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A nova era da fofoca: política, bets e caos no feed

09 de maio de 20261h33min
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No Braincast 632, Carlos Merigo, Alexandre Maron, Oga Mendonça e Hiago Vinícius discutem como perfis de fofoca deixaram de falar apenas de celebridades, BBBs e barracos para se tornarem uma das máquinas mais eficientes de distribuição política no Brasil. O papo passa pela lógica do “arroz com brócolis”, pela relação entre páginas de entretenimento, bets e campanhas políticas, pelo caso Banco Master, pelo uso de linguagem emocional nas redes e pelo desafio de disputar atenção em um ambiente onde notícia, meme, fofoca, propaganda e desinformação se misturam no mesmo feed. Também tem recomendações no Qual é a Boa, de quadrinhos de terror a documentários, música e jornalismo investigativo. 03:28 PAUTA 04:18 Por dentro da fofoca 05:29 Arroz com brócolis 08:18 Da tática ao ecossistema 16:19 Choquei Janja e disputa 17:45 Caso Jéssica e notas 21:42 Bets e o Alfinetei 23:22 Perda da sutileza 25:52 Conflito como produto 28:24 Algoritmo e tragédia 29:11 Engajamento pelo caos 30:35 Menos posts mais alcance 31:42 Templates e repetição 34:26 Jornalismo ultraprocessado 35:41 Esquerda em desvantagem 40:13 Dinheiro e ideologia 41:15 Contradições conservadoras 44:49 Caso Banco Master 55:00 Cortina de fumaça 58:25 Escândalo e narrativa 59:45 GloboNews e reação 01:02:43 Regulação sem censura 01:04:10 Dinheiro e assimetria 01:05:02 Responsabilizar plataformas 01:06:55 Fagulhas e mobilização 01:10:01 Educação midiática prática 01:11:41 Guerra nos comentários 01:12:57 Páginas presas e balanço 01:13:24 QEAB 01:13:47 Quadrinhos de terror 01:19:34 Jornalismo investigativo 01:21:51 Eightball e figurinhas 01:26:01 Copa e show da Shakira 01:26:57 Briefing e dicas finais 01:32:00 Encerramento -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios! 👉 / @canalb9 🏃 SIGA O BRAINCAST Seu podcast com conversas curiosas para mentes criativas está em todas as plataformas e redes. Inclusive, na mais próxima de você. Encontre o @braincastpod: Instagram BlueSky TikTok Twitch YouTube 📩 Contato: braincast@b9.com.br Perdeu o Qual É A Boa? Encontre todas as dicas da bancada nos destaques do Instagram: @braincastpod O Braincast é uma produção B9 B9 Criação e Apresentação: Carlos Merigo Edição: Gabriel Pimentel Identidade Sonora: Nave, com Direção Artística de Oga Mendonça Identidade Visual: Johnny Britto Atendimento e Comercialização: Camila Mazza e Telma Zennaro O2 Filmes Direção de Fotografia: Lais Lima (Tangerina) Direção de Arte: Carolina Lage Coordenação de Produção: Gabriel Paim Assistente de Produção: Bernardo Barcellos Copeira: Vania Hiana Cenotécnico: Pele Equipe Cenotécnica: Anderson Leonarchik Henrique Leonarchik Denir Luiz Guilherme Tavares Andre Grandeso Pintor: Bruno Acervo O2: Sr. Figueroa Odecio Anderson
Assuntos8
  • Brasil 1958: Contexto Político e SocialPáginas de fofoca como distribuição política · Linguagem emocional e caos nas redes · O fenômeno do 'arroz com brócolis' digital · Engajamento pelo caos e desinformação · A perda da sutileza na comunicação · O papel das plataformas e algoritmos
  • Decisão judicial sobre CPI do Banco MasterAtaques ao Banco Central por páginas de fofoca · Engenharia por trás da viralização do caso · Conexão entre páginas de fofoca, bets e política · Cortina de fumaça e desvio de atenção
  • Radicais na internetEstratégias de infiltração em espaços não políticos · Radicalização através de memes e grupos online · Uso de iscas e marketing digital para atrair público · A disputa cultural e a perda de votos em 2022
  • Manipulação de NotíciasVazamento de conversas e a proporção da história · O uso de notas da comunidade do Twitter para difamação · A exploração de tragédias para fins políticos
  • Recuperação da Confiança no Jornalismo ProfissionalA linha tênue entre jornalismo e fofoca · A 'pornografia da competência' no jornalismo investigativo · Desafios da regulação e responsabilização de plataformas · A importância da educação midiática
  • Dicas culturaisQuadrinhos de terror (Creepy, Eerie) · Documentário 'Cover Up' (Seymour Hersh) · Coletânea 'Eightball' de Daniel Clowes · Álbum 'Caymmi' de Alice Caymmi · Show de MC Emicida
  • Atuação de Lucia na políticaA entrada de casas de apostas no ecossistema de fofoca · Monetização de páginas de fofoca através de bets · A relação entre bets e campanhas políticas
  • Regulamentação de Redes SociaisO desafio de regular sem censurar
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Este podcast é apresentado por

Olá, eu sou o Carlos Meriga, seu Braincast 632. Deixando em marão, tá de volta, hein, Alê? Olá, Braincast! Quanto tempo! Ah, que saudade de você! Ah, que saudade de você! Ai, meu Deus! Saudade das maronadas, o Oga até falou hoje. Nossa, tomamos uma hoje. Pois é, o Inium. Tomou uma musiquinha. Toma aí, estamos firmes. É discutir um assunto bem fácil, um assunto que não divide famílias. Não, de jeito nenhum. Um assunto legal pra debater no Uber. Isso. Um assunto bom. Mas você sabe da última? Isso. E aí, Vinícius?

urgente, chocante, exclusivo. Nossa senhora. Você tá chocado? Refutado, né? Não, né? Porque não pega mais. A gente ouve isso toda hora. Eu adoro bomba. Bomba, exato. Eu adoro bomba. Eu vejo isso em canal de esporte, cara, eu fico louco, assim, tipo, parece que tá acontecendo agora, ao vivo. Tudo é bomba. Tudo é bomba. Tá funcionando. Tá funcionando. Ó, é isso, tá? Vamos falar de fofoca como infraestrutura. O Iago Vinícius trouxe a questão. E não se esqueça, é urgente.

É o jeito, é agora, é bomba. Porque é o seguinte, né, Iago? Você trouxe essa problemática, você é o rei da problemática, né? E sem solucionática nenhuma. Sem nenhuma. Que, sinceramente... Que a fofoca brasileira deixou de ser só o barraco do famoso, né? Ou o ex-BBB, que a gente acompanha as fotos na praia. Agora os perfis falam de Banco Central, BET, política, eleição, religião, né? Tudo. A mente.

Tudo que o brasileiro gosta. Exato. E o que era pra ser entretenimento, né? Só quero ver aqui Vida dos Outros. Eu só queria ver o BBB. Só isso. Eu só tava tentando entender o que a Milena fez, aí de repente toma um partido de direita maluco. Exatamente. Virou propaganda política, lobby. E nesse Brincade a gente vai discutir justamente isso, como as páginas de fofoca viraram uma das máquinas mais eficientes de distribuição política no Brasil. E porque a linguagem esculhambada, que foi o que a Agonizos trouxe,

Como essa daí, né? Que você acabou de... Exato. Isso que tá. E daí pra pior. Isso. Agora a moda é falar assim, quando tem um conteúdo de uma pessoa animada, falar um gay publicou isso e isso e isso. Um gay publicou isso. Isso aí é engraçado. Muito bem. Então como que isso... O que isso significa pra 2026? Que é um ano, né? Um ano. Definitivamente que tem coisas aí. Ano da Capa do Mundo. A minha única pergunta é por que demoraram tanto?

Pra chegar aí? Ah, gente, vai chegar lá. Vai chegar lá. Vai chegar lá. Muito bem. Ó, o título maravilhoso desse podcast. A nova era da fofoca. Como perfis de famosos viraram um máquina de política, bets e caos. É isso. Muito bem. Mas antes... Mas antes... Ó, rapidinho. Você tem que seguir arroba brimcastpod nas redes sociais. Urgente. Agora, ao vivo, acontecendo. Bomba.

E também se inscreva no nosso canal no YouTube, youtube.com.br Lembrando que a Braincast pode, porque os outros podcasts não pode, o Braincast pode. Inclusive o Braincast fake que descobriu essa semana passada, tá todo um babado isso aí. Ah é? Vocês não estavam falando no ar? Ah, tem o Braincast alemão, né? É, tá absurdo. Mas são irrelevantes, ninguém entende? Muito bem, vamos que vamos. Hoje o clima tá lá em cima. O nível intelectual dessa conversa vai ser incrível. Bora, vamos pra pauta?

Ó, como a gente falou no começo, a política brasileira não tá circulando mais só nos jornais, telejornais, sites de notícias. Ou só, a gente podia... faz tempo a gente discute isso no Braincast, né? Já tá na rede social há muito tempo. Porém, temos aí o advento das páginas de fofoca.

que também não é uma novidade. Não. Até fizemos um broadcast sobre também eles. Exatamente. Já discutimos sobre a nova era da fofoca. É, exato. E agora a novíssima era. Novíssima era da fofoca. Isso. Só que assim, você tá lá seguindo um perfil, só vê a vida dos outros, fica lá. Aí milhões de seguidores, cresce, cresce, cresce, tá seguindo o ano. Aí de repente chegou o ano de eleição, começa a pipocar ali.

Um postezinho ou outro de política. É isso. Certo? Certo. Conta aí um caso desse. Você que é um estudioso do assunto. Cara, pior que eu realmente sou estudioso do assunto. E não sou estudioso do assunto, como eu trabalhei nesse universo. Durante uns dois anos. Produzindo notas de fofoca, tal, não sei o quê. O editor da Showcase. Exato, exato. Então você sabe como a Salsicha é feita.

Eu sei como a Salsicha é feita. Não trabalhava pra uma dessas marcas. Eu trabalhava, enfim, num projeto. Tinha todo um propósito atrás disso. Mas uma parte desse propósito era entender realmente como é que é feito esse negócio. Como é que você apura uma pauta. Porque tem uma apuração de pauta. Tem todo um esquema ali de ser feito. Como que é o nome quando você tem uma página dessa de entretenimento, barra fofoca e joga um…

O brócolis lá, como é que é? Então, é, exato. Eu trabalho na Quid, e a Quid nasce dessa inquietação da assimetria do debate digital entre o lado progressista e o lado que quer armas na rua e tanques de guerra. Matar as pessoas.

Exato, matar alguém, alguém tem que morrer Qual será o lado, gente? É difícil escolher Aqui esse branquete tem um grande supostamente Em tudo que ele já fala hoje Eu quero já, supostamente, já A carta supostamente invocada Você podia pôr na trilha, né? Eu acho Um bitzinho, supostamente Supostamente Supostamente Supostamente Supostamente O tempo inteiro Supostamente E parte do diagnóstico de que A extrema direita cresceu no debate público

não chegando e oferecendo seu programa, inclusive não oferecendo o programa e entrando nos espaços onde as pessoas já se organizavam então uma coisa de assim eu tenho o grupo da minha igreja isso foi um grande problema, né? entrava um político lá no grupo da igreja e começava a politizar as coisas a partir de lá grupo de caminhoneiros aí começava a politizar a partir do grupo de caminhoneiros com as conversas que eles tinham dali

E de certa forma, o programa da extrema direita foi tirado das pautas que surgiam nesses grupos. Então eles tinham um controle muito grande. Durante muito tempo, muito maior a parte deles de controle do que a gente sabia que existia. Então a gente demorou muito pra chegar, pra variar, como a gente sempre demora pra chegar. E aí, a gente entendeu essa teoria que...

brilhantemente na quid se chama de arroz com brócolis que é, criança geralmente não gosta de comer brócolis, e aí o que a mamãe faz ou papai faz é picar o brócolis no arroz, deixar um pouquinho aí e aí você come um pouquinho de brócolis e a partir dali você vai gostando de brócolis, sem perceber você vai comendo, não sente o sabor

Então o dia que você vai falar, nossa, aqui era um brócolis e você gosta. Depois você fala, então tá bom, então vou congelar com a mente. Então é aqui que eu vou seguir. Porque aí, se você tem esses espaços explicitamente políticos, eles vão pra um lugar mascarado de entretenimento. Exato. Exato. E essas páginas de fofoca, elas eram uma das frentes que a gente identificou. Então tinha muitas páginas de meme, grupos, esses grupos infinitos de Discord, de Alpha, de fingir que é game. De WhatsApp.

Tem um grande ex-podcaster na história do Brasil que começou com um canal de games, né?

