RapaduraCast 912 - Toy Story 5 aprofunda nos perigos da tecnologia na infância!
Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz conversam sobre "Toy Story 5". Depois de um encerramento emocionante em "Toy Story 4", a Pixar encontrou uma nova história para Jessie, Woody, Buzz e seus amigos, mostrando que, mesmo após quase 30 anos, ainda existem temas relevantes para explorar. Desta vez, o filme coloca os brinquedos diante de um novo desafio: competir pela atenção das crianças em um mundo dominado pela tecnologia, tablets, celulares e jogos eletrônicos. Deu certo? É um bom filme?
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- Toy Story 4Perigos da tecnologia na infância · Competição pela atenção das crianças · Impacto da tecnologia na criatividade e ludicidade · Lily Pad (tablet) · Bonnie · Andrew Stanton
- Perda e Abandono de TradiçõesTraumas de abandono · Importância de Emily · Resolução do trauma · Jessie · Emily
- Tecnologia e telas na infânciaResponsabilidade dos pais no uso da tecnologia · Limites no tempo de tela · Estimular a criatividade infantil · Pais como vilões
- Bullying EscolarImpacto do bullying na infância · Dificuldade em lidar com rejeição · Fuga da escola por medo · Status social e tecnologia
- Invencível (animação)Evolução da animação da Pixar · Estilo visual de Andrew Stanton · Técnicas de animação 2D e CGI · WALL-E · Andrew Stanton
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Rapadura Cast, o podcast do portal Cinema com Rapadura.
Bonnie, tem uma entrega pra você.
Obrigada, obrigada!
Olá, eu sou a Lilibet. Vamos brincar!
Extinção?
De novo não! Sejam bem-vindos, fãs da Rapadura em todo o Brasil. Está começando mais uma edição do Rapadura Cast. Eu sou o Júlio de Filho. E no programa de hoje vamos falar sobre Toy Story 5. Estamos aqui com o Chuck Siqueira.
Ah, é tão bom ver eles dois brigando de novo.
Rogério Montanari.
Com quantos anos você descobriu que o Toy Story não é um desenho sobre brinquedos que falam sozinhos, mas sobre responsabilidade afetiva?
Oh, Fernanda Gischmold.
Muito obrigada, Pixar, por ter sido o primeiro estúdio que conseguiu me fazer chorar numa sala de cinema em 2026.
Vamos falar sobre Toy Story 5, sim, a nova animação da Pixar que chegou aos cinemas. Vamos falar com todos os spoilers, óbvio, do filme. Lembrando que essa franquia é uma franquia muito querida, que já tem outros filmes que são muito queridos também. O último filme dessa saga tinha saído lá em 2019, que é o Toy Story 4, dividiu opiniões e se falava muito. Acabou a franquia, acabou. Bob Iger falou assim: eu quero é dinheiro, meu filho.
Ah, mas espera aí, não tem o que fazer. Tem sim, esse filme é a prova que tem, né? Temos muito a conversar sobre Toy Story 5. Esse daqui é um dos podcasts mais aguardados por muita gente que acompanha o Rapadura, né?
Sim, vai ter spoiler, vai ter muita discussão com todas as nossas preferências e vai ser forte, já tô avisando, hein?
Pois é, eu já tô preparada, com disposição total, inclusive já estou aqui com o meu café e a minha xícara de pilão. Vocês também já estão com a de vocês?
Mas é claro, pelo amor de Deus, se vocês ainda não compraram a xícara de pilão, vocês estão perdendo tempo, hein?
A gente já tá falando disso há mais de um mês, então não perde a chance, não perde essa chance. Pra você comprar essa linda xícara, é só você escanear o QR code, ou então lá clicar no link da descrição, né?
Olha, pra mim já virou um item de coleção, que nem o Woody e o Buzz.
Pô, fiquei imaginando essa xícara no filme agora, hein?
Acho que ela ia ser tipo a xícara do Rocky, né? Porque os dois são muito fortes.
Que isso, gente, chega, chega. Vamos pro papo hoje, porque promete. Muito obrigado, Pilão, pela parceria.
Valeu!
É isso, vamos falar sobre mais uma animação da Pixar agora aqui no RapaduraCast.
Olá, eu sou Wagner Franco.
Eu sou Thierry Acágio Segipe e bem-vindo ao Mundo Espetacular do Cinema.
Rapadura Cast. É o seguinte, uma das coisas que eu reparei assistindo Toy Story 5 É que os brinquedos podem até estar mais velhos, né? O Woody tá até calvo, mas o sorriso continua impecável.
Nossa, demais, né? O sorriso continua o mesmo.
É que lá ninguém esquece de cuidar, né? Já na vida real a gente dá aquela vacilada.
E aí que tá o problema, né? Quando a gengiva sangra, muita gente acha que é normal. Mas isso é sinal de gengivite, que é causado principalmente pela placa bacteriana e pelo tártaro.
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É isso, acesse o QR code que tá aqui na tela ou o link que tá na descrição desse podcast e conheça o novo Listerine Profissional Gengiva Expert para máxima eficácia no combate à gengivite. Valeu, Listerine! Toy Story 4 foi um filme que foi muito questionado, eu acho que injustamente pelas pessoas. Eu concordo, porque é um filme bem legal, é um filme que é porque as pessoas têm um apego do encerramento da trilogia, né? Nesse negócio de trilogia, gente, é coisa de véio.
Não existe mais trilogia, gente. É véia que é assim, não. Aqueles 3 filmes, Poderoso Chefão 1, 2 e 3, De Volta Para o Futuro 1, 2 e 3. Antigamente, o Matrix 1, 2 e 3, Senhor dos Anéis 1, 2 e 3.
Eu concordaria contigo, tá? Mas eu acho que nesse caso é complicado, porque o terceiro filme... Por exemplo, Star Wars. O terceiro filme é um filme legal.
Uma trilogia.
4, 5 e 6.
É uma trilogia. 4, 5 e 6. São filmes... O último filme, né, que é o Retorno de Jedi. É meio bobinho. Mas eu gosto, mas eu gosto também. Não é o melhor de todos, concorda comigo?
Melhor é o 5.
O Poderoso Chefão, terceiro filme, é um ótimo filme, mas não é o melhor de todos.
É que todas essas trilogias que eu citei, todos os dois são melhores. Poderoso Chefão, Toy Story, De Volta para o Futuro, menos Seus Anéis, tá?
Que é o primeiro.
Para com isso. Aí o De Volta para o Futuro também, terceiro filme, é legal, é legal, mas é melhor dos três? Com certeza não é o melhor dos três. Problema de Toy Story É que o terceiro é o melhor dos três.
É que o terceiro é, com perdão do meu português, do caralho.
Não, o terceiro é assim, ele ultrapassa o limite de ser bom e ele é uma obra de arte.
Ele é transcendental.
Eu fui assistir no intervalo das minhas aulas de pós-graduação. Eu cheguei na minha aula de pós-graduação do turno da tarde, eu tava com os olhos inchados de chorar. Teve uma amiga minha que perguntou: "Thiago, você tá bem?
Aconteceu alguma coisa?" "Quem morreu, né?" "Você viu Toy Story 3?" É que o terceiro ato do filme, ele é devastador e é uma coisa que Toy Story, ele se tornou essa franquia atemporal que discute temas que são muito relevantes para nossa geração e para quem cresceu com Toy Story. A gente, eu já era velho, né, quando assisti o Toy Story 3 em 2010 ali, mas em 95 eu era um jovem, né, era uma criança, adolescente, né. Então eu vi, eu cresci também junto com Toy Story.
Quando chegou Toy Story 3, essa parte de você passar para frente "Os bonecos, as coisas que te remetem à infância, e por que você não utiliza mais e tudo?" Era uma discussão muito real com todo mundo, sabe? Porque todo mundo passa por esse processo, né? Tem gente que até hoje é apegado aos bonequinhos, né? Tem uma galera que é apegada aos bonecos.
Cadê, cadê, cadê? Aqui, aqui, aqui.
Cara, eu tenho aqui em casa, os itens mais antigos que eu tenho...
Eu tenho 10 mil bonecos.
Os itens mais antigos que eu tenho São... É um kitzinho do Giban.
Eu carrego meus bonecos agora. Um abraço.
Mano, as coisas sempre podem piorar, né. Antes era só o Labubu.
Então, é isso que eu ia falar. Vocês achavam que o Labubu era o mais baixo que eu poderia chegar. Vocês estão errados. A maior vergonha é sempre a próxima, eu estou aqui.
É pra cá?
É.
Foi.
Mas olha, eu tenho coisas aqui da minha infância mesmo. Eu tenho coisas que eu guardo desde minha infância. E eu não tenho vergonha nenhuma disso.
Cringe é quem chama os outros de cringe.
Desde o primeiro filme, o Toy Story é um filme sobre abandono, né? Porque lá no primeiro chega o brinquedo novo, verdade, aí o brinquedo velho fica meio chato, aí tem até aquela parada de rasgar a perninha. Aí o segundo tem aquela coisa da fuga dos bonecos.
Você é um brinquedo colecionável, mas você é brinquedo de uma criança. Exatamente. E aí tem aquela ideia, e é interessante a gente falar do 2 porque o 2 introduz a Jessie, que é a protagonista do filme que a gente vai falar hoje aqui, e por conta de traumas de abandono e tudo mais, existe essa possibilidade dos brinquedos serem amados, entre aspas, entre muitas aspas, para sempre, se eles ficarem expostos no museu. Eu gosto da franquia Toy Story porque o legal é que todo filme de Toy Story ele vai mexendo um pouquinho mais nessa questão, né? E aí a gente chega no 3, não é, Rogério?
É, o 2 É a casa do Siqueira, por exemplo, né? Tá um bando de boneco sem brincar, dentro da caixa, triste, cheio de poeira. E aí o 3 é o ápice disso, porque o 3 é quando realmente o Andy passa os brinquedos para frente. Queira ou não, a gente tem uma frase fantástica nesse filme, que é aquela: você nunca sabe qual a última vez que você vai brincar com brinquedo, né?
