Episódios de Não Inviabilize

VITÓRIA

31 de agosto de 202633min
0:00 / 33:10

Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!

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A Campanha “Sabores do Mundo em Campo” da La Guapa continua! São 12 empanadas

inspiradas em 12 países — um sabor novo por mês, cada um disponível por 2 meses, até o fim do ano. Em cartaz agora: a Japonesa, inspirada no guioza tradicional, e a Americana, o clássico cheeseburger em uma nova experiência. Baixe o app, peça pelo aplicativo e use o cupom GUAPONEI pra ganhar 15% de desconto.

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Edição de áudios: Depois O Leo Corta Multimídia

Vinhetas: Pipoca Sound

Voz da vinheta: Priscila Armani

Participantes neste episódio1
A

Andreia Freitas

HostJornalista
Assuntos5
  • O acidente de Maria Vitória na piscina e a intervenção do vizinho JairoMaria Vitória·Piscina·Jairo·Ralo antissucção
  • O relacionamento de Soraia com o marido e a dinâmica familiarSoraia·Marido·Maria Vitória·Divisão de tarefas
  • A decisão de Soraia de aterrar a piscina e o divórcio do maridoSoraia·Piscina·Divórcio·Marido
  • O relacionamento de Soraia com Jairo e a nova gravidezSoraia·Jairo·Gravidez·Regininho
  • A história de Soraia e a construção de sua casa com piscinaSoraia·Condomínio·Piscina
Transcrição30 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Picolé de limão, o refresco ácido do seu dia.

?Voz B

Oi, gente, cheguei, cheguei para mais um picolé de limão e hoje eu não tô sozinha, meu publi. Quem tá aqui comigo hoje é a deliciosa Lagoapa. Começou em janeiro e vai até dezembro a campanha Sabores do Mundo em Campo da Lagoapa. São 12 empanadas, cada uma inspirada em um país diferente. Todo mês um sabor novo e cada sabor fica disponível por apenas 2 meses. Quando a empanada sai de cena, já era. Então tem que aproveitar e comer todas, hein?

?Voz A

Amo!

?Voz B

É uma edição limitada de verdade e a mecânica da campanha é bem legal. Cada empanada participante que você pede pelo aplicativo te dá automaticamente o carimbo do país correspondente no seu passaporte. Juntou 12 carimbos, ganhou um prêmio no final da campanha. É só não esquecer, quando o sabor sai do cardápio, o carimbo vai embora junto. Então você não pode deixar passar nenhum país, tem que ter todos os carimbos de todos os países, tá?

E agora os 2 destinos sabores que estão em carta são empanada japonesa inspirada na gyoza tradicional. Eu amo que é gyoza em formato de empanada. E a americana, que é o clássico cheeseburger em uma experiência nova, né? O pão de cheeseburger que virou empanada. Você pede pelo aplicativo da La Guapa, carimba o seu passaporte, completa os 12 países e ganha um prêmio. E usando o meu cupom você ganha desconto. Então fica comigo que no final tem cupom.

O link tá aqui na descrição do episódio, tá? La Guapa, bonita com conteúdo e gostosa. Essa história pode conter gatilhos, então ouçam com cuidado. E hoje eu vou contar para vocês a história da Soraia. Então vamos lá, vamos de história. Soraia sempre morou em apartamento e o sonho dela era morar numa casa. Soraya conseguiu comprar um terreno num condomínio que tava começando ainda, né? Para vocês terem uma ideia, não tinha luz, não tinha água ainda lá.

Conseguiu construir a casa, não tava 100% acabada, mas tava bem boa. Fez ali uma área de churrasqueira, resolveu fazer uma piscina. Soraia, com 32 anos, já tinha ali a sua casa com piscina, que ela foi construindo aos poucos desde os seus 24 até os 32 ali. Soraia estava com a sua casa com piscina, churrasqueira, recebia muitos amigos. Numa dessas festas, um amigo levou um amigo e Soraia conheceu quem seria o seu futuro marido.

