Episódios de RapaduraCast - Podcast de Cinema e Streaming

RapaduraCast 908 - MUDOU!! Agora o Cinema é da Geração TikTok!

29 de maio de 20261h41min
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Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz batem um papo sobre como o ato de ir ao cinema está mudando com o passar dos anos e que o comportamento atual de uso de celulares não vai mudar. Tá tão diferente assim? Quem nunca tirou uma foto de uma tela de cinema? A Geração Z é a maioria?

Ir ao cinema já foi quase um ritual silencioso. Luz apagada, conversa encerrada, olhos grudados na tela e aquela sensação coletiva de viver algo “sagrado”. Mas basta entrar em qualquer sessão hoje para perceber: alguma coisa mudou. E talvez não tenha mais volta.

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Assuntos8
  • Fatores que influenciam bilheteriaFilmes que levam multidões aos cinemas · O fenômeno Barbie e Oppenheimer · O impacto do TikTok e redes sociais · Filmes nostálgicos e franquias · O público infantil e o cinema
  • Experiências em casas de showConcertos e documentários musicais · A energia do público em shows · Acessibilidade e custo dos shows · A linha tênue entre show e filme
  • Experiência pessoal com o filmeHistória do cinema e o silêncio · O papel dos lanterninhas · Adaptação das salas de cinema · O cinema como experiência coletiva · O cinema e a era digital
  • O futuro do cinema e a formação de públicoStreaming vs. Cinema · A necessidade de experiências únicas · O cinema como evento e 'dress code' · A inclusão e o cinema · A qualidade do cinema popular
  • Compartilhamento de conteúdo e mensagensA disseminação de spoilers online · A síndrome do pequeno poder · A necessidade de saber o assunto do momento
  • Violência em cinemasBrigas e discussões em salas de cinema · O direito individual vs. coletivo · A impaciência do público · O comportamento em sessões infantis
  • Redes sociais e cultura da imagemPublicidade gratuita e viralização · O fenômeno do 'meme' e trends · Compartilhamento de experiências · O 'dress code' cinematográfico
  • Ética da IA no cinemaCríticas à geração Z e Millennials · A nostalgia e a percepção do passado · A evolução dos gostos e comportamentos
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Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no pão. Rapadura Cast. O podcast do portal Cinema com Rapadura.

Seja bem-vindo, tênis rapadura em todo o Brasil. A gente está começando mais uma edição do Rapadura Cash. Eu sou o Juro de Filho. E no programa de hoje, nós falamos sobre o comportamento do cinema que mudou e como o jovem está dominando tudo. Estamos aqui com o Tchak Siqueira. Que é? Tô pagando. Rogério Montanari. Eu aviso há 10 anos. 10 anos que eu aviso. Meu nome é Néus. Meu nome é Néus. Faltou isso.

É fera, né, Just Moods? Eu ainda quero a minha cabaninha no cinema. Aí corta pra mim, sendo uma das pessoas que mais estava cantando e gritando e cantando junto no show do BTS. Vamos falar sobre o comportamento das salas de cinema. Lembrando que estamos no ano de 2026. Já fizemos algumas vezes esse tipo de podcast, né? A gente sempre faz questão de avaliar como é que tá.

o comportamento das pessoas na sala de cinema, o que é que mudou, como é que está a dinâmica, a entrada de concorrentes como os streams. A gente tem um histórico muito grande de fazer esse tipo de programa sobre comportamento. Vamos falar sobre o momento atual, porque chegaram dois filmes que estão levando multidões aos cinemas. Reflexo de três anos atrás em que dois filmes levaram multidões aos cinemas também e gerou meme, gerou trend, gerou um monte de coisa e sim.

Estamos numa nova fase. E se você está parado no tempo e acha que o cinema é aquele local em que você vai sentar lá e vai estar todo mundo...

E aí, vamos assistir o filme e ninguém vai fazer nada. Esse momento passou. Não é mais assim o cinema. Temos muito a conversar nesse podcast. Inclusive, eu estava pensando aqui esses dias em como ir ao cinema nos últimos anos virou uma experiência completamente imprevisível.

que ao mesmo tempo em que existem sessões absolutamente incríveis, em que a sala de cinema inteira entra no clima do filme e vira aquela coisa maravilhosa, e você realmente mergulha na história, também tem dias que parece que você entrou num ambiente onde ninguém se lembra mais como se comportar dentro da sala de cinema, meu Deus.

Inclusive, tem uma galera que se comporta como se estivesse no sofá da própria casa, né? Galera que fica comentando cena em voz alta, mexendo no celular o tempo inteirinho, respondendo mensagem durante os filmes e não parecem perceber que tem centenas de outras pessoas tentando prestar atenção, né? Que engraçado.

Falando em prestar atenção em todos os detalhes, eu vim preparado pro nosso episódio com o meu café pilão, rapaz! Todos nós estamos aqui com a nossa xícara. E finalmente eles resolveram colocar ela à venda, né? Porque já fazia muito tempo que o público perguntava por essa xícara, que já virou um ícone da marca.

Exato, e o pilão é o café forte do Brasil, né? Todo mundo conhece. E aqui ele já virou praticamente o nosso aliado, que ajuda a gente a dar conta da rotina das gravações, das lives gigantescas, de cuidar de toda aquela parte burocrática do Rapadura, da construção das pautas. E, ó, vou te dizer, é puxado, viu? Puxado.

Agora, Júris, conta aí pra galera como faz pra comprar essa xícara. Se queria, é muito fácil pra comprar a xícara oficial de pilão. Aponte o celular para o QR Code que tá aqui do lado. Ou se você estiver ouvindo, clique no link que está na descrição dessa postagem. Aproveite os packs promocionais de lançamentos, tá? É isso, pilão! O Café Flash do Brasil! É isso, vamos falar sobre cinema agora aqui do Rapador Cash!

Oi, eu sou o João Daniel, de Natal, no Rio Grande do Norte. Sejam bem-vindos ao mundo espetacular do cinema. Rapadura Cast

É o seguinte, você foi ao cinema, pegou lá seu ingresso. Ninguém mais pega ingresso, né? Hoje em dia mudou tanto o cinema. Você vai lá, entra no site, paga lá a sua taxa de conveniência e tudo. Afinal, você está comprando longe da sua casa, né? Você é no cinema, aí você não paga taxa nenhuma. Mas se você está comprando longe, né? É a taxa para você não pagar fila. Alguém ganha por isso, né? É a taxa para você não pegar fila, né? A taxa para não pegar fila.

E aí, ou você vai lá, chega lá no cinema, tem lá os tótens que antes eram... Se você não quiser comprar, pegar a fila de bilheteria. Hoje só existe tótem. E às vezes uma pessoa lá, caso você tiver levado dinheiro. Quero comprar no dinheiro. Aí você chega lá e tira da liga. Igual os incas e os astecas faziam. Os astecas lá atrás. Lá atrás, a galera lá tirando dinheiro. É o bolo com aquela liga amarela.

as notas de 2 reais. E aí, você chega lá e vai pagar. Mas, normalmente, são totens que você compra tudo digital. Mudou isso, né? O fato de você... Aquela fila grande pra comprar ingresso e tudo. Aí você pensa que o cinema tá do mesmo jeito. A gente viu dois filmes recentes aqui. Fizemos podcast, inclusive, sobre o Michael. Fizemos podcast sobre o Michael. Fizemos podcast sobre o Diabo Veste Prada. Dois, no caso.

Dois filmes que estão elevando públicos diferentes aos cinemas e gerando uma comoção, né? Existe uma comoção em cima desses filmes. Porém, toda vinha, entretanto, um deles é um musical. Na verdade, é um filme com música, né? Não musical, Michael Jackson. É um filme com música. E sobre o maior nome da história da música aí, o Michael Jackson, o rei do pop. E as pessoas estão enlouquecendo.

Se fosse pegar a minha versão de alguns anos atrás, meu Deus do que é absurdo, não aguento, não é possível, cinema. Ou cinema, ei lá, arroba UCI, arroba cinema, não é possível. A galera não sabe ficar calada mais na sala do cinema. Não é possível, tudo bem você aplaudir, mas ficar lá pulando, dançando, correndo. Eu tenho ouvido muito falado, ai, precisamos de a volta do Flanelinha. Do Lanterninha. Do Lanterninha. Do Lanterninha.

Cadê os lanterninhas aí pra parar com a barulha? Com a saudade do lanterninha, tá? Cara, o cinema tá economizando gente pra vender ingresso, pra receber ingresso. Não tem mais nem pessoa. Daqui a pouco não vai ter nem gente botando a sua pipoca. Vai ter o robozinho te dando a sua pipoca. Vai ser um robô. Não tem como, gente. Não falta muito. Mano, eu tô... Eu? Eu diria que eu ia dizer Nietzscheano, mas Nietzscheano já é um pessimista, né? É um pessimista. Não é um pessimismo.

É a realidade. É a realidade dos fatos. Eu perdi, nós perdemos. É um nilismo, no caso. Nilismo. Exatamente, é um nilismo. Se você aceitar a realidade do mundo, não tem como voltar. Você acha, ai não, eu queria que fosse como antigamente. Não tem como voltar. Existem tipos de filmes em seguida.

E alguns filmes vão gerar um certo tipo de comportamento nas pessoas. Um filme como o Michael é impossível quando ele começa a cantar a musiquinha e você não ficar assim.

E aí quando o Michael tá lá, mano, tem um vídeo sensacional das pessoas como quando que pagou o ingresso? Quando que o filme pagou o ingresso? Aparece lá o Jaffa Jackson cantando Don't Stop... Till You Get Enough. Ele cantando lá, aí você... Nossa, a voz tá parecida, né? Rapaz, né? Curioso aí. E aí a gente vai pensando assim, aí vai subindo a música. O Quincy Jones, ele... Se pede, vai...

aumentando lá os... E colocando os instrumentos. E aí aparece... E aí a galera no filme...

Se levantando e... Ah, caraca, isso aí, não sei o quê. Eu vou julgar. Eu vou julgar em 2019, quando simplesmente o Thor está apanhando do Thanos e você vê o Mjolnir mexendo. E simplesmente ele vai para trás assim e dá uma lenhada no Thanos. E Capitão América segura...

O cinema aconteceu a mesma coisa. Foi final de Copa do Mundo isso aí. Quando Edward em Crepúsculo, volta mais, voltando, né? Anos de 2000, final dos anos de 2000. Edward tá lá, a bela com os minhos lá da escola. Ai, quem são eles ali? Ai, eles são os coolers, eles são meio estranhos, não sei o que e tudo mais. Aí começa a dar lá, aí aparecer um ou outro, não sei o que. E o último é o Edward descrito por Stephanie Mayer, essa excelente escritora, como o homem mais lindo do universo.

E simplesmente aparece o Edward dando uma risadinha. O cinema foi abaixo.

E digo mais, Jurandir Filho, um pouco antes, uns anos antes de Crepúsculo, a mesma reação aconteceu em Harry Potter e o Cálice de Fogo, quando Robert Pattinson apareceu pela primeira vez como Cedrico Diggory. E a galera foi a loucura também, tá? E digo mais, no meio do filme, quando o Cedrico diz pro Harry, vai dar uma dica e fala você deveria tomar um banho no banheiro dos monitores, levar o ovo com você.

Foi o maior laelaço coletivo que eu já presenciei na história do cinema. Vamos voltar mais. 99. Sika sabe. Sika estava lá. 99. Sessão de meia-noite. Star Wars, episódio 1. Ameaça fantasma. Apareceu a logo da Fox. As pessoas se levantaram e aplaudiram.

A logo da Fox. A logo da Fox. Você sabe de luz. Esse comportamento que a gente está tendo hoje não é nada mais do que já existiu na época do cinema. Não, é uma coisa nova, né? Com a diferença de que o jovem assiste hoje mais filme do que os mais velhos. E essa é a realidade, é uma pesquisa que saiu. A geração Z assiste muito mais filme do que os millennials e os boomers aí.

Tem um outro fator, Juras, muito importante nisso tudo, né? Que é a questão do FOMO, que é a galera querendo pertencer.

E eu acho que nunca foi uma coisa tão forte, desde que eu comecei a acompanhar fandoms e coisas assim, quanto foi no filme da Barbie, de você ver velhinhas de rosa saindo do cinema. O Barbie foi um fenômeno recente, né? Que pegou todo mundo de supetão, que foi um grande... Foi um fenômeno. Um fenômeno que virou trend e chegou muito forte na era do TikTok, na era das redes sociais, em que isso tem diferença.

Porque todo mundo se sente um influência em potencial. Exato. Porque todo mundo quer criar um conteúdo. Antes era só postar uma fotinha. Se você não postar o seu conteúdo, você não foi. Você não participou. Exatamente. É surreal, cara. Você tem que postar. E aí é por isso que os cinemas não impedem você de fazer videozinho dentro do cinema. Antes era assim. Você pegava o celular, chegava alguém assim.

Não pode filmar, pirataria Pirataria, acabou com o cinema E aí, não é o caso Agora, eles querem que você faça isso Porque hoje é publicidade Gratuita do cinema Exatamente Você vai encontrar cineastas, você vai encontrar atores

Não, isso é ótimo. Eu acho que foi o 20. Estão divulgando. O The Rock também falando sobre isso. O Kleber. O Kleber, olha aqui, ó. O Kleber Medonça Filho, diretor de Bacureba. E agora? Cadê? Cadê? E agora, Kleber? Cadê? Que é contra os Vingadores. O Kleber Medonça Filho. Que é contra os Vingadores. Que é contra a Marvel. Vamos aqui, ó. Sacanagem. O Kleber postou aqui uma foto aqui da matéria da Rolling Stones.

sessões de Michael comprovam que a experiência no cinema está insustentável. Resposta do Kleber, que é diretor de Bacurau, diretor de Agente Secreto. Diretor do filme indicado ao Oscar. E também trabalha no Sim São Luís, lá de Recife.

e ex-crítico de cinema. Talvez a matéria deveria ser sobre sessões de cinema serem insuperáveis. Na que eu fui de Michael, tinha 400 espectadores gritando com a música tocada em som de show. As pessoas estavam felizes. Tem uma diferença entre gente mal educada, numa plateia, estar contra o filme.

