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ECA Digital e o limite entre proteção e controle

03 de abril de 20261h42min
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As redes sociais deixaram de ser só entretenimento — e passaram a ser tratadas como um problema de saúde pública, jurídico e político. Com o ECA Digital, o Brasil tenta proteger crianças e adolescentes de um ambiente cada vez mais agressivo e viciante, impondo novas responsabilidades às plataformas. Mas, no meio disso tudo, surge um dilema: dá pra aumentar a segurança sem abrir mão da privacidade? E mais: estamos enfrentando a raiz do problema ou só colocando regras em cima de um sistema que continua funcionando do mesmo jeito? 05:15 - Pauta 01:12:48 - QEAB -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios! https://www.youtube.com/channel/UCGNdGepMFVqPNgaCkNBdiLw/join -- 🏃 SIGA O BRAINCAST Seu podcast com conversas curiosas para mentes criativas está em todas as plataformas e redes. Inclusive, na mais próxima de você. Encontre o @braincastpod: No Instagram; no BlueSky no TikTok na Twitch no YouTube. -- Entre em contato através do braincast@b9.com.br. Perdeu o Qual É A Boa? Encontre todas as dicas da bancada nos destaques do nosso Instagram. @braincastpod -- O Braincast é uma produção B9 B9 Criação e Apresentação: Carlos Merigo Edição: Gabriel Pimentel Identidade Sonora: Nave, com Direção Artística de Oga Mendonça Identidade Visual: Johnny Britto Atendimento e Comercialização: Camila Mazza e Telma Zennaro O2 Filmes Direção de Fotografia: Lais Lima (Tangerina) Direção de Arte: Carolina Lage Coordenação de Produção: Gabriel Paim Assistente de Produção: Bernardo Barcellos Copeira: Vania Hiana Cenotécnico: Pele Equipe Cenotécnica: Anderson Leonarchik Henrique Leonarchik Denir Luiz Guilherme Tavares Andre Grandeso Pintor: Bruno Acervo O2: Sr. Figueroa Odecio Anderson
Participantes neste episódio4
B

Bia Fiorotto

HostJornalista
C

Carlos Merigo

HostJornalista
M

Marco Melo

Convidado
P

Paulo Renan

ConvidadoDoutor em Direito
Assuntos4
  • ECA Digitalproteção de crianças · responsabilidades das plataformas · privacidade e segurança · impacto das redes sociais · verificação de idade
  • Impacto das Redes Sociaisvício em redes sociais · saúde mental · responsabilidade das plataformas
  • Proteção de menores de idadeMarco Civil da Internet · direitos da criança
  • Exploração infantil digitalinfluência de influenciadores · consumismo infantil
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Este podcast é apresentado por

Olá, eu sou o Carlos Merica e sou o Braincast 627. Tô perdendo a conta, Luiz e Ginho. Cada vez os números maiores, é muito difícil acompanhar essa conta. É, isso aí. Matemática avançada. Perfeito. Trago o início. Pense nas crianças, muda as telepáticas. Caralho.

O assunto é sério. Não posso começar a minha soezinha, a literatura. Eu que sou intelectual, boa noite, gente. Se vocês quiserem fundamento, me sigam no Instagram, porque aqui não posso, né? Muito bem. Marco Melo e aí, Marco? Tamo aí. Eu vim de... Camper, né? Interessado na pauta. Eu vim fazer as perguntas mais burras que esse programa pode ter. Ó, e o nosso super convidado de hoje, ninguém menos. Ninguém mais também.

Que Paulo Renan... Olá. Que é muitas coisas, ele vai se apresentar pra vocês, mas... Já falamos aqui que o mais importante que ele é, é Brinquesteiro Gourmet de primeira hora. Raiz, raiz. Raiz. Tá lá.

Quando não era moda, ele já tava... Exatamente. Não tinha ninguém, ele foi primeiro. Quando era mato... Conta aí de você, além dos seus doutorados e tudo mais que você faz. O que você faz além do sucesso. Sou doutor em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília. Chique demais. Três coisas que eu adoro.

Direito, Estado e Constituição. Adoro. Cada vez menos respeitado, né? Mas a gente tenta. Sou pesquisador no Iris, Instituto de Referência e Internet Sociedade. Canequinha aqui do Iris. Parênteses. Estou vim tentando lançar uma nova tradição aqui, que é o presente pra bancada. Pô, isso aí eu apoio. Então chegue o Iris pro seu podcast pra você ter presente. Galera curte a caneca. Canequinha? Trouxe uma caneca à altura. Olha aí.

Que bonitinho. E também sou ativista no Aqualtoon Lab que trata de direito, raça e tecnologia e vários outros chapéus. Mas uma coisa que eu achei complicada é que você me apresentou e não me deu oportunidade de trazer meu bordão. Justamente num programa como o de hoje. Que fala de crianças? De jovens? Pode ser agora então. Luiz Eginho.

Jovem. É um arraso, né? Muito bem, ó. Como o Luiz deu aqui a deixa... E ele tá de visual jovem. Tá de visual jovem. Eu sou garoto, né? Tá demais.

Vamos falar de Felca Digital. Não é assim. Pode falar, galera, falando Lei Felca. Não! Instituto Alana, calma aí. Calma aí, calma aí. Pau arrumando briga no LinkedIn lá. Vou arragar as calças pela cabeça. Eu só venho aqui hoje porque eu quero injustiça. Quer justiça, muito bem. Então, vamos falar do ECA Digital. O Brasil tentando proteger suas crianças e adolescentes e jovens como Luiz e Gino. Proteja-me. Dentro desse ambiente. E quem sabe aí vamos impor, né?

responsabilidades para as plataformas chegou a hora? A hora já passou. Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor? Exato. E também tem um dilema que surge, a gente até uma vez falou aqui rapidamente, sem um especialista na mesa como o Paulo, pra não nos deixar falar bobagem. Ou seja, irresponsabilidade. Irresponsabilidade. Que é como que a gente faz isso, né, aumenta a segurança sem abrir mão da privacidade. Será que agora eu vou ter que ficar falando, mostrando o meu rosto, em torno dos meus dados?

Pro governo. Porque até agora não tem acontecido, né? Não, exatamente. Ninguém pega seus dados. Que bom. O papo é sério, tá? Não parece. Mas é. Fica aí. Mas antes... Mas antes... Siga o RoboBankastPod nas redes sociais. Cortes e tudo mais. E também se inscreva no nosso canal no YouTube. youtube.com.br Tem um botãozinho do hype. Hypar.

que é pra canais como o nosso, que não tem ainda quanto? 500 mil seguidores. Falta só 400 mil, 999. Isso, vamos chegar. Estamos emergentes, né? Estamos em emergência, eu acho. O futuro é dos emergentes. Quando chegarmos na hypada, diremos também somos hype. E faremos um clipe.

Emulando, também sou hype, cantando a música Mini, mini, mini, mini, mini, mi, ou. Tá bom. Mini, mini, mini, mi, ou. Compromisso aqui que foi assumido. Essa é uma promessa. Essa é uma promessa. Quando hyparmos... Quando hyparmos... Também seremos hype. Quer ver acontecer? Hypa lá. Hypa. Hypa lá. Isso. E por último, faça como o Paulo Renan. Por último. Se inscreva, seja assinante do Braincast. Seja bem que esteja. Tem um botãozinho, assine.

Você tem acesso ao Braincast Secreto, que a gente acabou de gravar aqui. Falou só temas importantes. Temas cabeludos. Cabeludos! Conteúdo delicioso. E convocação da seleção brasileira. É o melhor caminho pra você ser convidado pra essa bancada. É você pagar a branqueceria do Gourmet. Fazer 40 doutorados. Ser simpático. Ser uma pessoa de referência no seu mercado. Trabalhar num outro instituto. Aí você pode vir aqui. É um atalho. É um atalho. Muito bem. Então é isso. Vamos pra pauta?

Olha só, pra gente começar aqui, fiz um bloco zero, porque eu acho que é... Antes de entrar na discussão do ECA Digital... É diverso. Tá bom. Eu queria falar se a gente finalmente, né, Paulo, parou de tratar a rede social como entretenimento, né? Como a gente sempre fez e que agora estamos encarando como problema comportamental.

traz distração, vício, ansiedade, no popular derrete o cérebro das pessoas e das crianças, né? Porque não só no Brasil, mas no mundo, temos vários processos judiciais rolando, né? Sim. Responsabilizando plataforma. Sim. Tem gente que ganhou aí uma bolada, inclusive, né? Isso aí. Tem documentos mostrando que o vício é deliberado, né? Que as plataformas trabalham supostamente pra isso, né? Não vou fazer aqui nenhum tipo de ilação. Vai falando aí, vai falando.

vários casos surgindo, como eu falei, e os governos estão começando a intervir. Aí nesse cenário surgiu o ECA digital. Mas a minha primeira pergunta é essa, se a gente finalmente, como sociedade, entendeu esse problema de que rede social não é só brincadeirinha de adulto ou criança. É, a gente tem as decisões agora lá nos Estados Unidos, foram duas, num sentido inovador, que é...

O conteúdo é um problema, mas o grande problema mesmo é a entrega do conteúdo. É o funcionamento da rede social. Essa é a migração que tem a ver lá nos Estados Unidos e aqui no ECA Digital, que é o Marco Civil lá de 2014 preocupava, pô, as pessoas vão fazer um conteúdo problemático. Como a gente faz? Ah, tem que ir atrás da pessoa que publicou o conteúdo.

E nesses anos a gente percebeu, e as redes se construíram, as redes sociais se construíram para gerenciarem a entrega desse conteúdo. Aí vem o rage bait, a isca de raiva, que é para você se indignar e reagir, e isso é de propósito, e a gente não vê, é invisível.

Pra quem tá só... Carlos Merigo cai muito. Caiu. Muito. Direto. Ele não pode ver um bait que ele já rei. Já cai mais, tá? Mas teve uma época que perdi umas boas horas de vida. Esse push da Folha de São Paulo foi um perigo na sua mão. A Ju me chamando lá, vamos dormir. Eu falei, pera, tô brigando na internet. É aquele XKCD, né? É, isso. Tem alguém errado na internet, não posso ir dormir. Discutir muito, exatamente. E as redes sociais fizeram disso um modelo de negócio.

Todo mundo revoltadíssimo na internet. É isso que dá dinheiro. Vamos entregar mais. E aí esse virou o foco agora, né? O problema não é só que as pessoas estão postando coisas idiotas na internet. Sim. É que as redes sociais fizeram desses conteúdos idiotas o seu carro-chefe.

e é uma mecânica pra te entregar mais uma coisa que eu, acho que até citei uma vez que, cara, na época de televisão a gente já falava isso, cara, só porcaria só passa esse programa idiota, fica aí assistindo essas bobagens só que é isso, era uma entrega linear né, você via ali eu até tava conversando com o Benjamin esses dias que ele tava falando sobre a briga em casa com o celular Benjamin é o filho dele, tá? isso, meu filho, vai fazer 14 anos e aí ele fica no celular lá e a gente fica, ó tá

Ele fica reclamando que eu dou pouco tempo de YouTube. Dou cinco minutos, porque ele fica no shorts. Que se eu der mais, ele... Que são 60 shorts. Exatamente. Quanto mais... Eu falei, se eu assistir outras coisas, eu te dou mais tempo. É ver um vídeo de dez minutos? Ah, não, não quero. Não quero. Vai ficar no shorts. Então é cinco minutos. Cara, a loucura do shorts é que você vê um shorts.

De um vídeo. E é difícil pra caramba chegar no vídeo daquele short. Tipo, o YouTube prefere que você veja outros shorts. Lógico, lógico. E aí nessa discussão eu falei pra ele, ó. Na minha época também tinha essa briga de assistir menos televisão. Ficar aí o dia inteiro com as televisões ligadas. O game vai te deixar cego.

Jogava videogame, estrago ouro, estrago ouro. Eu tinha essa ideia de que estraga as vistas. E aí eu falei, isso aqui era diferente, né? Porque uma hora você encheu o saco, né? Um monte de programa atrás do outro, tinha comercial, aí tinha coisa que você não queria ver, assistia o desenho lá do He-Man, em seguida era um jornal. Aí, pô, desliga, vou fazer outra coisa. Com a internet, não, né? Você tá... O conteúdo bosta, ele é infinito. E antes, era uma TV.

por causa. Isso. Todo mundo assistia o mesmo programa Bosta. É. Hoje cada um tá assistindo o seu próprio programa Bosta e estragando a sua cabeça do jeito que e às vezes prefere. Às vezes cada um assistindo o seu conteúdo Bosta no celular, enquanto a TV tá com o conteúdo Bosta sendo ignorado. Isso, perfeito. Só pra fazer um barulho na casa. Exatamente. Capitular a sua atenção. É. Então, chegamos nesse momento que a gente finalmente tá enxergando como a Salsicha é feita, certo? É o Matrix. Perfeito, ótimo. Então...

