudança é ainda maior. E a Sandy coloca... Inorme!

do que a mudança que fez a adoção de IA. Então, assim, para mim, acho que é isso. A gente tem ouvido há alguns anos que o impacto da tecnologia é exponencial. Só que acho que nunca antes na história desse país a gente viu uma diferença tão grande de um ano para o outro.

Concordo. Outro ponto que eu trouxe aqui. O humano como limite, não só diferencial. Eu vi algumas valorizando o craft, o artesanato, nossa soberania cognitiva. Eu vi uma, inclusive, inteira sobre lápis. Qual a importância do lápis, de escrever a mão. E aí eu fico muito... Uma coisa que a gente vem falando até no Braincast, acho que o Oga que trouxe isso do feito por humano como um novo orgânico. O novo selo do...

do orgânico. E aí, a minha pergunta é se isso é verdade, né, esse retorno de práticas analógicas é uma coisa que a gente realmente deve fazer, se essa valorização do humano realmente tem valor mesmo, ou se é um romantismo, assim, às vezes que

Nesse bagulho do lápis, eu achei tudo tão lindo bonito, eles falando de como eles produzem o lápis, qual que é a importância pro cérebro, pra criatividade humana de você escrever a mão mas eu falo, cara, isso vai ser tipo vinil, sabe? vai ter quantas pessoas, uma coisa de entusiastas

Porque eu mesmo tava lá, enquanto ele tava falando de lápis, gravando a palestra dele com o celular. E no computador, fazendo outra coisa. E falava todo mundo que tava sentado. Isso, exatamente. Pô, mas me perguntaram isso hoje. Eu tava lá nos corredores do evento, um amigo me perguntou, você comprou o seu Plod? Que é o... Ah, que fica gravando, é o bagulho. Ele tinha um, eu perguntei como é que ele usava, que talvez eu fosse comprar um nos Estados Unidos. Aí falei, não comprei. E aí, a menina tava junto e falou, mas aí, como é que você faz? Como é que eu faço o quê?

Como é que você faz pra assistir e tal? Aí eu falei, eu levo meu caderno. É, é. Meu caderninho. E é o terceiro ano que eu vou pra SSW. E eu vou de caderninho. A cada ano eu me sinto mais obsoleta. Eu presenciei, estava do seu lado lá na palestra da Apple. Você viu, você fez toda uma estrutura e eu abri meu caderninho. E eu lá, computador e gravador. Cara, mas é que eu tenho essa coisa. Primeiro, todo mundo grava. Então, as que eu realmente quero a gravação, eu peço e eu consigo.

E segundo, que eu tenho isso, eu falei pra ela, eu falei, tá, a gente tava tendo essa conversa, que o gravador, ele te permite não estar 100% presente ali, pra estar fazendo outras coisas. Eu falei, tá, mas segue essa lógica. Eu tô sentada na sala de uma palestra.

Eu prefiro estar ouvindo e o escrever me ajuda a ouvir, né? Exato. É o meu jeito de... Aguardar. É isso. Eu prefiro estar ouvindo, mesmo que eu esteja meio ouvindo. Ouço um pouco, anoto um pouco, viajo um pouco, volto. Eu prefiro estar ali, ouvindo, anotando. Depois eu volto no que eu escrevi. E se eu escrevi deste tamanho, é importante? Se eu escrevi menos, é achado. Eu vou, tipo, navegando por aquilo que eu estava. Versos. Eu boto o negócio pra gravar. Aí ele grava, resume, me entrega. Quando chegar em casa, eu leio como um artigo.

ler como um artigo, pra mim, não entrega a mesma substância. Eu adoro ler artigos, mas ler artigo pra mim é outro espaço mental. Mas nada contra quem descreve. Tem até amigos que são. Imagina, eu acho que seria maravilhoso pra mim em vários sentidos. Produtividade, etc.

Mas essa coisa da presença ainda me pega muito. Tipo, eu quero estar aqui sendo mexida por uma frase. Tipo, às vezes é isso. Às vezes vai me pegar aqui, eu vou anotar de um jeito, eu vou anotar de outro. Mas eu me sinto cada ano mais antiquada, tá? Cada ano que passa, eu abro aquele caderno, eu penso, Beatriz, que vergonha. Que não liga, não grava. Não tem uma IA que vai te devolver isso. Não tem o mesmo. Isso, você tá gravando lá e fazendo outra coisa, e todo mundo dá uma risada.

o que será que eles estão rindo? aí todo mundo aplaude, o que será que aconteceu? porque você tá em outro mundo e sabe qual negócio? o que nos venderam é a promessa de que deixa gravando e você vai poder ter mais tempo pra você descansar, tipo durma enquanto eles palestram

Depois da relação, vai chegar. Você não dorme, amigo. Você responde e-mail. Você pode estar aqui. Mas eu não respondo e-mail. Eu também não. Ou eu não tô. Eu gravei a palestra, gravei a palestra. Mas eu gravava e escrevia. Eu também. Porque eu também preciso dessa coisa do processamento. Então, o que eu escrevi era o que tinha de mais importante. Era o que me pegou mais. Mas é legal você ter esse apoio. Porque você não consegue. Enquanto eu tô escrevendo, tô perdendo alguma coisa.

coisa. Mas sabe o que eu senti um pouco dessa coisa do humano? Um pouco de medo. Um pouco de medo. Eu preciso colocar essa coisa do humano aqui de novo nessa conversa. Porque senão a gente fica muito desvalorizado. A gente criou esse troço e a gente fica muito desvalorizado. Então eu senti um rolê de medo, assim. E eu acho bom a gente ter medo, tá? Medo garante sobrevivência. Tem um negócio do Spielberg que você falou, né? Nem todo mundo eu amo você.

É menos que a IA vai te cuspir. E mais a intenção de fazer alguma coisa, né. Aí eu acho que eu acredito mais do que talvez no cara do lápis. Que eu achei muito legal, mas… Tudo bem ser saudosista. É, acho que é legal também. Mas assim, eu vejo aí usando o exemplo do lápis, assim… Não, porque vocês vão entender onde eu vou chegar. Eles distribuíram lápis pra galera lá. Eu adoro lápis.

Eu, por muitos anos, acho que por uns bons 10 anos, deixei de anotar a mão e passei a anotar no computador. Então não era nem gravar ainda, tá? Era anotar no computador. Eu percebia que eu não retinha na mesma proporção. Chama memória mecânica. Aí alguém, né…

me mostrou lá atrás a história da caneta do iPad. Aí eu falei, ah, eu vou experimentar a caneta do iPad. Porque é escrever, não é. Não funciona pra mim. Não funciona, o negócio não pega direito, a minha mão, eu seguro a caneta do jeito que a minha mão faz bobagem. Não funciona, não funcionou. Aí uma outra amiga, há algum tempo, eu vou falar dele depois no qual é a boa então, tá? De novo. Me apresentou um caderno digital.

E o caderno digital… Tá aí a tecnologia que eu quero. É um rolê interessante. Porque ele tem o lápis, né? Ele tem uma caneta digital. A resistência… Uma pena que eu não trouxe ele hoje, senão vocês iam experimentar. A resistência do lápis no papel é exatamente igual…

No caderno digital. Gênio, hein? E aí assim, ó, ele tem modos de caneta. Ele tem a caneta esferográfica, ele tem o lápis, ele tem… E cada um tem uma resistência diferente. Você escrever no modo tinteiro é diferente de você escrever no modo canetinha colorida. Os caras capricharam, o craft foi bom. Então assim, onde é que eu acho que tá o mérito?

É quando essas duas coisas se juntam, né. Então assim, você tem a sensação tátil ali, né, do lápis. Você usa a sua… Como é que é? Memória mecânica, gostei. Memória mecânica. E pra mim é um fato, quando eu anoto nele, a minha retenção é outra, né. Como a gente vai pro South by também pra escrever e cobrir eu vou de iPad e eu anoto no tecladinho. Mas é muito diferente, é muito diferente.

E a outra coisa que eu queria falar, que eu concordo, assim, 295% com a Dani, é a gente não investe uma semana da nossa vida. E como é que você falou aí no começo do programa? Dezenas de milhares de reais pra ir pra lá e depois escutar uma gravação, entende? E esta, pra mim, é a real corrupção do South By.

A gente vai lá para ouvir o que aquelas pessoas têm a dizer, para sentir a energia daquelas salas. Eu estava conversando com um colega de trabalho outro dia e eu falei você ir para o South By, para mim, tem o mesmo peso de dado proprietário. É first party data seu.