Ah, é verdade Aquele lá, esse aí que você tá pensando Que passou no Jornal Nacional Lembra o bicicleta Exato, ele jogava Minecraft e fazia comentários Sobre coisas da vida que ele achava Esse é o próprio Nem sempre é o ocasional de uma pessoa que tá lá Num laboratório E vê mentiras naquele meme do ratinho É uma coisa realmente natural A pessoa tá lá falando horas e horas e horas Uma hora vai falar coisas que ela acha da política E aí

Mas ela tá falando isso de forma espontânea. Mas acho que a questão aqui, acho que a principal questão...

É a engenharia deliberada. Eu acho que essa que é a grande... Que tá acontecendo. Que perceberam isso. Que é o grande acontecimento. Porque a pessoa, ser humana, ela não acorda de manhã a maioria delas? Tirando vocês, cracudos da política. Eu particularmente sim. Não acordam de manhã pensando, quero saber a disputa do Banco Central, do Caso Master. Tô nem aí, quero viver minha vida, certo? É. Então ela não tá acompanhando, ela não quer ver.

E aí, isso é um jeito de conseguir fazer com que ela… Ela tá ouvindo um burburinho aqui e tal, mas não entendeu muito. Aí, na página lá que ela… Que ela segue. Que ela segue, chocado, por exemplo. Então, e aí é que tem uma questão. Porque tem uma linha do tempo aqui nessa discussão. Porque isso que eu tô trazendo pra vocês…

É como nasce o mecanismo de, sei lá, 10 anos atrás, da época do Cambridge Analytica, greve de caminhoneiros do Brasil. A gente tá falando de uma coisa muito embrionária, que é a extrema-direita se disfarça em espaços não políticos e começa a politizar essas pessoas e radicalizar essas pessoas. Então, muitas dessas pessoas foram radicalizadas há muitos anos. É uma coisa que as pessoas falam assim, eu nem gosto de política. Exato.

Eles não gostam de política e estão indo lá rezar pra pneu, ao mesmo tempo. Eles foram identificando os grupos e estão indo lá rezar pra pneu.

de uma forma que muita gente não estava percebendo. Quer dizer, eles foram identificando, por exemplo, que quem acha que a Terra é plana tende a ir numa direção. Sim. Quem acha tal. Eles foram, assim, pegaram feijão com arroz do marketing digital durante anos e foram aplicar para uma discussão política para atrair as pessoas e tal. Então, eles começaram a usar um monte de iscas. Sim. Enfim, de uma forma, primeiro...

pulverizada, mas que foi se organizando aos poucos e a gente viu a explosão disso acontecer no meio da década passada, quer dizer, quando a coisa realmente vira enfim, teve uma nova geração de desgraçados chegando no negócio e falando assim, bô, dá pra fazer isso, pessoas que cresceram nesse mundo

Mas as pessoas não percebem, geralmente? Então, essa é a mudança de parágrafo. Isso que me incomoda... O que é uma página, por exemplo, sei lá, que rolou, que nunca falou de política, de repente tem um post elogiando o governador do Estado tal. Pois é, é isso que mudou. E aí, pra chegar nessa mudança, tem uma linha do tempo muito rápida, que é o seguinte. Eles tinham essa tática, essa tática deu certo em 2016. Deu certo em 2018.

deu certo assim, no convencimento do Brasil. Não é só de voto na urna, é uma questão de que o brasileiro, você saia na rua, só se falava de valores bolsonaristas. Sim. Em todos os lugares. Em 2022, eles perdem no voto. Não na briga cultural como um todo. Por pouquíssimos votos. Por pouquíssimos votos. E aí, você tem um fenômeno que está nessas páginas de fofoca, que começam a brilhar. Essas páginas de fofoca surgem associadas nessa época a...

Agências, principalmente uma certa agência de talentos Que desenvolvia carreira artística Supostamente Supostamente desenvolvia carreira artística Nesse caso não é supostamente Porque eles realmente faziam parte da agência E tinha uma parceria Que é, cara, você vai ficando aí dando notas malucas No seu dia a dia, no seu Instagram E só que você vai falar que é da minha artista loira Que tem uma raba enorme Tá, isso é de um jeito mais Ah, é só isso, é só um Exato, e essa galera E aí

Não era uma galera... É tipo pagar um jabá na rádio isso aí, né? Exato, e assim, não tem, pelo menos nos principais países de disputa política no mundo, não tem um ecossistema de fofoca como tem aqui. Da forma de páginas, de tweets loucos, assim. Não tem. Tem páginas que tentam um pouco emular esse... Mas um ecossistema como tem aqui, não tem. Mas eu vejo...

pelo que eu percebo, são mais abertos nesse sentido, não? Tipo, você é o podcaster que vou assumir, vou falar as maiores loucuras aqui, não vou ficar fingindo que eu sou... Eu acho que eles tinham uma coisa que a gente tentou copiar e eu acho que a gente não fez tão bem quanto eles. Talvez o Brasil Paralelo fez copiando o Infowars. Sim. O Infowars, pra mim, era muito absurdo. Que acabou agora, não foi? Que o The Onion comprou?

Sim. Mas aí o Elon Musk se meteu na história. Eu não sei como é que acabou agora.

Mas assim, foi muito louco porque eu vi muito o começo, assim tinha um amigo meu, eu lembro de um amigo meu que morava na Espanha me mandando e o espanhol, eles adoram teoria de conspiração, né? Sempre, eles amam todas

Mesmo a galera da esquerda, da direita, todos amam. E esse amigo mandou. E era isso, uma época que, sei lá, 2010. Nem era tudo tão polarizado aqui no Brasil, pelo menos. Cara, eu lembro desse amigo. Eu ia falar o nome, mas enfim. Esse amigo mandar. O José. O Gach, acho que você vai gostar disso. Porque eu adorava ler sobre e tal. Mas era isso, era do rolê do RPG. Tipo, a cultura nerd tinha muito isso. E a gente lia alguma coisa, a gente entendia, assim. A contracultura, ela tinha um cheirinho de esquerda pra gente.

Cara, mas eu lembro desse momento Eu não acho que foi o Winfowars que transformou A contracultura numa coisa de direita Foro Batman, mas não vou discutir Mas foi um case Mas eu lembro que esses caras conseguiram transformar Em entretenimento Que eu acho que pra mim essa foi a grande virada Antes da política Estar dentro de um entretenimento O jeito que a gente começou a discutir A política

Virou uma coisa de identidade, de futebol, de detenimento. Transformar na novela do dia a dia, né? Isso. Era uma coisa chata, de repente virou um negócio de thriller. Só que aí você vê como mudou os programas na TV, né? Os debates, cara. Eu ficava indignado de ver debates, tipo na Globo News, assim. Mesmo no Jô, as meninas do Jô.

Cara, você não é o maior absurdo rindo. Porque, não, você não sabe, Jô, hoje, o general blá, blá, blá, blá. E você fala assim, caralho, isso não pode ser falado num tom triste. Sim. Tipo, o jeito que os colunistas falavam de política, como se fosse um grande ganho. Você fala assim, cara, você apurou essa bosta? Isso aqui é uma fofoca.

Isso é o que você acha. Que aliás, é um break-in-house que a gente sonha em fazer. Que é jornalismo versus fofoca. Que tem muita fofoca dentro de jornalismo também. Só que pra mim foi muito louco ver isso. Só me confiei. Pra mim foi muito louco ver isso. Porque assim, cara, a gente tá falando da época. Antes da internet. A internet era fraco. E já rolava essas coisas. Então assim, a própria imprensa com grana. Ela já ali, já tinha um caminho que você falava. Cara, agora. Quando todo mundo poder virar o próprio editor.

Então, assim, nos blogs a gente já sentiu isso. Mas quando foi pra rede social que o Kezer Mané podia dar a opinião dele? E sim, se o jornalista tá passando um negócio como opinião, como uma fofoca, como notícia, sabe como... O jornalismo declaratório lá.

Cara, ficou bizarro. Então assim, eu acho que essa bagunça é antes, né? E eu concordo com... Até depois quero tirar... Ver isso com o Iago, na verdade, tentar entender isso. Ele é meu amigo, viu, gente? Ele tem acesso a mim. Tem esse prazer. Mas eu fico pensando muito nisso. Agora já mudou um pouco isso, assim? Eu já acho que as pessoas não estão...

Mas entendendo... Não, eu digo assim, não só o bolsonarista, mas como a esquerda também. A gente já perdeu um pouco essa vibe da identidade, entendeu? Tipo assim, cara, você já lê no meu código. Que eu sou de esquerda, eu não preciso falar. E eu vejo isso nos bolsonaristas também. Tipo assim, cara, você já sente no meu... Eu tô pedindo vinho. Você já entendeu no meu código, nem preciso usar a camiseta do Brasil. Não que eu não ache que as pessoas não estão discutindo, mas de certa forma...

Tipo assim, ah, isso é tão... Não, é isso. 90%... Essa eu nem vou discutir com você, eu só vou lá e vou contar o sigilo. 90% dos votos já estão definidos, já tá claro. O que fez o olho do Merigo brilhar em termos de estudos, que eu passei pra ele umas coisas, é justamente isso. Porque eu sempre falo pra pessoas, era difícil aplicar brócolis, sei lá, na mesa do bar, no samba do Bexiga e tal. Onde eu nunca frequentei, inclusive.

Que eu falava assim, uma atriz da Globo vai sair no Carnaval e ela engordou um pouco.

brócolis é, ou você fala que ela tá gordinha, ou você fala que ela é empoderada. Isso é um brócolis feito à direita ou um brócolis feito à esquerda. Esse é o brócolis. É você realmente disfarçar. Você vai botar uma palavrinha, tal, não sei o que, tal, tal, tal. O que bugou nossa cabeça, quando deu o boom da Alfinetei e esse negócio do Casu Márcia, que a gente vai entrar depois e tal, e que fez a Carol Luke, que é a minha coordenadora lá do Brief, fazer um baita estudo, cruzar dados e puxar e raiz quadrada e tal, não sei o que,

pra fazer um dossiê de fato desse desse campo é que essa questão do brócolis pra essas grandes páginas de fofoca acabou ficou explícito não tem mais nenhuma delicadeza nisso, a gente falou, cara, tudo bem que mudou entendemos que mudou, mas o que aconteceu? e aí tem uma linha do tempo rápida que é, chega 2022, essas páginas de fofoca estão muito consolidadas muito voltadas à cultura pop

E esse ecossistema era bastante distribuído, porque tinha páginas profissionalizadas e tinha gente em casa, no computador, tentando fazer acontecer. E às vezes conseguia fazer virar. Então elas tomaram uma postura editorial, que muito jornal de Vieto não toma, que é falar, ó, nós estamos com o Lula, nós estamos com o Bolsonaro, e tal, não sei o quê, muito claramente. Então eu lembro que, por exemplo, quando teve o Lula pra Lusa, que é a Fresno, a Pabllo Vittar, eles repercutiram cada gesto do Faz o L e tal, não sei o quê. Lula ganha.

E aí fica esse sabor amargo na direita de que as páginas de fofoca, que são muito populares com mulheres que é onde eles têm mais dificuldade, eram progressistas. Sim. E aí o que acontece? Choquei, por exemplo. A Janja também identifica isso. E aí pessoalmente ajuda a identificar isso. E começa a se aproximar dessa turma.

E eu não vou falar o nome de empresa, de grupo, porque virou todo um desgarrado. Tem um momento paradigmático que tá a Janjo Felipe Neto e a Choquei discutindo as taxas das brusinhas. Que ela fala, ah, a taxa é pro produtor, né? Pro consumidor, não sei o que, tal, tal, tal. Ali, e a direita é assim, né? A direita sentiu o cheiro de sangue. Falou, putz, aqui tem uma rachadura. E aí começou a fazer a disputa, disputa, disputa, disputa. Veio o caso, no ano seguinte, o caso Jéssica.

Que é uma história de uma moça que teria conversas com o Whindersson Nunes. Que seria uma suposta namorada do Whindersson Nunes. Vazam-se essas conversas, não sabe? De onde vem, pra onde vai, não sei o que lá. Vazam essas conversas. A história tá em uma proporção enorme. O Whindersson Nunes tem essa questão de que ele perdeu um filho. E aí teve uma namorada que ele abandonou. E tem uma questão com a… Abandonou não, né? Mas enfim, exterminaram.

Sei lá o pôr menor da questão. Até sei, porque trabalhei com fofoca, mas não veio ao caso.

Tem a questão com a Luísa Sonza. Então o Whindersson é muito delicado. A galera encheu a DM da menina dos xingamentos piores possíveis. Estava não sei o que lá. E ela realmente veio tirar a própria vida.

Nesse momento, a direita falou achamos. Porque a direita trabalha desse jeito. Vai buscando, buscando, buscando até achar um lugar onde eles consigam entrar. Nisso, tava começando as notas da comunidade no Twitter. E todo post da ShowK vinha com a nota da comunidade. A ShowK é responsável pela morte de fulano. Porque, peraí, a nota da comunidade qualquer um pode colocar. Tem uma...

