RapaduraCast 906 - O Diabo Veste Prada 2 é uma continuação QUASE perfeita!
Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz conversam sobre "O Diabo Veste Prada 2", continuação que chega 20 anos depois do filme original. Nós mergulhamos em tudo sobre a sequência de um dos filmes mais icônicos dos anos 2000. Neste episódio, relembramos o impacto do clássico original, o legado de Miranda Priestly (Meryl Streep), Andy Sachs (Anne Hathaway) e Emily Charlton (Emily Blunt), além de discutir como a indústria da moda e o jornalismo mudaram desde então. O retorno do elenco original, as possibilidades de um "O Diabo Veste Prada 3", bastidores da produção e as nossas opiniões sobre a continuação entraram na conversa. Será que ainda existe espaço para a Runway no mundo digital de hoje?
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*Do que apenas uso da escovação e fio dental.
- O Diabo Veste Prada 2Comparação com o primeiro filme · Legado de Miranda Priestly · Impacto na indústria da moda · Mudanças na mídia e jornalismo · Inteligência Artificial na moda · Empoderamento feminino · Relação chefe-subordinado · Crítica ao capitalismo · Choque geracional · Conflito de interesses na mídia · Trabalho escravizado na moda · Fast fashion vs. alta costura · Emily Charlton · Andy Sachs · Nigel · Miranda Priestly · Runway · Dior · Shein · Vogue · Anna Wintour · Meryl Streep · Anne Hathaway · Emily Blunt · Stanley Tucci · Lady Gaga · Lucy Liu · Jeff Bezos · Justin Terrell · Simone Ashley · Kenneth Branagh · Mamma Mia! · The September Issue · The Office · Succession · Euphoria · Cruella · Emily em Paris · Verdades Secretas · O Poderoso Chefão · O Diabo Veste Prada 3 · Bilheteria · Trilha sonora · Fotografia do filme · Custo de produção · Salários dos atores · Quiet luxury · Moda maximalista · Nostalgia · Crítica social · Cultura pop · Jornalismo tradicional vs. digital · Paywall · Influenciadores digitais · Ética no trabalho · Conflito de gênero no trabalho · Congelamento de óvulos · Trabalho infantil · Ascensão profissional · Amizades · Relacionamentos amorosos · Status social · Imagem pessoal · Viagens de avião · Comportamento tóxico · Meritocracia · Armadilha de Chekhov · Jornalismo utópico · Marvelização de personagens · Vulnerabilidade · Conto de fadas · Ascensão da Andy · Ascensão da Miranda · Ascensão da Emily · Ascensão do Nigel
Rapadura Cast, o podcast do portal Cinema com Rapadura.
Seja bem-vindo ao Série Zapatrã em todo o Brasil. A gente está começando mais uma edição do Drapadura Cash. Eu sou Júlio de Filho. E no programa de hoje vamos falar sobre Diabo Veste Prada 2. Estamos aqui com o Tiago Sequeira. Vai ser tão engraçado quando esse filme tivesse vendido na Amazon, na mídia física, porque o que faz a engraça do Jeff Bezos aqui não está no GB. Rogério Montanari. Jean-Dime, traz o café, por favor. Não, por favor, é muito. Traz o café.
Fernandes Schmoudz. Júrande Filho foi por um pouquinho, mas por um pouquinho mesmo que o Diabo não vestiu Iá. Olha só, hein? Vamos falar sobre o Diabo Veste Prada 2, a esperada continuação 20 anos depois está lançada a continuação de o Diabo Veste Prada, um dos filmes mais queridos, um filme que já fizemos no Rapadura Cast, edição 824. Caraca, maluco.
Diabo... A minha obra acabou. Ela tem que... A maldição tem que passar pra outra pessoa. É verdade. É verdade. Corrente do mal. Dá pra não ter obra. Corrente do mal. Exatamente. Eu tenho que morar no 13º andar pra não ter barulho. Na verdade, foi a Catiúcha passou pro Fernando, agora passou pro Jurandir. A Corrente do Mal, caralho. É edição 824. Falamos sobre o Diabo Veste Prada já na versão em vídeo, tá? Temos a versão em vídeo e a participação da Catiúcha. Tá bem legal esse podcast. A gente tava muito bonito, muito bem vestido. Dessa vez, a gente... Só a Fernanda.
E a gente aqui, né? A gente decidiu ir no casual em casa. Já vestiu o Renner. Exatamente. Já vestiu o C&A. Total C&A. Isso aqui é C&A total. Vamos falar sobre o filme, obviamente, com todos os spoilers dele. Pra gente poder aprofundar no assunto do filme. Então se você já assistiu aí, escute esse podcast aqui por conta e risco. A gente vai revelar todos os detalhes.
Falando em Diabo Veste Prada 2, eu tenho certeza, Rogério, que a Miranda tem um hálito maravilhoso, né? Cara, a Miranda, ela tem aquela vibe daquela pessoa que entra no ambiente e que tudo é elegante, tudo é organizado, tudo é cheiroso, né? Não tem como... Cara, não tem como... Pra mim, sinceramente, não existe a menor possibilidade daquela mulher sequer se preocupar com o hálito, eu juro.
Inclusive, eu tava pensando sobre a Andy, a personagem da Anne Hathaway, no começo do filme. Ela toda perdida naquele caos da revista, né? A novata chegando ali, correndo o dia inteiro, vivendo praticamente só de água. Só de água. Só água, né? Enquanto a Emily...
Toda na skincare, né? Preocupada ali com o seu cronograma capilar, montando a planilha, basicamente, da sua saúde bucal, né? Não, Júlia, de boa. Eu posso garantir, cara, que lá na bolsa dela tem enxagote bucal. Então, mas Júlia, é assim...
Vamos lá, falando sério. Eu comecei a usar o Listerine em Cuidado Total, junto com a escovação, obviamente, com o fio dental. Foi uma coisa que meu detista indicou, né, quando eu fiz o tratamento dentário. E virou uma daquelas coisas que, assim, eu não consigo mais viver sem. Não consigo, é muito difícil, porque parece que a limpeza, ela fica muito, muito mais completa durante o dia todo, Júlio.
Sabe o que muita gente entende errado, Rogério, é que pensa que enxaguante bucal é só refrescância. Mas o Listerine Cuidado Total entra muito nessa parte de cuidado completo da boca mesmo, né? Previne cáris, manchas e tártaro, ajuda a saúde das gengivas e ainda dá aquela sensação de boca limpa por muito tempo. E tem uma característica que é imbatível.
que Listerine tem cinco vezes mais poder de limpeza do que só escovação e fio dental. E aí você entende por que ele funciona tão bem como um complemento da rotina da saúde bucal. E eu gosto, Rogério, é que existam opções de refrescância mais suave ou intensa. A suave já dá aquela sensação de acho que agora estou pronto para trabalhar até na runway. Para trabalhar na runway. Aí a Miranda vai olhar para você e vai falar That's all.
É isso, acesse o QR Code que está aqui na tela. Se você estiver só ouvindo, clica no link que está na postagem e conheça a maravilha que é Listerine, aquele que limpa a sua boca. É isso, vamos falar sobre Diabo Esperada 2 agora aqui do Rapadorcast. Fala, seres rapadorianos de todo o Brasil. Eu sou o Tiago de São Paulo. Eu sou o David de São Paulo. E bem-vindo ao mundo espetacular do cinema.
E o Oscar vai para... Rapadura Cast
Eu queria aproveitar aqui, que a Fernanda falou da IA, no Diabo West Prada. E aí tem uma imagem que eu até coloquei aqui atrás pra quem está assistindo em vídeo. Vocês tem vídeo, é bem legal. Tá no YouTube. A imagem aí tem um binóculo, assim. Tem que se aproximar muito pra ver. Clica aí duas vezes pra galera ver grande. Não precisa, o Joel já colocou. Grande.
Essa imagem que aparece, é uma imagem que aparece no filme em que a personagem lá da Mary Striep, a Miranda, ela estaria vendendo sanduíches numa rede de fast food, porque afinal ela estava patrocinando lá, ela acabou fazendo uma matéria sobre uma empresa que tinha trabalho escravizado, tinha toda uma parada desse gênero, né? Ela estava elogiando as fast fashions.
E isso pegou muito mal pra a revista dela. E aí aparece uma imagem no filme que, em tese, teria sido criada porque a Mary Streep com uma roupa de meio McDonald's carregando uns sanduíches, o João vai colocar aí na tela, e que essa imagem poderia ter sido criada por inteligência artificial o que seria meio bizarro já que o filme debate essa ideia da inteligência artificial e reclama disso.
E aí foram atrás. Não, mas a galera foi atrás. Porque assim, eu acho que se tivessem colocado isso no filme de fato, faria total sentido, porque... Não foram eles que fizeram. Foi alguém que fez. Foi a internet que fez. Foi a internet que fez. Foi a internet que fez. Foi a internet que fez. Foi a internet que fez. Foi a internet que fez. Foi a internet que fez. Foi a internet que fez. Exatamente. Porém, todavia, no entanto, contudo, essa imagem foi criada por um artista. Não foi a... Olha aí. Que bom.
descobriram a artista que fez a imagem e ela falou, não, eu montei essa imagem aí, eu fiz uma, peguei o Photoshop lá e colocou a cara da Mary Striep, então assim até nisso eles se preocuparam pra não ter nenhum ruído no sentido de que, olha vocês estão falando de uma, vocês estão falando da, vocês estão na verdade fazendo uma crítica a algo e estão usando esse algo dentro do filme, né então eles evitaram totalmente pra não ter esse tipo de discussão E aí
O Diabo Veste Prada, o primeiro filme, é um filme muito interessante porque ele chega numa época em que se discute muito a relação de trabalho, né? E principalmente o lado feminino, né? Das mulheres independentes e buscando seus sonhos e nessa área, no mercado de trabalho de uma forma geral. E era a época que se discutia muito isso, né, Fê? A gente até falou isso no podcast, né? Foi um filme transgressor nessas ideias, né?
De falar assim, não, é isso. Assim como os homens fazem, as mulheres também estão fazendo, né? Estão buscando atrás, estão buscando seus sonhos, né? Estão buscando seus espaços de forma independente. E foi um filme meio chocante para uma geração, né? Não à toa, é um filme extremamente importante e bem relevante. Esse filme, ele é bem inspirador, assim. Acho que para todas as mulheres que assistiram ele na época.
principalmente pra minha geração, a geração millennial, porque eu, por exemplo, tinha 15, 16 anos quando o filme saiu. Era a energia dos anos 2000, né? Que a gente pensava assim, ah, eu vou estudar, eu vou ter um bom trabalho, eu vou ser bem-sucedida, vou ter minha independência. Então ele é um filme que ele mistura tanto essa parte do empoderamento, quanto o poder de como você projeta sua imagem no mundo.
Porque como ele fala sobre moda, sobre uma revista inspirada na Vogue, todo mundo lá dentro se julga pelo que eles estão vestindo. E você vê que como a postura dos personagens muda, de acordo com a roupa que eles estão usando também. É um negócio sensacional. Inclusive, eu acho que a abertura do primeiro Diabo Vaz Prada, quando a Andy tem o makeover dela e mostra ela com várias roupas, a caminho do trabalho, como se fossem vários dias diferentes. Exato.
Primeira trend. É muito... Nossa, aquela cena até hoje, ela pega de um jeito muito especial, sabe? É um filme que, em tese, ele poderia se enquadrar em uma comédia romântica, mas em que o romance, ele é a última coisa... A parte menos importante. A parada menos importante da história. E, inclusive, é uma troca, né?
O romance que tem ali não é exatamente um romance. A questão é das meninas com a Miranda. A Miranda é aquela chefe escrota, mas ela é o maior nome na indústria da moda. Então, assim, você também quer a aprovação dela de alguma forma, sabe? As duas querem, né? Tanto a Andy, personagem da Annie Hathaway, quanto a Emily, que é a personagem da Emily Blunt.
Se discute muito isso, né? Que é até onde você tolera ter uma chefe desse jeito? Que é abusiva com você por ela ser a melhor das melhores e é uma referência trabalhar com ela. Sim, sim. Até onde você pode aguentar isso, né?
É uma honra sofrer bullying dela, né? Mas o primeiro filme... Tem duas questões aí. O primeiro filme, ele tinha um espaço muito grande pra esses homens. Tanto o marido da Miranda quanto o namorado da Andy. Sim. Que eram meio que as âncoras das duas. Até que os dois relacionamentos, inclusive... Dois relacionamentos de merda. Mas que... Na época... Essa é a segunda coisa. Esse é um filme que se transformou com o tempo.
Ele é um filme em que a personagem da Mary Striep é uma vilã. Claro, não é uma vilã 100% maniqueísta, é uma vilã que tem uma humanidade ali, você percebe em alguns momentos, principalmente em relação a esse relacionamento que ela tem com o marido e tudo mais.
Mas ela é uma vilã, ela toma atitudes que não são louváveis. Assédio moral, né? Ela passa por cima do Nigel pra conseguir o que ela quer. Mesmo naquele momento, é interessante o primeiro filme, porque você, durante 90% do filme, vê a Miranda com a máscara dela toda montada. É.
E tem aquele momento de fragilidade que a Andy e nós vemos ela sem a maquiagem. Desmontada, com o casamento ruim, tudo aquilo. Porque é aquele momento em que a Andy percebe que ela não quer virar a Miranda. Mas é isso que eu acho interessante. Se você pegar o primeiro filme, tanto a Emily como a Andy estão loucas pela aprovação da Miranda. Elas precisam da validação da mentora. Tanto é que, vai aqui o de um tema que é nem um pouco estranho ao Rapadura Cast, que é Dead Ishes. Quando você tem aquela visita do pai da Andy...
Você vê que ela tá mais interessada em ter a validação da Miranda que do próprio pai. Sim. Eu vou fazer aqui uma comparação, mas que são dois produtos Disney, então acho que... E são dois produtos desse ano, então vale a pena a comparação. Eu tava assistindo o reboot de Scrubs que teve, a nova temporada de Scrubs que teve. E...
O Dr. Cox, que é o professor e mentor do JD, do personagem principal, ele é muito Miranda. Ele é aquele cara que não tem papas na língua, que é muito direto, que é extremamente apaixonado por aquilo que faz, que vê muito potencial na pessoa que ele tá mentorando, mas que naqueles que não vê tanto potencial, ele destrói essa galera. E nesses dois reboots que a gente vê, pega os personagens 20 anos depois, a gente tem que essas duas pessoas, esses dois protagonistas, que cresceram, que evoluíram, que se tornaram...
competentes no que fazem, mas que na hora que estão na frente do mentor, eles meio que acabam regredindo um pouco, voltam a ser aquele novato que precisa da validação do mentor. No caso do JD, isso aconteceu de uma forma muito mais interessante. A série fez uma coisa interessante, eu não vou dizer o que é, porque quem é que eu assisti vai ver. Mas aqui no JAPO de Veste Prado 2... E aí
Você vê que, por um microsegundo, no primeiro reencontro das duas, a Andy, que até aquele ponto tinha sido mostrada como uma profissional competente, uma jornalista premiada, tudo isso. Respeitada, premiada. Naquele momento, ela começa a travar a língua, ela começa a ficar nervosa, porque durante aquele primeiro reencontro, ela voltou a ser a jovem Andy que estava ali precisando da validação da Miranda. É. Mas eu acho interessante o seguinte, isso é real.
