Episódios de Não Inviabilize

PRINCESA

23 de abril de 202624min
0:00 / 24:41

Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!

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Edição de áudios: Depois O Leo Corta Multimídia

Vinhetas: Pipoca Sound

Voz da vinheta: Priscila Armani

Participantes neste episódio3
A

Andreia Freitas

HostJornalista
B

Bianca

ComentaristaJornalista
C

Carol

ComentaristaApresentadora
Assuntos3
  • Sonho de princesaManuela · relacionamento · classe trabalhadora · homem rico · desilusão · letramento de gênero
  • Expectativas e Realidadesfrustração · idealização de relacionamentos
  • Impacto da Pandemiaisolamento · relacionamentos durante a pandemia
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Picolé de limão, o refresco ácido do seu dia.

Oi gente, cheguei, cheguei pra mais um picolé de limão e eu já não tô sozinha, meu publi. Quem tá aqui comigo hoje é o Airbnb. Você, trabalhador ou trabalhadora brasileira, que tem aí um feriado todinho pra chamar de seu, você já se programou pra aproveitar esse feriado? O dia do trabalhador está chegando e cai numa sexta-feira.

Olha que coisa boa, amo! E essa é a oportunidade perfeita pra você descansar e relaxar aí num feriado prolongado. Sabe quem te ajuda a encontrar uma acomodação bacana, numa cidade legal, pra você viajar aí com a família, ou chamar os amigos, seu amorzinho, ou mesmo botar o pé na estrada sozinha? Bora!

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E você pode pagar no Pix ou parcelar em até seis vezes sem juros no cartão. Feriado liberado é no Airbnb. E hoje eu vou contar para vocês a história da Manuela. Essa história se passa um ano antes da pandemia e Manuela estava com 24 anos. Então vamos lá, vamos da história. Manuela trabalhava numa grande empresa.

O sonho da Manuela sempre foi encontrar um cara, tipo príncipe, se casar, ter filhos e realmente se dedicar aí ao lar. Na época ela tinha 24 anos, ela sempre teve esse sonho de ser uma princesa realmente, né? E isso é muito culpa dos filmes, né? Dos desenhos animados.

Na cabeça da Manuela, ela encontraria um cara que seria um bom provedor e ela seria uma boa esposa, dona de casa, uma boa mãe, nananã. Este era o roteiro que Manuela queria para a sua vida. A empresa que Manuela trabalhava foi comprada por uma outra empresa. E ali começaram a chegar pessoas novas.

Entre essas pessoas, um cara que devia ter ali seus 31, Manuela ficou sabendo que ele era filho de um dos donos daquela empresa que tinha feito a fusão com a empresa dela. Ou seja, um rapaz rico.

Manoela achou o cara lindo. Ele era muito educado com todo mundo da empresa, falava com você olhando nos olhos, prestava atenção. E Manoela foi se apaixonando. Ele ia lá umas duas vezes na semana apenas, ficava algumas poucas horas e ia embora. Ainda assim, Manoela...

Mostrava muito interesse, assim, né? Comentava com as colegas de trabalho e todas falavam pra ela. Manuela, você é pobre, né? Classe trabalhadora. Esse cara é rico, ele já chega aqui e já vem de helicóptero. Você nunca vai ter chance com ele. E Manuela ficava brava. Gente, não é possível que só porque eu não tenho dinheiro, ele nunca vai olhar pra mim.

Manoela é uma moça bonita, mas assim, o rapaz era educado com todo mundo. E do mesmo jeito que aí pra você, essa parece uma história clichê de filme pra mim também, na cabeça da Manoela fazia mais sentido ainda. O cara rico, jovem, bonito, se apaixonar pela garota pobre que trabalha na empresa do pai dele. Gente, em filme isso dá certo. Na vida real, será que dá?

O tempo foi passando até que chegamos ao final do ano, com fraternização da empresa, que fez uma enorme festa num clube para os funcionários. Todo mundo foi convidado, desde o pessoal da limpeza até os CEOs. Todo mundo estava nessa festa. Teve prêmios, sorteios, brincadeiras, muita música, DJ, boa comida, boa bebida, era uma festança realmente. Tchau.