Você se cadastra lá e você é aprovado como moderador. Mas qual que é? Então sai uma notícia e como que essa nota da comunidade aparece? Por volume? Por voto. E aí tem uma questão de peso. O algoritmo, pra variar, não é aberto. Mas é uma questão de peso. Você vota contra o favor e eles vão medindo. Que em tese, isso foi uma coisa que eles criaram pra se dar contexto pras notícias, né? Então...

combater fake news, podemos dizer. Sempre são produtos esse negócio dentro das plataformas. O produto Nota de Comunidade, na verdade, é um filho do pós 2016 nos Estados Unidos, em que as plataformas foram pressionadas a se desculpar. Tipo assim, cara, você tem que fazer alguma coisa, não é possível. Você tem que dar contexto. E essas ferramentas...

Botaram na mão das pessoas. É, eu acho que começaram a... Não, não é só isso. Porque as empresas depois... À medida que é... Como é que é que o mundo... Como é que é? O mundo não dá voto, ele capota. Aquela coisa toda, né? É...

O que parecia uma boa ideia aqui atrás vira teu desespero lá na frente. Então, assim, os bilionários que foram pressionados durante um tempo, depois eles tiveram a vingança deles agora e tal, não sei o quê. Então, você viu, o Facebook tirou todo tipo de moderação, o Twitter foi comprado pelo Elon Musk e tal. Então, todos eles foram falando assim, não tem problema, tira aí esse negócio todo e tal, ou deixa a ferramenta do jeito que a gente quiser. E aí não tem nenhuma transparência.

Tipo assim, como o Twitter realmente... Desculpa, o X? Não, o Twitter. A gente tem um lado político aqui. A gente chama de Twitter. Como o Twitter realmente decide se uma nota vai ter destaque ou não... Então isso foi uma campanha de um bom bem... Por quê? Como é que essas páginas de futebol ganhavam dinheiro? Monetização via redes sociais. E aí

oficialmente, esta oficialmente sempre...

supostamente, rolava uma tabela de, olha, o Olga quer aí aparecer, ele lançou um IP, ele paga um tanto. Que é jabá. Sempre disseram, sempre disseram, por exemplo, que a Anitta pagou todas as páginas de fofoca pra Ludmilla nunca ser bem falada nessas páginas. Eita. Qual é a teoria da conspiração aí? Supostamente, supostamente, supostamente. Em cima de supostamente, assim. Então tinha isso, então todo mundo tinha mais ou menos uma noção de que era a indústria pop que movimentava essas páginas. Por isso que ela pedia eu falar de política.

Rola esse caso, Jéssica? Essa sua associação de páginas de fofoca sai da grande produtora que tem uma artista loira bunduda no seu catálogo.

Ela se vê ele como um buluda, não sou eu que tô falando É... E aí eles começam a ter... É isso? Isso E aí esse pessoal sai dessa agência E começa a ter que ter o próprio modelo de negócio Tá É aí que aparece Porque já tinha começado a aparecer Nas páginas que eu falei Do pessoal que tava no computador lá em casa Tava tentando fazer virar Começa a aparecer aquele loginho Que vem no meio da nota Porque a nota de página de fofocas Pra quem não tem Instagram Que tem uma página de agência que não tem, né?

É uma tela dividida. É um vídeo, um print absurdo e uma tarja em cima, que é como se fosse uma manchete. No meio ali, apareceu um loginho de um certo tipo de empresa. Carlos Merigo, que tipo de empresa que era?

Eu aposto que você sabe. Bet. E aí, enfim, várias. Porque aquele esquema que todo mundo tem Instagram, chega, já recebeu. E essas mensagens não são mentirosas, tá? Esse cara que fala, ó, seu perfil é bom. Muitas vezes, realmente cola ali. Porque pra eles tanto faz, se você... Que eles ganham por comissão, né? Então, se você não converter ninguém, você não ganha dinheiro. Enfim. Começou a aparecer Betis. Há um tempo, começou a aparecer uma mesma Betis pra uma série de páginas.

Então começou a ter um movimento grande. Nesse momento, começa-se a aparecer um post, que é um post pra mim, para de... O pessoal do ICL fala, o Chico Sá no ICL fala desse post todos os dias. Que é o dia que chega, e eu vou falar direto o nome, Alfinetei falando que o post da Alfinetei, que é uma página fofoca, que era pra falar da Fofobiruta...

que é a filha da Virginia, pra quem não sabe, e a Virginia é a namorada do Vinny Jr., pra quem não sabe, falando que o Tarcísio inaugurou um trecho do Rolo do Anel. Isso, eu lembro disso. Eu lembro disso. E aí, nesse momento, a gente falou... Do nada, do nada. É, paramos as marcas... Cara, cadê o brócolis? Exatamente. Cadê o brócolis? Exatamente. Mas é, vocês abandonaram?

Pena, mas eu acho que aí também tem uma coisa que é a seguinte. Acho que tem um lado que faz isso, tipo, opa, peraí, quebrou a máquina. É, e bucou. Não tem, não vai... Mas por outro lado, eu acho que... Acho não, tenho absoluta certeza que foi essa quebra de paradigma que acendeu a luz vermelha e fez um monte de gente falando assim, ah, peraí.

gente que não estava atenta a isso minha dúvida é essa de novo, como você falou pra nós que somos cracudos a gente fica entendendo o que está acontecendo ali, a gente vê agora, quando porque assim, quando é

Um elemento crucial, que pra gente já era transparente, mas quando eu falo isso não é porque a gente é muito mais esperto do que você não. É porque a gente tá... Porque a gente é viciado. Viciado nisso. Provavelmente patologicamente viciado. Isso muito, muito claro. Mas quando essas coisas que pra gente são muito claras, tipo, é gordinha ou é empoderada, esse exemplo que você deu foi absolutamente sensacional, porque ele é um ótimo...

É um paradigma. Um paradigma de como funciona. Você não é mal demais, mas você é o suficiente para colocar aquele molho para cá ou para lá. Então assim, a gente até aqui, a gente até enxergava isso. Aliás, pelo tipo de brincadeira, que não era muito ofensivo, você falava assim, já sei para onde estamos indo. É isso. Então você entendia isso. Eu acho que tem essa coisa de que

Esse momento da perda da sutileza é o momento que, assim, acendeu a luz vermelha pra até quem não tava muito atento. Até quem não tava assim. Opa, peraí. Porque veio do nada, né? Porque ficou muito descarado. E outra coisa que é assim. Gente, eu consigo te enrolar durante um tempão se eu fizer até o seguinte. Governador X E aí

estava com a calça rasgada na inauguração do Novo Anel. Do Novo Anel. Entendeu? Eu consigo até te enganar. Eu consigo até te enganar. Você não percebe que no fim das contas eu estou falando que o Novo Anel foi lançado. Entendeu?

Agora, cara, quando eu falo fulano de tal lança, não sei o que você faz assim, opa, pera aí. Um emoji de coração, assim, né? Ah, titima de coração. Sabe aquele, sabe aqui, a olhinha com o coração, assim? Caramba. Porque eu acho que tem esse lance de você falou do jornalismo, né? Abraçar esse negócio, porque é essa linguagem de criar conflito, vilão da humilhação, né? Que a gente, você entra no YouTube deslogado, é isso. É isso, pessoal. É só isso, é o...

Os caras da Globo News humilhou alguém. É só isso. E um copia o outro. Você vê, a Mídia Líndia também já faz isso hoje. Minhas fontes no mercado do PIG, que é o partido da imprensa golpista, pra quem não conheceu, o Paulo Henrique Amorim. Não, a galera que trabalha em veículos tradicionais, com redes sociais e veículos tradicionais, eu fico perguntando, eu falo assim, eu não tenho mais o que fazer.

Eu só consigo dar desgraça Gente, sabe, pagando mico, caindo Eu sou um veículo sério Aqui eu tinha uma editoria séria Eu tenho que agora parar E nessas páginas que eu administrei A gente fazia esse teste E toda vez a gente fazia e tirava E falava, meu Deus, que bosta humanidade Que é isso, cara, deu barraco, deu confusão, deu violência A audiência explode Mas é mais uma Pensando Sobre

Eu vou perguntar pra pessoa que já falou que não gosta de solucionática. Mas eu fico pensando, né? É muito mais porque o Facebook, as plataformas, preferem entregar isso. Preferem entregar isso. Porque a sensação que eu tenho das pessoas mesmo, e principalmente essas pessoas, que essas páginas dizem querer pegar...

Que é justamente a mulher negra, 40, 50 anos, a mãe de família que trampa, que tá cagando, que não quer ver o filho brigando por causa do Bolsonaro ou do Lula. Essa pessoa é antipolítica, eu brinco que é antipolítica pelo amor, sabe? Gente, eu não aguento ver briga, não aguento violência, essa discussão antipolítica tá muito violenta. Foda-se, eu vou votar. Se o meu pastor me mandou votar nesse cara, não, mas eu não gosto dele.

Vou votar no outro. Essa pessoa aqui, em teoria, é o... Que não entra em conflito nem... Que não vai entrar com...

Eu nem quero criar esse espantalho do pobre ficcional aqui. Não era discutir. Não, eu tô falando porque eu sou filho de várias Dona Maria, vivo nisso, enfim. Mas assim, essas pessoas, eu sinto que também pra elas, assim, cara, como elas não estão na internet exatamente, chega no WhatsApp, né? Mas não estão nesse sistema inteiro, eu sinto muito delas assim, que tipo, cara, eu queria muito voltar àquele momento.

Eu queria ver a gente falando de política Como um assunto sério Não como entretenimento Não como notinhas quentes Só que qual que é a questão? O algoritmo prefere E eu não tô dizendo aqui que o algoritmo Trabalha Não tem preferências pessoais ideológicas Porque tem Tem pra caramba Treinou quem?

Os nomes da empresa estavam falando assim, o algoritmo não é neutro. Nossa, o algoritmo é super neutro. Não é. Mas tem uma questão que é você vai ser notificado por um caso de um cara que é, nossa, Deus que me perdoa que eu vou falar agora. Mas que arrastou a mulher numa esquina inteira. Você vai chegar naquele vídeo, você vai parar e você vai ver até o final. Você vai parar com o seu coração despedaçado. Você vai estar triste, puto com tudo que tem de ruim.

Mas você vai ver aquilo. E o algoritmo privilegia também porque a retenção é muito alta.

E aí o que acontece é que isso vai gerando sentimentos de desesperança, de raiva. Então, por que eles não precisam mais passar o brócolis? Porque eles entenderam como acessar o sentimento sempre. Então esses posts de Rodoanel, de Nicolas Ferreira, que o Nicolas Lacroa, não sei o que, é acessar diretamente um sentimento, um sentimento primário nas pessoas. É os divertidamente mesmo. É raiva, ansiedade, tristeza, desesperança e tal, não sei o que. Então fica muito mais fácil. E aí não importa.

eu não preciso disfarçar, porque eu não quero que as pessoas concordem. Quem concorda vai vir nos comentários e dizer isso, tal, tal, tal. Quem discorda vai lá brigar. Sim. E indo lá brigar, vai criar um sistema de caos. Por isso que o caos no título desse episódio tá ótimo. Vai criar um sistema de caos. Se tem caos, nada presta. Se nada presta, eu preciso de uma solução nova e diferente, não sei o que lá. E esse sistema direito é muito habilidado em referenciar essas soluções.

Mas você não disfarçar o brócolis não é um tiro no pé nesse caso? Porque se você publicar algo fulano de tal inaugurou o Rodoanel... Então, não é, porque a gente também achava que era e aí nós vamos fazer o levantamento. E aí esse é o dado do estudo. É muito duro, né? Você pode achar um monte de coisa, aí você vai...

pesquisa e você se ferra. Não, nesse dia a gente sabia. Acendeu numa vela. Dando os créditos, né, Iago? Pra quem quiser se aprofundar, um estudo do Projeto Brief, né? Ah, quem diria, né? De novo, lá vem eles. É o meu brócolis aqui. Não, mas a gente concluiu que durante o ano de 2025, essas páginas, também tinha isso, essas páginas de notícias de entendimento, que a gente chama, né? Publicavam muito, era doente o volume de publicação. Parou isso.

Então, no Consolidado, eles publicam três vezes menos posts do que os veículos de mídias tradicionais. Mas acho que eles perceberam essa saturação das pessoas. As pessoas estão no saco cheio e elas nem ficavam até impactadas. E eles têm o triplo de alcance.

E aí, assim, quando o Nicolás Ferreira dá uma lacrada, o post da Alfinetei é o principal ativo na internet sobre... pra repercutir isso. A distribuição é o que vale no fim das contas. É circular o negócio. Cada vez mais repetir mensagens, mensagens muito claras.