Soraia namorou dos 33 aos seus 35 anos. Com 35 anos, Soraya foi pedida em casamento. Soraya se casou, ela já tinha a casa dela, já tinha o carro dela, né? O rapaz também não era mal de vida. Então assim, foi um casamento sossegado. Primeiro ano de casamento é tudo muito flores, você tá ainda adaptando as coisas, né? Com meses de casamento, Soraya engravidou porque era uma meta do casal. Soraya já tava com 35, então ela queria ter filho ainda com 36, né, parir com 36.

Então eles teriam que ser rápidos ali, né. E a gravidez dela foi muito tranquila. A única questão do casamento da Soraia ali é que o marido fazia as coisas em casa, mas só fazia se a Soraia pedisse. Então se tem uma louça ali na pia, você não tem uma diarista, você não tem, né, uma pessoa que vai te ajudar ali, tá só você e o seu marido. Se você não lava Quem tem que lavar? O seu marido. Tipo, a louça não vai se lavar sozinha, né?

Então a louça ficava lá até que a Soraya falasse: olha, você pode lavar aquela louça para mim? Aí ele falava: por que que você não pediu antes? Tudo que precisava ser feito tinha que pedir. Mas a Soraya acostumou com isso. Então ela pedia, ele fazia, ele não reclamava, ele fazia. Então ótimo, estabeleceu-se aí essa dinâmica. Soraia grávida, não teve nenhuma intercorrência, gravidez foi tranquila, mas sempre tendo que pedir as coisas ali para que o marido fizesse, colaborasse ali com a ordem daquela casa. Nasceu Maria Vitória, foi uma felicidade o nascimento da Maria Vitória.

?Voz C

Soraia teve o mesmo pensamento que eu: agora eu tenho uma criança, eu vou ter que botar uma grade em volta dessa piscina.

?Voz B

E gente, é isso. Se você tem pets, se você tem criança, a sua piscina tem que ter uma restrição, tem que ter uma barreira para que as crianças e os pets não caiam nessa piscina. E foi isso que a Soraya fez quando ela construiu a piscina. Ela fez no fundo do terreno, então era mais fácil botar grade de ponta a ponta. Você isola a piscina e quando você precisa usar, você abre como se fosse um clube. Mesmo, deixa um espaço ali em volta para você botar cadeira, essas coisas, mas está com grade, tem um portão para você chegar até a piscina.

Isso é ótimo, gente, tem que ter. Quando Maria Vitória começou a engatinhar, essa piscina foi colocada grade. O tempo foi passando, Maria Vitória muito espoleta, muito saudável, felizinha, só que com o marido tinha essa questão também. Tudo referente a Maria Vitória tinha que pedir para que ele fizesse. Então, se ele tá com a criança no colo e a criança, ele tá sentindo o cheiro da fralda ali que tá suja, você precisa falar para criatura, marido: olha, a fralda tá suja, vai trocar?

Você não tá sentindo o cheiro, abençoado? Levanta desse sofá e vai trocar sua filha. Esse tipo de coisa tava desgastando o casamento, porque assim, agora com a criança é muito mais coisa, né? Maria Vitória foi crescendo e aí aconteciam coisas do tipo: Soraya tá fazendo o almoço, o marido tá ali na sala vendo TV com a Maria Vitória, ele distrai olhando celular, qualquer coisa, Maria Vitória sobe na mesa de centro de vidro O cara estava no celular.

Eu sou contra mesas de vidro no geral, seja de jantar, seja de centro. Se você tem criança, não pode ter mesa de vidro. Ela pegou uma bolinha, tipo bolinha de gude, jogou na mesa de vidro que ela estava em cima. A mesa estilhaçou. Sorte é que a mesa balançou, ela se assustou. E ela caiu para fora da mesa, mas bateu a cabeça no chão. Maria Vitória podia ter caído no centro da mesa de vidro e ter cortado as pernas, tipo, até a cintura.

Quando isso aconteceu e ela bateu a cabeça, Soraia teve que desligar as panelas para socorrer a filha, porque ela começou a chorar. E foi aí que ele largou o celular. A cozinha da Soraia, cozinha americana, então ela tá ali cozinhando. Mas, gente, você não tá olhando, você não tá cuidando da sua criança na sala se o seu marido sentado no sofá. Ele responsabilizou a Soraia dizendo que a Soraia estava em pé olhando para sala. E como que ela não viu a Maria Vitória subir na mesa se ele estava de frente para mesa?

