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Apostando na derrota: o método das bets

26 de abril de 20261h25min
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As bets viraram parte da paisagem: estão no futebol, nos influenciadores, nos festivais e no celular de milhões de brasileiros. Mas por trás da promessa de diversão e dinheiro fácil existe um sistema desenhado para manter o jogador sempre voltando. Neste episódio, Carlos Merigo, Bia Fiorotto, Hiago Vinícius e Altay de Souza discutem como a psicologia, os gatilhos emocionais e a matemática das apostas transformam a perda em modelo de negócio.
Participantes neste episódio3
L

Luiz Hygino

HostJornalista
M

Marco Melo

Host
B

Bia Fiorotto

participantJornalista
Assuntos4
  • Vício em apostasgatilhos emocionais · vício em apostas · matemática das apostas · impacto social das bets
  • Cultura das apostas no Brasilapostas em festivais · influenciadores e apostas · apostas no futebol
  • Comportamento de apostadoreslobby das casas de apostas · proibição de propaganda
  • Cultura de apostasdiferenças entre apostas e loteria · distribuição de probabilidade
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Este podcast é apresentado por

Olá, eu sou o Carlos Merigo, esse é o Braincast 630. E aí, Bia Filho, tudo bem? O meu também é, Bete.

Iago Vinícius e a Iago. Salve, salve a todos os sobrinhos de Tia Milena no Brasil e no planeta e na missão Artemis II. Muito bem, temos a Altair de Souza de volta aqui ao Braincast. Sempre que você vem, Altair, sucesso total. Sucesso de público e crítico. Emissário das más notícias. Nada a ver, no último você nos ensinou. É isso. Nesse caso eu pediria... Banque o otário que você é. Que isso.

É, ensinamentos dele. Ah, é verdade. E o tema de hoje é exatamente a gente não segue isso. Exatamente. O tema de hoje é finalmente... A Beth chegou no Braincast, né? Chegou. Eles insistiram tanto e finalmente conseguiram. O episódio anterior, você falou não, porque não é, não vale. Nunca vai ter Beth. Vai ter Beth. Beth. É isso. Chegou, pessoal. É isso, né? Você que vive no Brasil, sabe que tá mais fácil apostar do que nunca, né? Sim. Celularzinho na mão.

Tem ali um tempinho livre, qualquer pessoa pode colocar dinheiro, não tem fila, faz o pix na hora. Parece que você não tá gastando nada, né? E tá o quê? Dominando culturalmente tudo, né? Então, festivais, time de futebol. Todos os times brasileiros. Todos os times, influenciadores. Reality show.

É a Elite Show? É a Elite Show, é verdade. Todos os rodeios do Brasil também. Então, virou um fenômeno de massa. Milhões de brasileiros apostam em uma parcela relevante. Inclusive, vamos trazer esses dados. Já relata dívidas, perda de controle e dificuldade para parar.

Só que assim, esse vício em aposta não surge do nada. Ele é construído e é isso que você vai ouvir aqui, descobrir nesse episódio especial do Braincast, que a proposta, nossa proposta é entender como as bets vão, combinam psicologia comportamental, gatilhos emocionais e vantagem matemática para manter o jogador sempre voltando mesmo.

Quando perde, né? Como o jogador em si faz parte desse modelo de negócio. Certo? Promessas foram feitas, hein? Vários jogadores, inclusive, fazem parte desse modelo de negócio. Mas antes... Mas antes! Ó, tem o coisa de sempre. Siga a gente. Por favor.

Se inscreva no canal, dê joinha, tudo mais. É a aposta certa pra você. Mas, nesse mais antes, vocês devem se lembrar do método exposto que a gente já falou aqui no Braincast, certo? Certo. Um original áudio, que é a primeira temporada produzida pelo B9, foi inclusive publicada aqui no feed do Braincast. Isso. E a gente desmistificou o universo dos coaches.

Tivemos até um episódio especial aqui. Quando a gente publicou no vídeo do Braincast, a audiência ficou maluca. Legal, é isso aí. Quero mais, manda mais. Pois muito que bem. Top Bad, você tem. Aqui é assim. Aqui, você que sempre ganha. É. Hoje vai ser assim. Você se prepare. Então é isso. Agora tem método exposto, o jogo das Bats. É a segunda temporada desse original Audible. Também produzido por quem? B9. Olha aí.

que vai mostrar como essa indústria opera, quais são os gatilhos para manter o jogador no jogo e porque a conta quase sempre fecha do lado da casa. Você liga a TV e está na camiseta dos jogadores de futebol. Está nas arquibancadas dos estádios. Está no intervalo comercial. Você abre o celular e os famosos só falam disso. Seu algoritmo só te notifica isso. Ele lota a sua caixa de e-mail, as conversas de bar.

E até é citado em música de carnaval. Tudo pra te ver cair. Você tem que cair. Todo mundo já caiu? Só falta você.

Então, acabando de ouvir, de assistir esse Braincast, corre lá na Audible pra você se aprofundar ainda mais no tema. Você pode maratonar essa segunda temporada inteirinha. A primeira. A primeira. Pode maratonar Apartagem Tropical. Pode. Pode. Apartagem Tropical também com nova temporada. E o que mais tem lá dentro? Porque o que tem lá dentro é coisa. Tem muita coisa. E você tem o quê? 30 dias grátis.

Putz, você assina 30 dias. Que aí você já faz isso, você ouve. Quando tiver agora o feriado do 1º de maio, você já vai encontrar seus amigos com muito papo. Pronto. Você já ouviu? Você sabia que? E além de assinar e aproveitar esses 30 dias grátis...

Tem lá cinco estrelinhas. Dê cinco estrelinhas. Diga que gostou. É de graça dar cinco estrelinhas. Viver pelo Braincast. Fica assim, a Audible vai contratar mais três temporadas. E três podcasts. Quantas coisas tem pra gente expor os métodos ainda? Nossa, porra! Muita coisa, né? Porra! O método exposto, temporada, sedução. Se você quer mais métodos expostos por aí. Então é isso, tá bom? Sim. Muito bem. Vamos pra pauta? Vamos!

Ó, quero começar falando sobre... Não, assim, vamos por partes, né? Tá bom. Primeiro entender qual foi a grande virada, certo? Vocês que são estudiosos do tema...

Que é não só cultural, como a gente viu. O que a gente sabe o mecanismo, tá? É isso, não tem nenhuma conta bancária preferida nessa missão. É isso também. Porque assim, tem uma virada cultural, não aquela de São Paulo, não o evento. Que a gente vê isso em todo lugar, e de repente dominou. Já tá liberado, tá em todo lugar. Mas tem a estrutura, que é a digitalização da coisa, que é o que muda a escala.

desse jogo, né? Que é você poder apostar sem sair de casa. Tem interface de app. Tem fricção mínima. Fricção. Essa é uma palavra, né? É isso aí. Então, pode estar em todo lugar. E tem alguns dados. Vocês dois, né? A gente... Dada.

Se eu estiver falando errado, vocês me corrijam. Segundo a Ambima e Datafolha, 15% da população fez alguma aposta em 2024, o que equivale a cerca de 23 milhões de pessoas.

Imagina que 2025 aumentou. Aumentou. E desses 20 e poucos milhões de pessoas, quase 70% delas joga na bet para amortizar perdas que já tiveram. Ou seja... Na próxima eu recupero. Isso. Amortizar no caso é de morte, né? Porque você aumenta essa perdas.

E outra coisa, que levantamentos do mercado indicam que plataformas de apostas chegaram ao posto de segundo maior destino digital do país, atrás apenas do Google. Tranquilo. Tranquilo, suave. Então, eu queria começar perguntando o que faz essa experiência de aposta online ser tão diferente do jogo original, que é um argumento que a gente escuta bastante. Ah, mas você pode apostar, jogar na Mega Sena. Você pode fazer o jogo do bicho lá na esquina. É ilegal?

Não, é uma contravenção. Não, mas isso é aquela entrevista do Zeca Pagodinho que ele fala que joga no bicho. E aí o Janessa fala... Ele descobre ao vivo que é legal. Aí ele fala, é legal jogar no bicho? Diga aí, Altair de Souza. É, então. Na verdade, assim, tudo que se fala hoje ah, mas as pessoas não sabiam que o efeito da bet ia ser tão grande. É caô.

É bobagem, é mentira. A gente sabe desde os anos 30, pelo menos dos anos 30, do século passado, que qualquer tipo de cassino gera dano psicológico. Já sabe por definição, tem um livro Schedules of Reinforcement, acho que em 1934, Fersten e Skinner, em que eles demonstram todos os tipos de esquema comportamental que você pode fazer com um ratinho numa caixa. Ele demonstrou todos.

Aí a pessoa, ah, mas você tá me comparando com rato? Estou. Desculpa, estou. Aqui estou. Aqui estou. Aqui eu vou fazer um pequeno, dois disclaimers, na verdade. Por acaso, por projetos em comum, eu acabei em 2022, começando a fazer trabalhos com a Ambima, que é uma associação dos mercados de capitais, e aí eles têm uma parte de educação econômica e tal, educação financeira, e tem uma parte que eles fazem estudos populacionais.

Pra ver os padrões de uso de produtos financeiros e tal. E aí eu joguei uma ideia com eles, de a gente começar, eles tinham interesse já, porque a legislação pra BET começou em 2018. Sim. No governo Temer. Ah, e por que que só pegou agora, né? De dois anos pra cá? Por causa da pandemia.

Porque era pra estar estralando que nem hoje em 2020. Só deu uma atrasada por conta da pandemia. Mas a pandemia começou a aparecer na TV também, né? Foi no final da pandemia, na verdade. Eu lembro de ver na TV e pensar, ué… Mas isso pode?

Mas você lembra, por exemplo, nos anos 2000 Nós como pessoas mais idosas Nos anos 2000, em São Paulo Principalmente, teve os bingos Que um monte de aposentado deixava As cuecas lá E ainda tem, né? Agora é bingo beneficente Isso, tem, exato Tem um lugar perto da casa da minha mãe A legislação é essa, se você é um bingo beneficente, você pode Aí todos os bingos são bingo beneficente, aí você tem bingo É um caô, basicamente É isso, exato É isso, exato

É online, né? Então, se espalha muito mais. É diferente do bingo da Kermesse, sabe? Não, lógico, é. É uma questão de escala, né? Igual aqui, né? Nesse caso. Exatamente. E aí, eu vou começar dando um exemplo. Então, nas pesquisas que a gente fez com a Anbima, na verdade, o primeiro estudo populacional com uma amostragem feita pelo Datafolha populacional de Bet foi em 2022, com a Anbima mesmo, né? E já era perto desse número. Então, só tá aumentando. E aí, eu fiz um… A gente criou uma escala de estresse financeiro e eu fiz um joguinho que eu vou fazer com você, Merigo.

Estresse financeiro Comigo mesmo Vou fazer uma adaptação desse jogo Esse jogo foi feito em vários países Só que não tinha sido feito no Brasil, a gente adaptou Então assim, imagina que você vai me dar 100 reais hoje E eu vou te devolver daqui a um ano Mas a gente não se conhece Você nunca me viu Você vai me dar 100 reais e eu vou te devolver daqui a um ano Quanto você aceitaria receber daqui a um ano Pra me dar 100 reais agora? Fala pro coração Quanto?

Mas é mais, certo? 120. Isso, 20 reais a mais. Tá bom. Então, assim, dificilmente você daria 100 por 100. Você sempre colocaria um pouco a mais porque tem o tempo. Sim. E tudo bem. Quando a gente fez o estudo aqui no Brasil, as pessoas em geral pediam três vezes mais. Pediam 300.

Caralho! Olha, Merigo, como você deixou a oportunidade passar. Ele é muito humilde, gente. Isso é muito consistente. Inclusive, tem uma correlação entre o PIB do país e esse dinheiro que as pessoas pedem a mais, esse ágio. Isso é um ano. Triplica o valor. Mais ou menos. E a gente tá muito perto, por exemplo, do México e da Argentina. Eles pedem em torno de três vezes mais. Se você vai, por exemplo, no Japão, na Alemanha, eles pedem menos. Se você vai na Nigéria, pedem mais. Isso.