Você foi lá, você viu Você processou, você interpretou O artigo do Plod Do Otter Ele já carrega uma interpretação Desculpa gente, é dado secundário Ou de terceiro

Estatístico, baseado em estatística. E é isso, se você tá pagando essa grana, vai lá ter um pouco do seu dado proprietário. Não tem problema, né? Equilibrar e tal, mas assim, galera tem valor nisso aqui. Presença é uma coisa que a gente é os únicos que tem ainda, e a não tem, né? Exato. Presença de idade. Esse negócio do lápis, e o cara falou um negócio que eu até botei no meu texto, que eu...

que ele falou muito de fricção, né que ele falou, ah, fricção do grafite no papel e dessa importância ele falou assim, que fricção cria vínculos você se esfrega contra algo e deixa um pedaço de você nele eu falei, puta, que bonito vou comprar um lápis agora me manda transcrição ele falou que só escrevendo com lápis você consegue isso

Não, mas aí você falou uma palavra que é chave, né. E eu acho que no SX ela foi falada, eu ouvi ela algumas vezes. Mas a gente já vinha ouvindo ela nos relatórios de tendências. Que é a ficção, né. É, total. O tal do friction maxing, etc. Que aí foi até a moça, a Jennifer Wallace, que falou. Que ela falou uma frase que eu anotei, que você pode…

A gente não consegue resiliência só através de autocuidado. A resiliência vem de relação. E aí é que ela fala que a gente não se relaciona mais, não tem mais ficção. Não fala com ninguém, não precisa do vizinho, não precisa do… E é isso, é… We can't self-care ourselves into resilience.

E é isso, a praticidade, o seamless, o não sei o quê, vai tirando essa coisa, né? Sim, a conveniência vai emburrecendo a gente. Deixa a gente mais fraco, né? Eu vi até um negócio que era isso, você fica mais fraco, porque você perde coisas de sobrevivência básica. Tem a ver até com o último braincast que a gente gravou, que era isso, as habilidades que a gente tá perdendo na era digital. Ó, só pra dar a minha contribuição pra o negócio dos humanos, é mercado, galera.

Se a gente tem uma coisa, porque eu cheguei a ver palestras em que os caras falaram, cara, com os agentes, mostra um potencial de que o trabalho cognitivo humano vai ser irrisório, vai ser completamente ultrapassado. Beleza. Isso me leva... Fiz a pergunta hoje para uma economista que foi capaz de responder, só preciso de uma economista melhor. Isso me leva para...

O mercado é uma ficção que a gente criou. A gente coloca os parâmetros, gata. O que vale mais e o que vale menos. Então,

Se o trabalho cognitivo, ele é tão abundante pelas máquinas que ele vira uma commodity, logo ele para de valer, entende? O trabalho de um engenheiro deixa de valer. Porque isso eu consigo com peanuts, com não sei quantos… Como que é a unidade de medida deles lá? Créditos? Tokens? Não sei quantos tokens já resolvem um projeto de pré-foda-se com o engenheiro. Que é o que tá acontecendo com os programadores, né? Que assim, 10 anos atrás, eram o salário porém.

Porém… Contudo, entretanto. O ser humano é um animal de cuidado. A gente demanda cuidado por muito tempo, né. Então é diferente de um passarinho, de uma mosca, do não sei o quê. Por muitos anos a gente demanda cuidado. No final da vida também. Durante a vida, enquanto a gente tá doente também. Então assim…

Primeiro, é indispensável, a existência humana depende de cuidado. Número dois, ele é intensivo, é muito. E número três, ele é infinito, no sentido de... A demanda é infinita, no sentido de que, né, é assim, não basta só alimentar, vestir, não sei o quê, daqui a pouco a gente quer massagem, daqui a pouco a gente quer... E a gente pode inventar necessidade o quanto quiser, a de infinito.

E, embora máquinas possam fazer parte disso, faz parte do cuidado da necessidade da conexão humana. Você prefere que um humano dê. Então, pronto, galera. Muda daqui pra cá, entendeu? Define que o que vale agora, mulheres, é a economia do fucking cuidado. É isso que a gente vai botar dinheiro. Porque daí, todo mundo é comprador e todo mundo é...

produtor. E aí a gente tem um fucking mercado e a gente tem uma economia. E deixa as máquinas fazerem o que a gente não quer fazer.

Entende? Então essa pergunta de os humanos vão ser substituíveis é a gente que diz como que é o mercado não só as máquinas, a gente desenha o mercado para a gente. E a vida também sem fricção nenhuma da IA porque a IA é pra que você não tenha fricção você não peça, você não tem problema cada token eu vendi pra você, tem um consumo por trás, então é pra ter fricção zero, sem fricção zero a gente fica meio morno né?

Aquela coisa de, ai, como você é inteligente. Ai, que pergunta maravilhosa. Ai, que conexão. Que só você no mundo. Isso, é. Nossa, como você é incrível. Isso, tem toda a razão. E a gente vai lá pra sala em que a Esther Perel chamou o Spike Jonze. Eu, inclusive, não estava na sala. Tô doida pra ouvir o podcast. Eu também. Dá pra ver. Que... Quer dizer, eu vi. E aí, veio.

libera essa transcrição eu só vi as coberturas que ela justamente falava disso que relação é atrito e as pessoas estão tendo relações inteiras completamente desprovidas de atrito porque a Iá, ela reconhece você ela gosta de você, ela te acha brilhante ela não tem uma família, ela não tem viés ela não tem sotaque, ela não te irrita e pra te agradar isso é o que você sente

Não, e teve uma coisa que ela falou Eu até anotei a frase, depois eu procuro aqui Que eu fiquei ali pensando Como que são essas novas gerações Que vão ter relações perfeitas com a IA E na hora que tiver eu e você Tem atrito E aí você faz o quê? Não tem capacidade E será que você deixa A provocação dela Vou perguntar pra ela E a super provocação dela Foi falar assim, ó E aí

Você vai comparar uma relação com o Flickson Zero, porque ele tá te vendendo os tokens, com uma relação que vai te gerar o crescimento, mas que, cara, vai te questionar. Demanda, demanda. Ninguém vai estar ali falando amém pra você o tempo todo.

Demanda. Muito bem. Vou pra gente... Vocês já falaram da três, basicamente, que é de crise cognitiva, né? Que foi muito falado de saturação de conteúdo, cansaço digital, perda de foco, profundidade e autonomia mental. Acho que a gente já falou um pouco... Tem até inclusive essa questão da fricção, né? Moderação e fricção voltando como valor. Então eu vou pra quatro, que é comunidade como infraestrutura cultural.

Então, a ideia de comunidade, de fandom, de pertencimento, substituindo audiências massivas, fandom sendo o motor econômico-cultural, consumo mais coletivo e menos individual. Então, acho que é uma ideia que a gente já tem visto há algum tempo, mas que foi falado bastante lá sobre...

A gente sempre trabalhou na lógica, né, na internet de visualizações, de views, de mais audiência, né, né e sempre buscou isso e que agora as pequenas comunidades fechadas seja num grupo de WhatsApp nos grupos do Instagram, lá, só pra amigos de newsletter, né você pode falar muito bem sobre isso também OnlyFans conta aí, Bia, é verdade? Fato ou boato?

É, não, eu até, assim, se alguém assistiu uma sessão específica no SXSW sobre isso e quiser contribuir, porque eu acho que eu só não fui, assim pra nenhuma sessão que falou especificamente de comunidades, de fandoms. Mas eu acho que é aquilo que a gente fala há muito tempo essa coisa do consumo ser coletivo é coisa de rico na essência, assim o consumo ele é relacional, né, tudo que eu compro é pra que eu seja percebido de alguma forma, seja por um pertencimento, seja até pelo distanciamento.

Mas eu acho que o que tem acontecido é que ele tem ficado menos previsível, assim, né? Tem essa coisa dos fandoms hoje em dia, eles estarem desafiando as marcas. Um case que eu adoro é a Fórmula 1. A Fórmula 1, assim, é o esporte, em essência, movido por fãs, movido por paixão. Mas durante muito tempo, a Fórmula 1 era um universo de marcas.

masculinas, marcas mais... Assim, masculinas de uma certa faixa etária. Então, você pega a marca do cigarro, a marca do whisky, não sei o quê. Hoje em dia, a Fórmula 1 é Disney, Lego. Então, essas marcas super jovens, super Gen Z. E o maior fandom hoje, se eu não me engano, já superou, etc. A comunidade que mais move a Fórmula 1 são mulheres.

