T21 | EP10 — Modernidade
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- A sobrecarga de lançamentos musicais no Spotify e o cansaço do consumidorSpotify·Overestimulação·Fear of missing out (FOMO)
- A determinação de sabores e preços em aplicativos de delivery e a limitação de escolhaiFood·Pizza·Direito do consumidor·Preços
- A crítica à modernidade que desconsidera a realidade da desigualdade socialModernidade·Dinheiro físico·Desigualdade social·Acesso à internet
- A crítica ao capitalismo e a hipocrisia de influenciadores milionáriosCapitalismo·Patreon·Trixie e Katya·Consciência de classe
- A falta de preços e higiene em supermercados e a desvalorização do consumidorDireito do consumidor·Supermercado·Preços·Higiene
- A limitação de vegetais e a falta de troco em serviços de delivery como Subway e iFoodSubway·iFood·Direito do consumidor·Troco
Hello and welcome back to Ansiolíticos, o podcast onde eu falo boatos e também fatos. Deixa eu falar uma coisa para o Spotify. Tudo bem, gente? Quer dizer, tudo bem, gente? Muito que bem, eu estou bem. E vocês, né? Ajuda aí o podcast. Temos Pix e PayPal caríssimos de Las Vegas na descrição. E compartilhem, mandem para as pessoas, façam aí, sigam no Spotify, que é muito importante seguir, puxem a notificação, tá? E aguardem, porque eu não tenho dia certo, eu volto quando eu posso, tá?
So, thank you for waiting, obrigada por esperar. Spotify, negócio é o seguinte: Vamos parar com esse negócio de lançamento toda sexta-feira? Vamos parar, já tá bom, né? Já deu, já deu. Estou cansada, estou overstimulada. Sabe o que que é overstimulada? Eu estou overestimulada. Todos nós estamos. Já é clichê, todo mundo fala disso na internet. Ai, porque hoje em dia tá todo mundo no celular. Ai, porque hoje em dia ninguém tem, presta mais atenção nas coisa.
Ai, porque hoje em dia o povo tem problema de focar nas coisas. Ai, porque com muitos streams. Então eu sei que é clichê, mas eu estou cansada, Spotify. Eu estou cansada de toda sexta-feira ter 400 milhões de músicas novas. Eu estou cansada. Aí você fala, Ju, mas ninguém tá te obrigando. Que o povo tem essa, né? Aí eu acho incrível, eu acho incrível, gente, a burrice do ser humano nunca para. Nunca. Eu acho tão assim, chega a ser, a pessoa não faz um esforço para pensar um pouquinho.
É que às vezes a gente tem que parar de dançar quadradinho de 8 e pensar um pouco. Porque tem gente que fala assim, ai, é você, ninguém tá te obrigando. Minha filha, você é burra? Você é o quê? Você acha que alguém precisa me obrigar para eu poder reclamar? E outra, minha filha, vamos dizer que você— eu vou explicar para você porque você é muito burrinha, tá? Vamos dizer que você é médico e você gosta de medicina, se tem, e você gosta de ler livro de medicina.
Se eu falar para você que toda sexta-feira vai sair um livro novo, você não vai ter interesse nenhum porque você não gosta, né, de medicina. Então por que que você teria interesse de ver, de conferir Né, gente? Vamos explicar pra burra que existe uma coisa chamada interesse. Por a gente ter uma coisa chamada... Uma atração por coisas que a gente gosta. Será que a gente tem que explicar isso aqui, Enkor? Que a gente tem uma atração automática por coisas que a gente gosta?
Ah, tá. Porque ela tá ali falando, ninguém é obrigada, você não é obrigada. Ninguém tá te obrigando a ouvir as músicas. O argumento que as pessoas falam é esse. Mas eu nem entendo argumento burro. Não é só porque eu gosto dessas músicas que eu vou, que eu quero 700 vezes. Não sejam burros de um caralho para não ser burra de um cacete. Se você tem interesse numa coisa, você vai ficar com a fear of missing out, você vai ficar com a fome.
Com a fomo, você vai ficar com a vontade de ir lá ver pra você não perder, porque você gosta. Queria eu odiar tudo no planeta, meu maior sonho. Ju, mas você odeia. Queria eu odiar tudo. Pior que isso. Pior, né? Mas eu queria odiar tudo, assim. Eu odeio que eu tenha interesse nas coisas. Deixa eu falar uma coisa pra vocês. Aprendam uma coisa na vida de vocês. A pior coisa que você faz na sua vida é ter interesse em qualquer coisa.
Qualquer— você começa a perder na vida quando você tem interesse em alguma coisa. Gente, essa frase é tão importante, eu vou tatuar ela: você começa a perder na vida quando você tem interesse por qualquer coisa. Eu acredito nisso 100%, 100%, eu acredito, eu acredito, eu acredito. Você gosta de um jogo, você vai se foder. Você gosta de uma música, Você vai se foder. Você gosta de um filme? Você vai se foder. Você gosta de internet?
Você vai se foder. Você gosta de computador? Você vai se foder. Tudo que a gente gosta, a gente se fode. Você tá gostando daquela pessoa? Já tá se fodendo. A gente se fode por gostar das coisas. Eu queria não gostar de nada, mas como ser humano, a gente tem que dar aquela, aquela, como é que é, dopamina para o cérebro, aquele trem. A gente tem que ficar naquele negócio. De dar alguma coisinha. Claro que eu vou me policiar para não dar da forma errada, né?
Para não ficar igual esse povo aí que fica aí rodando de um vídeo para o outro, que eu jamais faria uma coisa dessa, jamais. Eu escolho o meu tempo, eu escolho o meu destino, como diz Britney. Eu escolho o meu próprio destino. Você não vai jogar para mim o que você quer que eu veja. Eu vou escolher o que que eu vou ver. Eu vou abrir o YouTube, eu vou escolher, eu vou escolher que vídeo que eu quero ver. É assim que a gente tem que consumir internet.
A gente não tem que ficar as pessoas jogando para a gente o que a gente deve ver. Ninguém vai jogar para mim o que eu devo ver. Eu vou ver o que eu quiser. Ninguém vai ficar jogando: olha aqui, uma hora uma história triste, outra hora uma história feliz, outra hora uma pessoa morrendo, outra hora um animal morrendo, outra hora uma história feliz. Não vai ter dó nesse, no tal do doom scrolling. Mas eu tô focando no Spotify, que a Inca falou, para eu não entrar muito naquela outra parte, que já tem muitos muitos podcasts falando disso.
E eu sou um podcast que eu gosto de variar dos outros podcasts. Eu não gosto de falar do que o povo tá falando, eu gosto de falar do que trazer coisas novas, como reclamar de conteúdos saturados que ninguém nunca falou na vida, né? Então eu estou cansada, Spotify. Vocês vão ter, né? Eu sei que eu não vou mudar o mundo, eu sei que minha opinião aqui é só uma opinião, mas eu estou cansada. Eu estou cansada, eu estou saturada, eu estou cansada, eu estou cansada, eu estou cansada, eu estou cansada, eu estou cansada.
Porque eu fico com interesse. Pautas importantes, eu vou ter que postar. Mas dá um trabalho. Nossa, dava um trabalho consumir música no Spotify. Nossa, dava um trabalho. Tinha que ouvir da nova artista, tinha que ouvir da independente, tinha que ouvir da experimental, tinha que ouvir da pop, tinha que ouvir da dance, tinha que ouvir da eletrônica. E tinha que ouvir o negócio do hip-hop, do R&B. Tinha que ouvir o negócio do indie, dá muito trabalho.
Eu não tô podendo ouvir as que eu sempre ouvi, artistas importantes que eu gosto, que eu vou ter que olhar, vou ter que ouvir, eu vou ter que ouvir. Como que eu não vou ouvir? Como que eu não vou ouvir? Como que eu não vou ouvir? Como que eu não vou ouvir? Como que eu não vou ouvir os meus artistas preferidos que eu sigo? Como que eu não vou ouvir? Eu vou fingir? Que eu não tô vendo, é isso? Eu deveria, né? Eu deveria. Na verdade, eu não vejo todos, claro, obviamente.
Quem já estaria morta, menina Ju. Que é isso que vocês querem fazer com a gente, vocês querem matar a gente disso. Chegar de música o tempo inteiro, chega, chega, chega! Por isso que nada tá prestando, por isso que nada tá prestando. Porque vocês imaginam uma indústria que é toda Que a principal ideia da indústria é toda sexta-feira ter uma música nova. Você já imaginou? Olha aí, gente, para pra pensar. Esse negócio de consistência na internet tá fodendo com tudo.
Tá fodendo com tudo. Esse negócio de Patreon, eu já falei. Eu tento fugir, gente, de verdade. Eu tento fugir do capitalismo pra eu não falar de capitalismo. Que aí, que eu já coloquei na tela. Ju, não vamos focar muito capitalismo, que todo dia você fala de capitalismo. O povo quer outras coisas, o povo quer variar, o povo quer rir. Gente, quando eu falo de catalismo, eu sei que é uma coisa política. Olha pra mim, eu sei. Mas tá fora de mim, é fora do meu âmbito.
Eu não falo nem dos meus direitos, eu não falo nem direitos gays. Eu não falo... Não é... Eu sei que tudo é política, mas você tem que entender que faz parte do meu ser já, da minha personalidade, de quem eu sou. Eu sei reclamar do capitalismo, não sou ninguém. Eu não falo nem, não tô nem aí para os outros direitos, foda-se. Eu não quero falar nem dos meus direitos, mas do capitalismo eu quero falar. Ah, mas dela eu quero falar.