Se nós tivermos um professor, um chefe, alguma coisa desse tipo, que a gente admira muito, a gente saiu da sombra dele, a gente começou a trabalhar. É muito comum, no reencontro, a gente meio que reverter pra pessoa que a gente era. A dinâmica antiga, é. Pra dinâmica antiga. Porque não só é confortável, mas parece que a nossa cabeça quer voltar pra aquela juventude, sabe? Mesmo não sendo saudável aquilo.
Só que a gente tem que pensar também que esse novo filme, ele chega numa ecoa completamente diferente do filme de 2006, né? O que era 2006 ali, em que as revistas ainda dominavam, né? Existia a internet, forte a internet já.
mas as revistas ainda tinham um grande espaço, né? Editorial, mandava. A gente pensar aqui no Brasil, a Veja era muito forte aqui no Brasil, a Istuera forte, pequenas empresas, grandes negócios, a revista Placar era forte aqui no Brasil. E no caso de revista feminina, entre aspas, a Cláudia era uma revista extremamente...
muito bem vendida. A Capricho mesmo. Lembra dos colírios da Capricho? A Capricho, ela ditava o que a gente devia pensar. Não, não só isso. Ela falava a maioria das coisas da Capricho não era de moda, era de comportamento. E era assustador. Tem umas páginas de nostalgia que de vez em quando postam, ah, revista Capricho, ano tal, mês tal, quinzena tal, porque era quinzenal.
E aí, a pessoa vai folheando sem falar nada. E você vai vendo os tipos de matéria que são umas coisas, umas atrocidades de tipo assim, como manter o seu namorado feliz, sabe? Priscila Fantin desabafa. Como é estar acima do peso na novela? E aí você vai ver... Tocura, cara. E ela é magérrima. E a revista chamando ela de gordinha.
É que nem a plus size da Victoria's Secret. A modelo plus size. É uma pessoa que veste 40. 38, 40. É uma mulher que veste 38, 40. Uma mulher magra. Ela só não é um cabide com anorexia. É uma mulher magra. Ali em 2006, existia ainda todo um glamour.
Com essa parte editorial, né? E aí você salta 20 anos onde as revistas praticamente não existem. É tudo online hoje em dia. Não existe mais. A Capricho mesmo. Eu ainda acompanho a Capricho, tá? A Capricho mudou muito. Você faz online. Jornais praticamente não existem também. A mídia mudou completamente. É tudo online. É tudo em rede social. É tudo vídeo hoje em dia.
Lembra dos hot sites? Que era... Você vai lançar um produto, você cria um hot site, né? Cria um site específico para aquele produto. Isso nem existe mais. Não tem mais. Porque você faz um vídeo de TikTok, faz um vídeo de YouTube. Você cria uma conta na rede social. As marcas hoje em dia têm conta na rede social.
Exato, acabou. Tanto que no filme mesmo, eles fazem questão de retratar isso, dizendo que as matérias da Andy, porque a Andy é contratada... Pra quem não assistiu, se você não assistiu, vai assistir primeiro, depois você ouve a gente aqui. Mas assim... Mas tem muita gente que tá acompanhando aqui, que por exemplo, não tem nem cinema na cidade da pessoa, né? É complicado, complicado. Eu entendo, entendo.
É que a gente vai falar de spoilers, né? Então tem esse problema. Mas assim, o filme faz questão de mostrar como funciona a imprensa de hoje em dia. Eu gostei muito disso. Que é a ideia, por exemplo, a Andy é contratada pela revista para poder escrever matérias extra-moda. Matérias mais sobre...
Porque foi um especial desses que rolou esse elogio pra tal da empresa que tava usando trabalho escravizado. Então, eles falam, precisamos de alguém pra limpar a nossa barra aqui. Limpar a imagem, escrever os negócios. Ela era uma...
Ela era a secretária da Miranda. Uma novata, né? Ela era a secretária da Miranda. Mas nessa parte de jornalismo, né? Ela era uma novata. 20 anos depois, ela é uma jornalista premiada. Ela tava ganhando um prêmio, inclusive, quando descobriu que foi demitida, né? Foi demitido. Porque, por acaso, isso... Tem várias coisas ali que são... Parece comédia e é a mais pura verdade, né? Gente...
Gente que tinha, sei lá, 20 anos de casa trabalhando no jornal, sendo demitido por WhatsApp. Foi o que aconteceu na Disney agora recentemente. Curiosamente, esse filme da Disney foi... Mais de mil funcionários foram demitidos por e-mail, né? Receberam aquele e-mail no domingo à noite. Tipo assim, gente, você está sendo convidado a se desligar. Exatamente. Da nossa empresa. Corte de custo. Mas o interessante é que assim, eles fazem questão de mostrar como funciona, por exemplo, ela escreve essas matérias.
E aí ela é avaliada por matéria, porque antigamente você é avaliado pela revista inteira. Não tinha como a revista saber, a não ser que fizesse uma pesquisa de mercado ou coisa do gênero, qual matéria ia bem e qual matéria não ia bem. E aí já, aqui ele já tá mostrando logo de cara que olha, as matérias da Andy não estão indo bem, você precisa melhorar isso. E a América no não indo bem não é crítica, não é caramba, matéria interessante e tal. Não, é por clique.
É, mas esse é o natural, né? De praticamente todos esses veículos. A primeira matéria que ela solta é justamente o Meia Culpa em relação ao que aconteceu da Runway ter feito uma telelogia de uma empresa que depois se descobriu que estava usando o trabalho escravizado. É relevante falar desse assunto porque a Runway é uma revista de alta costura. Ela fala dos principais nomes da moda, né?
a gente fala de Prada, mas fala da Chanel, fala da Armani e tudo. A Dior tem uma participação muito forte no filme. Eu acho que inclusive pago, tem muita coisa ali que é de grana, de investimento de publicidade. Eu fico com a sensação de que esse tipo de matéria
É possível de acontecer numa runway, porque não tem como. A fast fashion dominou o mercado, né? Que é tipo uma shen da vida. Shen é uma fast fashion, que é a moda rápida e mais barata, né? Que é uma moda bonita, né? Você tem qualidade na fast fashion, mas ela é muito barata, né? Qualidade não. Você tem...
Qualidade estética que eu tô falando, né? Qualidade estética em tecidos baratos. E acabamentos nem sempre bons. E aí quando você vê uma revista dessa, que é patrocinada pelas principais marcas do mercado de moda, elogiando esse tipo de empresa... De moda não, de alta costura. De alta costura, sim. Que é o oposto disso, né? Né?
que são tecidos caríssimos, os maiores estilistas do mundo, um produto de extrema qualidade, etc. E aí você vê eles elogiando um movimento que é forte, né? O que praticamente domina o mercado é esse movimento, né? Porque eu sei que vende muito menos Chanel do que vende o Anchein. Tá conto? Né? Anchein vende absurdamente, né?
É, porque a Chanel é extremamente cara. É, você precisa comparar um carro popular com um Porsche, cara. Então, então... É, porque não é acessível. Aí você vê uma revista que representa isso, né? Ela representa essa alta costura, né? Os grandes nomes da moda elogiando esse tipo de trabalho. E aí que é análogo a esse tipo de situação, né? De trabalhos escravizados e tudo mais. Isso cai muito a imagem da revista, né? E ela começa a perder patrocinadores. Então vira o vexame, né?
Vira um vexame esse tipo de coisa. Que a reunião que elas têm com a chefe de comunicações da Dior, que é ninguém mais e ninguém menos que a Emily. Ai, eu amo a Emily. A Emily tá de volta, né? É isso aí. Ela chega e diz, olha, a nossa relação com vocês, que representa 16% do faturamento da revista, basicamente. Sim.
16% do faturamento de publicidade da revista vem da Dior. Então, é muito bizarro porque a Miranda, ela demite a Emily, a Emily acaba nesse emprego na Dior e acaba mudando a relação, muda a estrutura da relação. Sim.
É, a Emily ficou magoada. Ela nunca superou. Ela finge que ela quis sair, mas, na verdade, a Miranda que recomendou ela pra esse outro emprego, meio que pra se livrar dela mesmo. Só que por conta da mudança no mercado, eles agora precisam muito da Dior. A Ronald precisa muito da Dior. Então, ela precisa deixar a Emily...
tranquila, ela precisa agradar, e é muito maluco porque você ouve, olha a nossa relação com vocês depende da sua reputação e a reputação é da Runway e da Miranda porque a Miranda, durante todo esse período que ela tá lá ela é a Runway então se acontece alguma coisa que racha a armadura da Miranda, racha a armadura da Runway e vice-versa
É tanto que ela virou chacota online, né, Sicas? Depois de sair essa matéria, tiveram vários memes em cima da Miranda, ela virou uma persona no grato. Aí quando você vira meme, começam a surgir histórias de pessoas que trabalharam com ela e começam a falar não, ela era um escrota, sempre foi um escrota. E aí começa a vazar um monte de coisas que fazem com que o nome dela e a Rani vá pra boca do lixo, basicamente. E é muito, você tem essa situação e você vê a Emily...
passando por cima da biranda, dizendo, olha, eu quero uma tela de cinco páginas sobre a nossa nova loja, flagship, sobre a nossa nova loja incrível, flagship da marca incrível, e eu quero três páginas de crédito e de publicidade. É muito dinheiro, é passar por cima. E outra coisa, a Andy que tinha acabado de chegar pra lidar com as matérias especiais, ela já recebe a ordem, olha, você vai ter que fazer uma tela de cinco páginas sobre a loja.
É curioso porque como é que a Andy entra nessa história, né? Ela tava recebendo o prêmio e aí ela vê a mensagem de demissão. A demissão. E aí ela pistola, né? Pistola na frente de todo mundo e ela começa a falar um monte. E aí os chefões lá... Dá uma viralizada, né, o discurso dela.
Os controladores lá da Runway vêm lá e dizem assim, opa, temos aqui uma possibilidade de trazer... O filho do dono. Não, vamos ser direto aqui. Quem recebe a viralizada... O estagiário do The Office. O BJ9, que aliás, vindo lá de Baixadas Inglórias, esse é um bom acordo. Você faria esse acordo? Eu faria esse acordo. A gente descobre no final que quem mandou aquela mensagem tinha sido ninguém mais que o Nigel. O Nigel, ele... Aqui...
Tentou tudo. O Nadia mandou uma mensagem pro Jay, que era o filho do Ira, o filho do dono da Runway. E olha, olha aqui, ó. Essa aqui é uma forma de a gente conseguir recuperar a nossa reputação. Contratando essa jornalista premiada, que acabou de fazer esse discurso foda em relação ao estado do jornalismo.
É que seria muito conveniente, né? Se fosse ser pente do nada. Se fosse do nada. Ah, e vamos chamar ela aqui. Olha, coincidentemente, ela já trabalhou na runway. Olha, coincidentemente, ela tem uma relação com essas pessoas aqui. Não, foi tudo arquitetado pelo Naid, né? Que a gente acha que tava lá.
só sendo capacho da Miranda e que não sabe de nada, na verdade, ele sempre soube de tudo, né? Ele sempre se importou muito, né? É aquela pessoa que, sem ela, ele pode estar só do lado da Miranda. As coisas não funcionavam, é. Às vezes, dois passinhos atrás, mas tira o Nigel, a estrutura toda desaba.
Eu sei que não existe ninguém insubstituível, mas sim faz muita diferença uma pessoa dessa que conhece todo o beabá de uma empresa, de uma organização e que sabe todos os passos, todos os momentos e tudo. E que sabe lidar com a chefe difícil.
quem alcalma os ânimos dela quem lida com os arrobos dela sempre foi ele porque além de tudo ele serve como uma ponte entre todos os outros empregados e ela porque o pessoal não fala com a Miranda o pessoal fala com o Nigel tanto é que quando estoura essa crise lá da fast fashion a assistente da Miranda avisa primeiro ao Nigel disse que aconteceu isso aqui vamos com calma vai demorar pra passar tentando pra ela não ficar sabendo a tempo
Sabe uma coisa que eu fico pensando? É que esse assunto do filme, ele conversa muito com a gente que trabalha com mídia, que trabalha produzindo conteúdo, com cultura pop, nessa área de jornalismo e tudo. Porque é um assunto que a gente convive diariamente, né? Que são as megas fusões, são as grandes vendas, são essas megas demissões. Curiosamente, o filme sai poucas semanas depois de uma demissão em massa na Disney. Mais de mil funcionários foram...
foram demitidos lá, entre profissionais da área de efeitos visuais, profissionais da Pixar, de todas as áreas. O próprio estúdio do filme, diga-se de passagem. Então, da Twin Center Studios. Isso conversa muito com a gente, e eu acho que existe uma relação do filme com a crítica especializada, porque quem escreve sobre esses filmes trabalha também, tem muita gente independente, tem muita gente que faz conteúdo por si.
Mas tem muita gente que trabalha ainda em grandes empresas de jornalismo, né? Então é muito fácil a gente se identificar com essa história. O filme se torna muito atual e muito contemporâneo aqui, né? Pra gente que trabalha nessa área de entretenimento. E aí eu vejo que... Coloca o filme nessa relevância, sabe? Assim, olha, eles estão tratando de um assunto que é...
É real. Assim como o anterior. O anterior, ele até se distancia um pouco, porque ele fala mais sobre comportamento, sobre tendências, sobre relacionamentos e como você lida com tudo isso. Como é que você lida trabalho e vida pessoal. Existe espaço. Quando um sobressai, existe espaço para o outro.
Era mais essa discussão do primeiro. Por isso que eu acho que o primeiro é muito diferente desse. Esse ele vai em outra linha. Ele estabelece, basicamente ele expõe um jogo. Que é assim, olha, você é uma empresa de moda. A Runway é uma empresa que dita tendências. Mas ela também, ela precisa jogar o jogo. Que é o quê? Ela não pode falar de outras coisas. Ela não pode elogiar uma fast fashion da vida. Porque assim, fast fashion...
Existem fast fashion que não tem trabalho escravizado. Mas quando você coloca uma... Você tem marcas como a Dior, uma Chanel, que são patrocinadoras da sua revista, você vai elogiar os concorrentes que basicamente estão minando, sim, o espaço dessas empresas grandes? Porque uma chain, ela ganha um espaço da... Era dita moda. A chain, eu lembro...
Fernanda sabe muito bem disso. A Shen, no começo, ela era bem precário o tipo de material dela. Depois ela começou a evoluir tanto que começou a vir os saquinhos da Shen personalizados. Ela foi se aprimorando e se tornou... A Shen, ela até mais cara do que as outras fast fashion que tem por aí. Porque ela se tornou tipo de grife.
E ela consegue trazer roupas não necessariamente... Claro, traz as roupas comuns e normais, roupa de C&A. Mas as coisas mais alternativas e diferentes você só consegue comprar lá hoje em dia. E muita gente famosa faz propaganda, né, Rogério? A Anitta faz propaganda. Eu estava vendo outro dia um especialista em moda falando que, olha...