Então, e isso também é uma mudança de configuração das redes sociais, de fato. E que eles recebem antes, né, o playbook. Tipo, ó, gente, a gente vai fazer isso e isso, e eles atacam nisso. Então, de fato, você distribuir, você criar mensagens muito fáceis. Não porque as pessoas são burras, mas porque é mais fácil de você dizer pra públicos diferentes a mesma coisa.

o fato de você repetir em vários canais a mesma mensagem, tem uma coisa da Alphine T que ela muda muito o jogo que também foi uma crise no meu trabalho que a gente ficava lá discutindo como é que a gente põe o layout e a fonte e o tamanho, o enquadramento o template da Alphine T é

Página, vídeo, print do lado, e um negócio com uma tarja branca, com uma fonte Arial 12, tudo em minúsculo, escrito errado, e vai pro ar, vai pro ar, vai pro ar, vai pro ar. Por quê? Você entra no TikTok, tem 40 páginas replicando aquilo. Porque não tem identidade visual.

então quanto mais é muito água mole em pé da dura, é o transbate de pé que fura existe uma coisa que eu sempre falo que pega até hoje o presidente Lucas, depois de todos os escândalos que ele teve que foram muitos, né tem uma parada de que todo mundo que virou voto do presidente Lula na vida já teve essa experiência de tentar convencer uma pessoa a pessoa fala assim, não não, não, não

beleza, até vou voltar nesse cara. Mas que alguma coisa ele fez, com certeza ele fez. Porque é tanto, Ruscando, alguma coisa isso é verdade. Então você fica o dia inteiro ouvindo do Nicolas, do Nicolas, do Nicolas, do Nicolas, do Nicolas, você fala, não, alguma coisa esse cara tem. Você vê toda hora que o Tarcísio é entrega, entrega, entrega, entrega, você fala, não, esse cara trabalha, ele é trampo. Gente, eu fui cobrir eventos onde você

aqui em São Paulo, não é em Minas Gerais, onde, assim, o Nicolas Ferreira chegando e você ouvia as pessoas falando, ah, ele é incrível, né? Nossa, esse garoto é demais. Assim, é um nível de idolatria ferrado. Eu acho que tem uma coisa aqui, gente, que é assim, é, a gente...

Tem um termo no jornalismo. Eu queria te perguntar justamente sobre isso. O jornalismo profissional no meio de tudo isso. E o jornalismo? Na verdade, é a discussão do caos da escala. A escala... Dizem que a física... Não, é fato que a física quebra...

E aí, quando você vai para as partículas e ondas e não sei o que lá... É fato mesmo. E para o micro, micro, micro, micro, no nível quântico, a física que você usa no mundo macro, ela quebra, né? Então, assim, a gente estressou.

completamente todas as estruturas que a gente construiu durante décadas e elas basicamente não aguentam, elas foram quebrando elas estão quebradas várias das coisas que a gente convencionou que funcionavam estão sendo questionadas e em alguns casos quebradas o jornalismo tem um termo

eu vou usar aqui só pra vocês entenderem o que é mas assim, eu vou explicar melhor que assim todo estudante entra na faculdade e vai falar dos FEDVER que são os fatos diversos são as qualquer coisa do dia a dia, tá? que é basicamente isso, gente é o produto que a gente começou a introduzir aqui no Brasil nos anos 70, porque a gente não podia fazer cobertura direito, e a gente começou a comprar aqueles negócios de agência, né? Curiosidade aquele negócio tipo E aí

tudo acontece na Nova Zelândia, que era sempre assim, fulano de tal, caiu do prédio, não sei o que. Como estudos revelam. Exato. Essa espécie de pássaro raríssimo. Essas coisas que não tem nenhuma relevância, mas a gente não consegue... Mas é o que? Não é nem brócolis, gente. É tipo assim, é pozinho de... Pozinho de... É ultraprocessado. De doritos. É ultraprocessado. Pozinho de doritos.

É, é ultraprocessado da informação. É a informação ultraprocessada. Ela é feita pra você não resistir qualquer um de nós. Você pode falar o quanto você é super hiperintelectual, você não vai resistir. Você clica. Você resiste a uma, você resiste a outra, mas daqui a pouco você fala, não, vou ter que ver. Exato, vou ter que ver. É isso aí. Então, acho que assim, o que é louco é que em algum ponto da história...

E aí eu vou falar uma coisa engraçada sobre a esquerda. Lembra dela? Que eu acho que nós da esquerda...

do centro-esquerda até qualquer lado, eu acho que a gente fica elaborando muita coisa. É isso, discutindo layout. Eu achei lindo o que você falou. Eu acho que a definição da Kwid e tal, da maneira como vocês trabalharam, assim, acho que o caramba essa definição do brócolis, esse exemplo, acho que o caramba.

Só que eu acho que, em grande parte, é o jeito refinado de pessoas. Que nem eu falava assim, Fernando Haddad, cara, prefeito, inteligente, não sei o que dizer lá. Gato. Mas será que ele conseguiu se comunicar com quem precisava votar nele? Essa é a discussão.

Então, assim, eu acho que às vezes a gente elabora demais. É um conceito bonito demais. E elabora porque a gente está indo atrás de algo que já aconteceu. Exatamente. Então, acaba tendo um olhar refinado sobre alguma coisa que os caras... Aí, como a gente está indo atrás, a gente está atrás. Entendeu? Então, os caras já foram assim, né? A gente quer arrumar uma justificativa para fazer igual. Que bloco ali. Eu vou até pote-nolitos mesmo.

Exato. Vai ficar bonito. Fulano de tal, não sei o que dizer que lá. Então, eles vão e avançam com uma fúria.

Com uma falta de sutileza que é o quê? Ultra processado. Não tem esse negócio. E pronto, vai chegar em quem tem que chegar. Eu vou falar o que eu quero falar e acabou. É, eu tenho um ponto que eu acho interessante que eu acho que vai esticar um pouco do que você tava falando, mas eu acho que vai na mesma direção. Eu sinto, principalmente, que é isso, a esquerda sempre teve um delay pra dar as respostas, porque

Enfim, quando você tá no campo progressista você tem uma série de responsabilidades menos verba não dá pra se arriscar, né? Porque a gente fica falando como se a direita não quer rasse não, eles erram pra caralho mas eles tem dinheiro infinito pra errar e eles tem uma base pra errar, um monte de gente só erra Paulo Figueiredo, ele nasce pra isso

então vai lá se fuder, se fuder, se fuder ah, acertou uma, tá bom, agora puxa sim, sim, justamente, você usou um bom exemplo quando a gente vai pensando em todos os comunicadores da direita até tem um que tá sumido o Olavo será que você vai recorrer? justamente, então assim, você vê que eles vão pela escala

Eu acho que o nosso campo tinha dificuldade de entender, e isso eu já acho que está mudando, vendo ICL, vendo vários canais de esquerda, que você fala assim, antes a gente parecia que a gente não estava em disputa. A gente estava, do Olimpo, analisando o que está acontecendo.

E eu entendo um pouco esse medo, porque assim, a nossa grana era mais curta, nosso alcance era menor, então assim, cara, eu não posso dar um tiro errado. Só que aí no final você fala assim, estamos dando tiro de porra nenhuma. E assim, essa merda é uma disputa. Eu sei que nos filmes o bem sempre vence, mas assim, foda-se, Chopper. Essa vida não é um filme, talvez eles não achem que a gente é o bem. Exato. Aí eu lembro que teve um momento... Eu lembro que teve um momento do janonismo cultural e que eu tive desculpa...

discussões bem complexas, assim, porque realmente, entre os meus amigos, com as pessoas, eu falo, cara...

Puta, mas também não é isso. Não é isso. Porra, chamar o maluco de pedófilo porque ele falou um bagulho completamente atravessado. Aí você vai nas esquinas e fala Bolsonaro, o anticristo. Não é isso. Mas, cara, o Bolsonaro ficou em pânico. Quando o cara chegou e falou que tinha... Mentiu pro Bolsonaro, falou que tinha um celular do delegado que morreu. Falou que ele era pedófilo porque ele chegou e falou aquela frase que ele disse mesmo.

Ele usou... Eu não sei até hoje se ele usou uma gíria mal colocada. Mas, enfim, eu não vou defender o Bolsonaro. Exato. Me foda-se. Sabe? Mas, assim, foi o primeiro momento que eu falei.

Aqui, eu tô vendo uma disputa real. Se é baixo, a gente pode discutir depois. Depois a gente discute, pede desculpa. Depois a gente pede desculpa. E que nem eles fazem, né? Tipo, a gente viu. A gente viu o Tarcísio chegar e falar que o Boulos tava ligado com o crime. Ele jogou... Pra mim, aquilo foi a coisa mais explícita. Como o Júlio Casares, em verdade, de São Paulo. Queria fazer um denúncio aqui.

O cara chega e fala que o Boulos dois dias antes da eleição, uma semana, sei lá, dois dias. Todo dia da eleição. Todo dia da eleição. Por hora que eles estavam dando a entrevista, eles tinham acabado de voltar. É isso, o cara chega e fala que o Boulos tem ligação com o PCC, assim, sem nenhum desfartes. E não acontece porra nenhuma. Aí eu fico pensando...

Cara, a gente nunca deu uma porrada Ou um golpe parecido com esse Nesse nível Mas escuta, essas páginas Elas tem ideologia Ou é só a grana? Quem pagar leva A gente já pagou? Tem isso, não sei nem se a gente tem esse dinheiro Mas a questão de vocação Tem uma questão de tempestade perfeita

Pô, a ideologia dessa galera é mais conservadora. São valores conservadores. Eu acho que aqui a gente não tá falando de campo ideológico, e não necessariamente. Porque você pode ser leitor do Lula e ser extremamente conservador.

E você pode, é mais raro, mas acontece com mais frequência do que vocês imaginam. Você pode ser eleitor do Bolsonaro e ser extremamente progressista nos valores. O que acontece é, é uma turma com valores conservadores. Você tá falando, é que nem o... Como é que é o pobre romanceado que você falou, né? Tá falando do Reaz romanceado, é isso? É, tô falando que um terço... Que é progressista nos valores. É, tô falando que um terço LGBTs voltaram do Bolsonaro. Convictos. E tipo...

Mas provavelmente eles não são exatamente progressistas, né? Então, mas você vai pegar nos valores ali. O que você acha de, sabe, família, só mamãe, papai, filhinho? Não. Você acha que tal coisa tá... Não. Eu entendo isso que o Iago fala. Que tanto que é uma crítica que eu faço. Que eu deixo você concluir, tá? Que é uma crítica que eu faço também. Justamente por crescer com um monte de evangélico, com um monte de conservador. Beijo pra todos eles.

Todo mundo fumou maconha. Todo mundo fez sexo de um jeito bizarro antes. Todo mundo fez de um jeito errado.

Eu não. Todo mundo fez, sabe? E aí, assim, sou conservador. Todo mundo tem a prima que pegou, todo mundo tem o filho fora do casamento. Sou conservador. Então, acho que às vezes a gente também não estressa essas contradições do brasileiro nesse sentido, porque assim, na entrevista é isso. Você é conservador. Aí você começa a perguntar, é a mesma coisa, até pra bolsonarista, mais bolsonarista, você começa a perguntar, mas você não é a favor disso?

Não, disso eu sou. Você não é a favor disso? Quando você vê, o cara é empreendedor, mas ele também é a favor da CLT, só que ele não sabe que é a CLT.

Se você não falar CNT, ele... Exato, você tirar o nome. Eu já fiz esse teste, tá? Não, é o tempo inteiro. Eu já fiz teste de acontecer uma questão, sabe? De assassinato de um homem preto. Eu tirar todas as marcas raciais do post. Não vai falar nada de medo. Todas as marcas identitárias. Todas as marcas identitárias, do marciário, do tipo lá.

Todos os comentários são. Nossa, é porque a cor dele... Todo mundo sabia que era racismo. Aí eu fiz na outra página, então, porque a gente tinha várias páginas, né? Então vamos agora nessa aqui, botar o marcador racial. Falar, olha, um homem negro foi, tal, tal, tal. E é mimimi, que não sei o quê. Então a pessoa, ela não quer isso. Tem isso, né? A galera não quer ser...

E tem uma coisa bem interessante nisso. Teve esse caso da mãe... Nossa, desculpa, esqueci o nome dela. Que foi morta pela polícia recentemente e tal. Tem coisas que pra mim foi muito interessante ver os posts. Porque assim, foi um dos poucos que eu vi no Twitter que ninguém da direita defendeu.