Às vezes você tá lá, eu chego lá. Então o que esperar de uma indústria que toda semana tem que ter um lançamento? Você acha que pode sair alguma coisa boa disso? Me fala. Você acha que tem como sair? Sem falar que a gente tá ficando velho. Não querendo ser aqueles que falam, ai, já passei dos 30, eu tenho que morrer porque já tô velho. Mas falando naquele sentido assim, que quando acaba que— quando a gente fica numa certa idade, o nosso cérebro já não se impressiona mais muito fácil com qualquer música.
A gente já não— é difícil, demora mais um tempinho. Você que já passou dos 30, você sabe, você pode atestar aqui que é verdade. Quando a gente é novo, qualquer música é um hino. Mas conforme o tempo vai passando, é difícil. A gente tem que ficar se puxando um pouquinho. Porque eu sou das artes, eu gosto do mundo das artes, dos filmes, do music fashion film. Eu gosto do mundo das artes. A gente tem que ter uma parte da arte na vida da gente.
Eu não gosto daquela arte cênica, aquela coisa de teatro patética, brega. Aquilo ali eu não gosto, não. Musical. Não, eu gosto das artes, assim, música, né, é um filme de vez em quando, né, ouvir um álbum do começo ao fim de vez em quando, eu gosto, é essencial. Mas a gente vai chegando nessa idade, a gente tem que ficar puxando mais um pouco assim o nosso cérebro para poder, sabe? É difícil, tem hora a gente tem que puxar mais um pouquinho mais um pouquinho, demora mais um pouquinho.
Então, por exemplo, quando o seu cérebro finalmente se abre a essa oportunidade e você fala: nossa, eu gostei dessa música! Aí vem semana que vem a outra, aí vem semana que vem a outra, para repetir todo o processo. Gente, isso é nojento! Isso não tem como isso ser saudável, não tem como, não tem como. Isso não é, isso não é uma forma saudável de consumir nenhum tipo de arte, não. Arte não foi feita pra... Eu acho que arte pro povo é a pior ideia, como diz John Waters.
Arte não é pro povo. Filmes não é pro povo. Música não é pro povo. A gente não tem que fazer coisas pra população. Não é assim que as coisas funcionam. Você faz por fazer. Ai, que bonita, né? Chegou agora, né, a indústria? Acha que todo mundo tá fazendo isso. Não, eu sei. Mas puta que pariu, toda sexta-feira, cara? Não é demais? Tem vezes que sai 5 álbuns de uma vez. Quem que vai ouvir 5 álbuns de uma vez, girl? Quem que vai ouvir 5 álbuns de uma vez, girl?
Até eu que sou desempregada, tô com o braço mordido por uma cachorra. Quantas músicas? Para vocês pode ser uma bagatela, mas para mim são 100 músicas, tá? Para mim é muitas músicas, é muitas. É muitas. Então eu tenho que contar com a sorte de ser artistas mais podres, assim, que eu não quero saber. Que aí eu não preciso conferir. Eu tenho que contar com a sorte. Parece que essas coisas perseguem a gente, assim, ó. Quando você finalmente fala assim: Ah, agora eu vou ouvir aquele álbum que saiu na última sexta.
Agora eu vou revisitar ele. Porque, gente, música, gente... Gente, a música, ela não é feita pra morrer tão rápido assim. As coisas não têm, as coisas começam a criar uma data de validade, começa a criar uma data de validade. Não tem que ter data de validade, mas começa a criar. Como que não vai ter data de validade? Quando, ó, você tem um monte de produto no mercado, pensa aqui comigo, se tem poucos produtos no mercado, você não vai, não vai apreciar mais?
Do que se tem milhões caindo das prateleiras, você mal consegue andar. Como é que você vai apreciar o que tem no mercado? Não vai. Por isso que quando tem aquele produto que você sabe que todo mundo compra, que você chega lá e não tem mais, você fala: mas que inferno! Eu sabia que eles iam pegar o melhor doce, eu sabia. É claro, porque eu tenho um ótimo gosto, é óbvio, é óbvio que eu chegaria aqui e o meu doce, meu cheesecake, que é claro que o povo pega Os outros vêm flopado.
É claro que eles vêm pegar meus ricos cheesecake, é obviously. É obviously. Obviously que eles iam pegar meu doce preferido. É obvious, obviously. Então você aprecia quando não tem. Agora, se você chega e tem aquela pancada assim, ó... Entendeu? O que é isso? O que é isso, gente? Aonde a gente vai parar com esse mercado de... Sabe? Não, sério, eu sei que todo mundo fala disso na internet, mas puta que pariu, você tá apreciando aquele álbum da semana passada agora?
Porque, gente, as coisas levam um tempinho, entendeu? Aí vocês aí, vocês aí na internet fica com essa coisa aí de: ai, vocês têm que se permitir, ai, vocês têm que se permitir a ouvir. Mas como que a gente vai se permitir se a gente não tá tendo nenhum Porra do tempo, cacete! Essas pedantes pretensiosas aí da internet, do Edge, Twitter: ai, você tem que se permitir mais. Como que eu vou me permitir mais se tem 700 músicas toda semana?
A gente esquece. Você sabe quanto, você sabe o quanto que a gente tem que concentrar numa música hoje em dia para a gente poder lembrar como é que ela é? Porque, gente, são muitas músicas. Se você ouve, eu faço assim: quando eu ouço álbum inteiro, eu volto nas que eu percebi que eu gostei e marco lá. Não tô falando que é assim, sabe, impossível não. A gente dá nosso jeito. Mas o que eu tô dizendo é: se esse álbum que acabou de sair eu gostei de 5 músicas, se na próxima sexta eu vou ter que fazer todo esse processo de novo, O da semana passada já perdeu o brilho, já perdeu tudo.
Porque a gente sabe que a gente tem que ficar assim, ó. A gente fica assim, ó, ó, ó, ó, como a gente fica, ó. Olha, que isso, sabe? Tipo, meu Deus, tá todo mundo querendo falar alguma coisa, tá todo mundo, inclusive eu aqui, né? Tá todo mundo querendo falar alguma coisa. Shut up, shut up, shut up, shut up, shut up. Ah, shut the fuck up! Chora! Chega de milhões de músicas toda sexta-feira. Ai, ferreiro, estou cansada! Chega, chega, Spotify!
Você faz alguma coisa. Puta que me pariu, que inferno! Não, cara, me dá uma decepção. Aí o que eu tava falando, a sorte, eu tenho que contar com aquela sorte De tipo assim, de ser artistas irrelevantes. Porque aí eu falo assim, ai, ainda bem que é irrelevante. Que aí eu nem preciso ver esse single aí. Aí eu deixo pra lá. Se for tipo assim, Diplo, Major Lazer. Aí eu deixo pra lá. Mas se sair uma artista que eu gosto, entendeu? Eu vou lá ouvir, claro.
Porque ela lançou um álbum. Mas adivinha quem lançou junto também? A outra. E adivinha quem lançou junto também? A outra, minha preferida também. E adivinha quem lançou junto também? A outra também. Porque elas tudo planejam lançar na sexta. Ó, pois eu admiro muito mais um artista que vai contra, que fala assim: pois vou lançar aqui no meio da semana. Igual a Beyoncé faz jogando o single dela lá, jogou aquela single dela lá, igual aquela lá no meio do sábado.
Eu seria essas. Chegaria assim, ó: Terça-feira, tá aí meu álbum. Bem mais chique! Bem mais chique do que eu precisasse se humilhar pra ficar no meio desse povão aí, ó. Tudo que junta povão aí não dá nada que preste. Tudo que junta esse povão aí, ó... Tá com uma bomba bem no meizinho assim, ó. Dá vontade de estar com uma bomba bem no meizinho assim. Spotify sexta-feira, ó. Spotify sexta-feira, dá vontade de estar com uma bomba bem no meizinho assim, ó.
É isso que dá vontade. Inferno de capitalismo desgraçado! Ô inferno de capitalismo! Maldita lei do capitalismo! Maldita, maldita! Vocês estragam com tudo agora. Patreon, YouTube, nossa, tá um lixo, hein? Que que virou isso, hein? Onde a gente vai parar, hein? Você... Agora falando com os gays. Você sabe a Trixie e Katya? As milionárias? Vocês viram, né? Fizeram um Patreon e todo mundo massacrou, chapiscou. Amei, amei, amei, amei, amei.
Todo mundo xingou elas, todo mundo! Todo mundo que tá lá ganhando em dólar, mas que é pobre também, chapiscou elas porque elas são milionárias e fazendo Patreon. Ew, so gross! Ew, ew, nojento, nojentas. Nojentas, nojentas, so gross. So gross. So gross. So disgusting. So gross. É tão feio, gente, quem não tem consciência de classe. Tão feio! Ô coisa feia é quem não tem consciência de classe e fica fazendo brincadeirinha. Aí elas ficam fazendo brincadeirinha assim, zoando.
Do quanto o Spotify é capitalista. Como que você vai fazer brincadeira zoando do quanto o Spotify é capitalista, do quanto o Patreon é capitalista, se você tá se beneficiando disso? Você não deveria fazer. Coloca seus vídeos de graça no YouTube, já que você não é tão progressista do caralho. Eu não tô dizendo, gente, que pra pessoa ser uma pessoa socialista ela não pode ter bens materiais. Não é isso, não é aquele negócio, é, ai, comunista de iPhone.