Ela tava olhando as panelas, as coisas. Sempre que aconteceu alguma coisa, além de ter que pedir para ele fazer tudo, ele responsabilizava a Soraia. Qualquer coisa que acontecesse com a Maria Vitória Um dia ele foi e falou, eu vou lá no mercado comprar não sei o quê. Maria Vitória com 4 anos. Maria Vitória caiu, bateu o queixo no chão, levou ponto. E ele disse que a culpa era da Soraia pela sandalinha que Maria Vitória estava usando.

Sendo que se ele vai sair com a criança, por que que ele então, ele não botou um tênisinho na criança? Por que que ele não olhou a criança direito para não deixar a criança subir em cima de uma plataforma e de lá ela cair? No fundo do quintal, varanda, uns 10 metros de grama, grade com chave. Então, para você usar a piscina, era como se você tivesse entrando num outro espaço. Uma parte em volta da piscina para você pôr as cadeiras já na parte de dentro da grade, e a piscina.

Geralmente, quando eles usavam a piscina ali, deixa o portãozinho aberto ali. Se tiver que transitar Portão tá aberto ali. Soraya na varanda passando roupa, varanda ali de trás, né? Então de frente olhando para piscina, mas passando roupas. Outra coisa que eu acho importante, se você tem piscina e você tem criança, bota sua criança de 2, 3 anos na natação. Ai, mas natação infantil eu tenho que estar junto? Tem que estar junto sim, põe aos sábados.

É isso, né? Bota a criança na natação. E eles nunca botaram. Maria Vitória na natação, porque tinha isso, né? A Soraya falou, Andréia, eu precisava que ele revezasse, porque escola de natação de bebês, essas coisas, o pai e a mãe tem que estar uma pessoa junto, né, na piscina, dentro da piscina. E o cara não queria ir. E a Soraya com mil coisas para fazer, mãe trabalhando fora, enfim. E o marido deitado numa daquelas espreguiçadeiras brincando com Maria Vitória.

E a piscina tem escada. Isso também é importante você ter, né, que é um jeito de você sair ali, né, mais facilmente. Não é escadinha de alumínio, é escada degrau dentro da piscina. Maria Vitória ficava naquele primeiro degrau que tem só um espelhozinho d'água e o marido ali olhando. Maria Vitória com 5 anos, Soraya passando roupa, escutava ela falando: pai, pai, pai, tipo, olha aqui, Tava com uma boneca, tipo uma sereiazinha, brincando, e o pai respondia: ah, filha, não sei o que lá.

Soraya passando roupa ali. De repente, a Soraya viu que ficou muito silêncio. Soraya olhou em volta e não viu Maria Vitória. O marido que tava com um tablet, estava olhando o tablet, escutando alguma coisa, tipo assistindo alguma coisa. Gente, te juro, o cara estava na beirada da piscina olhando um tablet. A criança ficou em silêncio e ele não levantou os olhos do tablet. Soraia, que tava praticamente 15 metros lá na varanda passando roupa, e não ouviu mais a voz da Maria Vitória, foi olhando assim, né?

Olhou em volta primeiro pra ver se Maria Vitória não tinha saído dali e foi em direção à piscina. Quando ela tava chegando, ela chamou o nome do marido e falou, cadê Maria Vitória? E aí ele largou o tablet e pulou dentro da piscina, porque Maria Vitória estava presa pelos cabelos no ralo da piscina. A partir desse momento é tudo um borrão. Na cabeça da Soraia. Depois de muito puxar, o marido tirou a filha da piscina com uma parte do cabelo da Maria Vitória no ralo.

E a única coisa que ele sabia dizer gritando era: por que você não olhou, Soraia?

?Voz D

Por que que você não olhou?

?Voz B

Soraia estava a 15 metros, só que Soraia estava em pé, igual aquela mesma situação Quando ela caiu na mesa de vidro, ele estava neste momento culpando Soraya. Soraya gritava muito. O marido checou Maria Vitória e aí começou a gritar também: ela tá morta, ela tá morta! Soraya gritava tanto que de repente apareceu um homem, e esse homem começou ali as manobras e gritou para esse inútil do marido da Soraya para que ele ligasse para os bombeiros.