Mas, por exemplo, isso mostra que a gente tem uma insensibilidade fisiológica ao efeito depreciativo do dinheiro. Então, o que acontece? Por exemplo, o que você prefere? 100 reais agora ou 120 daqui a um ano? Por quê? Porque você imagina 100 reais no futuro, mas você não tem ele hoje. Então, isso é depreciado. E tem uma curva psicofísica disso. Isso é fisiológico. Existe uma curva psicofísica que a gente usa para depreciar o dinheiro ao longo do tempo.

Então, daqui a uma semana, 100 reais não vale 100 reais. Vale 80, 70. E cada pessoa tem uma curva um pouco diferente, né? E aí, dá pra calcular isso. E isso vem da psicologia. Então, o povo fica falando que psicologia é a área de humanas, de biológicas. É tudo junto, tem exatas também, tá? Depois eu vou usar os seus conhecimentos de exatas e outros exemplos também.

Desse mato não sai cachorro Mas só pra mostrar o argumento do porquê BAT é tão nefasta Não existe Eu quero já começar sendo muito taxativo Não existe nenhuma razão Para que BAT exista Não existe nenhum Ah, imposto, bobagem Não tem como, é um dano ao tecido social muito grave Esse dano já foi feito Não tem como amortizar mais Se a gente parar com as BATs hoje A gente vai levar quase uma década pra amortizar As perdas que a gente teve

E parar de um jeito que não vai acontecer, que é se parar bruscamente hoje. Eu sou do time abolicionista. Sim, somos todos. Mas assim, mesmo se abolir hoje, para todos sempre. Quase uma década. Quase uma década pra recuperar. É.

Isso porque também não gera emprego, né? Não dá pra você falar, ah, nossa, mas é uma indústria que gera milhões de empregos. Não gera, porque é só um... É, gera um escritório, que tem a doza de pessoas, que pode estar em qualquer país. É tudo online. Se muito, né? É, boa parte dessas bets tem os apps. É tudo feito na Índia, na Paquistão, Índia. Sim, e todo o dinheiro que eles ganham é pra gastar com marketing. Exato, exato. Pra criar marketing. E todo o rendimento gera evasão de divisas. Não é aplicado em nada. Ah, mas a gente cobra imposto.

Só ano passado a gente perdeu quase 100 bilhões. 100 bilhões, 12 zeros. 100 bilhões de reais. E a gente recrutou de imposto nem 10% disso. Mas voltando no exemplo anterior, as pessoas pedem em média 3 vezes mais do que elas emprestariam. Pensa uma renda fixa. Renda fixa, agora que o juro está alto, renda fixa muito boa dá 8% por ano.

Se você bota 100 reais agora, daqui a um ano você ganha 108. Pô, tem que esperar um ano pra ganhar 8 contos. Por isso que eu pedi 120, já tá acima do... Já tava acima. Então, por exemplo... Do CDI. De novo, é uma questão fisiológica, tá? E aí, de novo, o povo meio Faria Limer... Fico desgraçado da cabeça também com isso, desculpa. Eu fico puto comigo mesmo, ficando puto, que não adianta nada. O povo Faria Limer fica aqui também, economista, não sabe nada de psicologia, fica falando assim, ah não, a gente melhora esse efeito da Bete dando educação financeira. Aí tem que definir o que é educação financeira.

é ficar ensinando pra pessoa o que é tesouro direto. Isso é bobagem, isso não funciona. Não funciona. Não, e ainda confunde, porque um dos dados que tem aqui, não sei se você lembra de cabeça, é de que não sei quantos porcento acha que apostar em bet é investimento. Exatamente. Você tá investindo dinheiro. Não, vou aqui...

agora vou, a virada da minha vida, né? Porque na concepção dela é. Na concepção dela, ela visualiza no futuro um ganho mesmo, né? Dado o que ela acha que tem ilusão de controle. Na verdade, ela acha que tem controle e na verdade tem ilusão de controle. Depois te dou um outro exemplo sobre isso. Mas, por exemplo, boa parte das pessoas no Brasil, imagina que se você pega o dinheiro emprestado, eu vou devolver 300% depois em um ano.

Pode pegar tráfico de drogas, armas, pessoas, corrupção, todo tipo de prevaricação. Não dá 300% de lucro no ano. Não dá. A gente é insensível ao efeito de juro composto. Todo mundo fala, juro composto não é uma coisa da economia, é uma coisa da matemática, do ensino médio. E uma regra básica de juro composto. Juro composto só funciona se você tem com o que compor.

De novo, eu vou pegar, desculpa, azar de vocês, vocês fizeram ensino médio, você sabe o que é PA e PG. Eu fiz isso. Não, de PA e PG? Progressão aritmética e progressão geométrica. É verdade, era o seu teste. Eu lembrava com certeza. Aqui o papai é como?

Então, o que seria uma progressão aritmética? É uma regra que você vai tendo ganhos aditivos. Então, a cada dia eu te dou um real. Você ganha um, dois, três, quatro. Ou seja, se você imagina no eixo X o tempo e no eixo Y quanto você ganha, e a cada dia eu te dou um real, é uma reta. Muito bem, vencemos o ensino médio. Exatamente isso. O povo fica com medo de pensar essa aqui é a droga dessa desgraça. Eu queria fazer uma pausa de 10 segundos pra audiência ficar...

o povo tem a spam atencional de aostra, que fica no raio do TikTok e Instagram o tempo todo e pode conseguir pensar imagina o gráfico, a PA seria um ganho aditivo o que seria uma PGE? Um ganho multiplicativo eu te dou um real, que depois vira dois, vira quatro vira oito, então é uma curva exponencial então o que acontece

as pessoas têm uma percepção, e isso é fisiológico da gente, tá? A gente tem uma percepção multiplicativa do efeito do tempo sobre o dinheiro. Porque, por exemplo, um ano da sua vida é bastante. Quando você é muito jovem, você é ainda mais imediatista. Por exemplo, você tem 15 anos, um ano representa muito mais do que a sua idade agora. Então, a nossa relação com o dinheiro, na verdade, ela é logarítmica.

Então ela cresce a taxas decrescentes. Quanto mais velho você fica, quanto mais velho você fica, é menos relevante a cada ganho que você tem. Então quando você é jovem, você valoriza muitos ganhos. Quando você fica mais velho, você valoriza menos. Então, por exemplo, conforme você vai ficando mais velho, menos velho você parece.

Deu para pensar nisso? Não, espera. Por exemplo, quantos anos você tem? É que de 6 a 7 anos… Vamos revelar aqui assim. Ele acabou de fazer 18. Isso, isso. 22. Tá, vou imaginar que eu tenho… Você tem 20 e eu tenho 40. Beleza. Que é a verdade. Eu envelheço muito mais devagar que você.

Tá, sim. Então quando você joga, você envelhece muito mais rápido. Isso é a noção logaritmica. De oito pra nove, é outra criança. Ah, é verdade. Tanto que a gente fala, putz, nessa idade, tal coisa ajuda muito. É só pegar namorado, né? Uma pessoa de 15 namorando com um de 18, às vezes é um gap maior do que de 30 e 33. É verdade. Tá pronto, já entendeu as funções. Em 15 com 18, lembrando, crime. Crime também. Além de gap. Então, mas você já pensou agora as funções que você viu no ensino médio.

Função linear, função exponencial, função logarítmica. Isso é muito importante pra entender o efeito da bet. Lindo isso, né? Eu tô emocionada. Agora tá boada.

É do 1, a gente vai forte. O que acontece nesse negócio de PA e PG? A gente tem uma percepção muito ligada a PG dos ganhos, das coisas. Então, isso é um problema, porque voltando na ideia do juro composto, e aí, de novo, aula básica de educação financeira. Você quer fazer dinheiro e você não é detentor dos meios de produção, ou seja, você vai viver em função de vender sua força de trabalho, você vai ganhar em PA.

Por quê? Porque os seus comportamentos não são multiplicativos. Se você trabalha numa fábrica e você aperta uma peça de cada vez, você não tem como apertar uma, duas, quatro, oito peças. Então, todo trabalho, trabalho mesmo. E você sabe que trabalho vem da palavra em latim, tripólion, quer dizer tortura. Ele apontou pra mim, achei que ele é faca, eu sou vagabundo.

isso diz mais você do que diria eu nem pensei nisso, desculpa não tem nada a ver mas todo trabalho, todo salário é sempre uma função aditiva só que se eu emprego todos vocês, eu ganho em PG, porque eu ganho baseado no trabalho de cada um, e logo temos uma sociedade necessariamente desigual eu não sei se vocês ficaram sabendo mas do ano passado pra cá, aumentou quase 30% o número de bilionários no Brasil né

Isso é tão errado. Por quê? Porque bilionário em português, em real, é diferente de bilionário em dólar. Aumentou o número dos bilionários em real. Então, aumentou o número. Por quê? Porque o dinheiro desvalorizou.

porque a gente tem menos divisas e a desigualdade aumentou. Então a pressão na base é muito pior. A gente está agora numa situação que é um recorde de empregabilidade. A gente tem quase, acho que menos de 6% de desemprego, o que é excelente, menos de 6%. Só que 90% da população está com dívida, sobretudo com cartão de crédito. Ou seja, você gera uma desesperança das pessoas, um imediatismo subjetivo das pessoas em relação ao futuro gigantesco.

E aí você tem a tempestade perfeita. Exatamente. Você fica desesperado numa situação vulnerável. Isso. Coisas grandiosas te parecem uma boa saída, né? Porque tem… É que você tá trazendo uma complexidade…

E eu ia falar da questão do entretenimento. Só que não é uma questão de entretenimento. Que também é vendido assim, vai lá, vem se divertir. Os comerciais são isso, né? Faz uma fezinha. Na fatídica... No fatídico depoimento da Virginia lá na CPI, e pergunta...

Você vai ter que ser forte. Que preguiça histórica. Eu vou falar dela e você vai ter que ser forte. Perguntaram pra ela quando é que ela jogava. Ela não joga, né? Mas aí perguntaram quando ela jogava e ela falou que ela jogava quando ela ficava deitada ali fazendo nada, jogava pra se distrair. Tentar no tédio. Então é muito engraçado quando você fala isso, que é...

Na hora de você argumentar, você fala que é a mesma coisa que loteria, de fazer a fezinha, mas na prática as pessoas veem isso ou como diversão ou como investimento e nunca como uma aposta que você muito claramente vai perder. Mas esse ponto, Altair, do desespero, eu acho que ele é o que me deixa mais fodida da cabeça. É, claro.

Ele é o mais complexo de todos, porque é isso, né. Como você falou, como que é entretenimento, tem o… O investimento. O investimento, são dois argumentos. E tem esse terceiro que é a… Eu tô vislumbrando que isso aqui vai me dar uma virada na vida e que eu vou ficar rico. Esse tem o posicionamento de marca que eles falam, né. Então, por exemplo, as pessoas separam tigrinha de bet esportiva. É a mesma merda, né. Ela te zoa do mesmo jeito. Mas e as odds?

Hein? Como é que estão as ordens? Então, essa parte é nefasta. Vamos explicar a diferença da loteria. Mega cena. Meus filhos me perguntaram isso, tá? Eu tava nessa discussão outro dia. Crianças. Quantos anos eles têm? Bota as crianças na sala. Bota as crianças. A mais nova vai fazer 12 e o mais velho, 14. Ah, bom. Então já vai aprender PAPG? Vai aprender binômio de mim. Já vai discutir isso de mim. Eu adorei que eles vão vender PAPG.