Não é isso. Mas o que eu tô dizendo é que elas adoram ficar— elas são milionárias, é muito diferente. Aí faz um Patreon para as pessoas dar 50, para as pessoas dar 50, todo mundo ali dá $50 para elas por mês, e elas ficar fazendo brincadeira falando que Patreon é zoado. Não, você não acha zoado, você não acha zoado, porque se você achasse zoado, você não tava participando. Desse conluio? Você já não tem todo o dinheiro do mundo?
Gente, eu juro para vocês, se eu fosse uma pessoa milionária— é difícil falar, né? Porque eu acho, pelo que a gente tá vendo, todas as pessoas milionárias fica pau no cu. Todas. É difícil ver um milionário que não fica pau no cu. É difícil. Não sei o que que será, né? Ai, queria saber, queria experimentar. Nem que eu ficasse também. Mas puta que pariu, olha, mas sabe, não sei assim, gente, eu não quero ser hipócrita, mas eu tentaria pelo menos um pouco assim.
Meu Deus, que desgraça desse planeta! Uma desgraça, gente, sério, esse planeta é uma desgraça, cara, sério, esse planeta é uma desgraça atrás da outra, é uma desgraça atrás da outra, começando pelo Spotify. Viu, Spotify? Eu tô aqui dentro, ó, nessa plataforma aqui, e vou falar porque você não me paga. Você não me paga, você não me paga. Se você me pagar, eu calo a boca, mas você não paga. E não é só Spotify não, é todas as outras, é tudo igual, é tudo mesma bosta.
Então, ó, sabe? Aí, ai, aí é aquela coisa, você tá aí, você tá apreciando aquele álbum da semana passada, aí agora você tem que começar tudo de novo. Sabe? Aí semana que vem você tem que começar tudo de novo. Você tá entendendo? Não é que a gente não consegue, a gente consegue, gente. Eu consigo, eu não sou tão burra assim. Eu consigo, claro, ouvir esse tanto de coisa. Eu consigo, com meu tempo eu vou levando. É um saco, mas eu consigo, porque eu quero saber, eu quero ver.
Aí o que acontece? Mas olha só o que que vai acontecendo de tanto acúmulo, de tanto acúmulo de música. Aquelas que poderia ser importante às vezes acaba ficando para trás. Porque você vai esquecendo delas. Aí você não vai ouvindo elas diariamente. Não vai, não vai. Porque vai juntando, entendeu? Vai juntando. Aí só quando você lembrar, ou se você fizer uma playlist, ou se você deixar tudo organizadinho, é que pra você... Mas como que faz?
Meu Deus, this is too fucking much! This is too much! This is too fucking much! This is too much. This is too much. Spotify, this is too fucking much, girl. This is too fucking much. This is too much. Isso é demais, tá demais. Chega, chega com a sua ganância. Greedy for love. Greedy, Ariana Grande. Greedy for love. Greedy, greedy, greedy, greedy. Ó, faminta. Por causa de dinheiro. Olha, eu também dou, mas puta que pariu, pelo menos eu disfarço.
Eu acho que o bonito é disfarçar. Até pra você ser maga, você make America great again. Até pra você ser conservadora, fascista, seja chique. Olha lá, a Beyoncé. Beyoncé com certeza é fascista, mas ela disfarça. Seja chique, como a Beyoncé, que fez de tudo pra ser mãe. Agora, ficar dando, eu nunca te dei nada, a não ser um podcast que você nem me paga. Agora, ficar dando melatonina, seja lá o que for, é covardia. Ô, iFood, deixa eu falar uma coisa pra você.
Gente, atenção, preste bem atenção. Celso Russo Humano, pessoas do direito do consumidor, vocês vão ter que me ouvir agora, porque eu tenho muitas reclamações pra trazer pra vocês. Prestem atenção, vocês, gente, a gente tem que fazer alguma coisa. A gente tem que se— olha, eu não vou fazer nada porque eu tenho preguiça, né, de lutar pelos meus direitos. Mas, gente, alguém tem que fazer alguma coisa sem ser eu. Alguém tem que fazer alguma coisa, pelo amor de Deus.
Tem muita coisa errada no iFood de direito do consumidor, tem muita coisa errada no supermercado que eu vou perto de casa. Os Os trem tá tudo errado, coisa sem preço, que eu já falei, tá tudo uma bosta. Os lugares assim lotado, não dá para andar. Tem um supermercado aqui perto que é lotado, não dá para andar, não dá para você fazer nada, não tem preço. Você tem que confiar no preço que a pessoa falou. Gente, você pode estar me roubando.
Como que eu vou saber que você não tá me roubando? Você pode colocar alguma coisa no seu computador Que você bipa aí as coisas, não é assim não. Você não pode bipar uma coisa no seu computador e virar para mim e falar assim: ah, é R$30. Não, eu vou pagar o que você determinou, não a taxa global, o top 50 global do Spotify. Eu vou pagar o que você determinou, não que você escolheu agora, porque essas coisas mudam, os preços mudam.
Eu tenho que pagar pelo que eu cheguei na hora e tava lá escrito, não pelo que apareceu no computador, porque o que mudou depois O que apareceu depois não é problema meu. Porque você vai lá, gente, vocês nunca viram, gente, brasileiro esquece fácil, né? Vocês não lembram? Brasileiro esquece fácil, né? Mas quem tem problema mental não. Vocês não conhecem aquele joguinho? Sabe aquele joguinho de supermercado que você estabelece os seus preços?
Você estabelece os seus preços. Gente, eu não entendo de tudo, eu posso falar coisa errada, mas uma coisa eu sinto que tá errado nisso aí. Você estabelece os seus preços no seu supermercado. A gente não tem que pagar o preço que tá no computador, não. Porque ali depende de várias coisas, é várias empresas, é várias localidades. Vai muita coisa. Às vezes aquele negócio nem tá valendo aquilo ali. Às vezes aquele valor ali tá um valor que é pra te entregar.
Às vezes tá um valor que é o valor que eles estabelecem pra que tá no sistema. O sistema pode estar desatualizado, pode valer menos, pode valer até mais. Você também pode estar sendo prejudicado no seu comércio, entendeu? Não é só para mim não, é direito de todo mundo. O que é certo é certo. Você tem que fazer o que é certo para você e o que é certo para gente, entendeu? Porque você também pode estar colocando um valor que não tá sendo atualizado.
Aí a gente paga barato, maravilhoso, para o nosso lado, né? E aí é problema seu, você que se que lide com seus problemas. Mas e quando fuder a gente, como é que fica? Como é que fica quando fuder a gente? Que você bipa lá no computador. Você acha isso certo, a gente pegar um produto e levar para você lá no computador e você bipar e falar assim: R$50? Da onde vem esse preço? Você tem que determinar, porque a gente não sabe. Existem quantos programas de computador, não existem?
Que finge um preço que você quiser. Quantos? Você pode baixar qualquer programa no seu computador e fazer aqueles programas supermercado. Não dá para a gente confiar que é o preço. E mesmo sendo o coisa original, não dá para a gente confiar. Como é que a gente vai saber? A gente vai ter que confiar na sua honestidade. Por isso que quando você põe um preço A pessoa não leva, entendeu? Ela olha lá e fala, mesmo que você coloca um preço assim, R$60, R$70, mesmo você coloca um preço caro, a pessoa vai passar e falar, bom, não vou levar, vou comprar em outro lugar.
É o preço que você pediu, você colocou, o supermercado é seu, você determinou. Mas tem que estar escrito aqui, porque se você depois mudar de ideia e tiver uma ideia cheia, depois que você pensar aí com seus, der uma ideia cheia aí na sua cabeça, pensar assim, não, gente, devia ter cobrado mais, né? Porque a gente passou por um problema aqui no supermercado, vamos cobrar mais. Aí comigo dentro da loja você não pode fazer isso.
Comigo dentro da loja você já não pode fazer isso, que aí é quebra do direito do consumidor. Enquanto eu não tiver aqui, você determina os seus preços antes de abrir, entendeu? Você determina os preços antes de abrir, mas sair mudando assim no meio do supermercado não. Porque o que você tá fazendo é mudar no meio do supermercado, filha. Porque você tá indo lá no computador e você tá bipando, isso é mudar o preço dentro do supermercado.
Errado. Tá errado, você não pode fazer uma coisa dessa. Gente, aonde a gente vai parar? São coisas básicas, são coisas assim, sabe? Você pode baixar um software aí que de computador que tem. Você nunca foi no supermercado perto da sua casa que quando você vai comprar eles passa lá, eles bipa lá na sua frente, mas você tá vendo o preço, né? Então independente do que aparecer no computador, tem lá etiquetinha, você aí você não vai ser enganado.
Não que eu olhe pra essas coisas, né, gente. Porque eu não olho, mas falando num geral, né. Porque às vezes eu tô tão assim que eu pego lá, já levo e pago. A gente não fica prestando atenção nessas coisas. Mas quando a etiqueta não tá lá, aí sim. Aí eu acho um pouco estranho. Não vou falar que eu nunca comprei, não. Porque às vezes eu tava com fome. Mas isso não é uma coisa que depende só da gente. Porque tem pessoas que não sabem, entendeu?