E ele começou ali a tentar trazer Maria Vitória de volta. E a hora que a Soraya viu que a sua filha estava morta, ela desmaiou. E Soraya me disse que no momento que ela desmaiou, ela preferia ter morrido junto com a filha. Como Soraya ia continuar viva sem a sua filha, sem a Maria Vitória? Quando Soraya acordou, ela já tava numa maca sendo levada. Provavelmente iam colocar a Soraya numa ambulância. Só que ela acordou e ela começou a chamar pela Maria Vitória, levantou daquela maca, tentou descer.

Aí os bombeiros tiveram que parar, botar a maca no chão. Ela rapidamente se levantou, já olhando para piscina para ver se ela via o corpinho da filha. Foi quando ela viu Maria Vitória no colo do pai. Viva, respirando, embrulhada num alumínio. Maria Vitória estava viva. Soraya não viu mais ninguém na frente. Ela correu e tirou a filha dos braços do marido, e dali ela não largou mais. Maria Vitória estava bem porque o vizinho, que a gente vai chamar aqui de Jairo, escutou os gritos e pulou o muro Fez as manobras, ele, um cara que não é salva-vidas, nada, mas que tinha feito esse curso específico porque ele também tem um filho.

Quando o filho dele era pequeno, ele era muito assim com isso. Ele fez o curso e foi a primeira vez que ele usou o que ele aprendeu no curso e ele conseguiu salvar Maria Vitória. Maria Vitória tava ótima, tava assustada que tinha muita gente na casa, muitos vizinhos vieram depois, né? Por um protocolo do Corpo de Bombeiros, Maria Vitória teria que ser socorrida, Soraia também, porque ela tinha um corte na cabeça. As duas foram juntas na ambulância, o marido ia separado no carro.

Hoje em dia você tem ralos antissucção que eles são distribuídos pela piscina, assim, são vários furinhos. Aí você precisa de menos pressão para sugar ali, né, menos força, e eles não conseguem. Além de existir também uma tampa que não deixa botar cabelo, então ele não tem a força mais para puxar e prender um cabelo ou uma parte do corpo. Porque tem ralo que tem tanta força que prende uma parte do seu corpo. Ralos que chamam de antissucção mesmo, são micro ralinhos, mostrando mais uma vez aí que a coletividade é mais eficiente do que todo o poder concentrado num ralo só.

Aquela que tudo, né, transforma em comunismo. Enfim, se você mora no condomínio, leva essa pauta para o seu condomínio. Elas saíram do hospital no mesmo dia, toda a família já tava avisada, amigos, tava todo mundo muito preocupado. O marido já tinha avisado nos grupos e o jeito que ele contou a história era: a gente estava lá e a gente não viu, sendo que ele estava na piscina Soraya estava passando roupa e ela viu. Se ela não tivesse visto, quanto tempo a Maria Vitória— porque a sorte foi, se ela ficou um minuto na água, minuto e pouquinho, né?

Se ela não tivesse visto, Soraya não tivesse visto, quanto tempo Maria Vitória ia ficar no fundo dessa piscina? Se ela não tivesse gritado tanto para o vizinho vir, porque o marido só falava isso: como que você não viu? Você não tava dali, você não viu, sendo que ele estava a 1 metro da filha. Então a narrativa que ele criou foi que a gente não viu, foi tudo muito rápido. A gente? Quem é a gente? Para ela era irrelevante desmentir o marido nos grupos.

Soraya falou, Andréia, eu não sei explicar, criou em mim um sentimento, eu não sei nem nomear esse sentimento, mas era como se fosse uma raiva, não chegava a ser uma raiva, mas assim, eu fiquei com uma com rancor, um ressentimento dele. Ele tava no tablet, ele não viu a filha, ele tava querendo me culpar. Isso era o de menos, mas ele não tava prestando atenção na própria filha que tava a 1 metro dele. Ele virou um ser desprezível para Soraia.

?Voz C

É isso.