Eu nem sei se isso tá no filme ou se é, ou se a gente que inventou a frase, alguém inventou, e a gente Eu acho que tem um Reels que tá falando sobre isso, que é tipo assim: "Ah, divirta-se, porque você nunca sabe quando é a última vez que você vai brincar com brinquedo, quando é a última vez que você vai abraçar alguém, quando é a última vez..." Quando você vai almoçar com seus pais, né?
Uma coisa assim, almoço de família e tudo.
Exato. E aí o 4, ele é um apêndice que trata da mesma coisa também. De novo, ó, abandono, né, dos brinquedos do parque. Você tem um brinquedo que...
É a síndrome do ninho vazio.
Então sempre tem. E o 5, de novo, a gente vem com essa ideia, só que agora com a coisa coisa da tecnologia tomando o lugar do brinquedo analógico, digamos assim, né?
É quase a continuação direta do 2. Eu acho que esse 5, ele pega temas que são explorados no primeiro e no segundo e expande de uma maneira bem interessante. Eu acho que o fato de você colocar a Jessie como protagonista é muito bacana, porque se teve uma coisa que Toy Story 4 deixou claro foi o seguinte: a Bonnie não é o Andy, de maneira nenhuma. A Bonnie é o Andy. A Bonnie tem uma imaginação completamente diferente. E gente, é assim será que essa franquia vai sobreviver, sabe?
Ela é uma menina, cara, faz muito mais sentido ela gostar da cowgirl do que do cowboy. Exatamente, a coisa da identificação.
É, para ela, ela vê a Jessie e vê a estrela das brincadeiras dela, ela vê a xerife. E o Woody, ele passou mais de 12 anos, eu acho que deve ter, o Andy deve ter ganho ele quando tinha uns, que, uns 4, 5 anos de idade.
Ah, deve ser.
Então até o Andy ir para a faculdade, cara, o Woody era a estrela, era o, era o sol da brincadeira, era o supra sumo. Então O Woody chegar nessa crise de dizer... Eu acho que o Roger escreveu bem. É uma síndrome de ninho vazio. Porque o filho do Woody foi embora, o Andy foi embora. A razão de existir do Woody foi embora. E aí ele encontrou uma segunda criança, mas essa segunda criança não via nele essa mesma vocação pra ser a estrela, pra ser o sol.
E aí que eu acho que vem o brilhantismo do Toy Story 4, que todo mundo é tão apegado com o Andy, com a história do Andy, que as pessoas não conseguem deixar ir.
Aquilo de que o 4 traz, de que tudo pode ser um brinquedo, né? Quando você coloca o Garfinho, a entrada do Garfinho é um personagem muito interessante porque são personagens que têm destaque, por exemplo, no 4, e no 5 ele tem duas falas assim, sabe?
Eu já vou começar chutando a porta aqui, né?
Lá vai o Rogério.
Não, eu gostei do Rolinho, que é o personagem do Rolinho, cara. Muito legal o Rolinho, mas eu assisti em português e em português tá extremamente bem dublado aqui pelo Rafael Infante. Mandou muito bem fazendo o Rolinho, tá? Então o Rafael Infante, para quem não conhece, lá do Porta dos Fundos e também já fez muita coisa na Globo e tudo mais. É, eu acho que ele fez muito bem o papel aqui do Rolinho. Então quero que se dane Conan O'Brien, quero inferno, mas eu não consegui assistir.
Eu fui ver um dia desses o Toy Story 1 em inglês.
É o quê?
Que mesmo por quê? Sem graça.
Quem faz a voz da Jessie no inglês é a Joan Cusack, e ela tá com uma voz de hebe fumante usando, tipo, com 90 anos.
É muito—
bota o meme dos 15 anos aí, Joel.
É que breve completarei 15 anos.
"Que engraçado." O negócio é que a franquia, ela sempre discutiu assuntos que são muito fáceis da gente que é adulto se identificar. Criança se identifica porque são brinquedos, eles são engraçados, tem muitas cenas engraçadas, divertidas, de aventura e tudo. Mas o que pega mesmo, e na minha sessão foi muito perceptível isso, ver muitos pais com crianças, as crianças olhando pra uma coisa e os pais olhando pra outra coisa, sabe?
É uma coisa que a Pixar normalmente faz isso, né? Ela tem esse poder de fazer essa interseção. Em alguns filmes ela acabou não fazendo, né? Então por isso acabou não dando tão certo assim alguns filmes. Mas quando você pega a franquia Toy Story desde o início lá, da discussão sobre livre-arbítrio, né, sobre propósito, para que que existe o brinquedo? E o brinquedo tendo esse entendimento E aí puxa para gente. É sempre assim, é dilema que os personagens passam, mas a gente pode passar por esses dilemas também, sabe?
O dilema das crianças, eu acho que principalmente aqui no 5, que você vai ver que a questão da Bonnie não tá conseguindo fazer amigas na vida real, ela tá no momento meio solitária, é uma coisa que conversa com as crianças. E os brinquedos tentando fazer com que ela consiga se expressar, se sentir, né, pertencente a alguma coisa. E o medo de serem ignorados, rejeitados, é muito uma coisa que os pais sentem conforme as crianças vão crescendo.
Acho que principalmente quando a criança chega ali naquela fase de pré-adolescência, que ela não começa mais a idolatrar os pais como ela idolatrava antes. Eu amo que essa franquia ela consegue ter essas duas histórias paralelas em todos os 5 filmes, sabe? Então assim, é engraçado porque a Pixar ela já tem um tempo que faz muitas sequências, né? Mas de todas elas, de todas essas franquias, eu acho que a única de qual eu nunca duvido é o Toy Story, porque ele sempre tem alguma coisa nova para acrescentar.
E se eles não têm, eles vão muito longe para buscar uma solução, porque eles sabem que o Toy Story não pode ser mediano. Toy Story não pode ser aquele filme que desagrada a galera, ou pior, que a galera sai do cinema e já não lembra mais dele.
A evolução desses personagens, né, porque a gente vai vendo essa evolução do primeiro para o segundo, para o terceiro. O terceiro, ele tem um ápice porque ele tem— ele não é abandonado, né, ele é passado para frente. Então eles vão continuar tendo utilidade para outras crianças E aí eles têm propósito, né? Você descobre seu propósito, que não é só através de uma criança. Um brinquedo, ele pode ser brincado por várias crianças de várias gerações.
Aí você vai para o 4, em que o Woody descobre também esse propósito de uma forma geral, assim: tem muitos brinquedos que estão realmente abandonados, então vamos fazer esses brinquedos serem encontrados, né, pelas crianças, né?
E não só isso, Juras, eu acho que o mais legal do Toy Story 4 é o Woody descobrir e a gente como audiência descobrir que nem todo propósito de todo brinquedo é ele sempre fazer uma criança feliz através dele mesmo. Que o interessante é você encontrar, juntar os brinquedos com outras crianças, ou então você ser um brinquedo que não tem um dono específico, mas você tá lá no lugar e as crianças brincam com você, sabe? Que era uma coisa que já tinha sido levemente mencionada no Toy Story 3, com a parte toda lá da creche, né?
É, mas a abordagem disso era diferente lá. Então assim, eu acho muito maneiro que eles realmente desfazem aquela regra que era mil por cento cristalizada nos outros dois filmes. E eu acho que é por isso que vem tanta rejeição no Toy Story 4, principalmente com a galera que cresceu assistindo a história do Andy com o Woody e o Buzz, né?
O fato deles se separarem, né? Exatamente.
E também você encontrar novos propósitos na sua vida. Porque um dia, principalmente já que os brinquedos são meio que os pais, né? Um dia seu filho vai sair de casa, e é interessante que você não viva sua vida em torno dos seus filhos, porque você tecnicamente tem que criar eles para o mundo, né?
Algumas amizades acabam também, né? Sim, algumas amizades saem.
Mas aí, aí a gente entrando no 5, eu gostei muito, como gosto de todos os Toy Story. Todos os Toy Story são incríveis, até porque eles trazem sempre o Dream Team, é o que a Fernanda falou, né? Eles trazem o Dream Team para fazer Os caras trazem os melhores diretores. Eles trouxeram o Andrew Stanton, que é diretor dos melhores filmes, talvez de alguns dos melhores filmes.
Ah, da curando Nemo, Wall-E.
É o Wall-E, cara, sabe? É o Vida de Inseto. Então assim, ele é co-diretor do Vida de Inseto, mas ele é o diretor. Então assim, é um cara que manja muito, é um baita diretor. Eles trouxeram ele de volta das animações, né? Porque ele tinha dado um rolê por aí, ele foi fazer coisas incríveis também, tá? Apesar do John Carter não ter dado bom, ele foi fazer séries e pô, ele dirigiu episódio de Stranger Things, ele dirigiu episódio de Better Call Saul, ele dirigiu episódio de Legion, ele dirigiu Contos do Loop, que é uma série que infelizmente é super esquecida, mas que é muito legal. Ele dirigiu episódio de For All Mankind, que tipo é uma baita série.
É a melhor série que ninguém assiste, For All Mankind.
Ele dirigiu O Planeta dos Três Corpos. Então assim, tem muita coisa boa, é um baita diretor. Então "Vamos fazer os 5, a gente sabe que vai ter uma certa rejeição do público adulto porque 'ai, já tá cansado', então vamos trazer a nata da nata." Mas de todos, pra mim, é o menos bom dos 5.
Discordo.
Dos 5 filmes, é o menos bom. Que na minha cabeça, assistindo o filme assim, ele obviamente tem um andamento, ele tem como um bom Toy Story, ele não tem aquela correria absurda.
É, não tem pressa, né?
Que você fica que você fica, ai meu Deus, né? Não tem a piada de peido, mas ela é bem inteligente, é muito rápido. E ela é super inteligente, né? Então assim, evita os cacoeiros, por exemplo, que a gente viu no Mario Galaxy agora há pouco tempo assim, que é aquela coisa, aquela corridinha, é tudo meio vazio e tal, você não entende direito e é só referência, referência, referência. Aqui tem um monte de referência também, mas a coisa é mais cadenciada, ela é realmente feita para agradar a criança e o adulto é muito inteligente nisso, porque vai fazer com que a bilheteria seja obviamente absurda.
