Episódios de Rádio Defusão

Estado da nação do metal

06 de maio de 20262h4min
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O metal continua vivo, mas onde está o barulho? Os expertos António Freitas (Alta Tensão) e Pedro Romão (Portugallica) sabem do assunto — ao contrário de Fábio Vieira Fernandes, de Filipe Marques e, alegadamente, de Raquel Segadães, que não obstante se disponibilizam para serem educados sobre as bandas que marcam território a nível global, as mudanças no público ao longo dos últimos anos e, já agora, a saúde do ecossistema metaleiro português. No final, tudo é posto à prova num momento lúdico dedicado aos inescrutáveis subgéneros deste grande guarda-chuva musical.

Têm coisas para nos perguntar? Enviem-nas para coisas@radiodefusao.pt, e pode ser que tenhamos coisas para vos responder num próximo episódio.

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Assuntos2
  • Introdução ao MetalO metal é um género musical · A saúde do ecossistema metaleiro português · Mudanças no público do metal
  • Experiências com concertos de MetalExperiências com Metallica · Experiências com Mastodon · Experiências com concertos de metal em festivais · Comportamento do público em concertos de metal · Mosh Pit · Circle Pit · Wall of Death · Crowd Surfing · Row Pit
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Ela clara o lido e unplug a dispositivo no maior do que o thumb do computador. Uma vida de trabalho, ela diz, mas não é uma vida de trabalho. Você vê, nós instauramos informações como um Escher painting. Não devem se encaixar, mas faz. E todos os dias conseguimos encaixar mais e mais em mais em mais pequenos espaços. Até um dia, ela diz, nós podemos encaixar tudo o que a informação é o mundo. Tudo que todos sabem, sabem e sabem.

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Sejam muito bem-vindos ao Rádio Difusão. Eu sou o Fábio Vieira Fernandes. Comigo, Filipe Marques. Olá. Riquelso Cadães.

Alô! E pela primeira vez connosco, mas na verdade na sua segunda participação nesse podcast, António Freitas. Segunda? Sim, e olha para lá. Olá, olá. Foi um especial que nós fizemos sobre o Dave Grohl quando ele fez 50 anos, portanto há 6 anos. Deste as tuas escolhas sobre o ProBot. Eu pedia pessoas específicas para dar sobre os seus side projects. Pois ok. Aceita, acreditas. É verdade, eu acredito em ti.

E ainda, pela primeira vez, em absoluto, Pedro Romão. Olá. Tudo bem? Fico-me, Marcos, se tiveste uma ideia para um episódio, e é por isso que temos estas duas pessoas em particular aqui, que ainda não apresentam, obviamente, ainda só disse os nomes, conta-nos. Então, o princípio é este. O metal é um género, vou dizer, um bocadinho irrelevante. O que é que tu percebes do metal, Fábio?

Eu já ouvi algumas coisas ao longo da vida. Já vi uns concertos. Exato, pronto. Eu vou dizer a mesma coisa. Raquel, tu. Menos ainda. E eu achei que era giro sentirmos um bocadinho... É verdade que no nosso leque de fusão é raro irmos... Certo. É esses lados.

e achei que era interessante tentarmos sentir um bocadinho o pulso ao género e para isso quem melhor, não é? do que termos dois convidados que em teoria, pelo menos de peso percebem um bocadinho mais do que nós acho que eu, ou pelo menos

Olha, vamos a ver. Vamos a ver. Quando chegamos ao momento lúdico, quem é que percebe realmente disto? Tu é que arranjas problemas em espetáculos de metal. É verdade, é verdade. Por causa da mochada. Posso partilhar com toda a gente que a única ameaça de morte, que eu me lembro, que recebi na vida foi de facto num concerto.

isto vai fazer 20 anos exato e pronto sobrevivi sou um sobrevivente de ameaças de morte porque o senhor não queria que eu ficasse à frente dele porque havia muitos empurros eu não estava a empurrar eu não sou dessas pessoas eu respeito muito e

Tu nem sequer és muito alto. Desculpa. Ele não queria que te ficasses à frente dele. Tu não tapas a vista de quase ninguém.

Eu não tapo a vista de quase ninguém, mas a minha cabeça é... Se ele não fosse muito alto, a minha cabeça é bem avantajada, portanto, isso às vezes faz diferença. De qualquer forma, a minha experiência com concertos de metal, por acaso, é... Não sei se não é quase só túl e pouco mais, agora que penso nisso. Será que já vi Metallica? Já vi Metallica? Já vi algumas vezes. Já vi especificamente a concertos de metal. Já vi Metallica?

No Rock in Rio ou assim, não? Devo ter visto. Não sei. Se não vi isto, acho mal. Pois claro.

Já vi em festivais? E pelo menos no Restelo o concerto mesmo deles? Eu vi Metallica no Rock in Rio, em 2012. Portanto, pronto. Posso... Já estou aqui, já faço parte, afinal. Sim, estás integrado. Houve ali uns anos em que eu lhe me ver várias vezes Masterdown em festivais, sem querer. Eles estavam sempre nos festivais a que eu ia.

Olha, afinal, ouço mais... Ouço, não ouço, mas eu, adolescente, ouvia Mastodon. Nunca os vi, mas em adolescente ouvia. Pino, mais uma banda. Portanto, chegou aqui a dizer, ah, eu não disse que não percebo nada. Já vão duas. E tens a oportunidade de resolver isso este ano, que eles vêm cá este ano. Onde? No Evil Live, aqui no Atlântico.

Não sei se vou pensar nisso. Não, não. Para mim é sempre um atleta. Aqui às vezes nem pavilhão atlântico é. Como é que é, Fábio? Da Utopia. Exato. Tem muitos nomes.

Eu ia só perguntar aqui ao Pedro, porque falámos de concertos de Metallica, queres dar-nos algum contexto sobre a tua relação com Metallica, Pedro? Por causa do t-shirt? É só por causa do t-shirt e não por eu saber coisas sobre ti. Ok, então pronto, posso dizer. As Metallica acabam por ser a minha introdução ao Metal.

Tornaram-se a minha banda preferida, já há muitos anos, e mantêm sempre o mesmo estatuto. Às vezes posso ouvir mais ou menos, mas mantêm sempre esse estatuto. Foi nesse contexto que, a certa altura, me juntei a uma malta e criámos um clube de fãs, em Portugal, chamado Portugálica.

que já fizemos uma série de atividades em conjunto e foi também nesse contexto que obviamente já sabia quem era o António Freitas mas foi nesse contexto que contactámos diretamente pela primeira vez já lá vão uns aninhos e temos feito coisas juntas, uma delas tu foste foi o evento Guitar Hero, não não Guitar Hero Air Guitar por causa do filme Through the Never que ia estrear nesse ano, em 2013 no Hard Rock

e o Freitas fazia parte desse apresentado pela Rita Andrade o júri era composto do Freitas do Ricardo Amorim dos Montefel e do Gonçalo Pereira guitarrista e o Gonçalo Pereira e tu também eras parte desse júri

Também fazia. Estavas lá. Estavas lá. Aponto lá. Rock and... Tu não participaste, mas estiveste a assistir. Sim, estive a assistir. Já não me lembrava de nada, do contexto. Lembrava-me de ser no hard rock, de facto. Eu nem no hard rock. Já era qualquer coisa. E pronto, foi o meu gateway para o metal e tenho-me acompanhado desde sempre. Já os vi várias vezes em vários sítios.

e o mais bem tens o número de concertos? tenho são não vai continuar a subir 31 meu Deus

É pá, é muito, é muito, mas pronto. Quem corre por gosto não cansa, não é? Não tenho números desse que eu li o primeiro uma banda. Mas é o único que eu sei. Os outros, se me perguntarem, se é até já vi outras mais vezes, mas não te sei dizer. Bandas mais locais, os Mundspel, por exemplo, já já vi várias vezes, mas não te sei dizer o número.

Eu estava a pensar justamente o mesmo que o Fábio, que era seteria. Uma banda só, não tenho, acho que, de certeza. Se juntar... Todos os projetos de Manel Cruz. Exato. É isso, sim. Se juntar tudo de Manel Cruz, se calhar chega aos 30. Mas eu não tenho a certeza e não sei o número de cor de coisa nenhuma. Pronto. Eu fazia isto com o Matrix há muito tempo. Foi um filme que eu vi mais vezes de sempre também. E ia contando, mas depois deixei de contar. Mas já ia nos 30.

depois dos 30 deixas de contar. Exato. Mas o Manoel Cruz é batota porque é cá. Este aqui vai ao Paulo Morto, ao Paulo Sul, ao Ilom. Isto é uma piada antiga. É um discursões.

Ah, fechei Cléres. Pensava que era colchões. Parece colchão. Desculpa, estava-nos a dizer. Dated. Agora, para acabar de apresentar, para quem não sabe quem é António Freitas, acho que é a maior somidade do momento importante, embora o Ariel esteja a dizer que não o que eu vejo, mas o Pedro está a concordar comigo. Ele, eu, ótimo e meio que cruzo-me com ele aqui nos corredores da RTP, aqui da rádio.

Mas a primeira vez que me curtei contigo, foi no Super Rock, a seguir esse do estudo. No quê? No Super Rock, Super Rock. Ah! Mas foi um que foi também em dois atos, começo de 2006, mas em 2007 foi uma semana, só um dia, dedicado ao metal e depois na semana seguinte, três dias para as endilhadas todas.

E eu tinha um daqueles passos da CP ou qualquer coisa. Portanto, acabei por vir mesmo ao primeiro ato. Só para uma noite. Depois de voltar. Porque ainda não estava. Caio em Lisboa nessa altura. E foi onde? Foi no Parque Tejo. Ah, ok. Cheio de Mosquitos. E vim com um conhecido meu de Braga. Um abraço, Pipas. E ele quis muito ir tirar uma fotografia contigo. Porque ele é Kevin Metal. E então eu fui lá tirar-vos a foto. Isso tem... Mas nem pintar.

2007 Um abraço, Pipas, olha Obrigado pela foto, nunca a recebi não vi, mas qualquer coisa tenha ficado bem Na altura ainda não havia as redes sociais, uma pessoa a partilhar e tagar e em 2007 Mas olha, aproveita e faz isso agora

Deve ter sido que a máquina é descartável. Essa foto. Eu estava a pensar nisso. Se tinha sido uma máquina normal ou se já era telemóvel. Nessa altura andava com uma Cybershot nessa altura. As companhias. Sim. Ah, ok. Eu devo ter essa foto. Era isso que eu ia dizer. Acho que devias pedir autorização ao Pipas para partilhar essa foto. Enterei. Temos aqui um momento de radiodifusão. Ponto de encontro. Sim.

Mas eu lembro-me de... A certa altura, eu via muito o Curso Circuito. E a certa altura, a Cifra de Calte. Chamou uma série de spill-se em várias áreas da música. Basicamente foram quase todas as antenas 3. E este filme foi o Calado, foi o Marinho. E acho que foi daí que eu primeiro tive contacto com vocês todos. Portanto, eu ainda era garoto no início dos anos 2000. Foste ver João Satriani.

vi Jossatriani não sei se não vi Massalham dessa vez eu estava lá e houve Metallica enfim, acho que está apresentado agora tens alta atenção atualmente domingo para segunda para terça na antena 3 domingo para segunda e de segunda para terça meia-noite, duas da manhã então 2700 episódios em RTP Play

É bom que nós achámos que temos muitos Mas os 10 graus aos 2700 Não, mas atenção Estão há 3 anos para cá Não é? Já andam a fazer isto há 32 A rádio fez agora 32 anos Pode a atenção dar desde o início da Rai? Completamente desde o início E só não passei na meia-noite do dia Que era para não ser eu estrear Obviamente e para não estragar

A sorte da rádio. Foi o marinho que depois... Foi o marinho que começou a ser o teu e o Rasmanhães. Era só motoleiros a ouvir a Antena 13 e não davam-te boas pedras. Ah, não. É aquelas histórias. Não, não. A emissão começa, mas é só a partir das manhãs. Faz sentido, obviamente. Eu estou habituado a isso. Bem, está devidamente apresentado, toda a gente? Eu diria que sim. Então, começamos por hoje, Felipe.

A minha primeira pergunta, que é no fundo o mote, é o que é que está a acontecer agora?

a que devemos prestar atenção no metal? Eu sei que isto é uma pergunta talvez um bocadinho de nada aberta mas não necessariamente o que é melhor mas o que de alguma forma está a marcar sei lá, se não agora agora, no último ano ou nos últimos dois anos o que é que está o que é que está a fazer mexer o género?

Quem é que se arrisca com... Não sei. Mas estás a dizer mais a nível local ou mesmo... Não, vamos para fora primeiro. Já visitamos aqui o terrinho. O metal é muito grande e tem muitos subgéneros. Muito diferentes uns dos outros. Sim, e muitas vezes aparecem coisas com nomes que eu nunca ouvi falar e depois vou tentar perceber o que é. Eu próprio dou por mim muitas vezes a divagar entre subgéneros. Às vezes gosto mais de ouvir uma coisa, outras vezes gosto mais de ouvir outra.

Nos últimos anos dei por mim interessar-me e a procurar saber mais sobre o progressivo ou o novo progressivo também, muitas bandas da onda progressiva, mas mais recentes, que também poderão, e agradam, curiosamente, muitas pessoas que não gostam propriamente de metal, mas gostam daquela franja ou daquela banda em particular, muitas bandas que vêm aqui perto ao Lisboa Vivo, por exemplo, nomeadamente os Lepros, não sei se já ouviram falar de uma banda norueguesa e agora, então,

É interessante e não sei, aqui o Freitas, não sei se já o has visto ao vivo, ou as réplas? Acho que sim, mas já não. Eu acho que dão um ótimo espetáculo. O vocalista canta quase sempre em falsete e isso às vezes é algo que pode fazer com que as pessoas não gostem, porque é um registro muito particular, mas quem gosta, gosta mesmo a sério. E, curiosamente, é uma banda que atrai muitos miúdos para os concertos.

