PIZZA
Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!
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Edição de áudios: Depois O Leo Corta Multimídia
Vinhetas: Pipoca Sound
Voz da vinheta: Priscila Armani
- O golpe do namorado casado e com famíliaMentiras sobre estado civil·Esposa e dois filhos·Dependência de múltiplas mulheres·Graziella
- O namorado desempregado e a dependência financeiraTransição de carreira·Dependência da mãe para transporte·Zero renda
- Convivência e gastos na casa da namoradaOvos mexidos e panquecas·Desperdício de comida·Consumo de lasanhas congeladas·Obsessão por pizza
- Relacionamento virtual e encontro presencialConhecer alguém por aplicativo·Primeiro encontro na praça·Expectativas de namoro
- Primeiro encontro e gastos inesperadosChurrascaria rodízio·Pedido de cerveja fora do rodízio·Custo de encontros
- Descoberta da traição e términoConfronto com a família do namorado·Bloqueio em redes sociais·Pedido de desculpas da Carol
Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia.
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Então vamos lá, vamos de história! Carol conheceu um carinha num aplicativo aí de relacionamento, começaram ali um flertezinho, um bom dia aqui, um boa tarde ali, as conversas foram ficando mais agradáveis, um sentindo saudade do outro, tudo isso no virtual, né?
Um dia, Carol, louca para conhecer esse cara, falou: nossa, queria muito que você estivesse aqui.
Ela tava no trabalho dela, em frente à empresa que ela trabalha, que é um prédio comercial, então tem várias empresas, tem uma praça grande, muito bonita, que é para os funcionários daquele prédio comercial que tem várias empresas, né? Na hora do almoço, ficar por ali. No dia seguinte, quando fora do almoço, eles começaram a conversar ali no WhatsApp de novo, e mais uma vez ela falou. E aí este rapaz disse: eu estou aqui. E ele estava na praça.
Carol já tinha feito chamada de vídeo com o moço. Ele era do jeito mesmo das fotos lá do aplicativo. Ele foi chegando perto da Carol e assim Sintonia total. O cara podia estar ali porque ele é autônomo, tava tranquilo, né? Ele fazia os horários dele ali. Carol CLT tinha horário certinho ali de almoço. Passou que sempre esse cara agora ia lá, esperava a Carol almoçar e depois encontrava com ele na praça. Mas assim, não chamava a Carol para jantar, sei lá, para um encontro mesmo.
Né? Eles ficavam ali na praça e ele ia 3 vezes na semana, 4, na praça. Não sumia de final de semana, mas não chamava a Carol também para fazer alguma coisa. Com um mês e pouquinho de praça, apenas praça, ele pediu a Carol em namoro.
E aí a Carol falou: como que a gente vai namorar se a gente nunca saiu? A gente só ficou na praça. Eu sei que você mora com a sua mãe e com a sua irmã, você já me contou, mas assim, né, não é estranho a gente só ficar aqui?
E aí vem a primeira uma revelação. Por que que ele não chamava a Carol para um encontro? Segundo esse rapaz, ele estava em transição de carreira, então ele estava desempregado. A pessoa que, né, tá sem um emprego, como que ela vai namorar?
Carol, na hora, como que ele tava no aplicativo conversando ativamente lá no aplicativo se ele tava sem um trabalho?
Agora, Carol já estava muito vida. E ele disse que já tinha aí uma coisa em vista.
Carol pensou: estou ciente, quero continuar.
Mas então agora o cara foi honesto com você, o cara não está trabalhando. Inclusive, a mãe dele— vamos dar um nome aqui para essa mãe— Dona Norma. Dona Norma é que tava emprestando um dinheiro para ele poder pegar o metrô para encontrar a Carol na praça. Então veja, tava entregando currículo nesse meio tempo?
Não.
Mas segundo ele, tinha uma coisinha em vista ali. Então a Carol quis continuar sabendo que ele estava desempregado e que ele tinha zero renda. Carol resolveu chamar o agora namorado, porque aí ela aceitou o pedido de namoro dele, para um encontro, um date de verdade. Carol teria que buscá-lo em casa porque a mãe dele não ia dar, a Dona Norma não ia dar esse dinheiro da condução para ele sair à noite. Porque durante o dia, eu acredito, tá, que ele mentia para Dona Norma que ele ia ver algum trampo e aí ia lá na praça ficar com a Carol.