Não é a gente que tem que ir sempre preparado. É uma responsabilidade sua que você tá abrindo e vendendo. A gente não tem que contar com a informação de toda a população pra você quebrar regras ou não. Você quebra regras independente do meu conhecimento ou não. Pra você ver como você é uma fodida, que você nem disso sabe. Não é eu que estou vendendo pra você, é você que está vendendo pra mim. Eu tô indo comprar. E porque a maioria das pessoas que tá indo aqui comprar, ela está levando o dinheiro certinho.
Porque se a gente deixar R$10 de fora, vai ter um problema nesse trem. Então por que que você pode fazer que você quer e não tem problema. Porque se a gente deixar de pagar R$10, eu duvido que eu posso chegar lá e falar assim: essa pipoca é R$10, mas eu vou pagar R$8,50. Não, não vai. Eu tenho certeza que eu não vou poder levar pipoca. Ou eu vou poder, gente? Porque se eu for poder, aí vocês me falam. Porque se existisse em algum lugar do mundo, aí vocês me falam, tá?
Que eu posso estar assim perdida, às vezes não tô sabendo. Tem algum lugar aí que oferece assim na hora assim, eu posso mudar o preço da hora que eu quiser assim? Que eu saiba não, né? Então você coloca seus preços certo, porque aí você baixa um programa lá de computador. Gente, pelo amor de Deus, gente, o povo para enganar a gente é muito fácil. Eles baixam um programa lá de computador. Você nunca viu igual, tava falando, você vai lá quando você vai passar seu trailer lá no supermercado perto sua casa não tem aqueles computador lá que o povo usa?
Eles não têm aqueles programinha lá de somar? Às vezes aquilo ali é até um programinha, às vezes é um programa só para eles, só para ele somar lá na hora, bater no código de barras, só para não ficar, para ficar mais fácil para cabeça deles. Mas aquele programa ali é um programa que qualquer um pode baixar dentro de casa e fingir que tá brincando de supermercado. E se você tiver fingindo que você tá brincando de supermercado, eu vou confiar no preço de um software lá do Windows?
Não, minha filha. Não, minha filha. Você tá, você, honey, you got me so fucked up. You got me so fucked up. Você vai pôr esses preços nessa coisa assim. Aí quando eu fui perguntar pra ela, eu falei assim: você tem essa daqui sem açúcar? É, é, é, é o quê? Você tem ou você não tem? Uma coisa é você falar assim: peraí que eu vou olhar pra você. Porque, gente, sou funcionário também, já fui. Entendeu? Quantas vezes eu não sabia, fui lá olhar, mas ela ficou perdida assim.
É o quê, gente? Uma pessoa mais velha não tem que estar trabalhando não? Aposentadoria. É por isso que existe aposentadoria. Ai, Ju, mas aí é o sistema que fode com elas, e aí elas não conseguem aposentar. Ou é Oh well, oh well. Isso não é problema meu, isso é um problema da sociedade que a gente vive. Então a gente vai ser prejudicado. Você tá vendo como que o sistema fode ela, que fode eu, que fode você, que todo mundo se fode?
Todo mundo sai fodido nesse caralho, todo mundo sai fodido nessa bosta que eu não tô aguentando mais. Por isso que nessas eleições vocês vão lá. Eu não quero traidores. Ouvintes do Anciolítico, vota no Lula. Tá, mas eu vou falar de política que a Enco já colocou na tela, tá? Mas eu tô falando aqui não porque eu não posso falar, mas é porque eu já falei demais, né? Sem aquelas bouchas, ah, eu não falo de política. Falo sim, mas é porque agora eu não quero falar.
Então vocês vão lá e vocês vão voltar no Lula, tá, gente? Para não vir essa, que não venha essa Terceira Guerra, que não venha esse Jeffrey Epstein. Não quero que abra esses trem aí, essas coisas, é, Epstein Files. Não quero esses trem aí, entendeu? Esse negócio de pedir, entendeu? A pauta americana de novo. Eu não quero, eu não quero isso. Eu não quero que o Brasil vira pedir, entendeu? Por isso que vocês vão lá e vão votar no Lula.
Não quero traidoras aqui. É Lula, tá? Ou suas comunistas que acha que é revolucionária votando em PSOL, né? PSOL não, é Lula, tá? É que a gente que tem chance de ganhar. Vão estudar, tá? Vão lá estudar um pouco. Vão estudar. Vai voltar em gente que não tem chance de ganhar, não vai voltar em quem vai, porque as outras quer pagar de revolucionária, minha filha, não tá revolucionando nada jogando seu voto fora. É melhor, é a mesma coisa de votar em branco.
Aí que eu falo para não continuar falando, é a mesma coisa de votar em branco. Você votar em candidato que não vai ganhar, é a mesma coisa. Me ajuda, João. Mesma coisa de votar em branco, você votar em candidato que não vai ganhar, a mesma coisa. João, me ajuda. Ai, João, uê, João. É a mesma coisa de votar em branco, sua burra, porque não tem chance de ganhar. Você não tá sendo revolucionária não, mesmo o Lula tendo os problemas dele.
É sobre ganhar para a gente não viver fascismo. Mas enfim, todo mundo já sabe dessa opinião, é old. Quem já sabe vai ficar assim, ai, Ju, old. Mas enfim, voltando aqui, coloque os preços nos caralho. Eu não aguento mais ir no supermercado não ter preço, moça. Mosca! Problema com mosca? What the fuck is going on on this fucking supermarket right now? What the fuck is going on on this fucking supermarket right now? I'm gonna... Honey, olha, João, a vontade que eu tenho de enfiar esse braço dentro do meu cu quando eu vejo mosquito.
Mosca! Isso aqui tem que ser descartado, sua desgraçada. Você não pode deixar comida com mosca dentro do supermercado, não. Você tá louca? Você é doida! Jamais eu comeria isso daqui! Jamais, jamais eu comeria isso daqui! Jamais, jamais, jamais! Que isso aqui veio ao léu, ó! Isso veio ao léu! É falta de higiene! Jamais eu comeria isso daqui! Jamais, jamais, jamais, jamais eu comeria isso daqui! Jamais, jamais, jamais! Porque parou de gravar, Ingrid?
É o flash que apagou? Tá, vai. Então para aí, então, gente. Quantas vezes eu fui no supermercado, tinha mosca, tinha mosca dentro do supermercado. What the hell is going on? Eu não como. Eu fui num restaurante uma vez, eu não como porque do lado que eu tava assim, não, era do outro lado que tinha, né? Eu comi do lado de cá, né, que era assim mais fechadinho. Do outro lado que tava aberto, coisa de salada, eu não comi não, não põe no meu prato não.
E eu peguei, teve uma hora que eu coloquei um no meu prato que eu não vi que era de lá, e só depois que eu fui lembrar, aí eu joguei fora, tirei do meu prato, joguei fora. Gente, que nojo! Gente, que nojo! Gente, que nojo! Eu não sei o que que vai acontecer com esse mundo não, gente. E eu tenho certeza que vocês também passam por isso, gente. Eu às vezes eu penso em denunciar, sabe, esses lugar. Às vezes eu penso em denunciar porque chega um momento, sabe, assim, porque acaba que a gente não tem outros lugar.
É por isso que as pessoas ficam obesas, porque a gente não tem, não chega na gente. Vocês sabem disso, né? As pessoas ficam obesas, gente, não é porque elas são passa fome, é descontroladas. Não, elas ficam obesas porque não tem no supermercado as coisas saudáveis, não tem no supermercado próximos da gente, não chega próximo da gente as coisas, entendeu? As pessoas não têm acesso a produtos de qualidade, entendeu? Porque se você quer comprar um produto de qualidade, você tem que ir lá na puta que pariu, perto da sua casa.
No armazém não tem não, no armazém é só bolacha skinny e pão de forma. Aí você fala, aí, Ju, pode comprar uma verdura no supermercado perto de casa, que perto de casa verdura que tem é só as piores, assim, as péssimas. E as pessoas acham que gente gorda não tem preferência também. Tem muita coisa aí por trás, mas enfim, né, hoje não é o dia de falar disso. Mas enfim, é um grande problema que a gente tem na nossa sociedade, gente, de obesidade.
Todo sistema. Por isso que vocês têm que votar certo no Lula. Votem 13, 13, que eu faço propaganda de graça. Lula, Lula 13, au, au, au, au, au, au, Lula 13, au, au, Lula 13, au, au, Lula 13. Até o fim, alienada com Lula até o fim. Are we crazy? Living life through a lens. Alienada com Lula até o fim. Eu me identifiquei com ele, vou com ele até o fim. Vai, João, grava isso aí que eu tenho que reclamar de outra coisa. Questão é o seguinte, próximo, próxima reclamação.
E aí, gente, obrigada por vocês terem me aguardado, viu? Por vocês terem esperado. Vocês sabem que eu venho Porque demora mesmo. Outra coisa que eu tava falando no começo, ai, gente, sobre o iFood. O iFood, que história é essa da gente entrar para escolher uma pizza, uma coisa? Vou usar o exemplo da pizza. Entrar para comprar uma pizza e o direito do consumidor vem cá, porque eu não sei de tudo, eu não sou aquelas pessoas que gosta de pagar de que tô ensinando as coisas não, mas vem cá, apesar de ensinar muita coisa, mas vem cá, tem alguma cláusula aí que diz que eles podem determinar o tipo de sabor que a gente pode escolher?
