ARTEIRO
Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!
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Edição de áudios: Depois O Leo Corta Multimídia
Vinhetas: Pipoca Sound
Voz da vinheta: Priscila Armani
Cibele
Evandro
Renata
Tássia
- Responsabilidade parental versus controle excessivoDanos causados por menores · Dever de vigilância e educação · Acordo judicial · Odisseia e Ilíada
- Impacto Social do EscândaloPercepção da criança sobre limites · Dificuldade de socialização · Mães da Poneilândia
Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia.
Oi, gente, cheguei! Cheguei para mais um Picolé de Limão e hoje eu não tô sozinha, meu publi! Quem tá aqui comigo hoje é a EBAC, a Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia. A EBAC é uma escola online com mais de 150 cursos, 145 mil alunos e mais de 300 professores que podem mudar aí a sua vida profissional. E na EBAC, dentro da área de marketing, que cresce muito no Brasil, a gente sabe, você encontra marketing digital, social media marketing, gestão de marketing de eventos, branding e identidade visual, copywriting, marketing de performance, CRM marketing e muitos outros cursos.
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Tem cupom. E hoje eu vou contar para vocês a história da Cibele. Então vamos lá, vamos de história. Cibele casou com Evandro e eles tiveram um filho que a gente vai chamar aqui de Carlinhos. Carlinhos cresceu aí muito saudável, com os amiguinhos dele, uma criança muito tranquila, muito calma, muito obediente. Antes de começar o ensino fundamental, Carlinhos estudou a vida toda numa escola chamada Poneilândia. Lá ele fez muitos amiguinhos e a Cibele também fez algumas amigas mães.
Quando o Carlinhos estudava na Poneilândia. Quando ele foi entrar no fundamental, não tinha mais como dar sequência na Poneilândia e ele foi para uma escola católica chamada Pônei de Maria. Pônei de Maria era um pouco mais rígida, mas o Carlinhos se adaptou super bem. Ele é uma criança adaptável, gentil. Então assim, Carlinhos é nota 10. Na época da escolinha Poneilândia, a Cibele fez uma amiga ali Essa colega tinha um filho da mesma idade que Carlinhos, que a gente vai chamar aqui de Renanzinho.
Um ano antes de terminar o período da Poneilândia, ela tirou o Renanzinho e foram morar em outro estado, porque o marido foi transferido. Eles iam ficar uns 2 anos fora e depois voltariam. Cibele teve pouco contato com essa mãe, mas trocavam ali algumas conversas: como tá Renanzinho?
Como tá Carlinhos?
Nada além disso, amenidades, conversinhas. E assim foi por um período, até que um dia mãe de Renanzinho manda mensagem para Cibele dizendo: olha, a gente voltou, né?
Eu matriculei Renanzinho na escola Pneu Objetivo. E como é que você tá? Como é que tá Carlinhos? Onde Carlinhos tá estudando? Cibele falou: olha, ele tá, né, estudando aí no Pneu de Maria, é uma escola católica.
Carlinhos nunca teve afinidade com Renanzinho. Uma coisa que me incomoda às vezes, umas mães fazendo assim: ah, eu vou levar meu filho para brincar com fulano, com criancinha fulaninha. E às vezes as crianças não gostam daquela criança que você levou para brincar, ou não tem nenhuma afinidade. Tipo, as mães querem conversar e põe os filhos juntos ali. Às vezes os filhos não se gostam, ou não sei lá, não tem afinidade para brincar. Então Eu acho importante levar isso em consideração, né?
Carlinhos, quando soube que Renanzinho vinha para brincar, falou: olha, mãe, eu não curto o Renanzinho, mas ele é da sua idade, ele gosta de brincar com você, então você vai brincar com ele.
Não respeitando ali a vontade de Carlinhos e Cibele. No dia que a mãe de Renanzinho ia encontrar com Cibele, ela teve um contratempo qualquer e falou, olha, Cibele, a gente vai ter que adiar, não vou conseguir ir até a sua casa hoje e tal, vou marcar outro dia. Carlinhos ficou super aliviado, tava ali no seu primeiro ano do fundamental, né, com 7 anos e pouco. Naquela semana, mãe de Renanzinho não entrou mais em contato com Cibele, e na semana seguinte ela mandou uma mensagem, mas ela queria, além de ir até a casa, né, da Cibele, conversar com a Cibele sobre a escola Pônei de Maria.