Porque tem amiguinho na escola que tem aplicativo de bete. Claro. Estão brincando, meu filho brinca nisso e eu acho que já falei pra ele. Gente, mas não tem lei felca, eu não quero culpar os pais. Mas não tem lei felca que dê conta disso aí também. Que é assim, que eu falei, isso é uma porta de entrada pra drogas mais pesadas. Brincando de tigre. Brincando de cartola, sabe? Claro, claro. Que é uma lógica de... Cartola do Globo Esporte.

O que que é isso? É uma… Um fantasy muito antigo. Ah, é que nem fantasy futebol. Isso, você monta o seu time, assim… Mas você não põe dinheiro. Pode pôr, se quiser. Agora, no passado não tinha. É, não tinha, mas… No passado era um aplicativo mais simples. E aí é uma brinx que você imagina, o time amanhã do Flamengo vai ganhar.

É, você monta o seu time. É uma lógica de você ficar botando o jogador. Se o jogador faz gol, você ganha mais pontos. Se toma cartão amarelo, você perde pontos. É uma batizinha. É uma batizinha. Você vê no cartola, né? Você joga no cartola do time, né? Isso. E aí, uma coisa nefasta que acontece com criança e a discussão aqui no Brasil é perto de zero, é loot box.

Isso, sim. Lootbox é uma merda também. De jogo de FIFA, Fortnite, etc. Por exemplo, eu quero comprar, odeio futebol mesmo, eu quero comprar, sei lá, o Neymar. Aí, em vez de eu pagar... No jogo. E vagabundo tá lá. É, no jogo. Em vez de pagar 10 reais pra comprar ele, eu compro uma carta com uma probabilidade de sair um jogador.

É uma BET pra criança pequena. Tem um trabalho, foi feito em 2008 ainda, 2009, na Holanda, em que eles acompanharam crianças de, acho que de 7 a 15 anos, que jogavam loot box, principalmente FIFA, e faziam, a cada dois anos, estudos de ressonância magnética pra ver a espessura cortical das áreas cerebrais dessas crianças. Teve uma redução, nas crianças que jogavam muito loot box, de uma área do cérebro chamada amígdala, que não é da garganta, tá? É uma área do cérebro ligada com regulação emocional e percepção de incerteza.

virar, virar. Derreteu o cérebro. Uma parte. Você explicada a diferença de loteria que aí eu... Então, vamos lá. Megacena. Megacena, você tem lá 60 dezenas, você joga 6. E a ideia é acertar 6. Tem uma distribuição de probabilidade fechada na megacena, que é chamada distribuição hipergeométrica. Qual é a diferença entre a loteria e a bet? Primeiro, loteria é analógico.

Você pode até jogar virtualmente lá, mas você tem que ir no lugar. Pode, tem um aplicativo, isso. Tem um papelzinho. Isso, isso. E a segunda coisa, a distribuição de probabilidade da Mega Sena é conhecida. É hipergeométrica. Eu lembro, eu fiz faculdade de estatística, depois da psicologia, e eu lembro da aula do professor Adilson. Ele chegava assim, no primeiro ano, falou, hoje vamos ver a distribuição hipergeométrica. Então hoje, no final da aula, ou você larga o curso, ou você nunca mais joga na Mega Sena.

nunca mais joguei nunca mais porque não faz nenhum sentido eu joguei lá na Mega da Virada porque aí vale 4, 5 reais pra você sonhar nisso foi aí que começou o debate porque vocês me perguntaram por que pode jogar na Mega da Virada qual a diferença disso de bet? porque é uma vez no ano se você entrar lá na bet e jogar uma vez no ano bacana, mas você não vai fazer isso é a escala por exemplo, pra ganhar uma cartela na Mega Sena a chance é 1 em 53 milhões e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a gente vai ter a Instrução e agora a Instrução e agora a Instrução

Ah, eu consigo. Só pra ter uma ideia. Tanta coisa que acontece só comigo, não acontece com mais ninguém. Deixa comigo. Só pra você ter idade, conta esse número. Imagina que você pega um avião, o avião cai, você sobrevive, pega outro avião e o avião cai de novo, você morre. Ah, não pode ser. É mais fácil acontecer isso do que você ganhar na Mega Sena com uma cartela.

Só pra você ter uma ideia. Ai, que chateação. Mas agora é a chance também da tia Milena chegar onde ela chegou. Você também não deixa a gente se divertir. Mentira, a gente não tá incentivando. Tá vendo? Desculpa, eu já avisei primitivamente. Eu entrei nesse negócio de que… Eu já tinha lido sobre isso. Que é a expectativa de ganhar e o planejamento que você fica fazendo. Se eu ganhar, não sei o quê. É tão prazeroso, né? Sim. Quanto se você ganhasse. Então por isso que a gente fica nessa…

No caso da Mega Sena, onde que tá a bete? Tá na sua cabeça. É a fantasia que você cria. E custa os cinco reais dela. Aí tudo bem. Na bete, a fantasia está no próprio processo dela. E aí é o lado mais nefasto, eu acho. Eu acho bete esportiva pior que tigrinho. E o tigrinho é um cassino mesmo. Aí vicia. É uma roleta ali. É uma roleta. É igual o ratinho apertando a barra. Mesma coisa, condiciona igual. Aí é fácil. É aquela maquininha do... Isso. É, não é roleta isso. Como é que é o nome? É.

É um caça-níquel. Caça-níquel. É um caça-níquel mesmo. Mas a bet é pior por quê? Porque a distribuição... Primeira coisa, distribuição de probabilidade da bet não é fechada, não é clara. Igual a distribuição hipergeométrica é fechada. Você consegue fazer a conta. Você sabe a chance de você ganhar desde o começo. Tanto é que eles calculam o valor do prêmio e do bilhete com base nisso. Sim. Na bet, a distribuição não é aberta. Você não pode...

eu tenho certeza que no governo a parte técnica sabe, né? Se você começar a regular o que que é isso? Você tem que obrigar as bets a abrir a função de probabilidade, daí o código eles não querem dar o código, por quê? Porque o que acontece você começou a jogar na bet o valor de probabilidade é adaptativo então no começo você tem mais chance de ganhar mesmo, né? E aí tem esse negócio do multiplicador de odds, que é um inferno no jogo de futebol bom, bom

Como que é mais fácil ganhar no começo se é esportivo baseado... Vamos tirar tudo o que causa no futebol, que tem jogador vendendo cartão amarelo, cartão vermelho. Que é... Ah, eu vou apostar no resultado de um jogo de futebol que ninguém tem controle sobre isso, pode acontecer qualquer coisa. Como que é mais... Como que se torna mais fácil eu ganhar no começo pra eu continuar jogando? Então, a... Por exemplo, o aplicativo deixa você apostar mais dinheiro.

Por exemplo, ele te dá uns bônus no começo. E aí, o problema é quando você já começa a ficar viciado entre o multiplicador de odds, que é assim. Você apostou 100 reais que o Corinthians ia ganhar o jogo, sei lá. Aí chega 30 minutos do segundo tempo, aparece lá no aplicativo uma odds assim. Ah, eles vão mudando, né? Eles vão adicionando coisas, caladas. Se o Corinthians, dos 30 aos 45, fizer um gol de escanteio, você ganha mais, né? O aplicativo tem os resultados anteriores.

Mas imagina que você é viciado, você sabe a escalação do Corinthians desde o surgimento. Sim, estudei, porque é uma noção que as pessoas têm. Tipo o mercado financeiro, né? Exatamente. Então eu estudei aqui as empresas, eu sei tudo. Exatamente. É igual day trade. Você escreveu naquele grafiquinho, você acha que você entende alguma coisa. Nunca estudou um modeloto regressivo na vida pra ver que aquilo não funciona. Mas enfim. E aí o que acontece? Então, vamos imaginar que a chance do Corinthians fazer um gol de escanteio dos 30 aos 45 é 1%. Tá? Um monte de gente joga. O problema é que vai ter 1% que ganha.

Aí, esse desgraçado que ganha, ganhei. Vai trazer 20 pessoas, todas perdem. Essa é a desgraça. Aí vira uma pirâmide, vira um esquema de pirâmide bizarra, sabe? Então, assim, é extremamente perverso. Eu vou fazer uma bete, assim, ó. Vamos fazer uma bete aqui, tá? Vamos usar os conhecimentos do ensino médio. Vai doer a cabeça das pessoas, mas não se prolongou a causa. Vai ele com o ensino médio dele, meu Deus. As senhoritas dormindo ali, mas faz parte. O ensino médio vai trabalhar agora. Tem uma batéia hoje. Imagina que eu tenho uma manéia. Paga 100 reais, você pode vir também.

Inventou! Não existe! Dia da promoção maluca! Na verdade, quem paga mais, a gente vai... Isso! Vamos fazer um leilão, quem dá mais vai no nosso coração. Mas diga isso. Vamos lá, imagina uma moeda. Caro coroa. Tá? Então, uma moeda pode dar caro coroa, pode dar zero ou um. Tá? Eu vou jogar a moeda dez vezes.

Então, não pode sair uma diferente combinação de zeros e uns? Sim. Né? Zero, um, zero, um, zero. E eu tenho um certo número de combinações dessa ordem de zeros e uns, não é? Perfeito. Dependendo de quantas vezes eu jogo a moeda. Vamos imaginar assim. Então, a moeda é a bete, tá? Se sair uma combinação de números que tiver três caras, três uns, você ganha.

Todas as outras combinações você perde, tá? Então você perde com um, dois, quatro, cinco, seis, até dez. Mas com três você ganha. Então, o que é a divisão? É o número de combinações que tem três uns, dividido pelo total de combinações.

Estão vivos? Não, estão bem? Estou aqui, estou aqui. Então, tem uma distribuição de probabilidade para isso que se chama distribuição binomial. A distribuição binomial. Que no ensino médio tinha um negócio chamado binômio de Newton. O binômio de Newton que vem do triângulo de Pascal. É exatamente isso. Vai reduzindo, né? É, exatamente. Aí vai ao nono de merigo, por exemplo.

Isso, e aí tem uma função, né? N, K, P elevado a N, 1 menos P, N menos K. Essa função fechada, ela dá a probabilidade de você, por exemplo, jogando 10 vezes a moeda, qual a probabilidade de eu ter 3 caras em relação ao resto. Aí, o importante aqui, o que é o jogo da bet? É a probabilidade de dar cara. Porque eu não estou dizendo se a moeda é honesta.

Então imagina que a probabilidade, o P, a probabilidade da cara é 50%. Aí é honesto. Aí você vai, toda vez que sai três caras, você ganha. As outras combinações sou eu. A banca vai ganhar muito mais que você. Sim, sempre. Concorda que você já tá numa desvantagem. Mas, por exemplo, você acredita que a moeda é honesta? Você acredita que a moeda é honesta, tá? Só que sem eu te falar, ao longo das jogadas, eu diminuo a probabilidade de sair cara. Eu vou ganhar mais ainda.

E não te falam. É isso que a Beth faz. Então, ela tem já as estatísticas do jogo de futebol. Ela tem. No começo, ela até te dá um bônus nessas estatísticas. E aí, você ganha um pouquinho. Conforme o tempo, ela vai manipulando esse P. Essa probabilidade. Vai manipulando na moeda, a probabilidade de sair cara em relação à Corolla. Não é mais honesto.

E ela não te avisa. Aí depois tá vendendo a mãe pra jogar na bet. Mas por que que... Tenho duas perguntas. Talvez se entrelassem. A primeira. Por que que volta? Se eu tô perdendo, se eu tô fodido, se eu tô pendurando até a calcinha, por que que volta? E a segunda coisa é... Saiu hoje uma matéria da... Breaking News! Da BBC Brasil. Que fala sobre o endividamento e incerta...

em certa altura, eles entrevistam uma psicóloga chamada Bárbara e ela fala, Bárbara conta que como psicóloga autônoma, sente em primeira mão quando a renda das pessoas está apertada, porque quando elas perdem poder de compra, o primeiro gasto que cortam é com a saúde mental eu mesmo, então a Bárbara se fode nas contas dela perde dinheiro pra poder pagar e ela se endivida e ela se endivida

Porque outras pessoas estão se endividando. Então eu queria saber, por que que volta e segundo, o efeito cascata social? Então, antes de você pegar psicologia... Diga, diga. Eu vou... A vontade. Entrar na experiência do usuário. Que é o seguinte, você chegou lá, Beatriz? Tá comendo seu churrasquinho? Eu tô. Tá jogando o seu time, que é o São Paulo, não é o Corinthians. Você tá com essa história, mas você vai passar por essa fase.