É uma referência que a galera perdeu A gente fala Matrix, mas tem Nem falem sobre isso 28 anos Porque é uma coisa louca O quanto as pessoas que não sabem o que é o filme Matrix E o que é a Matrix Ninguém sabe que o Red Pill Vem da Matrix É impressionante a quantidade de pessoas que são adultas Já Andando aí pela sociedade, escondidas Como se nada estivesse acontecendo

São vocês! É de vocês que estão falando! Paulo, então é isso. Explica pra gente em 280 caracteres... Ou num short do YouTube, ou num short, pra gente divulgar como um corte, por que as pessoas têm que parar de ficar assistindo corte. Chamando de Lei Felca. Isso, Lei Felca. Porque já acontecia antes do Felca, certo? A Lei 15.211, Estatuto Digital da Criança e Adolescente, apelido ECA Digital, é uma lei que veio atualizar...

o ECA lá de 1990. Famoso ECA. Para essa realidade, a sociedade da informação, já com essa perspectiva de que os impactos sobre as crianças são diferentes e precisam ter um cuidado. Veio de um projeto de lei de 2022.

Chegou no Senado, teve uma versão do senador Cajuru. Caramba. Que era. Que está daquele jeito, nesse momento, quanto você ouve. E que era daquele jeito. O famoso boca louca. Daquele jeito. Com óculos quadrados, outro redondo. Era um pele que parecia uma tatuagem de rosto nas costas. Uma tatuagem de tatena que parece o Carlos Lácio Vieta nas costas. Exatamente, é. E aí a sociedade civil se mobilizou e falou, não. Aí também não.

E aí consertou o PL e tal, em 2024 ele chegou na Câmara e lá ficou adormecido, rolou debate, não sei o que, mas estava lá parado. Eis que, não mais que de repente, vem o vídeo bombástico do Felca. Verdade seja dita, tem lá um artigo, o artigo 23, se não me engano, você pode chamar artigo Felca.

Ele fala assim, não pode monetizar vídeo de criança em cena sexual. Esse artigo não existia, passou a existir por conta do Felca. Mas a lei já tinha antes, o debate já tinha antes. Tem muita gente tentando defender as crianças no mundo online há muito tempo, com trabalhos muito sérios e que estavam nessa pressão. Mas chegou nesse momento e esse vídeo veio como uma avalanche.

que nem a direita conseguiu resistir. Então, esse é o ECA digital, né? Um produto de um trabalho, de muito tempo, como várias outras pautas. Nessa pauta calhou que a gente tem um Edward Snowden brasileiro. Igual as denúncias lá da NSA. Edward Snowden brasileiro. Destravaram o Marco Civil? Sim.

Passados tantos anos... Até porque se não fosse nem... Não sairia tão rápido, né? Não, tava parado o projeto. Tava pronto, mas tava parado. Não ia andar. Tinha muita gente pressionando, mas não ia andar. E aí quando veio aquela bomba midiática, que foi o vídeo do cara, falou... Tem aqui, ó. Solução tá aqui. E aí passou.

Mas não andava porque os deputados da direita estavam travando com essa história de porque isso é cerceação de liberdade de expressão. Também, também esse é um argumento público mas no privado tem empresas que perdem dinheiro e que precisariam ter que foi o que aconteceu com a lei das fake news que poderia ter sido

Essa primeira lei pós-marco civil que ia mudar esse cenário e falar, não, as empresas têm obrigação, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo. Mas lá em 2021 e 2022 elas enterraram o projeto, saiu na capa... Cara, o Google é um modelo...

de front page que tem X elementos. A galera sabe a quantidade de elementos que tem lá. Eles botaram um link contra... E eu lembro disso. A lei das fake news. Nunca tinha acontecido. Eles botaram um link na home do Google. O Google fez uma pressão gigantesca contra o chamado PL das fake news. Contra o ECA digital, eles não puderam fazer isso, porque a pressão que veio foi muito grande. E aí a gente tem, então... A gente dá pra fazer um retroplanejamento aí.

Por que o ECA digital, a primeira lei, depois o Marco Civil? Prioridade absoluta. Está lá na Constituição. As crianças têm que ser, seus direitos definidos com prioridade absoluta. Mas não foi isso. Foi o vídeo do Felca que destravou. Porque se é contra, ficaria feio.

Muito, muito. E a galera tentou. Mas não conseguiu e rolou uma mobilização. Dá mares falando, a gente vai votar a favor. Hoje a sensação, a gente tá falando do ECA Digital aqui, mas a sensação é que qualquer tema minimamente progressista do campo progressista que anda hoje em dia é só porque

É completamente vexatório tentar... Ser contra. Você vai ser contra isso? É. Tem um negócio que você falou do diagnóstico, né? Que é... De que a vida digital, virtual, não é separada...

da vida analógica real, que é o que a gente achava que era, certo? É, tinha essa perspectiva de que o que a gente fazia no teclado era uma coisa, o que a gente fazia fora do teclado era outra. Mas, cara, tem muito tempo, desde a primavera árabe, que a galera senta no computador e combina o que vai fazer na rua. E aí o que vai fazer na rua, às vezes, passa na internet, não passa. Então, se o virtual e o real não estão separados, os problemas do virtual atacam a nossa saúde.

mental, fisiológica e aí vira uma questão jurídica pra criança e adolescente que tem, pela nossa constituição um direcionamento de um cuidado que não é só da família é da família, é do Estado é da sociedade como um todo então peraí, a gente tem que olhar pra isso também

na internet. É aí que vem o ECA digital pra falar, pô, então vamos fazer alguma coisa pelas crianças na internet. E o que a lei obriga na prática? Você que fez pesquisas aí, você sabe, Iago Vinícius? O que muda na prática, e aí tem um tempo de implementação disso, algumas plataformas estão saindo na frente, outras plataformas estão vendo como se adaptar, outras estão tentando fugir pela tangente, mas é de que, primeiro,

as plataformas têm que saber quem tá entrando lá. Porque hoje em dia é autodeclaratório, né? Isso. Desde que eu entrei na internet com o meu e-mail cantaeagua.com.br, aos 9 anos de idade, eu entrava num garfo assim, se tem mais de 18 anos, eu botava lá fazer a conta. E que era 18 anos e botava lá. A primeira vez que eu me dei conta disso foi, acho que era um site de, acho que cerveja, bebida alcoólica. É isso? Eu te pergunto, você tem mais de 18 anos? O que você tá fazendo lá? Tenho!

Ah, eu tava vendo lá uma... Acontecia isso. Eu vi muito de um hot site. Um hot site. Você queria participar de uma promoçãozinha divertida. Mas você tem mais de 18 anos? Tenho. Ou de nebo. Avisa. Aí eu falei, se eu responder não, será que vão saber? Era isso que eu falei, será que vão descobrir? Não, eu botava um dia antes do meu nome. Enfim, várias questões. Vai deixar de salto o declaratório.

Então vai ter que ter algum nível de identificação. Tem plataforma tentando fazer identificação por facial. Eu espero que isso não vá muito tempo adiante. E aí tem toda uma discussão de, pô, eu vou mandar meu RG pro Elon Musk lá no X. Primeiro que você não tem nada que tá no X. Já falei pra todo mundo, todo mundo sai do X. Eu fico lá e eu conto pra vocês o que tá acontecendo lá. Mas, enfim, tem várias plataformas tentando burlar que não seja mandar o documento de fato. O usuário tendo menos de 13 anos.

Tem que ter um link direto de autorização dos pais. Os pais tem que ter autorização expressa. De que eles sabem que a questão da plataforma está autorizada a isso. A questão do Roblox, que é que é injustiça, fel, que é pio que Hitler e tal, não sei o que. É porque jogos online, plataformas online, não pode ter essa questão de chat livre. De conversar. Inclusive, tem toda uma mecânica do Roblox, que pelo que eu entendi é muito inteligente. Você pode conversar com gente mais ou menos a sua idade. É, eu ia falar disso. Isso é uma questão bonita.

primeiro momento, primeiro olhar, mas até no seu já citado identificação através de identidade facial e o cálculo da inteligência artificial a partir da imagem que ele tá vendo pra definir a sua idade, isso tá sendo burlado pelas crianças de uma forma deliciosa. Deliciosa. Não, e é isso. A criançada abre o site do criador de personagens do Skyrim.

cria um adulto elfo com barba, coloca a cara por ali, porque aí você consegue dar os comandos. Assim, tô falando isso pensando que as crianças não estão ouvindo esse podcast. Se você é criança, clica aí agora. Se você tem menos de 18 anos, clique em não. Se você tem mais de 18 anos, pode clicar em sim e ouvir o que eu vou dizer agora. Mas esses criadores de personagem, você consegue mexer tá

E dar comandos básicos Que são Mais ou menos os comandos que essas plataformas pedem Então assim, coloque seu rosto na tela Pra provar que você tem 18 anos Abra a boca Você manda o pessoal abrir a boca Pisque três vezes Mexe a cabeça pra um lado Mexe pro outro Mexe pra cima, mexe pra baixo Ok, você tem 94 anos

Não, fora os que estão pintando barba na própria cara. Carvão. Meu Deus do céu. Que é exatamente... Eu tava ouvindo uma discussão no Camo Urgente hoje. Que eu sou esse tipo de esquerdista. E eles estavam falando disso um pouco. Tem seu direito, né? Que é, se a plataforma alega que ela pode fazer reconhecimento facial... E isso tem muito a ver com as condenações que saíram agora nos Estados Unidos. Se a plataforma alega que ela pode fazer reconhecimento facial e saber a idade da pessoa, quer dizer que ela já sabia isso antes.

Se as crianças estão burlando, a plataforma sabe que a criança está burlando e está deixando burlar. Assim, toda investigação que a gente faz no briefing, a gente percebe que a plataforma está claramente na safadeza, tipo, nossa, não é comigo. Então, isso vai ter que mudar, você vai poder... É, porque fora que pode ter uma burlação, um burlamento... Uma burla. Uma burla, ao contrário, reversa.

Que é marmanjo Entrando no chat das crianças Se fazendo Carlos Merigo, faz essa barba aí Coloca lá que tem 12 anos Carlos Menino Supostamente é um Carlos Menino, não é ele Vou botar os três dedos na frente Que era uma coisa que eu ia falar agora O Felca foi muito eficiente Em várias coisas Porque é um vídeo de 50 minutos Então ele teve muita chance de ser eficiente Mais na capa da GQ

Não vou comentar a beleza do homem. Tudo bem. Eu não tô aqui de homossexual, eu tô aqui de analista. Perfeito. No papel, né? Enquanto analista. Mas de colocar o algoritmo P, que é a questão que é, nós temos um design de plataforma, e essa questão do design, acho que o Paulo vai trazer aqui de forma muito mais eficiente, mas um design de plataforma é uma questão do algoritmo, que é essa coisa que a gente fala como se fosse um deus plairando acima de nós, que, nossa, ninguém sabe que é algoritmo, é algoritmo várias coisas, como se ele fosse uma pessoa, que empurra,

É um sistema que empurra as pessoas pra pedofilia.

E pra conteúdos impróprios sobre menores. E que vai trazendo melhor. Assim, quando a gente faz pesquisa sobre isso, a gente fez pesquisa sobre isso, sobre agunços na cor. É absurdo, assim. É absurdo o quanto é fácil você chegar nisso. Então também existe uma... E eu quero entender um pouco como isso vai ser feito. Mas existe uma frente muito grande na época digital, que é os algoritmos não podem mais empurrar esse tipo de coisa. Tanto não pode empurrar pra adulto conteúdo... É...

pedófilo, que incentiva a pedofilia, quanto não pode empurrar pra criança conteúdo que é impróprio. E isso deságua no plano de monetização, que é, você não vai mais fazer anúncio, primeiro, não vai mais exibir anúncio pra criança.

segundo, não vai mais exibir anúncio de coisa infantil, que é o que a gente fez na televisão, tempos atrás o cartão daquela franquia de gibis, cartão de crédito daquela franquia de gibis, que a gente não pode fazer na gente é processado não passa na televisão, a maçã da franquia de gibis não passa na televisão porque publicidade infantil é um problema na televisão tem que ser na internet, eu acho que a gente foi muito habilidoso aí saindo do Felca, enquanto sociedade de chegar numa imagem que é você deixaria seu filho numa rua escura, na consolação 11 horas da noite, isso é internet hoje

E aí os pais entenderam a partir disso. Então tem essa frente, primeiro que é verificação parental, segundo, controle dos algoritmos, terceiro, questão com a monetização de conteúdos relacionados à infância e o quarto, o controle parental. Todas as plataformas têm ferramenta de controle parental há muito tempo.

só que ficar lá escondida 5 cliques depois ninguém sabe que existe e ninguém sabe usar meus filhos me odeiam por conta disso todos os acessos são 2 cliques pra você atingir qualquer coisa e o controle parental pra fazer uma compra isso que você falou, como que já dava pra fazer eu sou de indiquetar um coibou aqui há muito tempo o Family Link do Google tenho família também no iOS da Apple mas o Family Link tem mais opções assim

anos usando aí essa semana com a atualização por conta do ECA Digital um monte mais de controles apareceram lá que eu falei, por que não tinha isso aqui antes? Onde estava o bonito antes? Exatamente, eles atualizaram o app um monte mais de opções eles ainda não deixam tirar uma coisa que eu acho que é absurdo que é

desligar os shorts. Era uma opção básica. Não quero shorts no YouTube. Não tem como ainda. Mas fica a dica pro YouTube aí. Mas tem um monte de outros controles. É o que você falou, já dava pra fazer. Já dava pra fazer. Vamos ver em uma semana, né? É, isso aí. O lance-chave aí, Iago, é o conceito guarda-chuva, que é aferição de idade. Porque pra aferir a idade, você pode estimar.