Ninguém defendeu, porque realmente era muito claro no vídeo. Ninguém chegou e falou, também tá andando no meio da rua? Ninguém. Ninguém. Tipo, mas assim, você vê que tem algum lugar da humanidade, tem algum lugar que todo mundo se identifica. Sim. O que às vezes eu acho que é muito doido, pensando que a gente vive na pós-verdade, é que assim, cara, é muito mais fácil você...

A gente sempre ficou tentando achar esse lugar comum do diálogo. Hoje em dia, eu acho que é mais doido que a gente tem que achar um lugar comum de desejo, de imaginação. Porque eu acho que a extrema-direita foi muito genial nisso. O que o conservador, o que o menino branco gay quer?

Espero que seja eu. Ele quer ser aceito. Ele quer ser aceito na comunidade que ele entende como conservador. O cara cresceu numa igreja batista. Tipo, se entendeu, se achou, se encontrou. Viu que ele realmente tem, é gay. Esse cara queria ser aceito pela comunidade dele. A comunidade dele viu ele crescer e gosta dele. Tanto que assim, eu vi isso de muitos amigos. Não, mas você eu gosto. E eu fui o preto amigo de muita gente.

Não, você não é igual aos outros pretos. Então, assim, a gente viu isso. Esse cara quer isso. Se alguém chegar e falar, não, não, não. Tanto que, geralmente, a gente vê isso, né? O MBL é o case, né? O MBL só tem isso. Os pretos de direita que você fala, velho, esse maluco só queria ser aceito. Em algum momento, alguém chegou e, tipo, sabe, porra, não dança bem break, você nem é preto.

Aí esse maluco chegou e falou, então eu não sou mesmo, então foda-se, eu vou procurar quem me quer. Então eu fico sempre com essa sensação que a gente tinha que estressar mais esse tipo de pesquisa pra entender quem é o brasileiro hoje, real. Real mesmo. E é uma pesquisa que seria mais além do que o IBGE faz. Eu não quero saber quanta geladeira tem, gente.

Eu quero saber quem é mesmo, o que as pessoas acreditam. Eu queria que a gente contasse um pouco um caso, talvez o mais simbólico dessa pauta de hoje, que é o do Banco Master, né? Que é a fofoca descobrindo política monetária. O que tem a ver uma página de fofoca? É isso, você acorda e aí tá lá uma pessoa com um meme, com um diretor do Banco Central, que você nem sabia que existia Banco Central. E aí o Banco Central tem um diretor, e aí tem um meme com o Iaco, um cara com uma caixa de pizza na mão.

E aí o post, você tá com ele aberto aí? Porque o post é tipo, ai, você estava dormindo e o fulano de tal, que ninguém sabe quem é, liquidou um banco em 40 segundos e agora você vai pagar uma conta de não sei quantos bilhões. Hã? É, e aí, assim, foi feito um mapeamento pela Febrabran. Que isso, Febrabran. Tenho muita dificuldade de...

Dessa questão aí, como é que chama? Locução? Dicção. Mas a Febe Abram fez um levantamento de quantos posts foram? Foram milhares de posts. 4.560 publicações em 36 horas. Eu não dava, ele que dadeia. E a Folha de São Paulo mapeou 46 perfis envolvidos em fazer essa...

que foi isso, durante o caso dezenas de perfis de fofoca passaram a atacar o Banco Central em meio a conteúdos comuns de entretenimento então isso, 4.560 publicações em 36 horas mas aí nesse caso foi dinheiro

Então, mas aí é que vira o paradigma da virada de chave total. É engenhado. Aí tu falou, é engenhado. Porque o que acontece é, você perguntou antes, né? Ah, mas a galera tem ideologicamente, é grana, tá? É dinheiro ou… Aqui as coisas se confundem completamente. A gente falou no programa de Betis…

duas semanas atrás, a gente realmente tá alérgico a dinheiro, né? Tudo que paga, a gente tá falando. Exatamente, nunca vai ganhar dinheiro nenhum. Se você é uma marca que não tá nesses esquemas, por favor, patrocina a nós. Porque eu te fiz essa pergunta, segura aí, quero que você continue nessa. Porque, por exemplo, páginas que eu sigo lá de entretenimento, Melted, o Brazilian Version, eles são... Beijo pra todos.

São claramente páginas progressistas Eles fazem vários memes e piadinhas Se eu não me engano já fizeram coisas junto com o Gov E aí eu fico pensando É óbvio, não estou dizendo eles jamais Porque eles são páginas sérias Não faliam isso

Isso. Menos sérios de menos. Menos sérios de menos, exatamente. Só que assim, aí eu tenho lá uma página de fofoca, né, cresceu pra caramba, e aí de repente vai chegar uma empresa, uma bete, ou um partido político, vai me dar um dinheiro pra...

Cara, eu vou aceitar, entendeu? Porque, sei lá, eu criei minha página aqui e de repente tem um milhão de seguidores voltando me dando um dinheiro. Ah, tá bom. Pra falar bem do governador. Teve um dia que pegaram um ADM da Choquei no metrô.

postando porque o Irante é bombardeado não sei quem, ele fazendo a nota no metrô, assim, tirar da foto. E o que eu vou dizer é, é caro. Tem equipe. Pode parecer que não, mas tem infraestrutura, tem aplicativo que você tem que fazer, aplicativo de ar, tem licença, tem um monte de apelação que você vai fazer no Instagram, porque você vai ter direito de uso, porque não é fácil você ficar replicando conteúdo hoje em dia. Então você tem que gastar com o advogado, é caro.

Quem vai pagar essa coisa? É uma estrutura. Se a Beth Streams Leve, do Liam Sleve, do bababá, vai pagar, bom, vai resolver meu problema. A Beth 6-7. 6-7, 6-7. E aí, esse caso do Master, ele revela muito da coisa porque ele puxou o fio, como tudo no caso do Master no Brasil.

que tava meio nebuloso porque eu falei do programa da Bet que a gente falou, o problema da Bet é que você não tem o Sr. Bet, né? Você não entra lá na Bet vamos dizer, Bet Strange Things pra não falar uma marca real e aí você vai contar com o CEO dela, porque é um fundo de investimento que é feito de outros fundos de investimento e aí você puxa você nunca acha essa pessoa é um leviatã, né? a grande Bet que patrocina essas grandes marcas de fofoca com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato com o gato

Ela tem, se você puxa do investimento não sei o que, vai parar num senador que tá sempre muito envolvido em vários escândalos. Eu não vou falar o nome dele pra ele não me processar. Mas ele tá lá envolvido nessa negócio. Então, você conecta as páginas de fofoca à política. Porque é o senador. Tá diretamente do negócio. Olha só, o próprio cara que supostamente... A própria CPI achou que era o dono das bets lá. O IG.

Eles não conseguem apontar. Porque não tem o dono. É incrível. Ele sabe, lembra? Até que o Ciro chega e defende o cara. Aí você fala, mas por quê? Como você chegou no Ciro? A minha questão é como você chegou aí? Porque é muitos tentáculos.

eu vou vou ser exatamente o que você acabou de me criticar aqui agora me criticar não mas criticar nosso campo que vai ser extremamente focotinho né nada existe ninguém é o dono e a gente tá se fodendo é um panote é um panote que dificultou total e aí tem uma questão que é

é tão eficiente o sistema de distribuição é tão consolidada a marca e aí tem uma questão de relação das pessoas com essas marcas de fofoca que é, essas pessoas falam a minha linguagem, elas acompanham o que eu acompanho, que é a Virginia eu acompanho o Carlysmail, tem uma questão, e quando eu trabalhava com isso pra mim era muito valoroso também que é

O Rancho do Maio vai estar lá. O negócio da Virginia vai estar lá. Eu vou abrir e vai estar tudo lá. É realmente um noticiário. Sim. Porque é difícil acompanhar tudo. Então eles centralizam. Eles vão ter os valores religiosos que eu compartilho. Porque eles fazem uma vez por dia um post de oração. Outros... Tem uma série de valores. No... Tem uma série de camadas pra você soltar um post político ali.

E aí, você conseguir, assim, pagou, o Banco Master pagou, é um escândalo, então não sei o que lá. Mas pensando no meu lado de produtor de conteúdo, você conseguir engajar com uma crítica a diretoria do Banco Central em favor de um banco, cara, isso não é fácil. Tipo, você tem que estar no nível de consolidação de marca, que é muito grande. E aí nisso, você chega no Banco Master patrocinando, e aí tem uma parada muito louca que é, o escândalo Master, ele não é compreensível.

Se você for parar, você que tá indo em casa, se você for parar pra pegar e precisar um pouco, você vai entender que é crime ser banqueiro. Porque se você não entende muito da filigrana jurídica ali do sistema financeiro, você fala, cara, ele só foi um banqueiro normal. Ele não tinha grana, aí ele pegou, convenceu uma galera a dar dinheiro pra ele, ele começou a ter excesso de dinheiro, isso é banco, né? Qual que é o crime aqui? Eu até acho que tinha que ser crime ser banqueiro, mas...

Aí é com o Brasil pra resolver Mas aí você fazer um ponto de afundar o máximo Você conseguir engajar com ele, você conseguir pautar o debate A partir dele E aí

você vai chegar em outro patamar. Porque você sai da página de fofoca e você vai pros sufoqueiros empresários. Que são pessoas que se consolidaram na televisão. E aí eu estou aqui supostamente falando de um suposto Naudias e de um suposto Luiz Bat. Tá. Que tem agora seus próprios sites, seus próprios portais. Você entra na página de Instagram dessa galera, que eu não acompanhava muito. Milhões de seguidores e o cara lá fazendo...

dando notícia o dia inteiro. Cara, uma bet patrocina o Léo Dias pra dar notas de futebol. E ele dá exclusivas de futebol. Fulano está traindo sua namorada, blá, blá, blá. Esse é o patrocínio que ele fechou com essa suposta marca de bet. Então... É... Que é toda a focatura desde o início, né? Que é toda a focatura desde o início. Tá, mas eu tenho uma... Você é fã do Léo Dias? Não, eu tenho uma completa discordância de você, mas eu acho que

É um pouco mais... Talvez seja meu esquerdismo nesse caso, mas assim... Eu acho que é um pouco mais complexo, assim, tipo... Que bom, que eu tô real. Eu não acho... Eu não acho que a façanha é viralizar o Banco Master. Tá. Porque não é qualquer coisa o Banco Master que viraliza. Na verdade, esse é um caso bem interessante de buscar...

um brócolis com um brócolis com um pozinho de Doritos. Que é, por exemplo, Alexandre de Moraes, não sei o que lá, com dinheiro do não sei o que. É o Toff, enfim. E por outro lado, eu tenho um cara que frequenta a minha igreja.

Porque tem isso, né? Ele tem uma questão... O Master tem uma vocação religiosa também. Então, ah, esse cara é da igreja e ele é um banqueiro e está sendo perseguido pelo sistema, que é o Alexandre de Moraes. Então, porque eu acho assim, eu acho que esse caso é... Gente, esse caso do Master no Zut, que é o que está tomando a nossa vida pelos últimos o quê? Seis meses? Cinco meses? Mais ou menos? É mesmo, não. Esse caso do Master...

Não, mas a vida do noticiário no país, não. Mas esse caso do Master, esse caso, a gente vai... Ele tem mil achados sensacionais dos últimos anos. Então, por exemplo, pensa bem.

olha como é que esse negócio é muito louco e olha como fofoca, porque assim, fofoca é fofoca né, o Alexandre de Moraes virou uma celebridade, o Toffoli você vê que o Toffoli não é tão sexy ele não é sexy de novo, mas enfim

não vou dizer minhas opiniões sobre vossas excelências o Alexandre de Moraes virou um personagem absolutamente indiscutível odeia, ama, sei lá acha que ele foi ele foi irrelevante para os dois campos mesmo a gente da esquerda falando tá, a gente sabe que ele não é do nosso campo mas ele está sendo útil para a gente em algum momento ele não gosta do Bolsonaro então você vê como funciona a fofoa porque se você pegar esse caso é assim

Para todos, não estou dizendo que é certo ou errado. Aliás, não. Para mim... Você só está dizendo que supostamente. Não, não, não. Para mim deveria ser antiético, parente de juiz, ficar fazendo negociação desse tipo e tal, não sei o que. Não é ilegal, mas enfim, para mim deveria ter uma discussão muito mais decente. Para mim não tinha nem ser antiético, só ser proibido mesmo. Mas...