E gente na plateia está com o filme. Mau educação não é coisa nova. Às vezes eu acho que ainda era pior. Mas lembro também da experiência popular no cinema que é insuperável. Gritaria, aplausos, assovios, palavras de ordem, gente religiando, comentários engraçados, horrorosos, todo tipo de coisa. Viva a experiência coletiva popular do cinema. E gerentes de cinema, gerentes de cinema, se combinar com o filme apresentado.

O ideal é o colega que atender o telefone ter que sair, como eu já vi, porque não é possível falar no telefone. Eu também acho que a gente vai aumentar o som do cinema. Eu acho que a gente vai aumentar o som do cinema. Eu acho que a gente vai aumentar o som do cinema. Eu acho que a gente vai aumentar o som do cinema. Eu acho que a gente vai aumentar o som do cinema. Se fosse dono de cinema, eu aumentaria tanto que o Michael Jackson falaria assim, eu estou aqui com o Tadeu de Jeans. Tipo, assim, estou ninguém. É o que eu ia falar.

Eu quero que as pessoas saiam surdas do cinema, assim, de tão alto que tá. Você tá com aquele zumbido, né? Aquele zumbido de show. Que nem show, quando você vai pra show, você sai de lá assim, né? Nossa, parece que... Esse texto do Kleber é sensacional, porque é exatamente a experiência popular do cinema.

Mas eu tô brincando, porque, por exemplo, teve uma vez, uma das sessões do Batman e do Petson que eu assisti, eu acho que eu assisti umas três vezes no cinema, uma das sessões que eu assisti tava muito alta. E aí, realmente, chegam em algum momento... Sim, que atrapalha. Não, chega um momento que você tá ficando maluco, aí você tá ficando louco de tão alto, né? É um drama, um drama de ação, né? Não, e é como o Clara falou, se combinar com o filme. Sim, mas o Batman combina a atenção alto. Mas normalmente, eles colocam muito baixo, mano. Eu também acho que é muito baixo. Ainda muito baixo. Eu queria falar sobre... Eu acho também.

Eu já ministrei palestras sobre a história do Chumel. Olha...

Não, eu queria dizer o seguinte, o início da história do cinema não combina com essa ideia de 300 pessoas em silêncio dentro de uma sala. Missa. Pra quem não sabe, é o primeiro filme exibido em público pras pessoas. É assim, o primeiro filme feito é um cara lavando a calçada com uma mangueira, tá? Eu sinto lhes informar que não tem glamour nenhum. Não era muito edificante. É, não. Era o cara...

Mas assim, o primeiro filme que... Inclusive, hoje em dia, essa pessoa estaria cancelada. Porque hoje em dia você não pode mais lavar. Tem que barrer. Mas o primeiro filme blockbuster, entre aspas, a ser exibido, e ele era exibido, obviamente não existiam salas de cinema, eram tendas armadas em circos, em feiras e afins.

era o trem chegando na estação. A chegada do trem na estação. Que era, pura e simplesmente, um trem vindo. E aí, você acha que todo mundo ficava em silêncio com o trem vindo? As pessoas iam correndo, se atropelando. A galera ia desviando. Então, assim, o cinema, intrinsecamente, não é... Não nasceu dessa ideia de ficar...

300 pessoas de silêncio. Com o tempo, o cinema foi se transformando, até porque começaram a integrar histórias sendo contadas ali. Você vai pegar coisas da época do teatro, vai pegar adaptações literárias, criações próprias para o cinema e tudo mais, você vai colocando isso num cinema mudo. Em que se você falasse, dane-se, afinal, ninguém está falando no filme, é só a musiquinha, então também você podia conversar durante o filme mudo.

Quando começa o filme falado, as pessoas conversam com o filme. Você sabia disso? Na época do filme falado... Que nem as pessoas conversam com a novela em casa. O William Bonner. Não entra aí, não sai daí, não fica com ele não. O William Bonner dá boa noite e ele é a pessoa boa noite. Boa noite. As pessoas meio que conversavam, porque era uma coisa muito diferente. E ninguém ficava... Tchau, tchau.

Porque era uma coisa nova e tal. Claro, aí a coisa foi ficando cada vez mais redondinha, cada vez mais complicada. Não é complicada a palavra. Evoluída. E aí, realmente, faz um pouco mal para a história. Principalmente quando é uma história muito intrincada. Mais tensa, né? Quando as pessoas ficam conversando. Sim, que é um processo de concentração, né?

E aí você vê, hein, quando o filme... Aliás, nos cinemas musicais, na época dos grandes musicais, ninguém ficava em silêncio no cinema também não, tá? Principalmente musicais de sucesso. A galera cantava junto. Você acha que Over the Rainbow, a galera ficava lá. O cara viu três vezes o cinema. Você acha que na terceira ele ficava lá assim...

Não, ele cantava junto. E aí é mais ou menos... Mas aí o que acontece? Aí começa a vir, quando começa a ficar muita bagunça, aí vem os lanterninhas, né? Essa profissão do cara que vem olhar se você tá fazendo ali o que não pode fazer. Era pra evitar os exageros, né? O lanterninha existia, né? Sabe onde só existe lanterninha hoje em dia? Na cabine de imprensa.

Que não é nem um lanterninha. É um segurança. É um segurança de tamanho com um binóculo. E uma lanterna de laser. Com um binóculo com... Luz noturna. É, aquela luz noturna. E você não pode abrir o seu celular na cabine de imprensa. Então, assim, pra gente que trabalha com isso e a gente frequenta, às vezes, cabine de imprensa...

É a única forma da gente experienciar esse cinema controlado, assim. Que ninguém fica mexendo no celular, que ninguém fica falando, e ainda assim tem gente que fica falando só que aí, sempre tem aquelas duas pessoas que já chegaram lá no lugar, de manhã cedo virado no Jiraya, aí dá treta as pessoas...

Sabe? Mas eu vou te dizer, eu peguei um pouco, um pouquinho, tá? Da época do Lanterninha. Não sei se o Júriás se lembra. Quando era criança. Não era tão legal assim, não, porque era um cara passando na frente da tela, tá? E era um cara pontar. Ele não tava paradinho no canto, não?

Não, ele não ficava parado que nem os seguranças lá. Ele ficava andando pela sala. É que o Lanterninha, ele chegava assim, como às vezes ele não conseguia passar na frente das pessoas porque estava meio imprensado, ele apontava a luz lá no meio, assim, tipo, a galera está fazendo bagunça ali, ele só assim...

Gente, vamos controlar isso, senão eu vou ter que retirar vocês. E é isso. Não, e lembrem que a disposição das cadeiras era bem diferente, não era stage. E outra, não tinha aquela coisa de iluminação no chão e o cacete. Então assim, chegou uma pessoa atrasada no filme, o Lanterninha levar essa pessoa na cadeira. Verdade, verdade. E aí ele vinha, isso atrapalhava pra caralho, tá? Porque tu já tava vendo o filme, o cara chegava atrasado, e vinha um cara com uma lanterna na tua cara, tava assim.

Toda sessão, não importa, assim, a não ser que seja dia de semana, duas horas da tarde, sempre tem uma galera entrando atrasada. Uma galera, porque as filas de pipoca são imensas, tem a galera que é só atrasada mesmo, tem a galera que foi ao banheiro, tem de tudo, assim. Então, o Lanterninha realmente...

pra essas coisas seria meio insuportável. É que as salas mudaram, né? Quando as pessoas já entram com a lanterninha do celular ligada, já é um corre. Nossa, que ódio. Que raiva. Tanto que hoje em dia, a maioria dos cinemas tem aquela luzinha que você consegue ver na escada pra você saber qual que é a fila. Mas mesmo assim o cara ainda acende. Mas e a cadeira? Porque na cadeira não tem. Na cadeira ainda não tem. Tipo, na cadeira ou é um negocinho costurado, é um negocinho embaixo, você não sabe onde é. Se você tem um astigmatismo, a miopia lascou.

Não tem, não tem como. Você vai ter que falar, uma licença, onde que é a cadeira 15? E aí, você que tá ouvindo? Esqueceu o óculos. Onde é a MD15, entendeu? Na minha acessão de abre-aixo-prada, porque é o seguinte, você conta da direita pra esquerda, do ponto de vista de que tá sentado, certo? Começa na parede da direita, vai pra parede da esquerda da numeração. Só que a pessoa... É não, Sicas.

É? Depende da sala, não? É da esquerda pra direita, não é? É da esquerda pra direita, não? Não, da direita pra esquerda. Começa do lado direito, quando você tá sentado. Da esquerda, se você estiver encarando do ponto de vista da tela. A numeração começa do lado direito, bem aqui, certo? Você coloca o número da cadeira. Cadeira número 1 tá com um númerozinho bem aqui no braço direito. É, porque todo mundo senta na cadeira e do lado esquerdo e do lado direito tem números, né? Tem números diferentes, né?

do lado direito tem um número menor do lado esquerdo tem um número maior portanto começa do lado direito as vezes tem cinema que a forma mais correta possível é na própria cadeira ter o número tem uns que é aqui atrás aqui assim não dá pra você ver essa é a maior burrice inventada na história do cinema

Não, então, se você tá em pé e o negócio tá atrás da cadeira, como é que você vai fazer? Você vai subir na cadeira e olhar? É isso que ele tá falando. Quando é em cima da cadeira, no cantinho, tem uns que são até bordado, grande. Aí você consegue ver, aí é legal. Agora, tem uns que eles botam uma etiquetinha deste tamaninho na borda da cadeira. E aí você tem que se virar pra conseguir ler. E agora, pode ter gente que tá ouvindo aí e tá falando assim, mas é só não chegar atrasado. Gente, todo mundo...

mundo alguma vez na vida já chegou atrasado em alguma coisa. Claro, é um pouco irritante pessoas que chegam atrasadas em tudo. Eu, particularmente, não sou muito fã dessas pessoas que chegam atrasadas em tudo, né, Siqueira? Mas... A maioria dos filmes que o Sicas assiste, ele perdeu os 10 minutos. Assiste começado tudo. Por isso que ele assiste duas, três vezes, pra poder ver o filme de verdade.

Mas se ele chegar atrasado três vezes, como é que faz? Mas o outro ele não chega, né? Não, mas o... Assim, todo mundo já teve problema com trânsito, tem problema com chuva, às vezes acontece alguma coisa. Tem coisas que são além do nosso controle. Às vezes você precisa ficar um pouco mais além do trabalho. Pô, tu vai perder a sessão? Tu vai entrar. Então, assim, a gente tem que... Eu acho que, assim, isso não é um programa pra ficar... Falando mal de jovem. Falando mal de jovem, atrapalhando, né?

É que a gente precisa dizer o seguinte, é que muitas vezes... Não que a gente precise falar mal, né? Não, mas é que, assim, muitas vezes a gente não... Primeiro, a gente não se lembra do nosso passado. Verdade. Dos pepinos que a gente arrumava no cinema. Ah, eu sei que era extremamente irritante, tá? Eu sei que eu era irritante pra caramba. Isso, a gente ia em grupinho no cinema, a gente fazia uma zona do caramba. E não vem falar que hoje em dia é diferente, porque, cara, como o Kleber disse, antigamente, eu já passei por umas sessões terríveis.

Que ultimamente eu não tenho passado, não, pelo mesmo tipo de coisa. Gente Mó Educada é diferente, né, Rogério? Você percebe, né? Gente Mó Educada tem em todo lugar. Que é tipo um filme de terror e a pessoa, a mulher tá andando lá e é o cara... É, sabe? É, esse é. Não, atrapalhando a imersão. Tem duas coisas diferentes. Como o Clara falou, você pode estar com o filme, por exemplo, a cena da Elwin lá em Os Anéis. Quando ela vai lá e diz, I'm no man.

Pô, é cena pra pessoal, pra galera pra tirar. Edificante. Outra coisa é o exemplo que o Júlio deu. Você tá assistindo filme de terror, tá todo mundo no maior cagaço. Pega um lugar silencioso da vida, por exemplo. Você tá no maior cagaço. Que precisa do silêncio, né? Precisa. Precisa do silêncio pra criar o clima. Aí chega lá um...

Então, mas por exemplo, eu já, eu nunca, obviamente, nunca fiz uma coisa dessa, pelo amor de Deus, eu sempre detestei isso, mas já estive em grupo de adolescentes, você tá, um monte de adolescente, eu lembro que a gente foi assistir Twister, saiu uma pancada de adolescentes da escola, eu acho que devia ter uns 10, a gente foi assistir Twister.

Meu, uma hora lá da vaca, alguém fez... Muuu! Aí tudo... Não fui eu que fiz. Mas, entendeu? Eu tô lá no grupo que fez. E aí, pra galera... Pra uma pessoa que tá fora assistindo, o problema é o grupo. Não é uma pessoa do grupo. Então, assim, a gente tem que entender, primeiro, que as pessoas são diferentes entre si, cada um tem a sua...

a sua maneira de pensar e tudo mais. E eu acho que as coisas também evoluem de certa forma. Você pode não concordar com isso. Mas, por exemplo, essa maneira de interagir com o cinema é a nova maneira de assistir cinema hoje em dia. É a maneira que o cinema vai sobreviver. Porque se você não tiver isso, você assiste em casa, onde ninguém vai te atrapalhar.

você bota ali escurinho, pá, entendeu? Assiste o filme lá tranquilo, tal, não sei o que. Na sala de cinema, que é uma experiência coletiva, você fazer 200, 300, 400 pessoas num silêncio que é o que você quer, que é o que você almeja, é uma coisa difícil de conseguir. Se você for pensar bem, é até um milagre quando a gente vai numa sessão com 400 pessoas e você não sair puto da vida. Porque, cara, são 400 pessoas.

Uma pode estar com gripe, a outra pode estar com não sei o que, a outra pode estar com bebê, a outra pode estar com um grupinho de adolescente. Até teatro, que é um negócio extremamente controlado, existe em estima de saco, existe barulho de celular, existe mais coisa. Na temporada do Wicked em São Paulo no ano passado.