Jovens. Mulheres. Porque elas são fãs. Porque assistem os pilotos bonitões no Netflix. Isso, elas são fãs dos pilotos de corrida. Então, venda de ingresso, viagem. Todo o universo da Fórmula 1 está sendo povoado por mulheres. Viraram celebridades os pilotos. E isso eu acho um exemplo fascinante. Mas acho que quando o assunto é sair do mainstream. E começar a entender o local. É porque o fandom, quando o assunto é marca. Quando o assunto é cultura. Ele pode vir de onde você menos espera.

Movimenta mais, né? Porque tinha… Como que é? Eu até anotei aqui de… Peraí. É melhor um milhão de views ou 10 mil pessoas engajadas, né? Porque a planilha da agência, da empresa sempre foi… Não, me quero um milhão de views. Ah, e aí hoje em dia, voltando pra conversa do IA você pode ter um milhão de views numa coisa que… Não vale nada, é isso. As frutinhas que falam… As frutinhas falantes, gente.

E bota na geladeira! Fala a ideia. Eu vi algumas palestras sobre fandom, até porque eu tava num grupo que a gente queria olhar creators, e aí a gente foi fazendo algumas coisas sobre isso. E pra mim, o que ficou, não vou lembrar de nome de nenhum palestrante sem colar, porque eu não lembro, né? Não tenho memória, tenho uma vaga lembrança.

Mas acho que é uma coisa que estava muito na discussão e que ficou muito na minha cabeça. É assim, tem essa coisa que a gente fala que está, beleza, mais conectado, mais sozinho, está todo mundo, blá, blá, blá, blá. E que o fandom é um jeito de você pertencer.

De novo. De trazer um pouco da sua humanidade de novo. Então, assim, eu pertenço a um grupo de pessoas que gostam de piloto da Fórmula 1 ou que gostam das canecas vermelhas com café. Eu pertenço. Canecas com café, eu faço parte desse fandom. Isso te traz uma coisa, de novo, de humanidade. Te traz uma coisa de conexão no momento onde a conexão está cada vez mais.

Rala. É assim, então, por isso que é tanta comunidade de tanto tema que você nem espera. E essas comunidades podem ser pequenas ou não, mas elas são super coesas. Porque tem um senso de eu pertenço a alguma coisa, não estou mais tão sozinha. Sim.

E eu prefiro 10 mil engajados. Porque um milhão você faz com o bote. Muito bem. Alguém quer acrescentar algo? Posso ir para a próxima? Pode passar para a próxima. A quinta, crise do trabalho, incluindo a creator economy. Então, algumas palavras-chave. Burnout, monetização, carreira, sistema de trabalho. O que apareceu? Pressão crescente sobre criadores e profissionais. Questionamento do modelo de trabalho atual. Não sei se eles estão discutindo lá a escala... A escala...

6x1? Discussões sobre propósitos, autonomia e sustentabilidade e creator economy como sintoma não solução. Vocês viram algo nesse sentido? Eu tenho visto bastante esse papo do ser criador hoje ser algo não tão romantizado como antes, porque virou um trabalho né

Criadores trabalhando a favor de plataformas e não deles próprios. Precarizado de plataformas. Isso aí, eu queria lembrar, precarizado. Isso aí, precarizado de plataformas. Que chique isso, precarizado de plataformas. Eu não fui assistir isso. Eu não fui assistir nada na trilha de Creator justamente porque eu busco no SX coisas que eu não estudo o ano inteiro.

E essa discussão sobre o quanto a gente é precarizado de plataforma a gente já faz há muito tempo no Mamilos, já faz bastante no Braincast também. Eu acho que a IA vem dar o último golpe num modelo que já não parava de pé há muito tempo e não parava pra muita gente.

ano passado eu falei da palestra de game, que o cara começa a palestra falando que foi um ano ruim pra game eu falei, bom, se tu foi ruim pra game, foi bom pra quem? né? e os gráficos dele são os mesmos das outras indústrias de conteúdo então acho que assim, tem uma saturação desse mercado, que é uma coisa ótima sendo eu do mercado que vou é, porque

É uma falha, uma falência de uma sociedade quando a geração inteira sonha em ser creator. É. Eu acho legal que a gente possa se expressar. Eu acho legal que a barreira tenha caído, a gente tenha mais vozes que a gente tenha acesso a comunidades mais específicas, mais nichadas eu acho muito legal. Mas enquanto sociedade, que isso seja o que eu... O objetivo, né. A inspiração de vida de alguém, né.

Queima aqui em geral, que faz tudo. Cai tudo, vai pro vinagre mesmo. Eu acho que é pouco. Tentando conectar com esse X, eu também vi pouco de creator economy. Porque isso a gente vê todos os dias, né, Liz? A Jennifer Wallace trouxe uma coisa que me deixou pensando também. Que ela, nessa coisa do importar, né? A tese dela é o mattering. To matter, do inglês, importar. Que ela fala que é isso, sobre o seu valor no mundo.

E a tese dela é essa. Quando o nosso valor, ele vai, assim, isso vai acontecer. As tarefas que a gente executa, o que a gente acorda todos os dias pra fazer, talvez daqui a cinco ou dez anos, ou elas não importem, ou a gente só não as faça. Então, se o seu valor, e isso, assim, Freud, né? Terapia neles. Se o seu valor tá muito fortemente associado às tarefas que você executa, ao trabalho que você realiza,

Você vai precisar encontrar valor e propósito de vida e sentido em outras coisas. E aí o negócio dela vai pro relacional e tal. Mas isso me traz, enquanto proletária da Creative Economy, eu sou, inclusive, fui muito no SGSW. E essa discussão do que é IA na minha vida, no meu trabalho e tal. Cara, uma das minhas discussões mais recorrentes comigo mesma, nas minhas reuniões de pauta, eu comigo mesma, é onde é que a IA entra nos meus processos criativos todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as minhas todas as min

Porque, pô, eu… Sei lá, cara, eu criava em paralelo a uma carreira CLT. Então, eu saí da CLT pra poder ser mais creator. Se eu delego a criação…

O que eu tô fazendo? Mas eu já tive essa discussão quando tive uma empresa muito grande. E aí, eu tava fazendo só business. Enquanto a criação tinha uma equipe enorme. Falei, não é isso que eu quero fazer. Exatamente. O que eu tô fazendo? Obrigada, mas não. Eu até hoje escrevo todas as newsletters. Eu não uso nenhuma ferramenta de A para escrita. Tô usando com pesquisa, tô usando com outras coisas. Agora, escrever eu sento, paro, escrevo quase 300 edições. E as pessoas às vezes me olham como se eu fosse.

doida, né assim, absolutamente maluca mas é isso, cara o que eu sempre gostei, o valor nisso aqui pra mim está em escrever organizar as ideias, ver que aquela ideia que eu organizei naquela frase faz sentido pra uma outra pessoa

E aí, seu delegado promulgar? Quem sou eu? Pra mim é onde está o prazer, entendeu? Porque todo ponto, a cada programa eu aprendia um monte. Porque eu pesquisava, lia livro, assistia documentário e eu conseguia debater de igual pra igual com a pessoa que fez um mestrado sobre aquilo, um doutorado sobre aquilo. Porque eu realmente me interessei. E de cada programa, eu saía completamente transformada. Quando é uma equipe que faz a pesquisa de pauta, pesquisa de convidado, eu sento com o roteiro.

Eu posso ter o mesmo produto e pode ter a mesma satisfação para os outros. Mas para mim não tem… Não vai ter tamor, não perdeu sua essência. E aí não interessa mais. Não interessa mais. Não tem calor. Mas o que eu acho que vai mudar para o ponto da inteligência artificial ser estrutural e para o ponto da internet agêntica, como você estava falando, é… A gente… A gente. Construiu-se uma dinâmica de que negócios de comunicação passam por construir conteúdo…

que concentra uma audiência. A gente falou disso lá no dia que a gente foi jantar. Que constrói uma audiência que aí é vendida, né? Na hora que você tem um conjunto de agentes varrendo a…

internet, se é que ela vai chamar assim, por você, audiência importa por quê mesmo? Porque o bot é que vai olhar, o bot é que vai consultar, o bot vai… Então assim, será que esse modelo de negócio… Porque isso é um modelo de negócio. É verdade. Este modelo de negócio ele vai mudar, né? Porque é isso. Não sei mais se a gente… Você tem que se preparar pro bot. Isso aí. Isso aí. Você tem que preparar o conteúdo da sua marca pro bot.