Mas eu acho, eu acho particularmente que a ideia já tá cansando, já tá se desgastando. Essa ideia do abandono, na minha opinião, já tá se desgastando, porque é uma ideia que já vem se arrastando há um tempo. O Toy Story 3 é sobre essa ideia de que os brinquedos, eles podem ser passados para outras crianças. E aí a Jessie entra na mesma vibe de novo de tristeza, porque ela vai ser abandonada. Sabendo que, em tese, ela vai ser adotada por outros brinquedos.
Claro, claro que aqui o medo ele se expande porque— o perigo se expande porque todas as crianças estão indo pros computadores, né?
Essa coisa da morte da criatividade, do lúdico, né? Da brincadeira lúdica.
Mas eu particularmente passei o filme todo— Claro, dei muita risada, principalmente com o Rolinho. Tem piadas excelentes.
O Rolinho é muito bom.
Eu acho que a Jessie é uma baita personagem que— sempre tinha sido meio subaproveitada, e aqui ela é bem aproveitada.
Eu gosto da história, sempre escolheu seus protagonistas, né? Exato.
Também gosto muito das crianças, acho que as crianças que são legais, né? A interação das crianças e tal. A ideia em si, eu tava, eu senti pela primeira vez, e olha, eu sei que as pessoas, ai, o 4, é, o 4 assisti assim felizão, achando o máximo, porque esse personagem do Garfinho, ele trazia por mais que o tema ainda fosse o mesmo, ele trazia um frescor. Lixo, lixo. Ele trazia o que eu gosto muito, que é aquela coisa da autodepreciativa, não só depreciativa, mas que ela é muito louca e você não sabe para onde ela vai.
Sabe aquela coisa meio pânico do começo, do final, do começo dos 2000 assim, que é uma piada que você, meu, isso é uma loucura. Como assim é um personagem que quer se enfiar no lixo toda hora? Aqui eu senti falta porque eu acho que a gente continua indo no mesmo caminho e a história a gente sabe para onde está indo. E aí eu fiquei assim, não senti o punch, sabe?
Eu acho, Rogério, que a chegada do Andrew Stanton, que é um cara muito mais tradicional, tô falando isso no melhor sentido da palavra, sabe? Muito mais tradicional. É justamente isso, ele não tem esse humor tão zen que como teve no Toy Story 4, porque esse é um filme que ele tem uma estrutura que eu acho bem diferente dos outros Toy Story. Porque você tem, tá vendo, 3 histórias aqui basicamente. Você tem a história do Woody e do Buzz, você tem a história da Jessie e você tem a história dos Buzz.
E a história dos Buzz, por 70% do filme, ela parece algo completamente deslocado do resto da narrativa.
Ela não faz nem sentido.
É, nem é legal, não é legal, não é nada, né? Não é nada aquilo lá. Tipo, é só para no final existe um encaixe para os brinquedos conseguirem ir para os seus lugares.
Eu sinceramente preferiria muito mais se fosse a jornada do Woody e do Buzz tentando chegar na Jessie e eles brigando que nem no primeiro filme do que esse.
É um carregamento, né, que acabou sendo carregamento.
É uma ideia reciclada, essa ideia reciclada, essa ideia ia ser utilizada acho que no Toy Story 3.
Acho que vai ser do 2, mano, quando os 2 iam ser feito meio que pela Disney e aí deu briga. Eu acho que foi no 2 que foi cancelado.
Lembrando que essa história eles não tiraram da bunda, né, eles não é inventada. Teve um carregamento de patinhos de plástico que realmente se perdeu no meio do mar e de vez em quando encontram os patinhos de plástico pelos oceanos no mundo inteiro, entendeu? Então acho que a ideia veio mais ou menos daí essa coisa do... Essa coisa do...
O Lobo Selvagem é sobre isso, né? A gente não vê o Lobo Selvagem inteiro sobre isso. Mas o que eu fico pensando é... Eu entendo o que o Rogério tá falando, eu acho que Um ranqueamento de filmes do Toy Story é complicado porque são níveis muito altos assim dos filmes.
É tipo Poderoso Chefão, que tá todo mundo lá em cima, assim, tá todo mundo no hype.
Aí você não pode dar 10 para um filme que em qualquer outra circunstância você daria 10, porque tem o outro que é melhor que ele, e o 10 não pode bater com o outro 10. Você tá ranqueando 10, não é 10.
É que quando o Rogério falou sobre o dilema da Jessie sempre que eu vejo Toy Story eu consigo me identificar de alguma forma com dilemas dos personagens assim, sabe?
Eu também.
E por mais que a gente pense que certas coisas foram superadas no, na sua história de vida, né, sobre entendimento, sobre propósito, sobre saber que algumas coisas são temporais mesmo e que às vezes as coisas vão estar ruim, mas você assim como a chuva, a chuva passa em algum momento, sabe? E aí aparece o sol. Então você entender esses entendimentos e você tratá-los, né, é muito importante. Mas não quer dizer que foi superado, sabe?
Esse dilema do abandono da Jessi é um sentimento que quem já passou por abandonos na vida dificilmente supera. Qualquer possibilidade de abandono volta o medo, volta. Exatamente.
Às vezes algo é— pois é, Július, às vezes traumas que você acha que superou há anos e você ficou anos sem ter um gatilho com relação a ele, em algum momento aparece. Aí eu acho que nenhum trauma a gente supera 100%. A gente aprende a lidar com eles, você pode até racionalmente aceitar, mas o seu coração não necessariamente vai processar aquilo 100%, e tá tudo bem. Eu gosto muito do que eles fazem com a Jessie nesse filme, é porque Toy Story tem tanta coisa, né, muito mais do que só os 5 filmes.
Tem alguns curtas muito bonitinhos que tem lá no Disney Plus também. Tem um que eu acho que é o Toy Story de terrore, que a Jessie volta a ter aquela claustrofobia, aquele medo que ela tinha de não ficar na caixa ou de ficar na caixa. E aqui você vê isso ressurgindo, porque ela parecia ter curado o trauma dela quando ela achou uma criança que amava ela tanto quanto a Emily, que a antiga dona dela, amou, né? Só que a forma como ela e a Emily se separaram foi uma coisa que para sempre traumatizou a Jessie.
E aí aqui nesse momento em que ela começa a ver A Bonnie tentando ficar mais no tablet dela porque as outras crianças estão todas no tablet, essa é a forma que ela acha que ela vai fazer amigos, já começa a doer nela e trazer essa sensação não só nela, mas nos outros brinquedos também, porque eles já passaram por tudo aquilo com o Andy antes, sabe? Então assim, todos eles estão lidando com esse trauma e eu achei que a Jessie precisava muito, na minha opinião, da resolução que ela teve, do plot que ela teve ali no Toy Story 5, dela acabar na mesma casa que foi a casa onde a antiga dona dela morou, né?
Seria legal a gente dar uma sinopse, talvez, para quem talvez esteja ouvindo aqui, não tenha assistido ou não se importa com spoiler, ou só para a gente organizar a ideia. Então, gente, passaram poucos anos, eu acho, desde o final do Toy Story 4, ou sei lá, meses, um ano, não parece ter sido muito mais do que isso. A Bonnie ainda brinca com os brinquedos, gosta muito deles, o filme começa com eles brincando e tudo mais. E aí tem essa coisa dela ganhar esse tablet e esse tablet começa a consumir o tempo dela e os brinquedos vão se vendo meio esquecidos no canto.
E eu acho interessante eles representarem isso também com o quarto da Bonnie bagunçado, porque a atenção dela tá tanto ali no tablet que até ela, que era uma menina organizadinha, começa a ficar, sabe, dispersa. Com a cara no tablet, é sempre aquela coisa de: "Ah, só mais 5 minutinhos, rapidinho aqui, né?" E se conectar com as outras crianças. É aquele "ah-ham" que a pessoa tá falando no automático, não tá nem prestando atenção.
E aí, a Jessie e os outros brinquedos, eles começam a tentar ver como que eles vão sobreviver nesse mundo onde as crianças estão crescendo, aparentemente, cada vez mais rápido, parando de brincar com seus brinquedos lúdicos e focando nessas amizades que são 100% virtuais, nos joguinhos de tablet e tudo mais. Né, então o plot básico do Toy Story 5 é esse.
Rapidinho sobre a Lily Pad, tem uma coisa interessante nela. Ela não é um dispositivo puro e seco, ela é feita como um sapinho.
Ela é um tablet de criança, né?
Exatamente. Mas por ela ser feita como um sapinho, como a gente viu no Toy Story 4, tudo pode ser brinquedo. Então, pelo jeito que ela é feita, então ela consegue interagir com os brinquedos porque ela também é considerada forçando um pouco a barra, mas é considerado um brinquedo. Ela não é uma vilã, ela não é o Lotso, por exemplo, ela não é o Lotso.
Que nem a Gabi Gabi era no 3 também.
Pois é, ela é criada inicialmente para ser vilã, né?
Ela é criada para ser um antagonista. Diferenças aqui: a Lily Pad, ela tem um objetivo simples, ela quer a felicidade da Bonnie fazendo com que ela consiga ter amigos. Isso, ela lembra muito um personagem bem recente da filmografia da Pixar, ela lembra Ansiedade. Ansiedade não era uma personagem ruim. Ela não era uma pessoa ruim.
Ela só não sabia como conseguir fazer o melhor pra dona dela, né, digamos assim.
Exato, pra Riley. Ela não sabia como fazer o melhor pra Riley. E o ponto de vista ali de Patty em relação à Bonnie é o seguinte: eu preciso fazer com que ela tenha amigas. Essas amigas, elas veem brinquedos como algo de criança.
Algo ridículo.
É, como algo ridículo. Então, pra ajudar a Bonnie, eu preciso fazer com que ela interaja com essas amigas através de mim. 'Eu vou ser o ponto de intersecção entre ela e essas outras crianças, e esses brinquedos estão atrapalhando.' Ela tá cumprindo o objetivo dela, que se você parar para pensar é o mesmo objetivo que a Jessie tem. A Jessie quer fazer com que a Bonnie interaja com outras crianças, ela quer a felicidade da Bonnie.