Como é que a gente vai rechaçar? O que a gente tem que rechaçar é o tipo de trabalho que acontece por lá, que precisa ser... E é uma coisa que o filme fala, né? Que a empresa que ela defendeu tinha o trabalho precário, né? Trabalho escravizado. E aí ela falou que foi enganada, né? Tem empresas grandes aqui, lojas de grife aqui no Brasil. Que também tem. E que é do mundo todo que também tem. Descobriram várias coisas. Nesse caso aí tinha... Esse é o problema da moda, né? A moda em si, ela tem... E esse comentário de moda... Não é um problema só da moda, é um problema do capitalismo.
E esse comentário de moda, ele tava falando assim, cara, a gente não pode tirar a importância de uma loja como a Shein, por exemplo, de uma grife como a Shein, por exemplo, que traz alta moda pra pessoas que não tem corpo de uma modelo de passarela. Você pode usar um modelo que você viu ali uma artista usando...
ou uma loja do shopping super cara, você vai pagar por um preço mais acessível e o melhor, no seu tamanho. Coisa que loja de shopping não faz, que loja de alcoestura. Exato. Você vê assim um tamanho único. É, não tem papo. Ou você cabe na roupa ou você não cabe. Não tem papo. E aí, falando sobre isso, eu sei que ontem você estava querendo chegar com essa ideia de que o filme fala sobre uma questão que talvez não seja muito a do público como no primeiro filme e tal. Sim.
E aí eu tenho dois números pra desmentir a sua teoria. O primeiro número é o Cinema Score, que é a negativo, que por acaso é a mesma nota do Michael Jackson, que é um estouro também. Então assim, é um filme que... Estamos vivendo o Michael com Prada, né? Exatamente. O Michael com Prada.
É um filme que acreditamos que ele seja um filme que terá uma boa segunda semana. Aliás, ele já está tendo, né? A gente está gravando aqui num dia de semana. E um dia antes, eu já sei que o cinema estava lotado num dia de semana. Então, quer dizer, é um filme que vai ter uma boa... Uma cauda longa, vai ter uma cauda longa. Uma boa cauda, exatamente. Vai passar em muito o primeiro filme, né? Vai passar em muito o primeiro filme. Quase empatou já o primeiro filme no primeiro final de semana. No primeiro final de semana, já fez 70% da bilheteria do primeiro filme.
E lá no famigerado Rotten Tomatoes, que usa-se ou não usa-se, mas como a gente usou para o Michael, acho que é importante a gente usar para o Javeste Prada. Ele tem... Olha só, ele tem uma aprovação maior da crítica, de 78%. Ok.
Mas ele tem uma aprovação maior ainda do público, de 87%. O primeiro filme, ele tem 75% de aprovação da crítica. É um pouco menor. 76% do público. Então o público gostou mais desse do que do outro. É, era do 2006, né? Era outra época, né? A métrica é diferente, porque nem existia rota também direito na época. E também por causa do tempo, né? Já faz muito tempo. As pessoas que já estão... Já tem gente que já assistiu no VHS um milhão no VHS. Já assistiu em casa um milhão de vezes. E o cacete, mas...
Eu acho que o primeiro, inclusive, é um jovem clássico. Eu acho que é o primeiro filme. Eu gosto bastante. E eu acho o primeiro melhor do que esse aqui. Eu também. O que eu gosto do segundo, eu gosto igual. O que eu gosto do segundo é porque ele não tenta fazer o que todos os filmes legado acabam fazendo.
que é simplesmente copiar a fórmula do primeiro e se focar 100% na nostalgia do primeiro filme, porque são 20 anos depois, né? Sim, sim. A Mary Striep, inclusive, deu uma entrevista em que estavam todas elas lá, estava a Emily Blunt, estava a Anne Hathaway e tal, e aí a repórter perguntou, pô, por que demorou 20 anos? E aí todo mundo apontou para a Mary Striep e a Mary Striep apontou para ela mesma, assim. Ela falou, porque eu não queria fazer. Ela falou, eu só queria fazer quando eu achasse que tinha uma história para contar. É a primeira continuação dela, né?
A primeira continuação da Beryl Streep, né? Ela nunca tinha feito uma continuação. Mamma Mia também. É verdade. Verdade, verdade. Mas ela não é o habitual da atriz, né? Fazer as situações, né? Tanto que a personagem dela aparece um tico-lico só no... Ela achou que tinha uma história boa pra contar aqui e eu concordo com ela, porque a maneira como a imprensa é vista hoje em dia é muito diferente, cara. Com certeza. E isso... Eu acho que, assim, eles conseguiram...
se controlar em não ficar repetindo o primeiro filme e trazer uma história nova. Que tem problemas? Tem problemas. Tem problemas. Mas que ela é refrescante no meu ponto de vista porque ela traz novos desafios para essas personagens, entendeu? E elas não são mais as mesmas. Porque passaram 20 anos. Não adiantava. Aí teve gente... Ah, mas é porque a Miranda ficou faltando. Beleza. A Meryl Streep é tão magnética que você quer ver ela...
Sim, quer ver mais vezes. Todo minuto. Você quer ver ela o tempo todo. Mas ela tinha que ser uma personagem que, dessa vez aqui, ela não pode ser... É aquilo que eu tava falando naquela hora, né? Lá no primeiro filme, ela foi feita pra ser uma vilã. O livro é sobre uma chefe, filha da puta, vilã e tal.
A gente sabe que foi inspirado na Anna Wintour Que é a editora-chefe da Vogue O primeiro filme é inspirado no livro O segundo também existe um livro Não, não tem Existe o livro 2 Existe, mas esse aqui não tem nada a ver É engraçado A Fê ter falado da Anna Wintour
Porque, inclusive, teve uma participação da Wanda Witton no filme, no filme 2, que foi cortada. Mas eles fizeram um marketing juntos, mas que não aparece o nome da Vestipada 2. Foi só pra Vogue. É basicamente o encontro da Miriam. É um videozinho muito legal da gente se encontrando num elevador. Fizeram vibe, sabe o que? The Office, quando Michael Scott encontra lá com o Rick Gervais. O Rick Gervais, né? O personagem dele no The Office inglês, né?
Tem muita coisa legal, porque assim, a escritora do livro, ela nunca falou diretamente que era a Anna Wintour. Mas como ela trabalhou durante um ano, e ela era novata, então ficou como referência. E olha, a Andy do livro é muito diferente da Andy que a gente tem no cinema.
A Anne Hattway é magnética, né, rapaz? A Anne Hattway é incrível. E 20 anos depois parece que não passou um dia pra Anne Hattway. Ela é ridícula. Um abraço pra todos os esteticistas da Anne Hattway. Ela é incrível. Mas a Anne Wintour nunca teve muito problema com o filme. Tanto que ela foi no filme original, ela foi na pré-estreia. É.
Ela foi na pré-estreia oficial, a primeira sessão do filme. Mano, porque pensava, Rogério, pensava que o filme ia desmoralizar ela, na verdade. Ela caiu pra cima. Ela caiu pra cima pra caralho, né? Ela fez sucesso pra caralho. Ela virou referência, né?
Ela fez um filme depois que eu até anotei aqui que eu quero muito assistir, não consegui assistir a tempo porque não tem lugar nenhum, né? Vou ter que achar naqueles lugares meio bizarros. Se chama The September Issue, que é sobre uma edição da revista Vogue e ela trabalhando com a galera pra fazer essa edição de setembro da revista Vogue. Então, assim, ela caiu pra cima. É um documentário com ela lá falando e tal, não sei o que. E sendo, claro que não tão estúpida quanto no filme, mas tendo ali os seus...
Pega isso aqui, sacolete. Eu tenho uma mãe que foi chefe por muito tempo. A minha mãe, ela basicamente era uma das poucas mulheres em um mundo de corporações. Um mundo masculino. Um mundo de negócios masculino. E é muito bizarro como é muito mal visto. Não chega a ser mal visto, mas comportamentos das mulheres que são patricas. É demonizado. Comportamentos que eles consideram... Normais para os homens.
Até qualidades pros homens, eles viram defeitos quando é uma mulher fazendo. Tiraram o máximo dos funcionários. E quando a mulher tem esse tipo de comportamento mais, né, forte, ela é difícil ou está naqueles momentos, né, que nenhum jogador de futebol falou numa época dessa aí, né.
Eu sempre tive uma certa simpatia pela Miranda Por conta disso Porque eu sei como é escroto ser uma mulher Num mundo de negócios masculino Não mente, lá atrás quando o filme saiu Ela era uma grande cês e uma filha da puta Mas o tempo mudou o filme Inocentou a Miranda O tempo fez isso Não foi o filme em si Ele tinha uma ideia de Inclusive Eu não sei se vocês fizeram no podcast Porque eu não tava no podcast Foi quando eu tava hospitalizado Eu não sei se você fizeram no podcast
Quando vocês fizeram o podcast, ele é baseado no livro lá e o livro, ele era tão já chamativo que os direitos do livro foram comprados com 30 páginas do livro escritas. Tipo assim, já tava vendido. É algo meio que referenciado nesse filme. Tá dentro desse filme. Porque a biografia da Miranda é vendida com pouquíssimas páginas, né? Não, cara, não.
100 mil com 10 páginas. Não, não, 350 mil. 30 páginas? 350 mil. Tá aqui, é oferta. É, exatamente. O livro original foi basicamente isso. É uma meta referência. E o livro e o filme nada mais é do que, de fato, uma crítica a uma mulher que tinha um comportamento tóxico. Só que assim, um comportamento tóxico que vários homens tinham, que com o tempo a gente foi percebendo que... E vários homens tem até hoje, né? E que tem até hoje. Só que hoje em dia...
É mais velado. Hoje em dia eles tentam disfarçar. O filme é importante, inclusive, para expor esse tipo de situação, porque o que antigamente era elogiado como rigidez, como disciplina, como, olha só, você tem que fazer desse jeito porque é o jeito correto, é o jeito que eu imagino que tenha que acontecer porque esse é o jeito certo.
Quando foi pro lado da Miranda, as pessoas dizem assim, nossa, ela tá sendo muito escrota. Não, mas o comportamento que era tido por outros chefes, tipo Miranda, também era escroto. Mas não era visto dessa forma, né? Ninguém fez isso sobre isso. Então isso serviu até pra todo mundo, no fim, ser colocado no mesmo lugar. Chefe escroto é tudo pau no cu.
tem que ser colocado nessa caixa do pau no cu e Júras, tem uma coisa que esse filme faz ele faz um choque geracional, porque a gente tem um cara como o Ira, por exemplo, que ele vem da mesma geração que a Miranda, os dois tem comportamentos parecidos, inclusive, os dois se não bem, os dois tem uma eles já conhecem o comportamento um do outro ele é o chefão da empresa ele é o chefão da empresa que é dona da Runway E aí
Quem tinha contratado originalmente a Miranda tinha sido o pai do Iron. Sim. Então os dois eles meio que cresceram juntos dentro da empresa. É. Aí você vê o Jay. Empresa familiar, né, mano? Que é o filho do Iron. É isso, né? A gente tem essas grandes empresas, são todas familiares, né? Empresa familiar é um caralho. David Ellison, o Harry...
Larry Ellison, né? Você vê a Disney, que é passado basicamente de pai pra filho, até que chegou uma galera de fora, né? É sempre desse jeito, né? Mas aí tem o pulo do gato. Porque se você tinha o pai do Ira e o Ira, que tinha uma postura um pouco mais séria, você tem o Jay, que é o Nepple Baby, que chega lá...
Parece ter saído de um episódio de Succession. Ele é o finance bro. Ele é o desapegado do legado, né? Tipo assim, foda-se, mano. Cara, ele chega com roupa sintética lá. Ele chega com roupa sintética pra uma empresa que tem uma editora cujo carro-chefe é uma revista de moda. O cara vai com roupa sintética.
É porque não importa, não importa o conhecimento que ele adquiriu e tudo mais, ele fez algum curso com algum coach de financeiro, que é o que eu mais gostei no filme todo, tá? É a desconstrução de todos os personagens. Todos precisam não ser o que são de fato. E o personagem daí do Finance Bro, né, que é o cara do...
acaso é o cara do The Office. O Ryan do The Office, o estagiário. Ele tem essa cara disso mesmo, né? Até hoje. Ele também, ele fica chamando as pessoas de caras e aí depois ele fala, não, pessoas. Ele também tá tentando... Se segurando, é. Se enquadrando. Se enquadrando.
E é engraçado que todo mundo tá nessa vibe. Não, e a ideia de se enquadrar é chamar aquele bando de abutres, aquele bando de agentes funerários, que é daquela firma de adequação empresarial que diz, o cara, eu morri de rir nessa parte. Chega lá o Carol, meu nome é fulano de tal, MBA em Harvard, não é importante. Ele quis dizer que era MBA em Harvard. Eu sou MBA em Harvard. Não é importante isso, mas eu sou MBA em Harvard.
E olha, a gente chama de Miranda Beastly. Você é um beast. Só que essa é beast. Ela tá na puleira. A beast enjalada. E a Miranda olhando com aquela cara de... Deus, alguém me mata. Sabe? É que assim, também não dá... Mas eu acho que o filme faz um...
Não tanto esforço, tá? Mas ele faz um esforcinho também pra dizer que é o seguinte, calma. Não é porque também vai chegar uma... Porque assim, do jeito que eles gastavam ali, cara, a Miranda só com carro... Particular. Sabe? Só, meu... E dessa vez arrumaram os carros que eram praticamente uns tanques de guerra que ela andava, caralho, sabe? Pois é. Já tinha o particular. É um custo que hoje em dia... Não cabe nesse tipo de... Pro tipo de imprensa que a gente vive hoje em dia, não cabe mais. Não rende mais tanta grana quanto rendia, né?
Lembra quando a Globo ia pras Copas e criava um estúdio próprio? Não, que levava 100 funcionários. Não, mano, todo o jornalismo da Globo ia pra Copa. O William Bonner e a Faixa Bernardes estavam na Copa, sempre, né? E era sempre de executivo, vai todo mundo de executivo, primeira classe. Não, e eu lembro de uma Copa que não é que eles chegaram lá e fizeram assim, olha, alugamos um prédio aqui pra ser a Copa. Não, eles construíram um prédio.
É, era muito dinheiro, mano. Pra ser a Globo lá, que tinha todo... Era bizarro. E hoje em dia, os caras vão narrar do Brasil, cara. É. Vai três caras pros Estados Unidos, o resto vai narrar do Brasil. Entendeu? Sim. Não tem... Hoje em dia, o jornalismo, ele infelizmente, não cabe, não tem mais como, cara. Tipo assim, a gente vê ali o UOL, as páginas lá tem... Oh, paga R$1,90 pra acessar um mês. E ninguém quer pagar, eu não quero pagar, eu não pago.
Entendeu? Porque é uma coisa que a internet, quando ela começou, ela já te veio com essa ideia de, olha, eu vou te dar de graça aquilo que você pagava. Então agora que você tem que pagar ali pra acessar uma notícia e tal, você não quer pagar, porque você já tá acostumado a não ter acessado. A não ser que você, uma relação afetiva...
com o veículo, tipo aqui. Você lembra com o Rapadura? Nós temos o Patreon. Patreon.com.br RapaduraCast. Mas eu ia chegar aí. Que você pode fortalecer nosso trabalho. A gente lança um RapaduraCast exclusivo toda semana pra você. Exatamente que nem esse aqui. É bom lembrar.
