SOCORRO
Luz Acesa é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!
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Edição de áudios: Depois O Leo Corta Multimídia
Vinhetas: Pipoca Sound
Voz da vinheta: Mari Ribeiro e Priscila Armani
- Lindbergh Farias· PoliticaPneu furado na estrada · Chuva forte · Voz pedindo socorro · Encontro com aparição · Lindenberg
- Decisões espirituaisSeres desencarnados · Sensibilidade espiritual · Poliane
Shh, luz acesa, história está a medo. Oi gente, cheguei, cheguei para um Luz Acesa e hoje eu vou contar para vocês a história do Lindenberg. Então vamos lá, vamos de história! Lindenberg sempre foi um cara que gostou muito de pular carnaval, então ele ia aí com os primos dele para alguma cidade do interior, praia, não interessava, Eles gostavam de curtir aí o Carnaval. Funcionário público, sempre pegava uns dias a mais para passar ainda a Quarta-feira de Cinzas no lugar e ir embora quinta ou sexta-feira.
Pegava aqueles dias para começar a trabalhar só na segunda-feira, né? Lindenberg disse para mim, Andréia, para me recuperar do Carnaval, né? Então ele curtia realmente, de fato. Teve um ano que Lindenberg Foi para um interiorzão aí com os primos. Foi no carro dele porque ele morava numa capital e os dois primos foram em outro carro porque eles moravam em outra cidade. Curtiram o carnaval, ficaram na quarta-feira de cinzas o dia inteiro na cidade e na quinta-feira de manhã cada um resolveu voltar aí para sua cidade, que seriam ali muitas horas.
E o Lindenberg falou, Andréia, eu só dirijo de dia. Em estrada assim, né? Tenho medo de dormir e tal. Quando era meio-dia, eu saí de lá com previsão de chegar na entrada da minha cidade ali mais ou menos umas 18, 18:30. Lindenberg entrou no carro dele, deu partida, colocou ali uma musiquinha e foi dirigindo. De vez em quando ele achava um posto de gasolina ali, parava, ia fazer um xixi, tomava uma água para seguir viagem. Quando era mais ou menos Umas 4:30, tinha caído uma chuva, então ele tava vindo devagar.
Mas, gente, de dia, tá? 4:30 da tarde, tava vindo devagar uma chuva quando ele percebeu ali que o carro deu uma balançada.
Puts, pneu!
Deu seta, parou no acostamento, e realmente o pneu dele tava furado.
Meu Deus, sacanagem! Tem, sei lá, uns 20 minutos que eu saí do posto de gasolina, tinha que furar agora esse pneu?
E assim, uma chuva.
Então o que que fez.
Ele falou, Andréia, por segurança liguei o pisca, saí do carro naquela chuva, peguei o triângulo, dei a distância certa, corri lá, botei o triângulo e voltei para o carro para ver se a chuva ia dar uma amenizada. E sempre aqui olhando no retrovisor, porque se vem um carro desavisado ali e bate na gente, acabou também, né? Ele ficou olhando no retrovisor com medo de vir algum carro não ver ele ali, né? Apesar do triângulo, ele fez tudo certinho, né, nas regras de trânsito ali.
Ficou ali 20 minutos, ele falou: bom, acho que essa chuva não vai passar, então vou sair, vou trocar esse pneu na chuva mesmo, é o que tem para hoje.
Tinha que pegar ali o macaco e o pneu.
Bom, é isso, vou ter que fazer isso na chuva.
Não era uma tempestade, mas era uma chuva, uma chuva meio fortinha. Foi, pegou, ficou esperto na estrada ainda. Dois carros passaram, buzinaram, mas viram que ele já tava com as coisas do pneu. Ele só fez um sinal, tipo, pode seguir, né? Tá beleza. Quando ele tava abaixado botando o macaco— socorro, socorro!— ele parou no acostamento. Tinha tipo um mato e ele não sabia se aquele mato era reto, se tinha vala, era para baixo, porque ele só viu o mato e tava uma puta chuva.