Mietos estou a falar de 10, 12 anos. E é muito interessante vê-los na primeira fila a ver o concerto. Gosto muito do nome. Só para ter a certeza de que estávamos a falar de Leproso ou Leproso.

ou proza ou o que fosse eu às vezes eu tento fazer um exercício às vezes quando por exemplo agora a pensar neste episódio vou-lhe fazer um exercício que é tentar adivinhar o subgénero dos que eu conheço que não são muitos pelo nome porque às vezes dá, mais ou menos o que é que dirias, se não soubesses ou não tivesse dito nada sobre a banda, dizia-te só o nome o que é que pensavas que seria Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child Child

não sei, mas há sim normalmente há sim umas coisas que têm coisas assim um bocadinho mais chocantes como nome Vomitory exato Vomitory, por exemplo Begging for Incest esse tipo de nomes assim mas não estava à espera que fosse simplesmente metal progressivo

Sim, mas é interessante e convido-vos depois a descobrirem e depois mais tarde podemos falar sobre isso, sobre o que é que acham. Mas, lá está, é uma banda que eu dei por mim a ouvir. Olha, curiosamente, a primeira vez que os vi foi no comendátil de 2019, quando ainda era dentro do ginásio. Ok. Foi quando os vi a primeira vez. Curiosamente, fui por ver a banda Headliner do dia seguinte, que era o Stesseract, também não é um progressivo, mas um bocadinho mais diferente.

mas acabei por gostar mais dos Lepros e isso já me aconteceu muitas vezes bandas que eu não gostava não gostava muito ou não prestava tanta atenção mas ver ao vivo fez com que eu ficasse fã por isso é que eu sou muito há bocado estávamos afora, estava meio a brincar a dizer que estou farto de aturar as pessoas nos concertos mas música ao vivo é para quem gosta de música

É muito bom estar em casa a ouvir música com boa qualidade de som, mas poderes ir a um concerto e ver um artista que tu gostas ao vivo, nada bate isso. E partilho 100% dessa opinião. Tanto a parte que não te agrava os concertos como a parte que agrava. Subscrevo tudo, exato, mas especialmente a parte de estar farta de pessoas em concertos. Sim. Dá uns anos para cá. Após Covid. Sim, sim, é muito isso. Mas surpreende-me.

que seja, que isso também quer dizer, não sei se me surpreende mas não esperava que isso também acontecesse em concertos assim mais de nicho como é o caso do metal apesar de tudo pronto eu mesmo assim dos concertos a que vou noto mais isso quanto mais mainstream é o que quer que seja que eu vá a ver

mais acontece as pessoas estarem lá por outro motivo que não a música e, portanto, não terem etiqueta de concerto. Mas eu tenho muita ideia do público de metal ser muito de respeito ao momento do ao vivo.

Sim, é verdade. E há de tudo. Mas quando tens um caso, ou alguém que marcou porque não foi tão fixo, vai sempre um momento de destaque. Mas sim, no geral, há mais, e aqui o Freitas também pode confirmar, há sempre uma sensação de comunidade no que é o metal, e mesmo em festivais, e que às vezes tens bandas de géneros diferentes, por norma, existe o respeito, ok, eu não gosto tanto deste artista.

não vou estar aqui, vou para outro sítio mesmo estando aqui, não vou estar só a ver ou tentar perceber o que é que isto é já me aconteceu, por exemplo, com olha, ainda no ano passado, o festival Evil Live, que no ano passado aconteceu no Restelo tem uma banda que eu detesto e quis dar a oportunidade de ver ao vivo que são os Falling in Reverse e não sei se sair lá de testar o mesmo ou mais mas dei-lhes a oportunidade

me dei-lhes a oportunidade pronto, e está resolvido já sei o que é que a casa gasta mas eu gosto muito de festivais também principalmente cada vez mais não sei se é uma questão da idade, mais pequenos médios pequenos do que grandes em que parece que tudo se perde e acabas por não tirar bem proveito das coisas, mas esse live foi interessante apesar de ter sido em dias de 40 graus

mas foram três dias interessantes com pós-concertos a maior parte das bandas já tinha visto noutros sítios, mas gostei de rever mas gosto também principalmente de ir a festivais em que há bandas que eu não conheço e vou descobrir e mais uma vez aquilo que falava o que é que está a bater no metal neste momento depende muito, lá está para onde é que estás inclinado, eu neste momento digo se me tivesses que pedir bandas digo-te os Leprous, que são noruegueses digo-te os Skalmold que são islandeses então

vou tentar escrever SKA LMOLD são islandeses, cantam em islandês e levaram-me à Islândia para os ver portanto

Tu também foste à Eslândia, certo? Fui, fui, mas ninguém me louca O piloto do avião Tinha essa ideia que também tinhas ido lá Mas por acaso é uma história engraçada E a questão de comunidade que a Raquel falava aqui há pouco também Eu fui ao Vácan pela primeira vez O Vácan é considerado o maior festival Neste momento em termos de tamanho talvez não seja, Freitas

Talvez haja outros maiores em termos de tamanho do que o Vakan. O francês? O Elfest, talvez. Ah, não é lá por ela. Centro e tal. Sim, por aí. Mas pronto, mesmo que não seja o maior em número, é o mais mediático, talvez. Ah, eu não estou a falar género, portanto, a soma dos dias. Estou a dizer em cada dia. O número dos espectadores, sim, sim, sim. Mas pronto, é um dos maiores festivais de metal.

em todo o mundo, que é em Vaken, na Alemanha, uma pequena vila que se transforma naquela altura do festival. E no primeiro ano que fui, apanhei um dos anos mais chatos de chuva e lama, e então conheci um rapaz lá, alemão, e como não estava a ficar num sítio, não era no festival, não estava a acampar, estava num sítio perto do festival, tínhamos um shuttle, havia um shuttle lá a uma da manhã, mas a uma da manhã começava uma banda islandesa, que são os Solstaffir, que iam tocar.

E aí nós estávamos à procura de alguém que quisesse dividir um táxi connosco para ser mais barato. E esse rapaz alemão queria ver o Salsafir também. E ligámos-nos, ficámos amigos por causa disso. Ou seja, foi uma banda islandesa que nos juntou e decidimos, então fui com ele à Islândia ver essa outra banda islandesa também.

e depois disso já fui também a Munique que é onde ele mora ver o Solstafir, essa banda que nós vimos no Vácan e este ano provavelmente ele vem cá porque eles vêm a Portugal ao Under the Doom e pronto Isto é bonito

o final se calhar quer ser do metal é fixe como se costuma dizer vamos ao Dark Side, we have cookies vou sair daqui convertida onde é que é o Under Doom? é final de setembro, não é onde? vai ser no Lava este ano é um nome que ainda não me tinha cruzado já foi no Rock Station e agora no Music Station

Não me lembro. Não sei. Eu nunca fui à onda da Doom, confesso. Mas sim, já passou por vários. Está relativamente parecido com os outros, só que é que... Tem um bandejo de Doom. Exato. Freitas, e... Respondendo à pergunta do Clip, fez há pouco.

É assim, é extremamente complicado, eu por exemplo posso dar como referência o facto de receber cerca de 200 discos por semana em termos promocionais. Que porcentagem disso é que tu dirias que é de bandas que nunca tinhas ouvido antes?

A maior parte delas, sei lá, 90% dessas bandas eu não tenho noção, porque tu agora tens um fenómeno novo que é, promotores têm 5 mil contactos de pessoas ligadas aos mídias, rádios, blogs ou uma coisa assim do género, eles transformaram-se em promotores, portanto tu já não tens a questão de teres uma editora que saiba quem é o indivíduo no país tal, que coisa.

para enviar os discos. Tu tens esses indivíduos que têm os contactos e começam a disparar discos de bandas que pura e simplesmente querem ter algum tipo de atenção. Isto, para vos responder, que uma tendência não haverá. Eu posso dizer que os putos, os adolescentes, gostam muito de Electric All Boy.

que é uma cena disco com metal e é uma autêntica brincadeira, portanto não apanhas muito substrato dali, é para estar aos pulos e a curtir numa situação de um espetáculo, de um festival.

depois tens as típicas bandas de death metal de fusão sei lá tanta coisa hoje em dia é pura e simplesmente demais estar saturado e eu não estou a falar de bandas AI porque já há malta

que gosta de música e que geram perfis com dez bandas diferentes, uma de power metal, outra de rock sinfónico, outra de rock experimental com folk e coisas assim do género. Portanto, está instalada à loucura por completo.

é muito complicado e cada vez é mais para as bandas se poderem distinguir se quer e nessas solicitações todas que tens à tua atenção como é que elas se distinguem quais é que te chamam a atenção para tu ir descobrir o que é que elas são

por incrível que pareça a mesma coisa que acontecia há uns anos atrás quando nós éramos mais bebês, a capa por exemplo atraíamos e é pá, isto deve ser interessante nem sempre vou obviamente pela capa mas eu não consigo ouvir os 200 disto, como devem calcular

mas tento dar uma chance à maior parte das coisas, e aquelas que... Depois tenho outra dificuldade, porque eu começo logo a compará-las com outras cenas que eu já conheço, e aí transforma-se um bocadinho. Mas se eu estiver distraído a escrever uma cena qualquer, ou preparar o programa, e de repente me interroga, é pá, o que é isto de ouvir? Isto é giro.

E vou ver, e até fico surpreendido, a última surpresa que eu tive foi com uma banda chamada Cryptic Shift, que são uns britânicos que fazem um death metal com influências de jazz, muito parecido com o que os death faziam e os cynic.

E acho extremamente interessante aquilo. Tem temas para aí de nove minutos e ando por ali, em umas fases mais violentas, outras mais calmas, e conseguem-te embalar. Eles já vão para aí no terceiro disco e, entretanto, foram confirmados. Vem cá para o ano, em 2007, com os Obscura e os Pestilence. Estou curioso em ver essa banda, que foi um dos discos que me chamou mais a atenção. Mas tens sempre uma série de coisas que...

desde industrial com cenas indie dançantes já há tudo como o Pedro disse a cena do metal tens cerca de 50 a 60 variantes depois cruzamentos entre essas variantes tens uma data de coisas que é absolutamente fora do normal mas dificilmente eu fico assim nunca ouvi uma coisa como esta né

Eu vou logo, infelizmente, naquelas... É, pá, isto faz-me lembrar isto com aquilo e não sei o quê. Já tens a matriz. Já está um bocado estabelecida. Como é que chama aquele fenómeno? Estava aí, nas redes, toda a gente falava, aqueles dois com cenas de pintinha. Ah, o... Não sei o que é de Poitrine. Ah, Angine de Poitrine. Ah, sim, sim. Angine de Poitrine. Poitrine ou Poitrie.

Eu nem ouvi, quando eu vejo aquelas cenas Fico assim um bocado desconfiado E depois lá arranjei o aula Comecei a ouvir aquilo, não sei se foi azar ou não Mas a primeira música que eu ouvi lembra-me logo de Primus Last Claypool com aqueles baixos todos marados

E um gajo fica, ok, está bem, certo. Já não há música nova. E muitos músicos com quem eu falo, eles próprios dizem isso, já foi tudo inventado, e é a minha opinião. Há uma pessoa que diz que não, que é o Billy Gold, que é o dos Feito Não Morto, que tínhamos esta discussão de vez em quando, já foi tudo inventado. Ah, nem pensei nisso, não, não, não.

Ele tinha uma editora, ainda tem, se não estou em erro, e ele só contratava coisas assim muito amaradas mesmo. Pá, Gaba com não sei o que, em Crest, é pá, umas cenas completamente fora. E às vezes uma pessoa diz, pá, olha, leva lá a taça, ok, eu realmente disto também nunca ouvi, mas não vou querer ouvir mais. Portanto, nem sei se vale a pena uma pessoa pensar nisso como um fenómeno ou como uma banda válida, se é só para estar a fazer...

coisas maradas de um lado para o outro se calhar é melhor dessas coisas que vão chegando a públicos fora do metal eu tenho dois nomes que me surgem e eu não sei bem porquê de vez em quando ouço falar ou ouço falar aqui ou ali e vou-me ficando coisas tipo

Sleep Token, Ghost, tudo isto são coisas que de alguma forma saíram um bocado da bolha, que não é uma bolha, mas que é um território gigante. Isto, porquê é que acontece com coisas como estas? Conseguem ter uma resposta para isso?

eu não sei é assim, tu cais tem dois exemplos interessantes, são as duas diferentes um que eu gosto e outro que eu não gosto deixa-me adivinhar, gostas de Ghost e não gostas de Slip Tokens? Sim, exatamente mas vou tentar falar um bocadinho sobre os dois no caso dos Ghost por acaso estiveram cá há cerca de um ano aqui no meu arena

no dia a ser o apagão o concerto teve quase para não acontecer mas tivemos sorte de acontecer já agora vou falar só um bocadinho sobre esse concerto estiveste lá também? uma coisa muito interessante esse concerto era phone free ou seja, nós éramos convidados

e se não fizéssemos não poderíamos entrar a colocar o telefone dentro de uma bolsinha que era selada, a qualquer momento podíamos dirigir-nos ao exterior da sala e tirávamos o telefone a bolsa estava sempre connosco, ou seja ponhamos na bolsa, mantínhamos o telefone connosco mas estava selado, não podíamos aceder se quiséssemos íamos até a essas zonas e podíamos abrir, isso foi ótimo porque finalmente em muito tempo consegui sim, sem teres ecrãs à tua frente, foi incrível

Estou convertida. Vês? Tens que vir a um próximo. E pronto, eu tirei logo por aí. E é preciso ter alguma coragem também para fazeres isso. Muita gente diz porque é um bocado atentado à liberdade. Eu não sinto dessa maneira porque lá está, não estão a tirar o teu telefone. Só estão a dizer por favor não o uses, mas tem que ser mais do que por favor porque as pessoas não respeitam. Portanto, acho bem. Sinceramente apoio e gostaria que mais fizesse.

os ghosts para não desviar mais falando sobre os ghosts é uma sonoridade meio metal meets aba talvez, certa forma aba? sim é um pouco uma sátira porque a temática e as letras continuam a ser mais dark mas muitas das músicas têm um ritmo muito

Uplift e dançável e tudo mais. Portanto, é um conceito muito interessante. Eles são suecos, como é. São suecos, exatamente. E depois... Eu adoro, pronto, sou mega fã. Depois os Slip Token vêm um pouco mais da área do progressivo. Ah, e outra coisa curiosa. Como já disse, eu adoro música ao vivo. E dificilmente me esqueço de um concerto.