Em vídeo, editado pelo Joel. Aí é um cineclube, né? É de referências e é um cineclube. Então é um filme por semana. Você não deixou molhar o bico, porque eu ia fazer essa... Se a gente pegasse o nosso RapaduraCast normal e falasse assim, gente, a partir de hoje... Agora é pago? É pago, a gente ia morrer.
seria um suicídio do negócio ia pegar o nosso negócio e bum, explodir então o que a gente fez? a gente cria mais é como se fossem as matérias especiais o que eu acho que o jornalismo poderia fazer mas tem veículos que fazem isso aquelas editorias de comportamento, moda e tal essas é que ficam no firewall
Eu detesto paywall. Ah, no paywall. Detesto paywall. Mas eu entendo por que é feito isso. Porque antigamente eles lucravam com venda de revista, com venda de jornal. Existia esse lucro que poderia ser mínimo comparado ao todo, né? Que se...
gasto e se ganha, mas era uma grana certa, que o consumidor pagava para consumir. Como ninguém mais compra revista, ninguém mais compra jornal, porque nem existe mais isso, ok, eu estou sendo generalista, porque você vai em banca de revista e você encontra umas exceções. É bem pouco. Eu sei disso. Mas existem ainda as...
as exceções não foram totalmente extinguidas. E nem todos os jornais também acabaram. Por exemplo, aqui em Fortaleza, a gente tinha dois jornais muito fortes, que é o Diário do Nordeste, que era o maior, e o Povo. O Diário do Nordeste há alguns anos acabou, a versão impressa dele, e o Povo continua, mas numa versão...
minúscula, tipo assim, é um negócio... Porque é muito difícil você lidar um jornal impresso com a internet. A internet, ela... A notícia, ela sai a todo momento, o jornal você tem que imprimir. E já tá velho, né? A gente tem aquele momento que o Nage diz, cara, revista, a gente não é uma revista há muito tempo. A gente tem a versão física, é claro, ainda é publicada, porque a Miranda quer. Mas a gente tá produzindo conteúdo pro Ether, pra...
É o tradicionalismo, Sika. Esse filme é interessante nesse ponto porque logo no começo eles mostram como é que está a moda atualmente porque começa lá a Indy andando nos lugares e tal, não sei o que. Aí ela passa no local. A gente está tendo uma apresentação, um desfile de moda. A Indy está andando nesses lugares que estão tendo algum desfile de moda e você vê vários modelos com celular. Não, é influencer. É tudo influencer.
Ou seja, mudou completamente tudo, né? Porque a imprensa, antigamente, era jornalistas, né? Sim. A imprensa era jornalista. Eram os jornalistas que iam no tapete vermelho. Hoje em dia, normalmente, blogueiro. Hoje em dia, você vê que a maioria das pessoas não são mais jornalistas, são influenciadores, né? Não, até em tapete vermelho das coisas é muito interessante. Eu tava lá no tapete vermelho do Anaconda, em dezembro.
90% das pessoas que estavam lá era veículo de internet. Era galera que ia postar na rede social. Não era mais jornalista. Você tinha um ou outro jornalista. É muito doido porque a gente recebe, às vezes, convite pra esses tapetes vermelhos de alguns filmes e tal. Se o filme for pequeno, aí você tem convite pra tudo. Aí você pode ir na festa, você pode assistir o filme, você pode ir no tapete vermelho. Se vacilar, você até conversa com o elenco de boa.
Mas quando o filme é concorrido, é uma coisa grande, assim, tal, aí você fala assim, olha, é o tapete vermelho, tá? Mas não dá pra garantir que você vai conseguir assistir um filme. Caralho, eu vou fazer o quê lá? O quê lá? Pra eu ficar pagando o mico da galera, sabe? Mas isso, inclusive... Mas é o que as pessoas gostam de ver, o famoso passando no tapete vermelho.
Mas Rogério, isso inclusive é uma crítica que ela é ampliada pro mercado, porque, por exemplo, tem muitos podcasts que não tem pessoas que estudaram, que tem jornalistas formados, é só gente famoso. Você é famoso. Não, e influência também, né? Tem muito influência que é só influência.
É, não, mas você é famoso por ser famoso, entendeu? Tipo assim, você é famoso por ser famoso no... E aí eu não quero desmerecer influenciadores, porque trabalho é trabalho, todo mundo tá fazendo o seu negócio. Mas quando você fala sobre criação de conteúdo, especificamente, e sobre análises...
Esse tipo de coisa, ele requer bagagem, né? Ele requer que você tente melhorar, tente buscar mais conhecimento. Quando a gente fala da área de cinema, quanto mais filmes você assistir melhor, mas quanto mais você estudar sobre cinema, você vai conseguir analisar melhor, você vai conseguir falar melhor. Não quer dizer que você vai dar opinião assertiva, porque não existe opinião assertiva sobre arte, sobre análise de arte. O que eu acho sobre o Diabo Veste Prada é a minha opinião.
E baseado na minha bagagem e do que eu gosto de filme. O que o Rogério pensa é a imagem dele. O que a Fê e o Sicas, o Zé Vilco no caso. Para quem está vendo em vídeo, no momento é o Zé Vilco. Toda essa turma tem bagagem e experiência diferente e tem vivências diferentes. Então você imaginar que...
por você ter ou não ter estudo, você vai ter uma opinião compatível e é aquela parada do público achar que a pessoa que está criando o conteúdo, ela tem que corroborar com a sua ideia. Tem gente que assiste crítica, podcast, para dizer assim, vou vir aqui para eles... É para validar a sua opinião. Para validar a minha opinião. É a câmera de eco. É a câmera de eco. Quando não acontece, quando não acontece...
Não, nada a ver. Esse cara tá errado. Já não é mais como era antigamente. Vou fechar aqui. Nossa, esse cara é muito chato. Esse cara não gosta de nada. Ou o cara é chato e não gosta de nada. Ou ele é chato porque ele gosta de porcaria. Ai, só gosta de porcaria. Eu acho que um termômetro bom é você acompanhar podcasts. Se você não gosta de ninguém do podcast, não tem motivo pra você estar acompanhando o podcast. Mas se você tá disposto a ouvir opiniões contrárias, Pau!
Existe, inclusive, formação de senso crítico. Porque, cara, ouvir opiniões diversas e você permanecer com a sua opinião é um valor muito maneiro. Mas ouvir opiniões diversas e você repensar a sua opinião também é uma coisa muito legal. Exato. Sabes por quê? Eu já até contei isso para vocês. Eu já conheci pessoas. Porque, assim, uma das coisas que eu acho que é importante dizer é o seguinte. Quando você segue algum influenciador ou...
ou um canal, coisa do gênero, que essa pessoa ou essas pessoas, elas só elogiam tudo, alguma coisa está errada. É, não tem senso crítico, né? Não existe um... É, porque se elas elogiam tudo, tudo, tudo é elogio, a não ser que seja aquela bomba colossal que aí todo mundo está batendo e aí essa pessoa bate também, você tem que estranhar um pouco. Porque é o que o Júlio falou, né? Cada um tem a sua opinião e tem a sua bagagem para falar sobre aquela obra ou sobre obras no geral.
E aí, por exemplo, já conheci pessoas que não gostaram do filme, mas na hora lá da rede social decidiram colocar que gostaram. Que trabalhavam na imprensa. Por quê? Porque você escreveu que você não gosta... Querem ser convidados pra caber de imprensa, quer ser convidados pra eventos. Exato, você deixa de ser convidado, exatamente. Então, assim, por isso que você tem que, na verdade, eu acho que na minha opinião, é valorizar canais e espaços onde as pessoas têm liberdade de poder falar o que elas acharem de fato. Gosto, gosto, não gosto, não gosto. Não importa se empresa X от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от
Se a gente fosse patrocinado pela Twin Centro de Estúdios para divulgar o Diabo Veste Prada 2, a gente não faria esse podcast. Esse podcast não existiria. Esse podcast não existiria, porque por mais que não haja cobrança nenhuma do estúdio para a gente falar bem num podcast exclusivo sobre o filme...
Seria conflito de interesse, porque a gente tá fazendo uma divulgação. Então, provavelmente, a gente faria o quê? Um podcast sobre... Chapa Branca. A moda. Um podcast Chapa Branca. A moda no cinema. E aí, a gente faria vários filmes e não sei o quê. E aí, divulgaria o Diabo Veste Prada, sabe? Então, você que acompanha podcasts, vlogs... Vlog é um negócio muito velho, né? Mas a galera que faz vídeo no YouTube...
E até em influenciadores, você sabe bem como é que cada um se comporta de forma... Tô falando da ética do trabalho, né? Da ética do trabalho. Quando você fala bem de tudo e que não existe aquele momento em que a pessoa vai dizer assim, pô, eu vi esse filme e achei ruim. E você fala assim, eu não lembro dessa pessoa falando desse jeito, assim, nossa, achou esse filme ruim. E aí, isso faz com que você entre numa bolha em que você não tem questionamento sobre as coisas que você assiste.
sabe? Eu acho. Eu acho que é importante você ter senso crítico. E aí eu tô falando sobre saber elogiar e saber criticar. Quando você joga esse jogo e você tá trabalhando na internet, você pode suavizar coisas. Como a gente suaviza em tudo. Quando a gente gosta muito de algo e a gente ainda assim quer criticar, você suaviza coisas. Por exemplo, eu tenho coisa aqui do Diabo Veste Prada 2 que eu não gostei.
Mas eu mais gostei do filme do que desgostei. Então, essa coisa que eu desgostei, ela fica muito no superficial, fica muito lá embaixo, porque ela não atrapalhou a experiência. E às vezes ela é importante o suficiente. Isso, ela é importante o suficiente. Exato. Porque se fosse algo crucial, aí ele quebraria, inclusive, o meu gosto sobre o filme.
Então eu acho que essa diferenciação é importante e eu acho que tematicamente faz muito sentido para o filme, porque o filme questiona exatamente isso, porque ele está falando sobre moda, ele está falando sobre uma revista que está passando por mudanças, para um mercado que está passando por mudanças. Isso a gente está vendo em todos os lugares. A inteligência artificial está sendo utilizada por marcas que atingem as classes médias, classes média baixa.
Elitista. A arte humana está virando elitista. O que é um negócio curioso é porque algumas artes sempre foram elitistas. Sim. Quadros, sempre foram milhões esses quadros famosos. E ao cinema é um negócio caríssimo. Teatro é um negócio caro, balé é um negócio caro, ópera é um negócio caro. E a inteligência artificial, hoje em dia as grandes marcas, elas não utilizam inteligência artificial porque isso... As marcas de luxo.
Isso diminui o valor, né? A gente tá vendo. A gente viu a Apple. A Apple foi um caso exemplar, recente, porque ela fez um comercial em que todo mundo falou assim, ó, e usou o IA pra fazer essas coisas aí. E aí eles mostraram os bastidores de como foi feito manualmente a logo, a nova logo da Apple TV, né? E, Juras, a gente tem no filme um personagem que é o Tech Bro. Vamos e convenhamos. Vamos ser diretos aqui. É o Jeff Bezos. É o...
É a representação do Jeff Bezos. É porque ele tem... Nesse caso específico é o Jeff Bezos. É o Jeff Bezos porque ele tem uma ex-esposa que deu uma treta, ela ficou milionária. Rolou uma tentativa dele comprar a Vogue pra dar de presente pra esposa dele. Que é exatamente o plot que eles botam pra ele. Pra nova esposa. É, pra nova esposa dele. E aí o Justin Terrell feio, né? Conseguiram deixar o Justin Terrell feio. Caraca, mano. O que aconteceu com o Justin Terrell, hein, cara?
Porra! Pô, ele é um homem charmoso, ele tava esquisitíssimo. É pro papel. Mas é uma vibe Mike Myers, né? Dos filmes lá do Boêmia, episódio do Michael, né? Que eles botam uma maquiagem, um negócio meio careca, umas coisas estranhas dele. Não, mas quando ele tá ali na fase... Na fase ali do barro, que é quando ele tava com a Lucy Liu, e que ele tá mais gordinho e tal, aí é maquiagem pesada. Mas depois quando ele tá na fase...
já da... Arrumadinho. Do Osempique. Vamos ser direto. A fase do Osempique. Aí já é ele mesmo, cara. E ele envelheceu, cara. Sim. O cara é um bonitão de osterô e ele tá... Mas ele é muito maquiagem, porque hoje em dia ele não é... Botaram mais entrada nele aqui, assim, pra ele ficar mais assim. E ele faz bem o papel de banana também, assim, né? Ele faz o seguinte.
E tem uma coisa que ele faz que é o seguinte, você tem aquela... Já pensou você ser tão foda que você vai fazer uma reunião de negócios na frente da santa ceia do Da Vinci? É inacreditável, realmente. Sabe, é muito Power Flex.
E ele tá lá falando, não, olha, a gente vai colocar IA na revista, vai ser um negócio foda e tal. Ele fala disso e você vê a Miranda tendo um ataque por dentro. Eu sei que tiveram vários desses momentos. Porque a Meryl Streep, a interpretação dela é muito mais sutil, porque ela é muito mais contida. E aí tem diversos momentos, você percebe que ela tá tentando se conter.
pra não explodir, tem aquele momento lá daquela reunião dentro da própria Runway, que ela fala uma coisa, e aí a Amari, que é vivida pela Simone Ashley lá de Bridgeton, ela tá excelente no papel, ela é a nova Emily, a Emily principal da Miranda. Sim, mas percebe que ela chama a menina de Amari. Ela não chama de Emily. O que mudou, né? Eu acho que a Andy deixou... Não pode, é. Mas a Andy deixou um legado.
no final do Diaveste Prada ali. Eu não sei, não acho que é a Andy. Eu acho que é o tempo de cadernos. Porque ela também não pode mais jogar o casaco na mesa. Ela está pendurando o casaco, é sensacional. A Miranda está pendurando o próprio casaco. O que está acontecendo aqui? Ela está pendurando o casaco, é sensacional. E aí tudo que ela falava era uma piada bizarra, assim. Ela não pode isso. Era sempre de uma coisa que não pode. Quando ela fala, é, então, essas modelos que ela queria falar de modelo plus size, ela fica falando...
eu não tenho palavras pra falar assim essas mulheres, body negativity foi muito bom, o que eu gosto e aí, por isso que eu falo não tem outra atriz pra ser esse papel e é por isso que demorou tanto em continuação é por isso que demorou tanto em continuação porque no olhar dela você percebe que ali dentro tem alguém querendo gritar os maiores impropérios sim
Sabe uma coisa que eu me emocionei? O filme tem um momento, apenas um momento, que eu me emocionei, que é exatamente no final do filme. Quando a Andy entra e vê a Miranda no escritório dela.
E aí é um momento, tipo, de... Eu acho que é um momento de admiração. E não é nem pela Miranda, sabe? Porque é um personagem icônico a Miranda. Mas é também pela Mary Striep, sabe? Porque a gente sabe que a Mary Striep, ela tá caminhando pra ir pros seus últimos papéis, assim, pra começar a fazer menos filmes do que antes e tudo. E aí ela dá uma olhada que é tão... Que ela não fala nada, né? Ela quer falar alguma coisa pra Miranda.