Gente querendo fazer meme no meio do negócio. Gente que ia sempre. Querendo gritar. Não, não tô falando nem filmar. Filmar não tem como. Filmar não tem como. Porque lá não é lindo. Quando eu fui com o Rogério, não tinha como. Eles botam um laser enorme na sua cara. Eles tá com um laser na sua cara. Aqui no Rio, no Beanieuse que eu fui assistir, mesma coisa. E não importa se você tá só olhando a sua tela sem brilho. Eles conseguem ver e eles botam um laser insuportável na sua cara. Que todo mundo vê. Você paga vergonha no cinema.

no teatro. Fê, a Isa Briones, que é uma atriz do The Pitch, ela tá tendo uma temporada na Broadway, né? E essa temporada tava acontecendo ao mesmo tempo que a segunda temporada do The Pitch tava saindo. E aquela coisa, o personagem dela tem toda aquela coisa de estar atrasada com as fichas dos pacientes e tal. Começou a peça, ela tava tendo um musical na Broadway, aconteceu isso uma, duas, aconteceu uns três vezes isso, até que ela teve que pedir pra pararem. Alguém na plateia gritando Atualiza as fichas dos pacientes!

É engraçado que, tipo assim, engraçado, é triste, né? Principalmente com um ator de teatro. Como alguém que já trabalhou fazendo peça, é muito difícil quando as pessoas começam a querer interagir com você na peça, como se elas fizessem parte do espetáculo, tá? Desconcentra. É um negócio, assim, que atrapalha, mesmo quando é feito na boa vontade, sabe?

Tem um negócio que é curioso, porque a gente já fez um podcast chamado Como os Filmes Infantis Passaram a Sustentar as Salas de Cinema. Edição 896. Então é um podcast bem legal, mostrando essa ascensão desses filmes, o Super Mario, o Minecraft, os Minions, Frozen, Moana, etc. Como eles passaram a levar multidões, são filmes que faturaram bilhões, se juntar a todos eles aí. E é onde o cinema...

ama, né? Porque as crianças querem ver duas, três, quatro, cinco vezes o filme. Esses filmes funcionaram muito. Lilith Teach, né? Recente também. A gente fez esse podcast mostrando essa nova ideia de que, pra funcionar, tem que ser feito...

pro público infantil. Só que tem um filme lá de 2022 que mudou um pouco essa perspectiva, que é o Top Gun Maverick. Esse é um filme que fez um sucesso estrondoso e botou a puguinha atrás da orelha de Hollywood, de assim, olha, se você fizer filme nostálgicos...

Esses filmes conhecidos como Massa Véi, né? Que são filmes pipocões, divertidos, com grandes cenas de ação, que a galera vai sair empolgada do cinema e vai querer recomendar para os amigos e tudo. Nem necessariamente ele precisa ser esse filme. Ai, meu Deus, como esse filme é maravilhoso. Do caso do Top Gama Verique, é um grande filme. No caso de, por exemplo, Fórmula 1 filme, que tem a mesma... Ele é tipo filho de Top Gama Verique. O Top Gama Verique sentou que saiu um ovo. O ovo é...

o Fórmula 1 filme. É engraçado que o Top Gun tinha o Dias de Trovão e o Top Gun Maverick tem o Fórmula 1. Exatamente. Que é a mesma coisa. Você pega ali, esse filme ele deu uma mudada na cabeça de Hollywood. Temos que fazer filmes pensando no público adulto e que gere uma certa comoção. Porque para as pessoas irem muitas vezes ao cinema é muito diferente, por exemplo, de um Jurassic Park.

A galera vai assistir a franquia Jurassic World no cinema aí, que tem diversos filmes agora e tudo, e vai continuar, porque é uma franquia bilionária. Não é um filme que, ai meu Deus, vamos juntar a galera para assistir Jurassic Park. Não é esse filme. Ele atrai porque dinossauro atrai as pessoas, as pessoas querem ver isso. É muito diferente do fenômeno que foi o Top Gun Maverick ali, principalmente pós-pandemia, a gente saindo da pandemia, tinha negócio de, caraca, vamos ver esses filmes, nossa, nostalgia, que coisa legal. Você pega o ano seguinte,

O Barbie e o Oppenheimer são fenômenos, porque são dois filmes completamente diferentes, mas que saem no mesmo dia e geram o que a internet ama, que é o meme. Ele gerou o meme. E se gerou o meme, você quer participar do meme. Porque a trend tá lá. É que nem o João Inácio Júnior daqui de Fortaleza fazendo aquela dancinha do será. Será? Será que eu sou gay? Será que o pau que rola nas redes sociais é que eu sou gay? Será?

Esse meme estourou no Brasil inteiro e você vê todo mundo fazendo também, porque tem que entrar no meme, você tem que participar da brincadeira. A gente não participou aqui, mas... Inclusive, assim, antes da gente gravar hoje, eu estava olhando a rede social e aí tinha um tweet de uma pessoa falando...

Queria muito que essas geladeiras coloridas dos anos 80 voltassem à moda. Queria muito usar, não sei o quê. Aí alguém repostou e falou assim, caraca, gente, mas vocês só fazem as coisas hoje em dia se for moda? Porque tem um pouco disso, sabe? É... Virou uma coisa... O Barbie foi isso, né, Fê? Você quer participar. Não, eu postei minha fotinho de rosa saindo da caixa da Barbie.

E olha só, o cinema... Eu não sou tanto de fazer essas trends, não. Mas algumas dá muita vontade de participar. É muito legal, sabe? Porque são divertidas e são inofensivas. É, exatamente. No caso do Barbenheimer, o Barbie é um filme que te convida a brincar com o filme. Ele é uma coisa muito nostálgica pras meninas, porque toda menina já brincou de boneca estilo Barbie em algum momento, sabe?

esse é o problema. No espelho dele tem o Oppenheimer. O Oppenheimer não é um filme que te convida a brincar com o filme. É um filme que te convida numa história dele. Mas é um meme. Mas ele vira um meme por quê? Porque são duas coisas extremamente opostas.

É um filme que é feito pra ser popular, por uma diretora conhecida, por uma... Não, calma, eu tô falando Barbie. E aí você tem essa diferença muito grande entre o Barbie e o Oppenheimer, que eu acho que foi o que fomentou esse meme de funcionar, né? Porque você tem, ao mesmo tempo, um filme que é feito pra ser um blockbuster, ou seja, feito pra ser popular, pra...

todo mundo queria assistir, pessoas de todas as idades as meninas todas vistas de rosa os meninos todas vistas de rosa todo mundo querendo ser a Barbie e o Ken feito por uma diretora que é muito conhecida também por ter takes feministas então tinha toda uma coisa uma politicagem também por trás disso

Apesar de muita gente nem ter entendido, né? É, pois é. E do outro lado, você tem um dos diretores que mais leva público, se não o diretor mais prestigiado aí da atualidade, que é o Christopher Nolan, fazendo um puta filmaço sobre a história da bomba nuclear.

da bomba atômica com o Kylian Murphy, que é o cara do Peaky Blinders, que já é outro meme enorme, que é o meme dos caras que querem usar a boininha e falar que é um Peaky Blinders Frio e Calculista Então você pega esses dois extremos e você lança os filmes juntos e ao mesmo tempo, todo mundo tá querendo ver os dois

Então, uma coisa que eu via a galera muito fazendo, era quem queria ir na estreia e ver os dois, levava a roupa pra trocar. Então, você fazia a sua roupinha Peaky Blinders pra ver o Oppenheimer, e você botava a tua roupinha rosa pra ver o Barbie. Então, assim, virou uma coisa extremamente performática, mas você conseguia ver...

que ao mesmo tempo a galera tava se divertindo muito com isso, até eu fiz isso assim, quando eu fui nas cabines de imprensa, elas foram uma num dia e a outra no outro eu fui com o meu blazerzinho risco de jus, meu Oppenheimer e eu fui com a minha roupinha cor de rosa The Barbie sabe uma coisa curiosa? é que o Barbie desses fenômenos recentes, a gente pega dos últimos 5 anos, 5, 6 anos

Não tem nada do tamanho do Barbie. Se a gente dá pra pegar até historicamente. E as pessoas estão tentando recriar. As pessoas começaram a tentar recriar. E nem o filme com a maior bilheteria, ele nem chegou a um bilhão e meio. Mas o movimento popular que aconteceu em cima dele, das pessoas se mobilizando. E aí a sua vózinha que não ia ao cinema há 30 anos. Exato. Não, vamos, vó, assistir o filme no cinema. A vó, a mãe e a filha ainda assistiam.

Não, e não só isso, várias outras coisas também no filme deram trend, aquela música da Billie Eilish, o Wobbles I Made For. Virou muito, ficou muito famosa, viralizou, todo mundo usou. Depois fizeram até a versão do gatinho, do miau, miau, miau, miau, que até hoje eu vejo as pessoas usando. Três anos depois as pessoas estão usando. Mas o que que faz tudo isso girar?

ou a divulgação é a rede social é as pessoas indo no cinema e tirando uma foto da tela ou tirando uma foto do pôster porque é aquela ideia de eu fui, eu testemunhei é a mesma coisa que a galera que fez no show é que nem o show também

Que fica o celular assim e, tipo, não vê o show, fica vendo o show pelo celular. Não, e aquela coisa também de você querer comprar qualquer merchandising falsificado na frente do show, não importa se ele é vagabundo ou não pra dizer que você foi, né? A faixinha, o copinho. Você falar, eu pertenço a esse grupo que fez esse negócio. Exato. E aí, por que, carambas... E aí, por que, carambas...

pra não falar outra palavra, as pessoas acreditam que o cinema vai trazer de volta o Lanterninha pra tirar uma das maiores propagandas do ganha-pão deles, que são as pessoas indo no cinema e querendo demonstrar que estão indo no cinema. Então, assim, eles querem mais é que, cara, se puder todo mundo tirar a foto da tela, tira a foto da tela.

entendeu? Porque pro cinema ele só não vai falar abertamente por enquanto, eu acho que em algum momento vai ter alguma coisa do tipo assim se for tirar fotos, não use flash sabe esse tipo de coisa? se for usar o celular na sala tire o brilho, em vez de falar não use o celular, naqueles videozinhos que passam antes, né, das informações de segurança e tudo mais vai parar de ter o negócio eu acho que eles vão falar, não atenda o celular eles vão mexer nisso aí então

Não atenda, mas não usar Isso vai cair em um pouco Eu não sei se eu já falei sobre isso num podcast Ou se foi alguma live Mas o videozinho do UCI O cara que reclama das coisas É o diretor chato É o diretor chato Ou seja, o cinema tá dizendo

Deixa de ser chato. E deixa as pessoas... Claro, não fumar, né? Até a própria propaganda termina. Nervosinho. Nervosinho, hein? Eles fazem estardalhaço com a propaganda de não fumar. Ninguém fuma no cinema, gente. Ninguém fuma no shopping. Se você não botar propaganda, a galera fuma.

Mas então, você põe as pessoas em risco. Tem que falar mesmo assim. Mas as pessoas já estão acostumadas. Sim, estão. Mas eu acho que isso deve fazer parte do pacote de regras que todo mundo tem que botar. É que nem no avião. Essa coisa de dizer onde está o extintor, dizer onde está a saída de incêndio, como você empurra. E o cigarro, que é uma coisa que pode começar um incêndio, eles precisam ser bastante veementes, apesar de que hoje em dia já é muito comum que as pessoas não fumem em lugar fechado. Exatamente. O que eu acho que é...

que deveria ser feito hoje em dia é adaptar essa parte do celular. Porque, cara, as pessoas olham aquilo e fingem que não estão vendo. Porque elas vão... São duas horas com um troço na mão que elas usam a vida inteira. Que já faz parte do corpo das pessoas, a gente já sabe disso. A gente, eu, o Jurandir, o Siqueira, a Fernanda, a gente nasceu sem o celular na mão.

Mas, cara, a maioria das pessoas hoje em dia que vai no cinema, que é o que a gente estava falando que saiu na pesquisa, elas já nasceram basicamente com internet e celular na mão. Nascem com internet e celular, sim. Pra elas é muito difícil, e eu entendo, é difícil ficar duas horas com o troço que ela está vivendo a vida inteira com a cara enfiada ali e ficar com aquilo desligado. Então eu acho que as propagandas do cinema

pra melhorarem isso, você tem que se adaptar. Então é o seguinte, olha, se você for usar o celular, usa na menor graduação de brilho possível. Baixa a luz inteira. Não, tire o som. Coloque no silencioso. Se for tirar foto da tela...

Não usa flash. Se for tirar foto da tela, não use flash. Esse tipo de coisa que é pra englobar essas pessoas que vão usar, porque o cinema precisa... Gente, o cinema precisa dessas pessoas. Tem um problema grande aí, que é... Eles não vão colocar isso num vídeo desses.

Porque, em tese, você tirar a foto da tela ou filmar um trecho do filme é pirataria. É, pirataria. E os estúdios, eles não querem isso. Mas os estúdios estão tendo que fazer vista grossa, os cinemas estão tendo que fazer vista grossa, porque eles estão pensando assim, cara, se o cinema, ele não tem mais... Antigamente, não só o estúdio fazia propaganda dos filmes, os próprios cinemas faziam propagandas.

venham ver aqui no UCI, estreou o Fimital, estreou não sei quem, estreou não sei quem. Eles faziam essas propagandas, eles não fazem mais. Mas quando você coloca numa rede social, você coloca lá uma pessoa, não importa se ela só tem 50 seguidores, que é só gente da família dela. Ela está fazendo propaganda para as pessoas da família.

Ah, chegou esse filme do Michael. A tia dela comentou, nossa, vou ver com o meu filho aqui pra gente ir junto. Ai, chegou Diálogo Vestipada 2, nossa, faz 20 anos. Eu vi esse filme lá nos anos 2000 e tudo. Saiu 2, nem sabia. E é propaganda orgânica. Corrgânica.