Mas à noite, o que que você vai falar? Que você vai fazer processo seletivo? Não tem. Né? Então ele já, agora como ele tava sendo honesto, ele já tava sendo bem honesto, passou o endereço dele. Era longe da Carol, mas a Carol tinha que buscar ou senão pagar o carro de aplicativo dele.
Carol pensou: não pagar carro para ele, eu não vou pagar não, então vou buscar.
Carol queria ir num lugar que ela soubesse que o preço não fosse dar caro assim. E aí ela conhecia— desculpa— ela conhecia uma churrascaria rodízio, que aí o preço é fixo, o suco tá incluso, e o lugar a gente vai dar o nome de Espetão do Pônei.
Carol, bom, a comida do Espetão do Pônei é boa, é um rodízio a preço fixo e já com suco.
Então ela já sabia quanto ela ia gastar. Né, com os dois ali. Chegando no espetão do pônei, o cara começou a comer. Só que detalhe, tá lá rodízio com suco, preço fixo, tal. De repente o cara me chama o garçom e pede uma cerveja. Se você não vai pagar, gente, você não tem que pelo menos comunicar, pedir alguma coisa? Pediu uma cerveja, o garçom saiu.
Aí a Carol falou escuta, a cerveja não tá no rodízio, é só suco.
Eu não gosto de suco.
Carol falou para ele, olha, eu não vou fazer satisfeita na frente do garçom de cancelar a cerveja, mas não peça outra porque eu não vou pagar outra. É rodízio com suco no Espetão do Pônei, é isso.
E aí ele ficou um pouco chateado, só pediu aquela cerveja. Mas já deu uma quebradinha no clima. Eu não sei, Carol, não era melhor, sei lá, ir comer um cachorro-quente na praça mesmo que ir no Espetão do Polê? Mas a Carol queria um jantar, né? E aí a comida do Espetão do Polê é muito boa e eles foram lá. E também tinha sobremesa, né, no final tinha lá, você podia escolher entre as 3 opções, uma opção de sobremesa. Então assim, comida boa.
Uma coisa que a Carol não queria fazer era levar o cara para o apartamento dela, porque Carol mora sozinha.
Ela pensou, poxa, eu já paguei o rodízio com suco, vou pagar o motel?
Entende? Porque a partir da hora que o cara te fala, estou desempregado, não tenho dinheiro, para o cara é libertador, porque ele já sabe que você, se você chamar o cara para ir para algum lugar, é você que vai pagar, que ele já foi honesto com você e disse, olha, não tenho. E aí a Carol me falou, Andréia, se a gente fosse dividir a conta, eu não tenho problema nenhum em dividir a conta, a gente ia num restaurante melhor, não ia ser um Le Ponnet, mas ia ser ali um no meio do caminho.
Mas como eu ia pagar tudo sozinha, eu não sei quanto esse cara come, né, como que ia ser. O mais seguro era um rodízio. O rodízio de sushi tava mais caro. E aí eu falei, não, vamos no Espetão do Pônei, porque eu já conheço, minha família vai, é rodízio com suco, todo mundo toma suco da família dela. Porque se alguém pede bebida alcoólica, dá briga, porque aí o pessoal não quer pagar. Aquela coisa, família, né? E aí ele acabou pedindo essa cerveja aí, né?
E no Espetão do Pônei tem essa dinâmica de preços, que assim, o rodízio é um preço ok, já vem com suco e tal. E aí a cerveja é mais cara porque a maioria vai pedir 1, 2, 3 cervejas, entendeu? Então dá uma compensada. Então ela já ficou com aquela cerveja do Espetão do Pônei atravessado. Resolveu levar o bonito de volta para casa porque ela não queria levar para o apartamento dela. Depois ele mandou mensagem que ele gostou muito de ter saído com ela, mas que ele tava chateado porque ele pensou que eles iam ficar juntos.
Carol falou: é, mas a gente ia ficar junto aonde?
Mas você não mora sozinha?
Olha, não costumo trazer homens para o meu apartamento. Você falou que a gente tá namorando, mas o cenário mudou. Então assim, acho que enquanto, sei lá, você também não tiver empregado, não sei, vamos vendo ver como é que as coisas vão acontecer.