E para as pessoas. É, mas é que as pessoas ainda vão querer ver pessoas. Porque elas querem se relacionar com pessoas. Então assim, tudo bem. Como tudo que é novo, sei lá, tem bilhares de modinhas, mesmo de produtinho, que a gente brinca, brinca, brinca e depois joga para o lado. Olha o laburú aí. O conteúdo da frutinha, que é o conteúdo artificial, ele te interessa, ele te prende, ele responde a lógica algorítmica e ele vai dar certo por um tempo.

Mas no long run, seres humanos querem seres humanos. Tem que ter outro lado. Mas a gente vai deslocar. O modelo de negócio não para de pé. Evidente. Mas aí eu acho que as comunidades, por exemplo vão ter um papel mais importante. E o conteúdo por assinatura e por talvez ele ganhe um outro espaço. Então, não é que vai acabar. Eu detesto esse sucesso do... Ah, não sei o que, vai acabar. O papel não vai acabar. Já há décadas. Exato. Mas vai evoluir.

A única palestra que eu vi que falava de comunidade era o Swiftinomics. Que é a mulher justamente que falava por que é a Taylor Swift e consegue. Ó, Taylor Swift de novo! Gente, eu fiquei assim pra comprar esse livro. Eu folhei tudo. Mas por que não comprou? É 35 dólares, né. Já calma.

Mas eu acho que é isso. Eu acho que era a primeira coisa que você ia fazer. Não, eu vou ler no Kindle. Claro que ela tem estratégia de marketing. Mas a grande construção dela, justamente, é essa comunidade. É as pessoas se enxergarem nas letras dela. E eu achei bem legal que a identificação da autora foi aquela música The Man.

ela tava num momento de carreira que ela tinha chefia e que ela tava sendo super questionada por coisas que os pares dela jamais seriam questionados ela viu o clipe e ela falou gente, parece que essa menina tá escrevendo para mim como todas as adolescentezinhas na carreira inteira ela pegou o bonde andando

E ela conseguiu sentar na janelinha. Então é isso que a menina faz bem. É uma comunidade que ela se retroalimenta. A menina dá pequenas contribuições. E o bicho vai andando sozinho. Entendeu? Então é por isso que ela consegue ter o tamanho que ela tem. E eu acho que pra mim é isso essa conversa de comunidade. No momento em que toda hora a lógica troca. Imagina, a gente faz um produto. Eu e o Merigo.

Ele é gratuito, ele tem custo, mas ele é gratuito. O momento do mercado hoje é que ele não tem como chegar nas pessoas a menos que a gente pague mídia. Eu não tenho como concorrer com a Unilever.

pra oferecer um produto gratuito pras pessoas. Então é isso que eu falo. Não para de pé. Mas será que as pessoas querem ver o que a Unilever quer mostrar? Ao menos... Aí que tal o ponto Unilever? A menos que eu tenha uma comunidade como você de pessoas que já, assim como a Taylor Swift, vai ficar pagando, embora ela pague, porque ela tem uma comunidade que já acompanha ela. Então, ou vai fazer isso...

que sobrevive. Boa, ó. Sexto lugar aqui. Consumo pragmático e marcas em crise de confiança. O que apareceu? Consumidor mais racional e menos emocional. Você falou um pouco disso, né? Desconfiança crescente em relação às marcas. Dificuldade de gerar conexão real e branding mais difícil de sustentar.

Faz sentido ter visto, se alguém viu alguma coisa? Mas ao mesmo tempo… Ao mesmo tempo, as pessoas nunca compraram tanta porcaria na vida delas. É verdade, é verdade. Eu às vezes piro um pouco, e eu sou a pessoa… Eu já falei de crise de confiança… Ai, tá todo mundo liberado pra discordar, tá? Mas eu fico nesse bug de, nossa, o consumidor é mais pragmático, ele pensa muito, e não sei o quê. Gente, vocês já entraram no TikTok Shop? É, e compra…

gente, gente tiktok shop, temo temo, a roletinha marca, não, marca, não sei o que você quer a coisinha, você quer o negócio e as pessoas nunca compraram tanta coisinha de um jeito tão fácil aí você vai me dizer que o consumidor é pragmático

Que consumidor, meu amigo. Então daí a gente já pode até inclusive localizar. Eu não acredito em decisão pragmática pra consumo. Aliás, eu não acredito em coisas racionais. A gente inventa desculpas bonitas pra gente parecer mais inteligente e fazer o que a gente quer no fundo do rolê. Então, assim, por que que eu preciso comprar uma bota vermelha? Patada! No entanto... No entanto... Compramos! Compramos!

Racional? Ah, desculpa. Uma bota texando a vermelha. Uma bota texando, só que sou. De cowboy.

Você arrumou, desculpa, mostrar a sua bota. É isso. A gente faz a foto. Eu vou fazer a foto dela. Eu puxei. A gente faz a foto. Qual é a racionalidade de trazer uma bota desse tamanho? Na mala. Exatamente. Logi. Eu não concordo com nada dessa... Eu vi o final da Cantar, que eu achei bom. Vocês podem procurar, porque certamente esse relatório existe. Não precisa ir pra Austin pra ver. Falando um pouco sobre isso, do degrau quebrado que a geração Z recebe na economia. Eu tava nessa sala também. Tchau, tchau.

cara tão tão fudido, eles vão ser mais racional, eles vão tentar quebrar o sistema que é, vão compartilhar sem assim achei que era uma coisa só de brasileiro aparentemente não é eu acho esse insight bom concordo com o que você está falando de que a gente justifica o que a gente tem de emoção mas a constrição da realidade uma economia muito que não sobra nada pra essas bobagens nem todo mundo pode comprar a bota vermelha na real então

Então, claro que dentro da minha impossibilidade, eu não abro mão da Netflix, mas eu compartilho com todos vocês pra cada um pagar menos. Mas é uma lógica complementar. Isso. Netflix, não apoiam isso. Eu não vou lembrar os nomes, eu não posso ter uma coisa…

Mas eu posso ter a tela. Mas eu gosto da conversa quando o marketing sai do muito aspiracional. E vai muito pra realidade pragmática do... Cara, a vida tá difícil pras pessoas. Elas estão tendo que fazer escolhas difíceis. Então, o campo de escolha tá muito reduzido. E eu acho que isso te traz de volta pra uma coisa que eu gosto muito. Que é, você precisa te entregar.

Você tem que entregar valor. Você volta pra família, volta pra brancheta. Sim. Então, eu gosto de uma comunicação muito provocada do… Olha, eu não vou… Produto ruim não vai ser o marketing que vai resolver. Eu tenho que ter uma proposta de… Isso nunca resolveu, inclusive. Eu preciso ter uma proposta de valor boa pra eu poder comunicar com eficiência. Eu gosto dessa conversa.

O meu ponto é só... Obviamente, as pessoas estão fazendo contas em maior ou em menor medida, especialmente quando a gente localiza essa conversa pra um país como o Brasil. Só que eu acho que o consumo, ele ainda tem muito do irracional, do simbólico, do aspiracional.

Qualidade por qualidade, e eu juro, eu concordo com esse ponto mas ao mesmo tempo minha cabeça fica, qualidade por qualidade certas marcas de certas influenciadoras que já foram comprovadas por A mais B, que não tem qualidade nenhuma, não seriam o…

O símbolo de desejo que são… O máximo possível, sem citar nomes. Inclusive, justamente para classes sociais que justo estão ali, sabe? Querendo, buscando esse pequeno luxo como um consumo muito importante, assim. Então, a gente… E é isso, a gente pode defender, por A mais B, a tese de que as pessoas estão buscando mais qualidade, mais pragmatismo, fazendo escolhas mais conscientes com o seu dinheiro.

Mas também dá pra defender por A mais B que gerado o hype suficiente numa rede social, numa comunidade específica numa figura de referência, vira um pequeno luxo, vira um momento… É que aí, eu sei que isso. Na sua cesta de produtos, você compra 49 produtos. Talvez o espaço permitido pra esse tipo de compra fique pra dois ou três produtos, eu acho que essa é a diferença.

