RapaduraCast 911 - Mestres do Universo (filme do He-Man) é tão bom, que parece mentira!
Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Marcelo Bassoli batem um papo sobre "Mestres do Universo". Depois de décadas preso ao imaginário dos fãs dos anos 1980, a franquia finalmente ganhou uma nova adaptação live-action. O filme marca o renascimento de uma das franquias mais icônicas da cultura pop, trazendo uma abordagem moderna para a clássica batalha entre He-Man e Esqueleto. Dirigido por Travis Knight, o longa equilibra nostalgia, fantasia épica e humor contemporâneo para apresentar Eternia a uma nova geração. Finalmente deu certo essa adaptação? Qual a chance de existirem continuações? Como são as 3 cenas pós créditos?
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- Personagens masculinos em romancesMasculinidade tóxica vs. positiva · O papel de Adam e He-Man · Esqueleto como vilão icônico · A relação de Esqueleto e Maligna · Teela e sua força
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Rated PG. Rapadura Cast, o podcast do portal Cinema com Rapadura.
Eu tenho a força!
Sou invencível!
Seja bem-vindo, séries Rapadura em todo o Brasil, está começando mais uma edição do Rapadura Cast. Eu sou o Jurandir Filho e no programa de hoje vamos falar sobre Mestre do Universo, vulgo He-Man. Estamos aqui com o Chuck Siqueira.
Jurandir Filho, vilões monologam. Heróis dialogam. Hahaha!
Hahaha!
Ó o Germotanari.
Eu odeio sopinha!
Hahaha!
Eu sou péssimo imitador.
Vai!
Não, eu não quero nenhuma sopinha. Eu detesto sopinha.
E de volta o rapador da cast, Marcelo Massoli. Seja bem-vindo!
Finalmente estamos na era de He-Man.
Olha! He-Man está de volta de vez! Para os verdadeiros fãs.
Os verdadeiros.
Que nunca foram embora, que sempre estiveram aí, que assistiram aqueles episódios, os remakes, que viram o Duff Lundgren várias vezes na Sessão da Tarde.
Que aguentaram a temporada de As Novas Aventuras de He-Man, o pior desenho de todos os tempos.
Horrível, péssimo, péssimo.
Gente, temos muito a falar. Sobre Masters do Universo. Inicialmente a gente faz um blocão sem spoilers, e lá na metade do podcast pra frente a gente entra nos spoilers, fala das cenas pós-créditos, continuação. Teremos Remake 2, Masters do Universo 2? Teremos spin-off? Teremos o que vai ser o futuro desse filme que tá amargando nas bilheterias? Meu Deus do céu!
No mundo, mas no Brasil não. Amassando!
No Brasil, amassando!
Calma. Igual Cristiano Ronaldo, calma, calma, calma.
Espera aí 10 semanas, vamos ver aí. Vai chegar o momento, Riven. Temos muito a conversar nesse podcast. Cara, eu tava pensando como o He-Man era esse personagem que fazia a imaginação da gente ir bem longe, né? Você assistia o desenho e 5 minutos depois você já tava segurando o cabo de vassoura como se fosse a espada de Grayskull, né? Com certeza.
E o mais legal é que todo mundo falava: "Eu tenho a força!" E era como se realmente alguma coisa mudasse dentro da gente, né?
Naquele momento, né?
Falando em eu tenho a força, quem nos acompanha sabe que Pilão está conosco aqui para dar aquela força extra no dia a dia, você tá ligado?
É, Jurandir, o café forte sempre é bom, né? Porque a gente vive na correria, com pauta, com gravação, com as tarefas de casa, e claro, Pilão tá aqui Pra dar aquela forcinha que a gente precisa, né?
Vai derramar esse café aí, mano. Tu tá balançando muito ele.
Rapaz, eu tô segurando certinho aqui, ó.
E pro café ficar ainda melhor, tem que ser na xícara de pilão.
E quem acompanha a gente aqui no Rapadura já percebeu que essa xícara não é novidade. Inclusive, ela já apareceu aqui algumas vezes e você já pode comprar.
Ela está à venda.
Escaneia o QR code que tá aqui na tela ou clica no link que tá na descrição desse podcast. E já garante a sua, hein?
E ó, vou te dizer, é icônica, então ela vai virar um item especial aí na sua casa, seu escritório, aonde você estiver com ela, e é uma delícia.
Valeu, Pilão, o café forte do Brasil! Beleza, chega, tá aqui, pera aí. É isso, vamos falar sobre Mestre do Universo agora aqui do Rapa do Nocast. Eu sou o He-Man de Eternia e bem-vindos ao mundo espetacular do cinema. You can't handle the truth!
Johnny Depp!
Mortar!
And the Oscar goes to... Rapadura Cast! É o seguinte, um filme do Mestre do Universo, do He-Man, já tava sendo previsto há muito tempo, né? Tem notícias de 2009, 2010 ali. Tinha muitos nomes envolvidos. O Rian Johnson, antes de ir pro Star Wars lá, ele já era um nome cotado pra fazer. O Chris Miller e o Phil Lord eram dois também cotados pra fazer o He-Man. Mas esse projeto nunca andava, né? É difícil fazer um filme do He-Man.
Teve um projeto da Netflix, ficou bastante tempo dentro da Netflix pra fazer.
É, tinha aquele que ia ser o Noah Centineo, né?
Ele foi contratado pra fazer.
Não, ele tá Ken Masters no Street Fighter, né?
Ele malhou tanto que ele disse: "Valeu pro He-Man, tem que aproveitar com alguém forte.
Então bota o Rambo, bota o Ken." E é engraçado, É ele cantando a música do meme do He-Man no trailer do Street Fighter. Cara, isso tem que ter sido referência, bicho. Mano, é indorreferência, sabe qual é?
Tipo assim.
Esse projeto passou por muitas mãos. Eu lembro que teve uma época que o Kellan Lutz, lá do Crepúsculo, um dos irmãozinhos lá do Crepúsculo, ele tava cotado pra fazer o He-Man também. É, muitos nomes, né? Muitos nomes foram... É que a referência não é de um grande ator fazendo o He-Man, né? Porque o Dolph Lundgren nunca foi esse, né?
Não, mas porra, o Dolph Lundgren, ele era a escalação perfeita. Se houve em algum dia da história da humanidade uma escalação perfeita em adaptação, era do Dolph Lundgren.
Fisicamente perfeita, cara.
Fisicamente, né?
Do mundo da história de todas as adaptações, o Dolph Lundgren é o... Perfeito como He-Man.
Mas se você pensar... Christopher Reeve! É Dolph Lundgren, porra!
Chupa, chupa Christopher Reeve.
Sim, mas se você pensar na época, é totalmente fato, porque ele tinha acabado de fazer o Rocky 4. O Ivan Drago.
O Ivan Drago.
O cara é loiro, alto, forte. Porra, ele é o He-Man. O problema, sabe qual é? Ele não é o Príncipe Adam.
E não é que ele era forte, ele não é forte tipo o Chris Hemsworth do Thor, que não malha a perna.
Que tem as canelinhas. Não, ele é forte.
Ele tipo assim, ele atuou o filme inteiro de sunga, cara.
Tipo assim. Ô Marcelo, ele era o mais parecido com aquele bonequinho clássico do He-Man dos anos 80, 90. Sim, o He-Man pontinho. Que era bronzeadinho e tudo mais, que a gente esticava, às vezes ele saía até uma liga, uma liguinha, né, do...
Tanto que tipo a roupa dele era as trajes mínimos, né, assim, basicamente.
Filme inteiro, porque ele não consegue, porque assim, ele era uma ótima escalação para o He-Man, mas era uma péssima escalação para o Adam, porque aqui nem tem o Adam, né? Então aí eles falaram assim, meu, tira o Adam, deixa esse cara aí de—
não, tira o Adam, tira Eternia, tira o Golpo, tira Gato Guerreiro, tira tudo, rapaz.
Eu acho que foi uma decisão acertada, tá?
Mas isso tem uma explicação, mas o Marcelo deve saber mais que a gente, né, com Marcelo, especialista em MotU. É o nosso MotU zero. Você tem uma ideia, ele chama de MotU, ele nem fala He-Man, né, MotU. Mas teve uma treta, na verdade, da Mattel com a Canon, que era quem ia fazer o filme. Eles iam fazer, cada um ia pagar 50% do filme, ia ter um orçamento gigantesco aquele filme. E aí, só que aí que aconteceu, os caras fizeram lá os designs Os designers fizeram lá a roupa do He-Man, fizeram o design do esqueleto, fizeram tudo bonitinho.
E aí os caras da Mattel falaram: "Pô, que show, hein? Agora a gente vai lançar os brinquedos." E aí os designers falaram assim: "Opa, opa, opa, opa, opa, se vocês vão lançar os brinquedos com o nosso design pro filme, vocês vão ter que pagar a gente." Aí a Mattel falou: "Opa, opa." Aí a Mattel pulou fora e ficou pra Canon, que era a dona dos direitos pra fazer o filme. E aí eles tiveram que cortar tudo porque não... Eles tinham metade do dinheiro pra fazer.
Eles cortaram também pra Superman 4 também, não teve um lance desse aí?
Cara, a gente não comenta Superman 4 aqui.
Não, ok, então tá bom. Mas eu lembro que tinha essa história também. Foi um orçamento assim ridículo.
Tanto é que Superman 4 você tem o mesmo take do Christopher Reeve voando umas 50 vezes no filme. É aquela coisa, é orçamento de guerrilha. Os caras estavam querendo fazer superprodução com orçamento De obsessão, cara. É surreal.
A cena final do He-Man lutando com o esqueleto, ela foi filmada depois que o filme já tinha sido terminado, e quem bancou foi o diretor do filme porque não tinha dinheiro para fazer. Então, cara, não é à toa que tá tudo escuro.
Se você olha, não tem cenário mais.
É porque não tem ninguém lá, só tem os dois, tá ligado?
Porque como em 2023 a Amazon MGM Studios comprou os direitos, né, de fazer o Mestre do Universo, era época que tava uma efervescência de novas produções baseadas em propriedades intelectuais da Mattel, né? Porque aí veio Barbie em seguida, e o sucesso de Barbie colocou o olhar em cima de produtos Mattel, é, né, muito grande, né? E aí é tanto que quando a gente começa a assistir o filme, aparece a logo da Mattel, né, grande assim na tela.
Os caras cresceram muito. E esse filme só existe por causa do filme da Barbie, né?
Claro, claro, porque deu certo ali, né? E aí entrou muita grana E também porque a Amazon decidiu bancar, né? R$200 milhões assim, tipo: "Toma, faz aí." Chamou o filho do dono da Nike, o Travis Knight. E o Travis Knight, que é um ótimo diretor, ele é um ótimo diretor.
Todos os filmes do Travis Knight são bons, cara.
As animações dele são muito boas, né? Aquelas animações do Estúdio Laika, de stop motion, cubo e tudo, né? O cara é muito incrível.
Bumblebee é legalzinho.
Bumblebee é divertido, é um filme divertido.
Bumblebee é o melhor filme de Transformers já feito.
Mas ainda assim, eu acho que com a saturação dos filmes de super-heróis, desses blockbusters com muito CGI, a gente, acho que o público ele dá uma certa cansada, sabe? Eu penso assim que as pessoas começam a falar: "Cara, parece tudo a mesma coisa", sabe? É que nem o filme de Star Wars, o Mandaloriano e o Grogu. É um filme que muita gente está se divertindo, mas ele tem a cara do cansaço da cultura pop assim, sabe? "Ah, a gente já viu isso muitas vezes, uma repetição." E aí coloca essa, né, essa pulga atrás da orelha.
Aí chama o Nicholas Galitzine, né, Galitzine, que é pra fazer o rimê. E a gente: "Hã?
What?
Um frango?
O frango do Galitzine?" Crossfiteiro.
O galetto, o galetto.
Galeto, galeto, galinha, galinhazinha.
O cara, ele simplesmente começou a aparecer mais recentemente, assim, é um nome meio novo no mercado, mas é com Mestre do Universo que ele chama a atenção. Vocês têm a Camilla Mendes, brasileira, aí.
Teve um evento aqui em São Paulo de lançamento do filme e tal, organizado pela Sony, enfim, Mattel, todo mundo.
A Sony mandou bem no Brasil, hein? Parabéns, hein, Sony?
Cara, sim, a gente vai falar, a gente deve falar disso. Sim, vamos falar já já. Teve um evento, foi junto com a Virada Cultural que rola aqui em São Paulo, que é um evento de vários eventos culturais gratuitos ao longo da cidade. E aí teve na Paulista um trio elétrico, o Trem da Alegria, cantando a música do He-Man. Os atores vieram, tipo assim, aí eu tive a oportunidade de tirar, encontrá-los, tirar foto com eles, tipo assim, a Camila Mendes é lindíssima. É uma parada inacreditável.
Os caras não são famosos à toa não, Marcelo.
Essa galera tem um motivo pelo qual assistir 7 temporadas de Riverdale.
Nada de graça, nada de graça.
A gente vê os atores no cinema, fazendo séries e tudo mais, você fala assim: "Pô, esse povo é bonito." Aí pessoalmente você entende o humor. Se eles são bonitos na tela, pessoalmente é sempre muito mais bonito. Entenda isso, sabe?
Tudo bem que a cada esquina que a pessoa vira tem duas pessoas, uma penteando, outra maquiando. Nada de graça também, né?
"Ah, bonito de graça." Não critique o jogador, né? Critique o jogo, né?
É o que fala, né? Não existe gente feia, existe gente pobre.
Não, mas, cara, no caso da Camilla Mendes, o trio de atrizes de Riverdale é uma das coisas mais lindas que o mundo já viu na cultura pop.
Capricharam, né? Capricharam. Foi um grande casting ali, né, o trio de Riverdale, né?
E aquela coisa, Camila Mendes, além de tudo, ela é extremamente carismática.
Não, e filha de pais brasileiros, ela fala português, então ela falou com a gente, tipo, falou com os fãs ali, ela super engajou na parada.
Eu acho assim, eu acho que a campanha de marketing em cima desse filme, ela foi interessante, porque existia sempre o desconfiômetro. Cara, filme live action do He-Man não vai dar certo, não vai dar certo, não tem como dar certo. O desenho do He-Man, ele tem muita tosquice. Só que a gente tá na era que isso é descolado, mano. Você ser naturalmente tosco, engraçado, brega...
É brega, acho que brega é a palavra, não é tosco.
Eu não acho ruim, é nostálgico ser brega, sabe?
Mas, cara, eu acho que, apesar de concordo com você que tá muito mais... Tipo, é muito mais fácil essa recepção hoje, mas eu acho que o filme foi corajoso em pegar essa galhofa que era o mainstream... E apostar nele. Que é os anos 80, né? Tipo assim... E assim, os anos 80 acho que é uma das décadas mais peculiares da história, porque se você pega tipo assim o visual, o estilo musical, tudo é muito característico. E se uma pessoa de fora olha, de repente vai falar: "Nossa, não é possível que as pessoas se vestiam assim, falavam assim, penteavam o cabelo dessa forma." Então é tudo muito diferente, né?
E o He-Man é a maior franquia dos anos 80, tipo assim, Star Wars Iniciou nos anos 70. Nos anos 80, vocês podem pensar, e não tem nada que fez mais sucesso do que He-Man. Tipo, até se você levar em consideração, por exemplo, bilheteria em dia de hoje.
Tá falando de quê? Tá falando em relação a quê?
De tudo, tô falando de tudo.
De Volta pro Futuro é o quê? É bicho, videogame?
He-Man é maior que Volta pro Futuro, desculpa. Foi uma febre, cara. Era uma febre, tipo assim, todas as crianças do mundo naquela época que assistiam e queriam ter os brinquedos ou brincavam com eles, enfim.