Ele voltou a encontrar Carol na praça, né, na hora de almoço dela. Carol queria estar mais com ele e sempre cobrando ali se ele ia fazer algum processo seletivo, alguma entrevista, e ele sempre falando, não, tô ajeitando, vai dar, vai dar certo. Ela queria sair com ele de novo, coisa de namorado. Tava passando aí um filme bacana no cinema que a gente pode chamar aqui de O Pônei Ainda Está Aqui. Carol queria muito ver no cinema.
Vou chamar meu namorado.
Sabendo o quê? Que aquele ingresso ela ia ter que pagar, que hoje em dia o ingresso de cinema não é mais R$20. Comprou os ingressos, eles foram. Chegando lá, ele meteu uma Não vai rolar uma pipoca. E a gente sabe que o balde de pipoca é caro, mas já estamos lá, né? Pegaram lá a pipoca tamanho grande, que é caro, hein, gente, o combo, e a soda, praticamente 1 litro de soda, e foram para sala de cinema. Ele tomou a maior parte do refrigerante, comeu a pipoca rápido E meio que ficou assim, nossa, um chocolatinho!
Por que que não passou nas casas pônei canas para pegar um chocolatinho, né, gente? Você não vai deixar para comprar chocolate no cinema, que é um absurdo. E depois do cinema, Carol falou, tá bom, vamos para minha casa. E eles foram para casa da Carol. Foi muito legal, mas a Carol não queria que ele dormisse lá assim de cara, só que Quais as opções que ela tinha? Levantar da cama e levar o bonito de carro, chamar um carro de aplicativo para ele, coisa que ela acha desaforo, e ela falou: não vou fazer.
Não tinha mais ônibus, então assim, não dava para ele pegar um ônibus para ir. Então ele teve que dormir lá, dormiu na casa da Carol. No dia seguinte, ele tinha feito ovos mexidos. Nossa, ele fez um café da manhã de rainha! Só que Carol, gente, é muito prática, né? Por mais que esteja apaixonada, ele usou, sei lá, uns 6, 7 ovos. E ela, poxa, uma pessoa que trabalha, tem seu salário, tem as suas contas para pagar, é tudo meio regrado, né?
Então assim, o cara usou todo ovo, o cara meteu, faz umas panquecas lá e pôs o leite, usou a manteiga, acabou com as coisas da Carol. A execução não foi nem tão boa, mas ainda assim, quando ela viu a quantidade de ovo que tinha ali, ela falou, vamos comer tudo. Ele pôs a mesa, pôs os pratos, eles comeram. Ela comeu tudo porque ela falou, não vou desperdiçar nada. Ele largou mais da metade no prato, jogou no lixo. Eu fico muito brava quando as pessoas jogam comida no lixo, é uma coisa muito ofensiva para mim, muito mesmo. Então para mim já era não aí.
Ela ficou incomodada com isso, acabou falando para ele: olha, você usou todas as minhas coisas aqui, olha como tá a bagunça dessa pia, você ainda jogou comida no lixo, eu trabalho, é cara essa comida.
Nossa, não acerto uma.
Ficou já chateado. Se arrumou ali e foi embora. E aí, detalhe, como que ele foi embora? Porque de carro, sei lá, dava uma meia hora da casa, do trabalho da Carol muito mais longe, mas da casa dela uma meia hora de carro. A pé dava, sei lá, uma hora, uma hora e pouco, uma hora e meia. Ele foi embora. Depois ele falou que demorou uma hora e meia para chegar em casa, mas que ele tava acostumado a andar tanto assim. Carol se sentiu culpada porque o cara foi embora a pé, né?
Tava sol. Esse namoro engrenou com a Carol sempre cobrando o emprego dele, ele dizendo que tava difícil, comendo todas as coisas da casa dela. Quando ela queria sair, ela sabia que tinha que pagar. Então, quer ir no restaurante, tem que pagar. Quer ir ao cinema, tem que pagar. Quer ir ao teatro, tem que pagar. A Carol arrumou um bico para ele num buffet e ele não quis ir. Disse que não, que ele tava fazendo essa transição de carreira, que não ia focar em outra coisa.
E assim, né, zero reais. Carol agora tava meio que conformada de bancar o cara, mas ela queria dar um passo a mais, pelo menos conhecer a família dele, entender essa dinâmica, porque às vezes ele falava que ele era humilhado pela mãe dele e pela irmã, que a gente vai dar o nome aqui de Shirley. Às vezes ele queria ir para casa da Carol na quinta e ficar até domingo, só que Carol trabalha na sexta.