As duas querem a felicidade da Bonnie. Por isso que eu não vejo a Lily Pad como uma vilã, apesar de que o Andrew Stanton, o Rogério bem lembrou, ele dirigiu E escreveu WALL-E. Uma coisa que você vê em WALL-E é que por conta do excesso de tecnologia, os seres humanos se tornaram extremamente complacentes, ficaram só parados querendo conforto, conforto, conforto e não conseguiam mais ter imaginação, não conseguiam mais ter coragem, não conseguiam mais ter nada.
Então a gente vê que o uso da tecnologia dentro do filme, ele é um pouquinho colocado como: olha, se você usar demais isso, você vai virar um zumbi. Você vê as pessoas como zumbis olhando para as telas. Referência a quê? Cara, é Os Incríveis 2, que a gente via lá aquele vilão que hipnotizava todo mundo. Se você olhar, se você prestar atenção no olhar das pessoas, é basicamente o mesmo olhar.
Aquele olhar de peixe morto, né?
Exatamente. Quando você tem o pai na ligação de Zoom lá, é: "Oi, tá me escutando aí?
Oi, oi?" Você tá no mudo.
Você tá no mudo.
É sempre esse negócio de você colocar tecnologia, ela pode aproximar, sim, mas a tecnologia desenfreada ela vai causar problemas. O Andrew Stanton, ele não, apesar que eu tô falando, eu acho que ele não tá sendo contraditório na mensagem dele.
Ele coloca que a tecnologia ajuda, tanto é que você tem 3 novos personagens neutra, né, gente? Essa é que é a questão. E ele bota isso muito bem para as crianças e para os adultos no filme, nos seus respectivos arcos.
A tecnologia ela não é a vilã da história, né? Por mais que toda campanha de marketing seja isso, né? A vilã dos brinquedos é o quê? Os brinquedos, né, físicos ali, os bonecos. É a tecnologia que te tira, tira sua imaginação e tudo mais. Na verdade, muito pelo contrário, é a tecnologia ela atiça muito a sua imaginação, mas ela monopoliza, né? Ela monopoliza a informação ali dentro de um dispositivo, né? Então, esse, essa discussão é muito legal porque a Pixar, ela teve muito cuidado de não vilanizar a tecnologia, sabe?
Mas, gente, mas vocês acham que isso é gratuito assim? Vocês acham que isso é só uma ideia criativa? Não, né, gente?
Não.
A Disney tem uma pancada de jogo eletrônico por aí, tem um monte de brinquedo eletrônico, os videogames, cara. Tipo assim, eles não iam jogar contra Eles mesmos, porque assim, queira ou não, tu vai sair da sala de cinema, né? Tu vai sair da sala de cinema e tu vai dar de cara com brinquedo eletrônico de Toy Story ali na tua loja de brinquedo, entendeu?
Vou jogar meu celular fora, sabe? Vou jogar no lixo, sabe? Não vai fazer isso.
Tem jogo de tablet de Pixar, tem jogo, sabe?
Tem desde o início, eles têm joguinho de videogame também, tem joguinho de Toy Story lá do PS1, PS2.
No Toy Story 2, eles jogavam videogame.
Sim.
Então assim, eu acho que de todos os filmes, inclusive, né, de todos os filmes, os 5 para mim é o que mais tem retcon. Então, por exemplo, você tem essa retcon do, do, da tecnologia, porque a tecnologia ela já fez parte da vida deles em alguns outros momentos, e não desse jeito, mas não dos, não, não como uma invasão, mas já, já fez parte. Por exemplo, o videogame Meu amigo, se sua mãe deixasse quando você era criança, tu não ficava o dia inteiro sentado na frente do videogame?
Eu ficava.
Sua mãe não deixava? Sua mãe não deixava? A tua mãe só não deixava você ficar na frente do videogame o dia inteiro porque ela falava que estragava a televisão e porque ela queria ver novela.
Sim, na época estragava mesmo a televisão, viu, Rogério?
Então é o seguinte, é, esse assim é um assunto que em algum momento já podia ter sido colocado, mas não foi. Vamos colocar agora. Aí outros retcon também, a Jessi Ela era o brinquedo de coleção, vocês lembram disso, né? Sim, quando lá o galinha, o Chicken Man, que por acaso aparentemente também é o dono das empresas do que fazem os tablets, né? Porque é Egg não sei o quê, né? O, o, é, eu acho, se vacilar, é tudo a mesma família.
Ele pegou o, ele pegou o Woody e a primeira coisa que ele fez foi mandar arrumar o Woody e apagou o nome Andy, o cacete.
Quando veio aquele rasgo maior O cara passou no pé, tudo.
Agora, no caso, amigão, ele ia vender coleção. Você acha que ia ter o nome da Bonnie dentro? E a gente nunca viu da Bonnie, não, né? O nome da dona, da Emily, dentro da Jessie. Ele teria tirado essa roupinha, lavado, ó, não ia ter nada.
Então, mais nada.
Tiveram que, para encaixar nessa história aqui, aí teve o pior de todos, na minha opinião, tá? Que esse, esse particularmente eu não gostei, que é, eu achei super forçado. É emocionante o momento Mas é super forçação de barra quando a Jess chega na árvore, aí tá escrito lá: Jess esteve aqui. E, cara, aí automaticamente ela tem que olhar para baixo, ver que tem uma coisa enterrada, chama o cavalo, o cavalo desenterra, aí ela abre uma lancheira, aí a lancheira tem uma foto. Cara, é muito, não é? Vocês não acham que é?
Não, foi aí que eu comecei a chorar e não parei até o fim do filme, Rogério.
Desculpa, eu tô muito, Rogério, mas você é voto vencido nesse cast.
Eu faço a pergunta que o Martinho fez uma vez num artigo que ele fez no Rapadura: a ingenuidade ainda tem espaço no cinema atual? Porque parece que a gente quer tudo muito crível, tem que ser tudo, não é tudo 100% criado, é um filme infantil.
É um filme de brinquedo.
Não, não, não, não, não.
Eu acho a mensagem disso muito linda, porque a Jessie, ela sempre teve na cabeça dela de que ela não foi importante para Emily. Esse era o grande medo dela, que ela achava que ela foi abandonada, que se ela fosse importante o suficiente ela não teria sido abandonada. O que eu acho Muito bonito nessa parte do filme é ela entender que não é porque ela eventualmente acabou sendo abandonada quando a menina cresceu que ela nunca foi importante para ela.
E aí que muda a forma como ela lida com o próprio trauma. Eu achei isso muito bonito.
A mensagem é excelente, a mensagem é excelente. Eu achei que a qualquer momento a gente ia ver essa mulher aí, eu achei tudo mais E eu acho que, pra mim, na minha opinião, existiriam outras formas menos... Porque assim, eu acho que soa, por mais que seja um filme de brinquedos...
Fica meio Deus Ex Machina, né?
Eu acho muito Ex Machina, mas é muito! Olha o tanto de coincidências. Ela tem que ter ficado triste, ir até a árvore, chegar na árvore e ver a mensagem. A mensagem, ela lê a mensagem e ela fala: "Não, mas espera aí, essa mensagem eu não tava junto, não sei o quê. Não fui eu que escrevi, né?" Porque Jesse esteve aqui. "Não fui eu que escrevi." Aí ela olha para baixo, ela vê que tem uma coisa no chão, aí ela não consegue cavar e chama o cavalo.
Aí o cavalo lá, aí ela abre a lancheira, aí dentro da lancheira tem uma carta.
Rapidinho, quer que eu te explique rapidinho porque aquela mensagem tava lá? Porque a família da Blaise comprou aquele rancho. E a Bonnie e a— a Bonnie não, a Emily e a Jessie se mudaram. Então a Jessie teve que deixar a casa dela, teve que deixar o rancho dela.
E ela escreveu uma mensagem ali, é.
É, e deixou também enterrado, como se fosse uma cápsula do tempo, algumas lembranças do momento que ela teve com a mãe ali, ponto.
Se eu for reclamar das conveniências, nenhum Toy Story existiria. Porque eu tava vendo, dia desse, o Toy Story 4, lá a família dando problema no carro e o pessoal mexendo, e era o tempo certo pra todo mundo poder se encontrar dentro do... da van da família.
Mas vocês querem saber uma única coisa que realmente eu fiquei assim: Isso aqui foi feito muito nas coxas. Como é que o Woody, que acabou indo morar do outro lado do país, que demorou dias para família da Bonnie atravessar aquela desgraça numa motorhome, numa vanzinha, chegar lá junto com a Betty, com o Cabum, atravessou o país inteiro dentro daquele gambá de mentirosa?
Que que é isso, minha gente?
Ué, isso daí vocês vão me desculpar.
Eles demoraram quase um dia para sair da casa do Andy para chegar na loja do Homem-Galinha no 2.
Exatamente, mas tudo bem. Agora eles já são brinquedos experientes, eles têm experiência de campo agora, eles são agentes.
Não, tanto é que o próprio Woody, quando ele tá brigando lá com Buzz— aliás, eu brinquei, eu falei disso na abertura, mas é muito bom ver esses dois brigando de novo.
E o Woody careca, caralho!
Pô, o Woody me representa, hein.
A galera deu uma zoada com careca, hein, mano, lá no filme.
Careca e barrigudo.
Passou por todas as fases da vida e agora ele já tá tipo, ele se aposentou entre aspas no final do 4, e agora ele tá envelhecendo na aposentadoria dele. Ele tá usando poncho, que eu acho que é o equivalente da boina, talvez, para o cowboy.
É o poncho casado, gente, tá praticamente casado. A Betty já não aguenta mais ele tanto.
É que tá quase fim de semana das garotas.
Comemora, vai brincar aí com os teus amigos.
Vai, querido, vai, depois me conte como foi.