É tipo, tô vendo tua cara, tô vendo mais ou menos o que você navega aqui, eu acho que você, pelo seu perfil, você tem essa idade aqui. Com essa pele que eu tô, meu filho, 50 anos no mínimo. Outra coisa é você verificar a idade. É você pegar um documento, você, de fato, confirmar que aquela pessoa tem aquela idade. E tem várias outras modalidades desse gênero que é aferição de idade. O que o ECA digital exige?

E aí a distinção, idade não é identidade. O ECA Digital pede um sinal de idade. Qual que é a lógica? Imagina que você vai entrar numa boate. Qualquer boate hoje no Brasil... Jamais estaria. Não tem mais boate hoje no Brasil. Os jovens não vão mais pra boate, diminuiu pra caramba. Mas nos áureos tempos das boates, anos 90, 2000...

Popper Jam, Popper... Pra entrar, você dava ali o seu RG falsificado, sua carteira de motorista, recém-tirada, com muito orgulho. Isso, isso. Cara, você tava dando ali o seu número do RG, o seu número do CPF, vários elementos da sua identificação que eram os necessários. Mas o cara tinha acesso a tudo ali e ele, pô, tem mais de 18 anos, beleza, pode entrar.

Imagine... Mas era um documento que tinha alguém atestando que você tinha aquilo ali. O Estado brasileiro. Exato. Imagine que você tivesse uma moeda. Você jogou Pokémon, Iago? Que tem aquela moeda grandona do Pokémon? Eu já era viado, já. Imagine que você tivesse um token. A token eu entendo, eu sou negro. Que dissesse assim, ó. De um lado, mais de 18. Do outro lado, Estado brasileiro.

Aí o segurança fala, vai entrar? Você apresenta a moeda. Fala, pô, pode entrar. Não quero saber teu nome, não quero saber o número do teu RG. Eu quero saber se você tem mais de 18 ou se você tem menos de 18. E se essa moeda é válida. Eu quero falar, pô, mas tu veio com a moeda de papel aqui. É verdade, esse bilhete não vai colar. E aí a possibilidade do ECA Digital é que esse sinal de idade não precisa nem ser do governo brasileiro.

ele pode ser de uma empresa privada. Qual que é o modelo ideal do ECA Digital? O conceito de prova de conhecimento zero. Zero knowledge proof. A empresa que vai te dar esse acesso, ela não tem que saber quem te dá a moeda que você está entrando na boate. E o cara da boate tem que provar que ele não tem o conhecimento de quem é você. Perfeito.

Aí você protege a identidade do adulto que quer ver o pornozinho. Do adulto. Ninguém da nossa audiência aqui. Com o skin que ele quiser. O cara que é trabalhador do partido de direita que quer ler a página de esquerda. E vice-versa. Esse cara tem que ter, essa mulher tem que ter a garantia de que pra saber se ela é maior ou menor, ela só precisa dizer que ela é maior ou menor. Essa ferramenta tá pronta? Não.

Não tem essa verificação com prova de conhecimento zero hoje pronta no mercado. Tem propostas, por exemplo, o GovBR poderia ser uma dessas soluções. Mas a lei não amarra... E não por acaso existe uma campanha no TikTok de dizer como o GovBR é horrível, como usar o GovBR é o fim do mundo. Porque é isso, já começa a demonizar já. Veio que a gente fez de palhaçada aqui, só que sério. É, sei, sei. GovBR, eu amo você, mas melhore. Como você faz isso com o GovBR se o GovBR tem todos os seus dados?

O Gov.br para o site, o site vai falar assim, ó, você tem mais de 18? Aí o Gov.br, fala pra ele que eu tenho mais de 18. O Gov.br fala, tem mais de 18. Tá bom. O Gov.br não vai perguntar... Não vai falar quem você é? Nem falar quem você é, nem perguntar que site é esse. Mas as pessoas vão ficar paranoicas e achando que... Mas já estão agora? Já estão, já estão. Essa coisa das pessoas ficarem paranoicas, acho que é uma pergunta que você poderia ter feito há seis anos atrás. É.

Mas o lance é... E nosso trabalho é esse aqui, né? Por meio da criptografia, você ter como conferir de fato no funcionamento dessa comunicação que é uma prova de conhecimento zero. É o que já, por exemplo, que eu acho que é mágico hoje, né? Que eu nunca...

imaginei que isso fosse funcionar o negócio da assinatura digital que antes você tinha que ir no cartório e hoje eles te mandam lá um PDF você assina com Docsign, com Adobe a gente dá o cartão de crédito pra fazer compra na internet você vai lá no patrocinador da vez aqui, compra o produto dele lá com cartão de crédito como é que ele não pega teu número do cartão de crédito e faz compras em outros lugares, tu deu todos os dados

É porque o sistema faz assim, você dá os dados, aí o sistema fala, beleza, você é você. Aí esse sistema avisa pro site, ele é ele. Não, não, os seus dados... Eu não preciso guardar o número. Quando você digita a senha no seu e-mail, para o seu serviço de e-mail, só vai assim, ele digitou a senha certa. Não vai a senha, porque senão iam saber qual é a sua senha. Isso já existe pra um monte de coisa. Prova de conhecimento zero.

Só que pra idade é difícil, porque em algum momento alguém vai ter que fazer essa verificação de idade. Alguém vai ter que ter uma instituição pra qual você vai dar o seu documento, pra qual seu pai vai fazer alguma coisa. A criança, o adolescente vai ter que ter uma instância de verificação. Mas basta uma.

E pode ser a da sua confiança. Mas não é a cada momento que você vai ter que dizer quem você é o tempo inteiro. Essa é uma lógica que não está desenhada A por B na lei, porque a lei quer dar amplitude. Várias soluções são possíveis. Quem vai dizer? Quem vai especificar? Aí vem lá a Agência Nacional de Proteção de Dados, a NPD, que agora está com essa treta. Essa é a responsabilidade da NPD.

detalhar, dizer como que isso pode funcionar, como que não pode, etc. Mas a lógica é essa, você não precisa dizer quem você é. Só que dá a diferença. Podia ser um esquema meio chave aleatória do Pix, por exemplo. Por exemplo. Que você faz um cadastro com o seu CPF e você ganha uma chave aleatória.

Você vai entrar em um lugar para provar que você é maior de 18 anos ou menor. Você põe essa chave aleatória, ninguém sabe quem você é, e você tem acesso a conteúdos que são para maiores de 18 anos, ou para maiores de 14. Oportunidade de negócio. Mas quem inventar isso aí...

Patrocina esse podcast. Mas hoje a solução que existe é mais invasiva do que isso. Porque como você falou, ainda não tá pronto. Porque os sites estão se aproveitando dessa nova situação. Falar, putz, olha, agora a gente precisa de todos os seus dados. Hum... Que eu preciso saber se você é adulto ou se você é criança. Então, me passa aí o segurança lá da boate. Agora fala pro amigo.

Agora eu preciso do seu RGF. Seu CPF, sua carteira de motorista, seu cartão de crédito. Vai entrar no meu registro atrás. A esse governo, né? Quer pegar os dados. Mas você falou que não tem essa capacidade, então, mas estamos... É só querer. Em vias de. Em vias de.

Enquanto isso, quem fizer bobagem, o que acontece? As empresas que não se adequarem, qual é o risco? Elas vão causar mudança estrutural nesse design ou só vai criar uma burocracia? Tem exigências estruturais do tipo, para criança não pode ter o scroll infinito, para adolescente não pode ter o scroll infinito.

Felipe Neto, você venceu. O ponto é como que você vai aferir, se é adolescente, se não é... Tem um limite, mostra 10 e para. Aí as empresas têm que trazer propostas. Elas têm que apresentar um plano de adequação. Tem que apresentar, ó, beleza, a lei é assim, a gente vai fazer assim. Tá beleza, governo? Aí o governo vai falar, beleza, tá ok, mas faz de verdade.

E aí vai começar a verificar. E se não fizer? Primeiro advertência, depois multa.

o bloqueio é só com o juiz. A NPD não pode determinar o bloqueio. Então leva um tempo. Ah, amanhã vão bloquear o Roblox. Não vão. Não vão. Não vão. Nossa audiência pode ficar tranquila. Esse negócio até de... O Fortnite mesmo tem isso, né? Você que é um grande conhecedor. Você pode bloquear o chat com as pessoas. Eu não sei se por idade.

Mas de partida é sem conversar com ninguém. Eu vejo muitas campanhas agora, eu vi uma vindo pra cá, nesses relógios de rua, não sei se era do TikTok ou de que outra rede, que é nossas ferramentas pra menores de 16 anos. Então tá todo mundo divulgando que já tem alguma coisa. O Instagram na semana do Adotização já lançou uma campanha gigantesca. O WhatsApp agora tem perfil pra adolescente.

Ah é? Não sabia disso. E você na condição de pai, configura ali o que pode, o que não pode. Preciso me interar. É, Benjamin. Semana que vem. Semana que vem. Vai cair lágrima lá. Esse controle de celular aí, tá causando ruptura. E o lance é que assim, cara, para a família é impossível ter todos os controles.

a rede tem que facilitar, tem que existir e tem que ser facilitado. Então é isso que a lei vem colocar. E sempre tem um jeito, por exemplo, você vai ter o WhatsApp, porque o WhatsApp você vai conversar com os amigos, com a família e tal, no jeito que as pessoas se comunicam. Mas aí agora tem as comunidades dentro do WhatsApp com conteúdo lá, que antes não tinha. Então, putz, o que eles estão vendo nessas comunidades? Pode entrar em qualquer uma. Aí um dia a Nina...

Minha filha, que vai fazer 12 anos Pediu pra instalar o CapCut Porque ela queria editar uns videozinhos Ah, legal, né? Vai editar, criativo e tal Não, o Zambra Ah, legal, vai ter o primeiro contato com o audiovisual É isso, exatamente Minha cineasta Volta o short É isso que você vai ensinar Volta o short Eu sei que a menina vai fazer medicina, mas não é isso Não, não, é fazer audiovisual

E aí, ela mesmo falou que pelo CapCut você consegue ver TikTok dentro do CapCut, que eu nem sabia disso. Então eu tive que desinstalar o CapCut do... Então é isso, vai tendo brechas que você não imaginava, que...

que elas vão descobrindo, né? Tem a história do Roblox, né? Todo papo começa assim, né? Porque a maioria dos pais chega muito inocente, tipo, é só um jogo, e é um portal infinito pra experiências completamente malucas. Imprevisíveis. Imprevisíveis, é. E eu sempre ouvi com muito orgulho, tipo, nossa, sempre que eu ouvi um pai falando do Roblox, é tipo, nossa, é um jogo que ensina a criança a programar. É, também. E eu falava, nossa, tem que entrar no Roblox agora. Tem, você cria o seu próprio jogo, você vai e corta a parma.

Não, corta para a criança estar trabalhando para a plataforma, criando jogos, num esquema de se eu fizer mais isso aqui, vai rolar não sei o que lá. E aí outra parada do Eca Digital. Trabalho infantil, caracterizado também para a internet.

Então a galera que tem perfil de influencer, que a sua criança, que o seu adolescente é o seu chamariz. Que o seu pastor mirim. Pô, aquele filme lá, Salve Rosa, que eu assisti na Netflix, que é mais ou menos, né? Mas que é essa história da mãe que obriga a filha a ficar fazendo conteúdo. Ela tem um canal infantil e ela passa anos e anos e anos, sabe-se lá como, fazendo como criança, fazendo conteúdo com a criança. Agora já precisava.

o ECA Digital ia falar, gente, é verdade mesmo. É verdade, Silêncio. Precisa de autorização judicial. Você tem que falar, juiz, minha criança, meu adolescente... É porque vacilou, tem um tigrinho lá rolando nas histórias. É, total. Vem no meu link. Não, e quantas histórias que a gente vê desses canais infantis da história por trás, é isso. A criança tendo que trabalhar, sabe? Mas isso desde o trem da alegria, desde o... Sim. E aí, mas era num...

Em outro ano. E a Globo tinha. Numa escala... É isso. Numa escala. Era uma grande corporação se aproveitando de uma criança. Não, e a Globo tinha. É isso. A Globo tinha autorização judicial. Eles iam atrás. O Juninho e o Bill não estavam lá de bobeira. Tinha uma preocupação pra ele poder sair. O ponto é que é isso. E todo um esquema de como você vai pra escola, como você vai fazer. Em qualquer casa. Tinha furos, mas assim, hoje isso acontece potencialmente em qualquer casa.

Aí teve uma juíza aí, há duas semanas, uma semana e meia, que deu uma determinação que a meta tem que exigir autorização judicial de qualquer perfil com conteúdo infantil, não só sexual, que tenha mais de 29 mil seguidores. Se tiver mais de 29 mil...

O Instagram tem que falar, peraí, você tem autorização judicial? Ah, tá. Qual é a lógica dos 29 mil? É um número, tipo assim, é grande. Cara, que é isso assim, tipo... Então a questão que é, você engravidou, aí você quer fazer o diário do seu bebê no Instagram, porque você tem uma família que mora cada um no estado. Ou é legítimo, sabe? Legítimo, ok. Só que aí você tá expondo a sua criança, ao mesmo tempo. E aí ela virou um produto. E a questão do conteúdo é que é isso, tipo... Gente, aqui eu mergulhei um pouco nessa bolha aí, é absurdo, assim.