Lá no Pônei Objetivo, Renanzinho não estava se dando bem e ela queria ver a possibilidade de trocar o Renanzinho de escola. Pônei de Maria era até um pouco mais barata do que Pônei Objetivo. Então, até seria uma vantagem para mãe de Renanzinho essa questão financeira, um pouquinho, né, mais barata. Enfim, a gente tá falando aqui de pessoas que têm uma condição de vida um pouco melhor assim, né? Ainda da classe trabalhadora, mas um pouquinho acima da média.
Não, então vem, né? Traz aí o Renanzinho pra brincar com o Carlinhos e a gente conversa.
Eles chegaram umas 2 horas. Cibele tinha feito bolo, um monte de coisa pra receber, né? Fazia tempo que ela não via essa mãe pessoalmente, né? Desde a época da Pneulândia, escolinha Pneulândia. Assim que a mãe do Renanzinho chegou com o Renanzinho, a Cibele notou que o Renanzinho estava com uma bola na mão e eles moram em apartamento.
Cibele falou, oi, tudo bem?
Abraçou, beijou a mãe de Renanzinho ali, deu um beijinho no Renanzinho.
E falou, então você trouxe a bola? Dá aqui para tia, né? Eu guardo a bola para você porque aqui não tem como jogar bola aqui dentro.
Mãe de Renanzinho, não era para falar, olha, deixa a bola no carro, não vai levar a bola?
Renanzinho na hora já deu um gritinho ali e falou, não, a bola é minha, não vou te dar a bola.
Mãe de Renanzinho, em vez de falar, é o garoto, olha o jeito que você tá falando, falou, ai, esse Renanzinho. Agora seria o pesadelo de Carlinhos, porque ele não gosta do Renanzinho.
Cibele falou, ah, vai lá, Carlinhos tá lá no quarto dele, vai lá brincar com ele.
Tipo assim, né, deixa os adultos aqui. Tinha ali feito um café legal para primeiro elas tomarem café, depois levaria alguma coisa para as crianças, deixa as crianças lá brincando. Mãe de Renanzinho queria saber da Polide Maria, porque Renanzinho tinha sido expulso da Pony Objetivo, que ele tava lá há pouquíssimo tempo, sei lá, 1, 2 meses. A mãe de Renanzinho disse assim que Renanzinho, desde 4, 5 anos, passava no psicólogo, tinha feito todos os testes possíveis, não tinha nenhum grau de autismo, não tinha TDAH, não tinha nada.
Ele, uma criança muito ativa, uma criança muito serelepe, não tinha TOD, que é o Transtorno Opositivo Desafiador. É importante ressaltar que o Renanzinho passou por muitos profissionais capacitados que descartaram esses diagnósticos. A mãe de Renanzinho continuou falando que em determinada época lá da terapia do Renanzinho, ela e o marido, eles foram chamados porque a psicóloga achava que a questão era realmente uma falta de limites, que os pais não impunham limite nenhum.
Inclusive, Renanzinho não tinha limite desde criança da hora de dormir, não tinha uma rotina para comer, então ele podia comer a hora que ele quisesse, dormir a hora que ele quisesse, acordar a hora que ele quisesse. Isso faz parte do que os pais de Renanzinho acreditam, que o filho tem que ter total liberdade, que essa é a verdadeira democracia, que ninguém pode mandar em ninguém, inclusive nas crianças. Então Renanzinho, ele dentro da capacidade dele, decidia o que ele queria comer, o que ele queria vestir, a hora que ele queria acordar, a hora que ele queria dormir.
Isso é preocupante, né? Cibele tentando contra-argumentar, dizendo que criança precisa de rotina, que isso e aquilo, tentando convencer a mãe de Renanzinho que tudo bem se eles querem ter uma criação mais alternativa do Renanzinho, mas o Renanzinho Precisa viver em sociedade, então alguns limites ele precisa cumprir. Elas duas na mesa de jantar ali tomando um café, comendo um bolo, conversando sobre isso. Pensa assim, ó, uma sala de jantar com a sala ali, né, e a cozinha-copa separada.
De repente, Renanzinho sai lá do corredor do quarto do Carlinhos correndo Dá uma bicicleta no ar. Renanzinho aparentemente muito bom em esportes, então acho que os pais deviam colocar ele pra gastar energia em esportes, né? Mas como Renanzinho só faz o que ele quer, se ele começa uma aula de futebol e depois ele cansa, ele não vai mais. E os pais não obrigam, não falam nada. Chuta a bola e a bola acerta a televisão de 86 polegadas de Evandro.