Nessa festa, a Manoela estava. E ela não achou que esse rapaz rico fosse aparecer na festa. Porque ele ia lá muito pouco e tal, né? Não era assim, ah, uma pessoa que trabalhava lá. Devia ficar rodando aí, né? As empresas do pai.

Manuela estava lá, sentada com as amigas, e ela viu este cara entrando. Assim que ele entrou, já deu aquele frio na barriga da Manuela, e ela correu para o banheiro, dá um upzinho ali, na make, né? Dá uma ajeitada no rosto, no cabelo.

E Manuela passou a ir atrás desse rapaz. Ela se colocava em posições estratégicas para que ele a visse. E cruzasse o olhar com ela para ela poder sorrir. Então ela tentava fazer com que parecesse muito casual. Mas era tudo muito planejado.

O tempo foi passando. Manoela, que antes pensou em beber, encher a cara na festa da firma, só tinha tomado uma tacinha ali e naquela tacinha ela ficou. Ela queria estar muito sobre. O rapaz ali conversando com os CEOs, com a galera, meio que não misturado, tá? Não estava misturado. Essa festa estava todo mundo no mesmo ambiente? Sim, porém não estavam misturados.

lá pelas tantas, Manuela já um pouco frustrada, porque ele assim me dava um sorrisinho ou outro, mas assim, gente, nada, nada além disso. Queria até ir embora, mas ela... Não posso ir embora antes dele, quero ficar vendo ele até o final, pelo menos.

Uma hora lá, este moço rico passou e deu um papel para Manuela. Nesse papel tinha um número de telefone. E ele escreveu, me liga. Manuela não sabia se era me liga depois ou me liga agora. Mas ela foi lá para o banheiro e ligou. O rapaz atendeu e falou para Manuela assim, você quer ir embora comigo?

Gente, o sonho da Manuela estava começando a se realizar. Quais eram as chances? Manuela falou, quero. Respondeu apenas isso, quero. Ele falou, espera na entrada então. Manuela correu lá para a entrada, avisou as amigas só que estavam indo embora. Não falou que ia embora com ele. Um perigo, devia ter contado para alguém, né? E foi lá para frente, lá para a entrada.

Ela ficou do lado de dentro da entrada. Ele passou por ela, deu um sorriso, saiu e a Manuela saiu atrás. Mas, gente, ele não pegou na mão dela, não conversou com ela nada.

Ela alcançou ele e eles foram lado a lado conversando até chegar no carro dele. E assim que eles entraram no carro, o cara já beijou a Manuela. E, gente, na cabeça da Manuela, pronto. Amor da minha vida, vamos casar, vamos ter os filhos que eu sempre quis ter. E a gente vai viver esse romance lindo.

Dali, ele levou a Manuela pra um hotel chique, bem chique, mas chique, chique mesmo. Pediu um quarto no hotel, ou seja, ele não estava hospedado lá. Eles chegaram na recepção e ele fez o check-in todo, né? Um quarto, assim, gente, não é motel não, hotel de rico. Coisa assim que a Manuela falou, André, eu nunca entrei num ambiente daquele.

E ela realmente teve ali uma noite maravilhosa. Falou que o cara era muito gentil, delicado. E eles ficaram juntos ali a noite toda. Só que quando deu ali umas 5 horas. Eles tinham saído da festa lá pela 1 hora da manhã. O cara falou que tinha que ir embora. Mas que ela podia ficar no quarto. Que o check-in era só meio-dia. Que ela podia ficar até meio-dia lá se ela quisesse.

Manoela já ficou um pouco triste. Né? Porque, poxa, achou que ele fosse ficar lá, né?

Era um horário ainda que não tinha ônibus. Bom, eu vou ficar aqui até de manhã, sim. E aí ele deu um beijo ali na Manuela e foi embora. Manuela, quando acordou, ligou na recepção pra saber se o café da manhã fazia parte da diária. Ela fazia, só que ela tava meio que com roupa de festa, assim. Ela ficou com vergonha. Então, ela foi embora, assim, né? Com fome ainda.

