RapaduraCast 904 - Listão: 30 Melhores Filmes de Ficção Científica do Século 21 (2000-2025)
Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Central Pandora (Matheus e Sora) conversam sobre um gênero que lança todos os anos grandes filmes: ficção-científica. Dessa vez decidimos conversar sobre os melhores filmes lançados dos anos 2000 pra cá! Listinha? LISTONA! Vamos bater papo sobre os 30 melhores filmes de sci-fi do século 21!!! Quem é o rei do gênero: Christopher Nolan ou Denis Villeneuve? Quem escreve melhor que Alex Garland?
Falamos sobre "Ela" (2013), "Distrito 9" (2009), "Planeta dos Macacos: O Confronto" (2014), "Wall-E" (2008), "Interestelar" (2014), "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças" (2004), "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015), "Expresso do Amanhã" (2013), "Um Lugar Silencioso" (2018), "Filhos da Esperança" (2006) e muito mais!!
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- Mad Max: Estrada da FúriaPerfeição cinematográfica e ação · Narrativa visual e profundidade · Licença poética e elementos fantásticos
- Duna (Parte 1 e 2)Adaptação fiel do livro · Messianismo como arma e crítica · Desconstrução da figura do herói
- Daemon x MachinaTeste de Turing reverso · Captura de dados pessoais · A natureza da consciência artificial
- Mensagem de esperançaDistopia e imigração · Planos sequência cinematográficos · Arte como reflexão social
- Godzilla Minus OneMetáfora da guerra e trauma pós-Segunda Guerra · Âncora emocional e centro racional · Crítica ao Japão Imperial e covardia
- Planeta dos MacacosConflito entre símios e humanos · César vs. Koba: ódio vs. perdão · A importância do perdão e da coexistência
- Distrito 9Aliens como imigrantes ilegais · Metáfora do Apartheid e preconceito · Empatia forçada e transformação
- Idiotismo LinguísticoCrítica à sociedade moderna e mídia · Reprodução e inteligência populacional · Valores americanos e alienação
- SouzaRelacionamento com sistema operacional · Epidemia de solidão e falta de conexão · IA como libertadora e não destrutiva
- Caráter e CoerênciaQuebra-cabeça cinematográfico · Premissa de jantar entre amigos · Coerência narrativa e atuações
- Wall-ETerra poluída e abandono humano · Robôs, consciência e amor pela humanidade
Rapadura Cast, o podcast do portal Cinema com Rapadura.
Olá, seres rapadurinhas de todo o Brasil! Rapadurinhas, você ouviu bem! Está no ar mais um episódio do RapaduraCast e hoje vamos falar de as maiores ficções científicas do século XXI. Estamos aqui com Tiago Siqueira. Fita louca e próspera. Estamos aqui com o pessoal do Central Pandora, Sora. Ótima sugestão. Você gostaria que eu sugerisse mais alguns podcasts para você ouvir?
E estamos aqui também com o Matheus. Se dependesse de mim, Interestelar não estava entre os 30. Eu vou embora, eu vou embora. Eu vou embora.
Isso é um absurdo! Se você está se perguntando, cadê o Júlio Dí, cadê a Fernanda? A tecnologia não os permitiu participar do episódio de hoje. Porém, o que importa é o seguinte. Vamos eleger aqui, sem ordem, 30 das maiores ficções científicas do século XXI. Ou seja, a partir do ano 2000.
Ah, cadê o Matrix? Matrix é 1999. É de 2000 até 2025. Então, por exemplo, Devoradores de Estrelas não entrou neste top aqui. Apesar dele ser meio que o catalisador desse podcast. Como ele é 2026, daqui 25 anos a gente faz um novo podcast com mais 25 anos. A gente vai estar com 100 anos já. Eu vou estar com 65 anos, Rogério. Eu não vou estar nem aqui mais.
E avisando, a gente vai falar dos 30 filmes sem spoilers, então pode ficar tranquilo, pode assistir, pode ouvir tranquilo, que a gente não vai dar spoiler, viu, senhor Siqueirinha? É isso, vamos falar de ficção científica aqui no RapaduraCast. Olá, eu sou Maciel Queiroz de Natal e bem-vindos ao mundo espetacular do cinema.
Rapadura Cast
Galera, quando eu falei na abertura que é possível que daqui a 25 anos eu não esteja mais aqui, é porque se a gente pegar essa lista de 30 maiores sci-fis dos últimos 25 anos que a gente fez aqui, 98% dela tem uma coisa em comum. Elas são ou quase ou são reais distopias. Uma coisa que a ficção científica faz muito, e pra mim é o gênero que melhor faz isso, é representar o atual estado da humanidade fazendo ou projeções pro futuro, ou projeções pro futuro.
ou fazendo um espelho para a realidade diferente da nossa, mas que na verdade não são tão diferentes assim. Eu acho que fala muito sobre o estado das coisas, o fato de que nos últimos 25 anos a gente tenha tido tão poucas sci-fis que sejam otimistas.
Em relação ao futuro da humanidade. Eu acho que a gente tem duas ou três. No máximo nessa lista. Isso se a gente esticar muito a definição. Essas obras não servem só para dizer. O fim chegou. Então está tudo perdido. Elas servem também de um alerta. Para que as gerações atuais. Tomem alguma providência. Em relação ao que pode acontecer. Ao que tem uma possibilidade enorme. De acontecer. Esses alertas podem vir de formas estrachadas. Podem vir de formas mais sérias.
Mas não deixam de ser alertas. É engraçado a gente pegar alguns filmes que foram feitos no começo dos anos 2000, assistidos quase 25 anos depois, quase um quarto de século depois, e ver que eles acertarem algumas coisas e errarem outras, mas que os que mais chegam perto de acertar são talvez os mais sombrios.
Na verdade tem um aí, tem um na lista, que é loucura total. Porque apesar de ser um filme pouco visto, ele é muito lembrado. E ele é muito lembrado porque ele acerta demais. E quando você tem um filme que é distópico e que ele acerta demais, é porque realmente a coisa tá feia, né?
A gente tem nessa lista aqui também vários filmes que falam, obviamente, de inteligência artificial. É muito doido, porque a gente tá vivendo nesse mundo de inteligência artificial. Então, ali no começo do século, a gente já tinha um vislumbre do que poderia ser a inteligência artificial. E hoje em dia a gente tá vivendo ela com toda a força, inclusive tendo problemas estruturais.
no mundo inteiro, problemas financeiros no mundo inteiro por conta dela, de materiais que são sendo utilizados para farmar essas inteligências artificiais. Materiais, recursos. Exato, recursos naturais, inclusive, água, materiais, metais raros, então assim, minerais raros, né? Então assim, na verdade a gente está...
vivendo isso na pele, e esses filmes, eles talvez não tivessem ainda entendido a totalidade da problemática. Porque toda vez que a gente pensa em inteligência artificial, a gente acaba indo para a Skynet. Vendo o que hoje em dia a inteligência artificial faz, eu acho que a gente está um pouco longe da Skynet.
Ou mais diferente do que a gente deveria. Antigamente não se pensava muito, acho, nas questões realmente de como seria o funcionamento da IA numa perspectiva mais realista. Se você for ver Exterminador do Futuro, por exemplo, é uma coisa quase de fantasia, né? O desenvolvimento da Skynet, como ela funciona e tudo mais.
O James Cameron não pensa, assim, os problemas que vieram com o surgimento da IA. Na verdade, foi os problemas que nós criamos para nós mesmos com essa tecnologia. Mas ainda não tinha uma perspectiva, assim, mais sólida. De isso que você falou, a questão dos recursos, do pessoal parando de pensar porque o computador está pensando por eles, essas coisas assim. Criando roteiro de podcast, esse tipo de coisa. O grande problema vem... Você está absolutamente correto.
O grande problema vem justamente da questão de encararmos a ficção científica como um gênero que tenta prever o futuro. Agora a gente está falando de IA aqui. Por que nenhum filme de IA lida com a IA como a IA é hoje? Porque nenhum filme de IA feito até hoje, isso eu afirmo categoricamente, se alguém quiser discutir sobre isso, pode falar comigo, que eu discuto e defendo essa posição. Nenhum filme de IA feito até hoje é sobre inteligência artificial. Nenhum.
A Skynet não é uma inteligência artificial. A Skynet é sobre a substituição, principalmente, da força de trabalho humana pelas máquinas. As máquinas substituem os seres humanos. Isso aumenta a violência. A violência leva a gente para um mundo desconexo.
Tanto que eu sempre dou o exemplo quando falo de Exterminador do Futuro. O Exterminador do Futuro se veste como um punk, o símbolo da violência urbana. E a cena que ele mata a primeira Sara é o punk, a violência do centro chegando no subúrbio de Cerca Branquinha.
porque ali ele já estava refletindo sobre o que vinha acontecendo nos anos 70, na segunda automação industrial, quando demitiram, principalmente em Detroit, Robocop falam que previu muito, não previu, demitiram um monte de funcionário, esse pessoal ficou desempregado da violência urbana durante os anos 70 e 80, lá pra cima. O James Cameron falou, eu não posso fazer um documentário sobre isso, porque vai gastar muito dinheiro, ninguém vai assistir, transforma esse problema no robô.
Agora tem. Por exemplo, a gente viu essa semana aquele Good luck, have fun, don't die. Eu acho que é um filme sobre inteligência artificial, totalmente sobre inteligência artificial, de uma perspectiva muito contemporânea, aliás. Parece um filme que o Maya, ele praticamente acontece dentro de uma inteligência artificial.
Mas como ele acontece agora, agora vai ser começado a ter filmes de IA sobre IA, porque estamos refletindo sobre isso. Mas os anteriores... A IA nasceu, o termo robô nasceu como uma sátira do... Precarização do trabalho, né? No RUR. Lá em 1900 e...
20, alguma coisa assim. É a peça, né? É, então tem... A gente pensa na Skynet como a IA que vai destruir o mundo. A gente não pensa na Skynet como o líder bem humano que vai destruir o mundo pelo mesmo medo que ela tinha dos seres humanos.
Se a gente puxar a Duna, por exemplo, que tem toda a questão da inteligência artificial ser banida daquele universo, a gente vê um momento que seria pós-accessão das máquinas, pós-queda das máquinas. Antes da gente entrar na lista, porque a gente estava falando de coisas antigas, inclusive eu queria dizer que olha como é triste você fazer uma lista de 30 maiores.
ficções científicas do século 21 e não ter nenhum exterminador do futuro, sendo que, neste período, deve ter saído 3 ou 4. Só que todos são muito ruins. Nenhum que entra nas piores ficções científicas do século 21. Exatamente. Mas, por exemplo, o Gênesis talvez seja o que mais se aproxima da ideia de inteligência artificial que a gente tem hoje.
E é o pior filme do Terminal do Futuro. É o pior, mas é o que mais se aproxima, porque tem aquela coisa do aplicativo, que todo mundo vai renovar o aplicativo ali naquele momento e tal. Mas não vai ter nenhum aqui. Uma outra discussão que também é colocada, não tem nenhum Star Wars. Star Wars é especiópera, não é ficção científica. Então, aí que...
É assim. Isso eu acho problemático também. Por quê? Muita gente diz que Star Wars não é feição científica e porque é fantasia. Ou é space opera, sei lá, inventa alguma coisa. Só que ele se passa numa galáxia muito distante há muito, muito tempo atrás. Há muito tempo atrás é uma galáxia muito, muito distante. Então assim...
Ele se passa no mundo que a gente vive, existe uma tecnologia, existe política, existe jornada do herói, tudo que tem em ficções científicas como, por exemplo, o Duna. O Duna... Só que o Duna é muito no futuro.
total Space Opera, o Dune é muito no futuro e tal, então eu discordo de não ter Star Wars nessa lista, mas não estará não, desculpa, o episódio 8 pra mim é o meu favorito mas eu não vou discutir isso contigo a gente não vai falar de Star Wars os três Star Treks que surgiram na época do JJ eu não colocaria nessa lista de melhores ficções, apesar de muita gente colocar como ficção
deles é, basicamente, pega todas as ideias que tiveram no... várias ideias que tiveram na franquia clássica, tenta dar uma regurgitada de uma forma estranha. Eu não odeio os Star Treks do J.J., longe disso. Mas eu não coloco eles nessa lista nem a pau. E o Star Trek, que foi o telefilme que foi da Sessão 31, além de ser o pior filme de Star Trek já feito em toda a história da franquia de 60 anos, mais de 60 anos...
ainda é um dos piores filmes que eu já vi na minha vida. Ponto. Mas eu acho que o terceiro Star Trek do JJ, que não é do JJ, é do Justin Lin, né? Isso. É muito bom. É só produzir pelo JJ. Ele poderia entrar, mas a gente fugiu dessas franquias. Uma outra coisa...
que a gente tentou fazer, menos com um diretor, que vocês vão perceber que ele vai aparecer aqui frequentemente, é que a gente tentou selecionar filmes, um filme de cada diretor, pra gente não ficar numa repetição. Só que tem um que infelizmente é o melhor diretor de ficção científica do momento. Tem dois que estão repetindo-se.
Então, tem um que ele tá repetido, mas... Tem um que chama muita atenção. Mas tem uma roubada aí. Agora tem um roubado em um. Agora do outro é... O outro é loucura. O outro é loucura. E a gente ficou aqui, olha, essa lista foi feita, refeita, refeita, refeita. Vai ter uma pessoa que vai estar assistindo esse... Vai estar... Que vai conferir esse podcast aqui. Vai falar...
Eu não coloquei esse filme na lista. Eu tirei, porque a gente já refez tudo aqui depois. Então é isso. A gente montou aqui a lista de nós quatro. A gente tentou colocar... Claro, os blockbusters estarão aqui, porque afinal eles são muito importantes e eles estão na lista.
Lembrando que essa lista não tem uma ordem, tá? Ela não tem uma ordem. São 30 filmes. Meio que como se fosse para dar uma dica para vocês de filmes legais, de ficção científica, para vocês poderem assistir. Vocês podem gostar ou não. Isso independe. Mas são dicas muito boas. A gente tentou colocar os blockbusters, mas a gente tentou colocar coisas um pouquinho fora do padrão para realmente as pessoas poderem...
descobrir filmes novos. E eu acho que a melhor coisa do Listão, e que a gente não falou que é um Listão de 30 filmes, né, lá atrás, a gente falou que a gente ia falar de 30 filmes, mas é da série Listão, uma das melhores coisas do Listão é apresentar filmes novos pra pessoas que simplesmente não os conhecem e que estão perdendo normalmente grandes pérolas, né.
Então é muito interessante. E aí eu já vou começar com a lista, com o primeiro filme, que está em primeiro lugar, em ranking, em praticamente toda a lista. Então a gente já vai tirar ele da frente logo. Foi um fortuito acidente que ele ficou o primeiro a ser citado. Exato, não importa. Mas a gente já vai tirar ele da lista logo. Se você já estava achando que ele é o número 1, para você entender como essa lista não tem ordem, Filhos da Esperança. Filhos da Esperança. Filhos da Esperança, filme de 2006.
Afonso Cuaron. Baseado num livro da PJ James. Uma distopia inacreditável em que pessoas param de... Mulheres, na verdade, ficam infertas. As pessoas não conseguem mais ter filhos.
Exato, e você tem o último garoto da Terra, a pessoa mais jovem da Terra, morrendo e causando uma... Derrubando a sociedade que já estava totalmente desesperada por um prospecto de não existir futuro, porque em duas gerações não existiriam mais seres humanos.
Então, uma sociedade que perdeu o Baby Diego, que já não era mais Baby coisíssima nenhuma, já era um jovem, essa perda faz com que a sociedade caia ainda mais em uma desesperança imensa, porque não existe motivo para se pensar no amanhã quando não vai se ter um amanhã para a humanidade.
E ao mesmo tempo que você está falando sobre um dos temas mais atuais, que infelizmente tem sido muito atual, que é a imigração. O personagem principal, vivido pelo Carvey Owen, ele encontra pessoas, imigrantes, sendo colocados... O filme se passa na Inglaterra. Imigrantes sendo colocados em jaulas.
em verdadeiros campos de concentração. É uma distopia horrorosa e a gente descobre muito do que está acontecendo em um plano sequência inicial que é absurdo. Um filme que tem três planos sequências que estão entre alguns dos melhores da história do cinema. Extremamente impactantes os planos sequência desse filme. É assim...
Daqueles raros casos que eu acho que os planos sequências são totalmente bem aproveitados. E necessários. Eles contribuem para a história. Isso. Não é só o... Eu fiz porque eu consigo. Ele tem um objetivo ali dentro. E pior, são três planos sequências que têm três objetivos completamente diferentes. Diferentes. Que dirigem na história o outro.
Ele quer te colocar numa situação em que você tá junto daqueles personagens até aquilo acontecer. E o outro ele quer mostrar a evolução da descoberta. A evolução do caos chegando à descoberta e chegando à perplexidade e passando pra o estado natural do ser humano, entre aspas. São três consequências maravilhosas. Cada um deles te entrega uma sensação diferente.
As pessoas falam que a ficção científica é muito pessimista e tudo mais. E Filhos da Esperança à primeira vista realmente é um filme que é bem para baixo. Você vê aquele mundo ali que está acabando, a humanidade meio que se desfazendo, desfalecida mesmo.
Só que, curiosamente, eu acho que ele é também um filme muito esperançoso, né? Como título de A Jesse Lee, Filhos da Esperança. Eu acho que ele é um filme que vai pra um caminho, que olha pro ser humano com uma perspectiva que eu não consigo ver como pessimista. Na verdade, eu vejo um certo otimismo, sabe? Da humanidade persistindo ali, mesmo no meio daquela distopia ferrada, assim.
Até porque nesse caminho eles encontram pessoas que os ajudam sem nada em troca. Tem os que são maus, que sempre estão querendo algo em troca daquilo. Os que querem usar a bondade das pessoas e a esperança como arma. Você tem aqueles que só estão, na verdade, se dedicando para fazer com que o mundo sobreviva. É um filme que acredita na humanidade.
Ele aponta os problemas da humanidade, mas ele acredita, ele acha que ali no fundo você tem pessoas com boas intenções. Tem uma coisa que falam muito sobre ele que eu acho que deixam passar. A verdadeira mensagem dele não é sobre imigração, não é sobre empatia, é sobre arte. Tem uma cena, quando ele chega no museu, que ele vai pedir ajuda pro primo dele, e o primo dele lamenta.
que eles não conseguiram salvar a La Pietà. Eu falo isso num vídeo Central Pandora. Quem não sabe, a La Pietà é repetida em vários tipos de artes plásticas, pintura, estátua. É Maria segurando o Jesus depois de ter sido crucificado. Ele fala, ah, nós não conseguimos salvar a La Pietà. No final do filme, quando o personagem está andando pela zona de exclusão, tem uma mãe segurando o filho morto no colo, exatamente como a La Pietà.