Isso, isso que eu ia falar. A pessoa, às vezes, não gosta de ir lá no cartaz, porque sabe que o cartaz é uma propaganda. É a mesma coisa que você tirar uma foto com, sei lá, um saco de batata. Um rótulo de alguma coisa, é. Depende. O stand do Michael, que tem, por exemplo, no C.A.I. Guatemi, cara... Eles fizeram um palco, né? Virou palco. Então, eles fizeram esse também.

Uma JBL? Mentira. Tocando o Michael? Tava tocando a música do Michael. A coisa mais comum do mundo é você, quando entrar no cinema, acabou os trailers, vai começar o filme, as pessoas estarem nesse ponto aqui, que é o celular ligado, em cima da perna, assim, aí esperando. Esperando o título. Esperando. Quando aparece o título.

O título pra tirar a foto. Pra tirar a foto do título no momento exato. Mas é isso que eu tô falando. As pessoas até podem tirar lá no pôster e tudo mais, mas elas preferem muito mais o orgânico, que é o seguinte, estou assistindo. Eu não vim só tirar uma foto no pôster. E os cinemas tão ajudando com isso. Alguns lançamentos...

eles, antes do filme começar, antes das propagandas começarem, coloquem uma tela em stand-by dizendo, vai começar a sessão do filme tal, tal, tal. Tirem uma foto aqui, coloquem a hashtag, às vezes colocam até um QR Code pra foesia mais. Mas isso daí não é orgânico, né? Isso aí é o que o publicitário quer, né? Que não aparece, isso é uma coisa que...

Uma coisa que não faz sentido pra mim, tá? Um pequeno desabafo. Eu acho essa ideia desse pôster enorme dizendo, ah, compartilhe suas reações e é um pôster bonito e tipo, ah, você está prestes a assistir. Eu acho que isso devia ter em todas as sessões. Tá? Porque eu só vejo isso ou em pré-estreia ou em cabine de imprensa.

Só que pra você entrar na sala de uma pré-estreia pra uma cabine de imprensa, eles mandam você lacrar o celular. Então não faz o menor sentido aquele negócio. Que deveria ser exatamente o negócio pra você tirar fotinho quando você tá lá, o seu ponto de vista e falar, olha que legal, eu estou prestes pra assistir esse filme. Sabe?

E aí depois eles querem que as pessoas não tirem foto do filme. Eu que tô indo só no fim de semana pro cinema. Eu tô indo só no fim de semana no cinema. Não consigo ir na semana mais. E aí, fim de semana é correria, né? Porque é uma sessão em cima da outra. Muita gente no cinema. Cara, eu tô entrando nos filmes. Os filmes já estão rolando estrelhas. Eu cheguei 20 minutos antes do horário. Tô lá esperando pra entrar. E aí estão limpando a sala.

E aí, simplesmente, quando eu vou entrar, já tá rolando os trailers. E às vezes tem filme que já começou. E eu, caraca, maluco, tá todo mundo esperando aqui fora. Porque tá tudo muito, né, um em cima da outra. É pouco que a gente trabalha no cinema. E uma coisa importante é que no mundo ideal, no mundo ideal, não teria nada disso. No mundo ideal, eu queria. Adoraria ir pro cinema sem o pessoal tirando um milhão de fotos, fazendo... A gente faz, a gente passa do ponto, que é o negócio que o Cleber falou. Da má educação.

A coisa é você tirar uma fotinha e postar. Tô vendo Agente Secreto. Outra coisa é você filmar um trecho do filme falando. Gente, tô vendo aqui Agente Secreto no cinema. Nossa, que filme legal. Fazendo um vlog no meu cinema. Olha que ator bom. Tipo, você vai fazendo um vlog no cinema. E aí é um filme. Agente Secreto não é um filme de show, de festa. É um filme dramático, pesado. Um tema forte, né? Não tem porque você tá fazendo um estardalhaço, conversinha e parará. Um filme como o Michael Jackson. O filme do Michael.

É um filme que, cara, as pessoas amam Michael Jackson. As músicas são clássicos. São músicas que fizeram parte de muitas gerações. É impossível você ficar sentado e não reagir minimamente. Não tem como, não tem como. Na minha cabeça, quando eu tava assistindo Michael, tinham dois lobos, tá? Tinha o lobo que tava falando assim, Fernanda, pelo amor de Deus, se segura, não vai atrapalhar os outros no cinema. E o outro lobo tava tipo assim, querendo dançar, cantar e não sei o quê. Então assim, eu tava... Entre cada fala, Eww!

Ah, exatamente. Então, assim, o que eu contentei em ficar ali no meio? Que é tipo assim, eu tô aqui, eu tô dando uma leve dançadinha, eu tô fazendo leap sync da música, mas eu não tô atrapalhando ninguém. Eu tô aqui, fazendo meu ombrinho, fazendo meu uh, mas assim, só interno.

O pré-filme, o pré-filme do Michael é isso. Você, antes mesmo de começar o filme, entre os trailers, a galera já tá fazendo... As pessoas já estavam... E aí vira a brincadeira, porque, cara, a galera tá no espírito do filme. Então, mas teve cinema que isso deu até briga, né? Então, no trailer. No trailer. No trailer. Que aí já vem a pessoa... Ah, se eu fizesse no meio do filme, não sei o que, ela ia te encher de porrada.

Esse é um lado que a gente tem que abordar aqui agora. A gente falou do lado das pessoas que às vezes são mal educadas. Que é uma festa, né? Ou que às vezes elas só estão curtindo e tal. Eu acho que também tem uma galera ainda no cinema que já tá com muito ódio no coração.

Ela já vai pronta pra brigar. Eu percebo que tem muita gente que ela... Meu, ela já entra com raiva. E aí eu não entendo porque que vai no cinema, entendeu? Espero o filme chegar em casa. Porque assim, se tu já vai com raiva no cinema, e aí assim, a primeira... O primeiro... No...

O primeiro que ela acabou com o seu dia? Pra que você faz isso com você mesmo? Você já arrumar briga. A gente viu sessões do Michael que as pessoas saíram na mão e o filme não tinha começado ainda. E tava rolando uma porradaria inacreditável. Isso não é uma só não, tá?

São várias sessões que as pessoas estavam brigando antes do filme começar. Esse é assustador. Sabe quando foi que eu aceitei? Aceitei que eu perdi. Eu oficialmente perdi nessa minha batalha de, gente, vamos tentar se comportar melhor no cinema, não vamos filmar, tira foto, baixa o brilho, não sei o quê. Foi quando eu fui assistir o Lilo Stitch Live Action em 2025 e caiu a ficha real de que eu olhava para um lado, eu olhava para o outro e eu só via pais com crianças.

E as crianças correndo dentro da sala, dando volta, assim, uma energia inacreditável, assim, correndo e dando cambalhota lá na frente. O Bando de Lilo, cara. Mas filme pra criança sempre foi assim. Sempre foi, cara. Mas eu ia sempre em horários, tipo assim, eu ia numa terça-feira à tarde, à noite, sabe? Então, tipo assim, na sessão legendada do filme pra criança, 9 horas, 10 horas da noite. Eu passei aí, só nos fins de semana...

E aí, no seguinte semana, é o público... É o público geral, é. O público médio, grandão, né? E simplesmente foi isso que mudou. Eu vi essa galera correndo. Porque eu lembro uma vez, ô, Judas, que quando a gente era criança, quer dizer, eu já era adolescente, pré-adolescente ou adolescente, sei lá, não me lembro de que ano que é o filme, o Gasparzinho lá, o filme com a Vandinha lá. Cristina Rich, anos 90. Eu fui porque a gente foi levar a minha irmã mais nova, que tem uma irmã que é oito anos mais nova que eu. Então a gente foi lá, que ela era criança e tal, e a sessão foi ruim.

mas é um inferno daquele, com criança pulando. E naquela época, o que eu falava, disposição de cadeiras era diferente, era uma merda. Era muito mais perto uma cadeira da outra, apertava o negócio. E assim, a criança passava atrás de você e puxava teu cabelo. Porque a cadeira não era alta que nem essas cadeiras de hoje em dia. Não, não. Era aquela cadeira de auditório de colégio.

saiu da sessão, minha mãe falou, nunca mais! Nunca mais! Isso, cara, foi 93, acho que 92, acho que deve ser o filme, alguma coisa assim. 95. Então, assim, convenhamos, gente, isso não é de hoje, isso tem desde sempre. Eu já contei em outros podcasts de cinema do Náufrago, que o cara ficava falando com a tela lá, porque o Tom Hanks não podia falar com ninguém, não tinha ninguém pra falar. E aí o Tom Hanks ficava nervoso na sala de silêncio. O filme que a gente ama, que é Cabo do Medo,

Uma das coisas escrotas que... O que ele faz é ficar falando no cinema, né? Ficar rindo alto, falando. Cara, isso não é uma novidade. Agora, eu acho que tem muita gente que vai no cinema pra encher o saco. Eu acho que tem muita gente que só quer ter uma experiência coletiva e quer postar o seu filminho lá. Olha, tirei uma foto aqui, assisti e tal. E é uma coisa mais contida, porque realmente quando irrita... Tem a moda de postar todos os spoilers do filme no TikTok, né? É isso aí, mas... É isso aí...

Mas isso aí acontece, né? Quando o Orkut não tinha um grupo lá. No dia 1. Não tinha grupo no Orkut que era só de spoiler de filme? Cara, as pessoas, elas têm essa tara. Eu não sei por quê. Quando eu fui ver Vingadores Ultimato... Vingadores Ultimato, não. Foi o... Qual que foi? Tô tentando lembrar. Foi um desses filmes aí, evento de herói. Não tem tantos anos assim. Não foi Vingadores, não. Foi o Homem-Aranha que tinha o Andrew Garfield e o Tobey Maguire.

Eu tava lá assim. Caraca, fui assistir, já tinha visto na cabine. A gente, antes da sessão, a gente foi ver todo mundo junto na estreia, né, depois, no primeiro dia, quinta-feira. Quarta-feira. A gente foi no McDonald's, antes da sessão, e aí, uma das meninas...

Tava na frente do caixa lá, foi comprar o lanche dela. Eu nem tava nessa hora, eu tava na mesa. Depois ela volta e fala, porra, acabei de levar um spoiler do filme que saiu hoje. Acabei de levar um spoiler do filme. O cara, o caixa do McDonald's tava dando spoiler. Porque ele tava puto que não ia poder assistir.

Mas isso é histórico, né? Acontece bem porque o mundo é mundo. Eu já saí, uma vez eu tava na fila do cinema, os caras estavam saindo e falando na fila, ó, não sei quem morre, não sei quem morre. Não, eu sei o sentido, né? Eu sei o sentido. Ah, não, ele tá lá, né? Não vou dar spoiler, não vou dar spoiler de graça aqui, só pra fazer a piada, né?

Mas isso aconteceu muito. Eu vou te dizer por que acontece tanto isso de a galera filmar a parte de spoiler e postar no TikTok. Porque tem muita gente que não vai ao cinema. Nem tem cinema na cidade dessas pessoas. Mas elas querem saber. Elas querem saber o assunto que está todo mundo falando. Então a galera cria esse tipo de conteúdo. Eu acho muito paia. Porque você está revelando as coisas. É só ver que tem visualização pra caramba nesse TikTok, nesses stories.

o pessoal acompanha, o pessoal vai atrás, ou até mesmo, alguém pra ser inscrito de pouco, manda pra um amigo. Existe uma síndrome do pequeno poder, de você ter visto no primeiro dia, e você querer espalhar pras outras pessoas, isso existe desde que eu era criança, quando saiu o filme e o amiguinho conseguiu ver no primeiro dia, cara, era um inferno.

A gente não tem isso até hoje, essa síndrome do pequeno poder. Na livezona, quando a gente tá aqui e vem alguém, um filme acabou de sair, não tem nem um fim de semana que o negócio tá em cartaz, e aí na segunda-feira a pessoa já vem, pô, galera, e aquele final que acontece não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê lá. É, e a gente pô, cara, e a gente pede. E a pessoa, não, e hoje em dia é pior ainda, porque a pessoa faz questão de mandar um live pics, que é pra aparecer na tela, ler, e a gente não poder nem falar nada. O cara vai gastar todo o dinheiro.

Pra dar um spoiler pros outros. Com filme blockbuster, eu não tenho esse problema. Com filme blockbuster, filme grande, blockbuster. Agora aquele filme pequeno que eu tô esperando pra assistir. Mas isso me irrita, é. Tipo um terror, tipo uma obsessão aí. Tipo uma obsessão, é. A galera chegar e dar spoiler do filme, aí eu fico puto. Porque é tipo o Sicas comigo com o drama. O Sicas tentou estragar o drama pra mim.

Ele só não estragou porque o filme ele... Que sacanagem. Que sacanagem, mano. Ele sacapou tá dez vezes, né? É. Que sacanagem. O Jurandir literalmente me mandou um ADN pedindo spoilers. Se eu não tivesse de prova, eu já tinha acreditado no Jurandir. Mas eu tô de prova que ele falou manda pelo privado o Sicas e o Sicas mandou pelo privado pra ele. Aí eu já... Eu não vou... Aí não tem como, né?

Inclusive, sala VIP de Udrama, tá? Tá disponível aí. Sim. Com barra padroncast, tá? Boa aí, boa. Boa. Aliás, filmaço, hein? Filmaço. O Siqueira não conseguiu não estragar. Ele tentou, mas não deu certo. É verdade. Mas ele não tá nesse programa, tá? Nesse programa?

Não. No do drama? Não sei se ele tá no programa. Eu acho que não. Eu acho que não. Tá? Ele queria estragar o filme pra gente, né? Dando spoiler pra caramba. Ah, é verdade. Mas eu queria só voltar no negócio que a gente passou muito rápido, que é sobre essa impaciência das pessoas. Isso é importante, pô. Eu acho que as pessoas têm que ser um pouquinho mais pacientes. Eu vou dar um exemplo de uma coisa que aconteceu. Rogério, o posto da paciência.