Aí eu ia tomar café e falei, iiii, ricaiada, tô nem aí. Sentava lá, tomava meu café linda. Mas Manuela foi embora pisando nas nuvens, assim, né, gente? Ela tinha ficado, tinha sido uma noite muito boa. E ela tinha ficado, né, com aquele cara que ela sempre sonhou. Mas assim, o cara também não prometeu nada, né? Não falou nenhum eu te ligo, nada. Só deu um beijo nela e tchau.

Manuela não teve coragem de ligar pra ele nada, mas ela adicionou aquele número e viu que ele tinha ali uma conta no WhatsApp, que as fotos dele mudavam ali, né? Às vezes no WhatsApp e tal. E era isso, ela ficava olhando as fotos dele ali no aplicativo, né? No WhatsApp.

Passou Natal, passou Ano Novo, ela ia voltar a trabalhar ali por volta do dia 6, pensando no cara o tempo todo. Agora que ela tinha ficado com ele, estava pior. Porque antes, quando era só um sonho, né, você falava, poxa, talvez eu não alcance. Agora que ela tinha ficado com ele, ela estava meio que apaixonada, obcecada. Mas com muito medo de fazer alguma coisa e o cara, sei lá, até demitir ela, né.

Quando ela voltou a trabalhar, ela contou para as amigas e ninguém acreditou nela. Ninguém acreditou. Janeiro passou, o cara não apareceu. Ela não tinha coragem de mandar nem um oi para ele, nada. Em fevereiro, ele apareceu ali e foi direto na mesa dela. Falou um oi e deu um beijo no rosto dela. Aí as amigas todas já ficaram, meu Deus, aconteceu mesmo.

Ele veio todo derretido. E aí ele falou assim pra ela, me liga mais tarde. Manoela ficou meio em choque, tava todo mundo ali olhando. E ela falou, ligo. E já ficou toda vermelha, toda felizinha ali. Todo mundo, meu Deus, você tá saindo com o ricaço. Quando foi mais tarde, em vez de ligar, ela mandou um oi pra ele, uma mensagem. E ele não respondeu e ligou pra ela. Tipo, telefonou, né? Eu detesto que me telefonem.

Ela atendeu e ele convidou a Manuela mais uma vez pra sair. Dessa vez, eles foram num flat. Também foi muito legal. Foi ali logo depois que ela saía do trabalho. E quando foi umas 10 da noite, ele falou, vou chamar um carro pra você. Pra levar ela embora, né?

Por mais que a Manuela ficasse com ele, transasse com ele, ela não se sentia tão íntima a ponto de ter uma conversa com ele. Do tipo, a gente está saindo, o que é isso? Sei lá, conversar sobre o que eles estavam tendo ali. Ela não tinha coragem. A Manuela falou, Andréia, parecia que faltava intimidade mesmo.

E era sempre assim, passava um tempo, ele ligava pra Manuela e eles saíam. Num mês, assim, eles saíam quatro, cinco vezes. Tem casal de namorado que só se vê de final de semana, então assim, eles estavam até saindo mais que alguns namorados oficiais por aí, né? E aí Manuela criou coragem pra perguntar o que era aquilo. E ele falou, ah, a gente tá se conhecendo, a gente tá ficando, né? Não quero botar roto. Como fala assim, gente?

perguntou pra ele, você tem alguém? Você é comprometido? Ele não levava a Manuela na casa dele. Ou era flat, ou era hotel. Hotel cinco estrelas, hotel bom. Mas nunca era a casa dele. E ela sabia que ele morava naquela cidade. E ele falou, não, você pode pesquisar minha vida, eu não sou comprometido, não tenho namorada, mas eu não gosto de levar as pessoas na minha casa.

É uma coisa minha e eu prefiro que a gente se encontre em outros lugares. Tem algum problema para você? O Manuel falou, não, não, não, tudo bem. Ficaram um ano, praticamente, até dezembro, saindo bastante, assim. Chegou dezembro, ele disse que ele ia fazer uma viagem longa. Ele não foi na festa de confraternização da firma, né? Que seria... Eles ficaram na festa anterior, né? Do ano anterior. Ele não foi...

