Episódios de Não Inviabilize

PROTEÇÃO

20 de julho de 202624min
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Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!

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Edição de áudios: Depois O Leo Corta Multimídia

Vinhetas: Pipoca Sound

Voz da vinheta: Priscila Armani

Participantes neste episódio1
A

Andreia Freitas

HostJornalista
Assuntos3
  • Violência no MaliO assalto na rua · Fuga do marido · Joana · Caio Collet
  • Resposta feminina a exploração financeiraAna Júlia falta de renda · A importância da independência financeira · Dinheiro do não
  • Relacionamentos AbusivosMarido que não ajuda em casa · Falta de apoio emocional · Dificuldades na separação por falta de recursos
Transcrição33 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz 1

Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia.

AFAndreia Freitas

Oi, gente, cheguei, cheguei para mais um Picolé de Limão e hoje eu não tô sozinha, meu publi. Quem tá aqui comigo hoje é o Mercado Livre. Quem não ama fazer uma comprita no Mercado Livre? Fora ficar horas ali scrollando, como o jovem fala, Vendo todas as coisinhas, favoritando, botando no carrinho. Eu amo! A entrega mais rápida do Brasil, apenas. Desde os pequenos desejos, né, coisinhas. Eu compro até coisinha de amarrar cabelo, tudo no Mercado Livre. Até compras maiores, como o quê? O quê? Uma geladeira de inox. Amo!

AFAndreia Freitas

Quem é não inviabiliza de carteirinha vai pegar aí a referência. Você encontra tudo isso e muito mais no Mercado Livre. Gente, eu Eu tô construindo uma casa e reformando algumas coisas. Praticamente tudo a gente compra no Mercado Livre. Coisa de decoração, material de construção, gente, tudo. Dia dos Pais tá chegando. O pai sempre fala, não, não tô precisando de nada não. Mas quando você vai ver, a carteira dele tá se desfazendo.

A churrasqueira que ele ama tá toda enferrujada. A camisa favorita praticamente transparente. Tudo, qualquer presente que você precisar aí, que você quiser comprar para o seu pai, você vai achar no Mercado Livre. E a gente sabe que seu pai também vai gostar de entrar ali no app do Mercado Livre para fazer umas compritas. Já entra com o pai no Mercado Livre, você encontra tudo que o seu pai precisa com produtos com até 70% de desconto.

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Quando Ana Júlia engravidou, ela conversou com o marido e os dois juntos tomaram a decisão de que ela pararia de trabalhar assim que o bebê nascesse. Foi uma decisão em conjunto. Ana Júlia queria, o marido queria. Ele falou, bom, pode ficar em casa com o bebê que eu seguro as pontas, eu consigo bancar a casa. A ideia era que quando o bebê nascesse, ela ficasse 1, 2, no máximo 3 anos sem trabalhar, e depois arranjaria emprego de novo.

Caio nasceu, bebezinho Caio. Foi uma festa, o casal ficou muito feliz. Só que aquela coisa, criança demanda, criança cansa. E a Ana Júlia não achava que ela podia pelo menos falar para o marido: olha o Caio para mim para eu tomar banho. Porque o cara trabalhava, botava tudo dentro de casa e o papel dela era cuidar do Caio. A Ana Júlia não pedia para o marido fazer nada, nem em relação à casa, nem em relação ao Caio. E assim, né, ela ia fazendo tudo.

Conforme o tempo foi passando, Ana Júlia foi achando que o marido não tava tão preocupado com eles dois, né, com ela e com o Caio. O cara dirige, o cara tem um carro, já tinha esse carro antes de casar com a Ana Júlia. Um dia, Ana Júlia foi ao pediatra, era um dia que ele não estava trabalhando e tava uma chuva muito forte. E ela ligou para o marido, para o marido ir buscar, né, a criança e a esposa. E ele falou que não ia porque estava chovendo e ele não ia sair porque ele tava ali no quentinho.

Da casa. Veja bem, ele bancava a casa ali, mas ele achava, por exemplo, que carro de aplicativo é luxo. Ela não tinha nenhuma conta de carro de aplicativo, quem tinha era ele.

?Voz C

E aí ela falou, você pode então pedir um carro de aplicativo para gente?

?Voz D

Ele falou, não, espera que a chuva já vai passar.