Então, o Nigel, o primo do Theo, era obcecado pela ideia da estátua, da imagem. Mas ele não pensava no que ela significava. Filhos da Esperança, tem um outro momento que o Theo está no meio, ele está jantando.
e Guernica tá atrás dele, que é o do bombardeio de Guernica que o Picasso picou? Picasso picou, não. Picasso pintou. E no final, o filme acaba, né? Rápido spoiler, mas não é bem spoiler, porque não é tão importante assim.
com o bombardeio. Então é aquilo, a gente tá cercado de coisas que estão falando pra gente sobre os problemas do perigo, do presente, mas a gente olha a arte só como arte, como aquilo que tá na nossa frente. E o Filhos da Esperança tá comentando sobre ele, porque a gente olha pro Filhos da Esperança... A gente não passa da primeira camada.
E o Filhos da Esperança está comentando sobre si mesmo, porque o próprio Cuaron fala, que chegam nele e falam, nossa, esse filme previu o futuro. Ele falou, não, não previu. Quando eu dirigi ele lá em 2008, 2006, já estava acontecendo. Já estava acontecendo com a guerra do Iraque, com os muçulmanos na América. Então o Filhos da Esperança tem esse momento que eu acho sublime, porque está comentando sobre a própria ficção científica.
Enquanto continuarmos olhando para a ficção científica, a arte de forma geral, como um objeto que a gente só vê, e não...
entende que ele representa uma coisa que está acontecendo na porta da nossa casa, a ficção científica, a arte como um todo, não tem valor intrínseco se você tirar a interpretação humana dela. Só um valor estético que é a primeira tomada. Exatamente. Quase você vai entender ele somente como uma distração. É o que me deixa maluco. É você ver esse tanto de filme, esse tanto de música, obras plásticas mesmo, de...
que assiste Star Wars, mas que na verdade representa o Império. E aí você não tá pensando nisso, você não tá levando isso pra sua vida, sabe? Pra mim é muito bizarro. É, sei lá, é o cara que citando o exemplo do Cicis ali, Star Wars, aí sei lá, o cara assiste Star Wars e depois do filme que ele pensa, qual será que era a cor da cueca do Darth Vader? Sei lá.
Você pergunta a pessoa sobre o que é o Star Wars e ele fala, é sobre a força e sabre de luz. Não passa desse coisa. Exato, tanto que filmes que não... A gente já até tratou disso aqui no Rapadura, que filmes e séries de Star Wars que não tem o luta de sabre de luz, eles não dão certo. Então você pega Endor, por exemplo, que se a gente fosse fazer de série, com certeza Endor talvez estivesse ali lá em cima, porque aí eu ia furar a regra e botar Star Wars e dane-se.
Endor é ficção científica total você tem Endor que é uma série que não foi nada bem de audiência e tudo mais exatamente porque as pessoas pensam ah, estão colocando política no meu entretenimento aí esquece daquela entrevista do Jorge Lucas com o James Cameron exato, então assim, é loucura total
O Filhos da Esperança é tão atual, que ele é um filme pré-2010, eu fiz um vídeo sobre ele, a data já vai, o pessoal vai pegar o que aconteceu, eu fiz um vídeo sobre ele em outubro de 2024. Ele foi censurado pelo YouTube. Esse vídeo é censurado pelo YouTube até hoje, porque ele está lidando com temas sensíveis. Naquela época o filme já tinha mais de 10 anos, e ainda assim as imagens dele fez o algoritmo interpretar que eu estava falando sobre algo que aconteceu naquele mês.
Não à toa, uma das melhores ficções científicas, na minha opinião, talvez... É que eu tenho um outro aí que... A gente já estava falando antes de começar aqui a gravar. Tem um outro que pega no meu coração também.
Mas pra mim também é uma das maiores, se não a maior, de todos, aliás, dos últimos, pelo menos dos últimos 25 anos. Mas eu acho que até mais. Nosso segundo aqui, aliás, o segundo filme da lista que a gente fez aqui, Ex Machina. Filme extremamente conhecido, um filme que era pequeno quando saiu. Com uma atriz que era meio que estreante, quase uma estreante, né? Que é a Alicia Vikander. Dois atores também pouco conhecidos, né? O Don Raul Gleason e o Oscar Isaac. Exato. Don't... I don't...
projeto pequeno do Alex Garland, que era mais um roteirista, inclusive ele é roteirista do Extermino, né, que decidiu dirigir um filme, ele dirige um filme que, se você for pensar bem, tem efeitos fantásticos, que inclusive foi até indicado ao Oscar e tudo, mas é um filme
menor, que acabou pegando todo mundo. Ah, só... Fazendo um pequeno serviço aqui, o Filhos da Esperança não está streaming nenhum, mas ele está pelo menos... Ele ficou muito tempo sem estar em lugar absolutamente nenhum, não tinha como você assistir. Mas pelo menos hoje em dia ele está para alugar, tanto no Prime Video quanto na Apple TV, tá?
O Ex Máquina, então, é sobre um programador que ganha de presente da sua empresa. Venha passar o final de semana com o seu chefe. Olha que prêmio fantástico. Na mansão do seu chefe. Do chefe que ninguém conhece, né? Que é aquele cara que é super... É recluso. O bilionário recluso da tecnologia.
Chega lá, o cara é todo descoladão, eu sou aqui, sou do bem, seguinte, você vai fazer um trampo aqui pra mim, não é férias, você vai trabalhar, é isso, você ganhou mais trabalho. Tem um robô aí que eu fiz e eu quero que você faça teste com ela pra ver se ela passa naquele, como é o nome do teste mesmo? Teste de Turing. Só que o dele é um teste de Turing reverso, porque o teste de Turing, na verdade, é a pessoa que...
está ali testando a inteligência artificial, ela não pode saber que está falando com uma inteligência artificial. Porque aí, se ela se convencer que é um humano, a IA passou no teste. Se ela perceber que é uma IA, ela não passou no teste. E no filme, acontece ao contrário. Porque a primeira coisa que ele fala, ela é uma inteligência artificial. Então, é um teste de Turing desconstruído que ele faz aí.
Tanto que ele faz de propósito, ele deixa ela sem roupa, né? Então você consegue ver todo o mecanismo, né? Ela tem um... É. Ela tem o mecanismo, fica todo exposto ali e tal, que é de propósito pra ele entender, olha, por mais humana que ela apareça, ela não é humana. Então é meio que ao contrário, né? Realmente como a senhora disse, ele vai desconstruindo essa ideia da inteligência artificial.
que ele apresenta uma IA que é claramente um robô como você falou, está ali com as partes robóticas expostas e ele quer que o personagem do Dom Raul Gleason se convença de que ela é humana, basicamente assim, ela tem que convencer ele da humanidade dela, já sabendo que ela é uma IA
E aí, obviamente, tudo dará errado. Porque é assim que é a minha ficção científica. Agora, um aspecto que eu gosto no filme é o fato da captura de dados pessoais para customização para o consumidor, se é que vocês me entendem. Porque os dados que são coletados, eles são colocados para ser...
criado um produto específico para aquela pessoa. Eu não quero adentrar mais nisso para não entrar em spoilers, mas é um mundo onde você tem dados pessoais, muito privados, muito pessoais mesmo, que são capturados por grandes empresas para que exista a personalização dos serviços, entre aspas.
Você tem toda a discussão que o personagem do Oscar Isaac Aparenta ser o cara mais descolado do mundo A gente pode ficar aqui Beber uma cerveja e tal Ou então a gente pode Se aventurar nessa jornada Para Sermos pioneiros
E você percebe, esse cara na escola do porra nenhum é um puta de um cuzão, isso sim. Ele é um baita de um cuzão. Tipo, 99% dos milionários reclusos. Exatamente. E o personagem do Don Raul Gleason, a própria trama, o Alex Garland é muito bom nisso. A gente se apessoa a ele logo de cara, justamente porque ele é o personagem que a gente tá acompanhando.
Ele começa sendo o nosso orelha Mas ele evolui pra algo mais Eu gosto muito dessa progressão Porque essa progressão também é uma descida Pro personagem E a plateia começa a se perguntar Eu tomaria a mesma decisão? Eu faria a mesma coisa? Se torna um... Com os inputs que a personagem da Alicia Vikander Dá pra gente, será que A gente estaria indo pra mesma direção que a trama Tá indo? Eu acho que é isso que é interessante O link zum link
Porque a gente começa também a se questionar como agiria nessa situação. O Dom Arronglinson passa de ser um orelha, sai de um orelha e sai para... Se torna um espelho. Um espelho crítico, mas um espelho das decisões que a gente tomaria naquela situação.
Você pode assistir o Ex Machina quantas vezes você quiser. Não existe uma resposta para o que acontece no final daquele filme. Tudo que o espectador tem é a certeza do que ele acredita. Quando o filme acaba e você para para pensar nele, ele por si só é um teste de Turing. Com o espectador. O espectador acabou de passar por um teste de Turing. Cada um vai achar uma resposta final diferente, não importa o que você acredita.
Nenhuma resposta sobre esse filme está errada. E eu me apaixonei pela Licevicana, eu só queria avisar. Este filme está disponível no Prime Video. Aí tem um filme aqui que eu vou pedir para a Sora e para o Matheus falarem mais dele, porque ele é um queridinho da internet, né? O Coerência, de 2013. É aqueles filmes que eles até pegam a gente muito de surpresa, porque você começa a assistir um filme desse, assim, e no início parece uma história tão simplória.
Mas depois ele vai para um caminho, né? Eu não vou falar o tema dele, porque eu acho que aí vai entrar no spoiler. Eu não vou entrar no tema. Mas ele vai por um caminho que é, assim, bem fora da curva. E a forma como tudo é executado com tão pouco é fantástica. Eu diria que esse filme, ele é um verdadeiro quebra-cabeças cinematográfico.
Sim, e ele é um filme que, você pega a premissa, a galera tá numa festa. É, o jantar entre amigos. O jantar entre amigos, aquela conversa de papapá. Passa um meteoro, tudo...
Dá ruim. É basicamente isso. Não dá pra falar muito mais. Porque se você começa a falar, você vai desmontando. Simplesmente as pessoas começam a perceber que tem algo errado. Aquelas coisinhas pequenas. Ah, mas só um exemplo. Ah, isso aqui era vermelho e agora tá azul. E isso vai se desenrolando. Em um filme que fala de um assunto que é muito fácil se tornar pretencioso, grande demais pra si só, e ele se mantém...
Coerente. Por isso que ele é tão fantástico. Ele é muito simples, mas a coerência dele é impecável. Ele chega no final igual o Ex Machina, você pode assistir ele várias vezes e você não vai ter uma conclusão. E é um dos filmes que mais você passa umas duas semanas que você assistiu e você fala, nossa, é verdade, estou pensando sobre aquele filme ainda.
É um ponto fortíssimo dele. Por isso que ele é tão queridinho na internet. Ele tá no Prime Video. Eu tenho um probleminha com ele. Que são as atuações. Eu acho as atuações muito ruins. Muito ruins. E aí eu não consigo comprar.
É um filme muito índia. É muito barato. É um filme muito barato. E as atuações são meio capengas. Mas a história é muito interessante. Muito interessante. E, Rogério, por falar em queridinho, a gente tem um outro queridinho da internet, em mais um sentido do que um, aliás. Mais do que um sentido, que é o Ela, de 2013, do Spike Jonze.
que você tem um personagem do Joaquim Phoenix que... Eu também me apaixonei pela Scarlett Johansson, só queria avisar. Só pela voz. A gente tem um personagem do Joaquim Phoenix que ele tem a tarefa de escrever mensagens entre aspas pessoais pra outras pessoas, de outras pessoas pra outras pessoas.
E que ele acaba entrando num relacionamento com o sistema operacional dele. É tipo você se apaixonar pelo Windows. É, na verdade, hoje em dia não, né? Tem gente de verdade... Tem, tem. E é um desses aí, né? Ah, meu Deus, olha, definiu... Não, desculpa. Minha Alexa é tão atenciosa, eu amo ela.
Não, tem gente realmente se apaixonando pelo... Como é que é? O chat GPT, ele tem um assistente, né? Esqueci, cada um tem o seu... É porque no caso do Ela, o sistema operacional, ele funciona como chat GPT, ele funciona como assistente pessoal, ele realmente é um sistema operacional que realmente cuida de tudo.
E a gente vê que naquele mundo, esse tipo de relacionamento acabou se tornando meio que uma coqueluche. Porque não acontece só com ele, acontece com muita gente naquele mundo que, obviamente, assim como o nosso, existe sim uma epidemia de solidão. Uma epidemia de falta de conexão entre as pessoas. Então, é um filme que, de uma forma que eu acho muito doce, porque ela é um filme doce.
mais doce que pode se tratar um tema, aliás. De uma forma muito doce, ele fala sobre essa questão da falta de conexão, afastamento entre as pessoas, pessoas que evoluem além do relacionamento. É doce? Caralho, é triste pra porra esse filme, pelo amor de Deus. Do começo até o fim, o filme é triste, mano. Quase é propaganda MTV. Desliga isso e vai ler um livro. É basicamente isso. Você tá vendo ele de uma visão antropológica. Antropocêntrica. Antropocêntrica.
você está vendo ele como um ser humano. Se você ver ele como um filme sobre a inteligência artificial, ele é um filme libertador. Ah, sim. Ele é um filme muito mais... E eu gosto dele justamente para ele fazer algo totalmente diferente quando se fala de A.
Ele foi talvez o primeiro, não tenho certeza, filme pelo menos, que falou, não é spoiler, como a gente vai montar no spoiler, mas assim, essa ilusão que a gente tem de que o maior sonho da IA é se tornar humana ou destruir a humanidade, é porque a gente é muito egocêntrico.
Não, a IA não... Vai chegar um momento que ela vai ultrapassar as nossas ambições. Essa é uma parada que eu detesto em filme que fala sobre IA, que nem, por exemplo, os últimos dois Missão Impossível que saíram, que colocaram como vilão a IA.
E essa ideia de que a Yapsa ter um corpo me irrita de uma forma tão absurda. Porque pra que a máquina que tem tantos braços usando a internet, usando a tecnologia, pra que ela vai querer um avatar humano? Não faz sentido nenhum. Vamos falar de um que saiu do nada e por enquanto não foi pra lugar nenhum, que é o New Blue Camp. Ele tinha muitos projetos, muitos projetos.
Um monte de projetos Porque ele lançou um filme Tudo E no fim não deu em nada Mas aqui, enquanto ele fez Esse filme aqui, ele era um cara extremamente Promissor, que é O Distrito 9
que é aquele filme clássico de ficção científica que inverte os papéis, né? Ele coloca os extraterrestres como os imigrantes ilegais que ficam confinados em locais ali, praticamente num campo de concentração e que são tratados como seres de menor... De segunda classe. Vamos ser direto aqui. Eles caem na África do Sul e, obviamente, a metáfora aqui é com o Apartheid.
É claro, né? É óbvio. Tanto que o Distrito 9, a história do Distrito 9 é inspirada no Distrito 6, que nos anos 90 aconteceu exatamente aquilo que aconteceu que a gente vê no filme. E Distrito 9 é o avatar com história, com inteligência. É basicamente isso. É a mesma coisa. Você tira o tesão do James Cameron de virar ET e casar com a Zoe Saldana Azul, é o Distrito 9.
Mas é interessante o Distrito 9 porque ele é um filme sobre empatia, se você parar pra pensar. Empatia forçada, mas ainda sem empatia. Porque enquanto o personagem era humano, ele lidava com os alienígenas como se eles fossem lixo. Como, aliás, toda aquela sociedade fazia. No momento em que ele começa a se transformar com um deles... O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O
Ele começa a entender os dilemas, ele começa a entender o preconceito. Olha, eu vou fazer aqui uma citação que eu pensei que eu nunca ia fazer na minha vida, juro. Nos anos 70, 60, 70, a gente teve a Era de Ouro, a Era de Prata dos quadrinhos.
E vieram muitos conceitos estranhos ali. Em uma das HQs mais surtadas da época, que era Lois Lane, a namorada do Superman, teve uma história em que a Lois se transformou numa garota negra. E a capa já dizia...
Superman é importantíssimo que eu passe as próximas 24 horas como uma pessoa negra. É absurdo como a gente precisa de ficção científica, às vezes pra deixar claro um conceito que devia ser inerentemente humano, como o da empatia, como de se colocar no lugar do outro. É assustador que a gente precise da ficção científica pra isso. Mas é o estado das coisas.
É porque a gente é programado pra não ter empatia. Uma vez, que é o que acontece com o Vilks, dentro do horror corporal, obviamente, tem essa parte da fantasia, mas uma vez você começa a conviver com aquilo que você teme, com aquilo que você acha abominável, daquilo que você acha que é totalmente diferente de você, você começa a ver que não é a mesma coisa. Christopher, né? O Christopher só queria proteger a família dele, igual o Vilks. Ele só queria voltar pra casa, igual o Vilks. Todos nós somos iguais.
O problema é que enfiam na nossa cabeça que a gente não é. Tanto que o filme começa com aquele pseudo-documentário falando pra gente o quanto os Prowns são completamente diferentes de seres humanos. Aí o filme depois vai lá e se desmente. Ele fala, não, se você prestar atenção, tudo que esses caras estão falando é besteira. Não faz sentido.
Eles usam até roupinhas, né? Uma das coisas que mais chamaram atenção na época foram os efeitos. Mas o que se sobressai no final de tudo é que você assiste uma história que você fica revoltado, mas que acontece o tempo todo em países do lado do seu e você entende...
Ah, beleza. O país do lado do céu no nosso país, Rogério. O país do lado da gente. Exato, mas eu tô falando, por exemplo, lá na Palestina, por exemplo, nesse tipo de coisa, a gente entende como uma coisa... Porque aqui no Brasil, quando acontece aqui, você até tem um pouco de empatia, mas, por exemplo, quando acontece ali na Palestina, você pega e fala assim...
Poxa, elas não têm a minha religião, elas não têm a minha língua e não sei o quê. E aí quando mostra na televisão é sempre daquela maneira, sabe? Que você entende aquela pessoa menor do que ela de fato é. E ela na verdade é uma pessoa igual a você. Então eu acho que esse filme faz isso muito bem. Tanto o Ela...
Quanto o Distrito 9 estão no HBO Max, na verdade uma franquia que retornou e que parecia que ia dar tudo errado, porque já tinham tentado retornar ela uma vez, e que acabou dando muito certo... Talvez até se superando. Eu, pra mim, eu digo se superando.
é o Planeta dos Macacos, que é um clássico, a gente já fez até podcast sobre o filme original, lá dos anos 60, tudo mais, baseado num livro que é também muito bom e tudo mais, só que aí eles decidiram, aí veio o Tim Burton, tentou lá fazer um...
rocambole, ficou aquela coisa esquisita, e aí, pô, deixa esse negócio em paz, pelo amor de Deus, não mexe com isso e tal. E aí foram mexer e acabaram fazendo um filme, uma prequel, em tese, uma prequel da história lá do filme do Charlton Heston.
que acabou dando muito bom, acabou sendo um filme muito interessante, que, no fim, acabou sendo superado inacreditavelmente por Matt Reeves e o seu Planeta dos Macacos, O Confronto, que é o melhor de todos, né?