E aí ele queria ficar lá sem ela e ela falou não, aí não também.
E aí ele ficava chateado. Esse namoro já tava ali com uns 4 meses. Carol falou para mim uma coisa, Andréia, eu nunca tinha passado por essa experiência de namorar um rapaz que não trabalha, nunca assim. Eu já namorei uma pessoa como eu assim, que ganha, ganha na régua ali, então gente fazia as coisas muito certinhas, mas assim, ele pagava, eu pagava, né? Nunca tinha saído com um cara que não tinha dinheiro nenhum, tipo nenhum real, nada.
Ela falou que um dia eles foram comer um açaí e ela falou, Andréia, o açaí, o menor, R$12. Ele pegou um açaí de R$28, tipo 1 kg de açaí com todos os tópicos. Ah, tá tudo bem, R$28 não é é caro para algumas pessoas, mas eu tinha que pagar o meu açaí de R$12, o dele de R$28, que ele pede sem nem, sabe? Então ela ficou, foi ficando chateada com essas coisas, né, dele. E dele realmente assim, um cara que comia tudo, comia toda comida da casa dela.
Teve dia assim que ela Ela compra essas lasanhas congeladas assim, dessas de supermercado, que é para quê? Uma emergência. Ah, não deu tempo dela fazer comida. Ela comia, levava uma dessa lasanha, ou comia no jantar, né, quando ela chegava. Ele não comeu, comeu as lasanhas dela. Se ela deixasse muita marmitinha pronta, ele comia. E não é assim que, ah, comia em excesso. Ele ia comendo dia a dia, mas era coisa que era certinha para ela, sabe?
Não é que o cara, nossa, comia demais. Não, ele comia só comida. Por exemplo, você tem a marmita de segunda a sexta. Se ele come a marmita, uma marmita, você já tem marmita o quê? De segunda a quinta. Na sexta que você vai comer um poney hoje? Vai levar um pão porque o VA/VR não dava, entende? Não é que o cara comia tudo, mas uma marmita que ele come já desfalca a pessoa que tem ali o seu dinheiro todo certinho. E Carol falou, Andréia, eu não tenho uma dívida, meu dinheiro é todo certinho, pago todas as minhas coisinhas.
Só uma coisa que esse cara passava dos limites era ele obcecado por pizza. Então, por exemplo, Se ela pedia uma pizza, pizza vem 8 pedaços, a Carol comia 2, ele comia 6. O que ela gostava? Come 2, 2 no dia seguinte, 2 tipo, pede no domingo, come 2 no domingo, 2 na segunda, sabe? Deixa ali na geladeira mesmo, congela. E ela não podia fazer isso. Uma vez ela comeu 2 e falou, eu vou pegar mais 2 e congelar. Ele já ficou chateado que ele começou a 4 pedaços. Então o que que é, o que que a Carol começou a fazer?
Eles fizeram um combinado depois de muito tentar acertar e errar, que ela falou: me atrapalha muito você estar aqui na segunda de manhã porque eu tenho minhas coisas para fazer, para deixar tudo arrumado e sair. Então no domingo ou eu deixo você na sua casa, a gente dá uma volta tal, ou você sai cedo daqui e vai para sua casa.
Porque ele já tava indo para casa dela na sexta e ficava até o domingo. E ele disse que não se importava em ir caminhando. Quando era ali 18 horas do domingo, ela já falava para ele, olha, tchau! E ele ia embora. E aí, o que que ela fazia? Carol pedia uma pizza assim que ele saía no domingo ali, e uma Coca era a felicidade dela, porque aí ela podia comer a pizza do jeito que ela quisesse, pedir o sabor que ela fizesse. E ela ia comendo ali na semana, levava às vezes uma fatiazinha no serviço e dava ali, ó, até quinta-feira ela matava essa pizza, jogava a caixa.
Quando ele chegava na sexta, não tinha mais vestígio, porque poxa, ela também gostava de pizza e não tava conseguindo comer. Então assim, na sexta e no sábado ele já comia, né, já almoçava, jantava, tomava café da manhã lá. No domingo ele tomava o café da manhã, almoçava e tomava, sei lá, um lanche da tarde ali, mas não chegava a jantar porque 18 horas, ó, vai pegando seu rumo, né? E bom, isso tava funcionando. A Carol falou, Andréia, era meu momento, só meu momento.