Eu hei de concordar com o Marcelo, não sei se a maior, teria que fazer uma pesquisa maior.
Não endossa maluco não, Rodrigo.
Não, não, não, mas tem uma coisa, mas uma coisa é verdade. Tinha bonequinho do De Volta pro Futuro?
Quantos bonecos De Volta pro Futuro tem aqui?
Não tem nenhum, ó. Tinha o carrinho do De Volta pro Futuro pra vender? Não tinha? Não tinha nem o carrinho.
O DeLorean tinha, né? O DeLorean era uma porra.
Quando que tinha o DeLorean pra vender?
Cara, eu lembro de ter tido criança um DeLorean.
Vou te dar um exemplo. E aí tu disse, é tipo aqui fazer aquele joguinho, colocar o He-Man e as outras franquias, tá? He-Man e Indiana Jones, que é maior.
Se você somar, se você somar bilheteria dos 3 Indiana Jones, não dá o que o He-Man faturou em brinquedo, cara.
Tá bom, Star Wars: O Novo Futuro.
Mas Exterminador do Futuro, o grande Exterminador do Futuro é nos anos 90.
Mas começou em 80.
Não, mas é He-Man, então He-Man.
O cara tem que ir, é maior do que...
Pô, não vou nem fazer isso.
Ah, vai ser. Por causa que é um filme, ô Júlio Dias.
E os filmes de terror não são tipo Fred Krueger, o Sexta-feira 13?
Não, He-Man, He-Man.
Não, o Fred Krueger é Sexta-feira 13.
Os caras se baseando no desenho animado e vendiam boneco, caralho.
Cara, assim... É uma parada, é mundial, tipo assim, lembra o fenômeno dos anos 90? Qual foi o grande fenômeno dos anos 90 pra gente aqui no Brasil?
Power Rangers, Cavaleiros do Zodíaco.
Cavaleiros do Zodíaco, beleza. Cavaleiros do Zodíaco nos Estados Unidos ninguém conhece, cara. Tipo assim, ninguém conhece. América Latina é super forte, na Europa é forte, Japão e tal.
Aqui é forte porque passava no programa da Xuxa.
E nem é forte na América Latina inteira. Estados Unidos, lógico, é o maior mercado. Europa é fortíssimo também, tipo, a galera Na Alemanha, na França, de licenciamento. Não, eu tô falando da popularidade dos personagens, sim. E aí que se reflete em licenciamento, vendas de produto e tudo mais.
É muito nichado, né? Ele nunca teve muitos produtos para galera saindo dos licenciados ali de action figures, de bonecos, de brinquedos e tudo mais.
Ficou adormecido assim. Lógico, existe até hoje quadrinhos, né? Tipo, teve outras séries, outros animados que saíram Netflix, por exemplo, que são muito boas, né? Então teve, não, teve dos anos, no começo dos anos 2000 também, que é a 200X que a galera chama, tipo, é, era boa, viu? Gostava muito. Sim, só que o lance é, o desenho dos anos 80, ele era tipo assim, todo mundo que nasceu naquela época assistiu, ou a Shira, ou assistiu He-Man, ou assistiu os dois e tal.
Depois não, não, meio que Eu não queria dizer que adormeceu, mas assim, pra 90% do público adormeceu. E aí, tipo, agora tá indo no cinema ver de novo com a cabeça de quem assistiu o desenho lá atrás, entendeu? Então o fato deles trazerem o filme nesse formato, tipo assim, ó, é He-Man, é o desenho que vocês queriam ver em 87 em forma de filme, tá aqui, ó, é isso aqui. É a Galhofa, são as cores, é o esqueleto idiota, são os vilões idiotas.
Todo mundo é meio idiota e é assim mesmo, porque era assim que era o desenho, entendeu?
Eu fico pensando, Marcelo, se esse filme fosse feito 10 anos atrás, uma merda, com perdão do termo, seria tudo Nolanizado, seria tudo pé no chão, né? Eu concordo com o Kevin Smith, por exemplo. Eu gostei das duas temporadas que a gente teve de Mestres do Universo, por mais que o pessoal reclama que na primeira Faltou o He-Man, foi He-Man sem He-Man, a primeira temporada do Desenho de Kevin Smith. Mas a série como um todo...
Eu gosto daquela série, hein, mano.
Eu não vi a segunda temporada, eu só vi o He-Man sem He-Man e eu gostei.
Foi um desperdício, eu acho que nem a série em si, acho o formato que a Netflix lançou. Porque o trailer com aquela música da Bonita, né?
Tipo assim... I need a hero, baby.
Porra, essa música ela nunca...
Ela estourou, né?
A música.
Loucura!
Ela nunca teve nada a ver com He-Man, mas assim, hoje ela é parte do lore do He-Man, assim, e é parte da cultura pop, né?
Porque praticamente todos os filmes de super-herói usaram essa música. Até o Mario, mano, o Mario teve trailer, teve no filme, no filme, cara.
A série do Loki usou também. Exato. Mas tipo, o Kevin Smith usou primeiro no trailer do MotU, só que o jeito que eles lançaram, tipo, eles quebraram no meio Ninguém, o hype que eles criaram, que eles acordaram todos os motuqueiros, todos os fãs lá, tipo, todo mundo que tava guardado para, por causa do trailer, dormiu de novo. E a série não teve, apesar de ser legal, né?
Então eu acho que demorou muito para sair a segunda mesmo, né?
Muito.
E aí eu também, eu não vi a segunda até hoje, e eu gostei da primeira. Olha, é realmente uma loucura, né?
A Kate Bush Tem que agradecer muito à Netflix pelo sucesso, porque ela voltou muito com a música que tocou e virou tema de Stranger Things, basicamente. E a Bonny Tyler tem que agradecer à animação da Netflix, porque isso colocou de volta a música "Hold Your Head Up High".
Impressionante, ninguém aguenta mais, inclusive, essa música. Pelo amor de Deus, não toca mais.
Like a Prayer pro Wolverine e Deadpool ali, assim, né?
Vocês não acham que a gente precisa acreditar uma parte desse revival e dessa aceitação da galhofa no cinema à franquia Deadpool, não?
Sim.
Porque o Deadpool ali de 2016 para cá, nesses últimos 10 anos, eles tiraram a seriedade e mostraram que sim, as pessoas querem ver as coisas como são originalmente. Pegando o exemplo do Deadpool e Wolverine, ver o Wolverine com uniforme amarelo se voltar para os anos 2000, seria meio que inconcebível. Você não achava, naquela época poderia soar muito tosco. Na verdade, ele não foi feito porque parecia que não fazia parte daquela época, que era tudo preto, era a geração Matrix, né? Sobretudo é tudo mais pesado, né, Judas?
Era piada dentro do filme mesmo. Você queria o quê, um colar amarelo, né? Literalmente no filme.
E aí dá um salto temporal, sim, a gente quer esse colar amarelo, né?
Eu sempre quis o colar amarelo.
E aí você corta para o X-Men 97 e aí as pessoas: sim, é isso, é esse X-Men que a gente tá querendo ver. E aí corta para o jogo do Wolverine, Wolverine com a roupa amarela, e a galera assim: caraca, esse jogo que a gente sempre quis ver.
Então realmente houve uma volta, né, na cultura, a cultura pop, o que ela renega hoje, daqui alguns anos ela vai dizer: quem fazia filmes na época dos anos 2000 ali, quando começou X-Men, Homem-Aranha e tal, era a galera que não cresceu envolvida nessa, na cultura pop. Tipo assim, a galera que cresceu, sei lá, nos anos 60, nos anos 70 e tal. Tipo, a galera agora, tipo o Travis Knight, o Travis Knight tem a nossa faixa etária mais ou menos, um pouco mais velho talvez, mas ele cresceu, ele falou, ele cresceu assistindo He-Man.
Ele tinha os brinquedos, né? Então é uma geração que cresceu, tem 52 anos, ele com certeza assistiu. Então cresceu na galhofa ali e falou, pô, é isso aqui que é legal, né? É a galera, quem tá fazendo os X-Men 97 é o cara que assistiu o X-Men 92, não era o maluco que nunca tinha visto o Sam Raimi, que, ah, eu não leio, eu não leio quadrinhos. Não, não era o Sam Raimi, o Bryan Singer. Bryan Singer. Bryan Singer.
Ele proibia de entrar quadrinho no set.
Aqui, ó, aqui, ó.
Tem aquela lenda de que o Kevin Feige contrabandeava HQs dos X-Men dentro do set do filme pro Hugh Jackman.
O cara vai adaptar um quadrinho que é muito famoso e ele fala assim: "Não, não quero ler o quadrinho pra não me sentir influenciado." Mas só pra ficar nisso que o Marcelo falou...
Eu não vou ler X-Men pra fazer o filme. Não quero.
Melhor não. Só pra ficar nisso que o Marcelo falou, a gente tá vendo isso hoje acontecer nas adaptações de games. Que é aquela coisa assim, é o cara que cresceu também não jogando ou coisa do gênero, e aí ele vai pegar um jogo agora que ele nunca viu, deram na mão dele, ele pega e vai fazer, e ele não tem um apego emocional. Uma coisa que a gente pode dizer desse Mestres do Universo é que, cara, tem muito carinho nesse negócio.
Você assiste o filme, você sente, porque assim, eu acho que é diferente, e eu amo, tá, eu amo, e eu acho que também é um cara que faz parte dessa desconstrução é o Taika Waititi.
Eu sei que tem gente que odeia os filmes do Taika Waititi na Marvel, eu sei, mas eu quero dizer que ele foi mal interpretado quando ele lançou, né, Rogério? Tipo assim, a galera achou—
não, tem uma galera que acha, então a galera acha desrespeitoso a bunda do Hulk. Eu acho, eu acho divertidíssimo porque eu acho que o Thor é um deus nórdico no meio de, sabe, no meio de um monte de maluco.
Então faz sentido ele ser É uma interpretação heavy metal de um deus nórdico. É diferente, porque o Thor da Marvel é bem diferente do Thor da mitologia.
Não faz sentido o Total ser galhofe. Eu acho que o Taika Waititi... Porque tu pega o Kenneth Branagh lá, que é shakespeariano, não sei o quê. Aí ele pega o Thor e ele mete no meio de: "Oh, Asgard, tudo brilhante, tudo não sei o quê." Aí ele filma tudo assim, ó.
Filma tudo assim, ó.
Cara, mas sabe uma coisa? O primeiro Thor... O primeiro Thor, ele tem algumas coisas bem legais. Eu gostei da época do filme. Sim, tem muita conexão com o He-Man, o Thor, Asgard, todo aquele negócio ali, né? Que é um lugar meio futurístico, meio medieval, sei lá. E é muito shakespeariano, então fazia sentido você trazer o Kenneth Branagh para dirigir. Mas o que eu gosto do Thor é quando ele vem para a Terra, que ele fica perdido, que ele não sabe para onde ir.
E aí você percebe que ele é um personagem que pode ir para o humor. Mas quem percebeu isso foi o Taika Waititi, né? Quando levou lá no Marvel.
Quem explorou mais foi o Taika. Eu vi uma entrevista, a fonte não é muito boa, do Rob Liefeld, que é criador do Deadpool, co-criador. Nessa entrevista ele fala o seguinte: quando saiu Deadpool, o primeiro Deadpool, mudou muita coisa. Porque você pega, por exemplo, um filme que saiu próximo na época, foi o Batman vs Superman, que também pegava naquela coisa do dark e violento. Filmaço. Mas o Deadpool, que saiu um pouquinho antes, teve toda a questão de você fazer um super-herói, um anti-herói no caso, de uma forma divertida, mas mantendo mais as raízes de quadrinhos.
E são dois filmes com raízes completamente diferentes. E o que pegou mais a cultura pop foi o Deadpool, é o que tá tendo mais influência até hoje, justamente por respeitar um pouco mais a influência dos quadrinhos.
Ele é o personagem que vai abrir inclusive o filme do Doutor Destino aí, né?
Ó, spoiler, Johnny G!
É spoiler, mano!
É spoiler porque ele sabe!
Como é que é spoiler porque ele sabe?
Se ele acertar, era spoiler.
Se ele acertar, é spoiler. Se ele errar, não é.
Vai estar o Deadpool e o Wolverine abrindo o filme, hein? Anota aí.
Agora, dentro do universo do MotU, cara, era muito fácil você pegar um cara que não entendesse a piada. Sim. Por exemplo, o Lanterna Verde é dirigido pelo Martin Campbell, é um cara que não tem conexão nenhuma com o material. Você coloca uma propriedade intelectual dessas nas mãos de uma pessoa que não tem nenhuma conexão emocional com o material ou ele vai levar para uma piada muito exagerada ou ele vai levar pra uma piada sem graça.
As duas alternativas são horríveis! No caso do Travis Knight é um cara que não só cresceu como o Toon mas viu todas as interações de MotU posteriores inclusive o fato do desenho ter se tornado meme.
"Hey yeah!" Tem almoço aqui?
É...
Ele botou a música do meme, porra, foi foda! E não foi só tocando de fundo, qualquer diretor aí, qualquer diretor ia colocar ou tocando, ou tocandinho assim, ah, ele tá passando em frente a uma cantina e tá tocando no fundo. Não, não, ele bota uma cena de ação com essa porra da música do fundo, isso é perfeito, caralho.
Tem algumas franquias que se sentiriam ofendidas com o meme, e me abraçou, e me abraçou o meme.
É, eu acho que se deve muito a Mattel também. Tipo, a Mattel abraçou isso já há algum tempo. Tanto é que, por exemplo, numa CCXP teve, num stand da Iron, a gente fez Academia dos Masters do Universo. Tinha lá um, a galera fazer supino, levantava, tipo assim, que não existe no desenho, mas assim, a galera tem no filme. Aí tem no filme, pô, todo mundo é fortão no desenho. Por quê? Por que que todo mundo era fortão no desenho? Porque eles precisavam aproveitar os moldes.
É um filme, esse é o filme de boneco original, original, né? Tipo assim, é o desenho de boneco, a galera o caso, né, filme de boneco, não sei o quê. Esse é o filme de boneco, né, porque o molde de metal para fazer essas coisas é super caro. Então os caras tinham que— quanto mais— se você faz um boneco, molde custa 100, o boneco vai custar 100. Se você faz 100 bonecos, o custo desse molde cai.
Você só muda a tintura, né, bota lá o cara reptiliano.
Então eles tinham o corpo, a perna, eles tinham variação de pé, variação de braço e tal, né. Tinha o que era mais peludo, aí era o o Stratos, que nem tem no filme, mas o Homem-Fera, enfim. Então, por isso que eles eram todos fortes, né? E aí isso no desenho também. E aí eles trouxeram isso, então acho que isso é um mérito da Mattel. Quando a gente fala do Tyke ali, eu acho que o grande problema é que não era o tom do MCU. Tipo, o MCU tinha humor, mas ele não era desse jeito.
Agora, tipo, não existe um He-Man, um MotU Universe, né? Então esse é o primeiro filme. Então quando ele entra e já estabelece que o filme é dessa forma, você não Não é tão estranho, não é? Não é tão... Apesar que eu devo agradecer muito aos trailers nojentos e horríveis que foram feitos sobre esse filme. Porque os trailers venderam uma parada pra mim quando eu assisti. Tanto que, pô, eu recebi um monte de xingamento quando a gente gravou lá pra botar no trailer office lá.
Eu era o único que tava lá com o Marcelo. "Vai, Marcelo! Tenta, Marcelo!
Vai, Marcelo!" Não, eu tava tentando. Queria, eu queria, tipo assim, eu queria muito que o filme desse.
Cara, foram 40 minutos dolorosos ali, viu, bicho.
É porque eu não acho tão ruim assim, ele não vende o tom do filme, Rogério. Tipo assim, no trailer eu fiquei com medo.
Ele quer ser um pouco mais sério, né?