Gente, o caso não é esse, concorda comigo? O caso não é a mulher do Alexandre de Moraes ter feito um... É um caso, na melhor das hipóteses, lateral. Até que se prove que ele fez alguma coisa, que ele pressionou alguém, é um caso lateral.

enquanto você tá falando e olha a beleza da da cortina de fumaça não se fala no governador do Distrito Federal não se fala em personagens que deviam estar no cara do Banco Central lá do Campos Neto claro que tem gente fazendo pergunta e falando, mas é assim, é um găsaă

desaparece o assunto não se fala nesses personagens os personagens estão absolutamente encobertos por nuvens de fumaça então assim, tipo e aí é o meu ponto se você não entender isso

e aí assim, de novo, não tô dizendo até porque não é mentira o fato é que a mulher dele fechou o contrato a mulher dele fechou o contrato lá mas é que assim, se você der um passo atrás, e isso foi uma das primeiras coisas que me chamou atenção quando o caso estourou, foi assim você olha pro histórico dele um ótimo exemplo, o ICL nesse caso faz uma corretora muito boa no primeiro dia em que a coisa começou a pegar fogo uma das coisas muito legais que eu acho que que eu acho que é um passo

que conta muito a favor da cobertura que o Sérgio faz, que é super partidária, mas eles são muito sérios com as informações que eles dão. Ou o Sérgio, negócios.br. Super, super. Até porque tem um cara legal que a gente conhece, que é o Demore. O Demore é legal. Mas assim...

Eu acho que tem um momento ali no primeiro dia que eles mesmo estavam conversando e eles falavam assim, não, os caras... Peraí, olha aqui, o Mantega fez consultoria pra ele, o Lewandowski fez consultoria pra ele. Eles literalmente, eles pegaram o...

fizeram uma lista e eles atacaram em todas as frentes, todo mundo inclusive o Lodias fizeram jornalismo? e aí eu acho assim, seja lá quem foi o estrategista, o assessor lá do Vorcaro e de quem mais lá manda no Vorcaro, sei lá como for eles tiveram eles montaram uma estratégia muito bem colocada de fazer o seguinte cara a gente ser exposto é ruim pra todo mundo é ruim pra todo mundo

Todo mundo vai ter o seu nome colocado na lama, mesmo que não tenha nada a ver com a história. Eu contratei todo mundo, entendeu? Então, assim, tem uma execução aqui muito bem pensada. Claro que depois, quando a coisa pegou fogo...

Aí você joga teu cuidado pro saco e vai começar a fazer o que eles fizeram. Que é tipo assim, saíram falando com todo mundo, vou, tô te dando uma grana aqui. Era dinheiro pesado, desproporcional ao tamanho desses blogs, desses influenciadores. Aí, claro, eles foram dar o azar de bater nos influenciadores lá que abriram a boca e divulgaram e tal, não sei o quê. Então, assim, eles...

mas de um jeito todo eles conseguiram não necessariamente foram eles só mas assim, essa nuvem de entidades que estão alinhadas de alguma maneira conseguiu até aqui pelo menos jogar uma cortina de fumaça gigantesca mas aí não, porque a questão é vai explodir o caso Banco Master

E aí, eu cato meus milhõezinhos e aí, supostamente, porque ele entregou lá o imposto de renda e tá lá. Eu jogo no Luiz Bart, eu jogo no Léo Dias, eu jogo no Alfinetei. E aí, o que acontece é, pro grande público, eu consigo entregar uma mensagem muito simples que é, tem um empresário crente.

bem a pessoa, não é meu tipo, mas a gente caixa ele bonito sendo perseguido é tipo, cara, estão fechando uma empresa e a culpa é mais ou menos do Lula a galera tem aquilo, sabe? seis da manhã, indo pro trabalho ah, e tal, o Lula cantou de novo, então o Lula é bandido, tá ótimo aí eu fechei meu ouvido pro Banco Master porque eu já sei que a culpa é do Lula então essa é a efetividade da mensagem simples e a mensagem emocional

Porque é, está atacando os seus valores. Você acredita em empreendedorismo? Eu falei um monte de coisa e você me destruiu em dois segundos. Não, estou falando que é assim, exato. Esse bagulho está crescendo. E aí foram muito habilidosos, falaram assim, esse negócio vai estourar feio. Eu não posso deixar isso pegar na população de uma forma que a proposta preste atenção. Então eu já vou dar a solução para a galera. Falar, gente, vai chegar um negócio aí, daqui dois dias no Jornal Nacional, quando você ouvir, não esquece. A culpa é do Lula, o empresário era bacana e o cara é da igreja.

Fique em paz. Como a gente aproveitou pouco, porque assim, a quebra na Matrix, pra mim, foi justamente o escândalo do PPT, da Globo News. Porque foi esse momento que você fala assim, cara, aqui tá ridículo num nível que, óbvio, a gente sabe que a audiência da Globo News é pequena, né? Não é o Jornal Nacional. Mas assim, cara, eu achei que a gente perdeu essa puta chance.

Os veículos de mídia da esquerda souberam usar muito bem, o CR, enfim. Mas o governo mesmo, assim, cara, era o momento do Lula chegar e pedir pro Jornal Nacional dar uma retratação. Deixa o Lula quietinho lá. Não, mas sabe, quando você entende que você fala assim, cara, era um outro nível, era um outro nível de discussão, e que você fala assim, cara, volto pro meu ponto, assim, tipo, cara, a gente não bate com a mesma força. E foi o primeiro momento que teve uma...

dura de falar assim, cara, agora a gente consegue conversar com o pobre ficcional que eles amam, que tá vendo o celular rapidinho, que porra, tá preocupado com coisas muito mais relevantes na vida da pessoa naquele momento, com as necessidades dela, chega e fala assim

Esse PPT tá errado. É meio maluco. Ó, tá faltando um tal em tua pessoa. Ou, tipo, porra, botar um... Ah, mas a errata nunca chega nesse ponto, né? Não, mas eu acho que é. Porque não é errata. É um escândalo maior, né? Mas não é errata. Então, eu digo assim, não é errata. Você cria, dentro dessa lógica que a gente tá falando, de fofoca, de treta... Calma aí. Agora eu quero saber isso. Por que que a Sadie tá apanhando?

por que que estão botando essa moça bonita aqui apanhando? Por que que eles estão fazendo eu quero ver todas as capas de Youtube era só de ir com uma carinha assim brava, e você falou assim, cara, é a primeira vez que a gente tem isso, e a gente aproveitou entrar nessa narrativa de fofoca de bem contra o mal mas um ícone tão controverso que é a Globo que a esquerda e a direita, em teoria o odeia pois é, mas eu acho eu acho que eu acho que assim, eu posso ir uma Globo que eu já é com ela

É incomum até o Lula, desde que ele se tornou presidente, de 2000 para 2002, é incomum o Lula criar confusão com esse tipo de coisa. Sim. Eu acho que até assim, ele fez pouco barulho com toda certeza, mas ele fez uma coisa que ele geralmente não faz. Ele falou publicamente, reclamou e tal. É incomum. Lembra o tempo para falar? Não, claro, claro.

Mas eu acho até o seguinte, mas eu acho que ele falou mais porque esse ano é no eleitoral, e aí tem que tirar um pouco da jornada, do que qualquer outra coisa. Porque se fosse um ano e pouco atrás, ele teria ignorado completamente. Eu entendo que pra maioria dos escândalos, a melhor coisa é realmente deixar passar. Eu entendo o que essa é saída. Casa, comida e vou pra lavada. Eu queria o seguinte, pra gente caminhar aqui pros finalmentos. Já? A gente nem começou a focar ainda.

Vamos falar da Fafor Biruta? Que é o seguinte... Mas é um povo que eu tenho, tá? Mas diga aí. Se tem um jeito da gente disputar esse espaço de maneira saudável, porque é isso, fica sempre nessa briga, vamos fazer igual, é isso? É melhor que você quer ser saudável, meu amigo. E pensando que é o seguinte, tá chegando a eleição aí, né? Então, como que a gente...

Vou usar que palavra que eu posso usar. Não é controla, é regula. Esse tipo de coisa sem cair na censura, né? Porque ao mesmo tempo, cara, o choqueio, o alfineteio, sei lá, o aguei, qual que for. Tá dando lá a notícia, né? Então, eles têm o direito de dar a notícia que eles quiserem. Esse dia eu fiz uma apresentação num fórum de uma situação.

E aí, que é a coisa que a gente faz no brief, né? Ficar vendo problemas... Problemas. Na política nacional. E aí as pessoas viraram e falaram assim, tá, mas qual que é o crime que tá aqui? O que a gente tem que denunciar? Aí eu falei, olha, realmente o que eu tô apontando aqui, na letra da lei, não tem crime nenhum. E eu tô falando de modo operando da extrema-direita, não sei o que lá. Não tem, necessariamente não tem crime. Só que se isso aqui gera uma simetria muito grande e que não pode ser transposta...

Então tem algo aqui que devia ser crime. Então a gente vai sentar, desenhar e entender qual que é o problema nessa questão. A gente tem que entender essa parte. Então falando nessa questão de regulação de controle e tal. Porque não dá pra falar, vamos proibir o perfil de fofoca de falas políticas. É isso, exatamente. Esse é o ponto que eu quero chegar.

assim, eu quero que na verdade as pessoas vejam um post sobre o o Tarcísio, é isso? Fala, mano, isso aqui tá estranho não siga, essa página eu não sigo pra isso e que muita gente, inclusive, tem essa parada, mas é eu acho que a gente tem que ter você viu a listinha dos influenciadores lá que o que recebeu dinheiro do Gov é o mesmo ponto de eles podem aí

uma acusação de essa galera sendo comprada, entendeu? A simetria é ridícula. Uma galera que perde contrato pra fazer coisa pro governo. São pessoas que geralmente são pessoas que... É que não adianta a gente fazer esse juízo. É que é fita as claras. Fazer esse juízo do que é, porque no fim das contas, quem olhar aquilo vai...

toda a mesma coisa, tá lá, tá recebendo dinheiro por isso que é mamar tá mamando as citas do governo, né isso que vai acontecer no fim das contas então não adianta, ah, isso aqui pode, isso aqui não pode

Eu concordo com o Thiago no sentido que, assim, cara, não tem jeito. A luta é regulamentação séria, rápida, urgente. Quase a gente fala, a luta é armada. Não, não é. E assim, eu vendo o exemplo, eu sei que não se aplica a gente, porque aqui, enfim, tem um lobby, você tem que comprar o Centrão e tal, mas vendo assim, cara, é isso, a China só chegou e falou, gente...

Parou de TikToker maluco chegar e falar sobre energia atômica se você não estudou essa bosta. Proibido. Tem que ter um negócio de... Você tem que ser especialista naquele assunto pra falar daquele assunto. A gente viu nesse caso, por isso que pra mim o PPT é tão emblemático, assim, cara...

A Globo é um canal, né? Estruturado. Você não pode fazer isso. Não pode fazer. A pessoa tem que chegar e pedir desculpa. Porque você sabe aonde você vai cobrar. A pessoa, né? Tipo, tem, enfim, tem uma história. A gente tinha que fazer isso com todas as plataformas. Responsabilizado de verdade. Só que eu entendo. Voltamos àquele lugar. Tá bom, gênio. E aí? Você vai comprar o caro pra votar na lei que regulariza, blá, blá, blá.

Sabe, eu acho que assim, tem que ser pressão popular mesmo, sabe? Tipo, não vai ser mais pra essa via normal, tinha que ser pressão popular. E aí que eu acho que realmente as esquerdas, não quero ser o Mano Brau versão 2.0, mas assim... Que nem ele gosta do que você vai falar, hein? Justamente, mas assim, cara, a gente tem que ter algum caminho...

pra falar com as pessoas de verdade, assim, porque as pessoas entendem. E às vezes é isso. Volto a dizer, o ser humano é muito complexo. A gente fica fazendo essa imagem do conservador, do não sei o que, o cara é isso. O conservador é nós, mas também querendo conservar as coisas. Quem quer mudar as coisas é a direita. E eu digo mais nesse sentido que, às vezes, a pessoa não concorda. A maioria das pessoas, mesmo esse conservador hipotético que a gente fica criando...

ele não concorda em tudo. Ele não compra o pacote bolsonarista inteiro. E a mesma coisa que o lulista não compra o pacote lulista inteiro. E aí eu fico assim, cara, vamos juntar essas pessoas em causas específicas, que foi a coisa do Felca. Você fala assim, cara, é isso. O Felca conseguiu achar uma coisa que, assim, é realmente... Exato. Ninguém bate no pé e fala, sou muito a favor do abuso de criança. Aí que tá o ponto do que você me perguntou, que é...

Eu tenho a infelicidade na minha vida de Deus me amar muito e eu trabalho com política progressista já mais de 10 anos e às vezes faço falas. Me chamem pra fazer falas que eu adoro falar. E aí eu sempre falo, porque é sempre isso. Como é que eu domino? Gente, você não vai dominar. Porque quando a gente conseguir chegar num esquema que funcione...

Os Tech Bros vão mudar as regras da minha sucesso porque isso aconteceu ano passado, tá? A gente começou a pegar o jogo de que, velho? Vamos pegar curadoria. Então, ou seja, vamos começar a pegar vídeo que tá funcionando, replicar e botar a mensagem política ali no meio e tal, não sei o que lá. Tá funcionando. Aí veio o Instagram. Nossa, gente, a gente acordou aqui e decidiu mudar a diretriz. Agora a curadoria não funciona mais porque a gente quer conteúdo original.