Eu amo que é o Rogério falando isso. Sabe o que eu faço? Não é isso, cara. Eu acho que ficar arrumando briga no cinema não te leva a nada. Primeiro que você vai perder o filme que você foi pra assistir. Segundo que você vai atrapalhar outras pessoas que não a pessoa só que tá brigando contigo. Você sabe disso. Quando fica aquela guerra de chill, tá todo mundo perdendo. Todo mundo tá perdendo. Guerra de chill. Um fica... Aí outro... Tá todo mundo perdendo. Você já foi pego num fogo cruzado.

É horrível, é horrível. Eu tava assistindo Agente Secreto, pré-estreia do filme. Quem tava lá é porque conhecia o filme, conhecia o diretor, queria estar lá. Do meu lado, tava um casal, o cara tava com um salgadinho. Foi na Americanos, foi numa loja de conveniência, foi do tipo. Aqueles salgadinhos com embalagem de saco de alumínio? É, exatamente. Abriu e a gente tava lá. Crack check. Ia no salgadinho e fazia um barulhinho.

E tinha uma pessoa na minha frente, certo? Tava... Eu não sabia pra onde era o... Isso já é uma etiqueta do cinema, né? Isso já é uma etiqueta. Eu espero o barulho do filme pra poder abrir o pacote. Barulho de pipoca. É, não, pra abrir sim. Mas assim, o barulho de você comer no cinema uma pipoca... Porque a pipoca faz crack-crack também. É uma coisa que já é aceitável. Então faz sentido os cicas não entenderem pra quem tava fazendo o chill. É, faz. Mas aquele outro comportamento que é o saco, tipo o saco da Americanas. E dentro tem o saco do pacotinho, o pacotinho do negócio.

Não, eu quero tirar só um. Aí ele abre, aí pega um, aí dobra, aí pega o saco e bota lá embaixo de novo. Aí depois ele pega... Mano. Ai, meu Deus, mano. Não, e um dia eram duas pessoas que eu acho que estavam realmente pra brigar. Estavam pra brigar, estão pra brigar. O cara chegou e disse... O que é, rapaz? Eu tô comendo aqui. Marca essa salgadinha aí. Vem parar. O cara da frente.

Pegou o refrigerante. Jogou. E espirrou em quem? Mentira. E você? Saiba daqui. Saiba daqui. Saiba daqui. Na cena da Alice, porra. Puxa, cena fodida mesmo. Triste. Olha só. Olha só como as pessoas... É isso que eu tô falando. Essa impaciência. E aí, sabe por que as pessoas brigam? Porque as duas pensam do mesmo jeito, que é o seguinte. Eu tenho direito. Então, eu paguei, tenho direito de comer. Eu paguei, tenho direito do silêncio.

Eu faço, eu vou falar a minha experiência do que eu faço. Eu mudo de lugar. Cara, eu vou lá, eu sento lá, eu não ligo de sentar lá, sento lá na frente onde não tem, eu percebo aonde o barulho do salgadinho vai chegar. Sento lá de boa, eu não, cara, essa parada de é meu direito, é meu não sei o que. Isso daí, tipo, ai cara, isso aí, sabe, já passou. É melhor, você simplesmente se afasta dessa pessoa, a pessoa continua fazendo o que ela tá fazendo.

E você vai assistir o filme de boa, só que por um outro ângulo, que de repente não é aquele que você imaginou e tudo mais. Rogério, tem uma outra situação. Eu fui assistir o filme show barra documentário lá da Billie Eilish, dirigido pelo James Cameron.

E eu sou muito fã da Billie Eilish, eu acho ela uma excelente cantora e tudo, e o show é incrível, o show dela é incrível. Tinha muito jovem na sala. Esses shows, os concertos, eles estão bem na moda, a Taylor Swift reviveu essa moda aí, e trouxe os BTS na vida. Nossa, o do BTS é uma fase. Teve do Iron Maiden. Se você tá achando que você vai num show desses.

Pra ficar ouvindo quietinho. Eu acho que a graça da experiência do concerto, por exemplo, o negócio do Beat Chess, teve, ano passado, do que a gente tá gravando aqui esse podcast, teve uma recapitulação da carreira deles. Porque eles já tinham todos saído do exército e tal, mas ainda não tinham lançado o álbum novo, ainda não tava com turnê 9. Então rolou essa comemoração de, olha, vamos exibir shows aqui de várias épocas da carreira deles.

E aí foi uma chance pra mim e pra muitas outras pessoas que não conseguiram ir ao show de poder experienciar o que é você ouvir o BTS junto com outros fãs. Isso é uma coisa de pertencimento muito legal. Então assim, quando tem show do BTS no cinema, as pessoas levam light stick. Então assim, a galera fica incomodada com a lanterna. Imagina um negócio que é deste tamanho e que pisca colorido na...

na batida da música, sabe? E você fica lá, e você grita, e você canta junto, e você sacode sua amiga, sua amiga te sacode. É muito legal, sabe? Mas é diferente do que você tá indo assistir um filme. E aí é que fica essa linha tênue que a gente tava falando, como é o caso, por exemplo, do Michael, que não é um musical, que nem o Wicked, por exemplo. Mas tem um show, né? E o Wicked também teve muita gente querendo cantar no cinema, porque é um musical muito famoso e as músicas são muito famosas.

E atrapalha, exatamente. É um show. Um show é feito pra você curtir. E o show no cinema, ele transformou isso numa coisa mais acessível. Porque o ingresso de um show, hoje em dia, é um preço de um salário mínimo. Mais até se você pagar inteira. Porque tem taxa, tem um monte de coisa. E você ir no cinema, é tipo, 50 mango, 100 mango.

Fez Timona 2 no cinema. No sábado. Estreou na quinta-feira o filme, né? No fim do sábado. Sentou do meu lado, assim, uma família. Uma filha inteira com uma família. Aí do meu lado tinha um molequinho. Mano, começou a cantar uma música lá. E o menino cantando que nem um pavarote, cara. Ele já sabia a música que a gente tava cantando. Que isso, gente? Ele veio um susto, o menino gritando aqui do meu lado.

E aí eu acho um certo exagero, sabe? Mas estou numa sessão infantil, de filme infantil e tudo mais. Criança, eu perdoo quase qualquer coisa de criança. Aliás, eu perdoo qualquer coisa de criança. O que eu não perdoo é quando os pais estão do lado, estão vendo que a criança está te atrapalhando e não dá nenhuma chamada. Tipo, a criança está chutando tua cadeira loucamente e o pai não fala nada. Porque a minha mãe, o meu pai, a minha mãe, gente, a minha mãe é uma das pessoas mais queridas do mundo, mas a minha mãe...

Se eu tava atrapalhando alguém, ela só olhava pra mim. Ela só olhava e eu já sabia. Porque, assim, uma coisa é você entender que nem sempre... Os filhos perdiam os dentes toda hora. Uma coisa, assim, que fica muito explícito. Eu entendo, tá? Eu entendo que é difícil você ter filho hoje em dia. Que a sociedade não funciona de forma a ser gentil com as pessoas que têm filhos. Eu entendo que, assim...

É caríssimo você ter lugar para deixar seu filho quando você precisa trabalhar. Eu sei que muita... Eu entendo tudo isso. Mas eu acho que o seu direito termina quando começa o do outro. Então, assim, pelo menos em locais como um cinema, você conseguir fazer com que a sua criança não atrapalhe quem está em volta...

Eu entendo que tem criança que vai chorar. Faz parte do pacote. E eu já fui essa pessoa muito irracível quando eu era mais nova. Que ficava, ai credo, não devia poder ter criança aqui. E aí você fica mais velho e você entende, não. O mundo não gira em torno do meu umbigo. E as crianças tem o direito de estarem nos lugares. E a gente tem que ser compreensivo. Mas os pais tem que fazer a parte deles também. Porque eu sei que tem muito pai que briga e a criança não para de chorar. A criança não para. Não é toda vez que o pai consegue acalmar a criança.

E aí nessas horas a gente tem que ter um pouquinho de paciência. Se tiver um outro lugar, aí eu mudo para outro lugar. Mas no geral, assim, a criança chutou uma vez. Eu não vou falar nada. Porque eu sei que é uma criança. A criança chutou uma segunda vez. Eu já começo a ficar assim, mas eu também não falo nada. Na terceira vez eu só olho para trás. Você faz só assim, ó. De outra volta.

Eu não vou olhar pra criança. Porque, tipo, a criança não é minha filha. Eu não vou dar uma bronca na criança. Eu vou dar uma bronca no pai dela e vou falar, ô, vem cá, por favor, sabe? Eu não vou intimidar uma criança, porque não é nem justo, sabe? Você sabe que eu me adianto, né? Você sabia? Antes eu faço toda uma preparação. Você já vê que tem uma criança e já troca. Não, quando eu vejo que tem gente na fileira de trás de mim, eu já procuro outro lugar pra sentar. Porque aí, cara, eu não passo nervoso. É muito raro eu passar nervoso no cinema, hoje em dia.

Porque você gosta de sentar na frente. Na frente as pessoas só compram quando a sessão tá lotada. E aí quando tá o barulho, mesmo eu tá sentado na frente, eu faço assim com a orelha. Complementando com o raciocínio da Fernanda, teve uma iniciativa recente, olha, levar crianças pra cinema é um negócio complicado. Pra filme infantil. Levar criança pra filme que não é infantil já é muito difícil ainda. Fernanda falou, a sociedade é muito inclemente com pessoas que são tomando um recronto com a sua indicativa.

Eu sei, ainda tem isso Porque você pode levar o seu filho, filha Se tiver até 12 anos de idade Pra um filme de 12 anos Tem todo um jeito de se dar uma arrumada nisso Mas enfim O que aconteceu recentemente? Algumas exibidoras, o CI fez isso Várias exibidoras fizeram isso Diálogo Véspera 2, que é um filme que é pra um público Majoritariamente feminino E um filme cujo público feminino

já está na idade de ser mãe. Isso é legal. Porque o alvo feminino já está na idade de ser mãe. O que é que eles fizeram? Sessões sem materna. Cara, isso é muito legal. Isso devia ter sempre, tá? É muito legal. Gente, mas não é sempre que dá pra ir nesse horário do cinema materno, gente. Não, e o cinema materno é um cinema específico, num horário específico. É que nem a Sessão Azul também, que é pra pessoas com autismo. É uma iniciativa muito legal de inclusão também, mas não tem variedade. Mas não tem variedade. Esse que é o problema. Não tem variedade. Então, assim...

a pessoa tem que se enquadrar. Isso foi feito por quê? Porque foi pensado no público-alvo. Mas Tiago Siqueira, não, foi o filme do Scorsese lá, o último que ele fez lá? Saci da Lua das Flores. Saci da Lua das Flores. Cara, na hora que eu entrei, na hora que eu tava comprando o ingresso, eu vi que tinha uma mulher com um bebezinho, bebezinho de, tipo, nem um mês.

Muito pequena. Aí eu falei, cara, pelo amor de Deus, tomara que ela não esteja comprando pro meu filme. Pelo amor de Deus, tomara que ela não esteja comprando pro meu filme. Entrei na sala, até quando a Camila tava com o pé quebrado e tal, não sei o que. Aí, levei a Camila na sala, fui lá na América. Eu falei, dá tempo de ir na América e desvoltar. Quando eu volto, quem tá na sala? A mulher com o bebezinho. Falei, fudeu. Scorsese, 3 horas, bebezinho, tô fudido. Bebezinho não deu. Um.

Cara, esse bebê cedeu sorte, porque aconteceu exatamente isso comigo na sessão de Avatar 2, o caminho da água, às 3 da tarde, no dia da estreia. E a mulher com um bebê que não parava de chorar. E aí começava barulho de guerra e, obviamente, o bebê dela desesperado. E eu fico pensando assim, cara...

O que leva uma pessoa a fazer isso? Eu entendo que você pode querer muito... Ela quer sair de casa, gente. É um saco, mas é... Mas aí você vai com um bebê pequeno pra um filme de guerra, cara. Um bebê de colo recém-nascido. É sobre a paz, sobre a tecnologia. Ela é muito sério. Jurandir, Jurandir. Globo Rural.

Cara, eu já tava tão estressada naquele dia. Porque vocês já devem saber dessa história. E eu? Você tava estressada. Tá vendo? Não, então, eu tava muito puta. Porque eu já tinha ido na sessão, no IMAX, na pré-estreia. E tinha dado problema. Que tinham desligado na Barra da Tijuca. Eu saí da minha casa, do outro lado da cidade. Porque filmaram. Vi 40 minutos do filme quando eles iam entrar na droga da água. Ah, e a Disney mandou acabar com a sessão. Porque filmaram. Aí eu falei assim, quer saber? Eu vou ver esta merda no Cinemark.

na sessão de 3 da tarde, sem ser 3D nessa bosta, depois do Zuzubalandia. Foi isso que eu fui fazer. E aí a sala bem vazia e entra essa mulher com esse bebê. E eu tava assim, Deus. Viu como você tá manejosa? Me dá paciência. Mas Fernanda, vou dizer uma coisa. Me dá paciência. Por isso que eu não levo meus filhos pro cinema.

Não leva o Guedes a René. Não leva os gatos, né? Os gatos não ficariam no cinema. Eles não ficariam meando. Eles poderiam subir na cadeira, na cara de todo mundo, mas eles não iam ficar fazendo barulho. Eles assistem comigo os filmes em casa. Mas, cara, eu... É obviamente que a idade. A idade chega, né?

Você, né, tá lá. Antes era tudo raivoso, era radical demais, tudo. Aí hoje você tenta se colocar no lugar de todo mundo. E eu fico pensando, os pais lá, meus sobrinhos acabaram de ter filhos, né? Eu sou tio-avô. Quando eu virei tio-avô, a minha barba nasceu pelo branco. Automaticamente, tipo assim. Saiu assim. Eu, quê? Não, peraí, cadê a tesoura aqui pra cortar? Pode não, pode não. E aí...

Meus dois sobrinhos tiveram filhos, né? Então eu virei tio avô. E aí, eles contando, né? Nesses aniversários de tudo, o meu sobrinho, sobrinho neto mais velho, ele é... ele tem um ano agora, completou um ano agora, o Miguel, né?