Manuela já estava mal, porque assim, ela passou um ano saindo com ele várias vezes no mês, mas ele não era namorado dela, ele não dava uma...

assim, nenhum vislumbre do que seria o futuro deles, se eles teriam o futuro, se não teriam, o que era aquilo. Ele só falava isso, não quero rotular, tá bom pra você, assim, se não estiver bom pra você, você me fala, a gente pode parar. Mas ele não falava, tipo, se não estiver bom pra você, a gente pode mudar esse relacionamento pra ficar bom pra você, entende? Ele só falava que a gente podia parar. E lógico que ela não ia querer parar, porque ela estava apaixonada, né?

Durante todo o tempo que eles ficaram juntos, era visível que ela não tinha acesso às coisas que ele tinha e que muitas das coisas até que ele pedia para comer, ela nunca nem tinha ouvido falar. Mas, daquela viagem que ele falou que ele ia fazer, foi a primeira vez que ele falou claramente para ela alguma coisa do tipo Eu não vou te convidar porque eu sei que você não vai conseguir. E aí, ela falou Não, mas eu tenho um mês de férias. Ela teria um mês, ela foi ingênua, né?

Aí ele falou, ah, não, eu entendi, mas é que os lugares que a gente vai, né, são lugares mais caros, eu não sei se você vai conseguir, entendeu? Era um grupo de amigos deles. Na fala dele ali, ele deu a entender que, assim, ela não teria dinheiro pra...

pagar, ele não estava disposto a pagar para levar ela para conhecer os amigos ricos dele, porque tinha isso também, ele não saía com ela assim, em lugares por mais que eram lugares chiques não eram os lugares que ele ia com a turma dele por exemplo, ela nunca conheceu os amigos a família, por mais que ela soubesse que o cara era dono, o pai dele era dono das empresas, né?

E ali a Manuela ficou muito triste. Tinha outra também. Por que ele não trocava mensagem com ela? Sempre só ligava. Isso pra mim parecia coisa de cara casado. Mas até as amigas dela tinham feito pesquisa. E o cara não namorava, gente. Ele não tinha ninguém. Se saía com outras enquanto saía com ela, Manuela nunca desconfiou, nunca soube também. Mas ter uma namorada, assim, firme, não tinha.

O cara passou quase dois meses esquiando. Gente, essas coisas de esqui, tudo muito caro, né? Então, imagina, ele foi pra algum lugar aí que tinha neve, né? E tava lá esquiando, fazendo as coisinhas de esqui dele. Ela via uma ou outra coisa, porque ele não postava também. Não era aquele cara que ficava postando coisa nas redes sociais. Então, era muito difícil de achar, né?

O cara voltou no comecinho de fevereiro, ligou para a Manuela, eles saíram uma vez. E depois veio pandemia. No comecinho da pandemia, a Manuela ligou para ele e falou Ah, não estou podendo falar agora. E esse não estou podendo falar agora, virou um nunca mais vou falar com você.

A empresa lá, tinha gente que ia trabalhar presencial, tinha gente que trabalhava de casa, a Manuela trabalhava de casa, o tempo foi passando, ela acabou descobrindo uma menina, porque ela stalkeava realmente ele, tudo que ela conseguia, amigos, familiares, tudo que ela descobria.

que postou algumas fotos com ele. Você percebia que era uma menina rica. Depois disso, ele nunca mais atendeu o telefone, nem respondia as mensagens dela. Depois de um tempo, ele bloqueou a Manuela.

Ele começou a namorar essa garota rica, riquíssima como ele. Noivou com essa garota riquíssima com direito a festa bem chique. E no final da pandemia se casou com essa garota chique, rica como ele. Manuela quase enlouqueceu. Ficou muito mal, precisou até tomar medicação. Porque ela ainda tinha esperança.

Ela ainda achava que aquele conto de fadas ia acontecer. Que ela ia ser a princesa. Que ela sempre quis ser. Encontrar um príncipe, um cara que pudesse tirar ela da vida que ela levava. E ela tivesse filhos e casasse com ele. E isso não aconteceu. Ele casou com uma pessoa tão rica ou até mais rica que ele.

Depois que acabou a pandemia, ele já estava casado, ele voltou a frequentar a empresa. Como se nada tivesse acontecido, inclusive cumprimentando a Manuela com a maior frieza do mundo. E nunca dando uma brecha pra ela nem tirar satisfação, sabe? Nada. Manuela não superou. Eu falei, cara, por que você não, sei lá, se demitiu, foi procurar outro emprego? Ela falou, Andréia, o emprego lá eu ganho bem e também eu não quero ficar longe dele.