E ela só fica de longe. Tanto que ela faz assim, o quê? Ela meio que... O que que tu quer, né? Ela tipo... É, caralho, mano, é muito foda, né, a Mary Streep, cara? Porque ela não... E ela não entrega, né? Ela também tá emocionada de tudo de dar tudo certo, mas ela não vai dar. Ela não vai dar o abraço à torcida. Não vai.
Jamais. Agora, o estudo deu certo é... O filme, ele tem uma nota... Ele ainda é um conto de fadas. Ele é menos conto de fadas que o primeiro. Mas ele ainda é um conto de fadas. Por que que eu digo isso? Naquele ponto, na meiuca da história, a Rony tá numa encruzilhada desgraçada. Por quê? Ou ela é vendida pra o namorado da Emily e a revista vai virar a cara da Emily, que a própria Miranda diz, você não é uma visionária. Você é, basicamente, você merece... É uma vendedora.
É, e a Emily provavelmente iria tirar a Miranda do comando ali, né? Sim, ela queria o comando. Com certeza iria. Ia ser o fim da Miranda. Ou ela ia ficar com o Jay e a revista ia ser basicamente destruída de dentro pra fora. Sim, sim. Sim. É, não ia dar bom, né?
Mas não ia dar bom. Tem umas listas poéticas do caralho, né? Que é botar a Miranda na classe turística. Na classe econômica não rolaria jamais. Ela pagaria a diferença. Se a revista não paga, ela paga, caralho. Você acha que a N1T vai na classe... Mas é engraçado. Na classe econômica, não vai. Pra mostrar como... Não vai ter mais carros alugados. É Uber agora. Ela passando pela primeira classe e ela vai passando a mão assim no...
Nas cadeiras. No acento, cara. Cara, é porra. Tem momentos muito bons nesse filme, tá? Tem momentos muito bons. É, a Mari pedindo. Posso trazer champanhe? Não, nós não servimos bebida nessa... Nessa cabine. Mas tem a caixinha de lanchinho. Quer a caixinha de lanchinho? Ela quer a caixinha, Miranda? E tem uma coisa que eu odeio ouvir toda vez que eu entro na viola.
Esse avião está com lotação. Então você vai ter que despachar... O pessoal do grupo 3, 4 e 5 vai ter que despachar obrigatoriamente as suas malas de mão. Não vou não. Eu não dei ouvir isso. Não, quando você compra uma passagem de avião e você tá...
do grupo 4 pra frente, você tá lascado. Porque você é tipo assim, é a mais... Você é a plebe. É a passagem mais barata, ela é tipo assim, eles estão realmente te categorizando dentro do... Você só não tá pior do que as malas no bagageiro. É.
Quando você está no grupo E aí a galera que se identifica aí Que viaja de avião Chega lá a mulher para chamar Olá clientes da TAM Da Latam Agora nós vamos chamar o grupo Masterclass Super Nintendo, Mega Drive Essa galera toda assim Os mais fodidos
É aquela galera com mala da Louis Vuitton desse tamanho. E aí se levanta todo mundo, né? Porque, e aí você diz assim, mas tu tá nesse grupo? Eu sou o grupo 6, sei lá. E aí vai formando a fila, né? O grupo do Masterclass, do VIP Premium, não sei o quê. E aí tem...
O grupo 2. Aí tem a fila do grupo 3. Aí não tem mais espaço. Aí chama a galera, entrou, entrou. E aí eles mudam a plaquinha e colocam lá. Grupo 4 e 5. E aí vai lá a fila do grupo 4 e 5. E aí depois assim, o resto.
o resto, os demais quem saiu aí galera? todo o resto, e aí vai todo mundo lá quem é que vai sentar no show? porque é a galera que vai entrar por último depois que já tá todo mundo acomodado e aí nesse momento tem diferença você ser chamado porque é onde você pode acomodar a sua mala se você entrar primeiro e aí não tem como você, não é por ordem de chegada é por ordem de grupo
Se você chegar primeiro, você vai ter espaço pra colocar a sua bagagem. Jura? Mas assim não, meu filho. Isso é se você tiver sorte. Porque hoje em dia é o seguinte, você chega, a primeira coisa que eles dizem, antes de eu chamar os grupos é, pessoas do grupo 4, 5, por favor, compareçam direto aqui ao grupo de barque.
pra despachar de maneira gratuita a sua bagagem. Os caras são muito escrutos, porque os caras criaram uma regra de assim, olha, toda bagagem grande tem que ser despachada. E aí a turma criou as alternativas, vamos ter uma bagagem menor, que é tida como bagagem de mão, né? Isso.
E aí a galera deixou de despachar, as empresas deixaram de faturar essa grana das bagagens maiores, porque está todo mundo com bagagens menores, e aí está todo mundo querendo colocar dentro do avião e não cabe. E aí eles estão criando essa forma assim, de forma gratuita, uma cortesia da nossa empresa aqui, você despachar a sua bagagem. Vou estar recusando, moço, essa cortesia. Ai, meu Deus do céu, mano. Não quero não, viu?
Mas não tem como, se você é um despacho, você não entra. E era um negócio assim, a gente vai começar a cobrar bagagem e isso vai baratear as passagens de avião. Ah, vai. Com certeza pode acreditar que vai. Risos, né? Vai sim, moço. Com certeza. Mas enfim, é muito curiosa essa cena da Miranda, porque é um choque de realidade, né? Porque ela vive num mundo tão glamuroso...
Ela tem que ir na cafeteria também, é bom demais a cena dela na cafeteria. Quando ela sai disso e chega na Itália, meu irmão, é só glamour. Porque o mundo da moda, ele é glamuroso, né? Ele é as maiores roupas, as grifes e não sei o quê. Os hotéis. O que é sobre imagem.
Gente, é sobre imagem. É literalmente sobre isso. É pra mostrar que muito da moda é sobre como você se mostra pras outras pessoas. Porque se a pessoa te vê extremamente bem vestida, a galera acha assim, você tá podre de rico, né? Porque vestimenta é imagem, é status, é valorização. Ela não é só a cabeça da Hanoi, ela é a cara da Hanoi, né? Sim. Então assim, ela precisa estar sempre... Ela é que indita a moda. Imagina ela chegar lá com molestom. Não tem como.
Ela é a cara, ela representa tudo da revista, né? Não tem como ela ser diferente do que ela é no filme. E Rogério, tem um momento no filme que eu achei também... Cara, é Meryl Streep tudo. Porque quando ela sai daquele jantar puta da vida e ela vai pra aquele ambiente que você vê todas as marcas ali. Sim.
É uma cena muito foda O David Frankel nessa cena É uma praça em Milão Como eu falei, ainda é um conto de fadas Porque mesmo chegando nesse ponto Que a Miranda tá entre a cruz e a espada Aparece a Lucy Liu como esse deus ex-máquina A gente pode dizer Que foi uma arma de Chekhov? Pode dizer, porque ela foi botada lá Tem um destaque ali que nem dá pra entender porquê Lá no começo, aí depois fala Ah, é isso, entendi Porque E
Tem esse site de dizer, olha, ao invés de a gente ser vendido para esse tech bro ou ficar com esse idiota aqui, vamos atrás de alguém que tenha grana para a empresa e entenda o que ela significa. E aí você vê como foi importante a Andy lá dentro. Porque não só foi a Andy que conseguiu a entrevista, mas essa entrevista só rolou porque a Lucy Liu gostava das matérias da Andy. Aí é que a gente vê o lado utópico newsroom, Sicas.
do jornalismo utópico. Isso aí foi totalmente newsroom, cara. Totalmente newsroom, que é você achar... É o jornalismo que salva vidas. Se liga do... Que a gente sabe que é real, existe. Mas está longe de ser a principal coisa de destaque no mundo. O que funciona... Infelizmente.
Não é a matéria extremamente bem elaborada e tudo mais, não é o vídeo de dois minutos em velocidade 2.0, resumindo do resumo do resumo, entendeu? É a chamada, sabe? É isso que gera clique, que gera destaque. Então, quando você vê...
E aí há uma resistência do jornalismo mesmo, porque a gente conhece diversos jornalistas que estão fazendo aquelas newsletters para a galera receber nos e-mails, com textos mais elaborados e tudo mais, e que você paga também para fortalecer o trabalho desses jornalistas. Isso é muito mais comum. Em Hollywood mesmo, a gente tem um lá, o Matthew Belloni, que é um dos maiores jornalistas de cultura pobre, entretenimento.
Ele tem um Patreon lá que é onde ele libera também um monte dessas novidades, sabe? É uma newsletter paga dele. Porque é uma forma de você... No caso dele, é mais sobre os furos do entretenimento. Mas tem gente fazendo... É porque você não tem uma fada madrinha como você tem aqui. Exatamente. Porque, cara, a Lucinha aparece como uma fada madrinha aqui. É.
O filme, ele percebe isso. E aí eu fico puto, sabe com quem? Com o Robert Downey Jr. que deu uma entrevista agora. Vocês viram essa entrevista do Downey Jr.? Falando mal da galera que trabalha com cultura pop e não sei o quê. Dizendo assim que... Aí tem esses jornalistas aí que ficam falando mal de tudo e ficam pedindo doações.
E aí são quase como a nova religião do entretenimento. Tipo assim, são os novos religiosos pedindo doações dos seus seguidores. Tipo assim, o cara tá cuspindo pra cima, se liga? É um tipo de visão... Tipo, essa galera que popularizou as coisas da Marvel e tudo mais. Nem todo mundo é sustentado.
pra esses grandes braços, sabe assim? A Runway, ela tinha uma grande empresa por trás. Você pega um desses grandes veículos, um veículo que tá dentro da Globo, tem a Globo mantendo. Mas a maioria das pessoas que criam conteúdo, elas são independentes, né?
E não dá pra você ganhar com anúncio hoje em dia. A concorrência é tão grande que não tem muito o que fazer. Nem com anúncio por clique, nem com anúncio patrocinado. E até essas empresas grandes, elas correm risco, cara. Você vê a Editora Abril, a Editora Abril que... Cara, sinceramente, ela era um negócio tão monstruoso que ela comprou uma emissora de TV. A MTV era da Abril aqui no Brasil. Era, assim, praticamente tudo que era importante, interessante, era da Editora Abril. A Editora Abril foi pro saco.
É uma empresa gigante, acontece. De repente, puf, morreu, a editora abriu, entendeu? Então, assim, nada é seguro, nada é 100%. Você tem que estar... Nada está garantido. O tempo todo... É, a própria personagem da Andy aqui, ela achava que ela já tinha... Pô, ganhei um Pulitzer, né? Que ela está ganhando ali? Não, não é um Pulitzer, é uma empresa. Mas é uma premiação como se fosse.
É, uma premiação ali, pá, pô, sabe, momento de alegria e tal, e ela tá sendo demitida, não importa se você ganha prêmio, não importa se sua matéria é boa, isso não importa, porque não é isso que hoje em dia as pessoas querem ver, entendeu? E aí entra lá a frase do Suassuna, será que é o que as pessoas querem ver, ou será que elas não têm pra ver e aí elas veem qualquer coisa, que é a coisa do osso, né? Que cachorro não gosta de osso, cachorro gosta de carne, mas se você dá osso pra ele, ele vai comer osso.
É meio isso, assim. Se você tá dando isso aí, se você quer essa coisa rápida, é o que as pessoas vão ter, entendeu? Agora, quantas Annie Wintour tem por aí? Entendeu? Você pode substituir a Annie Wintour por quantas influenciadoras? Anna Wintour. Anna Wintour, é.
Eu posso dizer que praticamente ninguém, assim. É uma mulher que é extremamente... Não é à toa que ela tá até hoje e ela continua sendo o topo. Tanto que quando ela aparece nas cenas do filme... É aquela coisa, Rogério. É muito diferente você ser um ícone. E eu acho que uma coisa que o filme faz é o seguinte. Ele diz, olha, eu sei que isso aqui é um conto de fadas, mas eu vou dar uma coradazinha assim um pouco mais no...
no pé no chão. Aquela cena em que depois de conseguirem salvar a revista e bê, bê, bê, bê, papá, você vê de novo a Miranda e a Andy no carro. Porque você precisa, basicamente, ter uma cena dessas no terceiro ato. Fazer o espelho do outro filme, é. E aí você vê que a Miranda sabia da oferta do livro. Ela disse, se fosse você aceitava, são 350 mil dólares, não é uma oferta por causa dessas que aparece. Mas aí a Andy disse, não, porque se eu fizer isso vai prejudicar o que a gente está fazendo aqui.
Mas ela diz, olha, a gente tá aqui na última tábua de salvação depois que o Titanic afundou. O filme é pessimista nesse ponto. Cara, esse navio não só zarpou, o navio zarpou e afundou já. A Lucy Liu pode vender a qualquer momento aquela porra. A gente tá aqui na tábua de salvação que a gente encontrou aqui. E o próprio filme faz questão de dizer, isso aqui não existe.
Isso aqui não existiria. Isso aqui existe essa bilionária que é fã de jornalismo e tal, porque isso é um filme. Mas, na realidade, isso não existiria. E a moda, Cicas, a moda vai continuar existindo, porque as pessoas vão continuar vestindo roupa, sempre vai existir esse status social que a moda também traz. Mas a gente sabe que esse glamour foi mudando com o tempo. Eu lembro...
Você lembra dos desfiles da Victoria's Secret, né? Que eram muito famosos, porque sempre tinha alguém cantando, né? Enquanto acontecessem esses desfiles. Continuou existindo, de Paris. E aí, esses shows, eles deixaram de existir por um tempo, por causa de várias polêmicas e tudo. E aí eles retornaram, né? O da Victoria, principalmente, ele retornou.
E é sempre com alguém cantando. Esses desfiles glamurosos, eles sempre existiram, né? E aí o filme, ele dá um impulsionado nisso. Porque eu acho que o primeiro filme, ele fala muito mais sobre o mundo da moda do que necessariamente esse daqui. Esse daqui, ele foca mais no lado... Esse aqui é o mundo do jornalismo. Do jornalismo do universo da moda, né? E o outro é do editorial também, né?
Na parte historial. E aí eu acho que isso o filme, ele perde pensando na continuidade da história, né? Tipo assim, você pensava que o primeiro filme, o segundo filme seria o espelho do primeiro, nesse sentido de o glamour da moda, não sei o quê, de como é que tá a nova moda, etc. E eles decidiram focar mais...
nesse lado mais interno, né, que é o jornalismo da moda, a influência da moda, as grandes corporações comprando, a participação da inteligência artificial, o quanto a inteligência artificial se tornou uma muleta de conversa, que é tipo assim, ah, e se não quiser fazer, a gente faz com o IA, tipo assim, virou essa conversa, né, se tiver muito caro, a gente faz com o IA, né, ele vira essa conversa, né. Eu acho que faz sentido do jeito que o filme fez, porque o mundo mudou.
Nesses 20 anos, a gente teve uma mudança muito grande. E se você vai trazer a Andy de volta pra esse mundo, e você teve um final do que a Andy vai se dedicar ao, abre aspas aqui, tá, galera? Ao jornalismo sério, você precisa fazer com que esses dois mundos colidam de alguma forma. E, infelizmente, a colisão que você tem pra esses dois mundos é o fato de que hoje tá tudo nas mãos de TecnoPros. E é um negócio da ilusão, Sicas, que a gente tá falando?