São Paulo vai jogar. Tá escolhendo um, não fica incentivando. São Paulo vai jogar contra o Chapecoense. Vai. E aí você fala, eu tomei um negocinho na minha cabeça, eu vou botar 20 conto no São Paulo na Chapecoense. Porque é lógico que o São Paulo vai ganhar no Chapecoense. Esse é o seu primeiro jogo. E esse você vai ganhar. Esse é o que é o mais óbvio. É, só que aí você vai ganhar 1 e 20. Tipo, a odd é, sei lá, 0.2. Então você ganha, por 20, você vai tirar, sei lá, 25 reais.

Aí você fala, pô, ganhei cintinho, facinho, tal, não sei o quê. Aí na próxima você fala, mano, não vou ficar só jogando São Paulo ganhar, São Paulo perder.

Eu vou agora falar que o Caleri vai fazer gol porque ele é goleador. Aí você vai subindo de nível. Porque aí é mais alto, né? Exato. Porque aí é um sabor, né? E ganhando confiança, né? Isso, em probabilidades mais específicas, que são odds maiores. Você se sente muito mais empoderada, então você acha que você manja mais futebol porque você ganhou a primeira vez. E aí... Logo eu. Pra você ver como é fácil. Você se sente muito mais empoderada.

E aí você vai indo pra umas coisas mais bizarras e existe, obviamente, não só todo um mercado, como todo um... uma estratégia de redes sociais. Que até o nosso honorífico Davi Brito entrou, que é o Chipster.

Então vai saindo. Eu tava falando dele antes da gente começar. Eu tô sempre falando dele. Eu também. E ela que eu tava grávida, hein? Então, menina. Bom. Bora. Não, então, mas aí veja como é triste. Aí ele vai chegar com a psicologia. Não, não, não, excelente comentário. Veja como é triste, né? Tipo, imagina, eu não gosto de futebol, mas imagina que a pessoa que gosta, tem a ver com o Brasil, uma questão cultural, histórica e tal. A pessoa torce por seu time e tal. Que é o São Paulo. Quando ela começa a parear, parear isso com um jogo de azar, ela tem um ganho subjetivo maior. Porque além do meu time ganhar, eu ganho um dinheirinho. Ah, sim. Né? Sim.

E aí ela vai entrando nessa pira que pra ela só faz sentido ter o prazer do futebol associado com essa membra. Com a paixão, que é uma coisa que as mulheres vendem, né? Porque isso eu entendo. Você me explicou, eu entendo. Mas o tigrinho tem esse mesmo mecanismo de recompensa? Tem exatamente o mesmo mecanismo. E aí é muito legal, um trabalho qualitativo que a Ambima fez ano passado. Ano retrasado, saiu ano passado. Foi muito legal. Fui num evento que eles mostraram o trabalho com as antropólogas, que foram entrevistar as pessoas que jogavam lá. E eles fizeram um trabalho super interessante que tem uma diferença de gênero.

Por exemplo, então os homens jogam mais em betes esportivos, aí tem uma questão coletiva, enfim, né? Mas tem uma fatia de mulheres mais velhas, 45 mais, e sobretudo evangélica, que jogam em cassino online. E é muito interessante o trabalho dessas antropólogas, entrevistando essas mulheres, principalmente, né? Falando assim, não, eu comecei a jogar no cassino porque é uma diversão, assim, então à noite, joga um pouquinho e tal, e aí...

Às vezes ela ganha dinheiro, às vezes perde. Aí começou a ter problema em casa, que faltava dinheiro. Começou a usar como investimento. E aí o que elas fazem? Elas fazem moração. Tem tudo a ver com a ideia protestante, a ideia principalmente neopentecostal, de que o sucesso, a sua ascendência está aqui e você tem que fazer tudo o que for possível para ser uma pessoa melhor. E se você for uma pessoa melhor e seguir os ditames do seu grupo...

você estará no reino dos céus. O que é uma pilhéria, tá? Desculpa. Mas enfim. Uma o quê? Perdão. Um embuste. Não, não. Uma pilhéria. Mas volta... Pilhéria. Pilhéria. P-I-L-H-E-R-I-A. Chiquérrimo. É um engodo. Mas enfim. E aí, várias delas falam isso. Elas fazem uma oração, um ciclo de orações, porque se elas merecerem Deus, vai dar o dinheiro pra elas. Do mesmo jeito que no futebol. Se...

Porque eu torço pro Corinto, pro São Paulo. Mas assim... É a mesma coisa. Acho que você perguntou isso, né? A cascata do efeito das coisas. Que é coitada da Bárbara. É, porque assim... Individando porque as pessoas... Porque perder várias vezes em sequência não desmonta essa crença de que você... Voltamos na percepção de tempo. Lembra lá dos 300 reais, né? Versus os 30 que você falou. O que acontece? Você tem muito mais memória das vezes que você ganhou do que das milhares que você perdeu.

Então, a gente tem uma… Isso tem a ver com a maneira como a gente estrutura a memória, né? A gente lembra dos eventos. Vou dar um exemplo. Imagina as suas últimas férias. Imagina se você tirou uma semana de férias, tá? E aí, você foi pra praia, sei lá. Tenta lembrar como foi as suas últimas férias. E tenta gravar na sua cabeça um vídeo que você vai pôr no YouTube. Um vídeo das suas férias, tá? Das imagens, das coisas e tal. Quanto tempo teria esse vídeo?

Cinco minutos. Isso. Imagina, uma semana de férias você vai lembrar cinco minutos. A gente distorce esse tempo, porque a gente tem uma memória dos eventos. Mas não do tempo. O tempo por quê? Porque os comportamentos você cria. O tempo você experiencia. Você distribui seus comportamentos no tempo. Então a gente tem uma memória muito ruim pra tempo.

Muito ruim pra decodificar tempo, períodos de tempo longos. Então você lembra muito, assim, eu já fiquei jogando uma hora no Tigrinho ou uma hora na Bet Esportiva, nem percebi. Por quê? Porque você fica preso nos eventos. Ganhei, perdi e tal. Então isso acontece com qualquer organismo, não é só o humano. Com o ratinho na caixa também. Ele é muito mais condicionado pelo número de reforços que ele ganha do que necessariamente pelo tempo que ele passa na caixa. É meio app de vídeos curtos também, né? Exatamente. Exatamente.

Isso do ponto de vista da divulgação científica é muito importante. As pessoas produzem comportamento. Você não produz tempo. O tempo é algo que você é exposto ao tempo. Você é sensível ao tempo. E você produz comportamento. Então você tem memória dos comportamentos, mas não do tempo entre eles. E esse é o problema da venda casada do futebol com a Beth e da religião com a Beth também. E aí diminui a experiência cultural de ambos.

Porque depois, imagina que a pessoa ficou viciada na bet lá. Tudo vira uma aposta, um jogo. Exato, tudo vira um jogo. Tudo vira uma questão de nós contra eles. Isso. Você nem tá mais torcendo pelo seu time. Você tá torcendo pra acontecer aquilo que você... Então, imagina o contexto. Uma sociedade imediatista. Onde você tem até empregabilidade. Mas você tem um aumento das desigualdades. As pessoas vão ficar imediatistas.

E você estimulando essa aposta, que é uma coisa eu ganho, você perde. Você estimula esse belicismo entre as pessoas. O que vai acontecer? Guerra? É óbvio. Guerra. Vocês com certeza conhecem a história da Calci, aquela empresa americana. Sim, sim. Outro caú do cacete também.

É que é a polimarket, né? Que agora é apostar em tudo, né? Apostar nas notícias. Viralizou na internet. Ah, a menina lá em Harvard, genial. Bobagem, eu vou calar o mascado. Que é um app de investimento. É uma bet, foi feita com propaganda pra alavancar. Sei lá quem é essa moça aí, mas... É muito horrível ver o fim do mundo assim. E a Vinicius, fala você aí que eu tô falando. Não tenho uma, tô cheio de perguntas aqui, mas quero que você... Tô cheio de ódio no coração. Não, eu ia falar que a ciência já se divertiu.

Beleza. Agora é a hora da cultura e da política. Vamos lá. Eu vou dar uma volta. Você puxou a questão do gênero. Vamos abrir o gênero aqui. Recentemente no... Ou no Café da Manhã é o assunto. Não dá pra saber qual é qual. Porque são gêmeos e todo mundo ouve os dois. O Felipe Nunes, da Quest, foi dar uma entrevista sobre pesquisa qualitativa. E aí um dos comentários que ele falou foi quando a gente tava falando de endividamento...

Com grupos focais misturados. Estavam aparecendo questões de casa. Devo pra fulano, devo pra ciclano. E financiamento. Capitão de crédito. Exato, capitão de crédito. Sai as mulheres da sala. Ficam só os homens.

Aí aparece a Beth. E aí eu fiquei um pouco com a pulga atrás da orelha com esse comentário. Porque eu vi os dados e eu sei que tem uma porcentagem de mulheres ali bem expressiva. E você trouxe agora que essa mulher tá no tigrinho. Não por acaso a influenciadora do tigrinho é Virginia, Viih Tube. Essa turma que essas mulheres acompanham. Porque lá é o público delas.

tem uma coisa que eu vou conectar também com o episódio que está no café da manhã essa semana, que é sobre a machosfera. A machosfera que é o universo de misoginia que permeia a internet. O que isso tem a ver?

a questão de você ver a Bete como investimento, não é que ela nasce, mas ela tá muito vinculada a toda aquela lógica de infoprodutos que a gente fez naquele episódio sobre vender pás. Como é que é? Como é que é? Eu fui procurando. A corrida do ouro. A corrida do ouro. Isso, você vende as pás, né? Você não... Tão montando aí essa questão dessa lógica do infoproduto e da fórmula do sucesso. Tem muito a ver com isso. Tem muito a ver com o fato de que, enfim, é...

O jeito que o homem tá se mudando na internet, esse homem conservador, é você ter que ganhar o máximo de dinheiro possível pra ter o máximo do seu potencial. É, você é a sua melhor versão. Você é a sua melhor versão. Também passa por entender da grana e conseguir fazer o dinheiro trabalhar. Eles fazem essa questão de como o mundo financeiro tá conectado ao Red Bull de forma lateral, eles andam juntos. Porque um vai alimentando o outro.

E aí tem isso, você fazer essa conexão com o Day Trade, porque tem muito a ver com essa lógica de que você precisa ganhar no jogo. Sim. Tipo, você não precisa ganhar seu dinheiro honestamente no seu trabalho e subir na vida. Você precisa ir lá e fazer o palpite certo, porque aí você vai ser o alfa e você vai ser o vencedor e tal. Então tem uma coisa um tanto cultural, que é meio seus amigos te oferecendo droga na faculdade, não os meus.

Não, os seus. Gente, delicadíssima. Mas que acaba virando um negócio tipo, pô, meu, mas você não vai apostar? Como é que é? Todo mundo aqui aposta. Todas essas crianças legais que estão fazendo isso, cara. Todo mundo gostou. Tem todo um submundo de... Que é bastante cruel, que não é captado por pesquisas e tal, de promessas de hacks.

Que também ajuda a manter essa galera, ajuda a sustentar. O pessoal pensa em sair, fala, porra. Mas é isso, tem o Hacker, por exemplo, dos horários travados. Que é essa lenda de que alguém tem uma lista de que 16 e 17 vai travar o aplicativo e quem apostar lá vai ganhar. Tem várias coisinhas nesse sentido. Então é tentando se dar bem em cima de um negócio que já é... Já é, então. Com camadas de... Você viu o infoproduto, você fez o curso do Chipster. Isso. O Chipster é uma pessoa que fica te dando as odds quentes.