E aí, simplesmente, ele... Os meus sobrinhos, a minha sobrinha e o marido dela contando as peripécias de ser pai e mãe. E dizendo assim, cara, a gente não consegue inicialmente ir pros lugares. Não consegue ir. A gente tá doida pra ir pra ver uns filmes no cinema, a gente sabe. E é foda porque...

A criança chorando no cinema, o pai e a mãe, não é que eles estão ignorando a criança chorando, mas é porque a criança chorando, ela já não incomoda eles quanto incomoda outras pessoas, porque eles já escutam o dia inteiro a criança chorando. E a noite inteira a criança chorando. Que aí ela está chorando no cinema. Já estão com a tolerância lá em cima.

Ela só vem assim, nossa, tá chorando leve. Na cabeça deles, né? Tá chorando bem levezinho. Enquanto tá todo mundo assim. E é foda. Eu entendo que essas sessões maternas são muito legais, porque é uma sessão preparada pra esse tipo de situação, né? Mas...

Eu fico pensando, cara, às vezes só tem esse horário. Às vezes é só uma quarta-feira à noite. É um filme. Às vezes é um sábado à tarde que tem, sabe? E aí eles querem ver. E aí é a tentativa de todo mundo se entender no mundo ideal, né? No mundo ideal a gente vai estar de mãos dadas. É isso, gente. Vamos cantar uma musiquinha da Peppa Pig durante o bairro. É o famoso, precisa de uma vila, né? É.

Se tu tá no avião e tem uma mulher com um bebê... Vai fazer o quê? Você vai descer do avião? Você vai ficar xingando a mulher que tá com ele? Fuck this shit. Agora sim, se um pai e a mãe estão com a criança lá chorando, qual é o bom senso da situação? Você pega a criança, vai lá pro corredorzinho do cinema, outro avião fica lá pra fora, pra tentar dar uma acalmada, que nem quando você tá com o celular.

tocando, e cara, se o celular tá tocando, pega o celular e precisa atender, vai lá fora, entendeu? Não fica... Ah, isso me irrita muito. Cara, eu fui assistir o Super Mario Bros, e eu fui num de cinemas que eu não costumo ir. Aí tinha 15 pessoas no cinema, na primeira vez que eu fui ver.

Sentou dois adolescentes aqui atrás e a menina no filme assim, pai, eu não sei onde é que está a chave. Eu não sei, pai. E aí o pai, eu escutava até o pai dela falando, porque estava tão alto ele gritando. E o pai dele, você é short. Você é o quê? Ela, pai, eu não sei. Eu acho que eu perdi. E eu assim, gente, eu estou aqui. Eu estou zen. Eu estou zen. Acabei de tomar um chope no Outback. Estou aqui, estou de boas, né?

Você tá nervoso? Não, não, eu tô nervoso. Não tô calmo, não tô calmo. Eu quero só ver o Mario, eu quero só ver a Pitch. Né? Que marido, Joradinho, que marido. Se não me encessa um minutinho, tá?

No show do Roger Waters, do Pink Floyd, cara, eu fui pra algum desses concertos. A galera toda empolgada do Pink Floyd mesmo, tava todo mundo assim, ó. E eu falei, meu irmão, tá todo mundo muito louco aqui, mano. É conheço o seu público, né? Eu conheço o seu público. A energia tava contagiando todo mundo assim, foi muito foda o show. Eu tava nesse mesmo show, nessa mesma sessão que o Jurandir, ele não me viu. Não vi.

o Júri-D não me viu é porque o Júri-D já tava em Nárnia eu mal vi as escadas, parecia que eu tava subindo a escadaria do céu enquanto tava subindo assim, eu tava vendo a escadaria do céu é outra banda agora assim o show da Billie Eilish, quando eu falei ali no começo que eu fui, começou o show massa, não tinha uma galera o pessoal curtindo, tava as músicas não sei o que então E aí

Aí começaram a tocar uma... Ela começou a tocar umas mais famosas. E aí a molecada, vamos descer, vamos descer. Aí tipo, a fileira da frente inteira desceu. Fui lá pra frente. E aí eu falei, eles não vão fazer que nem eu tô fazendo na internet aí. Foram fazer. Levaram um tripé. Levaram um tripé pra colocar o celular. O quê? Lá na frente.

E ficaram fazendo cirandinha, assim, dançando. Ah, cirandinha é comum fazer. Pra quem tá vendo em vídeo o podcast aí. Cara, a galera tava dançando e eu achei isso incrível. Eu achei incrível. É muito legal. É muito legal. Porque era a galera se conectando com o artista. Cara, é um show. Exato.

Eu sei que tem a parte de documentário que tem as perguntas horríveis lá do James Cameron e tudo, mas o show em si é incrível. A Billie Eilish é muito foda. Ela é performática. As músicas dela são sensacionais. E eu vi a sinergia do público.

com o artista. Como eu tinha visto anteriormente, da Taylor Swift, quando ela lançou o Deras Tu, e foi uma loucura lá. Quando, lá em 2010, Justin Bieber lançou Never Say Never. E a galera enlouqueceu no cinema, talvez tenha sido um dos primeiros movimentos desses de shows, documentários, em que a galera...

quis participar também daquela festa, daquela brincadeira ali, né? Mas aí, Júlio, vem o ponto, né? Antigamente você tinha um desses a cada, sei lá, um ano, dois. Era raro você vir isso no Brasil. Agora toda semana tem um, hein? Agora todo mês tem dois, três. Porque o cinema quer isso. E aquela coisa, é grana. Nesse tipo de situação, a etiqueta do cinema, a etiqueta normal da nossa geração, tem que ser mais civilizada. Rola uma suspensão ali das regras.

Exatamente porque você não está acompanhando exatamente a narrativa. Você não está acompanhando um filme com três atos, você não está acompanhando a história, você está acompanhando um show. O show do Ghost que foi exibido aqui no Brasil. Maravilhoso, maravilhoso. Estava lá, o pessoal se divertindo e tudo. Até porque Ghost é uma banda que faz raríssimos shows no Brasil, raríssimos.

Quando rola, o pessoal se diverte e se solta. Show do David Gilmore, show do Roger Waters. Não, David Gilmore. David Gilmore, Roger Waters. Rapazes, grande. Mano, todo mundo sabe que do Pink Floyd, o David Gilmore é o gênio. Teve o show do Pink Floyd lá em Pompeia, cara, que aquele ali foi o show que tava todo mundo meio... Aquele show é incrível, que tem uma música de 20 minutos. E os caras só assim, batendo em umas caixas.

Então, esse é um show que não dá pra dançar, né? Você vai fazer o quê, né? Porra, mas... Vai fazer o quê, né? Pick Flood e Led Zeppelin, o auge do auge. Show de rock mesmo não tem como você ficar fazendo... Teve do Iron Man recentemente, né? Teve do Iron, né? Não fica ninguém lá na frente. Aí fica a galera assim, ó.

Não fica porque a galera é véia. Os véia não fazem isso. Quem faz isso é jovem. Não é isso. É que o rock não convida isso, né? Não é uma música dançante. Tudo bateria teu cabelo, não? Sabe o que eu acho? Que a galera devia fazer a rodinha. Vai todo mundo lá pra frente e fica se batendo. É, porra. Fazer um mosh. Fazer um mosh pitch. É. Dando as cotoveladas, assim. Cara, eu notei que eu tô velho pra esse tipo de coisa. Quando eu fui pro Lola Palusa no show Daftones. Gente, eu tinha ido assistir o show do Interpol. Eu acabei...

O Sicas Mery dando um todinho e um salgado.

E a galera lá... Aí de repente tomou um beirão no meio da cara. Só chegou tudo que tinha na frente. Chegou a torcida do Corinthians inteira. Sinalizador rolando. Pessoal pulando na roda punk. Ele apertou. Ele até apertou o todinho pra jogar fora logo, sabe? Porque ele ia tomar uma bicuda no meio da cara. Legal coisa. Show do Interpol. Pessoal... É legal, né? É tipo assim. Show do Interpol. Com a lanterninha.

Mas eu vejo esse comportamento desses... Eles estão colocando muito, né? O cinema está experimentando coisas que ele não tinha tanto hábito porque eles precisam de público. A gente viu que nos últimos anos, desde a pandemia, os números do cinema caíram muito.

Os últimos anos têm subido porque eles têm experimentado trazer animes, episódios de séries, eles estão trazendo muitos concertos. A gente está vendo coisas que têm algum fandom específico, relançamentos de filmes. A gente está vendo tantos, sei lá, os Anéis, Harry Potter, os clássicos dos anos 80. Enquanto a gente está gravando isso aqui, eles estão passando o Top Gun e o Top Gun Maverick.

juntos assim e a gente nem falou aqui, mas os animes também é uma gritaria da porra no cinema então, os animes aí atinge o público específico Crunchyroll e a Sony especificamente porque são os que estão nessa dianteira de lançar animes, cara, tem o sucesso do Demon Slayer aí o... como é o nome dele lá? o Demon Hunters o Shysomen

Mas também o Attack on Titan Que passou nos últimos episódios Também foi uma guetaria da porra O Five Nights at Freddy, o primeiro Mano, parecia que eu tava no A sessão do Vingador, o filme horroroso Mas parecia que eu tava numa sessão de Vingadores Mas pra aquela galera Porque aparecia lá um tal do personagem que eu nunca Sequer tenho imaginação Meu, na hora que apareceu o Salsicha O cinema quase foi abaixo

o Tarantino levantou da sala quando ele apareceu foi embora jogou o copo de refrigerante na tela e foi embora filmes que tem fandom

Pensa aí, essa galera dos videogames. Já são franquias que têm um público, né? Pega o Minecraft, extremamente popular. Ticket in the Game. Mediático, geração Z e milênios que amam Minecraft. Há muitos anos na internet fazendo...

vlogs, gameplays e tudo mais. Tem gente que nunca nem jogou Minecraft, mas é fanático para o Minecraft, porque assistiu muito as pessoas jogando Minecraft. E aí vai ao cinema, quase um bilhão de bilheteria, porque é um fenômeno, a galera ama Minecraft. Tem qualidade? O que é qualidade? E aí a gente entra numa discussão semântica de tudo aqui.

que é o que o Vin Diesel, também conhecido como Mark Sinclair Vincent, vulgo Vin Diesel, ele foi para Cannes e teve uma exibição lá do Velocirioso que ganhou um selo clássico de Cannes. O Cannes também está tirando para tudo que é lado. Tudo que é lado ele está tirando para pegar a popularidade também. E aí, Velocirioso, essa franquia que é criticada, que não tem qualidade, não sei o quê e tudo mais.

o selo clássicos de Cannes. E aí ele falou o seguinte, nosso Vincent. O cinema popular, feito com convicção e amor, não é uma forma inferior de arte. Por que ele está dizendo isso? Porque existe na boca miúda que o filme popular, que está levando multidões aos cinemas, que se ele não tiver qualidade, ele é um lixo. Lixo hollywoodiano, o lixo que estão colocando nos cinemas. Como a gente ouvia de muitas comédias nacionais que levavam...

milhões de pessoas aos cinemas falavam, nossa, é só um filme popular, mas tem nada de qualidade isso daí. Gente, você conseguir atrair as pessoas para o cinema é qualidade. Isso é um poder, porque nem todo mundo consegue.

Eu acho muito elitista, inclusive, você falar que um filme que não é mega reflexivo, que é um filme que às vezes tem uma mensagem básica, mas ele tá entretendo as pessoas, que ele é um lixo. Só por isso, sabe? É, você pode não gostar. Ele não faz você repensar a sua vida. Você não gostar, tudo bem, porque a gente tem um monte de filme clássico que a gente assiste e fala assim, não, não entendo porque ele é clássico. Porque, né, eu não consegui me conectar.

Porque aí tem uma questão anacrônica também, Juras. Porque naquela época que o filme saiu, ele era inovador. Hoje em dia, ele influenciou tanta coisa que se tornou um lugar comum. E aí você assiste um filme clássico hoje, depois de ter visto milhares de coisas que são ecos dele, você pensa, ó, não sei, por que todo mundo fala tanto disso aqui?

Acontece muito, sabe por quê, Fernanda? A geração Z falando mal dos filmes dos anos 80. Hoje tá na moda da turma dizer esse Volta pra Futuro nem é tão bom assim. Aí conta comigo, nossa, que filme chato. Aí Gunis, nossa, por que é tão falado isso aqui? Prefiro Estão Gentins.

Eu acho que tem que botar a Mariah Carey, aquele meme da Mariah Carey, falando Why you're so obsessed with me? Porque tem uma galera da geração Z que parece que é o tesão deles na vida, já que eles não querem nem ver sexo no cinema, é falar mal de Millennial. Falar Millennial que usa calça assim. Agora a nova que eu tô vendo eles reclamarem é delineado com o cantinho pra fora de gatinho. É coisa de Millennial, é cringe. Eu assim, gente, se o delineado de gatinho é cringe, eu não quero ser descolada.

A gente tá falando mal do jovem agora. Pronto, já começou. Eu estou dando uma pequena chamada no jovem, tipo assim, why are you so obsessed with us? Sendo que eles usam aquela moda toda dos anos 2000 que a gente usava quando é adolescente. E aí a gente corta pra nossa adolescência, Fernanda. E aí a gente tem a década da diferença que a minha adolescência foi ali 80, 90 onde eu peguei muito da minha adolescência e eu ouvia os adultos falando mal da minha geração.

É, não, o contrário também é muito válido. A geração aí dos videogames, esse negócio não quer nem sair de casa. A gente mesmo, hoje em dia, a gente fica, esses adolescentes, só querem ser clean girl, só querem fazer não sei o quê. Pô, que chato, na minha época era bom. Meu pai, na minha época, eu tava na rua jogando dominó com meus amigos.