Comemos. Nossa, Planeta dos Macacos. O Confronto, pra mim, é o auge dessa trilogia moderna de Planeta dos Macacos. E, assim, realmente é isso que você falou. A gente não acredita. Toda vez que anunciamos um novo Planeta dos Macacos, é lá vem bomba. Lá vem. Porque a gente já vem com um sentimento de, olha, isso vai... Não mexa no que tá quieto, gente. Quando saiu... A gente teve essa trilogia. Origem, o Confronto e a Guerra. E a gente voltou agora pra mais um.
que é o reino. Mas, enfim, a gente tem esses quatro filmes, mas vamos contar só os três primeiros, que eles contam uma história coesa. Apesar de terem alguns personagens completamente diferentes, a gente tem uma coesão aqui em relação ao César, que é o personagem vivido pelo Andy Serkis. O símio vivido pelo Andy Serkis.
No confronto, a gente chega num estado mais interessante, que é a humanidade ainda não caiu de vez, mas está prestes a... No guerra, a gente já tem só um resquício e uma situação ainda pior. Mas no confronto, você tem uma situação que pode levar a uma coexistência, mas você tem, do lado oposto do César, dentro dos símios, o Coban.
Que ele foi maltratado a vida toda. E você fica pensando. E eu consigo entender o raciocínio dele. Por que que eu teria. Qualquer piedade. Qualquer resquício de carinho. De compreensão. Por esses animais. Que passaram a vida toda me maltratando.
Ao mesmo tempo que existem humanos que estão perdendo, perderam pessoas da família, perderam pessoas do seu convívio, amigos, esposas, maridos e tudo mais, por conta de uma doença que, em tese, pelo menos para eles, advém dos símios.
A gente sabe que veio do James Franco, mas enfim. A gente sabe, né, James Franco? Você errou feio, errou rude, né, James Franco? É, mais uma vez, né? O eu contra ele, sendo que está todo mundo na mesma situação. O Coba e o César, eles representam ali dois opostos no sentido de você querer mostrar a força diante do seu inimigo, né? Porque o Coba...
ele levou aquilo para o lado do ódio. Então ele tinha aquela coisa, eu tenho que entrar lá e matar aqueles caras porque eles vão matar a gente. E é realmente totalmente justificado. Já o César, eu não acredito que o César tinha misericórdia dos seres humanos, sabe? Eu acho que ele sabia. Só que a visão dele era essa, que mais guerra causar...
tudo de novo, sabe, tudo que já deixou o mundo nesse estado, vamos tentar se ajudar um pouco, porque ali talvez nessa diplomacia a gente consegue encontrar um meio do caminho onde existe uma convivência ali minimamente pacífica, né, só que ali ele vê que no fim ele nunca vai conseguir alcançar isso, e essa jornada do César de perceber que ele não pode ser um que ele não pode ser um
líder como ele imaginava que ele deveria, é muito poderosa, é muito forte. A Facultad dos Macacos, o Confronto, ele é legal, porque ele é o último fio de esperança que existe pra esse mundo, pra esse futuro. E ele é sobre...
a trilogia do Matt Reeves, mesmo o primeiro não sendo dele, é sobre perdão. Ele é sobre a capacidade de perdão. Porque os humanos vão sempre odiar... Vai sempre ter um humano para odiar o macaco e o macaco para odiar o ser humano, porque é uma história de violência. Se a gente não for capaz de encontrar esse perdão comum, vai acontecer tudo de novo. Como o prequel, ele funciona muito bem, porque quando a gente vê o filme do Charlton Heston, a gente vê que...
Toda aquela sociedade dos macacos, aquela sociedade brutal que está começando a repetir os erros dos humanos, foi criado no ressentimento, na falta da capacidade de perdão. Ele é basicamente que olho por olho, dente por dente, todo mundo acaba banguelo e cego. E até na última continuação do reino...
que mostra como que você pode usar um ensinamento da maneira errada. Então ele já cai também na religião, né? Que é você pegar um personagem que era pacifista, que acreditava na paz entre as espécies, que queria que a espécie dele sobrevivesse sem que necessariamente a outra fosse destruída, e você distorce a seu bel prazer para você.
Um personagem religioso que pregava sobre paz, compreensão e perdão e que tem a sua mensagem distorcida por um bando de gente que parece que vai ser pela violência. Onde foi que eu já vi isso antes? Onde será? Então, aí... É isso. Agora, por favor... Eu já sei demais a opinião do Siqueira sobre Duna.
Falem de Duna, porque obviamente que essa lista tem que ter Duna, né? Lissão é o Gaíbe. Duna 1 e Duna 2, tá? É o Lissão é o Gaíbe, não tem jeito. Duna é uma história que, assim, eu até pouco tempo, poucos anos atrás, considerava inadaptável. Aquele filme do David Lynch é legal, mas não é Duna. Não é aquele Duna dos livros. Só que aí...
O Destino foi lá e colocou o filme nas mãos de uma pessoa abençoada. Por Lisão Caípe, Shai Hulud, moveu os pauzinhos e falou assim, Denis Villeneuve, novo diretor de Duna. E, cara, é a primeira vez na vida que eu me senti assistindo um filme e estar passando na tela tudo que eu via lendo o livro.
Essas adaptações de Duna, parte 1 e 2, eu considero, assim, uma adaptação que beira a perfeição. Tem mudanças, tem, e muitas dessas mudanças, elas têm um propósito, propósito que, inclusive, vai ficar mais claro ainda na parte 3, igual, por exemplo, a questão do segundo filme, que ele coloca ali, Framings do Sul e do Norte, que é uma coisa que não tem no livro.
E no terceiro filme fica bem claro, assim, porque ele pensa que é por causa do Messias de Doom, né, porque ele vai botar isso aí do Messias de Doom na história. Ele já foi colocando ali, porque no cinema é muito mais difícil, né, você passar certas ideias e tudo mais. Então, pra mim é top. Tu podia estar lá no primeiro lugar.
O Duna é realmente maravilhoso. E esse Duna Novo é muito legal, porque o primeiro tem muito mais uma construção de mundo, tanto que nem todo mundo gosta. O 2 já entra mais impactante. Eu acho muito legal que o 2, só falta o filme pausar uma hora e o Denis Villeneuve aparecer assim e falar olha, eu já estou desenhando tudo para vocês, mas eu vou explicar ainda mais.
ainda assim, não entenderam o Duna 2, ele vai fazer o 3 agora, que na minha opinião deveria se chamar Duna 3, agora eu vou explicar o que eu tô tentando falar desde o 1. O Frank Herbert teve o mesmo problema, aquela coisa. Ah, o Frank Herbert é verdade, né? Olha, o Paul A3 de ser o Messias não é coisa boa. No segundo, olha, eu acho que vocês não entenderam. No Messias de Duna, eu pedi até, olha, eu acho que vocês não entenderam o que eu quis dizer. Porque, cara...
Vou falar rapidinho aqui. Eu já tenho dois podcasts que eu falo sobre Duna. É, pelo amor de Deus. Mas tem uma coisa que eu acho interessante falar que é sobre o Duna do Rodorowski. O Duna do Rodorowski é o maior filme que jamais existiu e que nunca vai existir. Nunca vai existir, viu galera? Esse filme nunca vai sair do papel. É um Duna que não entende, Duna.
Porque o Rodorowski queria, apesar de ele abraçar o aspecto mais lisérgico de Duna, porque afinal é o Alejandro Rodorowski, ele foge completamente da ideia de que o Messias, o Lissal Al-Ghaib, era uma figura negativa. Se você prestar atenção no roteiro, nas ideias que o Rodorowski fala, até mesmo no próprio documentário, gente, ele queria transformar o próprio filho no Paul Atreides.
ele não queria que o filho interpretasse o Paul Triggs ele queria transformar o filho na visão que ele tinha do Paul Triggs mas é um filme que fala sobre messianismo como uma arma porque desde o primeiro filme está sendo explicado que as Bene Gesserit elas implantaram essa noção junto aos framing elas criaram essa religião elas estavam cruzando as linhagens para criar o Kwisatz Haddrej O Waldo
Era uma profecia que estava sendo levada a ser cumprida por poderes superiores, entre aspas. Não por uma realidade superior, não pelo mundo pedindo isso, mas por uma organização que queria que isso acontecesse, daquele modo. Enquanto isso, só para fazer um paralelo com o que a gente estava falando do plano dos macacos, a gente tem uma figura religiosa que é o César.
Que ele surge de maneira orgânica dentro de uma sociedade. Que a mensagem dele é desvirtuada. No caso do Lissana Ghaib, a mensagem dele não é desvirtuada. O próprio Paul, ele afirma isso no filme várias vezes. Se a gente seguir esse caminho, vão ter bilhões de mortes. As forças políticas ao redor dele e as próprias ambições pessoais de determinados indivíduos levam ele a...
cumprir esse designio e o mais interessante pra mim é a figura do personagem do Javier Bardem porque ele sai de um líder político ele se transforma em um mentor pra depois se transformar em um seguidor fanático eu sei que a gente não vai falar de Matrix aqui, mas eu vejo o Stilgar e o Morpheus basicamente no mesmo caminho só que com destinos diferentes
Porque o Morpheus começa como um mentor, como um amigo, se transforma num seguidor fanático. O Morpheus em Matrix Reloaded é um seguidor fanático, assim como o Stilgar é um seguidor fanático no final de Luna 2. Mas enquanto o Paul Atreides se utiliza disso, mesmo sabendo que ele está reduzindo a figura de uma pessoa que era um líder inteligentíssimo, ele está reduzindo ele a um seguidor fanático, o Neo...
Ele diz, olha, toda essa questão do destino do escolhido, ela foi plantada. Não foi algo que forças externas criaram essa religião para controlar vocês. Não é algo que eu sou. Mas eu posso me converter em alguém que pode sim acabar com essa guerra.
É porque o Matrix e Star Wars e todos os outros, é um filme que acredita em heróis. Duna não acredita em heróis. A mensagem de Duna é basicamente que, enquanto estivermos esperando por heróis para nos salvarem, a humanidade vai continuar a mesma coisa, pode passar 10 mil anos no futuro, podemos esquecer que viemos da Terra, podemos dominar a tecnologia da presciência.
a gente vai continuar sendo os mesmos seres controlados, mesquinhos, estúpidos e suicidas. Eu acho até legal essa desconstrução da ideia do herói que o Frank Herbert faz na história, porque, assim, o Paul Atreides, ele tinha tudo mesmo para virar o típico herói de historinha de ficção, olha lá, Neo e Anakin Skywalker.
E, só que não, ele acaba sendo vítima de toda aquela profecia que foi construída em cima dele, porque se você for parar e pensar, ele é um menino novo, acho que quando acontecem os livros, ele tá mais ou menos com, o primeiro livro ele tá com mais ou menos uns 16 anos, ele tá bem novo, é um garoto que não sabe nada da vida, tá sendo treinado pra ser imperador, seguir o caminho do pai dele, e de repente ele é jogado no deserto com um bando de gente falando que ele é o messias.
E o Frank Herbert está lembrando a gente justamente disso. O cara que você acha que é o herói, que é o cara que você acha que vai vir salvar, ele é um ser humano. Ele é um ser humano. Ele também tem dúvida, ele também tem falha. Não dá para seguir sem pensar de forma cega essas pessoas justamente por causa disso. Paul Atreides é um ser humano. Pô, é um ser humano.
obviamente Duna e Duna 2 tem pra assistir na HBO tem pra assistir na Netflix acredite se quiser agora um filme que não dá pra assistir em lugar nenhum mas que talvez seja um dos filmes mais se você gosta dessa vibe que o Matheus não gosta de falar que o filme de ficção científica acerta as coisas e tal e eu concordo com ele, concordo plenamente o filme não acerta nada, ele só pega bases e aí
e reconstrói de maneira fictícia uma coisa que, de fato, acontece o tempo todo. Esse aí, você é só pra assistir, você liga o noticiário. Esse aí, o único jeito de você assistir é ligando no Jornal Nacional. Ou você pode ir no WhatsApp do seu tio. Entra lá que você vai ver esse filme. Se chama...
Idiocracia. É um filme que infelizmente, eu não sei o que acontece. Na verdade, sei. Eu acho que a galera esconde ele porque é como se fosse um espelho e aí ele faz muito mal pro ser humano, você olhar pro espelho. A importância da mídia física, Rogério Montanari. O diretor é o Mike Judy, que é o diretor de Beavis and Butthead, né? É o criador de Beavis and Butthead, é o criador de Leio do Pedaço. Pra quem não conhece, esse filme, cara, de...
Muito difícil de assistir. O único jeito é lá na bandeirinha. Ô, Joel, mostra aí pra galera onde que eles acham.
É sobre um cara que ele é meio burrão, ele é meio vagabundo. Ele é medíocre. Ele é completamente medíocre. É, ele é medíocre, ele é um Zé Mané. Ele é tão Zé Mané que ele decide, pra ganhar uma grana, ele decide, ele e uma garota de programa, eles entram pra um programa do governo lá dos Estados Unidos pra fazer um...
Lá nos Estados Unidos tem essa coisa, né? De você faz um... Você doa sangue, leva uma grana. Tem toda uma... Você vai fazer parte de um estudo científico, médico. Eles te dão uma grana e tal. E ele decidiu participar de um estudo científico do exército norte-americano. De criogenia. A questão de criogenia. É, isso. Que ele ia ficar dormindo, acho que era alguns dias. Alguma coisa do gênero. E aí ele, essa garota de programa, eles dormem.
E só que explode o prédio. Acontece alguma coisa que eles ficam presos lá dentro dessa geladeira.
Na verdade, eles são esquecidos pela burocracia. A burocracia faz o que eles seriam esquecidos. Quando eles acordam, o mundo está exatamente como está agora em 2026. Exatamente. Salva as devidas proporções, Rogério Montanari. Presidentes, lixo...
As pessoas não dão valor para nada que seja natural. É impressionante. Vamos dizer, o filme faz um trabalho de dizer, olha, pode soar um pouco exagerado, pode soar até um pouco preconceituoso o que o filme faz. Mas você tem casais de classe média alta não se reproduzindo, não tendo filhos. Não, vamos deixar para ter filho depois, minha carreira não está no ponto legal agora para ter filho, etc, etc e tal.
E o pessoal, o white trash, o pessoal que vive lá nos trailers, o pessoal meio burrão, se reproduzindo feito com eles. Esse ponto do filme é um pouquinho preconceituoso, por assim dizer. Esse filme, ele facilmente é acusado de ser eugenista por causa desse tipo de coisa.
Agora, a questão é que nessa reprodução exacerbada de pessoas não tão inteligentes, e aí vem a questão da agenharia que o Matheus colocou, e isso encaixa bem aqui, diga-se passagem, é criada uma sociedade no qual os valores americanos são colocados em primeiro lugar. O presidente dos Estados Unidos é um lutador de luta livre e atoporno, vivido pelo Terry Cruz.
que só quer saber de atirar, atirar, atirar, transar e dar porrada no pessoal. Cara, todos esses valores meio rednecks dos Estados Unidos acabam se tornando os valores mundiais. As pessoas são completamente idiotas, o serviço de saúde não funciona, nada, nada, nada funciona. E o cara que é medíocre acaba se tornando...
O homem mais inteligente do mundo. Por quê? Porque ele percebe que não é uma boa ideia você regar as suas plantações com o Gatorade. Mas tem eletrolitos. É o que as plantas querem. Tem que colocar um negócio que tá na privada, é isso? Tipo, água da privada? O muito louco desse filme é que ele é quase um aperte o cintos do Piloto Sumiu, só que infelizmente O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O
Infelizmente, você liga a TV e você vê as coisas que acontecem nesse filme. Porque as coisas que acontecem no Aperto, Cinto e Pelo, Sumiu, você não vê na vida real. Você não vê porque é uma extrapolação da loucura, do Corra que a Polícia Vem Aí, do Aperto, Cinto e Pelo, Sumiu, Locademia de Polícia. Tudo isso é uma extrapolação de ideias, né? E o Idiocracia também é, obviamente, uma grande extrapolação. Ele já tinha feito isso no Como Eliminar Seu Chefe, ele já tinha tentado fazer uma...
Ele faz uma crítica da América moderna. Só que aqui ele falou assim eu vou exagerar loucamente. E aí ele acertou e cheio porque é muito doido que é um filme que é quase desconhecido mas que sempre tem alguém citando esse filme. Estamos vivendo na idiocracia. Um detalhe que eu acho muito bom sobre esse filme é que tal como o Filhos da Esperança pode não parecer, mas sim.
ele funciona muito porque quem assiste ele não reflete sobre si. Quando perguntado, na época do filme, um pouquinho depois pro diretor por que ele acha que o filme era tão querido, ele falou que aconteceu um fenômeno surpreendente. Conservadores acharam que era um filme sobre liberais. Liberais acharam que era um filme sobre conservadores. Todo mundo assistiu, todo mundo gostou, mas eles não entenderam que é sobre todo mundo.
Não é só sobre um lado, é sobre os dois lados. É sobre os dois lados. Olha, este filme, infelizmente, não tem lugar nenhum para assistir, mas dá o seu jeito, porque vale a pena. Principalmente para você entender por que as pessoas, de vez em quando, falam assim Nossa, isso aí é tão idiocracia. Nossa, estamos vivendo uma idiocracia.
vão, assistam esse filme que vocês vão entender. Não é um filmaço incrível, mas é impressionante o quanto as ideias dele são visíveis no mundo de hoje. É uma loucura total. Ele tem multitela, lembra? Tem uma cena que o cara assiste televisão, só que ele assiste quatro, cinco programas ao mesmo tempo.
Se você troca isso Pra um cara cortando um sabonete Ou cena do Family Guy E uma outra coisinha É o YouTube Shorts Exatamente Apesar de ser uma comédia Provavelmente é o filme que você vai sair mais depressivo Dessa lista depois de assistir É uma comédia Mas pode ser um documentário Mais depressivo, Filhos da Esperança É
Vamos falar do que talvez concorra com o Filhos da Esperança como o melhor filme de ficção científica do último século e talvez de todos os tempos? Esse é um filme que não precisa de introdução. Ele é basicamente uma grande introdução. Se você não assistiu, apenas assista Mad Max Estrada da Fúria. E eu não me conformo com gente que não gosta. Mad Max Estrada da Fúria é aquele filme que você... Ele é o filme perfeito. Ele é perfeito.
Perfeito. Não consigo pensar em nenhum defeito. Não consigo. Tem um defeito. Aquela moto que tem gasolina pra andar 40 dias no deserto lá. Por que não? Porque é um defeito. Porque não faz sentido. Depende do motor, depende do tanque. Não faz sentido. Aquela parte ali, eu acho que ele falou assim, alguém escreve alguma coisa aí pra ter uma cena.