E aí, você entra no jogo de zap… Por que essa pessoa não joga, então, nas horas quentes e ganha ela o dinheiro? Diz ele que joga, mas ele joga com o vídeo do Capicante lá, que nem a YouTube. Ah, que mostra… Olha aqui, eu joguei. É um negócio editado. Você falando isso, amigo, me lembra… A gente já falou várias vezes, e aí eu entendi do Altair isso também, a tempestade perfeita do momento da sociedade. Que é a geração mais nova cresceu num mundo… Aliás, parênteses. Qual é a idade média de quem joga?

Ah, 30 a mais. Assim, mas o grosso mesmo, a maior frequência é a partir de 30. Olha que louco, porque... O olhar um pouco mais velho... O que eu ia falar é o seguinte... O maior número de entradas é mais jovens e o maior número de frequência é mais velho. Isso, isso. Porque eles têm renda, né? É, tem a ver com a sua renda. A história é, pessoas mais jovens já cresceram num mundo todo fragmentado.

A gente ainda cresceu no... A mãe falando, né? Você vai fazer escola, fazer faculdade, arrumar um bom emprego, casar com uma boa pessoa, ter três filhos e... E a gente tomou no cu com essa. E morrer. É isso, tá? Ótimo, vai ser isso. Não foi isso que aconteceu. E a gente já aqui no Braincast falou um trilhão de vezes sobre a geração que está tentando descobrir como é que dá pra fazer, se não pelo caminho tradicional, porque o caminho tradicional implodiu.

E aí vem essa galera dos hacks. Então, eles querem lifehack desde casa, comprando cacarecos de plástico, que já comentamos aqui, um toque sensível para Carlos Merigo. Cacarecos de plástico que resolvem uma coisa muito específica. Seus uma vez e nunca mais. E que vão, nossa, vão te economizar um tempo danado. Até lifehacks para você ganhar grana. Porque trabalhar, se você não trabalha em 38 empregos pejortizados, você não consegue pagar uma conta. Exatamente.

Então ele entra também com... É a aspiração de ganhar em PG, né? Todo mundo aspira a ganhar em PG. Mas a gente vive em uma sociedade de pessoas que ganham em PA. E a desigualdade é cada vez maior. Porque o lance é... O que você falou da pandemia, eu também fiquei pensando nisso. Que é claro que é muito bom pra eles que tenha surgido na pandemia. Com todo mundo arrancando o cabelo em casa. Sem grana. E a promessa do cara, basta...

Tem jeito saudável de... Consumo seguro. Porque eu vejo muito esse discurso... Dá pra fumar cigarro sem viciar?

É, é. Existe consumo seguro de álcool? É um pouco essa. Porque depois que rolou toda a pressão por regulação e tudo mais, um monte de coisa que as Betes fizeram foi pedir, falar pro jogo responsável, né? Então jogue responsável, toda essa frase no final. Jogue com responsabilidade. É, aí vem, faça sua fezinha com responsabilidade.

Se deixar de ser divertido, bari. Exatamente, como se isso liberasse… Antes do Altair entrar, ele vai discordar de mim. Então eu vou dar chance pra ele fazer isso. Que é, o senhor Michel Temer, que nos ouve… É verdade. Através de seu filho Michelzinho, que agora é uma webcelebridade. Não está de parabéns. O senhor Jair Messias… Você não tira o chapéu. O senhor Jair Messias Bolsonaro…

Você não tirou o chaparro pra eles. Menos ainda, é. O senhor Fernando Haddad deu suas andadinhas, mas não está de parabéns. Agora o Brasil, coletivamente, está de parabéns. Por quê? Esse mercado, vamos que não devia ter existido. Existe.

A gente não pode ter polimarketing aqui como tem nos Estados Unidos. Não pode ter aposta sobre tudo e aposta sobre aposta. Ah, não pode? Não pode. A gente já entrou, assim, regulamos cagado. Porque entrou cagado, como diz Camilão Amazã, entra torto, sai torto. Conforme vai rolando, a gente vê depois, né? E aí a gente já tem certos mecanismos de, por exemplo, você negativar o seu CPF. Seu CPF fica cinco anos sem poder cadastrar em bet nenhuma, por exemplo.

É, tu já tem aquele banco de dados que você põe o seu CPF. Mas tem que ser a escolha da pessoa, né? Cara, tem que ser a escolha da pessoa, mas é isso. Tipo, pessoa que ela tá muito desesperada porque o pessoal fica sem celular e compra celular. Tem um mercado de venda de celular barato pra você entrar em batch sem sua mulher perceber. Carai! Então você tem que bloquear seu CPF. E essa pessoa vai bloqueada num momento de desespero. São poucas, lógico. Mas, assim...

O Brasil tá de parabéns que a gente não vai virar essa patifaria que tá lá. De polimarketing. Você avisa o presidente bombeio o Irã pra você ganhar um milhão de reais. Sim, dinheiro, é. Tô errado? Tô chocado que eu discordaria disso. Não, porque o certo é não ter. Não, o certo era nem começar. Mas assim, a gente já teve...

Eu vou estimar o número pra baixo, tá? Que é o que eu lembro. Pelo menos 12 mil suicídios relacionados com o Bet. Não vale. Desde quando? 2023, mais ou menos. E isso cresce exponencialmente. Pê jeito, pê jeito. Cada ano, cada ano, você não sobe muito. Tipo, dane-se, sabe? Tipo, que a regulação é melhor. A vida dessas pessoas vale muito mais que isso. Tipo, dane-se, tá? Então, assim, o Temer foi um arrombado de ter deixado passar.

Em 2018. Ponto. Não tem conversa. Mas já não existia? Porque um dos argumentos é esse, né? Ah, já tinha. Os caras já faziam de qualquer jeito. Então, já que já tem, vamos... Tinha a desculpa da Blaze. Que também é uma bete. A Blaze é uma bete. Tipo, você é influencer e usou a Blaze. Você é um arrombado. Ponto. Azar o seu. Sabe? Carregue isso. Você vai dormir num travesseiro de sangue, velho.

Isso é um arrombado. Mas é verdade. Mas é verdade. Tá querendo meter o louco pra quê, mano? Porque, de novo, desde 1930 a gente já sabe o efeito negativo, já tem regulação. É igual cigarro. Então, por exemplo, trata que nem cigarro. Abole propaganda. Zero. Isso era um ponto, né? Tipo, você liga a EsportTV e tem a porra da propaganda do Betano, o Esportbet, essa merda. E não só as propagandas, mas a inserção em absolutamente todos os lugares. Não tem camiseta de time. E a ideia de...

A gente já falou isso no nosso grupo Se acabarem as bets, acaba o futebol Bobagem Sendo que o futebol existe há 200 anos Bobagem E tá sempre acabando Tá sempre acabando, exatamente Não, isso é um puta caô Então fecha esse quiosque de uma vez E tem uma parada que assim A gente fala muito em tempestade perfeita Mas também foi a experiência perfeita, né As bets surgiram, mais ou menos, do dia pra noite Com experiência de usuário

absolutamente azeitada. Estratégia de marketing absolutamente azeitada. O Pix, que a gente adora, a melhor política pública de todos os tempos da história da humanidade. Nesse caso, é um fator que é um problema da pessoa. Porque todo mundo tem Pix, você vai lá, você vai na hora, você não vê dinheiro, você não sente que aquilo é dinheiro. Então tem que ter uma restrição. Talvez fazer por depósito seja um caminho pra gente diminuir o bagulho, não sei. Fica a sugestão aí. Tem que ir na Agência da Fazenda. Na Agência da Bete.

Pra levar o dinheiro. Isso, tem que ir lá pessoalmente, aí você já é roubado no caminho, aí perfeito. É, que aí você não é roubado pelo empresário. Mas, é, a experiência de usuário é perfeita, a experiência de marketing é perfeita. Lógico, a experiência vem muito da plataforma de redes sociais e tal. É, mas existe uma coisa que é importante a gente olhar que não existe um senhor batch. Eu fui, o ICL uma vez foi fazer esse levantamento, que é, cara, eu fui lá ver quem é o dono da batch.

É um escritório de advocacia. A história de advocacia, ele representa um fundo de investimento. Que tem várias pessoas. Nesse fundo de investimento, você tem uma galera do agro, uma galera de ciência, uma galera de sei lá. Perfeito. Aí você...

Você vai entrar no fundo de investimento dessa galera. Porque é um fundo de investimento que compra esse fundo de investimento. Aí você vai puxando. Que vai pra outro fundo de investimento. É uma cascata. É uma cascata. E aí você vai ver no final que o dono... É o primeiro dono. Vira um nó. Você não consegue chegar nos donos. Porque é uma galera que tá ganhando uma puta grana nisso. É lavar dinheiro.

É, lavado dinheiro. Esse dinheiro não fica no Brasil, porque ele vai pro exterior. E o FII não tem paz. Vai pro fundo de investimentos internacional. Então, esses bilhões todos que foram, 100 bilhões, né, que você falou, foram, se evaporaram. Eles não são do nosso PIB. E você não consegue encontrar a pessoa, Beth. Não tem o Silvio Santos da Beth, entendeu? Porque tem muita gente envolvida nessa engenharia, ganhando marginalmente seus milhõezinhos.

Então… Sem fazer nada. É, sem fazer nada. E aí, é muito mais difícil até de você combater, assim. Porque esse inimigo, ele tá meio disperso.

E aí a pessoa que tá lá investindo no day trade tá num fundo de investimento que vai parar na bet. É tudo a mesma coisa. Então ela tá gastando dinheiro pra gastar e perder duas vezes. É a mesma coisa. É a essência do capitalismo financeiro, né? Você pode pensar o capitalismo industrial e o capitalismo financeiro. Pensa a China, por exemplo, o capitalismo industrial, porque ela produz coisas, tem materialidade nas coisas, né? O capitalismo financeiro é algo assim. Por exemplo, imagina que eu tenho uma empresa e essa empresa vale 100 reais.

Aí vou abrir as ações da minha empresa na bolsa. Aí eu faço 100 papéis, cada papel vale 1 real. Então, minha empresa vale 100. Aí você é proibido, uma questão regulatória, você é proibido de vender todas as ações da sua empresa de uma vez. Então, eu tenho 100 ações, só que eu vou vender uma.

aí imagina que por acaso, em vez de vender ela a um real, eu consegui vender por dois automaticamente minha empresa vai valer 200 reais eu dobrei o valor da minha empresa artificialmente só que o que acontece com isso? Vai virar uma bolha vai virar uma bolha, porque eu faço um condoio com alguém, eu tento te engabelar com o marketing, eu vendo um papel que vale de verdade um a três então vale 300 reais, é por isso que tem empresa que vale PIB de país, é tudo inventado é tudo inventado credit credit

que a gente fala não só de bad, mas toda vez que se fala de dinheiro, de mercado financeiro, eu fico chocada. A gente já falou disso. Quando eu era criança, eu imaginava que isso era baseado em alguma coisa. Que tinha uma pessoa... O dólar seado em ouro, né? É tudo... É tudo calorota. Assim! Então, imagina essa lógica, né? O capitalismo financeiro faz isso. Você tem que convencer o outro do que o papel da sua empresa, que é artificial, vale mais.

Porque automaticamente a empresa infla. Vai criar uma bolha. A bolha vai crescendo, vai crescendo. Por isso que os Estados Unidos estão em crise. Porque eles são muito mais capitalismo financeiro do que industrial. Eles não têm os produtos. Por isso que eles ficam brigando com a China. Porque em China tem os produtos. Aí o que acontece? Essa bolha, quando ela estoura, as empresas, as pessoas ficam com o papel na mão. Eu comprei a três, mas ele vale um.