Abri ali o meu refrigerante, tomava e comia minhas duas fatias de pizza. Às vezes vendo vídeos ou assistindo uma série, meu momento. Até que um dia Carol pediu, assim que ele saiu, uma pizza ali. A pizza chegava em meia hora, então ela esperou muito pouco e chegou a pizza quentinha, aquele queijão que ela gostava derretidão. Abriu o refrigerante ali, já botou aquela série Quando a Carol foi começar a comer, a porta do apartamento dela abriu.
Agora ele já tinha tagzinha lá debaixo, né? Não tinha, é um prédio sem porteiro, e já tinha uma cópia da chave dela. Acho complicado, mas já tinha. E ele entrou, não tinha como ela esconder agora, ela ia começar a comer.
E aí ele olhou e falou, nossa, esqueci meu carregador. Mas beleza, fica aí, não vou te atrapalhar com a sua pizza.
Não, agora que você voltou você não quer comer?
Não, não, não, fica de boa aí, vou embora.
Pegou o carregador dele e foi embora. Carol se sentiu muito mal. Comeu a pizza? Sim. Mandou uma mensagem para ele pedindo desculpas.
Olha, me deu uma vontade, mas é que ele tinha acabado de sair, sabe?
Tipo, deu uma vontade nela assim que ele virou as costas.
Ele ficou muito ofendido, ele mandou uma mensagem para Carol falando: olha, eu me senti humilhado, eu não tenho realmente dinheiro para pagar uma pizza para você, peço desculpa por isso e é isso, tá bom? A gente não tem que se ver mais também, eu não vou ser um fardo para você.
Carol ficou arrasada, arrasada, arrasada, arrasada. No domingo não respondeu. Na segunda-feira, Carol mandou mensagens também, ele não respondeu nenhuma mensagem, nem visualizou. E ela ficou muito mal. Como ela já tinha levado ele até a casa dele, né, ela ainda não tinha conhecido Dona Norma, mãe dele, a Shirley, a irmã, mas ela já tinha ido até a porta da casa.
Ela falou, não, eu tenho que me desculpar.
Foi até a porta da casa. De seu namorado de, sei lá, 5 meses, 5 meses e pouco. Ela não sabia se eles iam romper, mas ela queria pelo menos pedir desculpas porque ela se sentiu uma pessoa horrível pedindo pizza depois que ele ia embora. E não era a primeira vez, né? Ela não falou isso, mas não era a primeira vez. Tocou a campainha, saiu uma senhora, Dona Norma, mãe do cara. Dona Norma falou: pois não, né, que eu posso te ajudar.
E a Carol falou: oi, tudo bem? Eu sou a Carol, sou a namorada do fulano. Ele está? Eu gostaria de falar com ele.
Dona Norma falou: namorada? É, namorada. E aí Dona Norma abriu o portão e falou: entra, filha. Carol entrou, achou já Dona Norma uma fofa.
Shirlei, vem cá, isso aqui é a Carol, namorada do seu irmão. Shirley olhou, falou: namorada?
Tanto Dona Norma quanto a Shirley usaram o mesmo tom.
É, eu sou namorada dele.
E aí a Dona Norma falou: senta aqui. Carol sentou. Shirley tirou o avental que ela tava lavando louça, sentou ali e falou: o negócio é o seguinte, fulano é meu irmão, mas ele é um canalha.
Você é namorada dele? Ele tem uns 2 quarteirões daqui uma esposa, 2 filhos. Eles moram na casa da sogra. Ele fica aqui, fica lá, briga com ela, dorme aqui, dorme lá. Ela nunca sabe onde ele tá.
Vamos dar um nome para ela: Graziella.
Graziella nunca sabe onde meu irmão tá. Ele não trabalha, ele é sustentado pela Graziella e pela mãe da Graziella, Dona Maria. Quando ele tá aqui, ele é sustentado por mim. E pela minha mãe. Ele não gosta de trabalhar, ele já separou da Graziella e voltou porque ele não paga pensão. E a Graziella aceita ele lá, ele some. Então agora a gente tá sabendo que então agora que ele tá sumindo, ele tá com você, mas provavelmente ele tem outras também.
Carol começou a chorar porque assim não imaginava nem que ele tivesse filho, gente. Como ele tem filhos?
