CIGARRO
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Edição de áudios: Depois O Leo Corta Multimídia
Vinhetas: Pipoca Sound
Voz da vinheta: Mari Ribeiro e Priscila Armani
- Tabagismo e saúdeMorte da tia Mayrie e o velório · Encontro com o rapaz no cemitério · O pedido de cigarro e a recusa · O cheiro de cigarro no trabalho · A aparição do rapaz na casa de Vander · A cruz invertida · A repetição dos cigarros molhados e pães espalhados · Vander devolve os cigarros ao cemitério
- Participacao OuvintesSabrina do Rio de Janeiro e a cruz invertida · Breno de Vitória e o vício em cigarro · Conexão com espiritualidade e vícios
Shh, luz acesa, estar está medo. Oi gente, cheguei, cheguei para um luz acesa e hoje eu vou contar para vocês a história do Vander. Então vamos lá, vamos de história. Vander vem de uma família muito grande e muito unida. Um dia Vander tava no trabalho e recebeu a ligação de uma prima dizendo sabendo que uma tia dele, que a gente pode chamar aqui de Mayrie, tia Mayrie tinha falecido. Vander ficou abalado ali, ficou sabendo que o velório seria naquele mesmo dia à noite e o sepultamento no outro dia cedo.
Vander então se comprometeu a passar ali a noite com sua tia Mayrie no velório. Poucas pessoas ficam ali durante a noite toda. Vander falou: "Olha, eu fico porque amanhã eu tenho que vir trabalhar de qualquer forma, então eu fico com ela." Vander então, muito triste, jantou ali perto da fábrica onde ele trabalha até hoje e pensou: "Bom, eu vou direto daqui para o velório, aí lá tiro uns cochilos durante a noite, quando for umas 7 horas "Eu vim pra cá novamente." Ele jantou e chegou no velório ali.
Era uma época onde os velórios ainda ficavam abertos à noite. Hoje em dia, eu acredito que poucos ficam, né? Pelo menos aqui em Santo André, os velórios fecham e abrem de manhã. Ficou ali, tinha uns bancos, algumas tias dele mais velhas também ficaram. Aí aquela coisa, leva café. Leva bolacha, maisena, e o povo fica ali, toma um café, come uma bolachinha, tira um cochilo e volta. E assim o Vander ficou ali, fez algumas orações por sua tia Meire. E quando deu mais ou menos umas 10 horas, Vander resolveu dar uma volta.
Ele falou: não vou levar celular, não vou levar carteira, nada. Vou dar uma volta aqui na rua do cemitério para fumar e esticar um pouco as pernas.
Ele ia andar até uma ponta lá do muro do cemitério, que era bem grande, fumar o seu cigarro e voltar. O Vander então saiu ali daquela área dos velórios e começou a andar pela calçada, encostado ali no muro do cemitério. Lá na frente, ele viu um rapaz. O rapaz aparentava ser muito magro, tava pálido, e ele tava de frente pro muro do cemitério fazendo o sinal da cruz com o dedo no muro do cemitério. E aí, Vander—
tem doido pra tudo, né?—
resolveu não olhar ali diretamente pro rapaz, falou: "Tá doido com essa mania." Foi até a outra ponta, fumou o seu cigarro. Quando Vander tá voltando, pensando: "Poxa, podia acender mais um cigarro daqui lá." Pegou ali o isqueiro, pegou o cigarro.
Vou acender e quando chegar lá eu jogo fora na outra ponta. Vou andando bem devagar.
Quando ele passou pelo rapaz, ele não acendeu o cigarro, ele deixou para acender o cigarro na esquina. Agora na volta ele ia fumar um outro cigarro e ele acendeu já na esquina e veio vindo fumando cigarro. E o rapaz que estava fazendo o sinal da cruz com o dedo ali naquele muro parou e olhou para o Vander. E ele tinha uma cara muito estranha, muito estranha, e ele fez com a mão, tipo pedindo o cigarro para o Vander. Qual foi o raciocínio do Vander?
Se eu der o cigarro para esse cara agora, ele vai me encher o saco lá no velório da minha tia. E lá tem pouca gente, só senhoras, então eu vou ignorar e fingir que não vi.
Vander ignorou aquele rapaz, passou reto por ele e voltou. Chegou ali na esquina, né, pertinho do do velório, apagou o cigarro, jogou no lixo e voltou lá onde estava o corpo da sua tia. Rezou mais um pouco, cochilou, teve alguns sonhos estranhos, acordou, cochilou de novo. Quando deu 6 horas, ele acordou de vez, tomou um café com as suas tias, que elas tinham feito café, uma tinha acabado de chegar com café novinho. E ele falou: "Bom, eu vou fazer mais uma oração pela Tia Meire e vou embora, porque eu não vou poder ficar para o sepultamento." E aí assim ele fez, fez umas orações ali, o Vander, e foi embora.