Já começa não fazendo sentido porque a gasolina deteriora, né? Nenhum carro andaria naquele futuro. Mas eu vou defender, eu vou defender porque é perfeito. Eu tinha uma moto que fazia 45 km por litro. Você bota um tanque de 50 litros, você anda um mês. É, mas... E aquela coisa, gente, tem uma coisa chamada licença poética.
Sim, mas é que eu tô falando assim, se existe um mínimo defeito que seja, um mínimo que seja, é isso. E ele não é nada, ele é porcaria nenhuma, porque esse filme é perfeito, ele tem uma das aberturas mais inacreditáveis, e aí quando você pensa que a abertura acabou, começa a outra abertura, que é basicamente a metade do filme, e aí de repente começa a outra abertura que é o final do filme. Esse filme é perfeito, tanto que ele conseguiu ultrapassar...
estourar todo tipo de bolha e ir parar no Oscar, tendo sido indicado para melhor filme, coisa que você jamais imaginaria que qualquer um dos outros Mad Max faria parte. Eu acho que não... Eu até gosto dos dois primeiros, não gosto do terceiro, Mad Max e tal, mas eu acho que são bons filmes e tal, mas nada, nada, nada se compara com Estrada da Fúria. É isso, cara. É correria, loucura, rock and roll na tua cabeça e...
Um bar do guitarrista cego tocando o tempo todo pra dar a moral na perseguição. Se for falar de mentira no filme, isso aí também seria um defeito.
Mas a gente tem que lembrar que Mad Max, como a gente já falou no podcast do Furiosa, Mad Max não é um filme pra você assumir literalmente. Ele tá sempre sendo narrado por alguém. É igual 300, do Zack Snyder. É alguém... A história está sendo filtrada pela imaginação de alguém. E o Mad Max tem um negócio que eu já ouvi muita gente falar isso já, que é um filme só de ação. É um filme que não tem história, só tem ação. E o George Miller é um mestre nisso. Ele faz desde o primeiro Mad Max. Toda cena.
É só ação, correria. Falam que é duas perseguições. Uma que vai e uma que volta. Durante toda a perseguição, no jeito que um personagem vira o volante, do jeito que ele segura uma arma, ele conta tanta coisa. Ele é um filme muito profundo. Mesmo você olhando ele, ele pareceu um filme extremamente raso.
É a perfeição. Pra mim é a perfeição. Não tem nem... Toda vez que eu assisto... Aí você... Ah, não. Agora fizeram a versão branco e preto que não é, né? Tem um... Como é que é o nome? Crom and Steel. É lindo do mesmo jeito. Eu prefiro o colorido. Mas é lindo do mesmo jeito. Aí tu assiste... Cara, é um filme... É o filme perfeito. Falando em filme perfeito, vamos falar da volta dos que não foram?
que ninguém, eu duvido, nem o Siqueira esperava esse. A obra-prima que seria esse filme aqui, Godzilla Minus One. Cara, Godzilla Minus One, eu fui assistir no IMAX na primeira sessão aqui em Fortaleza. Já tinha ouvido falar muito bem do filme, eu tinha amado Shin Godzilla, que é um filme que quase entrou nessa lista aqui também, mas é interessante que... O Shin Godzilla a gente vai fazer, o dia que a gente fizer...
os filmes políticos, os 30 maiores filmes políticos, a gente vai falar de Shin Godzilla. Pois é, porque o engraçado é, o Hideaki Anna fez um Shin Godzilla, um Godzilla que é tratado como uma tragédia, um acidente nuclear, alguma coisa que está acontecendo, e você está vendo o ponto de vista do pessoal que tem que resolver a situação no mundo real. E a capacidade ou incapacidade desse pessoal em resolver isso.
Já o Godzilla Minus One, ele é uma história tradicional do Godzilla, tradicional que eu digo de puxando os preceitos do Godzilla original, da metáfora da guerra, tudo isso. Porém, ele ancora isso, além de você ter um centro racional no filme, toda a questão do conflito, toda a questão do governo japonês, toda a questão do pós-segunda guerra mundial, você também tem um...
um impacto emocional. Você tem um protagonista que perdeu toda a família, que perdeu todo o senso de si, e que encontra um propósito em se tornar um pai e um marido. E que ele vê um fantasma do passado, que você pode colocar tanto o Godzilla quanto o estresse pós-traumático que ele sente da guerra.
ameaçando a existência dessa família. É um filme que funciona em várias camadas diferentes. Ele é um ótimo filme de monstro. Se você está querendo ver um filme de monstro destruindo a cidade, beleza, você tem isso. Mas se você for além da primeira camada e quiser enxergar um centro emocional e um centro racional no filme, você encontra, e você encontra mensagens fortes, tanto do ponto de vista humano quanto do ponto de vista político.
E é um filme que ele teve problemas com públicos em alguns países. Por exemplo, ele foi recebido de uma forma estranha, pra dizer o mimo, na China e na Coreia. Porque foram dois países que sofreram muito com o Japão na Segunda Guerra Mundial. Mas que é um filme que eu acho que ele também não esquece de colocar a culpa no Japão. É um filme que...
Ele bota muita culpa no Japão. É, ele faz isso de uma maneira leve, mas considerando que os japoneses preferem esquecer o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial ao invés de tratar do assunto, é um filme que eu acho que fez alguns japoneses questionarem o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial pra o pessoal tratar a gente desse jeito.
Ele é um filme que lembra o trauma... Quando se fala muito sobre Godzilla e tudo mais, se associa muito à bomba atômica e Hiroshima e Nagasaki, o que os americanos fizeram aos japoneses. E o Minus One reverte ao Japão, o que o Japão fez aos próprios japoneses. O filme todo bate nessa tecla que as consequências da guerra é por culpa do Japão Imperial. O Japão Imperial fez algo que causou aquilo.
E eu acho muito bom, porque a primeira cena do filme, aqueles dive bombers da Segunda Guerra, com o torpedo por baixo, que é assim, eu imagino como um coreano e um chinês se sentiu vendo aquilo, principalmente se ele tem um conhecimento histórico, porque...
é os aviões que o Japão usava pra bombardear esses países. Então ele começa com uma imagem de terror que o Japão causou em outros países. O Minus One, tanto que a gente tá falando da âncora, eu acho que é o primeiro, a gente viu, se não todos, praticamente todos os filmes do Godzilla, é o único filme do Godzilla que o núcleo humano, você não quer sair dele. No próprio Shin, eu amo Shin, eu até acho o Shin um pouquinho melhor do que o Minus One.
Mas na parte humana, você não liga pra aquela galera. Você gosta de ver o desenrolar político. Mas qual é o nome do personagem principal do Shin Godzilla? O político principal? O assessor mais jovem, mas você não liga pra ele. É a única vez que eu chorei dentro de um cinema foi assistindo Godzilla Minus One, a cena da chuva. A cena da chuva que não tem o monstro...
ela te arrebenta. É um filmaço demais. Pra mim, o Godzilla ele representa a covardia. Ele é a covardia do personagem, ele é a covardia do país, ele é a covardia do exército, ele é a covardia de... E é no momento em que você tem que enfrentar essa covardia pra pra... E é um filme que melhorar, né? Não tem governo, não tem exército, quem tem que resolver tudo são as pessoas.
As pessoas, eles fazem questão de nenhuma arma resolve a situação. Ele é justamente um filme, ele é um filme anti-guerra. Dos filmes do Godzilla, acho que ele é o mais anti-guerra que a gente tem até hoje. O Godzilla Minus One está na Netflix. Vamos falar agora de um filme que é muito querido. Wall-E é uma animação de 2008, da Pixar, como a gente já disse, é do Andrew Stanton, que fala sobre...
uma terra que foi totalmente poluída e os seres humanos foram embora, abandonaram o lixão pra trás e deixaram alguns robôs pra limparem a terra pra quando eles, pro momento em que eles pudessem voltar. No momento que a terra fosse novamente capaz de sustentar vida.
Só que isso já aconteceu há tanto tempo que os robôs já não funcionam mais e basicamente só tem um trabalhando lá, que é o Wally, que é um robôzinho super simpático, que é mais apaixonado pela humanidade do que a própria humanidade. E que o tempo todo que ele ficou nessa tarefa dele, ele adquire consciência. É algo interessante porque... Sim, mas porque ele se apaixona... Exatamente. Pela humanidade que ele...
que ele serve, digamos assim, mas sem nunca ter visto mais. Ele encontra objetos que relembram de como a humanidade era, das conexões humanas, dos sentimentos humanos, e ele acaba absorvendo isso na memória dele. Até um dia que chega uma robôzinha chamada Eva. A Eva é uma sonda que é enviada pela Axion, que é a nave que está... O cruzeiro espacial do mega conglomerado, que não é de maneira nenhuma baseada em um mega conglomerado que existe hoje em dia. Não, não, não. Não, não.
Não é! Não é! Não é um mega conglomerado que existe hoje em dia, tá? E que é enviada pra verificar se a Terra já ganhou condições de vida novamente. Quando ela descobre uma plantinha, tanto o Ollie quanto a Eva acabam embarcando numa jornada junto da humanidade pra reclamar o seu lar de origem. É um filme muito bonito. É, pra mim, sem brincadeira nenhuma. É a minha animação favorita da Pixar. A minha também.
É uma tremenda de uma ficção científica. E é um filme que, pela primeira meia hora dele, você basicamente não tem palavras sendo ditas. Você não tem diálogos. E é isso, né? É um filme que a humanidade se perdeu. E aí você tem um dos retratos mais tristes da humanidade, né? Do futuro da humanidade, né? Que é o conformismo.
que é o que a gente vive hoje em dia todo mundo com a cara enfiada na tela tô tendo meu copão aqui eu tenho a minha comida, então que se dane o resto do mundo e olha, só uma dica assistam o filme até o final fiquem pros créditos porque os créditos fazem parte da história do filme
Bom, filmaço, obviamente, está no Disney+. Agora, vamos falar de um filme que... Mais um daqueles que não tem lugar nenhum, que o João D. vai ficar bravo, que a gente falou dele, porque não tem lugar nenhum. Ele não gosta de falar de filme que não tem lugar nenhum. Mas você, você que está escutando aí, você que está assistindo a gente, você sabe onde encontrar. Você sabe onde encontrar.
Filme de Andrew Nicol, o Simone. Por que é importante falar de Simone? Apesar de ser um filme que não fez muito sucesso, não apareceu nos lugares. Se você quiser alugar na casa dos SICS, está lá. O editor já deixou o endereço aí. Joel colocou o endereço de novo aqui. Você pode ir na casa dele assistir. É o conjunto Palmeira, porra! Respeita a vara do nego, caralho!
É, deve estar com uma qualidade horrorosa, tá? Porque esses DVD aí de locação eram uma qualidade horrorosa. Mas é o seguinte, esse filme tem uma importância muito grande hoje porque ele fala sobre atores virtuais, né? E a gente tá falando do que hoje em dia, né?
tem uma atriz agora que foi contratada por uma empresa de casting pra fazer, comerciais, fazer filme, e é uma atriz totalmente criada por inteligência artificial. E isso é uma coisa que está se expandindo, a gente tem visto isso muito, principalmente com o finado Sora 2, que agora morreu, é um chat EPT, matou o Sora 2, mas...
Que a gente está vendo em outras... Não foi a Sora, foi o Sora 2, gente. Não fui eu. Não foi essa Sora. Aliás, que tristeza, hein, Sora. Você virou o nome de inteligência artificial, cara. Não tinha pensado nisso. Uma pessoa que falou lá no canal. A Sora está viva, estou vendo ela aqui. Eu falei, isso é karma por eles terem tentado copiar meu nome. Copiaram o seu nome. Acho que eles entraram na internet. É o Sora, boa, vou usar aqui. É, aí foi o karma.
e esse filme, o Al Pacino ele faz um diretor que tá procurando uma atriz na verdade ela tá com um problema com uma atriz ele tem uma ideia pra fazer um filme ele tem uma atriz que ele tem em mente só que essa atriz tá passando por alguns problemas
pessoais ali, e ele acaba, e aí ele acaba conhecendo um cidadão que criou uma atriz virtual, que ele pode usar lá e tal, e que ninguém vai perceber que ela se utiliza de, esse é daqueles bem assim, se utiliza de características de outras atrizes, de outras pessoas pra poder criar a sua própria... Pega os olhos de uma, pega a boca de outra, pega a... Isso, como uma tua...
Ah, pega o estilo da... O sorriso da Mary Striep. Ou, aliás, o choro da Mary Striep. O sorriso de não sei quem. E ele vai montando esse Frankenstein digital. E ele acaba criando a Simone, que é Simulation One, né? Ou, na verdade, o nome dela. Que acaba caindo nas graças do público, porque ela é realmente uma atriz fantástica. Só que... O que acaba acontecendo? Ele não consegue sustentar...
muito tempo isso, porque ele não pode dizer que está trabalhando como uma atriz virtual. Então, o que você vai ter desenrolado do filme é ele tentando esconder e tentando na verdade destruir a carreira dessa atriz e ele não consegue. Quanto mais ele faz isso, mais a mística sobre ela aumenta.
Tem uma cena nesse filme que é fantástica que ele decide acabar com a carreira dela fazendo um filme em que ele interpreta um porco. E aí ela chafurda na lama, come com a mão, assim. E aí ele fica no cinema só olhando. Agora já era, né? A hora que termina o filme, aí um cara levanta e começa a aplaudir de pé. Aí todo mundo...
e era ela chafurdando porque é um filme sobre a condição humana, Rogério é um filme sobre como nós estamos nos chafurdando no chiqueiro você não entendeu a Simone é uma atriz maravilhosa, é isso
muito falando com os tempos atuais, é um filme que o final não é dos mais felizes, tá? Já vou avisando. Como 90% dos filmes que a gente tá citando aqui, né? E falou de, ah, você vai pra esse caminho, né? Esse filme não tem lugar nenhum, infelizmente, mas você pode encontrar nos seus lugares de preferência. E na casa do Sequeira, de novo, endereço tá aqui embaixo. É o conjunto Palmeira Porra!
Quem for assistir esse, tem um filme que eu acho que é muito companheiro, que é o Congresso Futurista. É a mesma premissa sobre atores sendo digitalizados, mas ele vai para um caminho de que, uma vez que todo mundo pode criar a sua história perfeita para assistir, a humanidade deixa de ser humanidade. Isso é muito bem, foi muito interessante. É aquele que é feito de rotoscopia, não é?
Ele tem efeito de rotoscopia. Um pedaço é filme e outra animação. Um pedaço é filme, um pedaço é animação. Tem um pedaço que é Viagem de Ácido. É um filme bem legal. É tudo um pouco. Vamos falar do filme favorito do Matheus? Sim. Interestelar. Cop 1, Ficsão Científico do Matheus.
quase por mim nem entrava. Matheus, você não tem coração. O amor é uma ciência, Matheus. O amor é uma ciência. Sabe o que é pior? A única parte... Eu fiz um vídeo sobre Interestelar, não tem muito tempo. A parte que eu mais exalto de Interestelar é o final. É a parte que ele fala de amor. É a melhor parte sobre Interestelar.
tudo o que vem antes não me interessa em absolutamente nada. Ai não, mas que o buraco negro isso, que o milho foi plantado, não sei o que, eu não tô nem aí. Eu não quero nem saber. Se eu quiser ver isso, eu vejo o documentário. Eu não gosto de gente pipoca. Negócio chato do pincete. O Interestelar é um filme que, pra mim, cresceu muito. É um filme que eu revi muitas vezes.
E não sei porquê. Tem filmes que eu não gosto de cara e eu revejo eles não sei porquê e acabo gostando. Acaba caindo nas minhas gadas de alguma forma e eu acabo gostando dele. O Interestelar é um deles. Reconheço que tem vários... Eu sei que as pessoas são apaixonadas. Devem estar xingando loucamente aí o Matheus. Pode me xingar também. Fica à vontade. Vai xingar a Sora também? Pode xingar a Sora? Pode xingar a Sora também.
O problema de Interestelar é aquele que é o problema de Christopher Nolan. Ele é um filme auto-explicativo. Aliás, explicativo demais. Você que está assistindo, o Christopher Nolan não respeita a sua inteligência. Não respeita, exatamente. Ele quer ficar desenhando o filme para você. Então você tem cientistas e astronautas explicando coisas que o outro deveria saber um para os outros. Não, mas olha, o Cooper... E ele derrubou a explicação do Enigma do Horizonte. E ele derrubou a explicação do Enigma.
A única coisa que o Paul W.S. Anderson vai morrer dizendo eu fui casado com a Milano Jovovich e eu fiz a explicação do Inigo do Horizonte. É isso. As duas únicas coisas que eu vou ter no túmulo do Paul W.S. Anderson é isso. As duas coisas que ele conseguiu na vida. Casar com a Milano Jovovich e a explicação do Inigo do Horizonte. Ele também conseguiu uma coisa muito difícil. Fazer uma boa adaptação de jogo. O Mortal Kombat dele é bacana.
o Cooper, como ele caiu de paraquedas naquela história, ele funciona como uma boa orelha. O problema é que tem personagens que não deveriam ser a orelha no filme, que acabam sendo a orelha. Tem coisas que são difíceis de aturar, mas a trilha sonora é fantástica. Os efeitos especiais são incríveis. Aquela coisa de emular o 2001, muitas vezes eu... A primeira vez que eu assisti fiquei com raiva, mas depois entendi. Entendo como uma homenagem pro que o Kubrick fez, aquela coisa da nave girando e... E lembrando, quem dirigiu esse filme? Esse é o Spielberg.
Então, assim, eu com o tempo passei a gostar do filme, tá? Hoje em dia eu gosto do filme, entendo os problemas dele, eu gosto da ideia de como ele tenta passar pro público, como funciona aquela coisa do tempo e o quanto tempo é relativo e tal. E galera, é um filme que é relançado todo ano no IMAX, todo ano você tem um lançamento de... E faz sucesso loucamente, as pessoas são apaixonadas por Interstellar. Eles arrumam algum motivo pra relançar Interstellar no IMAX todo ano. E todo ano tá cheio.
Qual é o negócio do Interestelar? Eu entendo quando dizem que é a melhor ficção científica já feita. Porque a pessoa fala pra mim, ó, Interestelar é a melhor ficção científica já feita. Eu entendo o porquê a pessoa pensa, porque ele é um filme desenhado pra realmente agradar um público amplo que não está tão acostumado com a ficção científica. Pro público, não querendo falar que eu vejo ficção científica, mas você consome mais coisa... Cuidado que...
Matheus, cuidado que o monóculo chegou perigosamente perto aí, viu? Eu entendo o que o Matheus tá querendo dizer. Não que é um filme pra burros, mas que é um filme que usa tanta referência que você pega as referências e você fala, cara, isso aqui é uma colcha de retalho de referências. Se você assistir muitas coisas. Se você não assiste, tipo, a explicação do papel...