Ele mente que Ele vai procurar emprego, ele tira dinheiro da minha mãe, porque meu ele não tira mais. Falando que vai pra processo seletivo, que vai isso, vai aquilo. Inventa um monte de coisa, até da igreja ele já inventou que faz vigília. Então ele deve estar dormindo na sua casa. E é isso, ele é um mentiroso, ele é um canalha. Ele tem uma esposa que ele faz de gato e sapato. Ele tem dois filhos que ele não cuida. Ele mora lá na casa da sogra e mora aqui, fica lá e cá.
E é isso, e não trabalha. Se eu vi meu irmão trabalhando 6 meses na vida, é muito. E assim, a criação que minha mãe deu para mim, para ele, igual.
Falou que a mãe dele, uma época que forçou ele a trabalhar, ele não queria, desligava a chave do chuveiro para ele tomar banho frio. E só quem trabalha toma banho quente naquela casa. Mas não adiantava nada, não adiantava nada.
Dona Norma falou, se você quiser, eu ligo para Graziella, você confirma tudo.
Não, não precisa, né?
Só faltava a mulher dele aparecer lá para bater na Carol, né? Alguma coisa assim. Não, tudo bem, eu vou Foi embora e bloqueou ele em tudo. Ele que devia estar fazendo um charminho para aparecer dali 2, 3 dias ficou desesperado, né, que foi bloqueado.
Apareceu lá na praça, ele falou, ai, tava com saudades, me desculpa, tudo bem comigo?
Tá tudo bem, e com você? E com a Grazi? E com seus filhos?
Ele ficou branco e falou, não, então, mas como que vocês—
não, não, eu tô separado.
Começou a gaguejar lá.
E aí a Carol falou, olha, eu conversei com a Dona Norma, conversei com a sua irmã, e eu fui lá atrás de você pedir desculpas e acabei descobrindo que você é casado.
Eu imagino o que ele não faz com essa Graziella, porque ele ficava de sexta a domingo, né, depois que esse namoro engrenou, na casa da Carol. Gente, pensa! E ainda bem Né, que a Carol pediu essa pizza e ela tava se sentindo super egoísta, mesquinha, sabe? E o cara aí casado, né, e vivendo às custas de várias mulheres, né, da mãe, da irmã, da sogra e da esposa e da namorada. Que que vocês acham?
Bom dia, Inviabilizers! Aqui é a Dani de São Paulo. E eu me pego pensando todas as vezes que eu estou ouvindo as histórias, como nós mulheres passamos por histórias tão similares, como a gente se permite, como a gente se coloca em risco, na verdade, deixando esses homens se achegarem de uma forma a qual conseguem conviver dentro das nossas casas, comerem da nossa comida, não nos suprir, não nos deixar segura, que a gente tem que se esconder para fazer algo.
Isso assim é tão surreal. E eu me senti tão acolhida nessa história porque eu vi exatamente o que eu vivi de uma forma tão recente. E me pegou muito a história do ovo porque eu tenho uma dinâmica, eu moro com a minha caçula de 12 anos, e eu tenho uma dinâmica do ovo, da mussarela, que tem que durar toda, né, uma semana toda para nós. E esse cara começou a frequentar minha casa, que eu tava saindo, e o meu ovo indo embora, minha mussarela.
Eu tive que falar e ele não gostou. Enfim, nós finalizamos, era só 3 meses, mas para mim foi um grande livramento quando eu percebi que eu tava dentro desse, dessa situação e não tava conseguindo sair. E falei. Beijão, pessoal!
Oi, não invabiliza! Aqui é a Juliana, eu falo de Belo Horizonte. Carol do céu, você também caiu nessa? Eu também já caí. Quando a gente se relaciona com um folgado crônico Ele vem cheio das historinhas. A gente poderia até fazer um bingo das características padrão, que é o cara falar que está sim procurando emprego, o cara aceitar você levar ele em locais e buscar ele de locais, você não vê nenhum movimento em relação ao trabalho, corre do trabalho que nem o diabo corre da cruz, o cara esbanjar um pouco as coisas que você compra porque ele não sabe o trabalho que dá para ganhar dinheiro, então ele acaba esbanjando.
Só faltou um item aí, que seria ele falar que tá para receber um dinheiro. Aí a gente fechava o bingo. Ai, Carol, muito sucesso para você na vida, que você encontre uma pessoa bem melhor. Um abraço.
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