Porque se a Andy é da jornalista tradicional, das grandes matérias e tudo mais, é uma geração que pouco se lê. A gente não tem mais o hábito de leitura como tinha 20 anos atrás. Se 20 anos atrás a gente já criticava... A Andy tá na mesma geração que eu, a Fernanda, você e o Rogério. A gente tá na geração que 20 anos atrás... Revistas eram relevantes. A gente pegou a transição do analógico pro... Sim.
100% online, né? E é por isso que a história da Indy acaba doendo um pouco mais na gente, porque a Airflat é nossa. Vocês viram o vídeo do Porta dos Fundos lá, que o cara descobre que o jornal que o cachorro mija, na verdade, é um jornal? Aí a menina fala assim, olha, você sabia que está tendo uma corrupção? E ela, você está lendo o...
Você tá lendo o papel do cachorro cagar? Aí ele, não, mas não é, tem isso aqui. Aí ela fala, você não tem noção, isso é estampa. É estampa do lugar onde o cachorro vai cagar. E o cara, você tava lendo o fogo da estante. Vem aqui, ficha no livro. Rogério, tive a conversa.
Tive uma conversa séria com uma pessoa muito influente dentro de um grande jornal daqui de Fortaleza, em que, sim, é considerado em estatística que uma parcela das vendas de jornais...
Eles sabem que era usado pra enrolar peixe. Enrolar peixe. Peixe de mercado, eles enrolavam em jornal antigamente. Forro de gaiola de passarinho. Forro de gaiola de passarinho. E pra você colocar pra xixi de cachorro. Xixi e cocô de cachorro. Sim. Porque a gente sabe que se o cachorro faz xixi e cocô, xixi principalmente, em cima do jornal, não fica cheiro, né?
o cheiro do xixi não fica. Sim, é que não espalha, né? E é mais fácil de limpar também, o jornal absorve melhor do que qualquer papel. Imagina aí, porra, você faz as matérias, né? Tem todo um negócio, um trabalho, não sei o quê. É só pro cachorro cagar, o passarinho cagar. É cachorro cagar, foda. Caraca, nosso jornal vendeu 30 mil cópias, aí você pega 10 mil cópias, são pra... É só pro cocô do cachorro. Não 10 mil, vamos dizer 5 mil. Galera, nem lê, só coloca pro xixi do cachorro.
triste porque eu só vejo idoso lendo jornal físico hoje em dia. É, não, sim, é porque as do ávito. Vai morrer junto com essa geração que hoje em dia tá na geração. A própria Miranda fala no filme que eles fazem lá, se matam pra ficar fazendo matéria pras pessoas lerem cagando. Tá rolando o filme. É o Nigel, eu acho que é o Nigel que fala, que é ficar no ah, a gente faz as matérias aqui pras pessoas lerem cagando lá, lendo sentado na privada.
É doloroso pensar que o Diabo Veste Prada 1 e 2, eles são o retrato milenial. Do que aconteceu no mundo, né? É, exatamente. Não, o retrato milenial, porque você pega a Andy no primeiro filme, ela quer ser a melhor jornalista, ela ganha essa oportunidade. Ela tem ambição, né? A Miranda, ela ajuda ela a conseguir um emprego. Ela respeita a decisão dela, é.
E ela diz, não, tem um cara bonitão lá e tal, e que ela, não, eu vou seguir o meu sonho, você vai seguir o seu e tal, beleza. Você chega no segundo filme, cara, a gente só quer segurança financeira. E não precisa ser a pessoa bonitona no final pra receber a gente no final do dia, não. Alguma pessoa que já deu alguma conversa com a gente, já deu companhia, já tá ótimo. Tipo assim, não precisa ser a pizza gourmet, pode ser só uma pizza de mussarela conforto, tá tudo certo.
Agora vamos aproveitar esse momento pra falar dos defeitos do filme, então. Toda a parte masculina, tirando o Nigel e a galera lá da empresa e tudo mais, é bem on passant, né? Porque eu acho que eles quiseram tirar o protagonismo que eles de certa forma tinham no primeiro filme os homens, né? Que era o ex-marido. O marido atual que depois veio o ex da da... Ah, o da Miranda. E também o insuportável, o tóxico.
da Andy, né? Toxíssimo. Ele é tão tóxico que ele não é nem citado nesse filme, assim. É tipo... Apagaram o cara da memória. Tipo assim, eu achei que ia ter alguma piadinha. Não, gente, é que a vida segue assim, gente. Mas é um personagem também, né? E 99% das vezes você nunca mais vê a pessoa. Mas na época... Mas na época, esse personagem era feito pra ser a gente. Pra ser a gente falando assim, olha, você não precisa trabalhar tanto. Não sei o quê. E hoje em dia ele é escrotíssimo. Ele é o lixo mental. Assim, olha, eu acho que ele tinha razão em um dia.
É, eu também acho. Que é o dia do aniversário dele. Que ele não tinha nem como saber que a Andy tentou sair mais cedo e não deixaram. E aí foi quando também a Andy percebeu que ela tava se doando 100% da vida dela pra Miranda, né? Pro trabalho dela.
E não tava sobrando nada pra vida pessoal. Mas é um espelho de que acontece na maioria das vezes com os homens que se dedicam muito pros seus trabalhos e não sobra nada pra vida pessoal. E é o que o capitalismo espera das pessoas hoje, né? Eu acho muito engraçado quando eu vejo aquelas postagens de galera falando, meu Deus, porque a geração Z é muito preguiçosa. Eles não querem fazer hora extra. Eles não querem ganhar o piso mínimo e fazer hora extra. Eles não querem crescer na empresa, entre aspas, né? Eles só querem chegar...
fazer o trabalho deles e ir embora. Eles não querem a nossa aprovação. É o que muita gente fala pra ser contra a escala 5x2. Tipo assim, nossa, essa geração é muito preguiçosa, né? Gente, olha... Eles não querem trabalhar, eles querem mais folga, né? Ontem, eu tava vendo, obviamente no Twitter...
Gente defendendo trabalho infantil. É sim, porque hoje tem um governador... A que ponto nós chegamos, cara? A gente tem aí um presidenciável aí que decidiu que ele acha que criança tem que trabalhar porque faz bem. O senhor Hitchfield. Por que a gente tá voltando pra idade média, cara? Por que a gente tá voltando pra idade média? Não é possível.
Mas voltando nesse defeito do filme, você tem dois personagens masculinos que eles não são nada. Que é o Kenneth Branagh, que é o marido da Miranda, ele é tipo... É o marido troféu da Miranda. É o marido troféu. Ele não é nada, ele não acrescenta, ele é bonzinho. Ele é só um querido, é. Ele é só um querido que tá lá. Miranda, vem cá, você é o máximo. Mas ele é um cara legal. Tipo assim, é um cara de suporte emocional. Mas ele é um Mr. Nice Guy. Não tem química, não tem nada.
Agora, o interesse romântico da Andy, meu Deus do céu, ele é um chuchu, ele é um chuchu sem sal. Foi colocado pra encher uma lacuna que não precisava. Que não devia ter, não devia ter. Mas é a necessidade do cinema hollywoodiano de colocar assim, não, ela não pode ser uma pessoa que tá sozinha e tá seguindo a carreira dela. Não, eles fazem questão de falar que ela congelou óvulos. É. Tipo assim, deixa eu apresentar pra vocês um conceito revolucionário.
Que ninguém nunca pensou antes, de tipo assim, nem toda mulher quer ter filhos. Exato. Vamos, vamos pensar nisso? Nem toda mulher tá afim de pagar uma fortuna pra congelar óvulos, porque nem toda mulher tá afim de ser mãe biológica. Tem muita criança podendo ser adotada se a pessoa quiser ser mãe depois. Sim. Eu acho que no caso ali, eles quiseram dizer o seguinte, olha, ela não quis fechar essa porta. Ela é. Então ela congelou o óvulo lá. É.
E eu até posso dizer, a minha irmã, que tem 42, né? Não, tem 45, vai fazer 43 agora. Aliás, ela vai fazer 44 já. Fui, Maria. Ela, em algum momento ali, ela pensou em congelar o óvulo e tal. Acho que ela não conseguiu porque financeiramente é caro. É caríssimo. Porque é isso. Ela não sabe se quer ou não, mas é uma maneira, porque não tem outra forma. Se ela não quer no momento, né? Mas o personagem lá é totalmente descartável. O personagem é ruim, o ator é ruim, o...
Nossa, ele é um chuchuzinho sensual, coitado. Os minutos de tela que poderiam ser colocados pra outras coisas. Preferia ver a Lady Gaga cantando mais no desfile um ano. Então, temos a Lady Gaga com a participação até interessante, né? Porque ela é uma das pessoas que cantam, né? Essa mulher é extremamente magnética. Eu amo a Lady Gaga em tudo que ela se propõe. É isso. Mas ela não é só a cantora. Porque além disso, colocaram uma ótima cena entre ela e a Miranda, que mostra que as duas tem uma rixa.
Mas você não me odeia, né? Aí a Miranda cheia de... Não, imagina. Nós adoramos você aqui na Runway. A Miranda cheia de dedos, né? Porque precisava dela, né? Mas assim, se vê que as duas... Mas foi interessante realmente ver a Miranda precisando fazer certas concessões que a Miranda do Velho Testamento jamais faria.
E aí de foda, cara. Pensando tipo assim, como assim, sabe? Isso foi uma proposta muito legal no filme. É corajoso. É quebrar personagem, né? Gente, olha só, por que que eu gosto tanto desse filme? De verdade, eu gostei muito desse filme. Porque ele é corajoso. A gente, no mundo...
em que 90% da sequência são insossas são insossas, são medrosas elas apostam 100% na nostalgia copiam a fórmula do anterior isso, copia a mesma coisa a mesma estrutura, bota os personagens eles não cresceram, o máximo uma coisinha ou outra e tal, mas elas continuam é um glorioso Arrested Development
E aqui não, aqui é assim, cara, vamos falar de jornalismo, vamos trazer uma atualização real do que seriam esses personagens hoje em dia. Vamos, inclusive, fazer sátira com uma coisa que quase aconteceu pra fazer essa crítica. Exato, meu. E aproveitar essa sátira também pra fazer outra coisa. Todo o comportamento da Emily, que ela acaba sendo uma vilã nesse filme, a Emily é uma vilã nesse filme.
Eu fico triste porque eu acho que a minha My Girl Emily merecia mais, tá? Mas esse comportamento dela é todo fruto do tratamento que a Miranda deu pra ela. É todo fruto. É, narrativamente faz sentido. Como é o nome lá do macaco lá do Planet dos Macacos, que tem raiva? É o Cuba. É o Cuba.
Só que eu acho que a resolução da Emily é muito barata. Eu achei muito superficial. É muito rápida. Tudo muito assim, né? Conveniente deixar a Emily Blunt. Foi tudo resolvido no passe de mágica da Fada Matrinha. Não queremos deixar a Emily Blunt sair desse filme má.
Então, vamos dar um jeito de resolver. A personagem sabotou, basicamente, quase tudo ali. Quase bota tudo a perder. Pra no final, a Edson assim, não, é isso aí. Ah, você é minha amiga, aí, show. Eu acho interessante, eu acho interessante esse esforço que ela faz no final, pra ser amiga da Andy. Tem uma coisa que eu não gosto, que acontece com a Emily aqui.
Que é o fato de que ela... Se ela tivesse tido um relacionamento de fato lá com o Tech Bro, com o Jeff Bezos lá, beleza. Mas não, tanto é que quando eles terminam, ela não diz, cara, eu tô triste por isso. Não, ela diz. Você sabe como vai ser difícil encontrar um patrono tão bom quanto o Exato? Ela só tava usando lá o cara, era óbvio. Sim, sim. Ela colocou a personagem como uma interesseira que eu não via isso no primeiro filme.
No primeiro filme eu vi uma personagem que passou o pão que o diabo amassou sendo assistente da Miranda e viu alguém chegando e substituindo ela. Sabe? E ela não conseguiu ir pros lugares, pra Paris, né? E tudo. Porque ela sofreu um acidente, né? Ela tava carregando as coisas e foi atropelada, né?
Eu posso falar uma coisa que talvez as pessoas achem polêmica? Eu não acho que ela tava errada não, tá? Ela tava jogando o jogo. Eu acho que se ela teve a oportunidade você ver que ela tinha uma relação com um ex-marido que era um encostado que deixou toda a responsabilidade da maternidade dos filhos pra ela, obviamente.
que não consegue resolver nada, que as crianças ficam ligando pra ela no meio da semana de moda pra falar que queria comer um McLaren, e o cara não tem a capacidade de pegar a porcaria da carteira dele e ir na esquina comprar uma porcaria do McLaren pros filhos e tem que ficar enchendo o saco dela, sabe? Eu também acho que ela tentou jogar o jogo... Eu acho que hoje em dia tem muita mulher que não tá querendo se relacionar com ninguém.
A não ser que isso traga alguma vantagem. Então eu não vou julgar a Emily por ela estar ali aproveitando do bom e do melhor. Mas deu ruim, né? Se o cara tá tão feliz querendo dar aquilo pra ela. Deu ruim, deu ruim. Mas eu não julgo, não. Eu não julgo quem faz, não. Eu concordo contigo, Fê. Porque eu acho que, se você for avaliar a personagem dela, ela jogou o jogo da maneira limpa o quanto deu.
E ela se ferrou. Ela submeteu a Miranda, tudo que a Miranda fez com ela. E, imagina aquilo. Gente, ela não comia. Tinha uma parte lá que eu tava revendo uma entrevista das duas, da Emily Blunt e a Anne Hathaway, né? E elas falando de algumas falas do filme. E aí tem uma fala que eu não lembrava, que era assim, a Anne Hathaway foi buscar um café e demorou pra caralho, né, Andy?
E aí ela falou, nossa, onde você tava? Eu preciso ir no banheiro. Cara, a Emily não podia ir no banheiro. Pois é. Então, assim, é uma tristeza absurda. E aí ela passou por tudo isso e ela foi jogada fora. Ela tentou usar a meritocracia, que dizem que funciona. Exato, ela tentou. Ela tentou. Porque por mais que a Miranda não tenha jogado ela na rua, arrumou um emprego pra ela na Dior, mas assim, tirou ela do caminho. Não era bem, tipo assim, eu não quero você no meu caminho. Mas se você se submete a situações, por exemplo, ela se relacionando com esse cara aí, esse ricão...
você sabe que pode dar merda. E é uma escolha sua, né? Ela escolheu estar nessa situação. Sim, sim. Então ela escolheu o... Era um acordo. Era um acordo. Sim, é. Ela não era obrigada a estar naquela relação. Ela era o arm candy dele. Ela era uma mulher que, de acordo para os padrões de beleza da sociedade, estava acima dele.
ele tinha o dinheiro e tem muita gente em Hollywood que faz isso em outros lugares que faz isso e ok gente, se são adultos consentindo tá tudo ótimo mais que o Armikendi o Nadi diz, e eu acho que isso é muito certo ela é todas as meninas que rejeitaram ele ela tava dando a validação pra ele e ele tava dando a validação pra ela
Ele tava dando dinheiro pra ela, na verdade. É, a validação que ela queria, que era o dinheiro, as coisas, exatamente. Tá ótimo. É, ela tava vivendo a vida. Mas a mesma coisa... Não, ele não tava pagando ela, ela não era uma Sugar Baby, mas ele tava presenteando ela com coisas caríssimas. Mas tu falou um exemplo aí que acontece bastante, né? Que são o Sugar's Baby ou o Sugar Man, né? A gente tá vendo Euphoria agora aí, metade do elenco ali, os personagens viram tudo Sugar Baby, pô. Então.