Ele quer ser, exatamente. Eu fiquei com medo que o trailer tava levando o He-Man muito a sério. Eu falei, mano, os caras vão tentar fazer um Senhor dos Anéis aqui, sei lá, entre aspas, muitas aspas, e vai ser uma merda.
Vai ser tipo Aquaman, né? O Aquaman que é um filme que eu gosto do primeiro Aquaman, mas é um filme muito grande, né? Ele é, ele é enorme, ele parece realmente um Seu Zanetti debaixo d'água, né?
Exato, exato. Então assim, eu fiquei com muito medo disso e assim, de achar que os caras não entenderam o que era He-Man. E esse filme, para mim, ele é o seguinte: sabe os filmes da Pixar que é para criança, mas que o adulto se conecta? Esse filme, ele não é para criança que o adulto se conecta. Para mim, esse filme, ele é feito para o fã dos anos 80 que só viu o desenho, né? Mas ele se conecta com fã que acompanhou os 40 anos.
Então, porra, tem um monte de easter egg, tem o capacete de astronauta da mãe do He-Man lá numa cena, tem o Aquático atrás lá no easter eggzinho, no mundo lá. Então, tipo assim, ele tem vários elementos. Tem uma hora lá que a mão do He-Man fica vermelho, que é de um dos bonecos, uma versão de um boneco do He-Man que tinha não sei o quê. Então assim, ele conversa com a galera mais hardcore, mas ele é focado no público dos anos 80.
Mas ele pega criança também, né?
Porque ele é um filme bem divertido para criança, eu acho. Marcelo, a gente até fez uma live um dia antes aqui da gravação desse podcast e a gente tava falando sobre o post-track lá nos Estados Unidos, que eles fazem aquelas, tipo, uma pesquisa de opinião na saída do cinema do primeiro final de semana da galera, né? O público que mais recomendaria o filme para outras pessoas são as crianças de 6 a 12 anos, um negócio assim.
Mas sabe quem são as crianças de 6 a 12 anos?
São eles.
Não, são os filhos dos caras. São os nossos filhos, cara. Então, mas olha só, 90, cara, isso é um número absurdo, tá? 92% dessas crianças recomendariam o filme para um amigo assistir no cinema, só. Só que tem um problema: somente 4% das pessoas que estavam nesse cinema eram crianças. Ou seja, um dos fatores que dá pra gente dizer com uma clareza absurda de erro para o filme não ter estourado de bilheteria no marketing, não ter estourado mundialmente de bilheteria na primeira— a gente tá gravando aqui depois da primeira semana, é que não existiu um marketing para atrair a criança, porque se tivesse atraído, ia estourar total.
Eu acho, eu não sei, porque eu acho que lá fora foi muito vendido pra criança e jovens, porque tinha o lance do meme, tem o Nicholas Galitzine, que é, né, o colírio de adolescente e tudo mais, pelos outros papéis que ele fez e tudo mais. Eu acho que onde acertou e tá fazendo o sucesso que tá fazendo, que é aqui no Brasil, foi a hora que os caras ouviram a reclamação da galera, e eu me incluo nisso, porque a gente falou muito que tá faltando galhofa nesse trailer, pô, eu quero, a gente quer o Garcia Jr., a gente quer a voz original do He-Man.
Eu não sei se eles iam chamar, porque o Garcia Jr. até várias, um pouquinho antes do filme acontecer, tava falando mal, né?
Não sei se era estratégia de marketing, né? Porque tudo hoje em dia é marketing, a polêmica gera um marketing.
O Jurandir ainda tá traumatizado com ET lá, que ele acreditou no ET.
O cara descobriu, descobridor cabral dos ETs brasileiros, cara. E era só a luzinha da chácara.
Era a mãe do He-Man saindo para a eterna.
Mas, Marcelo, eu acho que como países têm conexões diferentes com personagens, porque o He-Man, o brasileiro gosta muito do He-Man historicamente, né? Por causa dos desenhos animados, a gente que cresceu nos anos 80 e 90, a gente viu muito, faz parte da nossa infância, é quase que intrínseco a relação sentimental É quase que a mesma sensação de que quando saiu o primeiro filme do Mario e a gente foi ver no cinema e a gente, caraca, parece que eu voltei aos meus 12 anos jogando Mario no Super Nintendo ali, sabe?
E aí você tem a nostalgia. O He-Man, ele tem muito isso e ele tem muito isso pela voz, né? A voz dublada do He-Man. E aí no Brasil o filme ser um sucesso, porque o filme que se ele em um fim de semana ele vende 1 milhão de ingressos, ele é sucesso. Pô, não tem outra coisa.
A bilheteria do mundo, e tipo 25% da bilheteria mundial, tirando os Estados Unidos, é do Brasil.
E se deve muito a campanha de marketing, que foi muito acertada.
Alegria, porque não dá para negociar. Isso aí a gente quer, aí é a Sony. É, a gente tem que agradecer a Sony Brasil. Parabéns pra galera da Sony Brasil, porque, cara, o trailer com a música do "Dare to Dream" vendeu ingresso pra caralho.
Vendeu.
Eu, só eu, tenho dois amigos que são totalmente fora desse universo, totalmente, tá, desse universo nerd, "ai, vai ver filme do Superman", esquece, esquece isso. Galera fora desse rolê. Dois falaram assim: "Eu vou no cinema." Conseguiram.
Não tem a música no filme, tá, gente?
É uma pena.
Não tem.
Mas não tem.
Ah, não, do trem da alegria não, não tem.
Do trem da alegria, mas eu acho que eles sacaram que por ter essa música no trailer, o filme não ia se levar a sério.
Sabe o que eu faria?
O filme ia ser o desenho mesmo, ia ser o desenho.
Mas ó, vou falar, depois de vir aqui pro Brasil, se tiver um 2 e o Travis Knight for diretor, ele vai colocar lá.
Tem que botar, cara.
Eu tenho certeza. Ele veio, ele entrou em palco.
Ou ele vem passando numa festa infantil e tocando a música.
Cara, eu não sei. Ele entrou no palco, ele falou: "Nossa, eu tô com uma música na cabeça, não sei se vocês conhecem." "La, la, la, la, la, la, la, la." Tipo, ele tava muito empolgado.
Caraca, sensacional isso. Isso é sensacional. Eu seria muito louco, porque quando os filmes são dublados aqui no Brasil, é só a faixa da voz, né? Mas seria muito louco se algumas músicas pudessem ser trocadas e aí você colocar pra adaptar pra cada país. Porque a música do trem da alegria Ela transporta a gente. É uma— o pessoal fala que máquina do tempo não existe. Filme, videogame, música, isso tem a capacidade de transportagem. O cheiro transporta a gente para outro lugar.
É o crítico de cozinha lá do Ratatouille.
É que ele vai lá, dá aquela mordida e volta para quando ele era criança. A música do Trem da Alegria, casada com o He-Man, E não dá para dissociar a voz do Garcia Júnior. Eu não assisti a versão dublada do filme.
Porra, você tá brincando?
Não, eu vou assistir depois que acabar o podcast aqui.
Então ignorem tudo que o Jurandir criticar desse filme, porque ele não viu dublado.
Eu praticamente nem crítica eu tenho, mano.
Sabe o que é pior, Marcelo? Eu e o Sikas, a gente assistiu dos dois jeitos, né? A gente assistiu dublado e legendado. E, cara, a voz dos atores originais e tudo mais também é incrível, tá? Inclusive tem uma nuance de piada um pouco diferente, porque, por exemplo, o esqueleto tem uma voz lá, o Jared Leto fizeram, pegaram a voz dele, fizeram uma sintetizada.
Eu gosto do Jared Leto na voz dele.
Não, tá maravilhoso.
É o do Jared Leto desde Clube de Compras Dallas.
É, eles sintetizaram a voz do Jared Leto de um jeito que ela fica perigosa, né? Ela fica grossa e tal. Então ele proferindo aqueles absurdos com uma voz mega grossa e mega séria tem um tom diferente do que é o nosso, o nosso Percy fazendo, que é uma coisa mais zoeira, né? Eu odeio sopinha, meu.
O Percy é um animal. O cara, eu não vi, eu vi duas vezes, eu só vi dublado. Eu não tenho o menor interesse em ver legendado, não me importa. O que ele fez com a dublagem do esqueleto é assim, é uma parada inacreditável. Ele trouxe tons do Bardavid lá, risadinha, tipo a risada dele começa de um jeito e vai Saudoso Isaac Bardavi. E eu vi uma entrevista dele falando que ele se inspirou muito, ele queria trazer o Bardavi para a interpretação dele e tal, e ele conseguiu.
Então assim, sem copiar, sem imitar, na verdade, né?
É que o Bardavi, ele tinha um tom muito— o Bardavi, cara, um dos maiores dubladores da história do Brasil, o dublador do Wolverine, né, falecido já. Ele deixou um legado, e é muito difícil quem é que substitui seus personagens assim, sabe? Para fazer a voz do novo Wolverine, como foi lá no filme lá do Deadpool e Wolverine, né? É um novo ator fazendo. Você vê ali no próprio Esqueleto, né, um novo ator. Mas é aquele negócio, se o Isaac Badavitch tivesse vivo, ele teria feito o Esqueleto, sabe?
Eu acho que não, Juraz, porque na animação do Kevin Smith ele tava vivo ainda e ele fez o Scare Glow, porque era um personagem que tinha uma aparição mais curta, né? Acho que até pelo tempo de—
Sim, porque ele já tava mais doente também.
Enfim, lógico, né?
É interessante o Bardavi porque ele dublou duas interações bem diferentes do esqueleto. Ele dublou o esqueleto do desenho, esqueleto do filme. Eu lembro quando, não, do filme do Garcia Jr.
também, né?
O Garcia Jr. também. Só que o Garcia Jr. ele não teve tanta mudança no tom de voz como o He-Man, nas duas sessões. O Isaac Bardavi não, porque o He-Man, olha, o esqueleto da animação, ele era muito cartunesco, Então ele conseguia se soltar mais. Como o esqueleto do filme dos anos 80 foi o Frank Langella, que tava tentando colocar uma coisa mais shakespeariana no esqueleto dele, ele teve que mudar completamente a entonação do personagem.
A única vez que ele pôde se soltar foi naquela cena pós-créditos do "eu voltarei".
"Eu voltarei." Que ele nunca voltou, filha da puta.
Que ele nunca voltou.
Até hoje, tava esperando.
Mas a entonação era completamente diferente.
Já até morreu o Frank Langella, coitado.
Foi o primeiro filme que eu vi no cinema, esse aí, o He-Man.
Cara, que decepção, hein, mano. Mas eu acho que quando a gente era criança, a gente não achava tão ruim, vai.
Não achei tão ruim, eu também não.
Não achava tão ruim, a gente achava diferente, mas não achava tão ruim. O esqueleto eu achava mega assustador. Mas, cara, era... Nossa, que verdadeiro esse esqueleto.
Tipo assim, a hora que eu vi... Eu não sei se a gente pode falar de spoiler já, mas assim... Já, já, já. Não, mas nem é spoiler. Mas assim, a hora que eu vi, que eu falei: "Puta, esse filme vai ser bom." É a hora que o esqueleto tá rindo e aí ele continua rindo e todo mundo para.
Então, acho que é muito bom.
Tem no trailer isso, tem no trailer isso, é muito bom.
Aliás, a gente viu esse trailer, eu já tinha falado.
Não foi trailer, era uma cena que eles liberaram antes.
Era um clipe que foi liberado.
Não, eu também, cara, foi a mesma coisa. Esse filme, ele se vendeu pra mim em dois momentos, que foi o trailer com o trem da alegria, porque realmente, porque não é só botar o trem da alegria, eles fizeram mesmo uma montagem e repetia e tudo mais. Cara, Sony, parabéns e tal. Mas aí, onde ele me vendeu de verdade, que eu falei: "Caralho, eu preciso assistir isso na primeira semana", foi quando eles soltaram essa cena dele rindo.
E ele rindo: "Ahahaha!" E tipo, a galera assim... E aí ele: "Cês não perceberam que eu tava com a mão aqui pro alto? Cês não perceberam que era pra terminar? Terminei no alto, crescei!" Aí eu falei: "Nossa, já era, ganhei o filme." Esse clipe quebra a ideia do trailer. Exatamente, ele quebra a ideia do trailer.
Eu não tinha visto, então eu fui surpreendido na sala de cinema.
Agora é muito louco porque a gente fala do Jared Leto, que ele só se mete em papéis estranhos e bizarros e tudo mais, mas quem ia fazer o esqueleto era o Tom Hardy. Imagina o Tom Hardy fazendo o esqueleto. O Tom ia ser completamente diferente. Porque pode falar o que for, o Jared Leto, ele entrega. Ele entrega pra caralho. Ele é performático e tudo, né?
Teve as esquisitices, teve. O Travis Knight disse que ele pintava a cara de vermelho pra chegar e tudo. Teve as esquisitices. A maior esquisitice, na verdade, é a ausência total do Jared Leto, total, na campanha de marketing do filme. Cara, a Amazon e a Sony, o cara é pé frio, deixa o cara.
Marcelo, não deu certo, bicho, porque o filme não estourou de bilheteria.
Tudo bem, tudo bem, mas assim, pelo menos ele não vai poder dizer, não vai por causa dele, né?
Cara, o Jared Leto não fez um post no Instagram, cara. É a coisa mais bizarra que eu já vi na minha vida.
É muito estranho mesmo, cara. Acho que é a facada que ele não tirou.
Sabe o que é curioso? É que o Jared Leto, ele fez o Coringa e o Esqueleto live action, e o Mark Hamill fez os dois em animação, né? O Coringa e o Esqueleto lá no...
Verdade. Mas, ó... Nossa, era Netflix. Eu acho que pode ter a ver com o fato... Talvez eles tenham gravado alguma cena que ele tinha rosto e cortaram. E aí ele deve ter ficado—
Eu acho que é isso aí, porque assim, é o filme que eu sei que a galera vai gostar e o pessoal não vai me reconhecer, não vai dar crédito para mim, não vai saber que sou eu.
Porque olha só, o cara tá com CGI na cara o filme inteiro. Aliás, muito bem feito, tá? O CGI do esqueleto é incrível.
Eu achei o CGI do filme— a gente sabe que tem umas esquisitices de CGI, porque enfim, é tudo CGI mesmo, mas Mas é de muito bom gosto, mano. O CGI de muito bom gosto.
Eu acho que até quando o CGI é esquisito fica bacana porque combina com a ideia do filme.
Ele pega uma galhofinha ali, mano.
Mas de qualquer forma, a do esqueleto ela é realmente muito bem feita. Então você não vê a cara dele o filme inteiro. E a voz dele, queira ou não, ela tá com 300 milhões de filtros. Então não dá para você reconhecer ele de jeito nenhum. E aí olha que coincidência fantástica, neste filme Tem um outro ator que é o James Purfoy, que é o pai do He-Man, que por acaso saiu do filme do V de Vingança porque a cara dele não aparecia. Caraca! Ou seja, não é bizarro isso? O James Purfoy era para ser o V do V de Vingança.
Ele não aceitou porque não apareceu.
Algumas cenas, algumas cenas que a gente assiste no filme é o Purfoy. Só que o que que ele fez? Quando falaram para ele, ó, tu não vai tirar a máscara, Ele falou: "Estou com problemas para atuar embaixo dessa máscara." Ele queria criar alguma máscara que a boca, sei lá, alguma coisa assim. Só que isso não tem nada a ver com o quadrinho do Alan Moore. Então os caras falaram: "Bom, por aí foi. Então boa sorte pra você, boa vida." E aí chamaram o Hugo Weirving, que eles já tinham, né, as irmãs Wachowski já tinham esquema com ele.