Além da tela, Na hora, trincar, saiu até uma gosma da tela, que a Cibele não sabe o que que é. A TV caiu do móvel de bico no chão, espatifou, gente. A TV de 86 polegadas avaliada em R$5.800, 6 pau. Na hora, mãe de Renanzinho falou: Renanzinho, não acredito que você fez isso! Já falei para você não jogar a bola dentro de casa. Por que que ela deixa ele subir com a bola então, né? Renanzinho ficou parado, pegou a bola. Cibele em choque. E a mãe falou assim: olha, você me desculpa, eu vou pagar pela TV.
Vê quanto foi que eu vou pagar pela TV. Vamos embora, Renanzinho.
Pegou o Renanzinho e foi embora. Uma das queixas dessa mãe foi que ela não tinha mais amigas, porque, ah, ninguém entende o jeito dela criar o Renanzinho. Cibele já tinha feito a parte dela de falar que criança precisa de limite, deu até o Carlinhos como exemplo. Carlinhos, uma criança muito boazinha, mas ainda assim com limites, né? Ficou combinado dela pagar a televisão. Evandro chegou do trabalho e teve uma pequena crise nervosa porque foi uma TV que ele pagou, tava pagando ainda parcelas, e era uma coisa que ele gostava muito.
Então assim, eles só com uma televisão na casa. Então nos quartos, né, não tinha TV, só a TV da sala ali para ser um momento em família, sabe, para eles assistirem coisa juntos, os três e tal. Ela foi embora, eram umas 4:30, quase 5 horas.
Evandro chegou umas 7 horas e já falou: bom, tá bom, ela falou que vai comprar, já vou pegar o link aqui da mesma televisão, ela pode vir aqui pegar essa quebrada e já mandar a nova para casa.
Praticamente passando mal. Quando foi umas 8 horas da noite, a Cibele chamou a amiga ali e mandou na mensagem o link.
Falou, olha, amiga, aqui tá o link da televisão.
Talvez ela não imaginasse que a TV custava R$6.000. Visualizou e não respondeu. Cibele ficou tensa, mas falou, bom, Evandro, vamos, né, jantar, dormir.
E amanhã eu converso com ela.
No outro dia de manhã, ela mandou uma mensagem: Oi amiga, bom dia, né? Você viu o link da TV? Quando é que você vai? Você quer o endereço daqui para mandar entregar direto aqui e tal, né? Sabe o que que ela respondeu?
Eu conversei com o meu marido e ele não acha justo a gente pagar pela TV porque o Renanzinho estava brincando com o Carlinhos.
E não tava, o Carlinhos tava, não saiu do quarto. E ela disse que não pagaria a TV. Trocaram áudios ali, se estranharam. Sorte que a Cibele tinha as mensagens de quando ela falou, ah, vê o link e tal, que eu vou comprar a TV, antes dela saber o valor da TV, né? Mas ela falou, ela tinha pedido desculpas inclusive por mensagem. Pai de Renanzinho mandou mensagem desaforada para Cibele. Aí o Evandro pegou o telefone desse cara, também trocou mensagem mensagem desaforada.
Paralelo a isso, Pônei de Maria pediu o histórico escolar do Renanzinho, porque ela foi lá pedir vaga, e não aceitou. Diz que não havia vagas mais. Mãe de Renanzinho achou que Cibele de alguma forma foi lá na diretoria da Pônei de Maria fazer alguma retaliação, né, em relação ao Renanzinho, sendo que Cibele nem sabia de nada. E a mãe de Renanzinho acabou criando um grupo com as mães lá da Escolinha Poneilândia para contar uma história mentirosa sobre essa questão da televisão, inclusive falando que foi o Carlinhos que derrubou a televisão.
E uma das mães foi perguntar para a Cibele. Cibele acabou contando o que de fato tinha acontecido. Todo mundo conhecia o Renanzinho ali, sabia que ele realmente era um menino muito arteiro. As mães inclusive evitavam que as crianças brincassem com o Renanzinho. E essa mãe acabou avisando as outras mulheres do grupo e todas saíram do grupo. E aí o Evandro avisou que eles iam entrar na justiça contra os pais. E aí o cara falou, pode entrar, criança não é responsabilizada, vocês vão perder.
Foram atrás de orientação jurídica no Pequenas Causas, né, que é o JEC, acho que chama, Juizado Especial Cível. Eles descobriram que sim, os pais são legalmente responsáveis pelos danos civis, materiais ou morais causados por seus filhos menores de 18 anos. Esse filho tem que estar sob a sua guarda, né, ou quem for a pessoa que tem a guarda é responsável. A responsabilidade dos pais é objetiva, mesmo que os pais: ah, não mandei fazer, ah, porque eu nunca falei para ele fazer isso, ah, eu me distraí um pouco.