Eu vi os Flip Token num festival em Inglaterra, num dos palcos mais pequenos, e eu não me lembro de ter visto esse concerto, porque o amigo é que me disse não, nós vimos, estivemos lá, e depois eu fui reposcar nas minhas memórias e já de facto estávamos, antes deles rebentarem, obviamente, e não gostei, e esqueci-me, e os tinha visto, e agora ainda gosto menos.

E aqui, o Fred estava a falar na questão do AI, aqui não é a questão do AI, mas quando mete muito autotune, para mim, seja o que for, já não me interessa. E os flip tokens, eu sinto aquilo muito pouco orgânico e peço desculpa às pessoas que gostam, obviamente, mas para mim é algo muito pouco orgânico, muito processado e não sei.

Há tanta coisa hoje em dia e prefiro procurar coisas que sejam táteis, não sei se me consigo fazer perceber, do que algo, não sei, demasiado processado.

O fenómeno dos Ghost é que eles pegaram nas influências que tinham. Eles não, ele. Os Ghost é o Tobias Forges, que é o vocalista que dava entrevistas como sendo um dos guitarristas. Porque eles estão mascarados e as pessoas nunca percebiam bem a cena.

E ele é um típico sueco que cresceu no pós-70s, 80s, e que viu o Esquice pela primeira vez. Acho que não há nenhuma banda sueca de metal, death metal, garage metal, ou qualquer coisa de género, que não me diga que a grande influência, quando eram putos, eram o Esquice. Aquela banda que ele via e disseram, eu quero ser como aqueles géneros.

e resulta um pouco daí. O Tobias Forge é especialista em criar melodias, lembra muito o imaginário de Alice Cooper com uma roupagem mais moderna e não muito agressiva, embora os músicos com que ele trabalhasse a maior parte deles vieram da cena de metal.

melódica sueca. E tem outro cuidado imenso, que é a imagem. Ele criou o imaginário, baseado no fritzlang, metropolis e coisas do género, e todas as capas e as melodias, a cena também de...

horror movie, torna-se muito fascinante para quem está a observar e a acompanhar, não é? A envolvência toda, para além da música, ele faz quase que a banda sonora para esse tipo de imaginário que ele tem. E resulta muito bem nisso.

Foi um fenómeno nos Estados Unidos. Encheram arenas, o que não é muito normal para uma banda europeia conseguir alcançar tal efeito. E ele, entretanto, acho que vai parar com a banda. Sim, ele disse que agora queria parar por tempo indefinido. Sim, compreendo. Já alcançou muito e tem trabalhado muito e chegou lá.

O slip token é um fenómeno mais moderno que curiosamente o último álbum eu ouvi e gostei. Gostaste? Gostei. Mas não gostavas dos outros e gostaste deste? Os outros nem sei se ouvi porque como deves calcular é tanta coisa que às vezes uma pessoa perde a noção, mas o último ouvi e há três temas que lá estão. Não memorizei os temas, também não passei no programa porque depois começava a receber cartas com ameaças de morte.

E não é para me pôr à frente. É aquela típica. Isto não é metal. E eu ainda há vontade de responder. Eu sei. Mas aí eu levo-me a uma questão que é. Lá está. Temos sempre os gatekeepers. Então o que é o metal? Ou o que é que deixa de ser o metal? O metal para os true conví. True conví, exatamente. Os Iron Maiden, Judas Priest. É aqueles... Child pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar

É aqueles grandes nomes e a partir daí muito pouco. Sabaton já é assim um bocado coisa. Sei lá, Mon Amart, Porreira e Viking. Mas não pode sair muito desses parâmetros, porque aí já não é metal. Eles não toleram. O Grindcore na Palm Death e coisas do género já não são metal. Aqui não é só ruído. A parte até tem razão.

Lá está. É uma questão de observar as coisas dessa maneira. Tanto mais que se deixou de utilizar a expressão heavy metal, porque começou por se chamar heavy metal aos Led Zeppelin, aos Black Sabbath, aos Deep Purple, Raya Heap, sei lá, Sir Lord Baltimore.

eles vieram depois, estou a dizer mesmo caramba, os cream do Eric Clapton eram considerados uma, o Jimi Hendrix era considerado, aquilo era demasiado barulhento para a época e assustava as pessoas todas esperem lá que se o Jimi Hendrix é metal então afinal eu já faço parte já disseste pelo menos duas coisas que já fazias e lembrei-me de outra entretanto a maior pessoa tem que pensar um bocadinho mas como eu não sei vou perguntar os Russian Circles é metal?

Sim, senhor. Há quem diga que sim. Para mim é. Então diz que sim. Há quem goste de dizer mais post-metal. Já há post-metal? Sim, sim. Mas viste os Russian Circles? Eu não tenho a certeza, porque eu ao contrário de ti esqueço-me muito dos concertos que vejo e não quer dizer que não gostei, é só porque tenho má memória. Mas foram muito banda sonora e não quer dizer que não gostei.

da minha vida há 15 anos hoje em dia acho que não me lembrava deles há alguns anos e se não tivesse a ter esta conversa não me ia lembrar mas agora até fiquei com vontade de ir para casa ouvir não sei se eles têm coisas novas, recentes o último álbum é de 22 e tiveram cá a última vez em 24 no Amplifest no Porto

Ah, não estava lá não mas de repente, não era assim há tanto tempo que eu não me lembrava deles porque falei muito com um amigo na altura sobre isso, sim portanto, afinal foi só há dois anos ainda há pouco tivemos uma entrevista com o guitarrista portanto acho que eu também estaria a preparar qualquer coisa

Ah, nice. Olhem. Pode voltar ao loop e da próxima vez que eles verem cá. É isso. Para o mês que vem na minha mixtape vai ser só metal. Na verdade há um género que lá está. Eu não sei se é só em nome ou não do metal que fez muito parte da minha vida, que é o new metal. Mas lá está. Mas eu sempre senti que aquilo em termos de som era muito pouco metal apesar do nome. Lá está.

O new metal, portanto, é uma sonoridade que nasce nos Estados Unidos. E um exemplo que eu costumava dar às pessoas, e sobretudo àqueles mais truques, é que os Korn, os Limp Bizkit, o Ekin Park já é um bocadinho fora da...

Por exemplo, eu já não acho que o Slipknot seja um new metal. New metal eram aqueles que utilizavam aquele ritmo e usavam scratch, que basicamente eram os Limp Bizkit, e os Linkin Park, que era mais outra coisa, um crossover mais para o popular. O exemplo que eu dava era que aquelas bandas eram os keys das novas gerações.

Tem aquele som mais americano, mais quase radio-friendly e mais brincalhão. No caso dos Limp Bizkit, os Korn eram mais sérios, tinham um conteúdo mais intenso, mais deep. E a sonoridade dos Korn surgiu.

E isto através de entrevistas que tenho feito, um pouco por influência dos Fear Factory, que os Fear Factory ainda não eram conhecidos, gravaram com o Ross Robinson, o Ross sacou uma data de ideias e pô-las nos corno. Isto é o desgraçado Dino Casares que me diz, eu disse, pá, fomos roubados. Eu disse, pá, nesse caso sim, é verdade. E os Fear Factory, por exemplo, são uma banda inteligentíssima que cruzaram um tal industrial.

Eles têm influências de Gary Neumann, por exemplo, com Death Metal, Chuck Schultz e coisas do género. The Mafia Factory, banda sonora de Resident Evil, talvez, ou assim de género. É possível. Sim, é possível. Aliás, calhar eles fizeram uma versão do Cars do Gary Neumann que está muito bem sacada, por exemplo.

Isto pode-te dar uma sensação do que é que era. Nós temos que olhar para aquele fenómeno como sendo essencialmente bandas americanas. Tu depois tiveste o comboiozinho daqueles que quiseram saltar para ver se apanhavam alguma coisa e até surgiram.

cenas interessantes tinha os músicos que tinham quase desaparecido na cena do Glam Metal, na explosão dos Poison dos Cinderella o Posh, Motley Crue e coisas do género, que andavam na área de Los Angeles e começaram a fazer grupos a ver se piscavam e apanhavam o comboio do New Metal

E há um exemplo giro desses que são os Orji que fizeram uma excelente versão do Blue Monday, que é dos... New Order? New Order, exatamente. E está muito bem sacada, com uma batida assim industrial e guitarronas puxadas para cima. E eu passo, às vezes quando faço cenas de animação DJ, passo esse tema que todo o pessoal gosta, porque ouve-se muito bem. E pronto, isso para te dizer que o fenómeno metal é...

basicamente aquela manifestação de bandas americanas com influências de rap e riffes pesados, guitarronas. E se for preciso pôr lá um turntable também se põe, não há problema nenhum nisso. Os primeiros a fazer essa brincadeira... E o papai aquilo tudo.

e bem, não tens saudades e quando ouves agora, de vez em quando não bates é a música que ouvia nos meus 13, 15 anos, claro que é o que marcou ainda por cima System of a Down, por exemplo, é uma banda que e não sonho metal, atenção, eu acho que eles somam um cruzamento de franqueza com Misfits ou uma coisa assim, é completamente fora, tem um som muito próprio mas são desses anos também

Exato, e não há ninguém que não bata o pé a ver um um Rage Against the Machine que é uma banda que também saiu ao lado mas eram uns que andavam enfiados na cena da LA a tentar imitar o Rage of Chili Peppers Epá, tu tens tanta coisa aí E eu achava que era um gênero, um subgênero, o que seja

Sim, meio ultrapassado, mas o ano passado em Vila de Mouros apanhei os I Prevail e aquilo soma a New Metal. Sim, não. Agora a sonoridade mais moderna será o Metalcore. Já é uma mistura de death metal com alguma técnica, mas com um grande sentido de melodia. Até é bandas dentro do Metalcore que misturam com o Wimo, que é aquela vozinha toda.

cantadinha e muito agudinha para as meninas e pôs um grow logo a seguir para assustar a malta. Tu tens de tudo. Essa é a última grande sonoridade que surgiu entretanto nos últimos 10 anos, se quiserem. E há imensas bandas que...

proliferam por aí, que estão a regressar que começaram olha os Parkway Drive que têm imenso sucesso, são australianos e tiveram cá e foram tocar ao Campo Pequeno e encheram aquilo, são um estranheiro são fenómenos que agora atravessam o globo e isso tem a ver também com a interferência da internet e da forma como já é mais fácil então

passar a mensagem e assim teres mais força dentro daquilo que estás a fazer e mais exposição isto também é preciso ter talento não é só aquela onda de somos todos muito bonitinhos somos todos, como é que se chama o BTS, não é? os sul-coreanos BTS do metal o K-pop exatamente

Agora, estavas a pegar a início e a dar exemplos de bandas que acabam por ter algum mediatismo. Gostava de vos perguntar a vocês, que estão um bocadinho mais fora, de que nomes, para além de, obviamente, Metallica, Iron Metal, etc, que nomes é que vos saem quando pensam em Metal? Eu tenho... Eles nunca pensam em Metal. Pensaram para preparar este programa. E ainda por cima eu estive a preparar, portanto tenho algumas coisas mais férsicas.

Para já há um género, um conjunto de subgéneros, para já há uma coisa, que é, eu tenho uma relação com o metal muito diferente da relação que tenho com o resto da música. Porque eu ia falar onde morre. Acho muito bem, acho muito bem isso, respeitinho. Mas é diferente.

Vocês dirão o que é que acham disto. A minha relação com a música é super emocional e muito... Visceral. E com o metal...