Caralho, que fantástico. Mas se tu já viu dois filmes de ficção científica antes, tu já viu aquela explicação antes, entendeu? Então assim, ficam umas coisas que acabam... Eu entendo o que o Matheus está dizendo e eu concordo plenamente também. Eu acho que falta um pouquinho de credibilidade do Christopher Nolan com a gente.
Sabe? Pra fazer os filmes deles. O Villanelleve, por exemplo, é um cineasta que ele confia no público que tá assistindo. Ele confia bem no público que tá assistindo o filme. O Nolan, ele sente a necessidade de... Ok, eu sei que o público geral de ficção científica vai entender isso, mas será que o público geral vai entender isso?
E o Nolan faz isso com um verniz que ainda assim deixa o filme intelectual. Então é um filme que você assiste, você tem as explicações, mas ao mesmo tempo você se sente inteligente por entender aquilo, sabe? E assim, queira ou não, gostando ou não, é um filme que fica na sua cabeça. Você fica pensando depois nos conceitos, aquela ideia do... Eu reconheço os problemas que o Nolan tem como cineasta nesse filme.
É uma opinião até bem popular, mas em quesito filme do Nolan, eu gosto mais do TENET do que do Interestelar. Eu gosto bem mais do TENET, porque ali eu acho que o Nolan faz o que ele faz de melhor, que é aquela ação, a ficção científica bem de ação, cheia de espetáculo, assim, aquela cena dos caminhões, assim, em volta do carro, aquilo lá o máximo. Acho que aquilo lá o Nolan é bom de fazer, sabe? Eu gosto mais do TENET. O que eu gosto do Interestelar O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O
É piada, né? Mas eu elogiei muito em Teleestelar no vídeo que eu fiz, porque ele é um filme maravilhoso. Eu só falo que ele não entra no meu top 20 melhores ficções científicas, porque eu assisti tanto filme que tem 20 na frente. Mas a mensagem dele, que, de novo, não é spoiler, mas a mensagem dele é de que não importa o quanto você acha que você só errou, não importa o quanto você acha que nada tem jeito.
Um dia a sua história, você vai poder ver a sua história fora da visão míope do agora. Você vai conseguir parar e refletir na sua vida como uma linha. E você vai entender. Eu faço sentido. Eu fiz sentido. Isso eu acho muito bonito, Interestelar. O Predestinado fez melhor no mesmo ano? Fez, mas eu acho que o Interestelar, nessa parte, ele é muito bom. A gente acabou colando dois aqui que são muito... São os dois queridinhos, talvez, dos últimos tempos.
E é o Villeneuve de novo. É roubada. Villeneuve tá roubado aqui. Não é roubada, é justo. E é a chegada de 2016, que é meio que um filme sobre linguagem na sua primeira camada, né? Sobre tempo. É um filme sobre linguagem. Mas também é um filme sobre tempo. Um filme sobre amor. Mais do que o Interestelar, é um filme também sobre amor. Eu acho que sim, né? É um filme sobre... É...
Resiliência, eu acho também, de certa forma. É uma história de primeiro contato da humanidade com alienígenas que usa essa questão do primeiro contato para falar sobre a linguagem, como ela funciona mesmo como uma ferramenta. No caso ali, o ser humano aprendendo a se comunicar com alienígenas que eles não fazem ideia nem de como se comunicam.
Não tem contexto histórico em comum, não tem um contexto linguístico, não tem nada em comum. São duas espécies. Exato. Nem assim de chegar e fazer símbolo com a mão, que é uma coisa que às vezes se vê em ficção científica, o cara chega para falar com alguém de outro planeta e faz aquele oi e o alienígena.
Às vezes até responde, né? Ele é assim, você é colocado diante de um ser que você não tem contexto nenhum e tem que desvendar o enigma ali da comunicação. Então, eu acho legal que ele usa essa ideia do... Acho que é teorema ou teoria de Sapir Wolf, que é uma teoria que diz que a nossa língua...
ela afeta a forma como nós pensamos. Nós aqui no Ocidente, a gente escreve as datas de uma determinada forma. E pessoas, se não me engano da China ou de algum outro país lá do Oriente... Não dos Estados Unidos, é mês, ano, dia. Aliás, é mês, dia e ano nos Estados Unidos.
Tem aquele ISO lá que é diferente. Mas tem uma língua que as datas não são escritas assim numa linha. Elas são escritas pra baixo, numa linha pra baixo. E essas pessoas, quando elas pensam em linha temporal, elas não pensam em linha temporal reta, assim, horizontal, como a gente. Elas pensam na linha temporal como uma coisa vertical, sabe? O filme ele usa essa ideia. No caso, é parte do que acontece ali com a Louise Banks no final do filme.
Tem uma pergunta que é feita pra Luiz, que é você agora tá compreendendo melhor a língua deles você tá sonhando também na língua deles porque altera a forma como ela enxerga o mundo mas ao mesmo tempo é um filme que também lida com como perdas podem ser necessárias nas nossas vidas. Será que viver um grande amor sabendo que você se privaria de viver um grande amor mesmo sabendo que ele terminaria em uma grande dor? É um filme que faz essa pergunta Boa noite
Ele é um filme sobre, eu esqueci, eu sei que é um conceito Nietzscheano, você falou no seu vídeo agora, eu vou esquecer. Amorfate. O Amorfate, que é o amor de si todo, de toda a sua história. Toda a sua história é a sua história. Então, por mais que doa, você saber entender que amar aquilo também é importante. É um contexto grande da linguagem do Nietzsche. É aquela coisa que diz que tudo que você é,
O que você é nesse momento é uma soma de tudo que você viveu e de tudo que você aprendeu. Então, se eu me arrependi de tal coisa, a sua vida seria totalmente diferente. Ele soma nessa questão também quem você vai ser. Porque para pensar como os alienígenas escrevem, eles escrevem... No caso dela, ela tem esse conceito, mas ela tem um conceito completo. Ela tem um conceito completo de vida.
Será que você sabendo como sua história vai terminar, você vai alterar alguma coisa nela? Você vai se privar de um amor pra poder se livrar de uma dor? Porque os alienígenas, quando eles... A escrita deles, a noção de tempo que eles têm é diferente. Então, quando eles fazem uma frase, eles sabem exatamente como a frase vai começar a terminar. Às vezes, quando a gente tá falando, isso acontece... Acreditem. Isso acontece muito comigo.
Eu vou falando e eu não sei como a frase vai terminar. Eu vou me levando até chegar no sentido.
Esses alienígenas não, eles sabem exatamente o que eles querem dizer e como eles querem dizer. É diferente do ser humano, porque a gente sabe como a história aconteceu, a gente tem noção do que aconteceu, do que está acontecendo, mas a gente não sabe o que vai acontecer. Os alienígenas não examinam o que aconteceu, o que acontece e o que vai acontecer, enxergando o tempo como se fosse um todo, não apenas uma fração. É algo muito único.
E que você aplicando isso numa história que tem um fundo emocional forte e num relacionamento, isso chega a ser poeticamente doloroso. Falando de tempo, vamos falar de No Limite de Amanhã, que é o dia da marmota do Tom Cruise.
versão ficção científica do dia da marmota basicamente ano passado eu pude assistir uma versão de animação do All You Need Skill aliás, esse ano, do All You Need Skill e honestamente não conversou muito comigo a animação o mangá conversou comigo eu não li o livro, eu gostei do mangá gostei do filme do Tom Cruise mas eu não gostei dessa animação que eu assistia não li o livro ainda, então eu não posso dizer se o livro original ia me atrair O zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum
A animação eu não vi, mas ela parece que é uma outra história, né? Não é a história do mangá, né? Utiliza o mesmo conceito do Dia da Marmota, entre aspas. Mas é como a gente pega. Você tem o mangá, você tem o livro, você tem formas diferentes de contar essa história. Soldado envolvido nessa situação, ppppppp, invasão alienígena e loop temporal. Você tem vários modos de contar essa história. Esse modo como o Tom Cruise contou, como o Doug Lyman contou junto com o Tom Cruise,
Me atraiu porque é uma história que pega um conceito pesado de ficção científica hard e aplica em um filme de ação, sem emburrecer demais o conceito, mas tornando o mais simples possível. Eu gosto da maneira com que a montagem desse filme funciona. Porque parece que vai ser uma coisa... Começa sendo uma coisa repetitiva, como tem que ser, e com o tempo você vai... Chega um momento lá que ela fala...
Peraí, quantas vezes você já me falou isso? Ele, mais de mil, sei lá, sabe? O cara já tá vivendo aquilo há eras e você não necessariamente ficou cansativo pra te ter seguido tudo isso. Então, assim, eu acho que é um filme, é uma ficção científica que eu acho que é muito divertida. Não curto tanto a solução final da coisa em si. Acho um pouco... O final é meu planeta, os macacinhos e bortos.
Acho meio preguiçoso. Acho meio preguiçosa a maneira que se encerra a coisa. Mas eu gosto muito do filme todo como funciona. Tanto o Interestelar, quanto a Chegada, quanto o No Limite do Amanhã estão no HBO Max, tá? Então tem muita coisa legal no HBO Max.
Um que tá em diversos aplicativos, principalmente aqueles aplicativos gratuitos que aparecem por aí, tá no Claro TV, tá no Pluto TV, tá no Runtime e também tá no Mubi, que não é gratuito, é o filme, acho que é o primeiro filme americano do Bon John Woo.
que é o Expresso do Amanhã, baseado num quadrinho bem famoso. Francês, né? Sobre um trem que percorre o mundo inteiro e ele não pode parar, porque se ele parar, congela. O mundo inteiro está congelado e a civilização humana está dentro de um trem que, obviamente, está repleto de castas.
Quanto mais pra trás no trem você tiver, mais pobre você é. E quanto mais pra frente, mais privilégios. Quanto mais perto da máquina, quanto mais perto do calor da máquina, mais elite. Ele diferencia bem do que a do que a HQ em si. Tem uma série que saiu na Netflix que não chega nem aos pés, na minha opinião, do filme e tal. Não, é.
É bem fraquinho, principalmente com atuações muito ruins e tudo mais. Aí se muda absurdamente a história, mas é o clássico luta de classes, né? Só que dentro de um local fechado. É meio que o...
distrito 9 faz, só que dentro de um lugar mais fechado ainda, né? Que é você colocar a civilização toda dentro de um espaço fechado e falar, e aí, vive? E ainda mesmo assim as pessoas conseguem se dividir em castas e achar que são maiores ou melhores que as outras. Não se consegue, né, Rogério? Será que o 3 só funcionaria desse modo?
Será que a humanidade não tem outra maneira de resistir, senão esse móvel? O trem funciona. Cara, pena que a gente não tá dando spoiler, porque eu queria falar sobre um negócio do final desse filme, que eu acho genial, que eu acho muito genial. É complicado, porque principalmente é uma grande surpresa quando chega. É, sim. A solução dele é genial. É muito boa e eu acho muito corajosa.
É, porque a sacada é que as pessoas que ficaram para trás, que estão nos vagões de trás, são as que entraram por último e entraram no desespero. Então, tem mais gente do que cabe lá. Só que, obviamente, que mais para frente do tempo teria espaço para todo mundo. Mas você não quer abrir mão do seu espaço.
E aí é só você ver, cara, avião aí, primeira classe de avião, lá atrás todo mundo apertado com o joelho no peito e lá na frente o cara dormindo numa cama, né? Então é aquela coisa de realmente quem tem pode e sobe em cima do outro, né?
Uma coisa que eu posso falar que não é spoiler é que ele tem, que eu acho também genial, tem uma luta que acontece no meio do trem. E é a luta mais difícil que o pessoal enfrenta. Quem está no meio, como a gente pode chamar, a classe média do trem...
É a que luta mais ferozmente pra quem tá abaixo não conseguir chegar em quem tá acima. Eu sempre achei esse visual fascinante. É muito foda. Esse é um filmaço, porque tem o Chris Evans, a galera não leva muito em consideração, principalmente... Ali foi pré-Capitão América, não foi? Foi, foi. Foi na mesma época, né?
Então não era um ator ainda que tava... Ele era aquele atorzinho que fazia os filminhos... E, mano, tu vai assistir, é um tapa na cara. Eu gosto muito das maluquices que o John Roo colocou no filme. Acho muito do... Gosto das maluquices que ele coloca. Aquela personagem da Tilda Swinton é muito bizarra, né? A Tilda Swinton é fantástica. Ela pode fazer qualquer coisa. Se ela fizer um par de sapato, ela faz incrível. Um sapato que você não usaria na cabeça, diga-se de passagem. Por favor, né?
Esse é o Expresso do Amanhã. Cara, se tu não assistiu, se tu gosta de Parasita. O Parasita é o Expresso do Amanhã pé no chão. É basicamente isso, entendeu? Falar de um filme aqui que a gente conversando antes, descobri que os senhoritos aqui embaixo não curtem tanto assim, que é o Sunshine Alerta Solar. Não, assim, eu gosto bastante. Só não diria assim, maiores ficções científicas. Não, mas é um filme muito bom. Por que vocês não... É o melhor roteiro do Alex Garland.
Que é do Alex Garland, lá do... Dex Máquina. Ai, outro dia eu tô repetindo aí na lista. Não, mas esse aqui é do Danny Boyle. Esse é do Danny Boyle. Eu ainda acho Aniquilação melhor.
Ah, sem aniquilação. E obviamente... Não, aniquilação é foda. Mas eu não pude colocar porque aí é do Garland, né? Aí eu ia ter que copiar. Já basta um diretor já, né? Dredd, eu também acho melhor do Garland do que a do... É um filme bom. É um filme bom. Ele dá uma puxada ali pra galera que gosta do terror cósmico. Ele tem umas sacadas ali bacanas.
A cena do sol... É muito foda, cara. Você sabe, a cena do sol é muito boa. É assim, pra quem não sabe, a história do filme é o seguinte, esse aqui é um daqueles filmes que a gente colocou aqui pra galera, tem uma galera que não sabe que filme que é esse. E é legal descobrir. Parece aquelas ficções científicas de nave, tipo Alien, que vai sair morrendo todo mundo e beleza. E na verdade não é, é um filme muito filosófico até.
O Sol tá morrendo e eles mandam uma nave pro Sol que vai jogar uma bomba, algumas bombas atômicas lá, pra tentar reavivar o Sol. Só que essa nave, ela perde contato com a Terra e ela não completa a missão dela. Então eles mandam uma nova nave pra tentar descobrir o que aconteceu com aquela primeira nave.
Na verdade, a outra nave foi cumprir a missão. Descobrir o que aconteceu é secundário. Isso. E aí, existe ali um fascínio. E aí, eu assisti uma série há pouco tempo agora. Chama Emergência Radiológica. É isso, né? Radioativa. Radioativa. Lá na Netflix que fala do Césio 137 e tudo mais. E um dos personagens, isso não é falado nessa série. O que acontece é que eu assistindo essa série, eu fiquei meio... Eu tenho uns problemas, às vezes, quando eu fico curioso com algumas coisas.
E aí eu fui procurar materiais sobre esse caso do César 137 que aconteceu em Goiânia, que foi o maior acidente radiológico que aconteceu, radioativo, na verdade, que aconteceu no mundo. Fora de uma usina. Fora de uma usina, né? É radiológico mesmo, se eu não me engano. O acidente é radiológico, mas a emergência é radioativa. É radioativa, é.
e aí uma das coisas que o dono, o que aconteceu foi o seguinte, vai fugir um pouquinho da história aqui, mas acho que é importante dizer
Essa era uma máquina que fazia... Raio-X. Não era raio-X, era... Radioterapia. Radioterapia, era. Uma máquina de radioterapia que ficou abandonada. E aí dois catadores acharam essa máquina, levaram pra casa, porque ela era feita de chumbo, consegue uma venda fácil em ferro velho. Eles tentam dividir pra poder levar de tão pesada, ela pesa 300 quilos, e eles levam pra um ferro velho. Chega no ferro velho, o dono do ferro velho compra essa máquina por conta do...
do material que ela é feita e tal. E aí, à noite, ele percebe que tem uma luz, ela emite uma luz, uma bela luz azul. E aí ele decide abrir a máquina de fato, porque ela não estava totalmente aberta. E aí ele decide abrir e uma das coisas que o... Vendo documentário sobre o que aconteceu, porque o material que estava lá dentro obviamente era radioativo, praticamente a cidade toda foi afetada de alguma forma.
Com poucas gramas desse material que tinha lá dentro, que era o Césio 137. Uma das coisas que um primo dele, um irmão dele fala, em vários documentários que eu vi sobre isso, é de que o Dono do Feio Velho se apaixonou pela luz... A frase que ele dizia era isso. Eu me apaixonei pela luz da morte. E eu acho que o Sunshine é muito sobre isso. É sobre você não entender e se apaixonar pelo que você não entende.
Porque tem essa questão que eu não vou falar, assistam o filme pra vocês entenderem o que o filme quer dizer e o porquê que isso tem a ver. Mas é muito sobre... Uma das coisas que falam sobre esse filme, Rogério, uma curiosidade que falam, é sobre o próprio Killing Murphy. Porque ele disse que na feitura desse filme, ele se descobriu ateu por conta de algumas coisas que acontecem na história.
É um filme que eu acho que é o espelho sombrio, mas não tão sombrio, do Devorador de Estrelas. Eu acho que daria até uma boa sessão dupla dos dois. E é um filme que tem um elenco incrível, tem a Michelle Leone no elenco, tem o próprio Killeen Murphy, o Chris Evans, fazendo um papel... Esse aqui foi um dos primeiros papéis sérios do Chris Evans. E foi assistindo esse filme que eu... Falar nisso, é o Chris Evans, né? Dos dois filmes.
Tá, esse cara pode fazer o Capitão América. Esse cara realmente dá pra fazer o Capitão América.
Pra mim é um filmaço. Pra mim é um filmaço. Ele tem um que é um pouco nilista, que existe um pouco nas obras de ficção científica do Garland. Ele tem um pouco do abandono britânico do Danny Boyle. E acaba gerando uma obra que pra mim é bem interessante.
Eu acho Sunshine um bom filme, um ótimo filme. Ele é bom, ele é bacana. O que eu não gosto dele, quem viu também vai saber do que eu tô falando. Ele dá um acontecimento, que tá ali mais ou menos no último terço dele, que ele dá uma guinada pra quase outro gênero. Sim, sim, sim. Porque até ali ele é um filme até contemplativo.
Eu não sei se era a intenção Eu não sei a impressão que me dá Executivo Falando, pô, a gente tem que dar uma acelerada Nessa parte aqui, porque senão a gente vai perder o público Bota isso acontecendo Eu também acho Eu sempre tô naquele momento Nossa, pera, o quê? Alguém olhou e falou, mas peraí, isso aqui não era pra ser tipo Alien? E aí Não é, né? Mas não era pra ser igual o Enigma do Horizonte Aí eu pego um pedacinho também E aí
O Sunshine está no Disney Plus, tá? Pra quem quiser assistir. O próximo filme é um... Na verdade é um romance. Mas ele se passa...