A mera presença de uma criança pra uma pessoa que tá com uma intenção já é um potencial, assim. O pessoal fala coisas absurdas. Uma criança tá vestida, sabe? De vestidinho, sabe? Sim, sim, sim. E é assim, você quer divulgar sua gravidez, sua gestação, o bebê acabou de nascer e tá crescendo. É legal pra caramba. Você poder mostrar isso pra parentada, pros seus amigos e tal, é ótimo. Se isso é realmente privado, você tá ali, tranquilo, não precisa de autorização judicial.

Mas a partir do momento que você vai fazer uma pub, duas pubes, vira produto, e aí você tá começando a deixar o seu trabalho...

dia a dia ali pra poder se dedicar a isso e o seu tempo da sua criança não, peraí, aí tem que ter o estado. Pô, é igual a história triste do menino do Pintinho Pio lá você lembra dessa história? Não, eu já ouvi falar o vídeo do Pintinho Pio e o Pintinho Pio e aí o vídeo estourou e o moleque cantando, não sei o que, a família largou tudo, vendeu casa e o caralho pra investir na carreira do moleque

E o moleque não sabia fazer absolutamente nada. O moleque só sabia fazer o pintinho-pil. Então ele foi de dois, três... Que é mais do que o suficiente pra uma pessoa na vida. Dois, três programas de televisão, a família veio toda pra São Paulo, caralho, não sei o que. E depois de um tempo eles foram num programa pra mostrar a segunda música. Olha, agora é o novo lançamento. Lembra dele? E era um negócio completamente... E o moleque tinha crescido, já não tinha mais a graça. Já não tinha mais aquele moleque. Não tinha graça.

Ela foi bem chateante Traga aí Eu fiz uma pesquisa, eu fiz não né A gente fez uma pesquisa, achei que a gente tava falando bastante de parentalidade E tal E existe uma questão, sem comum né

Desde essa época de PL, de regulação de redes sociais e tal, que o Google botou a mensagem. Existe uma grande parcial da população falando que qualquer coisa, qualquer lei com redes sociais é censura. É. Certo? Isso. O Estado não pode se meter. O Estado está funcionando. Exato. O Paulo Calvo está maluco. E existe um outro senso comum que é...

Quem cuida da criança é pai e mãe. Então quem define o que a criança vai fazer ou deixar de fazer é pai e mãe. Se a criança tá viciada no celular, a culpa é do pai e da mãe. É um pouco.

E aí, a pesquisa que a gente fez com uma plataforma, a gente falou com mais de 8 mil países responsáveis, a gente flutuou para os países responsáveis, um longo questionário. E a gente lá no briefing, a gente faz pesquisa de mensagem. A gente pensa em comunicação. Então, que tipo de mensagem faz as pessoas sensibilizarem mais por causas e tal? E existe uma mudança de sensibilidade depois desse grande boom.

E o Felca também, ele foi muito habilidoso em muitas coisas. Em outras coisas, em uma das coisas que ele foi muito habilidoso foi de trazer... O jurídico vai permitir, né? Enfim, tá condenado o Ítalo Santos pra conversa. O nosso timaço de advogados tá trabalhando intensamente. Exato. Tá liberado, tá liberado, tá liberado. Liberou. Foi trazer a questão do Ítalo Santos, um caso muito visível e que você deixa muito claro e que, além de tudo, o Ítalo Santos estava na vida dos pais e das mães. As pessoas seguiam.

E elas não percebiam o absurdo que era. E vinham juntos. É, e ele falou, gente, olha que absurdo. O pai começou, meu Deus, é verdade, eu tô aqui dando...

O rei sobeu espluga. Exato, isso foi muito habilidoso. E aí, o que a gente... As pessoas não percebiam essa... É, cara, porque ele era meio o Carlinhos Maia, porque a água foi ferrindo aos poucos, o sapo não percebeu. Exato, exatamente isso. E aí, quando explodiu esse negócio, a gente pegou logo depois da cauda e tal, aliás, logo depois não, alguns meses depois, que a gente tava numa dessas, será que esfriou? E a galera esqueceu. Tinha essa impressão também.

o que a gente achou foi que 8 em cada 10 pais irresponsáveis defendam que existam regras pra proteger crianças da reclusão. Então eles são a favor disso. E aí tem uma coisa que é muito importante a gente entender. A gente fala toda hora, a solução é regulação. E aí eu tô começando a ficar chateado com isso. Eu falo, gente, regulação, mas não é eu não quero que o Nicolás Ferreira faça uma regulação. Sim.

E aqui nesse caso a gente tá falando de proteção de criança. É mais fácil a gente abrir esse flanco. E aí é importante a gente ter que no Brasil 77% das crianças tem celular próprio. 53% delas usam mais de 3 horas por dia. Tem a partir de idade isso?

A gente lá tem no site do projetobrief.com, tem lá todos os gráficos por idade, o demográfico e tal, aqui eu tô dizendo só os highlights porque 73% dos menores tem perfis ativos nas redes sociais os adolescentes são 91%

E acabou de sair aquela pesquisa do IBGE, eu não trouxe os números aqui, de como tem distorção de imagem, como tem uma questão de depressão dos jogos dos adolescentes, vinculado à rede social. Então é, o adolescente não pode ficar de fora, porque tá todo mundo lá. Isso, que é o argumento que eu mais escuto eu, que é isso. Mas tem um monte de gente lá na minha classe que tem. Eu vou ser meu falar, mas você não é todo mundo. É, isso eu já falei várias vezes. Inclusive tem um documentário na Globoplay, não sei se faz um tempo que tá saindo, que chama Anatomia do Post.

Ele fala de casos reais Viajaram o Brasil contando alguns casos Muito pesados Eu dei a sorte A sorte e o azar Do Antônio estar na sala Quando a Babi estava assistindo E aí eu cheguei com o Antônio e ela estava assistindo isso aí E eu sentei e vi o que era E ele ficou meio ali do lado e falei Vem cá, senta aqui, vamos assistir

E cara, ele ficou muito desconfortável porque conta casos de pessoas que se atacaram contra a própria vida, bullying muito pesado, distorção de imagem e tudo. E com dados com médicos falando sobre como os adolescentes não tem o lobo frontal ainda preparados pra tanto estímulo e tal e tudo isso. E ele foi assistindo e ficando meio incomodado assim, saca? E aí depois que acabou e tal, eu sentei com ele e falei cara...

Você vê que o que a gente faz com você não é um lance... Não é um capricho nosso. Não é que você se divirta na internet. Sabe o que eu ouvi essa semana? Ditadura aqui nessa casa. Não posso fazer nada. É uma democracia mesmo. E assim, são coisas que a gente tem que tentar também colocar aos poucos na cabeça. Na cabeça deles ainda é tudo muito simplório. Todo mundo tirou isso aqui de mim. O conceito é autonomia progressiva. Perfeito. O adolescente de 12...

Não é igual o adolescente de 17. Sim, sim. E tem um gradiente aí. Exato. Cara, a adolescência é uma maluquice que dura só 6 anos. É. Segura a barra.

É, e tem uma coisa que... Eu não sei qual é a realidade do Antônio e tal, não sei o quê. Mas a do meu irmão. É que o desconforto vem da questão de que... Meus irmãos conhecem, na sala de aula deles, jovens que se cortam. Jovens que atentaram contra a própria vida. Jovens que perderam a própria vida. Jovens que sofreram exposed. Assim, coisas absurdas que pra eles são muito naturais.

Meu irmão um dia chegou na época de Discord, que tava rolando, não sei o que lá. Mas você, ah não, é, o meu amiguinho levou uma faca pra escola e isso aqui, meu amiguinho falou, ô, parou, parou, parou, parou. O que? É, tipo, meu Deus do céu. Mas isso aconteceu na minha época também. Não, mas é que na nossa época, na minha época, o Diago tinha, chamava o cara de neguinho, chamava o cara de gordinho, chamava a mina disso, chamava outro cara daquilo. Pra gente também era normal. Não, mas você ia pra casa, acabava. Mas mudou. E você ia pra casa? Você só ia lidar com isso no outro dia na escola de novo.

Hoje em dia isso tá te perseguindo o tempo inteiro. É, no limite você muda de escola, né? Porque o virtual tá junto do real. É aquela percepção lá do começo de que tá tudo junto e misturado. Sim. Por isso que eu acho que antes do Wellcast Digital...

A gente teve uma lei que a gente não tá dando devido valor, mas que foi muito efetiva no Brasil, que é a proibição de celular nas escolas. Porque realmente, Merigo, Marco, não é vocês que tem que tirar a rede social. Porque não adianta mesmo. Tem que todo mundo perder junto ao mesmo tempo. Cara, a Constituição lá, desde 88, antes da Convenção Mundial da criança e do adolescente, a Constituição de 88 veio falar que é corresponsabilidade... Sim.

De família, Estado e sociedade. Sociedade inclui empresas. É responsabilidade das... Precisa de uma vila inteira. É. Pra cuidar de uma criança. Então, ah, é só responsabilidade da família. Não, porque eu cuido aqui na minha casa, mas ela chega na escola e a escola não vai fazer nada. Uhum.

Aí ela chega no mercado, o mercado tá com as gôndolas lá na frente do caixa, como é que eu vou concorrer com as paradas? Aí vai olhar a TV, tem a maçã lá do personagem, não tem como concorrer. É cruel pra família lidar com esse mundo todo se o mundo não é parceiro.

Então, desde 88, é obrigação de todo mundo, são obrigações diferentes, mas é obrigação de todo mundo. Então o ECA vem falar, pô, você aí que é sistema operacional.

Não é no sistema operacional que tá rolando a violação de direitos. Mas, amigo, agora você vai ter que ser parceiro. Sim. A sua obrigação é ajudar a gente. Isso, isso. Porque você tem um papel privilegiado. Loja de aplicativos. Não é na loja que rola o problema. Mas a loja tem os aplicativos onde acontece a violação.

E a loja é um gargalo. Então, pô, vamos montar campanha aqui e a loja vai ajudar a gente a verificar a idade, verificar se os aplicativos estão adequados, etc. Sim. É, e eu acho que o grande salto é que, assim, pequenininho, nos dados que a gente tem aqui, de fato, 82% dos pais acham que a tarefa de cuidado que as crianças veem online é deles. Só que o grande salto é que 76% acham que as plataformas também têm muita responsabilidade. Depois vem a escola, depois vem o governo. Eu acho que tem uma questão de entender que o controle...

que os pais achavam que tinha, ele é impossível. Porque você tá vendo onde a criança tá entrando, de repente. Mas você não sabe o que ela tá vendo lá, consumindo de fato. E não tem como você ver, e não é pra você ver. É pra criança não ter acesso a isso. Eu acho que ampliar um pouco esse leque foi muito importante. Porque eu sempre ouvi muito de tipo, ah, não. Mas meu filho não, porque eu sei, ele tá só jogando lá.

Não é problema. E a gente já foi adolescente tem bastante tempo, mas a gente lembra como a gente fazia pra burlar um monte de coisa, sabe? Então, vai colocar um negócio, eu vou dar um jeito de descobrir como burlar essa porra. E assim, não pode chegar, né, se você chegar...

Não, então não pode, me dá isso aqui, acabou. Porque aí vai dar um jeito de fazer, não vai te contar. Então tem que ser muito na mãe, porque várias coisas que eu peguei e conversei com os meus filhos, foi eles assistindo alguma coisa do meu lado. Aí eu ficava só ouvindo assim, eu falava por isso aí. Por exemplo, tem informação falsa, tem sensacionalismo, tem vídeo de ar. Isso é uma coisa que é legal, porque eu acho que vários deles… Legume falante.

É, é um plano que eles já conseguem muito identificar. Então eles já, isso aqui é o que é verdade e o que não é. Mas tem um lance também que me preocupa bastante, que é a questão de consumismo. Porque é de, ah, como você sabe que isso existe, né? Porque você viu alguém falando, um influenciador falando. Você nem sabe que ele tá vendendo um produto. Na época teve uma outra discussão em casa, foi por conta daquele...

Como que era o irmão do Felipe Neto lá? O Lucas Neto. Que tinha uns filmes dele na Netflix e tal, e eles queriam ver vídeos deles, começaram a ver e eu falei, ó, é o seguinte... O rapaz não vai comprar nada aqui. É, ver o filme na Netflix é uma coisa. Mas nesse vídeo, ele tá tentando te vender um brinquedo. É o Mr. Beast vendendo...

Carne seca. Isso. A marca do vice-porra. Pelo amor de Deus. Então tudo tem isso, sabe? Esse cuidado também de que vira consumismo. E esse negócio de proibir na escola, que é, né? Você falou de takes a village, né? Que nem toda criança tem a criação igual, né? Tem pais responsáveis, como você falou. Eu que nem pai tive. É, pois é.

que é, tem a gente na escola que conta no TikTok fica fazendo vídeo, dancinha mostrando bunda, roupas curtas, e aí eu falo, cara cadê o pai dessa mãe, dessa criança tá ralando, trabalhando, pra criança não morrer de fome, ou pra ele não perder o emprego, e aí a mãe solteira porra, a mina tá com dois, três empregos

E pagam um adolescente que mora perto pra cuidar da criança e o adolescente tá com a cabeça zoada, que tá vendo TikTok há muitos anos. Tem um bagulho que é... Quando a criança tá nesse ambiente...