Eu acho sempre super divertido. É uma coisa... Normalmente são bandas que me divertem ouvir. Mas divertem em que sentido? Faz-te pensar, emociona-te, ficas sempre a rir. Não, não é divertir nesse sentido. Dá-me prazer ouvir. Mexe contigo.

mas mexe de uma forma parece-me mais ligeira do que normalmente quando eu gosto muito de uma música, e eles sabem, eu estou sempre a dizer isto eu repito as mesmas canções até deixar de sentir o que quer que seja sobre elas que é o tema desta temporada cada vez que eu falo isto já foi dito muitas vezes esta temporada deste podcast

Mas que é uma coisa de... Estou a ouvir. E ainda hoje estava a ouvir coisas meio alcalhas. E estava. Isto é giro, vá. Isto é giro. Mas depois nunca consigo estabelecer ligação. Com que tipo de bandas de metal é que eu mais facilmente e não é facilmente estabeleço ligação? Eu gostava bastante. Aliás, eu... dos Isis ou Isis não sei como é que vocês dizem.

que entretanto agora percebi hoje o vocalista dos Isis juntou-se aos neuroses aos neuroses eles sempre foram amigos mas ele agora foi cantor neste último álbum que eles lançaram acho eu e eu lembro-me de ouvir um álbum que era panoptica e degustar estava ali quase a roçar o pós-rock era assim muito contemplativo não sei o que

E depois fui a ouvir qualquer coisa anterior, não sei se era o Celestial, se era outra coisa qualquer. Até sei que não me dá alguma dúvida. E estava a comentar com o meu amigo metaleiro, o Gonçalo Sítio. O teu amigo metaleiro. O teu amigo metaleiro, que é a minha referência. Eu sabia que ele era do metal. A minha referência no dia-a-dia, por assim dizer. E estava a comentar, estou a gostar, acho que era o Celestial, não sei.

estou a gostar muito disto então ele, do que? já não me lembro o que era ele, oh Filipe, eu acho que tu gostas de Doom e eu, fica, se calhar gosto mas coisas assim mais Filipe, tu tens uma de vez

Sim, sim, sim. Mas é assim uma coisa mais aquelas coisas mais expansivas de lento e... Se tu dizes que estavas num espetáculo tu uma pessoa já percebe o tipo de som que gostas. Mas lá está. Mas depois ouço coisas assim aquelas coisas como uma grande jarda. Repartir mais grand core.

isto é fixe agora há coisas que hoje estava a ouvir olha begging for incest e fiquei muito perturbado talvez seja essa a palavra ouvi e fiquei assim foi mal que começou comecei a ouvir a voz

não sei explicar não sei de onde normalmente os músicos cantam muito com o diafragma vinha lá mais de baixo vinha da canela então eu fiquei muito impressionado e depois era absurdo para mim a bateria daquilo era assim uma coisa

As vezes tornava-se num disparado para mim O que é que está aqui a acontecer? Há ali um ponto em que algumas coisas Para mim não faz sentido Mas eu tenho ideia, tu gostas dos Death Heaven Ou gostavas de um álbum Certo, gostava daquela Sunbather Sim, exatamente Não sei se era o nome da música, se era o nome do álbum Que é uma coisa muito crossover Já quase com...

com o pós-rock, até com uma certa sonoridade indie, e acho que acabei de esgotar todo o meu... É pá, depois há aquelas coisas antigas, tipo... Eu gosto de Led Zeppelin e assim, mas é uma coisa quase de legado. Estava aqui a tentar lembrar-me de exemplos concretos de coisas que eu vi, sem ser na fase, você sabe, de System of the Down, Johnny Paul, e Link Park, Link Piscuit, essas coisas todas.

e eu lembrei-me aqui além do ano passado ter ouvido um bocado da I Prevail porque os vi em Vidal de Mouros e a chepeada, o facto de ele ser uma cover da Blank Space, da Taylor Swift e tudo mais lembrei-me de dois casos concretos, um por termos agora falado de The Tool, que foi o álbum deste ano dos Pulsifer

Eu sinto que eu vejo que os álbuns saem e penso é um álbum que quero picar, só que depois 70% dos álbuns que eu digo que quero picar nunca tenho tempo para chegar lá. Então estes acabam por raras vezes ir lá, mas esse foi um exemplo que fui e gostei. E voltaste? Ainda não voltei porque eu também não repito muito, ao contrário do Filipe. Mesmo que gostei, trouxe aqui uma das canções, uma das mix tapes já há 10 meses ou foi. E eu desfoii, estava aqui a confirmar porque ao contrário do Filipe não sabia o álbum de cor.

e foi o Catharsis de 2018 dos Machine Head que lembro também foi daqueles que eu disse vou ouvir isto e eu vi várias coisas que gostei e também passei na altura aqui no Raio de Fusão agora foram os únicos exemplos que me lembrei agora assim de repente é curioso tocares nesse álbum em particular dos Machine Head porque é daqueles mais divisivos para os fãs ah pois eu não faço ideia eu não faço ideia se este é sequer parecido a coisas que eles lançaram antes que eles lançaram depois não faço ideia mas por alguma razão naquele ano ou naquele mês então

Calhou de ir picar e andei lá. Eu, por acaso, gosto de alguns temas desse álbum. Eu vi-os nessa altura que eles vieram cá ao Coliseu. E gostei de ver o espetáculo. Mas eles viram ao Coliseu, sim, nessa altura. Eu acho que cheguei a ponderar. Não aconteceu-me.

Vejo a próxima que vierem tens de ir. Esta semana não foste, tens de ir. Esta recente do lado não... Escapou. Eu entretanto confirmei e vi Russian Circles no Art Club mas em 2012. Portanto, já noutra vida. E já houve aqui duas referências a Led Zeppelin. Eu sou muito fã de Led Zeppelin. Mas na minha cabeça aquilo não é metal. É metal.

Repara, quando surgiram tu não tinhas a noção do que é a violência sonora que tu tens hoje em dia Portanto, eles quando surgiram aquilo era muito barulhento o Jim Morrison dos Doors odiava os Led Zeppelin dizia que aquilo era só barulho

E se tu fores ouvir Dores, eles têm muito de peso lá metido pelo mar. Pois eu também acho que têm, sim. Para além da mensagem, normalmente o heavy metal era muito associado a letras mais intensas, mais complexas, enquanto que o rock psicadélico era mais uma derivação do flower power, por assim dizer.

O metal era mais sério e tinha muito a ver também com fantasia, enquanto os Black Sabbath era a fundança total, eles eram filhos da Segunda Guerra Mundial e brincaram nos escombros de Birmingham, depois dos bombardeamentos. Os Led Zeppelin também passaram por isso, mas vinham de uma upper class. O Robert Plant tinha mais aquela cena do Senhor dos Anéis, Tolkien e coisas do género.

A diferença está aí, por isso mesmo eu te disse que o Hendrix, quando surgiu, quem estava na plateia eram os Beatles, era o guitarista dos The Who, era a fina nata de músicos, o Eric Lepton.

a olhar para aquele fenómeno e ver aquele aumento de caia e terra daquela maneira. Mas a maior parte das pessoas não entendia aquilo. Era muito barulhento. Daí tu teres os crime, por exemplo, que surgiram um pouquinho depois. Os crime são metal? Os crime são considerados uma das primeiras bandas a surgir dentro do movimento. E repara, não sei o que estou a inventar. Eu tenho esse cupido de escritas por jornalistas. Eu confio.

assistir-o à coisa. Isso está a ser melhor do que uma sessão de terapia para descobrir coisas sobre mim própria. Pronto. Porque tu estás só a dizer nomes de bandas que eu ouço imenso. Certo. Elas tu agora, já enquadras essas bandas no dead rock, não é? O rock do papá.

Ou o Classic Rock Station americanas, todas elas passam isso. Vem da influência do meu pai, é verdade. Pronto, metes isso na mesma qualidade que os Pink Floyd. Podes lá ter uns Grateful Dead, se quiseres, Jefferson Airplane. Eles andam por aí todos a pular uns a brincar com os outros, por assim dizer. Mas sim, o metal é...

Tens referências a Cream, Jimi Hendrix e depois vais para Deep Purple, que inicialmente eram mais calminhos, mas quando entrou o Gillen, aquilo houve ali uma transformação. Os Black Sabbath é aquele pesaroso do som, por causa, por aquilo que aconteceu ao Tony Iommi, que não sei se tens a noção, ele cortou as contas dos dedos num acidente de trabalho.

E foi por causa disso que ele teve que descer uma oitava nas cordas que ele não conseguia pisar, aliás, é mão direito, ele não conseguia pisar bem as cordas da guitarra. Até usava cordas de nylon. Nylon, sim, acho que era de nylon, não era de aço. Ele doía imenso e ele não tinha sensibilidade por causa disso. Daí surgiu uma sonoridade.

que é o do metal, e enquadras para aí. E depois tens outras bandas que já existiam naquela altura, mas nunca foram muito famosas, e que são geniais. Tens os UFO, que no início eram absolutamente psicavélicos. Tem um álbum chamado Flying, tu ouves aquilo e ficas... Uou, o que é que se passa aqui? Depois começaram a ser art rock, quando entrou... Estou a ser chato. De tudo, de tudo. Estou a falar. Eu vou dizer que não, eu não sou... Tens o Zoraya Hip, há uma data de pequenas bandas.

que eram influenciadas umas pelos outros, mas todas elas conseguiam ter o seu cunho. Não era aquela onda de tu perceberes que, é, pá, isto é chapado, é gamado àqueles gatos. Mas eles inspiravam-se uns nos outros para, portanto, conseguirem sobreviver. Tens o fenómeno Southern, que agora tens uma data de bandas que também se chamam Southern Metal Sludge. Não sei o que, mas caramba, o que é que isto tem a ver com Southern Rock? São os Leonard Skinner.

Viu os Molly Edge e pronto, mais uma data do ano. Gary, o Rossington era um dos Skinner. Tens ali outro foco de guitarras pesadas, três guitarristas em palco ou em simultâneo. Uma coisa assim absolutamente fora do normal, mas sempre com sentido de melodia enorme.

E muito inspirado no rock que se vive nas centros. Eu aí já pesco um bocadinho mais. Até porque mexo para cima de terrenos mais próximos dos meus. Tanto é nosso. Melodiazinha muito americana que eu aprecio.

Olha, e passando aqui um pouquinho para o público, o que é que atualmente sentem que o público é, ainda há bocado o António Freire estava a dizer que recebe ameaças de morte, ou que não quer receber. Não, já recebi, agora já não.

Balta está a ficar mais calminha. Já não se escreve em cartas. Exato. Mas também não é em cartas. Agora põe comentários nas redes. Põe comentários nas redes e tudo. DM de morte. Isso é normalmente a pá. O que é... Sentem mudanças substantivas no público, no tipo de público, no tipo de... De...

Mesmo o comportamento do público, por exemplo, em concertos e tudo mais, ou é uma coisa que se tem mantido estalvo? Porque há um certo, há pelo menos uma franja relativamente grande, quer dizer, do que eu vejo, assim, um bocadinho de fora, não é?

de metaleros, no fundo, que são assim um bocado conservadores, vá. Trus, trus. Pronto, exatamente, trus convém. Descobri isto hoje. Mas vou adotar. Mas sentem que isso...

se têm mantido mais ou menos estanque nos últimos 10 anos ou 15 ou 20 ou 30 ou que sentem alguma espécie de fenómeno novo ou relativamente recente a acontecer em termos de como o público vive a cena toda

Eu aqui sou um bocadinho mais bebê Porque o Fred já faz isto há mais tempo do que eu Já vai a concertos há mais tempo do que eu Eu sempre ouvi dizer que antigamente O público era mais pesado No sentido era mais duro Estar nos concertos Podes confirmar isso

Não, não, fala. Que era mais, vou lá estar, era mais bruto, era mais duro, era, hoje em dia, e toda a gente que acompanha um bocadinho mesmo de fora, o que é um concerto de metal, sabem, existe o chamado Mosh, e Circle Pit, o que seja, há sempre tendências novas a aparecer, o All of Death, o Crowdsurfing, pronto, há uma série de coisas. Olha, no meu tempo não havia o All of Death. Pois, o All of Death é mais recente, é verdade. Não tenho a dizer que é um dos brutos. Mas, não sei.

Dizem-me isso pessoas que iam a concertos nessa altura, antes de eu existir até... Em Cascais nem havia grandes mochadas. Aliás, nós os dois assistimos ao espetáculo dos Machiné. Eu estive na zona do Fossa, que não parava a malta a cair ali. E o Circle Pit sempre a funcionar, e é muito pedido agora. Em Cascais vias que é o Zambles, Iron Maiden.

No Osarão Median tinhas alguma sessão de headbanging, mas era só isso. Acho que eventualmente hoje em dia as pessoas não têm a noção daquilo que tu disseste há bocado. Não foste tu. Eu acho que, portanto, em termos de liberdade, a nossa acaba quando começa a dos outros, por causa dos telemóveis que o Pedro estava a falar há pouco. E isso irrita-me muito o facto das pessoas não terem respeito pelas outras que estão à volta.

Eu, por exemplo, chego um bocadinho em cima da hora, no sítio onde eu me vou plantar, olho sempre para trás a ver se eu estou à frente de alguém. Porque a mim acontece muito apanhar... Vou para um sítio o mais isolado possível dentro da plateia, encostado à parede, e aparece-me sempre um plano com dois metros e depois começo a fumar também, que é para me irritar mais ainda. Estou muito contigo nisso tudo. É, e uma pessoa fica... Não pode ser. Oh, amigo, então...

pronto, isso hoje em dia acho que há mais essa falta de respeito ou então não, eu acho que em termos gerais o ser humano continua a reagir da mesma maneira porque eu vejo os putos a reagirem a coisas de putos o rap eventualmente ou o gangsta ou o trap é o que está mais na moda em termos alternativos

E a maior parte da criançada na escola, quando cinco ouvem, o outro que é do metal também começa a ouvir, porque senão fica de fora. Isso existia antes, quando nós andamos na escola. Quando andávamos na escola, tinhas aqueles que eram mais os góticos, ou os roqueiros, ou a malta do pop. Todos eles gostavam de chutes e pontapés. E depois tinhas aquela malta que gostava do skewer.

que usava um bocadinho de, portanto, eyeliner. Depois tinhas, obviamente, os metaleiros, que não eram metaleiros naquela altura, eram os Evies, porque gostavam da CDC, Van Allen, Iron Maiden e coisas do gente. Se tu continuares a explorar isso, hoje em dia é colocado da mesma maneira, mas com bandas eventualmente diferentes.

Tens sempre dois adivíduos na turma que são os metaleiros e estão lá no canto e têm o cabelo comprido e depois tens as miúdas que são mais K-pop e gostam da cena e são todas betinhas e todas arranjadinhas e coisas do género. Tens outras miúdas que são as mais inteligentes e que dominam matemática, línguas, isto e aquilo. Mas pronto. Gostam de progressivo? Gostam mais de sonoridades. The Cure, Jesus and Mary Shane eventualmente dentro desse desculpando o seu tempo. E aí

desse esquema, percebes? Eu acho que tendo-as observando crianças ou adolescentes, o fenómeno repete-se. Ele já tem uma aptidão para mais coisas que nós não tínhamos.