?Voz B

Mas ela não conseguia até então nomear esse sentimento, não conseguia, não conseguia nem entender na verdade o que ela tava passando ali, né? Porque ao mesmo tempo que tinha tudo isso de ruim, tinha tudo de melhor da vida da Soraya, que era Maria Vitória viva. Por, sei lá, alguns minutos ela pensou que a Maria Vitória estivesse morta e imaginou— imaginou não, sentiu a vida dela Sem a filha. Ao mesmo tempo que aquilo era muito ruim, o que ela tava sentindo pelo marido, não importava, porque ela olhava para frente e a filha dela tava ali brincando, viva, com cabelinho agora que foi as próprias enfermeiras do hospital cortaram o cabelo dela.

Tinha um cabelo comprido, né, tava com 5 anos e tal. Fazia duas tranças, tal. E as enfermeiras cortaram porque o marido arrancou, né, um pedaço ali do cabelo. Não foi do couro cabeludo, ainda bem. E cortaram assim, tipo na orelha, ficou tipo um chanelzinho. Então olhava para filha, via a filha com o chanelzinho ali. E só que eram muitos, muitos sentimentos, muitos, tanto bons quanto ruins. A filha tava viva, a filha tava bem, a filha tava sem sequelas.

Ao mesmo tempo que ela olhava para filha e via tudo de bom, ela olhava para o marido e ela não sabia nem descrever o que ela sentia. Os dias foram passando, ela botou uma corrente com cadeado em volta da piscina, e a partir daquele dia Soraya decidiu que ela ia aterrar a piscina. Marido foi contra porque ele também recebia muitos amigos ali, mas lembrando que aquela casa era somente da Soraia. E a Soraia fez isso, chamou uma empresa e aterrou a piscina.

Eu também faria isso? Sim. Virou um jardim. Depois de todo esse tumulto, de quem a Soraia lembrou? Quem era esse vizinho? De onde era esse vizinho? Por onde ele pulou? Jairo era o vizinho de fundos, por isso que ela não conhecia o Jairo. Soraya foi lá, Jairo separado, também com uma piscina aterrada por conta do seu filho que ficava todo final de semana com ele, um filho de 6 anos. Soraya foi com o marido lá, agradeceu o Jairo, chorou, enfim.

Né, Jairo, nosso herói! Jairo, nosso herói! E o marido da Soraia virou para o Jairo e falou assim: ai, a gente se distraiu, nossa, foi questão de um minuto, a gente se distraiu. De novo isso, né? Soraia olhou para o marido assim, enfim, né? Soraia viu que ela não ia aguentar mais ficar casada, que ela tava com raiva realmente. Chamou o marido para conversar e falou que queria o divórcio. Ele ficou mal, chorou, disse que era culpa dela que eles estavam mais afastados, que eles deviam fazer terapia de casal para que ela melhorasse.

A Soraya falou, não vou fazer nada, não vou fazer terapia nenhuma, quero separar. Só que ele ficou naquela, não, não vamos separar, não vamos separar. O que levou a Soraia bateu o martelo, você parar aqui, a gente vai entrar numa zona cinza. Soraia, a partir do momento que ela conheceu Jairo, um homem separado, um pai amoroso, salvador de sua filha, Soraia queria dar para Jairo. Falou, Andréia, não era romance, não era, queria transar com o Jairo.

Meu herói, queria sentar no Jairo. É isso, meu Deus, uma história! Aí você vê, você sai de uma criança que a gente viu praticamente morta para um pensamento recorrente de Soraia em sentar em Jairo. E ela queria separar, ela falou, Andréia, eu não sei se o Jairo ia querer me comer, mas que eu ia tentar, eu ia. Mas eu queria separar antes, né, queria divorciar antes. Mas meu marido não queria me dar o divórcio, queria sair de casa, essas coisas.

Então ela falou, bom, eu já agora já tinha o WhatsApp de Jairo, a gente já tava meio que se falando ainda sobre isso tal, né. Em algumas conversas que eles tiveram, nada insinuativo, nada sexual, ela chegou a falar dessa questão do marido falar a gente e tal, né. Jairo falou que quando ele pulou, ele escutava muitos gritos da Soraia, que eram gritos assim que não tinha frases, né? E o marido falando, por que que você não olhou?

?Voz D

Por que que você não olhou?