É muito fácil você deixar ela nesse ambiente porque ela tá quieta no canto. Exato. É uma barra eletrônica. Olha, ela tá ali. Pelo menos ela não tá pulando do prédio. Isso, isso. Não tem risco de cair do sofá e bater a cabeça na cabeça. Com a faquera da mesa. Exato. Ela não tá... Tá em casa, né? Exato. Não tem um adulto que vai raptar ela no meio da rua. Caramba, mas... Cara... São os perigos analógicos que a gente tem. Já raptou a cabeça. E fora que a gente tá cagado.

Exato, exato. A gente tá cagado, a gente não tem controle. O exemplo que a criança tem, ela acompanha o comportamento que a gente tem. Que nem a gente tá gravando, o menino tá no celular. Exatamente. Mas isso é muito foda, cara. E aí a diferença do lobo frontal, né? Que a gente sabe...

que tá nessa condição. A gente tem uma criticidade. Por mais que a gente não consiga, a gente sente pelo menos uma culpa. É, isso aí. E a criança não tem essa referência de que tá errado. É, não tem, não tem. Quando eu falo assim, você já ficou X tempo no celular. Não, imagina, não vi nada. Você tá X horas jogando videogame. Não, acabei de começar. Você não percebe. Quando você tá se divertindo, você não percebe. Você já era assim na Civilization. É isso. Porque aí entra num bagulho que você tá fazendo o quê? Não, não, tô só mandando a mensagem. Aí você vai olhar, tá lá a porra do jogo.

Mas ele não tá mentindo Ele tá mandando uma mensagem no chat do jogo Tipo, tô mentindo Porque se você me perguntar na verdade Você vai me brigar E aí você tá mentindo e eu descubro E aí, não mente que eu vou descobrir Isso, queria entender como tá o Brasil Vocês pesquisaram aí Tá muito mal No contexto global A gente tem, muito se compara com a Europa Que diz que tá mais avançado Qual que é a diferença Espanha, França

Portugal chegamos como favoritos, assim. Inglaterra, talvez. Correndo por fora. Mas... A Itália, coitada. Já foi. A gente tem... Itália já puxa Jorginho, Chapirone. E a gente tem na Europa uma tradição de proteção de dados desde os anos 70.

E é tipo assim, cara, não vamos dar meus dados pro governo, incenso. Tipo, a gente faz censo a cada 10 anos, tem RG, né? Na Europa não tem RG. Não, é que a gente só responde, ah, já foi tudo, entrega qualquer coisa, fala. Tem outra história. Então eles têm tido uma posição mais restritiva em relação às redes sociais. Inclusive, que a gente percebe que, pô, lá eles dão as garantias que não dão aqui. Essas ferramentas. Por que apareceu agora? Porque já existia lá. Eles só ativaram pra cá.

Entendeu. Mas o Brasil tem agora um pulo do gato que a gente também aprendeu com as leis exageradas dos outros países. Sim. De, por exemplo, tem que dar verificação de idade para saber se a criança... Não, peraí. Verificação de idade não precisa. Pode ser só um sinal de idade. Ah, a Austrália proibiu rede social para criança e adolescente. Diz que o Canadá também quer ir para o mesmo caminho. O Brasil falou assim, ó, não está proibido.

Mas rede social, você escolhe. Você que é um especialista, você pode falar. A gente deschavou. A gente mandou muito bem, vai. Demais. Pode falar. Brasil, cordialidade. Não tem Noruega aqui, não. A cordialidade brasileira de resolver as coisas públicas na moral privada. Seguinte, meu camarada, tu quer rede social pra criança? Sua rede social vai ser adequada pra criança? Vai. Ó, então tem que seguir isso aqui. Isso aqui, isso aqui. Não, a minha é só pra adulto. Beleza, então você tem que garantir que a criança não vai usar.

A escolha é sua, a rede social. Não está proibido. Se você quiser ter conteúdo adequado para criança e adolescente, você vai ter que ter conteúdo adequado para criança e adolescente. Um dos argumentos é que as plataformas perdem, né? Mas, cara, o quanto que se perde com isso, fazendo um acesso desde criança, um acesso com 16 anos, com 14?

Você deixa de evangelizar e treinar essa criança pra que a hora que ela já estiver madura e permitida pela lei, pra que ela já esteja cooptada ali por você. Cara, mas já tá todo mundo... E aí já tem muita gente que compara com cigarro e álcool. A gente comprava cigarrinho de chocolate. E a criança, na minha época, bebia espuminha da cerveja.

Até que virou crime. É crime hoje você dar álcool pra criança e adolescente. O Brasil tá liderando ou tá improvisando? Cara, desde 88 o Brasil lidera a proteção de crianças e adolescentes. A gente é referência... Isso importa. Há décadas. Eu não era nascido, mas eu ouvi dizer que quando saiu o ECA... Eu realmente não era nascido. Quando saiu o ECA tinha uma coisa tipo... Nossa, essa é uma lei muito avançada pro Brasil. O Brasil não dá conta de seguir essa lei. Tinha essa... Mas também tinha mortalidade infantil na casa do Capê. Exato. O Branco também não podia ter... Analfabetismo.

gigantesco, né? E assim, a história do ECA, por exemplo, tem algumas coisas que vão e voltam, tipo, adoção. Ah, tem que ser fácil adotar, porque não, tem que ser difícil, porque a criança tem que ficar com a própria família. Não, tem que ser fácil, porque... Então assim, tem idas e vindas, não é um desenvolvimento linear. Mas a gente vem melhorando a passos largos em relação a como a gente protege as nossas crianças. O Brasil é protagonista há muito tempo na previsão legal.

Agora, a prática deixa a desejar, o direito é o direito, não é a realidade. Mas, cara, se a gente vai olhar para os outros países aqui da América Latina, a gente está muito na frente, mas muito na frente. Cara, na Venezuela não tem debate sobre rede social e criança. Na Venezuela a criança ainda não come, a criança ainda não brinca, a criança ainda trabalha.

Então, assim, tem outros países aqui do lado que não estão no mesmo patamar de debates que a gente está de preocupação com a criança e a rede social. Mas essa é a nossa realidade de hoje e é tão séria quanto, né? Hoje uma necessidade básica, né? Como essa discussão na latrina do mundo chamada Estados Unidos da América? Os Estados Unidos são o único país da ONU que não ratifica.

A convenção da criança e do adolescente. Eles não atificam convenção nenhuma. Tem alguma convenção que eles não atificam? Que eu só vejo vocês vão dar conta. É impressionante. Por quê? Por liberdade de expressão. Porque você... First Amendment. Porque você não pode, por exemplo...

retratar criança e adolescente em contexto sexual. E pros Estados Unidos, não. Não sei se não pode, vai que em algum momento de liberdade de expressão isso pode. Seja necessário, né? Vai que te precisem. Já que... Não quero correr o risco de...

pivar as pessoas a possibilidade de falar então tudo pode que lugar demoníaco impressionante mas por que eles estão falando isso? tá tudo muito bem lá, não tem ninguém sofrendo nada todos direitos todos estão muito bem protegidos

E os estrangeiros estão sendo muito bem protegidos. Exatamente. Eu vi essa semana protestos lá de crianças que ou perderam a vida por conta de rede social, ou sofreram alguma coisa. Mães, grupo de mães e de pais fazendo protestos lá pra pedir...

justiça. É, e esses julgamentos recentes abrem um flanco muito grande, né? Tipo, agora foi o primeiro e vai começar até mais e... E tem uma referência lá que a gente não tem, que é assim, lá nos Estados Unidos muitas coisas são resolvidas na treta. Isso é lei estadual? Aham. Ou isso é lei federal? Tipo, o aborto lá deixou de ser legalizado?

porque a decisão da Suprema Corte foi, isso é assunto estadual. Não tem na Constituição. Depois de 70 anos, eles leram de um outro jeito a Constituição e falaram, não, isso não é assunto federal, não é assunto estadual. O que na prática significa alguns estados podem proibir o aborto.

E aí agora nessa questão de, pô, como é que protege criança e adolescente? Na Califórnia tem uma lei que fala que tem que proteger pra caramba, mas é na Califórnia, não vale pros outros países. Essas decisões que a gente tá vendo agora de, ah, multar a meta porque viciou a adolescente, multar o Google e a meta, são decisões locais que ainda vão reverberar nos próprios Estados Unidos. Mas não serve como jurisprudência pra um outro estado, por exemplo.

para um outro estado nos Estados Unidos pode servir. É isso que o Águia falou, abre um flanco. Porque o argumento prático é a comprovação de que existe um mecanismo de vício. Cara, é a lógica do ratinho, né? Se o rato, quando ele aperta o botão, sai comida. Toda vez que ele aperta o botão, sai comida. Ele só aperta o botão quando ele estiver com fome.

Mas se às vezes sai comida e às vezes não sai comida, ele vai apertar o botão o tempo inteiro, porque ele não sabe quando ele precisa de comida. É a gente dando like, é a gente postando vídeo.

que a gente não sabe qual vídeo vai bombar. Então, pô, aquele bombou, por que isso não bombou? Caralho, tem que fazer outro. A lógica de atualizar a timeline é uma lógica de cassino. É igual assim. É você girar a roleta, é isso. E aí vai aparecer um vídeo que eu gosto ou um vídeo que eu não gosto. E aí a cada vídeo que você gosta tem uma dopamina nova. E é isso que foi demonstrado. Tem um design feito para viciar.

E as plataformas, acho grande a questão, as plataformas estão cientes, estão melhorando esse algoritmo que é feito pra viciar. Então elas estão piorando a situação, elas não estão desavisadas. Não é caramba, crê um negócio que vicia. É, que a gente fez lá também no briefing uma questão sobre golpes digitais e uma parte do faturamento da meta, uma porcentagem do faturamento da meta é em anúncios para a doença. Uma porcentagem não.

Uma puta, uma parte de porcentagem. Enfim, né? Os dados estão lá também, lá no projetobrief.com. É mais parte, não é? Não, assim, o que a gente apurou de golpes, tal, não sei o que lá, a gente chegou nos 10%, que já é muita coisa. Porra. Mas é tipo, não é uma parada de, ah, nossa, olha que doidinho, eu deixei aquele negócio acontecer. Cara, eu deixo a pessoa anunciar, assim, pediu CNPJ da empresa.

E aí, como é que isso não... E eu posso pedir? Então tem uma parada de, tipo, eu não só estou deixando isso acontecer, mas eu estou facilitando muito pra que isso aconteça. E nisso eu estou incentivando que aconteça. Porque é daí que vai vir o grosso do meu dinheiro.

Então, você perguntou muito de faturamento? Sim, é uma perda de faturamento muito grande pra meta. Porque no varejo, eu tenho problema de atacado e varejo. É varejo que é um por um, né? Varejo é um por um. É só você pensar no atacadão. É o que me der exatamente essa dica. Pensou no atacadão e falou assim, o que é o atacadão? A grande é pequena.

Mas no varejo A meta é ganhar muito dinheiro com isso Ganha muito dinheiro com a visualização Com a monetização, com a venda de anúncio em publicidade Em vídeo, agora que ela é de maio Eu posso falar, em vídeo da Camilinha Que tá grávida, Camilinha, cuide da sua criança Por favor Então realmente é uma perda financeira pra eles Por isso que tem um lobby muito poderoso Aqui no Brasil

que eles estão lá no congresso todos os dias, todos os dias, fazendo eventos, fazendo não sei o que lá, capitaneado, e isso eu passo aqui a falar pro público e notório, pelo excelentíssimo advogado constitucionalista Michel Temer. Ele que lidera o lobby das big techs no Brasil aqui. E com mãozinha de ferro. Cara, como é que pode ser tão vagabundo, velho? Vagabundo, né? Trabalha pra caralho, pro mal. Mas trabalha pra caralho. No sentido de... Sei quem é... Quero deixar claro, sei quem é Michel Temer. Certo. Não sei quem é Camilinha.

É melhor você não saber. Perfeito. Fica no Michel Temer. Era melhor não saber quem é o Michel Temer também. Mas o mais foi obrigado. A vida me impõe o contrário. Porque, por exemplo, agora a gente tá com uma grande questão sobre a misoginia e a misoginia online e o encelato. Eu chamo de encelato. O universo, o redpill, não sei o que lá. Uma tremenda palavra. A gente, quando a gente fez a lei do Eca Digital, a gente olhou, e acho que esse, pra mim, é o que me brilha o olho, assim.

Gente como essa figurinha aqui na mesa falou, galera, não vamos ficar olhando pra conteúdo, vamos ficar olhando pra design de plataforma. Qual é o botãozinho que tá fazendo isso chegar? Então agora a gente vai avançar com a lei da misoginia, se o Nicolás Ferreira calar a boquinha dele um pouquinho, e a gente abre um espaço pra discutir como o design das plataformas impula conteúdo misógino pra pessoas jovens. Porque já começou a mudar.