Porque eu tô começando a achar isso bullshit. Mesmo que poder, mesmo que for liberado, eu tô achando isso bullshit. Eu tô achando isso bullshit. Eu tô achando isso bullshit. Eu tô achando isso bullshit. Por que que eu entro numa pizzaria e eu só posso comprar por aquele preço se formos, se for Calabresa com frango com catupiry. Eu não quero frango com catupiry, eu não como pizza de frango com catupiry. Por quê? Que pra eu pagar R$49,99, só se eu comprar de mussarela.
Você não vai determinar de mussarela, não, de calabresa. Porque eu amo de mussarela, é minha fave. É básica, é basicona, mas é minha fave. Vai que dá tempo ainda de voltar na sua fave depois. Não adianta reclamar, hein. Gente, por que que só pode escolher o sabor que vocês querem? Pois eu vou escolher o sabor que eu quero. É essa que é a minha estrutura, eu tenho que escolher o que eu quero. Aí, aí eles é tão engraçadinho que eles coloca lá assim, ó, é monte a sua pizza, monte a sua pizza para ficar um absurdo.
Monte a sua pizza pra ficar um absurdo, monte o seu sanduíche pra ficar um absurdo. Monte a sua pizza. Aí você vai lá e fala assim: Ah, tá. Essa pizza aqui, ó, de calabresa, do mesmo tamanho da que eu vou comprar, grande, de calabresa com frango catupiry, R$49,99. Mas se eu escolher de outro sabor, aí acabou. Aí vai pra R$150. Porra, galera, é foda, viu? E eu não estou dizendo que as coisas não têm preço, que eu não sou otária, não.
A gente paga pelo preço dos ingredientes também, porque eu sei que, por exemplo, eu não vou colocar lá, eu não vou, tô falando que gorgonzola tem que ter o mesmo valor que calabresa. No meu mundo seria assim, mas eu não sou presidente, né? Se eu fosse presidente, gorgonzola, cheesecake, tudo teria o mesmo preço. O cheesecake teria o mesmo preço do bolo de fubá. No meu mundo ideal de comunismo, seria assim. Mas eu não posso fazer assim, né?
Ai, Ju, mas vai sair do seu bolso. Demorou. No meu mundo seria assim. Mas como a gente vive em mundos capitalistas, eu entendo também que as coisas tenham valor. Você tá pagando por aquilo, eu não sou otária cachorro e você não me subestima. Eu não estou dizendo isso. O que eu estou dizendo é que você pegar Os mais pobrão, os mais que ninguém quer, o sabor que ninguém quer. E você colocar mais barato, aí você é bem escrota. Aí você é bem escrota, lamento.
Tudo bem, ninguém quer a pizza de suflê por esse preço. Eu entendo que vocês não vão fazer isso. Mas vocês têm que colocar uma opção barata também. Uma opção, sabe? Só que aquela pessoa também quer pagar barato pra tudo, entendeu? É ótimo pagar barato, mas o que eu tô dizendo é que tem gente, aquele povo assim pão duro, que tudo para eles— eu vou fazer uma reclamação daqui uns dias sobre pessoas pão dura, que eu não gosto. Aquelas pessoas que acham que tudo para elas tem que ser tudo, tem que estar no desconto, tudo tem que ser.
Não, né? Assim também não. Mas vocês entenderam o que eu quis dizer, né? Então assim, vocês olha aí, gente, porque mandem para o Anciolítico Pode, porque eu não quero pesquisar não, eu quero falar da minha boca. Porque assim, alguma coisa não senta assim, alguma coisa não senta comigo assim, sabe? Doesn't sit right with me, assim, não bate, não bate que você vai determinar o que eu posso escolher. E gente, essa não é minha realidade, mesmo que o direito do consumidor diga que você pode, essa não é a minha realidade.
Eu não nasci para essa realidade, eu nasci para uma realidade comunista. Eu nasci pra realidade onde os indígenas chegam na casa da gente, a gente tem que dar a casa da gente. Igual a Anitta falou, a gente tem que dar a casa da gente pros indígenas. Eu vivo nessa realidade, delusional, woke, too woke pra esse mundo. Eu vivo nessa realidade. Pra mim, é um absurdo você chegar numa pizzaria e eles determinarem o tipo de sabor que você pode escolher pra pagar nesse preço.
Eu acho isso um absurdo. Me desculpa, eu acho! Eu acho que deveria ser assim. Eu não tô falando, eu não tô falando que você tem que colocar só coisinha bonitinha, baratinha, não, não é isso que eu estou dizendo. O que eu estou dizendo é, uma coisa é você falar assim, ó, essa pizza aqui de soufflé caríssimo, de cheesecake, ela é R$150, maravilhoso, eu não vou escolher ela mesmo. É sobre isso que eu tô falando. Agora, se eu vou na básica, você ainda quer determinar entre as básicas Aqui eu que tenho que escolher?
Não, sabe por quê? Sabe por que você tá errada? Porque eu gosto de pizza básica também. A minha pizza favorita é básica, que é a de mussarela. Eu amo pizza de queijo, eu amo! Agora o povo do Ancelotti tá tudo dizendo assim: Nossa, de queijo! É, de queijo. E você quer frango com catupiry? Pobre véia. Tudo bem que de mussarela também é pobre. Mas você é pobre véia. Gente, que calor! Meu Deus, tá um calor aqui. Então eu acho um absurdo.
Eu vou lá, coloco lá as duas metades de calabresa e fica mais caro do que a mussarela. Que as duas de mussarela fica mais cara que de calabresa com frango e catupiry. Aí eles colocam lá assim, aí eles colocam, sabe, tipo assim, tudo pré-determinado. É tudo pré-determinado, vocês não pode fazer isso, vocês não pode ficar pré-determinando tudo para gente não, vocês não pode, tudo já tá tudo pré-determinado assim, você não tem liberdade para nada, você não pode escolher nada, você não tem direito a escolher nada.
Mas, gente, sério, de verdade, eu agradeço muito a compreensão de vocês por aguardarem. É muito complicado para mim, então eu quero agradecer de verdade a compreensão de vocês por vocês aguardarem o dia de eu poder postar. Mas enfim, deixa eu falar uma coisa, igual eu falei aí nesse último áudio. Tem muita coisa errada acontecendo. Deixa eu contar uma coisa para vocês. Esses dias pediu um negócio também no iFood. E assim, eu não gosto de usar dinheiro, né?
Raramente eu uso dinheiro, é só quando não tem opção no cartão, ou no dia eu não tenho no cartão, ou no dia eu não tenho no Pix. Mas não é questão de gosto. Não é questão de gostar, porque ninguém gosta. Ninguém gosta de dinheiro, ninguém quer ficar pegando em moeda, ninguém quer ficar pegando em dinheiro. Mas é como eu já falei várias vezes, que você já deve estar até cansado de saber da minha opinião. Não é questão de gosto.
Enquanto tá funcionando, vocês têm que aceitar. E vocês têm que continuar criando formas do consumidor poder executar aquele negócio. Porque o que tá acontecendo é que muitas pessoas estão com o dinheiro na mão e não estão podendo comer. É isso que tá acontecendo no Brasil, é isso que tá acontecendo no mundo, é isso que tá acontecendo. E tudo é colocado como culpa da modernidade. Só porque a gente tá na modernidade— tô cansado disso— só porque a gente tá na modernidade, é só porque a gente tá nos WhatsApp, só porque a gente tem— ai, agora é tudo smartphone— só porque é tudo smartphone a gente pode abrir mão de tudo, não precisa fazer nada, não precisa se preocupar com nada porque todo mundo tem um aplicativozinho para baixar.
Não, meu filho. Não, não, não, não. Guilhermismo cultural. Isso é guilhermismo cultural, é cultura dos Guilherme. Não, não. A gente vê, a gente tem um estado para poder determinar quando as leis mudam. E nenhuma lei mudou, nenhuma lei. Não saiu nenhuma lei falando que agora o real tá proibido de ser circulado. Não é questão de gosto, não é sua opinião não, porque sua opinião não define políticas públicas não. A minha opinião não define políticas públicas não.
Se fosse a minha opinião, eu ia falar: bom, vamos deixar o dinheiro digital, mas de uma forma que todo mundo vai poder usar sempre, em todos os lugares. Você pode garantir isso? Que tem gente que não tem acesso à internet, porque o povo acha que eles não têm— que mundo que eles vivem achando que todo mundo tem internet? Eles acham que todo mundo tem internet. Sim, muita gente tem. Hoje em dia é bem mais, né, democrático do que antes, do que nos anos 2002, onde ninguém tinha computador.
É, sim, mudou muita coisa, mas a gente, a pobreza ainda existe. As pessoas parece que esquecem, as pessoas não têm essa consciência de que as pessoas vivem em desigualdade. Igual aquele cara lá que queria criar Aplicativo e drone pra acabar com o feminicídio. Sabe? Tipo assim, nem tudo, gente, é baseado em aplicativos. Vocês têm que sair dessa mentalidade! Eu sou a favor da tecnologia, eu sou a favor que as coisas evoluam. Eu quero que as coisas vão pra frente, com certeza.
Isso tem muita coisa boa. Gente, olha o quanto que é bom você poder pegar um celular e pedir uma comida dentro da sua casa, sem precisar sair lá fora. É maravilhoso! Mas não é sobre isso, não. É sobre você conciliar as duas coisas. É sobre você conciliar as duas coisas. É sobre você pegar o que já existe e colocar o que não existe. Pegar o que existe, deixar lá e continuar melhorando o que já existe também, o que já existia antes também.