Chamaram ele pra fazer e ele veio e fez, na minha opinião, graças a Deus, por aí foi, voou fora. Porque o V do Hugo Weirving é histórico, né, galera? Perdoem-me, fãs de Alan Moore, mas o V do filme é muito melhor do que o V do quadrinho.
O filme é legal pra caramba, puta filme legal.
O Alan Moore morreu agora, tava deitado na cama, deitado eternamente, beijando o Ringo.
Pulou, caiu da cama.
O Alan Moore já tá fazendo alguma coisa aí pra TV Orgânica.
Mas quem tava cotado pra fazer o Rei Randall era o O The Flerken, né?
Então, mas aí o que você falou, mas o Juras falou uma coisa, você falou outro dia numa live que faz total sentido, no dia que o Siqueira deu spoiler, né, deu um spoiler do The Flerken, assistindo o filme, é uma coisa assim, ah, eu achei que ele podia ser o pai e tal. E aí o Juras falou uma coisa que eu concordo perfeitamente, se você botasse o Flerken para ser o pai do He-Man, primeiro que você ia ter uma cópia do que já aconteceu no Aquaman, porque ele já foi o pai do Aquaman.
Não foi, o Dolph Lundgren era o pai da Mera.
Ah, é o pai da Mera, é verdade, é o pai da Mera, não era o pai do Aquaman, era o pai da Mera, exato. O pai do Aquaman é o cara da...
É o Will LaFoe.
Não, não, não, é o cara de farol lá, é o cara do farol. Django Fett, é o Django Fett.
Então assim, mas ele já era um rei lá, então já ia ter essa coisa. E a outra é que é o seguinte, podia gerar qualquer tipo mínimo de quem viu o desenho dos anos 80 de pensar, ah, então é uma continuação, coisa do gênero. Eu acho que faz Mas faz sentido mesmo. Eu gosto muito do que fizeram com o Lundgren nesse filme.
Foi muito bom. Foi muito bonito. Mano, toma aqui, vai lá, não vai ser fácil.
Ele dá basicamente a boa mensagem do He-Man. Faz uma passagem bastão.
E ele tá fortão, hein? Tá bem o Dolph Lundgren, né? Tá bem ainda, tá mais velho, mas tá bem.
Tá velho, mas tá forte, porque tá forte também.
Agora uma coisa que a gente tem que falar do filme é que— e aí já já a gente entra nos spoilers da história em si. Aqui é que eu tinha muito receio. Eu sei, eu sempre, eu acho que a Marvel me estragou, me quebrou em relação a CGI. A Marvel, a Disney de uma forma geral, porque eu vejo tantos filmes muito parecidos assim com aquele volume de fundo, né? E aí você fica, ai gente, essas telas aí, a galera atuando com a tela. Antes era o fundo verde, agora atuar com essa tela aí, e a iluminação não fica boa, você destoa o que tá aparecendo de fundo, você sabe que a pessoa não tá lá no lugar, sabe?
Eles ainda não conseguiram resolver essa iluminação porque é uma tela de LED absurdamente grande que a galera não consegue resolver. Eu não sei como é que eles podem melhorar isso no futuro. Eu fiquei satisfeito porque houve um carinho tão grande com cenários, com Eternia de uma forma geral, mas com figurinos, você vê a galera usando as roupas de verdade, E roupas com cara, sabe de quê? Usadas. Não com aquela...
Não é tipo... Não parecia recuada, né?
É tipo o Anéis de Poder, mano.
Anéis de Poder que os caras estão em guerra e a armadura limpa. Nunca viu um arranhão de nada.
Nunca usaram. Saiu da lavanderia, porra, da armadura.
A roupa do Mentor é gasta. É gasta porque é porradeiro mesmo, mano.
E outra coisa, Július, o Mentor diz: "Eu salvei os seus pais, salvei os vizinhos dos seus pais." salvei todo mundo já nesse negócio aqui, por isso que eu sou o mentor do rei.
Eles deram utilidade para aquele negócio que ele tem aqui na armadura, que é uma garrafa de bebê.
Muito bom, cara, muito bom.
Nunca que o cara que criou, que criou esse design dessa armadura. Cara, o mentor muito sério, né? Na animação ele é o único que é mais sério mesmo assim, ele é mais, quer dizer, tirando aquele risco Todas as outras partes, o mentor, ele é meio, ele é carrancudão e tal, né?
Porque o mentor na animação é basicamente a única figura, a gente vê pouco do Rei Randor e da Rainha Varina na animação.
O Rei Randor, ele ficava só: "Ah, meu filho não quer nada com nada, não quer se formar." É, ele só ficava andando pra lá e pra cá, desfilando com aquela capa.
Eu acho que a gente pode entrar nos spoilers aí do filme, então se você não assistiu aí, fica ligado aí que a gente vai entrar nos spoilers de He-Man e de possíveis coisas que podem acontecer no futuro aí. Eu vou dizer que essa história do He-Man estar na Terra, no começo ela, ai gente, será de novo na Terra? Mas foi legal o jeito que construíram, porque é foda, porque começa a vir a câmera se aproximando do começo do filme, aí fala assim, essa aqui é Eternia, mas é a Terra, é igual, mano, igual a Terra, mano, o planeta, né? Nem para fazer um negócio diferente.
Não, não é, não, o continente é diferente, né? O continente é meio redondo assim e tal, mas tô falando quando você olha de longe assim, é basicamente a Terra. É, mas você queria o quê? Bagulho cor-de-rosa?
Tipo, sei lá, o...
Não, mas daí é o da Gina. Aí é Eteria.
É, Eteria. Mas o que eu acho foda é que é o seguinte, pô, o cara tá contando toda a história de Eteria e tal, e tem vários momentos ali que você fala assim, pô, que bagulho bagunçado. Por exemplo, tem uma hora que o rei e a rainha tão fugindo, né, tem toda aquela fuga, e aí os homens do esqueleto cercam os três, né?
Sim.
E aí o rei fala assim, vão embora, esposa e filho e tal. E aí tipo, a galera do esqueleto abre, eles passam, né, eles vão para casa. Aí tu pensa assim, cara, esse filme já começou merda e tal. Mas aí depois você descobre que na verdade ele tá contando isso para uma mulher no restaurante. E tipo assim, ele era criança, então na cabeça dele lembra, é o jeito que ele lembra as coisas. Então na cabeça dele, ele realmente, os caras abriram para eles passarem.
Quando, cara, quando chegou nessa parte que a história tava sendo contada pelo Adam, por uma mulher qualquer uma lá que ele conheceu no Tinder.
Tinder, é.
Numa mesa de restaurante, eu falei: "Cara, esse filme vai me..." Ali, ali eu falei: "Mano, esse filme vai me pegar." Não, e você vê que o Adam passou 15 anos na Terra e ele, tipo, ele sabe ir atrás de...
Ele tem um emprego, pipipi, papapá, mas ele ainda tem dificuldade social, né?
Aí, ó, já é pipipi, papapá.
Ih, ó lá, ele falou mesmo. É verdade, eu nunca tinha percebido. Agora ferrou.
Mas ele tem dificuldades sociais extremas. O amigo dele quer dizer: "Cara, você não pode ficar contando por aí." Mas eu não vou mentir, eu não vou mentir.
Mas até existir uma comprovação, ele era só um maluco mesmo que tava sonhando com... Porque essa construção de história é maneira, porque mais uma vez o esqueleto vai invadir lá... Qual a função do esqueleto?
Conquistar o castelo de Grayskull. É essa.
Ele invade, mata todo mundo, e aí consegue derrotar o Rei Hando e... E no momento de desespero, a feiticeira abre o portal e manda o moleque com a espada de Grayskull para algum lugar. E aí ele foi para Terra. E ele só que eles acabam na Terra, que era o lar da rainha. E aí eles simplesmente acabam se separando, né?
A espada, porque a feiticeira fala: não, não larga sua espada, porque ela é a única maneira de lutar.
O moleque girando, mano, girando, a espada pesada que só a sua Moleque é um graveto. E eu achei muito legal essa ideia de fazer com que o Adam seja realmente um frango, o pequeno Adam seja realmente um frango.
E ele podia ter morrido, né? Porque ele caiu no rio, sorte dele. Ele podia ter caído no chão, acabou o filme. Sobe as letrinhas. Tadadadada. Now the world don't move to the beat of this one drum.
O Adam apanha de todo mundo, leva bullying. Cara, a menina lá, a Diane, ela empurrava o Adam como se fosse nada. Attila fazia o Ada de Gato e Sapato.
Não, e ele era pequenininho, ele era, ele não queria brincar, tipo, ele era meio o Shun, né, de Andrômeda, uma parada sem o irmão para proteger, né, sem o Ikki. É isso. E aí quando ele vem para cá, é, pois é, né. E quando ele vem para cá, eu também, quando eu vi no trailer, eu falei, meu Deus, não é possível que os caras vão fazer a maior crítica, tipo, todo mundo que era fã e assistiu o filme O maior trauma era ver o He-Man na Terra de novo.
Lá faz 50 minutos de Terra, vamos lá.
Assim, foi, sei lá, 10, 15 minutos de Terra.
Não, foi rapidinho de Terra.
Mas eu acho, pensando agora, né, depois que o filme conclui, cara, foi muito interessante eles realmente fazerem isso, porque eles criam uma conexão com a gente. Tipo assim, o He-Man, ele é terráqueo, né, de alguma forma assim. Ele viveu na Terra, ele trabalhou, ele foi CLT, porra.
Ele é corpo. Ativo, cara, remediando conflito.
As piadas de RH, é por isso que ela é palestrinha, cara, é porque ela é do RH.
E aí, a chefe dele lá, que ela é boa, esquisitona, ela tem medo de ser cancelada, né? Cara, porra, mano, esse é o tipo— desculpa, eu sei, é que nem de novo repetindo o que a gente falou lá no Amor e Trovão. As pessoas odeiam, cara, é o tipo de humor que eu amo, que é muito, pra mim é muito engraçado. Uma pessoa que ela não consegue falar duas frases direito porque ela tem, ela quer ser, ela quer ser humana, ela quer ser humanizado, e ela quer, ela quer assim, né, falando no português perfeito, ela quer fuder ele, mas ela não pode, ela não pode sair do personagem boazinha, coach, que ela é.
Então É um roteiro para escancarar a hipocrisia, que as pessoas se comportarem desse jeito e serem muito escrotas nos bastidores, né? A galera não muda nada, elas só são, elas só se comportam assim porque são obrigadas, você sabe-se lá por quem, pela própria empresa, pela sociedade que impõe que todo mundo se comporte de uma forma atualizada e padronizada, sem muito bem entender por que que tá falando daquele jeito, né?
Ela é tipo a Miranda.
Coisinha. Tipo, se a galera que achou isso bobo, tipo, não entendeu, desculpa, assiste de novo, você não entendeu o filme. É exatamente o que o Jurassi tá falando, é uma crítica a esse mundo corporativo, esse coaching, esse: "Ah, olha só, a empresa amiga que ama vocês e vista a camisa e não sei o quê." Tipo, eu achei super interessante.
A plaquinha dele, Adam, e aí ele, dele, né?
Ele, dele.
Então é tipo, faz isso, e aí o cara não pode procurar espada, o cara não pode procurar espada lá.
Olha, essa sua fixação com espadas e não sei o quê, toda hora você tá olhando espada.
É muito bom de duplo sentido. Olha, tem umas vezes que o esqueleto fala: olha esse, esse rimém, esse bárbaro cochudo, esse bárbaro com essas pernas torneadas, esse abdômen de tanquinho.
Tem uma hora que ele fala assim: 'Essa espada gigantesca no meio dessas coxas, não sei o quê.' Gloriosas, gloriosas, gloriosas coxas.
Mas então, o Badarvi na época, ele falava, né, 'Sua montanha de músculos.' Ele sempre exaltava os músculos do He-Man, né? E acho que eles trouxeram o quê? Tipo mais, eu não vou dizer sensual tal, mas assim, o jeito que o esqueleto fala é lascivo até, né, se você for ver.
Então o He-Man sempre teve uma broafetividade assim, sabe, porque o He-Man ele foi um desenho por muito tempo feito para agradar os meninos, né.
Não, muito não, ele foi feito para ganhar os meninos a vida toda, né, só agora que no último aí que mudou, né.
Isso foi mudado por causa da do protagonismo que deram para a Tila em algum desses desenhos animados e tudo. E você sabe que a Tila é uma personagem importante no desenho, ela é uma coadjuvante ali, ela aparece, ela tem participação e tudo.
Mas você sabe, eu acho, cara, assim, como eu falei, era beleza, podia ser um desenho para menina e tal e não sei o quê, mas meu, naquela época todo mundo assistia. E tipo, nas sessões, nas sessões que eu fui, tinha muita mulher para não— e não é que porque foi com namorado, porra nenhuma, tinha um monte de mulher. Eu acho que E as meninas, elas tinham, na nossa época, elas tinham vergonha de dizer que assistiam ou gostavam de He-Man, porque era um desenho para menino, né?
Então eu acho que é um pouco libertador até isso, né? Tipo, pô, não, vem assistir o filme, cara, pode ver, é a nossa infância. No fim era todo mundo criança, não era menino e menina, né? A gente era tudo criança.
O Príncipe Adam usava camiseta rosa, né, mano? É, e tinha uma homoafetividade também, né, no personagem. Ele disse que tem linha bronzeada.
Tu já viu aquele filme do Stallone? Cara, esse filme aí é clássico demais, do Schwarzenegger. Não, não, o do Schwarzenegger que... Não, não, não, aquele do Schwarzenegger que é da vida dele mesmo, que ele tá fazendo... Como é que chama?
Pump Iron.
Pump Iron. Vocês já assistiram Pump Iron? Que é o filme que ele vai ganhar o... Meu amigo, parece que tu tá vendo Eternia, porque é um bando de macho tudo fortão que eles andam assim, um falando com o outro.
No molde que o Marcelo falou lá, do molde dos molecos, né?
E aí, como é tipo final de setembro, outubro e tal, os cara tão usando aquelas camisetinha curtinha que vem até aqui só assim.
Os crop.
E aí tipo os cara conversa, meu, com aqueles músculos tudo estalado assim, os cara não sei o quê. Parece que tu tá vendo Eternia ali tranquilamente, tá ligado? E assim, o clima do desenho do He-Man é muito esse. E aí quando tu vai assistir o filme, ele assim, obviamente que com muito menos assertividade, com muito menos impacto, até porque acho que a ideia do filme não era essa. Mas, cara, tem muita mensagem anti-machismo ali enfiada no meio, tipo assim, porque tem os caras falando umas coisas bem idiotas e a Tila, tipo assim, é, não, o próprio mentor, né, o mentor no começo do filme tem aquelas luta fodástica, ele com mandíbula ali, maneiro demais, aquela frase de efeito de, sabe o que significa, um exército grande mais alto, mais alto, é o machão.
É isso, ele é o machão, tipo assim, vocês estão aqui, vivo, eu salvei vocês, eu vou cuidar de vocês, pode deixar que eu resolvo, não sei o quê. Porra, puta exército de merda, né? Chegou uma armada gigante, não tinha um plano de qual que era o plano, o mentor matar todo mundo, caralho. Mas enfim, então ele tinha essa autoconfiança que ele fala lá na aula e tudo mais, né, aquela parada até aproveitando o bigode dele, até meio viltrumita assim, né?
Não, pode deixar que eu aqui, o mais forte, não sei o que lá. E aí quando ele perde, eu entendo que ele se quebra. Eu entendo que essa parada do arquétipo do fracassado, ela tá um pouco já escutando e tal, manjada, né? Desde o Luke Skywalker fracassado. Mas o legal nesse filme é que você vê o fracasso. O foda é tipo assim, no caso do Luke Skywalker lá, nem quero falar muito, mas assim, é que Star Wars e He-Man tem muito a ver, né?