?Voz B

Então naquele momento, né, de extremo estresse com a sua criança morta na sua frente, o marido estava culpando a Soraia. Jairo achou isso estranho. Porque ele conseguiu ressuscitar Maria Vitória e logo em seguida os bombeiros chegaram. E ele chegou a relatar isso para os bombeiros porque ele achou muito estranho um pai falar muito isso, né? Chegaram a conversar sobre isso.

?Voz C

Foi a deixa para Soraya falar: eu tô tentando me divorciar, ele não quer, mas eu não sinto mais nada por ele.

?Voz B

Agora Soraya fazia um outro caminho para poder passar pela rua de trás. Pra passar em frente à casa do Jairo. Sexta-feira, geralmente, a Soraya podia fazer home office. Ela deixava Maria Vitória na escola e voltava pra casa na hora do almoço. E quando ela passou na frente da casa do Jairo, Jairo tava lá. Ela buzinou, o Jairo fez um ei com a mão assim.

?Voz C

Soraya, vou descer? Não vou descer.

?Voz B

Soraya me falou, Andréia, pensa naquele dia que você tá, sei lá, com rabo de cavalo, que você tá nem com a perna depilada, nada. Já almoçou? Soraya tinha almoçado, falou não.

?Voz C

Ele falou: entra, vamos almoçar, come alguma coisa.

?Voz B

Ela entrou, ele botou macarrão no prato dela. Ela falou para mim: Andréia, eu só lembro assim, ele botou o macarrão, ele tava me olhando, eu tava olhando, eu levantei da mesa e tasquei um beijo no Jairo e a gente transou. Soraya, com aquele marido que não queria ir embora, não queria dar o divórcio, transou com Jairo. A partir daí, Soraya começou a transar com Jairo todo dia. Nosso herói, nosso herói! Não vou criticar Jairo aqui não.

Como que ela fazia? Maria Vitória dormia 8 da noite. O marido ficava lá enfiado no tablet e ela falava, vou fazer caminhada. Falar que ela queimava calorias, sim, queimava. Botava um legging, uma roupinha ali de caminhada, e a caminhada dela era uma boa cavalgada em Jairo. E isso o marido assim achou que, ah, passou essa fase dela querer o divórcio, porque a partir do momento que ela começou a sentar em Jairo, meio que também o foco dela mudou.

O marido, foda-se, eu quero ele morra, eu vou sentar no Jairo. Então ela tinha um foco novo, então ela meio que deixou de lado também assim, porque era muita energia para gastar com o marido em DR e ele culpando sempre a Soraia. Uns 3, 4 meses transando com Jairo de camisinha. Mas assim, nenhum método anticoncepcional é infalível, e gente Sem transar com o marido, Soraia, aos 42 anos, engravidou de Jairo. Jairo, além de tudo, certeiro, apontou e foi.

A primeira gravidez da Soraia, ela foi ótima, mas no comecinho ali ela tinha enjoo de tudo. Ela não conseguia, por exemplo, fritar um bife com cebola. E aí um dia ela foi fazer um bife acebolado ali para filha e para o praticamente ex, mas ainda marido, ela passou mal e ele se ligou e viu que ela tava enjoando, não tava mais tomando café com ele. Só que assim, a partir do momento que eles voltaram daquele hospital, ela não transou mais com o marido, tava 6 meses sem transar com o marido.

Como que ela tava enjoando, né? Ele ficou muito desconfiado e aí ele chamou Soraya para conversar e falou: Soraya, eu tô percebendo, você tá com—

?Voz D

parece que você tá com sinais de gravidez, mas isso não é possível porque a gente não transa há uns 6 meses.

?Voz B

Ela olhou bem na cara do marido e falou: isso não é possível?

?Voz C

Eu engravidar? Você acha que não é possível? Como que uma pessoa engravida?

?Voz B

Demorou um pouco para ele entender que ela tava falando que Óbvio que eu estou grávida e não estou grávida de você. Ele ficou muito chocado, saiu de casa. A partir do momento que ele saiu de casa, ela trocou as fechaduras e deu entrada nesse divórcio. Fosse litigioso, não fosse, agora já tirou ele de casa, né? E aí ela foi, contou para o Jairo. Jairo ficou muito feliz, ele só tinha o Paulinho. O ex-marido começou a fazer um inferno, mas eles não tinham bens para dividir.