Mas é isso, não é ou. Então assim, você economiza no Netflix para comprar a coisa do influenciador ali, que não tem nenhum racional, eu concordo com a Dani. Só que, claro, cada bolso tem a sua esticada. Vou voltar pro lápis. Eu saí desejando um lápis.

Storytelling. Fazer você desejar produtos, meu bem. Você é uma presa tão fácil. Eu nunca vi uma pessoa que sabe como faz a salsicha comer tanta salsicha. É storytelling, é storytelling. Não tem como. A gente cai. Próximo ponto, Merida. Próximo ponto.

A guerra por dados e o usuário como produto, que é um debate já antigo, mas com a IA aumentando a necessidade de consumir dados, plataformas e marcas disputando o controle da relação com o usuário, internet mais fechada e menos aberta, e uma que eu fui, que eu inclusive publiquei sobre, que é programas de fidelidade como máquinas de coleta de dados, que é que toda a legislação que eles estão tentando fazer todas as casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas casas daquelas cas

lá nos Estados Unidos, eles eram exemplos de lá, do departamento de justiça de lá, de como o seu programa de fidelidade de pontos, de milhas, de cashback, no fundo é uma máquina para coletar dados e te vender mais. Isso começou com uma reportagem de um jornalista do Wall Street Journal, se eu não me engano.

que ele percebeu diferentes preços para diferentes pessoas, né? E que esses programas, essas empresas, estão utilizando o que elas sabem de você para cobrar diferente. Até chegar ao ponto, por exemplo, ele fez um estudo pegando o programa de pontos da Starbucks.

que no começo é agressivo em oferecer ofertas e cupons e descontos, e depois isso vai minguando, porque ele entende que você vai comprar de qualquer maneira, que você não vai abrir mão disso. E que uma das fundações...

dos Estados Unidos, do capitalismo, é que você, de maneira ética, você vai cobrar o mesmo preço de todas as pessoas, não importa de como ela entra. Ih, coitados! Eles não acreditam nisso? Não importa como ela entra na sua loja, vai valer o mesmo para todo mundo. Então ele foi mostrando esses exemplos de outros programas e de que...

não estou dizendo que todos, né? Supostamente, vamos colocar aqui, porque o nosso jurídico assim pediu, supostamente programas de fidelidade são máquinas de moer dados, né? Sabe que eu fiquei chocada? No ano passado, uma das preocupações é...

que vamos fazer agora? As IAs já comeram todos os dados que tinha. Então, o dado é a nova riqueza. Depois, não come a surpresa, quando em uma das palestras o cara tá falando que o negócio é contexto, agora a gente tem que dar contexto, porque a diferença não vai ser mais dada. A diferença é contexto. Então, você coloca todos os Whatsapps da empresa, todos os e-mails, todas as conversas de reunião, porque isso é o contexto da sua empresa. Eu falei, olha, eles conseguiram.

parabéns daí ele fala assim olha, assim, do mundo, quanto que vocês acham que já tá digitalizado aí ele assim, ah, sei lá só 15% porque todo o resto que faz o mundo girar é contexto o que que a gente sabe

acumulado da vida inteira que tá imbuído numa decisão de pra cá ou pra lá. E é isso que você tem que dar pra máquina se você quer que ela consiga ver. Eu falei, claro. Então assim, pra mim sobre dados ficou isso. Eu falei, ai gente, é muito bom, né? Maravilhoso.

O oitavo ponto, acho que a Dani trouxe isso, sobre interfaces estão desaparecendo e decisões também, que aí você tem menos interface, está cada vez mais invisível, mais automação, sistemas que interpretam intenção e executam ações, experiência mais fluida, mas ao mesmo tempo menos transparente e também o debate sobre perda de controle, que é isso que você falou de não precisar saber usar...

Eu posso simplesmente falar, não tenho a minha interface, né? A UX tinha que ser um negócio, né? É um campo todo, uma ciência toda. E agora… Não precisa programar. É, agora eu posso falar simplesmente ou pedir. Alguma palestra que eu fui falou exatamente isso. Falou, usando uma sigla, né? Ele… Aí agora eu tô igual a Dani, o Brain Fog chegou aqui. Eu não sei dizer quem foi, quando foi.

Mas a pessoa falou assim, a NLX de linguagem natural, né? Experiência de linguagem natural é o novo UX. Sim, sim. Então é assim, esse é outro espaço, assim. Por que eu preciso de uma interface se eu posso somente conversar?

A lá é a interface. Isso, é isso. A conversa, a linguagem natural, que é a fala, talvez eu escrevi. De novo, graças a Deus. Isso! Liga, panas! Como é que eu já espero? Sabe uma coisa que me pira nessa história? Essa ausência, essa unificação de interfaces. Que daí volta pra Esther Perel, que também tô sempre ligada no que ela tá falando.

Que é assim, antigamente, ou talvez até... A gente talvez viva esse ponto, assim. De que você tinha mais ou menos cada coisa num tal lugar. Então coisa de banco, o aplicativo do banco. Coisa de entretenimento, o aplicativo do streaming. Coisa de mensagem, o WhatsApp, e-mail. E assim vai.

Menos os chineses, que sempre tiveram tudo no mesmo lugar. E a gente tá chegando num ponto que você vai ter simplesmente uma caixa. Que você vai botar um áudio, ou vai botar um texto, um pedido. E ali, as coisas vão acontecer. Só que no mesmo lugar que você diz eu preciso comprar produto de limpeza você vai dizer, eu tô precisando de uma ajuda. Que é o que as pessoas estão fazendo, né? Fazer terapia, né? Você vai ter um mordomo, é isso?

terapeuta, mordomo, personal shopper, analista de investimento, só que não tem mais diferença de interface. Então você não separa mais esses momentos de interação ou essa linguagem de interação. Você fala sobre fazer compra de mercado no mesmo lugar com o mesmo nível de troca do que você fala de comprar um carro ou fazer um investimento ou fazer uma...

terapia, um sei lá, um momento. O povo tá fazendo consulta de tarô. Outro dia eu testei. Você pretende fazer consulta de tarô. Eu acho que isso aí vai virar uma salada cognitiva e emocional talvez, que não sei se as marcas estão preparadas assim, que tipo a sua marca de carro ou de, sei lá, sabão em pó vai estar existindo no universo de confiança, de dependência de relacionamento, de comunicação das pessoas, como enfim, nunca antes visto.

Muito bem. Nono, um futuro mais ansioso e menos utópico. Imagina, a gente já acabou com isso. A gente tá uma hora falando só de utopia. O que apareceu? Menos discurso utópico e mais cautela. Tecnologia vista com ambiguidade. Clima geral mais pesado. Mais consciência de riscos e limites.

É isso que a gente falou, que vocês saíram mais empolgadas ou mais preocupadas dessa edição do… Antes a gente ia embora, nossa, quanta novidade, agora vocês saiam meio, não sei… Mas isso pra mim já tem um tempo, né? Deu ruim pra tecnologia, depois olha aí no Benovo, quando é que eu escrevi aquele artigo, né? Já tem um tempo. Ah, deu ruim pra vez da verdade, verdade. Então, acho que isso mudou menos, assim.

É um fato. É que a tecnologia acho que não inspira mais, né. Ela tem um cansaço, né. A Dani falou isso no começo de… Ah, não me fala mais de… Ah, chega. Antes, não. Quero saber, me conta aí, qual é a novidade? É que tá muito rápido. A primeira vez que a gente foi ultrapassado, né. Nossa capacidade cognitiva foi ultrapassada. Então assim, a gente… Eu já falei isso também, acho que no último, que é.

A gente sempre desejou por muito tempo antes de conseguir realizar. Então assim, ah, eu vi o pássaro e falava, putz, e se a gente conseguisse voar? E aí demorou muito pra conseguir voar. Hoje a máquina já faz mais do que a gente consegue conceber. A gente nunca foi ultrapassado na imaginação, entendeu?

Então, acho que é isso que gera essa... Cara, de novo, é um livro, o Sameness. Tem um artigo no B9 que eu fiz sobre essa fala. Antes de você falar, posso entrar no último? Pode. É sobre isso? É sobre isso? É, que é a era da média. Por que isso? É o cansaço. Criatividade comprimida. Sensação de repetição e falta de novidade. Algoritmos empurrando tudo para o meio.

dificuldade de produzir algo realmente original, criatividade pressionada por escala e performance. Conta aí, era da mesmice. É, que eu acho que muito do que a gente falou até aqui vai cair nessa conversa, que é não é uma novidade, de novo, é uma questão de escala. Então, assim, a criatividade comprimida, ela pode ser comprimida pelo fator biológico, que é o social, que é...