Porque enquanto as pessoas tá usando, tem que ser melhorado. Não tem pessoas usando ainda? Não. Mas tem pessoas usando ainda? Bom, eu quero saber se tem pessoas usando ainda, porque parece que ninguém— as pessoas vivem numa realidade onde todo mundo agora é moderno e todo mundo vai ter sempre um celularzinho na mão com os melhores pacotes de dados, tá bom? Porque todo mundo vive num mundo maravilhoso de pacote de dados, internet, cardápios QR code, e você tem que entrar no meu Instagram para poder ver o meu cardápio.
Fuck that shit! Fuck that shit! Fuck that shit! Fuck that shit! Fuck that bullshit! Bullshit! Isso é bullshit! Isso é bullshit! É bom para mim. Aí você fala assim: ai, Juma, não, mas é bom para mim que às vezes eu tenho. Mas e se eu não tiver? E se eu tiver sem? Como é que faz? E se você tiver sem? E se você for roubada? E se você um dia ficar sem internet? Ah, você tem confiança de que você nunca vai ficar um dia sem internet na sua vida?
Ah, então, nossa, uau! Must be nice. Must be very nice for you. Must be very nice. Deve ser ótimo, hein, minha filha? Deve ser ótimo pra você então, hein? Que você tenha a segurança total de que sempre vai ter um celular na mão. Se você tiver lá no carnaval, lá no dia que te roubarem, você não sabe o que você vai comer não, viu? Aí você tem que sair procurando restaurante, viu? Por causa da modernidade. Thank you, modernidade.
Thank you for nothing. Thank you for nothing. Vocês estão esquecendo que... Eu tô cansada desse negócio de modernidade. Vocês estão esquecendo que a gente vive a modernidade mesclada com a realidade. A gente não vive no futuro, a gente não vive em utopia não, onde tudo é maravilhoso, perfeitinho não. Mas o povo tá achando que celular é utopia, mas tudo maravilhoso. Então todos os comércios e os meios de transporte e os meios de locomoção e os meios de interação e os meios de troco e os meios de dinheiro, meu filho, você acha o quê?
Você acha que a realidade das pessoas é o quê? Que inferno, cara! É uma idiotice de achar, sabe? Eu não tô vendo nenhum carro voando, eu não tô vendo nenhum prédio voando, porque vocês parece que tá morando no futuro. Vocês estão morando no futuro? Vocês estão vendo algum? Minha filha, a gente não tá podendo, a gente tá custando ter direitos básicos humanos. E vocês querendo achar que celular substitui certas coisas, não substitui não.
Enquanto tá circulando, você vai calar sua boca, você vai aceitar esse dinheiro calada. Inferno! Quer ficar envergonhando as pessoas, quer ficar envergonhando os outros por estar com dinheiro. As pessoas querem ficar envergonhando os outros. Ai, você ainda usa isso? Sabe o que que eu ainda uso também, querido? Sabe o que que eu uso ainda também? Você quer saber o que que eu uso ainda também? Você quer saber o que que eu uso ainda também?
Sabe o que eu uso ainda também? Sabe o que as pessoas usam ainda também? É violência, assalto, estupro, mortes. Aquela amiga que pesa o clima. É pau no cu, tiro. Sabia que as pessoas ainda usam isso? Pois é, enquanto a gente ainda tem isso, a gente ainda vai precisar desse daqui, ó. Porque vocês não sei que mundo que vocês estão vivendo, sinceramente. Gente, eu adoro tudo isso. Tem muita coisa que ajuda, com certeza. Melhorou nossa vida em muitas coisas.
Coisas, mas a gente não pode chutar o que muitas pessoas ainda usam como emergência também, nem sempre só como modo de vida, tá? Porque tem a parte da população que não tem mesmo acesso àquilo, e tem aquela parte da população que tem um pouco daquele acesso, mas pode perder a qualquer momento, que é o seu celularzinho aí, pode ser roubado a qualquer momento, você pode ficar sem internet. Você pode perder seu emprego, pode acontecer várias coisas porque você tá achando que você é cheio dos direitos humanos, né?
Você tá achando que você é cheio dos direitos humanos pra você sempre garantir o seu pão na mesa, né, darling? Que mundo, que país que você tá vivendo? Em que mundo que você tá vivendo? As eleições chegando, você não pode nem ver a comida que você— você não pode nem ver a comida que você pode comer graças ao celularzinho maravilhoso, baby. Graças ao seu celularzinho maravilhoso, baby, que você não tá podendo ver. Ai, Gui! Gostou?
Só no Instagram, amor. Instagram é o meu cu. Instagram é um pedaço do meu cu. Instagram é meu cu na sua cara. Tô cansada dessa cultura. Tô cansada dessa cultura de modernidade de celular querer ditar— não ditar, porque ela não dita, mas ela passar uma falsa impressão de que as coisas estão ok quando elas não estão ok. E as pessoas viverem no mundo do caralho achando que todo mundo tem essa porra na mão, todo mundo vai ter sempre essa porra na mão, o que realmente as pessoas têm.
Mas eu estou dizendo para poder efetuar certos tipos de pagamento, para poder ver uma comida. Você nunca esqueceu seu celular em casa, né? Isso nunca vai acontecer com você, né? Claro, você nunca vai esquecer seu celular, nada de ruim nunca vai acontecer com você. Então você não precisa das coisas básicas, de um cardápio físico. Você não precisa, né? Você nunca vai precisar, né? Então vamos de cabeça, vai de cabeça, entendeu? Não faz falta o cardápio físico, é ridículo, não vai fazer falta.
Só que assim, você escolhe de cabeça, entendeu? Confia em você mesma, entendeu? Eu não estou dizendo que é bonito não, né? Questão de opinião não, eu não acho nada bonito não. Eu não tô querendo ser aquelas pessoas É aquelas pessoas velhas que fica assim, ai, o celular tá estragando tudo. Meio que tá, mas assim, a gente também tem que ir com os tempos. Eu sou uma pessoa super de ir com os tempos. Nossa, faz super— hoje em dia tá super na nossa cultura e a gente tem que abraçar o que é bom.
Mas a gente também não pode esquecer que a gente vive num país onde a desigualdade é do caralho. E a gente tá falando de, de, de, de, a gente tá falando de serviços públicos. A gente não tá falando de você entrar na sua Netflix e assistir a porra de série que você quer assistir, não. Cansada, cara. Tô cansada, tô cansada, tô cansada, tô cansada. Tudo eles querem, eu tô falando de serviços quererem basear o direito do consumidor na modernidade.
O direito do consumidor não tem que ser baseado baseado só na modernidade. Ele tem que ser baseado na realidade, não é só na modernidade. Ele tem que ser baseado na modernidade também, porque tá acontecendo e tem consumidores que estão usando, mas também na realidade, naquela realidade lá hipotética também, porque é sobre emergências também. É sobre emergências e é sobre você que não tem também, porque tem gente que não tem e tem gente que é situação emergencial.
Não estou dizendo que não tem, que os pobres não têm celular. Não é isso que eu estou dizendo. Hoje em dia todo mundo tem um WhatsApp, uma coisa, mas existem situações onde isso não é presente, onde isso também não é uma realidade, onde o celular estraga e a pessoa tá com iPhone 9 até hoje, onde o celular estraga e a pessoa não tem condição de arrumar. Porque tem que pagar um monte de coisa dentro de casa. E aí fica com aquele iPhone lá desatualizado.
Então assim, eu sei que muitas coisas melhorou, que muitas pessoas tiveram acesso a muitas coisas, mas eu fico indignada que as pessoas, as pessoas, elas assim, elas sabem, elas querem substituir os produtos, os serviços, e deixar só de um lado Mas esquecendo esse outro lado aqui. Eu sou super a favor de a gente ir só pra esse lado aqui se todos nós estivéssemos indo também. Mas nem todo mundo tá indo junto com a gente. É isso que eu estou falando.
Como que você vai fazer uma política pública de um iFood, de um Uber, de uma farmácia, de um jogo de futebol de uma compra de ticket, de uma compra de ingresso para cinema, de uma compra de um Mercado Livre, de uma compra. Se você tá esquecendo da outra parte da população que não tá seguindo, que não está indo com os tempos, foda-se elas, elas vão tomar no cu delas. Não, não, não, não, não, porque amanhã também pode ser você. Porque você não é rica milionária, amanhã pode ser você também.
Você não é rica, você não é milionária, amanhã o seu Pix não vai estar lá. Amanhã o seu Pix foi transformado em dinheiro físico. E aí, o que que você vai fazer? Você vai ficar para trás como todas as outras que tava lá para trás. Porque hoje em dia dinheiro físico não é mais nada, né? Eu não estou dizendo, gente, que eu não sou a favor de se livrar do dinheiro físico. Meu sonho que a gente pudesse se livrar de tudo, todo mundo.
Mas não é todo mundo que vai poder se livrar, por N questões que eu não vou saber falar agora, porque eu também não sou socióloga, filósofa, eu não sei de tudo. Mas o pouco que eu sei é— eu não preciso nem estudar para isso— o pouco que eu sei é: se você tá fazendo um serviço, ele tem que acolher todo mundo. Se você tá fazendo um serviço de Uber, se você tá fazendo um serviço de 99, se você tá fazendo um serviço de seja lá qual caralho que for, você não pode dizer só aceito cartão e Pix.