Mas eu vou te dizer, esse negócio do, essa solução sobre o dilema da Jessie é um dilema muito, muito bonito. Primeiro porque a gente tem uma discussão anterior que é pesadíssima dela com a Lily Pad, que ela fala assim: você tá fazendo as crianças envelhecerem. Isso é uma frase pesada.
Rápido, é, você tá fazendo as crianças envelhecerem mais rápido, você tá roubando o nosso tempo com elas. Isso é pesado.
Porque é real, as pessoas elas vão envelhecendo mais rápido com o uso da tecnologia desde cedo, né? É tanto que a gente fala assim, nossa, aquela criança ali com 2 anos já sabe passar, já sabe escolher as coisas, tirar o controle parental das coisas. Tipo, é foda. Para mim foi uma surpresa absurda eu ver meu sobrinho, caraca, o menino, molequezinho de 2, 3 anos, não sabe ler nem escrever. Mas sabe que o YouTube no buscador tem a fala.
Aí ele aperta lá e fala assim: "Peppa Pig." E aí simplesmente aparece os vídeos da Peppa Pig. Ele não sabe ler e escrever, mas ele sabe que se ele falar o que ele quer, ele vai conseguir.
Então, a história daquele menino... Que loucura isso!
Não tem essa história daquele menino de 3, 4 anos de idade que pediu um sofá pra casa?
Teve outro que comprou um... IPad, comprou iPad de R$5.000 no cartão do pai.
Não, e a galera que fica usando o cartão do pai para comprar um monte de moedinha em joguinho de gacha. Aí chega o cartão no final do mês e a criança gastou R$300 em moedinha de gacha.
Ah, mas isso aconteceu comigo, o irmão da minha ex-ex.
É porque não pode deixar seu cartão ligado em lugar nenhum que a criança tem acesso.
Eu tinha colocado no Xbox dele para comprar alguma coisa. E deixei lá. Quando eu vi, tipo assim, em uma semana ele tinha comprado todos os carrinhos do Rocket League, porque ele viu o carrinho do Batman, ele não sabia que ele tava comprando, ele só via assim: nossa, carrinho do Batman, que legal! Apertou, apertou, e apareceu ele: valeu, que legal! Aí ele foi pegando todos, todos os carrinhos.
A culpa foi tua, não pode deixar, tem que deixar pedindo a senha. Na verdade, a culpa não foi dele, a culpa é do sistema que libera uma coisa, né?
Faz isso de sacanagem, gente.
Mas sacanagem.
Não tem streaming hoje em dia que você abre e ele fala: "Gostaria de adicionar mais um membro?" E parece que você tá vendo uma propaganda e o botão já tá no "comprar por um mês". Eu já cliquei sem querer, cara.
Minha mãe no Prime Video, ela simplesmente...
Ah, os testes gratuitos lá que você pode fazer com outras coisas.
Os vods, tipo assim, tá lá porque aparece na busca.
Tá lá, assiste.
É verdade, você clica, com um clique ele vai. Foi.
E aí do nada de madrugada eu vejo assim filme tal comprado no Prime Video.
Aconteceu isso comigo. Meu tio, eu deixei o meu Prime Video com meu tio, eu compartilho com ele.
O meu precisa de senha, meu pai teve que pedir minha senha outro dia, o código lá no meu e-mail para poder comprar o negócio.
A minha tia ela diz, olha, se você chegar lá em casa de noite, vai aparecer, você tem que usar uma máscara de tanta poeira por conta desse faroeste que você vai ficar assistindo, desse jeito.
Caraca, ele é igual meu pai.
Pois é. E eu tava, eu tava no— não, onde que eu tava? Eu tava em São Paulo. Chegou mensagem dizendo que eu tinha acabado de ser aprovado. O vilão Cactus Jack. Ah, cara, a gente já fez tanta coisa por mim.
Deixa ele ver, deixa ele ver o Faroeste.
Não, eles fazem de propósito, que eles falam que é para facilidade. É a sua facilidade, mas é um clique.
Agora tem que botar senha, agora tem que ter senha.
Que no início eles se aproveitaram dessa inocência, né, da galera, e muita gente assinou um membro a mais do Netflix, pegou um VOD no Prime Video, pegou. Acontece, sabe?
E, Juras, tem uma coisa que tu falou da questão do tempo, que tu ia falar da questão do tempo, que é ainda pior para os dispositivos, porque a gente conhece lá não só o rolinho Mas a gente conhece a Flicka, que é a câmera, e o GPSzinho lá, que é a tecnologia analógica.
Eu adorei que eles colocaram a tecnologia analógica como uma coisa no meio do caminho ali. Eu achei inteligentíssimo.
Não só isso, Fê, eles estão conversando e a Jess diz que tá há anos com a Bonnie. E aí eles falam: anos?
Como assim?
Anos? Não, são meses. Por quê? Porque eles ficaram obsoletos muito rápido. Porque você vê a Flicka, a Flicka é uma câmera de brinquedo, mas que funciona de fato.
As crianças têm isso. Tem uma aluninha do Bruno que ganhou uma maquininha dessas. Eu encontrei com ela, ela tava lá tirando fotinho das coisas. E ela era uma máquina que tinha um espacinho muito pequeno para você guardar algumas fotos, tinha essa função de câmera digital, mas era de brinquedo, era de plástico, era para criança mesmo. É exatamente isso aí.
Eles estão mantendo a regra: qualquer coisa pode ser um brinquedo, sim, mas ela tem que estar com o formato de brinquedo. Então você tem uma câmera e você tem um GPS "Sim, mas como eles estão em formato de brinquedo, eles conseguem interagir com o brinquedo." A regra— eu gosto muito que existe realmente uma regra interna que faz sentido. Se qualquer coisa pode ser um brinquedo, beleza, qualquer coisa pode ser um brinquedo.
Inclusive, eu quero muito saber se eles vão fazer o Roomba, né, o aspirador automático, virar um brinquedo no próximo filme. Que ele foi usado ali no finalzinho, e aí a Lily pede e vira: "Opa, me apresenta aquele bonitão ali." Eu fiquei assim: "E?" Será que o aspirador vai ganhar vida também?
Ele só não tem cara de brinquedo, né?
Tem que botar olhinho nele.
Não tem.
Agora, uma coisa—
Olhinho, as orelhinhas, problema resolvido.
Eu vi o impacto dessas histórias em famílias, porque eu tava no cinema e muitos casais com filhos, muita criança.
Cara, tinha uma família de 4 lá no meu também.
Duas cadeiras depois de mim tava esse casal e o filho. E o filho, né, agitadaço e tudo, e gritando, aquela loucura. Eu quando vou assistir esses filmes infantis eu já não me irrito, porque eu sei que eu sou o problema de estar naquele horário. Se eu tivesse assistindo a sessão de 10 horas da noite não ia ter essa criança lá, não ia ter, né?
Ou não, porque eu já fui em filme assim também e tinha criança lá fazendo a sessão legendada de noite.
No finalzinho da tarde, começo da noite, então vai ter muitas famílias que vão sair do trabalho, aí levaram criança e tudo, E aí simplesmente no meio do filme, o menino, ele tá sentado no colo do pai, ele saiu do colo e sentou no chão do corredorzinho que o pessoal passa ali na, é, mas no corredor, no corredor entre filas, entre filas assim, entre cadeiras, no chão, no chão, naquela parte do meio. E aí a mãe abaixou a luminosidade do celular e deu para ele, ele ficou vendo com fonezinho de ouvido sentado no chão.
E aí o filme falando, né, o filme passando as coisas, não sei o quê. E aí a hora que a Jessie fala assim: você tá envelhecendo as crianças, tá roubando a imaginação e não sei o quê e tudo mais. E ela é dura, né, a Jessie. Ela faz um discurso, ela tá com raiva, né, porque ela tá percebendo que ela tá perdendo, os brinquedos estão perdendo espaço.
Inclusive em cima do dos brinquedos tecnológicos que não tinham nada a ver com isso. Logo depois ela me desculpa. É, logo depois ela me desculpa.
Fiquei com pena da Lilipédia, porque o olhar da Lilipédia assim, é tipo assim, o que é que eu fiz, sabe? Assim, e aí o peso disso é foda, porque os pais tiraram o celular da criança e botaram no colo de novo.
Então tipo assim, é porque assim, a mensagem é isso, né, bicho?
A mensagem é exatamente isso. Você tá lá para ver um filme Juras?
Completando isso aí, se você pensar bem, os vilões do filme sabe quem são? Os pais da Bonnie.
Os pais, sim, porque os pais da Bonnie, os pais invisíveis das coleguinhas delas que não brincam de brinquedo e deixam elas o dia inteiro na porcaria do tablet.
Mas é o que a gente tem mais perto aqui, são os pais da Bonnie, que, ah, filha, não sei o quê. Mas pô, eles não foram olhar, só foram olhar quando eles perceberam que a menina tava na merda.
Esse filme é sobre, é para os pais, mano. Ele foi feito para os pais. Toy Story 5 é um filme feito para os pais.
Até essa coisa de você botar a foto da Emily com a filha dela, a Emily assim como o Andy somos nós, é a nossa geração, tava inclusive a data da foto atrás ali, entendeu? Então assim, eu acho também que esse filme é muito mais para os pais do que para as crianças, né? Agora posso falar uma coisa interessante que aconteceu na minha sessão? Não tava muito cheia porque era dia de semana de tardinha, né? Mas tinha uma família de 4 pessoas na minha frente.
Todo, não, e quando acendeu a luz eu achei tão bonitinho que tava todo mundo vestidinho. A menina tava com vestido do Garfield, o menininho tava vestido de Buzz, a mãe tava com a blusa da Dona Marocas e um casaquinho que parecia da Beth, o pai tava normal e a criança, o menininho Buzz, ele tava com um colecionável que eu vou ter que comprar de R$300 da Cinemark, que é a mochila da Bonnie com Woody e o Buzz enfiado dentro e ela vira uma bolsa, tem alça pra você carregar.
Eu vou ter que comprar, é foda.