Mas continuam a sentir as coisas da mesma maneira. Eles passam pelas mesmas questões de puberdade que nós passamos, por quererem ser aceitos por isto e aquilo. E depois há certos tipos de música que ajudam a vencer esse tipo de coisas. Tu gostas muito de futebol, ficas pelo futebol, és um sport job, não é? Como nós vimos nos filmes americanos, do Halloween e não sei o quê.

Eu acho que a coisa é a mesma. Acho que é o mais violento nesse aspecto dos Circle Pits e dos Wall of Dead. Esse tipo de coisas não haviam. Mas é uma violência e atenção controlada. E amigável. Em que é que consiste o Wall of Dead? Então, o Wall of Dead é... Tens o público, não é? É dividido basicamente em dois. Esperas por um momento, por um crescente na música e nesse momento junta.

Não, correm de um lado para o outro. Tu há bocado enumeraste uma série de movimentos lá de público e eu conheci todos menos esse. Estou esclarecida. Já tem uns 10 anos, calhar. Sim, sim. O meu último Wall of Death foi... Foi no estou. Não, não. Foi em Lambrini Girls. O meu último, entenda-se. Eu não participaria nem que me pagasse.

Estava de lado e estava a ver Lambrini Girls em paredes de cora Que foi... Também não conhecia o fenómeno Mas sim, aconteceu

Olha, eu não me lembro se vi esse concerto. E agora também há uma tendência, que é o row pit, em que as pessoas se sentam no chão a remar. What? A remar? A imitar os vikings. Acontecem bandas de sonoridade e de origem viking como os Amon Amart, que foram eventualmente os primeiros. E é como se estivesses num barco a remos, percebes? Então eles sentam-se no chão na brincadeira e começam todos a fazer isso. É hilariante a malta toda a rir.

Há quem vai para o ginásio e arrumar Não, mas isto é só para tu teres A noção da brincadeira E do bom ar que Existe efetivamente no espetáculo Por norma há sempre uma boa vibe É isso, eu acho que é isso que eu ligo Aquilo que estava a dizer há bocadinho de

são sempre coisas é sempre mesmo quando não soa divertida entre aspas é divertido uma coisa que eu acho que não deve ter sido não foram todo pioneiros mas foi a primeira vez que eu vi acontecer desde então já vi mil vezes a maior parte delas muito mal executadas que é a cena de todo o público se baixar foi num concerto de sleep note

aliás esses fenómenos que vocês estão a falar a maior parte deles começaram todos a cena do stage dive metal, hardcore CBGBs Nova York

Vem todo dessa franja. A expressão que foi popularizada e depois passou para os sistemas de comunicação, já nem sei qual é que foi, a cena do moche. O moche é típico do metal, sobretudo...

da era do trash e foram os antrax que fizeram praticamente essa brincadeira, a imitar a dança dos índios e coisas assim do género e depois transformou-se a cena de saltar do palco, que é o stage diving, que depois muita pessoal confunde. Com o crowd surfing. O crowd surfing é estar no público e conseguir chegar ao repeat.

Pronto, tem a cena do Wall of Dead, sei lá, tantas brincadeiras que efetivamente começaram na comunidade do metal e depois extravasam.

Eu, o Mosch, acho que já extravasou demais. Absolutamente. Não é que, tipo, se não me chatear, desde que não venham contra mim, está tudo bem, não quero saber. Mas eu às vezes vejo a prática do Mosch em concertos que eu fico, não, isto não faz sentido. E dou sempre o mesmo exemplo, eu falo muito disto, é um tema que me diz muito. Dou sempre o mesmo exemplo que é, em concertos de Capitão Fausto.

Não faz sentido fazer moche. São sempre miúdos. E eu ia dizer que são sempre... Mas é o maior rock. Que as pessoas já viram. Exato. Eu ia dizer que estão cada vez mais novos, mas eu é que estou mais velha. Ou seja, eu acho que são sempre adolescentes. Eu vejo o Capitão Fausto...

Há muitos anos, porque é o meu guilty pleasure. E são sempre adolescentes. Portanto, eu acho que, se calhar, se eles continuarem fãs de Capitão Fausto... Já são mais velhos, não é? Mas depois percebem que aquilo não faz sentido e deixam de fazer. Porque eu vejo, são sempre grupos de adolescentes.

E deve ser o que o Fábio está a dizer, sim. Que é a coisa mais rock a que já foram e, portanto, acham que faz sentido, não sei. Mas a mim chateia-me sempre muito só porque eu acho esquisito. Os Capitão Fausto são o rock mais betinho que há e aquilo não bate certo.

Eu concordo contigo, mas então vou contar-te uma história que vai fazer, se calhar, essa parecer que faz algum sentido. Eu, em 2005, fui ao Sudoeste. E vi Os Humanos primeiro. Lembras-se Os Humanos? Claro. Maria Albertina, o grande hit single. Mosh, em Maria Albertina. Mosh, em Maria Albertina. Ah, realmente assim, os Capitão Fausto está onde teve. Mosh, em Maria Albertina. Sim, sim.

Chico da Tina também tem ainda não ouvi já ouvi aqui numa transmissão que eu estava a fazer a mesa mas conheço algumas pessoas que efetivamente fazem moz crowd surfing no Chico da Tina eu acho que isso traz mais em Chico da Tina do que em tempo tão fácil e nos humanos sim

Isso tem a ver com o facto da malta se estar a divertir e fazem aquilo... Podem até nem gostar da música, percebes? Como estão lá com outros amigos, olha, vamos fazer aqui o nosso bailarico. O que até seria bastante compreensível é em relação ao Capitão Fausto. Isto foi muito gratuito. Não posso comentar. Não, não, não posso comentar isso.

Eu ia também perguntar-vos sobre... Ou seja, além... Temos a questão do público, não é? Mas depois de todo o ecossistema, e se calhar também aqui podemos começar já a passar para a nossa realidade, para a realidade portuguesa. O ecossistema do metal está saudável? Ou nem por isso?

Eu diria que sim. E é curioso porque eu acho que ao longo dos anos há momentos em que parece que aumenta, depois reduz, aumenta, reduz, mas acaba por nunca desaparecer. E é curioso, às vezes tento comparar, por exemplo, o Bad Bunny vem cá, vai tocar, encheu dois estádios da luz, certo? Ok, bom, e há pessoas que gostam e que vão, acho bem.

Mas eu não estou a criticar, neste caso, a parte musical. Tu viste lá a ver o Ramstein. Eu fui lá a ver o Ramstein também. E fizeste muito bem. E certeza que o Bad Bunny não vai ser melhor. Não, a questão, independentemente disso, aquilo que eu quero só dizer, e podemos fazer um programa, se nos quiserem convidar daqui a 10 anos, para tentarmos perceber se o Bad Bunny ainda é uma cena daqui a 10 anos. E tu vês as bandas de metal, tipo os Iron Maiden, que também vai ao Saído da Luz, não encheram ainda um sequer, não está escutado.

está bem composto, mas não está escutado, mas eles estão aí há mais de 50 anos. E eu sei que o Bad Bunny, por exemplo, aqui faz dois estádios da Luz, em Madrid vai fazer sete estádios, se não me engano, ou outros do género, e noutros sítios não sei. Mas lá está, são fenómenos que eu acho que por vezes surgem muito do momento. É a natureza da pop, não é? É a diferença entre um fenómeno pop e fenómenos...

não sendo de culto, no sentido que às vezes se diz de culto de serem coisas mais pequeninas mas de culto no sentido de, de facto, já tem esse histórico, tem essa dimensão que não fossem ser um estádio da luz mas que fossem encher Mas a Madonna não fazia sete estádios em Madrid, se calhar

por exemplo? Hoje em dia, claramente não. Ou mesmo no seu auge? Não sei. Sim, talvez não. O Bad Bunny. Mas não te esqueças que também põem agora as coisas aqui. O que é? Música cantada em espanhol, em Espanha. Certo. De um artista internacional, americano. Latino. Sim, americano. Latino-americano. Mas a Madonna faria sete estádios numa cidade nos Estados Unidos?

Não sei Não sou auge Repara numa coisa, o fenómeno pop vai sempre existir E tu tens artistas que conseguem A Taylor Swift já tem uma carreira enorme Mas as Mia Khalifa As não sei o que em cabelo São as novas Madonas Como é que é o primeiro nome dessa senhora?

a Camila Cabelho a Camila Cabelho esqueci-me da Camila eu estava a estranhar ainda não se ter falado em Taylor Swift já tinha referido que faz anos no dia do Filipe já disseram isso aqui em algum programa poucas vezes

Isto é uma piada, por acaso nós estávamos a contar isso quando o Felipe me foi ali buscar porque nós fazemos anos perto um do outro e depois disse, olha, faz anos no dia de Taylor Swift não sei porque tinha essa informação, mas tinha e com essa brincadeira eu lembro-me dos anos... Tu tinhas essa informação porque eu te a dei mas já foi há muitos anos e tu memorizaste o que é muito bonito.

Mas isso é verdade. Em todos os géneros há de haver artistas que têm uma popularidade muito grande, mas fugaz e outros que conseguem carreiras duradouras. É como tudo. Mas já não sei onde é que foi esta conversa que eu queria ir lá.

Não sei onde é que tu ias também, mas eu estava com interesse, aliás não fosse eu aqui, embaixadora nacional, estava com interesse em, e o Filipe também já falou nisto, tem de perceber como é que é o panorama cá, muito no início falaste dos municipais, que eu acho...

que são a única banda de metal portuguesa que eu conheço mas se calhar vou descobrir agora que estou enganada eu acho que vais descobrir que estou enganada se calhar podemos falar agora o maior fenómeno para além dos municipios, os Gueria neste momento não conheço lançaram um álbum agora há um mês mais ou menos

e que são muito grandes lá fora aliás, eles quase nunca tocam cá para a infelicidade dos fãs portugueses porque tocam muito lá fora aliás, eles lançaram este álbum fizeram dois concertos de lançamento um na Holanda, outro na Bélgica, se não me engano e cá até agora não tocaram só me curti com eles deste novo álbum e também fiquei ali em dúvida mas eles são portugueses?

as referências que eu apanhava não havia com a relegação a Portugal eles têm as caras tapadas não consegues perceber que são não se vê o bigode exatamente aí já não dava para duvidar mas sim, eu acho que neste momento os Guedes são

lá está, para além dos Municipal que continuam a ser se calhar o expoente máximo em Portugal do metal mas tem os Guérico que estão muito bem lançados estão a apostar em estar mais lá fora eu acho que eles até alguns deles pelo menos moram lá fora inclusive sou o líder e a guitarrista que é holandesa

mas tem uma perspectiva, uma visão de carreira, acho eu boa, fico com pena de não toquem cá mais vezes, mas acho que estou num bom caminho para crescer. Mas dava para apostar em Portugal sem ser uma banda do underground? Sim, eles já fizeram aqui o Lab, por exemplo. Não persegui a pergunta.

Apostar em Portugal sem ser mandado. Ou seja, o Pedro estava a referir a questão deles apostarem na internacionalização. Dá para apostar em... Para uma banda de metal. Apostar no mercado português? Ou seja, focar-se em Portugal? Não, é assim. Se estás a perguntar se consegues viver no mercado português, não. Não. É mentira.

tens que, obviamente, atravessar fronteiras. Os Tarantula, que começaram no final da década de 70, quis dizer assim, 80. Os Sheikmat, que são consideradas assim as bandas emblemáticas do heavy metal. E o Sheikmat. Os Ramp, depois que tiveste uma data de um fenómeno de bandas de trash, tinhas umas de metal mais típico, tinhas os Alcateia, tinhas...

Bandas de hard rock, tipo Whitesnake, os Cruises, tu tinhas um pequeno fenómeno no final da década de 80 que não conseguiu sobreviver pura e simplesmente.

O mercado não era suficiente, tu não tinhas compradores que te alimentassem, mais ainda não tinhas que ter casas de espetáculos para poderes fazer uma minitura. Era extremamente complicado. Os Municipais conseguiram editar um primeiro EP por uma editora francesa e depois uma editora maior alemã pegou neles.

E eles, com muito trabalho, conseguiram desenvolver uma carreira. Mas antes do Chequemate, havia o Charanga, onde... Não, Petros Castros, exato. Lembram-se do Senhor do Cavaquinho, Júlio Pereira.

Começou nessa banda. Desculpe. Como não? Era uma banda de art rock. Desculpem, estou. Júlio Pereira é uma das maiores referências... Do cavaquinho? Da guitarra nacional. Da guitarra, da música tradicional portuguesa. Sem ser do fato. Exato. Pai do Tiago Pereira, da música portuguesa, a gostar dela própria. Pimba.

Pimba não, pimba. Toma lá, nesse sentido. Eu não tenho problema nenhum com nada do que estão a dizer. Simplesmente confessei a minha ignorância, de forma, devo dizer, bastante humilde, já que ninguém reconhece. E honesto. Peço desculpa, fiquei só muito admirada. Peço desculpa. Às vezes esqueço-me que nós vivemos todos em bolhas diferentes. Mas tu avistaste-o quando viste o replay há uma semana.