Perder dinheiro? Mamma mia! É, e aí o que começa? Tem essas empresas tipo tech, empresas banco, assim, que são mais financeiras, elas têm mais essas bolhas, empresas da tecnologia. O que começa a acontecer? Começa a gerar pressão nas empresas de bens de consumo e industriais. Então, por exemplo, cai a ação do Google, Facebook, coisas do tipo, mas as ações, por exemplo, da Ford não caem.

Porque elas produzem carros. A empresa de siderurgia não cai. Mas se o mercado ficar muito instável e desfavorecer o banco, as empresas que produzem coisas reais começam a cair também. Aí quebra tudo.

Sabe? Então, isso é muito... E aí, assim, uma tentativa é... Eu preciso reinjetar dinheiro. Eu preciso diminuir a liquidez. Como que eu faço? Eu posso pegar um monte de dinheiro, criar uma loteria pra pegar dinheiro da parte mais baixa da sociedade e reinjetar no negócio pra manter a bolha ativa.

Percebe? Existe na biologia um sistema exatamente assim. Você pega uma célula, que você muda o DNA dela pra ela priorizar muito mais o crescimento dela do que a homeostase, para gerar crescimento celular desadrenável. Isso é um câncer. Exatamente o modelo de um câncer. De novo, você não gosta de biológicas vinhentas? Não, cara, é por isso que eu altai. Secom, você que tá me vendo. Seidone Palmeira, por favor. Meu Deus do céu, velho. Eu queria saber.

Eu queria entender que é o seguinte, se eu estou a descobrir que minha mãe, meu pai, meu marido, meu irmão tá jogando e pode ou não já tá fudido, né? Porque tem essa parte que às vezes a pessoa jogou só a primeira vez e você descobre. Como é que existe um jeito de conversar? Eu entendo que cada um tem as suas particularidades. Mas existe um jeito de tentar começar a conversa pra dissuadir a pessoa?

um papo moralista, né? Ou moralista, ou falando assim, ah, você não precisa disso, e a pessoa fala, porra, tô cheia de dívida, como que não precisa? Sabe? Sim. Considerando que a imensa maioria das pessoas que são, sei lá, hospitalizadas ou internadas ou entram em tratamento por vício em apostas, já tem um outro quadro de saúde mental associado.

pra chegar nesse ponto já ficou muito grave por exemplo, tem aquela coisa usar cocaína vicia a resposta sempre depende depende do contexto não é pra ninguém usar não vale a pena, mas a questão é o quanto que você usa drogas pela droga, e o quanto que você usa droga pra evitar bad trip de uma coisa que é a sua vida

Entendeu? Tem uma coisa da relação entre o comportamento e o contexto. Tá. Então assim, se o seu contexto é zoado e você usa a droga como uma forma de não lidar com isso, vai piorar.

Porque a questão tá no ambiente também, né? Agora, uma coisa eventual, sei lá, talvez não, né? Talvez você tenha predisposição a ficar viciado. Que tem isso, né? Que é biológico também. Tem, tem um componente, né? Aí você tá jogando dados também, tá? Então, em relação ao jogo, tem um pouco essa coisa. Às vezes a pessoa não tem nada de errado na vida dela, ela joga uma vez ou outra, é ocasional, tá tudo bem.

Aí tem a questão que ele mesmo falou, que é o efeito de grupo. Então, hoje em dia, porque apostar é reforçador. É legal, sobretudo quando você ganha. É legal. Então imagina, você tá lá tomando cerveja, vendo futebol com a galera. Aí você aposta, o fulano ganhou, perdeu. Isso é reforçador. E aí, pra fazer parte do grupo, você tem que fazer parte das regras do grupo.

Eu falo que eu sou cientista, e os cientistas se preocupam com as variáveis distantes para as pessoas usufruírem das variáveis próximas. Qual é a definição do cientista? Ser o chato do rolê. Você sabe que isso aí vai dar ruim, né? Aí a pessoa para de te chamar, entendeu?

tipo, eu tomo isso pra mim é minha sina, fazer o quê? É isso aí mesmo mas, por exemplo se você já tem um pai, uma mãe, um parente que já tá com um problema de vício assim, a questão, você tem que pensar no contexto, tipo, por que você tá fazendo isso? às vezes a pessoa caiu na pira da dívida então ela chegou, não, eu não consigo parar de jogar porque eu já perdi muito e não consigo amortizar, porque eu quero quando você joga na bet você perde em PG e

Só que se você é uma salariada, você vai ganhar em PA. Não vai fechar a conta. Não vai fechar. Então eu tenho que ganhar usando o mesmo método. E como você tem a esperança de ganhar, você não vai contar. Bia, olha, acabei de perder 5 mil reais, mas calma aí que eu já resolvo. Isso, e eu ganho 3 por mês, sabe? A mesma coisa do crédito rotativo do cartão de crédito. Mesma coisa, né? E o problema é você usar crédito rotativo do cartão pra pagar a comida.

Sabe? Meu Deus, sabe? Por isso que 80% da população tá... A questão da... A taxa de emprego no Brasil é o menor dos problemas. A questão é o endividamento, né? Então, assim, quando... Uma coisa importante é você identificar o contexto. Por que você tá fazendo isso? É só pela dívida? Tem um contexto pessoal, alguma coisa? Caburou com o showzinho. É, tem que identificar isso. Outra coisa é...

buscar ajuda. E aí, assim, o Brasil tem centros de referência em vício, em jogo, mundialmente reconhecidos. Muito legal. Na USP, na Unifesp, na Escola Paulista, nos hospitais. Só que eu tenho amigos, por exemplo, psicólogos que são, que têm especialização em jogo. Todos eles estão ocupados.

Não tem mais horário. A gente precisa formar mais gente. Não dá conta. Ou por ocasião menos depressão. Mas olha que louco, né? Precisa de mais gente pra ajudar essas pessoas que a partir do momento que se endividam não vão pagar a terapia. Percebeu que tá tudo...

Então, chegamos a um ponto muito distante. Uma força pública de fazer isso de forma pública. Chegamos a um ponto muito importante. Hoje, a gente não precisa tanto da guerra. Por isso que a guerra não é mais mundial, é local. Porque a gente não precisa mais matar as pessoas, é só não ligar pra elas. É só elas desaparecerem. Então, a guerra hoje é muito mais um jogo de videogame mesmo. É só tirar o seu recurso, porque aí você acaba com você mesmo. É uma guerra limpa. E temos essa guerra hoje.

Eu queria tentar, não sei se é possível. Nossa, me fudeu agora. A gente tenta terminar. Eu avisei. Encerrar esse episódio sem fatalismo. Eu sei que tô pronto. A gente não pode suavizar o problema. Mas tem saída. Tem um jeito de... Porque assim...

Temos dois lados. Um que é a questão individual, que é o que se tenta tratar. Ah, então vamos responsabilizar individualmente, cada um é o culpado pelo que está. Só não apostar que tudo bem. Tem esse lado. Se você vem pra comentar isso, comenta uma palavra-chave aí. Fala uma palavra-chave.

Batata. Em vez de comentar, ah, eu só não postar. Tá bom, já sei. Batata. Que é... E que a gente sabe que tem todo um sistema que transforma, né? Como você falou, vulnerabilidade, publicidade, nossos... Os prazeres mesmo, né? Nossos prazeres culturais, né? Religiosos e tudo. É, a gente transforma tudo isso num modelo de negócio, então já tá difícil sair do sistema. Mas tem saída...

forma de regulamentação? Então, assim, tem que estabelecer força política. E o que seria força política? Vou proibir propaganda. É o mínimo. Não vai ter time de futebol, não vai ter mais Betano na camiseta. Esse é o mínimo. Tem só o Zacruz? Por que ele vai fazer isso com o Raio da Bet? Tem que estabelecer força política. E como você estabelece força política?

outubro de 2026. Você, fulano, quem você vai votar? Como é que o seu deputado vota? Você tem que olhar. Não só o principal presidente, né? É, você tem que olhar. Desculpa, é um trabalho chato, você vai ter que fazer. Porque senão, quem vai se votar é ser uma líder. Tem gente liderando isso? Hoje, ninguém tá... Assim, a tendência, inclusive, é piorar, tá? Tem um lobby muito pesado das Betis dentro do Congresso. Uma muito pesada. É extremamente organizado, porque é liderado, provavelmente, ao termo.

é o BBBB, né? e eles tem muito dinheiro, eles tem muito poder e não é só que eles tem muito dinheiro e muito poder eles estão, como eu falei, envolvidos em todos os setores da economia e como que, por exemplo, a mídia vai tratar vai encontrar se o dinheiro tá lá o pacote master é deles e aí assim tem uma questão de que você fala, se tem saída e você fala, vamos ter uma nota positiva e tal não tem saída pro capitalismo porque a gente não vai vencer um jogo que tem dados viciados existem e aí e aí

Alamedas. Como tudo que a gente faz nesse país, a gente faz remendos, gambiar. O país é gambiar. Então, a Bia perguntou, por exemplo, o que eu faço com o meu pai? Quando ele fala de acolhimento, o acolhimento pode ser pra você, que é uma filha que descobriu que seu pai tá endividado, aí você vai lá falar com a psicóloga lá, porque você também vai precisar de acompanhamento. Então, comece por você. Como é que é? Arrume seu quarto antes de fazer a revolução.

tem vários episódios sério, quem se interessa por como lidar com pessoas em Céus Limbert o Não Inviabiliza tem vários episódios sobre isso todos muito diferentes e essa semana eu achei que foi muito legal que subiu um que o menino chega pra conversar a menina vai casar com o cara vou dar spoiler aqui

O menino tinha a mãe lá pra conversar, que é conversa clássica. Que ou ele é viado ou ele é viciado em batch, né? Sempre é isso. Nesse caso, ele não era nem um dos dois. Ele era endividado, porque ele gostava de comprar roupa cara.

E ele não conseguia parar de fazer isso. E coisa cara e tal, não sei o que lá. Então, é isso que a gente fala de ter um problema associado. Tipo, ele é compulsivo. Se ele tivesse caído na Beth, ele seria viceado em Beth. Não caiu, ele caiu na Zara. Então, ele é viceado em Zara. Mas ele, entendeu? É ouve e galinha, assim. É diferente. Então, é muito legal. Tem vários episódios lá sobre isso. Acho que é a melhor amostra que a gente vai ter hoje.

de como isso funciona na prática e tal, com aquela sensibilidade da ideia de sempre. E aí você vai tomando medidas, é o que a gente falou muito no programa de ECA Digital.

Esse caso, eu ouvi inclusive ontem. Precisa ter uma convulsão social muito grande pra gente ter uma força pra mover isso contra o poder das Betis no Brasil. Só que a gente tá falando aqui é que esses números, eles crescem de uma forma muito exponencial. Vai quebrar. É, exato. É um modelo realmente muito insustentável. É isso, vai começar a ter... Porque o problema não é o indivíduo que vai se fuder. É a família ao redor. E todos os setores produtivos ao redor.

Então a galera vai começar a ficar... A Bárbara aqui, tô chocada com a Bárbara. A Bárbara, tadinha. Gente, vai fazer terapia com ela antes que ela precise de terapia. Então, a chance disso ter um incômodo muito maior, ou de ter um caso muito emblemático, ou de ter um influenciador de cabelo grande que faça um vídeo de 50 minutos falando mal disso e aí vai parar no Fantástico, não é desprezível. Então o que a gente pode fazer são trabalhos.

É pressão social. Pressão social. É pressão política mesmo. A Beth, é impossível acabar completamente porque a Beth é um vermelho do macaco que é um animal primitivo. Pô, que é um animal violenta. É um animal violenta. Mas é isso, a gente consegue desidratar. É o que dá pra fazer, desidratar. E aí tem uma questão cultural mesmo de hábito, que é, cara, você não joga pra você ganhar.