E tem uma coisa que só tem um ponto em que esse filme foi covarde. E a gente sabe exatamente porque ele foi covarde. Vou dizer agora. A gente vê a vida pessoal da Andy. A gente vê a vida pessoal da Miranda. A gente vê a vida pessoal da Amy. Sabe de quem a gente não vê a vida pessoal? Do Nigel. Que a gente tinha que ver.
E é um personagem que tem uma importância. E vocês sabem justamente porque não pode falar gay mais, né? De acordo com a Disney, não pode mais falar gay. E é um personagem extremamente querido. O, cara, o Saletucci é maravilhoso. Sim, do Eléon. Inclusive, nessa entrevista da Anne Hathaway com a Emily Blunt, que elas estavam conversando e tal, elas estavam falando, cara...
Ela e o... Quer dizer, ele e a Meryl Streep é o tempo todo jogando caco no texto, improvisando, e as duas assim... E ela falou que, principalmente no primeiro filme, a Anne Hattel não sabia o que fazer. Falou, meu, o que eu vou fazer? Os caras estão jogando um monte de coisa. Estavam acostumados a fazer uma coisa mais certinha, no texto certinho, né? Aí ela falou, chegou um dia pra Emily Bunch e falou, meu, e aí, o que você tá fazendo? A Emily Bunch tava entregando. E a Emily Bunch falou, minha querida, eu ficava na noite anterior estudando.
Estudando maneiras de responder caso o texto fosse um canto pro outro, entendeu? Cara, a Emily Blunt é foda também, tá? Vamos falar real aqui. Ela é minha favorita, assim, do... Minha personagem favorita do Enfim. E eu gosto que nas entrevistas, ela incorporou a Emily nas entrevistas.
Ela fala igual ao jeito que a Emily fala, sabe? É divertido a maneira que ela... Aquele ar levemente snob. E britânico, né? Britânico, é exatamente. É muito legal, é muito legal, cara. A Emily é tão foda que ela foi secretária não só da Miranda, mas da Miss Pig. É só lembrar que a Emily foi secretária da Miss Pig lá no filme dos bando. E tem outra história que é maravilhosa.
É que o Stanley Tucci é casado com a irmã da Emily Blunt. Com a irmã... Exatamente. E aí muita gente ficou chocada que ele não é gay, né? É sério, eu não sabia não. O Stanley Tucci, né? É. Que ele é casado com... Ele faz personagem gay. É. De um jeito muito natural, né? Ele não estereotipa o gay. Sabe como isso? Ele não vira tipo o Félix da novela, sabe? É.
a Emily Blunt, quando foi casar com o Krasinski, chamou o Stanley Tucci, que é amigo dela, não sei o quê. E quem foi fazer o discurso foi a irmã da Emily Blunt. E aí diz que quem tava do lado dele, eu acho que foi a Mary Strieg que tava contando isso. Tava do lado dele ou foi a Anne Hathaway, sei lá. Falou que olhou pra cara do Stanley Tucci e falou, meu, já era, o cara tá apaixonado. Ele se apaixonou, quando ele viu a mulher, ele se apaixonou. E aí ele foi pra cima no casamento da Emily Blunt.
Aí ele foi pra cima dela, conversar E aí começou a rolar um relacionamento E eles estão casados até hoje também Mas sabe o que é curioso? É que o Stalettut era casado Ele tinha três filhos E a esposa dele morreu de câncer em 2009 O casamento da Emily Blunt foi em 2010 Um ano depois da morte da esposa Aí ele tava solteiro e tudo E aí foi quando ele conheceu A irmã da Emily Blunt E aí, olha que coisa interessante Os dois ganharam E aí, olha que coisa interessante
as estrelas na calçada de Hollywood juntos. No mesmo dia. Ah, que fofo. No mesmo dia. Quem falou no da Emily Blunt, eu não lembro quem foi que falou. Eu acho que foi o próprio Stanley Tucci. Foi o Matt Damon. Foi o Matt Damon que falou do Emily Blunt? Foi o Matt Damon. E o do Stanley Tucci foi a Mary Striep. Mas foi no mesmo dia. Eles fizeram juntos. Foi muito legal. Eu achei o final legal. Pra valorizar o Nigel, que era a pessoa que sempre esteve lá. Eu achei bem fofo também, tá?
Foi, tipo assim, uma pessoa que, né, a Andy falando assim, cara, quem é que conhece mais isso daqui do que você? Ele ali, ó. E a gente percebe que não tem tanta maldade, assim, na Miranda. Ela só realmente não percebeu que o cara queria... Que todo mundo precisa. Por que ele agia diferente de todo mundo? Ele não pedia nada pra ela, porque ele sabia que todo mundo pedia. Ele tentava ser um contraponto ali pra deixar a vida dela mais fácil, sabe? Então é muito legal. Você vê que existe uma amizade genuína entre os dois.
A Peach fala, né, na sua estante, eu estava aqui o tempo todo, só você não viu. Só você não viu. Só que dá merda. Olha, tem uma coisa que é dolorosa, que é o seguinte. Lembra do final do primeiro filme, onde a gente fica puto junto do Andy pelo Nigel? Uhum. Quando ela comenta sobre o que aconteceu, né, ele diz...
Cara, isso já aconteceu umas 20 vezes depois disso. Aquilo ali foi só... Uma variação disso já aconteceu umas 20 vezes desde que você saiu aqui. A Miranda, ela faz isso. Parece uma pessoa quando tá andando no meio da rua e pisa numa formiga e diz... É, acontece. Ah, poxa, que pena.
Será que a Miranda não lembrava mesmo da Andy? Quando ela fala assim, quem é você? Antes de assistir o filme, sempre se comentava que a Miranda tava com Alzheimer. Isso foi matéria de vários jornais de revistas. Ela tá só querendo fingir desimportância. Miranda está com Alzheimer. A personagem. E ela tá esquecendo tudo. Poderia ser um plot.
Mas eles não quiseram fazer isso porque a personagem é poderosa. Eu gostei muito do plot disso aqui. É um filme que tem um tema sério. Ele discute o que está acontecendo na atualidade com os veículos de mídia. Mas ele consegue pôr uma ironia. E é legal, de uma certa forma, você ver a Miranda se lascando em algumas coisas. É, eu dei muita risada. Porque vira meio que, sabe, uma catarse por tudo que ela fez com as outras pessoas no primeiro filme. Sabe quem é que eu estava vendo toda hora na Miranda? O Cacantibis.
o caco antigo nas lágrimas do Miguel Falavella passando pelas situações de meu Deus, esse bando de pobre então, imagina isso é o caco antigo com a Mari do lado dele e ele vai falar, tem horror e ela olha pra ele e fala, não pode não pode, não pode
E ele se segurando, assim, pô, cara, eu gostei muito, porque todo mundo evolui. O que vocês acharam da trilha sonora? Porque a trilha sonora do primeiro filme, ela é incrível. É, a trilha sonora é menos. É muito menos. A trilha sonora é um pouco menos, porque eu acho que nos pontos ali da trilha mesmo, é uma recauchutagem dos temas do primeiro filme, ninguém compôs nada diferente ali.
É, tem basicamente a da Lady Gaga, né? Ela faz a runway, né? Não, então, as músicas, músicas, pop, beleza. Mas eu digo da trilha de fundo, de cena mesmo, sabe? Eles recauchutaram o que tinha no primeiro filme só. Eles não parece que compuseram nada novo. Então foi, ok. O que é legal, né? Porque a música...
Uma sensação que eu tive com o filme, e aí não tem como negar, eu senti que faltou um... Sabe uma coisa pra crescer o filme? Parece um filme muito sessãozinha da tarde, redondinho e tal. Aí eu achei que o momento ali de Milão, que ia começar, ia ser esse momento da... Podia ser um pouco mais. O filme fica grande, assim. E aí o filme nunca...
Parece que ele ficou um pouco mais contido, é. É, ele parece ser um filme que daria pra assistir de boa, Nú. Talvez, até justamente pra justificar quanto as revistas e esse mercado da alta costura, ele deu uma certa... Uma caída. Reduzida, né, de dinheiro, de investimento, de tudo, né.
eu acho que também é um filme que é mais feito pra pessoas que vão assistir em casa também, porque muita gente vai ver esse filme em casa, entendeu? Então assim, pra que a gente vai fazer um escopo gigantesco se as pessoas vão ver esse filme em casa? Então, aí eu acho que o diretor, que é o mesmo diretor do primeiro, tá? Eu acho que ele não faz uma... O diretor e a roteirista são os vídeos. O David Franklin que fez também o Malleu, né? O diretor do Malleu.
Eu acho que ele não faz um... Eu não senti que eu tava vendo um evento ali, sabe? Como eu tenho a sensação de estar vendo no primeiro, assim, sabe? De estar vendo uma coisa, evento, assim, tal. Eu achei mais contínuo. E eu sei que ele teve que cortar um monte de coisa. Até alguns desfiles, como o desfile, que ela tava de frente com a Anna Wintour lá. Anna Wintour, é. Tava sentada uma na frente da outra e tudo mais, assim. Tem uma entrevista bem legal, que eu acho que é do filme anterior.
É entre os filmes, né? Passaram 20 anos que a Ann Wittor tá entrevistando a Mary Streep e pergunta pra ela assim qual foi o papel que você mais gostou de interpretar e tal, aí ela dá uma olhadinha assim pra Ann Wittor aí a Ann Wittor fala, esse não! Esse não! Esse não!
Agora tem uma coisa que eu percebi. Mas a Miranda deve ser muito legal de fazer. Mas avaliando a trilha sonora, porque a trilha sonora você tem Miley Cyrus, você tem Lady Gaga, né? Lady Gaga tem umas duas músicas. Tem. A Dua Lipa mesmo, tem a Cisa. Grace Abrams.
Mas que só sobe mesmo, é só da... Da Lady Gaga, porque é o momento do desfile. Tem três músicas da Lady Gaga, inclusive. Agora, quando você vai pro primeiro filme, pô, você tem U2, você tem Jamiro Kai, você tem a própria Madonna, né, com Vogue, né, que toca de novo, né? Tem o Suddenly I See, que foi um hit também, da Kid Klan-Sol. Tem Mob no primeiro filme. É que eram bandas ali muito populares ali nos anos 2000, né? Era diferente, era outra época.
Mas isso não deu tanto destaque. Você tem muita música de artistas femininas. Até a própria Vogue eles repetiram. Porque a Vogue virou meio que o tema de Diabo Veste Prada. É, porque Vogue é Vogue mesmo. É, faz total sentido. Não tem muito o que... E você escuta a música, você lembra de Diabo Veste Prada.
E eu acho que é um filme também que tem mais diálogo. Eu acho que é por isso que eu não senti essa explosão, porque não tem esse momento. É um filme de mais diálogo do que o primeiro, que tem mais esses momentinhos aí de ela aprendendo moda, como é que ela aprende, aí ela vai buscar o café, aí ela vai buscar o livro do Harry Potter. Não tem nada disso aqui. O primeiro filme tem transformação, né? Você vê a personagem que ela é toda desajeitada e ela vira um ícone fashion, né? Aliás, uma galera tava falando e eu não entendo nada, tá? Conto de fadas.
Aí eu não entendo nada. Eu gostei das roupas... Mas é que a galera tava reclamando que as roupas desse filme não são tão legais quanto as do primeiro filme. Eu achei que 90% das roupas não foram tão legais. Aquele vestido que eles fazem o maior suspense pra mostrar... Ah, o vestidão lá de verão? Aquele vestidão de... Fernanda... A Miranda do Rapadura. Eu não sei, gente. Tipo aquele... Aquela... Tipo aquela... A gente teve que dar um de... Com a Miranda do Rapadura Cash.
Todo aquele suspense, lembrei a palavra suspense, aquele suspense pra revelar o vestido colorido que ela gostou, enquanto o Nadejou falava, ai, porque hoje em dia é sobre quiet luxury, não sei o quê, e ela fala, eu quero esse vestido. E não pode manchar, não sei o quê. E é um vestido que parece um saco misturado com uma poxa de detalhes. É tipo a da balanceaga, parece um vestido da balanceaga, né? É, exatamente, é o saco de lixo.
Ai, mano, parece uma canga enrolada, caralho. É, parece uma canga de praia. Pô, gente, dá licença, sabe? Mas é a nova moda. Eu acho que tirando os looks da Emily, que são aqueles da Dior, eu achei todos criativérrimos. Eu já amava as roupas da Emily no primeiro filme. Eu acho que ela continua servindo pra caramba.
as da N-Header eu gosto porque elas são misturadinhas elas tem um pouco de alta costura mas ela tem aquela coisa da executiva de Nova York da jornalista de Nova York então é um pouco mais despojado ainda assim e tem duas jaquetas da Miranda que eu fiquei obcecada que é a jaqueta de franja quando ela tá na reunião sendo podada que ela não pode falar da body negativity
E a jaqueta que ela usa quando ela tá lá em Milão, na galeria fechada e tal. Aquela roupa também achei absolutamente fantástica. E é tudo uma coisa maximalista. Eu amo coisas maximalistas. Eu sou uma pessoa que eu gosto de cor. E eu gosto de coisas alternativas e coisas coloridas. Então, ver a Miranda, pelo menos, se arriscando mais, é muito maneiro. Ah, tem uma roupa que tem aquelas coisinhas que ela faz assim e ele balança. E também uma roupa que a Andy tá usando no final do filme.
que é aquela blusa azul, cara. Só que ela tá cortada. Vocês repararam? Lembra da blusa azul? Não repararam? Suéter azul, ela cortou o suéter? Suéter azul, só que ele tá cortado e é uma... Ah, eu não reparei. É um coletinho. É um colete. Ela cortou. Ah, tá. Então ela tá com uma camisa. Eu acho que não era exatamente igual, não. É sim. Mas é pra... É em homenagem, com certeza. Quando ela tá de dia... Eles brincam com o Cerurin Blue, algumas vezes. Quando ela tá no início, andando...
E aí tem uma feirinha e tem um cara mostrando pra uma moça na feirinha dois cintos azuis e ela dá um sorrisinho. E ela dá uma risadinha. Tem vários momentos. Tem vários momentos. Que são referências ao primeiro filme e que são incríveis. E são detalhes, sabe? Isso que eu acho que é uma nostalgia bem feita. Tem a cena da Emily também, dela tentando respirar fundo. Que ela faz aquele negócio de botar o dedo na tempura e ela fica...
Que foi logo antes dela falar aquele meme clássico que virou até camiseta e tá todo mundo usando que é o I love my job, I love my job, I love my job. E agora ela tem outro, que é as pontes que eu quero iluminem o meu caminho. Lighten my path? É, um negócio assim. Eu amo a roupa dela que tem estampa de jornal. Quando elas estão na lancha. Ela e a Annie Hathaway. E a Mary Striep, numa das entrevistas que ela deu, ela estava usando exatamente a blusa da...