Então é uma atualização a mais que a gente vai impondo. De atualização em atualização... A Solange Conto aprende a falar as coisas direito. E falando em protagonismo, ano passado, em junho, o STF já mudou a interpretação do Marco Civil pra dizer que...

Essa lógica de as empresas só serem responsabilizadas depois de uma decisão judicial se mostrou insuficiente. Não é que ela está errada, mas ela foi insuficiente para proteger a democracia, para proteger crianças e adolescentes, mulheres. Por quê? Qual é a lógica? Nem é proibido...

Nem é obrigatório. Não tem obrigação nem proibição. É autorização. A rede social bloqueia se ela quiser. Derruba se ela quiser. Ela pode derrubar.

não vai sofrer nada se ela não derrubar, mas também não tem uma exigência de que ela derrube. Era autorização. Qual foi o problema? Nessa brecha... Rodou. Elas desenvolveram esse mecanismo de altíssima interferência no conteúdo que você recebe e o conteúdo que você não recebe. E isso impacta em criança e adolescente, impacta em misoginia, impacta em desinformação, impacta em atos antidemocráticos e etc. Sim. Sim.

Então o STF ano passado falou, ó, é parcialmente inconstitucional esse artigo que depende de decisão judicial para a empresa ser responsável. Em algumas situações, tipo ofensa contra a honra, caluna, injúria, difamação, precisa mesmo de uma decisão porque a galera tende a abusar e falar que está ofendido só para calar o opositor. Mas tem outras situações, tipo direito de criança e adolescente, que não, que a plataforma tem um...

dever de cuidado. Não postagem por postagem. É, que era o caminho que a gente tava seguindo, né? Ah, esse conteúdo denuncia, tem que tirar do ar. Aí aparecia outro, aí de repente vai surgindo... Analisamos esse conteúdo falando bem de Hitler? Não é. Quantas vezes eu já não denunciei e recebia... Não, tudo bem. Tá uma ameaça não mata. Não viola as nossas diretrizes.

Tá tudo ok. Agora, algumas semanas a gente tava gravando um podcast com o Carlos Merigo, e aí foi dito o nome de um grande líder mundial com a palavra T, e o Merigo falou vamos cortar essa parte, porque senão o vídeo vai ser desclassificado. Eu recebi, eu assim foi um vídeo, não sei se foi braincast se foi cinemático, que foi... E pra você é tudo igual, né? Você ama todos igualmente. Isso. Fui lá fazer um impulsionamento aqui pra alcançar públicos que gostam de cinema ou de cultura digital e negócios.

E aí bloquear Você vai falar que você é um estrategista do digital Então esse tipo de posicionamento pra você é É o core É o core Do Brunf Aí não pode Geralmente fala, foda-se, não vou fazer Aí eu falo, não, eu quero saber porquê, não tem nada a ver Você é curioso, além de tudo Isso, aí eu fui lá, mandei e-mail, é difícil achar

Onde você entra com a Petição lá, né? Que era outra coisa que vocês podiam mudar também, viu? Vocês que é de cuidar da internet Eu queria muito poder falar com o Facebook A gente tem no Iris O nosso carro-chefe na moderação É o devido processo Na moderação Perfeito

Que é isso que não pode acontecer. O vídeo é derrubado, o impulsionamento é bloqueado. Ah, porque... É, geralmente é assim. Aí eu fui lá. Não, vou mandar. Procurei, procurei, cheguei lá. Até você conseguir falar com o ser humano é difícil, mas cheguei. Não precisou ir no Reclame Aqui. Não precisei. Porque às vezes é o único caminho. Aí o Caio Tira, depois de muito tentar falar com o robô, era mandar o e-mail. Mandei o e-mail e falei, ó...

Não tem nada a ver, a restrição era por conta de política dos Estados Unidos. Falei, não tem, o assunto é outra coisa. A gente tá falando de série, de pluribus, da série da Apple TV. Série boa. Não falamos de nada, falamos da série.

Aí eles me devolvem, vamos... Vamos analisar. Vamos analisar. Aí depois passam uns três dias, o cara responde de novo. Analisamos aqui e é citado o presidente Trump em algum ponto. Já guardamos isso aqui, tá? O Gabu bota a censura. A gente se autocensura por conta disso. Que som vocês gostariam que fosse o som da censura? Que vai ser usado no lugar do presidente Trump. China.

Boa pergunta. China. O Rick Martin gritando, UEPA! Alguns dos sons do Rodrigo Faro, a voz do seu... Não, mas é isso. Se eu coloco um post com porra caralho e buceta, o negócio cai na hora?

Por que que eu coloco um conteúdo misógino, um conteúdo de criança de calcinha e não cai? Não cai, é, porque eles conseguem, eles acham tudo. Se você citou o Trump lá, eles acham. Então, eles conseguem descuera. Mamilos são polêmicos. Isso aí, então tem jeito. Bom, antes da gente ir pro Coia Boa... Mas já, eu queria tanto falar mal do governo. Só pra fechar a treta aí do devido processo.

Tem conteúdo que cai e não te avisam que caiu. Certo. Da tua lista de postagens, de repente sumiu. E fica no corpo que o nome é o Dark... Shadowban. Shadowban. E aí eles não avisam. Não explicam. Não fala por quê. E restringem a sua conta. Não te dá a oportunidade de recorrer. Eu discordo. Quero ter como recorrer. Quanto tempo você tem pra recorrer e quanto tempo eles têm pra te responder? Sim.

E tem que ser dois cliques pra você poder... Não pode estar... Escondido. Cinco cliques depois, primeiro no canto à direita, depois no canto à esquerda. Então essa ideia de devido processo que nasce pro Estado, não poder perseguir o cidadão, tem essa defesa de adaptar.

para o que as redes, que tem uma diferença de informação, de poder em relação ao cidadão, equivalente a que o Estado tem em relação ao cidadão. Então, não pode tomar uma medida de qualquer jeito. Tem que ter um devido processo. O STF falou disso lá, e o ECA Digital é a primeira lei do Brasil que fala de devido processo. Obrigado, crianças. Para remover o conteúdo, a plataforma tem que dizer, lá para o Ítalo,

Porque pode ter erro, pode ter abuso, pode ter exagero. Ah, mas não vai ter censura? Não vai, porque tem devido processo. Porque se tiver qualquer exagero da plataforma, ah, putz, esse cara aqui falou de política, vamos derrubar dizendo que a criança é adolescente. Não, peraí.

Onde é que tá? Não é. Aí você consegue, você tem essa arma. Então, nesse caso, eu não continuei a briga, né? Porque eu falei, não vale a pena, mas... Ah, é assim então? Você acha que não vale a pena? Eu acho que não vale a pena. As crianças não devem ser... Homem é tudo assim, né? Era o seguinte, era um episódio de cinemática falando de pluribus, em que o Sukita, seu amigo, ele cita que... Ah, ele cita pra ele. Aparece o presidente T, lá do...

Não, você pode falar agora porque o Gabo vai usar o Epa! Da América do Norte. Aparece no fundo de um painel que ele tá falando, tem a frase, tá escrito Pluribus, não sei o quê. Só isso, ele só citou, achei curioso isso. Nunca tinha ouvido falar e de repente tava lá. O vídeo caiu e eles tiraram. Eu poderia continuar argumentando, ó. Não tem posicionamento sobre ele, é um fato. Exatamente. Mas você não reclamou porque você não é Pluribus. É, mesmo se estivesse... Eles não defendem a liberdade de expressão?

É, mas aí falar, não, acabou, não pode. É, então, e ao mesmo tempo, tem a via contrária que é essa questão de você derrubar o conteúdo sem passar por toda uma questão. Porque se vem um deputado de Minas Gerais num fundo preto, falar que vai taxar o Pix e depois de dois dias derruba o vídeo... Não adianta mais. Não adianta mais, que já rodou. E aí a mesma coisa do Itaú Santos. Postou um vídeo lá de criança de calcinha...

As pessoas já baixaram. Mas ó, fica tranquilo. Esse ano, esse ano, 2026, já tá tranquilo. Só vem aí na sequência, eleição e Copa do Mundo nos Estados Unidos. Nada vai acontecer, nem tranquilo, sem um assunto. Uma coisa que você falou, só pra encerrar que eu lembrei, sabe como talvez eles tenham essa política aí, questão de anúncios, que é

te ameaçar se você reclamar de novo. Sim. No YouTube é assim, você tomou... Isso aqui é um direito autoral. Aí você pode contestar e dizer, cara, não, isso aqui é o uso justo e tal. Ok. Aí eles, não, não quero saber. Vai continuar bloqueado. Você pode de novo contestar, mas aí eles falam, se for negado, o seu canal vai pro buraco.

ao canal inteiro seu canal pode ser bloqueado então aí você fala, pô, eu não vou tentar brigar, porque se eles resolverem que realmente eu tô errado eu perco meu canal pode isso, Arnaldo

Não pode. É, por isso que é assim, acho que a questão é essa. A gente fala muito de regulação. Regulação para as pessoas é censura, regulação é o Estado vai entrar e vai entrar na minha casa e vai roubar minhas fotos. Vai botar um mendigo para morar na minha casa. Exato. Caralho na minha casa e roubaram tudo. Nesse caso, proteção de crianças. Então, qual é a palavra-chave? Quem está sendo maltratado nessa questão, vamos trazer essa pessoa para a parada quando for falar de regulação de qualquer coisa.

E que é mais fácil, né? As crianças sempre foram um caminho pra se... Exato. E uma grande mensagem que saiu é, cara, os pais não... O que os pais falaram é, eu não deveria estar me sentindo sozinho nessa luta. Eu não tenho ferramenta pra lidar com isso. Sim. Eu não... Eu não... Sozinho. O Vigênio falou, eu tô viciado nessa porra. Como é que eu vou fazer com meu filho não ficar viciado? Então não sou eu que tenho que decidir isso.

É o Alexandre de Moraes. Mentira, não é o Alexandre de Moraes, não. Mas tem que ser a coisa justa. É a vila. É a vila inteira. E você não tem que ter a solidão. Não é você. Isso não vai ser você perder a autonomia porque você tem que controlar a lei para o hospital. Então é um sistema. Então, proteção. Boa. Sim. Regulação, não. Ninguém solta a mão de ninguém. Ah, eu queria soltar a mão de algumas pessoas. Tá quentinho? Tá febril? Tá bom. Com a boa? Com a boa!

Começando? Bom, vamos lá. A gente tá falando aqui no dia... Já passamos o mês de março, né? Primeiro dia. Tá ali o nosso calendário ali no mente. Felizmente já numa demonstração de que o mês das mulheres foi encerrado numa mesa masculina por aqui. Mas enfim, acho que já dá pra trazer nessa data

quer imaginar? Não sei, não viu qual é a boa dos últimos episódios? Posso estar trazendo o conteúdo. Eu te falo. O testamento! A Bia falou. Toma, tomou no rabo. Deixa aí, Gabu, pra mostrar. Mas fala a sua visão. A gente gravou um cinemático sem referenda. Sem referenda. Jamais roubaria o protagonismo de uma mulher. Deixa eu compensar? Vai, compensa aí. Primeiro, o conteúdo vem aí. Fique ligado.

Estamos no mês de abril. Mês de maio vem aí a série Afiadas! Olha! Vocês combinaram? Eu e o Regino vimos uma palhinha. É interessante porque da mesma forma que a gente trouxe muito sobre redes sociais aqui, o que a gente construiu nesse Qual é a Boa é uma live do YouTube que tá no aguarde, tá agendada. Qual será a boa? O que é o Afiadas? Conta aí. Uma série

Produzida pela... Na casa, na casa. Pela meca do cinema nacional. Exatamente. O audiovisual nacional, O2, que conta a história de... Cara, resumir em um choque de cultura com manicures. Perfeito. É tudo o que você queria. É isso. Você precisava. Vendeu. Oito episódios vem aí. Vendeu. A partir de maio. Onde? No YouTube e na TV Brasil.

A veiculação, se não me engano, é simultânea? Tem um delayzinho, acaba no lugar e começa no outro. Perfeito. Acaba da TV Brasil. Vai pro YouTube. Vai pro YouTube. Temos participações... Participações não, né? Protagonismo Incrível, de Heloisa PRC. Eu adoro. Temos roteiro de Verônica Debon, Raul Shecker e grande elenco. Verônica também tá estrelando série. Direção.

Paulinho Caruso. E showrunner. A dona da porra toda. Uma ideia, uma concepção. Minha sócia. Produção. Maíra Cota. Conhecida como... A doutora do audiovisual. Doutora do audiovisual. Indo pro... Pra você, doutora Maíra Cota. Tá. Do audiovisual pro livro, dica rápida.

O chefe da polícia pelo telefone. O chefe da polícia pelo telefone. Ele manda me avisar. Todo mundo conhece o samba. Quem que é esse chefe da polícia? Não sou eu. Que está no samba. Eu juro que não sou eu. Laila Maia Galvão escreveu um livro que responde essa pergunta. Fascinante. Esse é o tipo de conteúdo que me faz dar graças a Deus por ser letrado. Por ser alfabetizado. E conta a história de quem era esse cara, de onde ele veio, pra onde ele foi.