AFAndreia Freitas

E ela ficou lá esperando mais de uma hora a chuva passar para depois ir embora com o Caio. De ônibus, várias coisinhas assim. Ela achava que ele não tava nem aí para ela e para o Caio. O tempo passou, Caio fez 1, 2, 3 anos, e aí o combinado era que Ana Júlia voltasse a trabalhar. Eles conversaram novamente e qual foi a ideia dos dois, tá, em conjunto?

?Voz C

Quando o Caio for para o ensino fundamental com 7 anos ou 6 anos, não sei a idade certa, aí você vai trabalhar.

AFAndreia Freitas

Para mim, Andréia, eu já ia falar para ele: não, eu acho que eu vou trabalhar agora, a gente põe o Caio numa creche. Porque assim, ela não tinha dinheiro porque ele achava que era luxo. Então assim, uma unha, a pegar um carro de aplicativo quando você tá cansada com bolsa de nenê, com nenê, ele achava que era luxo. A fazer o cabelo, ela só fazia em casa. Ana Júlia cortava o cabelo dela em casa porque ele não dava um dinheirinho para ela cortar o cabelo.

Então assim, para você ter as suas coisas, mulher, me escuta, você tem que trabalhar. E se você não trabalha, não tem a possibilidade de trabalhar, o dinheiro que é do seu marido é seu. Então se você vai ao mercado, você vai falar para ele que foi R$300 e vai ser R$200, e esses R$100 de diferença você vai guardar para uma emergência sua, uma emergência do seu filho, para você fazer uma unha, um negocinho. Ah, mas tô roubando dinheiro do meu marido.

Não é roubar, porque o dinheiro é do casal. Então você está apenas separando uma parte para emergências. Ah, mas ele vai saber? Não vai saber. Você vai falar que a compra foi R$300, foi R$200, é isso, entendeu? Ah, vai comprar um negocinho ali. Ah, foi R$50, foi R$30, você guarda os R$20. Zona cinzinha, mas é um conselho que eu dou para você que não pode trabalhar, tá? Quando o Caio estava com 4 anos, ela, o marido e o Caio foram numa festa a uns 5 quarteirões da casa deles. Era um dia que o carro dele estava numa oficina.

?Voz C

Ela falou: chama um carro de aplicativo.

?Voz D

Não, são 6 quarteirões, a gente vai a pé.

AFAndreia Freitas

O Caio é uma criança de 4 anos. Ele carregou a criança? Quem que carregou a criança no colo? Ana Júlia. Porque o Caio, 4 aninhos, anda 3 passinhos, 4 passinhos, anda um pouquinho e já cansa. Ele não carregou o filho no colo. Era uma festa que começava umas 4 horas da tarde. Quando foi mais ou menos umas 7 e pouco, ele falou para Ana Júlia: vamos embora. Caio já tinha brincado um monte, só Ana Júlia ficou com o Caio na festa. Então, ah, tem que dar comida para o Caio, tem que olhar se o Caio não vai cair, tem que olhar, sei lá, se o Caio não vai correr para rua, porque era um lugar assim meio aberto.

E Ana Júlia deu graças a Deus, porque assim, né, ela tava lá e assim cuidando do Caio, fazendo as coisas. Mais uma vez, ele não pegou a criança no colo. Aí vocês vão me dizer, ah, mas Ana Júlia não falava? Ela falava e o cara respondia. Ele não fica no meu colo, ele pede o colo da mãe. Mas aí você não é o pai, você fala para o Caio: Caio, você vai ficar no meu colo, você vai no meu colo, acabou. Aí ele fica estendendo o bracinho para você, óbvio, né?

Ana Júlia morrendo com Caio no colo e ele não quis pedir um carro de aplicativo, gente, que ia dar R$15, R$18, R$20 que seja. Estivesse ali num preço mais dinâmico. Era noite e eles estavam andando na calçada. Aí uma coisa aqui que me incomoda muito também, e Ana Júlia percebeu isso ali: ele não é um cara que ele anda mais perto da rua e protege a esposa e o filho, deixando ela para o lado da calçada que é mais perto do muro das casas?

Ele estava perto do muro e Ana Júlia com o Caio mais para o lado da rua ali, na calçada, já na rua. Eles andando ali, tava uma noite agradável até, ainda bem, não tava nem frio nem muito calor, tava uma noite suave. Mas ela com o Caio, que anda um pouquinho, pede colo, anda um pouquinho, pede colo, cansadíssima. De repente eles escutam o barulho de uma moto. A moto foi passando, eles viram que tinha um entregador. A moto passou por eles e voltou.