Dependendo da escola que você está, da família que você está, do casamento que você está, do trabalho que você está, o preço de ser diferente é maior ou menor. E é isso que comprime a tua criatividade. Então tem comunidades que são mais criativas, comunidades que são menos criativas.

você consegue fugir disso indo morar em outro lugar, casando com outra pessoa tem vários jeitos de fugir disso é mais fácil, agora dentro do capitalismo, que daí é uma estrutura você vai ter todas as decisões que a gente toma e ela é muito boa de explicar isso passando por um filtro só que é o filtro do lucro

Inclusive com quem você vai casar, com quem você vai andar. Tudo passa, sem a gente necessariamente perceber, passa pelo filtro do lucro. Por isso as coisas vão ficando mais parecidas. Então assim, o risco... Basta ver filme. Indústria de filme, vocês já fizeram essa discussão no Braincast inúmeras vezes. Porque tem que dar lucro, as coisas vão ficando cada vez mais parecidas. Só que isso é pra pesquisa acadêmica. Isso é pra qualquer coisa.

Já vem desse jeito. O algoritmo leva isso na última potência. Então, ela vai falar de... Putz, você vai ver café. Ela coloca cinco cafés no mundo.

Parece igual, parece que é o mesmo café. E são em cinco continentes diferentes. Café no físico, né? Cafeteria. Cafeteria, perdão. Skyline de cidade. Enfim, ela vai dando vários exemplos. E o ponto é, você vai comprimindo o tempo. O mais bizarro é que o tempo vai ficando igual em qualquer lugar. E aí é isso, essa é a nossa limitação. O ser humano, você pode ter infinitos, mas a gente não é capaz de absorver infinitos. A gente tem essa limitação.

Então, eu acho que essa ansiedade, que é eu tenho um milhão de otter, quando eu saio, e daí? Você, assim, pensa o seguinte. Eu ia em quatro palestras por dia, de assuntos completamente diferentes. Vezes sete dias. Eu tenho vinte e oito, uma hora… Ninguém consegue ficar com uma hora prestando atenção, pra começar. Quatro, de temas diferentes, em inglês. Vezes sete, vinte e oito. Isso já é mais do que eu consigo, de fato.

É, fazer o download aqui dentro, relacionar com as minhas coisas. Eu vou, tô num grupo pra ter um bilhão de palestras em outra que depois eu vou ver todas que eu não... Vai, existe, mas você não é capaz. Não precisa.

Mas se não é de ansiedade, precisa. Aí é tudo, aí é essa ansiedade, é tudo muito igual, tudo muito pasteurizado. É, eu tenho um podcast que eu gosto bastante também, que uma amiga querida me apresentou, que é aquele Calma, Calma Urgente, eu acho, né.

E eles falam sobre como o AI está construindo uma comunicação ultraprocessada. Eu achei, adorei a analogia, né. Muito bom, muito bom. Eu gosto muito, pessoalmente, né. Eu sou uma moça que gosta de acessórios. Em especial, eu tenho uma paixonite por bolsinhas.

E obviamente, né, a gente olha pras grandes marcas. E uma coisa que já tem uns quatro, cinco anos que tá acontecendo. Você olhava pra aquelas marcas de alta costura que toda mulher deseja, né. Cada marca tinha um estilo. Cada marca tinha seus shapes, né. E aí, de repente…

Você olha, eu vou usar exemplos aqui. Prada, Christian Dior, Chanel e mais uma, Yves Saint Laurent. Tem o mesmo formato de bolsa. O que muda é a cor, é o tecido, é o logo. E não era assim antes, gente. Antes cada um criava o seu, né.

E aí, talvez seja o capitalismo que entendeu que aquela bolsa quadrada, ela vende mais, então todo mundo vai fazer a bolsa quadrada. Mas cara, que tristeza, porque a beleza de olhar pra isso era justamente enxergar os shapes diferentes. Custa caro ser diferente no meio dos iguais? Muito. Já parou pra pensar a quantidade de coisas polêmicas que você falou na vida? E que te custaram? Nossa, custa muito caro ser diferente dos iguais. Baita ponto, Tani. Baita ponto. Muito bem.

Querem adicionar algo? Não se tipo qual é boa? Acho que a gente já falou pra dedéu, né? Falamos, né? Hablamos. Não pede, porque quatro mulheres aqui, ó. Cheias de opinião, vai falar mais. Nem falamos do funeral das tendências. Ah, é? Vamos falar rapidinho. Todo mundo vai lá pra ver a NUF. Graças a Deus, né? Ninguém mais só aguentava. Eu achei um pouco constrangedor esse momento. Achei muito cafona.

A Amy Webb, a grande futurista do SGSW. Eleita pelos brasileiros, a grande futurista. Todo mundo corre pra ver a apresentação dela, a lota e tal. E todo ano ela vai lá apresentar o seu relatório de mil tendências, né? Trocentas e noventa e sete mil. Agora viraram 800 páginas. Ano passado, 800 páginas. Ainda bem que é a Yale.

Mas ela fez o funeral que não vai existir mais, é isso? Ela matou o relatório. A tese dela é que tendências… Esses pontos isolados… Eu assisti depois pelo YouTube, eu não tava na sala. Quem tava na sala pode contar. Que esses pontos isolados, eles não fazem mais sentido. Acho que até reflexo de tudo isso, a crise cognitiva, etc. O que você faz com 800 páginas? E aí, agora ela renomeou o report. Eu confesso que eu não sei quantas páginas tem esse. Também. Mas agora ela tá olhando pra convergências.

Olha, olha, olha, Dani. Bom, trabalhamos com os fatos. Convergências, que são os pontos que relacionados entre si apontam para… Grandes movimentos estruturais. Isso, para movimentos estruturais. Que esses, sim, você não deve ignorar, etc. Eu acho que é tudo uma questão de rebranding.

Eu ia falar que ela fez um lavoaziente. Gente, olha, eu tô com… Abri aqui. Tem 318 páginas. Ah, diminuí. Caiu pela metade. Menos trabalho pra ela. Mas eu acho que é inteligente da parte dela fazer… Agora, pensando que foi um rebranding, que eu acho que foi mesmo. É inteligente da parte dela se retirar desse universo de tendências e tendências e tendências que…

Antes que as pessoas… Tipo, ela está desmoralizando a própria ciência. Antes que ela seja, de fato, invalidada. Porque é o que a gente está sentindo também. Mas a tendência é um negócio que de ano por ano muda tanto assim. É um negócio que é 800 páginas por ano. Então, coisas que eu acho que já vinham sendo questionadas. Ela foi lá e… Eu estava lá e ela falou como é que foi. Tem a coragem de abandonar aquilo que você criou.

Ela falou de creative destruction, né? É, um pouco. Isso. Mas, gente, ela se retirou mesmo, Bia? Porque esse é o ponto. É o Rebringes. Então assim, tudo bem. Ela misturou cinco tendências, em vez de ter 800 páginas ela misturou cinco tendências pra cada convergência virou 300 páginas, sei lá. Mas assim, pra mim, o que me entre aspas, agrediu nessa palestra

Foi todo aquele teatro do funeral. Do funeral, né, que teve uma… E aí, uma fanfarra, uma coisa completamente gratuita. E assim, o que tinha aquela fanfarra, gente? Se tivesse em New Orleans e o funeral tivesse uma… Mas não tinha nada a ver com coisa nenhuma. Então, pra mim, aquilo foi uma tentativa.

ruim de tentar renovar um formato que tá exaurido. Porque assim, eu adoro o conteúdo que ela traz. E esse foi o primeiro ano que eu não assisti a palestra da sala. Que eu não me esforcei muito pra assistir a palestra da sala. Mas porque pra mim, assim, ela tá precisando mudar o...

Mindset. Mudar o assunto mesmo. Não é só fazer o facelift no assunto. Sabe? É mudar o assunto. Mas não sei se… Voltando pro seu negócio de bolsa. Eu vi um cara falando sobre o quanto as marcas de luxo estão sendo impactadas pelo excesso.

Que é um pouco do luxo era da exclusividade. Mesmo que as pessoas não possam ter, o fato de que na rede social elas estão vendo esses produtos o tempo inteiro tira essa aura de exclusividade.