Eles respondem mesmo sem culpa direta, baseados no dever de vigilância e educação. Ali mesmo na conciliação O pai de Renanzinho ficou surpreso, porque ele não achou que ele seria responsabilizado, né? Foi orientado ali que se fosse para processo, provavelmente eles iriam perder. E o cara aceitou fazer um acordo ali e pagar a TV sem ir para justiça. O cara pagou a televisão e tudo é feito em juízo, assim, você tem que depois provar que você realmente pagou.
É conciliação, mas tipo, vale como uma sentença de acordo ali que eles fizeram, né? O Carlinhos falou que o Renanzinho, quando tava lá no quarto, falou para ele que ele podia fazer o que ele quisesse, do jeito que ele quisesse, que os pais brigavam um pouco com ele. E aí o Carlinhos falou, mas e aí, você gosta, né? Que que você faz, tal? E aí teve uma hora que o Renanzinho falou que às vezes achava isso legal e às vezes não. A TV quebrada, acho que é só um pano de fundo, né?
Mas até que ponto é saudável você deixar seu filho crescer sem limites? Eu acho que não é. Olha como a criança percebe. Ele falou para outra criança que às vezes achava que não era legal os pais deixarem ele fazer tudo que ele quisesse. E também uma coisa que eu pensava igual o pai do Renanzinho, que crianças não eram responsáveis por nada. E elas realmente não são, mas os pais ou tutores ou a pessoa que tem a guarda é responsável.
Isso chama responsabilidade objetiva. E na lei tá escrito que é dever dos pais ou tutores ou curadores ou a pessoa que tem a guarda vigiar e educar O dever de educar é dos pais, não é da escola. Escola, ela te passa informações, ensino é outra coisa, mas o dever de vigiar e educar é dos pais. E até hoje, mãe de Renanzinho, às vezes a Cibele encontra alguém, né, alguma mãe da escola Poneilândia, e fica sabendo que ela foi lá inventar alguma coisa ou fazer alguma fofoca mentirosa sobre a Cibele.
Me preocupa muito como vai crescer o Renanzinho, né, pulando de escola em escola, fazendo tudo que quer. Daqui a pouco começa a desafiar os pais, sei lá. Enfim, o que que vocês acham?
Bom dia, não inviabilizers! Meu nome é Tássia, eu falo aqui de São Paulo. Sim, os pais, eles respondem civilmente pelas ações, inclusive quando vocês forem contratar seguro. Isso inclui seguro residencial, seguro do apartamento de vocês. Contratem cobertura de responsabilidade civil. Parece uma coisa boba, mas ela faz toda a diferença. Desde um vaso que pode cair na cabeça de um transeunte que está passando na calçada, até o seu cachorrinho que pode morder alguém, até uma bola do seu filho, dos seus nenéns, que podem acertar a vidraça de um vizinho.
Cobertura de responsabilidade civil é justamente para danos físicos e danos materiais causados a terceiros. Essa cobertura parece uma besteira, mas ela é super importante. Beijos, fiquem todos bem.
Oi, ouvintes do Não Inviabilize, aqui é Renata de Santo André. E eu, como mãe Nutella e praticante estudiosa da educação positiva, fico muito triste quando eu escuto histórias como essa de mães que divulgam como se estivessem fazendo educação positiva dessa maneira totalmente completamente errada e permissiva, né? A educação positiva ou educação respeitosa, ela é para respeitar as crianças enquanto indivíduos. Mas já está super claro em todos os estudos de educação infantil e desenvolvimento infantil o quanto as crianças precisam de rotina e de limites.
E é nosso dever enquanto pais, enquanto sociedade, respeitar as crianças, mas direcioná-las. Muito importante que eu, como mãe de uma criança de 6 anos, eu acolha a minha filha, eu respeite a minha filha, mas eu direcione, eduque, e assim estabeleça limites e rotina para ela. Que essa mãe acorde em algum momento.
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Se uma criança quebrar alguma coisa na sua casa ou, sei lá, te xingar na internet, o responsável são os pais ou os tutores ou curadores, a pessoa que tem a guarda. E isso tá no Código Civil, artigos 932 e 933 do Código Civil. Que criação essa Mãe de Renanzinho e pai de Renanzinho estão dando para esse garoto, né? Ainda bem que eles pagaram a TV, porque o Evandro já tava passando mal.
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