Toda geração vai achar que ela é a melhor e vai reclamar do jovem e vai falar que na época dela era bom. E a galera jovem vai falar ah, esses velhos aí não sabem de nada, entendeu? É cíclico, é todo mundo faz isso. Não tem como. Não tem como. Por isso que eu tento pensar diferente. Obviamente que em vários momentos eu acabo caindo na minha própria armadilha, mas eu tento pensar que, cara, eu fui jovem um dia e eu também fiz essas mesmas cagadas, né?

eu vejo esses comportamentos, eu acho muito legal porque o cinema entra ando saindo, ele enfrenta muitos adversários e ultimamente ele tem enfrentado muito o streaming, o pós-pandemia e tudo mais, a mudança cultural das pessoas, a relação com o cinema que o público 40 a mais não gosta mais tanto de ir ao cinema, a galera quer ver filme em casa, no streaming, quer muito mais cômodo, a gente está cansado, a gente está cansado.

Porque o cinema é gasto com ingresso, é gasto com carro, é gasto com comida, é gasto com tudo. Ainda tem estresse. Então é melhor pra em casa. 100 reais aí só de pipoca e ingresso, às vezes mais. Tá todo mundo meio o Celton Mello da cabeça. É casinho. Mas aí o jovem quer ir, porque ele quer mostrar pros amigos que ele foi. Porque ir ao cinema é descolado. E é muito legal, de certa forma, ver que o cinema se tornou algo descolado. Por isso que o cinema nunca vai morrer, sabe?

A gente vai ter cinema aqui pra sempre, sabe? Só que pra um tipo de filme sempre, né? Essa que é a questão, né? Que o cinema vai ter que definir. Eu acho que sempre vai ter espaço. Acho que sempre vai ter espaço pros mais discocês da vida. Teve recentemente um filme, uma comédia romântica não sei o que, Toscana. Nos Estados Unidos, cara, foi basicamente lançando pra ver o futuro das comédias românticas.

passou três semanas sem cartaz e basicamente sumiu. Mas ao mesmo tempo um devorador de estrelas, que é um filme de ficção científica, que a gente já viu vários filmes desses de ficção científica e ele virou um fenômeno, sabe? Mas acho que a parada é essa, Július. Eu acho que é um filme que tem grandes cenas. Tem o boca a boca também. Não, e ele tem grandes cenas, então tem aquela coisa de...

De deixar uma marca Sabe? Então assim Ele é um filme de ficção científica Mas é um filme de ficção científica Que as pessoas podem pegar 3, 4 cenas E te detalhar ponto a ponto Dessas cenas de tão impactante que foi pra elas E no telão tem aquela diferença, né Rogério? Nessas 3, 4 cenas O telão, o som faz a diferença É que nem o Michael As pessoas estão indo pelo mesmo motivo que eu fui ver o Titanic 4 vezes Eu sabia que eu não teria Aquela experiência em casa Até mais

Aquela experiência é única do cinema porque... Titanic, cara, sabe? Ele afundando na tua telinha, ainda mais que naquela época a gente nem tinha tela de... de 40... O máximo que a gente tinha era 29 polegadas. Eu sabia que não era... não ia ser a mesma coisa aqui no cinema. Então, por melhor que seja o teu home theater ou a sua TV ou o seu soundbar, não vai ser a mesma coisa. Então... E tem muitas coisas que realmente o interessante é você poder ter uma experiência coletiva.

E o coletivo, exatamente. Claro, claro. A gente tá vivendo a era do cinema dress code, né? É o filme que tem um dress code específico, né? Que você vai vestir uma roupa, né? Tem um meme. O Michael Jackson. Tem um meme. O Javeste Prada. Que começou com isso. Ano passado lá tinha o Lilo Stich, que as crianças iam com os bonequinhos. E vestidinhas de azulzinho de Stich. Ou pega o Barbie, né? Que foi muito famoso ali. O Wicked, que a galera tinha pintado de verde. Pintada de verde, é.

cara, no Sonic eu vi um molequinho vestido o Aranha Vessma a gente viu diversas crianças vestidas de Males Morales não apenas crianças, tá? eu vi muitos adultos o Lodge tava lá vestido

inclusive, é uma coisa que eu acho lógico que solta pipa com 40 anos uma coisa que eu acho engraçada é que teve um meme que eu não sei se começou com o Barbie e o Oppenheimer, eu acho que foi que é aquele meme que as pessoas pegam até o funcionário do cinema pra participar que é tipo assim, você mostra o funcionário do cinema ele fala, ah e aí, boa noite, pra qual filme? aí você vira a câmera e tá todo mundo com cosplay do negócio, todo mundo assim e aí

O Michael de Avest Prada teve isso, né? E eu vi, agora que eu fui assistir o concerto da Billie Eilish, e aí ela assim, qual ingresso você quer? Aí a câmera vira e tá a Billie Eilish assim, ó.

Eu vi isso, que era a Vigiales fazendo a propaganda do cinema. É muito legal. Mas são memes de internet em que sorte do cinema por estar no meio desses memes. Porque o sonho de todo mundo é ser um sex-seven da vida. Porque o sex-seven é uma trend, é um fenômeno não sei o que e tudo mais. Mas brother, se alguém conseguir capitalizar com isso, como já tem gente capitalizando...

É o som de todo mundo, porque todo mundo quer ser trend. Todo mundo quer aparecer. Você ir para um diabo vestido de prada e você ir lá com a sua melhor roupa para o filme. E aparecer você subir na escada rolante. Vestido de festa. Tocando Vogue, sabe? E aí você vai... Cara, eu estou participando desse momento.

E a vida é feita de momentos mesmo. Então, a internet, ela faz essas coisas. Gosto, eu particularmente, gosto de ver esse movimento. Eu acho muito legal também. Esse barulho, é porque eu sinto assim, o cinema vai existir por muito tempo. Se o cinema existir por muito tempo, o nosso trabalho vai existir por muito tempo. Então, a gente fica muito feliz que isso permaneça. E esse negócio, Júlio, que você estava falando antes sobre o cinema estar indo para um lado muito específico, de que tipo de filmes eles passam, é triste, porque assim, nós quatro...

A gente pode dizer aqui, nós além de sermos pessoas que trabalhamos falando de cinema, nós somos essas pessoas porque a gente cresceu indo ao cinema. Porque cinema é uma parada que a gente gosta muito, sabe? Papo de mais de uma vez na semana, esse tipo de coisa. Principalmente quando a gente era mais novo e não era tão caro, né?

mas chegou um ponto que pessoas que eu conheço, que sabem que eu trabalho com isso, viram pra mim e falam ah, e tal filme é legal de ver no cinema e eu sei que aquela pessoa não pode muitas vezes eu já falo assim, olha, esse aqui não vai fazer tanta diferença você ver em casa. Quando é, por exemplo um filme desses, tipo, ah, comédia romântica um negócio mais, uma comédia um negócio que não tem tanta necessidade do som, não tem um efeito especial essas coisas, eu já falo, ah, esse daqui eu acho se você ver em casa não vai ser tão ruim sabe? É triste ter que falar isso é triste ter que falar isso

Eu tava conversando com o meu amigo Ricardo Rente, e aí eu postei uma foto de um filme, né, nos stories, e aí a telinha dele, né, a logo do filme. Aí ele, caraca, eu já juro, se tu é desses também, posta fotos do cinema. Dentro do filme? Aí eu falei, Ricardo, perdi. Perdi. O tiozinho no bar com cigarro e a cerveja na mão e os caras tocando música de fundo, assim, eu assim, ó.

Eu perdi porque eu era o defensor do contrário. Tipo assim, não, gente, não dá. Não pode tirar foto do filme. Isso é foda, não sei o quê e tudo mais. E eu aceitei. E aí eu sei que pra você talvez seja difícil aceitar isso. Porque você tá lá, duro. Não pode. É o cinema, é o lugar de você ter que ir e ficar que nem uma missa.

silêncio, cinema, esse cinema sinto ser o mensageiro, e desculpa, tá, eu peço perdão, desculpa ser o mensageiro, esse cinema não existe mais, e a pergunta é, ele já existiu? Porque se a gente pegar a nossa história, esse tipo de comportamentos existiam, só não tinha no celular, eu fui assistir Batman Retorno nos cinemas, comecei nos anos 90, no cinema de dois andares, e a pessoa lá de cima mijou na galera lá de baixo,

isso daí juros é inacreditável

Você tem uma experiência particular sua. O que é um celular perto de uma mijada, caramba? O que é Golden Shows Cinematografia? Exatamente. Olha, tem 35 anos que isso aconteceu e o Jundinho ainda tá traumatizado. Tem como não ficar assim, Cass? Imagina tu lá na D15, o cara lá na G, simplesmente ele baixa as calças e começa a mijar em ti na D15, pra não te acertar assim. A primeira coisa que eu terei que fazer é dizer, meu amigo...

O fluxo urinário tá maravilhoso, parabéns. Bela próstata. Mas olha, a gente tava falando da questão aí das comédias, aí eu fico pensando, por exemplo, um filme que não vai sair agora, o Todo Mundo em Pânico. O novo Todo Mundo em Pânico. Cara, eu não consigo conceber esse filme não fazendo sucesso nos cinemas. E não vai ser um silêncio não, vai ser uma loucura. Vai ser na galhofa, porque a galera já tá indo pela galhofa.

Vai ser mó zoeira esse filme. Não vai ter nem legenda. Vai chegar tudo do lado aqui. É isso aí. Vai ser uma loucura. Como tem que ser. E eu acho, inclusive... Exatamente. E eu acho... E aí? E aí? E aí?

Eu acho, inclusive, que tem certos filmes, tipo esse, Todo Mundo em Pânico, que ver em casa não vai ter um terço da graça do que vai receber no cinema, junto com outras pessoas da sua idade, que fizeram parte dessa geração, desse movimento. A bosta de filme. A bosta de filme. É, mas é uma bosta de filme que é a nossa bosta de filme, da nossa época. Então, e é isso.

E o gosto, ele ainda vai existir, né? Isso não muda, gente, tá? O seu gosto pro cinema, esses filmes populares, a ideia, no meu mundo ideal, né? No meu mundo ideal, era que existisse filme popular com muita qualidade. Existem esses filmes ainda. Existem.

não são tão frequentes. Os que normalmente estão bombando não são filmes com tanta qualidade. O que você quer, hein, Cinderella? Você quer uma sala em silêncio? Você quer um filme bom e popular? Não dá pra gente ter tudo o que a gente quer. Vamos conviver com as nossas frustrações.

Vamos conviver com as nossas frustrações You can't always get what you want Minha mãe falava, você não é todo mundo Não existe isso Imagina o Júlio Mas eu acho engraçado ele ter falado pro Ricardo, o gente perdi Como se ele tivesse só aceitado Não, ele não aceitou, ele começou a fazer também A fazer, é, exatamente Daqui a pouco ele vai estar o que também? Ele se rendeu Se não pode ser contra eles

Junte-se a eles, exatamente É isso, que se dane Jota pipoca no chicken jockey É nóis O Ross no Friends

Tá a Rachel e a Phoebe gritando. É, apartamento novo e ele? O que é? Ele vai e pula junto. É, não sabe nem o que tá rolando. Ele só entra e pula junto. É aí, não é assim. Eu aceito as coisas, mas eu não faço. Eu não tiro foto da tela. Mas eu confesso que no TK Jockey, na minha sessão, fiquei triste. Porque eu estava esperando o TK Jockey e não teve. É que nem uma fila. A gente chega assim, ó. Você quer comprar um sanduíche. Aí tem uma fila lá, né? Fila, zona.

Aí você entra na fila. E a fila nem é pro sanduíche. É pra outra coisa. Aí você tá lá assim, ó. A gente gosta de fila. Aí quando você chega assim, a fila não tá andando, né? Aí você diz, é, porque eu quero comprar lá o self-service. Eu disse, oxe, mas não é pro sanduíche? Não. É só porque tá perto aqui do sanduíche. A gente entra nas filas sem saber muito bem por que é. Sem nem perguntar. A gente entra numa fila. Uma fila de carro. Eu não entro em fila assim, não. Você é maluco. Eu vou pra um cinema em que o shopping tem...

cinco entradinhas de carro. Aí tem uma com todos os carros. E as outras coisas vazias. Deve ser porque as outras estão com problema, né? Ninguém sabe. Ninguém sabe. A gente entra lá, aí uma pessoinha sai da fila. E vai lá na frente e passa. Aí as pessoas começam a fazer também. Por que está todo mundo nessa fila? Às vezes não passa, que é o espertão. Que aí vai o espertão, está quebrado o bagulho, o espertão vai lá e... Aí depois vai lá e não vai. Depois vai lá e não vai.

Mas enfim, qual é a conclusão que a gente tira dessa conversa? O que eu acredito é tenham paciência, em primeiro lugar. Adapte-se ou morra.

Se você não quer que tire foto do cinema, veja a Femi em Casa. Eu não dei o exemplo que eu mais queria dar. Esse podcast era por causa disso, eu não dei o exemplo. Deixa eu dar o exemplo. Deu o exemplo. Minha filha foi assistir... Minha filha é de 16 anos. Ela foi assistir o Javeste Prada com os amigos da escola. Ela tá crescendo toda semana. Toda semana é um ano diferente, mano. Você vê como é que é foda? Mas ela tem 16 anos. Ela é de 2009, de dezembro. Então ela tem 16 anos. Que? Gente, de 2009 era pra ter 9 anos. Como ela tem 16. E aí o que acontece? O que é que é uma... Bem-vindo à pandemia.

O que que acontece? Ela foi assistir Javast Prada, certo? Foi com um amigo, dois amigos e uma amiga, certo? Aí, beleza, foram lá assistir o Javast Prada, pá. E aí, esses amigos, é daqueles lá... Não, não, não. Mas é daqueles lá que, assim, esquecem, tá na última fileira. Última fileira. Eu odeio isso, odeio, mas... Beleza, ela foi, né? Tava com esse pessoal, ela decidiu ir lá atrás com eles, né? Só que ela tá acostumada a ir no cinema comigo. E comigo, lá na frente, você pode sentar em qualquer lugar que ninguém liga. Não tem ninguém lá. Então, você pode mudar de lugar.