Quando a moto voltou, o cara já estava com uma arma na mão. O que você faz, você marido que tá com a sua esposa e seu filho? Porque diretamente o cara ia acessar primeiro a Ana Júlia, porque o marido bonito tava mais perto dos muros ali. Era um lugar que tinha um murão assim, um muro comprido só que baixo. Dentro do muro você via que tinha um matagal. O cara veio com a moto, com a arma na mão, e parou. Quando ele parou, o instinto da Ana Júlia foi pegar o Caio, que nessa hora tava no chão, e colocar atrás da perna dela.

Quando ela olhou para o rapaz e olhou para o marido— onde estava seu marido? O marido da Ana Júlia estava correndo lá na frente, quase terminando o muro, mais umas 4, 5 casas e a esquina. Pois o marido dela correu e virou a esquina. Nisso, o bandido com arma na mão ficou olhando para Ana Júlia. Caio já tava chorando e ele pegou a bolsa da Ana Júlia da mão dela, virou a moto e foi embora. O que ela não sabia é que o bandido tinha virado a esquina e tinha ido atrás do marido dela.

O bandido desceu da moto, rendeu o marido dela, deu duas coronhadas na cara dele, pegou a carteira dele, o celular, e jogou nele a bolsa da Ana Júlia, que tinha documento, celular. Então o bandido bateu no marido da Ana Júlia a ponto dele ficar lá caído no chão, a ponto da coronhada quebrar um dente dele da lateral, porque pegou aqui na lateral do rosto. E jogou em cima dele a bolsa dela intacta. Ele nem abriu a bolsa dela e ela ficou com uma bolsinha que era ali com as coisas do Caio.

Você via como uma bolsinha infantil, né? O cara não levou. Ela ali atordoada, em vez de seguir em frente, porque o bandido foi em frente, ela ficou assustada e voltou para achar uma casa para pedir socorro. E na cabeça da Ana Júlia, o que mais deixou ela chocada é que ali era um matagal. Se o cara falasse pra ela, entra nesse matagal, ela entra nesse matagal. Entende que tudo podia ser muito pior e o seu marido correu e largou você e seu filho em perigo?

Ana Júlia voltou, encontrou uma casa chorando muito. Ela tava sem bolsa, tava sem nada, sem celular. Até então o bandido levou tudo. Falou pra mulher ali que ela tava sozinha com a criança porque ela ficou com vergonha de contar que o marido dela tinha corrido. E a mulher chamou a viatura. A viatura veio depois de uma meia hora, 40 minutos, demorou assim, e pegou ali Ana Júlia com a criança e falou, vamos dar uma volta aqui, geralmente não acha, né?

?Voz C

Você pode fazer, você vai fazer o BO, tal.

AFAndreia Freitas

Andando as ruas ali, ela achou o marido que tava andando todo manquetolando, todo sangrando pela rua, pela rua de trás. E aí ela falou, o meu marido, papai, papai!

?Voz C

E aí o policial virou pra ela e falou, minha senhora, você não tava sozinha com a criança?

AFAndreia Freitas

Aí ela olhou pro policial com olho cheio de lágrima e falou, não, meu marido tava junto, mas ele correu. O outro policial que tava dirigindo parou a viatura, olhou pra trás e falou, seu marido o quê?

?Voz C

Ué, meu marido correu.

AFAndreia Freitas

E aí eles fizeram aquele ron, sabe assim, só uma sireninha. E pararam do lado do marido. E aí o marido falou: ai, que bom que apareceu a viatura! Quando ele olhou atrás, quem que tava na viatura? Ana Júlia com Caio. Ele estava indignado. E Ana Júlia via a bolsa com ele e não sabia o que dizer, até que o policial falou: senhora, é sua bolsa?

?Voz C

É minha bolsa, mas foi o bandido que levou.

AFAndreia Freitas

Ali na viatura, enquanto não chegavam na delegacia, ele contou: que o cara alcançou ele, bateu nele e jogou nele a bolsa, mas levou o celular dele, levou a carteira, pediu para desbloquear o celular, levou o celular dele desbloqueado. E ali na delegacia, meio que o policial deu um sermão nele, falou: ah, mas como que você correu?

?Voz C

Você tava com a sua esposa, seu filho, você correu?

?Voz D

Ah, foi automático, nem pensei, mas eu tava correndo de volta.