Que música é essa? O que estão falando mal desse chefe da polícia? Leiam esse livro. Por que alguém fala mal de um chefe de polícia, não é mesmo? Não tem motivo. Falando de ECA Digital... E polícia. O mês de março acabou com o presidente Lula sancionando a lei do pai presente que aumenta gradativamente a licença paternidade. Quero... Quarenta dias? É isso?

vamos chegar, começa com 10 dias ano que vem, depois 15 depois 20, mas quero parabenizar registrar o trabalho da Copai com a Lisão Licença Paternidade que começou essa pauta e vai continuar nessa pauta querendo mais, porque precisa de mais que é uma pauta que beneficia pais

Crianças e mulheres que precisam se desonerar da carga única de ter a licença, a maternidade, etc. Aliás, eu fiz uma newsletter sobre isso no brief que tá ao fino, viu? Eu, se fosse você... Últimas duas dicas. Disco novo do Gorilas. Toma. Ouçam. Ouçam. E...

Jogo Hollow Knight. Ah, eu joguei Hollow Knight 1 e o 2. Quero mandar um beijo aqui pro meu caçula. Meu caçula, Gaspar. Sete anos. Joga Hollow Knight. Eu queria chamar Gaspar. Gaspar. 1 ou 2. 1 ou 2. É 1? Cara, não sei.

E a gente ouve a trilha sonora no carro. Caramba. E é difícil, né? Personagem masculina ou feminina? Você tem essa pequena noção? É o cavaleiro. Então é... Mas tem a criança Green. É o primeiro, né? É o primeiro. Tem a criança Green. E ele aprendeu a jogar com o mais velho, o Martim. Então beijo, Gaspar, Martim, Nina, a companheira. Xará. Família também traz esses conhecimentos. Cara, eu não jogo, sei lá, desde Enduro. Melhor coisa que você faz.

Mas é bom, esse joguinho é bom, bonito, uma estética bacana, músicas bacanas. Não, é delícia. Os dois são muito bons. Todas essas dicas. Você vai digitar muito no primeiro. Você acha que eu deveria jogar? Eu acho que você deveria jogar o primeiro. Se envolver. Porque o segundo ganha um... Ganha uma... Um plus. É. Um caráter de resgate e de voltar ao mundo de uma forma diferente, que é interessantíssimo. Muito bem. Essas são as duas. Eu tô emocionado. Marco Mello, tem que ir embora?

O São Paulo do Roger Machado, né? Fechado com o Machado. Igual o Iluminado. Meu qual é a boa, vai ser... A gente tá falando aqui de proteger os adolescentes, proteger as crianças. Eu vou trazer um qual é a boa nostálgico.

que me pegou bastante pra falar dessa época, época dos tempos mais simples, né? Que a gente sofria por menos coisas, que é o documentário dos Raimundos, Andar na Pedra, na Globoplay, que me catapultou para os meus...

12, 13, 14, 15, 16. A época que você tá liberado pra gostar de Raimundos. Passou dos 18, você não pode mais gostar. Meu irmão tá gostando, eu tô achando bonitinho. Ele fica, ah, eu posso falar tua música? Fala comigo, você pode. E cara, é muito foda você, primeiro, ser catapultado pra essa época em que, porra...

A gente, eu e o Carlos Mérigo temos a mesma idade. Foi quando apareceu mesmo os Raimundos como uma grande novidade. Eu não sei do que vocês estão falando. Acompanhou tudo isso. E é um relato muito verdadeiro dos caras. Inclusive mostrando as facetas de versos deles ali. O Caniço, que já é falecido, aparece em gravações de áudio. Porque quem fez o documentário do Daniel Ferro, acho que é o mesmo cara que fez o livro dos Raimundos.

E aí ele tinha bastante depoimento do Caniço. Mas cara... Ah, ele usou esses depoimentos. Ele usou esses depoimentos no filme como off. Mas você vê que os caras estavam mesmo de peito aberto, talvez por confiar bastante no cara que já tinha feito o livro. Ele conseguiu pegar depoimentos bem sinceros dos caras, assim. E conseguiu contar a história de uma forma cronológica e de uma forma que você...

Eu, pelo menos, dou razão pro Rodolfo, no final das contas, assim. De ter saído? De ter saído e de ter encontrado o caminho que ele encontrou, assim, saca? Você entende como funciona. Ele começa falando, virou crente, virei crente e larguei tudo. É isso que as pessoas acham que... E aí você vai entendendo que, porra, era um processo que tava acontecendo ali por diversas coisas. Eu não vou entregar tudo aqui, mas... E o Digão?

Salva a figura do Digão? Não salva, claro que não. Acho que até... Assim, quem não conhecia, conhece uma faceta dele. Tentam dourar a pílula no final ali, mostrando que os animos continuaram e blá blá blá. Mas é uma figura controversa e de repetição de padrões de comportamento, assim, muito bizarros, assim, saca? Mas, cara, pra quem gosta, ou pra quem gosta de histórias... Pra quem gostou...

Pra quem gostou e pra quem gosta de histórias da música brasileira, assim, de entender por que que certas coisas acontecem. Ah, no auge do sucesso, o cara larga tudo pra virar crente. Por que que isso aconteceu? Você tem toda uma história sendo contada ali. Inclusive culminou com a volta do All Dogs agora, né? O Rodolfo vai voltar a cantar música... Gospel. Gospel, mas com um ritmo mais pesado. Vai voltar a fazer show, chamar os caras. Minha baby do Brasil.

Heavy gospel. Heavy gospel. Ou gospel pesado pra ti que não fala inglês. Perfeito. E então, cara, quem tem um mínimo de interesse ou que viveu essa época e conhece as figuras e tal, e mostra inclusive o processo de transformação da própria banda, de uma banda que era formada...

pra ser da cena hardcore e de música mais pesada e o caralho, pra chegar até tocar playback na Xuxa, tocando Mulher de Fases e ganhando outros públicos e como isso também impacta em toda a sequência da carreira dos caras e tal. Assim, muito foda e muito bem feito, muito bem dirigido. Então, Daniel Ferro, parabéns pela iniciativa, assim, com vários também depoimentos de muita gente e tal.

Então, Andar na Pedra, documentário dos Raimundos. E, no paralelo, também assistiu o documentário dos Mamonas.

No Globoplay também. Que também é muito legal. Pra quem também viveu aquela época. O dos Mamonas é um pouco mais... Nostálgico. Como os caras não estão mais aí pra contar a história. Tudo aquilo que poderia ser... E são relatos muito... Primeiro, muito felizes, né? O dos Mamonas são cinco capítulos. O do Mamonas são dois capítulos, três capítulos só.

É um negócio muito mais emotivo. Então é ascensão e queda muito rápida. Como os caras dominaram o Brasil durante um tempo e depois ficou. E aí acaba nessa coisa de uma nostalgia de uma época que não existe mais. Então também tem um pouco dessa coisa assim. Caralho, como a gente é fã dos Mamonas hoje. Olha como eles eram legais hoje em dia. Eu quero dizer que não tem porque os caras morreram. Mas é que a história do Raimundo tem um drama e uma tensão que se... E aí a história se desenvolve mais porque são...

cara, os Mamonas tiveram oito meses de carreira. Isso, isso. Os Raimundos tiveram bastante anos de carreira juntos e depois juntos, a primeira formação e depois teve todo um lance de troca de coisas e a vida do Rodolfo rodando em paralelo também. Então tem muito mais história a ser contada. Mas a dos Mamonas é legal você entender também a coisa do como era o Brasil de antigamente, como era a monocultura da televisão funcionava, um monte de coisa de 30 anos atrás, né? Explicando...

como esse fenômeno pode acontecer. Apesar de ter feito é para que esse fenômeno viesse a ser o forno. Exatamente. Não funcionaria hoje, não surgiria hoje. Dois anos antes, dois anos depois. E os dois são meio que complementares, porque eles aparecem num...

período de tempo muito parecido assim, que é abertura pós-ditadura quando todo mundo já sabia que podia falar palavrão em música, já tava um pouco mais aberto, todo mundo sentindo falta dessa coisa da sacanagem e tal então os dois meio que se complementam, mas com com

Óticas diferentes sobre esses dois fenômenos Muito legal, Andar na Pedra E o dos Mamonas eu não lembro o nome Procura aí Mamonas Assassinas e Globoplay Os dois Globoplay Será que você pode ver na Globoplay também? Braincast É verdade, até deve Eu vou indicar um documentário Uma série documental Me indicando documentário

que está na Netflix se chama Dinastia Os Murdox a gente sempre ouviu falar que o Succession era baseado na vida deles mas cara, não sabia que era tanto baseado na vida deles, porque assim é muito quem queria ver mais Succession tem que ver, porque assim, caramba os caras contaram

Tudo ali. Então mostra os bastidores da família, da disputa com a corvoreca. Primeiro como o Rupert Murdoch construiu o império global dele de mídia, de como que ele aproveitou esse lado de a mídia nos Estados Unidos, era liberar o centro-esquerda, e ele descobriu esse filão de criar um império de mídia que vai falar com...

Como é que eles definem? Você está num bar, tem um cara encostado Um homem branco encostado no balcão Julgando todo mundo Anti-gay, anti-tudo Mas ao mesmo tempo Ele que está no celular Vendo um...

um vídeo de pornografia, sabe? É esse cara que ele mirou. O Bolsonaro, você está dizendo. É, basicamente. Então, entregar pra isso, como isso foi um sucesso, vendeu jornal pra caramba, como ele construiu a Fox News em cima disso, dobrou a aposta cada vez mais, audiência altíssima. Conta isso e conta a disputa familiar, que é... Primeiro você... A fofoca é divertida.

Mas depois fica triste demais, cara. Porque, assim, destrói a família. Os caras de não se falar, de brigarem no... E dó deles, né? É, não dá pra ficar com dó porque... Na minha família todo mundo se ama. Não dá pra ficar com dó porque todo mundo saiu com bilhões. Mas ainda assim é uma briga de... É... Uma...

Briga feia de família. Um dos caras lá, né? Que era... Não esqueci o nome dele. Não sei se é James Murdoch. Que é o cara que... Eles tinham medo. O pai mais um irmão. Que ele fosse levar a Fox mais pra esquerda, né? Que ele era... Ele era woke. E aí ele teve acesso... No julgamento, ele teve acesso aos e-mails que a família trocava falando mal dele. Será que era Matt Murdoch? Você imagina isso?

tudo que a sua família falou mal de você no privado, você ouvi isso em juízo o cara tá chorando então enfim a família briga quanto mais você fala são quantos episódios? 4 episódios está na Netflix, Dinastia Osmurdog

A minha família briga, em comparação, pra você ter ideia do que é, a briga é pela narrativa de se bebês precisam de roupinhas esterilizadas e guardadas em sacos plásticos. Não precisa. Eu vou brigar com as famílias já. E se o modo esterilização das máquinas de lavar contemporâneas... É suficiente. Configuram esterilização.

e ninguém sai com milhões mas você falou que dó deles eu vi um vídeo do moleque esses dias muito engraçado você prefere ser feliz e pobre ou rico e triste feliz e pobre, aí corta ele assim não tenho o que comer hoje eu sou feliz rico chugou

tá gelado, porque eu não tenho... É, vou passando pela prova e já não guarda Deus, meu filho. Muito bem, finaliza aí, Iago Vinícius. Não, finaliza nada. Ah, você vai ter alguma coisa? Ah, eu vou ter que voltar. Não tem jeito. Você me humilhou aqui? Eu não, jamais. Vai lá, Iago Vinícius. Eu tô passando por uma fase da minha vida. Então, meu qual é a boa? É Clonazepam. Legal. Então, eu tô sem ler. Então, não vai ser livros hoje. Tá feliz? Não vai ser livro? Não vai ser livro. Clonazepam da Soninho?

Não dá soninho, mas me dá dá soninho pra alguns. Não recomendamos estar... É, com recita médica. Não sei, eu não sei. Tipo, leia a bula. Pôs o YouTube bloqueia a gente, aí não sabe porquê. Mas eu tenho uma reclamação com a Itália, que ela não tá fazendo as doses todas, eu tive que trocar minhas doses, tava uma desgraça. Então, tratamento psiquiátrico, quem puder, é ótimo. Gostoso demais. Gostoso demais. Então, não estou lendo livros, mas um sonho meu foi realizado.

E pessoas que marcaram a minha infância, que não faz muito tempo, porque eu sou um jovem, agora estão juntas em um podcast, que é a única mídia que eu consumo. Que é um podcast Carecas de Saber, com Chico Barney e Aline Ramos, que é um encontro que é assim, é isso, entendeu? Tinha que ter um pó de Brasil pra fazer isso. Mas Aline é careca? E de saber.

pensar que a vida por si só, né? O universo, a evolução, o divino, o maravilhoso, trouxe essas figuras maravilhosas. Perfeitamente. Quase que ao acaso, viverem juntos. Depois elas se separaram pelas questões da vida. O que elas não se juntariam de novo depois? Seria triste demais.

Cara, hoje eu vi um episódio que é, eles estavam falando de BBB, é quem merecia ganhar ou perder seguidores no BBB. E eles discutem entre si nisso, eles brincam, é incrível. Então, o Carecas de Saber é assim. É só você se divertir. É isso. Quer divertir? Vai lá ver o Carecas de Saber, Chico Barney, Lini Ramos em todas as plataformas. Eles não tem de bom. Há um tempo...