Mas aquele socorro, socorro estava vindo de dentro do mato. Para mim é não, gente, já. Aí eu fico pensando, poxa, eu ia acabar sendo omissa no socorro de alguém, porque vai que é um carro que capotou e a mulher tá lá pedindo socorro, mas eu não conseguiria entrar no meio do mato para verificar alguém pedindo socorro. Desculpa, eu ia chamar alguém, eu não ia conseguir entrar. Lindenberg ficou cabreiro porque assim, ele falou, Andréia, era um mato meio alto até assim, uns arbustos, não era capim assim, era um, sei lá, uma florestinha, um matinho que você vê assim, estrada, né, acaba ali o acostamento e tem um mato.
E ele falou, a questão é, se tinha alguma coisa dentro do mato, esse alguém, essa voz feminina chamando socorro, parecia que tava na minha orelha, do meu lado. E eu olhava, não tinha nada. Tinha que estar vindo do mato, mas assim, tava muito perto da minha orelha pra ser do mato, mas só podia ser do mato. Ele achou estranho e ficou na dúvida. Ele até deu a volta no carro e olhou embaixo do carro. Ele falou, Andréia, a hora que eu fui botar o macaco ali, eu até assim deitei no chão, olhei embaixo do carro, tava todo molhado já, porque essa palavra socorro tava na minha orelha.
E aí eu fiquei pensando, é coisa da minha cabeça? Mas ele escutava socorro. Socorro! Lindenberg tentou ignorar porque ele falou, Andréia, não fazia sentido a voz tá quase dentro da minha cabeça e não ter a pessoa, a mulher em volta ali. Rapidinho foi ali, botou o macaco, levantou o carro, tirou o pneu, foi lá, guardou o pneu, pegou outro pneu e foi colocando.
Assim que eu terminar aqui, vou dar uma olhada nesse mato.
Tava de dia, gente. 4:30 da tarde, mas não tinha por onde entrar assim.
Ele falou, eu vou dar uma afastada nesses arbustos e tal, com macaco na mão, vou abrindo um pouco ali para ver se eu vejo alguém, dou um grito ali.
E a chuva comendo. Até ele terminar de trocar aquele pneu, ele escutou socorro, socorro. Assim que Lindenberg terminou de trocar o pneu, ele começou a abrir aquele mato e tentar pisar ali, assim, com medo de, sei lá, a cobra fica perto do acostamento. Provavelmente não, mas não sabemos. Vai que tem uma cobra que é mais urbaninha. Foi assim, pisando com medo mesmo de pisar no mato ali, ou de ter um buraco, ou de ser uma vala para baixo, porque às vezes tem isso, né?
E ele foi abrindo, ele andou com muito custo uns 10 passos. E realmente tinha uma moça no chão, toda ensanguentada. Era um cabelo castanho comprido, e como a parte do cabelo dela parecia que tava desgrudado da cabeça. Na hora, o Lindenberg teve aquele choque, porque assim, ele ficou demorando, trocando o pneu ali devagar, tentando pensar no que fazer, e ele tava deixando uma moça sem socorro. Ele falou, Andréia, eu fiquei todo arranhado porque eu me joguei no arbusto para chegar até ela, para pegar ela no colo e já correr gritando, agora eu, socorro!
Quando ele correu e abaixou tentando enfiar a mão por baixo das costas dela para levantar e já sair correndo, a moça desapareceu. Ela sumiu. Ele, sem entender, levantou voltou. E quando ele virou, a moça tava em pé, ensanguentada, olhando para ele com uma cara desesperada e chamando socorro. Não fazia sentido, ela sumiu e apareceu atrás dele, nas costas dele. Lindenberg, ainda sem entender nada, estendeu para pegar a moça pelo braço.
Se ela tá andando, eu vou arrastar ela até o carro.
Ela tinha um pedaço do couro Cabeludo caindo quase até a orelha, assim, toda ensanguentada, e aquela chuva caindo. Quando ele foi para pegar o braço dela, ela desapareceu de novo. Só aí Lindenberg: Meu Deus, ela não tá viva! E aí, para você correr de volta daquele mato, o macaco dele ficou lá no chão, porque a hora que ele viu a moça, que ele foi pegar ela no colo, ele botou o macaco ali do lado. Ele agora com as mãos abrindo aquele mato e passando e escutando: socorro, socorro!