E aí ela sentou no lugar que não era o dela. Que era tipo meio do lado, assim, do lado do lugar. E aí veio a senhora. Porque lá atrás é lotado, sempre é. Qualquer horário, qualquer dia, sempre é lotado. Aí veio uma senhorinha lá e falou assim... Aí ela fez, né, muito educadamente, como eu a ensinei. Ah, senhora, desculpa, tô sentado no seu lugar aqui. Aí a senhorinha falou, não precisa não, minha filha, fica tranquila. E sentou no terceiro lugar.

que não era o que a Nina deveria ter sentado, não é o que a Nina deveria ter saído, que era o lugar dela, foi um terceiro lugar. Até aí estava de boa, né? O dono do terceiro lugar. E aí chega a dona do terceiro lugar.

Confusão. E a dona, no terceiro lugar, estava. Já entrou pica no cinema. É isso que eu tô falando de você ficar puto. Não vai puto. Se você vai puto no lugar, fica em casa, porra. Já foi puta. A senhora está no meu lugar. Aí a Nina... Já subiu a escada esbaforida. Chegou lá em cima esbaforida. Ah, é. Já chegou assim. A senhora está no meu lugar. Aí a senhora... Não, aí a Nina já... Não, desculpa. A culpa não é dela, é minha. Não quero saber. Aí a Nina foi levantar...

A senhorinha falou assim, não, não, fica aí. Sentou no lugar onde era o lugar da Nina. E essa mulher sentou lá. E aí, a senhorinha, que também estava a pica, começou a fazer pra Nina assim, é, essa gente aí.

Essa gente aí que já vem revoltada. Aí viram assim, tira uma foto. Tira uma foto dela. Fudeu o filme da minha filha. A treta das duas. Fudeu o filme da minha filha. Mas foi a tua filha que causou tudo inicialmente. Aí ao invés de O Diabo Vestrada, foi O Diabo Vai ao Cinema.

Os diabos, né? O que eu falei pra ela é o seguinte. Lá na frente, eu expliquei, tive que explicar. Lá na frente é meio terra de ninguém. Porque ali na frente ninguém senta. Ninguém se importa. Se você estiver sentado no lugar dela, ela senta em outro lugar. Porque essa pessoa não liga muito pra isso. Agora lá atrás não. Lá atrás é o lugar que as pessoas amam sentar. Sabe, sei lá, Deus, por quê? E ali, se você comprou lugar X, você tem que sentar lugar X. Não importa se tá bom ou se tá ruim. A lição é, crianças, se vocês compraram a cadeira... Sentam na frente. Sentem na porcaria da cadeira que vocês compraram.

Também vou dar uma dica. Vai pro cinema, quer tirar fotinha, quer fazer um storyzinho de alguma coisa do cinema, baixa a luzinha do celular, tira o flash, faz tudo de boa. Quer mexer no WhatsApp, que você tá brigando com seu namorado ou com sua namorada? No meio da sessão. Ou porque você tá olhando putaria. Eu já vi gente olhando grupo de putaria no cinema. Baixa a luminosidade do celular. Mas eu já tive que resolver problema de trampo contigo estando no cinema.

Ah, você baixou a luminosidade celular, eu acredito. Sim, mas é porque... Eu vou te pensar que, né? Eu tive que resolver aquela porra e eu... Caramba, mano. E agora... O meu problema é... Eu tenho astigmatismo. Se eu baixar demais, eu não enxergo nada. Ó, ó. E aí, o que é que eu faço?

Eu nem vejo o celular. Eu deixo no meu bolso. Eu não vejo também. E o bicho tá vibrando que só a porra. Bota no não perturbe. Eu sempre boto no não perturbe. Eu vejo mensagem no relógio, né? Mensagem chega assim, já olha assim. E aí eu apago a luz aí de novo. Eu não vejo também, mas esse dia tava insistente. Aí eu fui olhar e era jurandia. Aí eu falei, cara, jurandia não dá pra... Não dá pra ignorar, deve ser bosta. Aí eu tive que olhar. E aí era problema pra resolver. E aí eu falei, eu vou embora, vou, vou, vou, vou. O cinema tava vazio. Falei, foda-se.

Resolvi ir lá mesmo. Inclusive, eu até lembro o filme. Era o... Era o... O Hellboy Pobre.

Não tem problema, não perdi nada. Mas se você for filmar, se você for fazer essas paradas... Cara, dá pra fazer sem você incomodar o coleguinha. Porque tem gente que não gosta. Só tirar o brilho, galera. Então vamos tentar chegar no meu termo, pelo menos chegar no meu termo ali. E se for um evento, se for uma festa, filmes e eventos, eles causam sensações diferentes. Então vai a pré-estreia de Vingadores, a galera vai pra vibrar, pra gritar.

Vou pegar o cinema Se você não quer ver Gritaria, não vá pra pré-estreia Não vá pra vocês no leis aí Porque você vai se estressar Aí você vai lá estragar todo o seu dia No máximo você vai receber todos os spoilers Mas espera Eu sempre falo isso

Eu tive um ex que fazia isso e eu não entendia. Tipo, o humor dele tava intrinsecamente ligado às pessoas que estavam em volta da gente que a gente nem conhecia. Então, se tinha um adolescente chato no cinema, ele fechava a cara. E no fim das contas, ele enchia o meu saco.

Se a gente ia no atrás de fim da Marvel meia-noite e tinha gente gritando, ele ficava puto e enchia o meu saco. Aí no fim das contas quem encheu o saco fui eu. Porque não tem como você viver com alguém. É, exatamente. Não tem como você viver com alguém que te perturba o juízo. Que além da pessoa ficar puta é o direito dela de ficar puta, ela faz você que não estava puta ficar puta também. Viu, Bruno? Cuidado aí. Não, Bruno é um doce, gente. Bruno não faz nada disso. Não, Bruno é um doce.

Ele é um doce, gente. É um querido. Mas um doce, às vezes, não é muito doce, ele dá diabetes, né? Que isso, gente? Não, a Bruna é um doce educada. É um doce educada. Que ponto nós chegamos aqui nesse podcast? Um docinho light. É um docinho light. Assim, se a pessoa vai ficar enchendo teu saco, deixa ele em casa. Vai você sozinho, entendeu?

Por mais que eu entenda as coisas, eu acho que a gente tem que evoluir junto. Eu não necessariamente tenho que gostar das coisas. Exato, não precisa gostar. Evito ir no cinema de final de semana, porque eu sei que é muito cheio. Evito sentar em lugares que eu sei que vai ter muita gente sentada, tipo, sentar lá atrás. Então eu sento mais pra frente. Esse negócio mesmo que você falou, ao invés de eu fazer careta porque tem adolescente sentado atrás, se eu tô com a Camila ou se eu tô com as meninas, eu já aviso, ó, eu vou mudar.

Eu mudo de lugar. Eu não fico falando pra elas, muda comigo. Mude, vamos junto, vamos. Ai, isso é um saco. É isso. Eu não vou ficar conversando no cinema, caralho. Aí eu sento em outro lugar. E eu fico de boa, assisto filme tranquilo. Termino o filme, eu tô leve, sabe? Porque é muito irritante você... É uma coisa que vai te acumulando. Então, assim, se você tá nessa vibe, é melhor no cinema. Espera o filme sair no streaming. Espera sair no caminhão. Vai lá no Twitter, no Instagram e muta.

multa as palavras se você não quer levar spoiler, entendeu? Espera, vai num dia que não tem ninguém. Espera passar uma, duas semanas, aí você pode ir, sei lá, dia de semana de noite. Já não tem mais ninguém lá, sabe? É, exato. É boa, dá pra todo mundo ser feliz. Se você acha que a solução é as pessoas pararem de usar o celular no cinema, não vai acontecer. Não vai. Tire o cavalinho da chuva. Saudades da época que eu achava isso. Saudades.

Quer o Lanterninha? Que lanterninha? Não tem lanterninha. O que pode acontecer é aumentar a segurança do cinema, porque aí confusão é foda, né? A galera se está se está befando pro Carradu e rir é foda, né?

E também entendam o lugar que você está. Existe uma diferença daqueles temas mais de arte, daqueles temas mais tradicionais. O cinema de arte nem pipoca vende. Meu amigo, o cinema de arte, as velhinhas não param de falar um minuto, elas conversando, o que foi que ele falou mesmo? Olá, Polônio! Que prazer inusitado, Lovênio!

Eu cansei de ir naquele cinema, tem um cinema que tá fechando agora, que tá até gerando um estado de alhaço, que é aqui em São Paulo, ali perto da Paulista, que vai ter uma empreendedora lá. O Belas Artes, de novo. Não é o Belas Artes. Não é o Belas Artes. Não é o Belas Artes, eles estão salvados, né? É o antigo Espaço Itaú, que agora é outra coisa, eu não lembro. Mas que é um apêndice, na verdade, né? É do outro lado da rua.

Mas ali tinha um café, era um lugarzinho muito charmoso. Mas era um lugarzinho pequenininho que eu assisti filmes lá que eu passei uma raiva. Porque eram velhinhas lá que ficavam conversando o filme inteiro numa sala que... Foi onde a gente assistiu... Em dez lugares, entendeu? Nasceu a estrela? Não, ali foi o Reserva Cultural.

Reserva Cultural, tá? Ali que ele é o Reserva Cultural. Também é cheio de velhinho, que também adora conversar. A gente fazia gente secreto, aí tinha o... Wikipedia ambulante, cara. O cara disse assim, porque na ditadura militar, nos anos atrás... É, exato. É, exato. Eu acho, sinceramente, eu acho isso muito pior do que adolescente fazendo...

Eu acho pior também. Ele pausaria o filme assim, ó. Gente, nos anos 70. Aí ele vai na frente. Ele vai na frente com aquele negócio que os professores usavam no passado, que é aquela caneta que você estica. Aí ele toca. Não, é o mais antigo, é o analógico. Aquele bastão que você abria. Minha mãe tinha muito isso, porque ela dava aula em curso de inglês, né? Aí ela levava um pra casa. Eu adorava brincar de dar aula pras minhas bonecas também com aquilo ali. Era muito bom. Aí você bota lá e fica... Porque aqui...

Né? Nesse pedaço do mapa aconteceu isso, isso, isso Naquele ano tem uma galera que o prazer dela é que nem aquele meme do aquela cena do Barbie do cara explicando o poderoso chefão pra menina o tesão da pessoa é falar não, porque nessa cena

Ele fez um traveling. Ele fez não sei o que. E ele ficou assim, caraca, cala a boca. Mas, ó, vou dizer, esse é o comportamento que ele é tido como escroto, mas todo mundo faz em alguma escala. Em algum momento. Em algum momento alguém, quando é algo que você conhece muito e aparece, eu lembro que eu fui assistir Crepúsculo. Eu fui assistir Twilight, né? Passou nos cinemas novamente, estava acompanhado, e aí chegou a hora que apareceu Stephanie Maia no café.

E eu falei assim, olha a escritura. Olha aquela aí, Stephanie Maia. Eu nem lembrava de que ela aparecia no filme. Mas eu olhei o Stephanie Maia aí. Juras, aquela cena de seus anéis. Nas Rezibições. Teve um cinema que fez uma brincadeira quando ele chutou.

Aí todo mundo é assim, Vigo Mota se torceu o tornozeiro nesse momento. Todo mundo falando ao mesmo tempo assim, sabe? Seria legal se vocês tivessem botado um letreiro. E aí, nesta cena, Vigo Mota se torceu o tornozeiro. A gente sabe! Só o letreiro assim, a gente sabe! A gente sabe, é muito bom.

Fechamos aí mais um RapaduraCast. Foi um papo divertido, gostoso aí. Falamos sobre cinema. Conta aí as suas experiências. Você já está mais acostumado? Você nunca vai se acostumar? Como é que você está em relação a isso? Você está sentindo que você perdeu essa batalha? Você fica irritado quando jovem, no meio do filme, tira o celular e faz a dancinha? A dança do diabo a espada? E aí não dá. E tudo.

Você fica irritado quando você vai assistir um filme e o velho fica dando palestrinha? É. Então. Coloca aí nos comentários aí. Você estava na sessão que o Jurandir cutucou alguém e falou... Caraca, mas... Aquela ali é Stephanie Maia. Alguém já mijou do segundo andar do cinema, hein? Você que estava no ataque básico. Você que fez isso cresceu.

Você lembra disso? Você assiste o nosso podcast, você sabe que você migeu em Júlio de Filho. Você sabe que você marcou a vida de Júlio de Filho para todo o seu. Eu quero discutir esse vídeo. Conte para nós qual foi a maior presepada que você viu fazerem, mas conta também a maior presepada que você já fez no cinema. Exatamente. Todo mundo já fez. Espaça aí nos comentários.

no YouTube, no Spotify. Fica à vontade aí de participar. Lembrando que você pode se inscrever no nosso canal do Rapadura Cast no YouTube, se você não é inscrito. Deixar um joinha lá para fortalecer. Se você está acompanhando no Spotify, também tem versão em vídeo. E você pode seguir a gente no Spotify, caso você descobriu esse podcast por aí. Todas as semanas a gente lança um podcast novo. Há 20 anos, o podcast cinema mais antigo do Brasil. Uma lenda. Lenda viva. Lenda viva.

É. E não se esqueçam também, se vocês gostam aqui do RapaduraCast e querem mais RapaduraCast, você pode ter o RapaduraCast em dobro na sua vida, por semana, assinando o Sala VIP, não é, Júri? Exatamente. Patreon.com barrapaduracast. Toda semana tem um podcast novo, exclusivo, é o nosso CineClube. Aqui a gente fala sobre temas variados, né? A gente fala sobre filmes, mas normalmente a gente faz um tema variado, faz uma lista, alguma coisa assim, mais um papo. E...

Se você quiser mais ainda, é só você acessar esse QR Code aqui. E aí você ajuda a gente também. E aí você fortalece o nosso trabalho aí. Exato. E aí a gente fica feliz. Sicos, não tá bebendo nada. Sicos, não tem nada aí que eu tô ligado. Já acabou o café dele, já acabou. Minha água já acabou também. Vira assim a xícara, vira aí a xícara. Acabou mesmo.

Eu tenho uma gotinha ainda, ó. Ó, tem uma gotinha aqui ainda, ó. Ainda se agarra pela própria vida. Gente, é isso. Nos encontramos na próxima semana. Tchau!

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