Tipo, He-Man na verdade ele só existe por causa que o George Lucas virou e falou: vamos fazer bonecos menores porque as crianças vão querer ter as naves, né? Porque os bonecos naquela época era tudo tipo 30cm e tudo mais, né? Bonecão. E aí quando o— tanto que o George Lucas oferece, não sei se vocês sabem, mas o George Lucas oferece para Mattel a licença. Mattel não pega, e aí vai para Kenner, que era uma empresa pequena de brinquedos e E aí a Mattel faz, explode, e a Mattel fala, pô, então a gente precisa de boneco pequeno também.
E a Hasbro fala, vamos pegar os G.I.
Joe que são grandão aqui, que era os Falcon aqui no Brasil, vamos transformar eles em bonequinho também. Então quando a Mattel pega e faz, puxa isso de Star Wars e tal, né, mas assim, o Luke a gente não vê, ele começa o filme, ele já tá fracassado, e aí você vai Né, esse não, tipo, o mentor, ele era um fodão que perde, e tipo, ele perde, o castelo é destruído, o reino é devastado, todo mundo morre, o rei é capturado e tal. Tipo assim, o cara cagou no pau forte, e aí ele vira um derrotado lá e tudo mais, né.
Você tem 3 estereótipos, você tem 3 tipos de masculinidade no filme. Você tem a masculinidade do Adam, que é a masculinidade temperada, com entre aspas, politicamente correto. Você tem uma masculinidade que é temperada não só com politicamente correto, mas com um excesso de verdade. O Adam é muito transparente, ele é meio atrapalhado, ele tem uma masculinidade que é temperada por um excesso de sinceridade.
É, ele tem essa covardia, né? Tipo, o Adam era um covarde, né, no desenho.
O Adam é isso, exatamente. É o alter ego dele.
Exato.
Maravilhoso.
Você tem o mentor, que é o estereótipo claro da masculinidade forte, que é destruída pelo fracasso, que ele não consegue, ainda tentando catar os próprios pedaços. E você tem o Esqueleto, cara. O Esqueleto, a forma como ele trata a Maligna mostra muito bem o tipo de masculinidade que ele é.
Tem um negócio que fica meio escondidinho ali, assim, em algum momento ele é escancarado, mas ele fica mais escondido, que aparentemente o mentor, ele queria ter um filho homem, né?
Ele fala: "Você é o homem que eu queria ser." É.
"O homem que eu queria ser." Ele não é filho, não.
É, e aí ela fala assim: "Ela é o homem que eu queria ser." Eu gosto porque ela...
Toda vez que alguém fala uma coisa idiota dessa, o próprio Adam chega lá e fala assim: "Nossa, como você tá grande." Aí ela: "Não, não, é que você envelheceu." Aí ela: "É." Mas é legal, é muito louco, cara, porque a Maligna tem esse papel também e tem várias horas no filme que é ela—
As mulheres elas estão ali com personalidade e com consciência do seu poder de mulher. Então quando o esqueleto fala aquelas abobrinhas lá, maligna vira o olho assim que não é uma tapada que tá do lado dele tipo.
Não, mas mesmo assim tem uma coisa na Maligna que é o fato de que o Esqueleto maltrata ela o tempo todo.
Sim, sim, sim!
É uma relação joker e Arlequina né? É muito parecido assim.
Elas são todas Tóxica? Eu acho que não é assim, eu entendo as comparações, mas eu acho que ela tem mais consciência do problema daquela relação do que a Alexina.
Eu acho que ela...
E é uma coisa que veio da animação do Kevin Smith, ela já tratava isso também.
Então eu acho que isso, exato, até falei para as meninas, as ticas meninas aqui e tal, e elas assistiram, elas não viram a animação clássica, né, mas elas assistiram essa animação do Kevin Smith, né, e aí eu falei, cara, os caras conseguiram encaixar, olha Olha que fantástico, conseguiram encaixar uma referência da animação da Netflix, que essa coisa da Tila com a Maligna, e aquele tipo, aquela cena ali no final que a Maligna chega para ti e fala assim: que tal se a gente deixar esses cara tretando aí e a gente sair fora?
Isso é muito dessa animação lá, que elas acabam tendo um tipo de ligação, que elas se enxergam de alguma forma, né? É, só que aí a Tila fala: não, pera aí, você saiu matando todo mundo aqui, nós vamos sair na mão, né? Que porra é essa?
Essa.
Mas, mas esse tem esse momento, porque a Maligna, meu, ela tá ligada com aquilo ali, não é bom para ela, mas aparentemente ela, ela tem, parece assim, você sente o filme todo que ela tem uma, ela tem um objetivo que a gente não sabe claramente qual é, entendeu? Tipo assim, quando o esqueleto chegar lá, ela vai conseguir alguma coisa, sabe? Você não entende muito bem, mas o tempo todo ela passa essa sensação, né, de que ela tá no lore.
A Maligna, ela era tipo uma sem-teto, tipo assim, Ela era uma criança de rua, assim, que o esqueleto, tipo, adota, entre aspas, né? Assim, muitas aspas, né? Mas o esqueleto que dá uma carreira, digamos assim. Dá um objetivo pra ela, dá um objetivo pra ela. Então ela também carrega uma espécie de gratidão. Mas o que eu achei interessante do jeito que eles abordaram, tipo assim, a minha filha tem 11 anos, tava do meu lado, ela percebeu, tipo assim, ela virou e falou pra mim: a Maligna vai..." vai passar a perna no Esqueleto.
Tipo, esperando isso, ela conseguiu perceber que tipo a Maligna não tava no mesmo, no mesmo, não tava mais suportando aquilo, né, aquelas violências dele, tudo, né.
E olha, o Esqueleto, ele ficou no comando de Eternia por 15 anos, foram 15 anos que Eternia foi para o ralo, uma coisa assim meio Rei Leão, né.
Mas é legal, sabe o que eu achei foda para caralho? Ele não queria o palácio, ele não queria porra nenhuma, ele só queria tipo destruir E ele foi para o— ele voltou para a Torre da Sentença. Ele não virou o rei de Eterno, ele queria ficar ali, mano.
Ele ia ficar lá naquela caveira ali, cara.
O próprio palácio que o Adam já tinha o palácio dele, cara.
O negócio esqueleto, ele queria o poder. E como a espada— o poder está na espada, e aí muda totalmente a história, né?
E aí, na verdade, o que ele quer, ele só quer ser mau. Exato, ele tipo assim, quando quebra a espada, você repara que quando ele quebra a espada ele não fica: meu Deus, e agora? Que tipo assim, qualquer vilão, qualquer vilão que tá atrás de alguma coisa e essa coisa não funciona ou quebra, coisa do gênero, ficaria desesperado quando a espada quebra na mão. Não, quando não funciona, que é fantástico também, que ele fica com os poderes de Grayskull e a porra da espada não funciona, e ele fica aí, todos os vilão, os capangas.
Mas ele não ficou triste porque já que a espada não funcionou para ele, não Não vai funcionar mais para mais ninguém porque tu quebrou.
Porque a parada dele, e ele deixa isso muito claro depois, é assim: eu sou vilão e eu adoro isso.
Ele diz, né, cara?
Eu adoro isso.
Para mim é um alívio, cara, quando a gente tá num mundo aí de Venom, de Malévola, Cruella, Joker, tipo assim, o cara é vilão, velho, o cara é mau porque sim. E beleza, tipo assim, ele é o Sauron, Tipo, mas olha só que louco, ele não é o— eles não retrataram o Sauron, é tipo igual no Senhor dos Anéis, né, aquele vilão austero e cruel. Ele é cruel, ele é mau, né, tipo assim, mas ele é muito único, cara. E eu acho que isso, se esse filme pudesse, eu pudesse escolher assim um legado para esse filme deixar, seria o trazer o esqueleto pro rol dos grandes vilões da cultura pop, que talvez em algum momento ele se perdeu.
Porque assim, visualmente ele é fantástico, né? Ele é, pô, ele é um cara musculoso, de caveira, ele tem um cajado que tem um bode, ele tem capa, ele é roxo, azul do mal, né?
Que você pensar que ele é um brinquedo é foda, né?
Só que ao mesmo tempo ele é bem humor, ele é engraçado, ele é meio bobo da corte assim, né? Ele tem um negócio idiota, ele é idiota, exatamente. Mas ele é muito mal, ele é, ele é ruim. Tem até uma cena que ele é muito Star Wars assim, que ele chega, aí a nave dos mocinhos foge e a capa dele fica voando. Parece que ele tá em Hoth lá, que a Millennium Falcon foge. Tipo assim, ele tem um quê de Darth Vader também. Ele anda devagar, ele não— a espada cai do lado dele, ele espera, ele espera o Adam conversar. Com o pai morrendo.
Deu uma agonia no filme, tá? Várias lutas, toda vez que o He-Man levava uma porrada, a espada caía longe, ninguém pegava a espada.
O que a porra do He-Man solta aquela espada não é brincadeira, né, mano? O cara não— caralho, que mão de alface da porra esse He-Man, mano.
Mas é legal isso, tipo assim, porque você fica: caralho, a espada tá ali, vai lá e pega. Ele não tá com pressa, tipo assim. Ele, quando o Adam é criança, ele vem andando com a Maligna e com a galera e fala: 'Esta espada é minha, rapaz.' Tipo assim, seja um bom menino. Aí a mãe entra na frente, ele mata a mãe.
Eu fico pensando, eu fico pensando, aquela gente que quer realidade, pé no chão, cinza, quero cinza, nada de preto e branco, tem que ser cinza.
Eu sou vilão, cara.
O cara deve ter entrado, o cara entra desespero quando vê uma coisa dessa, porque ele fala: meu Deus, como é que pode? E fica aí, começa a tentar falar que é furo de roteiro os momentos em que o menino passou pelo meio do exército com a espada. Caralho, é essa a ideia?
Tipo assim, eu vou dizer, Rogério, que eu gostei muito quando ele tá carregando a espada depois que ele sai lá daquela loja de quadrinhos lá de action figures, de coisa.
Porra, mano, 3 horas para tirar a porra da espada, pendurado.
Ele pendurado, a espada no meio das pernas dele, ele de quatro ali, mano. E ele fazendo assim aí na câmera, e ele perguntando para as pessoas da loja: você tá com a minha espada?
Eu vou dizer aqui, mais de um daqueles caras ali tava querendo dar para o árvore.
Não, tinha um cara que falou assim, ó, aliás, não tá na dublagem esse, o Marcelo. O cara fala no original e fala assim: eu tenho o cajado do Gandalf em casa. Na dublagem ele Ela tem o cajado do Mago, mas ele fala assim, ó, em casa tem um cajado do Gandalf. Tipo assim, ele queria levar lá para casa.
E a mocinha da loja, você tá solteiro?
Mas ele saindo, muito bom, porque ele pula em cima do carro e ele não sabe fazer aquele movimento do que esses heróis fazem, né, que é deslizar no capô do carro, né.
Esse bicho, mano, ele é muito, ele é muito pamonha, cara. Isso é muito perdido, né.
Ele tem um carrinho amarelo amarelo, tipo piquê, sabe assim, cara? E aí eles param ali no trânsito e vem, vem o Homem-Fera. Irado o CGI do Homem-Fera, achei muito bom, muito legal.
CGI de dia é difícil de fazer, mano, difícil de fazer, e ficou muito bom. E eu vou dizer, quando a Tila aparece, foda! Camila Mendes, linda, linda, linda, absurdamente linda, e personagem fortíssima, cara.
Eu reclamei que ela tava com aquele cabelo lambido nos trailers e tudo mais, e ela fica com ele no filme inteiro. Mas eu achei muito legal que quando ela aparece, ela tá com a tiarinha, o cabelo preso.
Ela tá com a tiarinha, aí a gente começa a amarrar.
Irmão, quem luta, quem luta e tem cabelo grande, tem que amarrar, mano. Fazer o quê?
Mas é maneiro, entendeu? Funciona. E o que eu achei legal do Homem-Fera é que quando ele aparece, ele parece ser um cara meio carniceirão, né? Uma fera bestial e tal. Normal. Só que quando ele vai lá para o Esqueleto, ele é tipo um pet.
É, o cara vai, desculpa, mais baixo, mais baixo, mais baixo.
A galera do Esqueleto, eles não são muito inteligentes, né? Porque o Mandíbula, o Mandíbula é um personagem, eu achei iradíssimo o Mandíbula, tá? O personagem, esse cara, o design do Mandíbula é foda, sempre foi, sempre foi. E ele é muito, ele se acha muito É isso, ele acha que vai vencer a todo momento, né?
Mas é que ele derrotou o mentor, né?
Sim, meio na roubalheira, né?
Mas derrotei. É igual Shadow of Mordor, quando um capitão do time vence, ele sobe o nível, né? Ele vira o chefão dos chefões ali, né?
Mas com certeza rolou alguma coisa, porque tanto que quando ele aparece depois, ele tem uma tropa inteira para ele ali. Verdade, verdade. Ele tem uma nave e uma tropa, né? Ele devia ser ali mais alto do que o resto.
É, ele que lutou com o Rimmel, subiu, eu acho que ele subiu, né?
É ele, não é?
Marcelo, até mesmo, cara, porque eu esqueci o nome daquele capanga do esqueleto no filme de 80. O Cargue, aquele cabelão meio, meio, aquele lambe o gancho.
Esse cara tá aí, né? Ele tá no filme, ele tá aí no filme.
Tem um de 87 também que é o Pig Boy, que ele vai acordar o esqueleto. E aí, é verdade, é verdade, o esqueleto fala: é, vou transformar você em salsicha igual fiz com a sua mãe.
Mano, que filha da puta, cara! Não derruba, não derruba o cajado, senão te transforma em salsicha que nem eu fiz na sua foto.
E a Kristen Wiig fazendo o robôto, pô, fantástico também, cara.
Esse foi um outro que eu reclamei muito nos trailers lá, porque o design é muito diferente, perto das outras coisas que eles trouxeram que são muito fiéis. O robôto, primeiro que era o robôto, mas virou robô, mas tudo bem, um robô, foda-se. O ponto é que era o design tava muito tipo grandalhão, não sei o quê, mas o jeito que eles trouxeram, tipo, os caras transformaram meio K-2SO de Rogue One, né? Ele transforma um robô assassino num robô meio de serviço, né, doméstico.
E aí no final ela fica com o peitoral transparente, eu falei, ah, não vou criticar nunca mais.
Não, e é uma coisa original, né, do robô, não, e remete, acaba acaba remetendo, tipo, é, Perdidos, como é que é, Perdidos no Espaço, que tinha aquele robô que era mais ou menos desse jeito. Tinha o próprio, o próprio Jetson, a Rose, que é também, eu acho que tinha que ser uma robô maior mesmo, a robô do carro, né, igual, né. Eu acho que tinha que ser mesmo uma robô maior assim para não, por exemplo, para não ficar do tamanho do próprio Lockjaw lá, sabe, do Mandíbula.
Ser uma coisa, um robô de batalha de verdade, né? Ser uma coisa. Eu acho que combinou muito. E a personalidade é excelente. A personalidade da nave da Tila é fantástica. Não, pena que acaba rápido, porque tipo, entra na velocidade da luz, meio, como é que ela fala?
Dobra o espaço e as coisas vão ficar esquisitas.
Aí deixando as coisas meio esquisitas. Olha que coisa foda!
Mas é legal, tipo assim, eu confesso que eu vi pouquíssimas pessoas reclamando disso e tal. E porque eu acho que é isso, você precisa entender o filme, a proposta do filme. Ah, porra, como que deixam aquele robô de guerra na cela, mano? Como que eles deixam o gato guerreiro na cela? Eles ficaram alimentando o gato guerreiro 15 anos.
O rei e a rainha com a mesma roupa, tipo assim, tá junto todo mundo. O Fisto Ariete, todo mundo daquela sala.