E eu fico me perguntando o quanto desses conteúdos exaustivos sobre tendência. Porque, assim, você não pode… Talvez seja só eu, meu negócio. Só a quantidade de downloads de XSW que tem pra você ver e fazer. Você abre o feed e a tendência de… A gente falou da micro pico tendência. Que tudo vira, tipo, uma coisa… Uma coisa binúscula vira um carrossel de 10 páginas. Micro pico tendência.

Vira, por que isso vai mudar o mundo? Não vai! Me chamem, me chamem pro episódio sobre carrossel. Eu quero puxar essa mesa. Eu tenho opiniões. Quanto é que é ruim, também, se não queremos? Ou quanto a Amy Web, tal como o Prada...

Está empacada no conteúdo ruim de internet sob pendência. Então, não sei. No mesmo dia, eu acho… Eu estive numa outra sala, não sei se alguém mais esteve na palestra do Matt Klein. O Matt Klein é também um futurista, é um… Vou dizer, coisa bem do som, um guri, assim. Ele parece ser mais… Um gurizinho.

Ele parece ser mais novo mesmo, mas ele é bem inteligente. Eu acompanho também a newsletter dele, o trabalho dele. É quase um coelho boa, tô antecipando. Sigam o Matt Klein. E ele faz uma coisa que ele faz as meta-trends todo ano. Que ele pega todos os impostos de Nense, faz uma leitura e tal. Ele tem um olhar, ele até fala assim, eu sou obrigada a fazer a crítica porque eu sou desse universo. Mas ele fez um negócio maravilhoso na sala. Ele pegou assim, vou trazer pra fazer um teste agora. O ano era, existe o ano de 2018 e o ano de 2023, eu acho. 2022.

as tendências eram essas as tendências eram essas qual ano vocês achavam que era cada lista? ele fez uma lista de trends, eu tirei a foto depois a gente contou a história legal lista de trends 1, lista de trends 2 qual você acha que era 2018 qual você acha que era, tô chutando aqui 2022 ai, o que é? as duas são de 2022

A gente fica repetindo os termos uns pros outros E será que de um ano pro outro De dois anos pro outro Muda tanto assim A própria Face Popcorn Nossa musa, diva Olhou pra gente e falou Cara, tendência é um negócio que leva 10 anos A partir do momento que a gente concebe Observa até ela amadurecer

Você quer demitir todos os planejamentos que na verdade construção de marca se faz no longo prazo e aí o marqueteiro precisa de um motivo pra ele ser promovido, então ele precisa fazer uma nova assinatura vi de banco gigantesco que é horrível, cada vez fica mais horrível

A gente ama você, patrocine. Porque não tem nenhuma explicação baseada... Estou indo, estou achando errado. Baseada em necessidade de construção de marca. Tem uma necessidade de promoção do marqueteiro e de troca da agência. Ó, duas tendências que a Meta matou essa semana. Metaversa, porque matou... Matou mesmo, sei que com Deus. E matou só a hora que o aplicativo diger aqui.

Quanto carrossel, quanto ponte no LinkedIn teve de que agora com esse aplicativo tudo se transformou e isso aqui. Então, eu acho que o legado positivo de Amy Webb neste XSW, do circo todo que ela fez, foi ter, pelo menos pra mim, ter estimulado esse tipo de pensamento. Mas realmente, tendência, será que é um negócio que não tá meio demodê?

a tendência ficou demodada eu acho que eles poderiam ser o título do podcast e será que pensando nisso precisa ir assistir esse W todo ano? ponto de interrogação gente, vamos pra China quem quiser ir pra China marcas, liguem muito bem, qual é a boa? qual é a boa?

E aí

Perfeito. Eu vou começar porque o meu, qual eu botei a ver com o SX, que é uma coisa, acho que eu vi muitas coisas. Eu também fiquei feliz de ter ido esse ano, gostei mais do que no ano passado, mas a coisa que eu tava mais ansioso pra ver, e que eu fui ver e gostei, não era o lápis, que eu descobri em cima da hora, é como que a gente, ser humano, tá se fazendo pra comunicar com as baleias, né? Ah, eu queria ter visto essa. Foi muito legal, porque é o David Grober.

ele foi apresentado, tem um projeto no meu coiaboa é esse, siga o projeto, que acho que tem poucos seguidores, que é o SETI que é uma homenagem ao SETI lá da década de 90 que era de explorar alienígenas, de ver vida fora da terra, ele fez esse mesmo trocadilhozinho com cetáceos, então virou CITI

Procure no Instagram, Projeto Sei Tape. E eles estão pesquisando, é um time de 50 cientistas de oito disciplinas diferentes que estão estudando a língua das baleias.

E a gente nunca chegou de 2 milhões de espécies descritas no planeta Terra. Nenhuma a gente chegou tão perto de falar, de se comunicar, como as baleias. As cachalotes têm um alfabeto fonético. E elas utilizam de forma contextual e combinatória, exatamente como seres humanos. Então tem um vídeo que eles mostram lá como que é o trabalho deles. De entender como que as baleias falam vogais, inclusive. E pra tentar conseguir... E tem todo o...

assim, isso abre, né, além de você se comunicar com uma outra espécie, primeira vez que o ser humano vai fazer isso, a gente tá tentando fazer isso no espaço, mas a gente tem aqui perto da Terra algo mais próximo de acontecer, de tudo que isso abre, né, até de questões éticas, né, será que a gente quer mesmo saber o que as baleias têm a falar pra gente? Exato, a pergunta é que eu vi os baleias. Talvez. A gente quer ouvir o que elas têm pra dizer. A gente aguenta? Exato.

Mas é tão bonito você ver, assim, mais do que essa possibilidade, né? Que eu acho que é mágica, incrível, uma coisa de ficção científica. Eu acho, eu fiquei mais emocionado em ver a dedicação que eles têm em fazer isso. Falei, cara, que trabalho. Eles estão numa ilha lá no Caribe, que eu não sei o nome. Enfim, na República Dominicana.

e tem essa equipe ele mostra o trabalho que eles têm de estudar, de ficar lá esperando de ter respeito com os animais eles têm 200 animais que eles estão monitorando e como que deve ser legal você ter esse projeto, imagina projeto de vida seu fazer você falar com um animal falar com uma baleia voltamos pra economia que é, a gente tá dizendo que é o fim do emprego não o fim do trabalho

imagina quantos desses mistérios existem que são interessantes da gente solucionar e que demandam seres humanos envolvidos e cuidados disso talvez seja esse futuro da economia ele falou sobre IA alguém perguntou lá, ele falou não adianta você só jogar IA no problema e achar que isso vai resolver é óbvio que pode ajudar tem uma coleção de milhões de dados e de sons e tal é óbvio que a tecnologia IA é óbvio que pode ajudar

ajuda a desvendar. Mas não é só joga lá, salpica e aí em cima e em cima. Você tem um monte de... Isso, é. Você tem um monte de... Você tem um monte de conhecimentos de linguistas, de pessoas, de cientistas juntos tentando desvendar. Então, sigam o projeto CITI.

CETI, o CETI. Tem os vídeos deles desvendando as vogais que as baleias falam, porque o som porque é isso, não sai pela boca o som sai por aqui, né? E aí passa por um óleo e isso muda o som. Então você tem que conseguir não é só bota aí, ah, cada som significa tal coisa. O fluido que sai modifica, enfim, é uma loucura de ficção científica.

Eu acho que vale a pena acompanhar, tá? Eu postei no B9 esse texto. Eu posso construir sobre o seu qual é a boa? Por favor. Tem uma série da Apple TV, que se eu não me engano chama Extrapolations. Que fala sobre um futuro distópico de crise climática. Que tem um episódio sobre homens conversando com baleias. Que é um primor. Que é isso, quero ver agora. Já aviso, tu vai chorar.

A gente quer ouvir o que as baleias têm a dizer? Ponto de interrogação. Ponto de interrogação. Muito bem. E por ordem? O meu, qual é a boa, também é Apple TV+. Apple TV+, pode patrocinar este podcast. Alô, Apple TV+.