Porque aí o que a gente fala é, a gente tem a tendência, quando a gente vê um negócio ruim, daí a gente fala, não, então vamos ser contra esse negócio, porque ele é ruim. Só que as pessoas que estão a favor, elas não vão ficar contra porque a gente fez cara feia. Não, e é muito complexo. Porque a galera é a favor, a galera acha que é legal, então você tem que falar, cara, é legal mesmo, mas você não tá lá pra ganhar, você não joga a FIFA pra ganhar.

Meriga eu tenho certeza que não. Você não é bom no Fifi. Tem o meu modo carreira lá, offline, né? Aí, ó. Você não entra nas lootboxes. Não, nunca gastei um real. É, isso tudo bem. Então é isso, você não joga videogame, assim, esse videogame que é de batalha pra você ganhar. Eu jogo esse videogame pra jogar o videogame. Pra se divertir. É.

Tipo, sabe? Se você for lá, sabendo que você não vai ganhar, tá bom, vai lá, aposta, porque o Memphis Depay vai fazer gol, um dia ele vai. Um dia ele vai. Fez vários aí, viu? É, mas eu quero... Tá no seu time. Eu quero pegar um pouco na área de você, gente. Fala. Na área de publicidade, né? Na área de publicidade. Tem as mãos sujas.

Pra muita coisa Mas assim, Conar Por exemplo, tudo bem que Conar Eles proibiram várias coisas aí Todos os casos que eles atuaram Tem que proibir a camiseta Tem que proibir propaganda, tem que proibir isso Então por exemplo, eu não sei Porque eu não acompanho, se tiver Uma agência de publicidade que ganhou Sei lá, Caboré, baseado em propaganda de bet Puta

que pariu, né? Não premia. Não tem. A gente tá num momento muito estranho que é, a agência de publicidade que ganhou o Caboré, ou que ganhou o Canis, ela não faz bet. Ela vai ter uma house, que agora chama house, que vai fazer bet. Meteu louco. Aí você vai ter uma tira de comédia, sabe? A Natuza Nelly nunca vai fazer uma chamada pra bet.

Só que aí, lá no programa do Rodrigo Santana, no Multishow, vai passar o comercial da Beth, entendeu? Aí que é a parada. Porra, né? Tipo, o Conar, misericórdia, mano. Sabe? Tipo, pô. Mas o Conar tem a força pra... Não tem. Mas a força política, um pouco, de encher o saco. Eles podem encher o saco, sim. Ter campanhas e tal, mas isso tem que vir de esferas maiores. É, mas é isso que o Iago falou, né? Precisa de um felca dado a todas as devidas proporções, que ajude a empurrar... Cara, mas eu não sei se tem de ser. Podemos ser nós, o felca que queremos ser no mundo.

Sim, mas é, enfim, o caso do Felca é específico, mas no episódio que a gente fez sobre o efeito Felca, a gente falou sobre se dá para repetir a dose, se dá para fazer esse tipo de pressão para outros assuntos urgentes, e dá, existe um, é claro que o Felca ali teve uma equação específica, né, que aconteceu e tal, mas dá para empurrar, mas precisa, pelo lobby que tem.

pela capilarização, por como já está normalizado, precisa ser de uma força

Tem a questão moral também. Quando você fala da adultização, é muito difícil defender quem tem... Sim, sim. É muito mais fácil as pessoas entrarem num... Aí na Bete, você encontra uma desculpa pra você mesmo e tal. Nesse sentido, é muito mais difícil. Tem dinheiro, muito dinheiro envolvido. E o papo da liberdade, né? Você quer saciar minha liberdade? Então quer dizer que o Estado quer mandar no meu dinheiro.

Agora, você falou aqui da questão das lootboxes. O ECA Digital, por exemplo, proíbe lootboxes. Tudo bem, mas foi agora que nós conseguimos aprovar. Proíbe lootboxes para jogos infantis. Só que você já não vai mais ter acesso a isso. O pé da misoginia que agora está sendo discutido, ele desidrata, hidrata de novo. Está que nem aquele... Enfim, não sei que exemplo que eu ia dar.

Ele perde força, quer força É isso que eu tô querendo dizer Vai entrar uma discussão Vai ter que entrar uma discussão sobre violência patrimonial Que é um dos tipos de violência E vai ter que entrar uma discussão sobre violência patrimonial digital Será que dali não sai um mecanismo? Que coíbe? E aí a gente vai atacando de várias centros, é isso que eu tô falando Sim, sim Tipo

Porque isso afeta as famílias. Você já afetou a porta de entrada da lootbox da criança. Então a criança já não tá mais sendo tão forjada pra dentro. Queremos injustiça. Queremos injustiça. Então são vários caminhos ali que você vai cercando. Porque acontece que elas entraram na avenida com aquele carro alegórico enorme porque o Sambódromo era grande.

Se você for atacar o recuo da bateria, vai ficar mais fixo eles passarem. Sim. Na questão de evolução. Não, e ainda com a contravenção do jogo do bicho do carnaval, foi perfeito. Foi o Luiz Antônio Simas que baixou aqui agora. Pensando na… Acho que uma coisa até pra pensar em estudos anteriores, vale muito a pena estudar, até na publicidade mesmo, a história das propagandas de cigarro.

até proibir, porque é muito parecido então você pega até a semiótica do Betano mesmo praia, diversão, lembra muito propaganda antártica com a Cleopini, sei lá nos anos 90 deve ser até o mesmo head tirou a cerveja e botou o Bet a mesma lógica então acho que lembra das propagandas do Free, Hollywood essas coisas, Camel acho que estudar como foi a regulação política disso e aí e aí

Mas levou décadas. Então é isso que você tá colocando. A gente vai levar umas décadas. Não, porque vai acabar o dinheiro antes. Você morrer de câncer de pulmão é... Ninguém se importa. Agora, acabar o dinheiro... Eu tenho um exemplo do Togo, o país da África. O Togo, ele teve problema com o bet antes aqui do Brasil, antes de 2018. Eles fizeram, acho que em 2016, um estudo de pontos de fluxo na rua. 60% das pessoas jogavam bet.

hoje está diminuindo porque não tem mais papel moeda no país. O país perdeu as divisas. É um mecanismo de rapinagem igual o colonialismo. Sabe? A gente é uma sociedade baseada em escravidão e colonialismo mesmo, né? Só está repetindo.

nas mesmas práticas. E aí volta na questão do capitalismo financeiro versus o industrial. Então, esse grupo amorfo de pessoas que lucra com capitalismo financeiro, como não tem tempo de gerar capitalismo industrial, quer fazer essa rapinagem pra poder aumentar a púria. Que é o que a pessoa que tá postando quer fazer também. Ir lá e ganhar o máximo dinheiro possível e ir embora. No fundo, todo mundo é o mesmo tipo de gente. Como diz a sua psicóloga, todo mundo quer mais ou menos a mesma coisa.

É, exatamente. Você gosta dessa frase, né? Eu adoro. E não tanto o fato do otário que em média a gente é. Tá vendo que droga?

É, muito bem. Desculpa. 10 perdão por tudo. Ouça o método exposto. Obrigada. É, quer se aprofundar no tema? Vai lá, ó. Método exposto. O jogo das bets. Tá? Maratone. Não quer se aprofundar no tema? Olha, eu recomendaria. Eu recomendaria. Maratone, conta para as pessoas. Como se proteger, né? Exato. E tem o lance também que é, você só vai conseguir aprofundar o tema se mais pessoas forem aprofundando junto com você. Exatamente. Exatamente. Não vai ficar sempre argumento raso, né?

Tipo, ah, não, mas quem quiser jogar, joga. Isso. É, liberdade. Então, se for a favor, em vez de ficar no bar falando de Big Brother, abre lá a distribuição exponencial. Não, fala do Big Brother. Fala do Big Brother. Não, dá um exemplo, dá um exemplo do Big Brother. Fala assim, se a tia Milena, o prêmio dela foi crescendo em PG... Exato, perfeitamente. Coiaboa!

Ó, vou começar, tá? Vai. Começa aí. Eu quero indicar uma série documental... Ninguém? Não. Não, vai você. Já, já tô no automático. E são quatro episódios ou três episódios? Enfim, não importa. Você tá na HBO Max, que é Os Arautos do Evangelho. Ah, você gostou! Assim, cinematograficamente falando...

Não, cara, nada... Eu te amo tanto. De falar. Eu gosto de você de verdade. Depois dessa frase... Não, exatamente. É normal, assim. Tá? Legal, normal. Bem feita. Tem... É... É...

Uma história bem contada. Mas, cara, essa seita que eu não sabia, que tem aqui em Ubatuba, né? É aqui? É. Meu Deus. Com castelos, né? Então, lembra bastante essas seitas que a gente vê religiosas mundo afora. E aí eles vão contar como que eles...

Levavam crianças pra estudar lá. E no fim era tudo baseado num livro que o tal do Monsenhor escreveu. E todo mundo tinha que obedecer e fazer o que tava lá. Aí vamos descobrindo toda essa rede de abusos. Abusos morais, sexuais. Tudo que você imaginar dentro dessa instituição. Tentaram proibir, inclusive, o documentário, né? Teve essa coisa que é o... Quem que tentou proibir? Eu comecei a falar, mas eu esqueci. Ah, eu entendi um negócio no Ministério Público lá. Isso, era isso. Lá depois liberaram.

O Flávio Dino liberou. Graças a ele que a gente pode assistir essa série. Você não vai me fazer defender a Steph aqui agora. E cara, a única coisa que eu queria que eu explicasse mais no documentário é de onde vem a grana. Porque assim, os caras têm células no mundo inteiro. Acabou de falar aqui que o fundo de investimentos… Isso, mas não mostra, né. Falar, são dinheiro de doações, porque eles ligam pras velhinhas e doem aí 25 reais. Deve vir, deve ter mais de... Não me faça falar mal de religião, que você sabe que eu não gosto.

teve uma seita recente que a gente viu aqui em São Paulo que parte da grana certamente não é o grosso, mas parte da grana vinha de vender caderno na rua o pessoal vai, esse caderno tem que ser muito caderno eles são horríveis mas quem tinha isso e todo mundo comprou esse caderno enfim, então se instalar Escravos da Fé, Os Arautos do Evangelho tá bom? dirigido pela Cássia Dian e Marcelo Canelas HBO Max e aí e aí

Boa. Eu vou recomendar, eu faço judô há 35 anos. Verdade, né? Eu dou demais, você vê, você vai estar quebrado. Você tava com um hematoma. Mas agora eu já me recuperei, né? Mas eu treino bastante, eu gosto de judô. Vou recomendar um filme de judô recente, chama Tatami. Boa. Pô, não é Karate Kid? Não é judô, é Karate. Inclusive, é inspirado numa situação real. Assim, os personagens são diferentes, mas é inspirado numa situação real que acho que aconteceu em Pequim, na Olimpíada.

que ia ter um lutador iraniano que ia lutar com um israelense, e aí ele abandonou a luta, ele não quis. E aí eles fizeram meio que uma reedição desse campeonato, só que do ponto de vista feminino. Inclusive, as lutas estão bem feitas de judô, e o narrador é o mesmo narrador que narra as lutas na Olimpíada.

Então é bem legal, eles construíram bem as cenas, os golpes e tal, é bem acurado. E é legal ver essa relação do ir ao Israel, nessa questão competitiva, a pressão das sociedades mesmo esportivas. Nesse aqui? Isso, exatamente, tatame. E aí tem até uma questão dialética, porque sobretudo na Olimpíada tem a Confederação Olímpica, e aí eles protegem os atletas.

Eles falam, ó, se você é iraniano, por exemplo, e tá se sentindo coagido a desistir, fala com a gente que a gente protege, né? E aí tem essa dinâmica e tal. Então, é um filme bem legal. Assim, eu achei bem produzido. Quem não conhece judô vai aprender o nome de alguns golpes. Então, fica como recomendação. A Tami. Isso. Tudo bem. Bem-fei, Roto.