'Eu vou ter que comprar.' Não, eu e a minha amiga que tava comigo, a gente falou assim: 'Caralho, a gente vai ter que ir lá comprar.' As crianças estavam lindas, crianças pequenas estavam queridas assistindo filme. Os pais estavam mexendo no celular, a mãe mexendo no celular, e o pai, ele tava com uma mini câmera. Eu acho que ele tava filmando as crianças, não sei qual é a reação, mas ele tava filmando o inicio do filme, botando óculos 3D na frente da camerazinha dele lá pra filmar o negócio, sabe?
É isso, realmente. Os pais é que permitem que as crianças façam essas coisas, sabe?
A culpa dos pais...
Quando os pais das Bonnie no filme eles são tadinhos, eu não sei se eles são culpados ali não, eles são só inocentes porque abriu o negócio deles.
Eles acham que eles são de outra geração, mãe, eles são de outras gerações e aí eles não entendem o impacto porque a nossa geração ela já é uma geração que sabe o quão ruim é você deixar a criança enfurnada na tecnologia ali E aí falando sabe-se lá com quem, meu irmão, os pais precisam saber com quem as crianças estão conversando e o que tá sendo conversado. Não no que, que nem aquele filme lá da Clara, aquele filme brasileiro lá, como é o nome daquele lá, o Salve Rosa.
Não é desse tipo, mas criança pequena, meu irmão, tem que saber, o pai tem que saber, o pai, a mãe tem que saber com quem tá sendo conversado e o que tá sendo conversado.
Mas esse filme tava até de boa porque eles estavam num grupinho específico de pessoas que ela já conhecia.
Conhecia do balé, era um bando de menina escrota, sabe?
Então é isso que a mãe, por exemplo, viu bullying lá, pô, e não reagiu. Por isso que eu tô falando assim, eu não acho que ela é má.
Vamos desligar o chat.
Eles são maus, eles são meio perdidos, né?
Tô cheio de exemplos porque esse filme se relaciona com várias coisas do mundo ao meu redor. A filha de uma amiga tava passando por uma situação de bullying na escola. E a escola é uma das mais caras aqui de Fortaleza, escola particular e tudo. E simplesmente tudo que é reportado na coordenação, eles não tomam atitude, porque ele sempre fala assim: gente, a gente não pode, no máximo a gente pode dar uma advertência, não sei o quê, a gente não pode expulsar.
E aí o menino que tava fazendo bullying com duas meninas da, tipo assim, era da 8ª série, 8º, 1º ano, assim, 14, 15 anos, já não é criança, sabe? E era um pesado, ruim, sabe, assim, de as meninas estarem de costas e ele pegar tesourinho, cortar o cabelo da menina assim, sabe.
Que isso, gente!
Só que chega na coordenação e em barreira na coordenação, porque fala assim: ah, não vou, não posso expulsar um aluno dessa escola porque a escola de muito de rico. E aí vira isso, aí fica esse negócio em barreirado. Aí parece que tem que ter, sabe o quê, um espancamento na escola para você expulsar alguém. Mas isso é tido como brincadeirinhas. Esses bullies assim, as meninas chamando ali de bebezinho, não sei o quê e tudo mais, é brincadeirinha só de criança, não é bullying, sabe, de verdade.
Esse caso que você falou é realmente perigoso. No caso do Toy Story, ela só fica: ah, você ainda é uma menininha que brinca com brinquedo, bota um emojizinho lá do bebê.
A criança fica lá triste sem querer ir para escola.
A criança, aquilo é muito ruim porque a criança não aprendeu a lidar com frustração e não aprendeu a lidar com rejeição ainda. Então dói muito mais quando você é criança. Quando você é adulto e você lembra às vezes do bullying que fizeram de tipo assim, te excluir, você pensa: pô, hoje em dia eu lidaria com isso de outra forma. Mas agora, se o menino já tá começando a cortar cabelo de menina, isso pode evoluir para algo muito ruim muito rápido.
Só a continuação dessa história: passou duas semanas, né, passaram duas semanas, e aí simplesmente ela conta para mim: ai, a menina, ela caiu da escada, já tá um pé engessado. E aí vai ter que ficar umas 2 semanas sem ir para aula. Aí eu, né, fala assim, pô, que merda, não sei o quê e tal. Mas aí eu botei uma pulguinha atrás da orelha dela, aí eu falei assim: ela não caiu propositadamente para não ir para aula, não? Porque ela disse que não tava querendo mais ir para escola porque não aguentava, toda hora era fazendo bullying com ela.
E ela tem um, ele ficava falando dela, então humilhando. E aí ela tava sem vontade de ir para escola. Tipo, parece muita coincidência simplesmente ela levar uma queda e torcer um pé. Eu sei que ninguém quer fazer isso de forma proposital, né, mas veio muito a calhar nesse momento, né. Então coloquei uma pulguinha atrás da orelha dela, porque sim, você para fugir de momentos ruins, você comete coisas. Então você toma, pelo menos tem que estar ligado nesse tipo de coisa, porque, cara, se você tá sofrendo bullying na escola e você você, nossa, tem que acordar todo dia para ir para escola e você sente mal, você já tá com medo, você já tá ansioso porque você sabe que vai passar por bullying dentro da escola, qualquer, às vezes você fica doente.
Existe aquela doença psicológica, né, de assim, eu quero ficar doente, quero ficar doente, quero ficar doente, com febre, com febre, com febre. Aí do nada você começa a esquentar, você tá com o corpo quente porque o seu corpo ele começa a reagir aos estímulos que estão acontecendo ali. Que aí, para você não ir, eu já inventei milhões de desculpas para não ir para escola. Queria ficar em casa jogando videogame, assistindo TV Manchete os cabelos do dia.
Sim, mas né, criava essas coisas. Não era muito com bullying, mas o bullying, mano, você vê na Bonnie, mano. A Bonnie, a menina tá triste, feliz.
Eu nunca vi a Bonnie desse jeito, tá?
Ela não consegue nem falar.
É, até o tonzinho dela muda porque ela se sente inferior. Ela começa a agarrar o tablet como Como se aquilo ali fosse um escudo.
E esse negócio do joguinho, que ela tem que ter o mesmo nível das outras, e para ter o mesmo nível das outras tem que estar jogando e tudo mais, corta isso para situações que a gente vive atualmente. Estamos durante uma Copa do Mundo, simplesmente muitas crianças com figurinhas. Aí tem criança que não, que os pais não têm tanta condição de comprar figurinhas, e que às vezes nem tem figurinhas. Você se sente isolado. Se sente jogado de canto, porque ninguém quer conversar com você porque você não tem figurinha.
É como se você não tem assunto. Corta pro negócio do celular. Tudo bem que proibiram celulares nas escolas, né? Mas muitas crianças têm celulares. Aí a criança que não tem celular fica de fora.
Fica aquele bullying de quem tem o celular mais caro, celular mais moderno. Cara, essa coisa do status é muito comum.
Desde que o tempo é tempo, desde que quando a gente comprava um Ganhava um tênis novo no aniversário, e aí os outros tênis ruins e tudo, cara, só para sacanear porque você tava com tênis novo. E a galera, então os pais precisam, ó, não precisa.
Eu acho que eu falei assim, eu não acho que eu falei que eles são os vilões, mas é meio que, meio que na brincadeira, assim, a brincadeira mais ou menos, realmente eles estavam entendendo. Ela, ela é uma garota tímida, é bom se colocar isso, né? Ela é uma garota que ela é muito introspectiva. Então quando ela brinca com os outros brinquedos, ela é, ela é super solta, criativa e tudo mais. Mas com as outras crianças ela tem algum problema de relacionamento, né?
Ela é muito tímida. Então quando ela vai conhecer os vizinhos lá, ela fica super travada.
Mas por que que quando ela tá, ela tá livre com a Blaze se divertindo. Ela não parece tímida.
A gente não vê a Jessie olhando depois na janela dos vizinhos e descobrindo que todas as crianças estão mexendo no tablet ou no computador? Sim, eu acredito que aquele negócio dela mostrar o brinquedo, falar vamos brincar, já aconteceu várias vezes. Ela tá com trauma de iniciar um contato com uma criança porque ela já deve ter sido rejeitada várias vezes, que as pessoas só querem estar no celular. O que eu achei mais fantástico, eu amo a Pixar por isso, a Pixar ela é tão mestra em em demonstrar coisas que outras pessoas levariam cenas para conseguir mostrar, e eles fazem isso em minutos ou segundos só posicionando um negocinho.
Quando ela e a Blaze começam a brincar mais para o final, os gêmeos que não queriam brincar com ela antes veem o quanto elas estão se divertindo e vão lá se interessar também, entende?
Porque são crianças, crianças gostam de brincar.
Essa mensagem é para os adultos, não são para as crianças, sabe? Essa mensagem é estimule seus filhos a brincarem, porque aí eles vão estimular as outras crianças a brincarem também. E isso também faz sentido na cena pós-crédito, quando aquela, aquele exército de Buzz Lightyear drone, que eu inclusive, Pixar, eu te odeio, porque eu quero comprar e com certeza vai ser R$3.000 um boneco desse, entendeu?
Ou mais.
Eles começam a cair nas mãos das crianças e caiu um na mão do professor lá, do diretor, que já tá calvo, não sei o quê, ele quer esconder assim.
Todos são muito ruins.
Não, não é Somos nós, entende? Sabe? E o quanto a gente tem que tentar estimular a criatividade nas crianças mais novas, sabe? Não é impedir elas de usarem o tablet de vez em quando, ou ver um vídeo, ou sabe? Mas de você estimular. E é muito engraçado porque assim, no trailer já tinha isso. Você via a Bonnie grudada no tablet e você olhava no sofá do outro lado e o pai dela tava no celular também, sabe? Eu acho que cabe muito a geração adultos hoje em dia, né, não só pais, mas professores na escolinha, você estimular a criatividade nas crianças, porque elas não vão querer fazer as coisas se tem uma outra coisa que é muito mais fácil de monopolizar a atenção dela.