Conteúdo original é conteúdo de A, né? Na verdade. Então, toda vez que a gente entender a regra, eles vão mudar a regra.

existe uma uma sacanagem pra ser feita e tudo bem porque a direita fez essa sacanagem pro lado deles que foi por exemplo que rolou no passado com a PEC da bandidagem isso aqui é flagrantemente um absurdo se eu conseguir explicar bem e rápido que isso aqui é um absurdo eu vou conseguir mobilizar as pessoas pra fazer uma outra coisa que não seja ficar

sentado no sofá fazendo assim. Vídeo do Felca foi isso. As pessoas já se mobilizaram na internet, mas numa perspectiva de, cara, eu não... Meu Deus, ó! Eu só posso falar disso o tempo inteiro, eu só penso nisso e tal, tal, tal, tal, tal, tal. São rachaduras que a gente consegue entrar, porque a ideia de que um dia a gente vai jogar de igual pra igual, uma dúvida que vai surgir nas pessoas, a gente tá falando de vídeos de desgraça e tal, ah, então por que as páginas progressistas não fazem isso?

Eu sou de laboratório de comunicação, então a gente testou fazer isso um tempo. E realmente o nosso engajamento é lá pra cima, só que a gente tava empurrando a galera pra direita. Por mais que a gente tivesse na edição, no corte, falando, cara, tem política pública, Maria da Penha, tá não sei o que lá. Morte pro bandido!

A gente perde essas pessoas. Então não adianta jogar o mesmo jogo nunca. Nunca não, na verdade, desculpa. De vez em quando adianta pra você hackear pra fazer outra coisa. Só no curto prazo, né? É, e aí tem uma coisa aqui também. Geralmente no curto prazo. Quando a gente tem esse debate... Você vai ser jogado por uma contradição muito grande. Exato. Em algum momento você vai ser. É isso, né? A gente quer que... É o que eu tô falando.

A gente queria uma disputa no mesmo nível. Mas você entende que tem coisas que, assim... Eu não quero matar o outro porque eu não acredito em matar a outra pessoa. Supostamente. Supostamente.

Não, e tem uma coisa que quando a gente vem nesses debates Fala de esquerda e direita, parece que a esquerda não existe Que o progressismo não existe E não é isso, tipo, a gente teve recentemente O caso do Messias no STF Depois que ele foi reprovado Gerou-se 44 milhões De menções positivas ao Jorge Messias Na internet, ninguém conhecia esse cara Até ontem

De repente, um cã progressista acordou e ele é o filho do progressismo do Brasil agora. Você até descobriu que ele não era o Bessiz, ele era o Messias. Exato. Perfeitamente. Então, tem uma coisa de que tem certas fagulhas que fazem a gente acordar e aí a gente tem que se aproveitar dessas fagulhas. Eu, no briefing, tento mostrar pra vocês o que são as fagulhas.

As pessoas se sentem sozinhas, elas se sentem sem instrumentos pra tomar as próprias decisões. E se a gente falar, cara, você já conhece o mundo e você sabe tomar sua decisão sozinha, você não precisa acreditar no que essa página tá falando, você pode só absorver a notícia e não o posicionamento, é um caminho. E eu tô falando de educação midiática, corpo a corpo.

Tem várias formas de fazer isso. Regulação, cara, a gente nunca vai conseguir regular. Porque a gente vai regular um esquema e eles vão conseguir outro no dia seguinte. É importante. É o clássico alvo móvel. É. Eu não sei. A gente não consegue, mas a Europa consegue. Consegue, mas é que também é isso, né? Você coloca os caras pra sentar. É, mas a Olimpem tá lá deitando e rolando, entendeu? O que adianta você conseguir regular e o sacista tá ganhando?

Entendeu? Tipo, porque eles conseguiram outro jogo. É, mas não exatamente nas redes, né? Lá é um pouco diferente. Então, mas é isso. Não nas redes, mas eles conseguem ir pra outro lugar, entendeu? É, mas eu digo assim, justamente, eles não deixaram as redes virarem a principal força. Se o meu objetivo é o fascista não ganhar, dane-se as redes, entendeu? Quem não vai ser na rede vai ser em outro lugar. Então, a gente tem que ter um pouco dessa parada de que, velho, no fim das contas, não que o objetivo do mundo seja eleição, mas eleição é 50 mais 1.

O que é importante também a gente entender é que essa galera que tá muito lunática, com chapéu de corno na cabeça, falando que o diretor do Banco Central tá entregando pizza na casa das pessoas, deixa essa pessoa lá, porque ela tá lá, foi embora. A maioria da população não foi. Ela só tá...

Não, a maioria nem se importa. Exato. E aí é isso. Não tá assistindo Globo News. Então, que informação eu consigo levar pra ela? Ou da informação que ela consome? Que consigo trazer? Que consigo ir nos comentários? Lembra que a gente falou, pare de comentários, ver comentários? Agora é hora de voltar pros comentários. Porque a guerra que acontece lá é incrível. Porque se você tem... O diretor da Cuid, o Ricardo, deu esse insight esses dias.

Que é óbvio, mas enfim. O insight bom é um insight óbvio. Se você entrar num post...

E aí, sei lá, falando que o Merigo é o maior, o rei do crossfit. Claro. E aí tem 10 pessoas nos comentários falando que você é frango. Todo mundo vai achar que o Merigo é frango. Eu vou ter que entrar lá e... Exato. E aí você chama a sua esposa e você chama seus filhos. Vem aqui. Eu vou lá falar que você não é frango. Equilibrou, a pessoa vai ser, porra, agora eu vou ter que tomar a minha opinião. Desequilibrou pra um lado, eu tô mais tendendo, entendeu?

Então tem uma disputa que pode ser feita. Todo mundo tá perguntando o que pode ser feito? Vá nos comentários.

E vamos fazer coisinhas que sejam possíveis de fazer. Mas tentar desbancar um sistema com dinheiro, a gente não tem dinheiro. A gente não vai vencer o dinheiro. Mas a gente vai vencer de outra forma. Tá bom. A gente não acabou de vencer em 22? Aí sim. É, tem caminhos, entendeu? É isso que eu tô falando. Não tente ganhar tudo. Então é isso, gente.

Fiquem de olho que esse ano vai pegar, voltaremos ao tema, viu? Vamos! Porque vai ter motivo. Ai, que eu não tenho. Não, e é muito legal, gente. Muito legal que as páginas de fofoca viraram temas de notícia policial. Tipo, a gente falou, cara, isso aqui é um absurdo. Essa página que eu tô vendo é um absurdo, se eu posso ser absurdo. Eu queria que eles fossem presos. E eles foram presos. Por que a gente tá triste, então?

Tipo, o cara, né? Finalmente é uma história de um gay pistoleiro, né? Então é isso, entendeu? As coisas acontecem. Não é nada terra arrasada. A gente vive na democracia ainda. Supostamente. Vamos para a boa? O confronto de forças continua existindo. Vamos para a boa? Isso não existe. Vamos para a boa. Guerra não está...

E aí

Você quer começar, Ale? Você que tanto tempo não vem, deve ter algum coia boa. Eu vou falar de uma coisa completamente fora do... Não vem falar que, ai, tire férias, passe o tempo com a sua família. Esse coia boa tá vetado, viu? Acabou. Tem esse coia boa real. Quando eu era moleque, e isso faz muito tempo, infelizmente, mas eu gostava muito de história e quadrinhos de per-herói, Mônica, né? Mas tinha uma coisa que eu amava especialmente.

Quadrinhos de terror. Tá. Quadrinhos de terror. E eu vivi, assim, eu cresci nos anos 70, meus irmãos mais velhos compravam esses quadrinhos, eram a Cripta, Spectro e o Caramba 4. Então eu lembro de alguns deles e eu nunca mais os vi, porque eu não tive eles. E aí eu até tive contato com alguns e tal, não sei o quê. E aí...

alguns meses atrás eu comecei a encontrar eles porque a Devi lançou alguns e a Mythos lançou também, então acontece o seguinte essas editoras, elas estão lançando o acervo de duas revistas maravilhosas que foram publicadas no Brasil nessas revistas Crypto, Espectro e tal, não sei o que que é a Creepy A E aí

que provavelmente é de onde eles trouxeram o nome Cripta, quando a portuguesaram, que é maravilhoso, que é sensacional, é a Creepy e a Eerie, né? E essas revistas, o material dela está saindo no Brasil de duas maneiras. A Devi está lançando coletâneas temáticas. Então tem Steve Ditko, que é o cara que criou Homem-Aranha.

junto com o Stan Lee. Parece o nome dele nos créditos. Mas que também escreveu um monte de histórias. Ele não era um terror, mas era uma história de terror também. Tem o Alex Toff, baita ilustrador também, especialista, monstro. Bernie Wrightson.

outro ilustrador também da Marvel da DC que fez Monstro do Pântano e não sei o que lá maravilhoso, assim, eles lançaram temáticos com esses autores, histórias reunidas da Eerie e da Creepy com esses autores, inclusive algumas são coloridas com cores especiais e tal então assim, minha sugestão pra você quer fugir desse negócio? quer fugir dessa dor? parece, tá parecendo bem que o mundo tá muito assustador, né? você quer relaxar?

Vai ler terror, né? Vai ler terror, minha gente. E é como se você tivesse um além da imaginação debaixo do seu braço, de boa qualidade, porque muita coisa é legal mesmo. Então tem, procura. Você bota assim, Creepy Apresenta, é o nome dos livros, e aí tem um monte de autores. Tem o Alex Toff, tem Bernie Wright, tem Steve Ditko, são os que eu tenho, tem mais um que eu tenho, não estou lembrando agora.

E a Mythos lançou o Creepy Omnibus. Que é o quê? O que não é esses temáticos específicos. São várias histórias. Vários volumes reunidos. Várias histórias diferentes. Inclusive, eventualmente, você vai até encontrar uma história ou outra de um desses autores. Mas está lá reunido de uma forma mais... É Creepy com Y no final. É Creepy. Creepy. Eu recomendo S e S.

enfim, os temáticos estão na casa acho que o do Alex Toff que é um pouco maior é um pouco mais caro mas a gente no geral estão menos de 80 reais a gente ganha milhões fazendo podcast preço pra nós não é problema

O Creepy da Mythos tá mais caro, porque ele é um pouco mais grosso. Tá um cento e... Você se encontra por uns 120, 130 reais. Mas ele é mais... Você vai ficar lendo um tempinho. Você vai realmente curtir. Então são super clássicos. Essa fase... Essa fase dos quadrinhos de terror dos americanos é muito boa. Ela foi... Ela foi tão bem sucedida durante um tempo que ela... Antes, na EC Comics e tal, ela foi exatamente...

foram esses quadrinhos que foram dizimados pela aquela fase ultra reace conservadora comissão do senado e tal não sei o que, macartismo estou botando na minha lista, quer dizer, comentou quem é o Alex quem mais? Alex Toff é o primeiro que aparece Alex Toffoli, é o filho do dia

Qual é mais legal pra começar? Boa Trágica é muito bom. Fala um. Tem uns seis... Tô botando na minha lista. Seis volumes já, por aí. Procurem que é incrível. E você que é um pai responsável, ao contrário do meu, que bateu as botas? Criança, adolescente, o que você acha? Ah, já vou dar pro Benjamin isso aqui.

O Benjamin é paciente. Pra fazer 14. Mas aquele menino tem um crânio. Ele é do futuro. Não, mas gente, olha só. Não é boa. Não é nada fora de ser. É livro, é livro. Não é inadequado. Não é nada super profano. É super sexualizado. Não é. É americano. Não faz nada disso. É que eles eram tão carola que eles achavam isso aí.

É uma grande coisa. É uma grande coisa. Não tem nada. É claro, vai ter sangue, vai ter assassinato. Mas não é nem assim. Se essa molecada assiste um filme de gore aí qualquer, tem muito mais sangue do que jamais vai ter num quadrinho desse. Não se preocupem com isso. Mas ele vai mandar o teu filho de sete anos, oito anos, pegar esse negócio. Porque vai assustar. Bódica. Já botei tudo na minha lista aqui. Ah, Richard Corbin também. Tem, tem aqui. Apareceu aqui. Esse é o mais caro, é o mais grosso.