Comece com um reforço de um colega boa que o Marco Melo deu dois programas atrás. Se você ainda não assistiu Andar na Pedra, o documentário dos Raimundos no Globoplay. Andar na pedra eu vou, que a pedra costuma... Isso, essa mesma música, nesse tom. Inclusive, Bia, acho que foi algo que deu bronca, né? Que a gente ficou de...

divulgar aqui os episódios do Cinemático. Você assista o Andar na Pedra. Ouça, assista também. Ouça ou assista no YouTube ou no seu tocador de podcast preferido. O Cinemático que a gente fez que foi elogiado pelo diretor Daniel Ferro do documentário Tipo, o Néu Demais e tal. E sem rabo preso que a galera critica, fala mal. É, é. O que será que a gente falou?

Não, mas ele curtiu. Né, Dani? Enfim. Gente, agora...

O Qual é a Boa de hoje é a segunda temporada de Jury Duty. Jury Duty. Ou em português, Na Mira do Júri. Que é Retiro Corporativo, é isso? Pois é. Então a primeira temporada é Na Mira do Júri ou Jury Duty. E a segunda temporada chama-se Retiro Corporativo. E aí ficou no Prime Video, ficou Na Mira do Júri. Dois pontos. Retiro Corporativo.

A gente fez cinemático da primeira temporada. Fez. Que era o negócio do júri falso, certo? Vamos explicar. É o seguinte. Eu não sei nada sobre a segunda temporada, quero que você… Vamos explicar. A premissa do negócio é, uma pessoa é convocada pra servir ao júri popular de um caso num tribunal.

Quando ela chega, as pessoas falam tá, mas escuta, a gente tá gravando um documentário sobre o que acontece aqui. Então você vai se filmar, você vai ter que dar um depoimento ou outro. Tudo bem, tudo bem. O que essa pessoa não sabe é que, na verdade, não tem documentário porra nenhuma. É tudo feito. Que todo mundo em volta dele é ator e atriz.

E que todas as situações são fabricadas pra serem as mais doidas possíveis. Uma única pessoa não sabe. E só uma pessoa não sabe. E aí, a gente precisa entender, ver essa pessoa, como é que ela reage. Tem coisas doidas que acontecem, que ela olha em volta e fica, meu Deus. Tinha até o ator famoso lá na primeira temporada. O Mark Marsden. Isso, que é o Ciclope do X-Men. Isso, que ele faz ele mesmo, né? Nessa segunda temporada, que eu tava comentando antes da gente gravar aqui. Eu ficava sempre pensando, mas como é que eles vão conseguir fazer uma segunda temporada?

Dessa vez, a gente acompanha um cara que foi contratado como um emprego temporário pra ajudar um cara de RH pra fazer um retiro corporativo pra uma empresa de molho de pimenta. É uma empresa familiar. Sim. Parece que...

O dono, né? O fundador vai passar o bastão pro filho. Então, vai ser importante. Tem a galera que é super família também, que trabalha lá há muitos anos. E aí, esse cara vai lá. E aí, é a mesma coisa. A gente vai ter esse retiro corporativo. Tem um documentário sendo gravado. A gente também tá gravando um documentário sobre a empresa. Porque vai ser uma coisa que vai ser importante que vai acontecer aqui. Beleza. Cara.

O que acontece quando uma pessoa é colocada nas coisas mais doidas? E assim, esse é uma escolha de elenco muito difícil. Porque se você pega um doido, a pessoa vai ser grossa. Imagina a gente lenda nisso. A gente já tinha ido embora. Eu fui embora. Tchau.

Então assim, tem isso. E aí eles têm uma excelente edição. Cara, e aí depois tem os episódios de bastidores. É uma coisa de maluco, assim. Pra você enganar um cara, entendeu? E ainda por cima, esse cara acha que ele tá trabalhando. Então várias das decisões dele, você começa a sacar que tem a ver com ele proteger o emprego dele. E ele não ser demitido. Sim, sim. Mas eles dobram a aposta toda vez.

De maluquice. Até enlouquecer a pessoa. E aí ele fica, enfim, desacreditado. Gente, é uma delícia. Se você nunca assistiu, eu te invejo porque você tem duas temporadas pra assistir. Se você assistiu primeiro e não soube que saiu, assista na mira do júri Retiro Corporativo e aí já tá no ar.

o Behind the Scenes que é toda uma temporada completa só mostrando esse cara descobrindo o que foi que aconteceu com ele teve isso na primeira temporada também eu lembro que mostra na primeira temporada o que eles tinham que mudar na hora porque a pessoa se não ele vai passar de novo ele vai perceber isso, isso, eu lembro

Cara, é um trabalho de maluco, uma equipe gigante. Isso sim gera emprego. Só um jury duty, 300 pessoas de emprego direto, sei lá eu quantos indiretos. Então assista no Prime Video. Finaliza aí. Vamos lá, Vinícius. Menina, eu tô numa fase. Primeira coisa que eu tenho a dizer é que sonhar não custa nada.

Então, não fique comprando o seu sonho em bete, em Shopee, em, sabe, influenciador que vende infoproduto. Não, o sonho é seu. Faça o seu sonho, tá? E sonhe ele. A primeira coisa é isso. Segunda coisa. Final de semana, eu estava vivendo o meu sonho. Aham. Que é o candomblé, né? Às vezes, pesadelo.

Mas seu. Mas meu. Sonho ou pesadelo é meu. Eu sustento. É isso. Tava lá fazendo aquelas correrias todas, tal, não sei o quê. Minha irmã de santo, Mazé, professora universitária, virou pra mim e falou assim, ai... Ela inclusive assiste os episódios do Braincast e fica falando que ela concorda com o Merigo sempre. Ele representa ela. Que a gente fica falando maluquices e ela fica só meio assim, o quê? E o Merigo é meio isso.

é, falou, nossa, eu tava falando com um menino que trabalha na minha universidade um cara super bacana lá, falou, não vocês vão super se gostar, eu falei pra te seguir vê se ele te seguiu, aí não tinha seguido, aí eu fui olhar, porque não sei, me deu um negócio, o cara foi falar algumas coisas eu falei, não, eu preciso ver quem é esse menino acontece que o cara

além de um milhão de coisas, ativista negro e dono de editora, intelectual, esse caralho, o Márcio Paulo é de um podcast. E é um podcast que eu ouço tanto que eu parco do princípio que ele tá no limpo de podcast. Sabe que esse podcast é móvel de utensílios?

Mas o óbvio precisa ser dito. O que é? Podcast móveis e utensílios? É, que faz parte da vida de todo mundo. Que nem o assunto do café da manhã. Mas o óbvio precisa ser dito. Que é o Ponta de Lança. Que tem o África em pauta. Que é um modelo muito baseado no xadrez verbal. Só que eles ficam passando ali. Para os países da África. E é uma galera que entende muito de África. É um especialista de fato. O podcast é uma ponta de lança.

E dentro dele tem o África em Pauta Que dura 4 horas de episódio e tal E aí eles se compõem as notícias da África Eu ouço sempre, porque eu sou Cracudo de notícia E aí eu já ia dar esse salve E falar disso hoje, só que aí hoje O trecho que eu tava ouvindo, que eu vou ouvindo aos poucos Eles estavam fazendo uma discussão

sobre a visita do Papa Leão XIV na África. E sobre a questão do cristianismo na África, do protestantismo, do musulmanismo. E você fala, cara, que delícia que é você ver gente que, de fato, é jornalista, historiador, comentando um bagulho que eles realmente entendem e problematizando coisas. Em vez de falar assim, ai, nossa, o catolicismo foi lá e dominou a África. E eles falam, cara, não é isso. A galera tem uma outra relação lá. Não é exatamente isso.

É, exato, tipo E aí, nossa, delícia de conversa Então vale muito a pena ouvir Porque não é só esse podcast que nem já desverbal Não é só ficar lendo notícias e falar Ah, nossa, bom ou ruim É de fato você tecer análises sobre o tema Conexões sobre o tema E isso ajuda a gente a entender Porque assim

Nothing smells more like Brazil do que África e Filipinas, né? É verdade! É importante pra gente se entender também. Filipinas é muito legal mesmo. E eles são muito brasileiros, né? E como eu fiz um baita serviço público agora, e até fui um coach aqui pra falar dos sonhos, eu vou me dar a chance de ser cancelado um pouquinho. E toda vez que eu saio cancelado, eu falo desse universo, a galera me xinga. Mas eu preciso dizer que ela tá de volta. E mais ela do que nunca.

Equilibrium, o novo álbum de Anitta. A cantor Aninha. Não só por ser a maior cantora brasileira desde Maria Rita. Mas porque, cara, eu realmente gosto da Anitta, então tem interesse na carreira dela. Eu ia ouvir, eu ia gostar de qualquer forma.

É, mas com essa coisa que é o álbum de Macumba, da Anitta. Que ela apresentou no domingo de Páscoa, lá no padrão do Hulk. Nossa, que óbvio! Um disclaimer, domingo de Páscoa é um dia importante pra umbandistas também. Então tem uma relação ali, não é só porque ela quis afrontar a igreja, não. É porque ela, inclusive, adora a igreja católica.

Mas esse álbum, que o Tom falou que é o álbum racional da Anitta, do Timar Racional. Cara, não é essa brisa. Tipo, por que não ter essa brisa de, nossa, eu encontrei uma filosofia que agora eu quero muito que vocês conheçam. Leia o livro. Não, é muito de tipo, cara, eu tenho as minhas piras, que é candomblé e um pouco de catolicismo e um pouco de hinduísmo. Só que gosto de funk, de pop. Você acha que ela tá te imitando com essa história de gostar de várias ideias? Amiga, que é muito seu, é impressionante. Eu senti isso, né? E é meio que assim, tipo, cara...

Eu me fudi pra caralho, porque eu sou uma obcecada. Ela faz isso na entrevista com a Duplo Flow. Demorou muito pra chegar num lugar bacana. E aqui eu tô contando a trajetória pra chegar num lugar bacana. E eu recomendo o que você faça mesmo. O seu, da forma que você achar melhor.

E é muito legal também, porque tem várias sonoridades. E ela meio que, como ela voltou pro mercado nacional, ela foi buscando o que tinha de interessante no mercado nacional. Então assim, pela ordem, os fits são Marina Sena, Lineker, Loed Luna, Meli ou Meli, Ponto de Equilíbrio, que ela falou que chamou Ponto de Equilíbrio porque era uma banda que ela adorava na infância, e é um reggae chamado Dois dos Isis porque ela pode sair com a família dela agora, antes que ela não podia.

Os Garotinhos de São Gonçalo. Ah, bonito. Nossa, que é... Ai, meu Deus. É que é o... Cheira a fazer amor. Rincón Sapiense, King Sanks, Ebony, Papatinho, a brasileira Shakira. Sim. Lua dos Brasileiros e Emana Azul. Então, assim, tudo que tá rolando de efervescente, pô, traz aí o que você tem pra botar minha brisa nisso. Então, cara, tá muito legal mesmo. É gostosinho de ouvir. E, sabe, se abra também pro mundo. O mundo não é só Chico Buarque.

Apesar de que ele é o meu mundo. Não, e é... Não gostar da Anitta não faz de você mais profundo. É isso, é isso. Fique tranquilo aí. Eu achei muito interessante essa entrevista do show. Pode não gostar, mas... Que começa com o Igor Triscada, um disclaimer. Tipo, galera, fiz uma entrevista dele, né? Com a Anitta, super legal. Assiste aí, que ele vai na casa dela, né? Como se ela fosse a presidente da República, assim. Ela tem um lugar muito especial na história do Brasil.

Eu não sabia que vocês não gostavam de Anitta Não, não, eles adoram Você não diga nada, viu Eu acho que Anitta é legal, normal Tem coisas que eu gosto, tem coisas que eu fico Bom, não é pra mim, mas tudo de bom Legal, normal Então é isso, ficamos por aqui Beijo, gente, tchau Até o próximo episódio Não aposte

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