Não, não, tá errado, tá errado, tá erradíssimo. Não, não, não. E se eu perdi meu emprego, não tô podendo usar mais meu cartão, tô desempregado, meu amigo, meu colega de quarto aqui, que enquanto eu tô procurando um emprego, meu colega de quarto tinha ali R$50 que você me deu. E aí, você vai transformar esses R$50 em Pix? Você vai transformar esse dinheiro fixo, esse dinheiro seu físico em Pix? Ah, tá bom, Ju, eu transformo. Que dia?
Amanhã? Hoje você não tem fome não? É isso? Puta que pariu! Ninguém tem direito a nada nessa porra desse país. Esse tanto de restaurante nojento, restaurante nojento que eu vou falar agorinha. Pera aí, você lembra que eu reclamei da desgraça da Subway? Subway, você é uma desgraça, você é uma desgraça do inferno! Vocês lembram que eu reclamei da porra da Subway, né? Vamos lá ouvir, gente. Vai agora, depois que esse episódio acabar, porque às vezes eu fico um tempo, demora, eu demoro para vir.
Vão lá ouvir que aquele episódio é muito bom, que eu falo tudo que vocês, para vocês entender esse áudio aqui. Eu falei sobre o fato de que a gente vai pedir as coisas na Subway e eles limitam a gente, limitam a gente até 2 vegetais. Ah, Ju, você é a única pessoa no mundo que ainda come Subway. É 2, limita você a 2 vegetais. Sabe o que que eles fazem, gente? Me desculpa, mas se o direito do consumidor falar que isso é certo, eu quero que ele vai se foder.
Porque olha só, olha só o que que eles fazem. Me diga se isso é certo. Se isso for certo, eu não quero jamais da minha vida tá certo. Eu quero estar sempre errada, com muito orgulho. Eu quero estar sempre errada. Deus, Deus, Deus, por favor, deixa eu ser errada para sempre. Deus, Deus, não, Deus, é sério, eu vou ajoelhar, eu ajoelho aqui agora. Deus, é sério, eu não quero estar certa nunca na minha vida, não. Faça uma mágica aí para tudo que eu falar ser errado, se isso for certo.
Porque olha o que que eles fazem, eles colocam lá assim, ó, Olha aqui, ó, quanto eles são desgraçados. Eles colocam lá assim, ó: Subway de 30 cm, é R$24. Aí você fala assim: ai, nossa, R$24! Vou pedir esse aqui porque eu tô só com R$30. Não, amor. Que linda, baby! Ó, sweetie, que linda! Caiu no golpe. Ah, baby, so sweet! Ai, você acreditou? Não, amor. Amor, deixa eu te falar uma coisa sobre capitalismo. O capitalismo, ele não— ele tá pouco se fodendo se você tá confortável, amor.
Acorda! Ele tá pouco se fodendo se você tá feliz e satisfeita, amor. Deixa eu falar uma coisa para você, amor. Eu não aguento, gente, porque eu não tenho paciência para quem tá começando. Ela tá chegando agora. Amor, ele não quer saber se você tá satisfeita, não, porque o potencial para ele, o potencial, dinheiro que vai chegar disso, dessa sacanagem que eles fizeram, é mais importante do que você e da sua satisfação e da sua opinião e da opinião de Ju aqui, a solista, que está cagando.
Quem é Ju? Eu sei que eles não ligam para mim, para mim Entendeu? Eles estão cagando. Então eles colocam assim 24, você fala assim, nossa, de 30, 24, beleza. Aí você clica, você vai lá iludida. Quando você desce lá, 2 vegetais só. Você tá vendo como a coisa anda junta? Você não pode fazer isso, seu escroto do caralho. Aí você coloca lá só 2 vegetais, aí você fala, eu não posso. Você tá vendo? Você não pode pedir aquele. Aí você não pode mais pedir.
Aí você não pode mais, porque quem que vai comer isso aqui com 2 vegetais? Quem que vai comer um pão com 2 vegetais, gente? Honestly. Aí você fala: não, Ju, mas você ainda pode pedir. Pode pedir se for uma babaca otária. Uma babacotária de dar R$24 num sanduíche da Subway que vem só com alface e tomate, ou que você escolher só dois. Puta que pariu! Aí você vai, aí você vai, fecha, né, a abinha, né? Aí você acha um pacote bom, aí você fala assim: nossa, ah, esse aqui, ó, achei um!
Se você achar, se tiver, porque não tem, mas vamos dizer que nesse dia você teve sorte. Ai, achei! Ai, achei! E tem esse, é 7 vegetais. Olha como eu tô feliz por eles me dar o direito básico que eu deveria ter em todos os sanduíches. Não é só em um, não. É em todos que vocês deviam estar deixando essa opção, seus merdas. E aí você vai lá pro carrinho, chega lá, não aceita pagamento no dinheiro. What is going on? What is going on?
Aonde que a gente vai parar? Aonde que a gente vai parar, galera? Aonde que a gente vai parar com isso? Aonde? Me diz aonde que isso é certo, que eu quero bater na sua cara. Me diz aonde que essa desgraça é certo. Tá errado! Você não pode limitar o consumidor. Eles estão, gente, esses restaurantes do iFood, eles estão se metendo nas nossas escolhas. Você não Você não pode se meter nas minhas escolhas. Você não pode se meter nas minhas escolhas.
Você pode sim estabelecer o que você quer. O cliente não tem sempre razão, não. Não tô defendendo que o cliente tem sempre razão, porque essa aqui é uma escrota fodida. Não tô defendendo que o cliente tem sempre razão, não, porque essa aqui é uma escrota, lixo, filha da puta. Tô defendendo ela, não. Jamais me submeteria a defender isso. O que eu estou dizendo é Você pode escolher pizza de banana, sanduíche de banana, cu de banana, bossa de banana, R$30, merda de lixo, R$50, merda de lixo, R$70.
Isso você pode decidir. O que você não pode decidir é você colocar uma coisa com preço mais barato para atrair as pessoas e quando chegar lá não ser o que tá escrito. Isso é propaganda enganosa, porque você coloca lá o sanduíche que a pessoa gosta, que aquele de calabresa, sei lá, você coloca lá aquele sanduíche, a pessoa vai escolher o que ela sempre comprou. De repente tudo mudou, de repente tudo mudou, porque esse sanduíche aqui que sempre tava, não é nem o preço não, que eu sei que os preços mudam, mas eu digo assim Por que que esse sanduíche aqui, ó— e o preço também, né.
Mas por que que esse sanduíche aqui, ó, tá mais barato pra me atrair, mas quando eu entro eu não posso escolher o que eu sempre escolhi dentro dele? Hã? Hã? Hã? Qual é o sentido? Aonde que a gente vai chegar? Gente, eu tô implorando vocês. Alguém faz alguma coisa. Alguém faz alguma coisa com a iFood, com a R$99. Alguém faz alguma coisa. Isso não é certo, gente. Gente, é sério, isso é muito errado. Vocês não podem limitar as pessoas às próprias escolhas.
Você entra sabendo o que você quer. E você chega lá, ele fala: você não vai levar o que você quer. Hã? Oi? Eu não posso levar o que eu quero se eu tenho dinheiro para pagar? Aqui para você, ó. Aqui para você, ó. Aqui para você, ó. Aqui para você, ó. Aqui para você, ó. Quantas pessoas estão com dinheiro na mão e não estão podendo comer? Aonde se já— aonde, aonde já se viu isso? Essa é a modernidade. Essa é a modernidade que vocês querem viver?
Não, porque eu sou super a favor da tecnologia, eu sou super a favor da modernidade, dos carros voadores, eu sou super a favor disso, para voar dentro do seu cu. Eu sou super a favor disso, mas quando essa tecnologia chegar, que ela ainda não chegou não, Eu sou a favor da modernidade, mas a gente não está na modernidade porque ela ainda não chegou não, tá? Contaram uma historinha para vocês, vocês acreditaram de que estamos na modernidade.
Não estamos. Se isso é modernidade, eu quero enfiar um pau dentro do meu cu e voltar para o passado. Você vai me dizer o que eu devo comer? Bem-vindo ao futuro! E você vai dizer para mim bem-vindo ao futuro? Todo mundo tem celular. Aí, Uber, Uber não tem troco, entregador não tem troco, ninguém se mexe com troco mais. Que modernidade da desgraça, hein? Uau, galera, bem-vindos ao futuro! Gostaram? Gostaram da ilusão que contaram pra vocês sobre o futuro?
Gostaram? Você gostou? Você gostou, seu filho da puta? Ou você não gostou? Porque você tem que ter gostado. Você gostou desse futuro? Porque esse futuro tá uma bosta. Esse futuro tá um lixo e uma bosta. A gente não tá no futuro. A gente não tá nas épocas. Ui, como as épocas, ai! Por quê? Porque você pode postar um story lá quando você faz uma viagem para o Rio de Janeiro. É por isso que você tá na modernidade? Vai pedir um sanduíche lá no Rio de Janeiro e depois você me conta da modernidade.
Vai pedir um sanduíche lá no iFood, depois você me conta da modernidade. Vai pedir alguma coisa lá no— vai pedir uma coisa no Mercado Livre, depois você me conta da modernidade. Vai pedir alguma coisa lá na porra lá, como é que é o nome, João? Vai pedir alguma coisa lá na porra lá da Shopee, depois você me fala do futuro e da modernidade. Depois você vem aqui me contar bem aqui para mim, ó, a modernidade, que eu não quero saber não, que eu vou mandar você tomar no seu cu, sua filha da puta.