Ela acompanha a vida dessa moça rica, porque essa moça posta as coisas e tal. Ele já tem um filho e a moça rica tem a vida que é a Manuela. A vida de princesa, que pra moça nem é de princesa, porque ela cresceu nessa realidade, né? A moça é meio snob também, já foi na empresa também, mas olha pra galera com meio nojinho assim, sabe? Ai, trabalhadores, que nojo.

E agora a Manuela ainda é obcecada por ele, ainda sofre, né? E meio que se desiludiu com essa coisa de princesa. O que, Manuela? É um lado bom, assim, eu acho, né? Não esperar isso de mais nenhum homem, né? A gente tem que trabalhar, a gente tem que ter o nosso dinheiro, poder ter a nossa independência. Ah, tudo bem, quero filhos, ótimo, tenha seus filhos. É...

Mas pelo menos a gente tem que desmistificar isso, né? De que essa vida de princesa existe porque não existe, gente. Sinto informar que não existe para ninguém. É só coisa de filme, de desenho mesmo. E aí eu trouxe uma reflexão para a Manuela. Mas o que ele tinha de tão interessante além do dinheiro?

Ah, ele é charmoso, ele é bonito, mas não tem caras bonitos, outros caras charmosos. Outro cara rico como ele realmente vai ser difícil. Mas eu acho que desde o começo ele nunca teve a intenção de se casar, sequer namorar, assumir um namoro com a Manuela. É a minha visão, tá? Eu falei isso pra Manuela. Manuela acha que não, que ele podia ter assumido e tal.

Mas passou um ano e pouco, gente. Um ano, né? Praticamente. Porque depois ele viajou, fez que ir e tal. Quando voltou já... Tava diferente, né?

Eu não sei, gente, eu não acredito que dê certo uma pessoa muito, muito, muito rica casada com uma pessoa da classe trabalhadora. E quando eu falo rica, é rica, rica, rica, rica, de berço, como é esse cara assim. Não é tipo, ah, um jogador de futebol que ficou milionário. Não.

Tô falando de gente rica de berço que olha pras pessoas que não são da linhagem deles, né? Linhagem, entre aspas. Olha já com aquele, ai meu Deus, nojinho, sabe?

Então, sei lá. Eu espero que ela supere isso e que a gente comece a viver pensando em nossas metas, nossos objetivos e tal. E que, ah, que legal se chegar um cara ou uma menina pra somar, né? E não transformar isso num ideal de vida a ser perseguido, sabe? Ter o relacionamento perfeito e a pessoa perfeita.

O que vocês acham? Oi, não viabiliza. Aqui é Bianca, de São Luís do Maranhão. Essa história da Manu deixa bem claro pra gente que somente o letramento de gênero tem como nos libertar desses sonhos que a sociedade nos impõe. De ser mulher troféu, de ser mantida, de ter uma casa provida por um homem que talvez nem sequer te veja como um ser humano, né? Somente como mais um objeto ali que ele conquistou.

principalmente quando a gente é pobre a gente tá ali, lá embaixo mesmo na prateleira de ser escolhida eu espero que a Manu consiga, através do letramento de gênero desencanar desse sonho de princesa e que ela tenha muito sucesso e muita paz na vida dela

Olá, pessoal do Não Enviabilize, aqui é Carol e eu falo do Rio de Janeiro. Manu, é muito difícil quando a gente projeta alguma coisa para a nossa vida e tem isso frustrado. Então, em relação a isso, eu sinto muito por você ter passado e estar passando por tudo isso. É muito importante que a gente lembre qual é o lugar da gente de mulher nesse mundo. Que você possa tomar as rédeas da sua vida e construir as suas coisas, batalhar pelas suas coisas, se constituir como gente no mundo.

sem estar subordinada ou submetida à relação com o homem, né? A dependência desse homem para ser aquilo que você quer ser. Então eu espero que você consiga superar, que você possa seguir com a sua vida, construir as suas coisinhas. Um abraço! O dia do trabalhador está chegando! E cai, gente, numa sexta-feira! Do jeitinho que a gente gosta, né?

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