É um filme de desenho que foi feito para vender boneco, tipo assim, galera. E é isso que o filme quer entregar. Olha que gostoso você ter um filme que o cara não— a galera não teve vergonha. Quando digo a galera, digo o diretor, os atores e principalmente os executivos, porque às vezes os executivos que falam, não, gente, tá muito avacalhação com meu produto, com a IP, né, a entidade, a propriedade intelectual e tal. Então, pô, como vamos depreciar nossa IP dessa maneira e não sei o que lá, cara? Não tem essa. Os caras entenderam e fizeram muito bem assim.
Marcelo, eles colocaram o esqueleto usando uma roupinha de RH, cara, com gravatinha de osso.
É, e mas isso foi no momento de, de um poder do esqueleto, né?
Ele, o esqueleto tinha um poder de magia ali que fez com que ele voltasse ao normal. Essa cena só não é perfeita, só não é perfeita porque a hora que ele tá no restaurante ele tinha que aparecer de vestido.
Eu também acho isso aí, né?
Ele não teve coragem.
Isso aí ia ser a enfermeira do Heath Ledger, ia ser a enfermeira do Heath Ledger.
Isso aí, isso aí eu acho que assim, esse aí foi o limite que deram para o Travis Knight.
Aí, esse aí passou sensacional.
Eu acho, eu acho, cara, eu acredito na minha cabeça, assistindo o filme por duas vezes, eu acredito de verdade que eles filmaram esse momento, mas tiraram. Porque assim, alguém falou assim, não, pera aí, aí tu botou o Cleiton vestido de mulher, permitia fazer isso?
Eu acho que ele permitia, mas eu acho que eu deixava de fazer a campanha por isso.
Tá louco, para comparar ele com Heath Ledger, finalmente, né, o Coringa, com esse O esqueleto é o Pernalonga, cara.
É lógico que ele ia estar de vestido ali, foda-se.
Cara, o cara tá de roupa de academia, daqui a pouco ele tá com a roupa corporativa lá e o pior, ele dá uma porrada no cara.
Segurando uma xícara assim, né?
Segurando uma xícara.
Com a roupinha.
Ele olha e fala: "Que porra é essa aqui? Que merda é essa aqui?
Onde é que a gente tá aqui?" "O que é isso aqui?
É um recurso humano?" "Isso aqui é o RH." Mas é muito louco porque É, quando o filme ele começa a desenrolar, quando a gente vai finalmente ver a transformação do Adam no He-Man, no grande guerreiro lá, é muito foda porque ele pega a espada e ele: eu não sei o que falar. Aí a feiticeira na mente dele repita as palavras, né? É, pelos poderes de Grayskull. Aí esse bicho vem um raio. E aí eu entendi a cena do trailer porque eu não entendi porque que ele estava embaixo que eles estavam escondidos, né?
Estavam presos, né? É a prisão ali, tudo. E aí, de repente, vem uns raios, e aí ele fala: eu tenho— ele fica pelado. Eu nunca tinha pensado nisso, dele ficar pelado, né?
Aí foi um negócio que foi referência a duas coisas, que uma coisa referência a outra, na verdade. É, a gente viu a transformação acontecendo mais como na animação do Kevin Smith e no Star Wars: A Lua do Futuro, né?
Que é quando o Viagem no Tempo, o Schwarzenegger aparece pelado lá no Juras?
A referência é outra, bicho.
Não, eu sei.
É Sailor Moon, cara. Aquilo é Sailor Moon pra caralho.
É Cavaleiros do Zodíaco, né? Tipo Sailor Moon.
Tanto que a segunda transformação, a segunda transformação dele é mais— não, não, a segunda mostra aquela quando ele recupera a espada e ele se transforma de novo.
Não, mas não mostra ele crescendo os músculos demais.
Não, não mostra. Então não mostra ele crescendo os músculos, mas 3, ela é mais parecida. Essa segunda, ela é mais parecida com a animação clássica que a gente conhece. A segunda transformação, porque aí tem o castelo de Grayskull no fundo assim, meio numa coisa meio sombria assim, tal. Ela é mais parecida com o que a gente conhece na animação do que a primeira.
No original, sim, ele fica mais grosso, fica mais grosso, mas só durante esse período.
Depois ele meio que volta para trás.
O dublado muda, o dublado dá uma mudada.
Uma parada do Garcia Jr. é que quando ele foi, a gente falou, né, que teve uma certa confusão lá na hora, se iam chamar, não ia. Na minha cabeça, na minha opinião, a gente nunca vai saber direito, eu acho, mas na minha cabeça eles não iam colocar ele porque achavam que talvez não combinasse a voz, porque o ator é muito jovem.
Falou em vídeo antes de ter o anúncio oficial e tudo, de chamarem ele, que ele falou que não seria muito inteligente do estúdio "Se o estúdio de dublagem for inteligente e saber o público que esse filme vai atingir, eles vão me chamar para fazer um personagem." E que um dublador consegue fazer vários tons, consegue rejuvenescer.
Mas eu acho que quando ele dublou, por exemplo, o primeiro trailer, aquele primeiro que saiu rapidão dublado, né? Tipo assim, assim que anunciaram ele, saiu o dublado. Eu acho que ele não teve tempo de preparar a voz do jeito que precisava. Eu particularmente não gosto da dublagem do trailer porque eu achei que ele tava tentando fazer uma coisa mais jovem, sabe? Aí não combinava, ficava uma coisa forçada. Agora, quando ele foi fazer o filme, que aí ele teve tempo, teve, aí eu acho que combinou muito.
E eu pensei o seguinte, cara, quando ele fizer o He-Man, ele vai tacar aquele vozeirão da animação e não vai combinar porque o Galitzine continua sendo um cara de moleque Apesar de tá pelado, ele tá forte, parece ele se comporta como Adam ainda, né?
Ele não se comporta como He-Man.
E aí eu acho que o Garcia, ele faz: "Não, eu sou a força." Mas quando ele vem como He-Man: "Eu tenho a força." Mas quando ele vem como He-Man, ele não vem mais clássico da história, cara. O cara simplesmente, eu acho que quando ele chega para continuar o personagem de He-Man, ele não mantém aquele "urururu", que eu achei que talvez combinasse.
O próprio Adam, ele não tenta fazer essa personagem personalidade diferente. Ele tem essa ideia de fazer essa personalidade diferente depois. E é interessante isso, porque eu tenho—
aliás, ele não é isso nem o filme todo, né?
Só no final.
Se algum dia eu encontrar o Travis Knight, eu vou perguntar para ele se ele viu aqueles episódios da Sociedade da Virtude do He-Man, porque eu vi algumas ideias vindo dali, sabe?
É porque a piada, ela existe, a piada universal, ela não é piada, foi criada pelo Sociedade da Virtude, entendeu?
Não sei, mas a piada Foi bem explorado pela Sociedade da Virtude, mas de uma forma muito parecida. É o fato de que tá todo mundo ao redor do Adam fingindo que não sabe que ele é o He-Man.
É, mas no desenho, no desenho, eles— abertura do desenho era essa: a única pessoa, as únicas pessoas que sabem identidade de He-Man é o mentor, a Feiticeira e o Pacato, né? Só, tipo, nem a Tila sabia, né, no desenho. Eles deixam isso claro. Claro, mas enfim, no filme eles trouxeram essa abordagem. E para mim, uma das melhores ideias do filme é que o nome dos personagens eram os nomes que o Adam dava quando ele era criança, cara. Isso é foda demais!
É isso, essa é a melhor ideia aqui, cara. Porque, cara, assim, os cara para fazer brinquedo, o cara vai chamar Fisto por quê? Porque ele dá soco.
Fisto, porque tem um fisto grande. Em português não funcionou muito bem, mas não tinha muito jeito, né?
Não tinha, não tinha o que fazer. O fato de eu vou meter a porrada.
Então, mas a parada que a galera, muita gente conhece o first, né, FF. Eu acho que aqui no Brasil, vou meter a mão, vou meter a mão.
Eu acho que ele fala para ele, te mete a cabeça.
Aí você tem o Ariete, porra, por que que um cara ia chamar Ariete? Não faz sentido. Brinquedo, faz sentido o cara chamar Ariete. Mas pô, sério que para um filme o cara chama Ariete? Então quando ele vai falando os nomes, aí, e quem sou eu? Você é o Ariete. Aí o cara, que você é maluco? Tipo assim, como você tá me chamando de Ariete? E você nem sabe o nome dele porque nem o filme nem se preocupa em falar o nome do cara.
Não precisa, né, mano?
Não precisa. A ideia é essa.
O Mossman, né, que é o Homem-Musgo, É tipo assim, eles fazem até uma piada, tipo, chama o cara e a Maligna fala: "Ah, é o Homem-Musgo, é isso." Ah, esse aí é o Homem-Musgo, nem sabe o nome do cara. E é engraçado porque ele historicamente morre, e nos quadrinhos ele morre, é meio que uma piada ele morrer logo, né? Tipo, ele morre no Kevin Smith.
Ele é o Kenny, ele é o Kenny do Bob Esponja.
E aí, pô, no filme eles transformam ele em esterco.
É esterco, olha a Maligna.
Cara, o Mecanec, eu sempre achei o Mecanec a coisa mais inútil do mundo.
E todo mundo acha o Mecanec chato para caralho.
Coitado do Mecanec, aquela cabeça lá de mola, caralho, que vai atrás dos outros e tudo.
Viva o Alan!
Seja estranhaço. Mas quando eu vejo, é porque acho que eu não lembro muito bem do desenho original, se quando o Adam se transforma no He-Man He-Man, ele fica com a personalidade do He-Man ou fica com a personalidade do Adam?
Não, ele fica He-Man.
Então essa é a mudança do filme, né? O filme ele se transforma, ele fica forte e ele luta e tudo mais, mas ele, a cabeça dele ainda é de Adam, né?
Então, mas eu acho que assim, o lance é que isso pode ser trabalhado, mas não é que o He-Man era uma outra pessoa, é que o He-Man era o Adam consciente, né? É, ele era tipo, é como era a primeira vez, é isso. Mas como assim, no começo o Peter Parker também atropela e tudo mais, né? Então eu acho que isso vem com a experiência, tipo, a hora que ele virar o, diferente dos Zack Snyder que fazia o Clark, o Superman idênticos, né, era a mesma atuação, eu acho que eles vai, tende a melhorar com essa, porque é natural, né?
É, eu acho de verdade, de verdade, eu acho que o Adam é aquela coisa que o Tarantino falou do Clark Kent, sacolé. O Adam, ele não é medroso, né? Não, não nesse filme, tá, cara? Ele é o He-Man, só que ele esconde de todo mundo. E convenhamos, cara, é a única coisa que muda nele é que ele fica corajoso e ele fica bronzeado, e as pessoas não reconhecem.
É isso, é uma loucura do caralho. Deixa eu fazer uma Pergunta para você, eu sei que muita gente reclamou do fato do Nicholas não ser extremamente forte, tipo ele não ser gigante, ele não ser o Schwarzenegger na época do Conan, que é o He-Man, ele é desse jeito, né, em todo, em tudo que a gente vê dele, de desenhos animados, brinquedos e tudo mais, ele é desse jeito. Tu acha que o fato de ele não ser tão forte deixa o filme mais pé no chão assim, mais plausível?
Do que simplesmente ele ser um cara monstruoso e basicamente outro ator fazendo?
Me incomoda um pouco. Tanto é que, tipo, a gente na Iron, a Mattel, todas, a Hot Toys, todas as empresas de colecionáveis e brinquedos fizeram ele muito maior do que você vê ele no filme, né? Mas eu acho que no filme eles fizeram bem assim, eles Eles não expuseram ele tanto perto de outros personagens muito grandes. Tanto que tem uma hora que ele tá com o cara do Montanha lá do Game of Thrones, que é o diabão vermelho lá, o Goatman.
O Homem-Bode.
Ele cruza o braço assim. Lógico, ele é mais baixo, porque o He-Man não era o mais alto de todos, ele era forte, né? Então eu acho que no filme, no trailer me incomodou muito ele ser meio pequeno e tal. E tal. Mas no filme, eles, eu tenho certeza que eles usaram CGI. Aquela hora do abdômen, né, tem, tem uma câmera próxima muito dele, né, a câmera fica muito perto dele, fica tipo, né, fecha ele aqui, porra, e até eu aqui, ó, sabe assim.
Então tipo, não só isso, eles fizeram uma coisa que eu achei interessante, que é o seguinte: toda vez que ele aparece como Adam, ele aparece todo, todo vestido de, com a camisa, você não vê nada. Você não vê como Adam é ele é forte. Ele vai para academia e tenta começar a malhar e dá essa noção de que ele não consegue levantar aquele halteres que quando ele tá na frente lá do Duff Lundgren, ele não consegue.
Não é forte. Tanto que ele vai lutar com o Fera lá, ele tá tomando um pau, que ele não é forte.
Nem correr direito ele corre.
A única coisa que eu acho que aí alguém podia, mas sinceramente você reclama disso, é muita, é muito, é muito pegar em pelo em ovo, sacou? Mas por exemplo, na hora da transformação ele fica muito mais forte do que ele como Superman, porque, meu, vai estourando assim, plá, plá, plá, e ele fica gigantão. Aí, eu tenho a força, e ele gigantão. Aí quando corta para ele de novo, ele não tá daquele jeito assim, mas tá forte, tá muito forte.
Isso não quer dizer absolutamente nada, porque o que quer dizer só é o filme em si.
Porque, meu, a primeira coisa que ele faz quando ele fala eu tenho a força é tipo meio querer conversar com Pô, a primeira coisa que ele faz é dar uma olhada no sinônimo, o sinônimo do cara, o He-Man, o nome He-Man, ele virou ditado popular para a gente falar de alguém forte. A gente olha alguém forte, caraca, parece um He-Man, o cara grandão, o cara muito monstruoso. E aí essa ideia ela foi se transformando, e aí agora ele continua muito forte, ele só não é extremamente musculoso, mas ele continua muito forte.
As lutas lutas, que era uma coisa que nos desenhos não eram tão boas, principalmente no primeiro desenho, que era muito mais tosquinho e tudo. As lutas do filme são muito boas. A luta dele com Mandíbula é excelente. E as lutas são violentas, são violentas.
Não mostra sangue, obviamente, para manter a censura PG-13, mas as lutas são de fato bem coreografadas e violentas.
Olha que ele pega o Spike. Como é que chama o Spike no Brasil? A Spike, a hora que ele catuca Spike.
E no Brasil e lá fora também.
Ele joga no teto também, joga no chão e ele gruda.
E o cara fica preso no teto, porra.
E aí ele sanduícha com capanga lá.
Ele joga outro capanga lá na frente, mas depois que ele faz isso ele joga pra cima e aí o cara gruda. Tem uma hora que ele passa por baixo e o cara tá lá grudado assim na luta.
Tem uma hora que ele pega o carga ali, ele espeta o cara na parede, empala ele na espada na parede e deixa o cara lá.
Ele joga do precipício lá da montanha.
Existe uma discussão sobre isso, né? É interessante que existe uma discussão sobre isso. Quando ele termina a primeira luta lá com Mandíbula, ele tá conversando com o mentor e ele falando que, pô, eu cresci querendo fazer as coisas na base do diálogo, da conversa e tal. A minha ideia de ser uma pessoa boa é justamente essa. Ele espera aí, opa, pera Pessoal fala mal dos soldados, mas soldados estão protegendo as pessoas que eles amam.
Então ele fala: cara, você não é uma pessoa violenta, você tá tentando proteger as pessoas que você ama. E os dois dão aquela olhada pra Tila, e é mais uma discussão sobre as questões de masculinidade, sobre essa questão de masculinidade tóxica, masculinidade mais positiva.