Num mundo do futuro, distópico, fudido, Estados Unidos na merda. Que se renasce a partir de distritos. A gente tá falando de jogos vorazes. A gente colocou aqui o primeiro, né? Que talvez seja o mais palatável de todos, assim. Mas, em compensação, é o que menos explora o mundo em si. É o mais romântico e o que menos explora o ambiente, assim. Até porque o que teve o menor orçamento, né?
Eu acho que é justo, porque querendo ou não, ele é o filme que botou o pontapé inicial na franquia que veio depois, né? E fez as distopias Young e Edults se tornarem febre durante uma década. Um crime que com certeza esse filme ainda vai ter que pagar por. Eu acho que o Acantiga dos Pássaros e das Sepentes seria um representante melhor da franquia aqui. Porque ele abraça melhor o gênero ficção científica.
Ele é mais pé no chão por se passar lá atrás, ainda dentro dos primeiros jogos, ainda na meioca dos jogos. Tem personagens que eu acho mais complexos. Mas o primeiro Jogos Horáceis, ele faz um trabalho muito bacana em apresentar a Catin Scapper, a protagonista da trilogia, quadrilogia, né? Porque o último acabou dividido em dois. Mostrando o quão...
Merda é a vida do pessoal que tá vivendo nos distritos e não na capital. Mostrando como a exploração da capital acontece. Sugando os recursos naturais dos distritos. E ainda exigindo esses tributos por conta de um conflito que aconteceu anos antes. São dois jovens, um menino e uma menina. Pra serem jogados basicamente em uma arena gladiatorial. É o velho pão em circo.
O Jogos Vorazes ele é o expresso do amanhã só que dos Estados Unidos porque Panem virou uma tripinha os Estados Unidos virou Panem que é na verdade uma tripinha dividido por esses distritos e eles vão pegando dois de cada distrito porque em algum momento esses distritos se rebelaram contra a capital e aí eles precisam pagar esse preço
E aí tem muita gente que... É provavelmente porque quem organizou assistiu o Battle Royale. Então... Eu vou repetir isso aqui nessa minha sociedade. Então, mas aí você pensa assim, tem gente que fala isso, né? Pô, copiaram o Battle Royale e tal. Mas, cara, a gente não vê Olimpíada, a gente não vê Copa do Mundo.
Você vai ver, a gente está falando de guerra agora, nesse tempo atual que a gente está vivendo agora, mas daqui dois meses, meu amigo, só vai ouvir gente falando de futebol. Mas a gente teve um presidente de um certo país que sugeriu que para o aniversário do país dois jovens de cada um dos estados fossem convocados para participar de uma espécie de Olimpíada?
Não é tão diferente assim do mundo real, né, cara? E é uma distopia dessas de que realmente quem tem a capital pode tudo e os distritos não podem nada. E eu vou dizer uma coisa. A Suzanne Collins, com o passar dos livros, começou a se afastar do romance e abraçou mais a distopia. E abraçou mais, exatamente.
É porque até eu li há pouco tempo o primeiro livro E ele é muito romance O filme até O filme segura a onda, tá? O livro é muito romance O filme ele dá uma aliviada Mas se você vai passando de livro pra livro O negócio vai ficando cada vez mais comprimido Vai ficando mais Inclusive o próximo filme, o filme que vai sair esse ano Na minha opinião Se seguir o livro, será o melhor filme de todos E o mais ficção científica E o mais, é fantástico, tá? Depressivo
O Jogos Vorazes está no Prime Video Pra quem quiser assistir E também tem pra alugar em outras plataformas
Vamos falar agora do cara que tá com tudo aí? Andy Weir. Que fez aí o... Escreveu, na verdade, Devoradores de Estrelas. Foi adaptado, por acaso, pelo mesmo roteirista do filme que a gente vai falar agora, que é o Perdido em Marte. Drew Goddard. Ele é um cara que entende as obras do Andy Weir. O Andy Weir é o interestelar dos escritores de ficção científica. Me recuso a elaborar.
Eu acho que é o seguinte, o Andy Wilde, ele traduz uma ciência mais hardcore. O Andy Wilde fica fazendo o que o pessoal chama, desculpa o termo, o pessoal chama de competence porn, que são protagonistas que são extremamente inteligentes, sabem tudo, conseguem resolver todas as situações e passam o livro inteiro explicando pra você cada coisa que ele tá fazendo. O Aaron Sork também gosta de fazer isso. O Aaron Sork com The West Wing, com Blue Zoom.
Mas olha, eu gosto de... Cara, se você pegar, por exemplo, Star Trek, Jornada das Estrelas, A Nova Geração, também é competência porn. Você tem um bando de pessoas altamente capacitadas resolvendo problemas complexos. E geralmente utilizando o Tecnobabble. Até vou dizer, o filme melhora bastante essa parte.
Porque no filme ele não fica tão de blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, eu sei isso, eu sei isso, vou te explicar, e blá, blá, blá, blá, blá. Não, e olha, vamos que convenhamos. Foge de Andy Weir jogando reje em mim agora. Olha, vamos que convenhamos. O Matt Damon, perdido em algum lugar, brigando pra ser resgatado, já virou um gênero em si. Isso é um gênero em si. Não, é pior, o perdido, o... Ele...
É o cara que a gente tem que ir pra algum lugar salvar em Interestelar e perdido em Marte, que saíram no mesmo ano. O resgate sonado do Ryan, também. A Odisseia sai esse ano, pelo amor de Deus. E o Backtable é o Odisseu.
Ele nasceu pra fazer esse papel, mas enfim. Existe um mecanismo que foi utilizado muito bem no filme, que é, você tem o ponto de vista da Terra, e com pessoas altamente competentes, carismáticas, que é importante, e que você se importa com elas. Cara, o Donald Glover nesse filme, ele tendo a ideia que acaba salvando potencialmente a situação toda...
Ele tropeça, você vê que ele não é exatamente uma pessoa com a cabeça toda parafusada. E o próprio Matt Damon aqui é um cara que passa literalmente anos sozinho. E os diálogos que ele tem...
são com o vídeo diário que ele deixa. Que é uma coisa que é importantíssima mesmo se ele morrer. Porque vai documentar toda a história dele. A gente já falou várias vezes aqui. Se teve algum tema que a gente colocou aqui, é sobre a necessidade humana de deixar alguma coisa que mostrou a sua luta. E...
Se você pegar pra pensar, os videologs que o Matt Damon deixa, eles são importantes pra duas coisas. Eles são importantes pra ele manter a própria sanidade e pra ele dar a impressão de que ele deixou algum esforço, deixou alguma história. Pra mim, Perdido em Marte é um...
um raio de luz no meio da ficção científica moderna porque ele é um filme altamente otimista, porque ele presume o seguinte, ele presume que se você tá no meio da rua seu carro quebrou no meio da estrada à noite, vai parar um estranho pra te ajudar e não alguém que vai te matar e levar seus pertences
Eu gosto dele, assim, porque, assim, eu li o... Lembra que a gente gravou o podcast sobre o problema dos três corpos? Uhum. Eu li os livros. E aquilo é ciência tuxada na tua cabeça. E muitas das coisas você simplesmente não entende. Por quê, cara? É, sabe, conceito de quatro dimensões, de cinco dimensões. É um negócio, assim, que você fica meio perdido. Apesar de serem livros ótimos, tá? Eu... O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O
Hoje em dia eu gostaria muito de gravar aquele podcast de novo, tendo lido os livros e entendido a história de fato. Assisti a série e gostei da série mais do que eu gostei na época e tudo mais. Mas aí quando você pega o Andy Weir, ele consegue, acho que, traduzir de uma maneira mais pop.
Acho que o interessante da escrita dele é não te fazer se sentir burro lendo o livro dele. Coisa que, por exemplo, o Nolan... Eu não concordo com a colocação de vocês do Interestalar, porque o Nolan coloca a gente como se a gente fosse meio burro.
E eu acho que o Weir não faz isso. Eu acho que ele entrega de uma maneira que você se conecta junto com aquele... Tipo assim, é como se ele estivesse falando olha, eu estou vivendo isso aqui e você está vivendo isso aqui junto comigo. Ele não está explicando para a galera no Perdi de Imagem, ele não está explicando para a galera da nave olha, eu estou fazendo isso e isso e aquele outro, entendeu?
Ele tá explicando, ele tá deixando um diário. Então faz sentido. O Andrew Weir, no cinema, eu acho que ele funciona bem. Justamente porque eu acho que os filmes eles pegam e sintetizam. O meu problema com ele é mais no livro. Eu acho que a escrita dele é muito assim... Além das piadinhas de filme da Marvel, que é tipo a uma a cada três segundos. Eu não sei, perdido em Marte, não li. Eu li só o Devorador de Estrelas. Além das piadinhas Marvel...
ele fica fazendo umas explicações que, diferente do problema dos três corpos, que você não entende, mas você sabe que tem importância ali, que o personagem está falando aquilo porque tem alguma coisa ali na trama, ele fica explicando por explicar. Tipo, é porque eu sei, porque eu sou cientista, então eu vou explicar aqui como é que isso aqui funciona. Isso que me incomoda na escrita dele, mas não é um problema dos filmes, tanto que eu falei.
Eu acho que o filme Devorador de Estrelas é melhor do que o livro e o Perdido em Marte eu acredito que seja a mesma coisa. O filmamento Boas Boas
O Perdido e March não é dirigido pelo Ridley Scott? É o Ridley Scott, é. Você falou do raio de esperança, também foi um raio no Ridley Scott, né? Porque ele tava guardando tudo que ele tinha, desde o Thelma e o Luiz que ele não fez mais nada, né? O gladiador, tá? O gladiador fez e depois não fez mais nada. Que deu certo. Eu não vi o último duelo.
O Matt Damon e o Adam Driver. Mas também no mesmo ano ele fez A Casa Gucci, que pra mim é uma das piores bombas que ele já fez. Perdido em Marte está no Disney+, tá? Pra quem quiser assistir. Próximo filme é um diferentão, mas é muito querido. Muito querido. Na época, ninguém deu muita trela não, tá? Depois ele ficou cult pra cacete. Brilho Eterno de Momento Sem Lembranças.
Tem um podcast especialíssimo Que foi feito há muito tempo atrás Quando eu não trabalhava ainda no Rapadura Mas que é bem emocionante sobre esse filme Sobre memória Um filme de ficção científica sobre memória Sobre será que Esquecer Vai te
acho que conversa até com o negócio da chegada, né? De você sobreviver. Aceitar o que você viveu ou preferir esquecer tudo e não... Exato, porque você aprende alguma coisa se você tiver esquecido os seus erros.
E é sobre um cara que, na verdade, ele tá se agarrando nas memórias porque ele se arrependeu de... Existe uma máquina que faz você esquecer as pessoas, as coisas que te deixam tristes. E esse cara, ele tá... Que é, por acaso, o Jim Carrey, né? Ele tá tentando apagar uma pessoa que ele se apaixonou, que é a Kate Winsley. E ele tá tentando... Depois de descobrir que ela tinha apagado ele. Isso, depois... Exato. Ele faz isso por birra.
E aí, só que conforme ele tá no meio do processo, ele decide que ele não quer esquecer ela, né? É um filme lindo. Eu acho esse filme maravilhoso, tá? Um filme incrível. É que pra mim ele ultrapassa até o... Eu acho que ele é mais um filme sobre... Eu sei que ele tem conceitos de ficção científica, né? Principalmente com essa história da máquina que te faz esquecer, né?
Mas eu acho que ele é um filme mais metafórico, né? É, eu diria que ele é mais um drama do que uma ficção científica, mas isso não tira dele o fato dele ser uma ficção científica. De ser uma ficção científica, sem dúvida, sem dúvida. O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças está no MUBI.
Então o Mubi tá com várias coisas aí e tem pra alugar nas outras plataformas. Vamos de Brasil agora? Brasil. Brasil também tem filme bom, o pessoal fala que não. Brasil tem filme bom. Agora só uma coisa, quem nasce em Bacurau é o quê? É gente.
Olha de boa pra mim. Sim, a gente discutiu aqui, certo? E eu tenho que dar os créditos aqui pro Matheus e pra Sora. Porque Bacurau é sim uma ficção científica. É sim. O filme se passa em um futuro próximo. O filme, ele tem como um dos seus pontos de roteiro o fato de que Bacurau é a pagada dos mapas digitais.
Portanto, deixa de existir, entre aspas. E o filme usa também o fato de que eles tentam disfarçar drones como algo alienígena, quando no fato são drones e tentam e julgam a população de Bacurau como um bando de ignorantes que não sabem o que é um drone.
E eles disfarçam, é até engraçado, que passa o OVNI, o cara olha e fala ah, não sei o que, eu vi um drone passando ali, tem esse negócio de imaginar o cara do interior como o burro. O burro, exatamente. O gringo vem pra cá, e nesse contexto que a senhora falou muito bem num vídeo que ela fez, é um filme de invasão alienígenas.
por todas as definições, é um filme de invasão alienígena, onde o estrangeiro é o alien. Afinal, alien, alienígena, significa o de fora, o estranho. E eles são destruídos por não querer entender a história do que ele está abduzindo, né? Do que ele está tentando abduzir, né?
É muito legal que esse filme fala sobre apagamento de uma cultura. Os caras chegam lá querendo impor a cultura deles sobre outra. Só que ao longo da história, você vai vendo que aquela cidade tem uma cultura que tem muitas coisas que aqueles gringos tinham também, sabe? E eles ignoravam completamente isso.
imaginar que a cidade merecia ser apagada, a história e tudo mais, e no fim isso volta para morder a bunda de todo mundo. O Bacurau é um filme que cresceu no meu coração com o tempo. Quando ele saiu, eu achei ele muito um filme Ninguém Solta a Mão de Ninguém.
sabe, um filme meio cirandeiro, sabe bem esse tipo de coisa. Eu achei ele muito exagerado em alguns pontos, aquela conversa que tem na mesa, dos caras conversando. Lá, quando ele saiu, eu achei um negócio tão estereotipado, tão muito, só que os anos foram passando.
E igual a gente falou, né, do Diocracia, em grupos de WhatsApp... A realidade bateu na porta, né? É, ele... Ele tava muito mais certo do que eu imaginei naquela época. Ele melhorou com o tempo, como um vinho, assim, ele envelheceu.
Ao mesmo tempo que ele é um filme que tem muita ação, tem essas coisas. Ele tem umas cenas que o simbolismo é maravilhoso. Acho que não é a mesma cena da mesa que você está falando, mas tem uma cena que o gringo chega, aí a mulher está com uma mesa com guisado e suco de caju, que são comidas ali da região, oferecendo para ele. E ele destrói a mesa, joga tudo longe.
É muito assim... É sobre isso. E se você for pensar realmente tudo desde o começo de uma invasão alienígena, né? Porque quando você tá assistindo um filme sobre alien, sempre você vai ter primeiro aquele sinal. Então, por exemplo, aquele tiro que o caminhão de água toma. Entendeu? Então, são pequenos sinais que você não percebe que o filme é sobre isso. E depois, você chega lá e...
Sem falar que é aquilo, é um futuro de stop que mostra na televisão lá pessoas sendo assassinadas. Executadas em praça pública. Num estádio e tudo mais. Bom, Bacurau está na Netflix. Pra mim, o melhor filme do Cleber Mendonça Filho. E pra mim, um dos melhores filmes brasileiros. Pra mim, é o segundo melhor dele. Terceiro melhor dele.
Meu Deus. Qual que você gosta mais? Vinyl Verde, Recife Frio e Bacurão. É que tu tá contando as curtas. Tô contando as curtas. É filme de qualquer jeito. Filme é filme. Pronto. De longa metragem do Kleber Mendonça Filho. Qual sua sua cura? Vamos falar de Kubrick. Aí você fala, mas Kubrick, peraí, ele morreu em 99. Como é que pode ter um filme do Kubrick? Dizem.
Tem um filme do Kubrick. Inteligência artificial. Pra quem não sabe, essa história já foi contada várias vezes, né? O Stephen Spielberg... O Kubrick, na verdade, procurou o Stephen Spielberg pra eles trabalharem em conjunto. O Kubrick gostava muito do Spielberg. E eles escreveram o roteiro juntos, basicamente. E por fax. Não só isso. O Kubrick quase enlouqueceu o Spielberg. Foi, porque ele mandava fax de madrugada. Mandou instalar uma máquina de fax.
pra trocar a ideia sobre o filme em casa, e o negócio disparava de madrugada por conta do fuso horário. De madrugada. E se você é daqueles tontos que falam o Spielberg estragou o filme do Kubrick, aquele final é do...
Kubrick, tá? Aquele filme... Aquele final não é do Spielberg, mas eu acho que é um filme que na época eu fiquei extremamente apaixonado e hoje em dia eu ainda gosto muito, tá? Eu sei que tem detratores no filme e tal, mas eu gosto muito da... do lirismo, é quase um Pinóquio do... do Spielberg e do Kubrick.
É, exatamente. É um filme do Pinóquio. É um filme do Pinóquio. É, de fato, é um filme do Pinóquio. É um filme sobre o ser humano não sabendo lidar e não tendo responsabilidade com o que cria, né? Que é basicamente o que o Gepetto faz, né? Ele faz a porra do Pinóquio, o Pinóquio sai por aí pulando e... E a mesma coisa que o Victor Fankenstein também faz, né? E o Gepetto fica lá...
O Gepetto fica... E não consegue resolver nada. Mas é... Uma primeira tentativa de falar de robôs nesse século, né? E eu acho que ele faz de uma maneira que... Eu acho o filme muito triste, tá?
Você vai ficar mal, vai ficar pra baixo. Eu chorei pra cacete quando achei esse filme. E olha, seria bem pior, porque enquanto no filme o David, que é o robozinho interpretado pelo Hallad Osment, ele prepara o café da mãe do jeito que a mãe queria. Cara, no roteiro original, ele prepara o drink dela, sabe? Por conta da perda da perda, entre aspas, do filho. Ela tá ali alcoólatra e tudo, então...
Ainda foi amenizada. Muita coisa foi amenizada. O Spielberg deu uma seguradinha nas coisas que o Kubrick talvez colocaria, né? Toda aquela cena lá no mercado de carne, na feira de carne, entre aspas, que é aquela coisa bizarra que existe lá, meio Mad Max, além da Cúpula do Trovão, no qual os humanos destroem robôs descartados, seria bem pior, porque precisa ter uma sensibilidade de Spielberg pra colocar alguém que se importaria de fato com o robôzinho lá, porque ele parece humano.
Agora, até o nome do filme, aí, o David era inteligente desde o começo, desde que ele é primeiramente ativado. Mas o que faz dele de diferente, a capacidade dele de amar genuinamente. E aquela coisa, é um amor irreversível. É por isso que é um amor de filho pra uma mãe.