AFAndreia Freitas

Não tava. E aí o policial olhou para ele com desprezo. Aí entraram para lá na parte da delegacia, e depois quando o escrivão chamou, o escrivão já tratou também o marido da Ana Júlia igual lixo. Só que aí vocês não vão acreditar, ele estava indignado porque ele falou: não é estranho isso, bandido me bater e jogar a bolsa dela? O próprio marido da Ana Júlia tava insinuando que talvez o bandido tivesse ali amando Dona Júlia.

?Voz C

Aí o escrivão virou para ele e falou: é, eu posso te explicar aí o que aconteceu, não tem nada aqui armado não. Você é rico? Você tem quanto na conta?

?Voz D

R$900 e poucos reais.

?Voz C

Você não tem nada? Isso aí, isso aí eu vou te explicar o que que é. É que até bandido tem ética. Você correu, deixou a sua mulher, o cara ficou puto e foi atrás de você.

AFAndreia Freitas

Até ladrão tem ética, disse o escrivão. Só que a partir daí o marido da Ana Júlia ficou revoltado com ela, com ela falando que era muito estranho que o bandido foi muito agressivo com ele e deixou todas as coisas dela intactas. E depois ele viu que o bandido conseguiu usar o cartão dele na carteira digital ali, gastou Tipo R$300 dos R$900 que ele tinha, sabe? Ana Júlia falou para o escrivão que o maior medo dela foi que era um matagal ali.

Se o bandido quisesse, gente, ela é mulher, né? O cara correu, o cara correu, sabe? Era para ser ali o protetor dela, né? Para proteger ela ali naquele momento e o filho, e o cara correu. O escrivão orientou ali ele pegar o BO para fazer os documentos novos. Dificilmente ia achar o celular, dificilmente ia achar cartão, essas coisas, né, para cancelar tudo. E assim, o cara puto, viu? E aí onde o escrivão falou, ainda bem que não aconteceu nada com a senhora nem com seu filho, ignorando totalmente o cara que tava com a cara um pouco inchada.

Deu um papel para ele para fazer lá corpo de delito, mas era longe e ele mesmo não quis ir fazer. Que a polícia nesse esse caso aí não leva não, você que tem que ir no IML. E a partir desse dia, Ana Júlia tinha pesadelos e ela falou: eu quero me separar. Só que como você vai separar se você não tem um real? É aí que eu falo, você não tem um real, você não tem para onde ir. No caso da Ana Júlia, não tem mais pais vivos. Ah, vai para casa de uma amiga, mas você tem que ficar um tempo lá, mas você não trampa.

Ana Júlia se viu ali numa situação que ela não tinha um real, ela não guardava nada desses troquinhos que eu falo para vocês fazerem aí o fundinho de caixa de vocês. Ela não tinha nada. Desde que esse fato aconteceu, isso já tem quase 2 anos, Ana Júlia vem fazendo bicos agora que eu dei a ideia, né, para pegar um pouco a mais também, fazendo bicos, fazendo as coisas, juntando um dinheiro para poder se separar, para não ir para o meio da rua, porque o aluguel ali tá no nome dele, é ele que paga. A geladeira, tudo ele que comprou.

?Voz D

Ele falou, você não vai levar nada, eu que comprei. Eu comprei antes do nosso casamento.

AFAndreia Freitas

O carro dele é antes do casamento. Então, ah, vai pagar pensão, sei lá, vai dar uns R$400 de pensão. Dá para fazer nada, gente. A partir desse dia, ela passou a dormir no quarto do Caio, os dois numa cama de solteiro, até que uma amiga dela tava dando lá uma cama que tava sobrando, e ela pegou e botou, pegou o colchão também usado da amiga Para ter duas camas no quarto do Caio, porque ele não comprou e ele dorme lá na cama de casal.

Ana Júlia, com muito custo, tá juntando um dinheirinho para ver se ela consegue alugar um lugar, mobiliar, fazer as coisas. Tem as amigas dela que são rede de apoio que também vão ajudar, mas ela precisa ter algum. Ela tá terminando um curso agora, que é uma coisa que ela sempre gostou de fazer, cabelo, coisinhas de estética, né? E aí ela quer alugar uma casa para deixar a sala ali, né, na entrada, para ela fazer as coisinhas dela de estética, porque ela consegue cuidar do Caio, fazer as coisas em casa.