Mas o mentor tava errado nisso aí, porque seguindo essa ideia de atacar, proteger, não sei o quê, ele vai lá pra proteger a família, ele vai até o esqueleto, cai na armadilha do esqueleto, Skeletor, toma a espada dele, porque a ideia não é essa. Ele mesmo mata o próprio pai, né? Porque a ideia na verdade não é essa. É, a ideia é o que vem lá na frente, que é tipo assim, ele vira o He-Man de novo e ele fala assim: Skeletor, vamos trocar uma ideia aqui, não é melhor a gente conversar?
Porque tu já destruiu aqui meu planeta e tal, a gente vai ficar lutando isso aqui para sempre, não é melhor a gente trocar uma ideia? E aí, e aí o Skeletor tem aquele diálogo fantástico, Amigo, não tem essa de meu pai não me aceitou, porra nenhuma. Eu sou vilão, caralho, e eu gosto de ser vilão. Aí o He-Man fala: ok, então vamos sair na mão. E aí que ele tem, né, que ele dá a porrada. E aí ele faz o que a porra do filme do Mortal Kombat não teve coragem de fazer, que é o raio-x, cara.
Bizarro, né?
É bizarro.
Aí ele bate, bate, bate, e aí tem uma— aí o He-Man fala assim: é só isso que você sabe fazer? Aí ele fala assim: não, eu sei o que fazer, mas eu tô me segurando. E aí que ele vira o He-Man do desenho, que é o He-Man, mano, ele dá tanta porrada naquele esqueleto.
Não, ele faz um meio Hulk com Loki ali, bate o esqueleto pra lá, bate pra cá, mano.
Aquela cena é muito bem filmada, tá?
É muito desproporcional o poder dele com o esqueleto, né?
Mas aí o esqueleto vira e fala: pô, você não queria conversar?
Vamos conversar, agora o Tempo de conversar já terminou, meu. Começa a dar porrada no esqueleto loucamente, cara.
Sobra só o crâniozinho rolando.
Agora deixa eu perguntar, o He-Man, o Adam, né, sei lá, e a Teela, é criado um temperinho, né, entre eles?
Não, mas sempre, cara, sempre teve, desde o desenho lá atrás. Tanto é que no desenho do Kevin Smith, quando eles finalmente se beijam Se eu não me engano, é a primeira vez assim que isso acontece, e é um beijo no meio da transformação, cara. Então é uma parada, porque a Tila, eu não sei se eles vão abordar isso ou não, ela é, ela tem poder de deusa, né, da feiticeira e tudo mais. Então em algumas versões ela é até filha da feiticeira, e ela vira aquela deusa serpente.
Tem no desenho também, no brinquedo ela tinha, né, uma máscara de cobra e tudo mais. Então, é porque existia, rapidamente aqui, o castelo, a Montanha da Serpente, onde o esqueleto mora, não era dele, era do Rei Hiss, que era um cara do povo cobra e tudo mais. É um outro, é uma outra galera, né, que habita ali. Então ela tem, ela tem essa deidade dentro dela e tudo mais. Vamos ver, tanto é que era Era a guerreira deusa lá, eu não lembro como que o filme fala.
É, a deusa guerreira.
Deusa guerreira era o nome que ele fala em português. Eu acho que vai ter isso sim.
Então assim, o fato deles colocarem a Morena Baccarin, que é brasileira, para fazer a feiticeira, eu acho que eles estão, que o Travis Knight não fez isso de bobeira não, sabe?
Aí a Attila mandou assim: "Te vejo como irmão." Essa foi forte, hein?
Eu acho que nenhuma porrada que ele levou do esqueleto doeu mais do que isso.
Porque ele já estava indo, né, cara? Só decepções amorosas.
O cara.
Não é à toa que o He-Man usa a Cruz de Malta do Vasco no peito, é só decepção.
É vício, ele ficou de vício ali.
Agora no final ali é muito curioso porque ele só se torna, ele só tem o nome de He-Man no final, né? Quando ele disse assim: "Ah, como é o nome que você acha que você deu o apelido para todo mundo aí?" "Ah, He-Man." "Ah, melhor não falar não." Não, ele falou assim: "Não, melhor não, deixa pra lá." Esse cara não é He-Man.
Rieman é que em português nunca traduziu, ainda bem.
Que é ele homem. Ele homem.
Não, não, não, mas era uma gíria para tipo machão, entendeu? Isso é de antes do desenho, entendeu? Então se tivessem traduzido Rieman aqui no Brasil, ele seria o machão dos mestres do universo.
É que é tipo assim, ele é homem, sabe? Assim, uma vibe dessa assim, né?
Ele é homem.
É basicamente o cara, né? Tipo, enfim.
Enfim, ele fala e todo mundo dá aquela risada, uma risada da galera. Eu vou dizer, é que me pegou, aquilo me pegou.
Quando eu vi, todo mundo com roupinha, cara, atira, atira o cabelo preso em cima, né? Aquilo ali foi maravilhoso.
E aí, olha, eu acho que demorou muito para a gente ver o Gato Guerreiro, porque é muito caro fazer o Gato Guerreiro ali, né, mano?
Porque, porra, os caras entregaram o Gato Guerreiro e o Gato Guerreiro só aparece no último segundo do filme. Não precisavam ter entregado o Gato Guerreiro, né? Podia ter entregue só o pacata e deixado o Gato Guerreiro pra gente ficar feliz, né, cara? Mas eles soltaram o Gato Guerreiro antes.
Eles tiraram, tipo assim, eles botaram o Homem-Fera, que ficou legal pra caramba, mas eles tiraram o Gorpo, né, que CGI total, reduziram o Gato Guerreiro ali, e os personagens que voam, né, tipo o Stratos, que era aquele, o cinza, não sei se vocês lembram desse, que ele era cinza e tinha, e o abelhão também que voava e tudo. Então esses caras mais diferentes assim, salvaram.
Eu acho que eles guardaram, eu acho que eles guardaram para o próximo. Eu acho que o próprio Aquático, Aquático, né, também, também ele vai, ele vai ser, eu acho que vai estar numa continuação.
Mas assim, eles escolheram os mais caros para guardar, né, eles poderiam ser, né.
Vamos jogar no seguro aí, até porque o Esqueleto é caro de fazer, né, o Esqueleto, porra, ele, né, a cara dele toda E é o que eu falei, eu acho muito bem feito. E diferentemente do que a concorrência disse lá, que o negocinho vermelho do olho lá não era legal, pô, eu acho que aquilo ali dá, funciona muito, uma personalidade para o esqueleto. Porque essa coisa dele olhar para cima, tem hora, tipo assim, quando ele, esse negócio da risada lá, que ele começou a dar risada e a galera ficou assim, ele joga o olho para cima quando ele tá meio, sabe?
Tipo assim, a gente faz assim com o olho, né, abre e fecha Tipo, o nosso crânio não tá mexendo.
Não, exato.
Mas no CGI, o crânio mexe, o olho abre.
Sim, tem uma movimentação.
Tem uma expressão que, tipo, a gente comentou Deadpool aqui no começo, também se deve ao Deadpool. E depois a Marvel trouxe pro Homem-Aranha, né? O negócio, aquela parada eletrônica lá do olho.
Sim, mas é no Homem-Aranha eles tentaram ainda justificar: "Não, são as lentes que estão se mexendo e tal." Isso, isso.
Mas assim, porra, funciona muito bem, cara. Dá toda a expressão que o cara precisa. Pro esqueleto, né?
Agora, o filme ter 3 cenas pós-créditos é meio que 3 boas. Acho que são 3 cenas boas. Primeiro, a do Gorpa aparecendo e passando pela recagem do mural.
Se não tivesse uma música de Jurassic, a música do desenho.
E Marcelo, quando ele fala, meu nome é foda.
É tipo assim, eu acho que a trilha sonora original do filme, incrível. Tá incrível. E ela fica tocando bastante durante o filme. Da segunda vez eu percebi bem que ela é onipresente assim, e ela não atrapalha o filme. Pelo contrário, tem as músicas, claro, que é pop que toca ali no meio, que são muito legais. Boys Don't Cry também, cara, tem um, começa com um pianinho fantástico, maravilhoso. Depois ela toca mesmo de verdade.
Tu sabe de quem é a trilha?
Não sabe?
Não, o A trilha do He-Man, a trilha do filme é do Daniel Pemberton, que é o mesmo cara que fez a trilha sonora do Devoradores de Estrelas. Mas a guitarra é do Brian May.
A guitarra do Brian May, sim. O tema da espada é do Brian May, a guitarra e tudo mais. Toca Queen, tem uma hora que toca Queen lá.
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Que puta maravilhoso e tal. Então tipo assim, mas a própria trilha criada para o filme também achei sensacional. E, mas eu fiquei, mas aí Quer ou não— Tá dentro do tema do He-Man, né? Só que quando ele fala "He-Man" e toca música você pensa: caralho! Não tem mesmo como tocar essa música antes porque essa música é... Então não tinha como ela tocar antes porque aquele não é o He-Man ainda. Ele vai ser o He-Man no final do filme.
E porra na hora que toca aí o olho encheu de lágrimas mesmo foi foda. Porque é muito legal cara.
É, cara, e terminar com ele em cima do Gato Guerreiro.
Gato Guerreiro, depois veio o Gorp.
Aquele bonecão tava feio, vai, foi um bonecão bem feio, mas é o bonecão que a gente via em capas de que vendiam os bonecos, né, que ali ele montado e com a espada para cima, né.
Tu tem um Gato Guerreiro?
Tenho.
Com certeza ele tá nessa pose, não tá?
Com o He-Man assim?
Não tá, tá aqui, ó. Não tá, não tá. Eu quero ter um só para colocar o He-Man na pose assim, cara, porque quando eu o He-Man no Gato Guerreiro, a perninha dele fica num, num tubo, né?
Não é um encaixe, né?
Não fica lá.
Eu deixei. Agora, das 3 cenas mais legais, a do Gorpo passando a liçãozinha, que eu pensava que podia ser o próprio Príncipe Adam passando a lição. Eu gostava quando era o Príncipe Adam. O que aprendemos no episódio de hoje?
A mãe de vocês sabe que vocês ficam reclamando e fazendo memes sobre boletos na internet, sendo que vocês não Eles não pagam nem o crédito que tem no celular de você.
Você queria que ele subisse na motinha e fosse embora. Mas eu acho que o corpo é mais— Mas você sabe que a maioria das mensagenzinhas vinha do corpo, né? Eles ficavam na mão.
Sabe uma parada que eu achei que eles tinham que ter feito? E vê se vocês concordam comigo. No final, quando tem— Ah, essa é a pior coisa do filme, acho que a gente não falou, mas aquele amigo o bobão dele, né?
Sim, que apareceu do nada nas coisas e tudo.
E aí no final ele tá lá no meio dos heróis assim, nossa, muito legal aqui.
Sabe que ele fez aquilo? Eu não sou maluco, sabe o que eu achei que ia ser?
Eu achei que naquela hora ele— e eu acho que ia ser foda se ele fizesse isso, tá? Ele ia se transformar no Gorp, e o Gorp foi mandado para Terra para cuidar do Adam. Gostei da Tipo assim, ia ser aí a justificar aquela merda do tipo assim, e do cara tá ali, dele ser um bobo, e enfim. Mas ok, foi só uma ideia que eu achei na hora que ele apareceu ali. Eu falei, puta, é isso, ele vai ser um bobo.
Eu acho que aquilo ali é só uma mensagem tipo anti-bullying assim. Os cara fizeram bullying com ele, aquele cara fez tanto bullying com ele, cara. O cara chorava assistindo Diário de Uma Paixão, e aí a hora que ele entrava em casa, o cara ficava fazendo bullying com ele. Pô, tem uma hora que ele fala assim, pô, "Ó, tu vai morrer justamente na hora antes de pagar aluguel?
Acho muito conveniente." É a ideia de criticar a masculinidade, a masculinidade frágil, né? Porque ele toda hora criticava o Adam por estar chorando nos cantos de "Non", de só falar dessa história da família, não sei o quê, sendo que ele estava chorando ali assistindo Diários de uma Paixão, entendeu?
Exato, exato.
E aí eu acho que eles só quiseram fazer isso. Aí ele trouxe o cara... Não tem aquela hora que quando ele vê a nave da Tila, ele vai entrar na nave da Tila e vira para aquela galera toda que está na praça e fala: "Eu avisei, vocês!
Eu avisei!" Não para você especificamente, mas para vocês.
Olha isso, o Adam ficou 15 anos sofrendo bullying, cara, desses cara, mano, ninguém acreditando nele.
Pô, faz sentido ele levar um cara lá na casa do cara, no date dele no cinema, primeiro date, o cara já contar uma história dessa aleatória, né? Agora, a segunda cena pós-créditos, que tá no meio dos créditos, né, é impressionante, tá?
Eu imaginei que ia ter, mas eu fiquei—
A Xirra, mano!
Apareceu a Xirra com a música da Xirra.
A Travis Knight disse que brigou pra conseguir fazer aquilo ali por conta dos direitos.
Apareceu o Forte do Pavor ali do Hordak no fundo, tipo... E eles falam... Porque assim, poderia ter terminado só naquela hora que a rainha vira pro mentor e fala: "Ah, eu achei que eu tivesse perdido os dois." Aí, porra... Aí pronto. Caralho!
Xirra, não sei o quê.
Só que aí eles gravam e mostra ela inteira, e ela vira de lado um pouco.
Aí eu falei, caralho, terminando pela honra de Grayskull.
É engraçado porque todo mundo falava que a She-Ra era namorada do He-Man, sendo que todo desenho ela falava, eu sou, oi, eu sou a irmã gêmea do He-Man. Tipo, é basicamente isso que ela fala.
E agora tu sabe, né, se tiver o filme da She-Ra, eles vão ter que pegar a música da Xuxa, né?
É, e porra, mas tá pronto esse marketing para o Brasil, tá? O marketing do Brasil Você tá entregue, né?
Tipo assim, tá entregue. Se os cara quiser continuação, já era. Bota a Xuxa para cantar lá, meu, eu sou Xirra, me apresenta pro He-Man, teu irmãozinho é uma gracinha.
E aí bota a Xuxa encontrando o Nicolas Galitzine, o terceiro, terceira cena pós-créditos aí é no final mesmo, que é a Maligna pegando a caveira do esqueleto, né? Né? E tendo finalmente ele falando "He-Man!" He-Man! Muito bom, cara.
Porra, o Castelo de Gávea, a feiticeira tá de sacanagem também, né? Largou, tipo assim, acabou a luta, ela foi embora.
Foi, ela largou ele. Foda-se essa merda aí, mano.
Caso venha uma continuação, o nome seria o quê? He-Man e She-Ra?
O Segredo da Espada, talvez?
Não, eu acho que tinha que ter o She-Ra. Eu acho que tinha que ser She-Ra, e aí depois um tipo Superman, mas é uma realidade, Marcelo, que não tá muito fácil para isso acontecer, né? Marcelo, Marcelo, Marcelo, atento, aumentos, tá? 80% de aprovação da audiência, pô, é legal para caramba isso.
E, mas Marcelo, tem uma parada que é a seguinte: a gente tá prestes a Supergirl, né, a sair do programa, e a gente faz live aqui É, cara, e o que a gente vê de comentário de gente reclamando, não é reclamando do filme, é torcendo para o filme ir mal.
Eu entendo.
Existe uma torcida para o filme ir mal só porque é a porra de uma mulher. Então eu acho que fazer um filme só da She-Ra, eu sei que vai atrair muita mulher, vai atrair muita mulher, menina que assistia quando era criança.
Posso falar? A galera que é fã de MotU, todos os caras são fãs da She-Ra também. Tipo assim, a She-Ra, ela não é...
A gente dá para perceber que eles não são muitos, né? Porque a bilheteria não tá muito boa.
Tudo bem, mas assim, e não é só isso. Eu acho que tipo a mulherada fã de She-Ra também, eu sempre falei, né, a gente falou aqui no cast, né, o He-Man sempre teve essa energia, energia gay envolvida e tudo mais, né. A She-Ra, porra, aí é maluco.