O Vander entrou no seu carro, foi direto ali para o trabalho e ainda pensou: "Poxa, podia passar em casa para trocar de roupa e tal, mas vai demorar, vou assim mesmo." Conforme ele chegou no trabalho, marcou ali o seu cartão, foi para sair do seu setor, duas pessoas ali do setor do Vander comentaram: nossa, cara, você tá fedendo a cigarro! Meu Deus do céu, tá insuportável ficar perto de você, está cheirando cigarro muito forte.
Vander me falou: Andréia, fumante é aquela coisa, a gente não sente muito, mas o cheiro sim, né, o olfato realmente fica prejudicado e às vezes incomoda assim as pessoas, e a gente não sente. Então eu fiquei meio que na minha. E mais algumas pessoas comentaram que o cheiro tava muito forte fumar cigarro. Eu tentei ficar meio isolado e tal. Eu tava pensando muito na minha tia, que ela tinha sido sepultada e tal. Quando deu o horário, eu entrei no meu carro, e aí sim, para ir para casa tomar um banho, tirar aquela roupa de cemitério.
Quando Vanderlei entrou no carro dele, ele percebeu que no banco ali do passageiro, do lado do banco do motorista, tinha parecido uma poeira, uma sujeira, uma terra.
Ele falou: "Ai, meu Deus, será que eu trouxe terra de cemitério, do jardim ali?" Sacudiu o tapetinho e E foi para casa.
Vander morando sozinho numa casa de 2 cômodos, uma cozinha ali com sala, um quarto, um banheiro. Ele chegou, já foi tirando logo a roupa e botando a roupa dentro da máquina e já foi tomar seu banho. Conforme Vander tava tomando banho, ele começou a sentir cheiro de cigarro, mas não era assim de impregnado de cigarro, cheiro de cigarro aceso. A casa O Vander morava era fundos da casa de uma senhora, ele alugava a casa. E a senhora morava ali, ela e o esposo, e eles não fumavam.
Já que eles estavam recebendo alguém que estava fumando no quintal, saiu do banheiro enrolado na toalha e em vez de virar para o quarto para colocar uma roupa, ele virou para a cozinha ali para tomar uma água. Quando o Vander chegou na cozinha, o maço de cigarro dele estava no chão. Ele tirava o maço de cigarro do bolso junto com a chave e a carteira e colocava ali num canto de uma mesa ali que tinha na entrada. Alguns cigarros espalhados.
"Meu Deus, será que na hora que eu botei ficou na pontinha e caiu?" Nem pensou muito, mas assim, para sair os cigarros do maço.
E aí quando ele foi pegar aqueles cigarros do chão, os cigarros estavam com as pontas molhadas e meio amassadas. A ponta onde você põe a boca, não a ponta que você acende. Vander não conseguia pensar em nada, mas não conseguia entender como que aquilo tinha acontecido. Vander recolheu aqueles cigarros com nojo, sem entender. A porta dele trancada, não tinha como alguém ter entrado ali. Jogou no lixo e conforme ele levantou e virou, ele viu na frente dele o rapaz que tava fazendo sinal da cruz no muro, dentro da na casa dele.
Vander deu um pulo para trás e pensou: "Como que esse cara entrou aqui?" Porque ele tava pensando que era um rapaz de carne e osso. Vander segurou a toalha com uma mão e com a outra mão foi pegar no braço para o rapaz sair. Conforme ele fez o movimento para pegar no braço do rapaz, o rapaz desapareceu. O coração do Vander batia muito rápido e ele começou a tentar tornar a coisa meio racional.
Eu passei essa noite sem dormir, eu tô estressado, tô cansado, tô triste pela minha tia Meire, fiquei com a imagem desse rapaz na cabeça, foi isso que aconteceu.
Vander foi até o quarto, vestiu um short, enquanto ele pegava a toalha para estender, ele sentiu um empurrão.
Meu Deus do céu, que que tá acontecendo?
Ele caiu em cima da cama. Quando o Vander virou e levantou, o rapaz tava ali. O Vander me falou que esse rapaz tinha um olhar alheio, assim, sabe quando parece que a pessoa realmente tem alguma questão psiquiátrica mesmo, que não tá controlada, não tá tratada? E ele ficava só fazendo esse sinal da cruz com a mão. E sem olhar diretamente pro Vander, assim. Nessa hora, o rapaz parou, olhou pra ele com um sorriso que você via que era de maldade.
E aí ele percebeu como era a cruz que esse rapaz fazia. Ele fazia com o dedo no ar assim, muito comprido, de cima pra baixo, e cortava a cruz aqui embaixo. Ali, Vander percebeu que ele tava fazendo uma cruz de cabeça para baixo. Era uma cruz de cabeça para baixo. Aquela noite, umas duas vezes ele foi atacado na própria cama. Ele não sabe se foi tapa, se foi chute, mas ele foi acertado. Mais alguns cigarros caíram no chão daquele mesmo jeito, molhado, cheiro de cigarro.