Ele vai ao ar dia 16 de abril. Então, dependendo do momento que a pessoa está ouvindo, ela pode ligar a TV ou ela espera uns dias. Eu assisti lá no XSW, que foi a estreia… Ah, teve estreia lá. Ah, que bom que você vai falar disso. A estreia global de Margot's Got Money Troubles, que é a série que vai estrear Apple TV Plus no dia 16 de abril. E o plot é basicamente… É uma série que é estrelada pela Elle Fanning e a mãe dela é a Michelle Pfeiffer.

deusa, maravilhosa. Enfim, entregando tudo. Eles passaram quantos episódios lá? Três episódios. Os três primeiros episódios. Que é o que também vai ser disponibilizado no dia 16 e depois eles vão construir. A temática é basicamente uma menina universitária. Ela não chega a ser adolescente, mas novinha. Ela engravida por acidente. O minuto que ela engravida, ela tem a chance de tirar. Terminar a gravidez. Mas ela diz, não, isso aqui é isso que vai acontecer na minha vida. É bem legal. Isso aqui vai acontecer na minha vida.

Só que daí ela começa, tipo, ela mora numa república, ela tem roommates, assim, ela tem a vida toda, ela trabalha de garçonete, então, óbvio que quando ela engravida, a vida como ela conhece vai desmoronando, as amigas não querem mais morar com ela, com o bebê que chora, ela não consegue mais fazer turno como garçonete. E aí, a história vai se desenvolvendo, todos os personagens maravilhosos, ela, a mãe dela, as amigas, é aquele tipo de série, e Apple TV Plus é foda, né, cara?

É aquele tipo, que tá tipo shrinking. É tipo o Ted Lasso. Tu vai te apegar a todo mundo ao mesmo tempo. Tu não sabe de quem tu gosta mais. Então, tu gosta de todo mundo. E aí, a série culmina nesse ponto em que ela tá financeiramente quebrada. Ela tem um filho pra sustentar. E aí, ela descobre que ela consegue ganhar dinheiro em casa no OnlyFans. Olha isso! Aí, ela cria… Então, voltando para o OnlyFans.

super contemporânea, né, da ferramenta. Ao mesmo tempo que a série tem uma estética, meio anos 2000, uma pegada, assim, é bem aquele pontinho… É, pontinho Plus, assim, inferno. Essa tradição que te pega, assim, estética, trilha sonora, etc. Você assistir três episódios é aquele tipo, assim, de tipo, tá… Cadê o resto? Eles terminam o terceiro com o gancho ideal pra você. Exatamente. Exatamente. Então, tudo que eu dei aqui não é spoiler, é sinopse mesmo. E vale muito a pena assistir.

Boa, né? Boa. E você, Dani? Então, eu vou para o mundo de papel. Boa! Eu sou uma pessoa meio obcecada, quando eu gosto muito de uma coisa, eu quero dividir mesmo. Então, eu vou dividir com vocês o presente do último ano para as minhas amigas, para algumas pessoas que eu amo.

E que eu falei muito dele. É um livro que, quando você começou a falar, eu lembrei dele. Quando você começou falando que você pediu desculpa pra quê? Pra Facebook. E ela falou que você não pediu desculpa. É um livro incrível, chamado Bem Comportadas. Como os sete pecados capitais afetam a vida de todas nós mulheres. Olha! Elize…

Lohan. Eu não sei falar, gente. Bem comportadas. Tá ótimo. Sete pecados capitais e nós. Leremos. O meu qual é a boa é o caderno digital de que eu falei no começo. Ele se chama Remarkable.

E eles acabaram de lançar uma versão tamanho moleskine. Então o meu é grande. Meu Deus! É o consumidor! É isso, o consumidor é racional. Consumo racional. Cartão furado já. Tô aqui, tem cupom!

Então, recomendo Remarkable, com R e K. A legendinha vai aparecer lá. Bom demais, gente. E pra não perder o hábito, uma banda que eu escutei de algum conselho em algum dos muitos grupos que a gente entra sobre Salt by Salt, é chamada Lil Apollo. Musiquinha gostosa pra escutar.

Eles tiveram lá? Boa também, tiveram lá também. Eu ouvi dizer que a música tava bombando esse ano. A gente nunca… Tinha muita coisa boa. Nunca dei muito valor pra música, a gente até ia embora antes, né. Morri de gritar com Alanis Morissette. Olha só, verdade. Bom demais. Perfeito. Como que é o nome da banda? Lil? Lil Apolo. Lil Apolo.

Já que pra mim tudo nesse programa aponta pra China 2027 eu vou dar duas dicas pra gente deslocar então o olhar pra não ficar no queidrama eu vou falar de literatura talvez esteja chovendo no molhado não sei, pra essa audiência o livro A Vegetariana vocês já leram? Deus do céu, que desespero doida, doida varrida essas coreanas escrevem umas coisas que você fala então então

tá vivendo essa coitadinha? Vem cá, me dá um abraço. É muito maluco, assim, é curto, é uma porrada. E eu acho que é isso, é diferente de tudo que você já leu, né? Diferente de tudo que você já viu, então vale muito a pena. E pra ir pra China, eu vou falar o novelão que eu tô assistindo agora.

Que é… Tem na Netflix. Esse aí não é K-drama, como que eles chamam? É C-drama? Não, não pode falar o dorama. Não pode? Errado, errado. Desculpa aí. É, não sei também. É porque é tipo falar xing-ling. Porque como eles não conseguem falar drama…

Fala dorama. Então é você tirar sarro do jeito que o imigrante fala, entendeu? Eu achava tão simpático o dorama. Parece simpático, mas aí a própria embaixada da Coreia aqui falou, gente, vamos parar com isso. Janja, quando se vestiu, falou, gente, vamos, acabou o dorama. E aí a gente segue, né? Mas esse é chinês, chama, na Netflix chama Por Você. Em outras plataformas, acho que está em busca de Jade, alguma coisa assim.

Eu acho legal porque é isso. É aquela personagem protagonista empoderada. Ela resolve todos B.O. E a gente tem visto cada vez mais isso ganhar força nas plataformas. Então, super bem produzido. Para quem quer começar a entrar nesse buraco sem volta. Acho que é uma boa porta de entrada para todos os piores.

Mainstream, né? Sempre na Netflix, eles estão te jogando. Mas essa que a chinesa… Olha como eu trago tendência. No meu reporte dizem tendência. Isso aí. O K-drama tá flopado. A galera da Dramalandia tá reclamando que os finais estão ruins. Pasteurizou.

Que pasteurizou. Exatamente. A história de quanto a Netflix entrar no mercado, detona o mercado por causa dessa média. Tudo fica caro demais pra falhar. E aí a gente vai com os mesmos atores, os mesmos plots. Enfim, então se você quiser pegar o Bond agora, e sentar na janelinha. O drama chinês. São dramas chineses. Que eles são mais longos, né? Abstraio.

Mas essa é uma boa produção. Então tem produções que são baratas, funzinhas. Essa é uma boa produção, bons atores, bom roteiro. Vai lá, que é divertido. Por você. Mas na Netflix é por você. Na Netflix é por você. Todo mundo dividiu a assinatura. Não dividiu. A gente não concorda com isso, tá, Netflix? Ó, antes de encerrar, Momento Faustão, tenho dois aqui. Encontrei lá no SX, lá em Austin.

Eu e Ju, né? É Hétori. Hétori. Lembra?

Eu lembro dele, mas eu já não mais saberia progredir. Ele falou, nossa, que nome diferente. Ele até explicou como fica aqui. Ettore, com dois t's. Ou Ettore, desculpa se estou errando o seu nome. Saindo lá da estaçãozinha lá do... Whole Foods, né? Que a gente foi fazer o nosso... A marmitinha pra semana. Farnel. Isso. Encontramos ele lá. E no domingo agora encontrei lá na Arena Corinthians, na Neoquímica Arena pra não ser processado pelo...

pelos naming rights o Matheus, que ele falou que ele é ouvinte das antigas e disse pra falar pro Cris Dias que ele é a pessoa mais inteligente que ele já já ouviu então fica aí, o momento de faustão pro Ettore Ettore ou o Matheus, ou o Matheusão e o Matheus então é isso, ficamos por aqui

Gente, muito obrigado, incrível papo. Deu, falei que ia ser uma vez. Duas horas e duas. Ficaríamos mais, hein? Eu tenho o Dott quem vai editar. Mas isso aí vai ser o Cláudio, né? Gente, isso. Não é não, é nossa edição. Nossa edição é bem orgânica. Para um ser humano, artesanal. Certificada. Certificada. Bio edição. Isso, vou botar o selinho lá, bi corporation. Muito bem. Então até o próximo episódio. Beijo.

Valeu, gente!

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