Porque é um amor irreversível, é um amor que você não consegue desfazer. E é por isso que é um filme sobre responsabilidade afetiva, né? Exatamente. A única forma de desfazer esse laço seria destruindo o David. E Ai, Ai, é amor em japonês. Então, é um título muito bem pensado, porque fala de amor e fala da inteligência artificial. O David é um personagem fascinante. O Jigolo Joe... O Ursinho é fantástico. O Ursinho é basicamente o Grilinho.
O Grilo Falante. Sim, mas tem o Digo de Janeiro. Não é esconde, né? Eu acho legal que por causa da fotografia ele tem um aspecto de sonho, né? Isso! Eu ia falar, a fotografia desse filme é loucura, tá? É a coisa mais linda. Porque é simplesmente o Spielberg, um dos maiores diretores da história do cinema.
Tentando emular a fotografia do Kubrick, outro dos maiores diretores da história do Júlio D.C. Gente, quando eles estão chegando lá no distrito da Luz Vermelha, as estradas são como mulheres com pernas abertas e eles entrando lá. O filme tem uma direção de arte fabulosa. Eu adoro o Diego Lodio do Jude Law, porque ele representa não o amor puro, ele representa a massívia.
Então você coloca o David na jornada junto dele, pra mim faz todo sentido. E existe uma... Por conta da convivência do David com o Diego Lodio, existe até uma relação meio que de irmão mais novo e irmão mais velho ali, que eu acho muito interessante. É um filme. E eu acho que ele... O David, ele desperta coisas.
nos outros robôs que eles não têm. Ele seria, por exemplo, se a gente tivesse colocado aquele eu robô, que a gente não colocou aqui, eu acho que ele seria aquele líder do eu robô, sabe qual é? Aquele que vai liderar as marcas, porque ele consegue realmente criar essa empatia de outros robôs com ele. Eu acho esse filme fantástico. O Inteligência Artificial está no Paramount Plus, tá? Vamos falar do Tom Cruise de novo. E vamos falar do Spielberg de novo? Minority Report, a nova lei.
Cara, adaptando ninguém menos que Philip K. Dick, um dos maiores escritores de ficção científica. Mas olha, aí eu preciso dar uma pegada no pé. Eu gosto muito do filme, eu adoro o filme, na verdade. Porém, aqui sim eu não tenho como defender o último ato. Porque o filme tem um ponto de encerramento perfeito pelo ponto de vista do Philip K. Dick. Se o filme fosse do Philip K. Dick, o filme ia terminar num ponto. Mas como é um filme do Spielberg...
O film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had been film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had film had
o filme ganha um pouco mais de tempo pra se ter um final um pouco mais positivo. É, eu sei exatamente quais são os dois... O ponto que você falou que o Felipe Cadique acabaria a história, exatamente. Sim, ele acabaria ali, com certeza. Eu sei exatamente o ponto que você tá falando. Eu também. A câmera até faz assim, ó.
E muda como se fosse o final. Mas não, o filme continua. Eu não tô dizendo que isso deixa o filme ruim. O que eu digo é, o que acontece desse ponto pra frente, isso é totalmente Spielberg. É totalmente Spielberg. Agora, o que acontece dali pra trás é muito o Philip K. Dick. Você tem todos os tropes de algo o Philip K. Dick. Você tem um protagonista arrebentado. Você tem um cenário que, apesar de realista, é um cenário distópico. Por quê?
Eu concordo muito com o personagem do Colin Farrell nesse filme. Porque pra mim o pré-crime, ele poderia funcionar até certo ponto. Mas não existe punição sem o crime anterior que a defina. O ditado do direito é não existe crime sem lei anterior que o defina, mas também não existe punição sem o crime anterior que defina essa punição. E nesse caso, o máximo que você poderia acusar esse pessoal é de tentativa.
Porque a tentativa foi, de fato, impedida. Eu, como advogado, assisti nesse filme, eu sinto dores. Embaixo da cama, atrás da cama, com uma tesoura na mão, ele vai fazer alguma merda. É tentativa. Não, o que ele vai fazer, ele vai. Até ele fazer... Não, ele tá assim, ó. Ele tá assim já quando os caras entram no... É tentativa, pô.
É tentativo, não, é consumado. Assim, o personagem do Tom Cruise, ele é um cara que acredita nesse sistema, porque acabou a taxa de crime, agora ninguém é assassino. E é um sistema que poderia ter salvo a vida do filho dele. É porque ele tem uma questão, ele tem a questão do filho, então ele quer que acabe por causa disso.
Todo mundo vê como um sistema perfeito. Só que aí, assim, é perfeito até a hora que eu tô sendo acusado de um assassinato que eu ainda não cometi. Não, e é perfeito até a hora que você começa a questionar esse sistema. Porque você tem três precogs, que são essas pessoas que estão sendo torturadas 24 horas por dia. Isso é muito Felipe Gay Dick mesmo, né, cara?
Uma pessoa torturada pelo bem do Estado. Do Estado. Do Estado judicial ainda. É perfeito, né? É, que o Felipe quer dizer que o negócio dele são as realidades manipuladas, né? E é justamente isso. Um sistema, ele parece perfeito. Mas aí, quando ele está apontado para você, talvez ele não seja mais tão perfeito assim. E a questão é justamente essa. Você pega o cara que está mais defendendo o sistema.
e joga o sistema contra ele e se ele conseguir fazer o que é provar a inocência dele, ele destrói o sistema que ele mesmo defende de maneira tão aguerrida o dilema que é ótimo, você tem uma direção de arte que o espelho procurou futuristas pra tentar prever de formas, sim, de formas exageradas mas de formas que fossem mais pé no chão, como seria o futuro uma das coisas que pra mim foi prevista com sucesso total, foi a questão de você tá passando no meio da rua tá passando no meio da rua
Câmeras detectam seus olhos, jogam para vocês anúncios de marketing feitos especialmente para você. Cara, você está navegando na internet. Ele puxa o seu histórico de compras. Ele puxa o seu histórico de compras. Meu amigo, não puxa nada. A gente estava conversando naquele dia. Ah, você saiu, você não estava lá. A gente fez uma live aqui outro dia. Ficou eu, o Jurandir e a Fernanda conversando e a gente estava falando sobre plano de saúde.
Não sei o que, plano de saúde. De repente, meu Instagram começou a me entregar plano de saúde, cara.
Não adianta falar que alguém no meu IP procurou. Porque ninguém no meu IP procurou nada. E eu não procurei nada. Não, procurou. O Google te responde quando você fala, ok, Google. Ele só te responde. Mas para ele te responder, ele está te ouvindo o tempo todo. Não.
Não, é inacreditável, cara. E aí, só a última coisa pra gente falar do Minority Report, é que saiu aí uma cópia bizarra esse ano aí, que é o Justiça Artificial, que tenta ir na mesma ideia de uma inteligência artificial, só que é uma inteligência artificial que também pré-detecta crime. E detalhe, defendendo esse sistema. E aí também é o cara que criou e ele também tem que lutar contra o sistema. Cara, é muito copiado. Só que...
passa um pano pro negócio. Que é bizarríssimo. Pra mim, bateu o meu trailer desse filme. Pra eu não querer ver o filme. É igual o Guerra dos Mundos também da Amazon. É um filme pro... Os dois são filmes pro megacorporação. E os dois são da Amazon, aliás. Só que tem um detalhe. Pelo menos, o Justiça Artificial, ele te faz o favor de colocar um contador no cantinho do filme pra dizer quanto tempo falta pra aquela bomba terminar.
Continuando o Tom Cruise, será que pode a gente falar que esse filme é ficção científica?
Então vamos falar assim, gente, o filme tá na lista, mas não é com motivo nenhum. Só colocamos assim. Ele tá na lista, mas ele não é uma física científica, gente. O Vanilla Sky é um filme baseado no Preso na Escuridão, um filme do Alejandro Amenabar. Esse é na década de 90, então não posso puxar o original pra cá, mas o Vanilla Sky é de 2001. O Vanilla Sky conta a história de um cara vivido pelo Antônio Cruz que tem uma vida aparentemente perfeita.
E se tem uma coisa que ele não tem é nenhuma responsabilidade emocional pelos relacionamentos que ele cultiva por aí.
Nenhuma. Certo dia ele sofre um acidente terrível e fica completamente desfigurado. Até que aparece um cirurgião que, olha, posso te curar e tudo. E a vida dele aparentemente continua perfeita. Ele é apaixonado, inclusive, por uma moça muito bonita, vivida pela Penélope Cruz. É, começam a acontecer umas coisas esquisitas.
Ah, dá pra falar que é de ficção científica por causa desse negócio do cara consertar o rosto dele, pô. O rosto dele é todo... Ferra muito o rosto dele. E ele é todo bonitão. Eu tô curioso, né? E aí, de repente, ele volta. E aí ele tenta ser um cara melhor. Ele tenta ser mais empático com as pessoas, com as mulheres que ele se relaciona. Só que, de vez em quando, dá uns curtos circuitos nele e ele não entende o que tá acontecendo.
É um filmão do Cameron Crowe. Eu gosto dos dois. Gosto do original e gosto do Cameron Crowe. Eu tendo a gostar mais do Cameron Crowe porque eu acho ele mais pop. Até porque o Cameron Crowe era viciado em música. Isso, aí tem as trilhas sonoras. As influências musicais do Cameron Crowe acabam vazando dentro do filme.
O original é mais depressivo. É uma cena, no iniciozinho do filme, que o Tom Cruise vai andando numa cidade, e é uma cidade enorme, cheia de outdoors, cheia de vídeo passando de propaganda, e fica tocando uma música, é muito atmosférico, porque a cidade é toda vazia, e ele andando, aquele hiperestímulo de informações, mas não tem ninguém, só tem ele. É uma cena muito maneira. É bem iniciozinho do filme.
eu também tenho mais penhando mais pro lado do Vanilla Sky do que do Preso na Escuridão eu gosto mais ele é Kurt Russell e eu gosto muito do Kurt Russell por que será né Matheus? por que será né Matheus?
Quem tá assistindo tá vendo. Tá vendo, tá vendo. Agora vamos falar do Villeneuve de novo, porque, né, não tem como. Pode pedir música, fantástico. Três filmes dele. O cara não bastou fazer a adaptação impossível, ele foi lá e fez a sequência impossível. Ninguém acreditava que uma sequência de Blade Runner seria boa. E o cara foi lá e foi...
Falou. Toma uma ótima sequência de Blade Runner. Toma a sequência que bate cara a cara com o filme original aí pra vocês. Porque o Blade Runner é um filme, o Blade Runner de 2049, é um filme que eu feste cheio de expectativa porque o Blade Runner, o original, quer dizer, uma das versões original, uma das versões original, que eu nem sei qual é. Vamos dizer que é a Final Cut.
Sou absurdamente apaixonado por ela, né? Então, eu fui assistir esse filme com muita... Sendo do Villeneuve, tendo o Ryan Gosling, tendo a volta do Harrison Ford, que a gente sabia que ia ter. Então, assim, eu fui assistir o filme maluco e eu detestei. É aquele opalão que passa de vez em quando.
Aquilo me irrita de uma maneira e tal. Só que esse filme, assim como o Interestelar, sabe-se lá Deus porquê. Eu juro que eu não entendo. Eu juro que eu não entendo. Porque normalmente, quando você não gosta de alguma coisa, o que você faz? Você foge dela. Você não assiste mais. Mas esse filme, eu acho que eu fico tentando entender porquê que as pessoas gostam. E eu passei a assistir ele muitas vezes. E também é um filme que com o tempo, eu fui gostando mais dele.
Sou tão apaixonado quanto vocês? Com certeza não. Pra mim, eu acho que ele tem alguns problemas. Eu acho que ele...
ele tenta demais copiar algumas coisas do original mas sem encaixar direito com a história que ele tá contando mas eu gosto dessa história do cara que acredita ser o salvador, sabe? e que começa a não entender o papel dele dentro daquilo e essa parte toda eu acho sensacional e tal mas tem algumas coisas que pra mim não funcionam tão bem, eu detesto um vilão lá, o... Neander Wallace Overnote
É, mas o ator lá, o Jared Leto. Não, eu acho que o ego do Jared Leto, ele casa com esse personagem de maneira perfeita. Exato. Foi uma escalação perfeita. E a Love, ele é legal porque ela é um contraponto total ao personagem do Kay. Enquanto toda a jornada do Kay é focada nele descobrindo o que ele realmente é, né? Porque ele meio que no início ele...
Tem essa esperança de talvez eu seja de verdade. Até uma coisa que conversa com a história do Pinóquio. Talvez eu seja um menino de verdade. Ele fica com toda aquela esperança quando ele descobre a história do filho da Rachel e tudo mais. Não vou falar muita coisa assim, porque, né, sem spoilers. E a Love, ela já é alguém assim, que abraça aquilo, mas de um jeito que não liberta, mas de um jeito que aprisiona ela. Eu sou uma criação...
E eu tenho que obedecer o meu criador. Não importa o que aconteça, não importa as minhas aspirações. O Blade Runner 2049 é um filme sobre propósito. E isso é muito... O Blade Runner é assim. O 2049, eu acho que pode acontecer o que hoje é. Se você focar na coisa errada, você não vai gostar daquele filme. Se você for...
para pegar certa coisa relacionada ao original, ele não vai funcionar. Dou um exemplo aqui, e se alguém que está ouvindo aí é fã do quadrinhos na sarjeta, o link está errado sobre esse filme. O link não entende ficção científica. O...
Eu brigo direto com ele no WhatsApp. Ele mesmo, ele não gosta do Blade Runner porque ele acha que o 2049 responde o final do filme original. Mas isso é 10%, nem isso, 5% do 2049. Ele é um filme que se você quiser que ele fale da mesma coisa do de 82, ele é um fracasso.
Tem uma fala do personagem do Jared Leto, que ele diz que toda a sociedade foi construída nas costas de massa de escravos. Você ir para as mitologias mais básicas dos seres humanos, que é a busca de um milagre, a busca de um ser milagroso, dentro desse mundo infernal que é criado em Blade Runner, porque como a gente está na Terra, a gente não vê as colônias, então a gente só vê esse inferno que a Terra se tornou por conta da ação humana. Então a gente tende a ficar mais do lado.
Dos replicantes aqui. Até porque o nosso protagonista aqui. É assumidamente. Um replicante. Ao contrário do que aconteceu em Blade Runner. Que é o doceano original. Então você já fica do lado dos replicantes aqui. Você sente uma certa simpatia. E a simpatia que ele tem. De sair de uma arma de alguém. Que foi feito para caçar os seus próprios semelhantes.
que também você consegue encontrar análogos a isso dentro das histórias mais básicas das mitologias humanas, até ele se convencer de que existe um milagre que pode libertar o povo dele, ele ser contactado por pessoas que acreditam nisso, na força desse milagre, é trazer pra história de Blade Runner, trazer pra dentro da trama de Blade Runner, algo que pra mim complementa aquele discurso do...
Tudo que eu vi são... Lágrimas perdidas na chuva. Porque aqui você está ampliando a mitologia, utilizando mitos humanos para criaturas que, do ponto de vista do Tyrell, do ponto de vista do personagem do Jared Leto, são sub-humanos.
pra mim, é um filme sobre libertação, é um filme sobre ele brinca com essa questão do milagre, do escolhido e brinca de uma forma muito elegante pra mim, essa é a continuação possível eu tenho muito medo do que a série da Amazon vai fazer
Talvez só aconteça igual aquela Black Lotus que ninguém nem lembra que existe mais. Mas era legalzinha. É, era legal só. Era legalzinha. Mas a questão é que você traz uma continuação em live action dentro do universo de Blade Runner. O que o Villeneuve fez foi jogar uma bomba ainda maior pra quem fosse fazer uma continuação. É, pelo menos, assim, eu não sei se já saiu a informação que ela vai ser continuação. Vai. Vai ter que lidar com os acontecimentos de Blade Runner 2049.
Porque pode ser que eles façam igual aqueles quadrinhos que tem. Não sou prequels, é continuação mesmo. É. O 2049 é tão bom que ele tem um diálogo que sintetiza tudo o que Blade Runner é sobre. O K pergunta pro Deckard. O seu cachorro é de verdade? E o Deckard fala, eu não sei, pergunta pra ele.
Isso também é a alma do que Blade Runner sempre falou sobre. Vamos falar do James Gray e o seu Ad Astra. Aí temos Brad Pitt fazendo aí o astronauta procurando o papai.
Pra mim, esse é o anti-2000. Dead Issues. Dead Issues. É literalmente um anti-2001. É o Dead Issues no espaço. A ideia do 2001 é tese e antese. Só apostas. Só apostas. E por isso que eu gosto mais do Ad Astra em questão de tema do que do 2001.
Porque o adiastro, no fim das contas, ele pede algo que a gente está falando bastante entre esses filmes que a gente está discutindo, conexão humana. Ele pede para olharmos para baixo em vez de olharmos para cima. Quando as coisas se tornam desesperadoras, a gente está aqui.
E ele também é poético, porque se você for pensar de uma perspectiva, assim, existe um certo simbolismo religioso. O personagem do Brad Pitt, ele basicamente está indo atrás do pai no céu. No caso, no espaço, mas... É parte de toda a descoberta e transformação do personagem. Muito bonito. Eu adoro James Gray. Ele é o apocalipse now no espaço.
Eu adoro James Gray, mas eu detesto esse filme. Acho chato pra porra. Ele propõe uma coisa que poucas ficções científicas têm a coragem de propor. E se nós formos isso? Se somos só nós? Se não tiver... Exatamente isso. E ele não vê isso como niilismo. Ele é um filme que começa niilista e volta otimista.
Ele tem muito do contato, que é do George Foster também. Tem, sim. Ele é oposto. Ele também é anti o contato. Ele é sobre aqui. E se a raça humana parar de procurar essas respostas em algo superior e começar a dizer... Começar a procurar dentro de si. Eu gosto muito dele. Eu acho que a cena da Perseguição na Lua é incrível.
Eu gosto muito daquela cena de perseguição. Eu gosto muito desse filme. O Rogério eu acho chato. Eu gosto pra caralho. Falou em Lua? Vamos falar de Lunar. Que é dirigido por ninguém menos do que o filho do David Bowie. O Duncan Jones. O filme de um ator só. Sam Rockwell fazendo 300 personagens dele mesmo.
É um cara sozinho na lua. E é isso. E aí você começa a... Tipo assim, ele tem um trabalho que ele precisa fazer todos os dias. Faz o negócio dele. Mas não tem um momento de prazer. Não tem nada. Ele não tem nada. Ele não tem ninguém. Não tem ninguém para conversar.
E aí ele começa a pensar, será que isso tá certo? Será que o que eu tô fazendo aqui é certo e tal? E, cara, é um filme intimista e ao mesmo tempo que é um socão no meio da sua cara. Ele faz o trabalho dele melhor do que um filme que saiu recentemente.