Não fez Nada. Não procurou ninguém. No dia seguinte ele foi trabalhar. Chegou em casa à noite, resolveu já jantar na rua, chegar sem precisar comer nada. Os pães que ele tinha, pão de forma, estavam espalhados pelo chão. Não estavam roídos, mordidos, né, falar foi um rato, sei lá. Eles estavam com as pontas molhadas, como se fosse babado. O Vander falou que sempre que ele dava alguma coisa, ou esse cigarro ou esse pão, assim, ele sentia nojo, muito nojo.
No terceiro dia, sem falar nada para ninguém, o Vander resolveu ele fazer alguma coisa. Chegou na casa dele, dessa vez não tinha mais pão que ele tinha jogado, mas algumas coisas do— ele tinha um pequeno armário assim de mantimentos, mantimentos estavam no chão também. Vander tinha passado antes no mercado, comprado um pacote. Ele falou: "Andréia, quem fuma sabe, eu comprei um pacote fechado de maços de cigarro, é caro." Eu comprei, eu abri e eu saí da minha casa com aqueles maços de cigarro e entrei no carro na esperança de que esse rapaz, sei lá, que fosse junto comigo.
Ele foi até o cemitério, abriu os maços de cigarro e foi jogando os cigarros ali naquele muro, na beirada do muro do cemitério. E ele fez isso, ele falou: "André, o que eu pude fazer, rezei Pai Nosso, rezei Ave Maria, que é o que eu sei, joguei os cigarros ali, peguei todas as embalagens, joguei no lixo ali." do cemitério e torci para ir embora. Não olhei para trás sem esse espírito comigo. O Vander disse que voltou para casa com muito medo de assim encontrar de novo esse rapaz.
Esse rapaz, ele tava muito sujo. E aí o Vander começou a perceber que a casa dele tinha algumas Como se o rapaz tivesse encostado, andado ou botado a mão assim. Ele ficou meio nojo de tudo, começou a limpar tudo com água sanitária, jogou lençol fora, enfim, voltou, fez uma limpa. Depois disso, ele parou de fumar porque pegou nojo de cigarro. Ele sentia muita vontade, mas foi parando, né? Nunca mais aconteceu nada. E ele ficou com muita vergonha, ele nunca contou essa história assim para ninguém.
Só depois que ele arranjou uma namorada, que hoje em dia é noiva dele, que ele contou para ela e tal. E ela que falou para ele, falou: "Eu acho que ele veio atrás de você porque você negou o cigarro para ele lá no cemitério. E aí ele veio atrás de você, ele veio junto com você do cemitério." Fiquei chocada porque assim, primeiro que o Vander foi direto trabalhar, então o espírito que o espírito ficou com ele, aquele cheiro de cigarro forte que as pessoas sentiram no Vander quando ele foi do cemitério para o trabalho, já era o cara então junto com ele.
E dali o cara foi junto para casa. O Vander disse que ninguém falou para ele botar os cigarros lá, ninguém falou nada, foi uma intuição dele assim. E aí resolveu ele Aí ele falou: "André, gastei uma grana, porque um pacote fechado de maço de cigarro é caro, mas eu botei os cigarros lá. Não sei quem fumou, se fumaram, se pegaram, mas eu joguei os cigarros lá, todos na beirada desse muro, fui jogando assim, né, um muro grande e tal." E aí ele jogou todos os cigarros ali.
Acho que vale a utilidade pública, né? Parou de fumar. Já achei que o rapaz aí prestou um serviço pro Vander. E vocês, o que vocês acham?
Oi, gente, bom dia! Meu nome é Sabrina, falo aqui do Rio de Janeiro. Vander do céu, misericórdia, tô passada! Quando a Déia falou que o cara tava fazendo o sinal da cruz invertida, eu me arrepiei inteira. Deus me livre! Me deu até vontade de chorar de nervoso. Tá doido! Eu tenho umas amigas que elas são da Umbanda e aí elas falam que quando a gente vai pegar um cigarro do maço ou até o cigarro que a gente está fumando, porventura assim cai, que não é para pegar de volta, é para deixar, procurar um cantinho e deixar o cigarro, que é alguém pedindo, solicitando aquele cigarro. Deus me livre!
Oi, non-inviabilizers, aqui é Breno de Vitória, Espírito Santo. Eu fiquei um pouco impressionado porque eu também parei de fumar recentemente após ter me conectado um pouco mais, né, depois de mais velho com a minha espiritualidade, né? E eu passei a me sentir meio sujo depois que eu fumava. Então eu também larguei o cigarro. Será que esse jovem também não ficou acompanhando o Vander devido isso ser um vício, né? Porque sei lá, né, dizem que os vícios eles abrem portas para que a gente fique mais suscetível, né, a ser afetado por energias ou seres de outras dimensões.
Não sei, né? Mas pelo menos eu fico feliz que essa história livrou o Vander de um vício, né? Assim como eu também me livrei, né?
Um abraço. Comentem lá no nosso grupo do Telegram. Sejam gentis com o Vander, Deus me livre. Um beijo e eu volto em breve. Quer a sua história contada aqui? Escreva para nonenvelhize@gmail.com. Luz Acesa é mais um quadro do canal Não Envelhece.