Modernidade é essa da desgraça? Que modernidade é essa desgraçada? Modernidade é meu cu? Modernidade é meu pau? Modernidade é meu lixo? Modernidade é uma desgraça, cara. Que modernidade o quê? As pessoas não têm direito para nada. Que modernidade é essa? Que futuro é esse que vocês acham que vocês estão vivendo? Isso aconteceu comigo várias vezes. Chegou um motoqueiro aqui, só que aconteceu, motoqueiro chegou aqui. Ai, galera, ele chegou aqui e falou para mim assim: É, eu poucas vezes que eu peço no dinheiro, porque eu já, para evitar constrangimento.
Para vocês verem, né, olha, a gente tem que se desculpar, a gente tem que, a gente tem que se cobrar por estar fazendo o básico e o certo, né, por a gente tá usando uma coisa que a gente pode usar, né. Mas é porque a gente, a gente quando é socialmente constrangido, a gente começa a fazer coisas baseadas em experiências experiências passadas negativas que a gente teve, né? Então eu não quero passar a mesma vergonha. E aí eu tento evitar, mas quando não tem jeito, eu peço no dinheiro.
Ele chegou aqui e falou assim: eu não tenho troco, eu não sabia que precisava de troco. Gente, ou iFood de 99, que que vocês estão fazendo que vocês não estão avisando para esses motoqueiros? Eu achava que avisava. Gente, eu achava que avisava. Que que é isso? Que eles não falam assim, ó, esse cliente aqui, ó, vai precisar de troco para R$50. Eles não falam isso? Porque eu tô chocado de saber agora. Eles não falam isso? Eles não falam isso?
Fiquei chocado de saber. Aí ele falou, não, eles não me avisam de nada. E eu falei assim, bom, e agora? O que que eu vou fazer? Aí ele falou assim, não tem um supermercado aqui perto não? Eu assim, Gente, eu só pedi um sanduíche e ele queria ir no supermercado trocar meu dinheiro. Eu sabia que ele não ia trocar, eu sabia que ele não ia trocar meu dinheiro, porque hoje em dia ninguém troca nada, ninguém faz nada mais, ninguém faz nada, ninguém faz nada mais, ninguém faz nada mais.
Você entra num, numa porra de um supermercado, você se sente um lixo. Ninguém tem educação, ninguém tem educação. Você comemora quando alguém é educado com você, você fica feliz. A gente não deveria ficar feliz das pessoas serem educadas com a gente. Isso é o básico do ser humano. Vocês são nojentos. As pessoas não têm classe, elas não sabem cumprimentar, elas não sabem dar, elas não sabem agradecer, elas não sabem fazer nada.
Eu posso não ter nada na minha vida, minha filha, mas a educação eu tenho, porque essa daí nada me tira. Aonde eu chego, eu sei entrar, eu sei sair. Agora, as pessoas, você entra, elas caga para você, você sai, elas continuam cagando para você. E aí ele foi trocar esse dinheiro, obviamente. Aí ele pegou e falou assim, eu vou deixar meu celular com você. Gente, gente, aonde já se viu eu pedir um lanche e o motoqueiro deixar o celular dele comigo para ir no supermercado trocar o dinheiro?
Aonde? Bem-vinda ao futuro! Gostou? Não, porque você tem que ter gostado. Gostou do futuro? O motorista quer deixar o celular comigo para poder ir no supermercado trocar o dinheiro. Não, mas é— não, não, gente, mas é moderno. Não, gente, vocês não estão entendendo. Hoje em dia todo mundo tem celular. Não, mas todo mundo tem celular. Ai, hoje em dia todo mundo tem celular. Ai, hoje em dia todo mundo tem celular, gente. Hoje em dia todo mundo tem as coisas.
Hoje em dia todo mundo tem aplicativo, é só baixar. Vocês não sabem mexer não na internet? Ah, então você é atrasada. Então você é atrasada, porque hoje em dia é tudo moderno. É uma puta desgraça, porque a vingança, porque a verdade é uma puta de uma desgraça que aparece. Gostou do futuro? Tá feliz com o futuro? Bem-vinda ao futuro. Então eu sou a favor sim do futuro, tá? Mas quando ele chegar Mas é isso, eu tenho que ir. Muito obrigada por você ter ouvido Anciolíticos.
Thank you so much for listening. Depois de surtos de Ju, como sempre. E eu peço que você ajude no Pix e PayPal que a gente tem aí, tá? Compartilhe, manda, mande para as pessoas. E aguarde que eu volto quando eu posso, gente. Vocês sabem como é, eu me sinto muito preso porque eu não posso muito me expressar aonde eu estou. Eu não posso me expressar do tanto que eu gostaria e isso me desanima. De verdade, sendo honesto com vocês, eu não gosto de vir para cá se eu não puder fazer o que eu acho que vocês merecem, entendeu?
Então eu não venho, eu não venho, porque se eu não me sentir à vontade, eu não venho, entendeu? E aqui em casa nem sempre eu tenho espaço para poder fazer minhas reclamações, porque eu sou uma pessoa socialmente constrangida. Então eu gosto de me expressar e ser livre assim, gritar e fazer minhas coisas, mas eu não posso fazer isso. Então eu faço nos meus breaks, nos momentos que eu acho ali, vou empurrando num dia, sem falar, né, nas outras coisas que não vem ao caso.
Mas é isso. E puxa notificação, por quê? Porque você tá na modernidade. Na modernidade todo mundo tem que puxar notificação. Aí você não puxa notificação de seus podcasts? Ai, você não puxa? Ai, mas é moderno, amigo. Hoje em dia todo mundo todo mundo tem. Você não tem não? Manda em PDF para mim. Você tem como mandar PDF? Manda localização para mim. Não tem como? Ai, é porque assim, então, senhora, eu lamento, mas eu vou estar olhando para você.
Eu vou estar enviando para você a gerúndio. Eu vou estar olhando para você. Mas assim, senhora, sabe o que é? Sabe o que é, senhora? Que assim, a sua entrega, eu até queria te ajudar, mas é porque Assim, você tem que mandar sua localização no GPS do WhatsApp, entendeu? A gente não trabalha com endereço, é só no WhatsApp. Isso, aí tem que ser em PDF. A gente não aceita receita se não for em PDF. Não, eu sei que tá digitalizado, mas a gente não vê email.
Não, eu sei que você foi na lan house, que você não tem computador. Mas eu entendo, é muito papo, mas eu realmente preciso do WhatsApp, entendeu? Só faz no WhatsApp, no Instagram. Faz assim, senhora, me manda no Instagram a localização então, pode ser? Ah, você não tem Instagram? Você não tem nenhum sobrinho aí para te ajudar? Não, eu sei que você tem o endereço, mas a gente não faz correio, não. Não, a gente faz só— é porque assim, a gente entrega no carro.
Vai eu e minha amiga entregar a sua entrega, entendeu? Faz assim, agora eu vou te ligar, que eu tô cuidando do meu filho agora. Agora eu vou te ligar, tá? Eu te ligo lá no WhatsApp. Ah, você não tem, né? Ah, então eu vou te ligar aí no telefone mesmo, tá? Você tá sem internet, né? Então tá, então vou te ligar. Eu vou com a minha amiga entregar seu pacote, é porque a gente tá com problema no carro. Eu tô passando agora no posto de gasolina, mas é moderno, sabe?
É bem melhor assim, sabe? Eu tô muito feliz de trabalhar assim, modernidade. Ajudou muita gente, né, senhora? E a gente sou muito grata que a gente trabalha pra gente, sabe? A gente não depende de patrão. Eu sou muito feliz, eu posso assistir do WhatsApp, entendeu? Fudida do caralho. Eu não quero que as minhas entregas sejam entregadas por pessoas comum, não. Eu quero que as minhas entregas sejam entregadas pelos funcionários dos Correios, gente.
Vocês não têm dignidade? Vocês não têm, vocês, vocês, que futuro é esse? Já dizia, me ajuda, João, quem falava que futuro é esse? Que país é esse? Ai, me ajuda, João, que modernidade é essa, meu pai? Que uma amiga vem com a outra no carro te entregar sua entrega com namorado, som na maior altura. Que nojo, que país nojento, que cidade nojenta, que mundo nojento! Cadê os Correios? Cadê os Correios? Nem Correio! Que nojo, que nojo eu tenho de morar aqui nesse mundo, porque eu não posso estar nesse mundo.
Eu devo estar, ó, eu— e olha que eu não tô pedindo muito não, tá? Sabe o que eu tô pedindo? Direito básico. É isso que eu tô pedindo. Sabe qual que é a frase do lixo do dia? Sabe qual que é a frase da desgraça do lixo? Você quer saber a frase da desgraça da sua vida, da sua puta da sua vida? Porque a verdade é uma puta de uma desgraça que aparece. Sabe qual que é a frase do dia? A frase do dia é o seguinte: você quer modernidade?
Então viva no futuro. E é com essa que eu vou. Thank you so much. Bye, gagas! Love you, and I'll see you on the next episode.
99
Aplicativo de transporte/deliveryBeyoncé
Música/ArteBritney Spears
Música/ArteCorreios
Serviço de entregaiFood
Aplicativo de deliveryKTO
Candidato políticoPatreon
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SanduíchesUber
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