Eu recomendei aqui um podcast chamado Parede São de Vidro. É verdade, recomendo mesmo. Que conta um pouco de como o STF se tornou esse poder quase oculto da democracia pra essa potência midiática, política, pá, pá, pá. Em tempos de casmaster...

o caso mais irrelevante da história da política brasileira, e tudo que tá acontecendo, não sei o que lá, o jornalista Felipe Recundo, que é o setorista de STF do Brasil, ele tem agora um podcast que tem de subir, porque o Pareção de Vidro é documental, vale a pena você ouvir, se você não ouviu e tal, não sei o que, contando um pouco de como isso aconteceu. Mas agora ele tá cobrindo o STF de uma perspectiva de especialistas de cobrir o STF.

Que é o podcast sem precedentes. Que é um nome já bastante sugestivo pra quadratura da história na qual estamos vivendo. Então, pra quem tá querendo, eu não recomendo que acompanhe, mas quem tá muito perdido nesse negócio de Caso Master e Toffoli e Alexandre de Moraes, e Bush no Iraque, e Bush Nascida, e Bush, e Bush, e Bush, a puta que pariu com o Pobre de Lílulas aparecer em Cóstugas.

é muito bom acompanhar esse podcast pra você ter uma visão um pouquinho de como funciona lá dentro porque tem uma dinâmica muito específica na STF é muito mais complexo do que a gente imagina e tem uma razão de ser complexo e tal então tá aí o Felipe Recondo fazendo esse trabalho ótimo Felipe que toca o Jota né

Ele toca o Jota? Pô, eu uso muito o Jota. Jota é um portal pra especialistas em direito, que é uma coisa que por acaso eu sou. Está ficando lá. Se não é, está ficando lá. Exato. E aí, pra terminar, eu falei ano passado que eu tô parando de ouvir música, porque eu só ouço podcast de notícia o dia inteiro, e comecei a ouvir o É da Coisa, do Rinaldo Azevedo.

E esse é o nível de velhinho de política que eu não queria ter chegado. Meu sogro vê todo dia. Então, eu tô virando seu sogro. Eu vejo ICL e depois eu vou pro Reinaldo Azevedo. Eu tenho quatro anos. Tem que uma pessoa ver ICL Reinaldo Azevedo. E o mais impressionante é que numa outra conversa que eu tive no dia de hoje, Reinaldo Azevedo e sogro foram protagonistas de uma conversa. Eles andam juntos. Que loucura. É. Então, se você quiser me dar um sogro...

Eu já ouço o Reinaldo Azevedo, eu vou ter isso em comum com ele, a gente pode falar sobre isso. Porque eu queria namorar, eu tô solteiro. Esse é meu coroa boa também. Mas, eu falei pra vocês que eu tô ouvindo muito podcast o dia inteiro e eu tava sem ouvir música, eu parei de ouvir música. E eu tava tentando ter um compromisso de ouvir discos recentes todos os dias. Não é tão fácil quanto parece, né? Não, não, de jeito nenhum. Até porque nem tudo da música brasileira me interessa. Mas o nosso grande amigo, o Kyber Fack.

o seu portal da música brasileira chamado Música Instantânea. No ano passado fez o que o teu jornalista de música faz, que é a lista de melhores discos do ano, tal, não sei o quê. Vamos falar sobre música. Vamos falar sobre música, que é um podcast que eu tive a honra de participar pra falar mal do disco da minha cantora favorita, que é a B1C, que é uma coisa que me faz muito feliz. Fala logo a porra do disco que você ouviu, inferno. Eu tô recomendando o caralho da lista dele, que tá ótimo. Caralho, você foi lá na porra do mundo. Mas quer falar do Raimundo? Pelo amor de Deus. Pela de baixo.

E não sei o que é beleza. O cara falou do Leonardo Azevedo, do ICL, do sogro do caralho, quando eu falava na porta do disco. Não, pelo amor de Deus, 10 e meia da noite, meu filho. É verdade, eu tô com sono. Nossa, realmente, gente, vamos embora. A lista dele tá muito bem curada, porque tem bastante coisa bastante interessante que aconteceu o ano inteiro. Tá bem diversa.

É a lista! É a lista! É a lista! É a lista! É isso, dá um portal música instantânea. Só que tem uma coisa lá que eu ouvi sem querer, sem querer não, tá na lista, e eu ouvi, só botei play porque a Cava me interessou. Não é seu colega boa. É meu colega boa. Não sei meu colega boa. Mas é a lista. Qual que é o nome? Calma! Eu fiz letras. É... Não sei nada sobre eles, não sei o que é, não sei o que deixa de ser, mas eu ouvi, é incrível, de Caps FM.

Como sua letra? D-E-K-A-P-Z D-E-K-A-P-Z É, e o disco é meio que uma rara, só que a arte tem várias estações, vários ritmos, é tudo que tem de bom, ouve esse aí E vê essa lista, se você tá procurando música brasileira, é lá que tem lugar, pula a Marina Assina que eu não gosto dela E é isso Juliano ficou triste Conseguiu, muito bem, boa Desculpa o Marco, ele não tem esse jeitinho A Bia já deu o momento Faustão da fase do cinemático?

Deu. Ótimo. Então, todo mundo que eu vi lá na Festa Cinemática, um beijo pra vocês. Quem veio falar mal de valor sentimental comigo, obrigado. A gente tem que abrir a frente ampla contra o valor sentimental. Tem. Tem. O pior filme da história da humanidade. Assim como a melhor... Podia ser um short do YouTube, né? Finaliza aí. Vamos lá. Vai ter muito falso. Não tinha dado ainda. Se você for ligeiro, vai. Vocês não me deixaram? Vai. Inventou. Fui calado. É, inventou, exatamente. Tô pensando aqui dos poucos... Ainda não sabe qual é.

Posso falar? Você nunca viu o exigir no Dano Coleco? Vamos lá. Eu queria contar uma história que infelizmente eu tenho tido algumas amizades nos últimos tempos que tem me levado, tem me apresentado e me levado ao consumo de um tipo de conteúdo que eu sou contra e eu não recomendo aos jovens por inteiro que é o tipo de conteúdo anime.

O tipo de conteúdo. O tipo de conteúdo. O comentário de 2026. Ano da Copa do Mundo. É isso. E aí... No século.

Dia desses eu tava... Eu tava... Não, posso contar uma história séria? Tudo começou com uma grande explosão. Não, posso contar uma história séria se eu ficar rindo? Não, não, tá tranquilo. Não, eu vou ficar rindo, mas pode contar. Dia desses eu tava passando por uma experiência ruim do falecimento de um familiar. Nossa. Então vocês tão rindo aí. Pesou o clima. Aquela amiga que faz o clima, né? Pesou o clima. Quero ver onde vai.

E eu fui assistir a recomendação de um anime que o próprio Cristiano Dias, membro dessa bancada, me trouxe que é Freehand e a Jornada para o Além. Freehand? Freehand. F-R-I-E-R-E-N.

Ele parte meio que da história que quase 90% das historinhas básicas que tem a ver com fantasia, fantasia medieval, guerreiros e princesas contam. Ele parte do princípio, ele parte do final das histórias, que é um grupo de heróis saiu numa jornada de aventura por anos pra destruir o grande vilão do mundo. E eles conseguiram vencer esse vilão.

A história começa a partir do momento do dia 1, pós essa vitória. Tipo, ó, vencemos o vilão. Acabou. Não tem mais o que fazer. Não tem mais inimigos pra lutar, não tem mais histórias pra... Não tem jornada. Pra vencer, não tem mais o que fazer. A gente tá voltando pra cidade de onde a gente partiu.

E a partir daí, sobra vida. E aí, o que a gente faz? Só que a Freehand, que é essa que dá nome ao desenho, e a maga desse grupo de heróis, ela é uma das pouquíssimas elfas que restaram no planeta. E ela tem vida infinita, né? Ela é imortal. Ela morre se ela for combatida, mas ela não morre de envelhecimento.

Então, a gente acompanha a vida dela após esse acontecimento e a vida de alguém que vive milhares de anos e que essa jornada que meio que é...

marcante pro mundo, canônica e fundamental pra história do planeta, durou 10 anos. Não é nada na vida dela. Tipo, é só mais uma quinta-feira. Então, pra todas as pessoas do planeta, aquilo é o marco maior. Pra esses heróis, eles são elevados à condição de os maiores heróis da história do planeta. E ela, meio que, além de tudo, ela é uma figura completamente

Ela não consegue se relacionar com a dedicação, as paradas, justamente porque tudo pra ela é muito passageiro, é muito curto. Então ela não consegue ver tanto valor naquilo, ela passou essa jornada inteira e não conseguiu construir laços, de fato, com esses personagens, com essas figuras. Ela percebe, isso eu tô falando do primeiro episódio aqui, no funeral de uma dessas companheiros, ela percebe que ela não sabia nada sobre o cara.

E o cara morre tendo ela como a figura principal da vida dele. E ela fala, caralho, bicho. Ela simplesmente não consegue se conectar. Então, a partir daí...

Coisas acontecem, mas é uma história sobre luto, sobre percepção de valor das coisas da vida, sobre relações, enfim. Se salvou, hein? Oi? Se salvou, parabéns. Não, não, não. Mas assim, ficou registrado nas lentes do audiovisual eternamente. A tentativa de me calar, a tentativa de me rebaixar.

O conteúdo. Consome onde esse conteúdo do tipo anime? Esse conteúdo do tipo anime vocês conseguem consumir na própria Netflix, que é onde eu tenho consumido. Olha. Tem algum outro lugar aí que eu não faço mais ideia, porque tudo tem limite, né, galera? Tudo tem limite. Se vira. Muito bem. É isso aí. Perfeito. Faustão, vai lá. Um momento.

Momento Faustão, eu vim gravar algumas vezes esse ano e eu não consegui dar os momentos Faustões. Foi silenciado. Nossa, a ditadura do Merigo, ele tá achando que mais é o Benjamim. Tá fora. Então assim, eu tenho o Momento Faustão de novembro de 2025, que até hoje você não me deixou dar. Ah, tá. Então assim, Rodrigo Monteiro, você que tava no Festival Geek lá em Santos. Que nem lembra mais, né? Único fã do Corana Pacheco que ainda ouve a banda no Spotify, inclusive, que falou que... Não, ouço direto. Rodrigo, você é legal. Ivan Campinho, de Salvador, no Batuá.

O que eu tô falando? Ah, lembrei, pô. Ivan Campinho. Eu fui passar o meu Réveillon na própria cidade de Barra Grande. Nossa, você é insuportável. Península do Maraú. Eu passei Santana de Paraíba. Primeiro de abril, Santana, qual é a boa do Réveillon? Posso? Ou você vai me calar também? Pode, pode. Muito obrigado. Ivan Campinho.

De Salvador, vocês estavam no Batuá. Eu tava vendo o momento mágico da vida, o melhor mar do planeta, no dia 30 de dezembro. Dia bom. Tava vendo uma pássaro, eu tava comendo xobó da Bahia, que é um tipo de salgado, que é uma cama de mandioca frita, camadinha de geléia de pimenta e...

peito de boi, peito bovino por cima, com um pouquinho de couve crispy. E nesse momento que eu tava vendo essa coisa mágica, Ivan Campinho veio e falou assim, você não é Luiz Edinho, não? Tava com a família dele lá, foi um momento mágico. Aí você falou, não. Dia maravilhoso. Eu falei, não, não sou. Ficou por isso.

Antônio Melo, nosso garçom no Mocotó. Já foi. Já foi, mas eu mando mais um abraço pra ele. Porque na figura ímpare e pare, ele merece. É isso aí. E acho que no carnaval eu tinha alguns anotados, só que eu venho perdendo o garçom anotando. Por que será? Por que perdeu? Não sei, cara. Muita coisa aconteceu com outras pessoas que não comigo. Eu tenho uma tentativa de explicação bem difícil aqui. Acho melhor não entrar nesse assunto. Vitor Iapequino. Encontrei você no Boitolo Todo Colorido.

Você falou que era de São Paulo. Todo colorido. Você falou que era de São Paulo. Oi, tô no Rio. É só o que eu tenho anotado, eu não tenho nenhuma lembrança de ter te conhecido. Tá dizendo todo colorido? Todo colorido. Iapequina. Vitor Iapequino. Tomara que seu nome seja esse, Vitor. Porque...

Realmente, às 8h48 do dia 15 de fevereiro. Da manhã, bicho. A gente tava lá. O boi pra lá de tolo. É. E no dia 16, dia seguinte, já um pouco melhor. Às 9h36, mas não tão melhor assim. Encontrei Juanito no bloco virtual, num calor do leme. E eu e Juanito só sobrevivemos porque é um carro-pipa.

Caramba. Dispensava água pra lá de geladinha em nossos corpos. Uma mangueira de... Bombeiro! Hidrátice. Cabe um... Você vai tomar uma jatada? Eu sou um homossexual, né? É, porque... Cabe um beijo pro Eduardo Paz, então, que mandou esse carro pra pipa? Dudu! Um beijo pra você. E o novo Eduardo que barrou a Chaparro. Novo Eduardo. Nossa, é um twink, né? Ah, enfim, eu não posso falar de político gato, não. Vambora. Muito bem. Então é isso, gente. Até a semana que vem. Beijo! Tchau! Proteja as crianças!