O cara já tinha o carro dele quando foi morar com Soraia, tinha um apartamento dele que ele botou para alugar. Então agora ele foi para casa de um amigo e tipo pediu o apartamento de volta, né, para quem tava morando. Então assim, eles não tinham bens para dividir, então foi tudo muito rápido, né. Ele dá um pouco de trabalho em relação à pensão, mas isso daí a advogada da Soraia pediu levantamento descontar em folha e acabou, gente.

Soraya senta no Jairo até hoje. Eles tiraram o muro dos fundos ali da casa e cada um continua morando na sua casa. Nasceu um menininho lindo, saudável, chamado Regininho. Adotaram mais um cachorro e é isso. Hoje tem Paulinho, Maria Vitória, que foi por causa da Vitória que eles se conheceram, né? Regininho, Tobi e Biscoito. Depois do divórcio concluído, a narrativa do marido mudou, dizendo que a Soraya quase deixou a filha deles morrer, porque foi ele que pulou na piscina, foi ele que tirou Maria Vitória, sendo que ele não fez nenhuma manobra, nada ali, não sabia nem por onde começar.

E falou que a Soraya só ficava gritando. Se ela não tivesse gritado do jeito que ela gritou, o Jairo não tinha escutado e não tinha pulado o muro, né? Então é isso. Teve traição? Teve. Mas, gente, eu não vi. Vocês viram? Para mim, o que importa aqui é que a Maria Vitória está viva, saudável, e é isso. O resto é resto. Que que vocês acham?

?Voz E

E não inviabiliza eles aqui. A Carol de São Paulo. E a história mostra algo muito importante, né, dentro dos relacionamentos. A gente dá um foco muito grande ao amor, né, aquilo que a gente acredita que é amor dentro dos relacionamentos. Mas o que sustenta mesmo é a admiração, né? E a admiração ali da Soraia pelo Jairo ganha até um outro patamar de relacionamento. Que bom que a Soraia se livrou desse traste. E melhor ainda que a Vitória tá vivíssima pra contar a sua história por aí.

?Voz A

Oi, Nine Fab Listers!

?Voz E

Aqui é a Vitória, de Boa Vista.

?Voz A

Horaima. Soraya errou? Não errou, né? E se errou, foi tentando acertar. Que bom que ela tá com Jairo, que bom que eles estão bem, tão felizes. E principalmente, que bom que a Maria Vitória tá viva, que a mãe dela conseguiu perceber ali no silêncio que alguma coisa estava errada. Porque se dependesse daquele pai lixo, provavelmente ela estaria morta. Então é isso, Soraya. Um beijo para você, um beijo para o Jairo, que é o herói dessa história, um beijo para Maria Vitória.

Para os cachorrinhos, para o Paulinho, para o novo bebê, viu? Muita saúde, muita felicidade na vida de vocês.

?Voz B

A campanha Sabores do Mundo em Campo da Alaguapa continua. São 12 empanadas, 12 países, um sabor novo por mês até o fim do ano. E cada sabor fica disponível por apenas 2 meses. E agora tem 2 destinos no cardápio: A japonesa inspirada no gyoza tradicional e a americana, o clássico cheeseburger, em uma nova experiência aí, hein? Deliciosas! Cada empanada participante pedida pelo aplicativo rende um carimbo no seu passaporte. Completou os 12 países?

Prêmio garantido! E usa o nosso cupom que eu amo, que é GUAPONEI. Eu amo tanto o nosso cupom GUAPONE, tudo junto, maiúsculo, sem acento, tá? O cupom tá aqui na descrição do episódio. Você ganha com o nosso cupom 15% de desconto. Baixa o app agora da La Guapa e faz o seu pedido. La Guapa, bonita com conteúdo. Um beijo, gente, e eu volto em breve.

?Voz A

Quer a sua história contada aqui? Escreva para noninviabilize@gmail.com.

?Voz D

Uhu.com.

?Voz A

Picolé de limão é mais um quadro do canal Não Enviabilize.

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