Ah sim, falaram nele e tudo Exato Ele estava no vencedor do melhor videoclipo Era um dos muitos desenvolvidos

Pronto, desculpem. Esta é a contextualização. Pronto, não se volta a repetir. Estou a brincar, obviamente. Mas nos anos 70 tu tinhas a banda do Garcês, os Arte e Ofício, tu tinhas uma data de músicos. Arte e Ofício, onde estão o Chamele a Polícia, o Sérgio Castro.

dos trabalhadores do comércio. Tu tinhas essa malta a fazer um tipo de hard rock com misturas de psicadélica e coisas... Os tantra, que eram muito influenciados pelo movimento progressivo. Tu tinhas uma série de bandas nos 70.

que sofreram muito para conseguir fazer uma carreira. Gravaram dois álbuns ou três porque depois também não conseguiam manter-se. E a maior parte desses músicos começou a trabalhar em estúdios e coisas do género e voíram para outras vidas. Isto para... Trabalhar em backline e coisas do género, não é?

Não, normalmente a maior parte deles tinha o material e alegavam músicos de estúdio, de sessão rock oxigênio outra referência, mas era mais dentro do hard rock Portugal continua a ser assim é um mercado muito pequeno mas efetivamente tu tens mais pessoas a gostar das bandas nacionais os municipais são a que maior sucesso teve sem dúvida alguma é

conseguem viver da música. Mas tens um fenómeno, por exemplo, há poucos dias tiveram aqui sentados os Toxicals, que são uma banda extremamente influenciada pelas raízes do Judas Priest, Maidan e outras bandas desse género.

que são uma banda de putos de 20 anos e que agora embarcaram numa digressão de 12 datas pela Europa. E não é a primeira vez que o fazem. E que escutaram o RCA aqui no Rio de Janeiro. Pronto. Percebem, já vão no quarto álbum e têm um contrato com uma editora alemã. Sim, mas é preciso abrir é preciso ir lá para fora. Não é ir lá para fora, é abrir horizontes lá para fora para conseguir ganhar. Se formos para a onda do hardcore tu tens muitas bandas nacionais muitas bandas que exagero.

tens para aí umas 10 que fazem normalmente espetáculos na Europa e uma pessoa já nem tem noção disso

O fenómeno já se mantém assim há muitos anos. Tens os Wynish Code, uma banda ali do Parque das Nações, que já fizeram pelo menos três digressões no Japão. Não são muitas datas. Ainda não tocaram no Budokan, mas se calhar chegam lá e são uma banda da nova geração, mais dentro do metalcore, muito técnico, muito speed guitar, a tocar com uma velocidade alucinante, mas têm sucesso a nível internacional.

tens vários exemplos desses e muitas vezes me perguntam tens no som de quantas bandas há em Portugal neste momento? Tenho, são por aí umas 900 no ativo e acontece uma outra coisa que é eu nunca imaginei num programa de rádio que se distribuía antigamente por cada noite da semana

Eu nunca imaginei estar a entrevistar uma banda portuguesa por semana. E nem sequer entrevisto 50% delas. E é o que me está a acontecer a mim desde 2000. Que é bom sinal. Sem dúvida. Sinal de saúde. Tu tens a cena a fervilhar. Têm talento, a dificuldade é sempre a mesma. Não tem onde eu tocar. E depois é pronto.

Tens malta já mais madura, que já fez parte de uma primeira geração, que entretanto tiveram filhos e agora estão a pegar outra vez na brincadeira dos instrumentos e estão-se a divertir a fazerem o que fazem, com uma data de influências, e a cena vai proliferando assim. E agora é a facilidade de ir-se ao CD Baby. Não, não é nada o CD Baby.

Qual é a plataforma onde tu distribuís tudo para todas as... DistroKid. DistroKid. Acho que o Spotify não sei o que... É mais mexido que o Baby. Pronto. Exatamente.

Eu sou o senhor. Olha na volta. Enfim, tu tens essa facilidade agora. O problema é que tu vais embater com um milhão, mil e quatrocentos milhões. Sim, tens tua facilidade e tens todos os outros. Tens todos os outros. Eu dou sempre o exemplo de, pá, eu das muitas coisas que eu recebo, vocês imaginem um oceano. Aí há um artista muito bom, mas ele está, sei lá.

a dois quilómetros da margem e está ali de mão no ar a afogar-se eu não chego lá a tempo nem vejo porque há tantos à frente uma pessoa que depois não apanha é complicado nesse aspecto pior pesadelo da Raquel que é o fomo da música

Eu fiquei, olha, senti o coração a acelerar a ouvir este número. Sim, 900 bandas e um oceano de não sei o que. Eu já estou aqui nervosa. Porque, assim, eu sofro muito de querer ouvir muita variedade. Lá está, ao contrário do Filipe, que repete.

eu repito na verdade eu às vezes até acho que repito mais do que entretanto aqui se criou o mito porque vou muito ouvir coisas que conheço bem, antigas e não sei o que portanto

Isso é a tua confortosão, todos nós fazemos isso. Exato, sim. Mas tenho muita obsessão de estar a ouvir muitas coisas diferentes e sinto sempre que nunca tenho tempo para ouvir todas as que queria ouvir, mas sinto isso com tudo o que é cultura que consumo. Também dá-me ansiedade pensar nos livros todos que se calhar não vou ler, os filmes que não vou ver, portanto, enfim.

Os jogos não vais jogar? Isso não. Essa não. Eu não sou dos jogos. E é melhor nem começar. Isto é uma letra de uma música, não é? Os filmes que eu não li. Não, os filmes que eu não li. Os filmes que eu não li. Perfume não. Perfume. Perfume. Ah, exato. Que é a rip-off de Alanis Morissette. Essa música. É Alanis? Eu lembro que era de qualquer coisa, mas era um rodo pequenheira.

É sim senhor, não sei o nome da música da Alain isso, mas... Olha, e tu Pedro?

Bandas ou coisas que agora por cá estejam a acontecer e tudo. Temos apanhado o comboio. Só para dizer uma coisa, como estamos a falar do Esmundo Spell também, há dois anos, isto só, vou fazer aqui um desabavo convosco, há dois anos tive um dos maiores sonhos desde miúdo, que foi o Esmundo Spell, foram tocar a minha terra, a Penis. E era algo que eu e os meus amigos... Até o peixe saltava no...ath Child.

era preciso buscar não, mas para cá estava uma noite típica penicheira, mesmo sendo em julho com aquela cacimba que é característica da zona claro, teve que ser e mesmo assim saímos lá meio não era transpirados, era mesmo com umidade mas isso foi muito engraçado porque eu e amigos meus na altura

20 anos antes disso andávamos a tentar reunir a informação e na altura, olha, o Makocha era o manager deles e cheguei a falar com ele ao telefone porque andávamos a juntar riders e riders técnicos, portanto, é o que as bandas precisam para tocar, as condições técnicas, etc. Cachés e uma série de coisas dos Mundus Bell e de muitas outras bandas e de géneros diferentes também. Quanto é que era? Quanto é que era? Na altura era... Não, não digas!

Há quantos anos? Há mais de 20 anos. Já percebeu. Mais um bocadinho era em escudos ainda. Sim, era quase. E então andávamos a tentar fazer com que fosse música lá a peniche, música ao vivo, de vários géneros. E o Mundspell era uma das bandas.

E quando nós vimos que ia acontecer finalmente, foi para tudo, isto vai acontecer. E foi um momento muito fixe. Em termos de música metal em Portugal, foi o melhor momento para mim dos últimos muitos anos. Depois, aqui o Freitas obviamente conhece muito mais o mercado nacional e o que se faz por cá. Eu falei dos Gueria, porque estão aí na berra neste momento. Agora estão na Century Media, que foi na editora...

pela qual os Mundspell lançaram. Depois do EP, o primeiro álbum o La Farde foi lançado há 30 anos. Há mais ou menos 30 anos. 1992, sim. É a idade da rádio. E agora os Guedes estão lá. Portanto, é um bocado aqui um full circle, mais ou menos. Vês que mais uma banda portuguesa está a seguir um bom caminho.

Houve um período há cerca de dois anos em que apareceu uma banda que eu achei que fosse revolucionar aqui um bocadinho a cena, que era o Seven Storm e que depois infelizmente acabaram. Seven Storm que foi uma banda em que estava o Mike Aspar, que foi o baterista dos Mundespel, depois de ter saído, juntou-se com outra malta que fizeram essa banda.

prometia correr muito bem, mas depois acabou pouco tempo depois, infelizmente. Agora os restantes elementos formaram uma nova banda, que são os Maledictos, e que estão aí também já com editora e com álbum planeado para este ano. Pode ser que desta vez corra melhor.

Depois, em bandas mais pequeninas, vou apanhando também alguns festivais, os Viney Discold que o Freitas falou, que tocaram no Comendátio, que é um festival que, por acaso, isto não vai acontecer, mas que tem acontecido em tomar já há algum tempo, mais dedicado às sonoridades progressivas também. Depois tens o Vagos, o Vagos Metal Fest, onde também podes ficar a conhecer uma série de bandas portuguesas, tens que ir cedo, porque as bandas portuguesas, infelizmente...

trocam sempre muito cedo mas é uma coisa que a mim me entristece um pouco nos festivais maiores deixas de ter as bandas portuguesas maiores, não esquece de falar mesmo de metal como o Evil Live que falámos há pouco este ano não tem uma banda portuguesa no cartaz se não me engano, certo? não, porque é só um dia e o outro dia é o warm-up e tem uma banda portuguesa, os ocultistas no warm-up? no sábado, no dia anterior no domingo já não não

Mas eles costumam ter sempre bandas portuguesas. Sim, mas mesmo no ano passado só tiveste uma por dia, se não me engano. E é essa a conta normalmente que eles têm. E já é muito bom. Mas no Superbox, que estávamos a falar... Daqui a 900 edições, conseguem completar todas as bandas, não é? Se não repetirem nenhuma. Não, e se mais nenhuma aparecer, entretanto. Pois, também. Mas acho que já repetiram-se, mas há algum motivo já foram duas vezes, acho eu. Pois, é possível.

Sim, mas é sempre pena, porque eu gostava de ver mais palco nas bandas portuguesas, porque falávamos do Superaboc, do 2007, e tiveste lá duas bandas portuguesas, foram os Man Eater e os Mordent House. Grandes bandas. Ah, mais uma para a minha conta. Qual, os Mordent House? Man Eater. Mas aqui com cunha familiar. O meu tio tocou nos Man Eater durante alguns anos.

não foi durante muito tempo, na verdade. Um bocadinho mais do que isso. E o Mike Ghost é o baterista do lendário. Isso eu conheço. O Gaza não era também dos Minutas? Estou confundindo. É exclusivo. Ok, é isso. Mas... Afinal, ela gosta também.

Não, mas eu lembro-me de... Eu acho que estava a morar em Lisboa há relativamente pouco tempo, portanto terá sido há 16, 15 anos, e lembro-me de receber o boletim familiar de que o meu tio estava a tocar noutra banda e eram os Man Eater. E lembro-me de o meu pai dizer, pronto, o teu tio só sabe fazer barulho. E eu fui a ouvir e gostei. E pensei, olha, isto é giro, isto é fixe. Isto queres fazer-lo ao vivo?

Eu quero dizer que sim, mas não tenho a certeza. Eu, pois, não tenho a certeza. Por acaso, assim, de ver o meu tio ao vivo... Isto é a tocar. Calcula que tens isto. Sim, sim, sim. Acordi-me a vê-lo no Natal. Exato. Certo, sim. A tocar. Vi algumas vezes com Vicious Five. Vi imensas com o Tiger Man.

E as outras coisas, por acaso, não tenho a certeza. Os projetos que ele teve pelo meio, talvez tenha visto, não tenho a certeza. Pronto. Está-me a falhar também a outra banda em que ele tocou a certa altura. Não me lembro do nome, não interessa. Se calhar não era metal. Queria só confirmar que o Gaza, de facto, fez parte dos Man Eater. Pronto, facto de chequem aqui em direto. Eu vou sair daqui uma pessoa nova.

Pronto. Ou a mesma pessoa, mas com outra visão de ti mesmo, não é verdade? Certo, exato. Com uma vontade férrea. Exato. Sim. Se foste fazer análise ao sangue agora, os seus níveis de férrea... Olha, por acaso estão aí embaixo. Vais ver que já vou estar melhores. Fui tentar dar sangue no outro dia, não deixei. Não deixei. Falta, é assim, a senhora não ouve metal o suficiente.

Olha, o que é que nós... O que é que temos de ouvir? Digam aí um álbum para ouvirmos agora. Um álbum. Olha, literalmente. Quando saímos daqui? Só um álbum? Podes dizer vários se quiseres. Black Sabbath dos Black Sabbath. Não, vá, então.

Olha Uma banda também Uma sonoridade Doom É o meu álbum preferido do ano passado É uma banda italiana Que se chama Messa É Mesa com dois S Isso é Retro Man É meio Doom aí também

não gosta? gosto, gosto para mim é uma banda que saiu dos 70's com malta dos 2000's sim mas o que faz faz bem eu gosto mesmo é uma vocalista uma voz feminina e eles vieram cá no ano passado mas foi ao Sonic Blast não vieram com certeza não próprio e este ano não vem tem uma tour que não vem cá mas vão a Madrid e eu vou ver pronto muito entusiasmado em outubro

Porque eu gosto mesmo do álbum, um álbum do ano que se chama Spin da Spin 2006 Sim

Mais uma coisa que ouvi, desculpem. Ela agora tem feito muitas mais coisas, mas em 2020, o álbum da Poppy, ela começou como um final no internet, depois música muito pop e de repente virou-se para o metal. Acho que foi o primeiro dela assim mais pesadinho e eu ouvi bastante. Era A Disappear ou A Disappear era uma descanso, já não sei. Já vou confirmar. Eu lembro-me de te ouvir falar nisso. Não sei se... Não sei se já foi nesta fase dela, mas sim.

Não sei se de rádio difusão ou de falar contigo mesmo. E ela vem em setembro fazer a primeira parte de The Open Nations. Exatamente.