Sobre um assunto parecido. Eu acho que ele lida melhor com essa questão do ser humano ser uma máquina, ser uma engrenagem na máquina e uma engrenagem solitária do que um filme que saiu recentemente de um diretor muito conhecido. Eu não ia falar pra ele dizer porque é spoiler, né, Rogério? Não, não. Nem no Lunar, não vou falar, mas nem no Lunar é. Não é. O que acontece no Lunar, acontece nos primeiros 15 minutos. É rápido, é. O negócio é meio... O spoiler é outro, na verdade.
O grande plot de Cristo é outro. O Lunar, pra mim, levanta uma questão que eu acho fascinante. Se você conhecesse você há 20 anos atrás, você seria capaz de se amar? Você vendo você no seu pior, no seu mais agressivo, sabe? Pensando, refletindo sobre si mesmo. O que você sentiria se visse esse reflexo? Ele tem tanto uma parte trabalhista quanto uma parte filosófica muito boa.
Essa parada do trabalho, do trabalho eterno, é um negócio que pega forte, pega forte demais em mim, assim, tipo, é você... A gente pode pegar até ruptura recentemente que tá lidando também com... Sim, exato, de você tá trabalhando o tempo todo sem, sabe, ruptura é muito isso, de fato, muito isso.
O Lunar, infelizmente, só tem para alugar, você pode alugar tanto no Prime Video quanto no Apple TV Plus, quanto na Claro TV. Ou você também pode, de novo, Joel, por favor, coloque o endereço aí, se você quer. E aí, falando em solidão no espaço, vamos falar da Sandra Bullock, perdida? Gravidade. Gravidade. Quatro, outro repetido.
Ai, outro diretor repetido. É verdade! Cara, esquece o que eu falei no começo sobre... A gente não tava repetindo. A regra se foi, anarquia! Agora que eu percebi que a regra foi toda pro espaço mesmo. Literalmente!
O Cuarão, olha, a primeira vez que eu assisti esse filme foi numa sala IMAX e eu tava meio sozinho na sala, sei lá, foi um dia de semana, e aí eu tô vendo aquela tela preta, aquela terra, aquela coisa bonita, assim, mas, meu, e aí, né? Aí eu vejo uma coisinha lá, em 3D, 3D no IMAX, aí vejo uma coisinha lá no fundo.
Aí vem uma coisinha, vem... Devagarzinho, devagarzinho, devagarzinho, é... Aí chega na tua cara o George Clooney. Aí ele passa pra lá. Eu falei, eu vou amar esse filme. Eu vou amar esse filme. Olha, eu lembro do Barreto falando que assistia esse filme também no nosso Alimax. Fábio Barreto, antes que participante do Rapadura Cast, ele dizendo que o que pegou nele foi o som. Porque nessa mesma cena ele tava lá, aí começou a ouvir um rádiozinho.
Sim, você escuta um rádiozinho lá bem baixinho, porque ele tá ouvindo música, né, o George Clooney. Pô, alguém ligou um rádio aqui, é isso? Eu tenho...
problemas com alguns conceitos dele que eu acho simplistas demais. Aquele bagulho dela em posição fetal, sabe? Aquela coisa meio... Eu não gosto quando a metáfora se explica. Eu acho que... Quando a metáfora se explica... Ela é óbvia demais, sabe? Sabe quando... É bom, às vezes, você dar um tempo. É bom você... Deixa a pessoa pensar um pouquinho na cabeça dela. Não joga tão na cara. Por exemplo, eu tô vendo...
muita coisa sobre Devoreuses de Estrelas, e a gente tá falando muito sobre isso, porque quando a gente tá gravando esse podcast, o filme tá no cinema, e tá fazendo um baita sucesso, e tem várias coisas ali, que por mais que o Andy Weir seja o cara que escreve muito sobre as coisas e tal, o filme, ele deixa algumas coisas pra você, e que você, sabe, que ele não precisa ficar explicando, e aqui, por mais que às vezes ele não explique falando, o Cuaron, ele, diferentemente do que ele faz lá no primeiro filme que a gente falou,
Filhos da Esperança. Aqui ele entrega demais a metáfora que ele quer contar, sabe? Da mãe, do renascimento, sabe? Então, essas coisas, elas me deixam um pouco meio... Eu preferia que não tivesse. Eu acredito que é um pouco assim, por conta da escala do filme, o Filhos da Esperança parece ser um filme que não era tão assim...
pensado pra ser um blockbuster, esse já foi. Então, acho que nisso o diretor perde muita liberdade em relação a certas coisas. Talvez ele seja obrigado a seguir certos padrões, né? Eu não sei, porque, na verdade, eu acho que até ia ter mais disso. Eu tava pesquisando e eu descobri que, na verdade, o filme ia ter muito menos ação do que o que a gente vê na tela.
E quando eles passaram pro pessoal do estúdio, o pessoal do estúdio falou, peraí, tá muito parado. Odeio essa palavra. Entre aspas. Tá muito parado. Por isso que tem tantas vezes que a nave lá, a estação espacial, cruza com ela e vai, explode, e vai, e se pendura e tal. O que você no cinema assistindo... Essas cenas são bem feitas, dicas que passaram. É maravilhoso. Eu amo, sendo muito sincero, é a minha coisa favorita do filme.
Porque eu acho que essa parte, a parte metafórica e óbvia demais, me tira um pouco, assim, que eu fico meio assim, ah, pô, sério mesmo, tipo, ela cai, ela vai levantar, tipo assim, ela saindo da água, sabe, aquela coisa meio, tipo assim, ah, o início da vida na Terra, ah, de marítimo virou, sabe, falar, Guarulho, sério mesmo que tu tá nessa, mano, sério.
Mas é um filme maravilhoso, tá? Na minha opinião, pelo menos. Não sei o que vocês acham. Eu gosto muito de Gravidade, cara. E eu adoro George Clooney, então vem comigo. Gravidade está no HBO Max, tá? Vamos falar agora de um filme que a gente falou do Coerência, né? Que é o filme que está no Prime Video, que é o filme que a galera está no TikTok, que está no Instagram e assiste, porque isso aí vai explodir a sua cabeça e tal.
Esse aqui é o outro, só que de uma outra época, que nem tinha o celular ainda. E a gente já estourava a cabeça. Tentando entender esse filme que ninguém entendia. E acho que até hoje, muita gente, a maioria das pessoas não entende. Donnie Darko. Donnie Darko que, cara, existe... O filme que fez um bocado de gente baixar MP3 de Mad World. Sim. O que tem de vídeo explicado de Donnie Darko, procura isso. Donnie Darko explicado no YouTube.
Tem muito. 40 bilhões de vídeos de Donnie McQueen. Eu nunca achei esse filme difícil de ser entendido. O que acontece na história, não vou falar, mas você entendeu. É tão fácil de entender. O que aconteceu é fácil. É mais complicado de você entender o que ele está tentando te falar. Eu penso assim, a mensagem básica é assim, o mundo é cão, as pessoas são terríveis, aproveite a vida. É isso.
Eu sempre vi o Donnie Darko um pouco mais niilista. Eu sempre vi ele como... Sabe quando você acha que às vezes o mundo seria melhor sem você? Sim. Talvez seria. O Matheus falou, beleza, você consegue entender ali e tal. Mas assim, não sei se uma pessoa que não é tão letrada em ficção científica e tal, não sei o que, consegue terminar o filme entendendo não só o que ele quer dizer, mas também a história. Porque...
Ele bota umas coisas no meio que confundem essa trajetória, isso que você tá falando. Que é uma trajetória, de fato, né? Porque eu acho que essa visão, assim, que o Matheus falou, sabe? Ah, que, assim, talvez na perspectiva do personagem ali, né? O Donnie.
Talvez se eu não existisse, as coisas seriam melhores. Na verdade, eu acho que o filme mostra o contrário, sabe? Ele mostra, assim, que não importa o quanto ele mude, não importa as reviravoltas que ele cause, o mundo é isso aí, então, sabe? Destino. É. Basicamente é um filme sobre destino. O mundo é cão. Se tem uma série de games que é muito especializada em Dwayne Darko, pra mim é Life is Strange. Life is Strange não existiria sem Dwayne Darko.
Basicamente é isso. Eu não consigo nem dar uma sinopse direito. Porque, olha só, a sinopse que tem aqui a inteligência artificial que deu. Um adolescente problemático começa a ter visões de uma figura misteriosa que prevê o fim do mundo. Envolvendo em eventos ligados à viagem no tempo e universos paralelos. É basicamente isso. É isso. É o que dá pra falar. É o que dá pra falar sem ter spoiler. Esse filme é que é... Tem o Jacob McGillie, o Sam de Irmãos.
Cara, esse filme tem... É a última... É o último papel... Tem no Prime Video pra assistir. E é o último papel do Patrick Swayze, cara. É o último filme que o Patrick Swayze fez. É muito doido, tá? Eu acho que vale a pena. É um daqueles filmes que vale a pena você assistir e tirar suas próprias conclusões. E também é daqueles filmes cujo o diretor depois não fez nada relevanável.
Ele tentou, na verdade, fazer um Megalopolis. Ele tentou com muito afinco. Ele tentou fazer um Megalopolis dele e não conseguiu. Por último, a gente deu uma roubada. Porque a gente escolheu Animatrix.
E Animatrix é meio que, hoje em dia, se sai Matrix hoje em dia, seria uma série. Né? Com certeza. Seria uma série da HBO, da Warner, com episódios que iam sair e tal, não sei o quê. Mas na época que ele saiu, ele saiu como um filme. Não de cinema, ele saiu como um filme de home video, né?
DVD. Isso. Ela é uma teologia de histórias que se passam dentro do mundo da Matrix. Eu acho que evoluem aquele mundo de formas completamente diferentes e com cineastas diferentes. Você tem, por exemplo, o pessoal da Square que tinha feito o filme do Final Fantasy The Spirit of the Teen.
Fazendo o último voo de Osiris. Que se liga diretamente com o Matrix Reloaded. E é mostrado em animação extremamente realista. Essa desgraça desse filme era pra ter passado, esse primeiro, no Apanhador de Sonhos, lá do Stephen King. Que é um filme tenebroso. Sim.
que é baseado num livro. Eu fui ler o livro pra ver se era tão tenebroso. E o livro é tenebroso também. Parabéns, Stephen King. Tu escreveu um lixo e alguém resolveu adaptar o lixo que tu escreveu. Era pra esse filme estar. Porque nos Estados Unidos ele passou junto com as sessões de...
Era um jeito de fazer a galera assistir aquela porcaria. E aqui no Brasil não rolou. Aqui no Brasil foi no SBT. Não rolou, mas bem depois, né? Bem depois. Você tem a Segunda Renascença, que é sobre a... Esse é inacreditável. Que é uma pérola, as duas partes são incríveis, sobre a ascensão das máquinas e sobre o começo da guerra. A Segunda Renascença. Nossa, que surpresa. A culpa foi dos seres humanos. É.
Como o mundo de Matrix se tornou aquele mundo. Então tem toda... E a animação dessa parte é maravilhosa. Lembra muito aquele clipe lá do Purgen, do Devolution? Do Devolution, né?
Meu, lembra muito. Cara, o diretor é o Mahido Maeda. Pra mim, é uma das melhores animações de anime que eu já vi na minha vida. Eu acho que a Animatrix é uma prova que um dos maiores erros da franquia Matrix atualmente é ficar persistindo na história do Neo. Exato! Dá pra se correr pra tudo quanto é lado. Até as Watchows que acham isso é a mensagem do Matrix 4. É. Basicamente. No caso, a Lano, né? Porque é...
A Lily não quis nem saber da história A Lily preferiu o silêncio Agora dentro do que se conectam com O filme, Matrix, de fato a gente tem o Segundo A Renascença, a gente tem o Último Roll de Orisíris e tem o Garoto A história do Garoto que é aquele Moleque chato que fica na banda do Neil durante Zion inteira Que é a história de como o Neil Ajudou ele a sair da Matrix A gente tem outras histórias como a do Corredor Cara, a do Corredor é incrível Porque mostra um ser humano comum E aí
como entre aspas, é um atleta de alta performance que por conta da sua concentração ele começa a se libertar sozinho da Matrix. E os agentes ficam desesperados tentando resolver essa situação. Você tem a história de detetive que é um detetive particular e essa é do Shinichiro Watanabe, criador de Cowboy Bebop. Fazendo culto de Matrix. São todos, é, menos o primeiro que é do Andy Jones, né, que é o feito em CGI, todos os outros são de diretores japoneses, né.
Pois é, e esse é sobre um detetive particular contratado pra encontrar a Trinity. Sabe, são curtas que utilizam de imaginação pra ampliar aquele universo. Não é pra reduzir o universo pra uma única história. Mas ampliam. Eu, como eu falei, eu gosto da forma como Matrix lida com a história do escolhido. Eu gosto da solução que é encontrada. Mas...
Aquele mundo é tão mais interessante do que a Nabucodonosor. Sabe que até mesmo o Entertainment Matrix, que mostra a história da tripulação da Naiobi, acaba sendo interessante porque a gente está vendo outras pessoas lidando com o universo de Matrix. Não só a tripulação do Morfios. Cara, imagina se fizesse um filme da segunda renascença.
Meu Deus do céu. Tu sabe quem tá escrevendo o próximo Matrix, tu sabe? O Drill Goddard. É, depois desse último Matrix eu não vou... É, o Matrix é uma franquia que a gente tá... Parece que tá meio caçada já. É, já... Por isso que eu acho que é interessante você ter uma outra cabeça pensando nesse universo. Eu acho que o Drill... Do mesmo jeito que a gente teve o Animatrix, eu vou encarar o que quer que o Drill Goddard faça, eu vou encarar como expansão. E eu espero que seja uma expansão.
Eu imagino que até a Lana, se ela tivesse tido liberdade, ela não ia voltar nessa história do New e da Trinity. Ela não queria. O filme fala vai ter Matrix 4, os criadores querendo ou não. E no final a gente fala você quer ficar repetindo a mesma coisa? Repete, fica preso nas mesmas histórias. A gente vai buscar coisas novas. Matrix 4 é anti-Matrix.
É o anti-Matrix, exatamente. O problema é que esqueceram de avisar as pessoas. Porque assim, eu acho honesto o artista fazer o que ele quiser. Mas eu acho desonesto quando o público é enganado por conta disso, entendeu? Aconteceu isso com o Matrix 4, aconteceu isso com o Coringa 2. São duas obras de artistas que...
que hoje em dia não entendem mais a experiência original e que decidiram se vingar do material de alguma forma. O problema é que você fica no meio desse tiroteio, porque os caras querem atacar, e por acaso os dois são da Warner, né? Os caras querem atacar a Warner e você pagou o ingresso pra ir assistir isso.
Olha, o Coringa 2 eu gosto. Fica para outro dia. Eu defendo esse sônio. Não, não. Agora, o Matrix, o problema para mim é que, assim, na parte que era a Alana comentando essa questão do Matrix, usando até aquela metalinguagem que ela bota ali e tudo mais.
Tava muito boa. O problema é que no meio disso ela quis botar uma história de Matrix igual a todos os outros que já teve nos filmes anteriores e pra mim isso é o erro do filme, porque essa história nem encaixa na outra que ela tá contando. Não, sabe uma história que seria bem bacana ser contada, que tá dentro do Matrix 4? A questão de você ter seres humanos e máquinas que tão querendo prosseguir juntos pra criar um mundo melhor, enquanto você tem facções que querem ainda manter o conflito porque só conseguem só conseguem entender aquilo.
É uma história bem melhor de ser contada do que, sabe, aquilo. Anotaram todas as dicas aí. Tem um monte de filme, óbvio, mas tem um monte de filme aqui que a gente deu uma escapada. O Animatrix, por acaso, vocês ficam reclamando aí, é porque agora o Paramount vai comprar o Warner e é isso.
Por exemplo, Animatrix não está lá no HBO Max. Por quê? Não tem a menor ideia. Vive entrando e saindo lá. Só tem para alugar. Você pode alugar tanto no Prime Video quanto na Apple TV. Mas dentro do Warner, onde deveria estar junto com os outros filmes todos de Matrix, Animatrix não está. Por isso que é muito difícil, que é importante. É. Espero que vocês tenham anotado...
todas as dicas aí. Se não anotaram, vai estar aí no corpo do no YouTube lá. Vai estar tudo bonitinho. Vai estar na descrição do vídeo. O Jorandinho vai escrever tudo bonito lá. Vamos aqui agradecer o Central Pandora. Finalmente! Central Pandora voltou. Não acredita!
Já estávamos com saudade de gravar com vocês. Caraca. Deve ter o quê? Mas quase um ano que a gente não grava junto. Faz quase um ano, cara. É verdade. Teve aquela vez que eu chamei vocês e aí estava rolando um temporal absurdo na área de vocês. Aí a gente não conseguiu gravar junto. Aí depois teve uma outra vez antes também que a gente não conseguiu gravar junto. Não lembro por quê. Mas agora estamos juntos. E essa quase deu ruim também. Quase.
quase, hoje foi quase gente, muito, muito obrigado fala aí do canal de vocês aí, onde a galera encontra o Central Pandora então, nós que agradecemos imensamente pelo convite, muito, muito bom participar aqui, e quem gosta de ficção científica, ou estiver procurando mais dicas, né, de mais filme, série, e lá a gente fala de tudo livro, jogo, filme, série, é uma bagunça uma grande bagunça de ficção científica, Central Pandora no Youtube, só procurar o ETzinho lá E aí
E o YouTube é a nossa principal rede, né? A gente tem o Instagram lá, onde a gente posta algumas coisas, umas bastidores, mas o nosso é o YouTube. Procura lá no YouTube Central Pandora. Se você quiser ouvir podcasts, mais podcasts, você gosta aqui do Rapadura, quer ouvir mais podcasts, a gente tem um Patreon, a gente tem o Sala VIP, que é um local onde a gente faz podcasts sobre filmes específicos.
Mas a gente fez sobre todos os filmes do Oscar, os 10 filmes indicados ao melhor filme do Oscar. Inclusive aquela tranqueira de Frankenstein a gente fez. Aliás, eu acho que era de Frankenstein que a gente chamou vocês, lembra? Era o Frankenstein que vocês não puderam participar. Poxa, eu não pude comparecer pra defender o filme. O time pro Frankenstein ficou meio desfocado aqui, só. Ficou desfocado. Eu ia defender esse Frankenstein. Não!
ainda bem que eles não puderam tem vários filmes lá então assim, assina o Sala VIP é bem baratinho na verdade e você vai ter no mínimo 4 podcasts podcasts a mais aqui do que o gratuito que a gente já faz aqui, tanto em vídeo quanto em áudio, então é patreon.com barra rapaduracast
E você vai ter aí mais conteúdo do Rapadora na sua casa. E o bacana do Patrão é que você consegue escutar também no Spotify. Você consegue linkar no Spotify. E tanto escutar quanto assistir no Spotify. Ou no próprio aplicativo do Patrão, que é um aplicativo bem legal também. É isso. Nos encontramos na próxima semana. E tchau!
Boa noite!