Quando ele saiu ali do mato, a moça tava ali no acostamento. Só que aí ele já não correu na direção dela, ele correu na direção do carro. O macaco dele ficou lá no meio do mato e ele esqueceu o quê? O triângulo. Andréia, eu sei lá, eu achei que eu fosse capotar e eu fiquei com medo da pra você entrar no carro comigo, vir no carro comigo, mas ela não veio. Quando ele entrou no carro, ele ainda escutava: Socorro!
Quando ele chegou no primeiro posto, ele lembrou: Putz, esqueci o macaco, achei o triângulo.
Ele parou no posto assim pra tomar um fôlego. Agora já era, não dava pra voltar pra pegar o triângulo, enfim. Ele contou pro frentista, contou pra todo mundo. Todo mundo assustado também, ninguém duvidou dele, né? Depois, conversando com alguns amigos, os amigos acham que de repente essa moça morreu realmente ali na estrada e ficou ali pedindo socorro. De repente acharam o corpo dela, levaram, mas ela, o espírito dela, ficou ali naquela parte da estrada.
E ele falou que no posto que ele parou, um dos frentistas falou para ele assim: você reparou se tinha alguma cruz branca? Porque se você encontrar alguma cruz branca no estacionamento, não, no acostamento, não para perto. Porque os familiares, tem gente que bota, né, a cruz onde a pessoa morreu no acidente, e se a pessoa não foi embora, ela fica ali naquela cruz. E aí ele falou, eu não sei, era um mato assim mais fechado, eu não sei se tinha uma cruz, se não tinha cruz, enfim, ele não reparou isso.
Mas depois ele até começou a prestar atenção, e realmente algumas estradas que ele passava ele via umas cruzes assim, né, em pontos assim da estrada. Nunca mais ele viu nada, nunca mais se ele parou no acostamento de nenhuma estrada. E ele falou, Andréia, era 4:30 da tarde, não era noite, era 4:30 da tarde, tava chovendo, mas assim, a chuva que dá no calor assim, né? Não era um clima macabro, nada, era assim 4:30 da tarde, um dia de chuva, era isso.
E ela ali pedindo socorro, com uma parte do couro cabeludo assim descolou da cabeça, toda ensanguentada. Eu falei, mas que tipo de roupa que ela tava? Ele falou, Andréia, não sei te dizer. Ela tinha muito sangue, tinha muito sangue. E enfim, Deus me livre. O que vocês acham?
Oi, Noemí e Belízios, aqui quem fala é a Poliane, sou do Rio de Janeiro. Antigamente eu ficaria com muito medo de ouvir ou ver algum espírito, né, algum ser. Mas hoje, estudando o Espiritismo, eu acredito que os seres desencarnados, né, hoje desencarnados, eles coabitam aqui com a gente. Então, no plano espiritual eles habitam e a gente aqui no plano físico. Então o que aconteceu foi que o Lindenberg, ele teve uma sensibilidade maior naquele momento para poder ouvir e enxergar, né.
Que bom que deu tudo certo no final, a moça não te seguiu. Espero que ela tenha alcançado também o caminho dela. Um beijo a todos.
Oi, não inviabilize-se! Eu sou a Paula de São Paulo. Só tinha ideia, viu? Eu jamais entraria no mato para ajudar alguém. Eu ligaria naqueles 0800, sabe, grátis, que tem toda rodovia, para eles virem ajudar. Mas eu jamais entraria. Imagina na chuva, não sabe nem onde tá pisando direito. Um perigo, um perigo que você passou, viu? Mas ainda bem que no final esse espírito não grudou em você, não foi com você aí no seu carro até sua cidade, e você tá bem. Um grande beijo!
Comentem lá no nosso no grupo do Telegram. Sejam gentis com Lindenberg. Um beijo e eu volto em breve.
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