Os Evanescence vêm cá? Sim, tem. Também gostas. Não ouço nada há muitos anos, mas quando era mídia tinha aquele CD da altura em que toda a gente nos conheceu. O Fallen. Eu desagree, não, eu desapareço. E vi-os no Rock in Rio, acho que em 2012 também.

Sim, no dia dos Metálicos. Pois, exato. E dos Macedon. Ah, então vi Macedon também, pronto. Nesse ano no Rock in Rio, vi tudo. Sepultura. Sim. Pois é, disso lembro-me, não lembrava, mas lembro-me. Com os tambores do Bronx. Mas isso era no palco Sunset. Não, foi no principal. Foi no principal? Sim, o Andréia Esquicer depois foi tocar com os creators no Sunset. Ah, ok.

Isso já não me lembro. Mas pronto, afinal, a Raquel Scalens é outra coisa qualquer. Um híbrido. Agora que penso nisso, no Rock in the Rue, é possível ter visto a Motorhead? É. Em 10. 8? Não, não foi 8. Com Rammstein e Mega Dad. E Soulfly.

E foi lá que viste também os chutes, porque tu tu disseste, ah, não sei o quê nunca vi os chutes e estou a tentar não ver mas o Spring sim tocou e tu viste. Foi aí que aconteceu a minha experiência de ver chutes. Acho que até hoje é que a página deve ser a única. Mesmo assim já quebrou, já aconteceu. Eu lembro-me da minha experiência com Cradle of Field.

Eu ia dizer ao Filipe para entregar o passaporte, que ele não é português. Ter visto chute só uma vez e já em adulto. Quase por obrigação. Eu andava ativamente a tentar evitar.

Bem, já descarregalamos isto. Preitas, perguntaram-te. Álvaro, sustentos. É pá, assim de repente é muito complicado. Qual é o último que lembras de ouvir e pensar? Tenho que passar isto. Sou daqueles que eu disse, os Cryptic Shift, que é uma cena de death metal fusão.

e que vem cá em 2027. Há tanta coisa, eu confesso-vos que é muito complicado. A maior parte das coisas que são feitas agora têm realmente qualidade, mas são muitas e são sem mim. Até vos posso dizer uma brincadeira, que às vezes faço com algumas bandas metalcore, e que vou sumir aqui.

que é cortar uma música ao meio de duas bandas que são muito semelhantes e depois juntar, e não há diferença absolutamente nenhuma, porque acontece um fenómeno chamado masterização e há bandas que são muito semelhantes umas às outras porque os produtores as fazem assim. E se tu conseguires, pronto, se tiveres algum...

Ah, eu não sou nenhum perito, mas com alguma habilidade consegues acertar-lhes ali a batida, porque é sempre aquela. E o growling, a voz mais aguda, mais melodiosa, parece a mesma. Se conseguiste perceber a letra, que nunca se consegue, conseguirias ver a diferença.

que eles estavam a cantar sobre, sei lá, gatinhos e depois passou... A cãezinhos. Não, a outra coisa, a aliens. Xenotafs, não é? Como é que se chama? Xenomorphs. Xenomorphs. Sim. É complicadíssimo, há muita coisa mesmo.

Outra coisa também já agora para sugerir Outro álbum Absolute Elsewhere Dos Blood Incantation Olha, por acaso foi uma banda que também Apesar de ser de nicho, sim Que acabou por sair um bocadinho do espectro E outras pessoas Os Creepy Chifres Também fizeram Sim

Eles não fizeram, eles davam no terceiro álbum. E os modem cantantes já têm mudado. Mas este álbum acabou por sair muito. Eu vi muita gente na altura a falar do álbum. Malta que não era... Até pessoas estranhas da cena. Sim, estranhas da cena. Não tem muito a ver com a cena. Não são propriamente pessoas dentro do que é o metal. Mesmo do rock e tudo mais a falarem desse álbum. Esse é de 24.

mas é também uma boa opção é mais difícil de ouvir do que dos Messa que eu sugeri mas é uma boa sugestão também concordas? concordo, concordo é um mundo, eu posso enviar uma lista eu faço um off e faço uma lista podem sempre fazer uma playlist para os nossos ouvintes não disse isso nessa base, estava só a ironizar caramba

se tiverem tido ou isso é o programa no RTP Play está lá as coisas que eu estou a falar é verdade e podem fazer fast forward só para a música ou só para a conversa não para quando aparece o palhaço a falar pode andar a seguir e até já lá aparecem os nomes das bandas portanto uma pessoa não tem que se chatear também vou fazer aqui uma espécie de

o Ricardo disse fact-checking direto há pouco disse que não quando disseste que era um ripoffa dos Percetum da Alainis que eu disse, que não me lembrava de ser da Alainis na verdade a ideia que eu tinha era do contrário é uma canção dos Strokes mais recente que soa muito à dos perfumes é a DOR, sim sim vai tudo e uma coisa que eu descobri quer dizer, na verdade foi a Mónica que o Fred 2 conhece e o Flip também

Os Megadeth só aqui um pequeno contexto Os Megadeth, o vocalista e o guitarrista devem ser tocados metálico depois foram os Megadeth Sabias? Sabia sim Mais metadeira ainda E ele agora decidiu naquele que diz que é o último álbum de Megadeth tocar uma música de metálica que ele ajudou a escrever na altura

Ride of Lightning. E eles tocaram isso ao vivo agora pela primeira vez. E fui ver o vídeo e esse riff com a tonalidade Mega Dead é a Cycle Social dos Flipknot. Ou seja, os Flipknot foram roubar o riff da Ride of Lightning para fazer a Cycle Social.

Possível, o próprio Dave Mustaine disse que um dos temas agora não vamos ser o Seek and Destroy é o riff dos Linus Skinner mais acelerado vai tudo há um amigo meu que diz que o metal é tudo riffs de guitarra do Tony Iommi reinventados que exagero e os do Jimmy Page sim, também mais para trás

Voltamos aqui então à ideia de que já se inventou tudo. Epá, eu sou apologista disso. Everything is a remix. Lá está, consegues ter algumas coisas mais fora que te chamam a atenção, mas é extremamente complicado. E digo-te isso não como observador e ouvinte, eu não sou músico, mas vários músicos já ou confessaram, o que tu queres que a gente faça?

é completamente impossível reinventar a roda mas essa ideia dá-me imenso conforto eu com a minha ansiedade de não conseguir ouvir tudo ah, não vale a pena não estou a perder nada se não inventarem mais nada novo para mim está ótimo

Não, é importante estas novas bandas que surjam porque elas vão ter, portanto, preponderância nas novas gerações. O que fará, eventualmente, que essas novas gerações descubram o que está para trás.

Eu sou um bocado contemporâneo dessas bandas, mas, por exemplo, os Metallica, quando surgiram, eram uma das minhas bandas favoritas. Já não são? São. A minha banda favorita é os Black Sabbath, sabes disso. A seguir, eventualmente, os... Os CDC Metallica e coisas do género, Fear Factory, White Zombies, tarará, tarará.

O que é que eu estava a dizer? Metallica contemporânea? Portanto, os Metallica, as entrevistas que eu e depois lia deles, eles falavam nos Black Sabbath, eu já conhecia, mas falavam de outras cenas mais obscuras. Por exemplo, dentro do Hardcore, naquela altura que estava a surgir, que eram os Misfits, os Black Flag, e bandas desse género, que eu eventualmente não conhecia muito bem, e eles deram da Califórnia, viviam ao pé dessas bandas.

E isso propagava, digamos assim, as senoridades. O mesmo vai acontecer com as novas gerações, que eventualmente ouvem uma banda, veem a banda em palco, curtem essa banda, é uma banda portuguesa, vê uma entrevista e dizem, mas nós gostávamos dos Testament, ou dos Láser Rocket, e se a pessoa tiver curiosidade, agora é batota, percebes? Chegas, escreves, bem ou mal, aparece no Google.

Quando eu era puto, tinha que esperar seis meses, um ano, para conseguir ouvir aquela banda que eu ouvi o anúncio na Rocky Folk, ou uma coisa assim do jeito, para vocês terem a noção. E até para tentar saber a psicografia das bandas, que era uma coisa absolutamente incrível. Não havia...

Nada que falasse das bandas mais específicas de hard rock. Obviamente que os artistas grandes havia jornalismo para isso. Agora, cenas de heavy metal, hard rock, era impossível. E depois, quando se compravam, diz que era tal nome de ir para a casa dos amigos, gravar cassete. Vocês já ouviram essas histórias dos anos? Por acaso, tudo isto estás a contar. Eu acho engraçado. E, obviamente, há muita gente que gosta de música de vários géneros e que tem uma paixão, como nós temos também pela música. Mas eu acho sempre que...

Quem gosta deste género acaba por dar aqui o chamado extra mile. Não tanto hoje em dia, lá está, como o Freitas diz, que é muito mais fácil, mas na altura, ainda antes até do meu tempo, em que a malta gravava cassetes e enviava por correio uns para os outros para passar a palavra e tudo mais, eu já não vivi isso.

mas acho que é incrível se pensares à escala do que isso era porque tu tinhas um amigo na Califórnia e enviavas uma cassete de uma banda portuguesa para lá e ele enviava-te de volta isto é fixo, vou ver estes gajos daqui entretanto, tu gostavas disso e enviavas para um amigo que tinhas na Alemanha que achavas que ele também ia gostar e a forma como se passava a música na altura é tipo as abelhas com as flores sim, exatamente, está ali qual a música e o póler são a essência do mundo então

Era o chamado tape trading Sim E chegaram a sair discos de vinil Não sei se vocês já viram isso Mas deve estar na internet Com uma cassete e dois ossos cruzados Como o símbolo dos piratas E tinham anúncio a dizer Tape trading is killing music

antes de avançarmos aqui para um o que acabou por acontecer com a internet sim agora as bandas já não vendem música vendem merchandising e espetáculos também tentaram fazer uns anúncios na altura do que é que estava a matar eram os downloads ilegais sim havia aquela publicidade nos filmes nunca roubariam um carro não sei o que

Eu ia fugir aqui um bocado à temática do episódio, mas por curiosidade para vos perguntar o que é que recentemente, se houve alguma coisa que vocês tinham colado fora da área metropolitana do método?

um concerto que eu tenha visto um concerto, um álbum ou qualquer coisa deixa-me pensar se vocês vão a mais algum lado sim, por acaso, no geral eu gosto de ver música ao vivo como já tinha dito, e de ouvir música no geral concerto, recentemente vi o concerto do décimo aniversário do Gajo não sei se vocês conhecem a Raquel conhece, só que vi o subtipo

é o primo é o primo mais velho sim foi na bota no beleza eu estava super a assinar a pensar isso esteve na minha agenda mas o gajo conheço já o viste? sim sim sim já o vi ao vivo

Julgo que num bom som já que há uns anos. Sim, é possível. Lá está, a minha memória para concertos não é incrível, mas tenho quase a certeza. Sim, ele toca viola campanissa, que é uma guitarra alentejana, e reinventou, e deu-lhe aqui uma roupagem diferente, e é engraçado porque ao longo destes 10 anos de carreira e dos vários álbuns vai tendo coisas diferentes, vai tendo alguns convidados. Inicialmente era só ele sozinho.

depois vai tendo convidados, uma percussão aqui outro instrumento ali agora no mais recente tem mesmo uma banda em que tem bateria tem outro guitarrista com ele tem as sanfonas chamam-se sanfonas, aqueles dá-se assim à manivela é um rio lejo

Não, aquela que estás a tocar assim que ele tem umas cordas é sanfona e também canta porque é um projeto instrumental ele começou a cantar, cantou aqui em 2 ou 3 temas deste álbum, e acho um projeto muito engraçado e fui vê-lo então neste concerto dos 10 anos e gostei bastante

Assim mais recente, extra metal foi isso. Apreta-se, corta alguma coisa? Epá, não. Estava a ver se... Quando ela estava no berço ou ouviu umas coisinhas... Sem querer. Sim. Epá, blank. Acho que na cena pop estão a surgir imensos artistas bons. Epá, rap, não consigo... Não consigo realmente. Não quero ofender ninguém, mas não tenho capacidade.

mas as novas miúdas da Pop Nacional acho que têm todas qualidade irrita-me um pouco aquela forma de cantar sempre no mesmo registro com aquele guinchinho pronto

isso mas o problema é meu porque eu só estou a ouvi-las na rádio, não é? Elas eventualmente têm, mas são absolutamente incríveis Olha, vai, gosto muito da Ana Bacalhau porque vi, como é que se chamava o grupo dela? As Dielenda

Eles ainda começaram aqui na Antena 3, através do Eric Amaro, e lembro de os ter visto no Sudoeste, e acho piada à forma como ela é em termos de pessoa. Pronto, se quiserem, é eventualmente isso. Com simples. Sem desmérito para todos os outros artistas, aprecio muito.

alguns não tanto comprei um álbum da Sara Correia também recente o novo? não, o anterior não tenho o anterior não? estás só a preparar-te já a seguir vamos um momento lúdico da responsabilidade de Kilipe Marques

Então, foi um grande desafio. Eu acho que isto é o maior risco que eu já corri na minha vida de podcast. Porque temos aqui especialistas entendidos, estudiosos.