Cara, o arqueiro tinha um coraçãozinho no uniforme.
Não, e a animação da Netflix Mas é total, né?
Que fez baita sucesso ali, era, era, mas não tô falando nem só de tipo, eu tô falando homens gays também, entendeu? Tipo, não é só a questão de mulheres e tal, eu tô falando de homens também que se identificavam, achou, porque é isso, pô, ela tem unicórnio com as asas todas coloridas, cara, ela é super poderosa, ela é, cara, ela era a Barbie que tinha uma espada e era super forte, né, cara.
É tipo, e a atriz lá até tirou, botou foto no Instagram, depois mandaram tirar porque ela não é, ela não vai ser a She-Hulk.
O Travis Knight inclusive disse que já escolheu uma atriz, mas que ele não pode falar porque é tipo o Thanos, né? Ela é tipo Thanos lá do primeiro Vingadores. Quem que vocês acham? Quem que vocês acham que poderia ser a She-Hulk?
Cara, eu fiquei pensando, mas acho que tem que ser uma atriz nova, né? Porque tem que ter a idade do, ele tem 30 anos, né?
Tem que ser Tem que ter mais, eu não consegui chegar, mas eu tenho uma ideia.
Não pode, né?
100 anos já, cara.
Ali de Riverdale mesmo, não conheço, não sei quem é, que é boa atriz, que é boa atriz, já tem, já tem uma máquina, tudo é máquina, tem 21 anos, bicho, mas envelhece, né, vai passando o tempo.
Mas quantos anos tem o Galizine? Tem 30, ela tem que ser, ela tem que ser Mas no filme ele não tem 30.
Ué, mas tem 31 na verdade, o Nicholas.
No filme, no filme ele tem 25, é porque ele ficou 15 fora, ele tinha uns 10 quando sumiu.
Podia ser, sabe quem? Podia ser a Julia Garner, podia ser uma daquela menina do Inventando Ana lá, que é muito boa atriz. A surfista prateada. Julia Garner, gosto dela. É porque a gente pensa no mulherão, né? Então, tem que ser a galera humana, sabe?
Sabe assim, tinha que ser uma mulher, tinha que ser um, porra, tinha, ela não precisa ser super musculosa, mas ela tem que ser mais alta.
Não, eu acho que ela tem que ser sinuosa, né? Não é sinuosa também, é, é, tem que ser alta, né?
Mulher Maravilha, tipo, é uma escalação próxima assim do que seria uma Mulher Maravilha, talvez assim.
É, se o He-Man era o Conan, né, a She-Ra seria a Mulher Maravilha assim.
Sabe assim, é só pegar a própria Margot Robbie, virou uma Barbie, né?
Mas ela seria, ela poderia fazer.
Então é só pegar a própria Camilla Mendes, cara. A Camilla Mendes, ela era muito magrinha quando fazia Riverdale. Ela fez um treinamento foda e ela tá musculosa no filme, tá bem musculosa. E ela disse, cara, é, isso me fez me sentir mais forte, me fez me sentir de uma forma diferente.
É, e você vê isso na tela, tá tranquilo, vai.
Já pensou? O cara tá pensando assim, não tem como.
Para mim seria a Lili Reinhardt, que era colega da—
vou dar um Google nela aqui, mas ela fez outra coisa que eu lembro dela, hein.
Vamos ver quanto ela tem de altura aqui. Ó, tá legal, 1,68, mete um salto de 10 cm aí, né, porque a Xirra tinha, né, ela tinha um saltão.
Exatamente, mas né, vai depender de muitas coisas, né? Mas se bem que a Amazon, a Amazon tem dinheiro infinito, tá gastando com tudo com seus anéis, podia gastar com mais universo, né?
5 temporadas de Anéis de Poder, porra, faz 3 filmes aí.
A próxima produção da Amazon nesse mesmo métier aqui vai ser Voltron com o Henry Cavill.
Nossa, como joga o dinheiro fora, né?
Não, aí a Amazon joga o dinheiro fora. O Henry Cavill, cara, tem o melhor agente do mundo, cara. Zico, cara, ele faz todo filme que ele quer, tipo assim, né?
Depois que caiu nas mãos do Zack Snyder, ele ficou bichado, mano. Ele tipo assim, ele não consegue fazer nada, mano.
Aquelas paradas de inteligência artificial, de escalação de filme, né? Ele é sempre um do tipo assim, ele é o Lion dos Thundercats, né? Tipo assim, ele é sempre o—
tu sabia que a moda agora é chamar ele de feio?
Ah, é mesmo?
Existe um movimento na internet chamar aquele em barangô.
Em barangô ficou feio, velho, em barangado.
Embarangado, imagina eu.
Ô gente, notas aí para Mestres do Universo. Vou dar nota 8 de 10, eu fui, me diverti bastante. É que tem assim, é entrar no mundo de saber que a história é mais simples, que vão ter coisa tipo assim, ele tá como He-Man e aí ele se destransforma e ele tá com a roupa dele, voltou a roupa dele original.
Mas ele não sabia o que ia acontecer com a roupa, ele não sabia, ele mesmo não sabia, cara.
O que foi acontecer?
Vou ter que comprar uma roupa agora. Mas o que que aconteceu Foda-se também, né?
O cara tem uma espada que transforma ele, cara, bota ele de tanguinha. Pô, você quer mais o quê, pô?
É que nem a gente comentando quando saiu o trailer lá do jogo do Wolverine, que é o— a roupa dele vai se despedaçando, e aí quando ele tem um fator de cura, a roupa cura também. Aí, caraca, mas vocês queriam ver o quê? O Wolverine pelado? É isso aí, mano, tem que ficar Pelado sim, rapaz. Trocando de roupa toda hora, tá pelado nos quadrinhos, no desenho e tudo mais, tá sem a camisa porque rasga toda hora. Mas enfim, nota 8 de 10, achei bem divertido.
Cicas? Cara, 9 de 10. Eu adorei o filme, me diverti para caramba. É, para mim ele é brega no ponto certo.
Eu assisti o filme dublado, é capaz de eu gostar mais, né? Então pode ser que ele aumente esse meu—
Tenho certeza, não tenho Não tem dúvida.
Para mim, a trilha é incrível, Brian. Cara, tudo com Queen fica mais forte, é impressionante.
Eles saindo da cadeia em câmera lenta, mó heroicos assim, ó, tocando, começando as primeiras notas da música do Queen.
De repente, porra, mano, sério, ele não dá um sossego, né? O humor do filme.
Aí tem um monte de gente que reclama de, ah, ele ultrapassa o limite.
Quem ultrapassa porra nenhuma, cara?
É essa cagada. Mas assim, beleza, é muito, é muitas piadas, mas aí é isso, tipo, eles jogam a rede e porra.
É um filme divertido, é isso aí, irmão.
Tem piada que vai entrar, tem piada que não vai entrar, dependendo da pessoa. Dependendo da pessoa, segue o jogo, né? Segue o jogo, cara.
Pra mim o filme é uma mistura de Flash Gordon dos anos 80, do Dino De Laurentiis. Total, inclusive com os Luigi Queen. É uma mistura de Superman do ano passado, de 2025. Ele tem um quê de Barbie também. Cara, é uma mistureba que dá certo. É tipo, é tipo para ver que o Joey tá comendo lá no Friends, carne bom, creme bom, tudo bom, cara. Então bora, é aproveitar essa farofa, velho. É, cara, é uma grande farofa, é a melhor farofa possível para mim. Nota 9.
É, eu confesso que eu tinha, quando eu marquei lá no cinema, lá no Letterboxd, que eu nunca, nunca lembro o nome desse aplicativo, é um bloqueio com o nome Eu marquei 4 estrelas lá quando eu assisti a primeira vez do Legendário e tal. E quando eu assisti pela segunda, e aí 4 seria 8, né, uma nota. Quando eu assisti dublado, aí eu botei meia estrela a mais, entendeu? Porque realmente, cara, a dublagem ela traz aquela coisa mais da nostalgia ainda do que o filme já traz.
E cara, para mim, eu adoro esse tipo de filme que não se leva a sério, que é que não tem um pé no freio que nem, por exemplo, Mortal Kombat. Que o Mortal Kombat 2, ele é um filme legal, mas ele é só isso, ele é só um filme que, tipo assim, você esquece ele rápido porque ele não sabe se ele é sério e aí ele quer contar uma história séria de uma pessoa, uma menina que perdeu os pais, e de vez em quando quer botar um caô urbano fazendo piada louca.
E aí você fica nesse meio termo e nunca vai pra lugar nenhum. Então eu prefiro muito mais quando o filme se assume, que é o que o He-Man faz aqui, que é o Mestre do Universo, no Mestre do Universo faz. E meu, vamos pagar, vamos pagar, vamos deixar divertido, mas ao mesmo tempo vamos respeitar esses personagens. Não é uma galhofa que tipo zoa o negócio a ponto de você respeitar o lore do negócio, que virar uma paródia, exato, virar uma paródia, respeitar o fã.
Por isso que eu perguntei para o Marcelo, quando eu chamei o Marcelo, perguntei: Marcelo, você gostou? Porque assim, eu tava pensando que será que o cara que é muito, muito fã, ele não vai ficar irado porque mexeram nos personagens dele e tal? Mas aí o Marcelo falou: você tá de brincadeira, você tá me perguntando isso, né? Aí eu já saquei, falei: meu, é isso, é isso mesmo. A parada é que eles zoam no estilo Barbie, que existe uma zoação, mas existe um respeito muito grande pelo fã do material e pelo próprio material em si. Então, para mim, é nota 9, e vou assistir de novo, com certeza.
Olha aí, Marcelo, tudo que a gente concorda com vocês falaram aqui.
Eu realmente fui muito surpreendido durante a sessão, porque eu tinha visto os dois trailers, eu cobrei, eu cobrei muito, e tudo que eu cobrei, que não entregaram nos trailers, eles entregaram no filme. Tipo, eles entenderam o reman, eles entenderam a essência do que era o desenho. Era um desenho filme feito, como a gente já falou aqui, para vender o brinquedo para criança. Era um desenho para criança para vender brinquedo para criança.
Não espere— eu nunca, jamais estava esperando uma história profunda, um super enredo, plot twist, sabe, esse tipo de coisa. Eu queria realmente ver o filme que eu queria ter visto nos anos 80, e eles fizeram o filme que eu queria. O Marcelo lá de 4, 5 anos, quando eu fui no cinema, não lembro que ano que saiu o filme agora, Cara, ele era de 87, mas eu não sei se chegou em 87 no Brasil ou não. Mas o filme que eu queria ter visto lá é o filme que eles fizeram aqui.
Tava o desenho lá, tava como vocês falaram, ele sabe rir de si mesmo. Eu sou um cara muito bem-humorado, que eu gosto de rir de mim mesmo assim, dos meus erros, dos meus, tipo, fazer piadas e tudo mais. Então eu dou muito valor para quando a obra tem tem essa coragem de falar: beleza, isso aqui é zoado mesmo, sabe assim? Então, é lógico, não é perfeito. Então por isso eu vou dar 9,5.
É emocionou aí? Sim, eu tava quase dando 9,5 também.
Eu concordo com Marcelo, lamento muito, tipo, que sei lá, lá fora não souberam vender o filme, as pessoas, muita gente não vai ter oportunidade de levar. Mas assim, se você tava na dúvida, pô, tem criança, leva seus filhos, cara, para eles terem contato com esse universo e ver o pai dele, o pai ou a mãe, depois, tipo assim, fala, pô, filho, filha, era isso aqui que a gente assistia quando a gente era criança e tal. Então por isso já valeu.
Se não tiver sequência, se não tiver outro filme, eu quero que a bilheteria se lasque também. O que importa é que esse filme foi feito e a gente vai ter ele. Os cicas vai poder comprar o Blu-ray dele com Já encomendei. Então é isso aí.
O que deixa a gente triste com as cenas da bilheteria é que você não vai ter uma continuação, por exemplo, com a She-Ra. Você pode não ter, na verdade, né?
Pode não ter. Ele entra na lista daqueles filmes amaldiçoados, né? Tipo Dungeons Dragons, que é um filme bem divertido.
O Dungeons Dragons, eu adorei o Dungeons Dragons e ele morreu. E era para ser uma linha de filmes, né? Era para ter outros filmes e tudo mais e ele morreu total porque Não venderam, mesma coisa, não venderam o filme direito e o filme não deu certo, sendo que o filme é divertido, engraçado, ri de si mesmo, respeita o lore assim, respeita o fã, respeita. Só que tipo, não vai, não dá certo.
E é melhor nem ter continuação também. Ah, vamos mudar o tom então, que esse é o mundo.
A galera toda aí, né?
É, ó, tem uma diferença entre Mestre dos Universos e Dungeons Dragons chamado Amazon, porque a Amazon ela vem à bilheteria como um todo.
A questão é como o filme vai performar dentro do Prime Video e no VOD também, né? Ela vai botar para alugar no VOD.
E tem um outro fator, né? Se esse filme ajudar a reviver uma franquia, novas pessoas e tal, tipo, se brinquedo, né? Porque isso tá muito atrelado, né? Porque querendo ou não, o He-Man era uma licença que vai morrer com a gente aqui, cara. Tipo, se eles não renovarem o público, vai bater lá uma hora que não vai ter mais.
Ele já conseguiram fazer o Inimaginável, quer fazer um filme bom, quer Inimaginável. É isso.
A She-Ra do Netflix, eu acho que ela criou um fandom especial ali que em algum momento isso MOTU vai florescer mais, eu acho, para a Mattel, digamos assim.
Mas isso é um problema, e problema porque a She-Ra da Netflix é uma She-Ra bem diferente.
É um problema o quê? É uma She-Ra ótima.
O problema é o seguinte: como você vai fundir, vai pegar esse fandom que foi criado pela She-Ra específica da Netflix e fundir com esse fandom de MOTU?
Pode ser um problema.
Ah, sim, entendi.
Mas eu Eu confio no Travis Knight para conseguir fazer essa mistura boa.
É que a linha editorial pode ser diferente, né? Porque a She-Ra que aparece na cena pós-créditos, ela parece mais uma Wonder Woman da vida mesmo.
É a She-Ra mais clássica.
É a She-Ra Filmation, é a She-Ra dos anos 80, não tem dúvida.
Inclusive, o desenho dos anos 80 não tem nenhum streaming para você assistir aqui no Brasil no momento, mas tem no YouTube, né? Vários episódios no YouTube dublado.
Dublado.
Mas a She-Ra da cena pós-crédito ela fala lá que ela não é mais a princesa Adora do Exército de Adora, que era, que é da animação nova da Netflix, não é, não é da animação antiga.
A história do lore, o Hordak sequestra Adora no berço ali, tipo, do rei, da rainha, e leva para Eteria, e ela vira tipo a general da guarda do—
é que eu não lembrava disso da animação original. Eu sei que na animação da Netflix tem essa Parada dela ter trabalhado lá para turma do mal lá, do Darktown, não sei o quê.
E aí em algum momento ela se vira contra isso e ela tinha esse nome aí.
Tudo bem, gente, é isso. Fechamos aí nosso podcast sobre Mestres do Universo. Marcelo, valeu pela participação aí. Iron Studios, comprem!
Obrigado. E aqui, ó, para vocês, ó.
E no programa de hoje, o que aprender?
Nós aprendemos, nós aprendemos que bilheteria, eu acho que o filme não dá dinheiro, não é problema seu, você não é nem acionista do estúdio, você não é, você não trava.
A questão é quanto você se divertiu assistindo ao filme.
É isso aí, pessoal.
Tchau!
Não gostou? Lamento. Quer que eu faça o quê? Não sou diretor, porra.
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Pilão
Xícara vermelha