É, e ela falou mal da Marvel, né? É. Meryl Streep, né? A marvelização dos vilões. Porque perguntaram sobre a Miranda, sobre a vilania da Miranda. Eles disseram assim, gente, vocês também, essa marvelização que aconteceu no mundo aí, de que ou você é mocinho ou você é vilão, tem que parar com isso. Eu achei de boa, não achei um problema falar isso. Não, sim, sim, ela usou do... Porque realmente... A Meryl Streep, ela não é...
Ela foi a única que não caiu nessa... Ela soube... Ela soube usar a parada da Marvel pra deixar a crítica, porque o negócio tá nuance de você não ter. Mas sem ofender quem gosta. E ela falar assim, gente, existem vilões que não são tão ruins, mas eles são vilões das histórias.
E existem vilões que são vilões mesmo e tudo. Mas sempre existem outras camadas dentro das histórias desses personagens, né? Então é basicamente falar dela, né? E é por isso que a Miranda ficou tão popular como personagem na cultura pop. Porque ela tem alguns momentos de vulnerabilidade no primeiro filme que fazem ela parecer humana. E aí ela não fica sendo uma caricatura sem graça da Ana. A gente sabe que ela tem comportamentos ruins, a personagem.
que ela age de forma ruim no trabalho, que é tudo ali assédio moral e não sei o que e tudo mais, mas existe o lado humano também que a gente vê da personagem, e aí você tenta justificar, não é que você apague os comportamentos, mas você compreende, porque personagens são assim, né? É porque a Meryl Streep é uma atriz foda pra cacete, é por isso.
E é engraçado, Júlio, que no primeiro filme, o momento da armadura quebrada, da rachadura na armadura, humaniza muito ela. E a gente tá lá assistindo pelos olhos da Andy e a gente tem muita pena dela nesse momento. E aqui a gente tem um outro momento que a gente tem uma espiada por trás da armadura, que é quando a Andy ela tá lá naquele... naquela reuniãozinha lá nos Hamptons, com toda aquela gente famosa e tudo, que eu tenho certeza que a cena da Sidney Swing que foi cortada era ali. Ela ia estar no filme, né? E ela ia ter uma participaçãozinha.
Aí ela derruba uma coisa no vestido e vai na cozinha limpar, né? E aí ela vê a Miranda toda alegre. Porque o Iron disse que não vou te dar o teu cargo lá na minha festa de 75 anos e tal. Você vê a Miranda sorrindo. Você vê a Miranda, naquele momento, ela dizendo pra Andy. Eu sempre soube que você ia ser alguém importante. É nesse momento que a gente sabe que ela tava mentindo sobre não lembrar da Andy. É, claro. Ela lembra.
A gente vê a Amanda sorrindo, gente. Vocês sabem o que é isso? E o sorriso, dando aquele pulinho de Meryl Streep quando tá feliz, sabe? Ela se permite fazer isso porque ela tá na frente da gente. Mas dois segundos, aí depois ela bota o óculos e ela vira o cão de novo. E aí, né? Tá azar do cacete, né? Morre bem na hora. Que desgraça, cara. Mas isso é importante. Mas isso é importante. Porque durante aqueles dois segundos, pelo menos durante aqueles dois segundos...
Ela se permitiu ser ela mesma, sem toda a fachada na frente da Andy. É por isso que eu acho que existe uma relação muito forte entre as duas, por mais que a Miranda tente afastar, porque eu acho que se existirem cinco pessoas no mundo com que a Miranda pode ser ela mesma, é a Andy, o marido, as duas filhas e... E o Nigel. Mais alguém lá. Talvez o Nigel. O Nigel sabe da... Ele sabe da...
Sabe? E é isso. E a gente, como público, a gente pôde ver por dois segundinhos que a Miranda tem uma pessoa de verdade por trás daquilo. Eu acho essa cena importantíssima. Importantíssima. Já a vestibada 3? Acho que não. Com certeza. Se depender da Disney... Se depender da Disney, com certeza sim. Se depender da Disney é ok, mas tem que depender da Meryl Streep e ela não é fácil, não. Para alguém escrever um roteiro que a Meryl Streep queira fazer. Ou...
mata a personagem, né? Não, mas aí ninguém vai ver. Mas aí quem vai assistir essa porra se ela morrer, meu amigo? Eu não vou. Eu não vou. Esquece. Nem a Anne Hathaway volta se matarem a... Olha que fizeram o poderoso chefão sem Marlon Brando, que diziam a mesma coisa do Marlon Brando. Não, não pode... Jamais...
Mas o personagem morre no primeiro filme. Mas o arco é... Mas uma jovem Miranda. A juventude da Miranda. Então vai gravar o tempo do nosso TFL2, né? A gente vai tratar da ascensão da Andy dentro da Rumble e em paralelo a Miranda entrando no primeiro filme. Bota Emma Stone como Miranda. Bota a McKenna Gracie. McKenna Gracie como Miranda.
Kila Grace, galera. Cara, que os executivos da Disney não escutem você dizendo isso, bicho. Eles vão especular, gente, um Dia Veste Prada 3, porque o sucesso é muito grande do filme, sabe? Júlia Di, assim que o primeiro estourou, a Mary Strieff falou que já recebeu uma ligação, gente. Mas ela estourou não do tamanho de... Rogério, o primeiro fim de semana do Dia Veste Prada 2 foi quase a totalidade da bilheteria do primeiro filme. Sim, mas olha a diferença. O primeiro filme custou 25 milhões, esse aqui custou 100. 35, esse aqui custou 100, 3 vezes.
E custou por quê? E por que ele custou tão caro? É de salário, bicho. Caxê, né? É salário. O salário do quarteto. É isso, o salário do quarteto. Porque, meu, sabe? O filme não tem tanta coisa em nome. É meio shipping e handling, né? Não, e tem uma coisa que o Júlio está certo. O final do filme. Porque quando a câmera sai da runway, a gente vê que agora a Miranda, a Andy e o Nigel têm escritórios do mesmo tamanho, basicamente.
Porque quando a Ed volta, e mesmo com o cargo de diretoria, ela não ganha o escritório da antecessora dela. A Miranda manda colocar um... Ela ganha um amor charifado. Um amor charifado de luxo ali. E termina o filme com os três... Alinhadinhos, e são os escritórios um do lado do outro. É bonitinho de ver.
janelinhas iguais a uma novela brasileira maravilhosa chamada Verdades Secretas. Quem assistiu Verdades Secretas você vê a transição de janelas. Tu sabe, né, Feito? Tu viu. As janelinhas são muito parecidas, assim, do final. Verdades Secretas que é muito inspirada de Ava Veste Prada, né?
Sim. E, Július, o filme faz questão de ressaltar isso. Porque tem aquela cena lá do Jay, quando ele tá lendo pra vista da Miranda, ele diz, não se tem mais vítimas desse jeito. Então, os três terem agora essa mesma vista é algo relevante. É, sem Javasplad não teria a série lá, Emily em Paris, lá, que fala muito sobre moda. Não teria o Cruello lá da Emma Stone. Cruello é muito...
Mundo da moda, né? Muito, é... Existe um glamour ali de muita coisa, né? É... Emily Paris é tão inspirada em Diabo Veste Prada, porque sabe que a única coisa que Emily Paris tem e que Diabo Veste Prada não tem, uma Emily indo pra Paris. Meu Deus, que horror. Gente, notas, notas para Diabo Veste Prada 2. Vou dizer que eu gostei do filme, achei ele inferior ao primeiro. Eu acho que ele é muito mais marcante, o primeiro filme, do que o segundo.
Mas é legal revisitar esses personagens e você... Tem gente que não gosta de continuações, né? E de... Principalmente muitos anos depois. Eu adoro esse tipo de filme. Porque é uma forma da gente revisitar a parada nostálgica. Mas quando ele acrescenta coisas novas, contemporâneas, e não fica só refém da nostalgia, fica um filme muito melhor. Então eu vou dar nota 8,5 de 10 para Diabo Vestido 2. Se queira.
8h30, Július. Eu gostei muito do filme. Tem esse problema do Nigel, que pra mim é um problema sério, e que eu tenho certeza que vem de cima. É um problema que vem de cima, que a própria Disney disse, olha, poda a palavra gay nesse filme. Até mesmo o assistente lá da... O segundo assistente, a Miranda, tem esse mesmo problema. Você vê o personagem lá, mas ele não tem nenhum desenvolvimento.
ele não tem vida social, é um negócio ruim assim. E tem a questão da trilha sonora que é inferior. Eu vi muita gente reclamando da fotografia dizendo que estava uma fotografia mais lavada mas eu acho que faz sentido com o momento do filme, faz sentido com a história que está sendo. Sim, é outra época, né? Existem fotografias de épocas, né? Os anos 2000 eles têm uma fotografia muito particular, de 20 anos depois é diferente mesmo a fotografia dos filmes de hoje, né?
E não só isso, Júlia. O primeiro tinha uma fotografia muito mais otimista. Porque você tinha um Andy mais otimista. E não é o caso agora, né? Não é o caso. Lembre, a gente tá vendo esse filme sempre pela ótica da Andy. E fotografia conta história, né? Sempre pela ótica. Eu acho que ele tá realmente inferior na parte de trilha sonora, mas eu acho que a história que tá sendo contada aqui valeu a pena esperar. Porque a Meryl Streep conseguiu o que ela queria. Esse não é uma continuação que veio do nada. Não é uma continuação só pra fazer uma continuação. É uma continuação que tem uma coisa de fato a dizer. E que usa muito bem esses personagens pra dizer isso.
É uma continuação que veio no tempo certo, que veio no momento certo e que conseguiu aproveitar tudo isso. Rogério? Eu acho que é um filme, como eu disse, acho um filme extremamente corajoso porque seria muito mais fácil jogar na nostalgia só e acabou, e ficar repetindo as coisas, e ele não faz isso de fato.
Eu acho que o primeiro filme é sobre o glamour da moda. E esse filme é sobre a falta de glamour do jornalismo. É basicamente isso. Então é por isso que ele não tem esse estouro que é o primeiro filme. Esse estouro visual, sonoro, essa coisa toda. Ele é um filme sobre outro assunto. E um assunto que é muito relevante, principalmente pra gente que trabalha com isso.
Mas eu acho que ele faz de uma maneira que também... Eu acho que ele não faz com que o público comum fique perdido. Eu acho que ele explica tudo de uma maneira simples, usando até estereótipos, usando clichês e tudo mais. Mas eu acho que ele faz isso muito bem. Adoro ver a evolução dos personagens. É muito legal você ver como realmente as coisas mudam.
com o tempo, porque realmente as pessoas mudam com o tempo, elas podem não mudar 100%, mas alguma coisa ela tem que mudar, e os tempos mudaram, não tem como você ter uma Miranda hoje em dia do jeito que ela era há 20 anos atrás, e eu achei isso sensacional, apesar de a essência dela querer sair daquilo ali, o tempo todo a Mary Strip tá...
Fazendo um papel incrível, como sempre, né? Mas parece que tem um monstrinho ali dentro querendo escapar o tempo todo e ela tá segurando, porque afinal... Ela apesta enjaulada, que nem fala numa cafeteria. Não é que ela aprendeu, não dá pra dizer que ela aprendeu alguma coisa. Não, ela aprendeu na porrada. Se ela não aprendesse, ela tava na rua. Então, eu adorei o filme. Pra mim, 8 e meio também. Assim como o primeiro filme. Caramba, que engraçado. Eu tava pensando em dar 8 e meio já e aí todo mundo começou a falar e todo mundo deu 8 e meio. Aí parece que eu tô copiando a nota de todo mundo. Você tá copiando? Mas é...
Eu tô copiando, é isso aí. Eu acho esse filme... Dá 8,6. Tá, vou dar 8,6. Bota aí, bota aí, Joel. Eu acho ele um filme, concordo com o Rogério, extremamente corajoso na forma que ele aborda os personagens. É um filme que não seguiu a formulinha, que pareceu realmente ter algo a dizer. Eu concordo com o que o Siqueira falou, que valeu a pena esperar por ele. Acho que, num geral, ele é um filme interessante. O tema dele é um complemento perfeito.
ao que aconteceu no primeiro filme. Então, eu quero... Eu tô torcendo pra que ele chegue logo em voz, chegue logo pra eu poder assistir os dois meio back-to-back, sabe? E ver essa passagem das coisas. Especialmente como millennial, eu acho que a jornada da Andy, ela representa muito o momento que a gente está, o momento onde o capitalismo chegou, onde a informação chegou, a forma... A cultura mudou, a forma como a gente consome conteúdo, tudo, sabe? Achei que foi muito bem...
bolado. O que eu não gosto tanto é algumas coisas no roteiro me incomodam. Eu acabei não comentando aqui antes, mas eu acho que tem várias cenas, assim, que parecem muito que elas têm que só seguir rápido a história. Então, tipo assim, a Andy tá lá com a amiga dela e fala ai meu Deus, eu preciso falar com a personagem da Lucy Liu. Ela fala от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от от
Só um instantinho, ela pega o telefone imediatamente. Alô, fulana, não sei o quê. Sabe, não tem nem o tempo de respiro. Tem algumas coisas que soam muito mecânicas. Só pra você pular logo de uma cena pra outra. Isso me incomodou um pouquinho. O momento dos amigos da Andy do primeiro filme era muito mais importante, né? Era muito melhor, sim. Porque ela tava desabafando. Eu gostei que eles trouxeram a Tracy Tombs de volta, né? Mas ficou só ela e essa uma amiga. Sim.
né, então eu acho que as cenas dela com a amiga os outros devem ter ido com macho escroto é, devem ter ido tudo com macho escroto são essas amizades, né, as amizades que se perdem com o tempo, né gente, 20 anos de diferença eu sei, eu sei, mas mesmo assim é...
Não gosto do plot de romance dela. Sempre que o coitado do moço Chuchu aparecia, eu ficava, vai logo, vai logo, volta lá porque eu quero ver mesmo. Que papo é esse de, ai, peguei o prédio, tava caindo aos pedaços e redecorei. Não, não, não, não, não existe. Não existe rico bonzinho. Não existe rico bonzinho. Não existe, tá? É isso.
Então, nota 8,5. Um ótimo filme. Me diverti pra caramba. Fiquei um pouco triste pelo que fizeram com a minha garota Emily. Mas enquanto a gente debateu aqui, realmente fez sentido a história dela ser essa. Então, 8,5. É isso.
Muito bem, gente, fechamos mais um Rapadura Cast. Gostou do filme? Não gostou? Espaço aberto aqui pra você comentar. No YouTube, no Spotify, fique à vontade. Se você não segue a gente no YouTube, tá lá o canal Cinema com Rapadura, você pode seguir, a gente faz live toda segunda e toda sexta-feira. Sai Rapadura Cast lá também, no Spotify estamos lá, nossa principal plataforma acaba sendo no Spotify e nos demais aplicativos de áudio. Se você é do tempo aí, do rádio...
Tem muita da nossa audiência, ainda é só áudio. Saiba que a gente está também no Spotify, no YouTube e em vídeo. Então é mais uma oportunidade de você usufruir o RapaduraCast. É isso, gente. Nos encontramos na próxima semana. Tchau!
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LISTERINE
Cuidado Total