13, a Raquel já é temos 13, depois temos eu e o Fábio sendo que eu não conto para nada ainda assim sou neutro, mas o problema é que fui eu que preparei isto isto aqui é um risco de a preparação afetar fortemente o resultado portanto a saber, o que é que nós vamos fazer? vamos jogar aqui um pequeno joguinho chamado as trágicas consequências da ideologia de género musical pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pintar pint

e que consiste basicamente eu vou-vos dizer uma banda vou-vos dar hipóteses de géneros de uma lista e por favor tenham em mente que eu não percebo nada disto e depois vocês vão-me ter de dizer um, só há um que está certo independentemente de haver muitos que possam estar certos, que é uma coisa que eu presumo que possa acontecer, porque eu não conheço

mas só onde é que está certo e quem acertar ganha um ponto no final, quem tiver mais pontos ganha se não for um de vocês os dois, não sei o que aconteceu aqui se houver um empate com o Fábio em primeiro o Fábio perde isto é uma regra básica e pronto, e é isto portanto eu vou dizer a primeira banda e a primeira banda que tenho é Paisage Diver a primeira banda

e isto temos vou vos dar as hipóteses do género vou dizer em inglês se houver tradução em português se for comum isto estar traduzido digam depressive suicidal black metal ou DSBM

B. Melodic Death Metal C. Atmospheric Atmospheric Black Metal Sludge ou Atmospheric Black Metal Estas são as quatro hipotes Repasse Relembra aí o nome da banda? Paisage Diver Eu diria a primeira opção

Então temos dois na primeira. Os nossos entendidos vão para a primeira. Eu devia ter esperado, não é? E tu, Fábio, tu vais para a C? Eu vou, agora mantém. Eu quero a depressão. Eu quero. A depressão é a primeira também. Olha, eu não decorei.

Erraram todos. Era atmospheric black metal. Era a minha segunda opção. Eu tentei encher isto de coisas que, em teoria, poderiam ser. Coisas melódicas. Está bem composta. Portanto, zero. Podia ser a pergunta para 50 mil no jockey. Exatamente. Agora diz uma coisa. É uma banda ou é só um indivíduo?

É um projeto. Isto é óbvio. Que é só um indivíduo. Que é algo que eu vou dizer em breve. Não, não, deixa eu estar. Estava a brincar contigo. Mas eu digo. Acho eu. O Filipe não deixa nenhuma pergunta para responder. Não é parte de ele, eles são só um indivíduo. Pois, exato. É provável. Sobretudo este género. No género do atmospheric e do depressive dungeon black metal. Ah, basicamente para ser depressivo...

É a versão Bedroom Pop Mas do metal Vamos para a segunda Bedroom Pop É um género Tipo o que é?

Normalmente mais eletrónico e assim, certo? Falava-se muito da... Charlotte Lawrence. Não, da coisa da... Como é que a estrela? A Greasey. Vamos lá. Todos com calma.

Bad guy. Bad guy nada. Billy Ellis. Billy Ellis, obrigado. Valeu-me, Deus. De estar assim. Mas não interessa. Não é sobre isto que estamos aqui a falar hoje. Não tentem mudar de assunto. Vocês fizeram todos zero pontos na primeira. Vamos à segunda. Não sei dizer isto. Vou dizer. Blut aus Nord. Nord. Blut. É literalmente isto. Sim, sangue do Nord. São franceses. Não. Não. Não.

E chegámos para a Cumpre Ita. Exato. Olha aí as batatas. Vamos brincar a isto. A. Space Metal. B. Dissonant Black Metal. C. Sludge barra Doom. D. Groove Metal. Eu vou dizer Doom. Vou dizer B. Tu vais dizer B? Dissonant. Sludge.

Eu curiosamente acho que não é nenhuma desses. Eles vêm do black metal. Ainda no outro dia passei essa parte. Pronto, mas está aqui uma que é dissonante black metal. Sim. Tem black. E está certa. Está certa, diz o Fábio. Eu ainda não posso dizer porque ainda não temos resposta. Qual é a 4? A 4? Sludge? Não, essa era a terceira. Sludge barra do... A 4ª é groove metal. Não, groove não é.

Então vamos para qual? Repete-me, por favor. Isso é Black Metal arrastado. É Doom Black Metal. É Black Freight, estamos à frente. É a dissonante Black Metal, é essa? Ou é Doom? Doom Sludge? É mais para o Doom, se quiserem. Vocês juntaram-se todos. E o Fábio foi buscar este ponto. Eu não gosto nada disto assim. Portanto, vocês ponham-se fins que isto tem de começar a correr melhor.

Terceira ronda. Quantas rondas são? Sei lá. Eu sei sempre, mas nunca digo. E normalmente é sempre o mesmo duplo. Muito bem, é. Mas é um mistério. The Sims of Die Beloved. Die. É true. Exato. Esse espírito. A. Symphonic Gothic Metal. B. Death and Roll. C. Black Gaze. D. Funeral Doom Metal.

C. C. É a quarta hipótese. Também acho que é a quarta. Se não for a quarta, é a primeira, mas acho que é a quarta. Eu voto na quarta.

Eu não sei o que é que está aqui a acontecer, mas o Fábio volta a acertar. Ah, esparta. Que era a primeira, não foi? Que era a primeira, que era a primeira. Portanto, estamos... Desconfiar mais nos teus segundos instintos. Vamos ver o que é que acontece agora. Porque o Fábio, neste momento, tem duas e vocês estão todos a zeros. Eu confio, eu confio. E, portanto, na quarta ronda vamos a um... É assim, quem não conhece isto não sei. Falkenbach? Falkenbach? Falken...

A, L, K, E, N, B, A, C, H eu vou vos dar os géneros e se não conhecem então, enfim, vai ser fantástico A, Pagan Black Metal B, Epic Pagan Metal C, Folk Metal ou D, War Metal Folk Metal portanto, C quais é que são as duas primeiras?

Pagan Black Metal e Epic Pagan Metal. D. Ah. Eu acho que é o War. Eu ainda não passei. Fábio, foste para a War? Não, não. E tu também foste para a War? E tu foste para a... É o War que é um Falk Pagan?

Pagan Black. Epic Pagan é o B e Pagan Black é o... É isso, Pagan Black. Erraram todos. Parecias o outro. É a minha singela homenagem. Era Epic Pagan Metal. Se me perguntarem a mim a diferença entre Pagan Black Metal deve ter menos Black. E deve ser mais épico. Eu acho que ouvi um bocadinho disto.

E de facto era bastante épico. Era épico. Era espadinha, como se diz no Brasil. O power metal no Brasil é metal espadinha. A sério? Curiosamente, ainda hoje, vou fazer aqui uma pequena pausa para dizer que comecei hoje a seguir um perfil no Instagram que é um podcast, acho eu. Jogoto Cast, alguma coisa assim. É um... Um...

que é um rato e um lagarto de AI, mas que eu acho que são mesmo pessoas a gravar aquilo, mas depois põem bonecos não, brasileiro a discutir sobre é sobre metal só vários géneros, a explicar, não sei o que é giro parvo, mas giro ok, 2000 ai meu Deus vamos à quinta see you next Tuesday

Isso é emo. A. Depois podia ser, não é? Só esse. A. Crossover Trash. B. Progressive Metalcore. C. Stoner Doom. D. Technical Mathcore. Progressive Metalcore.

é a mesma? é a 2 também? vamos embora vamos juntar esta é? mais? erraram todos é a quarta

Eu estou desiludidíssimo com todos. Estou muito contente comigo ainda. Não me arrependo, porque se eu não me tivesse juntado não ia escolher a certa. Eu juro-vos que pensava que isto ia correr da forma contrária. Que era, ah, claro que isso é não sei o quê. Porque eu não faço ideia. Eu tentei encontrar mesmo coisas que não fossem muito distintas. 10 mil pessoas a ouvir no Spotify. Pensei, não há de ser muito conhecido, mas às vezes...

as coisas, pronto três dessas bandas que tu disseste eu já passei tem uma música mais do mundo eu sei que é e quando vem com o post não sei o que quando vem com Dungeon Black Metal Synth, não sei o que pronto, estás apresentado eu adoro aquela área dos posts do folk e do Pagan e do Viking adoro o próximo malano foi buscar a mão

Pois faz sentido. Porque havia o Malone e ele veio depois. E daí, pôs o Malone. Exatamente. Sexta ronda, está o Fábio a ganhar. 2, fácil. 2, 1. Não, não. 2, 0, 0. 0, 0, 0. Nunca tivemos 3, 0, por acaso.

vamos lá sempre que já só faltam duas só podemos importar três então é agora Omega eu não sei se isto é vou dizer Omega Massif Massif é M-A-S-S-E-F francês? não conheço o quê? são francês? não sei posso dizer Omega Massif não faço ideia mas posso ir pesquisar também ah Blackened Atmospheric Sludge Child Child

Blackened Funeral Doom Blackened Speed Metal Blackened Grindcore B C É o B para mim também Bolas

E com uma pitadinha de Jameson. Dê. Fogo é que há tantas... Eu sei que alguns de vocês estão a fazer isto de meio ao calha. Mesmo assim... E mesmo assim ninguém acertou outra vez. Porque era black. Óbvio que isto era black and atmospheric sludge. Acho que era óbvio para todos os que estão a ouvir. As pessoas devem estar a ouvir isto e pensar... Como é que é possível? Como é que eles não acertam? Isto é óbvio. E agora vamos...

Os meus queridos, que eu hoje ouvi Comecei literalmente a rir-me ao ouvir Begging for Incest É qualquer coisa core Vamos ver Não é Não é porque nem sequer há nenhuma das hipóteses Então, A Blackened Crust, ainda havia mais este blackened B Gore Grind Tudo junto Quatro

Tudo junto? Sim, por algum motivo. Não sei. C, post black metal. Olha, este é quase simples. E D, technical slam. B. B. B. D. Não, pode ser o B. O B? Goregrind? Sim. Então temos três Goregrinds e um technical slam. Pedro Romão, bem-vindo aos pontuados.

Pelo bocado, quando cêsse o nome dessa banda, pensava que estavas a brincar, mas afinal existe mesmo. Estes nomes são... Banda favorita do Filipe desta semana. A nova banda favorita. É o nome de que se fala. 2100. It's begging. Última ronda. Posso empatar. E se empatar, ganho.

Não, acertou três vezes. De qualquer forma, esta vale mil pontos. Quem ganhar ganha. A não ser que... Sim, quer dizer, quem ganhar ganha isso. Isso é verdade de qualquer forma. Objetivamente. Para mil pontos. Vulture Industries.

Estes nomes não são inventados. Também temos outro jogo. Isso é outro jogo. Temos outro momento em que eu invento nomes e depois... É como aquela malta nos festivais. Então gostaste do meu jogo. O primeiro álbum é melhor. Mas olha, eu acho que isso é o nome de uma editora. Vamos lá. Isso fosse ser espetacular. Tínhamos aqui uma questão técnica inédita, nunca antes ouvida. Acho eu. Nunca aconteceu, para não?

Eu enganar-me? Nunca na vida. Certo. Nunca me engano e raramente tenho citando um dos meus grandes heróis Nibalkavax. Não foi o que Terres disse? Não, o Terres enganou-se de facto para fazer as contas. Exato, exato. Não, eu acho que... Não acho.

Eu posso estar enganado, mas se eu estiver o Google também me está a enganar. Pode ser as duas coisas. Certo. Até porque estamos a ser chamados a atenção por António Freitas. Não é qualquer um. Bem, vamos lá. Vulture Industries. A. Death Doom. B. Industrial Groove Metal. C. Avant-Garde Metal.

Ou de Raw Bestial Black Metal. Ok. Ah, Raw Bestial. Ok, ok. Eu estava encolhendo a ir para a B porque eles são... Como é que é o nome da banda? Industrial. Industrial o quê? Groove Metal. Luís. Eu não sei o que o letra é que disse. Eu não ouvi. Repete a C. A C é Avantgarde. Foi esta.

Ah, eu ia dizer essa, mas assim já não digo. É porque assim não ganha. Pois. Estratégia aqui. Agora aqui já está muito estratégica. Diz lá a primeira opção. Era Death Doom. Claro. Não ficas com zero pontos. Se for essa acerta, pois. E a D? A D, Raw Bestial Black Metal. Portanto...

Olha, eu quero essa. É? Muito bem. Se tu queres... Para levar para casa. Eu posso te tomar alguém? É esta hora? Não temos ajuda do público. Então temos D, B, C e tu já foste. Ainda não. Será que é industry industrial? Seria demasiado óbvio, não é?

Mas às vezes o flip... Eu brinco com tudo. Às vezes é para o óbvio, às vezes é para o... Então, vamos para o óbvio. Vamos para o óbvio. E qual é a primeira? Para tapar... Aqui ninguém fica com zero. Ninguém não. Não fica com todos com zero. É o Death Doom? Alguém leva os mil. Não é, não é. Não é. Não sim, mas sim. Mas é esta?

Fábio? Eu mantenho. 1.002 pontos. Raios de parque. Ninguém nunca quer isto, mas é o que acontece muitas vezes, infelizmente. E qual é que é a senoridade que ela sortou? É o avant-garde. Foi porque eu ia escolher e não quis para não... E eu disse que é para não ir a zero. É um insulto ao seu pico.

tudo isto foi me insultar muita gente eu peço desculpa em nome do podcast e em meu nome, pelo menos não correu ao contrário que era a minha expectativa até eu peço desculpa eu também peço desculpa por ter feito uma figura não, eu gosto do facto de ter feito uma figura eu acho que se há pessoas que se pode dar ao luxo há pelo menos 3 bandas aí que eu já passei lá está

Eu adoro essas Olha lá, foi a primeira vez Que duas pessoas tiveram zero Uma já tinha acontecido, era eu Agora tens António Freitas Tens a companhia Estou acompanhada, boa Sister in Metal Bem-vindo ao clube Estás mesmo Supermetaleira

Muito obrigado, António. Muito obrigado, Pedro, por terem juntado a nós e nos terem educado tanto nisto ou, no caso da Raquel, só relembrado que ela já presencia. Sim, é bom sempre ter um wake-up call e voltar. E assim está feito mais um episódio do Rádio Difusão. Nós estamos em radiodifusão.pt, onde quer que costumem ouvir podcasts. Obrigado por nos ouvirem. Benhaja!

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