Então veja, aconteceu essa coisa que para mim foi grave, e ela não pôde se separar porque ela não estava trabalhando, porque ela não tinha renda, nada nenhuma. Ah, mas aí o juiz vai falar que ele tem que dar uma renda para ela. Sei lá, um ano, dois, três. Mas se ele dividir ali a renda, ainda não ia dar para fazer as coisas. Então não adianta, mesmo que ela peça agora, ela ainda ganha uma pensão dele, não só para o Caio, para ela também.

Mas ela precisa de um pouco de estrutura, de ter um complemento. Então ela tá— eles não dormem mais juntos, ele faz um inferno na vida, ele diminuiu as coisas para comer, por exemplo. Aí ela falou que ela ia no Conselho Tutelar, ele voltou a comprar as coisas. Não importa, gente, o quanto o casamento de vocês é bom, o quanto vocês conversaram entre si, combinaram isso, a mulher precisa trabalhar e ter o seu dinheiro, nem que seja para vender um pônei bom, uma pôneitura, sabe, um pônei caro, qualquer coisa, gente.

A mulher precisa ter a sua renda para, se uma coisa dessa acontecer, você pegar seu filho e sair de casa e viver sua vida. Agora ela ainda divide a casa com ele, tá? Agora provavelmente até o final do ano ela já consegue a estrutura que ela acha que ela precisa para sair, né? Sempre bato nessa tecla: a mulher precisa ter o seu dinheiro. A mulher precisa se organizar financeiramente pensando no dia de amanhã. Não importa o tamanho do amor, não importa se é o amor da vida, o cara teve ali um instinto e correu, largou filhinho traumatizado vendo uma arma e a esposa na frente de um matagal com desconhecido armado.

?Voz C

Né?

AFAndreia Freitas

E sorte dele que o cara não deu tiro, só deu coronhada. Então pensa nisso, gente, se organiza, sabe? Se organiza financeiramente, tenha sua independência. Não importa o tamanho do amor, se organiza.

?Voz E

Oi, não inviabiliza-se. Juliana de São Paulo. Mulheres, tenham o dinheiro do não, dinheiro do não vou aceitar esse desrespeito, não vou aceitar essa palhaçada. Não vou aceitar essa violência, não vou aceitar esse desamor. Não caiam nessa de ficar dependendo de homem. Trabalhem. Se não for num trabalho registrado, CLT, vendam o ponei-vão, o ponei-carro, o poneitura, mas não dependam de homem. Tenham o dinheiro do não. Esse cara, ele conseguiu me irritar aqui na minha casa, ele conseguiu irritar um bandido armado.

Ana Júlia, eu espero que você consiga se libertar dessa prisão e que você nunca mais volte para um lugar em que você é tão desrespeitada, tanto você quanto seu filho. Que vocês sejam muito felizes. Longe desse peso morto. Mulheres, dinheiro do não. Beijo.

?Voz 1

Olá, não inviabilize. Aqui é Isabela do Rio de Janeiro. A regra é clara: não dependam financeiramente de homem. Isso é uma coisa que o meu pai sempre me ensinou, porque no dia que ele quiser te largar, ele não vai pensar duas vezes. E aí você vai ter que se virar para arrumar uma renda para você sobreviver. Se tiver filho, pior ainda, que você ainda vai ter que dar conta do sustento das crianças. Por mais que haja lei, que haja justiça, que ele pague pensão, que ele pague o que quer que seja, o dinheiro não é suficiente para o seu sustento.

Não deixem de trabalhar, não abandonem as carreiras de vocês por causa de homem, porque a gente combinou assim. Não se abandonem, porque para abandonar a gente eles não pensam duas vezes. Um beijo!

AFAndreia Freitas

Que eu amo fazer as minhas compritas no Mercado Livre, você já sabe. Tô fazendo praticamente uma casa no Mercado Livre, né? E agora com Dia dos Pais, já tá aqui Dia dos Pais, você pode perguntar para o seu pai o que ele quer, o que ele queria, um presentinho tal, e ele falar não preciso de nada. Mas você vai olhar as coisinhas dele e ver que sim, ele tá precisando de muita coisa. Eu gosto de presente de pai. Carteira, amo. Meia, amo.

Lenço, amo. Eu ia amar ganhar presente de pai. No Mercado Livre você encontra tudo que seu pai precisa com descontos de até 70% e pode pagar em até 21 vezes com Mercado Pago. Acessa agora o link que tá aqui na descrição do episódio. Leia as condições e corre para o app para fazer suas compritas e aproveitar muito. Um beijo, gente, e eu volto em breve. Quer a sua história contada aqui? Escreva para nãoenviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Enviabilize.

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