Então assim, essa ideia de você brincar com seus filhos, sabe, inspirar eles, brinca junto, sabe, porque aí eles vão querer brincar também. Essa pontinha de esperança no final que eu acho muito legal, que não demoniza a tecnologia, Mas inclui ela. Você pega a própria Lilypad, virou um brinquedo na brincadeira das crianças no final. Ela vira um brinquedo ali também, ela ganha uma outra função, sabe? E a cena, nossa, posso falar que a cena que eu mais gostei do filme, além da cena da foto lá da Jessie resolvendo o problema dela, é quando os outros brinquedos, aqueles meio analógicos ainda, falam: como assim brincar?
Ela: confia em mim, confia em mim.
E ela faz a Blaze usar os brinquedos que eram para outras coisas como se se fossem brinquedos mesmo. E aquilo meio que cura uma coisa naqueles três brinquedos que eles nem sabiam que existia. Ah, isso é ser um brinquedo então, sabe?
E pela primeira vez o Toy Story, ele muda a perspectiva de quando a criança tá brincando, né? Sim, porque antigamente você só via os brinquedos num cenário realista.
Era tudo mais realista.
A gente viu os brinquedos em cenários realistas. Você tinha lá o Buzz salvando, aliás, o Woody salvando o Buzz, ou ao contrário, no trem, e tal, não sei o quê. E aí agora não, agora você tem um visual diferente, né?
Porque no primeiro filme ele tá brincando, brincando mesmo, assim, os bonecos estão parados e tal, e você vê ele fazendo a brincadeira. No 2 tem essa coisa de parecer tipo um filme de ação. Porque provavelmente o que ele consome. E a menina, ela já tem uma visão muito mais lúdica, tom pastel, que parece uma pinturinha atrás.
A gente já tinha visto a Bonnie brincar no 4 e não tinha nada disso. É uma novidade que o Stanton trouxe para o filme.
Não tinha não, eu acho que não, não desse jeito não.
E, e interessante a maneira como ele faz isso, porque ele traz é a técnica de animação nova, né, nova entre aspas, né.
Eu tava vendo no gato, por exemplo, aquela coisa mais pintada à mão.
Você tá vendo uma coisa que é feita em CGI, mas que tem um toque artístico 2D, coisa antiga.
Eu acho que vamos ser sinceros aqui, fica muito mais lúdico, né? Podemos ser sinceros aqui, quem começou a fazer isso foi a DreamWorks.
É, foi a DreamWorks e o pessoal do Aranha-Averso, da Sony, a galera da Sony, naquele Família Mitchell, Eles começaram a botar umas coisas mais nesse estilo também.
Ou seja, a Pixar ela tá sendo, entre aspas, líder.
Tá seguindo a tendência, cara.
E ó, vamos olhar porque os outros estão fazendo também.
Exatamente.
É uma coisa novidade.
E sem mudar a estrutura do próprio desenho em si, porque aliás, nunca, jamais, em nenhum momento, Toy Story esteve tão bonito quanto agora. É inacreditável. A Bonnie parece outra criança, caralho. A Bonnie, tu compara com 4, 4 é de quanto tempo atrás?
Não, com 3. Compara com 3, quando ela apareceu pela primeira vez. Não, mas eu O Patrick de 2019.
2019, é.
Meu, são 7 anos e é inacreditável a diferença da animação da Bonnie, cara. Assim, é inacreditável, cara. Você vê os pelinhos da lã do cabelo da Jessie. É incrível, né? É um negócio inacreditável, assim.
Sem contar texturas diferentes, por exemplo. Por exemplo, a gente vê pouco a Betty, mas você vê a textura diferente da pele, entre aspas, da Betty.
Você vê aquela cena que eles se encontram no— quando alguém pega os dois para brincar e bota eles, e eles não podem mostrar a reação. Aquilo ali foi uma coisa que eu olhei, eu falei assim: meu Deus, como a animação chegou nesse nível, sabe?
O Rogério falou sobre a timidez da Bonnie. Eu tava revendo a ceninha do quando a Bonnie chega lá no jardim de infância e ela toda timidazinha, né, sozinha, ela meio com medo assim na cadeirinha. Então realmente ela tem uma timidez, ela é tímida assim dela assim com as pessoas, mas é como toda criança tímida, quando você encontra uma pessoa que combina, aí você quebra essa timidez, né?
O filme faz de tudo inclusive para demonstrar que a Bonnie é uma garotinha diferente, a Bonnie é diferente, tanto que ela encontra uma menina que também é diferente, né?
É diferente, é muito comum, né, se você pensar nessa timidez, essas coisas.
Elas são diferentes das outras crianças do local. E aí eu acho assim que se, por exemplo, essa teoria da Fê fosse verdadeira, ela teria— ela, a gente veria ela pedindo para os pais, que é uma coisa que eu imaginei que a gente fosse assistir no filme, que não tem, graças a Deus. Ela pedindo tablet, ela não pede o tablet, né? Os pais tentam usar o tablet como uma— é aquela coisa, é o pai dando a ferramenta na mão da criança para ver se resolve algum problema, né?
É desde o começo dos tempos. A gente fala sobre celulares, sobre tablets, sobre tecnologia, mas desde que os tempos são tempos, os pais enfiam coisa nas crianças aí de um monte de brinquedo, quebra-cabeça, não sei o quê. Ok, estimula, né, a criança a brincar e tudo mais, mas é, você tá dando brinquedos para os pais poderem respirar minimamente. Dava videogame ali nos anos 90, era para isso, Sabe? Então mesmo quando você não tinha condição, você botava para mim ir pra rua: vai para rua brincar na rua!
Vai lá, eu vou— Eu posso falar com propriedade, hein? E eu comprei tablet para as duas. Só quero um tablet que não tinha internet, né?
Roger vilão! Fala aí: oi, eu sou o vilão!
Não, eu sou vilão? Não, eu não sou vilão porque eu olhava e outra coisa, né? Eu elas não— eu, os tablets que a gente comprou para elas, a gente colocava o chip, baixava as coisas que tinha que baixar dentro dele, que eram aqueles joguinhos, e tirava o chip, claro. Então elas nunca brincaram com tablet usando a internet junto, era sempre, sempre só os joguinhos que já tava baixado, super lúdicos, que era chato para caralho, sabe, que é montar o quê, montar coisinhas.
Mas queira ou não, isso daí no restaurante, meu Deus, porque no restaurante a Nina gente, ela tinha uma coisa, um ciricutico que era inacreditável. Você sentava no cadeirão, dava 2 minutos, ela já queria descer, já queria comer, já queria não sei o quê. Então assim, você dava ali o tabletzinho na mão dela e ela, pô, pô, pô, com joguinho.
Ou deixa eu falar mal dos outrem, outrens, vocês que são outrens, tá? Porque o olhar do outrem é ver os pais com a criança, isso assim, olha aí, usando um celular na mão da criança, tablet na mão. Meus filhos jamais usariam isso. No dia que vocês forem pais e mães, vocês vão entender que um momento de respiro, o quanto faz diferença esse momento. E aí é questão de saber que criar limites, você cria limites e não simplesmente jogar criança no tablet.
E é isso aí, se a criança passar 5 horas no tablet, você é isso aí, Graças a Deus, 5 horas, meu trabalho está feito.
Eu oro todos os dias para os criadores da galinha pintadinha. Todos os dias eu oro, falo obrigado por tudo, obrigado por tudo que vocês fizeram por mim, porque a galinha pintadinha nos salvou a nossa vida em vários momentos.
Qual a diferença do tablet, do celular, para galinha pintadinha, para o videogame, para coisas que vão tirar a criança do mundo ali que ela tá vivendo. Cara, não tem tanta diferença, porque eu lembro que eu era criança e eu assistia televisão. O tempo que eu estava em casa, eu estava vendo televisão toda hora.
Eu só brincava quando minha mãe desligava a TV ou quando tinha alguma coisa que eu não queria assistir, porque naquela época você tinha, não tinha opções, né? Então aí eu ia brincar com os brinquedos.
A turma queria regras, mano. Eu acho que é a Ela faz um trabalho muito bem feito de dizer assim: gente, existe tecnologia, ela vai sempre existir, não adianta fechar os olhos e dizer que não existe, vai existir. Vamos tentar prestar mais atenção no que é que os filhos estão fazendo, no que é que eles estão brincando no celular, o que é que estão brincando no tablet, criar regras. E assim, olha, agora você vai brincar com seus brinquedos aqui, agora você— porque se você deixar só o poder da escolha ser da criança, 100% da criança, a criança vai escolher o que é mais viciante. E o tablet, o celular, eles são feitos para viciar, são feitos para viciar.
Os algoritmos, eu não tô brincando, eu tô mandando mensagem para o meu aluno aqui porque a gente vai passar o meu horário.
Ela não gostou do filme não, hein? Tá com a cara de que preferiu do George Clooney. Acabou seu tempo de tela.
Não acabou, eu tô desmarcando meu aluno aqui, entendeu? Meu sobrenome é promisso aqui com o rapazinho.
Você me botou de seu pai, aí eu tô acabou.
Camila, você vai pagar as aulas que eu vou ter que cancelar?
Não, não.
Então pronto, então deixa eu cancelar a aula aqui, remarcar.
Eu vou tirar.
Você vai pagar, papai?
Você vai pagar, papai?
Tá muito respondona essa filha aí, hein?
Vai ficar de castigo.
Eu vou desligar o fio da tomada do seu celular de madrugada. Que é quando você acordar, não vai ter bateria.
A gente não falou muito do Buzz e do Woody, mas foi bem inteligente do roteiro conseguir um arco pro Buzz, que é o fato de que ele quer pedir a Jessie em casamento, que é algo, cara, que você não veria numa brincadeira do Andy. Na época do Andy você não pensava.
Não sei se polêmica, eu vou concordar contigo.
Você vai concordar comigo, né? Fizeram a mesma coisa com o Kristoff no Frozen 2, e apesar dele ter a música mais legal, na minha opinião, é um arco desnecessário. Ele tá lá, ele tá bater no ponto, que nem ele tava no Toy Story 4 também. Eu acho que o Buzz no Toy Story 4 tinha alguma coisa que ele queria, não tinha? Eu não lembro o que que é.
Nada. Ele tinha que salvar o Woody.