Esse é 170 pila. Esse é o mais caro. Mas tem histórias coloridas também. Com a cor original dele. A cor é mais caro. Gente, ó. Pra imprimir. Filé. Vão atrás que é incrível. Boa. Ó, eu vou dar um coibou aqui. Tem um pouquinho a ver com o nosso tema de hoje. Que é um documentário que eu assisti. Que está na Netflix. Eu achei que ia ser indicado ao Oscar e tal. Ignoraram. Que é o Cover Up.

que é aqui na Netflix Brazuca, está Seymour Harsh em busca da verdade, que é a história do jornalista investigativo, do Seymour Harsh, que foi uma das figuras mais influentes e controversas do jornalismo político americano. Ele deu grandes furos na carreira dele, como aquela reportagem da guerra do Vietnã, do massacre de Milai e dos abusos de Abu Ghraib também. Foi tudo, comprou briga com o governo americano. E o documentário vai discutir, vai mostrar essa...

competência dele em ir atrás dessas reportagens, em abalar as estruturas lá dos Estados Unidos. E vai discutir também o que é verdade num princípio de guerra de informação de todos os lados. E também vai tratar de erros, de como ele também, sei lá, confiou numa fonte só para fazer uma reportagem.

aí descobriram que estava errado e de como que ele lidou com tudo isso enfim, pra quem é o cracudo do jornalismo da informação, da política acho que é um dos melhores documentários que eu vi de trazer um cara que é

falho, ranzinza, mas ao mesmo tempo tem aquele lance que eu adoro, que é o a pornografia da competência, sabe? Você vê um cara que trabalha muito bem, conseguindo investigar alguma história cabeluda como essa. É dirigido pela

Laura Portras que fez aquele documentário Citizen Four sabe do Edward Snowden esse vem ao Oscar e ela tem aquele outro com o Glenn né amiga do Glenn tem cada vez menos então assista na Netflix Cover Up ou Say More Harsh em Busca da Verdade tá bom?

Eu vou fazer, eu tenho só dois Um é só uma lembrança que eu tive agora Você falando, eu ainda não peguei o meu Ainda tenho que comprar Mas queria lembrar, no mundo de quadrinhos E de resgate de coisas clássicas A Darkside Lançou a coletânea It Ball, do Daniel Clovis

Todo mundo que gostou de quadrinhos Mais alternativo, americano Enfim, a galera que gostava das bandas indie Eu acho que é muito legal E é uma puta edição bonita Um tijolaço Eu comprei, é tão linda Eu comprei semana passada Eu não abri ainda, a gente tá plastificada Porque eu não consegui parar ainda Eu viajei na outra semana e tal Eu quero ter aquele momento que eu vou parar agora com calma Fim de semana agora eu vou fazer isso, eu vou abrir calmamente Fazer o meu unboxing pessoal E aí

Eu comprei. E eles botaram os 23, né? São, eu quero um gibis, acho que 23 volumes, né? Isso é genial. Enfim. Coisa linda. Mas a outra dica que eu quero dar tem a ver um pouco com ó, vou juntar dois braincasts agora, hein? Se liga, isso é genial, ó. Prósover. Tem um jornalista argentino

que fica lá no Twitter, chama Federico, não bota um R, é Federico Martínez Penha. O perfil dele é F. Martínez Pena. Ele teve uma ideia que eu fiquei com muita inveja. Eu poderia fazer, mas eu não tive ideia. E ele executou muito bem. Ele fez um álbum de figurinhas do Mundial.

Só que ela é de música. Ele foi lá, pegou cinco álbuns de cada país e ele tá publicando isso de acordo com os grupos. Então no grupo A, ele foi lá no México, aí ele cola cinco figurinhas que são as capas dos discos que você tem que ouvir. Que representa a seleção do México. Aí ele vai, África do Sul. Aí vai botar a mínima aqui. Ele já votou. Ana Castela ao vivo. Eu tô te dando a letra. Menos é mais.

MC Cabelinho Oruan Vai se não foi Então, ó Acho que você vai ficar um pouco triste Do Brasil, ele botou O Sepultura, o Roots Que realmente, desculpa Desculpa ali Esse disco é maravilhoso, indefectível

botou um do Antônio Scala Jobim o Stone Flower que eu não acho melhor do cara mas enfim, botou a Cattola mas é muito legal é um pichinho eu tô discutindo nem qualidade porque afinal de contas é o que bate lá

Vossa Excelência não sabe que o tipo velho? Não, não é isso, não. Não, é que eu não tô dizendo que isso que é assim, ai, que saco, não, não dá. É que é meio um clichê pra estrangeiros. Se fosse americano, então, né? Tipo, sei lá, americano mais velho. Mas eu achei ele bem tosado. Eu botou Cartano Veloso, o disco de 67.

Mas botou o disco Pajubá, da linha da quebrada. Porra! Achei surpreendente. É um escasso, tá, gente? Interessantíssimo. E achei foda. Mas é muito legal, cara. E eu fui seguindo alguns países, tipo Marrocos.

Eu uso alguma coisa do Marrocos, mas é muito legal você ver essa perspectiva. Do México, ele botou uns artistas novos, eu sempre falei, caralho, calma aí. Tem vários que eu conhecia e tal, e de repente tem o moleque do trap, e ele fala, pô, mas é bom mesmo. Então eu achei genial, muito legal, tá muito divertido acompanhar.

Vou repetir pra vocês o perfil do Federico. F. Martínez com Z. Pena com dois N's. Ele escreve pra Rolling Stones da Argentina. Enfim, ele tem vídeo, tem YouTube. Mas fica fácil também. Eu tô seguindo ele no Twitter, mas no Instagram ele também é presente. Fala, comenta. Só que o que tá sendo mais divertido? Lê os comentários. Exato, porque ninguém concorda. Não, não.

porque aí ninguém concorda, todo mundo falando disso maior, melhor, falando esse cara não representa o México e cara, tá maravilhoso já peguei várias dicas boas já ouvi muito disco bom fazer um time de futebol, fazer 11, vai é, imagina o inferno imagina o inferno eu acho que ele fez genial no 5 porque eu consegui ouvir do primeiro grupo, eu ouvi todos os dias se faltasse 11, eu nem ouvi você não vai fazer seminalmente não vai fazer o esquema

Foi muito legal. Muito legal que a Copa tá chegando, né? Eu adoro, eu adoro. Meu primeiro, você tem outro?

Não, só isso mesmo. Meu primeiro cor é a boa, a Copa do Mundo tá chegando. Claro. Meu segundo... Isso aí. Você ficou com o show da Shakira que eu estive lá. Já foi, mas vocês podem ver na Globo Pay o reprise. Você esteve lá? Cara, eu vivo a história, né? Onde tem história, eu tô jovem. Tô percebendo. Cara, eu fui e fui com a família. Foi muito legal, assim, porque... Meu irmão de 14 anos, que é roqueiro, ficou maluco que ela tá tocando guitarra.

E ele começou a me explicar as notas que ela tá tocando. E tinha duas mil pessoas, né? Então eu não podia prestar atenção nisso.

Minha mãe, que não aguentava ficar de pé, comprou o camarote. Que tava vendendo camarote. Que era o quê? Banquinho de plástico ou saquinho de madeira. Por 50 reais, ela comprou um. Que ela ficava sentadinha e tal. Mas ficou batendo leque até o final. Que bonitinho. Assim, meu irmão. Que eu tenho um conhecimento de Shakira que eu jamais imaginei. Eu não sei de onde veio. Enfim, foi uma experiência...

Algo de inacreditável. Um beijo pra ela. Mas eu seria primeiro fazer o alto jabá, né? A gente falou tanto aqui do Projeto Brief e tal. Por favor. Quem quiser dar uma olhada no substrato desse estudo todo, desse mergulho todo que a Carol Luke fez, lá na newsletter do Projeto Brief, projetobrief.substack.com.

é a edição substrato no substante no substec caramba eu sou um poeta se eu vou parar pra ver eu até achei que ele fosse falar do substante letras de macarrão fazem poetas concretas mesmo já diria assim com o Bork a edição é fofoca fake news em um maior palco do país então ela meio que contando essa história dessa sensação não de uma sensação mas de como a página de fofoca ganhou de fato o protagonismo no debate político do país e isso antes de elas entrarem na página policial que eu acho o capítulo mais genial dessa história toda

então foi em janeiro de 2026 tá lá o sub stack do Brief aberto pra todo mundo edições semanais, quinta-feira se inscrevam vou botar o link na descrição pra bote, bote, bote até porque a gente tá toda hora aqui citando acho que é legal pra galera ter acesso mas eu seria um mau caráter uma pessoa sem escrúpulos se eu guardasse pra mim, se eu não viesse aqui dizer sobre aí

Alice Kayme lançar um álbum chamado Kayme, com letra maiúscula aí, ponto final. Porque agora é o jovem. É esse negócio de letra maiúscula. É que tem uns que é tudo minúsculo. Isso. Ou a letra maiúscula, ponto final. E a Beyoncé que tá com o negócio de três atos, aí no segundo ato, tudo que é I, ela botou I dobrado, porque é o ato dois.

cada dia é uma frescura nova mas no caso dela eu acho que é uma questão de afirmar que ela é uma Caymmi e esse sobrenome é forte e ponto final porque é isso Caymmi ponto Alice e Caymmi pra quem já conhece ela é uma cantora ela é neta do Dorival Caymmi

Então tem esse detalhe. É, bom, baby. É, mas ela criou um caminho muito próprio, uma sonoridade muito própria. O que ela fez com o Ranhar dos Raios foi uma coisa muito bacana, desde o 14, assim, sonoridades incríveis e tal. E uma voz que não permite certas coisas. Tipo, ela tem que ser meio experimental, mesmo pela voz que ela tem. E aí é muito louco, porque uma pessoa que acompanha...

Em 2012, ela fez um show chamado Dorivalha, que já era ela experimentando essas pegadas que ela tem, essa pegada experimental, com o repertório Dorival Caim. E aí, quando ela falou que ia lançar o disco com o repertório Dorival, eu falei, ah, vai ser o que ela fez lá em 2012, com outras coisas que ela cantou, que ela gravou, o Sargaço Mar, que ela fez uma versão incrível e tal, não sei o quê. E uma repaginadinha ali. Cara, é muito delicioso você ver o que é um artista revisitar um universo 14 anos depois.

Porque tem uma coisa de sonoridade, de calma. Porque é uma chista que, enfim, passou 14 anos. Então ela tá mais velha. E aí ela tá mais tranquila nos arranjos. Tem muito uma pegada de reggae. Tudo uma delícia. Que é um jeito de ser baiano hoje, né? Então, nossa. Gostoso. Muito moderno, saboroso. Surpreendente. Começa a música, sabe? Mordinha pra Gabriel. Quando eu vim, parei esse mundo. Aí começa os arranjos. Fala, caralho. Vai ser isso?

Que demais, sabe? Então, nossa. Me diverti muito ouvindo. Queria muito que vocês ouvissem. Então tá muito legal.

E eu também seria um cretino se eu não desse a informação disso aqui. Tá focando produção? Se não tiver, ótimo, porque são meus dados.

tão de todos, que é um negócio que eu descobri essa semana que é, você paga 30 reais por mês e aí você tem consultas de valores de 30 a 40 reais então é como pra quem não tem plano de saúde pra quem trabalha em condições periodizadas como a maior parte da população brasileira é um jeito muito bom de você ter acesso a certas coisas que seriam mais difíceis já pesquisei aqui, tem cobertura no Brasil todo, é uma uma iniciativa mineira esse povo de Minas eu apuro a pauta né

sempre com a filotropia na ponta da língua então por favor pesquisem isso vocês que estão sem plano de saúde, vamos cuidar da nossa saúde eu fiz 30 né, e aí eu tô nessa brisa da saúde agora e é esquema de pirâmide você vai no médico, você tem 3 médicos pra ir e tá sendo da hora você vê coisas, você vê seus índices melhor e tal, então se cuidem vejam a questão de todos, ouçam a LISKM

Deem um follow em certas páginas aí que vocês estão seguindo. Às vezes tem gente fazendo isso e eu acho que tudo bem. Pega o celular da mamãe, vê lá o que a mamãe tá seguindo no Instagram. A mamãe não faz isso com você? Vai tirando, vai lá e tirando. Faz isso com ela também. A Leifel que é o contrário. Segue algumas coisas que... Fica vendo o ICL no YouTube dela. Aí aparece pra treinada no algoritmo. A gente não combinou, mas olha só. Um documentário, livro, canal de Instagram sensacional,

Em música? Não é isso. Se a gente tivesse combinado... Só pra lembrar só uma missão honrosa. Fui no show do MC dando o último.

E foi um absurdo. Se o Emicida passar pela sua cidade, você precisa encontrar ele. Tá bom. Ele já passou, ele não quer mais fazer chão, né? Ele vai fazer recital, espetáculo. Não, fez vários aqui. Fez uma sequência, três dias. É um negócio... Foi absurdo. Foi, tipo, realmente outro nível. Beijo pro Emicida aí. Muito bem. Então é isso, gente. Ficamos por aqui. Bora. Beijo. Faça fofocas. Tchau.