Tinha alguma coisa que diziam que ele queria fazer, além de salvar o Woody? Eu não lembro mais o que é.
O Buzz, ele, o Buzz tá sobrando já desde o 3.
Desde o 3, o Buzz tava sobrando no anterior também. Eu acho que o único problema desses Toy Story mais novos é esse, como você tem que encaixar uma outra história no meio, não é só só a galera brincando com seus brinquedos, ou alguma coisa que envolve os mesmos 7 brinquedos, porque a franquia já tá maior do que ela dá conta. Você tem esses personagens, por exemplo, como Garfinho, que é incrível, e a Betty repaginada, que foi incrível no 4, e você— puff, eles aparecem, falam oi, tchau, e acabou.
Eu preferia muito saudades quando era uma coisa que envolvia todos os brinquedos.
Posso dar um reboot aqui?
Pode.
Tem uma coisa que eu gosto no Buzz, que é o seguinte: existe uma evolução Você vê, por exemplo, o Woody e a Betty, certo? Já estavam juntos, havia um tempo juntos, entre aspas, já havia um tempão no primeiro Toy Story. Não tinha a ideia deles terem um relacionamento de compromisso dentro da história. Era sempre aquele flerte, a Betty soltava um flertezinho e tal, mas não existia a ideia de relacionamento. É, bota o Woody, bota o Buzz e a Jessie juntos com a Bonnie.
A influência da Bonnie de você ter brincadeiras diferentes faz com que o Buzz pense na ideia de casamento. Isso é legal, entendeu?
Eu acho que é uma forma bem sutil, né, de mostrar a diferença entre a brincadeira dos meninos e das meninas, né?
Exatamente, porque você começa o filme, você tem aquele casamento lá do Gafinho. Eu os declaro marido e mulher. Boa tradução, boa tradução, porque era husband and wife.
Muito ruim o inglês, acaba o inglês, tá acabando o inglês, realmente. Caraca, pobre da Fernanda.
Não, eu vou trocar um emprego pelo outro, pode cancelar o inglês e eu viro 100% do pornô.
Também tem muito boa a da Lily Pad chamando a Jess de Jessica.
Já acabou, Jessica. Em inglês também, não com esse meme, mas não sei o que, não sei o que, Jessica, que é uma coisa lá nos Estados Unidos, quando você é conhecido por um apelido, só te chamam pelo nome inteiro quando estão brigando com você.
Mas aqui já tem, já acabou, já. Só faltou ela fazer assim, já acabou, cara.
Só faltou ela botar a mãozinha, aquela mãozinha que ela não dobra.
Mandou bem demais, hein? Mandou bem demais, gostei, gostei também.
Aliás, o Star Talent que foi falado aqui, é bom, são atores.
E são atores que é isso, tem que ser atores, gente, tem que ser atores.
É isso, e faz sentido, né? Porque a Maísa, apesar de obviamente a gente sabe que o grande começo dela foi na televisão e não sei o quê, e ela era quase um brinquedo de Toy Story, né, do Silvio Santos, né? Mas é que era isso, é o brinquedo falante, mas ela é, cara, ela a base da vida dela é internet, né? Então é legal quando eles fazem esse link, né, de, ah, vamos trazer alguém, mas não vamos trazer, sei lá, a Virgínia. Não, vamos trazer uma menina que tipo, que é uma atriz. Não, vamos trazer uma atriz de verdade para fazer uma dublagem.
Mas eles estão sendo cuidadosos ultimamente assim, né? Acho que o exemplo Luciano Huck, ele foi muito ruim para Disney, e eles há muito tempo não repetem esse tipo de jossa aí, sabe?
Sabe.
Mas, gente, notas para Toy Story 5. Vou dizer que foi um filme que me emocionou bastante, da metade para frente, principalmente o arco da Jessie. Eu me correlacionei, eu te entendo, Jessie, te entendo. As coisas voltam, é foda. Tem coisa que não, que você não supera, você aprende a carregar, sei como é. É nota 9 de 10 para o filme, tá?
Sicas, nota 9 de 10. É, depois que eu saí do cinema, mandei mensagem aí pelos aqui. E uma coisa que eu coloquei foi: eu acho que esse ano a Disney tá— esse ano, ano que vem, a Disney tá indo para aquela dobradinha no Oscar, sabe, de melhor animação e melhor canção.
Taylor Swift, né? Porque música muito boa, muito bonita, que faz sentido com a história da história.
E que, mas que aí também não, né? Por algum motivo, sei lá, Eles não fizeram como número musical dentro do filme. Eles não fizeram como número musical.
Podia ter dublado essa música, né?
Ela tá no final, ela tá nos créditos finais.
Eu sabia, eu te conheço.
Ela é bonita. Eu sabia, mas tem um teor de inimizade aí. Eu sabia, eu te conheço aí, rapaz. Tem um teor em português que esquisito. Mas é uma música que podia muito bem ter sido encaixada como um número musical, que é algo que a Frankenthaler Story já fez. Inclusive, Como Eu Era Amada, que é a música da Jess, Foi uma forma inteligentíssima de você fazer o flashback e fazer um número musical ao mesmo tempo, sem ela precisar ficar lá e contar nada.
Você só vendo e ouvindo a música de fundo.
Ah, negócio também encaixado esse número musical também, do jeito que tá, beleza, funcionou de boas. Mas eu senti falta disso, porque esse filme é quase uma continuação de Toy Story 1 e 2. Ele tem muitos elementos desses dois primeiros filmes, ele carrega muita coisa desses dois, ele tem muito no DNA deixar desses dois filmes. Adorei a Jessie como protagonista. Vai ter gente dizendo: "Ah lá, Krática, eu quero tirar, estão tirando os homens do protagonismo." Gente, a gente teve 4 filmes com Woody e Buzz, a gente teve um spin-off todo do Buzz, a gente teve uma série animada toda do Buzz, a gente teve uma série, microsérie do Garfinho. Vamos com calma, tá? A Jessie teve umas 10 quadrinhos, ela faz desde...
10 milhões de notas.
É, mano, não aprendeu nada. 8 horas de reunião, ele não aprendeu.
Nota 9.
Pronto, ele começou dizendo a nota dele em defesa do Thiago Siqueira.
Podia ser assim, vai Rogério.
É o seguinte, eu já falei, né, dentre os melhores, na minha opinião, na minha opinião, menos melhor. Então para mim ele é nota 8, menos melhor, porque eu acho que é o que eu falei, Tem algumas, vocês acabaram de falar, não tem um negócio da música da Jessie que é super fantástico, que te coloca dentro daquela, daquele negócio sem precisar de grandes arroubos? Eu acho que achar é o que eu falei, tem algumas coisas que elas precisam de, tem grandes arroubos para poder contar, e isso vai contra.
E sem contar que, vai me desculpar, mas o que eles fizeram com o Garfinho não tem preço.
Tem uma fala Só tem o garfinho.
Porque o personagem favorito dele foi jogado no lixo.
O próximo Toy Story tem que ser só sobre o garfinho.
Já foi, o 4 já foi sobre ele.
Não, eu quero só um só com ele.
Não, e o seu cabeça de batata que não tem uma fala.
Pobre gente.
Não teve uma fala.
Eu tava com saudade deles brigando.
É porque o ator morreu, o ator dele morreu. Saiu o gringo, aí eles não querem substituir, entendeu? Eles são saudosistas, eu acho que é isso. Cara, como eu falei na minha abertura, foi o primeiro filme que me fez chorar no cinema em 2026. Eu tô assim, Toy Story nunca me decepciona, eu nunca tive medo. Eu olhei e falei assim, ah, vai ser um filme sobre tecnologia. Mas aí eu lembrei que a Pixar, ela sabe dosar as coisas e ela sabe botar vários pontos de vista, e eu adoro isso.
Adoro o trabalho do Andrew Stanton, amo a franquia Toy Story, amo a Jessie, fiquei muito feliz dela ter o seu momento. Dito isso, muitas pessoas ficaram me perguntando depois que eu postei que eu assisti: "Ah, ele é que nem o 4?" Eu não sei se dá para comparar, eu acho que cada filme de Toy Story é um filme diferente, mas dentro da proposta dele, ele foi tão legal quanto eu esperava que ele fosse. Para mim é um 9 de 10.
Olha, o cara, notas ótimas, 8 e 9.
Excelente, pô!
Porra, 8 passou de ano e minha mãe me dava um beijo na testa.
Entendo a dona da Jessie colocar o nome da filha dela de Jessie também.
Eu achei lindo porque isso é uma coisa que acontece muito, né?
Você, quando não só com brinquedo, mas você assiste um filme, você acha o nome muito bonito, aí você quer colocar A mãe da Sandy, que assistiu lá o Greasy, né, e colocou o nome da filha de Sandy, né.
E eu que coloquei o nome da minha cachorra na minha filha. Eu botei o nome da cachorra na minha filha, pô.
Não, pelo menos vocês ainda estão de boa. As pessoas, cara, o brasileiro não tem limites. A quantidade de Sasuke, Naruto, da Silva, não sei das quantas que tem aqui, vocês não estão entendendo.
Pô, quando a gente era criança, as nossas cachorras chamavam Xuxa. Exatamente, todas as cachorras, todas as cadelas quando a gente era criança chamava Xuxa, caralho.
E todos os Shih Tzus se chamam Mel.
Eu tinha uma Piquenês chamada Pituxa, que era uma Paquita.
Eu amo Pituxa, é um bom nome, é um bom nome.
A Paquita da Xuxa, Pituxa.
Mas Pituxa é nome de pincher, eu teria um pincher chamado Pituxa que ia querer devorar a vizinhança inteira, seria divertido.
Muito bem, gente, fechamos aqui, falamos sobre Toy Story 5. O que é que você achou? Deixa aí nos comentários, espaço aberto no YouTube, no Spotify. Fique à vontade se você tá acompanhando a gente nessas plataformas e se inscreve, segue a gente para não perder nada. Ativa notificação porque às vezes a gente lança podcast e você não é notificado, você não sabe que saiu podcast novo. Mas acompanha aí que vale a pena demais. É isso, Zico, até a próxima semana.
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